Neemias 10 representa o ponto culminante do processo de restauração naquela época. Para Deus formar sua base na terra a fim de estabelecer seu reino, ainda faltava muita coisa. Do ponto de vista visível, faltava a autonomia do povo na terra, para que Deus pudesse realmente reinar ali. Porém, dentro dos limites daquilo que Deus pôde fazer naquele momento, o objetivo maior foi alcançado exatamente na renovação da aliança. Afinal de contas, como podemos ver na oração de confissão em Neemias 9, apesar de tudo o que Deus havia feito durante toda a história de redenção até então, a falha sempre foi a falta de aliança por parte do povo. A renovação de aliança de Neemias 10 foi o final de um processo muito importante que preparou todo o povo para aderir à aliança de coração, não apenas como um consentimento formal ou obrigatório.
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Leitura recomendada:
“Aliança – A História de Davi e Jônatas”
15/12/24 – Ne 9 e 10 – Baixardo áudio.

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Transcrição
Estamos em Neambias, vamos falar hoje sobre o capítulo 10, mas conectando com o capítulo 9, temos falado que esses três capítulos, Neambias 8, 9 e 10, esses três capítulos formam um bloco, um segmento que forma um conjunto que representa o ponto culminante,
o último passo de restauração, não de restauração no sentido final, nós vamos falar, lembrar hoje mais uma vez sobre o que é restauração do ponto de vista de Deus, mas existe restauração durante toda a história,
porque a história nossa começou com uma queda, com o afastamento de Deus, então a história toda é uma história de restauração, mas existem várias etapas da restauração e às vezes o processo de Deus de restauração avança e às vezes recua,
então Deus está caminhando na história para um ponto final, mas nessa caminhada, nessa linha que Deus está escrevendo na história, existem avanços e retrocessos,
então nós estamos estudando um período na história em que houve um retrocesso enorme que foi com o cativeiro, houve um desvio e um retorno para um estágio muito primitivo,
que era mais ou menos igual ao tempo que o povo de Israel estava no Egito e aí começou toda a história, começou ali com o êxodo do Egito, então nesse momento da história que estamos vendo aqui com os livros de Éstras e Nehemiahs,
o que Deus tinha em mente fazer, o que Deus podia fazer nesse período da história, ele alcançou nesses três capítulos, o livro de Nemes ainda vai até o capítulo 13,
mas em termos de avanço, em termos de atingir algo na restauração, o ponto máximo é com esses três capítulos e dentro dos três capítulos o ponto máximo aqui no capítulo 10 que é a renovação da aliança,
então é isso que nós queremos examinar hoje com a ajuda de Deus, queremos pedir sempre a ajuda de Deus porque nós podemos estudar, podemos encontrar muita informação,
mas nós só podemos realmente entender o que Deus deseja com a ajuda dEle. Senhor, nós pedimos neste momento que essa história, que esse relato do que o Senhor fez naquela época,
2.500 anos, 500 anos antes da vinda de Jesus como Messias, que foi realmente um enorme passo de restauração, de redenção, nesse momento que estamos vendo o que é que o Senhor quer nos mostrar,
então nós podemos entender melhor o processo em que nós estamos hoje, isso é o nosso desejo, pedimos que o Senhor nos revele, que o Senhor abra os nossos olhos, o nosso coração,
e desejamos que esse processo de chegar a uma renovação de aliança realmente possa chegar em nossos dias também, esse é o nosso desejo que colocamos diante de Ti em nome de Jesus, amém.
Então nós terminamos, claro que teria muito mais para examinar nessa oração de Nehameas 9, mas nós temos falado que essa oração de Nehameas 9 é um pouco diferente de outras orações na Bíblia,
porque é uma oração coletiva, realmente representa algo, houve um processo de preparação, não foi uma oração que aconteceu do nada, isoladamente, houve um processo que está no capítulo 8 e também tudo que vinha acontecendo até antes disso,
mas essa oração de Nehameas 9 foi diferente porque foi uma oração com muita preparação, o povo não estava ali como espectador, eles participaram de um processo de mais ou menos 3 semanas antes da oração,
e essa oração realmente representou algo que foi uma expressão coletiva, e foi diferente também de outras orações nesse período de restauração,
porque não havia algo tão evidente assim, por exemplo, nós precisamos reconstruir a casa de Deus, ou nós precisamos reconstruir os muros, ou antes com Daniel nós precisamos voltar do cativeiro,
essa oração de Nehameas 9 não estava focando um novo passo exterior visível, não iria acontecer nada, naquela época não aconteceria nada assim, um novo passo, um novo avanço exterior na restauração,
mas era uma oração essencial, era um passo muito importante para que acontecesse esse ponto culminante da restauração que é a renovação da aliança,
e talvez um pouquinho mais para frente na aula eu vou falar um pouco sobre essa importância de aliança como esse ponto que Deus realmente deseja,
só quero chamar a atenção antes de lembrar um pouquinho assim, o que que Deus está procurando na restauração, qual que é o plano de Deus, eu quero mostrar que nessa oração de Nehameas 9,
já mostramos um pouco isso, mas eu quero deixar isso bem claro agora para a gente poder prosseguir para o capítulo 10, que é uma oração que relata bastante história, tem essa conexão com a história,
nós não estamos pedindo a Deus por uma coisa avulsa, uma coisa assim que não tem nada a ver com o plano de Deus na história, nós estamos pedindo a Deus que na nossa conexão com a história,
que o Senhor nos perdoe por tudo aquilo que nós fizemos de errado, mas mais ainda que nossos antepassados fizeram, então é uma oração de arrependimento não só coletiva do povo que estava ali naquele momento,
mas das gerações anteriores, então por isso que a oração relata muito assim da história, e o ponto da história, o ponto principal da história contada nessa oração,
é que Deus sempre foi fiel, porque a história é Deus em parceria com o homem, é Deus redimindo o homem, é Deus restaurando o seu relacionamento original com o homem, e restaurando isso dentro do plano que ele tinha desde o início,
que é estabelecer seu reino na terra, sobre toda a terra, então é uma oração que faz conexão com o propósito de Deus, mas que mostra que nessa relação, que uma aliança é uma relação entre duas partes,
entre Deus e o homem, e não é entre Deus e um homem isolado, não é uma questão hoje, por exemplo, de restaurar, que isso é muito importante, mas de sempre restaurar o meu relacionamento com Deus,
mas é uma questão de restaurar o relacionamento de Deus com a coletividade, com o seu povo, nessa geração, mas também nos relacionando com gerações passadas,
e qual foi o problema de outras gerações e da nossa geração que nós vemos na oração de Nehemias 9, é que Deus sempre foi fiel, ele prometeu, ele tinha um propósito, ele libertou o povo do Egito,
ele conduziu para a terra, ele providenciou, ele cuidou, ele amou, assim, o que Deus fez, evidentemente, não faltou nada, não tem nenhuma falha da parte de Deus,
mas houve uma falha contínua repetida por parte do povo, e qual era a falha? Porque nós podemos dizer, Deus sabe, Deus sabe que nós somos pecadores, Deus sabe que nós somos imperfeitos,
Deus sabe que a gente não consegue alcançar tudo que deveria ser, nós não conseguimos alcançar o padrão, nós não somos infalíveis, nós não somos santos, mas qual era o problema?
