A restauração que Deus efetivou no tempo de Zorobabel, Esdras e Neemias não trouxe de volta tudo aquilo que o povo de Deus havia perdido desde os dias de Davi e Salomão. Muito pelo contrário, era muito notório para todos o quanto continuaram distantes daquele patamar. Mesmo assim, a dedicação dos muros e da cidade de Jerusalém, a dedicação de tudo o que havia sido restaurado foi um momento de grande alegria. A alegria que tiveram naquele momento não era uma alegria de ter alcançado tudo que tinham perdido, mas a alegria de viver um nível significativo de restauração e a alegria de poderem anunciar a restauração plena e total com a vinda do grande Rei!
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Transcrição
Estamos em Nehamias, capítulo 12. Na última aula nós falamos sobre o assunto principal do capítulo 12, que é a dedicação dos muros de Jerusalém.
Até mesmo quando você lê a sequência do livro de Nehamias, a reconstrução dos muros acabou no capítulo 6.
E aí acontecem várias outras coisas, não passou muito tempo, mas é só aqui no capítulo 12, depois de várias outras coisas, que vai falar sobre a dedicação.
E até pode parecer que algumas pessoas até acham que está fora de sequência cronológica, que foi colocada aqui fora da sequência.
Ou então até como meio que um epílogo, um adendo, uma coisa assim, não tão importante.
Mas na verdade a dedicação dos muros, como nós falamos na última aula, foi a dedicação da cidade de Jerusalém, porque os muros representam toda a cidade de Jerusalém.
E era como também fala que eles ficaram na frente da casa do Senhor ali, que o templo tinha sido reconstruído 90 anos antes, quase 100 anos antes.
Já tinha sido dedicado o templo, o livro de Esdras, mas essa dedicação dos muros e essa cerimônia toda tem a ver com a dedicação, com a entrega, com a inauguração
de tudo que foi feito desde o início do livro de Esdras, ou seja, desde o início do tempo de restauração.
Então é muito significativo, não é só a dedicação de uma obra isolada dos muros, mas era algo que representava a consumação, a finalização de tudo que estava acontecendo em todo esse processo de mais ou menos 100 anos de restauração.
E nós falamos sobre isso, falamos sobre a cerimônia, falamos sobre o que aconteceu, o que é descrito aqui na última aula, e eu estava até pronto para seguir adiante,
para terminar o capítulo 12 e entrar no último capítulo Nehemiah, que é o capítulo 13, mas eu parei de novo no versículo 43, Nehemiah 12, 43.
Esse versículo fala de alegria, na minha versão aqui fala acho que cinco vezes, no mesmo dia, ofereceram grandes sacrifícios e se alegraram, pois Deus os alegrara com grande alegria.
Também as mulheres e os meninos se alegraram, de modo que a alegria de Jerusalém se ouviu até de longe, então tem alguma coisa importante aqui sobre a alegria para falar cinco vezes no mesmo versículo sobre alegria.
Nós mencionamos isso na última aula, falamos até que isso fez parte, mas eu senti que a gente deveria, tinha alguma coisa que não exploramos direito e que poderia ter um significado maior.
Então vamos orar, vamos pedir que o senhor nos ajude a entender o que ele quer mostrar através dessa cerimônia que termina com essa demonstração especial de alegria.
Nós pedimos esse tempo a ti, entregamos ao Deus mais uma vez o nosso coração, nossas mentes, nossos entendimentos e pedimos que o senhor venha iluminar, porque a tua palavra está aqui para quem quiser ler,
mas o senhor tem tantas coisas escondidas, tantos significados para nosso tempo de hoje, as coisas que o senhor quer trazer à luz, as coisas que o senhor quer demonstrar.
Nós pedimos que o senhor revele com clareza e faça com que possamos entender os teus propósitos de restauração nos dias de hoje, pedimos isso e agradecemos em nome de Jesus.
Então antes de falar um pouco mais sobre o porquê dessa alegria ou até mesmo a dificuldade de ter alegria, porque eles estavam no final de um trabalho de restauração,
mas eu queria fazer um balanço da restauração que aconteceu nesses 90, 100 anos e lembrar um aspecto muito importante que é uma coisa que sobressai desde o início do processo de restauração.
Eu fiz um pequeno diagrama aqui para ilustrar, inclusive às vezes eu faço esse diagrama mostrando toda a história do povo de Deus, todo o plano de Deus, o plano de Deus se você voltar atrás com Adão e Eva e o pecado e o dilúvio e Abraão, Isaac, Jacó e o Egito,
e entrando até a Prometidas, vai seguindo a história do povo de Deus, você pode fazer um diagrama com vários altos e baixos, seguindo mais ou menos esse padrão aqui, alguns altos mais altos, alguns baixos mais baixos,
mas é um ciclo, a história não é feita numa reta ascendente e nem descendente, não é uma reta, é cheia de altos e baixos, então se nós pensarmos em restauração, restauração é voltar aquilo que tinha perdido,
restauração, por exemplo no livro do profeta Joel, ele fala que Deus enviou um grande exército de gafanhotos e de outras criaturas que foram consumindo tudo que o povo tinha, as lavouras, todo o sustento agrícola que eles tinham,
Deus permitiu que esse exército consumisse tudo, então era o juízo, era a disciplina, era perder muita coisa, e depois no segundo capítulo quando ele fala que ele vai derramar o Espírito Santo,
que ele vai voltar, se houvesse arrependimento, ele voltaria, ele daria novamente, então ele fala de restauração e ele fala que naquele tempo de restauração, ele vai restaurar tudo que eles haviam perdido, tudo que os gafanhotos comeram,
e aí ele fala de vários insetos, de várias pragas que vieram na sequência, vários tipos de gafanhotos que foram consumindo tudo, e ele fala que ele vai restaurar, então a ideia de restauração é isso,
por causa de nos afastarmos de Deus, por causa de quebrarmos a sua aliança, por causa de apostasia, de abandono, então não só uma pessoa individual, mas principalmente falando da coletividade da nação de Israel,
nós podemos aplicar a igreja também, vem avivamentos e depois vai perdendo tudo, então existe esse processo de declínio e existe o processo de restauração,
e a restauração, o anseio, por exemplo, hoje, quando nós oramos por avivamento, quando nós desejamos, algumas pessoas não entendem dessa forma, mas nós temos entendido que a Bíblia fala de uma igreja gloriosa,
de uma noiva preparada para receber Jesus, então nós não esperamos só que Jesus venha a qualquer momento, nós esperamos que a noiva se apronte,
até no livro de Apocalipse, quando fala das bodos do Cordeiro, fala que a noiva estava ataviada, estava preparada, isso não dá a ideia de uma coisa instantânea, de repente Jesus volta e só de ver Jesus todo mundo fica santo de uma vez,
