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26/01/20 – Daniel 1 – Baixardo áudio.
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Transcrição
Bom, nós estamos em Daniel, capítulo 1. Na aula passada nós falamos um pouco sobre o que significa o cativeiro no sentido do reino de Deus.
O reino de Deus tem que ter uma terra, isso tem um sentido literal, mas também tem um sentido simbólico para nós, o que seria a terra para a igreja, mas tem que ter uma terra literal também para a implantação do reino de Deus, tem que ter o povo, obviamente, e tem que ter a casa de Deus, porque se Deus não estiver habitando entre nós, é reino de quem? Não é reino de Deus.
Então, Deus não vai habitar se não tiver a terra e o povo, claro que tem que ter também aliança, falamos também sobre esses outros aspectos, mas a gente só enfatizou que no cativeiro, eles eram o povo de Deus, mas eles estavam sem a terra e sem a casa de Deus, então era uma situação e a gente pode dizer que nós estamos nessa situação até hoje,
porque realmente a terra, no sentido tanto Israel está na terra hoje literalmente, mas não é ainda um povo que está em aliança com Deus e não tem a casa de Deus, Deus não está habitando nem na casa espiritual e nem na casa literal.
Então, assim, só para a gente pensar, isso tem muito a ver com o tempo de hoje, em alguns aspectos, assim, as aplicações da história, da narrativa do Antigo Testamento para o tempo de hoje, tem várias aplicações.
Eu sempre pensava que, eu acho que tem uma aplicação, que em termos da igreja, a igreja viveu cativeiro na história da igreja, no tempo, a gente pensa geralmente no tempo da idade média, da idade escura, quando tinha pouquíssima vida, era muito assim só institucional, o povo mesmo não tinha contato com Deus,
tinha uma época que o povo nem tinha praticamente acesso às escrituras, então era um tempo de muita distância de Deus, Deus sempre teve um testemunho, Deus sempre manteve um remanescente, mesmo nas épocas mais escuras da igreja e hoje também nos países,
você pode pensar na Coreia do Norte, no Irã, então há notícias de uma igreja muito forte, que está crescendo muito, num lugar onde tem muita perseguição e onde não é permitido.
Então em todas as épocas e hoje em todos os lugares, Deus tem algum remanescente, mas pensando na história da igreja, quando você pensa assim na época da reforma e depois da reforma, Deus foi restaurando no século 20, batismo do Espírito Santo, dons, muitas coisas que havia muito tempo que não tinha na igreja,
então a gente pensa em termos de restauração, e se é restauração, em certo sentido nós podemos dizer que houve uma restauração, um retorno da Babilônia até a Prometida, como no tempo de Esas e Neemias,
mas em outro sentido, se for pensar na igreja hoje, a gente pode também dizer que nós ainda estamos no cativeiro, porque essa situação, porque a terra tem, eu tenho sempre falado, tem uma aplicação literal e uma aplicação espiritual,
na aplicação literal, Israel já está na terra que Deus deu para eles, então é um caminho para a restauração, mas eles ainda não renovaram a aliança com Deus, ainda não são o reino de Deus,
então hoje Israel tem um destino profético diferente de outras nações, mas hoje em termos práticos, apesar de todo o conteúdo, de tudo que a gente entende que Deus vai fazer em Israel,
dentro de certos limites, Israel é uma nação hoje como qualquer outra, tem partidos políticos, tem corrupção na sociedade, os próprios, meio parecidos com o que nós estamos vivendo aqui,
tem nos Estados Unidos e em todos os lugares, tem muitos políticos corruptos, tem muitas situações que demonstram um governo que não é o governo de Deus, então Israel ainda não voltou nesse sentido.
E a igreja, o que seria a terra para a igreja? A terra para a igreja é prática, é viver em comunidade, é não ter mais essa coisa individual, lá na Babilônia eles não tinham condições de seguir as leis de Deus,
eles faziam colônias, viviam em conjuntos lá na Babilônia, mas eles não tinham condições de realmente ser o reino de Deus, e é o que acontece com a gente hoje, nós temos alguma medida de comunidade,
de viver como igreja, mas ainda é muito pouco, então o cativeiro é esse aqui, sem terra e sem casa, somos o povo de Deus, claro que tem algumas medidas, algumas partes em que Deus está agindo, mas na essência é isso.
E falamos também então sobre esses três grupos durante o tempo do cativeiro, tinha um pequeno remanescente que ficou lá que a gente viu com Jeremias, depois de as dez tribos foram para o cativeiro,
o povo de Judá foram levados em três etapas, e ainda ficou um restinho, só que a Jeremias conta como até aquele restinho foi para o Egito,
depois alguns ficaram lá no Egito, morreram no Egito, mesmo assim ficou, até não ficou totalmente deserta, mas em termos do que Deus estava fazendo nessa época, você nunca mais ouve falar nada desse período do cativeiro, acabou,
essa parte que ficou lá não representava mais o que Deus estava fazendo, onde Deus estava agindo, e aí nas terras do cativeiro nós temos duas situações,
uma em que essas colônias viviam lá, grupos de judeus, a gente não sabe muito a respeito das condições, até que ponto que eles eram escravizados,
até que ponto que eles depois de algum tempo passaram a viver uma vida normal, a impressão que a gente tem no final dos 70 anos,
na época que Zorubabel, Iestas e Jeremias estavam voltando para Israel, muita gente que estava lá na Babilônia não quis voltar, por opção deles,
então a impressão que a gente tem é que pelo menos depois de algum tempo, esse povo que vivia em colônias e que vivia lá em várias partes do Império da Babilônia,
depois passou para a Pérsia, a impressão é que eles começaram a ter uma vida normal, eles tinham casas, eles tinham trabalho, eles tinham atividades,
eles se estabeleceram, até Jeremias falou assim "não é para vocês pensarem já em voltar, faça casas, trabalhe, busque a paz da sua cidade",
e eles fizeram isso tanto que depois na hora de voltar eles não quiseram mais voltar.
Então, mas nessa época e depois da gente estudar o livro de Daniel, nós vamos ficar só um pouquinho, nós vamos procurar algumas outras fontes históricas,
não da Bíblia, porque a Bíblia não conta exatamente como que surgiram as sinagogas, a gente só sabe que depois do cativeiro,
na época intertestamentário, na época de Jesus e dos apóstolos, era muito forte a prática das sinagogas e até hoje,
até hoje o que é a igreja dos judeus? São as sinagogas, essas sinagogas surgiram nessa época do cativeiro e nesse grupo 2 aqui,
não foi no grupo 1 que ficou lá em Israel, as sinagogas surgiram no grupo 2, eles não tinham templo, mas eles tinham que preservar a aliança com Deus.
