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Aula 21 – Vol.31 – A festa de Belsazar

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31/05/20 – Daniel 5 – Baixardo áudio.

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Bom dia, estamos aqui para mais uma aula no livro de Daniel. Vamos começar um capítulo novo hoje, capítulo 5 de Daniel, e vamos pedir ao Senhor para trazer luz e revelação para nós,
que nós dependemos tanto quanto Daniel, todas essas histórias, várias dessas histórias, ele precisava de uma revelação de Deus para poder entender os segredos, para decifrar os enigmas.
Nós também precisamos sempre da revelação de Deus para poder entender as coisas mesmo que são reveladas já, mesmo assim nós precisamos de revelação de Deus para poder aplicar em nossas vidas, em nossos tempos de hoje.
Então nós estamos em Daniel 5, nós colocamos no início do estudo de Daniel uma tabelinha mostrando a sequência cronológica do livro de Daniel,
porque até o capítulo 6, nós estamos no 5, nós temos mais um capítulo mais de história, narrativas. A partir do capítulo 7 já vai ser visões que Daniel registrou, que ele recebeu,
e registrou, e coisas que Deus revelou para ele a respeito daquela época e do fim dos tempos também. Mas nós temos mais um capítulo de narrativa, em termos de narrativas os capítulos estão na sequência cronológica.
Agora, alguns capítulos, o 7 e o 8, acontecem antes do capítulo 6, porque até o capítulo 5, no nosso esboço, está o fim do reino Babilônio.
Até esse capítulo estamos falando sobre a Babilônia, estamos falando sobre o cativeiro na Babilônia, e agora no capítulo 5, esse que nós estamos estudando, vai ser o fim, vai mostrar como o reino Babilônio chegou ao fim.
E no capítulo 6 já é outro reinado, outro império que está governando aquela região, o reino Persa. Então até aqui é Babilônia, esse aqui é o final.
Então ele começa falando o Rei Bél-Sazar. Então eu nem vou começar a ler o capítulo ainda, quero só dar um breve contexto, quando a gente está lendo para nossas devoções, ou lendo em sequência, ou lendo assim, eu quero ver a história da mão que escreveu na parede, então a gente pega esse capítulo e lê.
Quando a gente lê assim, sem muita profundidade, e não tem importância, você pode ler e tirar muito proveito, porém, quando nós fazemos um estudo sistemático, quando nós estamos tentando realmente entender o contexto, é muito importante entender um pouco da história, de quando que isso aconteceu, quem é Bél-Sazar.
Então eu quero só, eu não vou entrar, aqui tem muitos nomes, está no esboço, eu coloquei aqui no Flipchart também, mas não vamos ficar dando um estudo sobre a história da Babilônia.
Eu só coloquei aqui, eu só quero tomar uns minutinhos para mostrar onde nós estamos na história e onde Daniel está, porque é muito interessante, a gente sabe que Daniel, o livro de Daniel começa, a gente não tem a idade exata dele, mas Daniel 1, Daniel é um moço, ele é muito jovem.
E aí nós temos algumas histórias, como já mencionei, passam muitos anos, pelo menos aqui na história dele deve ter acontecido coisas importantes, mas pelo menos aqui no registro das escrituras, nós temos poucas ocorrências, poucos episódios são narrados.
E aqui nós estamos muitos anos depois dos primeiros capítulos, e mesmo depois do capítulo 4 passou um bom período.
Então só para a gente ter essa ideia, vamos só rapidamente passar por esses reis da Babilônia, vários deles não são mencionados na Bíblia, esses aqui são descobertas, tem bastante informação através da arqueologia,
tem bastante informações, tem outras épocas mais antigos que não tem tantas informações, mas aqui a gente tem até assim, datas, a gente tem, não certeza absoluta, mas temos vários dados sobre o ano, quantos anos cada um reinou, a sequência,
mas é lógico que ainda tem muitas lacunas, tem muitos fatos que a gente não sabe. Mas vamos lá, Nabopolaçá, só uma explicação antes, esses aqui são os nomes mais aportuguesados,
se você fizer um estudo ou tem várias fontes que você vai encontrar nomes escritos mais com talvez assim, mais fiel à pronúncia original da Babilônia, os anos também às vezes tem umas variações pequenas, geralmente de um ano,
mas você pode achar algumas variações nesses dados, mas é aproximadamente isso. Então Nabopolaçá foi o pai de Nabucodonosor, ele não é mencionado na Bíblia, mas estamos colocando aqui porque foi ele que iniciou esse período de império, Nabucodonosor estendeu bem mais,
quando nós temos a primeira menção de Nabucodonosor no livro de reis e crônicas, ele era um general, Nabucodonosor era um general, o pai dele que era rei, e bem pouco antes dessa história de Daniel e quando Babilônia começa a entrar na história de Israel,
mais ou menos nessa época que o pai de Nabucodonosor morreu, então Nabucodonosor reinou durante 43 anos, então ele tem um reinado longo e ele tem o reinado que é mais destacado, foi ele que construindo em cima do que o pai dele fez, mas foi ele que elevou Babilônia a uma posição de grandeza.
Agora depois de Nabucodonosor, porque nós terminamos o capítulo 4 vendo um episódio que não sabemos exatamente quando aconteceu, mas seria mais provavelmente mais do meio para o fim do reinado dele, ele já tinha feito muitas conquistas, já tinha construído palácios, construído a cidade, Babilônia,
então o capítulo 4 de Daniel seria mais para, mais sei lá, depois de 30, 35 anos, a gente não sabe de reinado de Nabucodonosor, então eu coloquei isso aqui só para vocês terem uma ideia de quantos anos e quantas coisas aconteceram depois do capítulo 4,
então depois da morte de Nabucodonosor tem um filho dele, Evil Merodac, e geralmente esses nomes tem alguma coisa a ver com os deuses de Babilônia, então esse Evil Merodac até no esboço eu coloquei uma referência,
porque ele é mencionado em duas passagens, mas são duas passagens paralelas, em Segundo Reis 25 e depois em Jeremias 52, que é basicamente a mesma passagem de Segundo Reis repetido em Jeremias.
Esse filho de Nabucodonosor que assumiu o trono depois da morte dele foi, assim, o que nós temos mencionado na Bíblia é que tinha um rei de Judá, Jehoiakim, um dos reis, um dos últimos reis de Judá,
ele tinha se rebelado contra Babilônia, Nabucodonosor mesmo foi lá de novo, já tinha conquistado, mas conquistou de novo depois da revolta de Jehoiakim e o levou para Babilônia, para o cativeiro,
e lá ele ficou no cativeiro durante mais de 30 anos, 37 anos mais ou menos, desde quando Nabucodonosor o levou para Babilônia e depois nesse reinado do filho dele ele foi liberado da prisão,
esse novo rei, Vilmerodak, ele liberou Jehoiakim da prisão, então essa é a informação que nós temos sobre esse rei de Babilônia e também sobre o rei de Judá.
