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Aula 6 – Vol.31 – O sonho de Nabucodonosor

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16/02/20 – Daniel 2 – Baixardo áudio.

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Então, depois de duas aulas fazendo introdução e preparação, hoje nós vamos falar sobre o sonho propriamente dito, Daniel 2.
Vamos ler o trecho aqui, que faz parte desse contexto, né?
No final do versículo 28, Daniel 28, no final do versículo ele fala.
Daniel falando, "O teu sonho e as visões da tua cabeça na tua cama são estas.
Estando tu, ó rei, na tua cama, subiram os teus pensamentos ao que há de ser depois disto."
Então, nós só sabemos isso. O que Nabucodonosor estava pensando, perguntando, ele queria saber o que viria a acontecer no futuro.
Isso era o começo do governo dele, do império dele, então nós não sabemos se ele estava pensando,
será que vai durar muito tempo, será que eu vou conseguir, será que eu vou enfrentar outras potências que vão me atacar.
Quando a pessoa chega num lugar alto, a pessoa sempre tem medo, você pode estudar a vida de, principalmente de ditadores,
e mesmo assim, as pessoas nas democracias, você pode ver, assim, a pessoa mal eleita, ela já está pensando na reeleição.
Então, assim, a pessoa que está lá em cima, ela sempre está pensando, será que eu vou conseguir manter, é como a pessoa que também ganha muito dinheiro,
sempre pensa, será que eu vou perder, será que... Então, assim, a posição de poder não é uma posição segura.
A pessoa que está lá em cima, ela sempre tem medo de cair. E quanto mais alto, mais medo ela tem.
Por isso que muitos ditadores são terrivelmente cruéis, porque matam todo mundo de quem desconfia um pouquinho que possa ser alguém que vai ameaçar seu poder.
E nas democracias, normalmente, nem sempre, até nas democracias, tem pessoas que de alguma forma direta ou indireta mandam matar, né?
Mas nas democracias também tem muito, assim, de... Hoje, nossas guerras são mais através de mídia, através de difamar,
através de tentar derrubar o poder do outro. Então, existem outras formas de lutar pelo poder.
E eu gosto sempre de fazer um paralelo, a gente vai sempre falar sobre isso. Claro que aqui, o contexto principal é o poder,
o que nós podemos falar, secular, o poder de um império, o poder de Nabucodonosor, o poder temporal.
Mas essas estruturas de poder têm muitos paralelos com a igreja.
Então, as pessoas que têm poder, que constroem, e tem muita gente que até usa a expressão, fulano, tais igrejas estão construindo um império.
Então, tem impérios cristãos, tem impérios que vêm também dentro da igreja. E os mesmos princípios funcionam.
A pessoa que está no poder, numa igreja, ela também procura se proteger e lutar contra os concorrentes.
Então, a pergunta de Nabucodonosor com certeza era alguma coisa a ver, assim, eu estou numa posição alta,
será que eu vou ficar? Será que alguém vai me ameaçar? Tem alguém que é contra mim?
Geralmente não fica claro, mas é possível que a pergunta dele fosse essa. Estou em Daniel 2, 28, 29 agora.
"Estando tu, o rei na tua cama, subir nos teus pensamentos ao que há de ser depois.
Aquele que revela mistérios te fez saber o que há de ser. Não é muito comum Deus revelar, seja para um rei,
seja para um homem de Deus ou uma mulher de Deus. Não é muito comum Deus revelar o futuro."
Isso é uma coisa rara, mesmo na Bíblia. Os livros que nós chamamos de proféticos, os profetas,
se você examinar Isaías, Jeremias, eles têm partes dos livros que falam do que ia acontecer.
Por exemplo, Jeremias falou muito sobre o que ia acontecer no cativeiro. Isaías profetizou até da restauração do cativeiro.
Mas a grande maioria da literatura profética não é previsão do que vai acontecer.
A maioria dos profetas falam de exortação, de voltar para Deus, do porquê que Deus está julgando o seu povo.
Então, é uma raridade, mesmo na Bíblia, é uma raridade.
Deus prediz, Deus sabe de todas as coisas, mas ele revelar para alguém o que vai acontecer é muito raro.
Agora, Daniel é um livro onde isso é mais comum. Em muitas visões, tem muitas coisas que têm a ver com o futuro.
Mas, eu só quero voltar, a gente falou disso rapidamente na aula passada,
que nas profecias, eu vejo assim, porque Deus, por que Deus não preveu o futuro?
Por que você não sabe quantos anos você tem ainda para viver?
Porque, e assim, exequia-se com sabendo, reexequia-se com sabendo, você tem mais 15 anos.
Mas, no geral, isso não acontece, e isso não acontece porque não faria bem para nenhum de nós.
Se eu tenho mais 15 anos, 14 eu vou. Mesmo que eu não seja, assim, abandonando Deus, mais 14 anos eu levo na corda bamba,
mais ou menos empurrando, não tem problema. Agora, no 15º ano, eu preciso colocar a minha vida em ordem.
Então, não faz bem, não faz bem a gente saber quantos anos falta para a volta de Jesus.
Então, nós temos muitas, algumas, não é muito comum, como eu falei na Bíblia,
mas nós temos algumas coisas escatológicas na Bíblia, algumas coisas que falam sobre o futuro.
Daniel é um livro, um grande exemplo de um livro que fala do futuro.
Mas aí, como é que Deus esconde as coisas dentro de um código?
Ele fala um monte de coisa precisa, várias coisas que, na época de Daniel, vem depois esse reino,
depois vem o outro reino, ele dá várias coisas muito concretas, mas ele ainda, sobre o final,
deixa a coisa em volta em mistério, ele ainda deixa muita coisa que a gente não tem como saber.
E ele usa, mais ou menos, esse princípio aqui, no presente, presente, vamos dizer assim, o tempo de Daniel.
Então, o que? O tempo que ele estava vivendo, o tempo presente.
Deus revelou algumas coisas sobre o futuro próximo.
Dessas coisas, sobre o futuro próximo, algumas coisas já apontam, e isso acontece muito em outros profetas,
que eles falavam sobre Babilônia, sobre a Síria, sobre coisas terríveis, juízos que iam acontecer,
ou sobre restaurações.
Ele fala, por exemplo, a Jeu, profeta Jeu, depois do cativeiro,
ele veio com uma profecia muito clara de que o templo que eles estavam reconstruindo,
que a gente chama templo de Zorobabel, o segundo templo,
ele falou, a glória dessa segunda casa será maior do que a primeira.
Então, o que a Jeu estava fazendo?
Eu queria que vocês olhassem esse princípio de Deus, porque o que a Jeu estava fazendo?
Ele estava no presente, ele estava falando sobre um futuro próximo,
que eles estavam já construindo o templo,
mas esse futuro próximo prefigurava algo que ia acontecer lá para frente, no fim dos tempos.
E no meio do futuro, entre o futuro próximo e o fim dos tempos, tem uma coisa indeterminada,
aí nós ficamos sem saber exatamente quando Jesus volta,
exatamente como que vai ser.
