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Aula 11 – Vol.31 – Contraste entre o Reino de Deus e o Reino Humano

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22/03/20 – Daniel 3 – Baixardo áudio.

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Então, na nossa última aula, nós já começamos um pouquinho no capítulo 3, estamos em Daniel 3 e eu vou retomar então a descrição dessa história que é uma das mais conhecidas do livro de Daniel.
E nós temos visto algumas características já a respeito dessa história. Vimos que o rei Nabucodonosor fez uma imagem, é muito enfatizado isso durante todos esses primeiros versículos do capítulo, que ele fez a imagem.
Talvez a ênfase é para mostrar que, porque ele vai mandar todos adorarem essa imagem. Então, é uma contradição como tem aquele capítulo no livro de Isaías que descreve como uma pessoa faz uma imagem da madeira, o próprio homem faz algo e depois coloca como ídolo.
Como que contradição, que coisa mais irracional você fazer alguma coisa e você adorar aquilo que você fez. Então, essa ênfase aqui no início do capítulo 3, Daniel 3, é para mostrar que o rei Nabucodonosor ele fez a imagem, ele estabeleceu a imagem.
Ele colocou essa imagem como um ídolo, como algo a ser adorado. Então, Daniel 3 e 1, rei Nabucodonosor fez uma estátua de ouro, cuja altura é de 60 côvodos, mais ou menos 27 metros, largura de 6 côvodos, então a largura é muito pequena em relação a altura e levantou-a no campo de Dura na província de Babilônia.
Então, aí segue a descrição de como ele convocou todas as autoridades. Tem uma lista aqui, muitos desses nomes, a gente não sabe especificamente o que que eles representavam na hierarquia de poder, mas nos nossos tempos seriam como convocar prefeitos, vereadores, governadores, deputados,
isso na área política, mas também tem a área judicial, os juízes, os magistrados, então tem conselheiros, oficiais, enfim, todas as autoridades que tinha em todo o império de Babilônia.
Então, ele convoca, não é todo o povo, mas são todos os representantes dos povos. Então, isso mostra o alcance, quais eram as pessoas que o rei estava convocando.
E nós mostramos também que no versículo 4, ele fala quando o Arauto apregoou em alta voz, diz assim "Ordena-se a voz, ó povos, nações e gente de todas as línguas".
Então, isso também nos remete para o Livre de Apocalipse, em que nós vemos essa mesma expressão tanto do lado do reino de Deus, quanto do lado do reino do homem.
Então, não sei se vai dar para vocês verem o que está escrito aqui nesse flipchart, mas eu estou fazendo aqui um contraste entre o reino de Deus e o reino do homem,
porque desde o início, desde o primeiro livro da Bíblia, nós temos esse contraste.
Deus começou o seu projeto com Adão e Eve no Jardim do Eden, mas já temos a serpente. Então, antes do Jardim do Eden, já havia esse conflito entre o reino de Deus,
e os anjos e todos os principais, os hipotestades celestiais, e Satanás, o Lúcifer, que se levantou contra Deus. Então, esse conflito entre os dois reinos é um conflito que tem desde o início da história da Bíblia,
mas vai ter um fim. Nosso mundo, o que a gente conhece, você pode ver filmes, histórias, livros, mesmo na vida real, para nós tudo é o bem e o mal.
E a gente às vezes interpreta isso de uma maneira errada, mas nós temos continuamente esse conflito entre, mesmo quem não acredita na Bíblia,
quem não crê em Deus, sempre tem o conflito entre o bem e o mal. Então, a história, principalmente depois que entra o pecado, que a Bíblia relata com mais detalhes,
nós temos desde o capítulo 10 de Gênesis, já surge Babilônia entre aqueles que estavam distantes de Deus. Então, eu coloquei aqui o reino de Deus e o reino do homem, e algumas características,
claro que poderia ter muitas outras, mas o local onde nós temos o reino de Deus tem uma localização em relação ao céu e à terra, Deus tem seu monte santo,
Deus tem o seu local onde ele reina, mas a Bíblia mostra como o projeto de Deus é trazer a sede de Deus para a terra. Só lembrando da história do Brasil,
que o Brasil já teve capital em Salvador, no Rio de Janeiro, e depois nos anos 60 eles mudaram isso para Brasília. Então, Deus está mudando a sede, a capital dele,
e isso é uma coisa impressionante, porque a gente poderia até pensar, Deus é Deus no céu, ele reina no céu, o lugar dele é lá, mas ele tem uma filial, ele tem um lugar que o pessoal serve a ele que é na terra.
Não, não é bem assim, hoje é assim, Deus está governando do céu, porque ele ainda não fez a mudança por causa de tudo que aconteceu na história.
Mas o propósito de Deus no jardim do Éden, que ainda não tinha sido consumado, mesmo antes do pecado, era Deus mudar a sua sede, Deus mudar sua capital para a terra.
E depois do pecado, isso ficou mais forte ainda. Essa ideia de que Deus reina nos céus, Deus está com seu trono no céu, mas o Tabernáculo, o templo, o reino de Davi, sempre mostravam que Deus queria transferir esse reino para a terra.
Então eu coloquei Cião, mas nós podemos colocar Jerusalém, é o mesmo local, então o reino de Deus é Jerusalém, e Apocalipse 21 mostra essa mudança, quando a nova Jerusalém, que muitas pessoas acham que não tem nada a ver com a Jerusalém terrena.
Mas por que chama Jerusalém? E onde que desce? E o que a Bíblia fala a respeito da mudança de Deus para a terra? Sempre a referência é Cião.
Então o local, o lugar que Deus vai colocar seu reino é em Jerusalém, o Cião. E o lugar que é o reino do homem, simbolicamente, já teve muitos outros reinos, muitos outros locais na terra, mas simbolicamente o reino do homem sempre é conhecido como Babilônia.
O reino, nossa história, é Babilônia mesmo. Então nós temos essa relação entre a Torre de Babel e aqui Babilônia, a mesma ideia.
Então eu coloquei alguns pontos só para a gente poder ter uma referência. Unidade, os dois reinos procuram unidade. Nós sabemos que Satanás quer dividir, mas ele quer dividir o reino de Deus.
O propósito de Satanás é dividir o adversário dele, o concorrente dele. Satanás quer dividir o povo de Deus, o objetivo dele é dividir o povo de Deus, mas Satanás também quer unidade.
Então nós temos unidade do reino de Deus e tem a unidade do reino de Babilônia. E isso, você vê aqui nesse capítulo, é uma descrição, já é uma figura, já está apontando para isso, que o rei Nabucodonosor, ele tinha recebido aquela visão que Daniel interpretou no capítulo anterior.
