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Aula 25 – Vol.31 – Por que Daniel foi perseguido

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05/07/20 – Daniel 6 – Baixardo áudio.

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Bom dia, estamos em Daniel, capítulo 6, dando continuidade a essa história que iniciamos na última aula.
Vamos orar, vamos pedir que o senhor ilumine essa história que é uma história tão conhecida,
mas que tem muita coisa pra nos ensinar, muita coisa pra nos orientar nos nossos dias atuais e também pra aquilo que virá sobre nós.
Então, desde a última aula, já iniciamos esse estudo de Daniel, capítulo 6, dos seis capítulos de narrativa.
Essa é a única parte que conta como Daniel viveu já no outro reino, não é mais o reino de Babilônia, é o reino da Pérsia.
Ele continua em Babilônia, mas é o governo da Pérsia que está dominando essa região.
Então, já falamos sobre esse início, falamos sobre como Daniel tinha um espírito excelente, como o testemunho dele, isso é fundamental pra tudo que vem depois.
Ele já está na casa dos 80 e tantos anos e ele se sobressaiu, Daniel 6, versículo 3, ele se distinguiu desses dos outros presidentes e sátrapas,
os governadores, porque nele havia um espírito excelente e o rei pensava constituí-lo sobre todo o reino.
Então, essa história é diferente em vários aspectos, é um outro reino e Daniel vai enfrentar uma perseguição, nosso assunto hoje é perseguição,
porque Daniel, nas histórias anteriores, Daniel não foi perseguido, a única história anterior, no capítulo 3,
em que Daniel não aparece, aparecem só os três amigos dele, houve já um desafio, houve já um confronto entre esses homens fiéis a Deus e o reino de Babilônia.
E isso não é de estranhar, até se a gente for pensar essa história de Daniel no cativeiro, não é o que a gente esperaria, porque Babilônia na Bíblia, e de fato é, é representativo de um reino totalmente inimigo do reino de Deus.
Babilônia é colocado sim como ícone, como símbolo do reino que se levanta contra Deus, esse mesmo reino passa pra outros, pra Pérsia, pra Grécia, pra Roma e vem outros depois sucessivamente na história,
mas todos são na verdade o mesmo espírito, o espírito de ser contrário ao reino de Deus, é o grande inimigo, o grande confronto final no livro de Apocalipse,
entre a mulher que é vestida do sol, que representa a noiva, que representa o povo de Deus e a meretriz que é Babilônia, então esse confronto começa em Gênesis e atravessa a Bíblia e vai até o livro de Apocalipse.
Então aqui em Daniel, quando o povo de Israel está no cativeiro em Babilônia, nós esperaríamos ter muito mais perseguição, e na verdade não aparece muitas histórias de perseguição,
como eu falei, é o capítulo 3 quando Nabucodonosor levanta aquela estátua e ordena que todos adorem essa estátua que seria ele mesmo ou o reinado dele.
Então Daniel, porém, a gente não sabe porque ele não aparece no capítulo 3, mas o Daniel em si, ele não foi perseguido durante o tempo dele, servindo no governo babilônico.
Daniel foi bem considerado, bem conceituado, ele tinha uma posição de confiança, ele falava com o rei, ele interpretava os sonhos, enfim, ele era uma pessoa de confiança,
ele era uma pessoa que servia com fidelidade e tanto os dois reis que temos relatos, Nabucodonosor, depois Belsazar no fim, consideravam muito o Daniel e honravam por causa dos dons de revelação que ele tinha.
Agora no capítulo 6 não vai ter nenhuma revelação, que as três histórias anteriores, capítulo 2, 4 e 5, todos falam de uma revelação que Daniel recebia de um sonho da escrita na parede,
então essa história no capítulo 6 não tem nada de revelação, Daniel não vai revelar nenhum sonho, não vai ser chamado para decifrar nenhum enigma, mas ele vai ser perseguido e não pelo rei, ele não é perseguido pelo rei.
O rei na história é um grande amigo dele, então ele é perseguido pelos seus pares, ele é perseguido por pessoas que faziam parte junto com ele do governo, então vamos ler no versículo 4,
então os presidentes, então lembra que tinha 120 sátrapas e três presidentes, Daniel era um dos três e ele estava sendo cotado para ser acima dos outros companheiros dele, dos outros dois presidentes,
ele estava sendo cotado para ser o governador, o responsável sobre todo o reino, só abaixo do rei, então isso suscitou ciúmes, então o versículo 4,
então os presidentes e os sátrapas procuravam achar ocasião contra Daniel a respeito do reino, ou seja, eles tentaram achar um defeito, alguma coisa que eles pudessem acusar Daniel,
é muito interessante porque a gente hoje estamos acostumados a políticos, as pessoas em posição de poder e às vezes até na igreja também, que você não precisa procurar defeitos,
esses defeitos aparecem, são defeitos meio que vêm a público, às vezes sem ninguém buscar, sem ninguém ficar fuçando ali para tentar achar alguma coisa,
na política é claro que tem muito desejo de um prejudicar o outro, mas muitas vezes os defeitos, os erros, as corrupções, os feitos desonestos aparecem até mesmo sem procurar muito,
mas aqui eles procuraram, eles realmente tiveram interesse em achar algum defeito por causa de ciúmes, eles não queriam que ele ocupasse essa posição,
e por que eles não queriam? Aqui não fala, mas na história, nas entrelinhas, existe, lógico, a inveja de um, existe, cada um quer ser mais do que o outro, então eles não queriam que Daniel ocupasse essa posição,
e também porque Daniel não era um deles, isso é muito significativo em qualquer situação, quando você não faz parte da turma, as pessoas até aceitam que um seja o chefe,
se ele faz parte da turma, se ele é do seu partido, se ele é do seu grupo, se ele é alguém que vai favorecer você depois, então as pessoas sentem essa complicidade e não tem tanto ciúme quando alguém é do grupo deles,
e representa o mesmo tipo de grupo, e um vai favorecer os outros, então eles sentiam ciúmes dele, inveja dele, porque ele não era do grupo, e talvez até porque ele era uma pessoa que não praticava corrupção,
então se tem um grupo que pratica coisas desonestas, e tem um que não pratica, é óbvio que os outros vão ficar com receio, e não querem que ele ocupe uma posição, porque ele pode mostrar e pode acusar os erros daqueles que são corruptos,
e tem um outro aspecto que eu acho que é pertinente, que quando eles acusam Daniel, eles falam assim "sabe aquele homem que é dos exilados e judá", então eles também consideravam Daniel como não fazendo parte,
ele não era um dos caudeus, ele provavelmente era o único hebreu, pelo menos aqui não fala mais dos três companheiros, então provavelmente ele era o único hebreu que fazia parte desse grupo no governo,
e eles tinham também o que é muito comum, essa discriminação, esse ódio mesmo de pessoas que fossem de outras raças, de outros grupos, de outras etnias, e também de outra religião,
então eles queriam achar uma ocasião, eles queriam achar uma base de acusação, eles queriam achar um meio de acusá-lo diante do rei para que ele não ocupasse essa posição,
então eles procuraram, e isso é talvez o testemunho mais eloquente que nós temos em todo o livro de Daniel a respeito do caráter de Daniel, e falamos sobre isso na última aula, eles procuraram achar ocasião ou culpa, mas não conseguiram achar,
e uma dessas palavras, acho que culpa tem a ver com corrupção, infidelidade, má gestão, eram palavras que eram usadas assim, eles não estavam tanto procurando, claro, eles talvez estivessem procurando algum defeito na vida pessoal,
mas aqui era realmente o testemunho de Daniel no governo, eles queriam achar alguma ocasião contra Daniel a respeito do reino, quer dizer, a respeito da sua função, do que ele fazia no governo,
então ele passou, talvez sem saber, ele passou por um exame minucioso, eles procuraram, eles cavaram, eles devem ter procurado pessoas que estavam perto dele, eles queriam achar algum defeito e não podiam achar ocasião ou corrupção alguma,
porque ele era fiel, ele era fiel, e isso até pensando no governo, já comentamos sobre isso também, que no versículo 2, a função de todos, principalmente desses três presidentes,
a quem os 120 governadores precisavam prestar contas, a função deles era proteger o rei, para que o rei não sofresse dano, então mesmo nesse sentido, Daniel não estava infringindo alguma lei,
ele não estava dizendo "bom, estou aqui, mas eu vou dar um jeitinho", o jeitinho foi inventado depois, mas ele não achava um jeito de burlar a lei, ele não achava um jeito de favorecer quem sabe o povo dele ou fazer qualquer coisa que fosse contra a lei, as normas que o rei tinha dado,
então ele era fiel, e não se achava nele vício, coisa errada, nenhuma infidelidade, nenhum aspecto em que ele tinha infringido a lei, então isso é um testemunho fantástico, quando seus inimigos não acham o que falar contra você é uma coisa fantástica.