parece que realmente há um processo de que haverá, que está havendo um processo de preparação, então quando nós oramos, hoje muitas pessoas oram, muitas pessoas buscam um avivamento,
muitas pessoas buscam que volte a ter poder na igreja, que volte a ter santidade, que volte a ter grande mover de Deus para converter as pessoas, então quando nós oramos por avivamento, nós oramos por restauração,
nós temos várias referências, temos referências de avivamentos na história da igreja e nós temos a referência principal que é a igreja no livro de Atos,
então quando eu aprendi desde pequeno com meus pais que o livro de Atos representava um padrão maravilhoso de todo mundo ter tudo em comum, não só de milagres, não só de conversões, mas de ter uma vida, uma vida diferente,
uma igreja que realmente manifestasse o amor de Deus, que tivesse uma vivência diferente, então quando nós oramos por avivamento e quando nós oramos por restauração, nós pensamos sempre nesse tipo de restauração para aquilo que foi perdido,
e às vezes vem um avivamento que traz um pouquinho, alguma coisa da presença de Deus, a gente fica muito feliz com aquilo, mas nós desejamos algo maior, nós desejamos uma restauração maior,
então o que eu queria meditar, eu nem tenho a resposta exatamente para dizer que tipo de tempo nós estamos vivendo, que que esse tempo de restauração começou com Zorobabel,
a gente pode falar assim de o tempo de Zorobabel, que é no início do livro de Esdras, depois veio Esdras, mas poucos anos depois veio Neemias, então na verdade nós temos duas, podemos dividir em duas, às vezes a gente fala em três,
mas a gente pode dividir em duas etapas de restauração, a etapa inicial, primeiro grupo que voltou da Babilônia e reconstruiu o templo, e a segunda etapa que veio Esdras, 12 anos depois veio Neemias, reconstruiu o muro,
e eles tiveram todas essas coisas que já estudamos no livro de Neemias, que era voltar à lei de Deus, voltar à leitura da palavra, o arrependimento, renovação da aliança,
restauração da ordem de Moisés, mas também de Davi, dos sacerdotes, dos músicos, então a gente viu que tem tudo isso na restauração, mas quando o ponto que eu quero chamar atenção com esse diagrama e com esses itens é o seguinte,
quando os profetas, Isaías foi bem antes do cativeiro na Babilônia, mas aí tem Jeremias, tem Ezequiel e tem vários profetas menores como Ozeias, como Sofonias, como Abacuc,
tem vários profetas que eles falavam do que Deus ia fazer ou estava fazendo, Ezequiel já estava no cativeiro, mas eles falavam a respeito do declínio, então vamos olhar aqui,
antes disso aqui, os patriarcas, o tempo no Egito, mas aí quando saíram do Egito e entraram na terra prometida, ainda tinha muita coisa errada, então essa subida, eles estão subindo o monte,
na verdade aqui não era restauração, é restauração se pensar no jardim do Éden que eles perderam muito tempo antes, mas como povo de Deus, desde Abrão, Isaac e Jacó, eles estavam implantando um modelo,
uma aliança com Deus, era a primeira vez que estava acontecendo isso de uma forma coletiva, corporativa, então o auge, o pico da montanha dessa época foram os reinados de Davi e seu filho Salomão,
primeira parte do reinado de Salomão, então nessa época Deus deu a eles muitas vitórias, eles conquistaram as nações em volta, tiveram riquezas, tiveram prosperidade e tiveram a casa de Deus,
o tabernáculo até então estava até dividido, a arca num lugar, o resto do tabernáculo em outro, Davi trouxe a arca de volta para Jerusalém e recebeu a visão de construir uma casa, Salomão fez a casa,
então essa época de Davi e Salomão nos profetas sempre quando fala assim, olha, vocês estão me abandonando, eu vou mandar vocês para o exílio, que era o último grau de disciplina, de juízo sobre uma nação que abandonou seu Deus,
foi o cativeiro, foi sair da terra, foi perder Jerusalém, perder a casa de Deus, perder a herança, então os profetas falavam, muitos profetas falavam, vai acontecer isso, vocês não estão me ouvindo, vai acontecer, vai acontecer,
mas os mesmos profetas falavam, um dia eu vou restaurar vocês, esse é o ponto que eu quero chamar a atenção, eu vou restaurar vocês e não sempre, mas várias vezes eles falavam de restauração em termos de Davi,
eu vou restaurar um rei como Davi, eu vou restaurar a casa, eu vou restaurar a minha glória, eu vou restaurar o tempo que vocês tiveram maravilhoso, então a referência, o ponto de restauração para o povo nessa época,
para os profetas que falavam com eles, era vamos voltar ao tempo de Davi, Davi e na sequência Salomão, Salomão porque foi Salomão que fez o templo, houve uma inauguração, houve a glória de Deus,
tinha paz, tinha a sabedoria, todas as nações em volta sabiam que Salomão era muito sábio e tudo mais, então essa época ficou na história, ficou na memória, ficou nas profecias,
o que eu quero dizer é quando eles voltaram da Babilônia, nós não temos assim uma clareza exatamente o que eles pensavam, mas nós sabemos que quando eles voltaram, os exilados voltaram da Babilônia,
era um grupo pequeno, então eu coloquei aqui vários itens que mostram que a restauração que está terminando aqui, nós estamos no capítulo 12, esse versículo que me chamou a atenção e que eu quero focar daqui a pouquinho, esse versículo sobre alegria,
esse ponto representa o final dessa etapa de restauração, então vamos ver aqui que tipo de restauração houve, como que foi essa restauração, foi a restauração que levou o povo, que levou a nação de Israel de volta ao tempo de Davi e Salomão?
Claro que não, então vamos ver, isso vem desde o início do livro de Esas, o que demonstrava que era uma restauração, até se a gente quiser usar, uma restauração pobre, uma restauração parcial, uma restauração incompleta,
uma restauração muito modesta, era o plano de Deus, era até ali que Deus concedeu, então foi maravilhoso, mas se nós olharmos para essa esperança de restauração, como no tempo de Davi e Salomão, nós vamos ver que ficou muito aquém.
Então quais são alguns aspectos que nos mostram que a restauração foi incompleta? Primeiro, o remanescente, o grupo de pessoas que voltou da Babilônia, era um grupo muito pequeno, então era um remanescente pequeno, lembra que tinha 12 tribos,
10 tinham ido para o cativeiro 130 anos antes, as 10 tribos foram para a Síria, a gente nem teve um retorno daquelas 10 tribos, aí foram no tempo de Jeremias, Daniel, Ezequiel, que foram para o cativeiro,
naquele tempo foram basicamente 3 tribos, porque Levi não era contado como uma das 12 tribos, então quem foi para o cativeiro? Tinha gente remanescente de outras tribos, mas principalmente quem foi para o cativeiro da Babilônia?