Então, como que eles faziam? Eles faziam, fizeram, quando tiveram liberdade para isso, eles começaram a fazer sinagogas,
que seria uma espécie de igreja, mas não era o templo do judeu, o templo que Deus tinha mandado fazer, não era para o povo ficar dentro,
como hoje, hoje uma igreja é para nós, a gente quer que Deus esteja presente, mas a igreja é para nós,
o ar condicionado é para nós, porque Deus não precisa do ar condicionado, a igreja muitas vezes, o prédio é mais pensando em nós,
a sinagoga foi, a gente até pode dizer que a sinagoga foi o início, porque as igrejas nasceram dessa ligação com Israel e com a prática das sinagogas,
foi a partir dali que começaram depois de Jesus a surgir igrejas, então isso foi algo que aconteceu nessa época,
foi basicamente para que que servia a sinagoga, eles não tinham toda a liturgia que nós temos hoje, provavelmente talvez eles cantassem,
fizessem algum tipo de oração rítmica, alguma coisa como Salmos, porque mesmo na época de Davi já cantava,
mas basicamente a sinagoga era para leitura da lei, o propósito da sinagoga era para leitura da lei, e foi assim que eles preservaram,
foi algo que Deus deu, porque pensa bem, isso aqui foi um período de 70 anos, só que a partir dali nós temos toda a época até a chegada de Jesus,
mais 500 anos, e depois toda a dispersão nesses últimos 2 mil anos, como é que os judeus se mantiveram como povo separado,
como povo em aliança com Deus, através das sinagogas, as sinagogas era então um aspecto importante desse grupo 2,
esse grupo 2 é representado pelo profeta Ezequiel, pelo menos na época de Ezequiel, porque o profeta Ezequiel,
como vocês devem lembrar, o livro de Ezequiel só tem profecias e registros durante os primeiros 20 e poucos anos,
talvez um pouco menos de 30 anos do cativeiro, nós só temos o livro de Ezequiel, ele só abrange essa parte,
e principalmente aquela parte antes de Jerusalém cair, depois que Jerusalém caiu, temos algumas profecias de restauração,
que a gente já estudou, mas quando você lê o livro de Ezequiel, você não tem a impressão, não é só a impressão,
você tem uma ideia muito clara no livro de Ezequiel, que esse povo que formou as colônias e tal, esse povo não era um povo fiel,
o profeta recebeu muitas profecias duras, eles continuavam tendo as mesmas ideias, parece que não sabemos se eles praticavam idolatria,
mas eles tinham essa, o coração estava distante de Deus ainda, tem aquela história, acho que em Ezequiel 14,
em que vários dos anciãos dessas colônias, vários chegaram diante de Ezequiel e falaram assim, consulte o senhor por nós,
e aí Deus falou assim, eu não vou ser consultado porque eles têm ídolos no coração, enquanto eles tiverem ídolos no coração,
não adianta eles virem falar comigo, né, então toda, assim depois Ezequiel teve profecias de restauração, mas nós não temos nenhum relato
de como esse povo se voltou para Deus, mas pelo menos em parte durante o cativeiro, com esse surgimento das sinagogas,
nós temos realmente um resultado de que o cativeiro trouxe um bom resultado, talvez não sobre todos, mas muitas pessoas, muitos judeus,
porque de outra forma eles não teriam nem se, nem teriam mantido sua identidade, então no início não temos registro disso,
mas depois, com toda certeza, esse povo judeu no cativeiro, eles começaram a buscar a Deus e foram fiéis a Deus,
porque aí nós terminamos a aula passada falando sobre essa questão de assimilação, que é um termo usado até hoje,
quando o judeu casa com o não judeu ou quando ele simplesmente deixa as suas práticas para o judeu religioso, para o judeu ortodoxo,
quando o judeu se converte e se torna o que hoje nós chamamos judeu messiânico, para o judeu ortodoxo ele assimilou, ele virou cristão,
para o judeu ortodoxo ser cristão é assimilar, porque para eles cristianismo é outra religião, inclusive outro deus,
eles consideram, é outro deus, não é o deus deles, e é adotar outra cultura, não sei se vocês já leram alguma história,
ouviram algum filme, alguma coisa assim, eu não lembro de ter visto isso em filmes, mas os judeus, talvez não sejam todos,
mas os judeus ortodoxos quando alguém assimila, quando alguém deixa de ser judeu, eles fazem um enterro, um velório simbólico,
se é um filho, ele morreu, ele morreu para eles, hoje existe tanta cultura de tolerância e tal, que muita coisa vai mudando,
mas quem é ortodoxo, radical, quem realmente tem essa ideia, eu acho que até hoje eles têm essa cultura, mas durante os séculos,
eu ouvi várias histórias, inclusive esses dias eu estava ouvindo uma mensagem, teve uma conferência esse mês de janeiro em Israel,
eu estava ouvindo uma mensagem de um judeu messiânico dos Estados Unidos, e ele estava contando como, não sei se era o pai dele,
quando o pai dele se converteu, o pai desse pai, o avô, ele fez esse velório, esse sepultamento simbólico,
então quando alguém fizesse isso, era uma decisão muito difícil, porque era um corte total, mas o que Deus não queria,
essa atitude em relação a cristãos, mas vem de uma atitude que Deus tinha falado tanto, desde a época saída do Egito,
vocês vão entrar na teia prometida, não é para assimilar a cultura, não é para se tornar parte da cultura,
ele falava assim, não era para casar, a ideia, a gente sempre pensa que é um orgulho étnico, o judeu não podia casar,
o israelita não podia casar com o não israelita por um orgulho étnico, não era, porque Deus mostra muitas vezes nas escrituras,
que ele não tem problema nenhum com quem não é da descendência física de Abrão, não tem problema nenhum,
ele tem um propósito, tem um papel, mas ele não tem problema nenhum com pessoas de outras nações,
o que ele tem problema é com servir outros deuses, deixar de fazer parte do povo de Deus,
e então é interessante, durante esse período de cativeiro você poderia pensar, o povo mais fiel devia ser o povo que ficou na terra,
a gente nem sabe o que da vida deles não tem relato nenhum, e os que, até onde tem um relato de Jeremias, eles não eram fiéis,
aí tem esse grupo aqui, pelo menos no conjunto, e depois se tornou isso, mas no início, no tempo de Ezequiel,
eles não eram fiéis, tanto é que Deus dava palavras duras para Ezequiel, então o grupo que você pensaria,
menos chance de manter pureza seria o terceiro que entrou, porque nenhum dos outros tinha esse tipo de programa que nós,
não vou repetir tudo, mas nós vemos na aula passada, eles tiveram, eles escolheram esse grupo elite,
esse grupo anata dos jovens, os mais bonitos, os que eram da nobreza, os que eram da realeza, os que já tinham uma educação,
porque a maioria do povo não tinha acesso a essa instrução, então em Daniel, versículo 4, ele fala que o rei da Babilônia mandou pegar jovens
em que não houvesse defeito algum, formosos de parecer, instruídos em toda sabedoria, sábios em ciência,
versados no conhecimento, que tivessem habilidade para viver no palácio do rei, a fim de que, então, acompanhe o pensamento aqui,
eles procuraram os que já tinham uma boa formação, os que já tinham conhecimento, só que eles tinham uma base, mas eles não estavam prontos,
podia pensar, pega gente formada, gente que já fez faculdade, gente que já tem, tudo bem, eles queriam pessoas com bom potencial,
com boa formação, mas eles iam fazer toda uma reeducação, então tudo que eles eram, jovens potenciais, já tinham conhecimento,
eles faziam isso com outros povos também, mas desse povo de Israel, então eles iam pegar gente que, qual que era a formação desses jovens?