Então, esse princípio, gente, é muito importante, porque Deus revela,
aquilo que a gente precisa saber para o futuro próximo, ele revela,
mas aquilo que tem a ver com o final dos tempos, ele deixa em mistério,
tanto tempo, que a gente não sabe quanto tempo vai gastar, como também exatamente,
como é que esse reino, esse templo, ou seja, qual for o assunto que está sendo tratado,
como é que isso prefigura?
Qual é a segunda casa que a glória vai ser maior do que a primeira?
Não ficou muito claro para o povo, eles com certeza imaginavam uma outra coisa.
O que que o judeu que acreditava nas profecias,
o que que ele ia pensar sobre a glória da segunda casa vai ser maior do que a primeira?
A primeira casa tinha o filho de Davi e Salomão reinando naquela época.
E foi um tempo de muita glória.
Agora, a glória da segunda casa vai ser maior do que a primeira.
Deve ser que Deus vai restaurar, que ele prometeu isso,
vai restaurar o reino da Vídico, vai colocar um descendente Davi no trono
e Israel vai ser o centro de um reino que vai dominar todas as nações.
Aquela casa que Zorobabel edificou não viu nada dessa glória.
Então, o futuro próximo tem algo que prefigura algo lá na frente,
mas ninguém sabe exatamente como é que vai ser esse final dos tempos
e ninguém sabe exatamente qual vai ser o tempo indeterminado que vai levar.
Então Deus continua, ele revelou, mas ele continua mantendo os seus segredos.
Não que Deus fala assim, não quero falar, não quero que vocês saibam,
vocês tem que ficar tudo no escuro.
Não, é sabedoria de Deus, porque nós só podemos saber essas coisas na época certa,
se não nos faz mal.
Então, muito, muito importante, Deus faz isso.
É a mesma coisa, o pai não vai colocar nas mãos de uma criança instrumentos,
vamos dizer assim, vou usar um exemplo muito atual, que muitos pais colocam,
mas o pai não deveria, o pai e mãe não deveriam colocar nas mãos da criança antes da época,
que eu não vou dizer qual é, cada pai e mãe tem que saber quando,
o celular, por exemplo, é um instrumento que pode fazer muito mal.
É um pequeno exemplo para dizer que Deus precisa reservar
e aí você pode pensar em outras coisas mais perigosas.
Nós só podemos saber na época certa.
Então vamos continuar, versículo 30, "Quanto a mim me foi revelado",
ele fala novamente que não foi por causa da sabedoria dele.
Versículo 31, "Tu, ó rei, estabas olhando e viste uma grande estátua".
Então, eu quero, eu vou ler, aqui vai falar do sonho e depois vai falar da interpretação.
E uma das coisas que a gente sempre tem que olhar, isso é uma regra que nós chamamos,
os teólogos chamam de hermeneutica, que é como interpretar as escrituras,
então tem várias chaves que ajudam a gente a interpretar.
Não existe uma chave intelectual, não existe uma chave infalível
que você vai conseguir descobrir as coisas, existem chaves do coração.
Mas as chaves que ajudam a gente a entender é, a gente precisa entender o contexto original,
o que que Deus estava querendo revelar naquela época.
Hoje eu não tenho muito interesse nesses reinos passados,
eu tenho interesse no que que vai acontecer no fim.
Como mostrei antes, esse fim está escondido ainda, tem muito mistério sobre esse final.
Mas para entender, eu preciso ter uma expressão que a gente não deve enfatizar detalhes.
Às vezes você estuda um texto e isso acontece muito nessas profecias,
você pega um detalhe que não era o foco principal.
Então, duas coisas são importantes.
Eu preciso entender o que que Deus estava revelando naquela época, naquele contexto,
para eu entender qual era o objetivo de Deus, o que que Deus queria revelar.
Se Deus não queria revelar com clareza naquela época exatamente como seria o fim,
tem chaves que podem nos ajudar sobre o fim,
mas talvez eu não consiga entender muita coisa sobre o fim porque não era o objetivo de Deus.
E a segunda coisa, qual o objetivo? Primeira coisa. Segunda coisa é o que é dentro desse sonho,
que tem várias partes, o que é que Deus está enfatizando.
Então, essas duas coisas. Vamos ler e depois vamos pensar sobre esses aspectos.
Então, versículo 31. "Tu, O Rei, estabas olhando, viste uma grande estátua.
Esta estátua, que era grande e cujo esplendor era excelente,
estava em pé diante de ti e sua aparência era terrível."
Então, essa descrição é muito, muito importante.
A visão, o sonho que Nabucodonosor teve era de uma estátua que era muito imponente,
que era enorme pelo tamanho e também por causa assim, esplendor.
E ele fala assim, o aspecto terrível.
Essa palavra terrível seria uma coisa assombrosa, espantosa,
uma coisa que causa um grande efeito.
Não foi uma coisa simples, uma coisa comum.
Era algo que realmente representava, era uma visão impressionante,
pelo tamanho, pelo brilho, causava uma reação no espectador.
E aí ele vai falar das partes.
"A cabeça da estátua é de ouro, fino, seu peito, seus braços de prata,
seu ventre e suas coxas de bronze, suas pernas de ferro, seus pés."
Em parte de ferro, em parte de barro.
Então, se você estiver acompanhando no esboço,
o sonho mostra uma estátua com quatro ou cinco partes.
Por que a gente fala quatro ou cinco?
Então, são quatro partes.
Ouro, prata, bronze, ferro.
Só que a última parte, que seriam os pés, é uma continuação da quarta.
Então, algumas pessoas consideram que os pés são uma continuação das pernas de ferro.
Só que os pés, além do ferro, também têm uma mistura de barro.
Então, você pode considerar os pés como a continuação da quarta parte
ou você pode considerar como uma quinta etapa.
Mas é muito claro, tanto assim que você tem um tratamento um pouquinho diferente.
Fala dos pés, das pernas de ferro.
Então, tem uma outra etapa que é um tipo de continuação, mas é diferente.
Então, quatro ou cinco partes.
Se você considerar como quatro partes, você tem que falar fase um, pernas, fase dois, pés.
Ou como cinco partes.
Então, são essas as partes do sonho.
Versículo 34.
Estavas vendo isso quando uma pedra foi cortada, sem auxílio de mãos.
Gente, essa parte da pedra é fantástica.
Lembro que eu falei, acho que eu falei domingo passado,
que Nabucodonosor tinha uma pergunta, foi dormir com perguntas, Deus deu um sonho para ele.
Ele esqueceu o sonho, mas ficou muito impressionado, quis saber de todo jeito o sonho.
E aí, quando Daniel contou o sonho, ele lembrou que era isso mesmo que ele tinha sonhado.
E deu a interpretação, Deus estava respondendo as perguntas dele.
Não tem coisa, claro, que a gente não sabe o que passou na cabeça dele.
Mas, pela sequência das histórias e pelo próximo capítulo 3,
ele queria saber o que vai acontecer no futuro.