Judá, Benjamim e os levitas, levitas e sacerdotes, que faziam parte da mesma tribo, como Levi não era contado como um dos, ele não tinha uma herança, então José, um dos 12 filhos de Jacó, recebeu 2 porções, os 2 filhos dele, Efraim e Manacés,
então completou 12 tribos sem Levi, Levi ele não tinha uma herança, mas ele era uma tribo muito importante, e só uma curiosidade, do judeus hoje, que conseguem descobrir que eu tenho uma descendência lá de trás,
a maioria, pelo menos que eu tenho tomado conhecimento, eles descobrem que são da tribo de Levi, não que todos os judeus sejam, mas os judeus que conseguem, até pelo nome Coen, que era o nome dos sacerdotes,
então quem tem o sobrenome Coen já é um forte indício que eles eram daquela tribo, enfim, os levitas aqui nessa restauração, eles que são importantes, eles que tiveram um destaque importante,
então era um grupo pequeno, isso já mostra que essa restauração não foi grande, não foi completa, não foi Deus restaurando como no tempo de Davi, vamos ver o que mais,
o templo, já mencionamos isso, isso é um fato muito importante, no livro de Esdras, capítulo 3, fala que eles lançaram os alicerces, foi quando eles chegaram na Babilônia,
e logo em seguida começaram a trabalhar no templo, e eles lançaram os alicerces, e quando eles terminaram de lançar os alicerces, eles fizeram uma festa,
e nessa festa eles tiveram alegria, porque estavam restaurando os alicerces, era um momento super importante, mas eles tiveram tristeza,
eu nunca entendi muito exatamente como que eles entenderam isso só pelos alicerces, porque não tinha construído nada ainda, mas os mais idosos que lembravam do templo de Salomão,
que eram vivos ainda e que tinham visto talvez como garotos o templo de Salomão, eles choraram, porque eles perceberam que o que iam construir não chegava aos pés do templo de Salomão,
e aí fala assim que houve um grande som, que o pessoal ouviu de longe, e fala assim que eles não conseguiram distinguir entre o som de alegria e o som de choro,
tinha gente celebrando com música, com alegria, nós estamos reconstruindo a casa de Deus, que coisa maravilhosa, mas tinha gente chorando,
porque percebiam que o que ia ser feito ali ia ser muito menor, talvez não menor em tamanho, porque a planta do templo eles não podiam mudar,
mas o templo de Salomão e depois o templo de Herodes, que ele foi aumentar depois dessa época, perto da época de Jesus, eles fizeram muita coisa, muitos anexos, muitos cômodos em volta do templo,
o complexo do templo era muito grande, tinha muita coisa e eles estavam reconstruindo, eles não tinham recursos, eram pobres, eram poucos e eles estavam fazendo algo que seria muito inferior,
então o templo seria muito menos do que no templo de Salomão, isso é uma das coisas que mais marca os livros de Essas e Nehemias, aquele momento ele é muito simbólico, ele é muito icônico em relação ao simbolismo da época,
estava havendo uma restauração, mas essa restauração era muito pequena, então outra coisa, quando Nabucodonosor chegou e destruiu o templo no início do cativeiro, ele destruiu a arca,
tem até aqueles filmes que falam "não, não destruiu a arca, a arca ficou escondida, a arca está na Etiópia, a arca não sei está onde", mas ninguém sabe, ninguém achou a arca e ninguém fez a arca novamente,
o templo que foi feito na restauração foi um templo sem arca, não tinha mais arca, nunca mais teve arca, isso é muito simbólico, muito importante, porque a arca era aliança e era onde Deus vinha para falar com as pessoas,
outro ponto é que eles, como eles eram poucos e tinham ficado bastante tempo fora da terra, então tinham outros povos vivendo ali, é o que aconteceu nos tempos modernos,
quando os judeus começaram a voltar para a terra de Israel no início do século 20, tinha gente morando lá, tinha árabes, hoje eles assumiram o nome de palestinos,
naquele tempo eles não tinham esse nome palestino, mas eram árabes que viviam, então é muito semelhante esse período aqui, que quando Josué entrou na terra,
o povo entrou na terra pela primeira vez, Deus deu a Josué a ordem, a liberdade, o mandato de expulsar os outros povos, eles não fizeram tudo de uma vez,
mas eles foram deslocando os outros povos, porque o cálice da ira de Deus estava cheio, os povos estavam cometendo muitas abominações,
matando crianças, fazendo orgias, tantas coisas ruins, então Deus mandou expulsar aquelas nações de lá, no tempo agora Deus não falou,
vocês podem voltar, nem o rei disse, na verdade eles não tinham autonomia, então, nós vamos falar isso na próxima, sem rei, eles não tinham um governo autônomo,
então eles estavam debaixo do império persa, então eles não tiveram nem de Deus e nem das autoridades da Pérsia a ordem, o direito de chegar e expulsar os povos de lá,
nós estamos enfrentando isso nos dias de hoje, que falam sobre expulsar os palestinos de lá, mas é uma coisa que envolve muita coisa, e a grande pergunta é assim,
isso é Deus, Deus está dando esse direito, muitas pessoas falam, nós sabemos, eu creio totalmente nas promessas que Deus deu a Abraão,
que ela até pertence aos descendentes de Abraão, mas nessa época de Zorobabel, de Esdras, Nehemias, Deus não falou com eles, vocês podem expulsar essas pessoas de lá,
a grande questão eram os casamentos mistos, eles tinham que morar junto e não se misturar, não perder a sua identidade,
Deus se preocupava não tanto com a identidade étnica, mas com a identidade de estar em relacionamento, em aliança com Deus,
então eles tinham que conviver com outros povos, isso foi difícil, foi difícil quando eles estavam fazendo o templo, tiveram que parar, 16 anos,
foi difícil quando Nehemias foi fazer os muros, Jerusalém, tinha Sambalat, Tobias, tinha todos aqueles povos em volta que não queriam ver Jerusalém indo para frente,
então eles tiveram que conviver com essa resistência e eu até coloquei o último item, na verdade ele é meio ligado nesse,
eles tinham que conviver com outros povos e com isso eles não possuíam, eles não voltaram a possuir toda a herança, toda a terra que Deus tinha dado para eles,
nessa época, pelo que a gente consegue entender, eles viveram mais ou menos na província de Judá, uma parte pequena da terra, uma terça parte, uma coisa assim,
então até quando no tempo de Jesus tinha as três províncias, Judá, que era do judeus, tinha Jerusalém, tinha Samaria, que não era dos judeus, era dos povos samaritanos,
e tinha Galileia e Samaria ficava no meio, então no tempo de Jesus, debaixo dos romanos, o povo judeu também não estava verdadeiramente ocupando toda a terra,
então isso foi acontecendo nunca mais, nunca mais eles ocuparam toda a terra, a gente olha para o mapa de Israel hoje e a gente percebe que tem a faixa de gás e tem Cisjordânia que tem uma grande parte dessa pequena terra de Israel,
então até hoje Israel não tem domínio, não tem controle, tem às vezes eles controlam militarmente, mas eles não têm realmente a posse verdadeira de toda a terra,
eles não tinham rei, então eles não tinham governo separado e eles não tiveram, uma coisa assim, que já vem para esse ponto que eu queria falar hoje,
que é dessa alegria, porque houve vários momentos na história de Israel em que Deus se manifestava visivelmente,
então vou falar de três momentos assim, na verdade tem dois mais conhecidos, mais claros de uma manifestação de Deus mais visivelmente, mais sobrenaturalmente,
um foi no deserto quando eles terminaram de fazer o tabernáculo do jeito que Deus deu as ordens para Moisés,
então no êxodo 40 quando eles terminaram de fazer o tabernáculo seguindo todas as ordens de Deus, tudo que Deus tinha ordenado,
então a nuvem de Deus desceu, houve uma manifestação sobrenatural da presença de Deus, mas houve em Levítico depois também,
