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Aula 05 – Vol.35 – O remanescente sábio na Babilônia

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Babilônia era a terra do cativeiro. Na Bíblia toda, representa mais do que qualquer outra cidade ou império, o sistema humano, o reino que se opõe a Jerusalém e ao reino de Deus. Lemos em várias partes das Escrituras o chamado para sair da Babilônia antes que o juízo de Deus caia plenamente sobre ela. Entretanto, nos dias de Esdras – e até hoje – Deus tem um remanescente lá, sem contaminação e, às vezes, mais separado para ele do que aqueles que já estão na posição certa, na terra de Israel, ou espiritualmente numa base mais avançada de restauração.

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Transcrição · gerada automaticamente

Estamos no livro de Esdras, estamos falando sobre essa segunda etapa da restauração.
Os capítulos 7 e 8 de Esdras falam sobre esse segundo grupo de exilados, segundo grupo que voltou da Babilônia para a terra de Israel.
Então, quando nós falamos sobre restauração, envolve várias coisas, porque no final do reino dividido, no final da história segundo reis, segundo crônicas, houve uma, não só o cativeiro,
não só as pessoas foram levadas para fora da terra que Deus tinha dado para eles, mas tudo foi destruído, a cidade, o templo, a casa de Deus, que é a coisa mais importante, e toda a região houve muita destruição.
Então, restauração é voltar aquilo que estava destruído, reconstruir, envolve várias coisas, nós vimos que na primeira etapa houve uma reconstrução, que foi o primeiro objetivo e a coisa principal, era reconstruir o templo.
O próprio rei Ciro colocou quem quer voltar, mas não só voltar da terra do cativeiro para a sua própria terra, mas quem quer construir o templo do Deus de Israel.
Então, agora nós estamos na segunda fase, segunda etapa, 80 anos mais ou menos depois da primeira, quase 60 anos depois do término da reconstrução da casa de Deus,
e estamos vendo um outro grupo da Babilônia que está voltando, um grupo bem menor, mas é um grupo que está voltando para a terra de Israel com a liderança de Esas.
Temos falado várias coisas já sobre esses dois capítulos e hoje eu quero finalizar alguns aspectos que ainda não cobrimos no capítulo 8, especificamente falando mais, já começamos a falar sobre a viagem de volta,
porque houve uma preparação, houve todo um processo na vida de Esdras e a permissão do rei, a carta do rei, houve um processo, mas aí juntou-se um grupo e esse grupo voltou para Israel.
Então, esse retorno, essa saída da Babilônia tem várias coisas que são enfatizadas nesses dois capítulos, na aula passada nós vimos a ênfase sobre a casa de Deus,
ainda que Esdras não precisasse mais pensar na reconstrução da casa de Deus, mas ele tinha como objetivo principal contribuir para o funcionamento da casa de Deus, para o serviço na casa de Deus,
o encargo dele sobre a lei de Deus era algo que iria contribuir para o bom funcionamento e para o alvo de toda a história da redenção que é Deus vir e habitar com os homens.
Então, a casa de Deus é o alvo do plano de Deus desde os primeiros capítulos da Bíblia, Jardim do Éden e finalizando nos últimos capítulos de Apocalipse, então nós vemos isso como o grande propósito de Deus,
Ele quer morar conosco e é Ele que vai conseguir isso, Ele que vai restaurar e nos ajudar a criar as condições para que Ele volte, mas muita coisa depende de nós, então nós queremos entender um pouco sobre esse retorno da Babilônia,
a Babilônia tem um grande significado nisso também, então vamos orar e pedir que nossos olhos sejam abertos hoje, a data de hoje, o domingo da Páscoa, da ressurreição e a gente associa corretamente com a ressurreição de Jesus,
mas a origem da Páscoa, o sentido da Páscoa foi quando o povo de Israel saiu do Egito para ir para a terra prometida, para ir pela primeira vez com o povo, os patriarcas peregrinaram na terra de Canaã,
mas agora é todo um povo, a descendência de Abrão, Isaac e Jacó, eles foram libertos de um outro governo, de um outro sistema para que eles pudessem ir para a terra e o objetivo como nós vimos em Êxodo 15 era para que eles pudessem chegar ao lugar do Santuário de Deus,
e agora a Babilônia fica na outra direção, Egito fica ao sul de Canaã e a Babilônia fica ao norte, ao leste de Canaã, então é uma outra direção, mas a ideia é a mesma, eles estavam na Babilônia,
mas eles precisavam voltar para ser libertos, livres desse sistema onde eles estavam para poder voltar para o lugar da habitação de Deus,
e essa jornada física representa uma jornada espiritual de todos nós, quem está na Babilônia, a gente associa muito o Egito com o mundo,
mas o povo de Israel, que estava no Egito no tempo de Moisés, eles eram o povo de Deus, eles eram o povo da aliança, então a Páscoa é, falando do Cordeiro, Jesus morreu na data específica da Páscoa,
e isso representa a salvação, isso representa o sangue que é a nossa salvação, mas a Páscoa representa muito mais do que aceitar Jesus e ser salvo por ele,
a Páscoa representa uma libertação do sistema do mundo para ser transportado para o reino de Deus, como fala em Colossenses, que ele nos transportou do reino das trevas para o reino do seu filho amado,
então nós somos salvos pelo sangue de Jesus, mas muito mais do que a salvação dos pecados e a garantia que nós vamos estar com Jesus para sempre,
é agora já ser transportado para o reino de Deus e que isso tem tantas e tantas implicações, então vamos orar para que nossos olhos sejam abertos e que nesse domingo da Páscoa nós possamos ter nosso foco redirecionado,
nós possamos ter um alvo claro na nossa vida, as pessoas que não conhecem a libertação e o perdão de pecados pela morte de Jesus, precisam ter essa experiência,
mas quem já teve essa experiência também precisa sair da Babilônia e ir para o lugar onde Deus quer morar, Senhor, nós te louvamos pela data de hoje,
nós te louvamos por saber que o teu filho amado venceu o maior inimigo de todos, a maior opressão de todas que é a morte e nós celebramos isso,
nós confiamos nessa libertação, confiamos nessa vitória que foi conquistada e celebramos isso nessa data, mas queremos também entender como nós podemos ser retirados,
como nós podemos sair da Babilônia, de onde nós estivermos e ir em direção à nossa herança, ao lugar que o Senhor preparou, nós pedimos que nossa fé,
nossa visão e nossa esperança sejam renovados nesse dia, em nome de Jesus, amém.
