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Aula 2 – Vol.31 – Três grupos durante o cativeiro

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19/01/20 – Daniel 1 – Baixardo áudio.

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Então, domingo passado, nós fizemos uma introdução mais ao contexto, fizemos uma
introdução para entender um pouquinho do contexto de Daniel, do livro de Daniel e
hoje nós vamos realmente iniciar o capítulo 1. Nós vimos que Daniel tem 12 capítulos
e os primeiros 6 são narrativas, enquanto os últimos 6 são mais visões e revelações
e até falamos um pouco sobre a natureza apocalíptica dessas visões, não de todos, mas algumas
das revelações de Daniel tem a natureza apocalíptica que significa que está falando
não só sobre as intervenções de Deus no nosso tempo atual, mas também sobre aquilo
que Deus vai fazer na era vindoura. Durante um tempo o povo de Deus não tinha muito esse
conceito de que o plano de Deus só se completaria no tempo vindouro. Então, havia essa missão
profética de levar o povo que sempre, assim como nós, sempre estava se desviando, sempre
estava fora dos propósitos de Deus, tem uma tendência, assim como tem a gravidade que
tudo cai, tem aquela tendência que nós temos no nosso mundo que tudo vai degenerando, então
existe uma tendência inexorável dentro do coração do homem caído de se afastar, Deus
coloca tudo no lugar, é como se preparar quem trabalha com criança, é como se colocar
tudo em ordem, tudo perfeito, tem todos os brinquedos, mas tudo organizado, quem tem
criança sabe que a criança vem, parece que até o prazer da criança é colocar em desordem,
às vezes tem todos os brinquedos dentro de um balde, quer derrubar tudo, espalhar tudo,
para colocar em ordem é muito mais difícil. E, na verdade, essa é a nossa tendência
humana, nós temos uma tendência muito grande de desfazer o que Deus fez, então Deus faz
tudo perfeito, a criação, a ordem da criação, a família, a ecologia, todas as coisas que
Deus fez, tanto tem as próprias leis da natureza que parece que levam a uma deterioração,
quanto assim a nossa tendência caída é sempre atrapalhar, sempre desviar. Então, o ministério
profético, que a gente só lembrando desse diagrama que fizemos na aula passada, essa
missão profética que é de trazer arrependimento visando intervenção de Deus na história,
e isso continua, isso aqui não é ultrapassado, isso aqui é sempre atual, Deus quer trazer
intervenções na história tanto para trazer o povo de volta à rota, como na verdade assim,
aqui também o objetivo é o reino de Deus, então o profeta está sempre levando o povo
a voltar aos trilhos, sem voltar à direção que Deus deu. Só que, à medida que o plano
de Deus foi se revelando mais durante a história, nós temos esse entendimento de que para
chegar realmente ao reino pleno de Deus, Jesus veio para trazer o reino de Deus, mas o reino
de Deus que Jesus trouxe naquele estágio ainda não é esse reino permanente, assim, é um
reino, tudo que Jesus fez foi permanente, mas o reino que Jesus trouxe não foi estabelecido
em plenitude, então para chegar ao reino de Deus nós precisamos de uma ruptura, tem
que romper, tem que encerrar o tempo presente e introduzir o novo tempo, e isso acontece
na segunda vinda de Jesus, ok? Então, só para a gente entender isso, então vamos começar
no primeiro capítulo de Daniel, vamos só ler os primeiros versículos e começar a
entender esse primeiro capítulo é bastante citado, é bem conhecido, a história de Daniel,
os três amigos, como eles não quiseram se alimentar da mesa, das iguarias, das alimentações
que o rei estava oferecendo, mas essa história realmente é fundamental para a gente entender
todo esse plano que vai, tudo que vai acontecer no restante do livro, e lembre que, bom, nós
vamos falar sobre esses três grupos, né? Mas vamos só nos preparando mais ou menos
para entender o plano de Deus. Então vamos lá, no primeiro versículo, no terceiro rei,
no terceiro ano do reinado de Joaquim, rei de Judá, veio Nabucodonosor, rei de Babilônia,
Jerusalém e Assitiô, então, como eu expliquei, houve três etapas da conquista e do cativeiro,
essa aqui foi o primeiro, foi a primeira etapa, não foi nessa ocasião que a cidade
de Jerusalém foi destruída, o templo destruído, isso não aconteceu nesse momento, mas a
partir desse momento, sim, porque até esse ano quem estava mais dominando essa região
era o Egito, e até assim o irmão de Joaquim, que tinha sido deposto poucos anos antes,
foi o rei do Egito que depois levou Jeconias para o cativeiro, então quem estava mandando
na região até esse momento era o Egito, a partir desse momento Nabucodonosor, ele chegou,
Assitiô, e aí agora só mudou de dono, né? Como se você morar numa casa de aluguel,
quem vende a casa, mas em vez de pagar para fulano, você já paga para outra pessoa,
mas quer dizer, Israel já estava numa posição de subserviência, de servidão, só que mudou
o dono, em vez de ser de prestado, pagar impostos e ter que obedecer o Egito, agora passou a
ser Babilônia, então Nabucodonosor veio e a Jerusalém, Assitiô, versículo 2, o senhor
entregou nas suas mãos a Joaquim, rei de Judá, e uma parte dos utensílios da casa
de Deus e ele os levou para a terra de Sinear, que é Babilônia, para a casa do seu Deus
e pôs os utensílios na casa do tesouro do seu Deus, e aí ele vai falar para eles
pegarem alguns jovens. Então, eu queria, nesse versículo, parar para a gente analisar
a seguinte situação, primeiro nós vamos ver, a gente vai destacando isso à medida
que a gente prossegue no livro de Daniel, mas o livro de Daniel, e vocês vão lembrar
de alguns textos específicos, o livro de Daniel fala muito sobre a soberania de Deus,
nós aprendemos no novo testamento e na bíblia toda, nós aprendemos que existe alguém chamado
