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12/01/20 – Daniel 1 – Baixardo áudio.
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Transcrição
Nós estamos iniciando não um novo assunto, porque nós continuamos, é até engraçado a gente falar, nós continuamos no cativeiro, né?
Nós estamos no cativeiro, estamos estudando esse período da história do cativeiro, mas estamos passando de Ezequiel para Daniel.
Então, eles eram contemporâneos, só que Daniel era muito mais jovem do que Ezequiel, e era muito diferente.
Você já deve ter uma noção, mas nós vamos verificar isso cada vez mais à medida que a gente vai estudando Daniel.
Nós vamos ver que ele era bem diferente, a mensagem e a forma, o livro, tudo assim, é bem diferente de Ezequiel.
Na verdade, assim, tem outros profetas menores que eram mais ou menos na mesma época, né?
Sofonias, Obadias, eram mais ou menos nessa época também, mas os três grandes profetas que tinham pelo menos uma parte em comum, de tempo em comum, foram Jeremias, que já estudamos, Ezequiel também,
e agora estamos estudando o terceiro dessa época, que é Daniel. Lembrando que Jeremias foi mais forte no período antes do cativeiro, mas ele pegou uma parte do cativeiro também.
Ele já era mais idoso quando começou o cativeiro. Ezequiel era relativamente jovem, mas era mais velho do que Daniel, mas Daniel era o mais jovem dos três,
e é o único dos três que pegou o período todo. Nós não sabemos quando que Ezequiel morreu, a gente não tem informação sobre isso.
Se ele estava vivo no final do cativeiro, ele teria sido bem idoso, porque até Daniel estava idoso no tempo quando terminaram os 70 anos.
Bom, hoje nós não vamos começar muito o estudo do livro de Daniel, nós vamos falar um pouquinho sobre a época dele, nós vamos fazer um pouquinho de contextualização para vocês entenderem, para a gente entender juntos essa época e as diferenças, então nós vamos falar um pouco sobre isso.
Se você está com a bíblia aberta em Daniel 1, eu só vou fazer uma referência no capítulo 1, mas na próxima aula que nós vamos pegar o capítulo 1 realmente para estudar.
Daniel 1, versículo 1, fala no terceiro ano do reinado de Jehoiakim. Se você sabe quem é Jehoiakim dos quatro, você merece um prêmio, porque a gente sempre vê aqueles últimos quatro reis, nós estudamos aqui, fizemos diagramas, mas eu tenho certeza que a maioria não lembra, os nomes são parecidos.
Dois ficaram pouquíssimo tempo dos últimos quatro reis, mas Jehoiakim era um dos filhos de Josias e ele foi o segundo dos quatro últimos reis.
Então ele, o primeiro dos quatro reis só governou três meses, foi levado para o Egito, chamava Jeconias, esse segundo Jehoiakim então ele reinou onze anos, no início do reinado dele ele estava debaixo do domínio do Egito, quem era forte era o Egito,
antes do Egito era a Síria que levou as dez tribos para o cativeiro, depois o Egito estava tentando se levantar com uma potência e até tirou o primeiro Jeconias, foram os egípcios que mataram Josias numa batalha,
então o Egito teve um curto espaço de domínio, de influência na região, mas quem era mais forte ainda era a Síria e aí a Babilônia estava surgindo, estava se levantando e no meio do reinado, já no início do reinado Jehoiakim,
a Babilônia começou a ter uma força maior, venceu o Egito, depois venceu a Síria e se tornou na região ali a nova potência, a gente fala potência mundial mas o mundinho deles era bem pequeno, era o Oriente Médio,
mas nessa parte a gente nem sabe muitas coisas, hoje eles tem mais informações sobre a Índia, sobre a China, nessa época nós praticamente não estudamos isso nas escolas,
a gente não tem muito conhecimento sobre civilizações mais longínquas, mas aqui nessa região do Oriente Médio onde está a história do povo de Israel, eram essas potências,
então a Babilônia estava surgindo, venceu o Egito, passou a ser o novo dominador de Israel e nessa época foi a primeira leva,
a primeira foram três ou na verdade quatro levas de cativos que eles levaram para a Babilônia, Daniel fez parte da primeira, então o primeiro grupo, o primeiro estágio do cativeiro foi esse aqui,
então no terceiro ano do reinado de Jehoiakim, rei de Judá, veio Nabucodonosor, rei de Babilônia, a Jerusalém, a Citiô, versículo 2, o senhor entregou nas suas mãos a Jehoiakim, rei de Judá,
e uma parte dos utensílios da casa de Deus, porque em outros momentos Babilônia vai levar outros utensílios, outras partes, e ele os levou para a terra de Sinear, que é Babilônia, para a casa do seu Deus, e pôs os utensílios na casa do tesouro do seu Deus,
então disse o rei a Aspenaz, chefe dos seus eunucos, que trouxesse alguns dos filhos de Israel da linhagem real e dos nobres, jovens em que não houvesse defeito algum,
formosos de parecer, instruídos em toda sabedoria, sábios em ciência, versados no conhecimento, que tivessem habilidade para viver no palácio do rei, a fim de que fossem ensinados nas letras e na língua dos caudeus.
Então na próxima aula a gente vai falar mais sobre essa história, mas hoje nós estamos só falando quem é Daniel e pegando mais um pouco de contexto, então acho que seria bom vocês acompanharem o esboço,
inclusive tem alguns fatos ou algumas frases importantes que eu vou colocar aqui, e tem uma tabela no verso que também vai ser importante para a gente entender o contexto do livro.