Na lei de Deus, esperamos, né, que mesmo na época de Israel tinha épocas de muita apostasia, mas nós sabemos que no tempo de Josias,
que foi pouco antes dessa época, eles tinham voltado a estudar a lei, então as pessoas que eles pegaram de Israel,
teoricamente seriam pessoas que tinham conhecimento, cada nação, eles não faziam, até na idade média, até séculos recentes,
as pessoas quando iam estudar, não era como hoje assim, era um estudo secular, só quem é muito religioso vai para algum seminário,
naquele tempo, toda essa cultura aqui, tanto de Babilônia como de outros países, o conhecimento que eles tinham era um conhecimento religioso,
então o que eles tinham era bom porque eles já tinham algum conhecimento, mas a Babilônia ia fazer todo um novo treinamento,
então eles iam, final do versículo 4, eles tinham que ser ensinados nas letras e na língua dos caudeus, então só lembrando aqui,
que nós queremos já passar para essa parte aqui, então tinha três aspectos que você vê no esboço, três aspectos que Babilônia ia trabalhar
para mudar a cultura, em outros lugares a cultura era assimilada pela convivência, não tinha uma metodologia,
agora esses que foram levados para a corte, para o palácio do rei de Babilônia, eles tinham uma metodologia, nós vamos trabalhar em três áreas,
nós vamos ensinar, número 1, letra B, ensino de cultura e sabedoria Babilônica, então os que estudam isso tem muito conhecimento hoje,
pela arqueologia, a cultura Síria, a cultura Babilônica, a cultura Suméria, tem vários povos nessa época que tem muitos achados,
então eles sabem bastante sobre o que eles estudavam e os Babilôneos principalmente, eles estudavam muito os astros, tinha muito conhecimento de astrologia,
lógico que eles não tinham conhecimento de hoje, não tinha telescópios, não tinha ciência, mas eles tinham, eles tinham muita coisa e era muito ligado,
você vê aqui em Daniel, eles sempre chamavam os magos, eles tinham muita ligação com magia, com superstição, com sonhos, com simbologia,
então não sei exatamente quais eram as matérias que eles tinham que estudar, mas eram muito ligados a essas coisas, tinha que aprender a língua,
tinha que aprender a língua dos caudeus, tinha que aprender todo o conhecimento deles, então essa era a primeira área,
segunda área eles iam trabalhar na alimentação, e essa alimentação, versículo 5, "o rei lhes determinou a ração de cada dia da porção do manjar do rei",
essa palavra "manjar", não sei qual a palavra na sua tradução, mas algumas falam assim "iguarias", era comida boa gente, era comida que não era disponível para os mortais,
era uma comida especial, só o rei que tinha então, o rei dava essa alimentação, então como todo mundo conhece essa história,
foi esse o ponto que Daniel não quis aceitar, e há vários aspectos e todos podem ter validade, todos nós sabemos que na lei de Deus,
na lei de Moisés, tinha muitas regras alimentares, tinha os alimentos puros e os alimentos impuros, tinha forma, não podia comer com sangue,
então tinha muitas regras sobre isso, talvez fosse isso, mas então ele nem ia comer carne, depois na frente ele vai pedir para comer só legumes,
então pode ser isso, outra questão é que era comida geralmente oferecida a ídolos, então daqui a pouco nós vamos ler alguns textos sobre isso,
e uma das coisas assim principais é que depois Jesus ensinou que não é o que entra na boca que contamina o homem, é o que vem do coração e tal,
Deus ensinou essas regras alimentares porque realmente os alimentos que Ele proibiu não fazem bem para a saúde, mas havia muita essa ideia assim
de que um alimento oferecido a um ídolo trazia esse conhecimento, essa magia, essa capacidade, muita coisa viria para eles através da alimentação,
e a alimentação na Bíblia tem um significado enorme, toda a Bíblia, o pecado começou com fruto proibido, a nova aliança foi feita em torno da mesa, o que come,
então o alimento tem importância porque nós temos os corpos físicos e os corpos físicos dependem totalmente da alimentação, tem aquela frase "Você é o que você come",
então tem muito a ver com, tem a saúde física, mas tem muita ligação com o espiritual, alianças eram feitas comendo juntos,
então essa coisa de alimentação tinha muito mais significado do que a gente, talvez na nossa cultura hoje, então ele tinha que ter conhecimento,
tinha que ter alimentação e em terceiro lugar tinha a mudança de nomes, os nomes deles, como você vê na tabela abaixo, todos os nomes de Daniel e dos três amigos,
tinha um significado relacionado ao Deus verdadeiro, eles colocaram nomes ligados a deuses falsos, os deuses da Babilônia.
Então, como eu falei na última aula e esse é o nosso ponto de partida, dessas três coisas, então a estratégia do rei de Babilônia, nós podemos dizer que é estratégia satânica e que continua até hoje se manifestando de diversas formas,
mas essas três estratégias continuam, aprendizagem é uma lavagem cerebral, então em vez de você aprender o conhecimento que vem de Deus,
você aprende as coisas que vêm de outra cultura, então nós temos isso nas escolas, nós temos isso na mídia, nós temos isso nos livros que nós lemos, em tudo,
então nós estamos sendo bombardeados o tempo inteiro, tem até uma relação com comida que se você pensar que conhecimento é o alimento da mente, então esse segundo ponto mistura muito.
E aí tinha essa questão de alimentação, de impureza e tinha a questão da mudança de identidade, a estratégia da Babilônia era mudar a identidade deles, o nome é identidade,
se você, em vez de chamar João, chama Geraldo ou Antônio, a gente para nós não faz muita diferença, mas o significado do nome para eles tinha um grande significado,
tinha uma grande aplicação, então não era só um nome qualquer, então era algo que tudo isso era para mudar, vocês são pessoas inteligentes mas vocês vão passar a ser da nossa cultura,
fazer esse povo aqui, essas colônias serem assimilados pela cultura, para eles era uma coisa importante, mas vamos dizer assim, isso não ia mudar muita coisa, eles só não queriam alguém destoando,
agora o que era o objetivo aqui, eram pessoas que seriam assessores ao rei, então iam ajudar o rei a saber o que ele tinha que fazer e essas pessoas que iam fazer parte dos servos do rei,
eles iam ser os influenciadores, iam ser as pessoas que iam propagar a cultura babilônica para todo o império, então não era só assim, eu quero que vocês assimilam a nossa cultura,
como seria o caso do segundo grupo, mas eles queriam realmente que eles fossem pessoas que propagassem, que fossem influenciadores, formadores de opinião,
então de todas essas três coisas, Daniel só não aceitou, ele só parou e disse assim, pera aí, não, esse aqui eu não posso, é claro que se você pensar bem, ele não tinha chance das outras coisas,
você pode pensar, ah, eu não aceito esse nome, eu não me chamo Belta e Sazá, eu sou Daniel, eu não aceito esse outro nome, ele não tinha opção de fazer isso, agora você nota no resto do livro, ele nunca assumiu esse outro nome,
todos assim, na história dos três que foram para Fornalha, usam os nomes babilônicos, porque o rei estava tratando quem são esses jovens, mas entre eles, eles não mudavam o nome,
o meu nome é Daniel e os outros lá, Ananias, Misael, Azarias, eles não, eles não mudaram a identidade, eles mantiveram, mas eles não fizeram nenhuma, não se tornaram rebeldes, não falaram assim, eu não aceito esse nome, não.