príncipe deste mundo, que as outras nações não servem a Deus, no antigo testamento só
Israel, Israel deveria ser, muitas vezes afastava, mas Israel era para ser uma teocracia,
era para ser governado por Deus, mas era o único povo na terra que servia a Deus, todas
as outras nações serviam a outros deuses, era como se Deus não tivesse nada a ver com
as outras nações, era como se Deus mandasse, até a visão naquela época era, cada nação
tinha seu Deus, então, para as outras nações, Israel era mais uma, eles tinham Deus deles,
que chamava Jeová, ia ver, mas na visão dos povos, tinha muitos deuses, e cada um mandava
na sua tribo, no seu território, e nós sabemos que a visão de Deus é que Deus criou toda
a terra, não existem outros deuses, existem outras potestades e poderes, mas não existem
deuses no sentido pagão, então, nesse livro de Daniel, isso apareceu no tempo de Moisés
no Egito, mas nesse livro de Daniel, nós vamos ver que Deus manda sim, Deus manda na
Babilônia, Deus manda no Egito, Deus manda na Síria, a Bíblia, o velho testamento não
trata muito das outras nações, mas aqui nós temos uma ideia muito clara da soberania
de Deus, o que quer dizer soberania de Deus, que é ele que manda, ele é o soberano, ele
tem a palavra final, é muito óbvio para nós, mas a gente precisa colocar isso no
lugar certo, porque existem certas situações que Deus aparentemente não interfere muito,
Deus governa no nosso conceito e no conceito bíblico, Deus é, Jesus é o cabeça da igreja,
então, onde que é o reino de Deus, reino de Deus é onde Deus está realmente reinando,
então se o resto das nações, hoje nós estamos espalhados assim, mas aqui nós como representantes
do povo de Deus, Deus reina aqui, mas lá fora Deus não reina, então, num certo sentido
sim, num certo sentido não, mas o livro de Daniel vai falar muito sobre essa relação,
como que Deus se relaciona com as outras nações, então aqui no versículo dois tem uma frase
muito pode passar despercebida, mas é muito importante, que nós sabemos, nós vamos ver
no decorrer assim, que Nabucodonosô é um cara muito arrogante, ele vai falar assim,
eu sou o grande soberano, eu conquistei as nações e todas as nações que têm impérios
tem essa tendência, até os dias de hoje, não precisamos citar nomes, mas nós temos
muitos exemplos e não é só no meio dos países totalitários, você sabe que todos
os países totalitários, no tempo do nazismo, no tempo de Mussolini na Itália, todos os
países comunistas, o líder da nação, ele se torna um Deus, eles fazem tudo para que
ninguém acredite em Deus, um outro Deus e ao invés de ter igrejas com alguma imagem
ou algum símbolo, como a cruz, eles colocam a foto deles, então tem, isso até assim,
nos países muçulmanos, na Jordânia, que não é considerado um país tão opressivo
assim, mas é a foto do rei que domina e isso até nas democracias, em Inglaterra que
tem sempre aquele símbolo do rei, da rainha, estou só mostrando como isso é um espírito
que está entre todos, então Nabucodonosô ele é um representante desse mesmo espírito
que existe em todas as ditaduras, existem em todos os lugares onde, mesmo em democracias
onde o líder começa a sobressair e querer ser visto como protetor, como grande, entra
nesse espírito, então Nabucodonosô ele vai aqui na frente, ele vai falar "Fui eu
que conquistei, eu sou grande" e o livro de Daniel começa aqui no versículo 2 dizendo
algo muito importante, que não foi pelo poder de Nabucodonosô que ele conquistou,
aqui está dizendo "O Senhor, o Senhor Deus, o Senhor Jeová, foi ele que entregou nas
mãos de Nabucodonosô o rei de Judá e o seu território", então do ponto de vista
de Deus, Nabucodonosô não tem nada do que se acabar, não foi mérito dele, não foi
por poder dele e quantas vezes nós temos visto, a história mais recente, anterior
a essa aqui, é a história de Ezequias com a Síria em que veio todo, era outra nação
mas veio com aquela ostentação, Sennacherib falando "Eu conquistei as nações, você
vai conseguir resistir? Você não é de nada, eu vou conquistar" e Ezequias pegou a carta
dele e colocou diante de Deus, "Deus, o que você vai fazer com isso?" e Deus fez uma
intervenção e derrotou uma potência muitas vezes superior a Ezequias, então para Deus
não seria problema nenhum derrotar a Babilônia, mas aqui ele está dizendo "O Senhor entregou
nas suas mãos a Joaquim, rei de Judá, uma parte dos utensílios da casa de Deus e eles
os levou para a terra de Sineá" e olha que assim, Deus permitiu, Deus está, vamos dizer
até ordenando isso, em alguns dos profetas Nabucodonosô é chamado de meu servo, então
Deus está falando assim "Ele está fazendo o que eu mandei fazer" e no entanto isso aqui
era a maior vergonha que um país que conquistasse, podia impor sobre os conquistados, é pegar
o Deus deles e colocar no templo do Deus da nova potência, então Nabucodonosô ele chega
para Israel e ele quer levar não só riquezas e o despojo do povo lá, mas ele quer levar
um símbolo do Deus deles e como Israel não tinha uma imagem, porque todas as outras nações
tinha um ídolo, uma imagem do Deus deles, então eles pegavam aquela imagem e colocava
no Deus deles para dizer "Nosso Deus é mais forte que o seu", agora Israel não tinha
uma imagem, não tinha, eles chegaram lá não tinha nenhuma imagem, quem que ia ver
que nós vamos colocar no nosso templo, mas eles tinham alguns utensílios, então eles
pegaram objetos de valor, objetos sagrados e levaram, os babilões levaram e colocaram
esses objetos, inclusive você lembra da história lá na frente que um outro rei que não era
nem mais de Nabucodonosô pegou esses utensílios e falou vamos festejar, vamos pegar esses
utensílios de Israel da casa de Deus e vamos usar na nossa festa, e é interessante que
