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26/09/21 – Esdras 2 – Baixardo áudio.
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Transcrição
Muito bem, estamos aqui mais uma vez para falar do livro de Esdras, do tempo de restauração, do retorno do cativeiro.
Temos várias expressões, vários títulos que podem representar esse tempo, mas a palavra central é restauração e o retorno do cativeiro, o fim do cativeiro, o retorno para Israel.
Estamos no capítulo 2, que é um capítulo a princípio que só tem nomes, tem vários capítulos assim na Bíblia e quando a gente está fazendo uma leitura devocional não é nossa preferência ler um capítulo assim.
Mas quando nós vamos estudar vários aspectos, várias coisas importantes sobre os acontecimentos, a relação, a história, nós vemos que essas listas de nomes às vezes são genealogias.
Esse capítulo de Esdras não é bem uma genealogia, assim, não está traçando, levando o histórico desse povo atual até lá atrás, suas origens, mas faz uma relação, uma relação dos nomes ou dos grupos que voltaram do cativeiro para Israel.
Então nós vimos na aula passada que tem esses grupos, eu só estou colocando essa folha aqui só para lembrar que nós vimos isso, também está no seu esboço, que são a primeira coisa que nós podemos descobrir, que nós podemos extrair desse capítulo, desses nomes, são os grupos.
Não era só um grupo confuso ou misturado ou sem sentido, toda essa relação mostra que havia ordem e isso está sempre na Bíblia, quando saíram do Egito, quando estavam no deserto, quando entraram na terra prometida, eles sempre tinham essa questão de ordem,
essa questão de realmente ter uma organização, não era uma coisa, Deus não quer só uma coisa mista, Ele quer que realmente haja uma sequência, então tudo isso é importante para a gente poder entender os caminhos de Deus.
Então só lembrando nós temos esses grupos diferentes, vamos orar para que o Senhor nos ajude na continuação para entender a partir desse grupo que voltou da Babilônia, a partir dessas classificações e da identificação de quem eram essas pessoas,
que Deus nos mostre algo importante sobre o princípio de restauração, sobre o princípio de como Deus restaura, de como Deus move na sequência do seu plano.
Senhor, nós te agradecemos por toda a Tua palavra, pelas partes que são inspirativas, que nos desafiam, que nos ensinam, que nos transformam, também pelas partes como esse capítulo de hoje,
que mostra a sequência histórica e como o Senhor continuou fiel, como o Senhor preservou, como o Senhor deu sequência a um plano maravilhoso mesmo parecendo que tinha acabado,
que tinha espalhado, dispersado o povo por outras nações e que tinha acabado tudo lá naquilo que o Senhor tinha começado há tanto tempo. O Senhor está mostrando aqui nessa parte da história que o Senhor espalha,
que o Senhor disciplina, que o Senhor purifica de várias maneiras e às vezes isso implica em destruir aquilo que foi construído errado, como uma construção ou que tinha sido construído corretamente,
depois foi deturpada ou talvez até construída, algumas coisas construídas erradas, o Senhor muitas vezes tem que demolir, arrasar com aquilo que foi feito errado ou que foi contaminado para poder purificar,
para poder trazer algo dentro do rumo e do alvo que o Senhor tem. Muito obrigado por tua fidelidade, obrigado porque até hoje o Senhor está trabalhando também no sentido de apurar e de preparar para uma restauração perfeita.
Nós estamos na expectativa daquilo que o Senhor quer fazer, principalmente naquilo que tem a ver com o seu retorno, com o reino eterno, mas sabemos que algumas coisas precisam acontecer
e isso nos interessa para que o mais breve possível, dentro do teu plano, do teu propósito, mas o mais breve possível o Senhor possa realmente completar essa obra de restauração e trazer o reino eterno.
Pedimos a tua ajuda, tua revelação, teu toque no nosso coração nesse momento, em nome de Jesus. Amém.
Ok, então só lembrando que nosso tema hoje é de um pequeno remanescente, nós temos falado sobre isso, que não era um grupo grande em relação a toda aquela nação de Israel,
muito diferente do primeiro êxodo do Egito, quando saíram talvez dois ou três milhões de pessoas, aqui está essa relação do capítulo dois, fala de um número perto de 50 mil,
então é realmente um número pequeno, mas essa é uma das ideias de que Deus estava trabalhando com o pequeno remanescente, e esse pequeno remanescente estava dividido em vários grupos,
falamos sobre isso na aula passada, mas lembrando que a primeira parte no versículo dois fala, aqui em Esas fala de 11 nomes, mas a relação paralela em Nehemiah tem mais um nome,
então seriam 12 pessoas que eram mais ou menos os líderes, as pessoas que estavam à frente, e entre essas pessoas nós temos esses, falamos sobre esses dois nomes aqui,
só para não deixar nenhuma dúvida, essa identificação aqui era de Zorobabel, então ele tinha uma linhagem, ele era da linhagem de Davi, através de Josias,
falamos sobre essa sequência aqui, agora essa de Jesua ou Josué, o sacerdote, ele não tem nada a ver essa parte de baixo com a de cima, essa primeira parte é de Zorobabel,
que é o primeiro nome que aparece em Esas 2.2, então Zorobabel era um líder, ele era da linhagem de Davi, ele nunca se tornou rei, mas ele era da linhagem de Davi,
então isso era muito significativo, ele faz parte da linhagem de Jesus, a linhagem de Jesus vem por meio dele, então ele era um elemento importante nesse retorno,
e outra pessoa, segundo o nome da lista é Jesua ou Josué, que era da linhagem dos sacerdotes, então nós só fizemos uma pequena relação com os antecedentes dele,
o avô dele estava lá quando Nabucodonosor destruiu Jerusalém e foi morto ali, não sabemos nada além disso, mas ele era sacerdote no tempo de Zedekias, o último rei de Judá,
e provavelmente ele fazia parte de todo aquele grupo que governava Judá e que não era fiel ao senhor, mas nós não sabemos especificamente nada sobre Seraís,
só que ele foi morto naquele momento da destruição final de Jerusalém, mas o filho dele, Josadaque, foi para o cativeiro e o filho de Josadaque foi o sacerdote da linhagem do sacerdote que voltou para Jerusalém.