E ele se vê como essa imagem de ouro que todos os povos, então esse versículo 4, Daniel 3 e 4, que fala "todos os povos, nações, gente de todas as línguas", isso realmente nos relaciona, nos remete à Torre de Babel.
Porque na Torre de Babel todos tinham a mesma voz, todos tinham o mesmo propósito, e isso era algo tão forte, um potencial tão grande, que o próprio Deus falou "eu preciso intervir, eu preciso fazer alguma coisa, senão eles vão alcançar o objetivo deles".
E só um parênteses é que Deus não permitiu na Torre de Babel, Deus não permitiu nessa época que nós estamos estudando com o Nabucodonosor, Deus não permitiu que durasse para sempre o Império Romano, o Império Islâmico e todos os Impérios, Império Britânico e assim por diante.
Todos os grandes Impérios, todos caíram, porque Deus impediu e Deus vai impedir a última manifestação.
Mas o Reino do Anticristo, o Reino Babilônico no final, ele vai alcançar uma unidade nunca antes alcançada pelo Reino Babilônico.
Então a gente percebe que todos os reinos Babilônicos, Hitler tinha a visão de que o terceiro Reich ia durar por mil anos, ia ser uma coisa muito duradoura, o comunismo tem essa visão, o islamismo tem essa visão e o cristianismo tem essa visão.
Então todos nós temos a mesma visão, o Reino de Deus tem a visão de alcançar o mundo inteiro e Apocalipse mostra no capítulo 7 o grupo dos redimidos de todas as raças, de todas as tribos, de todos os povos.
Por isso esses irmãos que estão trabalhando hoje, tem irmãos, tem missões, tem grupos específicos, Jokun, esse movimento da Sand, você tem missão Horizontes no Brasil, tem muitas missões que tem aquela missão Wycliffe, que tem a missão de traduzir a Bíblia para todas as línguas.
Então essa visão de alcançar para o Cordeiro pessoas de todas as raças, de todas as tribos faz parte da grande comissão e da nossa missão para trazer para Jesus representante de todas as nações.
E Babilônia tem a mesma visão e o mesmo objetivo.
Depois nós temos a Adoração, qual é o centro dessa história aqui?
O centro dessa história é Nabucodonosor fez uma grande imagem e ele ordenou, ele exigiu que todos, todos os povos, todas as nações, gente de todas as línguas se prostrasse e adorasse a essa imagem.
Então aí está incluída a ideia de unidade, está incluída a ideia de uma adoração que não é adoração a Deus.
A nossa unidade no reino de Deus é feita em torno de Deus.
Então nós temos a adoração única e exclusiva, lembrando sempre das três tentações de Jesus, quando Satanás chegou para Jesus e falou "eu te dou todos os reinos".
Então ele estava oferecendo unidade, ele estava oferecendo domínio, ele estava oferecendo o poder que ele tinha, que ele recebeu no jardim do Éden porque o homem que recebeu esse poder entregou para Satanás.
Então Satanás estava oferecendo ao filho de Deus um caminho mais curto para chegar a essa unidade, para chegar a esse domínio total.
Só que ele falou "você tem que se prostrar e me adorar". E Jesus falou "sim, unicamente a Deus".
Então a nossa condição e a nossa vida, a nossa união no reino de Deus é por meio da unidade de adorar somente a Deus.
E aqui nós temos uma unidade que é feita em torno da adoração a uma imagem.
Como eu falei na aula passada, o texto não deixa claro se na mente de Nabucodonosor ele estava fazendo uma imagem que representava o Deus dele ou se ele estava fazendo uma imagem explicitamente para representar a si mesmo.
E a gente comentou isso como todos os regimes totalitários é mais fácil ver, mas mesmo os regimes democráticos ou mais livres sempre tem uma ideia de que o dirigente, aquele que está acima de todas as coisas, que está governando, ele deve ser adorado.
E hoje a gente não usa tanto essa expressão de adoração, mas a ideia é uma exaltação e nós temos vários graus dessa adoração.
Quando nós seguimos cegamente sem nenhuma crítica, quando nós não vemos nenhum defeito nos governantes, quando nós colocamos aquele ser, às vezes não é um governante, pode ser uma outra pessoa, pode ser um outro tipo de ídolo, às vezes as pessoas até usam esse termo de ídolo.
Então essa expressão de idolatrar, essa expressão de seguir cegamente um líder humano é também uma forma de idolatria, de adoração.
Então nós precisamos enxergar não só a manifestação futura desse reino do anticristo que vai exigir isso mais claramente, mas nós precisamos enxergar nessa história a ideia de idolatrar qualquer pessoa, qualquer líder, qualquer regime, qualquer partido, qualquer cultura, qualquer ideologia.
Depois eu coloquei aqui a diferença entre memorial e monumento. Eu não tenho tempo para entrar mais profundamente nisso, mas eu queria que vocês, aqui na história, como eu falei, não fica claro se Dâmbio Cudonozô, se ele fez essa imagem para representar a si mesmo ou se ele fez essa imagem para representar um Deus.
Eu acho que a maioria das pessoas tem a impressão de que ele fez essa imagem para representar a si mesmo, porque se fosse um Deus, ele teria falado.
Mas vocês vão ver depois que quando eles acusaram os três hebreus de não se prostrarem diante da imagem, eles colocaram, vamos até ler isso aqui, no versículo 10, vieram alguns homens dos caudeus, acusaram judeus e falaram assim,
"Tu, o rei, fizeste um decreto pelo qual todo homem que ouvisse o som de todos esses instrumentos musicais, toda sorte de música, se prostraria e adoraria a estátua de ouro."
Então ninguém, nem as pessoas e nem o rei, eles estão identificando essa imagem é para adorar ao imperador, ao rei Nabucodonosôr, ou essa imagem é para adorar algum Deus.
Mas a interpretação desses homens que vieram acusar os três hebreus de não se submeterem a essa adoração, olha como eles falam.
Versículo 12, "Há uns homens judeus que tu constituiste sobre os negócios da província de Babilônia, sadrach, mesach e abednego, estes homens ou rei não fizeram caso de ti e ateus deuses não servem nem adoram a estátua de ouro que levantaste."
Então eles colocaram três coisas, eles não estão se importando com o senhor, com o rei, eles não estão se importando, então é o primeiro ponto e é provavelmente o ponto que mais enfureceu Nabucodonosôr.
Porque ele ficou enfurecido, ele ficou fora de si, ele ficou sem saber o que fazer com suas próprias reações, porque ele não aceitava.
Esses homens não estão fazendo caso de ti, então mesmo que fosse a estátua representasse um Deus, a importância para o rei e para as pessoas era, as pessoas precisam fazer caso do rei.
