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18/04/21 – Daniel 11 – Baixardo áudio.
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Transcrição
Muito bem, estamos aqui em Daniel 11, mais uma vez, queremos entender um pouquinho sobre esses mistérios que o anjo ou o mensageiro divino revelou para Daniel há tantos anos, há tantos séculos que ainda tem coisas que não se cumpriram e tem coisas que nós ainda não entendemos.
Então, nós vamos orar, vamos pedir ajuda de Deus para entender um pouquinho mais, para podemos nos aprofundar um pouco mais e podemos entender algo que Deus possa nos revelar para nossos tempos de hoje.
Senhor Deus, nós te agradecemos porque o senhor sempre procurou revelar aquilo que é necessário. O senhor nunca revela além do necessário.
Mas o senhor revelou tantas coisas para Daniel, coisas que ficariam guardadas, coisas que ficariam seladas até os nossos dias e nós estamos aqui diante do senhor desejando a sabedoria, o entendimento que o senhor deu para Daniel e para tantos outros servos e amigos teus ao longo dos séculos.
O senhor tem sempre procurado revelar aqueles que desejam, aqueles que buscam, aqueles que estudam, não só estudam com o intelecto, mas que estudam com o coração aberto, que estudam com o desejo de conhecer a ti e de estar preparados para cooperar ou para agir de acordo com a tua vontade
diante tantas coisas difíceis que viriam no tempo de Daniel, mas que ainda estão à nossa frente hoje.
Por isso pedimos a tua ajuda, pedimos que o senhor olhe para nós hoje, que o senhor encontre também pessoas com o mesmo coração de Daniel para que o senhor possa revelar.
Pedimos isso em nome de Jesus. Amém.
Então na aula passada nós falamos um pouco sobre o propósito, o objetivo de Deus, não só nessa revelação de Daniel 11 e 12, mas o objetivo de Deus em revelar coisas que virão pela frente, coisas do futuro.
Por que Deus revelou tantos detalhes, por que Deus mostrou tanta coisa para Daniel e por que nós devemos estudar, tendo em vista que algumas coisas já se cumpriram, mas claro, aquilo que ainda vem pela frente é importante para a gente saber.
Então nós falamos um pouquinho, vou só lembrar vocês do nosso diagrama na aula passada, lembrando que quando Deus revelava várias revelações de Deus para o Daniel e em outras partes, outras profecias, a mesma ideia, quando Deus revelava algumas coisas sobre a história,
tem a história dos governos humanos e tem a história do povo de Deus, mas olhando mais essa parte da história humana, Deus usava essas revelações sempre para falar, ou do reino humano, nós chamamos do último rei humano, no sentido assim do sistema humano.
Nós vamos, a eternidade vai continuar com a humanidade mais transformada, mas nós estamos falando aqui do último rei do sistema humano, do sistema que é inimigo de Deus, que luta contra a implantação do reino de Deus.
Então as profecias de vários profetas do antigo testamento eram para mostrar os conflitos finais ou o governante final, esse confronto entre o reino de Deus e o reino do homem.
Então sempre quando falava dos quatro reinos, o último que seria diferente, o pequeno chifre, o governante que seria um homem que se levantaria contra Deus querendo tomar o lugar de Deus,
então essa era sempre a ideia de que o governo, o sistema de governo humano vai chegar a um ponto muito alto, de muito poder, o governante vai se achar capaz de se levantar contra Deus,
e tudo isso nos lembra bastante do espírito de Lúcifer, do anjo da guarda que era o mais belo, o mais poderoso de todos os anjos, de todas as criaturas de Deus e que se levantou querendo ser mais do que Deus.
Então esse foi o que nós vimos na aula passada, só para a gente sempre guardar isso em mente, que quando estamos falando sobre reis, sobre sucessão de reis,
sobre pêndulo de poder entre um reino e outro, o rei do norte, o rei do sul, a ideia é sempre essa, que vai chegar a essa consumação.
Então, antes de entrar agora nesses pormenores, eu vou seguindo aqui um pouco no esboço dessa aula que está disponível para todos.
Nesse esboço, na primeira parte nós falamos já que o foco principal, a introdução, o primeiro ponto é que o foco principal é chegar a esse rei que seria diferente de todos os outros.
Então, isso é o que nós mostramos que a história vai terminar num rei que vai ser diferente, ele vai ter as mesmas características dos anteriores.
Ele é diferente porque ele é mais do que os outros, ele vai encarnar essas sementes, quando a gente pensa no livro "A História da Queda", em Gênesis 3, que Deus falou sobre a semente da mulher e a semente da serpente.
Então, essa é a história humana de a semente da mulher representando o reino de Deus e a semente da serpente representando o reino dos homens.
Então, o foco desse capítulo 11, como já mostrei a partir do versículo 21, onde estamos agora, é de todos esses reis que foram citados, os Ptolomeus do Egito, do Reino do Sul, os Seleucidas do Reino do Norte, da Síria, Abrangia, Síria, Babilônia, aquelas regiões.
No final, o foco da profecia é mostrar, versículo 21, Daniel 11, 21, "Depois se levantará em seu lugar um homem vil, ao qual não tinham dado a dignidade real".
Daqui a pouco nós vamos falar sobre isso, mas antes eu só queria mostrar aqui um aspecto para a gente considerar, porque todas as profecias, as coisas que são interpretadas, têm vários pontos de vista, várias perspectivas.
Então, nós já falamos sobre esse foco, que é mostrado do versículo 21 até o final do capítulo 11, vai focar esse rei antigo epifânio, é chamado antigo quarto, e eles usavam outro título, que é epifânio.
Então, esse rei seria diferente dos outros, mas ele não foi, como expliquei, o último rei, houve vários reis depois dele, e até hoje nós temos outros reinos e outros reis, e outros governantes.
Mas ele foi um protótipo, ele foi uma figura mostrando, então essa profecia vai colocar a lente, vai colocar o foco da profecia, a maior parte desse capítulo 11, dedicado para descrever esse rei.
Então, no número 3 do esboço, introdução número 3, eu queria só citar essas perspectivas diferentes, quando os teólogos, os comentadores, os estudiosos, quando eles analisam esse capítulo, tem pelo menos três maneiras diferentes de ver.
Então, essas são as três, eu vou dar as três perspectivas e mostrar qual que nós vamos seguir.
Então, a primeira perspectiva é considerar que tudo isso aqui é história passada, até o versículo 20, que nós estudamos antes, é passado, todos, acho que todos concordam que é passado.
Mas a partir do versículo 21 nós temos diferenças de opinião, então a primeira opinião é que a partir do versículo 21 também é passado, então tudo é história, tudo é história.
Então, tudo que está falando aqui foi sobre, do versículo 21 em diante, tudo é sobre esse rei antigo quarto epifânio, esse homem que governou e a profecia está falando sobre ele.
Então, essa é a primeira perspectiva, não tem nada de futuro para nós, é tudo passado.
A segunda perspectiva divide essa profecia sobre antigo, essa parte que nós estamos começando a partir do versículo 21, em duas partes, quase todo mundo divide realmente em duas partes.