esses utensílios foram preservados, quando eles voltaram depois do cativeiro no templo
de Zorobabel eles levaram todos esses utensílios de volta, mas nesse momento Israel e por
consequência Deus, o Deus de Israel está passando uma enorme vergonha, porque vem um
país estranho, estrangeiro, domina o povo de Deus e leva até os utensílios da casa
de Deus e depois de alguns anos aqui, quase 20 anos, 19, 18, 19 anos depois, no último
estágio Nabucodonosô vai arrasar, vai destruir o templo, mas isso ainda vai passar algum
tempo antes disso. Então eu só queria mostrar esse diagrama aqui pra gente entender no seu
esboço eu coloquei assim implicação do cativeiro, qual que era a implicação do
cativeiro, porque nesse capítulo nós já estamos estudando o cativeiro algumas semanas,
mas nesse livro de Daniel esse aqui é na verdade o relato do primeiro ano do cativeiro,
esse Daniel 1 está mostrando onde começou o cativeiro, que começou antes do tempo de
Ezequiel, Ezequiel foi pro cativeiro uns 8 anos depois disso, mas esse aqui é o começo
do cativeiro, então quais eram as implicações do cativeiro, então só quero lembrar de
alguma maneira a gente tem feito esse diagrama outras vezes, mas eu só queria que vocês
entendessem, que a gente entendesse juntos qual é a implicação de sair da terra e
ir pro cativeiro, pra gente entender o plano de Deus, então no propósito de Deus desde
quando Deus chamou Abraão, o plano de Deus era isso aqui, nós temos toda a terra e
na verdade quando Deus colocou o homem no jardim do Éden era mais ou menos esse mesmo
diagrama, tinha toda a terra, estava sem forma e vazia, aí Deus fez a criação e aí nós
entendemos que no jardim do Éden tinha todo aquele jardim, tinha os rios, mas o resto
da terra não estava sujeito a Deus e isso no sentido assim que não estava apresentando
a natureza de Deus, não era um jardim, o jardim era só no Éden, então esse diagrama
é sempre o que Deus, o propósito de Deus que é estabelecer uma base na terra, então
tem toda a terra pra conquistar, mas Deus não começa assim, lembra?
Tem várias histórias, Napoleão, mas lá atrás tinha Alexandre o Grande da Grécia,
ele foi um general brilhante e ele conquistou uma área grande em pouco tempo, Napoleão
fez isso, Hitler fez isso, em poucos meses eles conquistavam muitas áreas, Deus não
faz isso, Deus não pega a sua base e conquista a terra toda em pouco tempo, não, ele começa
numa base e vai através de um processo orgânico, ele vai expandindo, ele vai alcançando, então
a ideia de Abrão do povo de Israel era que tem, esse aqui, vamos dizer assim, nem é
proporcional, se fosse colocar a proporção de Israel em relação a terra toda seria
um pontinho, Israel é muito pequenininho em relação a terra, pega um globo terrestre
qualquer e procura Israel no globo, não cabe nem o nome Israel dentro do território,
assim, é um pontinho, então a ideia é uma basezinha, uma pequena base onde Deus estabelece,
então ele precisa de uma terra, ele precisa de um povo e aí tem as outras coisas que
nós já estudamos aliança, relação com Deus, mas precisa ter a casa de Deus, então
a essência desse início do reino de Deus é ter uma base, ter uma terra, ter um povo
e lembra, quanto tempo levou desde Abrão até Deus ter pelo menos em embreão, em forma
embrionária esse plano todo, desde Abrão até Davi e Salomão, mil anos, um milênio,
Deus gastou desde o começo, quem faz uma planta, então desde o Alicerce até terminar, finalizar
a construção, Deus levou mil anos para conseguir uma terra, um povo e a casa de Deus, com a
casa de Deus lá então nós temos realmente a base do reino de Deus, a partir daí é
que vai começar a alcançar as outras nações, só que no antigo testamento não foi isso
que aconteceu, porque ao invés de a partir dali começar a conquistar, alcançar as outras
nações o povo foi se afastando, foi abandonando Deus, então é que nós estamos nessa parte
de cativeiro, então quando chega o cativeiro, eu só queria que vocês, isso é só uma
síntese só para vocês entenderem, quando nós abrimos o livro de Daniel e ele fala
que o próprio Deus entregou o rei de Judá nas mãos de Nabucodonosor, aqui ainda não,
mas aproximadamente 20 anos depois dessa ocasião, Nabucodonosor vai terminar o serviço
surdo que ele começou que é destruir a cidade, destruir a casa de Deus, então no cativeiro
o que nós temos, desses três elementos aqui nós só temos o povo, no cativeiro aqui só
sobrou o povo que eles ficaram sem a terra e ficaram sem a casa de Deus, então quando
você olha o cativeiro você precisa entender que para quem tivesse fé nos planos de Deus
quem estivesse apegado aos planos de Deus, imagine assim pessoas, nós estamos aqui esperando
o reino de Deus, querendo o reino de Deus e de repente Deus tira, Deus nos leva mil
anos para trás no plano, agora não temos mais a terra e não temos mais a casa, somos
apenas um povo, então as implicações são muito grandes, por isso que eu até coloquei
assim, no esboço, encerramento das promessas, não tem mais promessa e é interessante que
aí entra no outro assunto, que é sempre nosso assunto, que nós queremos entender
o plano de Deus, mas eu não vou entrar nisso agora, mas grande parte da igreja hoje acha
que todo esse plano que Deus levou tanto tempo no Antigo Testamento para trabalhar, acho
que isso acabou, não tem mais, Deus não se interessa mais nessa terra, Deus não se interessa
mais numa casa literal, a gente espiritualiza tudo, Deus só interessa na igreja, mas assim,
para você estudar o plano de Deus na bíblia, você precisa entender que a estratégia,
o plano de Deus desde o jardim do Éden, desde o tempo de Abrão, desde o tempo de Davi,
todo esse tempo o plano de Deus continua sendo este, agora quando é que Deus vai voltar
de fato a esse plano?