Ou seja, eles estão adorando, eles estão obedecendo, estão se submetendo ao rei. E depois eles colocaram ateus deuses não servem, então tem uma ligação, se eles não se encurvaram diante da estátua, eles não estavam fazendo caso do rei, eles não estavam servindo aos deuses de Nabucodonosôr e não estão adorando a estátua.
Então a estátua vem em último lugar porque por trás da estátua tem a exaltação do próprio rei e tem a adoração dos deuses ou dos espíritos malignos que estão por trás dessa estátua.
E como nós vimos a semana passada em Apocalipse 13, tem aquela relação entre o dragão e a besta, a besta que é o sistema político, mas é um sistema que expressa, é a imagem do dragão.
Então é todo esse espírito que está por trás de todos os sistemas políticos. Nós temos tentado mostrar, eu vejo muita dificuldade das pessoas quando você fala com as pessoas, olha, o espírito do anticristo, o espírito da besta, o sistema do mal está em todos os governos.
As pessoas dizem "É, mas está mais no outro". Então a gente tem muita facilidade em colocar isso no outro, no outro sistema, lá longe da gente, lá no sistema da China, da Rússia, não sei de onde, a gente tem mais facilidade, era do Hitler.
Mas quando chega perto da gente, e como eu tenho falado, esse espírito está dentro dos sistemas, está dentro das igrejas, está dentro de sistemas econômicos, está dentro de sistemas culturais.
Então nós temos esse espírito tão forte, esse sistema, que às vezes levantam uma estátua. Nabucodonosor podia falar assim "Não, não, não sou eu, eu estou falando aqui essa estátua". Mas quem é essa estátua? É um deus? É o próprio rei? Quem que é?
Então essa é a ideia. Então eu coloquei a palavra, eu realmente não quero me deter muito aqui, mas eu acho importante.
O rei Nabucodonosor, vamos trabalhar com a ideia de que a estátua era um monumento. Então como ele não colocou o nome de um deus, tem relação com a adoração a deuses falsos.
Mas essa estátua, claramente, vem logo depois do capítulo 2, então nós temos uma relação muito grande entre essa estátua que Nabucodonosor fez e o sonho que ele teve em que ele era a cabeça de ouro.
Então eu já mencionei isso, mas no sonho que ele recebeu, que era deus falando com ele, Daniel interpretou assim "Olha, o senhor é a cabeça de ouro, mas o senhor não vai durar para sempre, depois vem um outro reino de prata, depois vem um outro de bronze, depois vem outro".
Então o sonho, a visão tinha a clara mensagem de que Nabucodonosor tem muita glória, está ali como cabeça de ouro, mas não vai durar para sempre.
E o que Nabucodonosor fez? Ele fez uma estátua inteirinha de ouro, ou seja, na visão agora, ele distorceu aquela visão em que ele era a cabeça de ouro e falou assim "Não, essa estátua, o meu reino de ouro, vai durar para sempre, não tem prata, não tem bronze, não tem outro rei que vem depois, essa estátua que eu fiz representa a continuidade".
E as pessoas, e outra vez, isso aqui é algo que ele queria que essa estátua durasse para sempre, e esse é o desejo de não só de governantes, todo mundo tem uma vontade de deixar alguma coisa.
Eu tenho vontade de deixar uma memória, quando você pensa assim "vou morrer, vou partir", mas as pessoas vão se lembrar de mim? Do que eles vão se lembrar? Tem a lápide, mas tem outras coisas que a gente deixa, as pessoas escrevem livros, as pessoas deixam organizações.
Então eu só queria fazer um breve comentário sobre o desejo de todos os homens de deixar um monumento, as pessoas querem deixar um monumento, as pessoas sabem que não vão viver para sempre, eu estou falando assim da mentalidade humana, caída.
As pessoas sabem que elas em si não vão durar para sempre, mas querem deixar algo permanente, querem deixar algo para sempre.
Depois que eles passarem, eles querem deixar um monumento. E esse desejo, a Torre de Babel era isso, eu quero levantar algo que vai ser, eles como povo, eles queriam levantar algo que fosse um nome, que fosse um ponto de unidade e que fosse realmente algo que durasse para sempre.
Então só, eu vou ler dois textos rapidinhos de pessoas que fizeram isso, para mostrar assim como isso faz parte do espírito do reino do homem.
Então vou mostrar duas pessoas no Antigo Testamento, um está em 1º Samuel, é o rei Saúl, é um textinho até meio escondido aqui.
Poucas pessoas talvez vão se lembrar desse aspecto, a gente lembra de Saúl que ele não obedeceu as ordens de Deus, sabemos que o rei Saúl, embora ele fosse um rei de Israel, do povo de Deus, mas ele foi um contraste com Davi, ele representava aquilo que não era o desejo de Deus, ele representou o governo humano na igreja, no povo de Deus.
Então é muito importante lembrar que essa mesma tendência, esses mesmos impulsos, o mesmo espírito, as coisas que atuam no reino do mundo, atuam na igreja também.
Então em 1º Samuel 15, versículo 12, está escrito assim, e Deus já tinha falado com Samuel, falou "me arrependo de ter feito o Saúl como rei", no versículo 11, e no versículo 12 ele diz "madrugou Samuel para encontrar a Saúl pela manhã, mas foi-lhe dito, Saúl já chegou ao Carmelo e aí levantou para si um monumento", que interessante.
Depois não fala mais desse monumento, mas isso faz parte do desejo de Saúl de colocar algo que todas as pessoas se lembrassem.
E tem um outro exemplo em 2º Samuel que é mais explícito, sobre Absalom, que também foi alguém que levantou um reino paralelo, um reino dissidente dentro do reino de Israel.
2º Samuel 18, esse aqui ainda falando sobre depois da morte de Absalom, 2º Samuel 18, 18 "Absalom, quando ainda vivia, tinha levantado para si uma coluna, que está no vale do rei, pois pensava, não tenho nenhum filho para conservar a memória do meu nome".
Olha o que as pessoas pensam, mesmo quando tem filhos. Em todo o Antigo Testamento, que não era tão evidente, tão explícito essa ideia de um reino eterno, de ressurreição, as pessoas pensavam muito na continuidade da vida deles através dos filhos.
E isso é até uma coisa que Deus aprovava. Agora aqui eu não tenho nenhum filho e então ele levantou uma coluna e deu o seu próprio nome à coluna pelo que até o dia de hoje se chama o Pilar de Absalom.