Nós temos do versículo 21 até o versículo 35, que para muitos estudiosos realmente se referia a antigo, antigo quarto.
Mas a partir do versículo 36 nós teríamos já uma profecia do final, do último rei mesmo, do anticristo, desse homem que vai ser em vários títulos, o homem do pecado, o pequeno chifre, no livro de Apocalipse,
é uma das duas bestas que surge em Apocalipse 13, então nós temos várias maneiras de identificar, mas que fala sobre essa personagem do fim dos tempos.
Então, essa segunda perspectiva, que do versículo 21 a 35 é histórico, mas do versículo 36 até o final do capítulo, que é 45, seria uma profecia sobre o anticristo, então essa é a segunda perspectiva.
A terceira perspectiva, que é a que nós vamos acompanhar mais, não é tão diferente da segunda, mas a terceira perspectiva diz o seguinte, até mesmo essa primeira parte,
do versículo 21 a 35, que tem muita coisa histórica, essa parte, embora tenha aspectos que foram cumpridos com o antigo, também está se referindo ao anticristo.
Então, a terceira perspectiva coloca toda essa passagem, do versículo 21 até 45, embora uma parte tenha sido cumprida com o antigo, mas toda essa passagem está apontando para o anticristo.
Então, assim, não é tão diferente, porque mesmo os que acham que uma parte foi cumprida admitem que antigo foi esse protótipo, essa figura do anticristo, então há muitas coisas que nós podemos aplicar,
muitas coisas que antigo fez podem ser aplicadas para o fim. Eu vou falar sobre isso provavelmente várias vezes ainda, talvez um pouco mais no final da aula de hoje e em outras aulas,
mas se você olhar no seu esboço, eu coloquei na última parte, letra D, chaves para interpretar essa provisia e no número 3, a terceira chave, mostra um método que Deus tem de revelar verdades importantes
e ainda deixar detalhes importantes envoltos em mistério, e a segunda chave também, número 2, o método divino de usar uma figura histórica para mostrar o último rei.
Então eu queria que vocês guardassem isso em mente, porque essa é a ideia da terceira perspectiva, tem algumas coisas aqui que se cumpriram em antigo,
porém mesmo na parte histórica do versículo 21 a 35 que é mais histórico, até na última parte do 36 em diante, tem algumas coisas que antigo cumpriu, mas tem muita coisa que não se aplica a ele,
então nós temos uma mistura, na verdade essa mistura se encontra em toda essa passagem, por isso nós entendemos que antigo cumpriu apenas uma parte dessa profecia,
há muitas coisas que não aconteceram na história, na vida de antigo, nos primeiros 20 versículos eu coloquei até um paralelo, os textos bíblicos de um lado e como esses textos foram cumpridos na história,
e eu comecei a fazer isso para essa parte de antigo e parei porque realmente até essa primeira parte, essa primeira parte de 21 a 35, tem muitas coisas que ninguém sabe se antigo cumpriu ou não,
porque claro nós dependemos de documentos históricos, então existem alguns documentos históricos, tem o famoso Josepho, tem outro que acho que chama Políbio, tem o livro dos Macabeus, os livros dos Macabeus,
então nós temos e tem alguns outros documentos históricos, mas os documentos históricos, alguns deles também não são 100% confiáveis, existem conflitos,
então principalmente quando nós estudamos essa história de antigo, tem relatos conflitantes, tem alguns relatos que falam uma coisa de antigo, outros relatos falam outra coisa, e outras partes aqui que daqui a pouco vou mostrar meio por alto,
tem várias partes que ninguém sabe exatamente se antigo cumpriu na história dele ou não, então a coisa interessante para nós é entender que a profecia que Deus deu para Daniel através do mensageiro divino,
que apareceu para ele no capítulo 10, essa mensagem, essa revelação que Deus deu para ele, o foco principal era falar sobre esse último rei, o último no sentido figurado,
porque ele não foi o último nem naquele tempo, mas ele foi, a revelação de Deus era mostrar que ele seria um exemplo, um protótipo daquilo que aconteceria no fim,
então aí como que nós vamos saber quando nós estudamos essa passagem, o que talvez tenha alguns aspectos históricos que não vão se repetir no fim, tudo que antigo fez o anticristo vai fazer igual?
Nós não sabemos, provavelmente não, então Deus revelou coisas que viriam, coisas que eram importantes para o povo de Israel saber, eles tinham que estar preparados para o que viria,
mas ao mesmo tempo Deus estava mostrando as coisas do fim e essas coisas do fim estão totalmente ainda em mistério,
embora Deus tenha revelado, o último rei mesmo, o anticristo final, ele vai ter muita semelhança com o antigo epifânio, mas nem tudo, então nós continuamos não sabendo exatamente,
então a minha ênfase que eu sempre coloco nas aulas é, nós não sabemos de todos os detalhes, muitas coisas podem acontecer, claro que vai ser de acordo com a profecia,
mas a profecia não foi dada para ser, Deus poderia ter falado assim, olha, no fim dos tempos mesmo vai ter um rei que vai fazer tudo isso e temos apocalipse que também fala já depois dessa época,
então nós temos algumas outras profecias para nos ajudar, mas nós não sabemos com detalhes tudo que o anticristo final vai fazer, então isso nos coloca numa posição de dependência,
Deus vai abrindo nosso entendimento, vai revelando que alguns desses detalhes certamente vão começar a aparecer e o povo que está atento a essas palavras vai conseguir entender, mas nós não temos todos os fatos,
então isso aqui é para a gente entender os métodos e a maneira de Deus de tratar essas verdades, ok, então voltando para a parte inicial do esboço,
na introdução ainda, letrar a introdução, uma maneira de entender essa profecia é também de colocar o foco nesse acontecimento que já foi citado em outras profecias de Daniel, já falamos um pouquinho sobre isso,
que é o acontecimento chamado abominação da desolação, nesse capítulo 11, fala sobre isso no versículo 31, Daniel 11, 31, nós vamos depois voltar e chegar nisso, mas eu só queria mostrar que dentro dessa profecia toda,
nós estamos colocando que a partir do versículo 36 pode se referir mais ao tempo do fim, mas é claro que essa parte da abominação da desolação, Jesus falou sobre isso muito depois de Antigo,
em Mateus 24 Jesus confirma que haverá uma abominação da desolação no tempo do fim, ou seja, Antigo fez isso na história, mas esse não foi o cumprimento final nem completo,
então aí nós podemos dividir essa profecia sobre Antigo em duas partes, em que uma parte é antes da abominação e a outra parte é depois da abominação,
então esse acontecimento do versículo 31, abominação da desolação, é algo muito significativo que Jesus citou e que ainda vai acontecer,
porque também mesmo no tempo da destruição de Jerusalém no ano 70 d.C. não aconteceu dessa forma a abominação da desolação, menos ainda do que no tempo de Antigo,
porque Antigo ele sacrificou um porco, ele colocou uma imagem, ele sacrificou um porco no altar de Deus no templo, ele colocou uma imagem de um Deus pagão dentro do recinto do templo,
então ele profanou o templo, ele fez algo que poderia realmente ser chamado com toda a propriedade abominação da desolação,
então esse acontecimento é considerado um acontecimento central nos acontecimentos do fim, da tribulação e de tudo que Deus fala sobre esse tempo do fim,
então esse acontecimento também é importante a gente colocar aqui com uma parte muito importante deste relato.
