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Aula 26 – Vol.31 – Oração com as janelas abertas para Jerusalém

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12/07/20 – Daniel 6 – Baixardo áudio.

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Então nós estamos em Daniel 6, já vimos algumas coisas nesse capítulo. Na aula passada vimos especificamente sobre perseguição,
porque nesse caso aqui ele não foi perseguido pelo rei, ele foi perseguido pelas pessoas que estavam, vamos dizer, seus pares, seus companheiros que faziam parte do governo.
Então falamos sobre a perseguição. E agora queremos falar especificamente sobre a causa da perseguição.
Nós vimos que esse grupo de pessoas com ciúmes, com desejo de tirar Daniel do caminho não queriam, por várias razões talvez,
não queriam que Daniel estivesse nessa posição de destaque, eles não queriam que um estrangeiro, alguém que veio de Judá,
dos exilados, que ele fosse superior a eles que eram da terra, os caudeus, as pessoas daquele lugar.
Então eles não conseguiram achar nenhum defeito e chegaram à conclusão de que somente se eles pudessem achar algum meio de acusá-lo baseado na lei do seu Deus,
na sua devoção ao seu Deus. Na história eles aparecem vendo Daniel em oração depois que a lei, depois que a proclamação foi assinada pelo rei.
Mas eu acredito que como eles fizeram, eles tentaram achar um meio de acusar Daniel diante do rei. Não acharam nenhum defeito, nenhuma desonestidade, nenhuma falha.
Então eles pensaram, nós temos que acusá-lo baseado na devoção, na prática que ele tem de adorar seu Deus. Agora como que eles acharam esse,
como é que eles chegaram nessa conclusão e como que eles iriam provar se eles chegaram diante do rei e falassem "Olha, o senhor deve assinar um decreto dizendo que ninguém pode fazer nenhuma oração a nenhum outro Deus,
anunciou o senhor durante 30 dias". Por que que eles fizeram essa sugestão? Por que que eles fizeram essa, trouxeram essa ideia? Porque com certeza eles já tinham visto Daniel orando,
porque era, como explica no versículo, nós vamos ler aqui, no versículo 10, Daniel 6, versículo 9, o rei Dario tinha assinado a escritura, o interdito, então versículo 10.
Ora, quando Daniel soube que a escritura estava assinada, então Daniel não estava no escuro, ele não estava ingenuamente pensando que estava tudo normal,
ele sabia que tinha sido feito esse decreto, então quando ele soube que a escritura estava assinada, entrou em sua casa, no seu quarto em cima, então era em cima de um lugar muito visível,
o seu quarto em cima era uma espécie de sobrado, então ele tinha um quarto na parte superior da casa e onde estavam abertas as janelas para o lado de Jerusalém.
E três vezes no dia se punha de joelhos, orava e dava graças diante do seu Deus, como também antes costumava fazer.
Então a história deixa muito evidente de que isso era algo que ele já tinha observado, então quando eles estavam tentando achar um motivo, tentando achar uma falha e chegar à conclusão, nós podemos pegá-lo baseado no seu costume de oração e isso é porque eles já tinham observado antes.
No versículo 11 então aqueles homens foram juntos, eles chegaram juntos, eles tinham já feito a combinação, provavelmente eles já sabiam os horários, os horários que ele orava, eles tinham observado antes,
então eles chegaram juntos e acharam a Daniel fazendo como ele sempre fizera, acharam Daniel orando e suplicando diante do seu Deus.
Então essa história, como já mencionei, essa história no capítulo 6 é um pouco diferente das outras narrativas no livro de Daniel, porque não é mais no reinado de Babilônia, já é outro reinado da Pérsia,
porque essa história não mostra Daniel revelando algum segredo, descifrando algum enigma, então é diferente das outras nesse sentido, é um pouco semelhante ao capítulo 3 porque envolve adoração,
mas essa história é muito importante e agora depois do capítulo 6, enquanto depois que a gente começar a ver os outros capítulos e pensando especialmente em Daniel 9 que mostra uma das orações de Daniel,
então essa história vai nos mostrar um outro aspecto de Daniel, até agora nós temos visto Daniel, um aspecto que a gente tem comentado bastante sobre Daniel sendo um servo de Deus dentro de um governo,
um governo de Babilônia, agora da Pérsia, um governo de outras nações, então é um grande exemplo, tem muitas lições para nós de como as pessoas e como o povo de Deus pode e deve atuar quando são chamados para ter uma função,
para ter uma presença dentro de governos ou outros aspectos do sistema do mundo, nós entendemos que Babilônia representa não só governo, Babilônia representa todo um sistema, é um sistema contrário,
é um sistema em oposição ao reino de Deus, então até aqui esse foi o foco, aqui Daniel no capítulo 6 ele continua tendo uma posição muito importante, talvez até mais importante no governo,
mas o foco é outro, é Daniel, ele tem uma participação, ele é um homem que exerce suas funções com responsabilidade, com fidelidade, com honestidade, com todas as características que uma pessoa fiel a Deus deve ter,
mas aqui o foco é Daniel no cativeiro, qual era a posição dele em relação ao povo de Deus, em relação à história de Deus, porque é uma coisa você ser um representante de Deus dentro de um governo,
um sistema da Babilônia, mas é outra você pensar, mas qual era a relação de Daniel com seu povo, o povo de Israel, ele não era o único, muito pelo contrário,
o povo foi na primeira leva de cativos para o cativeiro na Babilônia, mas foram levadas muitas pessoas da Judéia, então tinha bastante gente,
porém no lugar onde ele estava, e pelo menos o que nós conseguimos entender do livro de Daniel, ele tinha os três amigos, e depois do capítulo 3 nós não ouvimos falar mais dos três amigos,
então Daniel é visto muito sozinho, ele está num lugar onde ele está sozinho, parece que ele não vive, pelo menos não temos nenhuma notícia, nenhuma referência a ele estar dentro de uma comunidade,