Então hoje nós estamos aqui falando sobre esse tema de que é um pequeno remanescente, é um pequeno remanescente que voltou, mas que representava todo Israel,
nós queremos falar um pouquinho hoje sobre esse contraste, é pequeno mas representa o todo, como sempre Deus tem uma linha, Deus tem um equilíbrio,
Deus tem uma maneira de agir que nem é de uma coisa de massa, todo mundo faz parte de Israel, está todo mundo ali, é uma coisa por atacado, não, o relacionamento com Deus é individual,
no sentido de cada um precisa ter responsabilidade, precisa saber o que está fazendo com sua aliança com Deus e não é simplesmente porque faz parte da grande massa,
seja do povo de Israel, seja de uma igreja, seja que tenha nome de cristão ou evangélico, seja o que for, não é por fazer parte, é muito importante fazer parte,
mas não é só por fazer parte que você automaticamente tem seu lugar garantido, então nós temos falado sobre esse remanescente e aqui estou mostrando vários aspectos aqui,
mas eu preciso sempre lembrar, durante todo esse estudo sobre restauração, nós vamos sempre falar sobre o que é restauração, então aqui eu só quero mostrar essa parte de cima,
essa parte de baixo ainda não, mas aqui nós estamos falando só para mostrar um pouquinho o que significa restauração, acho que a ideia é muito fácil de assimilar,
que a primeira parte, restauração só existe se houve uma perda daquilo que foi dado no início, então se Deus fez o jardim do Éden tão perfeito,
então tem um momento de implantação, tem um momento de Deus conceder algo novo, eu estou chamando aqui de implantação, mas poderíamos chamar assim de um passo pioneiro,
de um avanço, de Deus dar algo novo no seu plano, como a história da humanidade já começou com essa parte de perda e dispersão,
nós já vimos também umas aulas atrás, falamos sobre, a Bíblia inteira fala sobre uma posição na terra, Deus tinha um plano para morar na terra,
Deus tinha um plano para a partir de um ponto inicial, que seria o jardim do Éden, a partir de um ponto inicial na terra, estabelecer algo importante ali,
uma base, um ponto de partida, de fazer algo precioso, algo maravilhoso ali, a partir daquele ponto, Deus alcançaria, expandiria aquele reino para toda a terra,
mas como já no início em Gênesis 3, nós já temos a perda, nós já temos que aquilo que Deus deu, isso infelizmente tem se tornado um padrão,
aquilo que Deus deu inicialmente foi perdido, então desde o início da Bíblia nós estamos falando sobre restauração, porque houve algo, houve uma implantação, houve um estabelecimento de algo que Deus estava trazendo para a terra,
mas houve uma perda, então o primeiro casal perdeu o relacionamento com Deus e perdeu o jardim e foi disperso, então a história da Bíblia, a história da humanidade é sempre isso,
Deus desde essa época restaurando algo que foi perdido e nessa restauração, nesse desenvolvimento do seu plano, porque o plano obviamente ficou diferente do que seria se não entrasse pecado,
então se tivesse havido uma continuação direta, uma linha reta ascendente do jardim do Éden para frente, então não teria necessidade de restauração, seria só passos progressivos,
mas a partir do jardim do Éden houve um outro plano que era de redenção, de restauração e esse plano tem coisas novas que Deus deu, Abraão, Moisés, Davi, momentos em que Deus concedeu algo novo,
em que Deus, assim agora vou levar vocês mais perto para o alvo, então tem esse momento, essas etapas de implantação, Jesus veio para implantar algo novo, só que sempre tem uma mistura,
porque como nós estamos trabalhando desde o início da humanidade com algo que foi perdido e agora o plano original sendo restaurado, então até os passos novos como Jesus com a nova aliança,
ele não pegou, se eu tivesse uma lousa eu não estaria assim, bom Deus fez isso com Moisés, mas agora apagou tudo, paga tudo aqui, vamos começar de novo,
aí veio Davi, não, mas apaga tudo, agora veio Jesus, apaga tudo que foi antes, não, tem passos novos, tem implantações novas, porém sempre tem perdas, essa é a nossa história de humanidade caída,
nós perdemos originalmente no jardim do Éden, perdemos o que Deus deu por meio de Abraão, perdemos o que Deus deu por meio de Moisés, perdemos o que Deus deu por meio de Davi,
perdemos coisas que Deus restaurou por Elias e outros profetas e perdemos também aquilo que Jesus trouxe na nova aliança, que ele também estava resgatando aquilo que tinha sido dado anteriormente,
mas ampliando também, então isso traz um pouquinho, é um pouco difícil às vezes de entender, mas nós podemos entender que cada restauração está trazendo de volta algo que foi perdido,
mas ao mesmo tempo Deus está dando passos novos e aquilo que poderia até escrever aqui, que esse período aqui que seria, varia de acordo com o tempo bíblico,
se nós estivermos falando por exemplo do reino dividido, depois de Davi e Salomão, o reino ficou dividido entre Judá e as tribos do Sul e as dez tribos do reino de Israel,
então houve uma divisão, no reino de Judá, que foi a única parte que manteve fidelidade aos propósitos de Deus, houve períodos de apostasia e houve períodos de restauração,
então eles não saíram da terra, mas eles tinham esses períodos, essa oscilação, esse sobe e desce entre períodos de apostasia, de afastamento, de desvio, de idolatria e períodos de restauração,
então nos períodos de restauração, durante o reino dividido, não houve, sim Deus está sempre ensinando e desenvolvendo um relacionamento,
mas como povo de Deus eles não estavam avançando para algo novo, eles não estavam desbravando novos territórios, eles não estavam avançando muito pelo contrário,
eles parecia que mesmo nas restaurações maravilhosas, mas eles estavam no fundo, no fundo se afastando mais, apesar dos períodos de restauração,
como o povo, como a direção coletiva estava ficando mais distante do alvo e não mais próximo, mas depois houve o cativeiro e nós estamos falando agora sobre uma restauração,
mas nesse período de perda e dispersão tem um propósito positivo, embora seja um período de disciplina, um período de juízo, mas tem um propósito positivo,
o que que é? Que Deus está apurando, que Deus está muitas vezes reduzindo, reduzindo, não aumentando, multiplicando, expandindo o reino,
Ele está trabalhando num processo de apuração, num processo de nos podar, Ele está podando as coisas erradas que cresceram, como a semente que caiu no meio de espinhos,
de mato, então muita coisa ruim cresceu, joio crescendo junto com o trigo, essa ideia assim de que o reino de Deus ficou contaminado,
o reino de Deus ficou cheio de mistura, então esse período de perda, de dispersão é também um período de apuração,
um período de tratamento, um período de disciplina, mas que Deus está trabalhando interiormente, não com coisas exteriores,
não trabalhando com o templo visível, com a capital de Jerusalém, com avanços para o estabelecimento do reino de Deus,
não está acontecendo nada visível, nada que a gente possa ver um progresso visível do reino de Deus, pelo contrário,
parece que a gente está perdendo, retrocedendo, exteriormente está tudo arrasado, destruição, como no cativeiro, mas esse é um período de apuração,
então com isso a gente chega nesse período que nós estamos agora com um remanescente pequeno,
então minha ênfase hoje é falar sobre duas coisas meio opostas, é um remanescente pequeno, por que é pequeno?
Porque Deus está trabalhando com esse processo de apuração, de podar, de tirar de nós coisas erradas,
então só sobrou um pequeno grupo, então por que a gente sabe que é pequeno?
Bom, pelo número total em Esdras 2, 50 mil pessoas é um grupo pequeno, mas tem outras coisas que nós podemos analisar,
então eu quero mostrar aqui que são coisas que nós tiramos desse capítulo, lógico que você não tira isso de uma leitura superficial,
mas examinando esse capítulo 2 de Esdras, e não só capítulo 2, a gente vai juntando com outras partes,
mas a primeira coisa que nós verificamos, isso já tinha acontecido antes do cativeiro, 130 anos mais ou menos antes da destruição de Jerusalém,
as dez tribos, essa parte de Israel, dez tribos, a grande parte do povo de Israel foi levada para o cativeiro,
um outro cativeiro, uma outra potência, a Síria, não era a Babilônia, então quando só sobrou o que nós chamamos o Reino de Judá,
como nós já explicamos também, expliquei na última aula, o Reino de Judá incluía a tribo de Judá, a tribo de Benjamin,
até se for lá atrás a tribo de Simeão que sumiu, que não foi mencionado mais, a sua herança tinha sido meio que encravado dentro do território de Judá,
então Simeão desaparece, e os levitas que não tinham um território, não tinham uma herança territorial,
então esse Reino de Judá era formado de Judá, Benjamin, Simeão não é mencionado, e os levitas, mas além dos levitas,
que incluem os sacerdotes, levitas e sacerdotes, além desses, nós vimos até em I Crônicas 9, que na relação que lá faz também daqueles que voltaram,
fala que tinha também alguns de Manassés e Efraim, então quando antes do cativeiro das dez tribos e depois do cativeiro das dez tribos,
pequenos grupos das dez tribos migraram para Judá, e se misturaram ali, e muitas vezes nem são mencionados, mas eles existiam,
então Judá representou, desde antes do cativeiro, Judá já representava o remanescente, porque o remanescente,
algumas pessoas que buscavam Jerusalém, isso desde o tempo de Jeroboão, algumas pessoas que não concordavam, que não sentiam bem com a apostasia de Jeroboão,
começaram a ir para o território de Judá, então Judá acolheu, Judá tinha também um grupo ali das outras tribos, ok?