Então eu quero chamar atenção, já mencionei isso nas aulas anteriores, mas eu quero chamar uma atenção especial para esse aspecto de que Estras e o grupo que estava com ele,
ele juntou um grupo para voltar para Israel junto com ele, então esse grupo fazia parte daqueles que ainda estavam na Babilônia,
então lembramos que no início do livro de Estras, o primeiro grupo que voltou com Zorubabel e com Josué, o sumo sacerdote e todo aquele grupo lá,
por liberação do Rei Ciro, eles formavam um grupo de mais ou menos 50 mil pessoas que saiu do cativeiro, saiu de 70 anos do cativeiro
e eles voltaram e reconstruíram a casa de Deus, aqui então 80 anos depois tem bastante gente na Babilônia ainda, foi um grupo pequeno que voltou,
e muitos nunca voltaram, não foram todos, todos os descendentes, todo o grupo que foi levado para o cativeiro, muitos dos filhos de Israel, das 10 tribos
que foram levados para o cativeiro mais de 100 anos antes do grupo de Judá, foram vários grupos, várias etapas também, várias levas para o cativeiro,
mas muitos daqueles que foram, tem as 10 tribos perdidas que muitos nem sabem o que aconteceu com elas, muitos com certeza foram assimilados,
se misturaram com os povos e perderam sua identidade, então tem assim a dispersão naquela época e a outra dispersão também que aconteceu a partir do ano 70
com a destruição de Jerusalém pelos romanos, essas dispersões muitas pessoas se perderam, se perderam em termos da sua identidade,
mas muitos mantiveram a sua identidade mesmo nos lugares para onde foram, tanto é que hoje milhares de anos depois tem judeus identificados como judeus,
descendentes de judeus que mantêm a sua identidade, muitos voltaram para Israel no século passado, mas muitos continuam nas nações e na época do holocausto,
nos anos 40 do século passado, alguns fugiram antes mas muitos morreram no holocausto, mas muitos depois que sobreviveram do holocausto,
que ainda permaneceram na Europa, também alguns voltaram para Israel, mas muitos foram para os Estados Unidos, muitos vieram aqui para o Brasil, então assim nós temos comunidades,
nós temos bairros judaicos especialmente em São Paulo, mas tem outras cidades e muitos deles falam, olha meus avós, meus antepassados vieram da Europa depois da época do holocausto,
então são judeus que ficaram na diáspora. Então estou fazendo um paralelo, quero chamar a atenção então para esse fato de que já falamos sobre isso,
quando houve o primeiro chamado, nós podemos comparar isso na época, porque no século 20 houve várias etapas também, várias épocas importantes em que foi liberado para os judeus voltarem para a Terra de Israel,
depois da Primeira Guerra Mundial, depois da Segunda Guerra Mundial, depois do holocausto, com o estabelecimento de um Estado de Israel em 1948, então houve uma liberação para voltar para Israel,
existe isso, é aberto para os judeus até hoje, eles podem fazer aliar, eles podem voltar para a Terra de Israel, mas muitos não voltam, e aí nós perguntamos, porque o simbolismo de sair do cativeiro,
esse aspecto é muito enfatizado nas escrituras, nas profecias, como acabei de falar, houve uma época em que toda a nação, todos os descendentes de Abrão, Isaac e Jacó, estavam no Egito no tempo de Moisés,
então eles saíram como povo, que a gente saiba, ninguém ficou para trás no Egito, saiu todo o povo de Israel, todos os descendentes saíram do Egito nessa época da Páscoa,
essa é a data que Deus, em sua soberania, escolheu para que Jesus fizesse um novo êxodo, para que ele abrisse as portas para um novo êxodo, mas Jesus morreu na Terra de Israel,
o povo estava na Terra, eles não tinham o governo, eles não eram independentes, não eram livres, mas eles estavam na Terra de Israel, mas Jesus morreu como cordeiro pascal para abrir o caminho,
para sair do próprio cativeiro espiritual em que o povo estava, então tinha um êxodo com um significado mais profundo, mas voltando ao Egito e agora essa época de Êxodo da Babilônia,
há um grande significado natural, há um grande significado até hoje que Deus tem um propósito para que seu povo, o povo descendente de Abraão, o povo da aliança original,
que eles estejam na Terra quando Jesus voltar para estabelecer o seu reino, então tem um grande significado o fato de sair de onde estiver para ir para essa,
até depois, acho que ainda, durante essa aula eu vou ler alguns textos, profetas, eles, mesmo nessa época, Isaías, por exemplo, antes dessa restauração no tempo de Zorobabel e no tempo de Esdas,
antes, cem anos antes, do cativeiro Isaías profetizou que haveria um grande retorno futuro, um grande êxodo futuro, não só de um lugar como o Egito ou na época de Esdas, de Babilônia,
mas haveria um grande êxodo de todas as partes do mundo que é a realidade dos judeus hoje, mas esse êxodo também representa esse êxodo que Jesus abriu com a sua morte e sua ressurreição,
ele abriu um novo êxodo naquela época que vai ser consumado também na sua segunda vinda, porque quando Jesus voltar, ele vai destruir definitivamente o sistema da Babilônia,
o Apocalipse identifica todo o sistema humano, todo o sistema do anticristo, todo o sistema de um reino concorrente com o reino de Deus,
existe um grande reino que não é o reino de um país, não é o reino da China ou da Rússia ou de algum país islâmico, o reino que é contrário ao reino de Deus,
ele tem ramificações em todos os países do mundo e até mesmo pasmem-se na igreja, então tudo que é humano, tudo que é o sistema do homem,
tudo que é o substituto do reino de Deus para governar, para oprimir, para dominar, tudo que usurpa o reino de Deus é Babilônia,
então estou dando esse fundo para olhar esses lugares onde fala que Esdras saiu da Babilônia e isso chamou bastante a minha atenção hoje,
pensando sobre o significado disso, então nós vamos continuar seguindo essa linha, mas deixa eu chamar a atenção para os versículos específicos em Esdras 7 e 8 que falam sobre sair da Babilônia,
lembra que eu já mencionei que usa um termo que para nós é meio estranho porque nós, quando nós olhamos para o mapa, quando a gente fala de alguém do Rio Grande do Sul vir para São Paulo,