Então nós vamos seguindo, eu vou seguir primeiro o esboço aqui que é um resumo da história de Antigo e Epifânio,
mas eu vou ler o primeiro versículo 21, o primeiro versículo que fala de Antigo para colocar um contexto,
depois eu vou resumir um pouquinho a vida de Antigo e depois nós vamos ler o texto de Daniel 11 para ver o que se encaixa e o que não se encaixa.
Então no versículo Daniel 11, 21 diz o seguinte "Depois se levantará em seu lugar um homem vil ao qual não tinham dado a dignidade real, ele virá caladamente e tomará o reino com engano".
No arquivo que está disponível para vocês tem uma folha que tem tabelas e diagramas, que tem uma espécie de, tem uma árvore genealógica,
com todos os reis dos celêusidas e também dos putolomeus, mas eu coloquei uma partezinha aqui na folha só para a gente entender, isso aqui é só um pedaço daquilo lá, para a gente entender o que está falando aqui para a gente poder seguir.
Isso aqui assim, como eu sempre falo, isso aqui não é coisa que a gente vai conseguir guardar na cabeça, mas são muitos nomes, muitos nomes parecidos, mas eu comecei com Antigo III que é o pai de Antigo Epifânio.
No Antigo III nós vimos algumas coisas sobre ele, porque ele ocupa vários versículos nessa parte anterior, ele fala sobre como ele venceu, foi ele que virou o pêndulo.
Até Antigo III a força maior, inclusive sobre a terra de Israel, era dos putolomeus, até Antigo III.
Antigo III, que é chamado Antíoco o Grande, ele fez várias guerras e ele acabou derrotando os putolomeus e tomando, aí a partir mais ou menos de 198, mais ou menos 200 anos antes de Cristo, ele, o reino do norte, o rei do norte, ficou sendo o senhor, o dominador da terra de Israel.
Que eles chamavam de Palestina, ok? Então para entender esse versículo 21, que fala "se levantará em seu lugar um homem, viu que é Antíoco", então só para a gente entender isso, olha aqui, acho que tinha algum outro filho, mas nós colocamos três dos filhos de Antigo III, nós falamos sobre Cleópetra, a primeira Cleópetra da história, a famosa para vocês terem uma ideia, era Cleópetra VII.
Então essa aqui foi, porque assim como eles mantinham os mesmos nomes, os putolomeus, as filhas, as rainhas eram chamadas de Cleópetra, mas Cleópetra foi uma filha de Antigo III que ele deu em casamento para o putolomeu V, na época era rei putolomeu IV, então eles fizeram uma aliança.
Essa aliança fala aqui no versículo 17, Daniel 11 e 17, nós já falamos sobre isso, que ele vai dar uma jovem em casamento, Antíoco III queria que a filha dele fosse um meio de ele ter controle sobre o Egito, sobre todo o reino do sul, só que a filha dele não foi leal ao pai.
A filha dele foi leal ao marido, então o objetivo dele não deu certo. Então uma das filhas de Antíoco era Cleópetra, outro filho era Antíoco IV, esse que nós estamos vendo, mas ele não era o mais velho.
O mais velho era Seleuco, que aparece no versículo 20, no lugar de Antíoco III, quem se tornou rei? O filho mais velho, era o costume, estava tudo correto, então depois de Antíoco III era Seleuco, que como tinha tido três Seleucos antes, ele era Seleuco IV.
Então o irmão de Antíoco, Seleuco IV, se tornou rei, versículo 20, em seu lugar se levantará quem fará passar um exator, e ele fala que em poucos dias ele será destruído, ele governou alguns anos, mas não foi um tempo muito grande.
Tem vários detalhes aqui, Antíoco III perdeu uma grande batalha para os romanos, que já estavam crescendo em poder nessa época, e a partir da derrota de Antíoco para os romanos, eles tiveram que pagar muito dinheiro para os romanos de tributo, então Antíoco teve que pagar e Seleuco herdou também essas dívidas.
E Seleuco tentou tirar isso de vários lugares, inclusive do templo dos judeus em Jerusalém, só que houve uma conspiração contra ele, ele foi envenenado e morreu.
Então, o que acontece aqui? Seleuco morreu, quem deveria ser rei? Não Antíoco, o filho de Seleuco, sempre a linhagem é pelo filho mais velho, quem foi rei, o filho mais velho de Antíoco, ele foi rei, e depois dele teria que ter sido Demétrio.
Agora assim, tudo isso aí tem, se você estudar tem muitas histórias, mas eu só quero simplificar.
O que acontece? Antíoco estava anteriormente em Roma, porque ele foi levado como refém para que eles pagassem realmente os tributos, e eu não pesquisei mais sobre isso, não sei exatamente a razão,
mas em algum momento, Seleuco, o pai de Demétrio, ele trocou Antíoco, ele trocou os reféns, ele mandou o filho dele, Demétrio, para ser refém, ele fez uma troca.
Então, libera meu irmão Antíoco, e Demétrio fica lá como refém ainda, e logo depois disso, Seleuco foi envenenado e morto. Então, isso tudo é para explicar o seguinte,
Versículo 21, depois de Seleuco, Seleuco é versículo 20, ele tentou tirar tributo da terra do povo de Deus, mas ele foi morto sem ira e sem batalha, ele foi envenenado, foi uma conspiração.
Alguns até acham que esse Antíoco, embora ele não estivesse lá, alguns acham que ele também fez parte dessa conspiração, mas não se sabe.
Então, depois de Seleuco, o filho dele estava já em Roma, o filho dele não ia poder assumir o trono.
Então, Antíoco IV, por isso que fala, se levantará em seu lugar um homem vil, ao qual não tinham dado a dignidade real.
Então, ele não tinha a linhagem real, ele era da linhagem dos reis, mas ele não era da linhagem que teria direito ao trono.
Então, eu não quero ficar muito nos detalhes aqui, mas só para entender como essas coisas aconteciam com intrigas, com traições,
porque Antíoco voltou, ele já estava retornando do lugar onde ele estava em Roma, isso já tinha acontecido antes, mas ele estava na Grécia, ele voltou e ele começou a conspirar, porque não era o direito dele o trono.
Demétrio tinha outro irmão, tinha que ser alguém da linhagem de Seleuco, um sobrinho.
E Antíoco fez uma conspiração, mas ele fez uma estratégia de ser considerado como tio o regente no lugar do outro filho de Seleuco, um outro sobrinho dele.
Só que, dentro de pouco tempo, esse sobrinho foi assassinado. Então, olha essas coisas de família, a luta pelo poder e a forma que ele virá caladamente e tomará o reino com engano.