já havia comunidades como Ezequiel, Ezequiel viveu numa comunidade dos cativos da Judéia, mas Daniel parece que estava sozinho, ele foi colocado com os três amigos dentro de um grupo de sábios,
então ele foi isolado do restante, ele parece que não vivia no meio do seu povo, então ele não tinha uma atuação, ele não era um profeta para o seu povo, ele não vivia com a facilidade ou reforço de uma comunidade, ele estava sozinho,
então aqui nós temos um quadro, nós temos uma descrição de Daniel sozinho, cumprindo sua responsabilidade, seu chamado dentro do sistema babilônico,
mas como que ele vivia, como que era a vida de adoração, como é que ele cultuava Deus, como é que ele mantinha ali servindo a reis pagãos, servindo a um sistema, sendo fiel dentro do sistema,
mas como que ele vivia em relação à sua fé, em relação à sua esperança, então daqui essa história do capítulo 6 e daqui até o final do livro nós vamos ver uma outra janela aberta sobre a vida de Daniel
e vamos ver como, embora ele estivesse servindo nas suas funções e sendo fiel para os reis e os sistemas que ele participava, ele era uma pessoa que mantinha firme o seu culto a Deus e como que ele fazia isso,
então essa história é muito importante e na verdade esse versículo, Daniel 6 e 10, é um versículo significativo, eu vou mostrar daqui a pouco porque, então é a única, a gente até usa essa expressão, orar com as suas janelas abertas para Jerusalém,
isso é uma atitude, isso é uma prática que era e é muito importante, os judeus até hoje na dispersão, na diáspora, os judeus sempre falaram, os judeus que mantinham, que mantêm até hoje sua fé,
mesmo aqueles que não entendem ainda que Jesus é o Messias, os judeus eles têm essa devoção, eles têm essa lembrança de Jerusalém, eles têm uma expressão ano que vem em Jerusalém, eles acreditam na restauração,
eles têm também essa atitude de orar se não consegue fazer isso fisicamente, saber que direção que fica Jerusalém é interessante porque hoje nós temos recursos tecnológicos para saber onde eu estou e em que direção fica Jerusalém,
eles tinham menos conhecimento, mas ao mesmo tempo Babilônia era famosa pelos conhecimentos que eles tinham de astrologia, estudavam os céus, então eles tinham alguns conhecimentos e ele sabia,
Daniel sabia onde ele estava, em que direção ficava Jerusalém, então ele tinha um lugar para oração e ele orava três vezes por dia em direção a Jerusalém
e isso era tão importante, talvez uma das perguntas que eu nem saberia muito como responder porque tem uma pergunta básica que seria, Daniel você não poderia orar com suas janelas fechadas durante um mês, é uma questão de um mês,
não orem voz alta, as pessoas hoje, a igreja perseguida, a igreja que está em vários lugares, em países muçulmanos, em países comunistas, em lugares onde tem perseguição,
muitas vezes os cristãos precisam fazer algumas coisas no oculto, conhecemos pessoas que vão onde tem cristãos servindo a Deus em países muçulmanos, islâmicos,
eles vão fazer os cultos deles lá na floresta, lá distante ou de maneira secreta, muitos cristãos hoje estão servindo a Deus de uma forma secreta porque senão eles serão presos e talvez até mortos,
Daniel não escolheu esse caminho e eu não tenho uma resposta para dizer porque eu não acho que em muitas situações hoje seria necessário você fazer isso abertamente,
a gente conhece um missionário brasileiro chamado Osney Ferreira que trabalha no meio dos árabes, ele conta até de alguns novos, eu lembro de falar de um novo convertido que queria carregar uma Bíblia grande
para todo mundo ver, mas normalmente isso não é feito, os muçulmanos, os ex-muçulmanos, as pessoas nesses lugares, eles não podem manifestar tão publicamente a sua fé,
Daniel porém, o versículo é muito claro, quando Daniel soube que tinha sido feito esse decreto que era proibido orar, fazer pedidos para qualquer outro Deus,
ele subiu no quarto dele, abriu as janelas, com certeza ele sabia quem estava por trás disso, ele sabia de tudo, ele sabia que eles estariam ali observando,
que já tinham observado, ou seja, ele enfrentou, ele não se retraiu, ele não retrocedeu, ele não se escondeu, ele ficou realmente tomando a sua posição pública
diante de todos que ele continuaria fazendo seu pedido a Deus e ele estava disposto tanto a morrer quanto a ver o Senhor o livrar, então essa era a posição dele.
Então nós vamos falar um pouquinho sobre o significado disso, eu creio que muitos de imediato vão lembrar da oração do rei Salomão,
então nós vamos em primeiro lugar para 1º Reis, capítulo 8, porque o rei Salomão, quando ele dedicou o templo, a casa que ele fez pra Deus,
cumprindo a visão e o propósito que David seu pai tinha feito, então quando ele terminou de fazer o templo em 1º Reis, 8, ele fez uma oração maravilhosa,
eu vou ler algumas partes aqui só pra gente entender porque Daniel estava orando em direção a Jerusalém.
Então 1º Reis, capítulo 8, é difícil assim, tem tanta coisa maravilhosa nessa oração, mas eu só quero citar alguns aspectos, em primeiro lugar no versículo 27, 1º Reis 8, 27, Salomão reconhece,
ele tinha feito um templo, uma casa pra Deus e ele reconhece no versículo 27 que Deus de fato não poderia habitar nessa casa,
então ele fala, na verdade habitaria Deus na terra, ele nem está falando da casa, será que Deus pode habitar na terra, os céus e até os céus dos céus não te podem conter, quanto menos esta casa que eu edifiquei.
Contudo, versículo 28, atenta para a oração de teu servo, para a sua súplica, oh Senhor meu Deus, para ouvires o clamor e a oração que o teu servo hoje faz diante de ti.
E qual era o pedido? Então Salomão está ali dedicando o templo e ele faz essa oração e ele diz, Deus eu sei que o Senhor não dá para o Senhor habitar na terra porque nem o céu e o céu dos céus podem te conter, muito menos a terra e muito menos a casa que eu edifiquei.
Mas eu estou fazendo um pedido para o Senhor, estou fazendo uma súplica diante do Senhor e qual era a súplica?