Quem era Daniel? Então aqui a gente já entende, já tem a informação, de que ele era da linhagem real ou nobreza, então nessa primeira leva, nesse primeiro grupo que foi para a Babilônia,
não falo número, mas não deve ter ido muita gente, ele não estava levando o povão para o cativeiro, ele queria levar algumas pessoas importantes e nem próprias,
claro que era um castigo, eles teriam que ser arrancados da sua terra e levados para uma outra terra, mas esse grupo era um grupo de certa forma privilegiada,
porque eles não iam sofrer, eles não iam para cadeia na Babilônia, eles iam para ser treinados, para ser formados, e eles faziam isso com certeza com outros povos também,
então eles pegavam a nata, vamos dizer assim, de vários povos, os mais inteligentes, qualquer semelhança com o que está acontecendo hoje em vários países,
as natas, as pessoas que têm mais inteligência, mais potencial, saem do país, vão para outros lugares, então o rei de Babilônia tinha esse propósito, vou pegar alguns dos melhores.
Alguns anos depois, mais ou menos 8 anos depois, houve a segunda leva, Ezequiel foi na segunda leva, nessa época Ezequiel tinha 30 anos de idade,
Daniel, quando ele foi nessa primeira leva, ninguém sabe exatamente, era de 20 para baixo, até nessa tabela que eu coloquei no verso, eu consultei assim, são chutes,
ninguém sabe exatamente quantos anos Daniel tinha, mas no verso tem uma relação dos capítulos de Daniel, o ano também assim, é bem próximo, ninguém sabe se era exatamente 605 antes de Cristo,
606, 605, se você pesquisar você vai encontrar algumas divergências, mas é bem próximo, porque nessa época já tem pesquisas que datam as coisas,
tem muitos achados da Babilônia, da Síria, principalmente Babilônia, que ajudaram os pesquisadores a definir as datas,
então quando você fala assim, na época de Moisés ou antes, é bem mais vago, ninguém fala assim, no ano exatamente que saiu Israel do Egito, por exemplo,
é bem mais aproximado, não tem tanta certeza, agora essas épocas do cativeiro, do final, quando Babilônia veio e destruiu e levou,
é a diferença talvez de um ano, dois eles não tinham um sistema tão preciso como nós temos hoje de datas, e tinha sistema de 360 dias no ano,
tinha alguns sistemas diferentes, tem por exemplo, eu não quero entrar nesses detalhes porque acho que não tem tanto interesse para nós aqui,
mas aqui falam no terceiro ano, no versículo 1, no livro de Reis, me parece, ou talvez em Jeremias também, falam no quarto ano,
e essa divergência é porque tinham jeitos diferentes de calcular, que eu não vou cansar vocês tentando explicar como que era,
mas eles tinham um jeito mais, não tinha essa data 2020 que todo mundo aceita, aliás, não é todo mundo que aceita hoje,
os judeus têm um sistema de datas, os muçulmanos têm outro sistema de datas, então nem o ano, nem hoje, a data de 2020,
é por causa da globalização, todo mundo sabe o que é 2020, mas outras culturas têm outras formas de calcular a data,
naquele tempo então eles falavam assim, no terceiro, no quarto ano do rei, mas quando que o rei começou?
Então a gente não tem uma forma tão precisa e mesmo nessa data do rei eles tinham um jeito diferente de calcular,
quando o rei começasse, no nosso calendário, se ele começasse no mês de março, vamos supor, o segundo ano seria a partir de março do ano que vem,
mas para alguns não, se ele começasse a reinar em junho, em janeiro já era o segundo ano, entendeu?
Então tinha essas diferenças de cálculos, aquilo que às vezes as pessoas "tá vendo? A bíblia tem erros, tem um livro que fala uma coisa e outro livro fala outra coisa",
com o tempo, quanto mais as pessoas pesquisam, mais eles descobrem que a bíblia não tem contradição,
então isso é muito bom para a gente entender que mesmo nas pesquisas você consegue achar essas verdades.
Bom, então voltando para a primeira parte do esboço, vamos só ver esses fatos sobre a vida dele.
Então essa primeira leva, eram poucas pessoas, não tinham o objetivo de castigar, de colocar em prisão, de colocar como escravos,
eles eram escravos, eles eram escravos, eles não tinham livre vontade.
Nós não temos certeza, mas é muito provável, vocês viram no versículo 3, "as penas chefe dos seus eunucos",
algumas bíblias acho que falam "oficiais", né? É a mesma palavra, os oficiais do rei eram eunucos.
Há uma muito boa chance de que esses quatro jovens e talvez outros também, mas nós temos a história de Daniel e os três amigos,
provavelmente eles foram feitos eunucos, então é muito provável.
Então eles eram escravos, eles não tinham liberdade para fazer o que eles quisessem, mas eles eram privilegiados,
porque eles iam ficar sendo um dos sábios, eles iam ser consultados, como a história depois mostra.
Então eles eram da linhagem real, nobre, o segundo item aqui que ele foi levado para a Babilônia no primeiro grupo de cativos,
dá uma olhada de volta no verso, a última linha da tabela mostra que os 70 anos do cativeiro começaram nessa data de Daniel.
Se você, foram mais ou menos 20 anos depois que Nabucodonosor veio e destruiu Jerusalém, destruiu o templo,
foi a terceira leva, foi o ponto final, a partir daquela data foram só 50 anos de cativeiro.
Os 70 anos de cativeiro começam aqui, com essa primeira leva que foi para a Babilônia com Daniel.
Então os 70 anos são contados a partir dessa data, então ele foi levado para a Babilônia no primeiro grupo.
Terceiro item, ele viveu na cidade, ele foi levado para fazer parte da corte, para fazer parte desse grupo,
que iria ser assessores do rei, então Ezequiel não, eu estou querendo que vocês comparem um pouquinho com Ezequiel.
Ezequiel veio para o cativeiro uns 8, 9 anos depois e ele ainda ficou 5 anos lá antes de receber a visão de Deus e começar a profetizar.
Então Ezequiel começou bem depois, apesar de ser um pouco mais velho, ele começou depois de Daniel.