Eles foram chamados para fazer o curso, eles não podiam falar, eu não faço esse curso, eu me recuso, eu não faço esse curso de jeito nenhum, não, eles estavam lá para isso e fizeram o curso, mas isso não mudou a mentalidade deles,
então assim, uma coisa, Deus tem que aplicar isso na nossa vida nos dias de hoje, mas eu acho isso muito interessante a gente pensar, de todos esses grupos, o grupo que tinha menos chance de manter a pureza era esse grupo aqui,
e pelo menos nesse início de cativeiro, são os únicos, os únicos que nós temos, o profeta Ezequiel, a pessoa Jeremias, mas assim, desses grupos, pelo menos no início do cativeiro, não fala de pureza deles,
quem estava mantendo a pureza diante de Deus era Daniel e os três amigos, depois a gente sabe que Deus foi agindo nos outros também e houve realmente, o povo manteve a adoração a Deus, a sinagogues, a leitura da lei, eles voltaram,
mas no início do cativeiro nós não temos registro de grupos que eram puros, então, como que nós podemos manter a nossa pureza numa época que nós estamos na Babilônia, nós estamos sem terra,
então nós não temos como praticar, tem maneiras, tem aspectos em que nós podemos viver o reino de Deus, mas nós somos muito limitados, muito limitados, a gente almeja atos dois, a gente quer que tenha unidade,
como que você vai ter unidade na situação que nós vivemos hoje, não tem Jerusalém, porque Jerusalém é o lugar onde as pessoas se unem, então a gente está dividido, separado, a gente está muito sujeito a essa cultura que nos rodeia,
como que nós vamos manter a nossa identidade, então vamos pensar um pouquinho sobre essa questão, eu queria só rapidamente, eu não vou tomar muito tempo, mas rapidamente eu quero ler alguns textos sobre essa questão de alimentação,
porque tem vários aqui que podem nos ajudar a entender. Primeiro eu vou ler dois textos rapidinho nos profetas, Ezequiel 4, que confirma que a alimentação durante o tempo do cativeiro era uma alimentação impura,
então em Ezequiel 4, 13, Deus fala com Ezequiel, esse aqui está dentro do contexto que Deus mandou Ezequiel ficar deitado de um lado, comendo comida feita com, primeiro era para fazer com excrementos humanos,
daí Ezequiel deu uma chiada assim, Deus falou, não, eu deixo você fazer com esterco animal, mas ele falou assim, versículo 13, diz o Senhor, assim comerão os filhos de Israel o seu pão imundo entre as nações para onde serão lançados,
então Ezequiel estava comendo esse alimento, na verdade ele não estava comendo excrementos, ele estava comendo comida que era feita com excrementos, mas assim, era uma coisa que era impuro,
e lembra assim Pedro naquela visão, Deus eu não vou comer isso, eu nunca comi nada impuro, Ezequiel fala isso no versículo 14 aqui, Deus eu nunca comi nada impuro, então essa coisa de contaminar a alimentação,
então aqui está só confirmando assim, vocês vão ter que ir para o cativeiro e lá vai ser comida impura, Ozeias, Ozeias capítulo 9 também, Ozeias já está falando sobre as dez tribos,
Ozeias 9 e 3 fala, na terra do Senhor não permanecerão, Ezequiel está profetizando que eles vão para o cativeiro, na terra do Senhor não permanecerão, Efraim tornará ao Egito e na Síria comerão comida imunda,
então são dois textos só para confirmar assim que quando eles fossem para o cativeiro eles teriam que comer comida impura, agora é Salmo 141 e depois tem um texto em provérbios que é bem interessante também, Salmo 141,
eu vou ler a partir do primeiro versículo, ele está falando sobre a oração, Oh Senhor a Ti clamo, dá-te pressa em me acudir, ouve a minha voz quando a Ti clamar, suba a minha oração perante a Tua face como incenso e seja levantada as minhas mãos como sacrifício da tarde,
século 3, põe, Oh Senhor, uma guarda a minha boca, guarda a porta dos meus lábios, não inclines o meu coração para o mal, é uma oração estranha né, Deus não inclina o meu coração para o mal,
claro que Deus não vai inclinar para o mal, mas eu acho que assim, a ideia é assim, Deus não deixe o meu coração se inclinar para o mal, é semelhante a oração do Pai Nosso né,
ele fala assim, não me deixes cair em tentação, na verdade assim, o texto, o sentido original é, não me leves a tentação, puxa, mas Deus vai levar alguém a tentação, ele permite que a gente seja provado né,
mas aí desse Senhor, quando eu enfrentar a tentação, que o meu coração não se incline, que eu não tenha, então é uma oração muito importante, não inclines o meu coração para o mal,
nem para se ocupar de coisas más, com aqueles que praticam a iniquidade, e agora olha só essa última frase, não coma eu das suas iguarias,
então ele está dizendo assim, olha, não incline o meu coração para o mal, e ele fala assim, eu não quero me ocupar de coisas más, com aqueles que praticam a iniquidade, e eu não quero comer a comida deles,
e isso aqui vai ficar mais claro ainda na próxima, que é Provérbios 23, eu vou ler a partir do primeiro versículo também, Provérbios 23, quando te assentares a comer com o Governador,
a gente não tem essa chance né, mas se você tiver, aqui tem um bom conselho, quando te assentares a comer com o Governador, atenta bem para o que se pôs diante de ti,
e põe uma faca a tua garganta se és homem e glutão, não é para avançar assim, por que que tem que pôr uma faca? Porque a comida do Governador é outro nível né, é outra comida,
e se você tem essa fraqueza de querer coisas boas, põe uma faca a sua garganta porque isso vai te fazer mal, põe uma faca a tua garganta se és homem e glutão,
no versículo 3, olha como isso é forte, não cobices os seus manjares gostosos, pois é comida enganadora, ok?
Bom, agora nós vamos para o Novo Testamento, 1º Coríntios 10, então, existe esse aspecto de que para o judeu tinha as comidas impuras,
mas aqui, tanto em Salmos, como em Provérbios, está deixando muito claro que a tentação, ele não está falando assim "ah, você nunca comeu carne de porco, não queira isso",
ele não está falando isso, ele está falando assim "eu não quero", ele está pedindo a Deus, Deus me proteja porque eu não quero me ocupar de coisas más, tem vários lugares em Jó, em Salmos,
que fala assim "eu não quero colocar uma coisa impura diante dos meus olhos", porque lembra que Jesus vai ensinar que não é o que entra pela boca, mas o que sai do coração,
agora eu diria que o nosso problema é muito mais o que entra pelos olhos do que o que entra pela boca, então tem muita coisa, o que é cobiça?