Versículo 29, então isso aqui é importante, a gente precisa realmente entender essa oração que inclusive depois no capítulo 9, de 1º Reis 9, Deus afirma que ele atendeu, que ele aceitou esse pedido.
Qual era o pedido? Versículo 29, que os teus olhos estejam abertos noite e dia sobre esta casa, sobre este lugar do qual disseste o meu nome estará ali, para ouvires a oração que o teu servo fizer neste lugar.
Então Salomão, resumindo, Salomão faz uma oração dizendo, Deus o Senhor não pode habitar literalmente nessa casa, não há possibilidade de um Deus infinito estar dentro dessa casa.
Mas eu estou pedindo ao Senhor que o Senhor coloque o teu nome nessa casa, que os teus olhos estejam aqui e que sempre que alguém orar, não só ele, Salomão, mas sempre que alguém orar e o resto da oração, ele vai descrever várias situações.
Então ele prevê que o povo de Israel não vai continuar sendo fiel e em muitas situações o povo vai precisar chegar nessa casa para ser perdoado e para receber o favor de Deus, para Deus não se afastar deles.
Então para Deus continuar, essa casa seria um ponto de ligação. Deus não está aqui, ele não cabe aqui, mas o nome dele está aqui e os olhos de Deus, e você pode notar nessa oração que sempre ele usa várias, descreve várias situações e ele sempre diz,
se o teu povo, ele descreve tantas situações que as pessoas estarão ali mesmo, então se alguém pecar, se alguém fizer um juramento, se alguém transgredir, se eles vierem a essa casa e invocarem o teu nome, olha do céu.
Então ele entende que essa casa não tem Deus ali em toda sua planitude, mas Deus está olhando para essa casa, Deus está com seus olhos abertos e só por um instante,
olha o primeiro reis, o próximo capítulo 9, versículo 3, quando o senhor responde essa oração e ele afirma algo que nem Salomão tinha falado, ele fala assim,
versículo 3, "Ouvi a tua oração, Deus dizendo, e a tua súplica que fizeste perante mim, consagrei a casa que edificaste a fim de pôr ali o meu nome".
Então colocar o nome significa que essa casa representa Deus, essa casa representa, nós temos, não sei se é um bom exemplo, mas nós temos os lugares oficiais de morada do presidente,
do país, do rei, do governante, a palácio do Planalto, a Casa Branca, a Casa Rosada, então nós falamos de um lugar que representa o governo, tem casas que representam uma religião,
então Deus, Salomão pediu e Deus está falando, eu vou colocar meu nome, ou seja, esse lugar me representa, o meu lugar, quando alguém olha para essa casa,
essa casa representa o Deus de Israel, eles não tinham imagens, Deus não permitia, não tinha uma imagem representando Deus, mas aquela casa era um lugar onde o nome de Deus seria representado,
mas o nome de Deus está ali, Deus estava fazendo mais do que isso, não é só uma coisa simbólica, terminando o versículo, 1 Reis 9 e 3,
ele fala assim, vou colocar meu nome para sempre, e aí ele diz, os meus olhos, que foi o que Salomão pediu, assim, Deus, coloca os teus olhos sempre sobre essa casa, mas ele fala assim,
os meus olhos e o meu coração estarão ali todos os dias, isso é uma coisa tremenda, então até coloquei aqui, o que significa orando em direção a Jerusalém,
e a primeira coisa que nós encontramos e isso seria um assunto extenso, só vou mencionar algumas coisas, mas Deus tem um lugar na terra, Deus tem um lugar,
a gente sempre, nós lembramos que nós estamos na nova aliança, o próprio Jesus falou com a mulher samaritana, não é só nesse monte, a mulher samaritana dizia assim,
como é que é essa briga, nós samaritamos, nós falamos que nós temos um monte santo aqui, vocês têm um monte santo em Jerusalém,
e Jesus falou assim, não, não é nenhum lugar nem outro, Deus aceita aquele que o adora em espírito e em verdade, não tem um lugar fixo,
e eu tenho falado várias vezes ao longo desses estudos que essas passagens bíblicas, esses fatos, essas verdades que nós temos,
que nós olhamos assim no primeiro testamento, nós estamos tentando mudar essa expressão em vez de falar antigo testamento,
no sentido de uma coisa que não tem mais validade, o primeiro testamento, nessas verdades que nós temos, naquele tempo tinha Jerusalém,
tinha um templo ali, mas hoje não tem mais, a nova aliança mudou tudo isso, então nós temos duas maneiras de aplicar isso,
e as duas são válidas e as duas são importantes, e não podemos esquecer de nenhuma nem outra.