E Deus mostrou uma porção de coisas que naquela época ele não sabia esses nomes.
Ele não sabia e o sonho não conta, nem na interpretação.
Daniel não fala, o próximo reino que vem depois de você se chama Pérsia.
Ele não sabia disso.
Mas ele sabia que o reino dele, a cabeça de ouro, não ia continuar.
Que depois da cabeça de ouro vem uma outra parte de prata, e depois vem outra, depois vem outra.
E depois vem uma pedra que vai acabar com tudo.
Mas Nabucodonosor não pensou, aparentemente, não pensou em nada disso.
Ele parou na parte "Ó rei, tu és a cabeça de ouro".
E ele ficou muito encantado com essa ideia de que ele era a cabeça de ouro.
E foi fazer, no capítulo 3, uma estátua toda de ouro, que era ele.
Mas então, mesmo nós, eu sei que as pessoas falam dessa pedra, mas eu só queria instigar você a pensar.
Se você já leu, ouviu pregações, se você já leu isso aqui e ficou pensando,
sobre qual parte você pensa mais?
O que que prende a sua atenção?
"Ah, eu queria saber, eu queria entender mais sobre essas partes, e quem são esses dedos, e eu preciso saber, e eu quero saber".
Gente, a parte principal, porque o sonho é a estátua, ele descreve a estátua, mas pensa em quem está vendo.
O sonho é uma estátua enorme, tem essas partes.
Mas enquanto no sonho, enquanto ele estava olhando, quer dizer, a estátua, tem isso aqui, tem essa estátua.
Mas o que que o sonho realmente mostrou? Mostrou essa sequência.
Mas o que que o sonho realmente mostrou? Qual que é o foco?
É esse ponto que eu queria dizer que é a chave da hermeneutica, que é a chave de como, o que que a gente deve entender.
Talvez tenha algumas partes aqui que pelo menos por enquanto nós não vamos entender plenamente.
Mas tem algo que está muito claro no sonho, que é...
Então, Rei, você continuou olhando, você estava espantado com essa visão assim, olha que estátua enorme.
Enquanto, versículo 34, "Estavas vendo isso, quando uma pedra foi cortada, sem auxílio de mãos,
sem auxílio de mãos, a qual feriu a estátua, não na cabeça, não no tronco, não nas pernas, mas nos pés."
Essa pedra feriu a estátua, nos pés de ferro e de barro, e os esmiuçou.
Então foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o bronze, a prata, o ouro,
os quais se fizeram como a palha das eras no estio, e o vento os levou, e não se achou lugar algum para eles.
Mas a pedra que feriu a estátua se fez um grande monte e encheu toda a terra.
Então, qual é o foco do sonho? A pedra. Esse é o ponto principal. O ponto principal é a pedra.
Bom, agora vem a interpretação, versículo 36. Este é o sonho. Também a interpretação dele diremos na presença do Rei.
"Tu, oh rei, és rei de reis." Ele é rei sobre outros reis, ele domina sobre outros reinos.
"A quem o Deus do céu deu o reino, o poder, a força e a majestade, em cujas mãos ele entregou."
Esta é uma das mensagens principais de Daniel. Nós estamos focando aqui no capítulo 2, mas enquanto a gente vai caminhando no livro de Daniel,
eu vou sempre chamar a atenção não só para o foco principal do capítulo 2, mas para o foco principal do livro.
Desde o primeiro versículo, ou é o versículo 2? Primeiro versículo de Daniel, do capítulo 1. Não, versículo 2.
"O Senhor entregou nas suas mãos." Então, o livro de Daniel começa dizendo "Nabucodonosor está conquistando o mundo, conhecido o mundo."
Para nós hoje, olhando para o globo terrestre, era um pedaço muito pequeno. O império dele era pequenininho para nós.
Mas para eles era o mundo. Então, era muito grande, era todos os países próximos.
Então, ele está dizendo "Deus entregou em suas mãos." Gente, eu não sei se vocês conseguem ligar os pontinhos.
Se Deus fez isso naquela época, isso continua sendo verdade hoje.
As piores pessoas que estão no poder hoje, e é difícil a gente, isso não é uma coisa simples para você lidar com isso na sua cabeça, na minha cabeça.
Isso não é simples. Mas o que ele está dizendo é "Deus está acima de tudo."
Já lemos na aula passada, no louvor de Daniel, ele falou que Deus coloca reis e tira reis.
Então, você tem que colocar no Brasil, no Irã, na Coreia do Norte, na Rússia, na China.
Isso aqui é uma verdade para todas as épocas e todos os lugares.
Não significa que Deus está aprovando.
Quando Deus fala "Eu coloquei", e essa história aqui que está se referindo a Babilônia, é muito claro.
Jeremias, eu não sei se a gente vai tomar tempo para ler, mas Jeremias, por exemplo, é muito claro.
Ele fala assim "Eu estou chamando meu servo na buco do nozor para vir e trazer juízo sobre Judá."
Chamar na buco do nozor um servo de Deus é pesado, é muito pesado.
Então, você tem que ligar os pontinhos.
E eu vou só para a gente se impactar, eu vou dizer que Lula é servo de Deus, que Bolsonaro é servo de Deus.
Não tem diferença, não tem diferença, porque Deus coloca todos.
Então, o ruim não foi colocado pelo diabo e o bom por Deus, seja qual for sua interpretação da história ou da política, não tem diferença.
Deus está no comando.
Agora, quando você pensa isso, é difícil você entender as implicações.
E eu não acho que isso é uma coisa simples, mas isso tem que nos chocar, em primeiro lugar.
E em segundo lugar, a gente tem que saber como é que isso fica.
Lógico que tem muitas implicações, nós vamos continuar estudando, mas só para adiantar a fita um pouquinho.
No final desse capítulo 2, na semana passada, eu fui lá no final do capítulo 2 para mostrar aquela cena
de Nabucodonosor, esse homem que tem seus próprios deuses, que não reconhece Deus de Israel.
Ele acha que ele que ganhou de Israel e ganhou do Deus de Israel.
No final do capítulo 2, você tem no versículo 46, Nabucodonosor caindo com o rosto em terra e adorando ao Deus verdadeiro.
Então, é uma cena fantástica.
Agora, eu quero mostrar uma outra cena nesse capítulo 2.
Versículo 47, o rei fala para Daniel que certamente o vosso Deus é Deus dos deuses, que ele revelou esse mistério.
E no versículo 48, o rei engrandeceu a Daniel, lhe deu muitas grandes dádivas e o pôs por governador de toda a província de Babilônia.
Daniel, é muito interessante como Deus faz isso, depende do plano que ele tem.
Por exemplo, quando a gente pensa em Davi, como Davi era um ninguém, um menininho na família dele,
ele era o menor de todos, mais novo, ele fazia o serviço que ninguém queria fazer, cuidava das ovelhas.
Deus mandou Samuel ungiu e daí a pouco ele foi chamado lá, ele foi enviado para a frente de batalha só para levar a comidinha dos irmãos.