O problema, para Deus, é, Deus é longânimo, Deus é perdoador, Deus é rico, em réced, no seu amor, para manter a aliança, se Deus tem réced, se Deus tem, se Deus perdoa, se Deus tem compaixão,
se Deus tem todas as qualidades necessárias, porque, claro que, Deus, no conceito de qualquer povo, Deus é um ser superior, perfeito, mas no conceito de muitos povos antigos e modernos,
até muitos no conceito que tem de Deus, Deus poderia ser um Deus muito duro, Deus poderia ser um Deus exigente, Deus poderia ser um Deus que não tolera pecado, que não tem paciência,
não, Deus não só é santo, maravilhoso, poderoso, tem um padrão elevado, mas Deus é um Deus capaz de lidar com as nossas imperfeições, Deus é um Deus capaz de perdoar, de conduzir, de suprir,
então, qual é o problema diante de tudo isso? É que nós, o povo, a humanidade, nós coletivamente, individualmente, nós não mantemos a nossa aliança.
A aliança significa que, mesmo quando há uma falha, você retorna, você se levanta, você não abandona qualquer casamento, quando duas pessoas se comprometem a estabelecer,
a firmar uma aliança vitaliça até que a morte nos separe, nenhum dos dois está prometendo perfeição, nenhum dos dois está dizendo "eu nunca vou falhar, eu nunca vou gritar, eu nunca vou ser uma pessoa, vou falhar em vários aspectos",
mas o que a aliança significa é que, mesmo falhando, mesmo escorregando, caindo, cometendo falhas, eu vou continuar junto, eu não vou abandonar.
E é isso que a oração demonstra que Israel não fez e podemos nos colocar no lugar deles, a história vale perfeitamente para nós, para a igreja, para aqueles que estão na nova aliança.
Então, quando as orações, as grandes orações, elas têm, você pode fazer uma oração apenas louvando a Deus, apenas adorando a Deus e sem pedir nada, mas as orações, por exemplo,
a oração de Salomão, ele fez uma oração, em I Reis 8, ele fez uma oração para dedicar a casa que ele construiu para Deus, então ele faz uma oração.
Nessa oração ele engrandece Deus, ele fala que a casa é para Deus, mas ele pede alguma coisa, a oração é para pedir.
E o que que ele pede nessa oração? Que essa casa represente, essa casa que ele edificou, o templo, que represente um lugar de contato entre Deus e o seu povo.
Ele fala assim, eu sei Deus que o senhor não pode habitar nessa casa, literalmente, essa casa não, o senhor não cabe nessa casa, mas ele falou assim, eu quero, estou pedindo que os teus olhos estejam abertos,
quando o teu povo, e ele começa a falar das falhas, quando o teu povo falhar, quando o teu povo se afastar, quando o teu povo quebrar a aliança, que os olhos de Deus possam estar sobre essa casa
e que haja um conserto, que não haja um abandono, claro que não vai haver um abandono da parte de Deus, Deus resolver que não quer mais, mas Deus poderia ficar irado com o seu povo por causa dos seus pecados,
então a casa teria essa função de manter essa aliança viva de Deus perdoar das pessoas poderem orar e se arrepender e retornar para Deus.
Então o que é que essa oração de Nehemiah 9 está pedindo? E eu quero lembrar então essa parte final da oração, na oração aqui do capítulo 9, no versículo 32, Nehemiah 9 e 32,
então quando ele termina de fazer essa linha histórica, de contar qual era a grande falha, falta de aliança, falta de correspondência, falta das pessoas continuarem juntos com Deus,
então ele fala, versículo 32, vamos relembrar essa parte final da oração, portanto agora, ó nosso Deus, ó Deus grande, poderoso, temível, que guardas aliança,
então veja, eu estou querendo mostrar que tem bastante coisa na oração, mas quero mostrar como a oração termina com essa ênfase em aliança, que era o ponto, é justamente o ponto onde o povo falhou, onde nós falhamos,
que guardas aliança e o réced não tenhas em pouca conta toda aflição que nos sobreveio, então ele durante toda a oração está sempre falando, o que aconteceu de ruim conosco não tem nada a ver com falha do Senhor,
com falta de amor, de cuidado, não tem nada a ver com isso, o que aconteceu conosco é sempre uma consequência de nós termos abandonado o Senhor,
mas ele termina a oração dizendo, olha, nós estamos realmente passando por uma aflição, e isso por quê? Porque como eu disse, essa oração não está pedindo um novo passo exterior na restauração,
se fôssemos olhar, se eles fossem olhar, o que seria restauração? Restauração seria voltar a glória, a prosperidade, a tudo que eles tinham na época mais gloriosa da história de Israel,
que foi nos reinados de Davi e Salomão, esse seria o alvo, o que nós queremos? Quando nós pedimos pra Deus restauração, nós estamos pensando em nossa prosperidade,
nós estamos pensando que tem aquela passagem em Joel que fala como aquele exército dos gafanhotos foi consumindo tudo que o povo tinha porque eles não estavam servindo a Deus,
ele fala no capítulo 2 de Joel que ele vai restaurar tudo que foi consumido pelos gafanhotos que ele descreve como não tinha mais lavoura e o gado morreu e tudo ficou horrível,
então às vezes nós paramos nesse aspecto da restauração pensando que restauração é a gente voltar a ter prosperidade ou mesmo que seja uma coisa espiritual,
eu quero que a igreja cresça em números, eu quero que tenha muita presença de Deus, eu quero que haja curas, quando a gente pensa em avivamento, quando a gente pensa em Deus voltar a abençoar,
nós pensamos em coisas boas, pensamos em coisas que Deus quer fazer, mas o meu sentimento, meu encargo é dizer que a restauração é muito mais do que isso,
a restauração não é só o povo parar de sofrer, não é só o povo sair do cativeiro, não é voltar a ter toda aquela glória, prosperidade, ouro e prata e outras nações servindo,
aquele tempo de Salomão foi um tempo glorioso em que ninguém ameaçava, não tinha guerras, Israel regionalmente ali era a nação mais forte, então era um período de glória e Deus quer isso,
mas Deus não quer isso só para que a gente se exalte, para que a gente tenha felicidade, então quando ele termina essa oração falando assim "Deus o senhor guarda a aliança",
agora veja bem, ó Deus, nós estamos sofrendo, estavam sofrendo mas até relativamente eles estavam bem nesse período, porque eles tinham conseguido reconstruir os muros de Jerusalém,
eles estavam na terra, o templo reconstruído, ninguém mais estava falando de atacá-los, eles estavam bem, mas qual que era o problema e esse ponto, esse ponto é importante enfatizar,
versículo 36, em Emias 9 e 36 fala "mas vê, hoje somos escravos na própria terra que deixa nossos pais para comerem o seu fruto, o seu bem,