Quando nós vemos aqui uma casa que Salomão edificou e que ele disse, Deus coloca os teus olhos sobre essa casa,
e Deus falou assim, meus olhos e o meu coração estarão nessa casa para sempre, então isso era um lugar geográfico,
então Daniel estava lá longe na terra da Babilônia e ele abria janelas e orava em direção a Jerusalém,
e isso tem tanto significado, tinha um significado muito grande para ele, isso significa que Daniel foi levado jovem,
provavelmente com menos de 20 anos para a Babilônia, ele nunca voltou para Jerusalém, mas lembra que nós estamos estudando uma história,
nós estamos acompanhando uma história em que ele já está bem idoso, com idade de 80 e tantos, perto de 90 anos de idade,
e ele continua mais algum tempo, ele nunca voltou para Jerusalém, mas ele nunca se esqueceu de Jerusalém,
então ele era fiel, ele se dedicava, ele não ficava, não, eu não estou em Jerusalém, não quero saber de mais nada,
por outro lado nós temos esses extremos de pessoas que não querem participar de nada, de sistema algum,
querem ficar, até essa ideia que pode ser chamada de algumas pessoas, mas até essa ideia de se separar do mundo,
de ir para um lugar deserto como os monges e as freiras faziam, essa ideia assim de se separar totalmente do mundo,
de não viver mais do mundo, isso é um extremo, e como eu falei, pode até ser que Deus tem chamados diferentes,
mas para a maioria do povo de Deus isso não é uma opção, isso não é o nosso chamado, mas como você viver dentro do sistema
e não se esquecer e continuar sempre orando três vezes por dia com suas janelas abertas para Jerusalém,
então isso por um lado é literal, ou seja, Deus tem um lugar, tem um plano, não tem mais a casa em Jerusalém,
não tem esse templo, quando Daniel estava na Babilônia não tinha esse templo, esse templo estava destruído,
mas mesmo assim a cidade estava destruída, mas mesmo assim Daniel orava em direção a Jerusalém,
por que? Porque ele cria na promessa da restauração e ele cria que o Deus que ele servia era um Deus que iria cumprir as promessas,
ele tinha uma esperança, então a oração de Daniel era uma oração não só assim, não era uma coisa tipo uma superstição,
eu preciso orar em direção a Jerusalém, eu não vou receber o que eu preciso, é um tipo de amuleto, um tipo de superstição que eu preciso ter,
eu sempre falo que as pessoas usam até a Bíblia, a Bíblia aberta no Salmo 91 vai guardar minha casa e não é a Bíblia aberta que vai guardar minha casa,
eu realmente acreditar e praticar e ter um coração que anda dentro dos princípios lá, mas Daniel orava em direção a Jerusalém
não para que isso fosse uma mágica para ele conseguir de Deus o que ele queria, muitos cristãos usam isso hoje, vão à igreja, fazem certas coisas, um jejum,
pode ser um jeito de conseguir alguma coisa de Deus que eu quero, não é isso, todas as formas de oração, os princípios de oração são de que quando eu alinho a minha vida,
quando eu tenho como esperança aquilo que Deus vai fazer para redimir toda a humanidade, para cumprir o seu propósito completo de redenção, quando eu alinho a minha vida
e oro nesse sentido eu estou me unindo com o propósito de Deus, Daniel não estava orando e querendo conseguir alguma coisa para ele, ele estava orando para que as promessas de Deus se cumprissem
e ele reconhecia que Deus tem um lugar na terra, Jardim do Éden, a terra de Canaã, a terra de Israel, Deus escolheu Jerusalém, nós vamos continuar lendo alguns textos
para mostrar isso, para entender que Deus tem um plano, a nossa redenção não é uma questão individual de que eu tenho os meus pecados perdoados e vou para o céu,
a minha conversão e a minha entrada no plano de Deus significa agora eu sou chamado para contribuir, para colaborar, para desejar e esperar o plano de Deus
e qual que é o plano de Deus? O plano de Deus tem vários aspectos, Deus quer todas as nações, nós vivemos num momento em que Deus está, Deus tem durante dois mil anos
trabalhado com as nações, mas tem um plano, um aspecto do plano dele que é a restauração de Israel, a restauração de Jerusalém porque o plano de Deus é o governo,
o reino de Deus como foi originalmente do Éden para toda a terra, de Jerusalém para toda a terra e essa visão nós temos em toda a Bíblia, então vamos pensar
então nesses dois aspectos de como nós aplicamos essas verdades, primeiro lugar tem um aspecto literal, então o plano de Deus, o plano de redenção,
a segunda vinda que nós tanto ansiamos, inclui a restauração de Israel e a preparação de Israel e Jerusalém para Jesus voltar como rei para estabelecer o seu reino,
então tem algo muito importante que precisa acontecer ali e quando nós oramos com nossas janelas, mesmo que simbolicamente em direção a Jerusalém, nós estamos orando para isso, nós estamos reconhecendo
que Deus chamou Abraão, que Deus escolheu Davi, que Deus tem um plano e que Jesus vai reinar e ele vai cumprir as promessas que ele fez e ele vai trazer o seu reino de restauração para toda a terra
e essa é a nossa esperança, a nossa esperança não é algo individual, eu tenho uma mansão no céu e eu não me importo com o que acontece na terra porque eu vou embora
e a terra pode ficar para ser queimada, para ser destruída, não, Deus tem um plano para restaurar a terra, o reino de Deus vai trazer renovação para toda a terra
e eu faço parte desse plano, então eu também estou orando com minhas janelas abertas para Jerusalém, agora nós temos de fato uma aplicação espiritual
e eu tenho falado em várias ocasiões sobre isso, não vou ler Deuteronômio 12 que é um capítulo que eu sempre faço referência, é um capítulo muito importante para entender isso
porque Moisés falou com o povo de Israel quando eles estavam no deserto antes de entrar na terra prometida, ele disse o seguinte
é, quando vocês entrarem na terra prometida, vocês não vão fazer o culto a Deus em qualquer lugar, mas Deus vai escolher um lugar, mesmo sendo a terra prometida, mesmo sendo a terra que Deus escolheu, tem um lugar
tem um lugar e isso é muito, muito significativo, tem esse significado que acabei de falar, que Deus escolheu Jerusalém por causa de Davi
então nós temos o lugar que Deus escolheu, literalmente, geograficamente, não é limitado a isso, porque Jesus abriu para que nós pudéssemos servir a Deus em todos os lugares
em espírito e em verdade, mas a restauração, a consumação do plano de Deus depende de Deus voltar para esse lugar que Ele escolheu
mas essa mesma verdade tem um significado espiritual e qual é?