E Deus o deu a oportunidade de derrotar Goliath.
Então, Deus colocou nas mãos de Daniel, colocou Davi numa situação em que ele foi lançado repentinamente para uma posição de muito destaque e de poder.
Isso acontece com Daniel, porque Daniel era um, para nós ele é o centro de atenção no capítulo um de Daniel.
Mas Daniel e os três amigos, eles eram um, quatro pessoas no meio de um monte de gente que estava sendo treinado.
E quando no capítulo dois Nabucodonos chamou os sábios, Daniel nem foi chamado.
Então Daniel não era ninguém e de repente ele é lançado acima de todos os outros sábios e se torna governador.
Então nós precisamos saber, só estou adiantando para vocês verem, nós precisamos pensar sobre o que isso significa.
Porque ele passa a fazer parte do governo de um homem ímpio, por mais que ele tenha se ajoelhado nesse versículo 46, Nabucodonos não tinha, a história vai continuar.
Deus vai derrubá-lo, no capítulo três ele se exalta e até o fim, Nabucodonos é obrigado a reconhecer Deus.
Claro que a Bíblia nunca responde assim, Nabucodonos se converteu de verdade?
Depois do capítulo quatro, quando ele se torna animal e tem que comer capim, ele reconhece Deus, o que acontece com ele não sei.
Mas para todos os efeitos Nabucodonos e o reino dele é o reino ímpio.
Gente, Babilônia é o símbolo de tudo que é contra Deus.
Babilônia na Bíblia é a força, o reino, a cidade que se coloca em contraposição a Jerusalém, até o fim da Bíblia.
E Daniel faz parte desse governo.
Então, gente, tem algumas coisas que nós temos que realmente pensar, mas não é hora de falar sobre isso, só quero instigar vocês a pensar que nós precisamos realmente entender qual é a mensagem de Deus em Daniel e como que nós podemos aplicar isso para nossos dias.
Então, versículo 37 está afirmando o fato de que nesse momento da história Nabucodonosor é o chefe.
E Daniel, eu até fico pensando, Daniel está lá, quase que parece que Daniel está, qual que seria a expressão, ele está lisonjeando "ó, rei, o senhor é o rei sobre todos, você tem poder".
Ele está meio que bajulando, está enchendo bastante a bola de Nabucodonosor para ele pensar, até mesmo se pode pensar que ele está deixando o Nabucodonosor bem contente, porque senão o sonho está mostrando que tudo que Nabucodonosor está fazendo vai virar pó.
Se ele enfatizasse o que Deus está enfatizando, eu acho que Nabucodonosor não ia ficar muito contente.
Então, nesse momento, deixa ele pensar, ele é o cara que está no poder, mas isso não é só uma questão de conveniência, não é só uma questão de "ah, vou fazer isso porque vai ser bom".
Vocês precisam se submeter, quem lutar contra Nabucodonosor vai morrer, quem se submeter, eu vou me submeter a um rei pagão que é contra Deus, que vai impor,
pensa em tudo que nós vimos no capítulo 1, Daniel foi colocado numa posição de lavagem cerebral e eu vou me submeter a ele? E, no entanto, Daniel mostrou esse exemplo, Daniel se sujeitou.
E está aqui, Daniel não chegou lá como "eu estou aqui, estou debaixo do seu domínio, mas fique sabendo, o senhor não é de nada, o senhor vai cair", ele não ficou enfatizando isso.
Mesmo porque esse era o momento que Deus coloca, ele só coloca uma coisa, o senhor está nessa posição porque Deus te colocou.
Todo esse poder, toda essa posição que o senhor tem veio de Deus.
Então, "tu o reis rei de reis, a quem Deus do céu deu reino, poder, a força, a majestade, em cujas mãos ele entregou", então ele fala enfatiza, repete, "ele entregou os filhos dos homens, onde quer que habitem, os animais do campo, as aves do céu, e fez que dominasse sobre todos eles, tu és a cabeça de ouro".
Então, a única parte do sonho aqui, depois mais na frente, Daniel tem algumas visões que identificam os outros reinos, alguns dos outros reinos, mas nesse momento, nesse sonho, a única parte que ele identifica é a cabeça, a cabeça é Babilônia.
Então, "tu és a cabeça de ouro, depois de ti se levantará outro reino, inferior ao teu".
Essa parte eu confesso, eu até andei tentando ler algumas coisas assim, eu não entendo muito essa parte inferior, porque se você estudar a história desses reinos, cada reino foi maior do que o anterior.
O Império Persa foi maior do que o Babilônico, o Império Grego foi maior do que o Persa, o Império Romano foi maior do que o Império Grego.
Então, cada um foi maior, e ele fala "será inferior", talvez tenha alguma coisa, tem várias pessoas que lêem algumas opiniões, mas nada assim me deu muita luz, assim de que não tinha tanto domínio, tanto controle, tanto poder, não sei, alguma coisa assim, ele fala que foi inferior, eu confesso que eu não sei em que sentido seria esse inferior.
"Depois de ti se levantará outro reino, inferior ao teu, um terceiro reino de bronze, o qual terá domínio sobre toda a terra".
Esse aqui é Alexandre o Grande, que foi um general brilhante, que conquistou um território enorme, foi até a Índia, ele foi assim, conquistou um território muito grande, o Império de Alexandre.
Versículo 40 "O quarto reino será forte como ferro, pois como o ferro esmiúsa e quebra tudo, como o ferro quebra todas as coisas, ele esmiussará e quebrará".
"Quanto ao que viste dos pés e dos dedos, em parte de barro de oleiro, em parte de ferro, isso será um reino dividido". Então, do jeito que ele fala aqui, eu só queria mostrar que você não sabe, ele não fala "um quinto reino", ele não fala aqui.
Então, por isso que eu falo assim, ou é 4 ou é 5. Se é 4, o quarto tem duas fases, né? E como os dedos têm o mesmo material ferro do quarto, então tem alguma coisa de continuidade, tá certo?
Então, ele fala "Quanto ao que viste dos pés e dos dedos, em parte de barro e de parte de ferro, isso será um reino dividido", parece que ele está falando do quarto ainda, "isso será um reino dividido, contudo haverá nele alguma coisa da firmeza do ferro, pois que viste o ferro misturado com barro de oleiro".
"Como os dedos dos pés eram em parte de ferro e em parte de barro, assim por uma parte o reino será forte e por outra será frágil. Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de oleiro, misturar-se-ão pelo casamento, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro.
Mas nos dias destes reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído. Este reino não passará a outro povo, mas esmiuçará e consumirá todos estes reinos e será estabelecido para sempre.
Como viste que do monte foi cortada uma pedra sem auxílio de mãos, e ela esmiuçou o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro, o grande Deus fez saber o rei o que há de ser depois disto. Certo é o sonho e fiel à sua interpretação".
Então eu já fiz menção do ponto culminante, do ponto culminante do sonho, o ponto que Deus queria mostrar. O que vai acontecer depois? O que vai acontecer depois é que vem outro reino, outro império, outro reino, depois vem outro, depois vem outro.