Mas a outra coisa importante para entender é que Ezequiel e o grupo de cativos que estava com ele,
Daniel fez parte da segunda leva, Ezequiel viveu não na cidade de Babilônia, eles viveram essa colônia, esse grupo de Israel, que quando Ezequiel foi já era um grupo.
Daniel foi com poucas pessoas, a gente não sabe o número, então isso é muito importante para entender a mensagem e o contexto de Daniel.
Daniel não foi um profeta para o povo de Israel, de maneira geral, e lá na Babilônia ele não estava vivendo no meio de um grupo de Israelitas falando a palavra de Deus para o povo de Israel.
Claro que o que ele escreveu foi importante para a nação de Israel, mas na vida dele ele não estava ministrando para uma colônia de israelenses vivendo ali na Babilônia.
Ezequiel sim, ele viveu com um grupo que estava ali fora da capital, chamado lá o Rio Kebá, eu acho que eu vi uma vez que provavelmente era alguma coisa em torno de 200 km de Babilônia, nem era tão próximo assim, tão pertinho.
Então Daniel foi, ele viveu não só na cidade, na sede do Império Babilônico, mas ele trabalhou o tempo todo dentro, ele é acostumado a ir na corte, ele atendia os reis, não só na Bucudanusor, mas vários outros depois.
Então ele viveu na cidade de Babilônia. Quatro, sua história abrange os 70 anos e um pouco mais, então dá uma olhada de volta na nossa tabelinha.
Eu coloquei, isso aqui é também baseado em algumas pesquisas, são chutes né, só para vocês entenderem, então a ordem cronológica dos capítulos, eu vou pular um pouquinho na frente, Daniel tem 12 capítulos.
Os 6 primeiros capítulos são todas narrativas históricas, 6 capítulos. Tem aspectos proféticos que no segundo capítulo, na Bucudanusor tem um sonho, então nesse sonho vai falar dos reinos e tal, então no capítulo 2 tem um pouco de visão dos acontecimentos,
mas basicamente os primeiros 6 capítulos de Daniel são todas históricas, contando relatos. Por isso é muito importante, porque o nosso estudo aqui, o estudo sistemático, é um estudo da linha histórica.
Então a gente pegou algumas coisas de Ezequiel, mas Ezequiel por exemplo, ele não fala quase nada de história, então a gente não tinha muita coisa de história.
Jeremias sim, Jeremias tinha vários capítulos que contavam história do que estava acontecendo, mas esse é o único livro que lembra que Jeremias contou um pouco do período do cativeiro, mas sempre lá em Israel.
Jeremias não, ele acompanhou, no final da vida que a gente tem registrado, Jeremias acompanhou alguns dos israelitas que temam, Deus falou, não saiam da terra, mas eles saíram para o Egito, Jeremias acompanhou.
Então no final da vida, pelo menos daquilo que a gente tem registrado, Jeremias saiu de Israel e foi para o Egito, mas Jeremias nunca foi para a Babilônia.
Então Ezequiel viveu no Império Babilônico, mas não na cidade, mas ele não contou muita história, então Daniel é o nosso livro que vai nos contar algumas coisas desse período do cativeiro, desses 70 anos do cativeiro.
E como eu falei, ele abrange a vida dele, não tem muitos relatos, mas a vida dele abrange todo o período do cativeiro, todo, e até um pouquinho depois.
Então olha só, nós temos seis capítulos de história e seis capítulos de visões, a partir do sétimo capítulo de Daniel, é tudo visão, visão, visão, fala um pouco sobre a intercessão no capítulo 9, fala sobre o encontro dele com o Ângelo no capítulo 10, mas os últimos seis capítulos de Daniel são todos assim a espécie de revelações de sonhos e visões que Deus deu.
Só que, aqui eu coloquei os capítulos na ordem cronológica, agora vê se vocês conseguem entender, eu não quero confundir vocês, mas olha, os primeiros seis capítulos que são capítulos de história, esses seis capítulos estão na sequência cronológica.
Então, de um a seis, cada capítulo está contando alguma coisa que aconteceu depois do capítulo anterior, mas quando a gente ajunta os seis capítulos de visões, aí que tem um pouquinho, sai um pouco fora da ordem.
Como é que ficou a sequência aqui? Um, dois, três, quatro, na ordem cronológica. Depois, antes do capítulo 5 de narrativa, nós temos o capítulo 7 e 8 sobre visões, e aí tem o ano embaixo para você poder relacionar.
Então, tem 7 e 8, no ano 553, 551. Os capítulos 3 e 4 nós não temos, tem pesquisadores que colocam o ano, mas é um chute, mas seria mais ou menos por volta assim de 540, não, desculpe, 540 não, 550, 560, mais ou menos.
Então, depois do capítulo 5, na sequência cronológica, vem o capítulo 9, e depois o último capítulo de narrativa, o capítulo 6. E aí os últimos três capítulos estão no fim mesmo.
Então, essa é a sequência cronológica dos capítulos. Se você quer ler só a narrativa, pode ler de capítulos 1 a 6 que está na ordem certa. É quando você quer colocar as visões dentro de uma ordem cronológica que tem que fazer essa bagunça aqui que sai fora da ordem.
Eu queria que vocês olhassem agora a idade de Daniel embaixo, na terceira linha. Isso aqui é chute, isso que não é certeza, mas o erro, como dizem nas pesquisas, 5 pontos para mais, 5 pontos para menos, o erro aqui seria de talvez 2, 3 anos.
Eu já vi gente colocar a idade dele de 20 anos. Tudo depende da idade que você coloca que ele tinha quando ele foi para Babilônia. Todo mundo concorda que é de 20 anos para baixo.