Então, isso é só para todo mundo ter uma ideia de como que a situação estava. E também eu quero mostrar, não vamos entrar em muitos detalhes sobre essa história, porque tem muita coisa, não é nosso objetivo aqui.
Mas olha só, esse Pitolomeu VI, que já era rei nessa época, era sobrinho de Antíoco também, percebem? Por isso também que eu queria que vocês vissem essa árvore aqui.
Então, Antíoco tomou o trono no lugar de um sobrinho dele que deveria reinar. E só para vocês saberem a história, esse Demétrio, ele se torna rei depois, mais na frente, porque ele não foi morto, ele estava em Roma, ele não podia sumir nessa hora, mas depois de Antíoco V, filho de Antíoco IV, Demétrio se tornou rei ainda.
Mas nessa época, Antíoco IV, ele estava lutando para tomar conta do trono da Síria, ele tomou no lugar do sobrinho dele, que tinha mais direito do que ele, e ele começou a lutar também para dominar o Egito.
E quem era rei no Egito? O sobrinho dele também, porque a irmã dele que casou com Pitolomeu V e o filho desse casal que era rei nessa época. Então, só para vocês entenderem, é muito rolo, é muita luta por poder, é muita traição, essa é a história dos reinos humanos.
Então agora, se você tiver em mãos o seu esboço, só vou fazer um resuminho rápido da vida de Antíoco, do governo dele, e principalmente para a gente ter um pouco de noção das coisas que estavam acontecendo.
Em outra época, se Deus nos der possibilidade, Jesus não voltar antes, que eu gostaria muito que acontecesse, quem sabe futuramente nós vamos estudar. Nós estamos agora no tempo do cativeiro, no nosso estudo sistemático.
Nós estamos olhando para esse período por causa da profecia, mas futuramente, porque esse período todo aqui é o período chamado intertestamentário, é o período que não tem livros da Bíblia falando sobre isso, nós temos esse capítulo de Daniel que fala sobre essa época.
Mas futuramente, quem sabe a gente chega nesse período da história e vamos estudar melhor. Então agora só quero resumir e depois mostrar no texto quais são as partes que se referem a Antíoco e mais ou menos o que aconteceu.
Porque Antíoco, esse Antíoco IV, Epifânio, ele governou durante 11 ou 12 anos, ele morreu no final, enquanto ele estava lutando no Oriente, mas ele não morreu morto em batalha, parece que ele morreu de uma doença.
Mas enfim, esse período desse rei que aparece tanto nas profecias, então só vamos fazer um resuminho rápido e falar sobre algumas coisas que podem ser importantes para a gente aplicar.
Porque se Deus colocou tanta importância sobre ele nas profecias, então tem algo que a gente precisa aprender, algo que tem a ver com o tempo do fim.
Então Antíoco assumiu o trono em 175 antes de Cristo e como vinha a história entre essas duas dinastias, entre esses dois reinos, o grande objetivo de Antíoco era dominar.
Eles tinham essa rivalidade entre os dois reinos e ele queria ter controle sobre o reino do sul.
Nessa época, 175 antes de Cristo, é o período que nós ainda chamamos de domínio grego. Como nós sabemos, o império grego tinha sido dividido muitos anos antes entre os quatro generais, então não tinha mais um governo centrado na Grécia.
Mas uma coisa importante para entender, daqui a pouco vou mostrar isso um pouco mais, nós chamamos isso de período grego porque embora a sede do poder não continuou na parte que nós chamamos hoje de Grécia,
a cultura grega era a dominante em todos esses reinos e isso era uma coisa diferente dos reinos anteriores.
Então vamos pensar nos quatro reinos que Deus mostrou para Daniel, Babilônia, Pérsia, Grécia e Roma.
Então esses quatro reinos que viriam depois, uma já era no tempo de Daniel, mas os três reinos que vieram depois, Pérsia, Grécia e Roma, algo começou a acontecer bem diferente nesse período grego.
O que que era? No tempo de Babilônia e no tempo da Pérsia, não houve uma tentativa de colocar uma cultura dominante sobre todos os reinos conquistados, não houve essa tentativa.
Claro que eles tinham essa coisa de endeusamento dos reis, mas eles não tentaram, você não vê uma cultura babilônica dominando o mundo, você não vê uma cultura persa dominando o mundo.
Mas a partir da Grécia, a partir de Alexandre o Grande, sim houve então um novo processo acontecendo nesses governos humanos, nesse desenvolvimento do espírito de domínio humano,
que era de unir o mundo debaixo não só de um governo central, mas de unir o mundo debaixo de uma cultura central.
Então embora a Grécia, a Grécia como um império, foi curtíssimo o império da Grécia, pensando em Alexandre o Grande, logo foi dividido, mas o que aconteceu nessa divisão? O processo que nós chamamos de elenização,
uma cultura grega tomando conta de todos aqueles países, esse processo continuou e continua muito forte. Então tanto os pitolumeus, quanto os celéus, as duas dinastias, elas mantinham, elas não eram diferentes nesse aspecto.
E as outras partes do império de Alexandre, todas essas partes estavam implantando uma cultura grega. E esse processo continuou durante o tempo romano, mesmo depois que Roma se tornou a potência,
Roma manteve a cultura grega e isso continuou no tempo de Jesus, isso era o que estava acontecendo no tempo de Jesus, dos apóstolos, Paulo que viajava pelo mundo, eles falavam grego.
Aqui você tem os pitolumeus, o próprio Alexandre o Grande parece que foi quem fundou a cidade de Alexandria no Egito, mas Alexandria se tornou um centro de cultura grega, isso no Egito, uma cidade do Egito.
Então esse processo era um processo que estava acontecendo e é muito interessante a gente ver isso, já vou colocando uma observação que para nós, você vai estudar história, tem muitos aspectos que são interessantes,
mas para nós, estudando aqui o processo bíblico, esse processo de helenização, de cultura grega, de implantar a língua, de implantar culturas, os filósofos famosos, Sócrates, Platão, Aristóteles, essa cultura grega que influencia nosso mundo até hoje.
A cultura grega é uma influência até hoje, os romanos são uma influência até hoje, porque os romanos eram muito bons na administração.
Então, o terceiro, pensando nos quatro impérios, o terceiro que é a Grécia e o quarto que é a Roma, contribuíram muito para a formação de uma cultura mais universal que pudesse dominar toda a raça humana.
Então, nós até hoje, hoje é uma palavra sendo muito discutida, que é a palavra globalização, globalismo, globalização, essas palavras são muito fortes hoje e existem culturas diferentes se chocando para tentar dominar o mundo.
E nós temos também esse pensamento entre os cristãos de que qualquer coisa que cheire globalização, globalismo, domínio mundial de alguma coisa, a gente já pensa no anticristo e pensa que é uma coisa ruim.
Mas olha só como a Bíblia mostra esse conflito e nós vamos entrando isso aos poucos nessa história aqui.
Antigo Epifânio, ele foi de todos os reis que vimos aqui, os pitolomeus que dominaram a Israel no terceiro século, de 300 a 200 antes de Cristo, em linhas gerais, os pitolomeus eram os governantes da terra de Israel.