Mas ele não enfatiza muito isso aqui. Ele não fala muito sobre cada um, não é o ponto principal. O que é o ponto principal? A pedra que vem e quebra tudo. Esse é um ponto.
Agora na interpretação eu queria chamar a atenção para outro aspecto importante. De tudo que ele falou dessas partes, qual foi a parte que ele dedica mais tempo? Qual parte que ele fala mais?
Tem três versículos, e aqui é assim, cada um está seguindo assim, então vem esse, depois vem outro, depois vem outro, mas tem uma parte que ele se detém e ele fala três versículos sobre uma parte.
Qual parte que é? Dos pés. Então isso é outra coisa importante para a gente notar.
Está vendo? São coisas simples que a gente tem que pensar. Eu posso não ter a interpretação de tudo, mas eu preciso saber o que Deus achou importante salientar, o que Deus queria destacar para nós.
Então ele quis mostrar para o rei quem era ele, então ele falou, o senhor é a cabeça, então isso ficou claro. Esses dois aqui ele não fala muito. Quando chega no quarto ele fala, o quarto vai ser terrível e aqui eu quero que vocês notem também uma coisa importante para a gente ver.
O que vai acontecer quando a pedra acertar a estátua? A pedra vai não só derrubar a estátua, o que a pedra vai fazer com a estátua? Vai esmiuçar.
Agora quando ele fala do quarto reino, ele fala, o quarto vai ser terrível, pior do que os outros. E ele como ferro é forte, ele vai esmiuçar. Então o quarto reino tem uma função de esmiuçar, só que no fim ele vai ser esmiuçado.
Então é importante ver esses paralelos. Eu não vou ficar muito tempo, mesmo porque depois nós vamos continuar estudando Daniel.
Quando chega no Daniel 7 ele vai falar sobre quatro reinos de novo e com alguns outros detalhes, então a gente vai voltar nesse assunto. Mas eu só queria, aqui eu queria mostrar para vocês, com certeza existem muitas interpretações.
Tem gente que acha, eu sempre falo assim, um teólogo que não acredita na inspiração da Bíblia, ele deve estudar um outro livro, não a Bíblia. Se ele não acha que é inspirado por Deus, estude outra coisa.
Agora tem gente que estuda esses Daniel e outros livros da Bíblia e fica assim, ah, mas Daniel não pode ter sido um homem que viveu nessa época, que ele falou de tudo isso, ele deve ter sido um homem que viveu na época dos macabeus.
Então ele está falando de coisas que ele já sabia. Isaías não pode ter falado de Ciro. Eu sei que existem várias coisas e para mim a minha fé na inspiração da Bíblia não depende, tem muita gente que acha que o livro de Isaías não foi escrito por um mesmo homem.
Porque muda muito o estilo, do capítulo 40 para frente de Isaías, muda muito o estilo. Então eles acham que, e começa a falar, da restauração do cativeiro, sendo que Isaías viveu mais de 100 anos antes do cativeiro de Babilônia.
Então tem muita gente que fala, não, Isaías não pode ter falado de Ciro. Ele deve ter sido uma outra pessoa que viveu na época de Ciro e sabia quem era Ciro. Gente, Deus pode ter falado o nome de Ciro muito antes de ele nascer.
Deus revelou, eu tenho muita convicção de que Deus revelou para Daniel essas coisas naquela época. Mas enfim, tem gente que fala que nem chega aqui nesse quarto que vocês conhecem a expressão "o reino dos medos e dos persas".
Então os medos eram um povo, os persas eram outro, eles se juntaram. Quando foi a época que caiu Babilônia, a Pérsia começou a ser mais dominante, mas tem uns que colocam os quatro reinos como Babilônia, medos, persas e gregos, então chega só até aqui.
Enfim, tem muitas interpretações, mas eu quero só falar de duas que são principais. Essa linha que eu fiz aqui à esquerda é a linha mais conhecida. É muito conhecida, se você ler a maioria dos comentários, a maioria dos livros que vão falar sobre Daniel vão interpretar desse jeito.
Babilônia, Pérsia, Grécia, que sobre isso não tem muita dúvida, e depois o reino que veio depois da Grécia foi Roma.
Agora, não sei se são muitas pessoas, mas hoje, inclusive nós da Impacto, nós estamos ajudando a distribuir, tem um irmão que veio ao Brasil ano passado, que escreve bastante livros, tem livros muito profundos, muito maravilhosos, o nome dele na verdade não é nem o nome verdadeiro dele, que como ele está escrevendo sobre os islâmicos, ele corre muito perigo de vida.
Então, ele usa o nome fictício, que é Joel Richardson, ou como alguns falam, Richardson.
Ele tem vários livros, ele tem um livro maravilhoso sobre toda essa questão de Israel e a igreja, quando o judeu governa o mundo, um livro fantástico, mas ele tem vários livros, ele fala muito sobre o anticristos, muito sobre Daniel,
e a tese dele é que não é essa sequência, então ele tem um livro chamado "A Besta" que vem do Oriente.
Então, nesse livro, ele discute e mostra mapas, que eu não vou tomar tempo para entrar nisso aqui, eu só queria mostrar que existe essa outra linha de pensamento.
E mostrar mais ou menos assim, tem dúvidas de ambas as partes e como eu falei, eu acho que tem muita coisa que a gente não sabe, então eu não vou dizer qual é, porque eu não sei qual que é.
Mas o quarto ele fala não foi Roma, e o argumento dele é que Roma, apesar que eles mataram Jesus e eles crucificavam, eles destruíram Jerusalém no ano 70 e foi com muita crueldade,
mas de maneira geral, o Império Romano, os romanos, eles não eram cruéis, os assírios anti-Babylone eram muito cruéis, e em várias medidas os outros também foram.