por causa dos nossos pecados ela multiplica os seus produtos para os reis que puseste sobre nós", lembra que sempre falavam quando estavam no Egito, no deserto,
sempre Deus falava assim "eu vou levar vocês para uma terra que mana leite e mel", é uma terra que vai produzir, não é nem como o Egito que tinha que irrigar,
mas Deus abençoa a terra para onde vocês vão, vai chover e vocês vão ver frutos, quase que tinha que ter trabalho, claro, mas seria um trabalho muito mais leve, seria muito mais fácil,
agora eles saíram da Babilônia, voltaram para a terra, mas eles falaram assim "por causa dos nossos pecados essa terra multiplica produtos para os reis,
o lucro vai para o governo da Pérsia, segundo a sua vontade dominam sobre os nossos corpos e sobre o nosso gado", então de fato havia algo faltando, havia algo,
eles falaram assim "não tem um novo passo porque não ia acontecer isso naquela época", eles não iam ter, e essa oração termina falando sobre esse aspecto de que eles estavam na terra,
já tinham reconstruído a casa de Deus, já tinham reconstruído os muros de Jerusalém, mas eles falaram assim "olha, ainda falta alguma coisa para que a nossa restauração seja completa",
e aqui que eu queria mostrar esse diagrama que fiz umas aulas atrás, não vou falar sobre todos os aspectos aqui que a gente falou naquela aula, mas lembrando que a restauração,
desde o Éden, Israel e o futuro, quando Jesus vier para reinar, para estabelecer o seu reino, o que é que Deus deseja, o que é a restauração? A restauração para Deus é que Deus tenha uma base na terra,
quando ele plantou o jardim do Éden era a única parte da terra, Deus criou os céus e a terra, Deus é soberano, Deus é poderoso, mas o único lugar que realmente tinha para Deus na terra era o jardim do Éden,
o único lugar, mas daquele lugar, ele junto com o homem, haveria uma expansão e o reino de Deus alcançaria toda a terra, e eu poderia sonhar e dizer que vai alcançar todo o universo,
mas Deus precisa de uma base, não é que ele precisa, ele quer assim, é assim que ele deseja, Deus poderia governar e dominar e subjugar a terra, o universo, o demônio,
seja quem for, não existe nada no céu, na terra, debaixo da terra que possa resistir o poder de Deus, mas Deus planejou um reino que funciona diferente,
um reino que se expande pela comunhão, que se expande pela parceria, que se expande pelo princípio que é Deus na trindade, que é Deus com o homem, que é Deus na família,
esse é o princípio de Deus, então o único lugar que Deus tinha na terra era o jardim do Éden, depois passou a ser Israel, agora para que nessa época da história,
que estamos estudando aqui, para que houvesse restauração, o que é que precisaria ter? Eu coloquei aqui, ó, Deus quer um povo, Ele poderia fazer isso com Abraão sozinho,
com Moisés sozinho, com Samuel sozinho, com Isaías ou Jeremias, Deus poderia fazer com uma pessoa sozinha, Ele já encontrou com Davi, um homem segundo o seu coração,
Deus poderia fazer com uma pessoa, mas esse não é o plano, o plano de Deus é coletivo, é corporativo, é um corpo, um povo,
então para Deus ter um lugar na terra, Ele precisa ter um povo numa terra, porque não é uma coisa vaga, não é uma coisa flutuando, uma coisa espiritual,
uma coisa sem concretude, não, é o reino de Deus é com o povo na terra, agora eu coloquei mais duas palavras, como é que Deus tem um povo?
É um povo em aliança, não existe, assim, Deus tem um povo, tá, Deus tem um povo, porque Ele escolheu Abraão e os descendentes de Abraão, ou agora na nova aliança, Ele tem um povo,
porque por meio de Jesus e o sangue da nova aliança, aqueles que creem, então tem muita gente que afirma que crê no sangue de Jesus e que o acompanha,
mas esse povo, como nós vimos na oração de Nehemiah 9, esse povo está sempre voltando atrás, não dá para confiar, eles não são firmes, eles não ouvem, não correspondem a Deus,
eles são, naquela época ou até hoje, Israel, Israel segundo a Carnes, Israel descendente de Abraão, mas não são verdadeiramente o povo de Deus,
ou a igreja, nós podemos dizer, ah, mas hoje tem a igreja, a nova aliança, mas nós podemos olhar para a igreja, podemos olhar para nós mesmos e podemos nos colocar nessa oração de Nehemiah 9
e dizer, nós estamos na nova aliança, nós somos descendentes, nós somos membros da nova aliança, mas a nossa história também é igual a essa que é relatada em Nehemiah 9,
então quando fala povo, na terra tem que ser com aliança e uma aliança verdadeira, uma aliança que realmente funciona e eu coloquei autonomia porque nesse momento da história eles não tinham autonomia,
hoje nós podemos dizer que Israel, a nação de Israel, eles são um estado independente, mas que situação, no final das contas Israel está sempre sob ameaça,
a própria terra deles é dividida, a cidade de Jerusalém é dividida, embora Israel tenha autoridade sobre a cidade de Jerusalém, mas veja só, os judeus não podem fazer o que eles querem num monte do templo,
então nós podemos dizer que, no final das contas, hoje Israel, apesar de ser um estado, não tem autonomia sobre seu próprio território e não estão, como povos, não estão em aliança com Deus,
então é por isso que eu queria lembrar assim, o que que Deus está buscando, o que que Deus quer e eu queria mostrar que, na verdade, esses aspectos de ter um povo na terra com autonomia,
tudo, tudo é dependente de uma coisa só, nada tem validade sem aliança, por isso que esses três capítulos chegam nesse momento do capítulo 10,
em que eles vão renovar a aliança deles com Deus, e é esse o ponto culminante da restauração, mesmo que eles já tivessem autonomia,
porque aí voltando para a oração, então eu estou mostrando que contaram toda a oração "conta a história", o problema é faldo de aliança, então quando a oração termina, eles falam "ó Deus, hoje nós ainda estamos numa situação incompleta,
nós somos um povo, estamos na terra, nós não temos autonomia sobre a nossa própria terra", mas, mas essa oração não foi feita para pedir a Deus autonomia,
essa oração, o alvo da oração e o alvo desse processo de restauração nessa época, não foi para que eles pudessem alcançar esse último ponto,
porque nós poderíamos dizer "é o povo, é o povo de Israel, porque eles tem aliança com Deus, eles estão na terra, saíram do cativeiro, o que nos falta é autonomia",
e eles colocam isso, a oração coloca "ó Deus, nós somos escravos nessa terra", mas qual é o ponto culminante da oração, qual é o ponto culminante da restauração?