Versículo 5 "Então estes homens disseram, nunca acharemos", eles devem ter ficado algum tempo buscando, "nunca acharemos ocasião alguma contra este Daniel, se não a procurarmos contra ele na lei do seu deus",
então eles chegaram à conclusão de que eles só achariam uma maneira de prejudicar, de acusar, de tirar Daniel do governo, se eles procurassem uma indisposição, uma incoerência entre a lei do deus dele e a lei do estado,
então eles queriam fazer algo que fosse pela lei, então eles foram procurar um meio legal, não um assassinato, não uma coisa ilegal, eles foram procurar um meio legal de tirar Daniel do caminho,
e eles acharam, eles descobriram, eles chegaram à conclusão de que somente se eles o atacassem por meio da sua fidelidade a deus, que também é um grande testemunho a respeito de Daniel,
porque eles não tinham provado Daniel dessa maneira antes, provavelmente nenhum deles era da época do capítulo 3, quando houve aquela estátua,
não sei se eles tinham alguma base para ter certeza, mas eles conheciam Daniel suficientemente para saber que não teria nenhum jeito a não ser fosse pela fé, pela lealdade dele a deus,
e eles tinham uma boa ideia de que Daniel não cederia, que eles fizeram esse plano de implantar uma lei, então eles queriam criar um choque entre a lei do estado, a lei do reino e a lei de Daniel,
ou seja, até então a vida de Daniel, e a gente não sabe desses detalhes, mas ele guardar o sábado, ou ele cumprir algum aspecto da lei dele,
começou no capítulo 1, que ele não ia quebrar as leis de alimentação, mas assim, até agora na verdade não tinha havido nenhum choque, Daniel não estava, pelo que a gente consegue entender,
Daniel não estava procurando implantar, transformar o reino da Babilônia, agora o reino da Pérsia, num reino obediente a Deus em todas as coisas, ele tinha dado muito testemunho de que Deus está acima dos reis, dos imperadores,
mas ele não, nós não temos nenhuma evidência, nenhum registro na Bíblia e nem de outros exemplos na Bíblia de pessoas que praticaram, que participaram de governos,
por exemplo, no livro de Esther, nós não temos nenhuma evidência de que lá Mordecai, Esther, que eles fizeram alguma campanha para transformar o reino da Pérsia num reino que seria como a teocracia,
como seria o governo de Deus sobre Israel, aparentemente eles não tinham essa visão de que eles tinham que impactar, que eles tinham que transformar, que eles tinham que declarar que Deus é soberano,
e eles tinham que viver de uma forma fiel a Deus, eles não podiam abrir mão da fidelidade deles a Deus, mas até este momento aparentemente não tinha um choque, a gente teve um choque no capítulo 3 em torno da adoração a Deus,
quem é que vai ser adorado em primeiro lugar, quem vai ser realmente adorado é Deus, nenhum outro, então aqui também a situação vem nessa questão, que é a quem Daniel vai adorar,
então eles fizeram um plano, versículo 6, esses presidentes e sátrapas foram juntos ao rei, é interessante, até eu vi que tem 3 vezes no versículo 6, depois no versículo 11,
são na nossa, pelo menos na minha tradução aqui, esses presidentes e sátrapas foram juntos ao rei, é interessante que essa palavra "foram juntos" é uma palavra que significa que eles foram meio que se aglomerando, foram formando um complô juntos,
eles apareceram todos juntos, é uma palavra que a gente não tem uma tradução muito boa para essa palavra, mas não foram só assim de acordo, até dar uma ideia assim que eles foram meio desordenadamente,
eles apareciam lá, queriam pressionar, queriam formar um grupo meio que se impondo ali, 3 vezes isso aparece na história, depois a gente vai chamar mais atenção para isso, mas eles foram juntos, que falam presidentes e sátrapas,
não sei se foram os 120 governadores de uma vez, mas sim, foi um grupo grande, eles foram juntos ao rei e disseram-lhe "ó rei Dario, vive para sempre, todos os presidentes do reino", quem consegue perceber que tem uma mentira aqui,
porque todos os presidentes do reino estavam faltando alguém nesse grupo, porque os presidentes do reino eram 3 e Daniel não estava presente, então todos os presidentes do reino não foram todos,
Dario caiu numa cilada, mas ele tinha pelo menos uma ou duas razões para não aceitar essa proposta deles, uma razão é que Daniel não estava junto, se ele colocava tanta confiança em Daniel, se ele tinha tanto respeito, admiração e confiança em Daniel,
por que Daniel não estava nesse grupo, mas a ideia deles, a maneira que eles colocaram é "todos os presidentes", então dava ideia sim de que Daniel estava de acordo com isso também, todos os presidentes do reino, os prefeitos, sátrapas, conselheiros, governadores, concordaram,
então aqui nós temos realmente uma situação, aconteceu isso, por exemplo no Livre de Ester, a ordem que o rei acabou dando de permitir que todos os judeus fossem mortos, não partiu do rei, então parece que eles aceitavam sugestões, aceitavam propostas que viessem de outras pessoas,
mas aqui tem algo interessante, por que pelo menos nas histórias de Babilônia nós não temos nada vindo de baixo, eram ordens que vinham de cima, o rei que ordenava, aqui não é o rei que inventou essa ideia, eles chegaram e falaram "nós todos concordamos, todos os prefeitos, todos os oficiais, todos os governadores, todos os presidentes, nós concordamos que o rei deveria baixar um decreto",
e não parecia ser um decreto de interesse deles, eles vieram assim, como uma forma de lisonjear o rei, de dar a ele assim, de aumentar o ego dele, de exaltá-lo, então eles vieram assim dizendo "olha, nós todos concordamos que o rei deveria baixar um decreto, fazer firme o interdito,
e qualquer que por espaço de 30 dias fizer uma petição a qualquer deus, ou a qualquer homem, e não a ti, o rei, seja lançado na cova dos leões, então aqui a gente percebe que como alguém que está em posição de autoridade pode escapar dessas ciladas,
ele não sabia o rei, não sabia qual era a intenção, eles vieram com uma motivação excusa, eles vieram com um desejo muito errado, mas eles colocaram de tal forma que parecia ser algo bom para o reino, bom para o rei, todo mundo tem que ser leal ao senhor,
todo mundo deveria, e nós vamos fazer um decreto, o senhor deve fazer um decreto para que durante 30 dias ninguém faça petição a outra pessoa, nós queremos que haja uma centralização, nós queremos que todo mundo respeite,
então o rei ficou assim, olha que coisa interessante, vamos sim, agora como que ele poderia ter escapado, como é que ele poderia não ter caído nessa cilada, se ele não tivesse tão cego por causa do próprio ego,
então nós vemos que o orgulho, o ego é aquilo que cega as pessoas, se ele estivesse pensando, mas por que todo mundo quer que faça, por que eles querem fazer um decreto assim, algo deveria ter feito acender uma luz vermelha,
