Estamos iniciando um novo capítulo do tempo de Restauração, depois do cativeiro. O relato está no livro de Esdras, a partir do capítulo 7. Houve um intervalo de 58 anos entre o final do capítulo 6 de Esdras, quando se completou a reconstrução do templo, e o início do capítulo 7, quando começa a história de Esdras. Esdras era um escriba, da linhagem dos sumo sacerdotes, nascido e educado na Babilônia. Ele foi escolhido por Deus para liderar uma nova etapa na restauração. A casa de Deus, o templo, seria uma estrutura sem qualquer sentido se não houvesse um verdadeiro retorno, não só para a terra, mas para a lei, a aliança entre Deus e o povo.
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25/02/24 – Ed 7 – Baixardo áudio.

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Transcrição
Hoje nós estamos iniciando um novo capítulo, nova etapa. Terminamos o livro de Esther e agora
estamos voltando para o livro de Esdras. Nós ficamos bastante tempo fora do livro de Esdras,
porque os primeiros seis capítulos falam a respeito da reconstrução do templo, do primeiro
retorno do cativeiro para a terra de Israel e depois nós ficamos bastante tempo com os
profetas, a Geo e Zacarias, que eram contemporâneos, mas Zacarias ainda continuou profetizando um
pouco depois dessa primeira época da reconstrução do templo. Depois nós fomos para o livro de
Esdras, daqui a pouco eu vou mostrar o diagrama, um que já usamos em outras etapas também,
e ficamos então no livro de Esther, que entra num intervalo, numa lacuna, porque o livro de
Esdras, ele tem esses primeiros seis capítulos que já estudamos, que relatam essa primeira parte,
a primeira etapa da restauração, o primeiro período da restauração com Zorubabel e Josué,
o sacerdote, e depois nós estudamos os profetas paralelos, mas entre o final do capítulo seis,
que fala a respeito do final, como completaram a reconstrução do templo, e o capítulo sete,
que vamos começar hoje, tem uma lacuna de quase 60 anos, 58 anos. Então nesse período, nesse
intervalo entre o capítulo seis de Esdras e o capítulo sete, é que entra historicamente,
cronologicamente, o livro de Esther. Como nós estamos fazendo um estudo da linha cronológica,
entendo a linha histórica dos relatos na Bíblia, então foi por isso que nós deixamos
Esdras de lado por um tempo e fomos estudar o livro de Esther. Então agora nós estamos
prontos para retomar o relato do livro de Esdras, e nós vamos começar então hoje o capítulo sete,
quando nós agora vamos conhecer o homem que deu o nome ao livro de Esdras, porque nós já estudamos
seis capítulos dessa primeira época, mas provavelmente Esdras não tinha nem nascido ainda nesses
primeiros seis capítulos. Nós não sabemos a idade de Esdras quando ele voltou, quando ele veio da
Babilônia para Israel no capítulo sete em diante, mas como se passaram quase 60 anos e depois da volta
inicial, no início do livro de Esdras, 20 anos antes, então nós podemos dizer que do capítulo um de
Esdras até o capítulo sete se passaram quase 80 anos, então provavelmente Esdras talvez tivesse
entre 40 anos, 50 anos, não sabemos a idade que ele tinha, talvez até fosse mais jovem, não dá para
saber, mas seja qual for, 30, 40, 50 anos, ele não tinha nascido quando Zorba Bel fez o primeiro
retorno depois do cativeiro. Então esse é o contexto, já vamos falar um pouquinho mais sobre
essa introdução, entender a situação histórica, quem era rei da Pérsia, vamos nos situar um
pouquinho e começar então a ver essa nova etapa na restauração. O templo já foi reconstruído,
na primeira etapa, o templo está todo reconstruído, está funcionando, o altar, a casa de Deus,
os sacerdotes, está tudo em funcionamento, faz tempo já, mas tem uma outra etapa importante para
a restauração, nós estamos falando sobre restauração porque o cativeiro representa a etapa final de
decadência, de afastamento dos propósitos de Deus, tudo que Deus fez durante séculos e séculos,
a partir de Abraão, a partir de Moisés, a partir da entrada na terra prometida, tudo que Deus foi
construindo foi praticamente tudo perdido, não tudo porque houve uma preservação da lei, houve
aquilo que tinha sido feito, não ia gastar tanto tempo para refazer, porque não foi tão difícil
para a casa de Deus como foi inicialmente, mas a restauração é porque o cativeiro representa
um arraso, uma destruição de tudo que Deus tinha dado para eles, terminando com a expulsão, exílio
da terra prometida e a casa de Deus foi destruída, a cidade de Jerusalém, então tudo foi perdido por
tempo e a igreja tem passado, tem muitos paralelos com a história da igreja, então quando nós
falamos de restauração, estamos falando de Deus depois de um tempo de tratamento, de trabalhar,
de cumprir o seu propósito através da disciplina, então Deus começa a reconstruir e esse processo
foi acontecido mais de uma vez na história, o povo de Israel voltou nessa época, mas depois da vinda
de Jesus, da primeira vinda de Jesus, eles foram dispersos e tudo foi destruído outra vez, então
a igreja tem passado por fases sucessivas de perder, de recuperar alguma coisa, perder de novo,
então no livro de Juízes, aquele ciclo de se afastar de Deus, de perder a liberdade, de perder
o governo de Deus, de perder a própria liberdade, mesmo dentro da terra prometida, então tem esses
ciclos de afastamento, de apostasia, de perda e depois de restauração, então esse processo de
restauração é um fator contínuo na história do povo de Deus, agora evidentemente Deus não está
andando em círculos, porque se fosse só o livro de Juízes parece muito círculo, porque segue o mesmo
ciclo, várias vezes Deus liberta, Deus levanta um libertador e aí eles voltam para Deus e as coisas
começam a entrar nos eixos novamente, mas aí aos poucos vai perdendo, vai perdendo, vai perdendo e
então você tem esse sobe e desce, sobe e desce, mas ainda que algumas etapas na história possam
parecer que tá só andando em círculos e a nossa própria vida individual pode muitas vezes parecer
que a gente tem uma fase de comunhão com Deus, de dar fruto, de ter a benção de Deus na nossa vida,
depois tem uma outra etapa que parece que perde bastante ou quase tudo e depois volta, então a
nossa vida e a vida coletiva do povo em geral pode parecer que está, que é uma fase circular, de estar
sobre, sobe e desce ou andando em círculos, mas Deus não está andando em círculos, a história está
caminhando para um objetivo, Deus está fazendo muitas coisas que não são visíveis para os olhos
humanos e muitas vezes nem para quem está participando do processo, enfim, esse é o assunto de
nossa oração e vamos nos aprofundando nisso com a ajuda de Deus, vamos orar, Senhor, nós pedimos
que o Senhor nos ajude neste momento, reconhecemos a Deus, a nossa incapacidade mesmo sabendo, mesmo
tendo os fatos na Bíblia ou na história ou na nossa vida, mesmo a gente tendo diante dos nossos
fatos, os fatos que aconteceram, a história do que aconteceu muitas vezes nos falta a capacidade de
interpretar, nos falta o entendimento, a sabedoria de realmente penetrar mais, de conhecer mais o que
o Senhor está fazendo no meio de situações que parecem improdutivas, que parecem ser sem um
objetivo, nós estamos olhando para um momento na história do teu povo que está relatado aqui no
livro de Esdras e pedimos ajuda do Senhor, abre os nossos olhos, toca no nosso coração, ajuda no
Senhor a enxergar aquilo que o Senhor deseja revelar para que a nossa caminhada nos dias de hoje possa
não só ter mais sentido, mas que possa se alinhar contigo, queremos alinhar os nossos passos contigo
e pedimos isso por amor do teu nome, do teu propósito, em nome de Jesus, amém. Estou colocando,
coloquei aqui na folha, é um resumo, mas nós estamos usando, coloquei à disposição uma folha
que mostra a cronologia desse período, nós usamos essa folha no início do livro de Esdras,
Esdras 1, usamos essa folha de novo no início do livro de Esther e agora estou colocando novamente,
porque é uma folha que mostra toda a cronologia deste período de tempo, que é abrangido pelos três
livros e tem os profetas, mas os livros históricos são Esdras, Esther e Nehemiah. Nós já estudamos
metade do livro de Esdras, mais da metade, né, o livro de Esther, agora estamos voltando para
completar o livro de Esdras e depois passaremos para Nehemiah. Esse final do livro de Esdras é bem
próximo ao livro de Nehemiah, então rapidamente, né, vamos olhar, eu não vou falar detalhadamente
sobre cada parte, mas a história é, tem uma variação, às vezes você vai ler no livro,
fala 536, outros falam 538, tem uma variação pequena de datas, né, dependendo da fonte,
mas estou colocando aqui, 536 foi o ano em que Ciro, o rei da Pérsia, deu o decreto liberando o
povo para voltar depois de 70 anos no cativeiro, liberando o povo para voltar de acordo com profecias
de Isaías, de acordo com profecias específicas, né, da duração do cativeiro do profeta Jeremias.