Neiamias 9, versículo 38, último versículo de Neiamias 9, por causa de tudo isto, na verdade eles não estão pedindo alguma coisa a Deus nessa oração,
eles pedem "Deus, olha para nosso sofrimento, veja", mas na verdade toda a oração está dizendo assim "na verdade quem é culpado de tudo isso somos nós",
então o que eles estão dizendo? "Deus, o senhor é fiel, o senhor tem compaixão, o senhor tem perdão, o senhor tem resta, o senhor tem tudo que é necessário",
mas o ponto dessa oração, o ponto da nossa confissão, o ponto de toda a preparação, de ter feito a leitura da palavra,
de ter feito tudo o que foi feito durante esse período de preparação, é para nos preparar para esse momento,
por causa de tudo isso, fizemos uma firme aliança, e a escrevemos, e selaram aos nossos príncipes, nossos levitas e os nossos sacerdotes,
então na verdade essa oração também é diferente de outras orações na Bíblia, porque é uma oração que diz "Senhor, na verdade nós não vamos pedir nada,
nós somos escravos, falta-nos autonomia, mas a chave, o segredo de tudo é nós estarmos em aliança contigo, se nós estivermos em aliança contigo,
então tudo o resto vai fluir, o senhor vai abençoar e nós vamos alcançar o que é necessário", então o ponto máximo é aliança, o ponto máximo de toda a história,
o ponto máximo de tudo que Deus deseja fazer na terra, ele deseja, nas histórias, para crianças, nas histórias que a gente conta para crianças,
geralmente tem alguma coisa que tem uma dificuldade, tem lutas, e no fim o príncipe casa com a princesa e vivem felizes para sempre,
então é como se aliança fosse o fim da história, vivem felizes para sempre, mas não é interessante contar o que aconteceu depois na felicidade,
é interessante contar o processo de chegar e de vencer os obstáculos de poder casar, então na verdade para Deus aliança é o começo de uma nova história,
mas para nós também o grande ponto culminante é aliança, e eu poderia dar vários exemplos disso, a gente tem um exemplo do casamento,
que tem um processo anterior, o processo de namoro, o processo de noivado, o processo de realmente conhecer e desejar e decidir que eu quero ficar com essa pessoa para sempre,
então o ponto culminante de um romance é aliança, é o casamento, então quando o povo saiu do Egito, o ponto que eles queriam era entrar na terra,
mas o ponto que Deus queria era o monte Sinai, era fazer uma aliança, vocês vão ser meu povo,
e o grande final da história em Apocalipse 21, Apocalipse 19, é quando há o casamento, o casamento entre o cordeiro e a sua noiva, a igreja,
então esse é o grande final dessa história, mas é o começo de uma outra história, mas o que nos interessa nesse momento, o que nos interessa na restauração, o que nos interessa para a volta de Jesus,
é que nós possamos fazer esta aliança, vamos só recapitular também em tudo que nós vimos nesses livros de Esdras e Nehemiah, eles tiveram o retorno do cativeiro, voltaram para a terra,
então esses foram os passos que eles já deram até esse momento, retornaram do cativeiro, foi o primeiro passo, Esdras capítulo 1, é a resposta da oração de Daniel 9,
depois eles reconstruíram a casa de Deus, foi o próximo passo, teve todo um processo, pararam por vários anos, recomeçaram e tal,
então esse foi um grande passo na restauração, eles refizeram a casa de Deus,
depois a partir do capítulo 7 do Livro de Esdras, nós temos o retorno de Esdras, porque no início do Livro de Esdras ele não estava presente, não tinha nem nascido ainda,
então muitos anos depois Esdras veio, e nós poderíamos colocar, acho que até na época que eu estava ensinando essa parte aqui, colocamos que isso seria uma restauração da palavra,
mas quando Esdras voltou, em Esdras capítulo 7, ele que foi um escriba, ele que foi um homem que se dedicou à palavra, quando ele voltou, ele encontrou aquela situação de casamentos mistos,
então não houve uma restauração da palavra, ele não pôde implantar o ensino, ele não pôde implantar o que ele imaginava,
então o retorno de Esdras ele era um escriba, mas a contribuição dele não foi possível realmente colocar naquele momento,
depois nós temos a reconstrução dos muros de Jerusalém, com Nea Mias, que fala de identidade, que fala de unidade, eles voltaram a ter um lugar, uma sede, uma capital, a casa de Deus estava lá,
era uma cidade que praticamente não existia, então reconstruíram os muros de Jerusalém, e aí nós chegamos nesse ponto que nós estamos agora, com Nea Mias 8,
que aí sim, Esdras que estava esperando há 12, 13 anos depois que ele voltou, ele agora junto com Nea Mias, a gente já falou sobre isso,
mas como é impressionante, Esdras voltou sozinho, ele não conseguiu, ele foi importante naquele momento de arrependimento, de purificação,
mas não houve a restauração da aliança que ele queria, aí Nea Mias voltou, Esdras estava lá, mas Nea Mias estava agindo sozinho,
então Nea Mias cumpriu o papel dele, organizou, administrou e cuidou da reconstrução dos muros, mas depois disso os dois se uniram,
Esdras e Nea Mias no capítulo 8 de Nea Mias, em que houve aquela leitura da palavra, houve uma reação,
porque você pode ler, ter leituras públicas ou leituras individuais, mas se a palavra de Deus não causa um impacto, não é choro em si,
não é emocionalismo, mas se a palavra não nos impacta, se a gente não sente o quanto que nós estamos distantes daquilo que Deus queria com essa aliança,
com essa união com o seu povo, eles choraram porque eles sentiram o quanto que eles estavam distantes, foi algo que eles sentiram,
e aí teve a alegria de restauração nas festas, porque eles iam precisar daquela alegria, mas aí chegou a oração coletiva,
em que eles estavam preparados com o arrependimento, com o choro, com a alegria de entender como é bom servir a Deus,
você não pode ter só choro, só sentindo mal, só sentindo incapaz, mas tendo essa alegria de poder servir a Deus, e aí chegaram exatamente nesse ponto de Nea Mias 938,
nós vamos agora fazer uma aliança com Deus, então esse é o ponto culminante, esse é o ponto, a autonomia, essa autonomia que faltou,