Alguns falam 16 anos, alguns acham que é 17, enfim, então é mais ou menos isso. Então, o erro é de alguns anos. Então, ele tinha 17 anos quando ele foi para Babilônia, mais ou menos, vamos partir dessa premissa. No capítulo 2, quando teve aquele primeiro sonho de Nabucodonosor, que ele tinha que contar o sonho, que ele não lembrava mais, ele tinha que contar o sonho e a interpretação.
Ele tinha 19 anos, ou 20 anos, ou 21 anos. É muito novo para enfrentar um desafio tão grande assim. Os outros dois episódios, como eu falei, a gente não tem certeza, mas seria tipo 10, 15 anos depois desse início.
Mas aí a maior parte, depois dos primeiros 4 capítulos, tem muitos anos que não tem nada registrado. Então, no capítulo 7, ele já tem em torno de 70 anos. 71, 83. Então, você vê aí como que realmente muita coisa tinha acontecido quando ele estava bem mais idoso.
E os últimos 3 capítulos, que seriam depois do final dos 70 anos. Vocês olham embaixo, os 70 anos do cativeiro vai de 605 a mais ou menos 535.
Vocês sabem que antes de crise os anos estão decrescendo. Aí você tem que pensar, mas peraí, não parece que é antes, não. Os anos estão decrescendo. Normalmente, eu pus 535 porque é o que dá 70 anos exato.
Mas o ano, se vocês quiserem até anotar aí, o ano que normalmente é colocado como o ano que Ciro deu decreto, podem voltar para Israel, que ele deu aquele decreto que fala no final de crônicas, que fala em extras, que marca o final do cativeiro.
Esse ano normalmente é colocado como 538. Historicamente, esse é o ano. Então, daria um pouco menos de 70 anos. Se for 538, dá 67 anos e essas coisas não são exatas mesmo.
Deus falou assim, vocês vão ficar 70 anos, nem sempre Deus é assim. Matematicamente, sim, vai ser 70 anos exatamente. Então, é só para vocês saberem. Eu coloquei 535 para dar o número redondo, mas talvez foi um pouco antes.
Mas o que eu queria mostrar é que Daniel ainda sobreviveu. Se os 70 anos e o cativeiro, se isso foi o final em 538, 533, que são os últimos escritos dele, seriam 5 anos depois.
Então, pelo menos 5 anos depois dos 70 anos. Olha que vida que Daniel teve. E isso é muito significativo, é a única pessoa que nós temos registrado, mas tinha mais gente.
No livro de Esdras, quando fala da reconstrução do templo, fala que tinha gente na reconstrução do templo que chorou, porque lembrou de como era maravilhoso o templo de Salomão.
Então, claro, tinha gente jovem que foi para o cativeiro e que nessa época de volta, eles eram idosos, mas tinham sobrevivido todo o tempo. Mas bíblicamente, livro bíblico é o único personagem que nós temos que abrangeu, a vida dele abrangeu todo o tempo do cativeiro.
Então, isso é muito significativo para nós. E uma coisa que eu sempre observei, sempre fiquei pensando, para mim é meio parecido com Moisés, que Moisés acompanhou, primeiro ele ficou 40 anos, Deus treinando no deserto, depois ele ficou 40 anos, guiando o povo no deserto, e na hora de entrar na terra prometida, ele não entrou.
Não é tão dramático aqui com Daniel, mas pensa bem, Daniel saiu de Israel, foi para Babilônia, a oração dele de Daniel 9 com certeza foi algo muito significativo, quer dizer, Deus tinha prometido que 70 anos ia acabar, mas a oração de Daniel com certeza foi algo que Deus usou
para trazer uma resposta e para colocar fim ao cativeiro. Mas o próprio Daniel não voltou para Israel, para Jerusalém, que ele orava três vezes por dia olhando para Jerusalém, e ele não voltou.
Então, é triste você pensar que ele foi esse homem fiel, esse homem que passou por todo esse período, mas ele mesmo não retornou. Ele ficou mais esses anos, e esses últimos capítulos, 10, 11, 12, nós vamos estudar depois, mas esses últimos capítulos são fantásticos.
No capítulo 10, quando ele tinha, em torno de 90 anos, aqui está como 89, mas tem essa margem aí, foi no capítulo 10 que o anjo veio e falou assim, "Daniel, homem muito amado", e ele tinha passado por toda uma vida de fidelidade a Deus.
Então, isso assim, nós estamos dando uma olhada panorâmica, porque nós vamos depois começar a ir capítulo por capítulo. Voltando então para a primeira parte, então, no item 5, vocês sabem disso, todas as vezes que eu toco em Cristão na Política, eu menciono o Daniel.
Então, Daniel é um dos maiores exemplos de como se pode participar do governo de maneira positiva sem se contaminar. Então, com certeza nós vamos querer aprender algumas coisas com o Daniel para saber como é que é possível alguém participar do governo sem se contaminar.
Vocês sabem também que existe um grande paralelo entre José, que é o outro exemplo bíblico, tem três no Antigo Testamento, José, Daniel e Esther, três pessoas que tiveram uma participação clara em governos, claro, nós estamos falando de governos, porque Davi e os outros reis na Bíblia, eles participaram do governo do povo de Deus.
Um governo teocrático, um governo de uma nação separada. Nós estamos falando de pessoas que participaram de governos do mundo, governos pagãos, governos que não estavam submissos a Deus.
Governos que o chefe, em nenhum desses casos, nem José era o chefão, nem Esther, ela era casada com o rei, nem Daniel, nenhum deles era o rei, o soberano desses governos.
Eles sempre estavam numa posição subordinada, mas eles participaram em posições altas, muito altas, não era qualquer um oficial do governo, eles estavam numa posição muito alta e mantiveram a pureza e a fidelidade, a integridade a Deus.
Então, mas Daniel faz um paralelo muito grande com José, porque José também interpretava sonhos, tem muita coisa parecida entre José e Daniel.