E depois os sileúcidas que começaram a dominar a partir de Antigo III, os dois lados eram da cultura grega, os dois lados influenciaram, mas até chegar a Antigo IV eles estavam deixando os judeus em paz.
Então os judeus podiam continuar com sua cultura judaica e com sua religião, não tinha problema.
Antigo IV, esse homem que personifica o último rei, que é um protótipo do final, foi ele que quis exterminar a cultura, inicialmente ele não quis exterminar os judeus, ele matou muitos, mandou muitos para serem escravos e tal, mas o objetivo de Antigo não era eliminar os judeus.
O objetivo dele era eliminar a cultura deles, que tudo fosse subjugado à cultura grega, então essa foi a grande diferença, foi o grande divisor de águas nesse tempo de influência grega.
Mas só para a gente colocar as coisas no contexto certo, ou pelo menos chegar mais perto do certo, longe de eu ter a presunção de achar que eu sei exatamente como interpretar toda a história.
Mas eu acho que tem algo que é muito forte aqui, que com certeza a luta, o embate entre Antigo e os judeus, que representa o conflito final, tinha muito a ver com essa ideia de querer exterminar a cultura,
não era só a questão de cultura, mas era a fé deles em Deus, porque para implantar a cultura grega, até todos os anteriores e todos os outros povos, eles podiam adotar a cultura grega, a língua, alguns costumes,
os gregos tinham uma organização das cidades que chamava, a cidade grega chamava Polis, por isso que nós temos esse nome, Anápolis, Heliópolis, nós temos todas as cidades que terminam nesse nome, significa cidade em grego.
Então os gregos tinham uma forma de organizar a cidade, era um prenúncio de democracia, mas não era democracia, quem controlava a cidade era só alguns da aristocracia, uma elite que tinha voz nisso.
Então eles tinham academias, eles tinham vários costumes, vários aspectos da cultura grega, e a princípio os povos podiam adotar esses costumes e manter a sua religião, isso não era proibido.
Porém, como os judeus faziam resistência a esses aspectos de cultura, então Antíoco falou assim, não, eu tenho que acabar com a religião dos judeus, eu tenho que acabar com eles.
Então isso pra nós pode ser assim, puxa, então os cristãos tem que ser contra toda forma de cultura e de governo que tente acabar com a nossa fé, mas isso é muito complexo, eu só quero dar uma chave aqui,
depois tem muitas coisas pra gente aprofundar, entender mais, esse período de Antíoco é muito rico pra gente entender várias coisas sobre esses conflitos finais e sobre o que significa tudo isso, mas eu só quero mostrar uma coisa interessante.
Em Galatas 4, fala que Jesus veio ao mundo na plenitude dos tempos, o que quer dizer isso?
Jesus veio ao mundo quando Deus achou que as condições do mundo estavam apropriadas, prontas para a vinda dele, e quais eram as condições apropriadas para Jesus vir ao mundo?
As condições apropriadas eram que a cultura grega dominava o mundo e que o império romano dominava o mundo, e como já mencionei, os romanos adotaram a cultura grega, mas colocaram o seu dom de administração, de fazer estradas, de governar, coisa que os gregos não tinham conseguido fazer.
Os gregos não conseguiram unir o mundo, eles prepararam um caminho pela filosofia, pela cultura, pela língua, eles começaram um processo, mas os romanos amadureceram muito mais.
Então, olha só que interessante, a cultura grega que Antíoco IV queria impor sobre os judeus e exterminar sua fé, exterminar a sua cultura, claro que isso está colocado aqui como uma tentativa do anticristo, do pequeno chifre, de vencer os santos, isso foi uma coisa terrível.
Mas ao mesmo tempo, Deus usou a cultura grega e a organização romana para preparar o mundo para a vinda de Jesus.
O novo testamento foi escrito em grego e o caminho para Paulo e os apóstolos espalhar o evangelho por todas as partes daquele mundo conhecido foi facilitado pelos romanos e pelos gregos.
Então a cultura que se tornou, que tinha se tornado inimiga do povo de Deus foi algo que contribuiu também para o plano de Deus.
Então é muito difícil a gente separar, não é uma coisa tão simples a gente dizer que a igreja tem que ser contra todas as formas de unificação.
A unificação do mundo debaixo de um governo romano só vai dar no anticristo, isso é muito claro na bíblia.
Mas Deus usa, Deus usou a língua grega, Deus usou a organização romana dentro do mundo para promover, ele mandou Jesus justamente nessa época, várias coisas contribuíram.
Eu quero falar só mais uma coisa sobre essa questão da cultura.
No Egito, como já mencionei, foi fundada uma cidade chamada Alexandria, se tornou um grande centro de cultura, talvez mais do que a própria Grécia nos anos, nesses anos que nós estamos falando.
Se tornou assim um centro daquele mundo, tinha uma biblioteca enorme, tinha cultura, tinha sábios, isso tudo foi feito por um dos primeiros pitolomeus.
Ele começou a juntar muitos sábios, muitos entendidos, então ele fez de Alexandria um lugar que era centro de sabedoria, de conhecimento e muitos judeus foram para lá também.
Nessa época tinha um grande bairro, uma grande região da cidade de Alexandria que era dos judeus, fazia parte, eles viviam como acontece em muitas cidades, hoje tinha um bairro, uma região de Alexandria que era habitada por judeus.
Esses judeus que foram para lá acabaram não abandonando a sua fé, mas eles perderam muita coisa da cultura original deles, tanto é que depois de uma, duas ou três gerações não sabiam mais falar hebraico, só falavam grego.
E o que aconteceu? Foi nessa época, isso é antes do tempo de antigo, isso no período do terceiro século, entre 300 e 200, 250, 200, mais ou menos acho que eles não tem uma data exata para isso.
Mas nessa época de Alexandria, de judeus lá, começando os judeus a perder um pouco da própria língua e alguns aspectos da cultura, ao mesmo tempo que os judeus estavam perdendo alguns aspectos da sua cultura,
os gregos, pessoas de outros sábios, outros povos ali, ficaram interessados naquilo que os judeus tinham, na natura, no ensino de deus, monoteísmo.
Então muitos pagãos, muitos povos de pessoas de outras origens, começaram a se interessar, não se tornavam judeus, não se circuncidavam, mas começaram a guardar o sábado, começaram a guardar várias coisas, se tornaram uma espécie de prosélitos da religião dos judeus, uma certa mistura ali.
Mas aí o que aconteceu? Houve algo que teve uma grande influência no tempo de Jesus e depois disso, que foi a tradução das escrituras do Velho Testamento para o grego, porque se os judeus queriam manter a religião e talvez queriam mostrar as escrituras deles para outros povos,
eles sentiram a necessidade de ter as escrituras na língua grega. Então foi ali que, de acordo com a tradição, 70 sábios, 70 pessoas, foram traduzir as escrituras hebraicas para o grego.
E essa tradução é chamada Septuaginta e é muito usada, muito consultada até hoje e foi usada no tempo do Novo Testamento, tempo de Jesus, tempo dos apóstolos, era essa versão que era mais usada do que a hebraica.