a autonomia que eu mostrei aqui, está com o povo na terra, com autonomia, mas a própria autonomia passou a não ter tanta importância porque eles estavam retornando à aliança,
e é esse o ponto, é isso que Deus deseja, Deus deseja governar, Deus deseja nossa prosperidade, Deus deseja trazer liberdade, cura e tantas coisas boas,
mas tudo é consequência de estarmos em aliança com Ele, como a oração de Nea Mias 938 mostra, Deus pode estar fazendo uma porção de coisas,
mas se nós não estivermos em aliança com Ele, aquilo não permanece, não há uma permanece, então por isso a questão de aliança é tão importante,
agora só antes de falar, pelo menos de introduzir esse capítulo 10, eu queria mostrar que esse contexto aqui, Nea Mias 938 e o capítulo 10 que é aliança,
só tem validade com esse tipo de preparação de palavra, de arrependimento verdadeiro, de alegria por amar a Deus, por saber como é maravilhoso servi-lo,
confissão juntos, foi algo que eles sentiram, então eu só queria, é bom a gente ver os extremos opostos, hoje se a gente for olhar para a igreja de maneira geral,
não estou só descrevendo, tem várias posições intermediárias, mas os dois extremos na igreja como tem em Israel, como sempre teve esses extremos,
você tem um extremo de não ter aliança, então em muitas igrejas você não tem necessidade de compromisso, você chega lá,
é difícil imaginar uma igreja que não tem um compromisso mínimo, geralmente o compromisso com a igreja é frequentar os cultos, dar o dízimo, coisas assim,
mas isso não representa uma aliança, e às vezes nem isso é necessário, então você tem um extremo de uma coisa solta, liberal,
não tem importância, nós estamos aqui, você pode vir e cantar conosco e voltar para sua casa, o próprio batismo, uma aliança com Deus,
então às vezes não tem nenhum compromisso e tem vários graus, mesmo tendo compromisso de estar ali, de ser um membro, de contribuir financeiramente,
essas coisas são muito mínimas e não representam uma verdadeira aliança, então por um lado você tem esse extremo de estar dentro de um ajuntamento do povo de Deus e não ter realmente aliança,
o que importa mesmo não é tanto, é claro que aliança com o corpo de Cristo na terra é muito importante, mas você não pode ter um compromisso,
como o compromisso de um clube, de um partido, de um serviço, de um trabalho, você não pode ter compromisso com uma igreja sem ter compromisso com Deus,
uma aliança verdadeira é uma aliança com Deus, então tem esse extremo de estar numa igreja, sentir que pertence ao povo de Deus, mas não tem realmente um compromisso,
no outro extremo nós temos as igrejas que estão muito preocupadas com aliança, então falam sobre aliança e querem uma aliança muito mais profunda,
talvez seja de um grupo menor, um grupo de disciplado, um compromisso um com o outro, então você tem esse aspecto de, às vezes assim, às vezes as igrejas até tem um tipo assim de um contrato escrito,
você tem que assinar, você quer fazer parte da igreja aqui, então essa aqui são nossas obrigações, esse aqui é no que a gente crê, esse aqui é o que você tem que fazer, então você assina,
então às vezes essa assinatura, esse compromisso por escrito, porque isso que eles fizeram aqui, eles escreveram uma aliança e colocaram isso assim, assinaram, os líderes assinaram e o povo concordou com isso,
então era uma coisa escrita realmente, mas olha a diferença entre você fazer algo com essa preparação de entender que eles não estavam fazendo um compromisso com um sistema humano,
eles não estavam fazendo um compromisso com o governo ou com algum tipo de grupo religioso, eles estavam fazendo um compromisso com Deus, porque houve toda uma preparação, leitura da palavra, arrependimento,
sentindo que Deus queria ter uma conscientização maior do que Deus realmente quer, o que que Deus procura, então essa preparação e essa oração coletiva preparou o caminho para que eles pudessem fazer uma aliança,
nem era uma coisa liberal, sem compromisso nenhum, mas muitas vezes hoje as pessoas tentam impor algum tipo de compromisso, mas sem a preparação do coração, sem ter realmente uma coisa voluntária,
como um casamento arranjado, você faz, os dois se casam, mas não houve nenhum sentimento, não houve nenhuma preparação, não houve uma espontaneidade interior, um desejo interior de dizer eu amo, eu quero, eu estou decidido, eu amo de verdade, eu quero ficar junto,
como Jesus que andou três anos com os discípulos e falou assim agora vocês não são mais servos, vocês são amigos, porque vocês me amam de verdade, então esse é o compromisso, essa é a aliança que Deus deseja,
eu vou ler um texto em segundo Samuel 7, naquela oração quando Davi se dispôs a fazer a casa para Deus e Deus fez uma aliança com ele, tem um versículo aqui que veio à minha memória e que eu acho que tem vários textos na Bíblia,
quando Deus fala assim, então vocês serão meu povo e eu serei o seu Deus, isso é a expressão de casamento, isso é quando o casal fala, então naquele dia eu vou ser seu e você vai ser minha, então é uma doação mútua,
quando Deus fala vocês serão meu povo e eu serei o seu Deus, então é uma entrega, é uma doação mútua, é algo que os dois se comprometem, Davi e Jonatas, nós estamos dispostos a dar vida um pelo outro,
então nessa oração de Davi, lembra a história de segundo Samuel 7, que Davi falou que queria fazer uma casa para Deus e Deus mandou uma mensagem para ele pelo profeta e falou você não vai fazer a casa, mas eu estou fazendo uma aliança com você, com seus descendentes,
e Davi ficou muito comovido e ele fala no versículo 22, segundo Samuel 7, 22, portanto essa é a oração de gratidão, essa é a oração de aceitação, porque Deus mandou o profeta Natan falar com Davi,
Davi eu estou fazendo uma aliança com você, estou fazendo uma promessa para você e tem que ter uma aceitação, é como quando o anjo chegou para a marifa, você vai ser a mãe do filho de Deus e ela aceitou, ela tinha que aceitar,