E é uma coisa interessante que são os dois personagens, José e Daniel, e eu diria assim que o Daniel um pouquinho mais do que José, são os dois personagens que praticamente a Bíblia não registra nenhum defeito.
Eu falo assim um pouquinho mais, Daniel, porque tem um quezinho que quando José se tornou governador, parece que ele tem um versículo que dá a entender que ele oprimia um pouco o povo.
É meio assim, não dá pra tirar uma conclusão grande, José fez uma coisa errada, não dá pra saber exatamente, mas Daniel não tem uma falha, não, e a Bíblia não encobre, você sabe muito bem que a Bíblia não encobre defeitos.
Eu já vi que o homem segundo o coração de Deus, Deus registra lá, fez questão de colocar todos os defeitos, aí tem Salomão, e tem Gideão, e tem todos, Josias, Ezequias, Josafar, todos tinham defeitos, todos tinham defeitos sérios, erraram feio em algumas coisas.
Daniel não tem nada, você não acha um defeito, e lembra até a história do Daniel na qual os leões, até os inimigos dele ficaram procurando, onde nós vamos pegar um defeito? Hoje seria tão fácil.
Mas com Daniel eles não conseguiram achar uma coisa, a única coisa que vai achar de Daniel é que ele tem a devoção dele a Deus.
Então isso é os cinco e seis, que ele é um dos grandes exemplos de como é possível estar dentro de um governo e não se contaminar, e também assim é uma pessoa, uma personagem que viveu uma vida irrepreensível.
Ok, vamos falar então letra B sobre o Livro de Daniel.
O Livro de Daniel então eu já falei, no número um eu já falei que é dividido em duas partes, tem a parte histórica e tem a parte de visões sobre o plano de Deus para as nações e para Israel.
O segundo item, poucas pessoas sabem disso, mas o segundo item é que o Livro de Daniel, e mais uma vez a gente tem que lembrar que nós não temos o manuscrito original.
O pessoal costuma falar assim "no original", a palavra "no original", tudo bem, é uma cópia, mas não existe nem do Antigo Testamento e nem do Novo Testamento, ninguém tem o manuscrito que Mateus escreveu, que João escreveu, que Paulo escreveu, ou que Moisés escreveu, enfim, nós não temos esses manuscritos originais.
Acho que todo mundo deve saber, deve lembrar, deve ter ouvido falar em algum momento daqueles pergaminhos "Rolos do Mar Morto" que foram descobertos acho que nos anos 40, essa descoberta ajudou muito porque eram manuscritos muito mais antigos do que qualquer manuscrito que estivesse nas nossas mãos.
Então eles tinham datas, mas mesmo assim esses "Rolos" é mais ou menos do segundo século antes de Cristo, então não é da época de Daniel, não é da época de Jeremias, ainda são cópias de cópias de cópias.
Então quando eu falo isso aqui, os manuscritos que nós temos, o livro de Daniel está escrito em dois idiomas diferentes, uma parte do livro está em hebraico, como a maior parte do Antigo Testamento, mas uma parte do livro está em aramaico,
aramaico era a língua que falava no Babilônia, era como o inglês de hoje, era a língua que todos os povos usavam para se comunicar, é um idioma parecido com o hebraico, tem muitas palavras que são bem semelhantes.
Agora tem muitas teorias, como que foi, porque aqui você tem qualquer parte do livro de Daniel que foi escrito em hebraico, se fosse assim de um a seis, opa, ele escreveu a parte narrativa num idioma e a parte de visões em outro idioma.
É quase, mas não exatamente, o hebraico vai do capítulo 1 até o capítulo 2, versículo 3, então já começou o capítulo 2 em hebraico, no versículo 4 do capítulo 2 ele passa para o aramaico e o aramaico continua até o final do capítulo 7,
que também já entra nas visões e é do capítulo 8 até o fim que volta ao hebraico. Então tem muitas teorias, porque que fez isso, mas assim, a situação mais simples de você pensar é que Daniel era fluente nesses dois idiomas e provavelmente um outro idioma que era mais da elite de Babilônia que é o acádio.
Então ele tinha fluência em outros idiomas e ele escreveu uma parte, talvez ele escreveu tudo num idioma e depois foi traduzido, a gente não sabe, mas é interessante, o livro de Esdras também tem uma parte em aramaico e uma parte em hebraico, isso aconteceu também.
Alguns supõem, e não é uma coisa sem sentido, que os capítulos de 2 e até a visão do capítulo 7, está mostrando mais as nações, então isso seria uma possível razão de estar em aramaico, que era para outras nações poderem ler.
Do capítulo 8 em diante, ele fala das nações, mas ele fala mais sobre o propósito de Deus para a nação de Israel, então isso é talvez a melhor explicação que a gente tem, porque tem os dois idiomas.
Terceiro item, se você já pegou uma bíblia, que não é a bíblia, é o antigo testamento, se você já pegou as escrituras hebraicas, qual que é a escritura que o judeu religioso usa?
Então tem duas palavras que são importantes, quando os judeus falam Torá, eles estão falando sobre o Pentateuco, que são os primeiros 5 livros de Moisés, isso é a base.
Tem alguns judeus bem ortodoxos que só lêem o Pentateuco, a Torá, só, tem alguns que talvez eles leiam alguma coisa assim, mas eles não acham no mesmo nível.
Para o judeu os primeiros 5 livros e realmente os 5 livros de Moisés são a base de todas as escrituras, porque é o fundamento.
Tudo que vem depois no antigo testamento e tudo que vem depois no novo testamento é baseado realmente nos primeiros 5 livros da bíblia.
Então, sem dúvida nenhuma, a Torá é muito importante, é fundamental.
Mas os judeus também chamam o antigo testamento de Tanakh, como nós escrevemos com "ch" no fim, Tanakh, mas é uma pronúncia de "h".