ele vai subir porque é norte, olhando para o mapa é para cima, e se você vai para o sul você vai descer, mas aqui também a gente usa essa expressão,
as pessoas descem para o litoral porque São Paulo por exemplo, ou na região serrano do Rio é mais alto, então quando as pessoas vão para a praia descem porque não importa se é norte ou sul,
estão numa altitude maior e vão descer para um lugar mais baixo, e sempre quando fala de ir para Jerusalém usa essa expressão de subir, então olha só como fala aqui,
Esdras 7, versículo 6, este Esdras subiu de Babilônia, Babilônia também ficava perto de um rio, então provavelmente ficava numa altitude menor,
mas nem era assim uma comparação muito exata com Jerusalém, não é uma montanha, não é um lugar assim muito alto, mas a ideia é significativa,
porque você pensa da Babilônia como lugar dos homens, é um lugar baixo, é um lugar distante, é um lugar fora do reino de Deus, então este Esdras subiu da Babilônia,
Versículo 7, também subiram a Jerusalém alguns dos filhos de Israel, então sempre colocando, saindo da Babilônia para ir para Jerusalém é subir,
Versículo 9, eles começaram a sua jornada no primeiro dia e chegou a Jerusalém, depois no capítulo 8, versículo 1, estes são os cabeças de famílias com as suas genealogias,
que subiram comigo de Babilônia no reinado do rei Erta Xerxes, então ele enfatiza isso que eles estavam saindo da Babilônia e o sentido era subir,
então aqui eu quero pensar sobre um paradoxo, porque como estou falando, por que que o povo de Israel, por que que esses judeus, por que que esse Esdras e todo o grupo que estava com ele,
e muita gente ainda ficou, por que que esse povo de Israel estava na Babilônia? Nós sabemos que eles estavam na Babilônia porque eles tinham sido como nação, eles tinham sido infieis,
isso foi continuando, não foi um tropeço, não foi um pequeno desvio, isso foi algo que foi se solidificando, mesmo havendo alguns reis bons nos anos finais antes do cativeiro,
mas houve uma queda progressiva e Deus foi avisando e foi avisando e o povo continuou se afastando até que Deus determinou realmente que eles seriam levados para o cativeiro,
e isso tinha sido uma condição que Deus tinha dado lá no início, se vocês não permanecerem na minha aliança, se vocês não permanecerem em comunhão comigo, a terra não é terra de vocês,
a terra não é possessão sua, independentemente da sua relação comigo, a terra é sua enquanto vocês estiverem em comunhão comigo e é uma linha muito interessante para traçar,
não só com o povo de Israel, mas também com a história da igreja, Deus deu o Espírito Santo, Deus deu dons, Deus abriu caminho para que aqueles que crescem nele pudessem viverem em harmonia,
em amor e conhecendo a Deus e sendo uma testemunha para todos os povos, mas é isso que Deus deu, Jesus falou com seus discípulos, o Pai tem prazer em dar o reino,
o Pai deu o reino para mim, Jesus falou, e eu tenho prazer de dar o reino para vocês, mas esse reino que foi entregue, ele não é nosso, então durante a história da igreja,
quando a gente pensa no que é o reino de Deus, no que é a terra, a terra da nossa herança, colocando numa síntese, não tem definições aceitáveis para conter todo o sentido do reino de Deus,
mas pensando no reino, o reino é mais do que a igreja, porque a igreja são aqueles que foram redimidos pelo sangue de Jesus, pertence a Jesus, sempre Deus tem seu povo como ele tinha nessa época espalhado pelas nações,
mas o reino, quando Israel estava na terra, representava, não a plenitude, mas representava um primeiro aspecto, uma primícia do reino de Deus,
e o reino, quando a igreja tem o reino, é quando a igreja, no livro de Atos, vivia em comunidade, tinha amor, tinha testemunho, tinha poder para curar, até para ressuscitar,
então o reino é quando Deus está agindo, é um primeiro passo para Deus vir e morar conosco, mas ele está agindo, é algo prático, não é a vida diária, é uma evidência, é uma vida que demonstra,
não só um indivíduo com Deus, mas é algo coletivo, o corpo de Cristo, o reino, Deus governando e se manifestando através de um povo, isso é o reino de Deus,
e este reino que foi entregue à igreja, a igreja na maior parte do tempo perdeu, a igreja na maior parte da história tem vivido fora da terra, fora dessa posição,
então nós também estamos espiritualmente falando na Babilônia, então o que representa a Babilônia? A Babilônia é estar, ao invés de estar debaixo do governo de Deus,
com o amor e a comunhão, fluindo e a presença de Deus, de uma forma assim, Deus se faz presente na Babilônia, no Egito, Deus não fugiu, Deus não se afastou,
mas há um afastamento da herança, há uma perda da herança, e no Egito eles tinham que servir faraó, na Babilônia eles tinham que servir os reis daquela,
na boca do donozor e os outros, então quando você está fora do seu lugar, do lugar que Deus tem para nós, nós acabamos sendo escravizados, nós acabamos sendo oprimidos,
e vivendo a maior parte do nosso tempo é uma opressão a gente ter que, não o trabalho em si, trabalhar não é estar no Egito, o trabalho é ordenado por Deus,
mas a nossa vida acaba sendo dominada, o curso deste mundo que fala em Efésios 2, nós acabamos sendo recrutados, obrigados em grande parte da nossa vida a servir um outro sistema,
então a Babilônia, viver fora da terra prometida significa que nós não temos a liberdade, nós não conseguimos viver realmente como deveria ser,
então na Babilônia os judeus, Esdras, ele estudava a lei, ele podia fazer isso, ele estudava a lei, ele servia a Deus, ele orava, Daniel, Daniel orava três vezes por dia com a janela aberta para Jerusalém,
então você podia ser fiel a Deus na Babilônia, você podia ser fiel a Deus no Egito, você podia ser fiel a Deus como Mordecai, Ester,
lá na terra da Pérsia, em Suzã, onde estivesse no Império Pérsia, você podia, mas havia muitas coisas que eles não podiam fazer, eles não tinham o templo, eles não podiam fazer sacrifícios,
eles não podiam celebrar as festas da maneira que deveriam celebrar, então eles tinham muitos aspectos que Deus tinha ordenado na Torah, nos primeiros livros da Bíblia, o Pentateuco,
eles não podiam muitas aquelas coisas, não tinha como colocar em prática, que que era o ano do Jubileu, que que era assim, todos os aspectos que Deus tinha falado de como eles deveriam viver, e três vezes por ano, ir para Jerusalém, se reunir lá, celebrar as festas, eles não podiam fazer isso,