o significado é que, eu coloquei aqui, Deus tem um lugar na terra, Ele tem um lugar único que Ele escolheu, agora esse lugar único que Ele escolheu significa, agora isso aqui é muito importante para a gente entender
porque hoje nós não só temos pessoas servindo a Deus de qualquer cidade, de qualquer local que você imagina na terra, mas principalmente no Brasil, alguns outros lugares
tem regiões do mundo onde não tem essa coisa múltipla de igrejas em todas as esquinas, mas hoje nós temos muitas igrejas, todo mundo começa uma igreja
e não é um problema, Deus não quer a centralização, quando nós falamos que Deus escolheu um lugar, isso não significa que todo mundo tem que fazer parte de uma mesma igreja
a igreja católica tinha esse princípio, tinha que fazer parte da única igreja e muitas igrejas protestantes seguiram a ideia, não, nós somos a igreja única, nós somos os únicos certos
e hoje tem essa diversidade e essa liberdade que todo mundo tem de começar uma nova igreja, não é problema para Deus, não é um problema para Deus cada um servir ao Senhor
não ser centralizado embaixo de uma única organização, isso não é um problema, porém, porém, Deus tem o jeito Dele, quando Deus colocou esse princípio para o povo de Israel
e quando em Deuteronômio 12 e aqui também na oração do rei Salomão, quando ele coloca que tem um único lugar, Salomão não disse assim, olha, se o povo for espalhado para outras nações
que eles também possam edificar um lugar, uma casa, não, ele falou assim, eles, onde eles estiverem, eles vão olhar, eles vão orar em direção a essa casa
mas Deus não está no céu, Salomão reconhecia isso, Deus está no céu, Deus pode ouvir a oração de qualquer lugar, Salomão está reconhecendo isso
mesmo que eles forem para o cativeiro, mesmo que eles estejam em terras distantes, se eles orarem em direção a essa casa, não só ao céu, que Deus está no céu
mas eles devem orar em direção a essa casa, porque Deus escolheu um lugar, esse lugar, além de ser um lugar físico, geográfico que Deus ainda vai restaurar para o seu reino
esse lugar também representa um modo único, que não é também um ritual, não é uma liturgia, não é uma doutrina, mas significa que para adorar a Deus, para Deus nos ouvir
não é cada um do seu jeito, tem uma frase muito forte no livro de Juízes, que cada um fazia o que era certo aos seus próprios olhos, e era um tempo de anarquia
era um tempo que Deus não estava abençoando, porque eles não estavam nessa unidade, e o que eu tenho falado sempre nos estudos é, esse lugar único, essa casa onde está o nome de Deus
esse lugar que Deus prometeu, os meus olhos, o meu coração estarão neste lugar, é o lugar de unidade, é o lugar centrado em Jesus
tem muitas implicações, eu não sei mostrar, tem muitos aspectos que a gente não teria nem tempo e não sabemos exatamente como colocar, mas a ideia é, igreja não é cada um fazendo do seu jeito
não é cada um começando uma igreja onde eu posso inventar uma nova metodologia, Deus é muito diversificado, não é questão de liturgia, não é questão de ter várias maneiras e formas
não é essa questão, Deus aceita, mas existe uma base de unidade, existe algo que é do jeito de Deus, e a gente precisa buscar isso
eu sempre enfatizo isso porque é uma busca, quando nós falamos de unidade, quando nós falamos de restauração, não é cada um fazendo da sua cabeça, mas é cada um, mesmo com diversidade
cada um entendendo, tem, tem um lugar, tem algo que Deus revelou, tem uma coisa que Deus escolheu, tem um coração, tem um caminho, tem uma base de unidade que realmente Deus exige que é importante pra nós
então esses aspectos eu só vou ler aqui ainda em 1 Reis 8, versículo 44 em diante, só pra a gente entender essa, o que Daniel estava fazendo
1 Reis 8, 44, quando teu povo sai à guerra contra o seu inimigo pelo caminho porque os enviares e orarem ao Senhor voltado pra essa cidade, então se eles estivessem na guerra muito longe
eles poderiam voltar, orar voltado pra essa cidade que tu elegeste, pra esta casa que edifiquei o teu nome, houve então nos céus a sua oração, sua súplica e fase de justiça
e aqui do versículo 46 que fala do cativeiro, quando pecarem contra ti, pois não há homem que não peque, e tu te indignares contra eles e os entregares às mãos do inimigo a fim de os levarem cativos até do inimigo distante ou perto
na terra onde forem levados, cativos, cairem em si e se converterem, e na terra do seu cativeiro te suplicarem, dizendo, pecamos e perversamente procedemos e cometemos iniquidade
e se converterem a ti de todo o seu coração, de toda a sua alma na terra de seus inimigos que os levaram cativos e orarem a ti voltados pra sua terra
que deste a seus pais, para esta cidade que elegeste, para esta casa que edifiquei ao teu nome, houve então nos céus lugar da tua habitação, a sua oração e a sua súplica e fase de justiça
perdoa o teu povo que houver pecado contra ti, todas as suas transgressões que houveriam cometido contra ti, dales misericórdia da parte dos que os levaram cativos para que se compadeçam deles
pois são teu povo a tua herança que tiraste da terra do Egito, do meio do forno de ferro, para que os teus olhos estejam abertos à súplica do teu povo, à súplica do teu povo Israel a fim de os ouvires em tudo quanto clamarem a ti
então esta é a oração que Salomão fez, que Deus ouviu, que Deus prometeu que ouviria, que Deus prometeu que os seus olhos e o seu coração estariam neste lugar
e dizendo isso que até mesmo quando a casa fosse destruída, quando a cidade fosse destruída, o coração de Deus continuaria ali
então isso é tão importante para a gente entender, por isso Daniel estava orando três vezes por dia
é um versículo que nós temos em Daniel 6, mas é muito importante, é muito importante a gente entender que para Daniel isso era mais importante do que a própria vida
ele estava disposto a fazer isso como ele sempre fazia, ele sempre fazia isso, então a vida no cativeiro nós, como eu falei, nós temos olhado para essa perspectiva de Daniel servindo no sistema babilônico
mas agora nossos olhos estão voltados como nós, nós estamos no cativeiro, nós estamos numa situação em que estamos fora da nossa terra, estamos fora da base que Deus queria
essa base de unidade espiritual que eu estou falando, que acima de todas as nossas divergenças e diversidades, acima de tudo que nos separa, somos diferentes
tem pessoas servindo a Deus de várias maneiras, mas isso, nós temos algo em comum e todas as pessoas e todas as igrejas, nós precisamos entender, nós não precisamos ser uniformes