Mas ele reinou apenas dois anos e tem várias informações que não vem ao caso agora, provavelmente ele foi assassinado, aí entrou esse Neriglisar, era alguém que era casado com uma filha de Nabucodonosor,
ou seja ele seria cunhado de Vilmerodak, Vilmerodak provavelmente foi assassinado, ele foi tirado, deposto e o outro entrou no lugar dele por quatro anos,
mas depois ele também foi removido e um filho dele, desse Neriglisar, um filho ou neto de Nabucodonosor, reinou apenas por nove anos, alguns falam que ele era até uma criança,
também não temos muitos dados, mas também ele foi assassinado e entrou esse Nabonidô, nenhum desses aqui, esses últimos três, é mencionado na Bíblia, mas isso é só para vocês entenderem que houve essa sequência,
então vocês podem perceber que depois de Nabucodonosor não houve mais estabilidade, não houve mais grandeza e até assim, deixa eu só mostrar essa parte da outra folha,
nós temos mostrado que os governos, os impérios, os governos humanos, eles têm uma fase ascendente e uma fase descendente, se você ver esse gráfico aqui, então tem o pai de Nabucodonosor no início da fase ascendente,
o Nabucodonosor lá em cima e depois de Nabucodonosor nós temos essa fase descendente, o declínio, e esse é o padrão, nós temos falado sobre isso,
esse é o padrão de todos os governos, às vezes é o padrão que acontece na vida de uma pessoa, a própria pessoa vive essa subida e depois esse declínio ou às vezes acontece durante um período longo,
se você for pensar no império romano, levou séculos para ver esse declínio, às vezes o desenho não é uma subida e uma descida só, às vezes há uma subida, começa a descer um pouquinho, sobe de novo,
então às vezes não segue um padrão tão exato como esse aqui, então nós estamos vivendo uma crise de coronavírus que também tem uma fase ascendente e descendente,
nós estamos vendo que existem esses ciclos, existem essas fases de subida e descida, então na verdade todo esse período aqui, não que nada de bom tenha acontecido, alguns deles conquistaram mais territórios,
mas é um período assim, só por essa relação você percebe que não houve uma estabilidade, não houve um governo fixo, tem intrigas, tem um conquistando o outro, derrubando o outro,
e isso acontecia no império romano e na história da humanidade, você vai encontrar isso continuamente, mas o objetivo é entender quem é Belsazar, que é o capítulo 5, começa com o nome de Belsazar,
olha que coisa interessante, tem várias coisas na Bíblia que às vezes você encontra provas fora da Bíblia que o relato da Bíblia foi verdadeiro,
outros fatos na Bíblia ainda não tem comprovação, fora da Bíblia, eu vou dar um exemplo já no capítulo 6, no final do capítulo 5, no final do capítulo 5 está escrito assim que quando caiu Babilônia,
entrou, capítulo 5, versículo 31, diz "Darío Umedo ocupou o reino com idade de 62 anos", esse Darío, existe um Darío que foi rei da persa depois,
mas esse Darío que inclusive é a personagem do capítulo 6 de Daniel, esse Darío até hoje os pesquisadores, historiadores, os documentos que nós temos não mencionam esse Darío, nós não sabemos fora da Bíblia quem é,
mas por que eu estou falando isso? Porque Belsazar já faz um bom tempo, mas até 1854, 53, 54, ninguém sabia fora da Bíblia, ninguém sabia quem era Belsazar,
as coisas que eles já tinham, os documentos, achados arqueológicos, não tinham descoberto, não tinha esse nome e algumas pessoas, tem sempre aqueles que estudam a Bíblia,
"Ah, essa parte da Bíblia foi escrita depois, não tem veracidade, não é confirmado, isso não é verdadeiro" e em 1853, 54, um arqueólogo britânico junto com uma equipe, o nome dele era John Taylor,
ele estava escavando um ziggurat, ziggurat essas torres parecidas com a torre de Babel de Gênesis 11, mas ele estava escavando um ziggurat do tempo desse Nabonido,
então Nabonido, eles já sabiam da existência dele, ele já constava em vários achados que eles tinham documentado a existência de Nabonido,
mas eles estavam escavando e eles encontraram essa escada, que ziggurat é um tipo de torre, é um templo, uma coisa que eles construíam para os deuses,
era um ziggurat que foi construído para o deus da lua, então nessa escavação ele encontrou alguns pequenos cilindros, alguns quadradinhos de barro,
escritos com a escrita dos Babilônios, que era cuneiforme, então lá nesses achados, nesses quadrados, esses cilindros de barro, eles encontraram e descobriram quem era Belsazar,
Belsazar era filho de Nabonido e ele nunca se tornou um rei por seu próprio direito, ou seja, Nabonido não tinha morrido, o que nós sabemos sobre Nabonido?
E isso é importante porque nesse capítulo 5, quando Belsazar oferece para quem soubesse decifrar a escrita na parede, ele prometeu quem descobrir,
quem puder interpretar isso, vai ser o terceiro no reino. Por que terceiro no reino? Porque o próprio Belsazar era o segundo, então ele não podia prometer o segundo lugar no reino,
ele tinha que prometer a próxima posição abaixo dele, então qual que é a história de Nabonido? Nabonido se tornou rei, ele governou durante 17 anos,
mas ele passou muito tempo, muito tempo, pelo que eles descobriram, ele passou muito tempo fora da Babilônia, conquistando outras regiões, na Arábia, e mesmo morando, parece que ele tinha problema com os sacerdotes,
ele adorava um outro deus que não era o deus principal da Babilônia, então ele tinha alguns problemas, enfim, ele ficava muito ausente, então na ausência dele quem governava era o filho dele, Belsazar.
Eu só vou falar sobre mais um aspecto que é, pelo menos assim, isso é maravilhoso, muita gente antes dessa época de 1854, muita gente duvidava, até duvidava, quem que é esse Belsazar? Não existiu esse Belsazar,
ainda mais na época que, de acordo com a história, quando o Ciro, rei da Pérsia, conquistou Babilônia, quem era rei na época era Nabonido, mas quem que é Belsazar que está escrito nesse capítulo?
Então, olha só como a Bíblia, claro, foi escrita de acordo com a história verdadeira, nós acreditamos na veracidade da Bíblia, e hoje nós sabemos quem era Belsazar, talvez um dia nós vamos descobrir quem era esse Darío do capítulo 6,
mas se não descobrir, nós já tivemos bastante provas de que mesmo quando não se acham evidências históricas, a Bíblia é verdadeira, então isso é muito bom pra gente, pra confirmar, e isso é um de muitos exemplos,
tem muitos exemplos de coisas que os historiadores descobriram muito depois, mas estava lá na Bíblia, e lembrando que a Bíblia não é um livro científico,
então eles não tinham esse cuidado de datas precisas, e alguns dados podem não bater com outros dados exatamente, isso não é problema, mesmo os outros dados também podem estar errados, porque não tinha essa precisão, esses detalhes mais importantes que nós temos hoje.