Então, nesse Tanakh, que é o antigo testamento, a ordem dos livros não é igual a nossa.
Então, é bem interessante isso, eu não sei exatamente porque todas as coisas e também não é o nosso assunto agora.
Mas eu só queria comentar que Daniel, para nós, o antigo testamento termina com Malaquia, certo?
Nesse canon dos judeus, nesse Tanakh, tem a Torá, primeiro igual ao nosso, mas depois tem os livros que eles chamam de proféticos, eles têm uma outra maneira de classificar.
Porque muitos livros históricos para eles são proféticos, Josué, Juiz, Samuel e Reis são todos livros proféticos para os judeus.
E aí, nesses livros proféticos, então eles têm os livros históricos, depois eles têm os livros que nós chamaríamos de proféticos, que são os profetas maiores,
Isaías, Jeremias, Ezequiel, sem lamentações e sem Daniel. Daniel não é classificado como um livro profético.
E aí tem os livros dos profetas menores, tudo antes do livro de Salmos.
Então, eles têm Torá, profetas, que mistura livros históricos e proféticos, e depois tem o que eles chamam de escritos.
Os escritos são Salmos, Provérbios, Jó, Cantares, aí entra Lamentações, e tem os livros históricos de depois do Cativeiro,
tem Estras, Nehemiah, Esther, tem Daniel, e por uma razão que também não entendo, o Antigo Testamento deles termina com Primeiro e Segundo Crônicas.
Os últimos livros do Antigo Testamento é Primeiro e Segundo Crônicas, então quando você pega um livro judaico e fica procurando os livros no Velho Testamento,
você fica meio perdido. Mas o meu propósito é só dizer que para quem fez essa compilação, que a gente não sabe exatamente quem foi,
ele não considerou Daniel como um livro profético. E ele era realmente diferente, então nós vamos falar um pouco sobre isso.
Eu vou falar sobre isso ao longo das aulas, mas vamos falar um pouquinho hoje também.
Ok, o item 4 mais ou menos eu já falei, que o contexto dele, isso é muito importante para a gente entender o livro de Daniel,
o contexto dele era totalmente diferente do contexto de Ezequiel, embora os dois estivessem no Cativeiro,
Ezequiel viveu dentro de uma colônia de judeus, e a mensagem dele era parecida com o profeta Jeremias, por exemplo.
Estava no Cativeiro, mas a mensagem de Ezequiel, agora Daniel foi bem diferente, porque Daniel viveu num contexto totalmente diferente.
Ele estava vivendo entre, assim, da corte, com outros sábios, com os reis, então o público de Daniel não era o povo judeu, ok?
Então é muito importante entender isso. Ok, eu quero só gastar um tempinho agora falando sobre essa questão de mensagem profética e mensagem apocalíptica.
Nós conhecemos a palavra apocalíptica, por causa do último livro do novo testamento, que é Apocalipse.
Mas tem muita coisa, mas eu coloquei aqui, vou ler o que está no seu esboço, e depois nós vamos olhar esse diagrama aqui.
Então qual era a principal diferença entre uma mensagem considerada profética e esse, essa distinção de termos não é uma distinção bíblica.
Isso é uma distinção que os estudiosos, os teólogos criaram, mas é muito interessante, é muito importante a gente ver, tá?
E só para lembrar que Daniel é considerado apocalíptico, mas a literatura apocalíptica surgiu mesmo no período que nós chamamos de intertestamentário,
entre o final das escrituras, entre a Malaquias, o final das escrituras que nós temos no antigo testamento e a vinda do Messias, tá?
Então esse período intertestamentário, se vocês tiverem muita paciência e Jesus não voltar antes, nós vamos estudar também, antes de começar, antes de começar.
Gente, nós não estamos tão longe, nós não estamos tão longe, nós estamos no período cativeiro, quando acabar o período cativeiro nós vamos estudar o período da restauração.
Essas, Nehemias, Esther e os profetas que vão juntos, que é Zacarias, Ageu e Malaquias. Só, só.
Uns 5 anos, uns 5 anos dá para fazer tudo isso. Mas aí nós vamos fazer um estudo rápido, minha intenção não é fazer nenhum curso de pós-graduação,
mas assim, eu acho que é muito importante a gente ter uma ideia, não dá para entender João Batista, Jesus e os apóstolos sem entender o período intertestamentário.
Muito importante entender isso. Então nesse período intertestamentário, tempo dos macabeus, etc, é que surgiu de fato a literatura chamada apocalíptica.
Então eu vou explicar o extremo, tudo tem extremos, mas nós vamos falar um pouquinho, eu só quero definir para vocês para a gente ter uma ideia.
Então a mensagem profética é a de arrependimento do povo de Deus para que o seu plano, o plano de Deus se cumpra dentro da era presente.
Então olha essa linha aqui em cima. Esse aqui é a ideia e agora nós precisamos fazer um exercício.
Porque todos nós estamos vivendo num período depois da primeira vinda de Jesus.
E nós pensamos, não tanto que precisamos pensar, mas nós pensamos muito em termos da segunda vinda de Jesus.
Então para nós, um dos aspectos apocalípticos aqui, está muito claro, a gente não tem problema nenhum de entender que as coisas não vão ficar perfeitas
antes da volta de Jesus. Vai ter que ter um rompimento, uma ruptura, vai ter que ter alguma coisa, vai ter que quebrar essa sequência que nós vivemos,
2019, 2020, mudou de ano, mas as coisas são todas iguais. Não, uma hora vai ter que quebrar isso e Jesus volta e inaugura um outro período chamado reino de Deus.
Mas antigamente, no tempo das nossas escrituras, esses livros que nós estamos estudando, eles não tinham essa ideia clara.
Então eles tinham uma ideia profética. Que que é a ideia profética? Para nós, profético é Jesus vai voltar, é tudo uma coisa só.