Então eu queria só rapidamente fazer essa menção porque é muito fácil a gente cair nesse mesmo erro. Todas essas coisas, eu tenho falado insistentemente ao longo de todo o estudo sistemático, que idolatria não é uma coisa tão explícito como a gente falar assim "vou deixar de servir a Deus"
e "vou servir a Buda ou algum outro Deus pagão". Existe isso, mas na nossa cultura mais cristianizada e mesmo nas pessoas, em toda parte, a idolatria pior é aquela idolatria que a gente pensa que está reconhecendo a Deus, pensa que Deus é primeiro, eu adoro a Deus, Deus está na minha vida.
Mas de fato existem outras coisas que estão tomando lugar, que estão roubando a adoração a Deus. Então essa coisa de monumento, eu até coloquei aqui, adoração do reino de Deus é adoração ao próprio Deus e no reino do homem é adoração do próprio homem.
Por trás do homem está Satanás. Então no jardim do Éden, por exemplo, a serpente não chegou para Eva falando assim "Deus nada a ver", isso ele falou, o que Deus falou não tem valor, mas ele não falou assim "agora vocês deviam servir a mim, eu que sou o principal".
Ele foi muito astuto, ele foi ardiloso, mas ele fez Eva querer a si mesma, você precisa comer esse fruto para que você seja conhecedor do bem e do mal.
Então nós temos sempre essa coisa enganosa de que eu estou fazendo para o bem do povo, eu estou fazendo algo maravilhoso, eu sou um bem feitor, mas na verdade a gente está, as pessoas e nós podemos cair nisso, nós podemos levantar o nosso próprio nome outra vez.
Isso existe dentro da igreja, isso existe dentro do nosso próprio coração, nós falamos que estamos adorando a Deus e estamos muitas vezes levantando um monumento para nós mesmos.
Agora, qual que é o contraste? Eu coloquei em vez de monumento, eu coloquei aqui no reino de Deus o memorial. O memorial, na verdade Deus também quer que haja lembranças, eu não vou abrir esses textos, mas se você olhar Exo do 12, quando Deus instituiu a Páscoa, a observação da Páscoa,
Deus falou assim, olha, vocês estão fazendo isso agora, vocês estão enfrentando o anjo da morte com o sangue nos portais, com o cordeiro, instituiu toda a Páscoa, mas ele disse, isso não é uma coisa só para esse momento.
Ele falou assim, essa celebração, essa festa vai ser um memorial em todas as suas gerações para sempre, porque Deus queria que aquilo fosse relembrado.
Então, eu só queria fazer um contraste entre o que Deus fala, o que Deus quer, ele também quer memoriais, agora, ele quer monumentos, eu só usei uma palavra diferente para contrastar, mas Deus mandou, por exemplo, quando o povo de Israel
passou também Josué pelo rio Jordão e entrou na terra prometida, ele mandou levantar uma coluna de pedras, então Deus fez isso para que houvesse um memorial, é um tipo de monumento.
Então, a primeira coisa que eu queria mostrar nesse contraste de monumento versus memorial, reino de Deus versus reino do homem, é que primeiro, claramente, quem vai ser lembrado?
Deus, os memoriais de Deus não são os monumentos de Deus, não são monumentos a homens, Deus não mandou levantar uma coluna, uma coisa assim para Abraão, para Moisés, para David, ele não mandou levantar uma coisa guardando o nome deles.
Então, o memorial é para Deus, mas mesmo sendo para Deus, como nós bem sabemos nos 10 mandamentos, Deus também não mandou levantar um memorial, tipo uma estátua, representando Deus.
Ele sempre mandava levantar algo representando algo que Deus fez, então é muito importante a gente entender que o próprio Deus, Deus não quer que a gente o veja, Deus não gostaria que a gente ficasse apaixonado pela presença, pela aparência de Deus,
mas Deus sabe que qualquer representação humana seria muito incompleta, então Deus não mandou fazer uma estátua de ouro para Deus, em nenhum lugar dentro do templo, dentro do tabernáculo, em nenhum lugar Deus manda levantar um monumento com imagem.
E tanto é que quantas vezes na história as pessoas quiseram saber por que eles não deixaram uma descrição pelo menos de Jesus, por que a gente não poderia ter uma imagem, por que a gente não poderia ter uma representação.
Olha só, mesmo sem ter, a gente já tenta colocar umas imagens de Jesus e a imagem de Jesus não é o que vai em si, não vai nos atrapalhar, mas a imagem da cruz ou qualquer coisa em si,
mas Deus sabia que se nós nos apegássemos mais a alguma coisa, e seria uma maneira de limitar uma imagem de Jesus, nós iríamos nos desviar de quem Deus realmente é e iríamos nos apegar mais a alguma característica exterior, Deus não queria isso.
Então, em todo o Antigo Testamento e para sempre Deus sempre proibia a produção de imagens que pudessem de alguma maneira mostrar aparência de Deus, não é isso que não é para ser um símbolo sagrado, não é para ser algo que nos faça, nos prenda alguma coisa material.
Mas agora mais uma coisa antes de ir adiante, apesar de memorial ser para Deus, mas sem uma representação dele, sempre para alguma coisa que ele fez, então Deus quer que a gente se lembre realmente das coisas que ele fez,
no entanto, Deus faz questão de lembrar de pessoas, então ele não mandou fazer um memorial para Abrão, mas quando Deus chamou Abrão lá em Gênesis 12, que é muito interessante, porque eu sempre gosto de falar assim, que coisa interessante, Gênesis 12 vem depois de Gênesis 11,
uma revelação tremenda que Gênesis 12 vem depois de Gênesis 11, mas Gênesis 11, que é ator de Babel, que eles queriam fazer um nome para si e Deus não queria que eles fizessem um nome para si.
Aí Deus chega para Abrão no capítulo 12 e fala assim, sai da tua terra, sai da tua parantela, largue tudo, obedeça, faça uma aliança comigo, tem muita coisa que estava implícito, mas não estava tão explícito ainda, no início de Gênesis 12, mas Deus fala, e eu vou exaltar o seu nome, eu vou fazer de você um nome exaltado.
E depois ele repete isso em vários outros lugares. Então eu queria ler com vocês, em Marcos 14, uma passagem impressionante, não sei se alguém já está lembrando o que eu vou ler, que Jesus também fala a respeito de uma pessoa que não é Deus, que será lembrada.
Então a gente sempre tem essa linha fina, então não é para fazer memorial para as pessoas, sim. A exaltação, os monumentos, os memorials em si, não devem ser para pessoas.
Mas olha essa história, eu não vou nem ler a história toda, vocês conhecem, em Marcos 14 nós temos a história da mulher que trouxe o bálsamo e derramou sobre a cabeça de Jesus.