Bom, então tem um outro detalhe aqui que não está claro ainda, qual é, isso é importante porque é falado várias vezes nesse capítulo, durante várias menções aqui, vou achar um dos versículos,
no versículo 11, por exemplo, a rainha, que nós não sabemos também exatamente quem é essa rainha, a rainha poderia ser a mãe de Béu Sazá, podia ser a avó de Béu Sazá, enfim, a gente não sabe quem é essa rainha, mas era alguém que conhecia, que sabia da história passada,
ela fala que nos dias de ter o pai, ela falando com Béu Sazá, ela chama Nabucodonosor de pai, de acordo com os achados aqui, primeiro assim, ele não seria filho de Nabucodonosor, mas isso é normal, Jesus é filho de Davi, muitas gerações depois,
isso era comum, chamar alguém que era bisneto, tataraneto de filho, porque o pai era alguém famoso, então você chamava ele de filho de um antepassado mais famoso, mas de acordo com os fatos que nós sabemos, Nabonido não era o possível,
nós não temos prova de que ele era descendente de Nabucodonosor, mas é possível, a mãe dele poderia ser filha de Nabucodonosor, ou a esposa dele, alguma descendente, enfim, tem aspectos que nós não sabemos, mas é uma dúvida, estou falando isso porque são alguns questionamentos que as pessoas têm em relação a essa passagem,
mas Béu Sazá não era filho de Nabucodonosor, ele pode ter sido, e mesmo que ele não fosse da linha biológica, ele poderia ser considerado como da linhagem na sequência, Nabucodonosor poderia ser considerado o pai do Império Babilônio e de alguma forma ter usado essa expressão,
mas enfim, são detalhes que realmente nós não sabemos, então eu estou levantando essa questão porque são alguns fatos que ainda não temos comprovação e não sabemos exatamente como é.
Agora mais uma coisa que talvez seja uma das mais importantes, quantos anos se passaram depois de Daniel 4, não sabemos exatamente, mas só depois da morte de Nabucodonosor, nós estamos a 23 anos da morte de Nabucodonosor,
e Daniel 4 aconteceu alguns anos antes, 10 anos, 15 anos, 20 anos antes da morte de Nabucodonosor, nós não sabemos, então Daniel 5 acontece muito tempo depois de Daniel 4, isso é um ponto importante.
Outra coisa assim, nessa época então, nessa época de Daniel 5, Daniel já estava nesse momento da história, ele já tinha, esses números não são exatos, mas em torno de 66 anos de cativeiro,
em Daniel 5, Daniel já está na Babilônia há 66 anos, se ele tinha em torno de 17 anos quando ele foi para Babilônia, ele estaria então nesse momento com 83 anos de idade.
Então esses fatos são importantes porque a gente vai lendo o livro de Daniel e a gente sempre imagina, pelo menos durante um pouco assim, como Daniel foi para lá jovem, a gente imagina ele mesmo depois de algum tempo com 40, com 50 anos,
mas nesse momento, nessa história, ele tem 83 anos, e como é que a gente calcula isso? Só precisa lembrar que esse tempo de Belsasar não é depois de Nabunido, Nabunido reinou durante 17 anos, desses 17 anos, 10 anos, isso também é mais ou menos,
mas durante mais ou menos 10 anos do reinado de Nabunido, o filho dele estava reinando como corregente, ou seja, Nabunido está em outro lugar, é a mesma coisa do presidente fazer uma viagem internacional e o vice assume.
Então era nesse sentido, só que não era uma viagem de alguns dias, era de alguns anos, então a somatória dos 66 anos é pegando os 43 anos de Nabucodonosor porque Daniel foi já no início do reinado de Nabucodonosor,
basicamente foi no primeiro ano, então somando os 43 anos e todos esses outros períodos até os 17 anos de Nabunido, que vai nos dar os 66 a 67 anos, ok?
E a idade dele também é uma aproximação, mas com certeza ele tinha mais de 80 anos nessa época, então quando nós lemos essa história, nós temos que levar tudo isso em conta.
O Daniel que está chegando na frente de Belsazar não é um jovenzinho e não é um homem com 30, 40, 50 anos, ele é um homem de 80 e tantos anos.
Muito bem, então agora nós estamos prontos para começar o capítulo 5, eu sei que para algumas pessoas talvez todas essas informações não são tão interessantes ou tão importantes e como eu já falei,
você pode ler o capítulo 5 de Daniel sem saber de nada disso e Deus pode falar e mostrar muita coisa, mas como nós estamos fazendo um estudo cronológico, sistemático, sequencial,
é muito importante a gente entender a história, onde Daniel está na história, então vamos lá. Então essa história acontece, como nós vamos ver no final, essa história acontece na véspera ou na mesma noite em que Babilônia caiu.
Esse aqui é um acontecimento muito importante, não só na história da Bíblia, isso na história secular, isso foi naquela época, foi um reinado importante, foi um império importante,
teve influência durante esse período de tempo e foi nessa época que Babilônia caiu, houve outras épocas na história, esses reis de Babilônia que eu coloquei aqui, é nesse período da história,
se voltar mil anos antes, Babilônia já tinha história, tem outras histórias, outros achados de Babilônia, tem os códigos das leis que um homem famoso criou naquela época,
então tem outras histórias de Babilônia antes, mas esse capítulo 5, de Daniel, relata o final da Babilônia como cidade, como império, nunca mais, nós temos o Iraque moderno,
Saddam Hussein que queria ser o novo Nabucodonosor, existem histórias mais recentes, mas não Babilônia exatamente, tudo em outra época, em outro período,
Babilônia nesse sentido de uma potência de um reino antigo termina aqui, não tem mais e foi profetizado isso por Isaías, por Jeremias, houve profecias deste final de Babilônia,
então nós estamos lendo a respeito de uma coisa muito histórica, muito importante, Babilônia era uma cidade praticamente que não dava para um exército conquistar,
tinha muitos muros, tinha muitas fortificações, então imaginem, nós podemos imaginar essa cena, Daniel 5, o rei Belsasar deu um grande banquete a mil dos seus grandes,
bebeu vinho na presença dos mil e aí ele vai trazer os utensílios do templo de Deus, imaginem essa cena, Belsasar ele está dentro de uma cidade,
os exércitos da Pérsia já tinham atacado Babilônia fora da cidade, eles já tinham vencido em algumas outras batalhas e agora eles estão cercando,
eles estão do lado de fora da Babilônia tentando conquistar, então nós estamos num momento dramático da história, pelo que nós sabemos na Bonito o pai de Belsasar não estava na cidade,
talvez ele até estivesse enfrentando, acho que um pouco antes ele tinha enfrentado os exércitos da Pérsia e a Pérsia tinha vencido, então agora Belsasar ele está dentro da cidade
e a Pérsia está atacando e a Babilônia está nesse declínio, Babilônia não é mais a potência do mundo, já sofreu várias derrotas, mas Belsasar ele acha que,
agora estou colocando algumas entrelinhas, deduzindo da situação, como nós sabemos que os exércitos da Pérsia estavam cercando a cidade, como nós sabemos que a Babilônia já tinha perdido algumas batalhas para a Pérsia,
então nós sabemos que a situação não é nada boa para a Babilônia, mas Belsasar ele, minha suposição, mas Belsasar acha que ele não tem nada a temer,
porque quem que vai fazer uma grande festa quando os exércitos cercam a cidade e quando eles não estão numa fase de vitórias, não estão numa onda de vitórias, estão numa onda de derrota,