Então, quem era esse remanescente pequeno? Primeiro não eram as dez tribos, eram esse grupo que tinha sobrado antes do cativeiro,
então que estava ali basicamente aqueles que eram de Judá e Benjamin e os Levitas, ok? Então só esse antigo reino de Judá que voltou,
vou falar daqui a pouco sobre as outras tribos também, isso é um ponto importante, mas primeiro vamos focar nessa coisa assim,
é um remanescente pequeno, tem até outras coisas que eu não coloquei aqui nessa relação aqui, estou lembrando agora,
por exemplo, um dos grupos que é citado é o grupo dos sacerdotes, no tempo de Davi tinha 24 turnos, famílias, Davi organizou os sacerdotes,
os Levitas, então eles tinham turnos, eram várias famílias, mas nesse retorno aqui só menciona três ou quatro famílias de sacerdotes,
a partir do versículo 36, então ali fala dos filhos de Edaías, da casa de Josué, esse sacerdote que voltou, os filhos de Immer e os filhos de Pazur,
e os filhos de Arim, então são algumas famílias, algumas famílias de sacerdotes, era um remanescente, não tinha todos aqueles 24 turnos,
os Levitas também, porque dos sacerdotes foram alguma coisa em torno de 4 mil, alguma coisa assim que dá a soma total aqui,
já os Levitas só tem 74 pessoas, então um grupo muito pequeno de Levitas, os cantores também tinha várias famílias de cantores no tempo de Davi aqui,
só fala de uma família, enfim, então em todo sentido estavam voltando só um grupo pequeno daquele grupo original que tinha antes do cativeiro.
Outra coisa que nós notamos, lembra que nós falamos que esse primeiro grupo que era o do povo em geral, esse grupo do povo dessas tribos que voltaram,
eles foram identificados de duas maneiras, primeiro tem uma relação daqueles que falam que eles eram filhos de fulano, então eram participantes de uma determinada família,
e outros grupos eram identificados pelas cidades, e as cidades que são mencionadas são todas cidades que circunvizinhavam Jerusalém, aos redores de Jerusalém,
as cidades citadas nem todas dá para identificar, mas todas as cidades que são conhecidas, todas as cidades que eles conseguem identificar, eram cidades próximas a Jerusalém,
então não só não fala das doze tribos dos outros territórios, aquelas primeiras dez tribos que foram levadas para o cativeiro, mas mesmo as cidades, as cidades avulsas, eram raio pequeno,
era só em volta de Jerusalém, ou seja, Deus estava restaurando um grupo pequeno, e era um grupo que fazia parte desse grupo de remanescentes,
que era de Judá, Benjamim e alguns que foram juntos, que já tinham se juntado ali, mas também as cidades eram por ali, por perto, e é interessante que nunca mais a terra de Israel
foi dividida em doze territórios de tribos, nunca mais, então acabou aquele sistema que tinha antes, aquele reino de Israel que tinha antes com as dez tribos,
e mesmo entre Judá e Benjamim, não fez mais distinção de fronteiras, de limites, era o povo que voltou, é uma coisa interessante que Deus não acabou com a individualidade,
Deus não acabou com a diversidade, mas no retorno, nessa restauração, ele mudou, ele não ficou tudo dividido, era um grupo de pessoas voltadas assim,
relacionadas assim, por isso que eu falo assim, em relação com Jerusalém, o importante é que eles estavam voltando para Jerusalém, então o foco da unidade, nós temos visto que Jerusalém representa uma posição,
um lugar espiritual, no caso de Israel, um lugar físico, até hoje é uma cidade física, que tem planos de Deus em relação a Jerusalém, mas para o povo de Deus no mundo inteiro,
Jerusalém representa algo muito especial, que Deus escolheu para colocar seu nome ali, a sede do seu governo, então para nós hoje, voltar para Jerusalém, tem esse significado literal,
que Deus restaurou a cidade de Jerusalém, deu de volta para o povo judeu e tem coisas acontecendo lá até hoje, vão acontecer outras coisas, vão acontecer também, mas nós temos essa relação espiritual,
de que Jerusalém representa algo que é o ponto, o centro gravitacional, o ponto de unidade, então o povo que voltou não ficou falando, eu sou de tal tribo, eu sou daquela tribo não,
era tudo relacionado com Jerusalém e também com a casa de Deus, tudo, nós já falamos sobre isso, que até Ciro entendeu, que ele estava liberando o povo para voltar para Jerusalém e para construir a casa de Deus,
então o retorno para Jerusalém, o retorno para Israel, tinha relação com isso, então é um pequeno grupo, não está restaurando aquele sistema, todo aquele sistema anterior,
vamos restaurar a região de Ruben, vamos restaurar o território de Naftali, de Manassés, de Efraim, de Zebulon e assim por diante, não era esse o propósito e Deus não restaurou isso,
então quando nós falamos sobre restauração é muito importante, nós estamos querendo realmente entender, mas eu confesso que eu estou aqui nessas aulas buscando, pesquisando, cavando,
querendo entender não só o que aconteceu naquela época, mas querendo entender como isso se aplica para hoje, o que Deus está querendo fazer, o que Deus está trazendo para nós,
e o que Ele quer fazer na restauração, há muito tempo se fala em restauração, durante toda a história eu vou em outro momento falar um pouco sobre isso,
que restauração é uma coisa contínua, já falei assim que em todos os tempos Deus está sempre restaurando, desde o início da história, depois do pecado, sempre tem esse elemento de restauração,
mas quando nós falamos sobre restaurar, às vezes as pessoas falam assim, eu quero voltar, quem não gostaria de voltar para o tempo do livro de Atos, quem não gostaria de voltar para tempos que a gente conhece na história,
São Francisco de Assis, um movimento assim de as pessoas se livrarem de tanto apego a coisas materiais e vivendo uma dependência de Deus, algo maravilhoso que Deus fez ali,
tempo de Zinzendorf, tempo de John Wesley, sei lá, a gente pode pensar em muitos tempos maravilhosos do passado e a gente muitas vezes pensa, eu quero restaurar, eu quero voltar para aquele tempo,
e isso é uma coisa que sobressai aqui, que quando aqui está falando sobre restauração, tem algo, está voltando para a terra, voltando para Jerusalém, voltando para construir aquela casa de Deus, aquele lugar onde tinha casa de Deus antes,
então tem uma continuidade, tem uma ligação com aquilo que tinha antes, não é como eu falei assim, apagar a lousa e falar assim, tudo vamos acabar e eu posso escolher outras pessoas e começar um outro grupo,
como Deus até falou com Moisés no Monte Sinai quando eles fizeram o Bezerro de Ouro, eu vou destruir todo mundo e fazer de você uma grande nação, mas Deus não queria isso e Moisés entendeu que Deus não queria isso,
e Deus não quer isso hoje, Deus não está inventando uma coisa nova, estamos sempre desbravando passos novos na restauração, no avanço do plano de Deus, mas tem sempre uma continuidade com o que foi antes,
porém não é tudo que foi antes que vai voltar como antes, então eles voltaram para a terra de Israel, mas nunca mais voltou para ter aquela divisão das doze tribos, nunca mais voltou a ter algumas coisas do sistema anterior,
então é importante entender isso, não tem um jeito fácil de entender isso, nós precisamos de revelação e de direção de Deus para hoje, o que Deus quer preservar, o que Deus quer manter das coisas antigas,
e o que Deus quer fazer que é algo novo no plano de redenção, no progresso, então nós precisamos saber o que Deus está falando, que momento nós estamos vivendo,
esse momento de restauração não foi da invenção de alguém, nem que fosse Daniel, ou Zorubabel, ou qualquer outra pessoa, um dos profetas, não foi algo que eles inventaram, que eles decidiram, nem mesmo por uma questão de entender que cumpriram-se os 70 anos,
eles não puderam tomar uma iniciativa sem que Ciro falasse por mover sobrenatural de Deus, soberano de Deus, de mover o coração de Ciro e de fazer a proclamação,
então existem coisas que não dependem de nós, nós precisamos ser aqueles que correspondem, que respondem ao convite de Deus à proclamação, mas Deus é quem determina, mudou o tempo, chegou o tempo,
então tudo isso é importante, e entender o que é que vai recuperar daquilo que tinha anteriormente e o que vai acontecer de uma forma muito limitada, nós vamos ver isso várias vezes no livro de Esdras,
a própria casa que eles construíram para Deus, quem tinha visto a casa original que foi construída por Salomão, as pessoas falam assim "puxa, isso aqui é muito inferior, é muito mais modesto",
então tem uma diferença, então é um pequeno remanescente, é um pequeno remanescente, então isso pode nos animar por um lado, Deus não precisa do todo,
mas precisamos entender também o que é esse pequeno remanescente e o que Deus como Deus encara, então todos esses aspectos que eu estou falando aqui só tinha o antigo reino de Judá representado,
tinha tudo relacionado com Jerusalém, que é significativo, tudo relacionado com a casa de Deus, de onde que eu tiro que tudo tinha uma relação com a casa de Deus?