uma outra manifestação quando o fogo caiu do céu sobre o sacrifício que eles fizeram para Deus, e o outro momento foi quando Salomão dedicou o templo,
isso também, segundo Crônicas 5 nós temos o relato de quando Salomão terminou também de fazer a casa de Deus de acordo com a planta,
de acordo com a direção de Deus, houve uma manifestação, fala que a nuvem encheu o templo, os sacerdotes não conseguiam ficar lá dentro,
então houve uma manifestação da glória, da nuvem, foi algo sobrenatural, eles não viram, não viram uma semelhança de,
para dizer "eu estou vendo Deus", mas foi uma manifestação clara de Deus que Deus estava provando, nessa restauração não houve em nenhum momento,
a única coisa que houve é que os profetas, a Geo e Zacarias, eles recebiam palavras de Deus, isso foi maravilhoso, Deus enviou sua palavra,
então eles tiveram assim, a Geo falou diretamente, até vou ler um pedacinho de a Geo 2, porque ele sintetiza bem isso que estou falando aqui,
mas eles tiveram essa manifestação de Deus por meio dos profetas, mas isso aconteceu durante o cativeiro, Deus mandava sua palavra,
mas essa manifestação sobrenatural de Deus mostrando que ele estava vindo para essa casa, que ele estava confirmando que é ali que ele ia colocar o nome dele, não houve,
então com tudo isso, o que eu fiz aqui? A restauração, então aqui tem David Salomão, houve toda a história do reino dividido, foi um declínio progressivo e terminou no cativeiro, período mais baixo,
ele corresponde mais ou menos ao período em que o povo de Israel esteve na escravidão no Egito, então foi um outro período em que eles estavam não só fora da herança, mas estavam sendo obrigados a servir outros reis, outros imperadores, outros governos,
então quando houve, por isso que eu coloquei essa proporção exata que a gente poderia colocar, a restauração chegou a 30%, 40%, metade, não sei, a Bíblia não dá nenhuma base para isso,
mas o que eu queria mostrar é que a restauração aqui, ela foi parcial, ela não chegou nem perto do estado original, do momento, agora a gente poderia pensar muito sobre isso, porque isso,
o que Deus estava fazendo, o que isso significa para nós, que tipo de restauração Deus vai nos dar hoje, será que antes da volta de Jesus vai ter uma restauração, tipo voltar David Salomão, não no reino literal, físico de Israel,
a igreja vai voltar a ter a glória, ou a glória maior, vamos relembrar a Geo, capítulo 2, porque foi antes da época de Neemias, foi no primeiro momento de Zorobabel,
mas a palavra que Deus deu para o Ageu foi exatamente por causa dessa restauração parcial, então vamos lá, vamos só lembrar do que Deus falou com o Ageu, no capítulo 2 de Ageu Deus falou com ele para falar com Zorobabel,
que era o governador para Josué, que era o sumo sacerdote, versículo 3, quem há entre vós dos sobreviventes, que na época dele ainda tinha gente que tinha visto a glória,
mesmo que estivesse assim em decadência espiritual, mas tinha gente naquela época, naquele primeiro momento do retorno da Babilônia, tinha gente que lembrava, que tinha visto o templo,
a cidade Jerusalém, a glória que eles tinham naquele tempo, quem há entre vós dos sobreviventes que viu esta casa na sua primeira glória, e como avedes agora, não é esta como nada aos vossos olhos,
então isso aqui expressa exatamente o que estou falando, a restauração naquele tempo foi uma restauração bem parcial, não é esta como nada aos vossos olhos comparado com aquela?
Ora pois, esforça-te Zorobabel, diz o Senhor, Josué, filho de Osadaque, sumo sacerdote, esforçai-vos todo o povo da terra e trabalhai, porque eu sou convosco, versículo 5, eu fiz uma aliança,
meu espírito habito no meio de vós, não tem mais, e aí ele fala no versículo 6, ainda uma vez, dentro em pouco, para Deus é pouco, para nós não é, dentro em pouco abalarei os céus,
nós ainda estamos esperando, 2500 anos depois dessa profecia, nós ainda estamos esperando esse ainda um pouco, ainda um pouco abalarei os céus, a terra, o mar e a terra seca,
abalarei todas as nações e o desejado de todas as nações virá e enxerei esta casa de glória,
versículo 9, a glória desta última casa será maior do que a da primeira, então a Geo estava dizendo, Deus falou por meio dele, que a glória dessa segunda casa seria maior, eles estavam achando nossa, essa casa não chega aos pés, esse aqui é muito, muito inferior,
mas ele estava dizendo, então a restauração parcial, ela aponta, ela, o que eu quero dizer hoje, nesse momento de Neemias 12, então vamos voltar para Neemias 12 e vamos ler de novo esse versículo então,
que chamou bastante minha atenção, de que no final da dedicação, eles fizeram uma dedicação dos muros, essa dedicação dos muros, lembra, eles fizeram dois grandes,
assim, provavelmente não tinha um número muito grande de pessoas, mas eles fizeram dois grupos, cada grupo tinha alguns oficiais, mas quem recebeu mais destaque eram os sacerdotes e os levitas e os músicos,
então eles fizeram dois grupos, dois corais, eles andaram por cima dos muros, começaram juntos e se separaram em duas partes, foram fazer então, andaram por cima dos muros,
cantando, agradecendo a Deus, tocando trombeta, trombeta é um, sempre é um símbolo profético, então eles estavam tocando trombetas, no sentido assim, um dia, isso que nós estamos fazendo aqui,
que eu poderia colocar, a cidade de Jerusalém, os muros de Jerusalém, cercavam uma área muito menor, a cidade de Jerusalém se encolheu, ficou menor do que no tempo de Davi e Salomão e dos outros reis,
então, mas eles estavam andando por cima dos muros, agradecendo a Deus e proclamando, profetizando que essa restauração, embora fosse parcial, ela estava apontando,
eles estavam fazendo, a gente usa essa expressão hoje, às vezes usa até de uma maneira errada, ou leviana, ou muito fora de contexto, mas eles estavam fazendo um ato profético,
isso aqui era realmente um ato profético, por quê? Porque eles estavam celebrando uma restauração muito pequena, eles estavam celebrando uma restauração muito parcial,
mas essa restauração que eles estavam ali, nós falamos da última vez sobre ações de graças, eles estavam sendo gratos, quando, aqui não fala que tinha gente chorando,
porque também não tinha gente que tinha visto nessa época, já tinha morrido toda aquela geração anterior, mas eles estavam agradecendo a Deus por aquilo que tinha acontecido,
então isso é maravilhoso, eles estavam louvando a Deus, estavam engrandecendo a Deus, mas eles não estavam apenas engrandecendo a Deus por causa do que ele já tinha feito,
e isso talvez eles não tivessem consciência, claro, diz que eu vou falar, não fala aqui no texto, então eu não posso afirmar, mas eles poderiam, o que eles estavam fazendo era uma profecia,
o que eles estavam fazendo era uma proclamação de que esse ato de dedicar os muros, esse ato de celebrar o final desse momento de restauração,
ele apontava para alguma coisa no futuro, e eles tinham essa coisa, como acabei de ler no livro de Ajeu, não foi nessa época aqui, mas depois veio Zacarias, foi alguns anos depois de Ajeu,
ele era contemporâneo de Ajeu, mas ele era mais novo, então ele continuou profetizando, Zacarias fala de muitas coisas, que o senhor, no último capítulo de Zacarias, ele fala,
o senhor vai ser rei sobre toda a terra, todas as nações vão subir para Jerusalém, então os profetas, os que tinham uma visão profética,
eles entendiam que aquela restauração, ela era muito parcial, Zacarias fala muito, assim, há um dia Jerusalém nem vai ter muros, vai ter muita gente,
vai ser cheio de pessoas, Deus vai restaurar, então eles tinham uma visão de uma restauração muito maior do que estava acontecendo naquele momento.