nós não precisamos fazer tudo da mesma maneira, mas existe algo igual, existe algo em comum, existe algo que Deus exige, Deus não aceita adoração em qualquer lugar
o que significa isso? Ele não aceita que cada um faça do seu jeito, nosso coração tem que ser Deus, não é ser, como eu falei, todo mundo uniforme fazendo oração do mesmo jeito
cântico do mesmo jeito, nós não precisamos ter essas coisas todas iguaizinhas, mas nós podemos ter, devemos ter a base de unidade, a base que Deus quer
tem algo que Deus coloca como essencial e esse algo essencial é a pessoa de Jesus e também é o plano de Deus, tem algo que é muito superior, enquanto nós estamos cada um olhando
assim, como eu falei, tentando pegar um jeito de Deus me ouvir para que eu consiga o que eu quero, não, tem algo nisso que significa eu estou como Daniel colocando
as minhas janelas abertas para Jerusalém, porque o plano de Deus, a restauração de Deus, a redenção de toda a humanidade é muito mais importante do que a minha vida individual
Daniel estava disposto a perder sua vida física para o bem da causa de Deus e é por isso que Paulo, o apóstolo Paulo em Romanos 9, ele diz
Deus, eu gostaria, se fosse possível, eu diria, risco o meu nome do Livro da Vida para que o teu propósito com o seu povo de Israel se cumpra
não porque Deus ama o povo de Israel mais do que os outros, mas porque esse é o caminho que ele escolheu para alcançar toda a humanidade e trazer o reino, a restauração para a terra
e Deus habitar conosco, então Salomão disse, nem os céus dos céus podem te conter, o senhor não pode habitar aqui, mas tem uma nova Jerusalém que desce dos céus nos últimos capítulos da Bíblia que fala que Deus habita, que Deus desceu do céu
O objetivo de Deus desde o Éden é ter um lugar, por enquanto é um lugar como o Éden, um lugar que representa a ligação entre o céu e a terra, mas esse lugar é para preparar o caminho para ser aquela escada de Jacó
para que não só anjos subam e desçam, mas para que o próprio Deus venha e habite conosco, então esse lugar que Deus escolheu não é o lugar do meu reino, o que mais atrapalha o erro de tantas igrejas e de tantas divisões
e de tantas separações, não é questão da diversidade, Deus não exige que todo mundo esteja num local geográfico hoje, mas a questão de Deus é que tudo é centrado em Jesus e não no homem
as divisões, as separações, os reinos, a base errada, é o homem colocando o culto a Deus, mas passando por ele com exaltação dele, isso que tem dividido as pessoas e que tem feito com que a gente não tenha esse lugar
Ok, uma outra coisa que eu quero só mencionar, eu não vou ter tempo para ler todos esses textos, mas uma outra coisa importante, tem alguns fatos bem interessantes na Bíblia
sobre horas, Deus respeita anos, tem períodos de anos, são significativos diante de Deus, tem muitas datas significativas que marcam algo que Deus fez, o que Deus vai fazer
tem datas no ano, tem dias, tinha as festas sagradas de Israel, então tem datas, Jesus morreu na data da Páscoa, então Deus respeita datas
e tem uma questão de horas, então só rapidinho quero passar para vocês porque Daniel orava três vezes ao dia
quando você fala "Daniel orava três vezes ao dia", nós imaginamos, é muito evidente que era de manhã, meio dia e à tarde
desses três períodos, tinha dois períodos que eram realmente sagrados desde o início, que eram quando Deus chamou o povo para fora do Egito
e Moisés recebeu as direções de Deus, as instruções para fazer o tabernáculo, para fazer os sacrifícios, então Deus ordenou, tinha vários tipos de sacrifício
que você encontra em Levítico, mas tinha um sacrifício que era diário, isso está em Êxodo 28, aliás, em Êxodo 29, versículo 38
e está também em Números 28, nos primeiros versículos de Números 28, acho que eu vou ler o texto em Êxodo 29, mas em Números 28 também ele dá essas instruções
de como eles deveriam fazer esses sacrifícios diariamente de manhã e à tarde, Êxodo 29, versículo 38
isso é o que oferecereis sobre o altar, dois cordeiros de um ano cada dia continuamente, versículo 39
um cordeiro oferecerás pela manhã e o outro à tardinha, e aí tinha junto com o sacrifício do cordeiro, tinha também uma oferta de cereais e tinha uma libação
e em Êxodo 30, versículo 7, ele fala também sobre o incenso, Êxodo 30, versículo 7, Arão queimará sobre ele, sobre o altar de incenso
Arão queimará sobre ele o incenso das especiarias cada manhã, quando puser em ordem as lâmpadas, também quando acender as lâmpadas ao pôr do sol o queimará
este será incenso perpétuo perante o Senhor pelas vossas gerações, então todos os dias no tabernáculo e depois no templo da mesma maneira, todos os dias tinha uma oferta de um animal, o cordeiro de um ano de manhã e à tarde
e também provavelmente no mesmo horário tinha também a oferta de incenso e a Bíblia faz uma ligação muito grande entre o incenso e as orações, por exemplo no Salmo 141, versículo 2
o Salmista fala assim que ele levantará as mãos para o Senhor e que isso fosse um cheiro suave como um incenso, Apocalipse 5 também fala das orações que são incenso
então nós temos essa ideia da oferta de manhã e da oferta à tarde junto com o incenso que tinha uma relação com oração, por exemplo aí depois nós temos várias referências ao período
Daniel mesmo, no livro de Daniel nós vamos ver no capítulo 9 que o anjo apareceu para ele no período da oferta da tarde então Deus respeitava esses horários
e aí nós temos também, não temos uma instituição exata de três vezes ao dia mas no Salmo 57, 55, versículo 17 Davi fala que ele vai clamar a Deus três vezes por dia de manhã ao meio dia e à tarde
então nós temos essa ligação entre o período do sacrifício e as orações, agora Daniel está no cativeiro, não tem templo, não tem mais sacrifício de animal
nem onde ele está e nem Jerusalém porque não tem mais o templo, o templo foi destruído então Daniel está no cativeiro distante mas Daniel ele faz algo, ele está sozinho
como eu falei no início, pelo que nós sabemos ele não participava de uma comunidade judaica, ele não tinha uma vida em comunidade com outros da mesma, do mesmo povo que ele
ele não tinha essa, parece que esse privilégio está junto com eles mas ele fazia algo que o conectava com o povo de Deus mesmo no cativeiro
então eu coloquei aqui que existe uma conexão entre oração e sacrifício, ou seja, quando se fazia o sacrifício diário, por que tinha que fazer um sacrifício diário?