Porque quando nós olhamos aqui de novo esses grupos que voltaram, esses grupos aqui do meio, o terceiro sacerdotes, o quarto levitas incluindo cantores e porteiros,
dois tipos de servidores, os que eram servidores do templo e os que eram filhos dos servos de Salomão, ele fala de dois grupos, eu coloquei tudo em um só aqui,
mas nós temos sacerdotes, levitas, os levitas que não eram nem cantores nem porteiros, mas depois tinha esses grupos de cantores e porteiros, então tem três grupos representados aqui nos levitas,
porteiros do templo que tinha dois grupos diferentes relacionados, ok? Então todos esses grupos aqui só tinham sentido se tivesse a casa de Deus,
eles não tinham função na Babilônia e mesmo que voltasse para, mesmo voltando para Israel, para a terra de Israel, eles não tinham função se não tivesse a casa de Deus,
porque nós podíamos pensar, ah, voltaram os agricultores, voltaram os que tinham alguma função administrativa, voltaram, hoje, arquitetos, engenheiros, professores, médicos,
ele não fala sobre esse tipo de classificação, a restauração, todo o povo que não tinha uma função especial, mas eles estavam indo ali, todas as cidades em volta de Jerusalém,
em função de reconstruir a casa de Deus e de ter Deus no meio deles, então isso mostra que a casa, todo o aspecto da restauração estava relacionado com isso.
Eu quero fazer uma menção depois, em outro momento, eu não sei se vou chegar nisso hoje, acho que não, mas um dos paralelos, um dos cumprimentos de uma restauração semelhante a essa aqui,
é o retorno do povo judeu, do povo de Israel, para a sua terra no século XX, então nós temos esse momento aqui, deixa só, vou mostrar isso aqui,
porque estamos falando sobre esse assunto, então só quero mostrar aqui nessa outra parte aqui, que essa restauração, ela aconteceu, esse período de restauração, ela tem um cumprimento com Zorobabel,
então tem esse tempo que nós estamos falando aqui, tem um cumprimento no século XX, que já vimos, que também não foram todos os judeus, foi um grupo relativamente pequeno,
até pouco tempo, e às vezes eu vejo números, mas até pouco tempo tinha mais judeus, identificados como judeus, mais judeus morando na diáspora, nas nações, do que na terra de Israel,
nos últimos tempos às vezes está ali por perto, quase 50% dos judeus no mundo em Israel e 50% em outros países, mas durante muito tempo, mesmo depois do século XX, do retorno do século XX,
tinha muito mais judeus fora de Israel do que morando lá, então tem essa ideia de remanescente, mas tem um segundo êxodo, esse segundo êxodo aconteceu nesse tempo de Zorobabel,
mas aconteceu, ele não é chamado de terceiro êxodo, quarto êxodo, mas nas profecias dos profetas do Antigo Testamento, eles falam de um novo êxodo, às vezes eles geralmente não usam o termo segundo,
mas falam assim de um novo êxodo, e esse novo êxodo ainda não aconteceu em plenitude, mesmo no século XX, por isso que eu coloquei na frente milênio, porque vai ter, a Bíblia fala muito,
que é o Jeremias, tem várias profecias que falam de um retorno muito completo, que Deus vai buscar todos, que Deus vai trazer todos de volta para a terra de Israel, e isso não aconteceu ainda,
então a gente vê um cumprimento futuro de um retorno, de uma restauração, mas por que que não é só número de pessoas, por que nós vemos um cumprimento futuro daquilo que falava,
porque sempre que os profetas falavam, vou mandar vocês para o cativeiro, ou no Ezequiel ele já estava no cativeiro, então quando falava de cativeiro, Deus prometia, mas um dia vou trazer vocês de volta,
mas esse trazer de volta que já aconteceu com Zorobabel, e já aconteceu agora no século XX, são os dois cumprimentos principais que nós temos de retornos, porque nenhum dos dois é dizer não,
então as profecias de Isaías e os profecias de Ezequiel já se cumpriram, por que nós não podemos dizer, não tá, foi tudo, já se cumpriu, tá feito, não tem mais nada,
não, nós esperamos um cumprimento futuro, por que? Não só por causa de um, de até agora ter sido um, uma parte, um remanescente, e Deus fala assim de um todo,
Deus fala do remanescente, mas ele fala também de um todo, então é importante entender que tem o remanescente, tem um grupo pequeno, mas esse grupo pequeno não é o fim da história,
esse é o ponto mais importante de hoje, entender que Deus trabalha com o pequeno remanescente, mas esse pequeno remanescente, ele representa algo maior que vai acontecer ainda,
ele não é o final da história, e por que eu sei que não é o final da história? Porque quando as profecias falam desse novo êxodo, desse retorno definitivo,
fala em termos, tem vários aspectos, um é que vai ser algo eterno, o que tem lá em Israel não é uma coisa eterna hoje, não é uma coisa definitiva,
então fala de uma coisa eterna, eu posso citar vários aspectos, fala da restauração de um rei, descendente de Davi, que não tem, não teve no tempo de Zorobabel,
e não tem hoje, fala de uma paz definitiva, fala que nunca mais eles vão ser perturbados, isso não aconteceu no tempo de Zorobabel, eles viviam com medo, viviam sendo ameaçados, perseguidos,
hoje também, apesar de Israel ser uma potência, eles vivem sendo atacados, estão sendo ameaçados por países fortes, que possivelmente terão armamentos muito avançados e capacidade de atacar Israel,
então não veio o rei, não veio a paz, e também não veio a nova aliança para o povo de Israel, não veio o reconhecimento de quem é o seu Messias, não veio a salvação, não veio a restauração do coração,
então isso também não aconteceu, e aqui eu queria só, eu até chamei, abri essa folha aqui para falar uma coisa importante, a restauração que nós estamos estudando no livro de Esdras,
como eu estou enfatizando bastante, ela aconteceu para que a casa de Deus pudesse ser reconstruída, e depois no tempo de Neemias, a cidade de Jerusalém completamente fortificada com os muros e tudo mais,
com a restauração da cidade, então a restauração que nós estamos estudando nessa época, visava principalmente a casa de Deus e a cidade de Jerusalém,
isso não aconteceu nem nessa medida, porque a restauração de Zorobabel foi parcial, muito parcial, mas a restauração no tempo agora do século 20,
restaurou uma outra coisa, hoje Israel é uma nação independente, autônoma, soberana, é uma nação como durante todos esses milênios não tinha mais,
mas o retorno dos judeus para Israel, para sua terra, no século 20 e até hoje no século 21, não foi em função da casa de Deus, nem assim, tem muitos judeus ortodoxos que gostariam de construir,
de reconstruir um terceiro templo, mas isso causaria uma guerra mundial, né, provocado pelos países islâmicos, mas na verdade o povo,
a grande maioria do povo judeu que voltou para sua terra, eles não estão preocupados, eles não tiveram a revelação, eles não conhecem nem,
assim, tem muitos judeus ortodoxos, muitos judeus que crêem em Deus, mas assim, o grande foco é claro que aqueles que oram no Muro das Lamentações,
eles estão desejando, existe um grupo de judeus que quer a restauração, eles oram para que Deus restaure, para que eles possam ter o tempo,
para que eles possam ter a restauração de tudo que eles perderam, mas eles ainda são minoria mesmo entre os judeus,