Então em 536 eles voltaram, então estamos aqui, 536, a primeira etapa, aqui como não tem muito
espaço, né, tá bem resumido aqui, mas eu coloquei templo, por quê? Porque até mesmo no decreto de
Ciro, ele falou, vocês podem voltar para a sua terra, mas ele mesmo colocou, não é só voltar,
vocês podem voltar e reconstruir o templo, Ciro sabia que Nabucodonosor tinha destruído a casa do
templo de Deus, né, naquele tempo, então o objetivo grande, a fator central da primeira etapa da
continuação foi a reconstrução do templo, então eu só coloquei templo, mas é a reconstrução do
templo e que levou esse tempo que tá aqui embaixo, 536 a 516, lembrando que eles não ficaram o tempo
todo reconstruindo o templo, eles ficaram parados em torno de 16 anos, eles começaram a reconstruir o
templo e aí foram impedidos, desanimaram, pararam e depois Deus levantou a Geo e Zacarias para falar,
voltem a trabalhar na casa de Deus, porque esse é o seu objetivo principal, então esse é o primeiro,
esse é o primeiro seis capítulos de Esdras, os líderes, os protagonistas nesse período foram
Zorobabel, descendente da linhagem de Davi e Josué, sacerdote da linhagem de Arão, da linhagem dos
sacerdotes, então os dois foram os líderes, mas Deus também usou muito Zacarias e a Geo como
profetas, né, que também foram importantes, os reis da Pérsia nesse período foram Ciro
e depois, depois no meio de Ciro e Dariu ainda tem um outro rei, o filho de Ciro, mas não aparece nas,
não sei que seja com outro nome né, mas ele não aparece no relato, mas quem era o rei quando o
templo foi terminado foi o rei Dariu, então nós temos Ciro e depois Dariu, então essa é a primeira
capa da restauração que corresponde aos primeiros seis capítulos de Esdras e depois, como expliquei,
entre o capítulo seis de Esdras e o capítulo sete, que nós estamos começando agora, entra o livro
de Esther e esse tem um espaço de 58 anos entre os dois capítulos, mas o período de Esther, a
história não acontece na terra, esse aqui é uma história que acontece na Pérsia, fora da terra
prometida, são judeus, os envolvidos na história, não só Esther e Mordecai, mas todos os que estão,
que fazem parte da história lá, que seriam mortos de acordo com o plano de Amã, esses judeus eram
os que não tinham retornado junto com Zorubabel e Josué, foi um grupo pequeno, em torno de entre
40 e 50 mil pessoas voltaram com Zorubabel e Josué, mas nós não sabemos os números, mas muito mais,
havia muito mais, um número muito maior do que 50 mil que permaneceu espalhado pelo império que
estava na Babilônia e agora é da Pérsia, então estavam na Babilônia, estavam na Pérsia, estavam
espalhados aí pelas regiões ali, então essa é uma história que não trata de restauração,
não trata assim, não é algo que está acontecendo dentro da terra prometida, dentro do plano de Deus
fazer uma habitação em Jerusalém, mas é claro que era algo importante, não era uma história
secundária, porque o plano de Amã era aniquilar todos os judeus, inclusive aqueles que estavam na
terra de Judá, na terra de Israel, porque fazia parte do império de Pérsia e o plano de Amã era
para todos, todos, e se isso tivesse acontecido, o plano de Deus, que ele decidiu fazer o seu plano
de redenção por meio dos descendentes de Abraão, então esse plano teria sido frustrado, mas Deus não
permite isso, então a história de livramento, a história de Esther é uma história muito
importante, porque é a preservação, não é restauração em si, mas é uma preservação para os
propósitos de Deus, agora é claro que quando você vê Deus em ação, quando Deus age na história, é
algo muito importante que nos aproxima de Deus e que é o propósito da criação, o propósito da
criação é nos aproximar, nos introduzir num relacionamento verdadeiro com Deus, então agora
nesse período, então Xerxes não era um descendente direto de Dario de Ciro, o próprio Dario não era
descendente de Ciro, então é uma outra linhagem, aliás, perdão, Dario não era descendente de Ciro,
Xerxes era descendente de Dario, então Xerxes é o rei, aí tem essa história que acontece mais ou
menos de 483 até 465, no ano de 465 ou 464, como eu falei, tem pequenas divergências nas fontes,
mas por volta desse ano de 465, Xerxes foi assassinado, lembram que Mordecai evitou um
plano de assassinato de alguns dos eunucos do rei no início do livro de Ester, mas depois dos
acontecimentos de Ester, alguns anos depois, um plano foi executado e Xerxes foi assassinado e
o filho mais velho dele foi assassinado também, tem essas histórias daquele tempo, muitas intrigas,
mas no fim Artaxerxes, que era filho, ele era o terceiro filho de Xerxes, se você está pensando,
será que Artaxerxes era filho de Ester? Não, ele não era, nós não sabemos se Ester teve um filho
com o rei Xerxes, não tem relatos históricos que a gente consiga identificar, o livro de Ester não
fala sobre isso, mas Artaxerxes tem alguns registros históricos, é provavelmente, é quase certeza,
que ele nasceu antes de Ester se tornar rainha, ele tinha nascido já, ele é o terceiro filho de
Xerxes, ele assumiu o trono e ele é o rei que está no restante do livro de Esdras e também no
livro de Nehemiah, ok? Então isso aqui é mais ou menos um resumo para você se situar, algumas
pessoas leem essas histórias e não se preocupam quem é Artaxerxes, quando que aconteceu, Esdras
e quanto tempo depois, eu gosto muito de saber onde que está na história, qual que é a sequência
e exatamente isso que nós estamos fazendo nesse estudo, estamos seguindo a sequência dentro possível,
sequência cronológica, ok? Então isso é só uma breve introdução para a gente começar, ok? Então
vamos começar a leitura, Esdras capítulo 7, versículo 1, passadas estas coisas, porque é uma
sequência do capítulo 6, então passadas essas coisas, quer dizer, passou bastante tempo, quase
60 anos, passadas estas coisas no reinado de Artaxerxes, rei da Pérsia, Esdras, filho de
Azarias, filho de Azarias, então ele vai dar uma genealogia. Bom, nós vamos começar, eu vou já dando,
me antecipando, vou falando algumas coisas sobre Esdras nessa aula de hoje, mas muitas coisas nós
vamos desenvolvendo com a medida que o estudo vai avançando, a gente vai dando mais fatos,
ouvindo mais coisas, Esdras ele não é um personagem tão falado nas escrituras, o que nós temos sobre
Esdras na Bíblia, esse Esdras que estamos começando a ver no capítulo 7, nós temos os quatro últimos
capítulos desse livro, 7, 8, 9 e 10, esses quatro capítulos falam sobre Esdras, como ele voltou da
Alemanha e o que ele fez em Israel. E depois no livro de Nehemiah, que é só um pouquinho depois,
alguns anos depois, não muito tempo depois, o livro de Nehemiah fala principalmente sobre Nehemiah,
mas eles eram contemporâneos, quando Nehemiah chegou depois de Esdras, Nehemiah representa uma
terceira, um terceiro retorno, primeiro com Zurobabel, segundo com Esdras, mas esses outros