então nós também, na Babilônia, na dispersão, muitos aspectos da vida, não do céu, da eternidade, não estamos falando sobre isso, estamos falando sobre o que Deus deu para nós, nesta era, nesse tempo presente, muitas coisas nós não podemos fazer porque estamos na Babilônia,
então, aí vem a pergunta, por que, houve uma época, os 70 anos do cativeiro, ninguém tinha permissão de voltar para Israel, mas a partir daquele decreto do rei Ciro, quando Zorubabel e os outros voltaram, estava liberado, estava liberado,
e ainda fala que todo aquele cujo espírito foi despertado, então, nós vamos concluir, isso está em Esdras 1, todos aqueles que o espírito foi despertado, pode levantar e voltar para Jerusalém, mas muitos não tiveram o espírito despertado,
então, nós temos essa grande pergunta, mas por que Mordecai não tinha voltado, por que os pais de Esdras, Esdras não tinha nascido ainda, mas por que a família dele, por que todas essas pessoas que voltaram com Esdras, tem uma série de nomes no início do capítulo 8,
e somando tudo ali vai dar mais ou menos 5 mil homens, eles contavam os homens, então, tinha mais pessoas, bem mais pessoas, esposas, filhos, mas por que essas pessoas, inclusive uma coisa interessante para notar,
tem uma lista de nomes, Esdras capítulo 8, no versículo 2 até no versículo 14, fala, tipo assim, os patriarcas, os chefes dos clãs, eles tem o nome deles, e com cada um foi tantas pessoas, tantas pessoas,
esses nomes, não todos, mas uma grande parte desses nomes de famílias, porque fala assim, os filhos, os filhos de Fineias, os filhos de Secanias, os filhos de Adin, de Elão, ele fala assim, esses nomes, os nomes familiares,
são nomes que foram citados na primeira leva, no primeiro grupo que voltou para Israel, em Esdras 2 tem uma lista maior, muitos nomes, mas muitos desses nomes que voltaram com Esdras,
não eram as mesmas pessoas, mas eram membros das mesmas famílias, ou seja, quando voltou aquele grupo com Zorubabel, vamos supor, filhos de Elão, eu não fiz a relação aqui dos nomes que são repetidos,
filhos de Sefatias, filhos de Joab, alguns desses membros dessa família voltaram no primeiro grupo, mas ficaram alguns, e aqui então tem um segundo grupo mais um pouquinho,
e tem um nome, tem um versículo interessante, que é o versículo 13, Esdras 8, 13, fala dos últimos filhos de Adonicão, me parece, eu não tenho certeza disso, mas a linguagem me parece que dessa família,
agora sim, versículo 13, dos últimos filhos, parece que não ficou mais ninguém na Babilônia, mas as outras famílias não falaram isso, então nós temos um aspecto de que a gente sabe que muita gente pode ter
ficado na Babilônia porque estavam prosperando, porque tinham negócios, porque tinham propriedades, porque estavam se acomodando, tem isso, mas um ponto que eu quero chamar atenção, um ponto interessante que vai continuar,
que vai ficar mais evidente a partir do capítulo 9, no próximo capítulo de Esdras, é que esse grupo, o próprio Esdras, é um exemplo fantástico de um homem de Deus, ele era um gigante espiritual,
quando você pensa dos líderes do primeiro grupo, que era Zorubabel e Josué, eles foram fiéis a Deus, eles foram à frente, eles foram reconstruindo a casa de Deus, mas, por exemplo, quando houve oposição, eles pararam,
e aí foi preciso Deus levantar os profetas, a Geo e Zacarias, para falar com Zorubabel e com Josué, o sacerdote, não é para parar, porque vocês estão parados há 16 anos, e, na verdade, nós não sabemos nada, assim, pessoal sobre Zorubabel e Josué,
eles não se destacaram como grandes líderes espirituais, quem foram os líderes fortes espirituais foram os profetas, a Geo e Zacarias, eles foram fortes, agora, Esdras, que chefiou esse outro grupo, ele foi um homem de Deus que tinha se dedicado ao estudo,
que, assim, estava, realmente tinha uma missão, tinha um senso de propósito, eu creio que Zorubabel e Josué, eles assumiram o propósito, foram líderes confiáveis, foram fiéis,
mas, assim, eu quero dizer que agora, 80 anos depois do primeiro retorno, Deus estava se movendo para trazer uma segunda etapa da restauração,
e nós poderíamos pensar, mas por que Deus não levantou daquele grupo que foi fiel, que voltou para Israel 80 anos antes, por que Deus não levantou lá daquele grupo que era o grupo mais fiel, que era o grupo mais espiritual, que era o grupo que tinha correspondido a Deus,
por que não foi do meio deles que Deus levantou alguém como Esdras para dizer "é hora de uma segunda etapa, é hora de um avivamento, é hora de dar mais um passo", não, interessante, eu não tenho a resposta para isso,
mas é uma coisa muito interessante que Deus levantou um grupo exatamente na Babilônia, não só Esdras, mas as pessoas que voltaram com ele, então agora quero chamar a atenção para não só haver, claro que Esdras foi o que mais se destacou,
ele foi o líder, ele foi o homem que buscou de Deus, ele foi o homem que certamente sim ele tinha o desejo e o chamamento de voltar para Israel, então ele incomparavelmente foi assim o líder,
mas olha só como o grupo que voltou com Esdras também foi um grupo que Deus tinha preparado e que estava na Babilônia, eles não tinham voltado, mas não eram um grupo distante de Deus,
e pelo contrário, nós vamos descobrir que quando Esdras chegou em Jerusalém, a primeira coisa que ele descobriu é que o povo que estava em Jerusalém não estava sendo fiel a Deus,
e eles que voltaram da Babilônia, que estavam na Babilônia todo esse tempo, eles estavam mais puros, mais preparados do que aqueles que tinham voltado antes, então isso mostra como Deus pode fazer as coisas de uma forma bem diferente do que a gente imagina,
vamos ver aqui a partir do versículo 15, então eu falei meio por cima na aula passada, mas vamos lembrar, eu vou chamar a atenção de novo para o último versículo do capítulo 7,
quando Esdras está agradecendo a Deus por causa da carta que o Rei deu para ele, "Bendito seja o Senhor Deus", no versículo 27, e depois no versículo 28 ele fala assim, no meio do versículo,