Quando Jesus voltar, quando Jesus voltar, Ele vai voltar para a terra de Israel, Ele
vai ter o povo natural e o povo espiritual, nós juntos formamos o povo de Deus, Jesus
não vai voltar só para o judeu de forma nenhuma, Jesus vai voltar para todo o seu
povo, mas dentro do povo de Deus também tem os judeus, e faz parte de uma aliança, faz
parte de um plano original, e Jesus vai estabelecer a sua casa, o seu trono, Isaías 2 fala assim,
e o monte da casa de Deus vai ser levado acima de todos os outros montes, então Jesus vai
estabelecer a sua casa, seu trono, a casa de Deus em Israel, e aí vai começar esse
processo que a gente não faz muita ideia, a bíblia não dá muitos detalhes, se vai
ser rápido ou se durante o milênio, a gente entende que o milênio inclui um processo,
Jesus não vai voltar e como uma vara mágica colocar tudo em ordem, Ele vai voltar, Ele
vai trazer o seu reinado sobre toda a terra, mas a restauração, o reino de Deus vai ser
um processo, então isso é só para a gente entender que as promessas de Deus não são
invalidadas, mas quando nós olhamos para o cativeiro, alguma coisa importante está
acontecendo, aquele plano original está sendo interrompido, então eu acho muito importante
a gente entender esse início do capítulo.
Agora um outro ponto no esboço, o local de origem da nação de Israel, eu sempre pensava
bastante e a bíblia faz alguns paralelos, quando a bíblia fala sobre o cativeiro na
Babilônia e depois quando volta, a restauração, o retorno, a bíblia muitas vezes faz um paralelo
ao Egito, porque nós sabemos que quando o povo foi formado na descendência de Abrão
Isaac e Jacó, então Jacó desceu para o Egito e ficou lá, a nação se multiplicou, então
o povo de Deus foi chamado do Egito e do Egito eles foram para a terra prometida e agora
o cativeiro está levando o povo de volta a uma posição semelhante ao do Egito, semelhante
porque eles voltam a ser escravos, eles voltam a não ter uma terra própria, eles voltam
a não ter um governo próprio, eles voltam a não ter liberdade para adorar a Deus como
eles querem, então a semelhança é muito grande ao Egito, mas é muito significativo
que esse cativeiro não foi para o Egito, literalmente que eles foram, eles não foram
para o Egito, eles foram para onde, para a Babilônia e se você lembra a história como
o Jardim do Éden, há controvérsias sobre isso, mas existe uma ideia de que o Jardim
do Éden era propriamente na terra de Israel, muitos pensam que era no Iraque por causa
dos nomes dos rios Tigre e Alfrates, mas existe uma outra ideia de que o Jardim do Éden originalmente
era em Israel, então quando Deus chamou Abraão, quando o homem saiu, expulso do Jardim, ele
foi para o oriente, ou seja, na direção de Babilônia, aí tem o Dilúvio, mas depois
do Dilúvio tem a Torre de Babel, então sempre nós temos essa tensão entre esses dois lugares,
Israel, onde que é o Reino de Deus, onde que é o Jardim do Éden e Babilônia que é,
a gente sabe que são os dois grandes inimigos, Jerusalém que é a Cidade de Deus e Babilônia
que é a cidade do homem, então nós temos essas duas forças, e é muito significativo,
o Egito também representava o mundo, mas é muito significativo que eles foram para
o cativeiro para Babilônia, que é justamente a região de onde veio Abraão, Abraão foi
chamado exatamente Ur dos Caldeus dessa mesma região que fica no Iraque hoje, e que era
uma região de idolatria, na verdade todos, todos os povos serviam a outros ídolos, mas
a Bíblia fala até especificamente em Josué que Abraão, antes de ser chamado por Deus,
servia a outros deuses junto com os pais dele, então Abraão foi chamado de uma região,
de uma cultura idolatra e de uma cultura, de um local que representa essa grande força
que inclusive a batalha final é entre Babilônia, no livro de Apocalipse, a Babilônia cai
e Jerusalém desce dos céus, então é uma grande batalha, é um grande combate entre
Babilônia e Jerusalém, então o povo de Israel foi levado exatamente de volta para o lugar
de onde eles tinham saído, eles saíram do Egito com o povo, mas como origem da nação
eles saíram da Babilônia, então isso também é muito significativo, e é significativo
porque como falei na última aula, o livro de Daniel, uma das grandes mensagens do livro
de Daniel é mostrar que nós podemos servir a Deus na Babilônia, porque quando você
olha esse quadro que eu estou mostrando e até o meu propósito é isso assim, puxa então
o plano de Deus foi interrompido, Deus não pode, e outra vez eu quero frisar esse ponto
porque a igreja hoje tem feito exatamente isso, é como se Deus largasse aquele plano
e começasse outro, e isso não é verdade, o plano de Deus precisa, Deus fez um plano
ele não vai mudar seu plano, Deus, Jesus vai voltar para Israel, é necessário, tem
coisas que precisam acontecer antes, tem coisas que já aconteceram, Israel já é uma nação
independente, Deus está trabalhando e restaurando judeus messiânicos, então tem algo acontecendo
que está preparando o caminho para Jesus voltar, então Deus não está abandonando esse plano,
mas quando nós olhamos para o cativeiro é como se o plano fosse interrompido e até
a dúvida é, acabou? não vai ter mais? ou será que Deus ainda vai restaurar? na verdade
Deus tinha prometido desde Jeremias e assim, vocês vão para o cativeiro mas vocês vão
voltar, então Deus sempre tinha mostrado que o plano dele não estava abandonando, então
agora vamos falar sobre a partir desse momento então, que nós temos o cativeiro e essa
história de Daniel, então nós mencionamos isso acho que na aula passa, vamos falar sobre
esses três grupos que passam a existir, e esses três grupos a gente pode fazer uma
correspondência aos três profetas Jeremias, Ezequiel e Daniel que eram contemporâneos
pelo menos parcialmente, então a partir de Daniel nós temos três grupos diferentes,