Então tem toda essa história que as pessoas acharam absurda e tal, mas eu só queria ler o versículo 9. Jesus fala que essa mulher, que aqui nesse texto nem fala o nome dela, então isso também é significativo, porque ele não estava querendo fazer uma exaltação humana.
Mas o que ela fez, o que Abraão fez e o que muitos servos de Deus fizeram, tanto na história bíblica como depois disso, essas coisas que foram feitas para Deus e que procederam de Deus, essas coisas devem ser lembradas.
Então Marcos 14 e 9 fala "em verdade vos digo que em todo o mundo onde este evangelho for pregado, o que ela fez também será contado para sua memória".
Então isso é só para dar um equilíbrio final de que o monumento não é para Absalão, não é para Saúl, não é para Nabucodonosor e nós não temos essa prática em toda a história bíblica, Deus é contra esses memoriais que exaltam muito o nome humano, mas os grandes feitos de Deus.
Os grandes feitos, agora você quer fazer algo na sua vida que vai durar para sempre, então faça algo como essa mulher fez, de dar tudo que ela tinha para Jesus.
Aí nós temos o exemplo de Abraão que deu seu filho, seu único filho, filho que Deus deu de milagre, então essas coisas serão lembradas porque procederam de Deus, Deus usou pessoas humanas mas não são feitos humanos, então é só uma rápida meditação sobre esse aspecto.
Então voltando aqui ao nosso contraste, uma outra coisa que isso aqui gente é muito forte, é uma coisa também que ajuda muito a entender quando algo é de Deus e quando algo não é.
Claro que nada é simples pelo raciocínio humano apenas, mas é um sinal muito forte quando nessa história de Daniel 3, qual foi a ordem, o rei Nabucodonosor, ele não falou assim "olha que estátua maravilhosa, eu vou contar a história para vocês dessa estátua e todas as pessoas que forem tocadas no coração vão se prostrar".
Não, era imposição, o sistema humano é por imposição e até mesmo, não vamos chegar lá hoje, mas no final dessa história a única maneira que Nabucodonosor entendia, quando no fim ele até, quando os três foram libertos da fornalha de fogo e ele reconhece que foi Deus,
ele fala assim no versículo 29 do capítulo 3, ele fala "por mim, pois é feito um decreto pelo qual todo o povo, nação e língua, que de ser blasfêmia contra o Deus e Sadraki, Mesaaki e Abednego, seja despedaçado suas casas e sejam feitas um monturo".
Essa não é a forma, você acha que como resultado disso, de repente no reino babilônico, o reino de Deus foi estabelecido porque Nabucodonosor fez um decreto dizendo "agora todos os povos, ninguém pode falar mal".
Na verdade ele não fala que é pra adorar, ele só fala que não é pra falar mal, mas ele fez um decreto e o decreto dele, voltando mais no início do capítulo, ele fala no versículo 6 "quem não se prostrar e não adorar, será na mesma hora lançado na fornalha de fogo ardente".
Então essa é a maneira, essa é a metodologia, o sistema do mundo, o sistema do reino do mundo é fazer adorar algo que não seja Deus, está envolvido com esse monumento a si mesmo, está envolvido com algo que não é Deus,
nós precisamos realmente entender cada vez mais o que o sistema do mundo, nós vimos no capítulo 1 que Daniel entendeu que ele não podia se alimentar das iguarias do rei, então nós sempre precisamos entender no meio que nós vivemos,
na parte do sistema em que nós estamos inseridos, nós precisamos entender o que é que nós não podemos participar.
Todo o exemplo aqui do livro de Daniel é que os filhos de Deus, o povo de Deus não precisa viver numa bolha a parte do mundo, é possível, não é um chamado pra todos chegar onde Daniel chegou, mas todos nós de alguma maneira estamos vivendo dentro do sistema babilônico,
mas nós precisamos saber o que é que nós não podemos participar, o que nós não devemos usar na nossa vida, o que vai nos levar a adorar algo que não seja Deus.
Mas uma das características que tem no sistema do mundo é que algo é imposto, mas uma vez hoje não é a imposição, não é sempre, tem os países islâmicos onde é imposto, o sistema totalitário,
seja comunista ou nazista ou outro sistema de totalitarismo, sempre tem algo que é imposto, mas no sistema que nós vivemos, mas no mundo ocidental, a imposição é outra, eu já vou falar um pouquinho sobre isso,
mas nós precisamos entender o que é que o mundo, o que o sistema do mundo está impondo sobre nós, mas eu só queria colocar que o sistema do reino de Deus é voluntário.
Então, o reino de Deus, nesta era, nesse tempo que Deus está formando um reino que vai durar para sempre, o que é que Deus está construindo agora que vai durar para sempre?
Nos anos do mundo, o reino, no sentido da estrutura, da ideologia, das coisas que o homem tem feito, tudo vai ser queimado, mas muita coisa na igreja, como 1 Coríntios 3 fala, muita coisa na igreja vai ser queimado também.
Então, o que é que vai durar para sempre? O que vai permanecer? Vai permanecer aquilo que é feito para Deus, aquilo que faz parte do reino de Deus. E o que é que é o reino de Deus?
O reino de Deus é o sistema de Deus, é a vida de Deus, o amor, o relacionamento, a forma como Deus age, isso sendo reproduzido, mas de uma forma voluntária.
Tudo aquilo que é imposto, se dentro de um sistema de uma igreja é necessário impor, é necessário colocar uma obrigação, se as pessoas são obrigadas, e outra vez tem muitos graus diferentes.
Tem pessoas que vão para os cultos porque se não pode, existe até uma espécie sim de maldição se não for, ou pagamento de dismo, qualquer coisa assim, no grau, na medida em que nós estamos fazendo aquilo por imposição, não é o reino de Deus que vai durar para sempre.
Não estou dizendo que tudo é 100%, existem graus, existem medidas em que as pessoas fazem as coisas não de maneira voluntária.
E aí não vou tomar tempo, mas segundo os Coríntios 8 e 9 falam muito sobre ofertas, as ofertas tem que ser, precisam ser voluntárias, precisam ser algo que procede de dentro do nosso coração, aquilo que não procede de dentro do coração como algo voluntário não é aceitável a Deus, não faz parte do reino de Deus.
Então é uma das maneiras que nós temos de entender se um sistema seja dentro da igreja ou fora da igreja é de Deus ou não.
É claro que o sistema civil, o sistema de governo precisa impor as coisas, precisa impor as leis, isso é necessário, o novo testamento explica isso, que Deus instituiu as autoridades civis e muitas coisas precisam ser voluntárias.