retornos não eram muito numerosos, Esdras deve ter levado umas 1.500 pessoas talvez, não sabemos,
geralmente fala dos homens, então talvez era um grupo maior com mulheres e crianças, mas não era
um grupo grande e Nehemiah era menos ainda, mas foram três retornos documentados, pode ter havido
vários outros retornos porque estava liberado, quem quisesse sair de qualquer parte do reinado e
voltar para Israel, eles podiam, eles não tinham mais restrições, mas o que está documentado na
história é o primeiro com Zurobabel, o segundo retorno com Esdras aqui e o terceiro com Nehemiah,
mas quando Nehemiah voltou, Esdras já estava lá, eram uns 12, 13, 14, 13 anos depois, então Esdras
estava lá e no capítulo 8 de Nehemiah, Esdras vai aparecer novamente, então são esses capítulos,
cinco, seis capítulos que nós temos na bíblia sobre Esdras, mas na tradição judaica tem Talmud,
tem tradições orais, tem outros documentos, tem Josepho, tem outros relatos, Esdras é uma das
mais conceituadas na história do judaísmo, Esdras foi uma pessoa muito importante na história,
muito influente, nós vamos ver algumas coisas registradas aqui, o livro de Esdras e o livro de
Nehemiah, inicialmente eles nos escritos das escrituras judaicas, eram um livro só, Esdras e
Nehemiah, eram um livro só depois que foi separado, mas é muito provável, a gente não tem certeza
absoluta, mas é muito, muito provável que Esdras tenha escrito os dois livros, são dois livros agora
e também sempre se atribui a Esdras a compilação de primeiros, segundo crônicas, na bíblia judaica,
no cânon judaico, os dois livros de crônicas são os últimos livros, não é na sequência que nós
temos na nossa bíblia que Malaquias é o último livro, na bíblia, no primeiro testamento, que as
escrituras que os judeus usam até hoje, os livros de crônicas, os dois livros de crônicas são os
últimos livros, na sequência, talvez porque foram uns dos últimos livros a ser compilados, não sabemos
a razão para isso, mas enfim, Esdras, nós vamos falando mais sobre isso depois eu vou passar alguns
fatos, mas a gente vai seguir, nós vamos seguir a história aqui e vamos acrescentando mais algumas
informações sobre Esdras, mas eu só queria dizer que ele é uma pessoa muito importante, ele como
ele mesmo escreveu, ele não fala muito de si mesmo, ele não nos dá muitas informações, mas na
tradição judaica ele chegou a ser considerado por muitos como um segundo Moisés, uma pessoa assim de
muita importância e nós vamos começar a analisar e ver o porquê dessa importância, qual que foi a
influência, qual que foi o papel que Esdras desempenhou na restauração e na influência, na
verdade assim, o povo judeu, vou já dando alguns aspectos, o povo judeu é considerado o povo do
livro, eles são um povo, a identidade deles porque os judeus na história ficaram mais tempo fora da
terra prometida do que dentro, se você somar todos os períodos da história, então o que manteve assim
foi que uma parte central das promessas de Deus para Abraão é a terra, a terra de Israel é de
fundamental importância, mas a terra não ficou com eles o tempo todo, durante esse tempo que nós
estamos estudando, esse tempo de Zorobabel, de Esdras, de Nehemiah, além de eles não serem nessa
época, eles não eram um estado independente, eles não tinham o poder de governar a si mesmos, o
imperador, o Artashersis, ele colocou Nehemiah como governador, então eles tinham uma certa
liberdade, Nehemiah recebeu o mandato para governar, mas ele estava debaixo das ordens do rei da
democracia, mas além de não serem um estado independente, que isso Israel, o povo judeu só
conseguiu depois do cativeiro por um curto período com os macabeus e agora a partir de 1948, então
nessa época eles não eram um estado independente e a semelhança de hoje que Israel é um estado
independente, mas luta com inimigos de dentro e de fora, nessa época de Esdras e Nehemiah também
eles tinham essa mesma situação, porque durante o cativeiro outros povos habitaram ali, o rei da
Síria mesmo levou bastante gente de outras nações para morar ali depois que ele tirou as dez tribos,
então havia presença dentro da terra de Israel de outros povos, que é como nós temos hoje os
árabes, os palestinos e as nações em volta, então Israel teve por pouquíssimo tempo na história,
com o tempo do auge de Davi e Salomão, eles tiveram até domínio sobre outras nações, independência e
poder, mas na maior parte da história é o povo de Israel mesmo quando estava na terra não tinha
autonomia, não tinha liberdade, tinha muitos inimigos, tinha conflitos, tinha guerras, então
essa é a situação, é bem interessante a gente olhar para esse período, nós vamos ver isso mais
de Nehemiah, muitos conflitos internos parecidos com o tempo de hoje, então o povo de Israel é o
propósito de Deus para Israel tem muito a ver com a terra, mas na história e mesmo tendo a terra,
tendo toda a liberdade, o que que identifica, o que é que o povo de Israel, e isso traz muita
aplicação para nós, como aqueles que foram enxertados, como aqueles que fazem parte agora
da aliança por meio de Jesus, o que é que identifica já que nós não temos, os cristãos
não tem, os judeus não tem, o povo de Israel não tem, nós não temos o reino de Deus na terra,
Deus não está habitando, Deus não fez a sua capital aqui ainda, ele não se mudou para cá,
ele não estabeleceu o reino, então se nós não temos um reino, se nós somos dispersos, se nós
somos um povo espalhado por aí, o que que nos identifica, por que que nós não somos um grande
perigo, e aconteceu com muitos judeus e com muitos cristãos também, de serem assimilados, o que
quer dizer assimilado, é quando vêm italianos, alemães, japoneses para o Brasil e depois de duas,
três, quatro gerações, os descendentes não são mais italianos ou alemães ou japoneses, eles são
brasileiros, africanos, indígenas, eles podem manter a identidade como um grupo separado, não
só a raça, a cor, os aspectos físicos, mas se eles mantêm uma cultura, se eles mantêm hábitos,
se eles mantêm sua língua, o que que identifica, o que que deveria identificar os judeus como o
reino de Deus em outras partes ou mesmo quando voltasse para a terra, é a lei, são as escrituras, é a aliança,
então é essa parte que nós vamos começar a ver agora, Esdras, ele foi uma peça fundamental, na
etapa da restauração que estamos estudando, depois de de virem e reconstruírem a casa de Deus, faltava
uma coisa muito importante, eles tinham a lei, eles não deixaram de ter a lei, mas a lei não tinha
muito destaque e Esdras, ele veio com uma característica, com uma preparação, com uma função
importante que era trazer de volta o povo para a aliança original, para a aliança com Deus,
então essa era a função de Esdras, então vamos voltar aqui então para Esdras 7, quando fala,
eu comecei a falar tudo isso, porque Esdras, ele é apresentado aqui com a genealogia dele, já começa
falando, quem que era Esdras? Ele era filho de Seraias, filho de tal e tal, e ele volta no versículo 5,