Mas Roma, de maneira geral, não foi, a característica deles não era a crueldade, na verdade, eles eram um povo, eles tinham mais tolerância,
eles deixavam os povos continuar com suas religiões, eles eram mais tolerantes, então essa descrição que tem no versículo 40,
"o quarto reino será forte como ferro, pois como ferro esmiúsa e quebra tudo", ele fala assim, isso não se encaixa com Roma,
Roma não era um povo que ia conquistando, esmiussando, acabando com a cultura, você tem assim, a Grécia não era talvez tão cruel,
mas se houve uma cultura que se sobrepôs às outras culturas, era a cultura grega, mesmo os tempos romanos, a cultura era grega,
então a cultura que tinha uma tendência de se sobrepor, de se impor sobre outros, era a cultura grega, os romanos, eles eram mais pragmáticos,
se você aceitar e pagar os impostos, nós não vamos mexer com vocês, e na verdade, eles criaram um ambiente de relativa paz,
no tempo de Jesus, dos apóstolos, foi um tempo propício para a propagação do Evangelho nos primeiros séculos,
a gente sabe que teve perseguição contra os cristãos, mas houve essa característica, então ele fala assim que o império islâmico tem muito mais a ver,
os islâmicos chegavam e esmiussavam, quebravam tudo, eles impunham, e um outro, só vou mencionar essas duas coisas,
o outro ponto interessante que ele coloca, e aí ele mostra no livro, mostra todos os mapas, mas é muito simples você imaginar,
eu espero que você consiga pensar no mapa na sua cabeça, você tem os países do Oriente Médio, então imagina assim,
você tem Turquia, Síria, Israel, aí tem o norte da África, aí indo para o leste você tem hoje, Iraque, Irã, Afganistão e vai por ali,
essa é a região que nós chamamos de Oriente Médio, agora indo para o oeste, você tem, saindo sim do Mediterrâneo,
aí você começa a entrar, Grécia, Itália e vai para a Europa, o império do Babilônia, Pérsia,
Grécia já é hoje parte do que nós chamamos de Europa, então Grécia começou um pouco mais para o oeste,
mas Babilônia e Pérsia, esse aqui fica no país hoje que nós chamamos de Iraque, e esse aqui o país hoje chamado de Irã,
então esses três impérios, mesmo da Grécia, que está um pouco para o lado da Europa, que seria o oeste, o império de todos os três era Oriente Médio,
tudo para o lado do Oriente Médio e dali para o leste, nenhum desses impérios se estendeu para o oeste da Europa,
ok? Então, aí vem Roma, Roma conquistou, mas Roma já pegou norte da África, tinha Israel, tinha Líbano, tinha essa parte aí, Turquia,
tudo fazia parte do império romano, mas indo assim, se você olhar no mapa, indo assim, de Israel, já a partir do que hoje seria Jordânia ou Iraque,
essa parte de Babilônia e Pérsia não fazia parte do império romano, então esses são os argumentos que ele fala assim,
por que o próximo reino seria Roma? Por essas duas razões, por causa de não ser um reino que esmilçava os outros,
e porque se Deus estava revelando para Nabuco do Anzor o que ia acontecer naquela região de Babilônia dali, Roma não fazia parte daquilo.
Agora, da minha parte eu acho argumentos fortes, mas eu tenho uma dúvida, porque realmente depois da Grécia veio Roma,
demorou mais de 600 anos para surgir o islamismo, 600 anos depois disso aqui, não 600 anos depois de Daniel,
mais ou menos mil anos depois de Daniel que vai surgir o islamismo, ok?
Então nessa sequência de reinos, deixar Roma de fora eu acho um pouco complicado, mas eu acho os argumentos dele interessantes.
Agora só vou colocar, vou deixar uma grande interrogação, mas eu quero mostrar agora que eu acho isso muito interessante,
tem os argumentos aqui, mas outra coisa que vocês precisam levar em consideração é que nas outras visões de Daniel que nós vamos ver para frente,
nesse sonho de Nabuco do Anzor ele não enfoca o anticristo, o anticristo não aparece aqui, então aqui nesse sonho ele fala dos quatro reinos,
ficamos em dúvida sobre isso aqui, e vem a pedra e acaba com a estátua e estabelece o reino de Deus.
Agora, Daniel 7, 8, os outros capítulos que vêm pela frente vão falar muito sobre um chifrinho e sobre alguém que se levanta,
nós vamos começar a ver, ele começa a falar sobre a figura do anticristo, daquele que se levanta contra Deus,
e que é uma figura importante nesse reinado que se levanta contra Deus.
Então, isso aqui, isso aqui que tem implicações para nós, se você segue essa linha aqui, Babilônia, Pérsia, Grécia, Roma,
que é a interpretação muito comum, você é levado diretamente, Roma está na Itália, você vai diretamente para a Europa,
e a interpretação tradicional é que os dez dedos de ferro e de barro são os dez países simbolicamente da Europa,
e aí, desde o século passado, os que estudam escatologia, eles especulam muito, a União Europeia, os dez países da Europa,
vai surgir o anticristo, então, e eu nem coloquei aqui, porque não faz parte da sequência de Daniel,
mas muita gente faz a linha profética, a linha que interpreta isso, a maioria coloca assim, Roma caiu em 476,
depois de Cristo, mas depois do Império Romano, veio a igreja católica, que a figura do Papa, em vários séculos,
substituiu, ele não era só um líder de igreja, ele era o líder mais forte político daqueles países,
e aí tem muita coisa com Apocalipse, Apocalipse fala várias coisas sobre a besta que era, que não era,
e surgiu, e ressuscitou, e foi sarada, tem uma porção de coisas que as pessoas colocam assim,
que o Império Romano acabou, mas a igreja católica ressuscitou o Império Romano, e aí leva você para a Europa,
e se você quiser colocar embaixo aqui o anticristo, que a ideia de que o anticristo virá, e que toda essa ideia de união mundial,
daquilo que vai acontecer assim, nos últimos tempos, vai ser focado na Europa, a Europa que é a chave.
Agora se você, não, não, se você entender essa outra linha de pensamento, aí você tem, não, Roma não faz parte,
porque Roma não dominou essa área aqui, e claro que foi muito importante na história, teve grande papel, Europa e tudo mais, só lembrando,
que essa coisa assim, ele gastou três versículos falando sobre os dedos, três versículos falando sobre os dedos,
e cada versículo ele fala uma coisa, primeiro ele fala, vai ser um reino dividido, porque é ferro e barro,
depois ele fala, vai ser, vai ter uma parte forte e uma parte fraca, e aí você vê assim, a pedra, outra vez a pedra foi aonde?