É você querer uma coisa, uma coisa que você não tem direito, é uma coisa que não é, não é assim, é uma coisa também errada, então ele fala assim sobre a comida, no sentido de ser a comida enganosa, é uma comida, você quer esse nível de prazer, é uma questão de prazer, a comida é um prazer, então tome cuidado porque isso é uma coisa enganosa.
Ok, então vamos para 1 Coríntios 10 e vamos ver o que ele fala aqui também, isso aqui em relação a comidas oferecidas a ídolos, tem outras passagens que tratam disso também, mas esse aqui é muito forte,
em 1 Coríntios 10, versículo 18 ele fala "Vede Israel segundo a carne, os que comem os sacrifícios não são participantes do altar", esse aqui é um assunto bem profundo, nem tenho tanta revelação, mas não temos tempo para tentar explorar isso, mas quando, vocês lembram, pelo menos assim, mesmo sem os detalhes, mas acho que todo mundo lembra que quando na lei de Moisés,
alguém oferecia um sacrifício a Deus, tinha sacrifícios que ninguém comia nada, o holocausto era totalmente queimado, mas tinha outros sacrifícios, vários outros, principalmente um sacrifício que chamava pacífico, de ações de graças, e tinha alguns sacrifícios que o sacerdote comia e outros que até o ofertante comia,
e o sacerdote ele não podia comer se ele tivesse impuro, porque a comida ali, você oferecia uma parte do animal a Deus e uma parte você comia, e ele está dizendo que quem come o sacrifício é participante do altar, e o que é o altar?
O altar é adoração a Deus, então quando a pessoa come com Deus, ele está participando, e é todo o sentido da ceia do Senhor, que Jesus é o sacrifício e nós comemos, como Jesus falou assim, quem come a minha carne e bebe o meu sangue faz parte de mim, então aquele que come,
gente, isso tem um significado muito profundo, se você come daquilo que é oferecido, você se torna participante, ok?
Então ele acabou de falar sobre a ceia nos versículos anteriores, o versículo 16, o cálice da bênção, o pão que partimos e tal, então aí ele fala, Israel, os que comem o sacrifício são participantes do altar, versículo 19, mas que digo, que o ídolo é alguma coisa?
Porque ele está falando sobre comida oferecida a ídolos, e ele está falando assim, eu estou dizendo que o ídolo é alguma coisa? Não, nós sabemos que o ídolo não é nada, o ídolo é um pedaço de pau, de ouro, de prata, é uma matéria, não tem nada, o ídolo é alguma coisa?
Ou o sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Vocês lembram que tem um outro lugar que Paulo fala assim, você pode comer de qualquer coisa, Romanos 14, se é oferecido a ídolo, se você comprou, eles compravam no mercado, tinha um mercadão,
se você compra alguma coisa, ou se você é convidado por alguém para comer na sua casa, coma dando graças a Deus, não pergunte nada, o ídolo não tem poder, o alimento, se for oferecido a ele não tem poder, mas olha o que ele fala, o ídolo é alguma coisa?
Não, eu posso comer qualquer coisa, mas aí ele fala, versículo 20, "Antes digo que as coisas que os gentios sacrificam é aos demônios que sacrificam, não a Deus, e não quero que sejais participantes com os demônios".
Gente, não é contraditório? Peraí, calma Paulo, eu não entendi, você falou que o ídolo não é nada, em outro texto você falou assim, eu posso comer uma coisa que é oferecida, vou dar graças a Deus, Deus é superior, Deus quebra todo o poder de ídolo, de qualquer coisa, eu posso comer qualquer coisa.
E por que ele está dizendo assim, "se os gentios sacrificam aos demônios, não quero que sejais participantes com os demônios", versículo 21, "não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demônios, não podeis ser participantes da mesa do Senhor e da mesa dos demônios".
Versículo 22, "ou provocaremos a zelos", todo mundo aqui que faz minhas aulas sabe que não é zelo, é ciúmes, né? "Provocaremos a ciúmes", o Senhor, Deus tem ciúmes, então vamos pensar aqui um pouquinho, se eu posso comer de uma comida oferecida a ídolo,
se eu não sei que foi oferecida a ídolo, se eu não participei de nada disso, eu posso dar graças a Deus e comer que não vai me fazer mal nenhum.
Agora, quem oferece algo aos demônios e participa daquilo conscientemente, está participando da mesa ou do cálice dos demônios, isso significa que tem um jeito que eu participo,
eu entendo que hoje existe isso, tem comidas, tem coisas assim, isso existe até hoje, mas a comida, se você prestar atenção nos versículos anteriores,
você vai ver que essa comida do Inico, essas iguarias do Inico, é participar daquilo que é oferecido a um Deus estranho, que é o Deus do dinheiro, que é o Deus do prazer, é você participar de algo que foi oferecido a um Deus falso.
E hoje, existe em países onde tem coisas oferecidas mesmo a ídolos, mas na nossa cultura, nós temos muita coisa ao Deus mamon, e aquilo que é feito desejando,
você percebeu aquele, em salmos, em provérbios, ele falou assim, cuidado, eu não quero comer a comida do Inico, eu não quero cobiçar as suas iguarias.
Então, voltando para Daniel e tentando fechar, não sei se a ideia está ficando clara, mas voltando lá, se de alguma maneira Daniel, dessas três coisas, ele escolheu uma, porque representava algo muito importante.
Então, vamos voltar lá para Daniel 1, e Daniel, ele estava ali, mudaram o nome dele, e o ensinar toda a cultura, ia chocar de frente com tudo que ele sabia de Deus,
porque a cultura dos caudeus ia falar assim, do Deus Marduk, dos Deus não sei qual, ia falar de outros deuses, ia falar que eles que tinham a fonte de sabedoria,
ia falar que eles que sabiam interpretações, ele ia aprender tudo o contrário do que ele sabia, mas ele ia se sujeitar a esse curso com o coração determinado,
a não participar da mesa dos demônios que era essa comida oferecida aos deuses e que traz conhecimento sobrenatural, eu não quero parte com isso.