E um ponto que também me chamou bastante atenção, porque eu não usei essa expressão, muitas vezes é de uma forma diferente, mas eu queria considerar, porque esses dois corais,
que andaram por cima do muro, eles fizeram a volta, saíram do mesmo ponto, um grupo foi para a direita, outro grupo foi para a esquerda, e eles se encontraram lá na frente,
perto do templo, perto da casa de Deus, então eles cercaram, eles andaram por cima dos muros, cantando, proclamando, tocando trombetas, fazendo um som de alegria,
e chegaram diante do templo, podemos voltar, versículo 40, Némias 12, então ambos os coros, que davam graças, tomaram o seu lugar na casa de Deus,
então eles fizeram essa, e eu queria chamar isso de uma procissão, procissão era um costume que eles tinham, os reis tinham isso, é um costume super antigo,
praticado durante a história, muitas vezes quando, ou quando um rei seria coroado, então fazia uma procissão no meio da cidade, até hoje faz uma coisa semelhante a isso, na Inglaterra,
então quando ia coroar o rei ou a rainha, eles faziam uma procissão, faziam muitas procissões, quando eles venciam uma guerra, principalmente em Roma,
eles faziam muito isso assim, por exemplo, depois que os romanos destruíram Jerusalém, no ano 70, depois de Cristo, eles fizeram uma procissão lá em Roma, levando vários objetos que eles tiraram da cidade e do templo,
eram troféus, então eles faziam uma procissão para celebrar uma vitória militar, para coroar um rei, e a Bíblia fala de procissões para a casa de Deus,
isso tem várias menções, principalmente no livro de Salmos, nós vamos encontrar algumas menções de procissões para a casa de Deus, porque lembram que o templo era um único lugar,
a terra de Israel não era grande, mas como eles não tinham os meios de transporte que nós temos hoje, para eles era um tanto difícil, eles tinham que ir três vezes por ano,
eu acho que geralmente não cumpriam isso, mas a ordem certa era eles irem três vezes por ano para Jerusalém, e tem até aqueles Salmos 120, 134, que são os Salmos dos degraus,
que eram os Salmos que as pessoas que viajavam cada um da sua cidade, da sua aldeia, da sua região, eles iam subindo para Jerusalém e cantando esses cânticos,
os cânticos falam de vitória, falam da casa de Deus, por exemplo aquele versículo que muitas pessoas citam, Salmos 122, "Alegrei-me quando me disseram, vamos à casa de Deus",
eram esses cânticos que eles cantavam quando eles estavam indo em direção à casa de Deus, aqui não, aqui em Nemeus, estava todo mundo ali na cidade de Jerusalém, mas eu queria só dizer que não tinha me ocorrido isso antes,
que esses dois corais que andaram por cima dos muros e que pararam na casa de Deus, e que depois no versículo 43, no final do versículo 22, faziam-se ouvir essa palavra,
assim, os cânticos, eles cantavam com vontade, não era aquela coisa um som assim, uma voz suave, eles estavam cantando assim com toda a energia, faziam-se ouvir os coros sob a direção de Jesraías,
e no mesmo dia ofereceram grandes sacrifícios, então tinha essa necessidade nessa procissão e nessa consagração, nessa dedicação da cidade de purificação, tem até um versículo que fala que eles purificaram,
o versículo 30 fala que os sacerdotes dos levitas se purificaram, purificaram o povo e as portas e o muro, então houve uma purificação, então tudo isso é essa ideia,
e eu queria tentar extrair disso realmente um motivo para a alegria, porque quando eu parei nesse versículo 43, que fala cinco vezes sobre a alegria, então por que alegria?
E é um tema, principalmente no livro de Salmos, mas tem vários outros lugares, por exemplo, se você, vamos olhar rapidamente no versículo em I Crônicas 15,
quando Davi estava trazendo a arca, tinha feito o templo ainda, quando ele estava trazendo a arca, e toda essa celebração de trazer a arca, lembra? Davi dançou, tinha músicos,
aliás, esse foi o início, trazer a arca de volta, foi exatamente nesse momento, até fala no capítulo 16 de I Crônicas, que foi nessa ocasião de trazer a arca de volta,
que Davi começou toda a sua ordem de música, não tinha isso, com Moisés não tinha isso, até Davi não tinha assim, eles conheciam alguns instrumentos,
mas não tinha ordens de levitas, não tinha um ritual, não tinha algo separado, até Davi separou os cantores, os músicos, para serem sustentados para esse fim,
que era tão importante para Deus, então no I Crônicas 15, versículo 16, fala assim, "disse Davi aos chefes dos levitas, que constituissem seus irmãos cantores,
para que com instrumentos de música, com alaúdes, arpas e símbolos, se fizessem ouvir", era para ouvir, "e levantassem a voz com alegria".
Então, esse é o ponto, até coloquei aqui, está bem pequenininho, mas, por que alegria?
Por que alegria faz parte desse momento, da dedicação dos muros? Por que Deus quer alegria na sua casa?
Eu acho que eu fiz uma menção rápida disso na aula passada, mas eu queria, como a gente sabe muitas vezes, isso eu não estou criticando ninguém,
mas isso é uma tendência, uma coisa que Deus gosta, Deus gosta de alegria, Deus gosta de louvor, Deus gosta de ações de graça,
Deus gosta de música, instrumentos, mas tudo isso pode ser feito de uma forma que Deus não goste.