então o grande foco do retorno do povo de Israel para sua terra no século 20 não foi igual a esse aqui,
aqui, claro que a tendência dos homens é sempre voltar para si mesmos, o profeta Ajeu, que nós vamos estudar também nesse contexto aqui,
nessas próximas aulas, o profeta Ajeu falou assim, o que vocês estão fazendo? Construindo suas próprias casas, não é tempo de construir sua casa,
vocês voltaram, eu liberei o retorno de vocês para a terra da herança, terra prometida, para que vocês construíssem a minha casa, Deus falou,
então isso tinha essa preocupação mesmo naquela época, mas eles construíram, eles entenderam que era a direção, o propósito, o alvo deles retornarem,
então quando nós falamos de restauração, quando nós falamos de sair da Babilônia e voltar para essa posição,
aplicando para nós como povo de Deus também espalhado pelas nações, de outras nações, o que é sair da Babilônia?
O que é voltar e ser restaurado? É tudo, tudo gira em torno da reconstrução, da restauração da casa de Deus,
então é muito interessante notar, tem muitos paralelos entre a nação física, étnica de Israel e a igreja,
Deus faz muitas coisas, a gente percebe muitas coisas, acontecem na história e tem algo exatamente paralelo na história da igreja,
então é muito interessante que a restauração que vimos em Israel no século XX não restaurou e não se tornou o foco principal do povo de Israel que voltou para a sua terra,
eles têm foco na segurança, eles têm foco na sua própria vida, em poder levar a sua própria vida com conforto, com prosperidade,
com cada um podendo viver a sua própria vida, mas Deus está falando, é claro que Ele quer nosso bem, claro que Ele quer que todos possam,
Ele queria naquela época também que todos pudessem viver em liberdade sem ser oprimido por outras nações, mas Ele disse não é essa a primeira coisa que vocês vão buscar,
vocês estão voltando para fazer a minha casa, então isso aqui é muito interessante, muito importante para a gente ver, ok?
Então, é um remanescente pequeno, mais uma coisa aqui é que então tem essa questão que aparece em todo o capítulo 2 de Estras,
e esse é um dos pontos centrais, quando a gente estuda o contexto, quando a gente estuda um capítulo, um momento, um período na história do povo de Deus,
sempre importante entender, o relato bíblico enfatiza o quê? Qual é o ponto mais importante?
O ponto mais importante do capítulo 2 de Estras era mostrar que o povo que estava voltando era um povo que realmente podia provar,
era um povo que podia dizer "nós somos do povo de Israel", alguns eram só do povo de Israel, do povo de Judá,
por isso que eles tinham conexão, eles tinham que ter conexão com uma de duas coisas, ou eles tinham que mostrar que eles eram de tal família, tal descendência,
ou eles tinham que provar que eles eram de tal cidade, então eles tinham que mostrar uma continuidade, uma conexão,
eu não sou alguém que simplesmente apareceu e falei assim "ah, estava indo para Israel, quero ir junto", eles tinham que mostrar,
então eu coloquei esse último ponto como uma pureza genealógica, então eles tinham que mostrar, genealógica, mas podia ser através da cidade também,
mas na grande maioria, o que valia para o povo durante toda a história de Israel, eles poderem provar que eles eram descendentes,
então eu falei assim até hoje que já tem essa tecnologia moderna de DNA, quando os responsáveis lá em Israel, eles vão descobrir,
eles querem uma prova, quem está querendo fazer o que eles chamam de aliar, voltar, migrar e se tornar cidadão de Israel,
eles têm que mostrar não só que eles têm DNA, eles têm que mostrar que eles têm uma tradição, que eles têm uma sequência, que eles são praticantes,
há gerações, não sei exatamente como eles provam tudo isso, mas eles têm que ter, hoje não existem as genealogias que voltam lá atrás,
mas eles têm que mostrar de alguma forma que eles são uma sequência, então aqui também nós temos esses grupos e aí eu quero chamar a atenção,
porque é interessante quando você tem, por exemplo, a Bíblia dá uma relação, por exemplo, os dez mandamentos, então tem os dez mandamentos,
alguns mandamentos não tem comentário nenhum em Êxodo 20, alguns mandamentos só fala, mas outros, quando fala, não terás outros deuses além de mim,
ele elabora, porque era um mandamento muito importante, quando ele fala de honrar os pais, ele faz um comentário sobre isso,
então eu estou mostrando que isso é um princípio quando tem algo, uma relação de nomes, mas no meio dessa relação, no meio desse capítulo,
tem alguma coisa aqui que chama mais atenção, e o que é? A partir do versículo 59, eu mencionei isso na aula passada, mas eu quero chamar a atenção especial para isso agora,
de todos esses grupos, eu coloquei aqui quando nós temos a relação dos grupos, nós temos dois grupos, também juntei um só aqui,
porque nós temos dois grupos que não conseguiram provar sua conexão, e é isso que é, de tudo que fala aqui, nesse capítulo dois de Esdras,
a única coisa que ele vai comentar, outro exemplo disso, é a oração que Jesus ensinou, Pai Nosso, ele dá o modelo da oração,
e depois que ele termina em Mateus 6, ele vai comentar um aspecto da oração, claro que não significa que as outras coisas não são importantes,
mas ele achou naquele momento essencial falar sobre perdão, perdoa-nos assim como nós perdoamos os que nos ofenderam, então ele comenta aquilo,
então nesse capítulo dois de Esdras, ele comenta no versículo 59 e 60, ele comenta de pessoas, do povo em geral, ele fala das cidades onde eles moravam naquele tempo,
Teomela, Teoharsa, Querubi e tal, ele fala de onde eles moravam, eles subiram, mas não puderam provar que suas famílias eram da linhagem de Israel,
ele fala dos nomes das famílias, os filhos de Fulano e Ciclano, então tinha três famílias diferentes aqui, um total de 652 pessoas que não conseguiram provar que eles eram da genealogia,
e depois no versículo 61 até versículo 63 também fala de um grupo de sacerdotes que também não conseguiram, aí era mais sério ainda porque eles não conseguiram provar que eram da família sacerdotal,
e isso tinha muitas implicações e vamos, se possível, falar um pouquinho mais sobre isso, mas agora só queria fazer esse contraste, então as únicas duas, os únicos comentários,
os únicos detalhes que nós temos sobre esses grupos que voltaram, primeiro se fala todos os grupos eram identificados, ou com família, ou com cidades, as famílias dos sacerdotes,
as famílias dos levitas, os filhos de, até os servidores do templo, as pessoas mais humildes, todo mundo tinha que provar ou tinha que ter um vínculo,
tinha as famílias que tinham servos ou escravos, então os escravos iam juntos porque eles tinham um vínculo, então todo mundo tinha que provar de alguma maneira como eles estavam relacionados, e aí fala de dois grupos que não conseguiram provar,
eles não foram excluídos, eles não foram rejeitados de voltar, não, pode voltar, mas com certeza eles não puderam ter todos os benefícios, os sacerdotes não podiam comer das coisas sagradas,
eles eram considerados como se fossem impuros, então por isso que até coloquei aqui, uma pureza genealógica, então eles tinham que provar que eles tinham essa relação, senão eles não podiam chegar perto, ok?