Eles usavam muito a tradução para o grego e isso foi muito importante, Deus usou isso para alcançar outros povos com a verdade. Então veja como é complexo, como é uma situação muito complexa em tudo isso, ok?
Bom, vamos voltar aqui então, vamos só terminar assim nosso esbocinho da vida de Antíoco e vamos falar um pouquinho sobre como essa escritura, esse texto tem relação com ele.
Então, no esboço, letra B, um resumo da história de Antíoco. Primeira coisa, nós já falamos, ele veio para o trono, embora ele não fosse uma pessoa que tinha direito.
Número dois, ele é o que marcou o tempo dele como de outros reis anteriores, então ele continuou na mesma linha fazendo guerras, mas não só guerras, ele lutou muito contra os pitolomeus.
E ele tentou, teve até um momento em que ele se proclamou rei, nunca tinha acontecido isso, ele se proclamou rei do Egito, do Reino do Sul.
Mas ele ficou, ele dominou esse pitolomeu VI, que era o sobrinho dele, e esse pitolomeu VII, eu pus aqui do lado porque não cabia aqui, mas ele é irmão, ele nunca ocupou efetivamente o trono, esse outro irmão, mas ele fez parte desses rolos do tempo de Antíoco.
Então, número dois, suas tentativas de conquistar o reinado dos pitolomeus, então muita coisa que tem aqui nessa passagem se refere a isso.
Ele tentou por guerras, ele tentou por alianças, ele tentou por traições, Antíoco era uma pessoa que estava sempre tentando de várias maneiras, ele tentou dominar mais território.
O que é que no fim das contas os historiadores dizem o seguinte, Roma já estava crescendo nessa época em poder, não era ainda o período de domínio romano sobre todo o mundo, mas Roma já era uma força importante.
Antíoco III foi derrotado pelos romanos e por isso que ele teve que pagar tributos.
Antíoco foi refém durante um tempo em Roma, mas Antíoco queria levantar um império unido contra Roma, então ele queria unir os territórios que eles tinham, os teleúcidas, com a parte dos pitolomeus, ele queria unir tudo para ser uma força contra Roma.
Então ele começou a lutar para isso, para tentar trazer o Egito debaixo do domínio dele e ele conquistou, ele chegou a ter várias vitórias, ele conquistou cidades importantes, mas ele nunca conseguiu conquistar Alexandria.
Alexandria, essa cidade importante, ele nunca conseguiu alcançar. E teve um momento, nós vamos ler isso no texto daqui um instante, teve um momento então, na segunda tentativa dele, ele achou que ia chegar em Alexandria e os romanos, os exércitos romanos chegaram e humilharam, não foi nem batalha,
é porque Antíoco não era bobo, ele sabia que os romanos tinham muito poder, tem até uma história que vários contam que Antíoco estava tentando sitiar Alexandria e chegaram os navios com os romanos, não era nem com exército, era um comitê dos romanos,
e chegou um cônsul e chegou para Antíoco e falou assim, olha, as ordens superiores é para você abandonar, vai embora daqui, que não tem lugar para você.
E Antíoco quis ganhar tempo e falou assim, então eu vou estudar, eu vou ver com meus subordinados, com meus generais, sei lá, eu vou conversar com o meu pessoal, eu vou te dar uma resposta.
E o cônsul falou assim, não. E ele desenhou essa história, todo mundo, vários contam, não sei se veio de Joseph ou quem que contou essa história, o cônsul romano, ele estava em pé num lugar lá, ele fez um círculo em volta, onde estava Antíoco, ele fez um círculo em volta de Antíoco e falou assim, você não vai sair desse círculo sem me dar a sua resposta.
E aí ele sabia com quem ele estava lidando e ele falou assim, tá bom, eu vou embora. Então esse foi o fim da ambição de Antíoco de conquistar o Egito. Roma veio e impediu, ok?
Então esse é o número dois no esboço, então suas tentativas, ele fez duas tentativas para conquistar o reinado dos pitolumeus, nesse segundo ele não foi derrotado em batalha, ele foi derrotado por um ultimato que veio de Roma.
Número três, suas derrotas, então Antíoco precisou abandonar sua tentativa de conquistar o sul, então ele voltou-se contra o povo judeu.
Então agora quero que vocês imaginem, se vocês puderem olhar o mapa, mas só para ter na cabeça, o mapa do mar mediterrâneo e os territórios ali é, Síria fica no norte, depois vem Israel e no sul fica o Egito.
Antíoco perdeu sua tentativa de conquistar o Egito, então a sua fronteira sul, seu último ponto no sul do império dele era Israel, ele perdeu o Egito e ele ficou só com a Palestina, com Israel.
Então lá, e lá tem mais histórias e tal, mas eu só vou resumir aqui, ele se voltou, ele ficou irado e ele quis colocar realmente, implantar esse controle total sobre os judeus e os judeus estavam sempre dando problema,
a história dos judeus no tempo de Babilônia, no tempo aqui dos reinos das dinastias, no tempo de Roma, os judeus sempre eram rebeldes, eles não queriam se submeter,
então Antíoco se voltou contra eles, no número 3, no esboço, suas derrotas o levam a atacar o povo da aliança e foi ali que ele chegou à conclusão de que ele teria que exterminar a religião, ele teria que erradicar a religião.
Ele se voltou contra o templo, mandou queimar, torar, colocou um sacrifício impuro no templo, abominação da desolação, então isso tudo aconteceu depois da derrota dele, da frustração dele de conquistar o sul e se voltou contra o povo de Israel.
E número 4 então esse é o tempo de abominação e desolação em Israel. E aí o que acontece, depois disso surgiu, ele implantou, ele massacrou muita gente, mandou muita gente para ser escravo, mas ficou uma resistência em Israel.
E essa resistência é a resistência dos famosos macabeus, então a partir do que Antíoco fez, os macabeus começaram a se organizar, Antíoco achou que estava tudo certo, foi brigar em outros lugares, queria expandir o reino, foi para outras frentes, mas ele não sabia que os judeus iam continuar resistindo,
já achou que ele tinha esmagado a resistência em Israel com o que ele fez. Mas os macabeus foram se organizando, eles ficavam nas montanhas, retiradas, é toda uma história que não vamos entrar agora, mas os macabeus começaram a se organizar lutando com armas e eles conseguiram já algumas vitórias contra os exércitos,
Antíoco estava em outro lugar, mas eles conseguiram algumas vitórias e depois da morte de Antíoco eles continuaram lutando e até que eles conseguiram criar um estado independente por alguns anos.
Então houve essas derrotas, no fim Antíoco, que era muito mais forte do que o povo de Israel, ele foi derrotado pelo povo judeu, apesar de tudo que ele fez, ele foi sendo derrotado e depois da morte de Antíoco os macabeus continuaram.
Então essa é a história resumida, falta uma coisa que eu quero colocar aqui, está aqui nessa folha aqui, falta uma coisa, um ponto importante para a gente entender sobre o tempo de Antíoco.
Nós vamos falar mais talvez em outras aulas sobre isso e se um dia a gente for estudar esse período é muito interessante.