esse número um na verdade no cativeiro ele passa a ser um remanescente, mas eu só queria
mostrar o que cada grupo representa, porque Deus tem o seu plano, vamos chamar de um plano
literal que Deus vai estabelecer o seu reino, tem trabalhado durante toda a história e
vai estabelecer o seu reino em Israel, mas esses três grupos também tem um significado
espiritual também, então a ideia lá daquele outro diagrama é que Deus quer Israel como
aquele círculo, uma base estabelecida na terra, então quando Deus tem Israel, ele tem pelo
menos está trabalhando para estabelecer a sua base, então ele tem um povo, o povo faz
aliança, eles entram na terra, se estabelecem na terra e o objetivo de Deus é chegar ao
ponto de ter uma casa, a habitação de Deus, a gente viu isso no livro de Ezequiel também,
que o objetivo de Deus, Deus nem sempre fala isso abertamente, que ele quer que a gente
deseje a sua habitação, mas o propósito de Deus caminha sempre para Deus fazer a sua
morada começando na base mas depois ele quer toda a terra como parte do seu reino, então
Israel, a terra de Israel representa essa base, agora durante o cativeiro, só acrescentar
isso, durante o cativeiro essa base foi destruída, não tinha mais essa base, então vai ficar
apenas um pequeno remanescente e quem ficou com o remanescente foi Jeremias, então Israel
durante o cativeiro, Israel não representava a base e tanto é assim, nós vimos já com
Jeremias, no livro de Jeremias, que Jeremias ficou com esse grupo, então foram três etapas,
três levas de cativos para a Babilônia e até mesmo uma quarta depois daquela terceira,
mas ficou, ficou um grupinho, até uma parte desse grupinho no livro de Jeremias, eles
vão para o Egito, mas ficou, ficou alguns pouquinhos lá na terra de Israel, mas depois
desse início a Bíblia nem fala mais desse remanescente, eles não representavam nada
para o plano de Deus, então eles ficaram na terra, mas a base de Deus na terra foi destruída,
mas é um grupo que existe nesse tempo, existem algumas pessoas que ficaram na terra, aí
nós temos os grupos que foram para o cativeiro e aqui nós temos, nós temos Ezequiel que
faz parte desse grupo, Ezequiel foi na segunda leva e depois teve uma terceira e uma quarta,
mas esses grupos, a grande maioria desses grupos, a gente não tem muitos registros,
a gente não sabe muita coisa sobre eles também, mas nós temos o livro de Ezequiel que mostra
que Ezequiel vivia dentro de uma colônia, Ezequiel não ficava falando para o povo de
Babilônia, as profecias de Ezequiel eram para os judeus que moravam dentro do império
babilônico, então eles não moravam na cidade de Babilônia, mas eles moravam na região
e eles formavam colônias e eles tinham, a gente também não sabe exatamente como era
a vida deles, provavelmente eles eram obrigados a trabalhar, mas assim, até certo ponto e
quando chega o fim dos 70 anos, depois que a Pérsia toma conta, alguns desses judeus,
esse povo que viviam em colônias, eles foram se espalhando e eles foram fazendo a vida
e até foi o que Jeremias falou com eles para fazer, "olha, quando vocês estão na Babilônia
não fique pensando já em voltar, vocês têm que buscar a paz da cidade, vocês têm
que se estabelecer, vocês têm que viver, buscar a paz e a prosperidade do lugar onde
vocês vão", então esse aqui é o povo que não está mais na sua terra, não tem mais
a casa de Deus, eles não conseguem mais oferecer sacrifícios, fazer o culto a Deus
como eles tinham as leis e as normas e eles viviam então dentro de um contexto de outra
nação, mas eles viviam em certa liberdade, eles podiam trabalhar, podiam ter suas casas,
então nós temos esse grupo aqui e finalmente nós temos um grupo que é bem pequeno em
números que é o assunto principal do livro de Daniel, que nós temos alguns representantes
no governo inimigo e precisa lembrar que é um governo inimigo, não é um governo amigável,
não é um governo que faz parte do propósito de Deus e isso aqui gente tem muitas implicações,
a gente precisa pensar, o livro de Daniel me faz pensar bastante, é claro que tem diferenças
com o tempo de hoje, mas a nossa proposta é obviamente entender como Deus trabalhava
nessa época e como que Deus preparou, como que Deus trabalhou com cada povo, esses remanescentes
que ficaram em Jerusalém, que ficaram em Israel, nós não sabemos muito sobre eles
e sabemos assim que tudo que Deus mandava no tempo que ainda tinha reis, submetam-se
a Babilônia, depois quando eles queriam ir para o Egito, não vá para o Egito, fica
aqui mesmo, eles foram sempre resistindo, então o povo que ficou em Israel, não ficou
apesar de ser o lugar de Deus, o lugar onde Deus vai estabelecer seu reino, esses representantes
parece que não, lógico que tem, pode ter havido exceções, mas de maneira geral como
grupo, eles não representaram nada para o plano de Deus, os grupos que foram para as
colônias, Deus mandou o profeta Ezequiel, eles receberam a visão de Deus, eles receberam
a visão de que Deus vai restaurar seu povo, esse é o povo, alguns deles, que voltou depois
no tempo de Zorobabel para restaurar, então esse povo apesar de estar fora da terra, é
um povo que Deus vai usar para continuar seu plano, e claro que eles iam se juntar com o
povo que ficou lá também, acho que Deus sempre tem o povo fiel a Ele em cada grupo,
agora esse grupo representado por Daniel na verdade são quatro pessoas, se tinha mais
alguém a gente não sabe, mas são essas quatro pessoas que a gente fica conhecendo aqui no
capítulo 1, então esse grupo aqui é o assunto do livro de Daniel, esses que entraram, foram
preparados, entraram no governo, e era o povo que assim, se você fosse perguntar para mim,
você olha no tempo do cativeiro, vai ter alguns que vão ficar na terra, provável eles
