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Aula 34 – Vol.33 – Conclusão e dedicação da Casa de Deus

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20/11/22 – Esdras 6 – Baixardo áudio.


Transcrição · gerada automaticamente

Hoje nós estamos no final dessa primeira etapa de restauração, estamos em Esdras, capítulo 6,
estamos vendo agora como esse primeiro período, são vários períodos de restauração, no livro de Esdras, Ester, Nemes é mais tarde,
mas nós estamos vendo de Esdras 1 a 6, é o primeiro período,
depois que os cativos voltaram da Babilônia, então chegaram em Jerusalém com a incumbência principal e central de reconstruir o templo,
estava no decreto do rei Ciro, estava assim, o propósito deles de voltarem para Israel,
o primeiro e principal propósito era reconstruir a casa de Deus, isso era o objetivo, era o ponto principal,
eles pararam por 15, 16 anos, mas voltaram novamente com o Ministério dos Profetas, a Geo-Isaacarias,
que continuaram falando, olha, vocês estão aqui para fazer a casa de Deus, e hoje então nós vamos falar sobre o final,
sobre a conclusão, já falamos na última aula, como a casa de Deus foi concluída com a bênção de Deus,
Deus virou a oposição para apoio da autoridade principal, rei da Pérsia, então vimos tudo isso,
e hoje então vamos falar sobre a dedicação, a dedicação dessa casa e o que isso significa, e sempre nossa pergunta, a gente estuda a história,
para que a gente possa aprender as lições, que a gente pode aprender de qualquer época da história,
nós podemos aprender lições daquilo que Deus fez, mas a gente sempre procura paralelos,
porque muitas coisas que aconteceram, tem vários ciclos, tem vários momentos da história do povo de Deus,
e tem certos paralelos também em qualquer época, mas tem períodos que são muito parecidos,
que são muito paralelos com o tempo que nós estamos vivendo hoje, e isso que mais interessa para nós,
é ver se tem alguma coisa que nos mostre para onde estamos caminhando, assim como Deus fez naquela época,
será que ele vai fazer de maneira semelhante hoje, será que estamos vivendo num período semelhante no tempo de hoje,
então essa sempre é a nossa pergunta, então nós vamos falar sobre esse momento muito feliz, muito alegre,
de dedicar essa casa, de ver esse projeto, esse objetivo concluído, e de ver o que isso significa,
e o que isso pode significar para nós hoje, vamos orar, vamos pedir que Deus nos dê luz, clareza, revelação,
que Ele toque nos nossos corações. Senhor, nós estamos olhando para essa época, esse momento,
que momento, claro que não era o fim de tudo, mas era uma primeira etapa, e uma etapa tão importante,
os profetas tinham falado do quanto que era importante eles reconstruírem o templo, o que isso significava,
como um passo, como um presságio, como um sinal para a casa gloriosa, para a tua habitação,
na verdade toda a redenção, toda a história aponta para esse tempo em que o Senhor vem morar conosco,
então a conclusão da casa, esse momento que vamos olhar hoje, tem muitos significados,
e principalmente nós olhamos para isso com esperança, porque representa o teu objetivo
e o nosso desejo de ter o Senhor morando conosco, ter uma casa para o Senhor, não só um lugar para cultuar,
mas um lugar para o Senhor morar, então pedimos que o Senhor nos fale, que o Senhor acenda cada vez mais,
reacenda, alimente a chama que está no nosso coração para isso, em nome de Jesus, amém.
Ok, então estamos em Estras, capítulo 6, nós já vimos os versículos de 13 e 14,
que conta como eles receberam o apoio do rei da Pérsia e puderam concluir,
então tem mais detalhes sobre as tensões, sobre as dificuldades que eles tiveram para superar a oposição,
os obstáculos, agora a parte de construção mesmo não tem mais, não conta mais nada,
só fala que eles, versículo 14, os anciãos e os judeus iam edificando, prosperando sob a pregação do profeta,
a Geo e Zacarias, edificaram a casa e a acabaram, então é muito gostoso a gente poder ler,
mais gostoso ainda a gente viver algo, assim, começar um projeto é sempre interessante,
um novo desafio, mas a conclusão é tremenda, você concluir o que você começou,
e a gente sabe que tem muitas coisas na nossa vida, coisas também coletivas da sociedade, da igreja,
tem muitas coisas que são iniciadas, que vão por um certo tempo, mas não chegam ao final,
e principalmente no plano de Deus, como tem várias etapas, então muitas coisas são concluídas,
mas elas apontam para algo que ainda não foi concluído, então, mas a conclusão mesmo é algo maravilhoso
e que a gente anseia muito que aconteça, então eles edificaram a casa e a acabaram, ok?
Então, é, versículo 15, acabou-se esta casa no terceiro dia do mês de Adar,
esse nome Adar é um nome babilônico, eles, como tinham vivido tantos anos na Babilônia,
estavam usando nomes para os meses, ao invés dos nomes judaicos, estavam usando nomes babilônicos,
mas esse mês de Adar, inclusive corresponde ao calendário judaico, talvez todos os povos,
eu não tenho muito conhecimento sobre qual calendário que os outros povos seguiam, como que eles faziam,
mas esse mês de Adar é o último mês do ano, então é o final do sexto ano do reinado do rei Dario,
então eles, depois que recomeçaram a construção, ficaram parados um tempo,
depois que recomeçaram, eles gastaram quatro anos, quatro anos e pouco, então eles terminaram no sexto ano,
eles recomeçaram a construção no segundo ano, mas para o final também do segundo ano do rei Dario,
e agora eles estão terminando no sexto ano, no final do ano, é importante saber isso,
porque logo abaixo vai falar da Páscoa, a Páscoa é celebrada no primeiro mês do ano,
então eles terminaram a construção da casa de Deus no 12º mês,
que era um pouco tempo antes do primeiro mês do ano, quando se celebra a Páscoa,
então eles terminaram no sexto ano do reinado do rei Dario,
então a primeira coisa que vai acontecer agora é a dedicação, dedicação do templo,
isso tudo que todas as grandes obras e mesmo pequenas obras, se você faz uma reforma na sua casa,
se faz uma escola, se faz uma igreja, se faz sei lá, qualquer coisa, se faz uma ponte,
as pessoas sempre fazem uma inauguração, para Deus é uma dedicação,
dedicação porque você está consagrando, você está separando aquilo para o uso de Deus,
então quando fizeram o tabernáculo lá no deserto, eles fizeram, houve uma celebração, houve uma dedicação,
eles ungiram todos os móveis do tabernáculo para que cada um fosse consagrado, separado para Deus,
então a inauguração, que é uma festa de que concluiu, agora vamos começar a usar,
e também a consagração, você separar, você consagrar ao senhor, a palavra dedicar, versículo 16,
os filhos de Israel, os sacerdotes, os levitas e o restante dos exilados,
eu acho bem interessante que aqui faz 20 anos, talvez até um pouco mais, 20 anos que eles voltaram da Babilônia
e continuam chamando esse povo que voltou da Babilônia e chama de exilados,
agora esse nome nós vamos ver um pouco mais adiante, tem uma razão porque quando eles voltaram da Babilônia,
como nós já vimos, tinha um povo lá, morando na terra, então esse povo que estava lá era um povo misturado,
depois deu origem aos samaritanos, era uma mistura por causa de alguns do povo de Israel ficaram na terra
e também tinha principalmente o rei da Síria, cento e tantos anos antes do cativeiro da Babilônia,
então o rei da Síria levou as dez tribos para o cativeiro e ele fazia uma transposição, ele translocava os povos
para que eles não tivessem força para fazer uma rebelião, para se organizar, então ele tirou o povo de Israel da terra deles,