tem alguma coisa estranha aqui, tem alguma coisa errada, e estou dizendo isso porque muitas vezes as pessoas são induzidas a acompanhar as pessoas que estão numa posição de poder,
eu sempre levo isso para o lado da igreja também, que quando um homem, uma mulher está numa posição de poder, de muita autoridade, os seguidores às vezes são muito culpados,
mas o líder também é, porque o líder não percebe essa iniciativa, não percebe essa direção de exaltação do homem, na exaltação do rei, esses homens seriam beneficiados, os líderes não percebem isso,
esses homens que foram ao rei, eles não tinham nenhum amor ao rei, eles não tinham nenhuma lealdade, eles não eram pessoas que estavam buscando o bem do rei e nem do reino,
eles estavam agindo querendo destruir a vida de alguém que eles achavam que estavam no caminho deles para impedir a ambição deles, então essa atitude que tem tanto entre os líderes quanto entre os seguidores,
os seguidores às vezes ficam massageando o ego da pessoa, ficam, você deve agir assim, você não pode aceitar isso e induzem a pessoa, mas a pessoa cede porque ela está querendo aquilo, ela aceita, ela tem prazer naquilo,
então são situações que a gente precisa aprender a discernir, então eles fizeram essa proposta, versículo 8, "agora o rei estabelece o interdito, assina a escritura, para que não seja mudada conforme a lei dos medos e dos persas que não se pode revogar",
por esta causa o rei Darius assinou a escritura e o interdito, ele caiu direitinho na cilada, e o versículo 10 vai ser assunto da próxima aula, mas eu vou ler assim só para pegar o contexto,
"ora quando Daniel soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa, no seu quarto em cima, onde estavam abertas as janelas para o lado de Jerusalém, três vezes no dia se punha de joelhos, orava e dava graças diante do seu deus, como também antes costumava fazer",
ou seja, ele não mudou nada, ele soube do que eles fizeram, foi avisado, ele tinha conhecimento desse decreto do rei, com certeza ele sabia porque eles fizeram isso e ele não mudou nada,
então nós temos aqui a fidelidade de Daniel sendo posto à prova e ele sendo totalmente aprovado, então nós vamos parar na história aqui, esse aqui é o contexto, é a história que nos é apresentada aqui,
e eu quero falar um pouquinho sobre perseguição, perseguição da igreja, isso é um assunto importante, não é um assunto tão agradável, quem quer ser perseguido, quem quer ter a bênção de ser perseguido,
eu vejo muitas pessoas às vezes brincando com aquele costume, hoje acho que, não sei se tem tanto, mas antigamente os evangélicos tinham muito a caixinha de promessas,
então às vezes, vamos ver o que Deus vai falar comigo hoje, e na caixinha de promessas sempre tem versículos, mas só versículos falando de bênçãos, de coisas boas que podem nos acontecer,
então se você quiser saber, Deus quer me repreender hoje, Deus está querendo me ensinar, Deus está querendo me purificar, Deus está querendo tirar atitudes erradas,
na caixinha de promessas, geralmente não vai aparecer nenhuma exortação, nenhuma correção, tem só coisas boas, mas tem promessas, nós temos aquela de segundo Timóteo 3, que fala que todos os que querem viver piadosamente ou de acordo com a vontade de Deus, sofrerão perseguição,
então é uma promessa, então eu quero falar um pouquinho sobre essa promessa da perseguição, porque é um assunto atual também, muitas pessoas estão vendo sinais, estão olhando para as circunstâncias do mundo,
circunstâncias, situações que já estão acontecendo, estão prevendo, olha, vem perseguição, tem pessoas que tem até recebido revelações, sonhos, visões, palavras, falando a respeito da perseguição que virá sobre a igreja,
então como esse aqui é uma perseguição, inclusive não é uma perseguição, é uma perseguição que vem do governo, envolveu, eles conseguiram passar uma lei para impedir qualquer pessoa de adorar a outro Deus, como Daniel fazia ao seu Deus,
mas é uma perseguição que partiu de companheiros, a origem da perseguição não foi propriamente de cima, então é algo que pode nos ajudar a pensar sobre a perseguição, então eu quero falar aqui algumas coisas que são importantes,
eu vou começar, vou ler alguns textos, talvez algumas eu faça mais referência, mas eu quero ler alguns textos sobre perseguição, para a gente entender um pouco o contexto, porque eu vejo muita gente já começando a falar sobre perseguição,
e eu acho que é importante a gente ter uma visão bíblica, uma visão realmente equilibrada do que é, de porque, até o título do nosso estudo hoje é assim, porque Daniel foi perseguido, eu acho importante considerar isso,
lembrando que cada pessoa, cada situação, cada geração enfrenta um desafio peculiar, então Daniel viveu numa situação, nossas circunstâncias hoje são diferentes, a gente pode traçar alguns paralelos,
mas é evidente, o meu coração está aqui compartilhando algumas coisas que a gente pode ver nas escrituras, mas ao mesmo tempo perguntando, Deus, como nós podemos aplicar isso para o nosso tempo?
Nós precisamos entender como que esses princípios, como que esses exemplos podem ser aplicados em nossa geração, isso não é muito simples, porque são circunstâncias diferentes, então vamos só lendo alguns textos e procurando entender qual é o que nós podemos aprender sobre isso.
O primeiro texto que eu quero ler é nas bem-aventuranças de Mateus 5, então ele deu várias, Jesus falou de várias bem-aventuranças e quando chega Mateus 5, versículo 10, ele falou dos pobres de espírito, dos que choram, dos mansos,
dos que têm fome, sede, justiça, dos misericordiosos, dos puros de coração, e lembra, já olhando aqui na minha listinha aqui no flipchart, o primeiro ponto é que, eu acho que todo o meu contexto, nosso contexto de Daniel e aqui nas bem-aventuranças nós vemos também,
é que antes de pensar em perseguição, é claro que a perseguição não vai esperar, quando chegar a hora de perseguição vai ter perseguição, mas para nós, o importante, antes que venha a perseguição, que nós aprendamos com Daniel a ter um espírito excelente.
Só voltando uma folha aqui para a nossa aula passada, a gente colocou essas qualidades de Daniel para mostrar que Daniel, ele tinha um espírito excelente, isso que são algumas características que a gente consegue colher de todas as histórias sobre Daniel,
é que ele tinha um testemunho impecável, ele era uma pessoa pura, ele era uma pessoa equilibrada, uma pessoa humilde, uma pessoa corajosa, ele tinha empatia, ele era fiel, ele era servo, ele não trabalhava para objetivos egoístas, ele não tinha corrupção, ele era dedicado, ele era leal.