Mas a ideia profética na verdade não é tanto, tanto que os livros Isaías, Jeremias, Ezequiel, não tem muita previsão do futuro.
A maior parte dos livros proféticos não estão falando sobre um dia. Eles falam no dia do Senhor, mas a coisa principal que que é?
Arrependimento dentro da história. E eu quero assim, nós acabamos de estudar Ezequiel, então está mais recente na sua memória.
Quando você lê Ezequiel, não sei se você consegue lembrar aqueles capítulos de restauração, que que Ezequiel falava?
Doutando ele como exemplo, mas os outros proféticos é bem semelhante.
Ezequiel falava assim, nós estamos num período de cativeiro. Não houve arrependimento. Então veio juízo.
Esse juízo é dentro da história. Não acabou o mundo porque Israel foi para o cativeiro. Não acabou o mundo.
Houve um juízo. Foi para a Babilônia. Mas como que ficam as promessas de Deus?
Como é que fica a promessa de Deus para Abraão, para Davi, que vai ter uma bênção para todas as nações,
que vai ter o povo de Israel vivendo em paz e abençoando as nações e tem muitas descrições?
Não tem, olha, nessa linha aqui, nessa visão que eles tinham, não tem nenhuma ruptura.
Na verdade, quando você lê Ezequiel, você nem vê, ele fala assim, então o rei vai sentar no trono de Davi.
Mas não fala assim, então o mundo vai parar e Jesus vem, o Messias vem, nem isso.
É meio que dentro da sequência, as coisas acontecem e entra no reino de Deus.
Sem muita crise. Tem juízo, tem intervenção de Deus, mas é dentro da história.
As intervenções de Deus são dentro da história. Essa é a visão profética.
Deus levantava profetas para dizer, eu vou cumprir minhas promessas, o que eu prometi, a redenção,
solucionar o problema do pecado, trazer paz para o mundo inteiro, isso vai acontecer.
E vai acontecer dentro da história. É assim que eles entendiam.
A visão apocalíptica é diferente. E aí, isso vai ficar mais, eu já vou dar uma visão lá na frente,
como a gente vai levar uns anos para chegar no período intertestamentário, eu já vou dar uma visão para vocês.
A literatura chamada apocalíptica, que a grande maioria nem faz parte das escrituras,
mas os escritos apocalípticos, a gente pensa, entre Malaquias e os Evangelhos, ninguém escreveu nada.
Ninguém fez nada. Não, escreveram muita coisa.
Nessa descoberta dos Rolos do Mar Morto, eles acharam muitos escritos, não acharam só escrituras.
Eles acharam muitos escritos, e em outros lugares também, eles têm achado muitos escritos do período intertestamentário.
Mas não eram considerados inspirados por Deus.
E uma das razões é que no extremo apocalíptico, a ideia era assim, a história é dominada pelo mal.
Porque a partir do cativeiro, o povo de Israel chegou a voltar para Israel, teve a restauração,
mas eles nunca mais, período curto com os macabeus, eles eram independentes, mas em um sentido substancial, Israel nunca mais se tornou uma nação.
Essa visão, a gente vai falar sobre isso mais em outras aulas, mas essa visão de Israel ser uma teocracia,
Deus reinando Israel, e a partir de Israel, isso para nós hoje ficou para o milênio.
Mas naquela época, eles perderam a esperança.
A literatura apocalíptica é uma literatura sem esperança presente.
Gente, isso é muito importante, porque nós temos as duas coisas hoje.
E a ideia é que na visão apocalíptica, não tem mais Deus intervindo na história.
Não, é mais ou menos do tipo assim, não tem mais solução.
A história, os governos, o mundo, foi entregue ao maligno.
A única esperança, não é que eles não tinham esperança, eles não tinham esperança para esse tempo presente.
A nossa visão, e isso é uma visão que hoje nós temos, Jesus falava muito assim, o tempo presente, a era presente e a era vindora.
Tem dois períodos, tem o período antes de Jesus voltar, e tem o período depois que Jesus volta.
Para nós, existe uma diferença muito grande.
Agora, como que a gente lida com isso? Nós não sabemos muito, nós temos extremos.
Temos pessoas que põem muita esperança na era presente, quando não deveria.
E tem gente que põe muita esperança só no tempo futuro, que também não deveria.
Então, eu só queria que vocês entendessem.
Então, eu vou ler aqui a definição de mensagem apocalíptica.
A mensagem apocalíptica traz consolo para o povo de Deus que vive num tempo dominado por forças do mal.
Em virtude da promessa de uma intervenção sobrenatural para dar fim à era presente com todos os reinos malignos e introduzir a era vindora com o reino eterno.
Deu para entender?
Então, o profético é, agora pensa na mensagem de Jeremias e Ezequiel e pensa na mensagem de Daniel.
Nós vamos ver isso a medida que a gente vai estudando e vai ficar mais claro.
Mas Daniel, ele não tinha essa mensagem de Ezequiel.
Vocês precisam se arrepender, porque senão ele não ficava pregando para os judeus.
E a mensagem dele era uma mensagem de consolo.
Nós vamos ver que tem vários desafios e sofrimento também.
Mas a mensagem apocalíptica é mais consolo.
Vocês estão no cativeiro, mas não precisam perder esperança.
Porque vai ter um momento de ruptura.
Esses reinos, aí vocês vão lembrar de todas as visões de Daniel.
Esses reinos que tem Babilônia e Pérsia e Grécia e Roma, etc.
Esses reinos uma hora vão acabar.
Uma hora vem o reino de Deus.
Mas é uma era vindoura.
Nós vamos parar por aqui.
Eu só quero ler com vocês o último item aqui.
Só para aguçar um pouquinho mais.
Se vocês não estão motivados para estudar o livro de Daniel.
Então vamos ver aqui algumas razões para a gente estudar o livro.