"visto que a boa mão do Senhor meu Deus estava sobre mim", eu vou falar sobre isso daqui a pouco, a boa mão de Deus que estava sobre Esdras, então Esdras estava com um chamado, com um desejo, com um plano para voltar para Israel,
e aí Deus estava provando, Deus estava abençoando, "visto que a boa mão do Senhor meu Deus estava sobre mim, animei-me", ele ficou com mais forte, ficou com mais ânimo, ficou com aquele desejo, ficou reforçado, aumentado,
então "animei-me e reuni alguns dos chefes de Israel para subirem", ao verbo de novo, "para subirem", então o significado de sair da Babilônia, o significado de sair desse lugar que não é o lugar da nossa herança,
não é o lugar que Deus preparou para nós, o fato de estar na Babilônia é uma consequência, leia Daniel 9, a oração dele, porque eles estavam na Babilônia, Daniel explica na oração, é porque nossos pais não foram fiéis,
porque nós pecamos, porque nós não fomos fiéis a ti, então o santo monte de Deus ficou em ruínas, ó Deus, tem misericórdia do teu lugar, da tua morada e restaura, toda a ideia, como falamos na aula passada,
toda a restauração tem o alvo, tem a finalidade de restaurar a casa de Deus para que Deus possa vir e morar, esse é o objetivo, não é para que nós tenhamos casas boas, para que nós tenhamos liberdade,
para que nós tenhamos nossos direitos, para que nós possamos viver bem, Deus quer isso porque nós somos filhos dEle, mas o nosso bem-estar é consequência de Deus estar feliz, de Deus estar sendo, de Deus se agradar de nós,
então Daniel tinha isso no coração, o grande propósito da vida de Daniel era como que a casa de Deus vai ser restaurada três vezes, cada dia ele orava em direção a Jerusalém,
mas o que eu quero mostrar é que o lugar da Babilônia é um lugar de disciplina, é um lugar para onde Deus envia, permite que seu povo seja levado, cativo, quando nós perdemos a nossa relação com Deus,
quando nós não somos, não cultivamos, não nos interessamos pelo nosso relacionamento com Deus, nós perdemos a herança, nós perdemos o lugar de harmonia, de liberdade, de viver em paz, com prosperidade,
nós perdemos tudo isso e somos exilados, nós somos cativos, nós somos sujeitos à opressão do governo humano, então quando isso acontece o povo fica fora da sua herança,
mas nessa época de Esdas, olha que contradição, o povo que já tinha voltado, que tinha atendido ao chamado de Deus, que tinha saído da Babilônia, estava morando novamente, tinha reconstruído a casa de Deus,
estava na terra da herança, nós vamos descobrir em Esdas 9 que eles estavam vivendo misturado com outros povos e praticando aquilo que Deus não queria, eles estavam na terra
e a comparação seria estar fora de algum tipo de sistema ou institucionalismo ou sistema opressor que nos torna dependentes de algum sistema humano, eles estavam livres disso, eles tinham voltado para a terra,
mas eles não estavam se relacionando com Deus e esse grupo que estava com Esdas era um grupo que estava na Babilônia, mas estava muito mais perto de Deus do que aqueles que já tinham voltado,
olha que paradoxo, que contradição, então no final do versículo 17 e 28 ele se animou e reuniu alguns dos chefes de Israel para subirem com ele, porque eles estavam numa posição pessoal melhor,
mas o chamado de Deus era para voltar para Israel, então aí tem esses versículos de 2 a 14 que fala sobre os nomes e aí no versículo 15 diz o seguinte,
"ajunteios", esse grupo, perto do rio, então eles se congregaram, cada um acho que já saiu de sua casa com as possessões, com o que eles podiam carregar, era uma mudança radical,
porque eles não tinham caminhões, eles não tinham, não sei se eles tinham carros de carroças, assim, não sei se eles tinham algum jeito de carregar muita coisa,
mas provavelmente eles estavam carregando praticamente nada, roupa do corpo, eles estavam saindo da Babilônia para recomeçar tudo lá em Israel,
então eles se acamparam perto do rio que corre para Aava, onde ficamos acampados três dias, e aí Esdras foi relacionar, Esdras era uma pessoa muito sistemática,
muito organizada, ele anotava os nomes, ele tinha relação, ele era um escriba, ele era muito ligado às genealogias, à organização, então ele passou em revista ao povo e ao sacerdote,
então nesse grupo que correspondeu ao chamado dele, ele foi falando com alguns líderes e eles foram chamando outros, então juntou-se um grupo e ele encontrou povo em geral,
pessoas que não eram nem levitas nem sacerdotes, e tinha sacerdotes, então tinha povo e tinha sacerdotes, mas ele não achou ali nenhum dos filhos de Levi,
sacerdotes eram da tribo de Levi, mas ele está falando sobre levitas que não eram sacerdotes e que eram pessoas importantes para fazer o serviço da casa de Deus,
então ele sentiu falta e ele sentiu, nós vamos voltar lá em Israel, já tinha levitas, mas ele queria reforçar, ele queria chamar mais pessoas para incrementar mais,
para perfeiçoar mais a casa de Deus, e eu fiquei lendo isso aqui e lembrando de como Jesus, como Jesus, ele falou que o templo seria destruído, falou com os discípulos,
a gente pode achar que Jesus nem ligava para aquela construção, mas lembra como em João, capítulo 2, no início do ministério de Jesus, Jesus foi a Páscoa,
exatamente numa celebração da Páscoa, ele foi no templo em João 2 e ele encontrou o povo fazendo um monte de comércio ali no recinto, nas dependências do templo, e ele pegou um chicote e expulsou todos,
ele sozinho, porque não fala que os discípulos estavam lá, acho que de boca aberta, Jesus não tinha uma equipe e Jesus sozinho, ele expulsou um monte de gente,
essas pessoas podiam ter se ajuntado e falassem "não, você não vai nos expulsar, isso aqui é nosso direito", mas Jesus foi tomado de um zelo, de um espírito forte, de que isso não pode acontecer,
e aí todo mundo ficou assim até, o sacerdote falou assim "quem é você para fazer essas coisas?", e aí fala que os discípulos lembraram de um texto lá no Salmo 69 que fala assim "o zelo da tua casa me consome",
e o que Jesus falou com as pessoas que ele estava expulsando, ele falou assim "vocês não podem fazer da casa do meu pai um lugar de comércio, de ladrões, porque com certeza as pessoas estavam explorando,