Mas quando o sistema, seja político, econômico, religioso, cultural, seja qual for o sistema humano, quando impõe sobre as pessoas algo que não faz parte da ordem civil, da ordem que Deus deu à esfera das autoridades civis, isso se torna parte do sistema babilônico, do sistema que vai cair.
Eu vou terminar esse último item aqui e depois eu quero voltar para falar um pouquinho só sobre essa questão de voluntariedade.
E lembrando que quando Jesus voltar, quando Jesus instituir o seu reino, aí sim todo o joelho vai dobrar, toda a língua vai confessar, já não vai ser uma coisa voluntária.
Por outro lado, quem faz isso por causa da imposição da autoridade de Jesus também não faz parte do reino que ele está levantando.
Então outra vez, mesmo quando vier o reino de Deus em plenitude e todos vão adorar, tem um lugar em Zacarias que fala que todo aquele que não subir para adorar o Senhor em Jerusalém sobre aquela terra não vai ter chuva e tal.
Então mesmo no milênio vai ter algo imposto, mas no final do milênio ainda tem uma debandada, muita gente vai atrás de Satanás, ou seja, todos aqueles que não fizeram voluntariamente não fazem parte do reino eterno.
É isso que a gente quer enfatizar. E por último aqui então, um outro contraste que temos entre o reino de Deus e o reino do homem é que no reino de Deus, Deus respeita a individualidade, ele quer diversidade.
Cada pessoa tem um dom diferente, cada pessoa serve a Deus de uma forma diferente. Dentro dessa forma de adoração imposta, feita por imposição, nós temos também esse aspecto de que no reino do homem tudo é uniformizado.
Todo mundo tem que pensar igual, todo mundo tem que fazer igual. Então nós temos uma ideia de tolerância no mundo hoje.
Nós podemos ter tolerância e eu sou muito a favor de coisas não serem impostas, mas existe algo no sistema do homem, mesmo quando prega a tolerância, que é intolerante, que exige que todo mundo entre na mesma forma.
Isso eu só queria então ler com vocês, só que eu vi que não está aqui. Tem uma citação, eu acho que eu acabei não trazendo para cá. Não tem um bloquinho, né?
Eu acho que onde eu notei essa citação eu acabei não trazendo para cá. Eu vou tentar só explicar nas minhas palavras. Tem uma citação de C.S. Lewis, que muita gente conhece.
C.S. Lewis é um grande autor, ele tem um livro chamado "O Peso da Glória" e tem uma citação lá que ele fala que a idolatria, tem várias definições de idolatria, essa é uma perspectiva da idolatria.
Idolatria é quando uma das formas da idolatria que nós temos no nosso mundo de liberdade é que nós temos um grande desejo de estar no círculo de dentro.
Existe uma grande diferença e todo mundo tem esse desejo, desde criança, quando vai para a escola, quando tem outros colegas, ninguém quer ser a pessoa diferente, ninguém quer ser alguém que pensa diferente de todos os outros.
Então existe uma grande tendência, nós chamamos isso de conformidade. Então existe uma grande pressão do mundo, da cultura, não é só de governos, de autoridades, existe uma grande pressão do mundo de fazer com que a gente se conforme com a ideia dos outros.
Tanto é que a gente tem dificuldade, a dificuldade de todo cristão, às vezes você está no meio de um pessoal que todo mundo está falando a respeito de uma ideia, de um pensamento, de uma forma de agir, de uma forma de pensar,
e você é o único que pensa diferente, é muito difícil a gente assumir a nossa identidade e pensar "não, eu não penso assim". Então esses três judeus, eles tiveram que tomar uma posição diferente.
Eu já lembro de criança, de ver imagens, figuras que foram feitas desenhando essa cena, de todo mundo se prostrando para adorar essa imagem de Nabucodonosor e só os três ficando de pé no meio daquela multidão.
E na verdade Nabucodonosor não viu os três, acho que era muita gente, então se você olhar na história, Nabucodonosor não percebeu que os três não haviam se dobrado, não haviam se curvado diante da imagem.
Mas aí vieram alguns e acusaram, deduraram os três. Então sempre vai ter essa ideia, essa pressão e C.S. Lewis coloca lá que isso é uma forma de idolatria, é a gente adorar, é a gente fazer concessões, mudar nossa maneira de agir de uma forma errada por causa da necessidade de se conformar.
Então C.S. Lewis diz que isso até é uma forma de idolatria. E como sempre temos falado, isso dá para ver dentro da igreja, as pessoas querem estar no círculo íntimo, no círculo do poder, estar por perto.
E isso a gente vê muito claro na política, mas isso tem em todas as empresas, nas escolas, em todas as organizações humanas, seja até uma organização pequena, você vai sempre encontrar esse desejo, é um desejo de poder.
Você quer estar mais por perto de quem está no poder e você quer também estar mais dentro da conformidade, você quer fazer parte do grupo que pertence.
Eu não sou a pessoa contrária, então essa é a pressão por uniformidade, nós vivemos sempre isso, sempre existiu o desejo de uniformidade e isso é uma forma de idolatria.
Uma questão que eu ia trazer para vocês é de um judeu, não messiânico, mas um judeu, um rabino judeu, Martin Buber, ele escreveu algo mais ou menos nesse sentido de que Israel como povo de Deus teve o chamado, teve a vocação, Deus chamou Israel para ser um povo diferente.
Percebe, as nações do mundo, então quando a gente pensa sobre tolerância e uniformidade, a gente precisa entender bem, porque muitas pessoas na nossa sociedade falam a respeito de tolerância, falam a respeito, cada um tem que ser aceito, sua opção, sua maneira de pensar.
Tem muitas, tem uma ideia muito forte no mundo hoje de que deve haver tolerância e cada um pode ser como quer, mas eu quero mostrar que no tempo de Israel, por exemplo, tinha todas as nações, cada nação tinha seu Deus, então eles não eram uniformes no sentido de ter todos o mesmo Deus.
Eles tinham deuses diferentes, então havia uma certa tolerância quando você pensa em Roma, Roma não obrigava os povos a não servir os seus próprios deuses, eles não obrigavam, não tinha uniformidade nesse sentido.
A uniformidade de Babilônia, de Roma, não é o caso do islamismo, não aceita mesmo nenhuma outra religião, mas muitas religiões, muitos sistemas aceitam qualquer tipo de religião desde que algo superior seja reconhecido como superior.
Então, Nabucodonosor, ele não teria problema dos judeus terem o seu próprio Deus, mas na hora de adorar o ídolo, a imagem que ele colocou, todos teriam que adorar.