então isso é hora de fazer uma festa, só pode ter um motivo, Belsasar acha que tudo bem, o nosso império está virando pó, está caindo diante do império da Pérsia,
mas nós temos uma cidade invencível, nós temos uma cidade que eles nunca vão conseguir atingir, eles nunca vão conseguir vencer as nossas defesas, então ele faz uma festa,
então vamos só ler esses primeiros versículos, vamos ver o que ele faz para realmente entender todo esse contexto, essa é a festa de Belsasar e é uma festa, essa história toda é uma festa muito simbólica,
tem várias histórias da Bíblia que nem as pessoas que nem leem a Bíblia nem conhecem muito a Bíblia conhecem, como David Golias, como outras histórias da Bíblia que são super conhecidas,
Daniel Nacova dos Leões e essa história de uma mão que escreve na parede, isso é usado nos jornais seculares, é um aviso tão claro, tão gritante que uma mão escreve na parede,
era uma coisa que Belsasar devia saber antes, ele não deveria precisar de uma mão para escrever na parede para ele saber que a coisa estava chegando ao final,
mas como ele não viu ele ficou cego, a gente costuma dizer assim, ele ficou cego voluntariamente, ou seja, ele estava vendo tudo mas não quis olhar para os fatos, ele não quis olhar para o que estava acontecendo,
não tinha nada, vamos fazer uma festa, não tem perigo nenhum, a cidade, eu não conheço os pormenores mas quem conhece, quem estudou mais os achados arqueológicos e tudo,
a cidade de Babilônia eles tinham geralmente vários níveis de defesa, tinha uma muralha exterior, depois outra por dentro,
tinha uma parte da cidade mais no centro que tinha uma outra defesa, ou seja, para alcançar Belsasar um exército inimigo teria que passar por várias camadas de defesa,
então ele disse "ah, se cair uma muralha, mas tem outra, eles não vão chegar na gente", então a gente não sabe se ele tem aquele ditado famoso "vamos comer e beber porque amanhã vamos morrer",
se ele estava dizendo assim "bom, vamos festejar porque a coisa está perdida mesmo", ou se ele realmente acreditava que a cidade era invencível e ele nunca iria cair diante do inimigo,
o fato é que ele deu uma grande festa e bebeu vinho e depois que ele bebeu vinho, depois que provavelmente ele estava um pouco alterado,
aqui falando vendo provado o vinho, mas provavelmente eles já tinham bebido bastante, ele mandou trazer os utensílios de ouro e de prata que Nabucodonosor, seu pai, aqui também chama de seu pai,
ele foi alterado do templo que estava em Jerusalém para que bebessem neles o rei, os seus grandes, as suas mulheres e concubinas, então nós temos uma festa enorme com nobres,
pessoas de alta posição, com as esposas, com concubinas, então nós temos uma grande festa, pessoas totalmente indiferentes ao que pode estar acontecendo com os súditos,
com os cidadãos do reinado, com o que poderia acontecer com outras partes da cidade e o que poderia acontecer com eles próprios, então eles estavam festejando num momento de grande derrota,
isso é muito, muito simbólico, isso tem muitas implicações que você pode colocar para a nossa vida hoje. Então, versículo 3, então trouxeram os objetos de ouro que foram tirados do templo da casa de Deus que estava em Jerusalém
e beberam neles o rei, seus grandes, suas mulheres e concubinas, beberam o vinho, deram louvores aos deuses de ouro, de prata, de bronze, de ferro, de madeira e de pedra,
porque essa festa, ela provavelmente tinha alguma conotação religiosa, quando eles tinham festejado já, ele mandou trazer os utensílios sagrados porque provavelmente eles iam fazer algum ato religioso em honra,
não do Deus de Israel, Deus que era, esses objetos pertenciam ao templo que era em adoração a ele, mas eles ofereceram, eles tomaram vinho,
primeiro assim porque esses utensílios não eram usados para as pessoas tomarem para si, esses utensílios eram para Deus, faziam parte de um culto a Deus e eles foram utilizados para honrar deuses de ouro, prata, bronze, ferro, madeira e pedra.
Um aspecto muito importante para a gente entender aqui é que a gente sempre vê isso que naquele tempo cada país, cada lugar, cada reinado, cada região tinha seu próprio Deus,
e quando uma potência como a Síria, como a Babilônia, como o Egito, quando eles conquistavam os felisteus, quando eles conquistavam um país inimigo, eles davam honra ao Deus deles,
então se Israel vencesse, quem tinha vencido era o Deus de Israel, se os felisteus, se os Moabitas, se o Egito, se a Síria conquistasse, então quem tinha vencido era aquele país, aquele povo, mas eles honravam o Deus deles,
então por exemplo nós temos a história em 1º Samuel de como os felisteus conquistaram a arca, como o povo de Israel não tinha imagem, eles não podiam e não faziam imagens representando o Deus deles,
que todos os outros povos tinham o Deus deles, o templo deles, e no templo tinha uma imagem, e quando um povo conquistasse o outro, eles pegavam a imagem do Deus do povo vencido e levavam para o Deus deles,
então o nosso Deus era como um troféu, como hoje os países, as seleções de futebol, outro esporte, fazem jogos em muitos torneios, muitos campeonatos e eles trazem de volta um troféu que representa a vitória deles,
então para os povos era isso, eles tinham um troféu dizendo que o Deus deles era superior, então aqui nós temos um ato, Nabucodonosor já tinha onde estavam esses utensílios,
não fala, mas desde quantos anos antes, nós estamos falando em torno de, na época de Daniel não foi quando Nabucodonosor trouxe os vasos, foram alguns anos depois,
mas vamos dizer que 50 e poucos anos esses utensílios estavam na Babilônia, já fazia tempo, pelo menos que está escrito que nós saibamos, nunca tinham feito isso,
então Belsazar volta a uma conquista bem anterior a ele, ele volta para Nabucodonosor e fala assim, olha, nós estamos fazendo uma festa aqui e até mesmo diante de uma possível derrota,
ele quer lembrar daquilo que eles tinham feito, talvez ele queria exaltar os deuses de Babilônia e olha só, nós estamos aqui com esses utensílios, meu antecedente,
Nabucodonosor ele venceu o Deus de Israel e nós estamos aqui com esses utensílios sagrados e nós vamos oferecer isso ao nosso Deus, então ele está fazendo um ato, claro, de grande afronta para o Deus de Israel,
nós podemos pensar que vergonha, porque Deus permitiu, porque Deus aceitou que houvesse tamanha vergonha para ele, para o reino dele, para o nome dele,
e olha só que coisa interessante, porque vamos até fazer um paralelo, primeiro Samuel 4, quando os filisteus tomaram a arca de Deus, a arca da presença de Deus,
tinha uma imagem, mas tinha a arca, então eles levaram a arca e colocaram no templo, na casa de Dagom, o Deus dos Filisteus e vocês lembram a história, o Deus dos Filisteus caiu diante da arca,
então uma coisa que é vergonha para Deus, no sentido assim de que o povo dele, o reino dele foi vencido, foi derrotado por um povo que não considera Deus, não adora Deus,
mas nesse momento de vergonha, Deus é exaltado ainda, eu fico olhando isso assim, eu não sei se você consegue meditar em algo que é tão tremendo,
claro que Deus não quer que o povo dele seja envergonhado, o povo de Deus não deveria ser envergonhado, nós deveríamos dar honra para Deus,