Então essas são qualidades que se nós quisermos dar testemunho de Deus, a pessoa que está em evidência, e na verdade é para toda a igreja ser uma testemunha de Deus.
Aqui mesmo em Mateus 5 ele fala que nós, no versículo 14, vós sois a luz do mundo, então é para a gente ser uma luz, é para a gente ser um exemplo, então antes das bem-aventuranças aqui no versículo 8, ele fala dos puros de coração, dos pacificadores, dos misericordiosos, dos mansos,
então esse é o nosso testemunho, e aí ele chega no versículo Mateus 5, versículo 10, e ele fala "bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça", então a perseguição necessariamente, então esse é talvez o ponto mais forte que eu quero colocar nesta manhã,
é que a perseguição virá, toda a história do plano de Deus vem desde o início com o confronto entre a serpente, a descendência da serpente e a semente da mulher, então existe um conflito desde o início, Babilônia e Jerusalém,
nós temos esse conflito continuamente durante toda a Bíblia, e vai chegar a um confronto final, vai ter um grande confronto, não vai ser brincadeira, não vai ser uma coisa tranquila, não vai ser assim, pessoas nos respeitando, nos aceitando, não, vai ter uma grande inimidade,
e à medida que depois a gente prosseguir no livro de Daniel, ele tem várias visões e revelações nos últimos capítulos que vão mostrar o anticristo, que vão mostrar toda a força e a ira do inimigo contra o povo de Deus,
então a perseguição vem, mas a perseguição, para glorificar a Deus, para cumprir o propósito de Deus, a perseguição precisa encontrar uma igreja pura, uma igreja que não vai ser perseguida por motivos errados,
então eu coloquei aqui na nossa listinha de hoje a perseguição da igreja, não pode ser, não deve ser, por mau testemunho, então Jesus fala, "bem-aventurados os puros de coração", versículo 9, "bem-aventurados os pacificadores", então versículo 10,
e aqui eu quero chamar a atenção, por exemplo, se você olhar a oração do Pai Nosso, ele fala sobre, tem vários elementos nessa oração, mas depois que ele ensina, aqui em Mateus 6,
depois que ele ensina a oração, o modelo de oração, que ele falou sobre, tem vários aspectos que você pode estudar um por um, é muito importante essa oração que Jesus ensinou,
mas depois ele comenta, o próprio Jesus, ele chama a atenção a um dos aspectos da oração, você sabe qual é? Um dos aspectos, não que os outros não fosse importantes,
mas um dos elementos, uma das lições que ele ensinou na oração, ele chama a atenção, depois de falar sobre "vem o teu reino", "seja feita a tua vontade", "o pão nosso" e tal, ele chama a atenção para o aspecto do perdão,
depois que ele ensina, Mateus 6, versículos 9 a 13, ele ensina a oração, e no versículo 14, ele fala sobre o perdão, ele chama a atenção especial,
então quando as Escrituras fazem isso, quando o Espírito Santo chama a atenção, quando o próprio Jesus chama a atenção, é porque é algo muito importante,
e nas bem-aventuranças, então no capítulo 5, no versículo 10, a última bem-aventurança é "bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça",
não por outra causa, porque deles é o reino dos céus, e aí no versículo 11, ele vai dar um reforço nessa bem-aventurança, ou seja, de todas as bem-aventuranças, ele escolheu uma para dar um reforço,
e na verdade, ele dá mais dois versículos falando sobre esse assunto de perseguição, versículo 11, "bem-aventurados, felizes, abençoados, bem-aventurados sois vós,
quando vos injuriarem, e perseguirem, e mentindo", é importante que seja mentira, porque se eles nos acusarem falando a verdade, isso é uma vergonha,
"mas mentindo disserem todo o mal contra vós por minha causa, regozijai-vos, alegrai-vos, porque grande é o vosso galardão nos céus, pois assim perseguiram aos profetas que foram antes de vós",
e aí ele continua falando sobre sal, sobre a luz, que a nossa luz deve resplandecer, então eu quero agora falar sobre um aspecto do nosso testemunho,
e na aula passada nós mostramos Daniel como ele dava bom testemunho, e agora eu quero ir para a primeira epístola, eu acho que eu vou para Romanos 12 primeiro, vamos primeiro para Romanos 12,
e eu quero ler em Romanos 12, depois em primeira Pedro, e eu quero mostrar, antes de focar mais na perseguição, vamos ver o que as Escrituras falam a respeito do nosso testemunho,
muitos talvez já perceberam ou leram ou ouviram que nas epístolas de Paulo, várias epístolas, várias cartas dele, na primeira parte ele fala sobre o que nós chamamos de doutrina,
ele fala sobre, Romanos por exemplo, dá uma exposição tremenda sobre salvação pela fé, lei, graça, outras epístolas falam sobre outros aspectos da nossa vida em Cristo,
então ele fala sobre aspectos mais abrangentes, mais doutrinários, não doutrina no sentido de isso você pode fazer, isso você não pode fazer, doutrina na Bíblia é um ensinamento,
o que talvez poderíamos chamar até de teologia, é um ensino sobre Deus, é um ensino como o que é a igreja, ensino sobre a nossa salvação, e depois no final das cartas, Paulo sempre fala sobre aspectos práticos,
então Romanos 12 é o primeiro capítulo da carta que ele muda o foco, em vez de falar sobre esses aspectos da nossa fé, ele fala sobre práticas e começa falando sobre oferecer o nosso corpo como sacrifício vivo,
mas eu vou ler a partir do versículo 9, Romanos 12, versículo 9, eu não posso parar em outros aspectos, mas eu vou ler esse trecho para entender um pouquinho sobre o que é realmente o nosso testemunho,
se a gente falar de perseguição sem essa base, nós vamos perder totalmente o foco, e eu creio, só o Espírito Santo pode aplicar isso, eu confesso que tem muitos aspectos hoje já acontecendo na nossa, no nosso país, em outros países,
e às vezes as pessoas começam a falar sobre perseguição, e eu acho importante que a gente tenha essa base, se nós não tivermos essa base da nossa vida, do nosso testemunho,
eu creio que falar sobre perseguição é como eu falei, a perseguição não vai esperar, uma hora a perseguição vem, eu só espero que a gente não esteja despreparado, porque antes da perseguição, nós precisamos ter um testemunho como Daniel,
eu não sei se faz algum sentido, mas pensando na vida de Daniel no cativeiro, já mostrei que esse capítulo 6, que estamos estudando agora, é o último capítulo de narrativa,
e é uma história quando ele já era velhinho, a gente pensa numa pessoa de 80, quase 90 anos, como uma pessoa que nem teria vitalidade, força, mas eu acho que Daniel tinha muito boa saúde, estava bem,
mas ele era uma pessoa já de idade, e durante a vida anterior, durante todo o que nós sabemos a respeito dele, ele não foi perseguido, a perseguição veio neste momento,
então isso pode ter alguma chave para mostrar que primeiro nós temos que viver um testemunho, nós precisamos desse testemunho que fala aqui, então vamos só ler esse texto, eu vou chamar a atenção só alguns aspectos, mas tem muita coisa aqui para a gente analisar,
Romanos 12 e 9, o amor seja não fingido, então o que tem que caracterizar a nossa vida é o amor, aborrece o mal, eu falei na última aula que o bom testemunho, o caráter, o espirito excelente, não é uma coisa inatingiva,