no antigo testamento tinha o sacrifício quando eles pecavam, tinha o sacrifício do sábado, tinha o sacrifício das festas, tinha o dia da expiação mas todos os dias tinha o sacrifício
esse sacrifício diário tem a ver, o significado dele tem a ver com pecado porque nós precisamos da purificação de Deus todos os dias mas tem também esse aspecto de oferecer a vida a Deus
como Paulo fala em Romanos 12, oferecendo a nossa vida a Deus, como nossa vida é impura então teria que ser feito um sacrifício de um cordeirinho, imagina todos os dias um cordeirinho de um ano
um animal tão bonitinho, a gente sente uma dor profunda de pensar, todos os dias um animalzinho perfeito, bonito, sem nenhum... o cordeiro é um animal manso, é um animal que representa tudo que é de bom, de puro, de perfeição
então todos os dias um cordeirinho de manhã e um cordeirinho a tarde, então tem uma ligação entre o sacrifício diário e também a oração, então a oração fazia parte
um dos momentos que a gente vê isso é em Lucas capítulo 1 quando o Zacarias, o pai de João Batista, ele tinha o turno dele sacerdotal e quando ele entrou no templo para fazer, para oferecer o incenso
porque o cordeiro era no altar de bronze que ficava à vista de todo o povo, mas o incenso era lá dentro, eles não viam, então a oração é num lugar secreto, a oração é lá dentro onde Deus está
então fala que todo o povo estava esperando lá fora e era a hora de oração e você tem no livro de Atos 3 quando Pedro e João iam para o templo na hora da oração
qual era a hora da oração? Era a hora do sacrifício da tarde, tem um outro exemplo, eu vou dar mais dois exemplos sim para mostrar como Deus ele respeita esses horários
e esses horários eles eram significativos em outros momentos, mas um dos grandes momentos desses horários nós vemos em 1º Reis 18 naquela história de Elias com os profetas de Baal
então é super interessante que ele reuniu os profetas de Baal, ele colocou o desafio, "olha vou deixar vocês, vocês são muitos, vocês podem pedir o seu Deus primeiro"
eles iam ver qual Deus ia responder por fogo, então eles começaram de manhã e tem uma relação, ele não fala especificamente da oferta, mas eles gritaram
de manhã provavelmente no horário bem próximo ou talvez o horário da oferta de manhã, os profetas de Baal eles ficaram clamando a Deus desde manhã até o meio dia
a partir do meio dia, ele começou a caçuar e fala assim, "olha seu Deus deve estar dormindo, deve estar viajando" e ai Elias prepara o altar de Deus representando as doze tribos de Israel
ele faz isso, ele começa, parece que mais ou menos em torno de meio dia e quando chega o período da oferta da tarde, Elias faz a oração a Deus, ele está tudo pronto
ele fez o altar, jogou água, fez tudo que tinha que fazer e ai no período correspondente à oferta da tarde, ele faz a oração a Deus e Deus responde com fogo
então esses horários são muito interessantes e eu vou dar agora um terceiro exemplo, se você quiser conferir, está lá em Marcos 15
eu vou só mostrar o nosso Cordeiro, quem se ofereceu por nós, esses três horários são mencionados
o horário da manhã, o horário do meio dia e o horário da tarde, olha só que interessante, Marcos 15 versículo 25
era a hora terceira quando o crucificaram, então essa hora terceira é a hora da oferta da manhã, é nove horas da manhã
então Marcos é o único que registra esse horário da terceira hora, os outros dois horários, os outros evangelhos também confirmam
então era a hora terceira quando o crucificaram, Jesus foi oferecido a Deus como o Cordeiro no sacrifício da manhã
e ai versículo 33, chegar a hora sexta, que que é a hora sexta, meio dia, chegar a hora sexta houve trevas sobre toda a terra
até a hora nona, qual que é a hora nona, três horas da tarde, o horário da oferta da tarde, então ele foi crucificado no horário da manhã
no horário da oferta da manhã, quando era, quando chegou meio dia, os céus se escureceram e quando era três horas da tarde
ele gritou em alta voz, Deus meu, Deus meu e com versículo 37, com grande brado ele expirou, olha que interessante
como Jesus não só morreu no dia da Páscoa, mas ele também morreu no horário das ofertas, sendo crucificado no horário da manhã
e expirando no horário da tarde e até mencionando também o horário do meio dia, então qual a aplicação?
o que eu quero transmitir deve ter muitas verdades, muitas coisas preciosas nisso, mas eu queria colocar pra vocês o seguinte
primeiro aqui, existe uma conexão entre oração e sacrifício, então quando eles não podiam mais no cativeiro
eles não podiam mais oferecer o sacrifício, a oração que já era simbolizado pelo incenso, a oração fazia essa conexão
e a nossa oração, Paulo acho que em Hebreus tem essa ideia assim de que o sacrifício que nós oferecemos a Deus
em Hebreus 13 é o fruto dos nossos lábios e Salmos, o livro de Salmos fala várias vezes sobre a gente se inclinar
em direção ao Santo Templo e levantar as mãos como um incenso pra Deus, então essa ligação entre sacrifício e oração
a nossa oração é o nosso sacrifício a Deus, é baseado no sacrifício de Jesus, todas as orações elas são oferecidas a Deus
com base no sacrifício de Jesus, então o sacrifício foi de uma vez por todas, mas quando nós oramos nós estamos nos unindo
eu não sei se você consegue captar essa ideia, mas o que eu enxergo é que Daniel ele estava lá no cativeiro
ele não podia se apresentar no templo, como nós já mostramos ele orava em direção ao templo, então ele tinha esse anseio no coração
qual era a oração de Daniel três vezes por dia, no versículo Daniel 6, 10 fala que ele orava e fazia ações de graças
então ele era grato a Deus, mas depois quando os inimigos dele chegaram eles o viram orando e fazendo súplicas a Deus
qual era a súplica de Daniel nós vamos ver em outros capítulos Daniel especialmente em Daniel 9 nós vamos ver qual era a oração de Daniel
então essa oração em direção a Jerusalém como eu disse é algo que é além da nossa necessidade pessoal que Deus quer ouvir também
Deus nos ama, não tem nada de errado em fazer pedidos por curas, por provisão, por salvação, por livramento
essas orações são totalmente válidas, mas o que é orar em direção a Jerusalém?