Olha o que fala no versículo 8, Daniel 1, versículo 8, "mas Daniel propôs no coração", gente, eu tenho algumas frases que chamam muita atenção,
o livro de Daniel, nós vamos ver cada vez mais, mas a partir desse primeiro capítulo, o livro de Daniel é um livro que exalta muito a soberania de Deus,
tudo vem de Deus, então só nesse primeiro capítulo, eu vou mostrar três textos aqui rapidinho, mas o livro inteiro está recheado disso,
você sabe, o som de Nabucodonosor, tem uma pedra que vai acabar com aquela estátua, Deus é superior aos leões, Deus é superior à fornalha de fogo,
Deus é soberano, o que ele fala com Nabucodonosor, Deus governa, você não honrou a Deus, você vai virar um animal,
então tudo é soberania de Deus, o livro inteiro está enfatizando a soberania de Deus, mas só nesse primeiro capítulo,
versículo 2, "o Senhor entregou nas suas mãos", falei sobre isso no domingo passado, o Senhor entregou, então não foi porque Nabucodonosor era forte, é porque Deus entregou o rei de Judá nas mãos dele,
agora é versículo 9, "Ora, Deus deu a Daniel graça e misericórdia", depois no versículo 17, "Ora, a estes quatro jovens, Deus deu conhecimento e inteligência",
então só nesse capítulo, em três lugares, em três situações, Deus, a Escritura está enfatizando que quem está mandando em tudo é Deus,
foi pela mão de Deus que Nabucodonosor conquistou Judá e todas as outras nações também, foi por causa de Deus que Daniel conseguiu, já vou falar sobre isso,
mas foi por causa de Deus que Daniel conseguiu aprovação, logo que ele falou sobre alimento, o chefe que aqui fala assim, que Deus deu favor,
mas mesmo Deus dando favor, o chefe falou assim, eu não vou pôr minha vida em risco, não posso fazer isso, mas Deus deu favor e ele conseguiu,
e depois disso, quem deu o conhecimento e a capacidade e sabedoria para Daniel e os três amigos foi Deus, mas no meio dessa soberania de Deus,
aí nós podemos até dizer, não, mas foi Deus que deu a Daniel esse coração, tudo bem, esse é um mistério que eu não sei sondar,
mas o que está escrito aqui é que Daniel, aí tem uma coisa importante, Deus faz tudo, mas nós precisamos preparar o nosso coração,
Daniel propôs no coração não se contaminar com a porção do manjar, muitos estudiosos falam assim, ele não estava falando de comidas impuras,
é o manjar do rei, ele não queria depender, isso assim, de tudo que estava acontecendo com ele, poderia ter sido a parte mais gostosa,
a parte mais interessante, bom, nós estamos aqui na Babilônia, longe dos nossos pais, eu vou ter que me submeter, está mudando o meu nome,
mas pelo menos vai ter uma comida boa todo dia, pelo menos nós vamos ter uma comida boa, então era algo que era atraente,
então ele rejeitou bem no ponto mais duro para ele, ele ia falar assim, não, esse manjar gostoso eu não vou cobiçar,
e aí assim, todas as entrelinhas, implicações, a gente pode imaginar, mas ele não ia ser participante dessa tentação de estar no nível do rei,
de receber algo que talvez tivesse até uma influência de espíritos estranhos para ele receber a sabedoria deles,
e ele estava colocando, porque o chefe dos eunugos falou assim, você está colocando minha vida em risco, mas Daniel estava colocando a vida dele em risco também,
então isso gente, é muito importante, aguentem comigo, eu quero só ler dois outros textos sobre o coração, um negativo e um positivo, segundo crônicas 12 e 14,
aqui está falando sobre o roboão, mas só no versículo 14, ele fez, o roboão fez o que era mal, porque não preparou o seu coração para buscar ao Senhor,
eu continuo dizendo, eu não estou falando assim, que isso é uma coisa que a gente consegue fazer sem ajuda de Deus,
aqui você vê muitos salmos, muitas orações, essa que a gente leu mesmo em Salmo 141, Senhor, não incline meu coração para o mal,
eu estava assim, Deus me ajuda, empurra meu coração no lado oposto, mas roboão não preparou o seu coração para buscar ao Senhor,
tem vários textos na Bíblia que falam assim de um rei, de uma pessoa que colocou, mas vamos ler um em Esdras, que é um texto positivo,
em Esdras 7, versículo 10, pois Esdras tinha preparado o seu coração para buscar e cumprir a lei do Senhor e para ensinar em Israel os seus decretos e as suas leis,
eu sempre gosto de citar um versículo muito conhecido em Provérbios 4, 23, "acima de tudo que você guarda, guarda o seu coração, porque dele procedem as fontes da vida",
então é possível, é possível, é possível a gente preparar o coração, isso é intencional, eu não estou dizendo que a gente faz isso sozinho,
não estou dizendo que a gente é capaz, eu mesmo, mudar o meu coração, mas existe algum mistério ali, mas algo, o que eu quero dizer, na soberania de Deus,
foi Deus que escolheu Abraão, foi Deus que escolheu Davi, foi Deus que escolheu cada um, cada personagem, foi Deus que foi atrás de Paulo no Novo Testamento,
tem um versículo que fala em filipenses, é Deus que opera tanto querer como realizar, mas existe algo, existe uma correspondência,
Deus está, aí tem um outro texto que fala assim, "os olhos de Deus percorrem toda a terra", olho de raio laser,
olho que está assim penetrando, que a Bíblia fala assim, que ele consegue ver os pensamentos e as intenções do coração,
então tem algo muito forte sobre a intenção do coração, então vamos voltar para Daniel, eu sinto que aqui tem a chave,
como que Daniel se manteve puro, foi graça de Deus, Deus providenciou, Deus deu graça a ele, mas ele pôs no coração,
ele tinha no coração, eu não vou me contaminar, então ele tinha algo e Deus fez com que ele focasse nesse ponto, esse é o ponto que eu vou rejeitar,
eu me submeto a ter um nome diferente, não vai mudar, eu vou manter a minha identidade mesmo assim,
vou estudar as coisas dos caudeus aqui, mas eu vou manter o meu conhecimento de Deus, mas eu não, onde vai ameaçar o meu coração é com as iguarias do Rei,
e aí você tem que aplicar isso para toda essa cobiça, nós temos um grande problema, nós temos países onde a igreja perseguida,
e geralmente a igreja perseguida é mais pura, porque na igreja perseguida ninguém está tentando favor do governo,
agora quando nós estamos, como no Brasil, nos países ocidentais, nós temos muito potencial,
e aí começamos a pensar, mas a igreja tem que influenciar a cultura, para a igreja influenciar a cultura, para a igreja fazer um impacto,
nós temos que entrar no governo, nós temos que entrar nas empresas, e nós começamos, é uma coisa imperceptível,
mas se nós não tivermos essa intenção de Daniel, nós vamos nos contaminar com as iguarias do Rei, que pode ser em qualquer nível,
pode ser esse desejo de poder, esse desejo de favor, de ter vantagens, a Bíblia fala muito sobre prostituição,
Babilônia levou as nações a se prostituirem, o que é prostituir? Em vez de ser fiel a Deus, é ser influenciado pelo poder humano,
e é qualquer tipo de poder, qualquer linha de poder, não estou falando sobre um lado, qualquer tipo de poder,