Vocês vão notar que nessas coisas aqui em nenhum lugar eu coloquei.
Para vocês descobrirem como é a setenta semanas.
Quem é o anticristo e quando Jesus vai voltar.
Eu não pus isso aqui.
Porque eu não vou responder essa pergunta porque eu não sei.
Simplesmente porque eu não sei.
Mas assim como a gente viu com Ezequiel.
Nosso interesse dentro desse estudo é.
Por que que Deus deu essas mensagens para Daniel?
Por que que ele deu essas revelações?
Essa é a chave.
É a chave para a gente poder entender alguma coisa assim.
Por que que Deus deu?
Eu fiz essa pergunta muitas vezes quando eu falei sobre o templo de Ezequiel.
Por que que Deus deu essa visão para ele?
A gente não sabe.
Vai construir, vai ser exato, não sei.
Mas a gente pode ganhar muita lição.
Olhando por que que Deus deu a visão para ele.
Então por que que nós vamos estudar o livro de Daniel?
Número um.
Para viver para Deus, como viver para Deus.
Dentro de uma sociedade corrupta.
Vocês acham que a gente não tem esse problema hoje.
E não só dentro de uma sociedade corrupta.
Até mesmo dentro de um governo.
Eu coloquei pagão.
Sua visão pode ser diferente da minha.
Mas eu considero hoje que todos os governos são pagãos.
No sentido assim, nós não temos nenhum governo que nós possamos dizer
esse governo representa o povo de Deus.
Em Israel, nem os reis de Israel representavam.
Do povo de Deus.
Ou seja, dentro da igreja nossos líderes não representam.
Não estou falando mal de ninguém.
Estou incluindo todos nós.
Todos nós somos imperfeitos.
Todos nós não representamos ainda o que Deus quer com governo real.
Agora, governos civis.
E gente, nós precisamos porque nós temos uma tradição no ocidente.
Europa, as Américas.
Nós temos uma tradição de dizer que nós somos países cristãos.
Então nós esperamos do nosso governo atitudes cristãs.
Eu fui criado pensando muito no tempo de guerra fria.
Estados Unidos defensor da liberdade.
Defensor de tudo que é certo.
E eu não estou negando isso.
Isso teve coisas boas.
Mas o povo de Deus precisa parar de pensar dos Estados Unidos como governos que fazem tudo certo.
Fazem coisas muito, muito erradas.
Muito erradas.
Então, isso aqui é algo para a gente pensar.
Como que a gente vai viver para Deus dentro de uma sociedade corrupta e de um governo pagão
que não estão sujeitos, nem a sociedade e nem o governo não estão sujeitos às leis divinas.
Então nós precisamos aprender alguma coisa com Daniel.
Acho que é uma boa motivação para a gente estudar o livro de Daniel.
Aqui ficou com a numeração errada aqui.
Número 2.
Deus tem uma mensagem para governantes que não o reconhecem como o verdadeiro Deus?
Deus tem interesse em falar com Nabucodonosor, com Belsazar, com Darius?
Deus tem interesse em falar com essas pessoas?
Número 3.
Está errado aqui.
Que esperança é possível ter nesse tipo de contexto?
Então lembra o que eu falei aqui?
É uma mensagem profética ou é uma mensagem apocalíptica?
Alguns escritores apocalípticos no tempo intertestamentar, não é o caso de Daniel,
mas alguns autores apocalípticos não tinham nenhuma esperança para o tempo presente.
Mas Daniel, que foi um profeta de Deus, não foi o primeiro a falar sobre isso,
mas é o livro mais apocalíptico de todo o Antigo Testamento.
Porque ele fala mais, ele que abre essa questão, vai ter uma ruptura, vem algo.
Ele fala da morte do Messias no capítulo 9.
Ele fala da vinda do filho do homem no capítulo 7.
Então Daniel, ele recebe uma visão muito mais clara do que qualquer.
No capítulo 12 ele fala da maneira mais clara no Antigo Testamento sobre a ressoeção dos mortos.
Daniel tem uma visão muito mais clara dessa ruptura de eras do presente e o vindouro.
Mas ele não é uma pessoa sem esperança para o presente.
Então precisamos entender isso.
E número 4, como buscar a mensagem de Deus para os nossos dias.
Daniel é um grande exemplo de como ele queria saber o que Deus está falando, o que falta, o que precisa acontecer.
Então ele é um grande exemplo de como buscar a voz de Deus.
Então se nós terminarmos o nosso estudo de Daniel sem responder todas as grandes perguntas,
mas eu quero que vocês foquem no ponto principal que são esses aqui.
Senhor, nós te agradecemos porque o Senhor encontrou naquela época alguém como Daniel.
E é claro que a nossa oração a ti nesta manhã é que nós possamos também ter um coração como Daniel.
Que nós também possamos saber como viver. Existem desafios.
Naquela época as coisas estavam mudando. Eles estavam saindo de Israel onde eles podiam viver a lei de Deus.
Estavam vivendo na Babilônia onde não podiam oferecer sacrifícios, não podiam fazer as coisas que o Senhor tinha ordenado.
Mas eles tinham que aprender como viver naquela época, naquela situação, dentro da Tua perfeita vontade.
Nós queremos aprender porque com certeza nós temos muitos paralelos com o nosso tempo atual.
Que o Senhor fale conosco e nós possamos ter o coração de Daniel buscando a ti, desejando integridade, pureza, humildade.
Tudo que o Senhor fez na vida dele, Senhor, você pode fazer até em nós também.
Ó Deus, que nessa época tão escura que o Senhor levante pessoas irrepreensíveis, assim como foi naquela época, Senhor.
Nós desejamos isso, Senhor, que haja referências, que haja pessoas que sejam referências nesse tempo que nós estamos vivendo.
Em nome de Jesus te pedimos, Senhor. Amém.