a genealogia dele chega até Arão, então Esdras, ele era da descendência de Arão, mas ele era uma
pessoa muito detalhista, ele era um escriba e ele tinha um interesse muito especial nas genealogias,
então você pode notar, olha, os livros que a gente atribui, que a gente, os estudos indicam que foi
Esdras que compilou, todos são livros cheios de genealogias, Esdras tem um monte de nomes e quem
voltou como Zorobabel, era filho de quem e tal, Neemias tem vários capítulos também com genealogias,
mas o livro que mais tem genealogia na Bíblia é primeiro Crônicas, que foi bem provavelmente
compilado por Esdras, então Esdras, ele tinha esse detalhe, essa mente detalhista de saber de onde
que eu vim, não só meu pai, meu avô, mas voltando vocês podem notar que até mesmo no livro de Esdras,
Zorobabel por exemplo, ele era descendente da Vi, mas no livro aqui ele não traz uma genealogia
detalhada de Zorobabel, não traz de Josué, o sumo sacerdote que era parente, era parente de
Esdras, porque os dois eram descendentes de Arão, mas Esdras era quem pesquisava essas coisas que
ele pesquisava, então isso depois nós vamos ver como isso é importante, então por enquanto vamos
ficar nesse fato de que Esdras tem, ele já se apresenta como um descendente de Arão, isso vai
ser importante porque vai qualificá-lo para aquilo que ele vai fazer, então o versículo 5, nós não
sabemos todos os nomes, é só um detalhe que quando você compara essa genealogia de Esdras aqui com o
primeiro crônica 6, você descobre como a gente tem isso até nas genealogias de Jesus, em Mateus 1,
eles não necessariamente, quando eles colocavam a genealogia, eles pulavam alguns nomes, Esdras
provavelmente era neto de Seraías, o primeiro nome com Esdras aqui, Seraías era sumo sacerdote
quando Nabucodonosor invadiu e destruiu Jerusalém, mas isso tinha acontecido há muitos anos, não tinha
condição de Seraías que foi morto, ele nem foi para o cativeiro, Seraías foi morto pelos Babilônios,
então não tinha condição de Esdras ter nascido de Seraías, naquela época, ele estaria com a idade
muito mais de 100 anos aqui nesse momento, então ele não era filho, ele era neto ou bisneto de Seraías,
e assim tem várias outras partes da genealogia que eles pulavam, mas era mais para seguir a linha,
ele queria mostrar que ele veio da linhagem de Arão. Ok, versículo 6, este Esdras subiu de Babilônia,
ele era escriba, hábel, a minha versão fala hábel, outros falam versado, eles dizem que essa palavra no hebraico
é rápido, rápido no sentido assim de alguém que conhecia tanto que ele podia fazer as coisas com rapidez,
ele era eficiente, ele era treinado, ele era perito, ele não era simplesmente alguém que era um aprendiz de um escriba,
ele era um escriba preparado, formado, a gente tem que lembrar que naquela época a maioria das pessoas não sabia ler e escrever,
eles não era uma coisa comum, nem todo mundo tinha, não era assim todo mundo, que ser escriba, qualquer um pode ser um escriba,
a coisa principal de um escriba, ele tinha que anotar coisas, por exemplo, Jeremias tinha um ajudante chamado Baruqui,
que anotava, Jeremias falava as profecias e Baruqui anotava, era um escriba, muitos dos livros de reis e crônicas
fala a respeito, quando falava assim, tipo o gabinete, os ministros do rei, um deles sempre era um escriba,
alguém que anotava os fatos, mas o ofício, a função de um escriba era uma coisa importante, não era uma coisa mecânica,
um escriba era alguém que conhecia suficientemente os fatos, ele não fazia mecanicamente, ele sabia interpretar,
e quando se fala assim, no caso aqui, Esdras, ele não era apenas alguém que aprendeu a copiar a escritura,
e isso tem até hoje entre os judeus, porque a Torá, que eles colocam nas sinagogas, o rolo, ele é copiado por pessoas
treinadas, pessoas que ficam o dia inteiro copiando a mão, o hebraico que tem o alfabeto diferente,
é cheio de detalhes, não só os caracteres que tem formato muito diferente do nosso alfabeto,
mas no hebraico tem vários detalhes que podem mudar o significado, um ponto, um risquinho,
eu não conheço muito essas coisas, mas a gente sempre ouve pesquisa, eu ouço de pessoas que conhecem mais,
eu ouvi de um judeu messiânico há poucos dias que quando fala assim, o Shema, ouve-o Israel,
o senhor nosso Deus é o único, é errado, um só Deus, então eles colocam a última letra da palavra importante,
o Shema, ouve, é errado, é um Deus, a última letra é maiúscula para chamar atenção, essa é uma palavra importante,
então tem muitos detalhes quando vai copiar e o escriba, ele tem que saber, às vezes ele coloca até por conta dele,
porque ele fica tão por dentro do sentido, ele não está fazendo aquilo de uma forma mecânica,
ele entende a importância, ele entende o peso de certas partes, certas palavras, então tem muitos detalhes,
a pessoa que escreve, que copia, é uma pessoa que precisa ser treinada, é uma pessoa que entende,
é uma pessoa que sabe interpretar, então quando nós lemos aqui no versículo 6, ele era escriba-ábel,
ser um escriba já era algo difícil, mas ele era um escriba-ábel, ele era versado, ele era perito,
agora vamos pensar um pouco, nós estamos falando que isso aconteceu, esse episódio que estamos lendo no capítulo 7,
esse momento da vida de Esdras, era em torno de 80 anos depois do primeiro retorno de Zorobabel,
quando nós lemos em Esdras, o próprio livro de Esdras, na época do decreto de Ciro, fala assim,
aqueles que Deus despertou, e nós sabemos que quem voltou da Babilônia naquela época, foram poucas pessoas,
e nós podemos tirar uma conclusão, e às vezes é verdadeiro, de que a maioria dos judeus,
a maioria do povo que estava ali naquele momento, a maioria não tinha disposição, não tinha despertamento,
não foi tocado por Deus para sair talvez do seu conforto, talvez da sua vida, parentes, possessões, profissão,
eles não queriam abandonar a sua vida e voltar para Israel, e isso pode ter uma conotação muito ruim,
porque eram pessoas que não estavam colocando Deus em primeiro lugar na sua vida, eles não achavam importante,
então nós podemos tirar a conclusão, que pode ser em parte verdadeira, mas em parte não, isso que eu quero chamar a atenção,
que no tempo de Zorobabel, só os verdadeiros, só o remanescente, só quem estava realmente conectado com Deus,
que voltou com Zorobabel, quem ficou no cativeiro, é porque não estava afim, não estava ligado a Deus,
e nós temos essas histórias, o próprio livro de Esther mostra que tinha gente muito conectada com Deus, muito temente a Deus,
e que Deus usou poderosamente, Mordecai, a própria Esther e as pessoas que estavam próximas,
então tinha muita gente temente a Deus, muita gente que não voltou com Zorobabel, mas que continuava servindo a Deus,
e que era fiel a Deus, então eu estou comentando isso para a gente, essa coisa de remanescente, muitas vezes até no meio dos cristãos,
aqueles que tinha época assim, no século passado, batismo e Espírito Santo, nem todo mundo aceitava,