Lembrem que o sistema de Deus para o governo do seu povo era que sempre houvesse uma divisão de poderes.
Hoje a gente fala assim, o estado é laico, não pode ter união entre o estado civil e o governo civil e a igreja. E Deus colocou isso, Deus colocou isso desde o início com Moisés, ele colocou assim, era para ser sacerdotes e juízes, depois quando veio o rei, o sacerdote e o rei.
Então o sacerdote ouvia de Deus, ele ensinava as coisas de Deus, o sacerdote ele no plano de Deus, ele não foi chamado para exercer poder civil, para entrar no governo.
Isso abre um estudo imenso sobre a possibilidade ou não de um cristão se eleger, ser um político, mas a questão não é tanto se um cristão pode ser.
A questão principal, se você olhar nas escrituras e como Deus coloca isso, a questão principal é o sacerdócio, o governo do povo de Deus, aqueles que tem o encargo de falar dos princípios de Deus e de trazer a vontade de Deus para as pessoas, essas pessoas não deveriam ocupar o trono.
Somente um pode fazer isso que é Jesus Cristo. Então Deus sempre fez uma separação, tem várias histórias, tem aquele rei Urias que quis entrar no Santo dos Santos, ele achava que ele podia ser sacerdote,
Deus colocou lépras sobre ele porque ele tinha feito uma coisa muito errada e assim por diante, nunca era para misturar as coisas.
Quando o povo voltou da Babilônia, voltou para a sua terra de Israel, nunca mais eles tiveram um rei, nunca mais, só agora no tempo dos macabeus.
Mas eles não tiveram um rei e mesmo os macabeus, os macabeus eram descendentes de sacerdotes, os macabeus não foram da linhagem real.
Então o que estava acontecendo durante todo esse tempo? Israel não era um país independente, não podia ter rei.
Então eles eram governados, quando eles voltaram, já era o tempo dos persas, então eles eram governados, eles tinham que prestar contas, eles tinham que dar tributos para o governo da Pérsia.
Depois que Alexandre conquistou, passou para a Grécia, depois que dividiu os reinados, inicialmente eram os pitolomeus, depois passou para os celéucidas, depois os romanos.
Então Israel sempre, eles não puderam mais ter um rei, eles tinham os sacerdotes.
Mas o que que esses governos, esses impérios faziam? Eles deixavam os sacerdotes ter um controle como se fosse um governador, como se fosse alguém abaixo deles.
Então os sacerdotes começaram a exercer esse poder duplo, eles eram os responsáveis, os líderes da fé, da religião, da lei de Deus, do templo.
Os sacerdotes eles eram os que governavam a parte religiosa, mas os governantes superiores também colocaram sobre eles o poder de ser os governantes abaixo do rei superior.
Então na localidade os sacerdotes começaram a exercer esse poder duplo de poder civil e de poder sobre a direção religiosa.
E isso é uma combinação muito errada, muito perigosa, isso só dá corrupção, isso só dá desvio, isso só traz desvio para a própria fé.
Porque o que acontece? Os sacerdotes eles eram responsáveis por controlar os impostos, eles eram responsáveis por prestar contas ao governante.
Eles tinham poder de autoridade, eles tinham controle sobre o dinheiro e eles buscavam privilégios.
Então isso que a gente encontra até hoje é o crescimento da igreja para começar a ter influência no governo, o crescimento da igreja para pessoas que ficam à frente de uma espécie de império religioso.
Nós temos vários exemplos em nosso Brasil, em outros países também. As pessoas começam a ter poder porque influenciam muita gente, começam a ter muito dinheiro e começam a ter influência no governo.
Então isso aí gera muitas guerras interiores. A história mostra que não foi só Antíoco que oprimiu os judeus nessa época.
Havia muito jogo de poder entre um partido e outro. Nós já falamos no tempo de Antíoco III, tinha dois partidos, dois grupos em Israel.
Tinha o grupo que apoiava Antíoco e tinha o grupo que apoiava Ptolomeu. E tinha famílias de sacerdotes, uns lutando contra outros.
Era uma coisa assim terrível. Então eu coloquei esses três nomes aqui, os sumo-sacerdotes, isso não era uma novidade. Eles tinham esses partidos, tinha várias coisas, mas olha só como isso.
Eu vou só falar alguns fatos meio rápido, só pra gente entender isso. Quem era sacerdote quando Antíoco veio era um homem chamado Onias III, que tinha tido outras Onias antes dele.
Nessa época já tinha um grupo que resistia a influência grega, o que nós chamamos de helanização. Então Onias era desse grupo que não queria que a cultura grega invadisse tudo.
E ele resistia a algumas coisas, acho que ele procurava defender, não sei se tenho muito conhecimento sobre ele, não sei se era uma pessoa reta, moral, mas ele representava alguém que não era muito do interesse de Antíoco.
Isso antes de Antíoco vir pra colocar abominação e tudo mais. Isso bem no início do tempo de Antíoco. Então o que acontecia?
Esse Jasão aqui era irmão de Onias. Então a mesma coisa que acontecia nesse nível de governo, um irmão lutando contra outro e prejudicando o outro.
O que Jasão fez? Irmão de Onias. Ele ofereceu a Antíoco muito mais dinheiro em tributos do que Onias estava pagando. Então ele tomou o poder do irmão dele.
Antíoco tinha os governantes, eles colocavam, então você vai ser o sumo sacerdote, você vai ser o sacerdote principal. Então Antíoco tirou o poder de Onias e passou pra Jasão.
E algum tempo depois, alguns anos depois, Onias foi assassinado. Não sei se foi pelo irmão dele, mas sim nessas brigas ele foi assassinado. Então aqui a briga de poder.
E o que aconteceu algum tempo depois? Um outro cara, já não ligado por família, um homem chamado Menelau, ofereceu a Antíoco mais dinheiro que Jasão tinha dado.
Então Antíoco tirou Jasão e passou pra Menelau. Então isso pra mostrar como estava acontecendo o jogo de poder e a politicagem dentro de Israel.
Em vez do povo resistir diretamente àquilo que estava acontecendo, se mantendo fora, está brigando o Pitolomeu e o Antíoco, essas duas potências, o povo de Deus está fora disso.
Nenhum dos dois representa o governo de Deus. Mas eles fizeram, se manifestaram a favor de um e de outro, tinha os dois partidos, então quando um chegava o outro era prejudicado.
E eles queriam isso porque? Pra poder ter essas posições. Então, só pra colocar mais um fato aqui. Então, Onias foi tirado e passou pra Jasão, porque ele ofereceu mais dinheiro.
Jasão foi tirado porque Menelau ofereceu mais ainda. Depois quando Antíoco estava lá recebendo aquele ultimato lá de Roma pra ir embora do Egito, nesse tempo até saiu um boato que Antíoco tinha sido morto.
Não, ele tinha sido assassinado. Ele recebeu um ultimato, ele foi mandado embora, ele não foi morto. Mas lá em Israel, não sei se de propósito não, eles começaram a circular um boato que Antíoco tinha morrido.