vão, eles não tem mais templo, mas eles estão na terra de Israel, eles deve ter permanecido
fiéis, a gente ia imaginar isso, talvez alguns ficaram fiéis mesmo, tem essas colônias,
esses grupos que foram jogados no meio das nações, espalhados para as nações, e antes
dessa época as dez tribos foram espalhados para o império da Síria, então nós temos
judeus que foram espalhados para vários lugares, esses judeus que foram espalhados correm um
grande risco, e até hoje esse termo é usado entre os judeus que é chamado assimilação,
sabe o que quer dizer assimilar? O judeu é a mesma coisa, eu vim dos Estados Unidos e
eu estou sendo, estou num processo de mais de 50 anos, de ser assimilado pela cultura
brasileira, hoje eu sou muito mais fluente em português do que em inglês, eu entendo
bem, falo bem, mas assim, é muito mais natural para mim falar em português do que meu pensamento,
eu lembro quando a gente veio para o Brasil, alguém falou assim, você vai saber que você
fala bem em português, quando você pensa em português e quando você sonha em português,
até hoje eu não descobri que língua eu sonho, porque quando eu acordo eu não lembro, se
você estava em português você estava em inglês, mas o pensar, é claro, a gente pensa na língua,
então assimilação é quando vem, as pessoas podem fazer, eu sou de descendência italiana,
eu sou de descendência alemã, eu sou de descendência argentina, sei lá, de qualquer, os coreanos,
as pessoas que não perdem as suas características étnicas, então, mas eles são assimilados,
eles começam a assimilar a cultura, eles podem guardar certas coisas, eles podem manter algumas
coisas da língua, mas na segunda geração, na terceira geração, até essas coisas costumam
desaparecer, então, o povo judeu não era para ser assimilado, ser assimilado e até
hoje quando os judeus, tanto messiânicos como não messiânicos, quando eles falam de assimilação,
eles estão falando de judeus que não mantêm mais a sua característica de judeu, e você olha
assim, e isso aconteceu no processo, assim, no Brasil, isso aconteceu de uma forma, em outros
países da América Latina, das Américas em geral, aconteceu com muitas pessoas, porque a inquisição,
na época da colonização, a inquisição obrigava os judeus a se tornarem cristãos,
eles tinham que mudar de nome, e eles tinham que deixar toda a sua cultura, a sua religião,
e muitos vieram para o Brasil, e tem muita gente no Brasil que não sabe que mistura, depois casa,
mistura com outras raças, mas muita gente no Brasil tem ascendência judaica, porque são descendentes
daqueles que vieram naquela época, mas então esse grupo aqui tinha muito perigo de ser assimilado,
ou seja, de não existir mais, tanto é que as dez tribos que foram antes, ninguém sabe, alguns podem
ter mantido sua identidade, mas muitos sumiram, sumiram no meio dos povos daquela época e não
eram conhecidos mais como judeus. Agora, se você olhar esses três grupos, esse grupo provavelmente
não seria assimilado, porque eles nem foram para outros lugares, mas mesmo na terra de Israel,
durante aquela outra invasão da Síria, tem uma outra história de assimilação, de mistura,
que quando a Síria levou os dez tribos para o cativeiro, eles fizeram assim, eles tiraram os israelitas
da sua terra, das dez tribos, levaram para a terra deles, e trocaram, levaram muita gente das outras
regiões para morar em Israel, e essa é a origem dos samaritanos, que eram tão desprezados no tempo
de Jesus, porque eles fizeram uma mistura, e eles guardaram alguns aspectos da cultura,
mas foram uma mistura, lembra a mulher samaritana falava com Jesus, nosso pai Jacó, a gente entende
que nós devemos adorar nesse monte, e vocês judeus, eles não podiam nem comer juntos e tal,
porque eles eram considerados um povo misturado, um povo que não manteve a pureza, e hoje tem muita
política né, os judeus para voltar para Israel, eles têm que provar que eles são judeus, então hoje
também assim, os judeus que são muito misturados, eles não são aceitos, como judeus lá na divólta,
então esse processo de assimilação, a gente pensa que o primeiro grupo teria menos perigo,
o segundo grupo teria mais, e esse último então, se você olhar, hoje nós não vamos ter tempo de
pensar muito, mas vamos voltar pelo menos para entender qual era a estratégia, e domingo que vem
a gente volta mais, nós vamos ler um pouco aqui mais para frente no capítulo, e vamos ver o que
que era a estratégia de Babilônia para trabalhar com esse terceiro grupo, que na verdade é o
primeiro grupo que foi para o cativeiro, o primeiro grupo foi para o cativeiro, foram poucas pessoas,
e vamos ver qual era o objetivo, era assimilação total, não era para eles manterem nada, nada da sua
identidade, então vamos ler como é que foi essa história, versículo 3, então disse o rei Aspenaz,
chefe dos seus eunucos, que trouxesse alguns dos filhos de Israel da linhagem real e dos nobres,
então nessa primeira etapa da conquista de Jerusalém, de Judeia, o rei pediu para selecionar
algumas pessoas, ele não estava levando uma multidão, não estava levando um grande grupo para o
cativeiro, estava conquistando, daí em diante o rei tinha que pagar tributos para o rei de Babilônia,
que eram servos, mas para Babilônia só levou um pequeno grupo seleto, um grupo de elite da linhagem
real e dos nobres, versículo 4, olha só, o cara tinha que sair e achar essas características,
pior do que quando uma empresa vai fazer seleção, eles tinham que achar jovens em que não houvesse
defeito nenhum físico, claro que eles não estavam procurando quem não tem defeito de caráter,
pessoas que não tivessem defeito físico, formosos de parecer, instruídos em toda a sabedoria,
eles pegaram da linhagem real e dos nobres, porque essas pessoas com certeza teriam tido uma educação,