levou lá para Síria ou para outras terras e pegava povos de outras nações que ele tinha conquistado e colocou em Israel,
então tinha uma mistura de pessoas e essas pessoas, pelo menos até onde temos algum registro,
essas pessoas que ficaram na terra, mesmo os descendentes do povo de Israel, eles não mantiveram o culto a Deus,
a separação, a pureza, é uma coisa até meio interessante que o povo que foi para o cativeiro, pelo menos esses que voltaram,
é bem provável, bem certo que algumas pessoas, e isso aconteceu ao longo dos séculos, os judeus dispersos em muitas partes do mundo,
alguns mantêm a sua identidade, os judeus mantiveram durante dois mil anos depois da dispersão no ano 70,
então alguns mantêm essa separação, fazem comunidades, colônias, os judeus sempre viveram em grupos, em comunidades,
eles viviam juntos e alguns conseguiram manter, mesmo sem ter templo, sem ter sacerdócio, daí surgiram as sinagogas,
então eles mantiveram o estudo da torada, lei dos livros do antigo testamento, eles mantiveram suas características,
suas alianças, guarda dos sábados, alimentações e muitas outras coisas, circuncisão, então isso aconteceu também em parte,
porque algumas pessoas até hoje, é um fenômeno chamado assimilação, quando o judeu é assimilado, ele casa com pessoas de outras nacionalidades,
de outras fés, então ele deixa de ser judeu, ele começa a viver de uma forma diferente, nem sempre, não é porque casa com alguém que não é judeu que deixa de ser judeu,
muitos judeus messiânicos são casados com pessoas de outras etnias e na verdade deve ser quase ninguém, deve ser muito difícil achar alguém que é puro,
que não tem nenhuma mistura de casamento, como ouve dispersão, então tem muita mistura, mas a questão principal é afastamento da fé, afastamento da identidade,
mas o que eu quero mostrar aqui, é que os povos da terra, esses que ficaram na terra, nós não temos, pelo menos assim, não aparece aqui,
que tivessem ficado na terra grupos que ficaram fiéis a Deus, que nós queremos manter, se houve isso não está registrado aqui,
o que a gente tem é que as pessoas que voltaram da Babilônia, que voltaram do cativeiro, eles sim, eles conseguiram, como eu falei, não todos com certeza,
mas os grupos que voltaram, muitos grupos na Babilônia, conseguiram manter, viveram 70 anos e agora nos nossos tempos tem grupos em todos os países,
praticamente do mundo, que mantiveram, tem grupos de judeus ortodoxos ou não ortodoxos, mas que mantiveram a sua fé, a sua identidade,
isso é um milagre, porque a tendência é similar mesmo, é abandonar, mas é bem interessante, eu tenho observado bastante isso,
de que as pessoas que, os exilados, estou falando isso para dizer por que chama de exilados, os exilados foram os que eram mais puros,
os exilados voltaram da Babilônia e eles estavam ali, sabiam, nós vimos aí no início do livro de Esas, tinha genealogias,
tinha aqueles que eram sacerdotes, aqueles que eram descendentes de levitas, cantores ou de outras tribos também, então nós temos essa preservação,
eles preservaram a sua identidade enquanto que aqueles que ficaram na terra, e era o que Deus tinha falado com Jeremias,
quando vier a invasão de Babilônia, se submetam, vão com eles, eu estou falando assim, esse é o momento, vocês tem que ir para o cativeiro,
os que ficaram, alguns morreram, e os que ficaram, parece que a maioria perdeu a fé, então versículo 16, os filhos de Israel, os sacerdotes,
os levitas, outra coisa para observar aqui, os filhos de Israel, ele usa aqui, com certeza não por acidente, não é uma coisa assim por acaso,
ele usa o nome de Israel, porque aqui eles representam a nação de Israel, embora eles não tivessem, talvez alguns não soubessem exatamente,
mas seguindo as genealogias no capítulo 2 de Estras, nós temos aparentemente três tribos, a tribo de Levi, que inclui os sacerdotes, a tribo de Judá e a tribo de Benjamim,
a tribo do sul, agora já tinha acontecido um processo de ir para Jerusalém para Judá, pessoas de outras tribos que queriam manter a sua fé no Deus verdadeiro
e continuar indo ao templo, por causa da apostasia de Jeroboão, então a gente não sabe exatamente, mas é aquela história, as dez tribos desapareceram,
praticamente não temos notícia, praticamente não sabemos de outras tribos, mas aqui eles são chamados dos filhos de Israel,
porque eles representam não apenas uma tribo e isso é tão importante, porque hoje a igreja está dividida em muitas tribos, muito mais do que 12,
mas nós não representamos uma tribo apenas, as tribos, não tem problema ter tribo, mas as tribos pertencem à nação de Israel,
então espiritualmente isso também fala da nossa unidade e vai aparecer mais ainda aqui, então os filhos de Israel, os sacerdotes, os levitas e o restante dos exilados fizeram a dedicação desta casa de Deus com alegria,
essa palavra dedicação no hebraico é hanukkah, eu não sei pronunciar corretamente, mas é uma palavra, tem muitas palavras hebraicas que ficaram conhecidas,
as pessoas pronunciam como entendem, mas hanukkah é conhecido como uma festa, vai cair esse ano, no mês de dezembro, sempre cai mais ou menos no final do ano,
que significa a festa da dedicação, só que não essa festa que o povo de Israel, os judeus guardam até hoje e que o nome se tornou até conhecido,
porque não é uma das festas de Levítico 23, não é uma das sete festas, mas é até citado no Evangelho de João, é uma festa que eles já guardavam,
essa festa que os judeus guardam, hanukkah, é a festa que celebra o milagre de Deus no tempo dos macabeus, porque no tempo dos macabeus,
essa casa que foi dedicada aqui nesse texto de Estras, essa casa foi contaminada, ela foi profanada por antigo epifânio, pelos sírios que dominavam Israel,
acho que uns 150 anos antes de Cristo, então no tempo dos macabeus que se levantaram e lutaram contra essa potência, esse domínio dos sírios,
eles fizeram uma nova dedicação do tempo, porque tinha sido totalmente profanado por antigo, então essa festa de hanukkah celebra um milagre,
as pessoas não sabem se realmente é, se dá pra confiar que isso realmente aconteceu, mas o registro histórico é que eles acenderam o candelabro, não tinha azeite pra permanecer e que as luzes, as chamas continuaram acesas durante 7 ou 8 dias,
por um milagre, porque não tinha azeite pra repor lá, mas de qualquer forma, só estou fazendo uma referência aqui que dedicação, a dedicação do templo é a mesma palavra,
eles dedicaram essa casa de Deus com alegria, ofereceram para dedicação desta casa 100 novilhos, então sempre tinha, em todas as festas, em todos os momentos, sempre tinha bastante sacrifícios,
e nessa dedicação da casa de Deus, como aconteceu com Salomão também, houve muitos sacrifícios, 100 novilhos, 200 carneiros, 400 cordeiros,
se a gente olhar esse texto aqui, é bastante animal, é um número 100, 200, 400, mas se você olhar o relato da dedicação do templo que Salomão edificou, quando Salomão dedicou, nem tem comparação,
aqui não fala, quando eles lançaram os fundamentos em Hésidas 3, fala que eles estavam com muita alegria porque estavam lançando os fundamentos da casa de Deus,
mas eles também choraram, porque alguns conheciam, ainda lembravam do templo de Salomão antes de ser destruído,
então já nos fundamentos eles percebiam que era muito inferior, era uma coisa assim, parecia que era muito menos, chegava aos pés do outro,
então eles estavam jubilando porque estavam dando início à obra de restauração, mas estavam chorando porque sabiam que era muito inferior.