Deus mandou fazer sacrifícios de animais, e Isaías falou assim, "eu estou enojado, eu não quero esses sacrifícios",
então tudo pode ser feito do jeito que Deus gosta e pode ser feito do jeito que Deus não gosta.
E quando eu falo sobre alegria, eu sei que todos nós, talvez, temos feito isso ou ouvido alguém fazer isso,
chega num culto e o dirigente vai dizer "irmãos, todo mundo tem que ficar alegre, porque nós estamos na casa de Deus".
Ok, isso é bíblico, entrar nas portas com ações de graça, com alegria, fazendo som de alegria para o Senhor,
mas se for alguma coisa forçada, Deus não quer. Eu sei que isso é muito difícil de discernir,
eu posso chegar no culto e ficar assim "eu não sinto de louvar hoje, eu estou mal, não vou, não vou abrir a boca,
não estou falando isso, mas eu não estou falando também de algo que seja forçado".
E os salmos nos mostram vários momentos em que os salmistas falam assim "Deus, eu estou triste,
eu acabei de ler aqui que então com a volta da arca, Deus queria alegria".
O momento de ir para a casa de Deus, hoje nós podemos, nós chamamos o lugar onde nós nos reunimos,
às vezes chamamos de maneira errada a casa de Deus, mas é claro, é a casa de Deus, porque se nós estamos ali juntos,
nós somos a casa, então o momento de adoração, o momento de cultuar a Deus, nós podemos dizer, nós somos a casa de Deus aqui.
Mas havia um momento, como eu mencionei, Jerusalém, que era um lugar que eles não podiam estar,
eles moravam, cada um na sua região, eles não podiam estar na casa de Deus toda semana ou todo mês.
Então eles iam três vezes por ano, era o certo, mas acho que talvez muitos iam uma vez por ano,
então era um momento muito especial, eles iam, era um momento de celebração.
Então eu vou para a casa de Deus, eu vou colocar algumas razões para isso, mas primeiro eu queria dizer que alegria é verdade,
talvez eu não esteja bem, talvez alguma coisa está acontecendo na minha vida e eu não consigo ter alegria no meio daquilo,
mesmo que até Pedro fala para a gente considerar motivo de alegria passar por tribulações, mas é muito difícil fazer isso,
mas fala que Jesus, pela alegria que ele foi proposta, suportou a cruz, mas no meio da cruz, Jesus não estava dando risada,
ele sentiu, então tem aquele salmo, acho que 137, que fala sobre o cativeiro e fala assim "nossos algoses, nossos perseguidores",
eles falam assim "e aí, vocês não tem um cântico? Canta para nós", aí o salmoista fala assim "como vou cantar se a gente está nesse momento de cativeiro?"
Então isso mostra que há momentos em que realmente a gente não consegue ter alegria, vou ler um salmo que ele fala da procissão
e ele fala do momento de não ter alegria, então esses assuntos não são simples, não são fáceis, você tem que ficar alegre,
tem momentos, então o salmoista falou assim "eu estou abatido", Salmo 42 fala, mas eu quero ler em Salmo 42,
Salmo 42 ele fala, versículo 1 "como o servo ansia pelas correntes das águas, assim suspira minha alma por ti",
isso foi escrito durante o cativeiro, não sei, mas seria o momento em que ele estava sentindo a ausência de Deus,
então ele sentia dificuldade, ele não podia naquele momento ter alegria, porque Deus estava ausente,
então "a minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo, quando entrarei me apresentarei antes a faça de Deus,
as minhas lágrimas servem-me de alimento de dia e de noite enquanto me dizem constantemente onde está o teu Deus,
lembro-me dessas coisas enquanto dentro em mim derramo a minha alma", é uma das coisas que a gente aprende,
Ana, mãe de Samuel, ela foi na casa de Deus, ela não tinha filho, e ela pedia e pedia e não recebia,
e ela foi, era no tabernáculo, não tinha tempo ainda, mas ela foi lá para apresentar os sacrifícios,
para estar diante de Deus, como era a ordem da lei, e ela até ali olhou para ela, o sacerdote,
e achou que ela estava bêbada, porque ela ficava mexendo os lábios sem som, mas ela estava derramando a alma dela,
então é lícito você derramar sua alma, aqui o salmista está dizendo "eu lembro-me dessas coisas enquanto dentro em mim derramo a minha alma",
e ele lembrava, olha aqui, Salmo 42, versículo 4, "de como eu ia com a multidão, guiando a procissão à casa de Deus,
com gritos de alegria e louvor entre a multidão festiva", então ele está abatido, está derramando a alma,
está falando da falta que ele sente de Deus, mas ele lembra da procissão, ele lembra do momento de alegria,
então existem esses momentos e a gente precisa ter discernimento para saber em que momentos que nós podemos realmente dizer "Deus,
estou num momento que eu preciso derramar a minha alma, é um momento em que eu não consigo cantar", mas eu me lembro de como era maravilhoso,
eu me lembro da procissão, então eu estou querendo mostrar primeiro que esses corais em cima dos muros eram uma procissão,
simbolizavam esse momento que tinha no passado, que tem outros lugares que falam sobre isso, que tinha essa procissão,
aqueles salmos de degraus que eu falei mencionam, nos profetas tem um salmo 68 que fala também de uma procissão celestial, Deus entrando, não sei se vai dar tempo de a gente ler,
mas existem esses momentos em que as tribos, e isso é muito profético porque quando Jesus voltar e reinar sobre a terra,
Isaías fala, Zacarias fala, tem as profecias que falam assim, que todas as nações vão subir, então é uma grande procissão chegando à casa de Deus,
e essa procissão é um momento de alegria, e por que alegria? Vamos tentar lembrar de alguns textos, mas por que eu devo ter alegria quando eu chego à casa de Deus?
Mesmo tendo, agora aqui é o ponto, se eu estiver talvez passando nessa época aqui, uma das lições que eu tiro daqui,
assim como naquele momento que choraram e se alegraram, tudo misturando as vozes de alegria e tristeza, aqui na dedicação dos muros não teve isso,
mas eles poderiam ter chorado, eles poderiam ter chorado dizendo, isso aqui não é, isso aqui não é restauração completa, mas eles se alegraram porque eles foram gratos,
então eu coloquei três palavras chaves aqui para alegria, gratidão, mesmo que você esteja num momento difícil, às vezes tem momentos como os salmões que você vai, ou como aqueles que estavam no cativeiro em Babilônia,
imaginem aqueles reféns que estão na faixa de Gaza, provavelmente, por mais que eles conhecessem a Deus e quisessem agradecer a Deus e ser como Paulo e Silas cantando na prisão, provavelmente as pessoas normalmente não conseguem cantar,
se alegrar quando estão no meio de uma grande angústia, pode ser uma angústia pessoal, familiar, ou nossa angústia coletiva de ver a igreja como está, de ver como estamos longe,
mas olha aqui, eles tinham saído do cativeiro fazia 90 anos, a casa de Deus foi reconstruída, reconstruíram os muros, eles tinham coisas para serem gratos a Deus, eles tinham motivos,
e lembrando mais uma vez do versículo, Nêmeas 12 e 43, fala "no mesmo dia ofereceram grandes sacrifícios e se alegraram, pois Deus os alegrara".