uma formação muito diferente do povo em geral, então eram pessoas que tinham mais potencial,
tinham mais conhecimento, instruídos em toda a sabedoria, sábios em ciência, versados no
conhecimento, três palavras falando assim de entendimento, sabedoria, ciência e conhecimento,
que tivessem habilidade para viver no palácio do rei, a fim de que fossem ensinados nas letras e na
língua dos caudeus, o rei lhes determinou a ração de cada dia, da porção do manjar do rei e do vinho
que ele bebia e que assim fossem criados por três anos, eles foram matriculados assim e a universidade
deles envolvia tudo, alimentação, então eles foram matriculados numa universidade, num treinamento,
então já tinham que passar no vestibular, eles tinham que ser acima da média, eles tinham que ser
pessoas assim, acima, que tivessem mais conhecimento, mais potencial e eles seriam submetidos a um plano
de formação, a um curso, nós podemos comparar uma universidade, um seminário, uma universidade,
um treinamento, porque eles seriam treinados para depois fazer parte da corte do rei, no fim desse
período eles pudessem estar diante do rei, entre eles se achavam dos filhos de Judá, Daniel, Ananias,
Daniel e Azarias, o chefe dos eunugos expôs outros nomes, a saber a Daniel, o de Béu-tesasar,
Ananias, o de Sadraki, Misael, de Mezaki e Azarias, o de Abednego, mas Daniel propôs no coração,
então essa parte do oito em diante, acho que nós vamos falar da parte do domingo que vem, mas aí
no esboço você tem as três partes da estratégia, então eles iam trabalhar, além de fazer uma seleção,
eles iam trabalhar em três áreas, ou iam fazer três coisas, para que esses jovens fossem preparados
para fazer o que o rei queria, e eu falei assim, quatro pessoas, mas na verdade é provável que não
tinha mais, porque ele fala entre, versículo 6, entre eles se achavam, então ele deve ter levado mais
pessoas, não um grupo muito grande, mas ele levou um grupo maior, agora entre esses judeus,
entre esse povo de Israel, tinha esses quatro, então quais foram as três coisas que eles iam fazer,
no primeiro lugar, eles iam ensinar, no final do versículo 4, a fim de que fossem ensinados nas letras
e na língua, então eles tinham que aprender o conhecimento, a cultura, toda a sabedoria e também
a língua, então eles tinham que aprender a falar a língua, eles tinham que aprender todo o conhecimento
que eles tinham, então a primeira coisa era ensino, então eles iam ser ensinados com toda a
sabedoria, com toda a cultura que os babilônios tinham acumulado, a segunda coisa, no versículo 5,
é que eles teriam que se alimentar da ração ou do manjar do rei, da mesma comida que o rei tinha,
e aí dá para você imaginar que o rei tinha um nível de alimentação bem diferente do povo em geral,
agora tem muito assim, ninguém sabe exatamente, existem algumas pesquisas, porque até na história
ali para frente, que nós vamos examinar mais domingo que vem, mas quando Daniel recusa esse ponto,
ele não aceita alimentação, primeiro o cara fala assim "ah, mas eu teria risco de vida, porque se eu
mudar a alimentação de vocês, vocês vão ter uma aparência diferente, e aí eu que vou pagar com
minha vida se vocês não estiverem dentro das normas, e aí Daniel pede para fazer uma prova de 10 dias,
e a prova dele é assim de legumes, ou seja, uma dieta vegetariana, então qual que era o risco de uma
dieta vegetariana, de ficar mais magrinho, que até muita gente usa essa dieta hoje para perder peso,
então aí vem essa dúvida que ninguém sabe com muita certeza, mas eles falam pelas pesquisas que
até as imagens, os desenhos que eles faziam da corte do rei, os conselheiros todos eram meio gordinhos,
então parece que essa aparência era considerada assim necessária, era uma aparência de rico,
uma aparência de estar aqui, hoje é o contrário, mas de qualquer forma, quem se alimenta bem tem
uma aparência de ganhar peso, mas se tinha, aí tem várias coisas, vamos discutir isso um pouco mais
domingo que vem, mas é bem provavelmente a questão era que esse alimento ele tinha alguma ligação
esotérica, essa alimentação provavelmente passava por uma dedicação aos ídolos, porque além de
incluir alimentos que não eram permitidos para os judeus, eles tinham muitas restrições nas leis de
Deus, tem esse aspecto também de provavelmente ter sido oferecido a ídolos e provavelmente
os babilônios achavam que tinha uma chave da revelação, uma chave do poder que eles iam ter,
provavelmente eles entendiam que vinha da alimentação, então era um alimento oferecido a ídolos,
era um alimento que tinha poderes, então eles através da alimentação eles receberiam essa,
porque eles iam aprender, eles tinham esse treinamento, hoje quando a gente fala de aprendizagem,
de universidades, de escolas e de conteúdo, é sempre só intelectual, mas por muitos séculos,
não só nessa época, por muitos séculos o ensino, a educação envolvia aspectos religiosos,
então as pessoas não faziam hoje assim, a religião não faz parte, seja qual for a religião não faz
parte, faz parte para os muçulmanos, o muçulmano que vai estudar ou o judeu ortodoxo que vai estudar,
eles estudam, eles desprezam algumas áreas de conhecimento e dão ênfase ao estudo da Torá,
no caso dos judeus, do Alcoran, no caso dos muçulmanos, então existe isso até hoje,
então para eles esse estudo não era só, esse treinamento não era só um treinamento intelectual,
e a alimentação provavelmente tinha alguma coisa a ver, isso eu até estou falando por minha conta,
não li isso, assim, o que eu sei é que há muito debate assim, exatamente qual foi a razão de Daniel
recusar esse alimento, se era por causa, talvez uma mistura das coisas, por incluir comidas que o judeu
não podia comer e também por ser oferecido a ídolos, eu acho que tem as duas coisas, então o