Aqui na dedicação não fala sobre isso, mas é impossível a gente não fazer comparações, inclusive vou fazer algumas comparações já aqui,
porque realmente quando você compara, nós estamos falando do segundo templo e era para ser uma restauração, era para ser assim, o primeiro templo foi destruído, então estamos reconstruindo,
então você vai comparar, está no mesmo lugar, é a mesma planta, é o mesmo propósito, é a casa de Deus, então você compara, é impossível não comparar.
E realmente não tem comparação, é muito diferente, foram 22 mil novilhos no templo de Salomão, então aqui tem 100, era 120 mil ovelhas,
a gente nem consegue conceber como é que mataram tudo isso, como é que sacrificaram tudo isso, até no templo de Salomão fala mesmo que ele consagrou um outro átrio lá porque era muita coisa,
mas assim, já se pensar em matar e sacrificar, não gosto nem de pensar nisso, a morte dos animais, mas 100 novilhos, 200 carneiros é muita coisa já.
Agora em relação ao templo de Salomão é muito menor, eu até coloquei aqui nessa folha algumas comparações com a dedicação do primeiro templo, a dedicação do templo de Salomão,
então comparando tem muitas coisas que faltam aqui, então começa com essa disparidade, essa diferença enorme entre o que Salomão ofereceu,
o templo de Salomão tinha muita riqueza, eles tinham recursos, era o período de mais riqueza do povo de Israel, da nação de Israel, e aqui não, aqui é um grupo pequeno, é um remanescente, é um grupo fraquinho,
então eles sentiam isso, eles estavam meio intimidados, agora não, porque eles sentiram o apoio do rei da Pérsia, então eles estavam, acho que não estavam sentindo mais medo,
mas eles tinham vivido nesses 20 anos depois que voltaram do cativeiro, eles tinham vivido com medo, eles ficavam intimidados, então é uma situação totalmente diferente,
Salomão era um rei, ele dominava até outras nações além de Israel, e aqui não, eles não tinham autonomia para eles próprios, então a situação é totalmente inversa, totalmente diferente,
e isso tudo é importante para a gente pensar, como falei no início da aula, a gente sempre pensa assim, o que isso significa, nós estamos vivendo, se a gente comparasse o primeiro templo,
não em todos os aspectos, porque o templo de Salomão na verdade aponta para o reino milenar, para a glória, para um período que a igreja não viveu,
mas se a gente fosse fazer algum tipo de paralelo com a igreja hoje, nós poderíamos dizer que a igreja apostólica foi a primeira casa, em termos de casa espiritual, foi a primeira casa,
então nós passamos por uma longa história, muitos cativeiros, a primeira casa seria nesse sentido a casa da igreja apostólica, e nós estamos vivendo um tempo de restauração,
nós estamos buscando uma restauração daquilo que teve, não foi uma igreja mundial, não foi aquilo que vai ser quando Jesus voltar, mas nós pensamos da igreja do livro de Atos como nosso referencial,
como eles olhavam para o tempo de Davi e Salomão, então nós olhamos para nosso tempo agora como um tempo em que Deus está restaurando, que nós estamos voltando,
não é uma coisa assim tão fácil de fazer um paralelo exato, mas é um tempo em que Deus está, vem ao longo de décadas, até de séculos, restaurando coisas para a igreja,
e nós estamos pensando quando é que a casa de Deus vai ser realmente levantada novamente, quando é que nós vamos ter algo semelhante à presença de Deus, em muitos aspectos ser como a igreja apostólica,
mas vamos falar sobre isso mais daqui a pouco. Então, comparando a primeira casa e a dedicação e aquele momento histórico com esse, o que nós vemos?
Tem coisas que não cita aqui nesse texto, mas nós sabemos que nessa casa que eles tinham reconstruído, que eles estavam dedicando, faltava uma coisa muito importante,
porque no templo de Salomão, ele fez móveis novos, ele fez um altar, ele não usou o mesmo altar do tabernáculo, ele fez tudo novo, candelabro, altar de incenso,
mas teve uma coisa que Salomão não fez de novo, que era a arca da aliança, e quando Salomão terminou de fazer, de edificar o templo e tinha feito essas coisas, os móveis, tinha feito tudo,
mas assim, o momento mais dramático, o momento especial da dedicação do templo de Salomão foi quando trouxeram a arca que existia, estava separado do tabernáculo, estava numa tenda que David tinha feito,
mas existia aquela arca com aquelas tábuas da lei que Deus deu para eles no Monte Sinai, então essa era a parte mais sagrada, mais importante do templo,
então essa arca foi trazida numa procissão, num momento muito especial, a arca vindo estava separada desde os tempos de Samuel, quando a arca foi tomada pelos filisteus,
a arca nunca mais voltou para o tabernáculo, nunca mais voltou para o Santo dos Santos, ficou numa casa separada e depois David fez uma tenda para ela em Jerusalém,
então a arca estava separada, mas ela existia e aí agora na dedicação do templo de Salomão eles trouxeram a arca e aí a glória de Deus, a nuvem de Deus encheu a casa,
então não foi só toda a pompa dos sacerdotes tocando trombetas que quando tem uma grande inauguração as pessoas fazem, tem decorações, tem desfiles,
tem as coisas que os homens podem fazer, mas tinha algo especial que só Deus podia fazer, que era encher a casa, ele fez isso no tabernáculo,
quando o tabernáculo foi inaugurado, foi dedicado e ele fez também no templo de Salomão, Deus deu a sua aprovação, ainda não era Deus vindo para habitar ali para sempre,
mas era um sinal, era Deus enchendo a casa com a sua presença e aí fala que era tão forte que os sacerdotes nem podiam ficar ali, era uma coisa gloriosa, uma coisa fantástica,
uma coisa que fazia todo mundo adorar e sentir impressionado pela glória de Deus e pela presença de Deus e por Deus ter carimbado, por Deus ter vindo,
foi a coisa mais importante, simbolizada pela arca, mas depois pela própria nuvem era Deus chegar, nada disso vai acontecer agora, nada disso acontece nesse momento dessa dedicação do templo,
então realmente fica assim, não é bem a mesma coisa, é muito inferior, é muito diferente, então não tinha mais a arca da aliança e não tinha a presença,
até em Crônicas acho que fala do fogo que desceu do céu sobre o sacrifício, acontece também em Levítico, Capítulo 9, quando os sacerdotes são dedicados, então Deus manda fogo,
então essas coisas são tremendas, mas não tinha nesse momento, e a outra coisa também, aqui a gente vai ter uma festa, eles celebraram a festa com alegria,
mas uma coisa tremenda que está registrada para nós é uma grande oração que o rei Salomão fez, que ficou muito marcada pedindo a Deus para fazer seu nome e habitar ali,
nada disso, nada desses momentos tremendos, muitos sacrifícios e a arca chegando, então não tem como a gente não fazer essas comparações.