E esse então, esse rabino Martin Buber, ele coloca assim, que Deus deu a Israel um chamado, uma vocação de mostrar que Deus é o único Deus, que não se pode servir, não se pode adorar nenhum outro Deus.
Então, por isso os judeus, e isso até hoje, até hoje tem algo que parece que mexe com as nações, porque que as nações unidas sempre fazem resoluções contra Israel, tem algo que suscita ira contra os judeus.
E esse rabino fala, é porque o nosso chamado, claro que os próprios judeus não foram sempre fiéis, a maioria das vezes não eram fiéis também, mas o chamado de Israel e o chamado da igreja,
porque que a igreja vai ser perseguida, quem sabe o anticristo vai ser alguém que vai tolerar, que vai achar que tudo está bom, mas ele vai pegar num ponto que a igreja ou o povo de Israel não vai colocar, não vai entrar nessa uniformidade.
Então, esse chamado de colocar Deus realmente, de adorar a Deus acima de todos, de todas as coisas, não é só da boca pra fora.
Muita gente vai falar "eu adoro a Deus, Deus é superior", mas vai acabar entrando nessa uniformidade.
Então, eu estou tentando mostrar que a uniformidade não é em todos os pontos, mas o reino do mundo exige uniformidade dentro de um aspecto que não vai ser possível para a igreja entrar.
Eu quero voltar, estamos em Daniel 3, eu só quero mostrar um pouquinho esse texto que fala das pessoas que acusaram, quero só fazer umas considerações sobre isso e vamos terminar no livro de Apocalipse, como na semana passada.
Então, Daniel 3, versículo 8, chegaram esses caudeus, esses homens aí, e acusaram judeus.
Uma coisa assim que nós estamos observando, nós estamos olhando bastante Daniel e os três amigos, eles dão um exemplo pra nós que é possível estar dentro do sistema babilônico, mas não participar do mesmo Espírito.
Então, isso pra mim, é muito claro isso, mas a implicação, como é que a gente faz isso? Como é que alguém, na semana passada eu falei muito sobre a radioatividade.
Dinheiro é radioativo, poder é radioativo, então a gente tem que saber como lidar com essas coisas sabendo que essas coisas podem nos contaminar.
Então, pense bem, esses três, a gente, não sei se eu já falei isso, mas é uma pergunta que eu tive desde sempre quando eu li essa história em Daniel, eu ficava pensando, ok, os três amigos não se encurvaram, não adoraram o ídolo, mas onde estava Daniel nessa história?
Ninguém sabe a resposta, eu não consegui achar o que aconteceu com Daniel nessa hora que ele não estava lá, mas enfim, parece que Deus queria chamar a atenção para os três.
Esse é o momento que os três amigos de Daniel, eles tomaram a frente, foram eles que eles não seguiram apenas, nessa história eles não são conhecidos apenas como os amigos de Daniel.
Eles entraram na posição de poder por causa de Daniel, foi por causa do que Deus fez revelando o sonho para Daniel no capítulo dois, então no final do capítulo quando o rei dá uma posição muito elevada para Daniel, Daniel pede assim "eu quero também para meus amigos".
Então eles estavam numa posição de poder, então eu não estou dizendo que quem não está no poder não vai enfrentar esse mesmo desafio, mas nessa história todos os outros judeus que estavam no cativeiro não tiveram que enfrentar essa situação.
Então Deus colocou Daniel e os três amigos dele numa posição de poder, mas essa posição de poder é uma posição muito perigosa, é perigosa para o próprio coração humano, mas é perigosa também porque nessa posição você vai ser mais visível.
Então todos os outros que não tinham posição nenhuma de autoridade não foram chamados para essa ocasião, então nesse momento o desafio era justamente para as pessoas que estavam no poder.
Infelizmente o exemplo que nós temos hoje, a gente pensa muito no Brasil, mas isso com certeza acontece em países como os Estados Unidos e muitos outros países onde tem pessoas no governo que são pessoas cristãs, pessoas que têm uma fé com Deus,
mas na hora que tem esse confronto do sistema do mundo, as pessoas que servem a Deus não se destacam, não aparecem.
Então nós temos que entender, é possível as pessoas serem fiéis a Deus dentro dos sistemas, é um grande desafio, eles vão estar em posição de muito mais perigo.
E quando a pessoa, porque veja bem, Nabucodonosor colocou esses quatro judeus em posições de poder, depois no capítulo 6 nós vamos ver a mesma coisa quando Daniel é lançado na cova de leões, o que que aconteceu ali?
Tinha gente que morria de ciúmes de Daniel, então nós temos duas situações, a pessoa que está numa posição de poder, ele está numa posição muito mais pública, muito mais visível, então ele vai ter que tomar posições.
E como eu falei, eu acho que isso vai acontecer com todos os cristãos, mas quem está mais envolvido, quem está mais numa posição de destaque, isso vai ficar muito mais claro.
E a segunda coisa é que não só as pessoas vão ter que tomar posição por causa de ordens, de desafios, de se conformar com algo que é totalmente contra o reino de Deus, mas as pessoas cristãs, as pessoas fiéis a Deus, que estão em posições de influência, vão sofrer muitos ataques de pessoas que têm ciúmes,
pessoas que acham que essas pessoas não deveriam estar nessa posição, então é isso que nós vemos aqui.
Versículo 8, chegaram esses homens caudeus, que eram os colegas, provavelmente eles eram tipo colegas daqueles mágicos, daqueles, todo aquele grupo de sábios, que Daniel e os três amigos fizeram parte,
então é bem provável que fosse, ou daquele grupo inicial, ou alguém ligado a isso, eles chegaram e acusaram os judeus, ok? Então foi por causa de ciúmes.
E aí no versículo 12 eles falam, "A uns homens judeus, que tu constituiste, não fizeram caso de ti, não servam teus deuses, e não adoram a estátua de ouro."
Versículo 13, "Então Nabucodonosor, com ira e furor, mandou chamar Sadrach, Mesac e Abednego."
A Bíblia geralmente não faz um perfil psicológico, ou de temperamento, de personalidade das pessoas, mas os dados que nós temos de Nabucodonosor é claramente que ele era uma pessoa muito,
nós chamaríamos assim de uma pessoa colérica, ele tinha muitas alterações.
Você vê no capítulo 2 que Nabucodonosor, quando os sábios não conseguiram falar o sonho, ele mandou matar todo mundo, ele ficou irado.
Depois que Daniel revelou, ele já foi para o outro extremo, ele se prostrou, "Ai, querido Daniel, você é o máximo, eu vou colocar você em cima."
Então Nabucodonosor revela assim, ele é uma pessoa muito, ele oscila muito entre esses momentos de furor, mas vamos tirar o chapéu para o Nabucodonosor numa coisa.