ela falou assim, seja feito comigo conforme a tua palavra, ela aceitou, então Davi aqui está aceitando e ele fala, portanto grandioso és o Senhor Deus porque não há semelhante a ti, não há outro Deus além de ti segundo tudo que temos ouvido com nossos ouvidos,
agora é só rapidamente eu queria que você pensasse bem aqui porque Davi é rei de Israel, do povo de Israel, mas o que está acontecendo aqui é entre ele e Deus, porque ele falou assim, Deus eu quero fazer uma casa para o Senhor,
e Deus falou assim, não, você não vai fazer a casa seu filho que vai fazer, mas eu estou fazendo uma aliança perpétua, estou fazendo uma aliança que você e seus filhos vão sentar no trono, então Davi podia ter ficado todo assim,
poxa que bom né, eu vou ter uma linhagem e meus filhos vão sempre ser reis, podia ser assim uma coisa minha dele né, com Deus, mas ele fala, olha aqui versículo 23, quem há como teu povo, Davi é o homem segundo o coração de Deus,
porque ele não está tão preocupado com o que vai ser dele e os descendentes dele, ele enxerga além, é isso que Deus está querendo de nós,
restauração não é restauração para mim, nem é uma coisa assim para meu grupinho, ou para minha igreja, ou para minha geração, o propósito de Deus é muito grande, por isso que a oração ela se conecta com outras gerações no passado e com o propósito de Deus no futuro,
então Deus está procurando pessoas que tenham essa consciência o que é restauração, para que a restauração, e Davi entendeu isso porque ele falou assim, quem há como teu povo, ele não está dizendo que o povo é maravilhoso,
ele só está dizendo, quem há como teu povo, como Israel, gente única na terra, não porque nós somos bons, a quem tu, ouça bem essas palavras,
a quem tu, ó Deus, foste resgatar para ser teu povo, Deus foi atrás do povo de Israel, Deus foi atrás de nós por meio de Jesus Cristo,
Deus deseja formar um povo não porque ele quer um povo único, exclusivo e ponto final, porque ele quer um povo com quem ele possa trabalhar junto para expandir o seu reino, para alcançar todos os povos,
então ele fala assim, quem há como teu povo, gente única na terra, quem tu, ó Deus, fosse resgatar para ser teu povo, isso é aliança, Davi está enxergando que o que Deus quer é um povo,
não é só ter uma linhagem real, não é porque maravilhoso, porque o senhor me escolheu para que meus filhos estejam sempre no trono, Davi entende que Deus está procurando um povo,
a única razão de ter Davi como rei é para participar desse propósito de formar um povo, então o que Deus quer com minha vida, com a sua, com o grupo nas casas, com a igreja, com a congregação, com a igreja em todo o Brasil e no mundo,
com a nação de Israel, a única coisa que Deus quer é essa aliança, ele quer encontrar um povo, uma coletividade, porque é nisso que ele vai habitar, é isso que vai ser, a gente nem enxerga direito o que Deus vai fazer,
mas isso vai ser a chave para trazer o reino de Deus sobre toda a terra e em todo o universo, é muito grande isso e Davi está atônito diante de Deus porque ele consegue enxergar,
o senhor foi atrás de nós para resgatar para esse povo, para ser teu povo e fazer a ti mesmo nome e fazer teu povo, fazer teu povo essas grandes e terríveis coisas para a tua terra,
diante do teu povo que tu resgataste do Egito, desterrando as nações e a seus deuses, estabeleceste a teu povo Israel por teu povo para sempre e tu, oh senhor, te fizeste o seu Deus.
Então aqui ele está colocando essa visão de Deus querendo um povo na terra para que ele pudesse reinar e a visão de Davi foi muito grande, mas ele não enxergou todas as coisas,
cada um foi enxergando um pouco ao longo do tempo e nós ainda estamos buscando um entendimento maior do que significa restaurar, do que significa fazer uma aliança com Deus.
Então vamos para Nehemiah agora, capítulo 10, nós só vamos dar uma introdução aqui, mas em geral o ponto mais importante de Nehemiah 10 não é tanto o que eles colocaram,
os pontos que eles colocaram aqui, claro que são importantes também, mas o importante é entender que o que Deus queria era aliança.
Então veja bem, no último versículo do capítulo 9 ele fala "nós escrevemos uma aliança e selaram", nessa aliança colocaram o nome, o selo, "nossos príncipes", são os líderes civis,
"nossos levitas", os levitas eram importantes, e "nossos sacerdotes", e aí o capítulo 10 começa dando os nomes de quem selou, nós não vamos ler esses nomes,
mas os que selaram, quem foi o primeiro a selar a aliança foi Nehemiah, Nehemiah o governador, agora a grande ausência aqui você não vai encontrar o nome de Esdras,
Nehemiah o governador, filho de Akaliah e Zedekiah, é bem possível que Zedekiah também fosse um tipo assim de auxiliar no governo,
mas a partir do versículo 2 até 8 são nomes de sacerdotes, e geralmente eles não colocavam o nome de todos os sacerdotes, eles colocavam o nome do chefe de uma casa,
eram como pequenas tribos dentro das tribos, eram casas de sacerdócio ou outras casas depois, levitas e do povo, então eles não colocavam todos os nomes,
então o nome, e isso para mim mais uma vez é uma coisa impressionante, porque Esdras ele tinha essa missão, ele foi fundamental, mas ele não colocou o nome dele na oração de Nehemiah 9,
e o nome dele não aparece nessa lista aqui, provavelmente porque talvez até esse primeiro nome no versículo 2, Seraias, talvez fosse tipo assim o nome principal da casa dele,
não temos como provar isso, mas é possível, mas não aparece o nome dele, então tem nomes de sacerdotes, depois tem nome de levitas no versículo 9,
e depois tem nomes de chefes do povo a partir do versículo 14, mas eu queria colocar agora no versículo 28, o resto do povo, os sacerdotes, os levitas, os porteiros,
olha como as subdivisões dentro do povo eram mais essas divisões daqueles que serviam na casa de Deus, as classificações mais importantes do povo ali,
e olha aqui porque tem essas três classes, tem o 4, se você considerar Nehemiah, o governador, e os sedequias, talvez ajudante, aí tem os sacerdotes, os levitas e os chefes,
então tem três classes de lideranças que assinaram a aliança, mas aí no versículo 28 fala assim, o resto do povo, mas quem que é o resto do povo?