então aqueles que são carismáticos, aqueles que foram batizados no Espírito Santo, no tempo de Lutero,
aqueles que saíram da igreja católica, ou sei lá, sempre tem o mover de Deus, e é verdade que muitas vezes quando Deus está agindo
e fazendo algo novo, muita gente não está ligado a Deus, não está prestando atenção, não está conectado com Ele e perde, perde o mover de Deus,
mas também é um erro achar que todo mundo que não está, por exemplo, com Zorobabel, não está com Deus, isso não é verdade,
então aqui nós temos um outro exemplo, nós não sabemos assim quem eram os pais, porque na verdade ele colocou a linhagem dele já com o avô, bisavô,
mas quem eram os pais de Esdras, onde foi que Esdras recebeu todo o treinamento, toda a preparação para cumprir a missão que Deus deu para ele?
Quem era Esdras, o que que ele ia fazer? Ele ia ser, ele era da linhagem do sacerdote, do sumo sacerdote,
o que que a família de Esdras, os pais de Esdras, o que que eles estavam fazendo na Babilônia, eles deviam ter voltado?
Não, nós não sabemos a circunstância, não sabemos a razão, não sei se os pais de Esdras realmente não foram atentos, eu não posso avaliar,
mas o fato é que de alguma maneira seria muito difícil Esdras se tornar um escriba versado, hábil, preparado na lei de Deus,
se os pais dele não tivessem criado dentro desse propósito, dado a criação na família, assim, isso, toda essa bagagem que Esdras recebeu e desenvolveu na Babilônia,
foi a bagagem que ele usou para cumprir o propósito de Deus na terra prometida, então é muito assim, esse é um detalhe aqui que nós não podemos deixar de ver,
e ele fala, eu só quero chamar a atenção também, versículo 7, pulando um pouquinho na frente, depois eu vou voltar para o versículo 6,
mas também, versículo 7 fala, também subiram a Jerusalém, quer dizer, junto com Esdras, quando Esdras voltou, também subiram a Jerusalém alguns dos filhos de Israel,
então nós temos mais um grupo, como eu falei, em torno de 1.500 pessoas, subiram dos filhos de Israel, pessoas que eram judeus comuns,
mas também sacerdotes, levitas, cantores, porteiros e servidores do templo, gente, aqui nós estamos falando de uma época, mais de 100 anos,
foram 70 anos do cativeiro, mais 80 anos, quer dizer, 150 anos depois dos primeiros, das primeiras levas para o cativeiro, 150 anos depois,
no cativeiro, nós temos famílias que sabem que são famílias de sacerdotes, eles não eram sacerdotes na Babilônia, eles não estavam cumprindo o seu papel,
mais de um século fora da terra, fora do culto a Deus com o templo, eles sabem que são sacerdotes, eles sabem que são levitas, eles sabem que são cantores,
eles sabem que são porteiros, são servidores do templo, eles sabem, dentro da família foi preservado quantas gerações, duas ou três em 150 anos, quantas descendências, quantas gerações se passaram,
e isso tem acontecido, nós estamos vendo aqui um período relativamente curto, mas hoje, depois de dois mil anos fora da terra, nós temos muitos judeus em muitas partes do mundo,
inclusive no Brasil, que mantêm a tradição, que mantêm o legado, que mantêm a fidelidade, então isso é tremendo, eu acho isso notável, porque todos nós, todos nós que temos famílias,
todos nós que lutamos para criar nossos filhos nos caminhos de Deus, nós sabemos como é difícil, como é difícil, não é só uma questão de dizer, nasceu em berço cristão, nasceu, aprendeu ir para a igreja,
isso é muito mais do que isso, é manter o legado, manter o chamamento, manter a vocação, manter vivo, eu leio isso aqui, eu fico admirado de pensar
que Estras podia chamar essas famílias, cantores, porteiros, pessoas que sabiam que a sua família tinha essa linhagem, que a sua família tinha essa função,
eles estavam fora da terra, estavam fora há tanto tempo, nem os pais fizeram isso, nem os avós fizeram isso, eles estão fora tempos, mas eles não se esqueceram, eles não perderam,
eles sabiam que eram do povo de Deus e sabiam qual era a sua função, eu acho isso algo muito, muito especial e quando a gente vai, eu lembro das coisas que mais me marcou em Israel,
foi visitar um museu em Tel Aviv que fala da história do povo judeu e nós tivemos uma guia muito inspirada que falava de como eles mantinham várias tradições na dispersão,
é muito impressionante isso e algumas das tradições, principalmente tradições de sinagogas, de costumes, começaram nessa época com Estras em torno dessa época,
então voltando para o versículo 6, esse Estras subiu de Babilônia, ele era escriba hábil na lei de Moisés, então além de ter uma preparação, o fato de que ele era uma pessoa preparada,
quando a gente pensa em sacerdote, isso até é uma coisa que eu estava pensando hoje que durante todo o tempo nós temos a história de Moisés, como Moisés recebeu a lei de Deus,
então a lei era sempre a palavra, aliança, as coisas escritas, a tora, os primeiros livros da Bíblia, todas as ordenanças, as coisas que Deus deu para Moisés para dar para o povo de Israel,
mas depois da época de Moisés, nós não temos mais uma grande ênfase, nós não temos mais um foco na função sacerdotal, daqui a pouco eu vou ler uns textos sobre sacerdotes,
mas na prática pelo menos a gente não tem muito registro de sacerdotes ou de homens que Deus levantou para enfatizar o ensino da lei, o ensino das escrituras,
porque se você olhar a história, desde o tempo do êxodo até o tempo do cativeiro, tem alguns, no tempo de Josephá, ele colocou os levitas para ensinar a lei, tem algumas menções,
mas não são muitas, quando os reis como Ezequias, como Josias, aqueles reis que depois de um tempo de apostasia voltavam aos caminhos do Senhor, não fala muito, Josias achou o livro da lei e leu e ficou impressionado,
mas o fato que é registrado na história é que eles voltavam a celebrar as festas, eles tinham o calendário, eles faziam as festas, voltavam a sacrificar ao Senhor, adorar ao Senhor,
a gente não tinha tanta ênfase, a gente não percebe muita ênfase sobre o ensino, sobre essa função sacerdotal de ensinar a lei, de conhecer a lei,
e na verdade era para ser uma função central do sacerdócio, daqui a pouco já vou chamar atenção para alguns textos, mas Esdras, ele é da linhagem de Arão, mas ele volta para Jerusalém,
nós vamos descobrir que pelo menos o que está escrito, que nós temos registrado, ele não se tornou sumo sacerdote lá em Israel, ele não, pode ter feito isso, mas a gente não está escrito que ele começou a oferecer sacrifícios,
mas eles já tinham, acho que já tinham pessoas fazendo isso, já tinham vários sacerdotes, Josué, os que vieram depois dele, Esdras, ele era da linhagem de Arão,
ele era um sacerdote, ele tinha qualificações, ele tinha linhagem para ser sacerdote, mas a função dele, o chamamento dele era para restaurar as Escrituras, para restaurar a palavra de Deus, para restaurar a aliança com Deus por meio da lei, então essa era a função dele.