Versículo 17 ainda, então aqui tem todo o sacrifício que foram feitos, e aí no meio do Versículo 17 tem algo também que é diferente,
eu pus aqui embaixo como um dos destaques, mas também pode ser colocado como uma comparação, porque nessa dedicação da casa eles fizeram um sacrifício diferente,
que não tinha na dedicação de Salomão, como oferta pelo pecado de todo Israel, 12 cabritos segundo o número das tribos de Israel,
tinha vários tipos de sacrifício que a gente lê no Livro de Levítico, o que mais era, tanto de novilhos e carneiros e cordeiros que Salomão sacrificou,
que foi dado aqui, a grande maioria, a principal parte dos sacrifícios eram holocaustos, eram os sacrifícios de dedicação,
o holocausto representava mais do que o pecado, era um sacrifício de oferecer a Deus, de um cheiro suave para ele, de oferecer tudo para ele,
a gordura para ele, o prazer para ele, claro que o sangue sempre tinha uma conotação com a expiação, mas o holocausto não focava muito no pecado,
e outra coisa que eles faziam muito nessas festas de celebração eram ofertas pacíficas, o que era uma oferta pacífica? Era uma oferta que uma parte era dada para Deus, mas uma parte era a comunhão da própria pessoa,
não só os sacerdotes, mas a pessoa que oferecia essa oferta pacífica de ações de graças, de gratidão a Deus, era um momento que as pessoas também podiam se alimentar,
então era como se fosse uma ceia, uma alimentação em conjunto, então esses sacrifícios, na inauguração, na dedicação do templo, era esse tipo de sacrifício, na dedicação do templo,
eles não, pelo menos não mencionam, a oferta não dá ênfase para a oferta pelo pecado, a oferta pelo pecado era algo que era feito em momentos específicos,
se tivesse uma transgressão, se tivesse alguma coisa que precisasse oferecer realmente para expiar pecados, ou individuais, ou de lideranças, ou da nação,
mas a festa marcada de Deus que fazia assim uma oferta pelo pecado e pela nação toda, era na festa do dia da expiação, que era uma festa específica,
era uma festa no sétimo mês, uma festa específica para expiar uma vez por ano, nessa ocasião o sacerdote entrava no Santo dos Santos para levar o sangue,
então era feita uma expiação para toda nação e até hoje é a festa mais sagrada do calendário judaico em que eles realmente se colocam diante de Deus e pedem expiação,
então, por que isso foi feito agora? Por que essa oferta está sendo dada nessa ocasião? Porque eles estão reconstruindo o templo, não é como no templo de Salomão,
eles já estavam juntos, eles faziam normalmente os sacrifícios no tabernáculo que ficava em Gibiom, não tinha havido uma ruptura entre o povo e Deus,
eles já tinham feito o altar aqui no livro de Estras, no capítulo 3 eles já tinham feito antes mesmo de lançar os fundamentos, eles fizeram o altar, levantaram o altar,
então eles parece que estavam oferecendo os sacrifícios, mas nessa dedicação da casa de Deus era como se fosse esse o momento em que nós estamos inaugurando de novo a casa para Deus morar entre nós
e nós queremos fazer um sacrifício especial em favor de toda nação de Israel que foi, que se afastou de Deus, que quebrou a aliança com Deus,
então esse é o momento especial do dia da expiação, mas não aquilo que era feito normalmente a cada ano apenas, mas era assim em favor das doze tribos,
as dez tribos que tinham sido tão apóstatas, tinham seguido Jeroboão, tinham ido para o cativeiro, então aqui não fala muito, mas são doze cabritos, o cabrito se você ler em números 16 você vai ver como essa cerimônia,
eles usavam dois cabritos e era um que era o bode expiatório que ia para fora do arraial, então tinha toda uma cerimônia para purificar a nação do pecado,
então aqui nós temos doze cabritos em favor das doze tribos, mesmo as doze tribos não estando ali naquele momento, eles não tinham as doze tribos,
então isso é tão importante, é um momento de expiação, é um momento de reconciliação, é um momento em que eles estavam realmente pedindo que Deus perdoasse e que houvesse um fim nesse período de juízo,
e uma coisa interessante é que essa época, lembra assim, a gente já comentou sobre isso, mas eu vou tentar explicar, eu não coloquei aqui na folha,
mas os 70 anos de cativeiro eles podem ser calculados a partir de várias datas, os 70 anos de cativeiro, se nós considerarmos que terminaram os 70 anos quando o Ciro fez aquele decreto,
então o início dos 70 anos seria 20 anos antes da destruição do templo, porque houve várias etapas no cativeiro,
então foi levado Daniel, o Daniel do profeta Daniel, ele foi levado nessa primeira etapa, então 20 anos antes da destruição de Jerusalém e do templo, começou o cativeiro na primeira etapa,
depois teve uma segunda que foi Ezequiel, e depois uma terceira, talvez mais de três até, mas assim essas três principais a gente identifica assim,
a primeira foi quando Daniel foi, a segunda foi quando Ezequiel foi, e a terceira foi quando o templo foi destruído e a cidade também,
que foi um grupo maior pra Babilônia e acabou assim, a partir dali não tinha mais rei e tal, então a data do retorno do cativeiro quando o Ciro fez o decreto e liberou pra voltar,
foi 70 anos a partir da primeira leva com Daniel, mas foi 50 anos após a destruição do templo, então a gente precisa guardar porque eu estou falando sobre isso agora,
porque agora nós estamos 20 anos depois que eles voltaram da Babilônia, o que significa isso? Que o templo aqui foi inaugurado, foi dedicado 70 anos depois da destruição,
então não foi desses 20 anos, esses últimos 20 anos antes dessa dedicação, eles não estavam mais, tinha muita gente na Babilônia ainda, mas esse grupo que retornou já estava na terra prometida,
na terra de Israel, mas é significativo que o templo foi reconstruído, foi dedicado também 70 anos depois da destruição, então são dois cálculos e é fácil de lembrar,
são 20 anos antes da destruição do templo que foi o início do cativeiro, mas 20 anos depois do retorno da Babilônia é que o templo foi inaugurado.