estavam se aproveitando da necessidade de ter sacrifícios para cobrar talvez mais do que deveria, a gente não sabe exatamente assim, mas Jesus não queria que fizesse dali um lugar de comércio",
mas ele fala assim "um antro de ladrões", assim ele ouviu, ele tinha muito zelo pela casa do pai, então Jesus tinha esse zelo, depois ele falou "essa casa vai ser destruída e vou reconstruir em três dias",
mas o que ele quis dizer é "eu tenho zelo, eu tenho ciúme, eu tenho uma paixão pela casa de Deus", e aí eu lembrei também de quando Jesus, a única história que nós temos,
quando Jesus era menino, era mais novo durante os 30 anos, que nós não sabemos nada sobre o que Jesus fazia, como que Jesus era, nós temos aquela história de Lucas 2,
onde eles foram também para Páscoa, e aí quando eles foram embora, os pais achavam que ele estava no meio do grupo, e ele não estava, e aí eles voltaram lá,
Jesus estava lá três dias, no templo, conversando, discutindo, assim, um menino gênio, um menino de 12 anos, discutindo assuntos altos com os sacerdotes,
e os pais dele ficaram chateados, "mas por que você fez isso, por que você ficou para trás?", e ele respondeu "mas vocês não sabem que eu tinha que estar na casa do meu pai",
então esses dois momentos ilustram bem como Jesus tinha esse zelo, como ele olhava para o templo vendo nisso muito mais do que uma construção,
muito mais do que um lugar de fazer cerimônias e ritos, ele considerava como a casa do pai, então Esdras tinha esse zelo também,
ele estava dizendo assim "nós vamos voltar para Jerusalém e eu quero levar um reforço, eu quero levar mais pessoas que tenham a preparação,
que tenham o chamamento, esses levitas, os servidores do templo, os próprios sacerdotes", ele queria que eles realmente tivessem, que o grupo incluísse essas pessoas,
então o que ele fez? Versículo 15, ele descobriu que não tinha nenhum dos filhos de Levi, então ele convocou um grupo de pessoas, Eliezer,
falam o nome, eram chefes, eram pessoas de influência, e aí fala sobre mais duas pessoas, tem uma lista de 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 chefes,
e mais 2, Joyaribe e El Natan, que eram sábios, tem uma tradução, tem uma versão que fala que eles eram professores, eles eram como escribas,
eles eram pessoas, outra tradução fala assim, que eles tinham discernimento, mas eu achei interessante citar isso, porque nós estamos vendo que o próprio Esdras e pessoas que ele tinha junto com ele,
eram pessoas fiéis a Deus, eram pessoas que sabiam do seu chamamento, pessoas que tinham consciência de que eles eram levitas, eles não se perderam,
essa ocasião aqui é 150 anos depois do cativeiro, houve vários grupos que foram levados para o cativeiro, mas 150 anos ao todo que tinha começado a ter cativeiro na Babilônia,
então era muito tempo e eles ainda sabiam que eram levitas, sabiam que eram cantores, sabiam que eram porteiros, então ele convocou esse grupo,
o versículo 16, e enviou, versículo 17, para um determinado homem chamado Ido, chefe em Casifia, e Esdras deu-lhes as palavras que ele iriam dizer, eu acho que eles tinham um lugar, uma cidade, tinha uma pessoa importante lá,
que poderia descobrir, poderia fazer um convite para levitas, ele queria levitas para levar no grupo dele de volta, então ele falou assim, vocês vão dizer a Ido e a seus irmãos,
os servidores do templo para que nos trouxessem ministros para a casa do nosso Deus, e lembra que ministro na Bíblia não é um termo de status, não é um termo sim de alguém que é importante, é um servidor,
é alguém que pode fazer serviços manuais, serviços braçais, então para que nos trouxessem ministros para a casa do nosso Deus, e eles, agora olha o versículo 18,
eu estou chamando atenção para o fato de que esse grupo na Babilônia era um grupo, era um grupo, assim, nem todos provavelmente eram assim, mas Deus tinha na Babilônia pessoas muito puras,
o fato de que as pessoas, as famílias tinham ficado na Babilônia quando eles já tinham tido oportunidade de voltar, como nós já vimos a história de Mordecai, Deus tinha muita gente fiel, muita gente leal a ele,
muita gente pura, que permaneceu na diáspora, e isso até hoje, e nós hoje, assim, eu estou fazendo sempre um paralelo entre, hoje tem também a nação de Israel, a terra de Israel,
e os judeus no mundo inteiro poderiam voltar, eles podem voltar para Israel, mas muitos não voltaram, mas isso não significa ainda, cada um tem que saber do seu chamado, mas se esses homens que Esda chamou não tivessem correspondido,
eles poderiam perder o chamado de Deus para a sua vida, então esse era o momento que eles tinham que voltar, mas olha como Deus tinha um remanescente, e depois de Esdas, nós vamos descobrir no livro de Nehemiah que tinha mais pessoas lá que eram fiéis,
então Deus tem pessoas muito puras, muito dedicadas, Deus tem um plano para restaurar Israel, e nós podemos dizer também a igreja, tem muitas pessoas que estão dispersas, distantes, envolvidas em sistemas humanos,
sendo obrigados por um sistema que não faz parte do sistema de Deus, de viver tão longe, tão distante, e isso é perigoso, as pessoas na Babilônia, as pessoas na dispersão podem perder totalmente o rumo,
podem se assimilar a outros povos, podem perder sua identidade, é perigoso permanecer na Babilônia, mas ao mesmo tempo Deus tem pessoas em todas as épocas, vai chegar um momento, eu creio que tem as profecias que falam,
que Deus vai chamar as pessoas de volta de todos os cantos do mundo, os judeus para a terra de Israel, mas os seus filhos para a herança que Deus tem, então sempre tem esse paralelo natural e espiritual,
Deus não está interessado só na igreja, ele tem um plano para Israel, para a nação de Israel, para o povo de Israel, mas ele tem também um plano para seu povo que está em todas as nações do mundo que formam a igreja,
e é uma coisa paralela, nós vivemos numa Babilônia espiritual, mas nós também temos as pessoas que no plano natural, a dispersão que precisa, que Deus vai chamar de volta para a terra de Israel, então tem as duas coisas,
mas olha só no versículo 17 quando ele mandou essa comitiva para ir para Ido e ver se eles achavam alguns levitas, eles queriam ter mais pessoas para contribuir para a casa de Deus em Jerusalém,