E ele aprendeu isso, ele se preparou para isso na Babilônia, ele não voltou para Israel e daí falou assim, nossa, estou em Israel e aqui tem uma escola, aqui tem, não, ele aprendeu isso lá na Babilônia, então isso é bem importante.
Então vamos ver, ele era escriba hábil na lei de Moisés, dada, a lei de Moisés dada pelo Senhor Deus de Israel, e o rei lhe deu tudo que ele lhe pedira, segundo a boa mão do Senhor, seu Deus, que estava sobre ele.
E aí nós já lemos o versículo 7, que também subiram sacerdotes, levitas, cantores e porteiros, servidores do templo, e isso tudo estava no sétimo ano do rei Artaxerxes, por isso que a gente sabe que é 458, porque ele fez essa referência ao sétimo ano do rei Artaxerxes.
No quinto mês, Esdras chegou em Jerusalém no sétimo ano deste rei, aqui no versículo 8 e 9 fala da viagem, eu não vou falar sobre isso hoje, porque vai dar mais detalhes sobre a viagem voltando de Babilônia para Israel, vai falar mais no capítulo 8.
Então, aqui só dá uma ideia interessante, que é o tempo que levou, ele começou, o versículo 9 começou seu jornal no primeiro dia do primeiro mês, e ele chegou no primeiro dia do quinto mês, então ele levou quatro meses de viagem para andar em torno de, entre 1400, 1500 quilômetros, que eles fizeram um trajeto da Babilônia.
Se fosse linha reta, Babilônia para Israel seria mais curto, mas teria que passar por deserto, então eles faziam uma volta seguindo o rio Eufrates, eles tinham que ter água, então eles tinham que fazer um caminho um pouco mais longo, um pouco, uma volta maior, mas por causa da necessidade de fugir do deserto e de ter água.
Então, eles levaram quatro meses, segundo a boa mão do seu Deus sobre ele.
Eu só quero terminar o versículo 10 e vamos falar um pouquinho sobre quem era Esdras, um pouquinho mais sobre quem ele era, as qualificações dele.
Pois Esdras tinha, versículo 10, Esdras tinha preparado o seu coração para buscar e cumprir a lei do Senhor e para ensinar em Israel os seus decretos e as suas leis.
Olha, esse versículo 10 é muito, é muito rico, então já falou no versículo 6 que ele era um escriba, agora no versículo 10 fala assim que Esdras tinha preparado o seu coração, então ele não estava assim, bom, eu sou filho de sacerdote, eu tenho que seguir essa profissão, estou fazendo porque é o meu papel na vida.
Não, ele preparou o coração, ele estava fazendo com interesse e Esdras tinha preparado o seu coração para três coisas, a minha tradução fala buscar, pode ser estudar, então ele não via, nós podemos aplicar isso como se fosse a Bíblia para nós.
Ele não, ele não entendia que, bom, a Bíblia, as Escrituras é só ler e decorar e saber o que está, não, ele preparou o coração para buscar, tem que pesquisar, tem que cavar, tem que aprofundar, não é uma coisa superficial, não é uma coisa mecânica.
Isso pode se transformar nisso, tem líderes, pregadores, teólogos, estudiosos que fazem isso de uma forma mais intelectual, mas tem muitos que são pregadores, pastores, padres, líderes de alguma forma que fazem uma coisa meio mecânica, meio superficial, mas não, ele queria buscar, ele queria cavar mais, ele queria conhecer.
Então, a primeira coisa é buscar, a segunda coisa é praticar, ele não só queria entendimento, ele não queria só ser um perito, um conhecedor, um teólogo, um escriba versado, ele queria também ser aquele que praticasse.
Então, tudo aquilo que ele via como um aspecto do seu relacionamento com Deus, da sua, nós vamos ver isso na vida de Estras, assim, como ele queria que isso fosse, não uma teoria, mas algo a ser praticado, algo a ser vivido, né?
Então, buscar, praticar e ensinar. Então, ele tinha esses três aspectos da sua vida que ele se dedicava para cumprir.
Então, vamos ver aqui, Estras vai ser o instrumento de Deus, o instrumento de Deus para efetuar uma segunda etapa de restauração.
Então, a primeira etapa foi a reconstrução do templo, e Estras vem, 80 anos depois, para fazer, para ser o instrumento de Deus, para trazer uma segunda parte da restauração.
Não é mais só uma reconstrução, o templo está reconstruído, mas ele veio para restaurar a lei, e a gente pode ficar muito nessa coisa da letra, das obrigações, das ordenanças,
mas nós sabemos, com Deuteronômio 6, por exemplo, que Moisés falava assim, houve ó Israel, houve o quê? Houve os mandamentos, os preceitos, mas para quê?
O que que tem em Deuteronômio 6 que mostra o que Deus queria por meio da lei? Ele queria que o povo o amasse.
A lei representa a aliança, os dez mandamentos, o monte Sinai, era a aliança que Deus estava fazendo com o seu povo.
Então, a lei não é uma coisa morta, não é uma letra que mata, como Paulo fala, mas a lei é uma palavra viva, é algo que nos conduz, que nos revela quem Deus é, que nos faz admirar Deus.
Tem uma coisa muito eu quero colocar isso aqui, também a gente não tem certeza, mas muita gente acha, e eu acredito que é bem provável,
que o Salmo mais longo, o capítulo mais longo, o Salmo mais longo da Bíblia, Salmo 119, talvez tenha sido escrito por Esdras, tem tudo a ver com ele,
porque o Salmo inteiro, 176 versículos falam com, acho que tem só quatro desses versículos que não falam alguma palavra que é preceito, mandamentos, lei.