Então, esse remanescente pequeno, o que nós deduzimos de entrelinhas, o que isso significa? Significa que durante 70 anos, e alguns estavam lá há 50 anos,
porque da última destruição, da última vez que Nabucodamus orfoi, da última deportação, naquela destruição de Jerusalém, até esse momento foram 50 anos,
então foram 70 anos ao todo de cativeiro desde as primeiras deportações, mas algumas famílias tinham estado na Babilônia há 50 anos, nem todos ficaram o mesmo período de tempo por causa das diversas deportações,
mas durante esse tempo na Babilônia, essas pessoas que voltaram, o grupo principal, eles mantiveram a sua continuidade, eles não perderam, não se misturaram, não se perderam na Babilônia,
eles viveram lá, eu fico pensando, um sacerdote, um descendente sacerdote, ele não tinha nada, os filhos que nasceram de uma família sacerdotal,
eles não tinham nada para praticar na Babilônia o seu chamamento, eles eram chamados como sacerdotes, como cantores, como porteiros, como servidores do tempo, sabe?
Todos esses grupos que estavam lá na Babilônia, que estavam voltando, eles mantiveram a sua identidade durante todo esse período, 50, 70 anos, durante todo o período do cativeiro,
eles mantiveram, de segunda geração, talvez alguns de terceira geração já, essas novas gerações que nasceram e foram criadas na Babilônia, eles sabiam, eu sou de uma família sacerdotal,
os levitas parece que ficaram poucos, então talvez muitos levitas não mantiveram sua identidade, mas isso que é importante, viver na Babilônia,
é ter funções que têm relação com a casa de Deus, sendo que na Babilônia você não pode fazer isso, então eu não sei, ainda não desenvolvi muito esse pensamento assim,
como que isso se aplica para nós, mas podemos pensar na nação, no povo de Israel, durante dois mil anos praticamente, eles viveram espalhados, perseguidos, em alguns lugares obrigados a se tornar cristãos,
sendo perseguidos em países islâmicos e nem todos mantiveram, mas alguns mantiveram ao longo de todo esse tempo, dentro de suas casas, essa identidade, eles continuam sabendo quem eles são,
mesmo sendo um povo que está vivendo num lugar afastado, num lugar que não tem como praticar, então é muito importante entender essa preservação,
Deus preservou os vasos do templo, Deus preservou, isso depende muito de Deus, mas depende também de manter a visão e essa ligação genealógica, essa ligação de uma geração para outra,
é tão importante e nós enfrentamos muita dificuldade hoje, porque hoje nós temos uma cultura em que cada pessoa cresce já com os filhos, cresce com a ideia,
você tem que achar sua identidade, você tem que achar o seu lugar, você tem que escolher o que você quer ser e é claro que existe isso, não devemos viver dentro de um sistema de imposição,
mas como Deus valoriza a transmissão de uma geração para outra, como em muitos lugares Deus dá essa ligação, essa pureza genealógica, essa capacidade de saber,
eu venho de uma tradição, Deus deu algo, Deus deu algo em tempos passados, então eu falei assim, tem um equilíbrio entre você manter certos tesouros que Deus deu no passado,
por exemplo, na história de Israel, Deus deu coisas para os patriarcas, Abraão, Isaac e Jacó, eles são muito citados na história,
então o povo de Israel sempre lembrava de Abraão, Isaac e Jacó, das peregrinações, as coisas que Deus ensinou para eles,
Deus deu muita coisa para Moisés, as leis, as direções, as medidas, o padrão da casa de Deus, tantas coisas que Deus deu para Moisés e Deus deu outras coisas para Davi,
então em cada momento de restauração, Deus fazia questão de citar que eles estavam retornando aquilo que Deus tinha dado em cada momento,
aos profetas também, o profeta Elias, outros profetas, Deus estava restaurando, mas Deus estava inovando também, implantando coisas novas, então é muito importante manter essa conexão,
então eu só queria lembrar, a gente sempre procura confirmações no Novo Testamento, o que significa ter essa pureza, porque era tão importante e isso tem muitas implicações,
acho que eu não posso abordar tudo hoje e nem tenho conhecimento, tem muitas coisas que eu estou buscando ainda, que eu não sei o que significa na plenitude,
mas algumas coisas que começam a ressaltar são coisas, sempre como eu tenho falado, tem uma linha da nação de Israel, um cumprimento literal,
então Deus levou de volta e até hoje o povo, a nação de Israel tem um critério para receber judeus de volta, tem que provar que eles realmente mantêm, eles vêm de uma linha, de uma linha contínua,
eles não romperam a conexão, então existem coisas na nação de Israel que tem sido mantidas ao longo de milênios e que é muito importante, Deus dá muita importância de guardar isso,
então Jesus é o grande exemplo, Jesus, o Messias, Mateus, o primeiro evangelista na ordem da Bíblia, ele começa o evangelho mostrando como Jesus veio de Abraão, como Jesus veio da descendência de Davi,
então essa pureza genealógica ela tem algo a ver com a fidelidade de Deus, aquilo que Deus começou com Abraão, aquilo que Deus começou com Moisés, aquilo que Deus começou com Davi,
não foi cortado, não foi descartado, então Jesus ele representa uma continuidade, ele mantém essa linha de continuação,
o apóstolo Paulo ele fala em filipenses, não que isso fosse uma garantia de salvação, nada disso, mas ele tinha uma função e ele fala assim, olha eu sou israelita dos israelitas, eu fui criado nas tradições,
ele sabia de que tribo ele era, então tem essa conexão com o propósito original de Deus e isso tem a ver também com mesmo os gentios como nós, aqueles que não são da linha genealógica,
nós somos enxertados onde? Onde nós entramos? Nós não começamos, Deus não começou conosco uma coisa paralela, Deus não começou um outro povo, uma outra nação, uma coisa diferente,
descartando uma ou mantendo as duas, ele colocou a gente, tem dois textos fundamentais no novo testamento, um é Efésios 2 que fala que nós que não éramos da comunidade de Israel,
nós que não fazíamos parte, nós fomos incluídos como concidadãos, como partes da mesma comunidade, então ele nos colocou dentro e é Romanos 11 que é outra passagem que fala da analogia de uma oliveira,
Deus não plantou uma nova oliveira, Deus não cortou a antiga oliveira, ele cortou alguns galhos, mas ele nos enxertou naquela oliveira e ele faz questão de dizer,
tem que ter continuidade, Romanos 9 nos primeiros versículos fala qual a vantagem de ser judeu, qual a importância, porque Paulo tinha dores profundas e continuas para que o povo de Israel pudesse realmente voltar a conhecer o seu Deus de verdade,
ser restaurado para Deus, ele falou assim, porque deles são as alianças, os patriarcas, a revelação da casa de Deus, tudo, ele faz uma relação de vários pontos, então ele fala, nós fomos enxertados nessa oliveira,
então tem muita importância na continuidade, então quando ele fala daqueles que não puderam provar sua genealogia, a gente, para nós, que nós não somos, nós não temos essa tradição, nós não temos uma genealogia,
mesmo na história de cada família, quase ninguém conhece mais do que o nome do avô e da avó, poucas famílias têm um conhecimento de antepassados, de onde vem minha família, nós não temos essa tradição,