estou dizendo que a gente consegue isso por nós, mas estou dizendo que não é para a gente considerar isso como algo impossível, para Deus é possível, e a gente que não tem colocado isso como prioridade, nós temos colocado como prioridade às vezes outras coisas,
e a igreja precisa, houve um tempo, a gente sempre pensa de igrejas que eu mesmo foi criado assim dentro de um regime de costumes muito forte, não podia ser igual ao mundo, não podia ter televisão, não podia ter uma série de coisas,
hoje a gente tem muito mais liberalidade sobre essas coisas, as roupas que nós usamos, se vai em cinema ou não, se vai em festa ou não, se houve músicas que não são da igreja ou não,
muita coisa que antes a igreja tinha como regra e não estou dizendo que a gente deve voltar para isso, mas estou dizendo que hoje não tem, eu estou falando de maneira geral, não tem uma preocupação em que tipo de testemunho nós estamos dando,
que tipo de vida nós temos, nós não somos do mundo, não naquele sentido que muitas vezes antigamente nós éramos os cristãos, eram pessoas, e eu sempre lembro de uma conversa quando eu era bem adolescente,
tinha umas pessoas não cristãs ou pelo menos não faziam parte da igreja, hoje eu tenho um entendimento que a gente não pode dizer que porque alguém não é da igreja ela não é convertida, eu não sei quem é convertido,
mas tinha umas pessoas, eu estava numa rodinha de pessoas que não tinham pelo menos uma fé professa em Jesus e eles estavam falando de algum assunto e olharam para mim e falaram assim "é, mas ele não quer fazer isso porque ele quer ir para o céu",
e aquilo assim eu nunca esqueci, era o tipo de uma vergonha, eu nem lembro o assunto, mas era algo que eles sabiam que eu não ia participar dentro dessas regras,
e hoje as pessoas cristãs geralmente participam, participam de festas, participam de situações que antes a igreja não participava, e de certa forma isso não tem problema porque Jesus ia em festas,
mas a questão é como é a nossa vida naqueles lugares, então o amor seja não fingido, aborrecer o mal, apegar-vos ao bem, e aí ele fala de novo sobre o amor no versículo 10,
"amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros", lembre que Jesus falou "todos vão conhecer se vocês amarem uns aos outros",
então é nosso testemunho coletivo, não é só a minha vida individual, a igreja precisa ter um testemunho de que nós realmente amamos uns aos outros,
a igreja primitiva em Roma, em outros lugares onde tinha perseguição, as pessoas sabiam que a igreja se amava, que a igreja ajudava as famílias necessitadas,
tinha um testemunho diante das pessoas de fora de que a igreja realmente se amava,
o versículo 11 "não sejais vagarosos no cuidado", não sejamos relaxados, demora para tomar uma ação, não, que sejamos fervorosos no Espírito,
"servindo ao Senhor, alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração",
então aqui já está falando de tribulação, vai ter perseguição, vai ter outras tribulações também,
13 "partilhai com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade", e olha aqui, esse aqui tem um versículo que Jesus também ensinou,
eu não fui adiante em Mateus 5, mas ele também fala isso no sermão do monte, versículo 14 "abençoai aos que vos perseguem",
será que a gente vê muito isso hoje? Será que a gente vê em redes sociais ou líderes de igrejas que estão sendo caluneados, que estão sendo atacados,
às vezes até tem brigas entre líderes cristãos que vem a público, um fazendo um vídeo contra o outro, isso é público, qualquer pessoa assiste,
enfim, nosso testemunho de amor e nosso testemunho de como nós reagimos à perseguição, me parece que não está nesse nível aqui,
"abençoai aos que vos perseguem", "abençoai e não amaldissoéis", amaldissoar tem muito a ver com o tipo de linguagem, o tipo de atitude que nós usamos,
nós estamos muitas vezes nos envolvendo em situações políticas, em situações de outras coisas que tem muita coisa acontecendo,
como que a gente deve tratar essa pandemia, tem tantas e tantas coisas que estão vindo a público e às vezes nós como cristãos estamos participando dessa briga,
às vezes usando termos pejorativos, usando linguagem a respeito daqueles que pensam diferente, talvez a respeito de pessoas que divergem de nós na doutrina,
enfim, ele fala que é para abençoar, não é para amaldissoar, e amaldissoar é qualquer palavra negativa, qualquer palavra que indica que nós queremos que a pessoa seja conhecida como alguém que não tem a verdade,
é uma maneira muito odiosa muitas vezes de falar, versículo 15, "alegrai-vos com o que se alegram e chorai com os que choram", versículo 16, "sede unânimes",
então ele volta a falar como que deve ser a nossa vida, "sede unânimes entre vós, não ambicioneis as coisas altivas", como que isso está acontecendo na nossa vida, na igreja hoje,
"acomodai-vos as humildes, não sejais sábios", olha essa palavra aqui, "não sejais sábios em vós mesmos", tem tanta gente sábia, tem tanta gente falando nas redes, tem tanta gente colocando "eu sei, é isso aqui, deve ser feito assim",
eu não estou dizendo que a gente não deve falar aquilo que é verdadeiro, ajudar as outras pessoas a saber, é difícil fazer essas distinções, mas isso aqui é uma questão de atitude,
nós podemos falar as coisas, mas com uma atitude que não afasta as pessoas, que não cria polarizações, que não cria inimizades, como o mundo está precisando disso, como nós precisamos dar um testemunho individual e coletivo,
Deus está procurando um remanescente como Daniel, que vai poder brilhar, vai ser perseguido sim, mas antes da perseguição, que Deus nos ajude a passar pela purificação.
Versículo 17, "a ninguém", gente, se isso aqui fosse, ele falou, já falou várias vezes, não é para retribuir, não é para amaldiçoar quem está nos amaldiçoando, aqui ele fala assim, "a ninguém torneis mal por mal", alguém faz mal, a gente faz mal de volta, não!
E aí ele fala, essa frase aqui, a minha fala assim, procurar as coisas honestas, mas outras traduções falam, procurar sempre fazer o que é melhor aos olhos dos outros, é claro que nem tudo que nós fazemos para honrar nosso Deus vai ser aprovado pelos outros,
mas eu estou fazendo questão de mostrar isso aqui porque Daniel era uma pessoa que caía na graça das pessoas, as pessoas admiravam, veio o momento do ciúme, veio o momento da inveja, da perseguição,
mas essa é a atenção na perseguição, "a ninguém torneis mal por mal", procurar o bem, o que é honrado, o que é respeitado, a igreja deveria não ceder nos pontos em que nós sabemos que Deus quer que nós sejamos fiéis, nas nossas convicções,
existem situações, existem causas hoje que são muito identificadas com a igreja, mas como nós devemos apresentar isso?
A minha grande preocupação, é claro que vamos usar o exemplo do aborto que é uma das grandes causas hoje que envolve a igreja e o resto da sociedade, os governos e tal, então o mundo sabe que a igreja é contra o aborto e com razão, isso é uma causa muito boa,
mas será que a sociedade, será que o mundo consegue ver a igreja como aqueles que procuram fazer o bem para todos e não só para nós mesmos?