O Salmo inteiro está exaltando, falando assim, como eu amo a tua lei, como a tua lei me alegra, como é vida para mim, é instrução.
Então, eu acho que tem tudo a ver com Esdras, porque ele tinha essa relação com a palavra, ele amava, ele era um escriba, ele queria, ele tinha zelo por Deus, então ele tinha essa missão.
Quais eram as qualificações, nós lemos esses primeiros dez versículos do capítulo 7, e quais eram então, Esdras tem uma missão, ele tem uma missão, nós vamos ver depois,
até o rei, o resto do capítulo 7, é uma carta que Artaxerxes deu para ele, mas essa carta que nós vamos estudar na próxima aula, essa carta, com certeza, Artaxerxes pegou essas coisas do próprio Esdras,
Artaxerxes não podia saber de todas essas coisas assim, acho que Esdras, provavelmente, para ele ter acesso ao rei, aqui não fala, mas provavelmente ele tinha alguma função,
apesar de estar na Babilônia, não na capital da Pérsia, mas ele provavelmente tinha alguma função no governo, porque ele tinha acesso ao rei, ele pediu ao rei para ter permissão, para ter apoio, para o seu retorno para Israel,
e o rei deu a ele encargos muito relacionados com a lei, com a missão, então Esdras deve ter falado, oh rei, eu quero fazer isso e isso, ele tinha, a carta demonstra, expressa, a missão que Esdras tinha,
então Esdras veio, foi da Babilônia para Israel, ele foi com uma missão, e a missão dele era restaurar a lei, nós vamos elaborar, nós vamos nos aprofundar mais nesse entendimento do que era a missão de Esdras,
mas vamos olhar aqui quais eram as qualificações, então primeiro, como já falei, ele era descendente de Arão, nem tudo que Deus faz, nem toda pessoa que Deus levanta precisa ter um pedigree,
precisa ter assim, mas algumas funções, algumas coisas são muito específicas, o próprio Jesus, o filho de Deus veio com uma missão muito maior do que qualquer tipo de função humana,
mas Deus fez questão de trazer Jesus para o mundo por meio da linhagem de Davi, porque era uma promessa, porque fazia parte, então as credenciais de Jesus, era que ele era filho de Deus,
mas ele tinha que ser também filho de Davi, então essa linhagem é importante, a missão que Deus deu para Esdras como sacerdote, como eu falei,
ele não exerceu, parece, não está registrado que Esdras tenha ocupado a posição de sumo sacerdote lá no templo em Jerusalém, mas ele era um sacerdote,
ele tinha qualificações específicas e direcionadas para a missão que ele tinha que era de restaurar a lei, e o fato de ser um descendente de Arão era importante para isso,
porque os sacerdotes tinham esse chamamento de Deus para fazer isso. A segunda coisa é que, como eu mencionei, versículo 6, ele era um escriba versado,
isso não seria possível se ele não tivesse estudado, nós não sabemos que tipo de treinamento que podia ter naquele tempo, mas ele talvez era em parte autodidata,
mas ele com certeza foi direcionado pelos pais, por outras pessoas, ele teve uma formação, não está escrito isso aqui, mas é implícito que ele nunca poderia ter sido um escriba
versado a Abelperitus se ele não tivesse passado por uma formação. Agora, o que nós temos, que acabamos de ler no versículo 10, ele tinha um coração ardente,
ele tinha um coração voltado para Deus, como Daniel tinha, como Amordecai tinha, ele tinha um coração muito voltado para Deus, para os propósitos de Deus,
e ele estudava, ele foi dirigido por Deus, era a missão dele, um dos aspectos importantes, Deus levantou Zorubabel e Josué, o sumo sacerdote,
antes para reconstruir a casa de Deus, cada um é levantado com uma missão, com um propósito, e Esdras tinha esse chamado de Deus, de abrir o caminho, de trazer o povo de volta,
para desejar os caminhos de Deus, e por meio da palavra escrita, e aqui entra um aspecto importante, eu mencionei que na visão tradicional dos judeus daquela época,
e em séculos posteriores, Esdras era considerado um segundo Moisés, porque ele tinha essa ênfase em levar o povo de volta para a palavra que Deus deu para Moisés, originalmente,
agora assim como no livro de Esther, nós não vemos o nome de Deus, e nem vemos Deus fazendo coisas muito milagrosas, mesmo no livro de Daniel tem uma mão que escreve na parede,
tem milagres de Deus, agora no tempo de Moisés, muitos milagres, as pragas, abrir o mar vermelho, o tempo no deserto, cheio de sinais Josué, cheio de sinais sobrenaturais,
nesse tempo de restauração, todo esse tempo de restauração, não é só o livro de Esther, Deus tocou no coração de Ciro, Deus tocou no coração desse Artaxerxes, mas não tem milagres,
não tem grandes intervenções, tem Esdras procurando entender a palavra de Deus, procurando servir, procurando praticar, então era algo assim que Deus estava agindo não daquela forma sobrenatural,
com intervenções, mas agindo de uma forma mais dentro de circunstâncias mais naturais, então ele tinha o coração disposto, ele estava buscando a Deus e essa era uma grande qualificação.
Então a outra coisa que ele tinha, e eu não coloquei aqui, mas nós poderíamos até acrescentar, porque aqui não menciona se ele tinha um cargo, mas ele tinha acesso ao rei, então isso era uma coisa importante,
porque ele pediu ao rei e o rei não achou que ele era uma pessoa desconhecida, quem é você, Artaxerxes, tinha confiança em Esdras, assim como os reis tinham confiança em Daniel,
como esse mesmo rei tinha confiança em Nehemiah, então Esdras provavelmente tinha algum tipo de cargo, então a gente pode até colocar uma quinta qualificação que ele tinha um acesso ao rei.
Mas eu queria colocar aqui uma expressão que Esdras usa três vezes no capítulo 7 e três vezes no capítulo 8 e depois duas vezes no livro de Nehemiah, ele usa essa expressão a boa mão de Deus.
Vamos ver, nós vimos duas hoje, no final do versículo 6 fala "o rei lhe deu tudo que ele lhe pedira segundo a boa mão do Senhor seu Deus que estava sobre ele".
Isso não é uma coisa sobrenatural no sentido assim, não era visível, não tinha como Moisés colocar a vara e vira uma serpente, não tinha, como que Faraó ia saber que Moisés era um servo de Deus?