E quem estava ali no poder? Menelau. Jasão tinha sido destituído. Onias tinha sido morto já. Então, Jasão levantou um grupo de judeus, tomou o poder de Menelau, matou um monte de irmãos judeus ali nessa batalha.
Quer dizer, houve uma espécie de guerra civil e foi ali que Antíoco voltou da sua humilhação diante dos romanos e foi justamente nesse momento que Antíoco matou um monte que começou a colocar a abominação da desolação.
Olha só como essa guerra de poder entre eles favoreceu e até trouxe muita morte e muito problema por causa de lutas de poder interior.
Então isso, gente, tem muita lição, muita coisa para a gente entender sobre isso. Nós não vamos hoje conseguir comparar nas escrituras, mas só vou mostrar essa última folha aqui para vocês. Com certeza nós vamos falar mais sobre isso depois. Alguns desses aspectos a gente já mencionou.
Então Israel, esses aqui são fatores, são aspectos que estão acontecendo durante esse tempo que nós estamos falando, não só de Antíoco, desde antes. Então está havendo um processo de helenização, isso significa cultura grega.
Então isso é uma coisa que está acontecendo, falamos sobre isso. Tem lutas internas por poder. Tem lutas internas por poder. Então, esses partidos, essas famílias, essas pessoas querendo chegar a ser o sumo sacerdote para ter poder.
A tentativa de aliar-se ao mais forte. Aqueles que queriam estar do lado dos pitolomeus, ou então do lado dos celêusidas. Aqueles que se colocaram ao lado de Antíoco.
Então quando Antíoco estava ali em Pondo, houve muitos judeus que se aliaram a ele. Muitos judeus querendo vantagens, querendo poder. Mesmo Antíoco perseguindo o povo judeu, muitos judeus para escapar, para preservar a vida e para estar no poder, se aliaram a Antíoco. Então tudo isso são situações muito adversas.
Uma coisa interessante nesse aspecto aqui, pureza, pelo menos pureza relativa, onde é que os judeus conseguiram manter, preservar sua fé, suas escrituras?
Porque Antíoco teve esse momento em que ele estava tentando exterminar tudo, tudo que tinha de... E lá naquela época eram raras, não tinha muita cópia, não tinha muitos exemplares da torá, das escrituras.
Mas tudo que Antíoco mandou buscar em todas as casas, ele mandou queimar tudo que ele achava das escrituras. Mas onde os judeus, onde que eles se mantiveram mais, onde que eles se preservaram mais?
Nas vilazinhas do interior, nas pequenas comunidades rurais, nas montanhas, nos lugares distantes. Quem estava abraçando e adotando as culturas gregas?
Os ricos, os que estavam no poder, as classes que estavam brigando para ter o poder, eles estavam se conformando com as normas da cultura grega, de Antíoco.
Eles que estavam deixando, abrindo mão das suas convicções para adotar coisas erradas, mas o povo simples, o povo distante do centro de poder, eles que mantiveram a sua fé mais pura.
Os macabeus estavam entre esses. Então os macabeus, eles eram de uma família sacerdotal, mas eles estavam mais longe, mais fora dos centros de poder.
E a última coisa que é interessante, esses são tópicos que podem ser desenvolvidos mais, mas só para a gente entender isso aqui, tem muita relação com, nós podemos fazer muitos paralelos com o tempo moderno.
Então quem eram as pessoas que fizeram resistência a essa tentativa, principalmente de Antíoco, de exterminar a fé judaica?
Quem resistiu? Dois tipos, dois grupos de pessoas. Esse termo é usado até hoje. Como normalmente, em português nós não pronunciamos o H, mas em hebraico, eles têm outro alfabeto, mas quando translitera o hebraico, muitas vezes colocam C antes.
O CH, então às vezes esse nome é escrito com CH no início. É como aquela palavra chesed, que eu sempre menciono nas aulas.
É CH ou H, depende, as pessoas escrevem, mas é um som de chesed, chasidim. Então os chasídicos, isso é um termo que usar até hoje, mas isso começou nessa época.
Essa palavra no hebraico significa os piedosos, os devotos, inclusive tem um sentido também de bondosos, mas a ideia era que essas eram as pessoas que mantinham a devoção a Deus.
E essas pessoas aqui não resistiam à força, muitos deles foram mortos, eles não se submetiam às exigências de Antíoco e muitos deles, por isso, foram mortos.
Agora, asmoneus, às vezes escreve com H também, mas os asmoneus, esse nome tem a ver com a família sacerdotal dos macabeus.
Então era uma família sacerdotal e os macabeus pertenciam a essa família, e os asmoneus foram líderes, foram eles que resistiram com força, com armas.
Eles que organizaram exércitos e que, no fim, até tomaram o poder. Então são duas formas diferentes de resistência.
Resistência só de não se submeter às exigências erradas e outros que não só não se submetiam, mas que também faziam uma resistência armada.
Então nós estamos nos aprofundando um pouquinho nessa história. Na próxima aula nós vamos falar um pouquinho sobre o texto bíblico,
qual a parte do texto bíblico que tem a ver com Antíoco, esses primeiros versículos até 35, quais as partes que nós sabemos que Antíoco cumpriu,
quais que ele não cumpriu, e vamos falar um pouquinho sobre o que o texto bíblico fala sobre Antíoco, que isso é o que interessa mais.
Hoje foi mais uma descrição histórica, mas isso é tudo importante para a gente poder entender como essas coisas se cumpriram de fato.
Senhor Deus, nós te agradecemos porque no meio de tudo isso, ao longo dos séculos, mesmo no meio de situações tão adversas, situações que o povo de Israel
precisou enfrentar e ao longo de muitos outros conflitos, o povo de Israel tem passado por muitas, muitas provações, muitas dificuldades e o Senhor enviou o mensageiro divino
para falar com Daniel para avisá-lo das coisas que viriam, quanta coisa viria ainda sobre o povo de Israel depois da época de Daniel.
Então, hoje também nós estamos olhando para o passado, mas querendo aprender para o futuro, queremos entender quais são as coisas que o Senhor quer mostrar,
quais são as coisas que o Senhor deseja revelar para nós e que nós possamos entender no meio de todos esses fatores, coisas que aconteceram naquela época tem paralelos hoje.
A tentativa de dominar o mundo através de uma cultura ou de uma tecnologia ou de diversas maneiras, as lutas, as resistências, aquilo que estava acontecendo no meio do teu povo nessa época,
ao invés de tomar em uma posição separada, isolada, isenta de tudo isso, muitos estavam também envolvidos, uma luta por poder, buscando os mesmos alvos, os mesmos valores.
Senhor, ajuda-nos nesses dias de hoje que nós possamos aprender daquilo que aconteceu e daquilo que o Senhor avisou, que possamos entender na Tua Palavra quais foram as advertências,
quais foram as lições que o Senhor quis dar para Daniel antes de tudo isso acontecer.
Ajuda-nos porque nós também vamos enfrentar, estamos enfrentando já muitos desafios. Pedimos isso em nome de Jesus. Amém.
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