então no versículo 18 fala o seguinte, trouxeram-nos, segundo a boa mão de Deus sobre nós, um homem entendido, isso aqui gente, ele provavelmente tinha estudado, mas a ideia aqui não é estudo, não é conhecimento,
esse homem, algumas traduções falam "um homem capaz", outras falam "um homem inteligente", mas eu gosto dessa palavra "entendido", é como os sábios no livro de Daniel, os sábios entenderão,
não são aqueles que têm pós-graduação necessariamente, não tem nada a ver sim ou não, mas não é uma questão de estudo, de títulos, de ser doutor em alguma coisa, de ser uma pessoa mais inteligente para entender as coisas complicadas,
mas é uma pessoa que discerne, uma pessoa que tem um coração sábio, foi isso que Salamão pediu a Deus, ele falou assim "Deus, como é que eu vou dirigir, como é que eu vou governar esse povo, eu sou uma criança, me dá um coração sábio",
e a palavra é um coração que sabe ouvir, então eles acharam um homem entendido, um homem que percebeu, que entendeu o propósito de Deus, que atendeu ao chamado de Deus para o momento,
ele entendeu essa mensagem que Esdras mandou através da comitiva, ele era um homem entendido, ele sabia que era o momento de Deus para levantar, sair lá da Babilônia e fazer uma mudança radical para a terra de Israel,
então ele era um homem entendido, ele era dos filhos de Mali, filhos de Levi, ou seja, dos Levitas, o nome dele era Serebias, com seus filhos, irmãos 18, e ele ajuntou mais 20 no versículo 19, e dos servidores do templo 220,
então ele era um homem sábio e ele conseguiu arrebanhar todo esse grupo que foi com ele, então olha que exemplo maravilhoso, então no versículo 21 mencionamos isso, mas eu quero chamar a atenção de novo no versículo 21,
então Esdras, ele tinha, isso aqui tudo foi no espaço de poucos dias, parece que o espaço todo foi de 12 dias, que eles começaram a fazer um acampamento, eles fizeram um acampamento,
ele fez o levantamento, sentiu falta de Levitas, foi buscar mais Levitas, sim, o pessoal não pediu semanas de tempo para se preparar, não, sim, veio o chamado, eles já se levantaram, largaram tudo para trás e seguiram, corresponderam ao chamado,
então aí no final do versículo 20, então o grupo agora estava completo, tinha esse grupo de Levitas e servidores do templo, que Esdras na sua paixão pela casa de Deus, ele queria levar junto com ele,
e aí então eles têm esse, eu falei bastante sobre isso na aula passada, que Esdras agora ele estava pronto para começar a jornada, era uma jornada longa, a pé, além do perigo que já teria,
só de ter um grande grupo de pessoas, com mulheres e crianças, e então eles não eram um grupo de soldados, eles não eram um grupo que tinha uma proteção,
e eles tinham muitos valores em ouro, em utensílios, em prata, eles tinham um tesouro, um valor muito grande para carregar da oferta que o rei e os nobres tinham dado e de outras pessoas,
então ele agora está pronto para sair e ele tem um desafio, porque o perigo seria grande, a probabilidade era muito grande de eles serem assaltados pelo caminho,
então ele falou assim, olha só, ele pediu ao rei permissão, ele pediu ao rei doações, tudo que ele tinha pedido ao rei, o rei deu, e isso foi um sinal de Deus, de que a mão de Deus estava com ele,
mas nesse momento ele sentiu claramente que ele não deveria pedir ajuda do rei para mandar uma escolta de soldados para proteger,
então Nehemiah pediu ao rei e deu, então não era uma coisa errada, não era uma lei de Deus, não era uma coisa errada pedir essa proteção, a gente fez essa pergunta, até que ponto nós devemos depender de governos,
de ajuda, de quem quer que seja assim, do sistema humano, nesse momento Ezra sentiu claramente, nós devemos depender de Deus, nós mesmos demos testemunho ao rei de que Deus é aquele que nos protege,
que Deus abençoa aqueles que estão fazendo a obra de Deus, aqueles que estão nos interesses de Deus, então ele apregoou um jejum para nos humilharmos diante da face de nosso Deus,
a fim de lhe pedirmos jornada segura para nós e para nossos filhos e para todas as nossas posses, tive vergonha de pedir ao rei, soldados e cavaleiros para nos defenderem do inimigo no caminho,
porque tínhamos dito ao rei, a mão do nosso Deus é sobre nós, é sobre todos os que o buscam para o bem, mas a sua força, a sua ira é sobre todos os que o deixam,
assim jejuamos e pedimos isto ao nosso Deus e ele atendeu a nossa oração, bom, como é que ele sabe que Deus atendeu? Porque eles, eles sim, eles jejuaram e oraram e creram que Deus os protegeria,
e agora ele fala assim, Deus ouviu nossa oração, como é que ele pôde falar isso? Porque eles fizeram a viagem e chegaram em segurança, vamos pular lá para frente,
que fala assim, versículo 31, eles partiram do rio Aava no dia 12 do primeiro mês, eles fizeram acampamento no primeiro dia do mês, primeiro dia do primeiro mês, e eles partiram do rio Aava no dia 12 do primeiro mês,
então todo esse processo de buscar mais levitas e de jejuar e orar e de pedir a proteção de Deus fizeram tudo isso durante esse prazo de 12 dias, e é interessante que a Páscoa, a data da Páscoa é dia 14 do primeiro mês,
então eles saíram dois dias antes da Páscoa, ou seja, eles estavam partindo da Babilônia praticamente na mesma época, diferença de dois dias de quando o povo de Israel saiu do Egito,
então isso também é significativo, como estou falando, esse retorno, a restauração que é sair da Babilônia e ir para a terra é algo que tem um grande significado no plano de Deus,
então, versículo 31, a boa mão de nosso Deus estava sobre nós, e ele nos livrou dos inimigos e dos que armavam os ciladas pelo caminho, a gente não sabe se ele tinha ciência, se realmente tinha gente armando os ciladas,
mas ele coloca como se tivesse mesmo, como se soubesse que tinha ciladas, tinha gente armando para atacá-los pelo caminho, e Deus os livrou, então eles não dependeram do governo para receber proteção,
então no caminho de Deus, na direção de Deus, há momentos em que Deus abençoa por meio do favor e do apoio de governos, mas há momentos em que essas falam assim "não, isso eu não vou pedir, eu vou realmente confiar em Deus",