A pedra derrubou a estátua pelos pés, e nós vamos falar na próxima aula sobre a pedra, mas eu não sei se você está lembrando assim,
mas para mim veio na hora assim essa imagem de Davizinho, Davi com Golias, e com uma pedrinha derrubou um gigante,
porque o contraste é, uma estátua enorme, o reino dos homens, o sistema humano é muito forte, é muito dominante, esmaga,
ele fala do quarto reino, mas na verdade todos eles estão, Babilônia já tinha feito isso, chega em Jerusalém, derruba tudo,
destrói o templo, mata, leva para o cativeiro, dispersa o povo, a ideia é, o reino humano luta contra o reino de Deus,
e o reino de Deus é uma pedrinha, que não tem nada a ver com essa estátua enorme, mas essa estátua enorme que tem ouro,
que tem prata, que tem bronze, que tem ferro, ele tem o que a gente chama hoje de calcanhar de Aquiles, ele tem um pontinho que é,
que vai derrubar, que são os dedos de ferro e de barro, tem uma parte vulnerável, tem uma parte que vai cair,
e depois no versículo 43 ele fala até que essa mistura de ferro e de barro que não dá certo, vai ser através do casamento,
agora eu não sei se é, eu estou mostrando, tem pontos a favor e pontos contra, mas uma coisa que tem muito a ver com a Europa,
que desde sempre, Europa como conjunto, até hoje, se pegar o conjunto europeu é uma força econômica, é um potencial enorme,
eles que colonizaram, a Europa sempre foi a força dominante do mundo inteiro, mas eles são superdivididos,
eles estão fazendo a união europeia, mas já está rachando, a Grã-Bretanha já saiu, tem outros países que estão querendo sair,
e na história da Europa sempre foi assim, tinha o rei da Espanha que casava com o rei da Inglaterra, filhos das duas famílias,
casavam entre si, mas não dava liga, então essa parte aqui tem muito a ver, agora vamos para o outro lado,
a parte que ele vai falar no livro "A besta vem do Oriente", ele vai falar que desde o início, isso não é coisa moderna,
desde o início tem duas correntes fortes no islamismo, os sunitas e os chiitas, isso vai lá da época logo depois de Malmé,
a origem dessas duas correntes, e eles matam uns aos outros, agora se tem casamentos ou coisa assim, eu não sei,
mas a coisa importante é que essa palavra, olha que coisa assim, pode não ter significado nenhum, mas eu acho bem curioso,
versículo 43, quando ao que vise do ferro "misturado", essa palavra mistura tanto na língua aramaica como na língua hebraica,
a palavra é Arabe, e os povos árabes, esse nome árabe vem de mistura, porque eles eram descendentes de Ismael,
de Isau e tal, e foram se casando com outros povos aí do deserto, então os outros povos sempre olhavam para lá nos primórdios,
olhavam para os árabes como um povo não etnicamente puro, eles eram misturados, é bem interessante, você vê que tem coisas,
e o que eu quero deixar claro para vocês, a gente vai aprofundar mais nisso, é que nós não temos todas essas chaves,
mas vamos ficar com um olho na Europa e um olho no Oriente Médio, vamos ficar atentos aí porque tem coisas significativas,
eu acho que tem muitas falhas nessa ideia de que tudo vem da Europa, eu concordo plenamente que a igreja católica assumiu posições de poder como o império romano,
mas assim, os evangélicos de longa data, Lutero falava isso e muitos líderes evangélicos falavam, o anticristo é o papa,
e aí assim, numa época passada tinha muitas características de anticristo no papa, mas atualmente você pode olhar,
os papas às vezes fazem pronunciamentos políticos, têm suas influências, mas hoje o papa nem se compara, não tem essa comparação,
então às vezes eu fico pensando que o evangélico fica muito no passado, pensando no nosso conflito entre evangélico e católico,
são idólatas, são babilônias, muita gente, eu li, meu pai olhava para isso, mas ele mesmo viu depois que não era bem assim, mas apocalipse 17,
a meretriz que ficava sentada em Roma, então a gente tem uma grande tradição de colocar a babilônia como igreja católica,
e nós os evangélicos, nós somos os puros, sendo que nós temos o mesmo espírito babilônico, esse espírito de poder, esse espírito de casamento com o Estado,
assim como a igreja católica se casou com o Estado, a igreja luterana casou com o Estado, a igreja anglicana casou com o Estado,
você percebe assim, então essa ideia de pensar que a igreja evangélica, a igreja pura e os católicos são da babilônia e que o Papa é o anticristo,
eu acho que, né, são coisas que eu acho que a gente pode ficar muito pensando nisso e perder, por isso que eu falo assim, fica com o olho aberto,
porque Deus, por razões dele, ele não quis deixar muito claro, isso aqui tem aspectos duvidosos, a gente não sabe exatamente,
agora o que nós precisamos ter, aí nós precisamos continuar estudando o livro para entender o que vai nos preparar,
qual é a nossa preparação, o que a gente precisa saber para não cair, né, e uma das coisas, eu vou terminar mais ou menos com esse pensamento,
então vamos só focar e tentar assim, nós vamos continuar na próxima aula falando mais sobre a pedra,
mas vamos terminar assim visualizando esse sonho e o que Deus quer mostrar através desse sonho,
eu falei sobre isso, eu sei que todo mundo, eu também, nós temos curiosidade, nós queremos saber de onde que vem o anticristo,
só para finalizar aqui, assim, o anticristo vindo do Oriente Médio, eu acho que tem muito mais sentido você pensar, pensando em anticristo,
eu acho que tem muito mais sentido do que você, enfim, eu não sei.
Os Estados Unidos? Então, eu deixo só falar essa coisa do estátua, se foi boa uma pergunta, eu quero focar nisso,
mas vamos visualizar esse sonho e tentar assim, captar a mensagem principal, então, Deus mostrou para o rei esse sonho,
esse sonho mostra essa imagem imponente, majestoso, essa estátua majestosa, essa coisa que deslumbra e assusta,
porque o que que acontecia? Todos esses impérios e toda a história humana é uma história de impérios,
é uma história de um querendo dominar o outro, e o que que eles faziam mais? Eles faziam mais pelo medo,
então a força da Babilônia, a força de Alexandre o Grande, ele inspirava terror em todo mundo,
ele chegava que nem relâmpago, conquistando os povos, própria Roma, mas os islamismo também e o império britânico,
o império não tão político, mas comercial e influência dos Estados Unidos, todos são influências que a União Soviética,
todas essas forças, elas, o que eu queria mostrar, ele mostrou quatro reinos e a gente quer saber qual que é o quarto,
mas na verdade o que Deus estava mostrando, como mostrei nesse outro esquema antes, ele estava no presente,
ele mostrou os próximos, mas os próximos apontam para o fim, e o fim tem muita coisa no meio que não foi previsto,
mas o que a gente precisa entender é que essa estátua, ela tem uma continuidade, e hoje não é tão fácil de discernir,
porque hoje não é um império tão político, o islamismo tem a intenção declarada, eles querem, eles querem um califado mundial,
o comunismo também tinha um objetivo declarado, mas aí assim, nós que somos do ocidente, nós somos mais amigáveis
com da Inglaterra, dos Estados Unidos, as coisas do ocidente, mas os ingleses tinham orgulho, eles falavam assim,
o sol não se põe sobre a bandeira, na época do auge, do império britânico, em algum lugar era dia, no império britânico,
era um desejo, e se você for estudar o colonialismo, gente, se você for estudar, e não com os livros de história,
mas se você for ver histórias mesmo, mesmo assim na Austrália, na Nova Zelândia, na África, e na América do Sul,
você vai ver assim, muitas histórias terríveis, então essa estátua, ela representa o reino do homem,