Então não é uma questão de deixar de lado as nossas convicções e de defender e de buscar, se possível, pessoalmente eu não tenho como acho que Daniel não tinha, como acho que os apóstolos não tinham, eles não tinham a expectativa de que a justiça fosse implantada na terra através de governos,
a igreja já participou de coisas assim no passado e foi muito bom contra a escravidão por exemplo, a igreja teve uma participação nisso, mas como eu falei nós precisamos entender em que época nós estamos vivendo,
a igreja vai continuar defendendo causas justas, causas corretas, tem várias causas que estão em evidência hoje, mas o que eu quero chamar a atenção é, antes de sermos vistos como pessoas que defendem certas coisas que são impopulares na sociedade hoje,
aqui ele está dizendo, gente, romanos, essa carta aos romanos foi escrita numa época que o governo era terrível, não era um contexto favorável para os cristãos e esse ponto muita gente está analisando isso e eu concordo,
nós no mundo ocidental, nós temos vivido por um tempo, Deus tem dado um tempo já, já faz tempo que, não em todas as coisas, mas o cristianismo foi muito forte na Europa ocidental, nas Américas, o cristianismo influenciou muito,
nós temos vivido em sociedades que estamos mais acostumados a ter leis que estão mais de acordo com aquilo que a gente crê, mas a maior parte da história e a maior parte do mundo hoje não vive em sociedades assim,
se você pensar nos países comunistas, mesmo alguns países que já foram comunistas, nos países islâmicos, os cristãos ali vivem em governos que não, os cristãos ali eles não oram para que passem uma lei contra o aborto, às vezes até pelo regime do país, às vezes até não permite certas coisas,
mas eles não, assim, existem, o que eu quero dizer é que existem países e houve muitas épocas na história em que a igreja não tinha essa possibilidade, quando tem possibilidade nós devemos, nós somos a favor da moralidade, das leis de Deus,
mas o que eu quero dizer é virar um tempo, muita gente tem previsto isso, a Bíblia prevê, em que Babilônia, o sistema de Babilônia vai controlar cada vez mais os governos, a sociedade e nós vamos viver em sistemas hostis às leis de Deus,
e o que eu quero colocar é, mesmo nesses contextos, Paulo está dizendo, e ele vai continuar, nós não temos tempo de ler tudo, mas no capítulo 13 que dá sequência nesse assunto, ele manda obedecer às autoridades, sendo que eram autoridades contrários a Deus, claro que eles não iam obedecer quando mandava não adorar a Deus,
mas ele falava assim, procurai, ele falou assim, é para vocês viverem dentro do possível, abençoando as pessoas, até abençoando os governantes, que são contrários, a ninguém torneis mal por mal, procurai o bem, o honrado, o respeitoso, aquilo que é melhor, perante todos os homens,
nós precisamos nos empenhar em abençoar a sociedade em que a gente vive, e eu tenho visto sinais um pouco preocupantes, quando a igreja não entende essa tensão, precisamos manter nossas convicções,
precisamos viver, não é porque o governo permite o aborto que nós vamos praticar o aborto, por exemplo, nós vamos, claro, nós vamos deixar claro e nós vamos fazer nossa parte para que não haja isso na nossa sociedade,
mas nós precisamos ser vistos pelas pessoas como aqueles que buscam o bem de todos, nós não somos aqueles que só beneficiam uma parte, ele fala assim, procurai as coisas perante todas, as coisas honestas, as coisas boas, as coisas honradas, perante todos os homens,
e olha só, versículo 18, se for possível, quanto depende de vós, tende paz com todos os homens, então eu estou querendo dar uma visão daquilo que precisa fazer parte do nosso DNA, da nossa base diante de Deus,
a perseguição vem, mas que ela venha não por causa de mau testemunho, mas que ela venha porque nós somos fiéis a Deus, e nem só por causa de alguma causa, isso tem me preocupado muito, às vezes uma causa acaba tomando toda a nossa tensão e nós deixamos de nos preocupar com essas coisas,
de como nós devemos viver em paz, não é deixar, não é transigir, não é a gente que fala assim, não, eu vou aceitar, eu quero ficar bem diante de todo mundo, um político que acaba contribuindo até para uma coisa ruim, não, quem é de Deus precisa ter posições firmes,
Daniel era intransigente em relação a sua fé em Deus, mas ele era uma pessoa que vivia bem, ele procurava fazer aquilo que era correto, se for possível, quanto depende de vós, tende paz com todos os homens, não,
Versículo 19, "Não vos vingueis a vós mesmos, dá-lugar à ira, deixa outra pessoa ficar irado, eu não vou entrar nisso, pois está escrito, minha é a vingança, eu retribuirei, diz o Senhor."
Versículo 20, "Portanto se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer, se tiver sede, dá-lhe de beber, fazendo isso a montuarás braços de fogo sobre a sua cabeça." E é claro, a motivação não é montar braços de fogo,
ele está dizendo assim, se a pessoa não ceder, se a pessoa continuar perseguindo, você não deu motivo para isso, agora nosso desejo é ganhar, nosso desejo é conquistar.
Versículo 21, "Não te deixes vencer do mal, mas vença o mal com o bem." Agora rapidinho para primeira Pedro, já falamos sobre vários aspectos aqui, mas eu só queria mostrar que em primeira Pedro é uma carta que foi escrita depois, de Romanos, acho que bem depois,
e tinha perseguição, então Pedro fala, eu só quero mostrar assim, três vezes nessa carta curta, três vezes Pedro adverte os cristãos, os discípulos de Jesus, ele fala "cuidado para vocês não serem perseguidos pelos motivos errados."
Olha só, só vou passar rapidinho por isso, primeira Pedro 2, versículo 18, "Vos servos, sujeitavos com todo o temor aos vossos senhores." Isso aqui é escravidão, quem é escravo, ainda existia isso, sujeitavos com todo o temor aos vossos senhores, não somente aos bons e moderados, mas também aos maus, então isso nos dá um princípio,
a gente tem que servir, a gente tem que obedecer, um escravo tinha que se sujeitar ao Senhor dele mesmo quando o Senhor dele estava fazendo coisas erradas, não colaborando com a coisa errada, mas ele não podia deixar de dar o respeito e a obediência por causa disso.
Versículo 19, "Por isso é agradável que alguém, por causa da consciência para com Deus, suporte tristezas, padecendo injustamente." Versículo 20, "Mas que glória é essa, se pecando e sendo esbofeteados por isso suportar isso com paciência?"
Se você faz uma coisa errada e se sujeitar a uma penalidade, a uma prisão, sei lá, uma multa e faz isso com paciência, mas você estava errado, tem gente que é capaz de levar uma multa e ainda brigar com o policial que deu a multa.
Às vezes a pessoa erra e ainda fica brigando, se justificando. E eu falei assim, que glória é essa se você não fizer isso, se você aceitar com paciência? Isso não é glória nenhuma se você estava errado.
Agora, se porém fazendo, ou bem, sois afligidos, suportais com paciência, isto é agradável a Deus. Então, isso é um, nós vamos ver que são três vezes.
Capítulo 3, versículo 8, mais ou menos no mesmo sentido de Romanos 12, ele fala "sede todos de um mesmo sentimento, compassivos, cheios de amor fraternal, misericordiosos, humildes." Veja como os apóstolos enfatizavam o nosso testemunho.