Outros sacerdotes, levitas, porteiros, cantores e servidores do templo, então mesmo no meio do povo mais em geral, as classificações principais eram daqueles que serviam na casa de Deus,
porque o mais importante, isso provavelmente era a perspectiva do próprio Estras, que provavelmente compilou esses documentos, escreveu essas coisas aqui,
para ele o mais, o ponto central do povo de Deus era como servir, como atender a casa de Deus, então aí fala assim, fala sobre esses nomes,
os sacerdotes, levitas, porteiros, cantores e servidores do templo, e todos, agora entra assim pessoas que não eram diretamente ligadas a serviço na casa de Deus,
todos os que tinham, os que se tinham separado dos povos de outras terras, então quem estava fazendo aliança com Deus?
As pessoas que realmente estavam dispostos a se separar, a viver em aliança com Deus, então isso aqui é tudo importante,
antes de nós vamos fazer uma leitura rápida, uma discriminação rápida assim dos itens da aliança, mas o ponto importante aqui é que quem estava fazendo aliança?
Não era assim, todo mundo tem que assinar, não, eram as pessoas que tinham sido tocadas por Deus, as pessoas que estavam preparadas,
estavam fazendo alguma coisa de coração, e se estavam fazendo uma coisa de coração, eles também estavam se separando dessa mistura,
não que não pudessem ter amizades, não pudessem ter relacionamentos, mas eles não queriam ser influenciados, casamentos,
ou outros tipos de relacionamentos que fossem puxá-los para longe de Deus, esse é o grande problema de separação da igreja do mundo.
Como que você pode se separar, ir para um lugar distante, viver como se fosse viver num mosteiro, num convento, sem contato com o mundo,
mas isso não é o que Deus quer, Ele quer que a gente esteja no meio dando testemunho, mas para poder dar testemunho você tem que ter uma formação,
uma aliança com Deus que distingue você, que separa você dos costumes e dos cultos e das coisas que outras pessoas fazem,
então você pode ser amigo, você pode conviver, você pode abençoar, você pode se misturar como Jesus fazia, mas sem se contaminar,
sem ser influenciado pelas coisas que as outras nações faziam, então todos os que se tinham separado dos povos das outras terras para a lei de Deus,
suas mulheres, seus filhos e suas filhas, então as pessoas que tomavam uma posição ao lado de Deus, era uma posição tomada de família,
as pessoas se separavam, eles, suas mulheres, seus filhos e suas filhas, todos os que tinham capacidade para entender,
ou seja, a partir da idade que tinha alguma capacidade de entendimento, eles deveriam fazer parte desta aliança.
Firmemente, versículo 29, firmemente aderiram a seus irmãos, então alguns assinaram, mas os outros, esse outro grupo, se aderiu firmemente a seus irmãos, os nobres, e convieram num juramento,
então tinha um documento escrito, assinado por lideranças, mas o resto do povo estava aderindo e eles fizeram essa manifestação, fizeram essa cerimônia,
fazendo um juramento sob pena de maldição, então isso era muito comum quando Davi e Jonas, por exemplo, se prometeram fidelidade um a outro e que permanecesse até depois que um deles morresse,
eles fizeram assim, me faça Deus, Deus me julgue severamente se eu não for fiel a essa aliança, quem faz os votos de casamento, de permanecer fiel um a outro,
hoje não tem essas maldições, a gente promete enquanto a morte, até que a morte nos separe, mas a gente não usa essa prática de dizer assim, olha, tem uma maldição que vai cair sobre mim se eu não for fiel a essa promessa, eles fizeram isso.
E qual era o juramento? O juramento era que andariam na lei de Deus, a qual foi dada por intermédio de Moisés, servo de Deus, e de que guardariam e cumpririam todos os mandamentos do Senhor, nosso Senhor,
os seus juízos e os seus estatutos, então inicialmente a ideia era que eles estavam fazendo um firme compromisso de estar ao lado de Deus e de estar ao lado de todos os requisitos, de todas as instruções, de todas as coisas que Deus ordenou na sua lei.
Então basicamente eles não estavam criando um novo termo de aliança, eles criaram, eles criaram uma declaração separada, mas eles tinham como base a Torah, a lei de Deus, mas eles escreveram alguns aspectos importantes,
que seriam os pontos mais relevantes para eles naquela época, então agora a seguir eu vou rapidamente passar pelos pontos que eles colocaram nesse compromisso,
mas entendendo que o compromisso, o que eles estavam fazendo era, assim dizer, nós estamos do lado de Deus, nós queremos entrar nessa aliança com Deus, nós queremos estar junto com Ele e é de andar,
tem algumas traduções que falam assim no versículo 29 de seguir, era como o Esdras, o que que Esdras fez quando apresenta o personagem de Esdras no livro dele, capítulo 7,
fala que Esdras era uma pessoa que estudava e procurava praticar e procurava ensinar, então a gente precisa buscar, a gente quer saber, se você ama alguém você não quer saber quais são os gostos,
quais são, o que que você pode fazer para agradar, no caso de Deus não é só um gosto peculiar ou particular dele, mas ele é a pessoa que traz tudo que é bom, tudo que é certo,
tudo que devemos fazer para viver uma vida não só que agrade a Ele, mas que manifeste a perfeição, que manifeste o que é certo, então quando nós olhamos para um compromisso,
para uma aliança, como umas regras, você vai numa igreja e tem que cumprir tais regras, as pessoas às vezes não querem contribuir financeiramente, ou não querem muitos compromissos de reuniões, ou não querem obedecer certas normas,
porque aquilo realmente às vezes nem sempre é o que Deus está querendo, pode acontecer isso, mas quando você olha para uma aliança, para um compromisso como obrigações, não vai durar muito tempo,
aquilo ninguém consegue manter aquilo por muito tempo, porque aquilo começa a ser uma obrigação exterior, só peso, e além do mais nós temos uma natureza caída que quer independência, que quer prazer próprio,
que quer fazer o que a gente bem entende, mas o que eu quero dizer é que o fundamento dessa aliança é que eles queriam andar, eles queriam conhecer os caminhos de Deus,
e eles queriam guardar aquilo que Deus queria para eles, porque é bom, na oração, vamos só lembrar o que ele fala em Nêmias 9, na oração, fala Nêmias 9, versículo 13, fala no meio do versículo,
"Destres e juízos retos, leis verdadeiras, estatutos e mandamentos bons", e aquilo que ele deu traz vida, é aquilo que vai trazer resultados bons, dá bons frutos,
porque Deus sabe se você não cuidar do seu carro, se você não cuidar de um equipamento, se você não limpar, se você não fizer o que é certo com o seu computador, ele não vai funcionar, ele vai parar de funcionar,
então Deus, ele tem o manual do fabricante, ele sabe o que é bom, então era nesse sentido que eles estavam fazendo um compromisso de estar com Deus, de estar em aliança com Ele,
e aí eles colocaram alguns princípios, hoje só vou dar uma passada rápida para a gente ver os pontos, versículo 30, esse ponto de mistura tinha já sido tratado,
quando Esdras veio, alguns anos antes, "Não daríamos as nossas filhas aos povos da terra, nem tomaríamos as filhas deles para os nossos filhos, casamentos mistos, porque isso ia nos afastar de Deus", isso foi o primeiro ponto que eles colocaram.