e não são apenas quatro, esses quatro que ele viu, na verdade assim, chegavam no quarto, mas o quarto já fala sobre o fim,
e no meio tem todas essas sequências, em algum, de alguma maneira, Roma faz parte, o islamismo faz parte, os ingleses,
o império britânico faz parte, ah não, mas porque os ingleses eles tinham missionários, eles mandavam missionários pra China, pra India,
os Estados Unidos também, foi um país que levou muito conhecimento de Deus, e é nesse ponto que nós como povo de Deus,
nós não podemos ser cegos, isso tem dentro da igreja, essa estátua, esse sistema existe até mesmo dentro das igrejas,
e essa é a minha pergunta, como é que Daniel conseguiu fazer parte do governo de Babilônia,
e nós temos a vida dele que em nenhum momento ele participou, ele não defendeu, e gente, com toda a sinceridade,
eu posso estar totalmente errado, mas eu estou colocando aqui pra vocês, quem tem mais, a igreja como o mundo inteiro hoje está polarizado,
tem esquerda e direita, nós precisamos entender que as duas coisas fazem parte dessa estátua, as duas coisas,
quem é mais da esquerda, você não, mas a esquerda não é tanto assim, eles têm muitas coisas boas,
quem é da direita fala assim, não, mas tem muita coisa, estão falando de Deus, estão fazendo muita coisa boa,
gente, Deus está no controle, amém? Deus põe, Deus tira, Deus mandou Babilônia destruir Judá, foi uma coisa muito ruim, mas Deus mandou,
Deus mandou a Pérsia, o Ciro, mandou restaurar, mas não significa que Ciro era uma pessoa boa, então a história é governada por Deus,
a história é governada por Deus, mas nós não fazemos parte de Babilônia, nós não fazemos parte de Pérsia, nós não fazemos parte de Roma,
nós não fazemos parte, eu fico muito angustiado quando eu vejo igreja, homens, homens líderes, homens respeitados,
vindo a público e endossando como se esses governantes, Trump, Bolsonaro e outros mais fossem assim, é parte daquilo que nós acreditamos,
eles são nossos, nós apoiamos 100%, não, nós acreditamos que Deus está no controle 100%, mas a igreja não faz parte dessa estátua,
o que vai fazer o reino de Deus não é Ciro mandando de volta para Israel, não é ele que vai estabelecer o reino de Deus,
quem vai estabelecer o reino de Deus? A pedrinha cortada do monte, ok? É isso que eu sinto, isso é uma síntese, no mínimo pensem sobre isso,
eu acho que a igreja precisa acordar e precisa entender porque nós podemos ser enganados, muitas vezes, tem muitas coisas da história,
o mais recente é um exemplo muito fácil de ver e a gente pensa que a gente não cairia, no tempo da Alemanha, antes da segunda guerra,
Hitler era nacionalista, estava falando sobre fazer Alemanha grande, estava se baseando em Lutero, ele achava que Deus estava do lado dele
e muita igreja entrou na onda dele e não entendeu o que ele estava fazendo, então que nós tenhamos capacidade para enxergar
e nós possamos não entrar no engano de fazer parte, porque essa estátua, essa estátua vai virar pó,
eu não quero investir a minha vida, não quero identificar a igreja, eu não quero que a minha família, não quero que as pessoas façam parte disso,
não quero, isso aqui vai virar pó, então nós precisamos, agora isso significa que a gente tem que ficar de fora?
Não, Daniel fez parte do governo, mas não se misturou, não se contaminou, ele não acreditou que Babilônia seria o instrumento de Deus
para trazer o renseio, ele estava lá para fazer um testemunho, para fazer a parte dele, mas ele em nenhum momento,
e aí a gente vê, só para ligar outros pontinhos, tem uma ideia escatológica hoje, tem vários nomes, mas eu nem vou falar de nomes,
vou falar sobre a ideia, tem uma ideia de que a igreja vai se tornando mais poderosa, mais influente, vai ter mais impacto na sociedade
e vai começar a mudar os governos, e até mesmo essa frase que se você falasse "o Brasil é do Senhor Jesus"
e entender que Deus está no controle de todas as coisas, amém, eu estou junto.
Agora se Brasil é do Senhor Jesus achando que algum governo, qualquer que seja, qualquer que seja sua inclinação, sua identificação,
qualquer governo do Brasil nunca vai ser um governo de Deus na Terra, qualquer governo.
Então, se nós temos que votar, nós temos que apoiar certas medidas, nós temos que testemunhar daquilo que nós entendemos que é um valor de Deus,
se nós somos a favor de proteção de vidas, se nós somos a favor de abençoar pessoas mais necessitadas, seja qual for o valor,
se tem um valor do reino de Deus, nós somos a favor do valor, nós não somos partidários, nós não acreditamos.
Gente, tem o aspecto do testemunho que eu acho, eu acho lamentável, não sei como é que Deus vai fazer com a igreja,
eu não sei qual que vai ser o próximo passo, mas eu entendo que a igreja tem perdido grande parte do seu testemunho diante do mundo se alinhando,
porque quando você se alinha com o governo, você se alinha com o pacote inteiro.
Eu não posso me alinhar com o pacote da esquerda, eu não posso me alinhar com o pacote da direita, eu não posso me alinhar com o pacote.
Então nós precisamos realmente entender o nosso testemunho, Daniel não se contaminou, ele fazia parte,
todo mundo sabia que ele não servia aquele, esse poder que todas as pessoas adoravam, não servia.
Hoje não tem uma estátua para a gente adorar, mas as pessoas estão adorando a posição de poder,
estão trocando seus princípios por "ah, nós vamos influenciar, nós vamos influenciar, nós não vamos influenciar".
É difícil colocar isso porque tem partes, aspectos positivos, a igreja deve influenciar, a igreja deve influenciar na educação,
em todas as áreas onde nós estamos, nós devemos ser uma luz, mas a nossa esperança não é essa estátua, nenhuma delas, nenhuma parte delas.
Nós não acreditamos nem esses sistemas que existem dentro da igreja e nem os sistemas que existem na sociedade e na política.
Então isso deveria nos dar quando a coisa estiver pior possível, e Daniel vai mostrar muito isso, vai chegar a um ponto,
essa estátua já é grande, imponente, mas ela vai chegar a um ponto, em uma dessas manifestações,
ela vai chegar a um ponto de manifestação máxima, o quarto animal, Daniel 7, ou a quarta parte da estátua é mais terrível.
Então isso pode ter se cumprido em parte em um desses impérios, mas isso vai ser muito mais forte no fim, vai ter um grande poder.
E nós que acreditamos no reino de Deus, nós precisamos ter esperança, a nossa esperança não está em nenhuma dessas coisas.
Senhor, nós, nós clamamos a Ti, Senhor, ó Deus, ninguém é suficiente para essas coisas, ninguém é capaz de nunca ser enganado,
nós todos somos sujeitos, nós podemos ser enganados, por isso o Senhor orou pelo teu discípulo Pedro, falou assim que Satanás ia peneirar.
Nós queremos, nós vamos passar pelo processo de peneirar, mas nós queremos estar firmes na rocha, na pedra,
hoje parece uma pedrinha pequena, talvez essa pedra nem foi cortada ainda, num certo sentido, ela não saiu da montanha, ainda não derrubou essa estátua,
mas nós acreditamos nessa pedra, nós acreditamos no poder de Deus, por isso o Senhor pedimos a Tua graça sobre nós e ajuda-nos Senhor,
todos nós, eu peço a Tua ajuda, se de alguma maneira nós não estamos entendendo a Tua mensagem, nós queremos entender Senhor,
queremos estar diante de Ti, Senhor mostra-nos como nós podemos ser como Daniel, como nós podemos estar dentro do mundo onde o Senhor nos colocou,
mas sem nos contaminar e também preparados para aquilo que virá, pedimos isso em nome de Jesus, amém.

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