Quando esses inimigos vieram e fizeram acusação para Nabucodonosor, ele ficou irado, versículo 13.
Mas ele chamou os três, porque muitos tiranos, muitos ditadores, muitas pessoas que têm o poder, às vezes até isso acontece com pessoas que estão em liderança, acontece com pastores, acontece com líderes.
Quando vem uma acusação, a pessoa às vezes age em cima da acusação sem verificar se a acusação é verdadeira.
Então mesmo Nabucodonosor sendo tomado, ele teve um acesso de ira, ele chama os três hebreus e ele dá uma outra chance para eles.
Ele não viu os três em pé, ele não viu que eles não se dobraram, e mesmo que ele tivesse visto, ele chama e dá mais uma ameaça, vocês vão ter que se dobrar, eu não aceito ninguém.
E aí eu quero que vocês vejam, porque nesses capítulos, nessas histórias, quase todas as histórias, tem uma frase central.
No capítulo 2, eu vou até ler para vocês, no capítulo 2, no versículo 10, Daniel 2, 10, quando o rei exigiu que ele contasse o sonho que ele tinha esquecido,
os caudeus, os astrólogos disseram "não há ninguém sobre a terra que possa declarar a palavra ao rei, nenhum rei, senhor ou dominador, que requeira coisas semelhantes, semelhantes de algum mago, encantador ou astrólogo,
por quanto a coisa que o rei requer é difícil, e ninguém há que aposta declarar diante do rei, senão os deuses cuja morada não é com os homens".
Então, os astrólogos, esses sábios, eles falaram "nem um homem pode", nisso eles estavam certos, Daniel concordou, ninguém podia mesmo.
Mas eles falaram assim "só os deuses e os deuses não moram com os homens, os deuses não falam com os homens".
Então, essa é a frase central do capítulo 2, porque é um desafio, eles estão dizendo que não há ninguém, que Deus não pode.
Agora vamos para o capítulo 3. Quando Nabucodonosor, então ele faz algo que muitos líderes deveriam fazer.
Quando você ouve alguma denúncia, quando você ouve alguma conversa, quando você ouve alguma acusação,
sempre tem que conversar com a pessoa, você tem que ouvir a pessoa diretamente.
Então, ele colocou essa ameaça e falou assim "é verdade, versículo 14, é de propósito que vós não servis a meus deuses, nem adorais a estátua de ouro que levantei.
Agora, se estáis prontos, vocês vão adorar". No final do versículo 15 "mas se não adorades, sereis lançados na mesma hora na fornalha de fogo ardente".
Agora, se você gosta de marcar a sua Bíblia, se você gosta de destacar as frases, essa frase precisa ser destacada.
É a frase central do capítulo 3. "E quem é o Deus que vos poderá livrar das minhas mãos?"
Então, depois a resposta deles também é muito importante, mas hoje nós não vamos entrar nisso.
Então, quem é o Deus que vos poderá livrar das minhas mãos?
Então, eu falei que nós iríamos terminar o Livro de Apocalipse, mas realmente nosso tempo acabou, então nós vamos deixar isso para a próxima vez,
mas eu quero que vocês continuem pensando em como essa imagem, essa história tem muitos paralelos com o tempo do fim descrito no Livro de Apocalipse.
Então, na semana que vem a gente vai voltar a fazer esses paralelos.
A imagem, essa imagem não só é uma coisa monstruosa, magnificente, é uma coisa diferente, acho que nunca alguém tinha visto algo parecido.
Então, ele fez uma obra admirável, ele fez algo que estava acima de tudo, e aí todo mundo, a ideia é que todo mundo ficasse admirado.
Nabuco do Anosor fez um monumento, para você fazer um monumento, você não vai fazer uma coisa pequena, uma coisa comum, tem que ser uma coisa diferente, tem que ser uma coisa que causa espanto.
Só estou dando uma amostra, na próxima semana a gente volta a falar desse assunto, mas tanto no capítulo 13 de Apocalipse quanto no capítulo 17 a Bíblia fala da admiração.
Algo vai acontecer, tem muitas especulações sobre o que é, tem a besta que é o sistema de governo, mas depois tem o falso profeta e tem a imagem, a besta que ganha vida.
E a ideia é que tanto a besta causa admiração quanto a imagem causa admiração, no capítulo 17 também fala que toda a terra ficou embriagada, toda a terra admirou, então algo vai acontecer,
nós precisamos tomar muito cuidado porque essa admiração pode tomar conta até das pessoas que conhecem a Deus, então nós precisamos ter muito cuidado com essa conformidade, precisamos entender o que é o reino de Deus.
Eu vou terminar lembrando disso que a gente colocou na semana passada, lembrando que esse reino alternativo, eu acho que eu nem tinha colocado isso aqui ainda,
o reino alternativo que Deus está levantando é um reino invisível, é um reino desprezível, assim o reino humano causa espanto, é grande, é esplendoroso, é cheio assim de atração,
então o reino de Deus por enquanto, Deus é maravilhoso, Deus vai se tornar visível, o reino de Deus vai ser visível na terra, mas agora o reino é invisível, o reino é desprezível, não causa admiração e é muito pequeno,
então é isso que nós precisamos colocar como nossa firmeza. Senhor Deus, nós queremos agradecer a Ti porque o teu reino, essa pedra pequena que foi cortada do monte sem mãos humanas,
é pequenininha, é a pedra que os construtores rejeitaram, é a pedra que foi rejeitada no tempo que o Senhor veio à terra, é a pedra que está sendo rejeitada até hoje.
Senhor, nós queremos fazer parte, nós queremos estar firmados nessa pedra, queremos ser edificados sobre essa pedra e queremos entender que o teu reino hoje ainda é desprezível, invisível, as pessoas não entendem,
mesmo a igreja que hoje deseja status, a igreja que deseja ser reconhecida, tem pessoas que pertencem a Ti em todos os lugares, mas a estrutura, a aparência, a forma da igreja que está causando impressões,
tem impérios que impressionam as pessoas, isso não faz parte desse reino que o Senhor está edificando, então ajuda-nos Senhor, ajuda teu povo, dá-nos discernimento, ajuda-nos a nos livrar de toda prostituição com o sistema humano,
ajuda-nos a nos separar, dá-nos o coração de Daniel que começou não se contaminando com alimento e depois eles não se contaminaram com adoração e tiveram realmente uma outra atitude, mesmo dentro do sistema babilônico, eles mantiveram a pureza.
É isso que nós queremos, que o Senhor tenha um povo na terra que mantenha essa pureza e que demonstre o testemunho diante de todas as nações, em nome de Jesus, amém.

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