e pode ser não necessariamente político, isso tem nas igrejas, nós temos pessoas comendo as iguarias,
você percebe que você não consegue dizer, não estou dizendo que a pessoa não pode ter postes materiais, não pode comer numa churrascaria,
mas aonde está a influência? Então isso entra na igreja, entra em pessoas que estão nas empresas, às vezes a pessoa fala,
eu vou começar uma empresa porque eu quero ter uma empresa que abençoa os empregados, que dá um testemunho,
daí a pouco tem uma influência babilônica que vai seduzindo e nos tornando iguais, assimilação, nós nos tornamos iguais,
nós buscamos as mesmas coisas, nós somos influenciados, nós somos escravos do desejo de ter poder, do desejo de ter prazer,
do desejo de ter o nosso nome, ter o nome grande, então tanta coisa que a igreja hoje eu fico às vezes abismado,
eu fico abismado de ver quanta coisa que a igreja está dizendo, puxa, isso aqui, esse fulano representa a gente quando representa muita coisa
que está exatamente alinhado com Babilônia. Bom, pelo menos talvez a gente ainda fale um pouco sobre isso no próximo domingo,
mas eu só queria completar um pouquinho a história aqui pra não deixar pelo meio. Então no versículo 8, vamos só ver como é que desenrolou isso,
então Daniel teve um coração, que ele se propôs no coração, e é essa intenção do coração que não pode mudar,
por isso que nós temos que preparar o coração, guardar o coração, continuamente você tem que perguntar a Deus,
qual é a motivação do meu coração? O que está me movendo? Os grandes homens e mulheres de Deus cometeram falhas sérias,
mas por que Davi era um homem segundo o coração de Deus? Porque o coração dele não mudou, então mesmo que a gente enfrente algumas situações,
a gente não é aquela testemunha que nós devíamos ser, mas o coração é fundamental, então ele propôs no coração,
que ele não ia se contaminar com a porção do manjar do rei, nem com o vinho que ele bebia, então ele fez a intenção no coração,
então ele fez algo pra eu vou tomar uma decisão, e aí ele pediu ao chefe dos eunucos que ele concedesse não se contaminar,
então o versículo 9 que já mencionamos, Deus deu a Daniel graça e misericórdia diante do chefe dos eunucos,
só um, eu não vou virar lá, mas acho que é primeiro reis 8, 50 mais ou menos, que naquela oração do rei Salomão quando ele dedicou o templo, ele falou,
Deus, se o teu povo se afastar de ti, mas quando eles orarem, se arrependerem, ouça, então na oração tem uma parte que ele fala assim,
quando o teu povo for pro cativeiro, parece que todos eles sabiam que um dia o povo ia se afastar, ia até pro cativeiro,
então quando o teu povo for pro cativeiro, mas quando eles se arrependerem, dê a eles graça diante dos opressores,
e foi exatamente o que aconteceu aqui, é interessante, e tem outros lugares que falam assim, Deus deu a José no Egito graça,
Deus dá graça nas situações piores, então Deus deu a Daniel graça e misericórdia diante do chefe dos eunucos,
isso aqui é um bom texto pra gente se examinar, tem dois extremos, tem o cristão que não dá testemunho, não abre a boca,
não mostra que tem nada diferente, é assimilado, não tem diferença com a cultura, e tem o cristão que acha que ele tem que dar testemunho,
ele não pode deixar de falar em nenhum lugar, e aí ele se torna muito chato porque ele fala e muitas vezes a vida dele não corresponde,
e uma coisa que nós temos vários textos, José do Egito, Daniel, mas tem vários outros, que quando a pessoa vive pra Deus,
pode ter fariseus e escribas que eram contra Jesus, mas as pessoas que vivem pra Deus, elas conquistam muita graça,
Jesus fazia isso, então Daniel tinha graça e misericórdia diante do chefe dos eunucos,
mas o chefe dos eunucos disse a Daniel, tenho medo do meu senhor, o rei, que determinou a vossa comida e a vossa bebida,
porque veria ele os vossos rostos mais tristes, ele não podia entender, todo mundo comendo dessas delícias e vocês não,
vocês com certeza vão estar com a cara triste, porque veria os vossos rostos mais tristes do que os dos jovens que são vossos iguais,
assim por isso é em perigo a minha cabeça para com o rei, eu acho que por muito tempo eu nunca percebi que o próximo personagem
não é o chefe dos eunucos, a gente vai lendo assim pensando, o chefe falou não posso fazer isso e aí Daniel insistiu com ele,
Daniel não insistiu com ele, é outra pessoa, versículo 11, então disse Daniel ao guarda, parece que eles falam que esse guarda
era o chefe dos cozinheiros mesmo, era uma pessoa que era responsável pela comida, então disse Daniel ao guarda a quem o chefe dos eunucos
havia constituído sobre Daniel, Ananias, Misael e Azarias, parece que tinha um cozinheiro especial para eles, experimenta, então isso aqui gente é maravilhoso,
Deus deu ao chefe dos eunucos, Deus deu Daniel graça aos olhos dele, mas mesmo dando graça, o chefe dos eunucos não foi contra,
ele queria ajudar, mas foi só, eu não posso fazer isso, aí Daniel não desistiu, Daniel podia ficar assim, ó Deus só sabe, eu tentei, vamos lá,
vamos comer as iguarias, não, ele sabia que isso não, Deus não quer, então Deus deu a Daniel uma, eu sinto que Deus deu a ele uma estratégia,
eu vou pedir para ele fazer uma prova, porque o chefe já falou, por que que ele vai ver que vocês estão diferentes, vou pedir para ele fazer uma prova,
então ele pediu ao chefe lá, experimenta, peço-te os teus servos 10 dias, nossa será que dá tempo de ver uma diferença em 10 dias, experimenta os teus servos 10 dias, fazendo que se nos dêem legumes a comer e água a beber,
que dieta né, então se veja diante de ti o nosso parecer e o parecer dos jovens que comem a porção do manjar do rei e conforme vire os procedos para conter os servos,
em 10 dias você não está pondo em perigo, o rei não viu a gente ainda, então em 10 dias você vai ver se está dando certo ou não, eu não quero te pôr em perigo, então aí você vê e aí você pode fazer,
e ele concordou com isto e os experimentou 10 dias, ao fim dos 10 dias apareceram os seus semblantes melhores, gente, tudo bem né, que os nutricionistas vão dizer não, claro, legumes faz muito mais bem a saúde, eles ficaram melhores,
mas tem várias coisas que a gente não sabe né, eles, os estudiosos, eles fazem uma dedução porque as figuras, as imagens que eles veem dos servos do rei, eles eram sempre meio cheinhos né, o rosto meio redondo,
então eles achavam que isso era um sinal assim de saúde, de riqueza, sei lá, de superioridade né, talvez eles queriam mesmo ver isso né, mas eu vejo nisso assim a mão de Deus, porque toda a história aqui tem a mão de Deus,
Daniel, ele fez o propósito, assim Deus, eu não quero me contaminar, eu quero ficar aqui, eu quero fazer o que o senhor me deu para fazer aqui, mas eu não vou me contaminar com isso, eu vou me separar dessa tentação,
agora o resto foi Deus, Deus deu graça, Deus fez com que ao final de 10 dias eles ficassem melhores ainda, eles estavam super satisfeitos com a dieta, estavam bem, estavam alegres,