Moisés pediu e Deus falou assim "eu vou te dar esses sinais", agora Esdras ele não tem sinais, é como Esther, Esther achava graça aos olhos de todo mundo porque tinha,
lá não usa essa expressão, mas tinha a boa mão do Senhor sobre a vida de Esther, sobre a vida de Mordecai também, então essa boa mão é um fator fundamental,
não é um milagre, não é Deus dando uma coisa sobrenatural, uma cura ou uma voz ou alguma coisa espetacular, mas é algo assim que não só pessoas que serviam a Deus,
tementes a Deus, mas o rei percebia, tem algo diferente, tinha algo diferente sobre a vida de Esther, tinha algo diferente sobre a vida de Esdras, então ele chegou ao rei e o rei lhe deu tudo
o que ele pediu segundo a boa mão do Senhor seu Deus que estava sobre ele e depois no versículo 9 quando ele fala dessa viagem de quatro meses que eles saíram
no primeiro dia do primeiro mês e chegaram a Jerusalém no primeiro dia do quinto mês segundo a boa mão do seu Deus sobre ele,
depois vai mencionar de novo no final do capítulo 7 e mais três vezes no capítulo 8, então se você é chamado pra fazer algo de Deus e todos nós,
a maioria não tem um chamamento de Esdras, nós não temos um chamamento a um são de Esther, nós não vamos chegar assim a ser um Mordecai,
a maioria, a grande maioria não tem esse tipo de chamamento, mas todo mundo tem algum chamamento, nós temos uma função, nós temos um papel,
Deus nos colocou em algum lugar pra fazer algo que é importante pra Deus, a gente pode nem entender direito o como, porque e normalmente a gente perde muito
ou porque a gente não está nem interessado em saber o que Deus quer da nossa vida, nós estamos vivendo a nossa vida, os nossos sonhos,
os nossos propósitos ou porque nós estamos tentando imitar alguém, ou a gente lê a história de alguém ou a gente vê alguém perto de nós
e a gente pensa, puxa, tal pessoa está sendo muito bem sucedida, Deus abençoa, eu vou fazer igual e esse fazer igual é perder o chamamento de Deus,
porque o chamamento de Deus pra outras pessoas não é o chamamento de Deus pra mim, então qual é a qualificação, Deus nos chamou pra algo,
ele nos preparou, Deus tinha a mão sobre a vida de Esas desde o início em que ele se preparou pra ser um escriba e Deus nos chama, nos prepara,
nós temos que começar a olhar o que Deus fez na minha vida, quais as portas que Deus abriu, o que Deus me preparou pra fazer,
o que eu sei fazer bem, o que eu sinto bem fazer, não é um bem naquilo porque às vezes a gente quer algo, por exemplo os que estão procurando,
estudando ainda pra escolher uma profissão de engenheiro, médico, professor, alguma coisa, às vezes a pessoa escolhe não dentro daquilo que realmente
é chamado a fazer, aquilo que tem o dom de fazer, a gente quer ser alguém, a gente admira um escritor, um ator, sei lá, um político,
a gente admira alguma coisa e queremos ser iguais, mas não é isso, nós temos que achar onde tem a boa mão de Deus sobre nós,
então, Esdras tinha sido preparado, ele dispôs o coração pra buscar algo que seria do interesse de Deus,
esse coração disposto é muito, se olhar só pra essas palavras pode não expressar tudo, mas o coração de Esdras era um coração totalmente disposto
a buscar o entendimento, o conhecimento de Deus, esse chamado pra buscar o interesse de outro,
pra buscar o interesse de Deus, o plano de redenção, aquilo que Deus realmente deseja fazer na nossa vida, não só pra mim,
mas o que Deus quer fazer comigo para a redenção de todos, então tudo isso é maravilhoso, é tremendo e isso preparou Esdras pra aquilo que ia fazer,
nós não vamos ter tempo pra falar sobre, nós vamos retomar isso na próxima aula, só vou mostrar essa última folha,
que são as duas etapas de restauração, a primeira etapa, algumas dessas coisas eu já falei, mas eu vou enfatizar mais na próxima vez,
mas a casa de Deus ela é o alvo final da redenção, o objetivo final, o Apocalipse 21 e 22, é o propósito final de tudo que Deus quer fazer,
desde a criação ele quer uma casa pra habitar junto conosco, casamento, habitar juntos, isso de transformar toda a criação,
de ter um reino em harmonia com natureza e pessoas, beleza de Deus, esse é o propósito de Deus, e foi a última coisa que Deus fez
depois do êxodo, depois que tirou o povo do Egito, a última etapa, lá com Davi, muito tempo, 500 anos depois do êxodo,
é aí que Davi entende um pouco mais sobre o que é o propósito de Deus de ter uma casa, então é o alvo final,
foi a última coisa que Deus deu na implantação do protótipo, nós podemos chamar assim que Deus trabalhou com Israel pra criar um protótipo,
então a última coisa que Deus fez na implantação sucessiva das etapas, desde a redenção, resgate do Egito até ter o reino dele com Davi e Salomão,
a última coisa foi a casa de Deus, mas foi a primeira coisa que eles restauraram quando voltaram da Babilônia, a primeira coisa,
então é interessante, a restauração trouxe, já voltaram da Babilônia, nem tinham se estruturado, nem tinham reconstruído as cidades,
já fizeram a casa de Deus, só que nessa etapa que nós estamos vendo agora com Esdras, nós precisamos enxergar que se a casa de Deus,
essa estrutura que é importante, essa manifestação visível da habitação de Deus, vai ficar uma coisa louca, uma coisa vazia,
vai, o que aconteceu? A casa de Deus foi destruída de novo porque eles não conseguiram entender o conteúdo, mas Esdras representa a essência,
o alicerce, o requisito, porque a lei na verdade foi a primeira coisa que Deus deu para o povo de Israel quando eles saíram do Egito,
lá no Monte Sinai, a primeira coisa, antes de entrar na terra prometida, Deus deu a eles a aliança, a lei, a palavra escrita,
então nós vamos entrar mais nisso, toda a missão de Esdras que tem a ver com essa restauração dessa essência veio na ordem inversa,
o alvo final veio primeiro, mas claro que não com cumprimento, eles tinham a casa, mas não tinham a essência da casa ainda,
mas Esdras veio para restaurar algo que seria essencial para que essa casa fosse de fato a casa de Deus, mas tudo isso são coisas que nós vamos
explorando aos poucos e entendendo o que Deus quer fazer, qual é a nossa relação hoje com a palavra de Deus, só uma pequena menção,
meu pai John Walker tinha muita essa visão de que a palavra precisa ser restaurada, isso é uma expressão complexa que pode ser mal entendida,
porque ele não estava dizendo que a Bíblia não é a Bíblia que precisa acrescentar ou tirar ou mudar, mas ele falava assim,
a palavra precisa ser restaurada, Esdras não trouxe uma novidade, ele não era um segundo Moisés no sentido de trazer algo novo,
ele era um segundo Moisés porque ele trouxe de volta o conteúdo, a realidade do que Moisés tinha trazido como instrumento de Deus,
então tanto é que nós temos até uma apostila até hoje chamada "Restoração da Palavra", porque essa visão de que nós temos a Bíblia,
mas o conteúdo, a nossa relação com ela, nosso entendimento dela precisa ser restaurado, que Deus nos abençoe que esses estudos
no livro sobre a vida de Esdras possam nos ajudar na nossa trajetória de restauração.
Senhor, abençoa que nós possamos ter essa visão mais plena e que não só uma visão, mas uma prática, uma restauração,
essas coisas precisam ser restauradas, nós queremos ver a Tua casa, queremos que o Senhor volte, queremos que a casa seja realmente levantada, inaugurada
e habitada por Ti, Senhor, mas essas coisas precisam acontecer, então nós queremos realmente que o Senhor restaure a Tua Palavra,
aliança com o Senhor, um entendimento verdadeiro, que o Senhor use pessoas e que o Senhor trabalhe como naquela época levantando o éso,
que o Senhor levante também esse ministério entre nós cada vez mais para entender a Tua Palavra, pedimos isso em nome de Jesus, amém.
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