nós deveríamos ser como o Salomão, que tinha glória, tinha honra e isso dava glória para Deus, mas mesmo na derrota na época de Samuel, com os Filisteus,
agora na época do cativeiro na Babilônia, o povo de Deus sendo muito derrotado, o povo de Deus sendo envergonhado, é cativo,
e não só o povo, mas a casa de Deus foi destruída, os utensílios da casa de Deus foram levados para Babilônia, talvez estivessem na casa do Deus deles também,
e agora um passo além, Bél Sazá pega esses objetos sagrados que tinham sido consagrados a Deus e ele oferece, ele profana, ele oferece a deuses falsos,
claro que alguma coisa precisava acontecer, mas o que me impressiona nessas histórias é que Deus é capaz de ser exaltado mesmo nos tempos da nossa vergonha,
por que o povo de Deus está sendo envergonhado? Por nossa culpa, por nossa apostasia, por nós não estarmos sendo fiéis a Deus, mas mesmo assim Deus é exaltado,
e ele não é exaltado, por exemplo, na história de Samuel, tinha Samuel naquela época, mas naquela história da Arca com Dagon, não tinha ninguém lá testemunhando,
isso é Deus, então Deus pode ser exaltado mesmo quando não tem alguém representando, mas aqui nessa história nós temos alguém, um homem de 80 e tantos anos, fiel a Deus,
que vai chegar nessa cena, hoje nós não vamos chegar no ponto onde ele fala, mas esse Daniel ele representa, que ele era um homem só, com certeza tinham outros que eram fiéis também,
mas Daniel ele é um homem fiel, ele representa um remanescente, ele representa um remanescente fiel a Deus no meio dessa apostasia e no meio desse reinado que é totalmente contrário a Deus,
então Deus pode ser, Deus faz questão de se glorificar, Deus vai ser glorificado nesse momento, esse momento de vergonha em que os utensílios sagrados são profanados e são oferecidos a deuses falsos,
esse momento é o momento em que Deus vai ser glorificado, Deus vai mostrar para essa potência daquela época, essa potência do mundo, ele vai mostrar que é ele que governa,
ele mostra isso, no final das contas Deus não está sendo vencido, os deuses de Babilônia não venceram o Deus de Israel, eles acharam que venceram, eles acharam que tinham conquistado,
eles demoliram tudo, destruíram o templo, acabaram com o povo, levaram o povo cativo, mas o Deus de Israel continua dando as cartas, é ele que determina e essa é a mensagem de Daniel,
ele mostra que ele não está sendo envergonhado apesar de tudo isso que está acontecendo, então vamos só ler um pouquinho adiante, eu quero mostrar algo a mais aqui,
no versículo 5 então, na mesma hora que eles estavam fazendo isso, então a festa prosseguiu um certo tanto, eles pegaram esses utensílios e estavam usando esses utensílios para honrar os deuses deles,
e na mesma hora que eles estavam fazendo isso, apareceram uns dedos de mão de homem e escreviam, de fronte do castiçal, a iluminação, ou seja, escolheu um lugar bem visível, um lugar onde tinha iluminação forte,
escreviam de fronte do castiçal, na caedura da parede do palácio real, o rei via a parte da mão que estava escrevendo, tem um detalhe aqui que também a gente não sabe, pelo menos o relato destaca muito que o rei viu a mão,
existe uma suposição, não sabemos ao certo se outras pessoas viram, mas o rei viu, o rei viu essa mão, essa mão é uma mão sobrenatural, lá embaixo Daniel fala que,
no versículo 24, então dele, de Deus, foi enviada aquela parte da mão e escreveu-se essa escritura, então Daniel afirma que foi a mão de Deus,
e como nós temos visto o entendimento de que Deus se manifesta, mesmo naquela época, antes da encarnação, Deus se manifestava visivelmente através de Jesus,
então seria a mão de Jesus, a mesma mão que escreveu os mandamentos nas tabos da lei de Moisés, o mesmo que apareceu várias vezes para Abraão, para Isaías, para Josué,
então essa mão apareceu, agora imagine você nesse momento olhando, no momento assim, a cena descrita, que eu estou tentando fazer você sentir um pouco dessa cena,
nós não sabemos exatamente o que ia na mente de Béu Sazar, se ele estava achando que ele podia cair ou não podia cair, mas seja como for, ele está fazendo uma festa num momento dramático,
num momento em que a Babilônia vai cair, ele está fazendo uma festa, ele está totalmente ignorando, ele não olha para o que está acontecendo, ele não sente nenhum temor de Deus, ele não vê nada que precisa mudar,
ele nem está preocupado com a defesa, ele nem está preocupado com o que ele pode fazer para se defender ou defender a sua cidade, ele está fazendo uma festa,
gente, eu estou repetindo muito isso porque isso tem acontecido e vai continuar acontecendo, as pessoas estão festejando quando estamos vivendo num momento de grande perigo, de grande, em que Deus está procurando nos advertir sobre o que vem,
então ele está fazendo uma festa e não estou dizendo que ninguém pode festejar, ninguém pode fazer uma celebração, mas nós precisamos entender o que isso significa,
precisamos entender o que Deus está querendo mostrar, esse contraste tão grande entre alguém que não está nem aí com a situação real, está vivendo numa bolha, numa ilusão, numa situação em que ele não está olhando para a realidade e não está honrando a Deus,
então ele vê essa mão escrevendo na parede, versículo 6, então se mudou o semblante do rei e os seus pensamentos o turbaram, e essa descrição é fantástica, as juntas dos seus lombos se relaxaram e os seus joelhos bateram um no outro,
a gente tem até uma tendência de achar meio cômico isso, como que uma pessoa que antes estava com bravata e não tem problema nenhum e nós podemos até pegar os utensílios sagrados e nós é que estamos no alto, nós podemos fazer qualquer coisa,
nós somos superiores, o Deus de Israel não tem nada a ver, a gente já venceu, então alguém que está tão indiferente, tão soberbo, tão achando que ele não tem nada a temer,
uma festa, pelo menos assim, eu acredito que a ideia da festa é, nós não temos nada a temer, e aí de repente, num instante, e a Bíblia fala sobre isso, não sei se eu vou ter tempo de apontar as referências,
mas a Bíblia fala sobre a vinda de Jesus, a Bíblia fala sobre as coisas que vão acontecer antes da vinda de Jesus, Apocalipse 18 falando sobre a queda da Babilônia espiritual,
a Babilônia que representa esse reino humano que é contrário ao reino de Deus, então Apocalipse 18 fala em uma hora, em um instante, e a história, a gente vai falar sobre isso um pouco mais em outra aula,
mas só para a gente também completar essa cena, Babilônia era uma cidade construída dos dois lados do rio Eufrates, ou seja, o rio Eufrates passava no meio da cidade, entrava na cidade e saía da cidade,
então Babilônia é uma cidade relativamente grande, construída dos dois lados desse rio, então quando você imagina os muros em volta da cidade Babilônia,
você tem que lembrar que tinha um lugar nos muros que tinha uma abertura, só que as pessoas não podiam entrar porque tinha um rio grande, eles não podiam entrar por aquele rio,
e tem outros historiadores, a Bíblia não relata isso, mas outros historiadores, um muito famoso historiador grego, Heródoto, ele relata e tem confirmação de um outro historiador também,
que relatam que o rei da Pérsia, Ciro, ele fez algo muito audacioso, muito grande, e como que o povo da Babilônia não viu o que ele estava fazendo?