Não era assim, eu brigo pela verdade, eu defendo a verdade, eu combato quem pensa errado. Não, não era esse espírito. Nós damos testemunho à verdade, nós praticamos as nossas convicções, nós não devemos abrir mão daquilo que é certo.
Se temos alguma oportunidade de influenciar, seja o nosso ambiente de trabalho, seja algum tipo de governo, se nós temos alguma oportunidade de testemunhar, de influenciar, de impactar para o bem, ótimo.
Mas o papel da igreja é ter o mesmo sentimento, ser compassivo, amor fraternal, misericórdia, humilde. Versículo 9, "não pagar mal por mal, nem injúria por injúria.
Pelo contrário, bem-dizei, porque para isto fosse chamados." Nós fomos chamados, não, eu sei que existe uma mensagem profética e que homens e mulheres de Deus vão, vai chegar o momento em que vão até falar de juízo vindouro.
Mas a mensagem da igreja, a vida da igreja, o nosso papel, enquanto não tivermos uma palavra muito clara, muito forte assim, vem um juízo, um chamamento de um profeta, pode ser de algo até coletivo, de várias pessoas sendo levantadas para proclamar isso.
Mas isso só será possível se nós tivermos esse fundamento e a nossa vida, o nosso testemunho precisa ser um testemunho de compaixão, de amor fraternal, de misericórdia, de humildade, de não pagar mal por mal.
Se nós começarmos a defender, eu até não chamei a atenção a isso, mas no final do texto de Romanos 12 ele falou assim, não entre em vingança, não defenda a si mesmo, não precisa fazer isso.
Deus é quem defende, eu preciso defender a verdade, eu não preciso defender o meu nome, eu não preciso lutar por minha posição, eu não preciso me agarrar a alguma posição, alguma reputação, alguma coisa nesse sentido.
Então ele fala que é para a gente abençoar. Versículo 13, vou ter que pular um pouquinho aqui, quem é que vos fará mal se for de zelosos do bem? Bom, essa pergunta inicialmente falou assim, então se você fizer o bem, ninguém vai fazer o mal.
Não, não é bem assim, o próximo versículo, o versículo 14 já fala, ainda que venhais a padecer por causa da justiça, bem-aventurado sois. Então, mas primeiro nós temos que garantir, nós temos que trabalhar, a igreja precisa focar em ter um bom testemunho, em amar, em abençoar.
E ele começa dizendo, olha, Paulo falou isso em Romanos 13 também, você não precisa temer o Estado, o Estado é um instrumento que defende o certo.
Agora, claro, vai ter momentos em que o Estado, como Daniel viu, o Estado vai ceder ao desejo maligno de certas pessoas e vai, o Estado vai passar leis. Eu creio que isso vai acontecer. O sistema do mal, o sistema, quando realmente isso for acontecendo mais e mais forte,
o governo, o Estado com certeza vai começar a passar leis que vão contradizer, que vão confrontar a lei de Deus e nessa hora nós vamos ter que tomar a posição.
Mas a nossa posição inicial e a nossa posição, nossa preocupação inicial é, se nós estamos fazendo o bem, será que as pessoas vão ser contra nós? Eu não vou ter tempo agora, mas eu vou citar, acho que vocês conhecem a história.
Eu vou falar de três pessoas na Bíblia além de Daniel. Daniel é um exemplo disso. Eu quero citar esses exemplos que foram três pessoas que o testemunho de Deus na vida dessas pessoas atraía as pessoas, não afastava.
O primeiro exemplo é José do Egito. Você pode ler lá em Gênesis 39, depois que José foi vendido pelos seus irmãos para o Egito, ele alcançou graça na casa de Potifar, um egípcio, um cara que pegou ele como escravo, não tinha nenhuma simpatia para esse hebreu que veio da terra da Palestina.
Então ele alcançou graça, ele alcançou também depois que ele foi jogado na prisão, ele alcançou graça com o chefe dos prisioneiros.
Então José, a Bíblia fala que o senhor estava com ele e que as pessoas colocavam confiança, eram atraídas, ele foi perseguido também pela esposa de Potifar, mas não por nenhum erro dele. Então José atraía as pessoas, mas chegou o momento em que ele foi punido injustamente.
Então José é o primeiro exemplo. Um outro exemplo é o rei Davi. Davi foi ungido, foi para a corte de Saúl, 1º Samuel 18 especialmente, vai mostrar que a presença de Deus estava com Davi.
E todo mundo era atraído, todo mundo sentia, então o que eu quero mostrar é que a presença de Deus, o testemunho de Deus não nos torna inicialmente antipáticos para o mundo.
Muitas pessoas são atraídas, as pessoas gostam de ver aquilo que é algo maravilhoso, só que também no caso de Davi, Saúl ficou com ciúme e começou a persegui-lo injustamente.
Então é um outro exemplo desse princípio. E a terceira pessoa é o próprio Jesus. Em Lucas 2 fala que Jesus crescia em graça e todo mundo sentia atração a ele com 12 anos.
Todo mundo queria ouvi-lo e depois ele continuou crescendo e nós não temos muitos detalhes da vida de Jesus antes de ele começar o ministério, mas Lucas 2 fala isso, que ele crescia em graça diante dos homens.
E tem vários exemplos disso, nós podemos citar Ruth, Esther, as pessoas que estão cheias da presença de Deus, infelizmente nem todas as pessoas mesmo na Bíblia demonstravam essa graça, mas quando tem a graça de Deus ela atrai, ela não afasta.
O crente não precisa ser antipático para dar um bom testemunho, para defender a verdade. Agora Jesus também foi duramente perseguido, foi levado à morte porque os sacerdotes, os líderes religiosos ficaram com ciúmes dele.
Esses são três exemplos, se você ler os versículos você percebe isso com mais clareza. Bom, então continuando aqui em 1 Pedro 3.
Se vocês forem zelosos de fazer o bem, quem vos fará mal? Mas pode vir a padecer por causa da justiça, nesse caso vocês são bem-aventurados.
Não tem mais, versículo 14, as suas ameaças não vos turbês, antes de santificar a Cristo com o Senhor em vossos corações.
Está aí preparados para responder com mansidão. Nós não estamos, eu vejo algumas pessoas, minha intenção não é criticar, mas infelizmente nós temos referências hoje de líderes religiosos que eles veem a público às vezes de falar de coisas que eles acham que estão erradas.
E exalam ódio, exalam palavras pejorativas, não é esse espírito que nós queremos.
Vocês têm que estar preparados para responder com mansidão e temor, temor diante de Deus a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós.
E olha o versículo 16, muito importante, tende uma boa consciência para que naquilo que falam mal de vós, como de malfeitores, fiquem confundidos os que blasfemam do vosso bom procedimento.
Então ele está dizendo assim, as pessoas vão começar a falar mal, mas essas pessoas devem ficar confundidas porque não é verdade o que eles falam.
Então é muito importante, tende uma boa consciência, se alguém fala mal, que seja mentira e não verdade.
Versículo 17, melhor que padeçais fazendo o bem, se a vontade de Deus assim o quer, do que fazendo o mal.
Então a segunda vez na carta que Pedro fala sobre isso, a terceira vez no capítulo 4, versículo 12, amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse.
Mas alegrai-vos no fato de ser participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozigeis e alegreis.
Então está dizendo, não é para estranhar, as tribulações vêm, Jesus prometeu, as cartas prometem, Jesus falou em Mateus 24, naquele discurso do Monte das Oliveiras, ele falou assim, vocês vão ser odiados por minha causa, vocês vão ser odiados.