Depois no versículo 31 eles falam do sábado, que eles iam guardar o sábado, e olha como eles tinham, eles tinham convivência com outros povos, os outros povos traziam coisas no dia de sábado para vender, eles tinham relações comerciais, eles vendiam, compravam,
então Deus não está falando para se separar disso, mas Ele falou assim, "Nós não vamos fazer comércio, nós não vamos comprar nada no sábado, então nós vamos guardar, não vamos separar esse dia para o Senhor".
E no final do versículo 31 também fala a respeito do sétimo ano, e isso era uma coisa difícil para eles, que eles não iam plantar no sétimo ano, porque no sétimo dia não se trabalhava, não comprava, não vendia,
você parava com as suas, você abria um espaço para Deus e um espaço de descanso para quem tinha que trabalhar, mas no sétimo ano eles não plantariam, isso tinha que ter muita dependência, muita confiança em Deus,
como é que eles vão sobreviver um sétimo ano sem plantar, sem colher, e era para deixar a terra produzir para os pobres, e também eles iam abrir mão de cobrar dívidas,
então esse era o sistema da economia de Deus, em que Deus prometia abençoar se eles fizessem essas coisas, e isso é algo assim, hoje é muito ensinado sobre o dismo, você dá 10% e Deus vai te abençoar,
gente, o povo naquela época, eles também não guardavam, dificilmente eles seguiam essas normas, mas o princípio de Deus era tirar o sétimo dia, tirar o sétimo ano,
e aqui ele nem está falando sobre o ano do jubileu, o quinquagésimo ano, mas eles não cobrariam dívidas, todas as dívidas expirariam no sétimo ano,
então, versículo 32, esse aqui não tinha na lei, essa aqui é uma coisa que eles estavam implantando aqui, agora, eles iam dar um terço de um ciclo por ano para o serviço da casa de Deus, então eles estavam, olha aqui, isso não era dismo,
eles tinham essas coisas do sétimo ano, de perdoar dívidas, que vai muito além de um dismo, e o resto dos compromissos aqui, tudo tem a ver com a casa de Deus, a preocupação com a casa de Deus,
e hoje, quando nós falamos de casa de Deus na igreja, geralmente nós falamos de um prédio, de gastar dinheiro para reformas, para construção, para adquirir, para aluguel, para melhorias, para coisas assim, não, a casa de Deus para eles era dinheiro para todos aqueles que tinham que servir na casa,
eram todos os sacrifícios, todas as coisas que tinham que ter manutenção, então eles colocaram um terço de ciclo por ano, não sei se isso era difícil, não era difícil para eles pagarem, mas era um terço de um ciclo,
e aí falam no versículo 33 para que era usado esse dinheiro, para os pães da proposição, para o holocausto, para as coisas sagradas, etc. No versículo 34, eles lançaram sorte, isso também não está na lei de Moisés,
que eles faziam um sorteio, quem daria lenha para queimar os sacrifícios, então eles fizeram sacerdotes, levidos, e o povo, eles foram lançando sorte para ver quem daria, de tempos em tempos, a lenha necessária para queimar no altar de Deus.
Versículo 35, eles assumiram a responsabilidade de trazer de ano em ano as primícias, não é o dízimo, não é o dízimo, a lenha não era o dízimo, o terço de ciclo não era o dízimo, as primícias, as primícias é o primeiro animal, a primeira cria de cada animal,
você tem um rebanho, então o bezerrinho, o bezerrinho se torna uma vaca, e aí a primeira cria é dada para Deus, a primeira cria é de uma ovelha, de uma cabra, assim por diante.
As primícias também das colhetas, as primícias de todas as árvores frutíferas, como está escrito na lei, traremos os primogênitos do gado, os primogênitos das manadas, a casa do nosso Deus.
Versículo 37, traremos as câmaras, as primícias da nossa massa, as nossas ofertas, e traremos o dízimo, então além das primícias tinha o dízimo da nossa terra.
Também os dízimos em todas as cidades onde trabalhamos, aí tinha a supervisão de um filho de arão, e tinha o sistema assim de que em todos os lugares, todas as cidades, eles davam os dízimos aos levitas, porque os levitas não tinha outra fonte de sustento, e os levitas davam o dízimo dos dízimos para os sacerdotes.
E ele termina no versículo 39 dizendo "não negligenciaremos a casa do nosso Deus".
Então basicamente, eles estavam se comprometendo com toda a palavra de Deus, com toda a lei, com toda a aliança que Deus tinha feito na época de Moisés, mas eles colocaram alguns pontos principais aqui que tinha a ver com o tempo que eles estavam vivendo,
a casa de Deus, a reconstrução da casa tinha acontecido muito tempo antes, mas a casa não estava funcionando bem, porque não tinha esses recursos, não estava organizado o sistema que poderia liberar as pessoas para servir na casa de Deus.
Então essa foi a aliança que eles fizeram com Deus e representou então esse ponto culminante de todo esse processo de restauração.
Vamos orar e vamos pedir que o senhor possa aplicar essas coisas no nosso tempo, como seria maravilhoso ter uma verdadeira restauração.
Senhor, nós olhamos para isso, nosso coração se enche de alegria por ver como o senhor fez essa obra de restauração naquela época.
E nós queremos também que hoje o senhor restaure as nossas vidas, que o senhor restaure a tua obra, que o senhor restaure a visão de quem o senhor é e pedimos a Deus que o teu mover possa estar presente nos nossos dias, é o nosso desejo em nome de Jesus, amém.
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