Ok, versículo 18, e instalaram os sacerdotes nas suas turmas e os levitas nas suas divisões para o serviço de Deus em Jerusalém conforme está escrito no livro de Moisés,
é muito interessante, isso também tem, cada uma dessas coisas tem implicações, são significativas, mas os sacerdotes já estavam fazendo algumas coisas antes dessa dedicação,
mas eles não tinham, eles podiam oferecer alguns sacrifícios no altar que já tinham, mas os sacerdotes principalmente com as ordens de Davi, esse texto aqui não menciona Davi,
mas com certeza sim, a restauração dos turnos, porque esse instalar os sacerdotes nas suas turmas e os levitas nas suas divisões para o serviço de Deus em Jerusalém,
isso foi muito mais organizado, estruturado por Davi, que no templo de Moisés não tinha ainda o templo e ainda não tinha muitas coisas, Davi ampliou, Davi estruturou o ministério sacerdotal e levítico,
e tem muitas coisas que os sacerdotes e os levitas não conseguem desempenhar sem a casa de Deus funcionar,
então isso também é muito significativo que a restauração da casa de Deus foi um requisito para que os sacerdotes e os levitas pudessem voltar a funcionar normalmente,
também não sei exatamente o significado, mas é interessante notar, eu vi isso num dos comentários hoje, que Davi instituiu 24 turnos ao longo do ano,
ele tinha 24 turnos para os sacerdotes, para cada um fazia uma parte, tinha uma época do ano, se você lembra em Lucas capítulo 1,
Zacarias, o pai de João Batista que era sacerdote, ele estava em Jerusalém na época que o anjo, ele estava no templo quando o anjo visitou,
porque era o turno dele, então esses turnos estavam funcionando ainda, agora é interessante que quando os sacerdotes, quando o povo, os exilados voltaram do cativeiro,
pelo que está, pelo que pesquisaram, pelo que eles conseguiram descobrir em Esdras 2, dos 24 turnos sacerdotais, parece que só 4, eles só tinham sacerdotes que pertenciam a 4 daqueles 24 turnos,
então eles tiveram que fazer uma nova distribuição, porque eles não tinham todos os sacerdotes representantes de todos os turnos, mas isso mostra assim o quanto que eles voltaram num grupo menor,
e que não tinha, não tinha plenitude, não tinha todas as pessoas, mas eles foram cobrindo todos os turnos, mesmo com aqueles que tinham.
Eu vou continuar aqui agora sobre a celebração da Páscoa, então essa dedicação aconteceu no último mês do ano, assim que terminaram de construir o templo, eles fizeram a dedicação no último mês do ano,
e aí já no primeiro mês do ano seguinte, que virou o ano, e já no primeiro mês, então poucos dias depois, eles foram celebrar a Páscoa.
Agora aqui também eu não coloquei aqui, mas é uma outra comparação entre, só tem algumas coisas que eu não saberia dizer exatamente qual o significado, o que a gente pode aplicar disso,
mas é interessante que Salomão dedicou o templo, a primeira casa, no sétimo mês, que era o mês da festa dos Tabernáculos, que é um mês que, assim, são as festas tipo do final da colheta,
não é o final do ano, porque é o sétimo mês, mas é o final de uma etapa agrícola, e as festas, chamadas festas do outono, porque no hemisfério norte é no outono que cai,
essas festas simbolizam o fim, o fim da história, o fim dessa era, a segunda vinda do Messias, a festa dos Tabernáculos, a consumação,
então essa festa foi a época em que Salomão dedicou aquela casa, o primeiro templo, e isso também tem uma relação com o fato de que é um símbolo, é um presságio,
está mostrando o reino milenar, que é a simbologia do reino de Salomão, agora aqui não, aqui nessa casa eles dedicam, não numa época de uma festa específica,
mas pouco antes da Páscoa, então eles celebram não a festa dos Tabernáculos, agora vamos lembrar que eles lançaram os fundamentos da casa em Estras 3 na época da festa dos Tabernáculos,
então tem várias coisas para a gente pensar e para entender, mas a dedicação da casa foi na época da Páscoa, aí a gente pode pensar, mas a Páscoa não tem a ver com o final dos tempos, não,
tem muito a ver, até nós temos aqui na editora, nós temos um livro traduzido do judeu messiânico Dan Juster, que ele fala sobre a relação entre a Páscoa,
é até assim como uma chave para abrir o livro do Apocalipse, principalmente pela questão das pragas, mas tem muitas coisas que ele faz um paralelo nesse livro entre a festa da Páscoa,
porque o fim dos tempos, o livro do Apocalipse, que fala das pragas que Deus envia sobre o mundo inteiro, o anticristo seria como se fosse um faraó e a igreja sendo preparada para sair da Babilônia,
para sair dessa escravidão, para fazer uma saída definitiva e ir para a terra prometida, então a Páscoa tem muito sentido escatológico, mas antes de pensar sobre isso eu quero fazer uma outra ligação,
no livro, especialmente no livro de Crônicas, o segundo reis conta também, teve dois reis que fizeram uma restauração no tempo do Reino Dividido,
o rei Ezequias e o rei Josias, foram dois reis de Judá do Reino do Sul, dois reis que vieram depois de um período de apostasia, não tinha acontecido o cativeiro,
foi um tempo em que tinha o templo, a casa de Deus, ela estava ali, mas alguns dos reis eram totalmente afastados de Deus, abandonavam antes do rei Ezequias,
tinha o rei Acás que foi principalmente assim, ele também profanou o templo, colocou idolatria, fez coisas terríveis ali e depois de Ezequias e antes de Josias teve o rei Manassés,
então Ezequias e Josias fizeram uma restauração, não foi preciso reconstruir o templo, o templo estava lá, mas o templo tinha sido profanado, tinha sido abandonado,
tinha sido totalmente contaminado e eles fizeram uma limpeza, repararam, consertaram o que estava errado, consagraram a casa de Deus e qual festa que eles celebraram
depois desse período de apostasia para começar a funcionar a casa de Deus e o culto a Deus de maneira normal, qual a festa? A festa da Páscoa, os dois fizeram uma celebração tremenda
da festa da Páscoa como um retorno para Deus, então isso também tem uma comparação, tem um paralelo aqui porque eles estão voltando, a casa de Deus está voltando,
está aqui com Zurubabel e Josué, está voltando a existir, foi reconstruído, mas é voltando a ter o culto a Deus depois do longo tempo de afastamento e de cativeiro,
então a Páscoa eles, versículo 19, os que vieram do exílio, olha como sempre enfatiza isso e aqui vai mostrar também uma razão porque fazer essa distinção,
os que eram do exílio, porque que eles eram chamados dos que vieram do exílio? Então os que vieram do exílio celebraram a Páscoa no dia 14 do primeiro mês que é a data certa,
a data correta, versículo 20, os sacerdotes e os levitas tinham se purificado como se fosse um só homem, teve um, não me lembro agora exatamente quem, mas eu acho que foi com rei Ezequias,
que nem todos os sacerdotes, nem todos os levitas se purificaram e se eles não se purificassem eles não podiam oficiar, não podiam sacrificar o Cordeiro da Páscoa.