Mas então isso vai acontecer, versículo 14, mas se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, pois sobre vós repousa o Espírito da glória de Deus.
Versículo 15, de novo ele fala, porque é muito sério isso, que nenhum de vós padeça, olha que pecados que ele coloca que a gente possa padecer, como homicida ou ladrão, mas malfeitor, malfeitor é alguém que pode caluniar, é alguém que pode se envolver em aspectos que não cabem ao testemunho de um servo de Deus.
Tem muitas causas, mesmo essas causas assim, de partidarismo político, isso não cabe para o cristão, porque todo partidarismo favorece um sistema de governo que não é o governo de Deus.
Então nós devemos nos envolver, devemos deixar público que nós somos contra o aborto, que nós somos a favor do testemunho de Deus na nossa vida, na sociedade, mas nós não fomos chamados para apoiar, para fundamentar, para seu suporte de um governo humano.
Mesmo porque isso envolve, mesmo que você tente não fazer parte, você é identificado com um lado que fala mal do outro, então não é para a gente sofrer como malfeitor, e olha só a última coisa, como quem se intermete em negócios alheios.
Então três vezes Pedro fala na sua carta, porque a perseguição vem, mas é muito importante que a perseguição não seja por causa de mau testemunho.
Eu tenho colocado, talvez a gente fale um pouco mais sobre isso na próxima aula, mas eu só quero colocar esses outros pontos, a gente tem citado algumas delas já, são princípios para a gente aprender com o Daniel sobre a perseguição nos últimos tempos.
Não deve ser por mau testemunho, como eu falei, esse é o meu foco principal hoje, a perseguição deve ser por causa da nossa fidelidade a Deus, nós não devemos ser perseguidos porque a gente estava defendendo, como eu falei, um partido, um governo, uma coisa que não seja identificada com a causa de Cristo.
O que é que pegou com o Daniel? A fidelidade dele a Deus, então Jesus fala assim, "bem-aventurados quando vocês são perseguidos por causa do meu nome, quando vocês forem odiados pelo meu nome".
Como nós vimos, o bom testemunho atrai as pessoas, não afasta, porém o bom testemunho e a posição em favor do verdadeiro culto a Deus vai causar ciúmes.
Então é essa tensão que a gente precisa entender, vai haver ciúmes, vai haver um combate, esses ciúmes vai trazer envolvimento do Estado, porque as pessoas que têm esses ciúmes, como aquele grupo lá em Daniel 6, eles vão pressionar o Estado para criar leis contrários à nossa fé.
Agora eu quero diferenciar, eu tenho lembrado, às vezes assim, quando eu era garoto, quando eu era bem novo, eu lembro que o Brasil passou uma lei autorizando, oficializando o divórcio.
Essa lei é contrária àquilo que Deus ordena, Deus não é a favor do divórcio, mas essa lei, ela não nos impede de servir a Deus, ela não nos impede de viver com fidelidade e de não quebrar as nossas alianças.
Então eu acho importante a gente entender a diferença, o cristão ele seria contra uma lei que permite, facilita e torna muito fácil o divórcio, o cristão ele não vai defender isso, isso não é nossa causa.
E se possível, dependendo da situação, nós devemos ser contra, contra a lei que permite o aborto, mas nós precisamos fazer a distinção porque essas leis não nos impedem de servir a Deus.
E não nos impedem de manter as nossas alianças, de não praticar o aborto, de não tolerar na nossa vida, de não aprovar na nossa vida, no nosso meio, outras leis sobre identidade de gênero e outras coisas mais.
Essas leis, claro, se nós pudermos impactar a sociedade, se nós pudermos ajudar a sociedade a barrar esses avanços, nós queremos fazer isso, mas o que eu quero dizer, a perseguição, pelo que eu entendo,
a perseguição, ela deve ser por causa do nosso culto, da nossa adoração a Deus. Aquilo que não impede a nossa fidelidade, a nossa adoração a Deus, nós não aprovamos aquelas coisas, mas não são coisas que vão nos impedir de ser misericordiosos na sociedade, demonstrar amor.
Nós vamos continuar vivendo até que haja realmente um confronto com nosso culto a Deus. Então, os ciúmes vão provocar envolvimento do Estado. Isso vai acontecer.
Vai haver leis, eu creio, que o sistema do anticristo, o sistema babilônico vai cada vez mais incitar. E isso não é tão evidente em Daniel 6, mas nós vamos ver nos outros capítulos de Daniel como o anticristo,
como o satanás que está por trás do anticristo, ele tem ira contra a igreja. E futuramente a gente pode até olhar em Apocalipse 12, que fala da mulher gloriosa e o dragão, que é satanás, ele tinha ira, ele tinha raiva, ele queria devorar a criança que estava para nascer da igreja.
Então, vai haver ira, vai haver combate, vai haver uma oposição. Mas que essa oposição não seja por causa do nosso mau testemunho e mesmo em relação, eu estou oferecendo isso, é um assunto que estou buscando de Deus,
eu creio que na nossa geração, nós precisamos entender quais são as causas, quais são as coisas que devem realmente ser o que nos identifica, o que faz o Estado, os inimigos de Deus serem contra nós.
O que faz as pessoas nos odiarem? Será que é um espírito errado na nossa parte? Será que nós estamos evidenciando esse desejo de fazer bem para todos? Mesmo sendo convictos, nós somos convictos, nós defendemos as coisas certas, mas será que nós somos conhecidos como aqueles que se interessam por todos?
Lembra que nós lemos sobre Mordecai, ele foi elogiado, ele foi respeitado porque o que ele fazia no governo era para o bem de todos, não só para um só.
Então, em último lugar, que nós não tivemos tempo de ler, mas em Lucas 21, nos textos paralelos a Mateus 24, Jesus fala "Vocês vão ser perseguidos, mas essa perseguição vai levar vocês diante de autoridades, de reis e vocês vão ter a oportunidade de testemunhar".
Então, a perseguição é uma oportunidade que nós vamos ter de dar testemunho. Então, isso é uma pequena visão, pelo menos de alguns aspectos que nós podemos entender no livro, nesse capítulo de Daniel.
Senhor Jesus, nós não nos vemos como essa igreja que dá testemunho do Senhor. Nós oramos, Senhor, para que realmente haja um milagre, haja uma transformação, que nós possamos, com todo o nosso coração, colocar prioridade na nossa vida individual e nas nossas coletividades,
que nós possamos dar testemunho, que nós possamos amar uns aos outros e aos de fora, que nós possamos ser pessoas, ó Deus, que evidenciam compaixão, humildade, que nós possamos realmente servir as nossas comunidades,
que nós não sejamos vistos como aqueles que combatem os outros, que aqueles que retribuem mal com mal, que nós possamos ser vistos realmente como a tua igreja, dando testemunho como o Senhor deu, e que não se ache mal nenhum, que não se ache em nós, ó Deus, não por nosso mérito,
mas que haja uma transformação tal da tua igreja, que mesmo quando os inimigos veem, procurando erros, procurando falhas, que não consigam achar, porque o Senhor nos transformou.
Esse é o nosso desejo, essa nossa oração, nesses tempos do fim, que nós possamos ser como Daniel, que nós possamos ser como o próprio Jesus, que ninguém consiga achar motivo de acusação a não ser a nossa fidelidade a ti.
Em nome de Jesus, que nós te pedimos. Amém.

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