Ele desviou o rio Eufrates, ele desviou o curso do rio Eufrates, de tal forma assim, acho que não esvaziou totalmente, mas ficou pouca água no leito do rio,
então os soldados da Pérsia entraram pelos dois lados da cidade Babilônia, porque o rio entra e sai, então dos dois lados onde tinha o rio,
os exércitos da Pérsia entraram e praticamente não tiveram nem que lutar, eles tomaram a cidade sem batalha, eles tomaram a cidade numa noite, nessa noite fatídica da festa, nesse momento,
e lembrem, por favor, que Apocalipse 18 fala sobre a queda da grande Babilônia e temos várias profecias no Antigo Testamento,
nós temos Isaías 13, nós temos Isaías 13 e 14, temos Jeremias 50 e 51, nós temos profecias extensas falando sobre como Babilônia, que Deus até usou para disciplinar seu povo,
para levar para o cativeiro, mas como essa grande Babilônia cairia, e esse aqui foi o fato histórico, mas mais uma vez aquelas profecias de Isaías e Jeremias não estavam se referindo apenas a esse momento histórico,
porque Isaías 13 fala bastante sobre o dia do Senhor, o dia do Senhor que é a vinda de Jesus, então essa queda, esse fim de Babilônia representa o que nós vemos no livro de Apocalipse,
que é uma queda tremenda, assustadora, impressionante, não só pelo tamanho, que Apocalipse 18 repete muito, que cidade enorme, não só o tamanho, mas que potência, quem poderia imaginar?
Babilônia é uma potência, na visão profética Babilônia representa um sistema mundial, representa o reino humano, representa tudo que é o homem se levantando, a torre de Babel se levantando contra Deus,
então é isso que o homem construiu, que o homem levou agora, nós podemos dizer que o homem levou milênios para construir, porque é um sistema que vai sendo edificado, vai cair numa hora, é impressionante,
e Bél Sazá está fazendo uma festa, ele está totalmente alheio, ele não está olhando, ele não tem, ele não enxerga nada, e ainda está fazendo o último ato de afronta a Deus, então essa é a cena,
e aí no versículo 6 mostra como Bél Sazá mudou de uma hora para outra, ele mudou, o semblante mudou, esse homem altivo, esse homem autoconfiante, esse homem que não tem medo de nada,
esse homem que nem vê que está acontecendo alguma coisa, "depende, mudou o semblante do rei, e os seus pensamentos o turbaram, as juntas dos seus lombos se relaxaram, e os seus joelhos bateram um no outro,
ordenou o rei em alta voz", vocês podem imaginar essa cena, o homem está batendo os joelhos, ele deve ter ficado pálido, branco, e ele grita em alta voz,
"que se introduzissem os encantadores, os astrólogos, os feiticeiros, e disse o rei aos sábios de Babilônia, qualquer que lê essa escritura e me declarar sua interpretação será vestido de púrpura".
Olha que oferta absolutamente absurda, porque, que adianta, lógico, ele não está acreditando nisso, mas ele oferece honra, e riquezas, e uma posição alta, quando todo mundo vai perder tudo,
então ele fala, "qualquer que lê essa escritura e me declarar sua interpretação será vestido de púrpura, e trará uma cadeia de ouro ao pescoço, e será no reino o terceiro dominador",
como nós vimos, isso é porque tinha um rei, o pai dele, tinha ele, e ele seria o terceiro.
Olha gente, pela terceira vez, no livro de Daniel, não é interessante, na primeira ocasião, Capítulo 2, quando Nabucodamor teve um sonho e nem lembrava o sonho,
já houve uma situação em que os sábios e todos os feiticeiros e entendidos, os caldeus, eles não conseguiram saber qual era o sonho e nem interpretar.
E aí Daniel chegou, ninguém conhecia, então pela primeira vez Daniel veio e mostrou que Deus tinha mais sabedoria do que todos eles.
Só que aí nós temos uma segunda vez, no Capítulo 4, em que Nabucodamor tem um outro sonho, e o próprio é o mesmo rei,
e ele também, na hora que ele tem um sonho, ele não chama Daniel, ele chama todos os outros sábios primeiro,
sendo que no Capítulo 2 Daniel foi colocado como chefe dos sábios, mas mesmo assim não chama o Daniel, chama o Daniel depois que os outros não conseguem.
E agora pela terceira vez, tudo bem que Belsazar talvez não soubesse quem era Daniel, e eu tenho usado isso para mostrar que ainda que Daniel estivesse numa posição,
ele estava no governo, ele tinha uma posição alta, ele era chefe dos sábios, mas ele não era uma pessoa que se destacava,
ele não procurava glória, se ele era chefe dos sábios ele podia ter falado assim "Gente, vocês podem ficar aqui que eu vou lá".
Eu não sei como é que funcionava, mas pela terceira vez eles chamam todos os outros, os outros não conseguem,
essas palavras que foram escritas na parede eram palavras em aramaico, eram palavras que não deveriam ter sido tão difíceis,
agora eles não sabiam o que era, o que se podia entender disso, porque parece que essas palavras simbolizavam o significado mais literal,
que ninguém também sabe exatamente, temos ideias, mas não sabemos exatamente como as pessoas entendiam essas palavras,
mas essas palavras parecem que significavam pesos, como Shekel, como Mina, então eram palavras que tinham significado, mas colocaram Mina na parede,
Shekel e uma outra palavra que significa dividir, o que significa isso? Eles não conseguiram interpretar.
Mas aqui fala que eles nem conseguiram ler, versículo 8, entraram todos os sábios do rei, mas não puderam ler a escritura nem fazer saber o rei a sua interpretação,
aí Belsazar ficou pior ainda, ele já estava mal, mas o rei Belsazar perturbou-se muito e mudou-se nele o seu semblante,
os seus grandes, os nobres, as pessoas que estavam com ele também estavam sobressaltados, então estavam desesperados, o que significa isso?
Uma mão escreveu na parede e nós não sabemos o que é, então o que é que faz a pessoa sentir medo?
Nós estamos vivendo muito essa situação, muita gente tem falado assim, o que o povo de Deus deveria sentir, qual deve ser a nossa reação?