Aqui não todos eles, os sacerdotes e os levitas tinham se purificado como se fossem um só homem, todos eles com o mesmo coração, estavam todos limpos,
mataram o Cordeiro da Páscoa para todos os exilados, para seus irmãos, os sacerdotes e para si mesmos, ok? Por enquanto estamos falando dos exilados e vamos lembrar que no capítulo 4 de Estas vimos isso sobre a oposição,
Zorobabel rejeitou uma oferta de "nós vamos ajudar vocês, o povo da terra, esse povo misturado, esse povo que não tinha mantido a separação, que não tinham se mantido fiéis a Deus,
que tinham se misturado com outros povos, com outras religiões e tudo mais, então aqui naquele capítulo 4 Zorobabel não quis ajuda deles e eles se tornaram, por causa disso eles foram, na verdade já estavam ali para se opor,
mas aí eles começaram ao invés de tentar "vamos nos aliar, vamos cooperar", mas era com intenções erradas, aí como eles foram rejeitados eles partiram para a oposição mesmo.
Mas aqui olha o que vai acontecer no versículo 21 "Assim comeram a Páscoa os filhos de Israel que tinham voltado do exílio, com todos", mais uma vez falou, aqueles que, os exilados e tal, tudo bem, eles tinham se mantido puros e estavam participando da Páscoa,
mas aqui no versículo 21 tem uma inclusão importante, qual é? "Com todos os que, juntando-se a eles, se haviam apartado da imundícia das nações da terra, para buscarem ao Senhor Deus de Israel".
Esse grupo aqui são aqueles que eram da terra, que tinham ficado lá, alguns eram inimigos, alguns estavam lutando contra, alguns não quiseram se unir de verdade, mas aqui tem um grupo, não sabemos se era grande ou não,
mas era grande o suficiente pelo menos para identificar que tinha, além dos exilados, tinha um pessoal, daqueles que tinham ficado na terra, daqueles que eram misturados, talvez mesmo que tinham se casado e não eram nem descendentes puros do povo de Israel,
mas todos aqueles que falassem "não, nós também queremos servir a Deus, nós fazemos parte, queremos fazer parte", todos aqueles que queriam também puderam participar, eles tinham que se separar.
Então, assim como esse grupo exilado precisou sair da Babilônia, e aí nós temos aqueles textos citados do profeta Jeremias, mas tem o texto em 2 Coríntios 6, tem Apocalipse 18, que fala assim "sai da Babilônia, sai dessa mistura".
Não é sair da terra, não é ir para um lugar muito longe, viver num lugar afastado de todo mundo, não é esse tipo de sair, é sair do sistema, sair dessa meretriz que está montada em cima da besta, é sair dessa contaminação,
e é interessante que aqueles que tinham ficado no cativeiro na Babilônia, eles tinham que sair, mas de certa forma parece que eles não tinham se misturado tanto, mas eles tinham que sair de lá.
E aqueles que estavam na terra, que tinham se misturado muito mais, que tinham se contaminado muito mais, eles também podiam se separar, têm que se separar desse espírito, têm que se separar dessa contaminação para fazer parte daqueles que vão realmente celebrar a festa da Páscoa de Junto.
Esse tema, ele está aqui quase escondido nesse versículo, mas nós vamos encontrar isso mais adiante nesses livros, porque nós ainda não chegamos ao ponto em que o próprio Esdras, que dá o nome ao livro, anos depois, depois do capítulo 6 passam-se quase 60 anos,
e aí Esdras volta, um outro grupo volta da Babilônia, Esdras é um sacerdote, um homem zeloso, então nós vamos ver mais adiante, porque nós não vamos agora passar para o capítulo 7 de Esdras.
Nós temos várias outras coisas que acontecem antes, todo o livro de Esther acontece antes do capítulo 7 de Esdras, mas quando nós chegarmos na segunda parte do livro de Esdras, e também no livro de Nehemiah, nos dois livros, nós vamos ver como esse povo que voltou da Babilônia,
esses que voltaram, que se consagraram ao Senhor, eles voltaram a se contaminar, então esse tema de contaminação é muito forte nesses livros da restauração, vai aparecer muito mais.
Mas eu achei muito significativo esse fato de que os exilados e aqueles que se separaram dos povos da terra também se uniram, ele fala "todos os que, juntando-se a eles", então eles se uniram, houve um processo de união.
Então veja só, eu coloquei aqui como destaque, restauração das funções sacerdotais, que é o versículo 18, como a casa de Deus liberou para eles poderem assumir suas funções.
Depois nós temos a purificação, os sacerdotes, versículo 20, eles tinham que se purificar para poder participar da Páscoa e ter suas funções.
Então isso é um tema muito forte do tempo do fim, sempre fala, Malaquias fala, tantas Zacarias fala, tem muitas profecias a respeito da necessidade de purificação, isso é muito forte nas passagens, nos textos que falam a respeito do tempo do fim.
O livro de Apocalipse fala dos 144 mil que foram selados, que foram separados de todas as tribos e que eram puros para Deus.
Então o livro de Apocalipse fala do anticristo, do sistema da besta, tanta contaminação, tanta maldade, mas fala daqueles que são puros, que se purificaram.
E fala sobre isso, tanto no último capítulo de Daniel, como no final do Apocalipse, fala que aqueles que estão sujos vão se sujar mais, e aqueles que querem ser limpos vão se limpar, vão se purificar.
Primeiro João 3, todo aquele que tem essa esperança vai se purificar. Agora temos muito para aprender sobre o que é purificação, porque muita coisa que está sendo falado hoje, muitas distinções que estão sendo levantadas, muitos muros que estão sendo levantados entre a igreja e o mundo, não são os muros certos, não são as distinções certas.
Então precisamos entender o que é essa purificação, mas aqui tem a purificação dos sacerdotes e tem a purificação desse povo da terra que se separou para realmente servir a Deus e não continuar nessa mistura de contaminação errada.
Então a purificação é um tema importante. A oferta, que eu já mencionei, a oferta do pecado para as doze tribos, então isso também faz parte desse último tema aqui, que é a unidade que, apesar de ser um grupo pequeno, mas Deus está unindo, Deus está falando com eles para serem um representante das doze tribos.
Não só, nós não estamos buscando restauração para os carismáticos, nós não estamos buscando restauração somente para evangélicos ou somente para católicos ou somente para protestantes históricos, ou seja, qual for a linha, a restauração não é de uma tribo, a restauração é das doze tribos.