então seus semblantes eram melhores, eles estavam mais bem nutridos do que todos os jovens que comiam a porção do manjar do rei, isso, para mim isso é sobrenatural né, eu creio que é sobrenatural,
versículo 16, "Dessa sorte o guarda tirou a porção", tem gente que fala assim né, o guarda achou bom também, que o manjar do rei ficou para ele, "Dessa sorte o guarda tirou a porção do manjar deles e o vinho que deviam beber eles davam legumes",
agora versículo 17, então isso aqui também é sobrenatural, "Ora, estes 4 jovens, Deus deu conhecimento e inteligência em toda cultura e sabedoria, Daniel tornou-se entendido em todas as visões, em todos os sonhos",
será que ele aprendeu alguma coisa, é assim, isso para mim é fascinante porque nós temos assim, a situação mais parecida é a gente pensar em mandar nossos filhos, nossos netos para as faculdades,
onde vão aprender muita coisa né, vão aprender a língua e a cultura dos caudeus mesmo né, muita coisa que é contrária, claro que os caudeus eles eram estudiosos, eles tinham conhecimento,
se você olhar em ato 722, eu não vou ler, mas ato 722 naquele discurso de Estevão, ele fala de Moisés, que Moisés como filho da filha de Faraó, Moisés ficou, ele ficou sábio em toda a ciência do Egito,
então gente, não é, nós não precisamos, precisamos e não precisamos, mas se a gente souber onde traçar a linha da influência, nós não precisamos ter medo da cultura do mundo, da sabedoria do mundo,
nós não precisamos viver numa bolha, nós não, sim, olha esse aqui gente, os que estavam mais distantes da Babilônia não ficaram puros, os que estavam em colônias durante um tempo não ficaram puros,
quem ficou puro foi Daniel no meio da lavagem cerebral, então nós não precisamos ficar com medo, claro que isso é um grande perigo, assimilação, ser doutrinados, ter a mente formada, ser totalmente contrário a tudo que Deus ensinou, isso é um grande perigo,
mas como nós vamos evitar isso? Não é nos isolando, mas é sabendo aonde está a entrada da tentação, então Deus deu a eles conhecimento, inteligência, ele ficou entendido em visões e sonhos,
versículos 8, ao fim dos dias depois dos quais o rei tinha dito que os trouxessem, o chefe dos eunugos os apresentou diante de Nabucodonosor, olha gente, olha isso aqui,
depois do tempo, parece que eram três anos, eles foram levados e o rei falou, vou fazer uma entrevista com eles, vou ver o que que eles falam,
imagine se eles tivessem falado, não, eu não vou escutar nada do que os caudeus me ensinam, eu só vou falar a linguagem religiosa, eu só vou falar de Deus e lei e Moisés e tal,
e eles fossem chamados diante de Nabucodonosor, e Nabucodonosor, eu falei assim, o que que é isso, vocês não aprenderam nada, Nabucodonosor,
versículo 19, o rei falou com eles, entre todos eles não foram achados outros tais, como Daniel, Ananias, Misael e Zarias,
por isso permaneceram diante do rei, versículo 20, em toda matéria de sabedoria, de inteligência, sobre que o rei lhes fez perguntas,
achou os dez vezes mais instruídos do que os magos encantadores que havia em todo o seu reino, gente, não é um testemunho, é um testemunho fantástico,
porque eles se mantiveram puros, mas eles eram, eles aprenderam, eles podiam falar, eles podiam falar de conhecimento,
eles eram formados na melhor faculdade da época, podiam falar até de sabedoria, de coisas assim, agora nós vamos ter oportunidade de ver nos capítulos a seguir,
o que que era? Daniel, ele não comia da comida do rei, tem a ver com pureza ou não contaminação, mas eu acho que tem muito a ver com essa coisa assim,
eu não vou receber dessa influência espiritual, porque depois ele sempre fala, rei, eu não sou sábio, eu não tenho sabedoria,
quem me deu essa interpretação do sonho foi Deus, toda sabedoria vem de Deus, então Daniel, ele se manteve totalmente puro em relação à origem,
à origem de tudo que ele tinha, porque essa influência das iguarias do rei torna a pessoa dependente, dependente dos recursos, dependente da riqueza, dependente da influência,
Daniel, eu não preciso, eu não preciso de fama, eu não preciso de influência, se seja de outros deuses, de outros espíritos, eu não preciso desse prazer, eu me mantenho separado, e Deus deu a ele conhecimento e sabedoria,
e nós vamos falar mais sobre isso, mas só lembrando que sabedoria na bíblia, ele fala conhecimento e sabedoria, porque muita gente tem conhecimento, mas não tem sabedoria,
sabedoria é você saber o que fazer com o conhecimento, sabedoria é como aplicar, sabedoria é como aqueles que falam em primeiro crônicas 12,
que tinha os 200 capitães da tribo de Isacá, que sabiam o que fazer, discernir os tempos e saber o que fazer, então sabedoria é muito mais, é discernimento, é você saber como agir numa determinada situação,
isso é sabedoria, e só o último versículo que coloca a extensão, Daniel permaneceu ali até o primeiro ano do rei Ciro,
ou seja, todo o governo depois, nós sabemos que ele continuou também na corte dos persas, mas todo o tempo do rei Nabucodonosor, de vários reis que vieram depois dele,
todo o tempo do império babilônico, Daniel permaneceu ali, permaneceu com pureza, permaneceu sendo um instrumento de Deus, que Deus nos ensina,
então aqui na folha eu coloquei, Deus é soberano, conclusão né, Deus é soberano e intervém para conduzir a história para o seu desfecho final,
Deus é soberano, ele vai conduzir as coisas, agora nós precisamos saber onde devemos traçar a linha e não aceitar a influência do Deus deste século,
nós temos que saber aonde isso entra, e muitas pessoas, infelizmente, dentro da própria igreja, muitas pessoas estão a falar "não, cristão não precisa ser pobre", não, não precisa mesmo,
só que infelizmente muitas pessoas têm se alimentado dessas iguarias e têm se contaminado, então que Deus nos ajude a nos manter puros e separados,
e é algo assim, acho que vocês perceberam, é algo que, quem dera que fosse alguma comida que a gente deixasse de comer hoje né, mas é algo que tem, é muito mais profundo.
Senhor, nós nos alegramos com esse testemunho de que o Senhor foi poderoso para manter esses quatro judeus, esses quatro jovens puros dentro da corte da Babilônia,
que testemunho que o Senhor levantou para ti mesmo dentro dessa situação, e Senhor, nós cremos que o Senhor deseja algo para nós hoje, nosso Senhor deseja algo diferente,
estamos, claro que o Senhor tem pessoas puras hoje, mas infelizmente nós não vemos muitos, a grande maioria das pessoas que se destacam, das pessoas que estão sobressaindo,
na igreja, na política, na sociedade, não têm demonstrado essa pureza, por isso Senhor, nós também nos colocamos diante de ti, nós sabemos que o nosso coração também não é puro,
mas queremos preparar o nosso coração, ajude-nos a entender como preparar o coração diante de ti, pedimos e suplicamos em nome de Jesus, amém.