e isso foi algo muito importante para eles dependerem de Deus e ver que realmente Deus estava com eles, então eu coloquei aqui, porque tem essa ênfase, essas palavras, essas expressões que são repetidas, sempre trazem uma lição especial,
então, vamos só, aqui na folha tem um resumo das situações em que Estras reconheceu que a boa mão de Deus estava sobre ele, e é muito importante, restauração,
e qualquer coisa que nós formos fazer para Deus, na nossa vida, nós não podemos fazer sem a boa mão de Deus sobre nós, sempre, sempre, muitas vezes nós não temos assim uma voz de Deus, uma profecia, uma visão, sei lá,
muitas vezes nós não temos uma demonstração clara assim de que Deus está falando "faça isso", quando Estras fala assim "a boa mão de Deus estava sobre nós", ele está falando, como nós vimos no livro de Esther,
ele estava falando sobre Deus confirmar, com circunstâncias, com provisões, com as circunstâncias, Deus estava aprovando, ele tinha evidências claras de que Deus estava abençoando,
Estras teve que tomar algumas iniciativas, ele foi ao rei, ele pediu autorização, ele pediu provisões e Deus deu para ele pelo rei, então ele via nisso a mão de Deus,
então olha aqui, eu coloquei essa relação aqui, mas o primeiro não tem nenhum versículo que fala isso, isso é uma observação minha que se Estras era um homem que tinha se dedicado,
nós vimos isso no início do capítulo 7, Estras era um homem que se dedicou ao estudo, ele não só estudava a lei, mas ele queria praticar a lei, então isso é a boa mão de Deus sobre a vida dele,
não tem nenhum versículo que fala isso, Estras não fala assim, foi a boa mão de Deus sobre minha vida que me levou a me dedicar ao estudo e tal, mas nós podemos dizer, isso é a boa mão de Deus sobre a vida dele,
que deu a ele a capacidade e a bênção de Deus e o desejo no coração de fazer isso, então na verdade a boa mão de Deus sobre a vida de Estras começa assim,
mas o que ele fala, ele fala isso duas vezes né, que primeiro em Estras 7 versículo 6, ele fala assim que o rei lhe deu tudo que lhe pedira segundo a boa mão do Senhor seu Deus,
e depois ele fala no versículo 27, que bendito seja o Senhor Deus de nossos pais, que pôs no coração do rei o desejo de honrar a casa de Deus, e aí ele fala no versículo 28,
visto que a boa mão do Senhor meu Deus estava sobre mim, então ele fala duas vezes sobre o favor do rei, ele reconheceu nisso que era a boa mão de Deus,
ele não atribuiu a si mesmo, a sua capacidade de persuasão, a sua posição, ele não atribuiu assim porque o rei é um cara bom, nada disso,
ele não atribuiu a coisas naturais, a coisas independentes de Deus, ele viu nisso a mão de Deus, esse rei ele não era um servo de Deus, ele não era alguém que tinha assim uma decisão pessoal,
uma entrega pessoal a Deus, mas Deus usou o rei para dar aprovação ao plano de Esdras. Depois no versículo, no capítulo 8, já acabamos de ler, que 8,18, quando ele foi buscar os levitas,
ele mandou aquela comitiva e encontraram um homem sábio, e o homem sábio trouxe esse grupo de levitas, ele fala assim, trouxeram-nos segundo a boa mão de Deus sobre nós um homem entendido,
então a boa mão de Deus era para trazer as pessoas certas, era para completar o grupo, era para ter um grupo realmente que pudesse contribuir para a casa de Deus,
então é tudo por causa desse propósito, tudo por causa desse alvo. E depois no capítulo 8, versículo 31, que lemos agora, a boa mão do Senhor, do nosso Deus estava sobre nós e ele nos livrou dos inimigos,
então a boa mão de Deus deu proteção e isso não foi assim, eu já mencionei isso, não é como você sair de carro daqui, fazer uma viagem longa para o sul, para o norte, nordeste,
e dizer assim, claro, fazer uma viagem, seja de carro, de avião, do que seja, é fazer uma viagem segura, é uma bênção de Deus, mas eles tinham certeza que eles poderiam ser atacados,
então a boa mão de Deus foi realmente algo sobrenatural e o fato deles terem chegado em segurança a Jerusalém, então isso significa isso aqui é um modelo, é um modelo de restauração,
é um modelo da direção de Deus, é um modelo de ter um propósito em função da casa de Deus, é um modelo de saber que nada que a gente, às vezes eu vejo algumas iniciativas muito boas,
às vezes eu vejo alguém com uma intenção de levantar recursos para missões ou para fazer alguma coisa e ficam lutando, eu sei que tem obstáculos, mas muitas vezes parece que nós temos um plano humano
que lutamos e por que o povo não corresponde, por que não tem ofertas, por que esse plano que claro que Deus quer, por que não é abençoado, gente, se é algo que nasce, eu não estou dizendo que não tenha dificuldades, desafios,
mas nós precisamos saber se a boa mão de Deus está sobre nós ou não, então esse chamado de Deus, de pessoas na Babilônia, Deus levantou, nós vamos ver como isso vai continuar se evidenciando no próximo capítulo,
mas nós temos esse paradoxo de que na Babilônia, nesse lugar fora da herança, fora do lugar certo, dentro do reino de Deus, Deus tem pessoas puras, Deus tem isso espalhado por todo lugar hoje,
Ele tem pessoas que são sábias, Ele tem pessoas que tem o coração, que tem discernimento, que amam a Deus e vai chegar a hora como chegou para Esdras para se levantar e voltar para Jerusalém.
Nosso coração deseja ter esse mesmo sentimento, nós desejamos ter esse mesmo anseio de voltar, nós queremos sair da Babilônia, queremos ouvir esse chamado, saia dela povo meu, tem uma hora que nós temos que sair de tudo que nos segura,
tem a hora do êxodo, tem a hora de realmente sermos levados por Ti para a nossa herança plena, mas graças a Ti que ainda onde nós estivermos, nós não podemos deixar de ouvir Teu chamado,
tem uma hora para cada um, mas que nós possamos realmente entender que onde nós estivermos, nós podemos ser pessoas chamadas por Ti, podemos nos dedicar como Esdras, podemos ter um coração voltado para Tua casa,
mesmo que nós não estejamos num lugar onde a Tua casa está sendo realmente restaurada em plenitude, mas que nosso coração possa ter esse mesmo anseio e que nós possamos ouvir e estar preparados na hora que o Senhor nos chamar.
Pedimos isso e ansiamos pela restauração da Tua casa, em nome de Jesus, amém.

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