Enquanto eu estou falando sobre isso, deixa eu só mencionar que Elias, o profeta Elias, que ele é o símbolo de um profeta da restauração, Malaquias 4 fala sobre ele virar para restaurar todas as coisas, então Elias é o profeta que simboliza, ele não é dessa época que nós estamos estudando, mas ele é um ícone da restauração.
O que Elias fez? Lembra em 1º Reis 18 como ele foi confrontar os profetas de Baal e ele levantou um altar, ele reparou o altar que estava caído, estava em ruínas, ninguém estava oferecendo, ninguém ligava para o altar de Deus, eles nem iam para o templo em Jerusalém.
Mas Elias levanta um altar e ele levanta esse altar com doze pedras, representando as doze tribos, então Elias que é um profeta de restauração, ele quer restaurar o culto a Deus, mas ele quer restaurar a unidade das doze tribos, e naquela época o reino estava dividido, não tinha unidade entre as doze tribos.
Mas ele fez algo para simbolizar, para profetizar a unidade, e depois nós temos várias menções das doze tribos, Jesus fala com os doze apóstolos, vocês vão sentar em doze tronos, julgando as doze tribos, Apocalipse fala, já mencionei sobre as pessoas que foram seladas, os 144 mil que vem das doze tribos.
E aí nós temos a cidade celestial que é edificada sobre doze fundamentos e tem doze portas, representando os apóstolos e também as doze tribos.
Então Deus, esse número doze, fala do povo de Israel que Deus quer resgatar todos, tem muitas profecias, falando que Deus vai atrás de todos aqueles que são das doze tribos para trazer de volta a Ele, mas fala também dessa inclusão espiritual.
Então isso é um ponto importante para lembrarmos sobre a restauração.
Então, versículo 22, celebraram a festa dos pães asmos por sete dias, então eles celebraram a Páscoa que é uma noite que Jesus foi crucificado nessa festa e a festa da Páscoa é o início, é um dia só, mas aí inicia uma semana de sete dias que é a festa dos pães asmos.
Eles celebraram a Páscoa, mas também celebraram a festa dos pães asmos por sete dias, de acordo com o preceito.
Com alegria, porque o Senhor os tinha alegrado, mudando o coração do rei da Síria em favor deles para ajudá-los na obra da casa de Deus, o Deus Israel.
Ele deu uma ordem favorável, não só para impedir a oposição, mas oferecendo recursos e apoiando em todos os sentidos, então eles estão aqui se alegrando.
O que chama um pouco de atenção aqui, não sei se você notou, é que ao invés de chamar o rei da Pérsia, ou às vezes falam de Babilônia, porque a Pérsia tinha conquistado Babilônia,
então era o reino anterior e às vezes eles continuavam chamando pelo nome antigo, ou até mesmo os reis da Pérsia as vezes ficavam na Babilônia, mas aqui chama da Síria, que era o reino, a potência que existia antes da Babilônia.
Ou é um erro, que é possível, que alguém copiou errado isso, ou eles realmente estavam identificando, porque o rei da Pérsia ele é o sucessor,
e quem levou as dez tribos para o cativeiro era o rei da Síria, eles podem estar fazendo alguma ligação aqui em relação a isso, mas o importante é mostrar como eles estavam se alegrando com a maneira como Deus fez uma intervenção em favor deles,
como Deus tinha mudado a autoridade máxima para dar favor para eles.
Agora só umas considerações rápidas no final aqui, a nossa pergunta é como nós podemos aplicar essa época para o nosso tempo?
Eu vou só tocar em alguns aspectos aqui rapidamente, são mais perguntas, mais indagações, eu não tenho uma revelação, eu acho que nós não temos, acho que Deus pode revelar, Deus pode dar clareza maior,
mas quando nós pensamos sobre a restauração da casa de Deus, a grande pergunta é a seguinte, se nós olharmos, vamos olhar para a profecia do profeta Ageu, que é dessa época,
e ele falou assim, olha vocês tem que continuar a obra, a casa de Deus é importante, e ele faz aquela profecia tremenda no capítulo dois, em que ele diz a glória dessa segunda casa,
porque ele toca exatamente, a casa não tinha sido concluída ainda quando Ageu profetizou, mas ele está falando sobre essa situação que nós mostramos aqui,
essa casa que eles reconstruíram, que eles dedicaram, era muito inferior, não só no aspecto físico de glória, de ter assim materiais, de ser uma coisa esplendorosa,
mas principalmente porque não tinha arca, não tinha visitação da glória de Deus, então era muito muito inferior, não houve uma manifestação como nem no Tabernáculo,
e nem como houve na inauguração do Rei Salomão, então eu fiquei pensando, como que a gente pode entender, eu estou fazendo perguntas, não tenho uma clareza sobre isso,
não tenho uma profecia, uma palavra de Deus sobre isso, mas pensando nesse paralelo, nós estamos vivendo num tempo em que nós também estamos pedindo,
Deus restaura a tua casa, restaura o poder da Igreja Apostólica, restaura a intimidade, restaura a tua presença, tem havido profecias e bastante ênfase sobre o avivamento dos últimos dias,
vai ter um grande avivamento, tem o profeta Joel principalmente que fala a respeito disso e que Pedro confirma em Atos 2, vai ter um grande avivamento,
e tem outros textos que as vezes confirmam, e tem toda uma, eu fui criado desde pequeno aprendendo que a igreja dos últimos tempos será uma igreja gloriosa, Fésio 5,
Jesus deu a própria vida para preparar para si, uma noiva gloriosa, sem mancha, sem ruga, vai ser uma igreja sem defeito, então essa visão da igreja gloriosa,
essa visão de ter essa casa, como a Geo profetizou, uma casa com glória maior, então eu fiquei pensando nessas profecias, nessa visão, nessa perspectiva de ter uma igreja gloriosa para Jesus voltar,
eu gosto sempre de pensar naquela dita segundo o testemunho de ciências 1, quando Paulo fala que Jesus vai voltar para ser admirado nos seus santos, então ele não vem para ser envergonhado,
ele não vem para dizer, meu povo bagunçou tudo assim, mas eu vou consertar, e ele é o grande herói, mas a igreja não deu certo, não conseguiu, vamos dizer assim,
que às vezes até essa ideia da igreja ser arrebatada, mesmo do jeito que ela está, pode dar essa ideia de uma igreja envergonhada, de uma igreja que não foi triunfante,
e temos outras ideias, muitas escatologias hoje sobre triunfalismo, sobre a igreja que vai dominar, que a igreja vai tomar conta de países,
que vai tomar conta de áreas, que a igreja vai mudar a educação, vai mudar a cultura, vai mudar os governos, a sociedade,
então tem muitas coisas que eu só estou levantando para contextualizar e não estou dando uma resposta, mas estou levantando uma questão,
então se eu for olhar para essa visão que nós vimos hoje, não é necessariamente, a Bíblia não está falando que esse é o retrato da igreja nos últimos dias,
eu não tenho uma clareza sobre isso, mas é como eu falei, tem paralelos, porque é um tempo em que Deus está chamando para sair da Babilônia,
é um tempo que Deus, tem muitas coisas que são paralelos para nosso tempo aqui hoje, nesse contexto de Esdra 6,
então a minha pergunta é, como, quando que vai ser essa casa que a Geo profetizou?