primeiro aspecto da estratégia era o treinamento, segundo aspecto era a alimentação e o terceiro
aspecto era a mudança de nome, e até na bíblia mudanças de nomes eram muito significativos,
o judeus mudava o nome, mudou o nome de várias pessoas, então vocês percebem assim, houve
uma estratégia muito consciente, muito intencional de fazer uma assimilação, ou seja, desses judeus
deixar de ser judeus e se tornar como os babilôneos, eles iam ser em todos os aspectos, eles iam
ser, eles iam falar e a gente tem um paralelo disso com José do Egito, que quando José foi para o Egito
ele cortou o cabelo como eles cortavam no Egito, tanto é que os irmãos não conheceram ele, então
ele falava a língua deles do Egito, José também passou por um processo de mudança de cultura, mas
ele não abandonou também a sua identidade. Então, e aí tem essa tabelinha aqui na folha que vocês
podem ver, que os nomes, a gente sabe isso, não sei se era todo Israelita que tinha um nome que tinha
muito a ver com Deus, mas muitos e muitos nomes, muitos nomes no povo de Israel, o nome falava de
Deus, então olha esses quatro, esses quatro jovens, o nome deles e todos eles, o nome deles tinha um
significado que falava de Deus, Daniel significa Deus é meu juiz, Anania significa o Senhor é gracioso,
Misael significa quem é como Deus e Azaria significa o Senhor é quem me ajuda, ele é um ajudador,
então eles tinham um nome, todos eles tinham um nome que falava do Deus, verdadeiro, do Deus deles,
então o que eles queriam fazer na Babilônia, eles queriam mudar esse nome para que, mudar o nome
deles para que não falasse, e os nomes aqui, parece que eles não sabem exatamente o significado,
até meio que, assim, eles supõem, né, mas assim, o Bel Tessasar de Daniel era claramente o nome de
Bel, um Deus deles que Bel me proteja e o Abednego significa servo de Nebo, eu nem sei se esse
nome está certo, mas eu acho que Nebo era um Deus também de Babilônia e os outros dois tinha alguma
coisa na raiz do nome que falava de, do rei Marduk, né, que era o principal Deus dos Babilônias,
mas assim, o importante que eu queria mostrar é que os quatro nomes originais deles eram nomes que
falavam do Deus verdadeiro e eles mudaram os quatro nomes para todos esses nomes se referir,
cada nome se referir a um Deus de Babilônia, então essa mudança também foi muito intencional.
Então, nós vamos parar aqui, mas eu só queria, assim, deixar na nota que nós vamos retomar
domingo que vem, que é, desses três pontos, que os três foram muito importantes, Daniel só recusou uma,
então assim, em parte, porque ele não tinha muita escolha, não é que ele queria nenhum deles,
mas provavelmente ele não tinha, até para a alimentação ele precisou insistir e Deus deu uma
estratégia para ele e tal, não foi fácil, mas assim, é bem interessante, isso vai ser um ponto para
a gente confletir, porque eles, esses quatro, os outros a gente não sabe, porque é um grupo maior,
mas esses quatro não foram assimilados para a cultura, né, e esse é o ponto que a gente quer estudar,
porque isso aqui vai mostrar para a gente, Deus quer uma base na terra, mas tem o cativeiro,
que é um período em que Deus não tem mais essa base na terra, é por causa da desobediência,
faz parte da soberania de Deus, foi Deus que entregou Israel, ou Judá, nas mãos do rei de Babilônia,
então, isso é algo que assim, foi Deus que fez, mas por que que Deus fez?
Deus fez por causa do pecado, por causa da apostasia, mas significa que Deus está no controle,
Deus não perdeu o controle, tudo que está acontecendo aqui, Deus está governando, Deus está controlando,
agora, nessa situação, como nós devemos viver? É como a pergunta que a gente colocou na semana passada,
é possível ter esperança, é possível viver uma vida santa, e até o título desse esboço,
né, desse capítulo, é pureza na corte de Nabucodonosor, é possível ser puro,
e lembra que eu falei, Daniel é talvez o exemplo máximo no Antigo Testamento,
de alguém que é apresentado sem defeitos, sem falhas, é um homem que foi totalmente íntegro,
então, o maior exemplo de pureza, é num lugar mais, um lugar menos provável, lugar menos possível,
como é que você vai, em Israel você tem um lugar onde lá dá pra viver, o povo não vivia,
mas era um lugar onde era possível viver um governo separado,
em colônias, pelo menos, você tem o grupo ali que um fortalece o outro, agora aqui não,
eles provavelmente não tinham algum relacionamento, Daniel e os três amigos,
mas eles estavam muito sozinhos, eles estavam muito debaixo dessa pressão,
e foi feita uma estratégia muito eficaz, ensino, alimentação e mudança de nome,
então, esse é o quadro, e vamos continuar vendo como Deus operou na vida deles para que isso não acontecesse.
Senhor nós, estamos também vivendo dentro de uma cultura inimiga, cada vez mais inimiga,
e a igreja ainda não acordou muito pra esse fato, apesar de entendermos que há muitos aspectos do governo,
da cultura, que são contrários à Tua Palavra, a igreja ainda, parece que ainda pensa muito que nós estamos num lugar
onde nós podemos viver dentro de uma cultura amigável ao Teu reino,
não, nós vivemos numa cultura não amigável, e nós temos um governo inimigo,
seja qual for o governo, seja qual for o partido, seja qual for a situação,
nós estamos numa situação de inimidade, nós estamos vivendo numa cultura contrária,
então nós precisamos das lições de Daniel pra gente entender, pra nós podermos realmente mantermos a pureza,
e estarmos diante de Ti, servindo a Ti, servindo os Teus propósitos, vivendo para Ti numa cultura contrária,
pedimos a Deus que o Senhor realmente nos mostre que nós possamos não só olhar pra isso como teoria,
mas que nós possamos viver nosso dia a dia dentro da Tua perfeita vontade, pedimos isso em nome de Jesus, amém.

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