mas Deus quis mostrar de uma forma muito clara essa relação, esse comentário que ele faz aqui, dos grupos que não conseguiram achar sua genealogia,
eles não foram rejeitados, não foram excluídos, mas tinha que ter para a pureza, para garantir que aquilo que Deus estava fazendo mantinha uma continuidade, mantinha uma relação com o que Deus fazia antes,
era importante que tivesse um pequeno remanescente e que pudesse realmente ter essa ligação com as gerações anteriores, então isso era muito importante,
tem vários outros aspectos, mas eu quero agora falar sobre o contraponto a isso, era um remanescente pequeno, mas representava todo Israel, e agora eu quero lembrar de um outro aspecto,
porque nós como seres humanos, caídos, egoístas, com muitos defeitos e muitas tendências erradas, nós temos uma tendência grande, ou de rejeitar essa conexão anterior,
isso não é importante, tudo começa agora, hoje nós temos igrejas, falando dos cristãos, nós temos igrejas super tradicionais, igrejas como a igreja católica que vai ter uma continuidade desde os primeiros séculos,
a igreja ortodoxa que saiu da católica, tem igrejas protestantes que começaram no tempo da reforma e vai por aí, algumas igrejas que podem traçar uma história do século passado, do século XIX,
e aí nós temos um número muito grande, multiplicando, de igrejas que começaram ontem, anteontem, um ano atrás, dois anos atrás, igrejas que começam do nada, não tem conexão com nada,
então Deus não está rejeitando, eu não estou falando necessariamente de uma ligação de organização, de instituição, mas existe uma grande necessidade de termos conexão com as gerações anteriores
e com o que Deus fez no passado, então essa conexão do pequeno remanescente é importante, nem todo mundo tem essa conexão direta, mas o pequeno remanescente precisa representar todo Israel,
então embora só o antigo reino de Judá fosse diretamente ligada, eles tinham que representar as doze tribos, então é interessante esses dois fatos de que Deus não restaurou as dez tribos,
até hoje são consideradas as dez tribos perdidas, Deus não fez questão de restaurar o sistema das dez tribos,
eu particularmente acredito que pessoas de todas as tribos estão ali no meio de Judá, ou no meio da diáspora, eu não creio que Deus tenha rejeitado, e tem várias profecias do antigo testamento falando,
e eu só quero rapidamente mencionar como Deus achava importante citar esse número doze, um pequeno remanescente não pode ter essa mentalidade sectarista,
não pode ter uma mentalidade que dizem "olha, Deus só preservou a gente, sempre quando um grupo pequeno quer voltar pra uma coisa genuína,
quer restaurar o coração pra Deus, quer voltar a ter o altar, a casa de Deus", então entra a ideia de que só nós, o resto se perdeu, Deus não interessa mais nos outros,
quantos movimentos de restauração, de reforma na igreja, quantos grupos que "sairam da Babilônia, agora são esses que são a igreja verdadeira",
eles têm problemas entre os judeus, até hoje lá falando do literal, os judeus que estão em Israel se sentem superiores aos judeus que permaneceram nos outros países,
e muitas vezes os outros judeus estão se sacrificando e ajudando e fazendo parte do plano de Deus mesmo não tendo voltado pra lá,
então nós temos esse processo de ter um pequeno remanescente, nem todos atenderam o chamado de Deus pra voltar pra Israel,
alguns por desplicência, por não se interessar, por serem frios, por terem se misturado, por não querer mais saber dos planos de Deus, mas outros não,
e a gente sempre tem mencionado Daniel que não é citado como alguém que voltou pra Israel e outros, nós vamos encontrar, por exemplo,
cem anos depois desse tempo aqui, Nehemiah estava na Babilônia, na Pérsia ainda, ele estava lá, ele era descendente, os pais que podiam talvez ter voltado não voltaram,
mas ele era uma pessoa de coração pra Deus, o próprio Esdras, um sacerdote que veio também depois, e os que tinham lá Mordecai no livro de Ester,
então nós temos histórias de pessoas de Deus que não tinham voltado, então isso mostra que quem não voltou nesse pequeno remanescente não faz parte mais,
não, não é assim, claro que tem esse processo de apurar, tem esse processo de Deus purificar e cortando dentro de nós e eliminando outras coisas que não fazem parte do plano de Deus,
mas nós não podemos achar que somos superiores, então isso ficou muito forte pra mim essa expressão, essa verdade de que os poucos sacerdotes que voltaram representavam todos os sacerdotes,
o grupo que voltou, Esdras 2, versículo 2, que fala no final do versículo, a lista dos homens do povo de Israel, eles não eram, ele não falou assim,
eles só eram do polvinho de Judá porque os outros não queriam não, eles representavam todas as doze tribos, então rapidinho só pra gente pensar em alguns exemplos,
alguns exemplos de, interessante como Deus sempre fazia questão de falar das doze tribos, ele não falou assim, bom agora dez tribos se foram eu não quero mais então só tem duas ou só tem uma,
não, ele sempre assim, várias vezes ele fala das doze tribos, voltando lá no tempo atrás, eu vou dar alguns exemplos, Elias, quando ele restaurou o altar,
ele fez um altar com doze pedras, o reino era dividido, mas ele estava ali restaurando o altar de Deus e o altar de Deus precisava de doze pedras,
aqui no livro de Esdras nós vamos ver mais de uma vez quando eles inauguraram, dedicaram o templo, eles ofereciam doze animais, doze sacrifícios pra falar das doze tribos,
então era um pequeno remanescente, mas eles tinham que representar doze, e Jesus usou mais de uma vez, ele falou assim, vocês, os doze apóstolos, ele escolheu doze apóstolos, doze discípulos,
representando doze, representando todos, então a ideia é, é um pequeno remanescente, mas precisam se conscientizar, eles precisam tomar uma posição diante de Deus,
como Daniel, ele não falava assim, até usando o exemplo do profeta Elias, que falou assim, Deus, só eu que fiquei, Deus falou assim, não senhor, ficaram sete mil que não dobraram o joelho,
e os sete mil que não dobraram o joelho, eles existem para estar diante de Deus em favor da nação toda, que Deus quer restaurar todos, ele quer a inclusão de todos,
então, Deus, Jesus falou com os doze apóstolos, um dia vocês vão sentar em doze tronos, julgando as doze tribos de Israel,
Paulo fala, eu tenho referência aqui, Atos 26/7, ele fala a respeito das doze tribos que esperavam pela redenção, então Paulo falava num tempo da nova aliança, que não tinha mais aquele grupo tão delimitado,
identificado como doze, mas para eles era doze tribos de Israel, nosso povo doze tribos, a epístola de Tiago no novo testamento, ele se dirige ao povo disperso das doze tribos,
no livro de Apocalipse, nós encontramos no capítulo 7, pessoas das doze tribos sendo seladas no tempo do fim,
e no final de Apocalipse, quando fala da cidade Apocalipse 21, que fala da cidade santa, fala das doze portas, representando as doze tribos de Israel,
então Deus nunca deixou as doze tribos, mas ele não restaurou, então Deus não restaurou, eu não vou poder entrar muito nesse aqui agora, mas basicamente várias coisas aqui eu já falei,