Quando que vai ser essa casa que a segunda casa tem uma glória maior do que a primeira?
E aí, uma coisa que veio, que eu analiso, que eu acho interessante, é que essa visão do profeta Geo no capítulo 2
é claramente uma visão do reino milenar, ele não está falando, não foi algo que aconteceu na época que ele estava vivendo
e nós não temos uma clareza, mesmo Zacarias, o contemporâneo, Zacarias ele já não fala, ele não usa esse termo,
essa casa que vocês estão construindo vai ser uma glória maior do que a primeira,
Zacarias ele fala mais sobre o propósito final de Deus, ele diz assim, vocês vão construir a casa,
no capítulo 4 ele fala, Zorobabel lançou os fundamentos, Zorobabel vai terminar, mas ele fala mais sobre o propósito de Deus habitar
e ele termina aquelas visões que nós estudamos, as oito visões, falando sobre aquele que vem, vem alguém,
o Renovo, o Messias, ele vai construir a casa de Deus, ele vai ser o sacerdote e o rei juntos, ele vai reinar no seu trono,
então a minha pergunta é, talvez essa casa que Zorobabel inaugurou aqui, talvez essa casa simples, sem a arca,
sem uma manifestação tão grande da presença de Deus, não que eu não estou desacreditando, não estou duvidando
de que Deus faça uma obra em proporções nunca antes vistas como um avivamento, derramamento do Espírito sobre toda a carne,
mas assim como essa casa de Zorobabel foi assim, um passo necessário, mas algo simples, modesto, foi um passo muito importante,
eu creio numa restauração, eu creio numa restauração muito maior do que nós vimos até hoje, nós queremos a casa de Deus,
nós queremos os sacerdotes no seu lugar, nós queremos pelo menos a representação e a busca,
e entendendo que não é uma coisa de uma tribo ou duas, nós queremos as doze tribos, a ênfase sobre purificação,
sobre tanto aqueles que vieram da Babilônia, como aqueles que estão na terra se separando desse Espírito do sistema da besta
que invadiu, que penetrou na igreja hoje em todos os setores, então tem muita coisa que eu creio que vai acontecer,
mas possivelmente não será, não será uma casa como essa glória que a Geoprofetizou antes da volta de Jesus,
que é uma coisa mais visível, eu creio na purificação, eu creio em algo que Deus queira fazer,
estou propondo um pensamento de que assim como essa casa foi restaurada, mas nem se comparava com essa referência que eles tinham
do primeiro templo, pode ser que a gente não veja algo tão glorioso para que as pessoas vejam e admiram agora,
porque nós sabemos que quem vai realmente fazer a casa na sua glória, representando o que Deus quer é Jesus,
e para falar a verdade, se você olhar o novo testamento, Jesus por exemplo, ele profetizou que aquele templo,
que os discípulos até mostraram, oh mestre, olha essa casa, essa maravilha, que naquela época o templo era glorioso,
porque Herodes praticamente reconstruiu essa casa de Zorubabel, então no tempo de Jesus não era uma casa modesta,
era uma casa cheia de pompa mesmo, era uma coisa fantástica, então Jesus falou essa casa vai ser destruída,
não vai ficar uma pedra sobre outra, e ele não fala da restauração da casa, eu fiquei pensando e procurando no novo testamento,
onde que fala, e tem toda essa questão que nem todo mundo tem a mesma visão, a maioria dos estudiosos da escatologia
entendem que vai ter um terceiro templo feito em Jerusalém, eu não sei exatamente o que a gente vê nas profecias,
aquela da abominação, da desolação, que tem alguma coisa que vai, essas profecias são muito fortes sobre o fim,
tanto nas palavras de Jesus, segundo T.C.C.2, Daniel, nós temos essas profecias que falam de uma abominação que vai ter dentro do santuário,
isso pode significar que vai ter um templo reconstruído, mas o que eu quero dizer assim, nas profecias do final,
até no livro de Daniel, fui olhar de novo as 70 semanas de Daniel, não falam, a profecia ali não fala da reconstrução do templo,
depois fala que o santuário vai ser destruído, mas assim, a ênfase não é sobre a reconstrução da casa física,
porque na nova Jerusalém, em Apocalipse 21, não tem mais templo, porque o Deus poderoso e o Cordeiro, eles são o templo,
nós somos o templo, então a ênfase da nova aliança, das profecias mais para o final, não são essa reconstrução da casa,
se vai ter ou não, tem várias indicações que pode ter, mas pensando na casa espiritual, que é a casa que Deus está fazendo por meio de nós,
isso tem que continuar, Efésios 2, 1 Pedro 2, falam de pedras vivas e de fazer uma casa espiritual, mas isso não é uma coisa visível,
e pensando nesse paralelo, então eu deixo essa pergunta, a casa, como algo assim, como Salomão fez aquela casa gloriosa,
Herodes fez uma casa, reformou, fez um negócio que todo mundo tinha orgulho daquela casa,
me parece que as profecias não apontam tanto nessa direção, Deus vai fazer grandes obras,
Ele vai fazer uma obra de purificação, a pureza, a restauração, a casa espiritual, isso com certeza Deus está trabalhando,
e com certeza são coisas que não aparecem muito aos nossos olhos, então são apenas alguns pensamentos para a gente colocar diante do Senhor,
e crer que com o tempo Deus vai revelando mais, a gente vai entendendo mais, mas é claro que tem muitas coisas,
com certeza para a gente aprender em relação à unidade, em relação à purificação, em relação à renovação da Páscoa, aquilo que Deus quer fazer,
Deus com certeza vai fazer coisas muito maravilhosas e muito profundas entre nós e com o povo de Israel também.
Senhor, nós apresentamos a Ti esses pensamentos e nós queremos que o Senhor continue com a Sua obra,
com o Teu propósito, o Teu projeto, que o Senhor levante profetas para nos encorajar, para nos exortar,
para nos levar realmente para frente cada vez mais, buscando o passo que o Senhor tem para nós.
Essa casa que eles edificaram não era a casa permanente, não era o objetivo final, mas era algo muito importante que o Senhor deu para eles fazerem.
Nós queremos ser fiéis, nós queremos nos dedicar, a Tua casa é algo de extrema importância porque nós queremos que o Senhor abite entre nós,
esse é o Teu propósito e como o Senhor vai fazer isso? Como o Senhor mostrou até para Jeremias que não ia ter mais a arca,
não ia ter mais a arca, mas o Senhor iria habitar, o Senhor viria, a realidade que a arca representa seria mais importante do que a arca.
Então, Senhor, que hoje também nós possamos entender o que o Senhor quer fazer, qual a casa que o Senhor está edificando e como nós podemos fazer parte disso.
Pedimos em nome de Jesus. Amém.

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