Então, existem momentos em que nós podemos e devemos nos alegrar, mesmo as coisas não estando muito boas para nós, mas às vezes você está olhando para um resultado final,
para aquilo que você quer que aconteça, eu quero que volte ao tempo de David Salomão, eu quero que Jesus volte, eu quero que tenha justiça, eu quero que tenha o reino de Deus sobre toda a terra,
eu quero que acabe toda essa maldade, a gente não está satisfeito, eles não podiam estar satisfeitos nesse momento da dedicação dos muros, eles tinham muitos problemas,
a nação estava muito incompleta, debaixo da Pérsia, convivendo com outros povos, com dificuldades econômicas, eles não tinham todos os motivos de se alegrarem,
mas eles se alegraram, fala assim, porque Deus os alegrara com grande alegria, então nós precisamos ter discernimento para ver, falta muita coisa para completar nossa alegria,
falta muita coisa para dizer realmente está maravilhoso, chegou no ponto, não, está muito longe do ponto, e como eu falei, eu fico olhando para isso e perguntando,
o que Deus vai fazer na nossa geração, o que Deus vai fazer no avivamento, o que Deus vai fazer nesses últimos dias antes de Jesus voltar,
será que vai ter uma grande restauração, tipo tudo maravilha, como no tempo dos após, o tempo dos após também não era tudo maravilha,
mas tinha muito poder de Deus, Deus estava agindo, mas que tipo de alegria, que tipo de restauração, que tipo de coisa que nós vamos poder ver,
será que nós realmente vamos ver um tempo em que Deus trouxe uma restauração, Ele fez algo, e nós vamos ser gratos por isso, então gratidão é a primeira palavra,
eu vou ler em Deuteronômio 16, eu acho que essa passagem é bem importante, Deuteronômio 16 é onde fala assim das festas que eles tinham que ir três vezes por ano
diante da presença de Deus, eles tinham que viajar de onde eles estavam e oferecer, levar ofertas e se alegrar, eram momentos festivos,
então Deuteronômio 16, versículo 10, fala "celebrarás a festa das semanas", que era o segundo grande período de Pentecostes,
"com ofertas voluntárias da Tua mão, que darás segundo as bênçãos que o Senhor Teu Deus te tiver concedido, alegratiás perante o Senhor Teu Deus,
Tu, Teu filho, Tua filha, Teu servo, Tua servo, Levita, estrangeiro, órfão, viúva", então eles iam levar algo de gratidão ao Senhor,
então essa coisa de chegar na casa de Deus, eles iam chegar lá levando primícias, levando ofertas, e não era para ir só eles e minha esposa e meus dois filhos,
mas era para levar os servos, os levitas, os estrangeiros, os órfãos, as viúvas que estão no Teu meio, porque era para lembrar que fosse escravo no Egito,
então uma das coisas que faz a gente não ter alegria é porque a gente fica olhando muito assim, eu não tenho o que o outro tem, eu não tenho o que eu quero,
eu não cheguei onde eu quero, e Deus está falando assim, lembra que você foi escravo no Egito e você está sendo abençoado, versículo 13,
na festa dos tabernáculos, na outra época, quando você tiver recolhido os produtos, versículo 14, "Alegratiás na Tua festa",
teu filho, tua filha, teu escravo, teu escravo, o levit, o estrangeiro, o órfão, viúva que habitam em Tua cidade, durante sete dias celebrarás,
pois o Senhor teu Deus há de abençoar-te, então esse momento de gratidão, ele era um momento assim, Deus já me abençoou,
mas também ele está dizendo, você vai levar isso e oferecer, na verdade essas ofertas que eles levavam, eles mesmo participavam,
nessas festas, tinha com certeza a oferta holocausto, alguma coisa que era só para o sacerdote, o queimava tudo,
mas eles tinham a oferta de primícias, até chamam de dízimos, que eles comiam ali junto, era oferecido a Deus, mas eles estavam comendo juntos
e partilhando com as pessoas que não tinham, mas era uma gratidão a Deus, porque Deus tinha dado, mas ele está falando,
você vai se alegrar diante de Deus, porque Deus vai te abençoar, então eu coloquei aqui, gratidão e expectativa, era expectativa,
e não é, isso aí é mais difícil para nós, porque nós somos muito ligados a nós mesmos, se a minha vida está boa,
se eu vou bem, se a minha família vai bem, se as coisas estão acontecendo, se eu estou feliz, se as coisas estão acontecendo em paz,
então eu tenho alegria, nossa alegria depende muito das coisas, das circunstâncias, da nossa situação, e alegria,
que eu certamente não vou ter tempo de mostrar muitos textos nesse sentido, mas alegria de dedicar a cidade de Jerusalém,
que o Salmo 48 fala assim, que a cidade de Deus é a alegria de toda a terra, porque quando Deus está em Jerusalém,
é essa alegria, essa expectativa de Deus vir e morar quando nós preparamos a cidade, lembra que esses capítulos de Neemias,
11 e 12 são meio chatos de ler, porque tem muitos nomes e fala assim de levitas e porteiros e coisas que a gente não consegue se identificar muito,
mas o que que Esdras principalmente estava fazendo ali, ele estava colocando tudo em ordem, os cantores, os músicos, os sacerdotes,
os levitas, o serviço para casa de Deus, tudo ia funcionar para que Deus, o Messias viesse, para que o Rei viesse e habitasse ali,
então a alegria é expectativa, é gratidão, porque Deus tem abençoado, gratidão no sentido que eu já estou agradecendo porque eu sei que Deus vai abençoar,
mas é expectativa e não é expectativa só para mim, é expectativa para que Deus venha e estabeleça justiça em toda a terra,
e na verdade quando a gente fala, não é para a gente só ficar feliz porque está sendo feito justiça talvez perto de mim,
na minha cidade ou na igreja ou sei lá em algum lugar mais próximo, mas na verdade não pode haver verdadeira justiça num lugarzinho,
porque se tem justiça aqui, quanta injustiça tem em outros lugares? Como que pode haver justiça só numa pequena bolha?