restauração inclui continuidade e descontinuidade, continuidade porque tem conexão com o povo de Deus original, tem conexão com as alianças de Deus,
tem conexão com o propósito de Deus, nós precisamos saber se nós estamos nos ligando, não em todos os aspectos,
porque tem coisas, eu pensando assim nos pais da igreja, nos grandes gigantes da história da igreja, pessoas do tempo da igreja primitiva, dos primeiros séculos, Agostinho,
pensando em outros gigantes, outros escritos, nós precisamos voltar aquilo lá, nós precisamos manter, nós não estamos inventando a roda, nós não estamos criando algo novo,
nós estamos voltando, mas não voltando no tempo anterior, nós não vamos voltar para o tempo de Lutero, de John Wesley, ou de Agostinho, ou mesmo São Francisco de Assis,
nós não vamos voltar para esses tempos, mas existem coisas que Deus deu, que Deus quer restaurar, então nosso vínculo, é por isso que eu falo assim,
muitas igrejas que começam, que eu vou começar a minha igreja, muitas pessoas fazem isso como algo que eu vou ler a Bíblia e eu vou definir o que a gente crê, o que a gente não crê,
e Deus fez muita questão de ter essa continuidade, dons, funções, como sacerdotais, como cantores, eles preservaram os vasos, e tinha essa necessidade da genealogia,
então tinha muita ênfase aqui nessa continuidade, agora tem descontinuidade, porque na restauração, nesse período de cativeiro, Deus eliminou muita coisa,
então ele eliminou tradições erradas, ele eliminou divisões erradas, ele não queria mais esses costumes idólatras que eles tinham desenvolvido, então tem muitas tradições,
quando nós pensamos em tradições cristãs, tem muitas coisas que não devem ser preservadas, então Deus tem uma forma de tratar com isso,
mas é importante a gente entender que não é voltar a tudo que tinha antes, então essa questão de que Deus não, eu acho que isso é muito significativo,
que o pequeno remanescente tinha que representar as doze tribos, não podiam pensar em termos assim, Deus não quis mais as outras tribos, Deus só quis a gente, não, Deus quer todo mundo,
Deus quer as doze tribos, agora Deus não restaurou o sistema de Jeroboão, porque que Deus não restaurou, porque que as dez tribos ficaram perdidas,
como uma entidade, um sistema, Deus não trouxe as dez tribos de volta, por quê? Porque eles tinham desenvolvido um sistema que também representa sistemas religiosos,
tem sistemas judaicos, tem muita coisa no meio dos judeus que não representa aquilo que Deus deu pra eles, foi adquirido, foi acrescentado depois,
então tem muitas tradições judaicas, tem muitas tradições cristãs, tem muitas coisas de Jeroboão que não, Deus nos proteja de trazer isso de volta,
Deus não quer isso, então isso sintetiza mais ou menos uma das grandes lições que nós temos aqui nesse capítulo dois de Estras, quais eram as pessoas que Deus levou de volta?
Ele levou as pessoas de volta que representavam um pequeno remanescente, mas eles tinham que representar as doze tribos, eles não podiam ter uma mentalidade, mesmo começando pequeno,
só com Jerusalém, as cidades mais próximas, mas Deus tem esse objetivo de apurar, de purificar, de podar aquilo que não é dele,
mas de formar algo que vai depois expandir e alcançar todas as doze tribos, Deus não tem interesse num pequeno grupo exclusivo e quantas vezes a igreja cristã fez isso,
"saiu" entre aspas, eu ponho entre aspas, que não é uma saída da Babilônia, mas muitas coisas representam uma saída da Babilônia, acham que estão voltando pra pureza, acham que estão restaurando,
e tem coisas que são restaurações, Watmani, por exemplo, ele foi um homem que trouxe muita coisa de volta, ele se mergulhava, ele se aprofundava nas escrituras,
ele foi alguém que trouxe muita coisa de volta, e tem muitos outros homens que fizeram isso, muitos outros pioneiros, muitos homens e mulheres que foram tremendos no plano de Deus,
mas os seguidores, ou talvez até a própria pessoa, cai naquele sectarismo, só nós, só nós, então por isso que nosso título, nosso tema hoje é um pequeno remanescente,
mas representando as doze tribos, nunca podemos perder de vista que o que Deus quer assim, ele quer eliminar o sistema de Jeroboão, ele quer eliminar aquilo que não faz parte do reino dele,
ele quer também restaurar princípios, mas não voltar pra tempos anteriores, ele não tem interesse, por mais que tenha sido um tempo maravilhoso de Moisés, de Samuel, de Elias,
ele não quer voltar pra aquele tempo, ele quer restaurar princípios, mas caminhar pra frente, então tudo isso faz parte da ideia de restauração, eu gosto de usar o exemplo daquele pequeno bando de Gideão,
que começou com 32 mil soldados, Deus falou que era gente demais, apesar que não era muita gente em vista do inimigo, mas ele fez uma primeira peneirada e reduziu pra 10 mil, aí ele colocou um outro teste e reduziu pra 300 homens,
mas isso não era porque ele não tinha interesse no grande exército e nas suas famílias e nas suas tribos, isso é porque ele queria apurar um pequeno grupo que pudesse realmente ser instrumentos nas mãos de Deus,
pra trazer um livramento, pra avançar, pra restaurar algo que pudesse ser disponível pra todas as tribos de Israel, então isso representa a amplitude de tudo que Deus quer,
então nós temos restauração, toda restauração tem continuidade e descontinuidade, quer dizer, Deus corta algumas coisas, Deus elimina algumas coisas, mas nós precisamos nos conectar com aquilo que Deus vem fazendo,
isso tem a ver com a restauração das nossas raízes judaicas, isso tem a ver com voltar principalmente pra aquilo que Jesus mostrou, isso tem a ver com restaurar a pureza e os princípios da igreja primitiva,
isso tem a ver com restaurar coisas que Deus tem dado ao longo dos séculos, antes de Jesus e depois de Jesus, coisas preciosas que Deus foi acrescentando, que Deus foi colocando, aquilo que é de Deus,
aqueles princípios, aquelas verdades, aquela percepção do reino de Deus, quantas coisas às vezes são redescobertas e nós queremos realmente isso que Deus restaure,
que Deus use um, pessoas, pequenos grupos remanescentes, mas para representar todo o seu povo e todo o seu plano e em última nas e todas as famílias da terra,
não só as doze tribos, mas todas as famílias e todas as línguas, povos e nações. Senhor, nós queremos que o nosso coração realmente tenha uma chama acesa daquilo que o Senhor quer fazer,
daquilo que o Senhor está fazendo, queremos ter ouvidos, queremos ter percepção para ver o que o Senhor está fazendo, qual o movimento que o Senhor quer fazer na nossa geração,
que o Senhor possa verdadeiramente restaurar, trazer aquilo que é precioso, aquilo que realmente o Senhor deu e elimina tudo que é de jeroboão, tudo que é de idolatria, tudo que é de desinteresse,
um coração afastado de ti, queremos um retorno para Jerusalém, queremos um retorno para edificar a tua casa, queremos realmente ver aquilo que o Senhor prometeu plenamente cumprido,
pedimos que nossos olhos e nossos ouvidos estejam abertos e que hoje aquilo que o Senhor está fazendo possa ser claro e o nosso coração possa corresponder
e que não tenhamos um coração sectário ou fechado, pedimos em nome de Jesus, amém.
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