Nós vivemos no mundo, para nós é difícil tanto quanto outras pessoas perder alguém, perder renda, ter nossas vidas totalmente viradas de ponta de cabeça para baixo,
o que significa isso? Qual deve ser a nossa reação? Por que eles estavam com medo?
Eles estavam com medo porque eles tinham uma posição, eles tinham poder, eles tinham riqueza, eles tinham medo da própria vida, tinham medo daquilo que podia significar,
então essa reação de medo, eu não tenho tempo para entrar mais nisso, talvez em outra aula a gente possa até ler mais os textos,
eu vou ler hoje aqui, vou ler um pouquinho Isaías 13 que é uma das profecias sobre a queda de Babilônia, para mostrar essa reação, qual é a nossa reação quando Babilônia vai cair, quando Babilônia está caindo?
Então Isaías 13, ele começa falando no versículo 2, ao sair uma bandeira,
versículo 3, ele está chamando os meus consagrados, os meus valentes para minha ira, então Deus está falando aqui sobre Babilônia como Deus está chamando outros povos,
lembra que a gente tem estudado isso, quando tem uma potência, tem essa fase, esse desenho de subir e descer,
então vem outro, na decadência, quando o reinado está ficando orgulhoso, quando não está servindo a Deus, quando várias coisas na soberania de Deus, ele chama outra potência para vir e tomar conta,
e eu tenho observado isso, já falei sobre isso, tenho observado até mesmo nas democracias, eu tenho observado isso aqui no Brasil, nós não sabemos quando é que alguém passa linha,
tem uma linha que para Deus, Deus permite, Ele tem um propósito, Ele permite porque aquela pessoa, aquele partido, aquela potência, enfim, tem poderes, tem potestades, tem governos, os governos humanos,
por trás dos governos humanos existem potestades espirituais, então Deus permite que alguém fique no poder e tem um processo natural de ascensão e declínio, mas tem situações em que Deus faz uma intervenção.
A Babilônia aqui já estava no declínio, fazia tempo, mas teve um momento em que Deus coordenou as coisas, ele coordenou os exércitos da Pérsia, ele deu a ideia para os dirigentes persas para desviar o rio Eufrates,
ele deu uma estratégia, Deus permitiu, assim como o livro de Daniel 1 começa dizendo que Deus entregou Judá nas mãos de Nabucodonosor, foi Deus que entregou.
Então, existem momentos em que a pessoa passa da linha e Deus falou assim, chega, nós vimos no capítulo 4 quando o rei Nabucodonosor, mesmo sendo avisado, ele falou assim, olha quanta coisa que eu fiz e Deus mandou um anjo do céu falar na hora,
acabou, você vai ser expulso, aqui Deus está falando com Béu-Sazar, acabou, você não vai permanecer, acabou, vem outro, nessa noite, ele foi, inclusive foi morto nessa noite.
Mas vamos olhar assim essa, versículo 4, "Já se ouve a gritaria da multidão sobre os montes, semelhante a de um grande povo, a voz do rebuliço de reinos, de nações já congregados".
Isso aqui não é povo de Deus, isso aqui não é exército de pessoas santas, isso são nações que Deus está congregando contra a Babilônia.
"O Senhor dos exércitos passa em revisto o exército para a guerra, já vem de uma terra distante, desde a extremidade do céu, o Senhor os instrumentos da sua indignação para destruir toda aquela terra".
Poderia representar os exércitos do céu, dos exércitos de anjos, mas Deus, se isso aqui representa o final de tudo, não é uma nação tomando conta de outra nação,
o fim de Babilônia, na profecia representa o fim de tudo, não nessa história de Daniel, mas um dia o fim de Babilônia vai representar o fim do reinado humano.
Agora ele diz, versículo 6, "o e vai, pois o dia do Senhor está perto, virado todo poderoso como uma solação, pelo que todas as mãos se debilitarão e o coração de todos os homens se desanimará".
Então ele descreve esse temor, e eu só queria apontar isso.
Em Apocalipse 18, fala que as pessoas, os comerciantes, os reis da terra, as pessoas que colocaram a sua vida, que dependiam da Babilônia,
que tinham colocado a sua sorte com a Babilônia, que viviam na dependência da Babilônia, essas pessoas choraram, essas pessoas sentiram temor,
essa queda da Babilônia em uma hora era uma coisa sombrosa, era uma coisa que causava profundo temor, como nós vimos a descrição de Belsasar, porém a queda da Babilônia causa uma outra reação no povo de Deus.
A Bíblia fala, em Apocalipse 18 também, que é para o povo de Deus se alegrar, nós não nos alegramos com a desgraça dos outros, mas nós nos alegramos quando o sistema,
quando o sistema que oprime, quando o sistema que Satanás ordenou, que Satanás gerou e inspirou e que tem, a Bíblia fala que na Babilônia foi encontrado o sangue de todos os santos que foram martirizados.
Então nós temos visto que a exaltação sempre produz opressão de outras pessoas, você não consegue isso mesmo dentro da igreja, você não consegue se exaltar,
se é uma exaltação humana, você não consegue se exaltar sem oprimir os outros, isso no sistema caído, depravado dos homens não existe,
só a única exaltação é através da humilhação, como Jesus nos mostrou, então quando nós nos humilhamos tem uma exaltação que não traz exaltação para nós,
então a exaltação humana, o poder humano seja onde for, dentro ou fora da igreja, não importa, a exaltação causa opressão, então nós nos alegramos com a perspectiva,
com a visão de que Babilônia que oprimiu, que matou, que pisou, que fez pessoas sofrerem durante toda a história, esse sistema vai cair e é claro que algumas pessoas vão cair junto com o sistema,
mas a nossa alegria não é pelas pessoas, a nossa alegria é por causa do sistema, porque quando Babilônia cai, aí é que Jesus volta e ele estabelece o seu reino,
então nós vamos continuar falando sobre isso nas próximas aulas, mas nós entendemos que o fim do orgulho humano, o fim de Babilônia como esse sistema é algo que nos alegra,
e nós temos que tomar muito cuidado, aquela famosa, famoso exemplo da esposa de Ló, que Deus falou "sai e nem olhe para trás",
e ela olhou para trás porque ela estava saindo de Sodoma, mas o coração dela estava lá, então essa é a ideia, do que nós temos medo?
Nós temos medo de estar nas mãos de Deus? Nós temos medo de Deus destruir um sistema que é um sistema opressor?