A justiça tem que ser estabelecida sobre toda a terra, se não tem justiça em toda a terra, nós não vamos ficar felizes,
então essa é a expectativa de estarmos diante de Deus e de ver o que Deus vai fazer, talvez uma das coisas que falam naqueles Salmos também de degraus,
quando o Senhor, primeiro versículo, quando o Senhor trouxe do exílio os que voltaram a Seão, estávamos com os que sonham,
a nossa boca se encheu de riso e a nossa língua de cânticos de alegria, então se dizia entre as nações grandes coisas fez o Senhor a estes,
grandes coisas fez o Senhor por nós, por isso estamos cheios de alegria, restaura a nossa sorte, oh Senhor,
então Ele está se alegrando porque já houve restauração, mas Ele está dizendo, oh, o Senhor nos trouxe de volta do cativeiro,
mas restaura a nossa sorte, então é essa gratidão com expectativa, nós somos gratos porque o Senhor já fez algo,
nos tirou do Egito, nos tirou da escravidão ao pecado, nos tirou de situações, quantas coisas que nós poderíamos enumerar
que Deus fez individualmente e coletivamente, nós olhamos, é verdade, nós olhamos para a situação da Igreja em geral,
para a situação dos países em geral, para a situação do mundo em geral e ficamos simplesmente pasmos,
ficamos sem palavras de tanta coisa ruim, os jornais falam, qualquer notícia, você escuta tragédias e coisas terríveis
que os homens provocam e coisas terríveis acontecendo dentro da Igreja, mas ao mesmo tempo nós temos que olhar
grandes coisas que o Senhor tem feito e Ele vai fazer muita coisa além disso.
No livro de Isaías, ele fala, tem muitos textos que nós poderíamos alinhar com isso, mas Isaías 52 ele fala, versículo 7, "Conformosos são sobre os pés,
os montes, são sobre os montes os pés dos que anuncia, do que anuncia boas novas, que anuncia coisas boas,
proclama paz, faz-o ouvir a salvação, que diz a Seão, teu Deus reina".
Quando o Senhor voltar a Seão, não é uma coisa só para nós, não é uma coisa só para Israel,
Versículo 9, "Rompei em cânticos de júbilo, juntamente a ruínas de Jerusalém, pois o Senhor consolou o seu povo, remiu a Jerusalém".
E o último item que eu coloquei aqui, que eu achei muito importante, porque a gente sempre pensa que, primeiro assim, eu não creio que Deus seja aquele tipo de soberano
que fala, eu quero que vocês fiquem na minha presença com grande sorriso, se vocês estiverem bem ou estiverem mal, não importa, vocês têm que ficar felizes.
Eu não creio nesse tipo de alegria forçada, já falei isso, mas também, estar diante de Deus e não pensar no que Ele já fez,
não pensar naquilo que Ele vai fazer, é terrível, imagine Deus fazendo tanta coisa por nós, já tendo feito tanta coisa por nós,
já tendo enviado o Seu Filho, já tendo garantido para nós vida eterna e comunhão com Ele, imagine estar diante de Deus e não pensar naquilo que Deus já fez.
E se nós temos gratidão, nós vamos ter alegria, nós vamos nos alegrar por aquilo que Deus fez, não só por coisas do passado,
mas o fato de Deus ter feito é uma garantia de que Deus vai fazer, mas a gente sempre pensa, nós somos assim,
imagina um pai que preparou, pai, mãe, prepara alguma coisa muito especial para os filhos e é uma coisa que os filhos queriam, vai ter um passeio,
vão fazer alguma coisa e aí aconteceu alguma coisa chata, alguma coisa machucou o dedo, sei lá, e não conseguem superar aquela tristeza do momento
e pensar no que Deus vai fazer, nós somos muitas vezes assim, nós somos muito interesseiros, muito egoístas,
então eu queria terminar com um versículo que eu achei fantástico e está no Salmo 43 que ele fala assim,
Salmo 43, "Envia a tua luz e a tua verdade para que me guiem, levem-me ao teu santo monte, ao lugar da tua habitação".
Então toda essa alegria da dedicação dos muros, como eu falei, era uma dedicação da cidade e os dois corais terminaram na casa de Deus
e eles se alegraram porque Deus os alegrou com grande alegria e isso tem a ver com algo superior a nós,
eu não sei quanto que o povo naquele tempo conseguiu enxergar isso, mas eu estou querendo ir além de uma cerimônia,
de um momento e querendo entender que a alegria de estar diante de Deus é uma alegria superior, até mesmo assim mais profundo
do que o que Deus fez por nós, mostra o amor dele, o que Deus vai fazer, eu vou ficar para sempre num lugar que não tem doença,
não tem choro, que maravilha, vou me alegrar no futuro, mas olha o que ele fala aqui, no Salmista fala assim,
"Envia a tua luz e a tua verdade", versículo 3, "Leve-me ao teu santo monte, ao lugar da tua habitação",
versículo 4, Salmo 43, 4, "Então irei ao altar de Deus, do Deus que é a minha alegria e o meu prazer",
e tem vários Salmos, eu prefiro estar um dia na sua casa, eu quero contemplar a tua beleza, eles chegaram ao ponto de entender
que a alegria de estar na presença de Deus é muito mais do que o que Deus fez, o que Deus vai fazer, isso faz parte,
Deus demonstra o seu amor por nós fazendo coisas por nós, eu nunca teria acordado para o amor de Deus
se Deus não tivesse me tocado nas minhas necessidades, na minha vida, é totalmente lícito, Jesus curava,
Deus tem feito grandes coisas para abençoar pessoas, mas esse versículo saltou para mim,
porque "Envia a tua luz, a tua verdade, eu vou chegar ao teu santo templo e eu vou ao altar de Deus,
que é a minha alegria, ele é a minha alegria, ele é o meu prazer", tem uma tradução que acho que fala,
"ele é meu amor", não tem nada, quando duas pessoas se amam, quando o casal realmente se ama,
não precisa ter nada especial, só de estar junto, é uma alegria, quando você está perto de um filho, uma filha,
existe uma alegria que transcende qualquer causa, qualquer situação, qualquer interesse, Deus eu quero chegar à tua habitação
e eu quero ir ao altar do Deus que é a minha alegria, então a grande alegria, a procissão que vai até a casa de Deus
e essa procissão, como falei, essa dedicação dos muros aponta para um dia, eu não sei como é que vai ser,
mas quando Jesus voltar, até tem pessoas que pegam profecias e falam que Jesus vai descer, não sei aonde,
e vai fazer uma procissão pelo sul do Egito, não sei aonde, não sei, eu não conheço, não tenho convicção de detalhes,
mas o arrebatamento é Jesus voltando e reunindo os seus para vir junto com ele, é uma procissão para que ele seja coroado,
essa alegria de Nehemiah 12, esse versículo escondido aqui, porque Deus os alegrara, que maior alegria de estar junto
com nosso noivo, estar junto com aquele que vai pôr tudo em justiça, tudo em paz e vai estar conosco para sempre,
então por isso esse versículo com cinco alegrias me chamou muita atenção e que a gente possa conhecer um pouco mais
da alegria desde já de estar na presença de Deus. Senhor, nós queremos conhecer o Deus da nossa alegria,
o Deus do nosso amor, que o Senhor realmente nos leve, que nós possamos fazer parte às vezes de uma celebração temporária,
de alguma coisa que isso está restaurando, de alguma coisa parcial, mas que nós possamos ter alegria pensando
naquilo que vai ser pleno, que vai ser alegria pura e total de estar perto de Ti, em nome de Jesus.
Conversa
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