Se nós perdemos bem, se nós perdemos emprego, renda, é difícil, nós precisamos viver, nós temos que viver, mas Deus, ele tem tudo nas mãos, Deus não perdeu o controle, os países estão perdendo o controle, os países não sabem o que fazer,
nós estamos vendo, eu não sei se nós estamos vivendo já em dias que as coisas vão cada vez se complicar mais, porque por enquanto essa ideia de que daqui um mês tudo volta ao normal, daqui um pouco vai voltar ao normal,
parece que ninguém está sabendo exatamente o que vai acontecer, nem com a pandemia e nem com o sistema do mundo, nem com o sistema econômico,
estamos vendo convulsões nos Estados Unidos, nós estamos vendo que os homens estão perdendo o controle, mas Deus não perde o controle,
então se nós temos medo, se nós ficamos com o Bel Sazar quando a mão começa a escrever na parede e dizer "acabou, chegou a hora, é fim, agora vai acabar a Babilônia em uma hora", se nós ficamos com medo disso, nós precisamos olhar e ver onde está nosso coração,
claro eu não estou dizendo, eu não tenho essa capacidade de não ficar assustado com a possibilidade de perder alguém da família ou a minha própria vida, a gente tem, isso é natural, é humano isso,
nós temos medo de perder nosso conforto, nós temos medo de perder o que nós temos, mas é hora da gente realmente entender aonde está o nosso coração, como Jesus ensinou, aonde nós estamos ajuntando tesouros,
se a mão começa a escrever na parede, nós vamos realmente dizer "venha Senhor, julga a Babilônia, mas traz o teu reino", o nosso coração, o nosso investimento, o nosso futuro não está na Babilônia,
se nós perdemos essas coisas naturais, e até mesmo, é difícil imaginar, a morte é uma coisa terrível, e tanto é que é o último inimigo a ser vencido, então a morte não é brincadeira, não é pouca coisa a gente perder alguém,
mas mesmo a morte não é a perda do reino, nós estamos, nós precisamos realmente entender que a morte física não é o fim, e nós estamos investindo, nós cremos numa vida que vai além da morte,
nós cremos num reino de Deus que vence a morte, e nós cremos em algo, como nós vamos ver adiante no livro de Daniel, como isso vai trazer, como tudo isso vai dar lugar, no lugar de Babilônia vem o outro reino.
Eu vou mostrar pra terminar, na verdade nós vamos entrar nisso na próxima aula, mas como às vezes eu dou uma pequena introdução, um pequeno gosto do que nós vamos ver na próxima aula,
eu tinha pensado entrar hoje, mas acabou não dando tempo, a história por trás da história, então eu só quero dar esse pensamento, porque em tudo isso que nós estamos vendo, o homem, o estudo da história,
se você for estudar nos livros de história secular na escola, eles falam de Israel, Israel faz parte da história, mas Israel é um país pequeno, nem aparece,
mas eu queria só mostrar nessa sequência de governos, de potências nessa época, como Deus sempre está agindo, tem uma história, tem a história visível,
então quando você estuda na história, quem era grande antes da Babilônia? A Síria, aí a Síria caiu e veio Babilônia, e depois da Babilônia veio a Pérsia,
e assim como o sonho de Nabucodotor mostrou, nós temos depois da Pérsia, vem Grécia, Roma, etc., mas olha só, numa linha paralela, numa linha invisível, e na verdade essa linha é mais importante do que essa linha visível,
porque esses reinos, a Síria, Babilônia e Pérsia, como alguém até já colocou, todos esses reinos que houve no passado, já passaram, não existem mais como tais, mas Israel existe, o povo de Deus existe,
então por trás, eu só coloquei um fato importante em cada época, Deus usou a Síria para levar as dez tribos para o cativeiro, Deus usou a Babilônia para levar a Judá para o cativeiro,
e também nessa época Deus estava mostrando que ele é superior aos reinos humanos, e Deus usou a Pérsia para trazer, para dar ordem de restauração, então tem uma história por trás da história,
essa história visível hoje, o que nós estamos vendo? As grandes potências, Estados Unidos, Europa, China, Rússia, lá no Oriente Médio, Irã, Israel, todas essas forças e esses reinados,
mas por trás disso, Deus está agindo, lembra que nós estamos sempre vendo em Daniel, é acima dos reis, é Deus que muda as estações, Deus que coloca um rei e retira o rei,
mas acima disso, ele faz isso, mas dentro do seu propósito, ele está fazendo as coisas, tendo em vista o seu reino, Deus ordena a história de acordo com o seu plano,
Deus está mexendo, Deus não interfere em muitas coisas, as coisas vão caminhando, não é que as pessoas são simples marionetes, mas Deus está movendo a história para um final,
então é mais importante, mais importante, não que nós sejamos importantes, e a gente tem que tomar muito cuidado, não somos nós, e lembra o que nós vimos, Deus pode permitir que a igreja,
em sua soberba, seja disciplinada, seja abatida, seja, como aconteceu aqui, cativeiro das dez tribos, cativeiro judá, mas Deus vai ser glorificado,
eu creio em algo diferente nessa época, eu creio que vai ter um abatimento de um sistema eclesiástico visível, mas vai haver o surgimento de um remanescente, não só um Daniel,
mas vai ter um remanescente de intercessores, vai ter um remanescente de pessoas fiéis a Deus no meio do sistema, que não se contaminaram, que não tomaram posição,
não se tornaram partidários, não se contaminaram com o poder, não se contaminaram com nada, nós vamos ver nesse capítulo 5, nós vamos ver mais sobre isso, então na próxima aula a gente vai retomar desse ponto,
e vamos ver como Deus está agindo na história, você pode estudar a história como você pode estudar, tem gente que sabe tudo sobre o que está acontecendo na Coreia do Norte,
na China, nos países, nos diversos países, no jogo de poderes, na economia, tem gente que entende demais sobre isso, mas não entende nada sobre o que Deus está fazendo,
então vai ter muitas surpresas, e Deus está fazendo algo, e a gente precisa realmente receber a advertência dEle para que nós sejamos preparados,
e que quando as coisas começarem a acontecer, seja uma mão escrevendo na parede, ou as coisas acontecendo no mundo de uma forma tão visível,
que é para todo mundo ver que nossos joelhos não fiquem batendo, que a gente não fique pálido, que a gente não fique assustado, apesar de ser muito assustador,
mas que nós possamos crer num reino inabalável.
Senhor Deus, nesta manhã nós cremos na Tua soberania, ó Deus, nós declaramos que o Senhor é soberano, Deus, tudo que o Senhor tem consagrado,
os utensílios sagrados, que são nossas vidas, nossos chamamentos, nossas famílias, tudo que é sagrado ao Senhor, que jamais sejam oferecidos a outros deuses,
que nós possamos realmente honrar a Ti, Senhor, e sabendo que mesmo quando parece que o mal está triunfando,
nesse momento em que Babilônia estava praticando talvez o ato máximo de afronta contra o Deus de Israel,
nesse momento que se o povo de Israel estivesse assistindo, se eles estivessem vendo isso, iam perguntar a Deus por que o Senhor não intervém, mas o Senhor estava pronto para intervir,
e o Senhor pode glorificar o Teu nome, o Senhor pode agir pelo remanescente e soberanamente para exaltar o Teu nome,
para mostrar para todos, todas as potestades, todos os líderes, todos os governos, todas as pessoas, os homens que estão em arrogância,
os homens que estão achando que detêm o poder, que podem fazer o que querem, Senhor, o Senhor vai mostrar que o Senhor governa,
e que o Senhor está conduzindo a história para um final maravilhoso em que o Teu reino virá, nós queremos fazer parte disso,
e queremos depositar a nossa confiança nisso, eu peço que o Senhor fortaleça isso em nossos corações nesse dia, em nome de Jesus, amém.

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