orar em direção a Jerusalém é orar pela redenção completa, pelo plano de Deus literalmente em Jerusalém mas também espiritualmente
trazendo unidade e fazendo com que a igreja entre naquele propósito de Deus para que Jesus possa voltar
então a oração em direção a Jerusalém mas também a oração é uma maneira de nos conectar com o sacrifício de Jesus
pela oração nós estamos nos conectando e não é só individualmente então o último ponto aqui é nessa oração de Daniel 3 vezes por dia
ele estava se identificando, ele estava sozinho veja bem Daniel tinha duas coisas que eram difíceis para ele fazer parte desse culto a Deus que Deus instituiu
o culto a Deus envolvia estar na terra prometida na posição certa e envolvia ou estar presente ou em direção ao templo onde Deus tinha colocado seu nome
então Daniel está na Babilônia ele não está na terra a casa de Deus é destruída mas ele pode ainda orar em direção a Jerusalém e ele está sozinho
mas mesmo sozinho isso tem uma aplicação muito boa para esse tempo de quarentena que mesmo sozinhos ou na nossa família ou com mais um ou dois irmãos nós podemos nos identificar
era o que Daniel orando três vezes por dia são duas coisas ele ora em direção a Jerusalém mas ele ora nos horários ele ora três vezes por dia
que tem a ver com o sacrifício coletivo um cordeiro por dia para nação de Israel então ele estava se conectando com o sacrifício do cordeiro e com aqueles horários
ou seja ele estava se conectando com o povo de Deus então mesmo sozinho ele estava dizendo olha no horário é como se a gente falasse no mesmo horário que tem irmãos orando em outras partes do mundo
eu estou orando aqui também outras partes às vezes a gente ora no mesmo horário a gente faz também correntes de oração então você se liga a outras pessoas na oração a sua posição individual
é uma posição que conecta você com o plano de redenção de Deus de restaurar a Jerusalém de restaurar a unidade de restaurar o reino de Deus de trazer o reino de Deus pela volta de Jesus
e você também se conecta nos horários de manhã meio dia e a tarde naqueles horários em que há algo acontecendo coletivamente é uma oferta por toda a nação de Israel
por todo o povo de Deus por toda a humanidade Jesus se ofereceu por toda a humanidade nós devemos nos conectar não somente com nossa igreja com nosso povo com nossos irmãos
nós somos conectados com todos tem um versículo em 1º Coríntios 1 que diz é a todos aqueles que invoca o nome do Senhor em toda parte então nós nos conectamos com todo o povo de Deus em toda parte
e nós também nos conectamos com o coração de Deus por toda a humanidade então Jesus morreu pelo mundo por todo mundo então quando nós oramos de manhã e a tarde meio dia
isso pode ser literal isso pode ser algo para nos dar maior significado a nossa oração as vezes você não tem a sensação assim eu estou orando eu sou uma pessoa
ou se você estiver orando com 3 ou 4 nós somos tão poucos o que vale a nossa oração de uma situação tão grande se você ora pelo Brasil se você ora pela igreja perseguida
se você ora para a humanidade se você ora para todos aqueles que estão sendo afetados pela pandemia você não sente que a sua oração sozinha vale muito pouco mas não é
primeiro que Deus ouve uma oração ele pode ouvir uma oração Deus não é a quantidade em si que vai mover o coração de Deus mas segundo porque nós estamos nos unindo devemos nos unir devemos fazer com que a nossa oração
no nosso coração seja uma oração conectada ligada aquilo que todo o povo de Deus está orando então isso é identificação com o povo de Deus mesmo sozinho e no cativeiro
então essas duas coisas não impediram Daniel de orar eu vou terminar lendo duas passagens nas escrituras que representam que expressam esse amor por Jerusalém então é repetindo Jerusalém é literal
Deus tem um plano para restaurar e para cumprir a promessa que ele fez para Abraão a promessa que ele fez para Davi e Deus tem um plano para reinar partir Jerusalém então tem algo que Jerusalém representa
quando assim que é literal e que é também representativo né porque a nova Jerusalém nós fazemos parte é espiritual mas é natural em Apocalipse 21 a nova Jerusalém vem do céu se une com a Jerusalém de baixo e as duas se tornam uma só cidade para Deus habitar
então quando nós falamos e oramos por Jerusalém nós estamos pensando devemos pensar nas duas realidades então nós vamos ler Salmo 137 os primeiros versículos e depois Isaia 62 que são dois textos que falam especificamente do amor de Deus da interseção do anseio por Jerusalém
o Salmo 137 é exatamente um salmo dos exilados no cativeiro então o significado do cativeiro é nós estamos longe da nossa herança da posição certa porque nós fomos infiéis a Deus nós perdemos nós nos afastamos nos afastamos da igreja primitiva nos afastamos de outros avivamentos de outros moveiros de Deus nós estamos distantes daquilo que Deus quer
mas olha que a oração e a expressão aqui no Salmo 137 junto aos rios de Babilônia nos assentamos e choramos lembrando-nos de Seão
tem uma expressão que diz eu tenho saudades eu tenho saudades de algo que eu nunca vi na minha vida eu tenho saudades de uma terra restaurada tenho saudades da cidade santa Jerusalém alegria de toda a terra eu tenho saudades
os judeus muitos judeus que nunca estiveram em Jerusalém eles têm saudades então os que nasceram na Babilônia nos assentamos e choramos lembrando-nos de Seão nos salgueiros que há no meio dela lá de Babilônia penduramos as nossas arpas
pois aqueles que nos levaram cativos nos pediam canções olha que que tortura que eles fizeram né o povo que que levou os judeus escravos para Babilônia eles dizem cante cante para nós né
eles pediam canções os que nos atormentavam que os alegrássemos dizendo cantar nos um dos cânticos de Seão mas como entoaremos o cântico do senhor em terra estranha então é possível cantar na Babilônia é possível mas nesse contexto que ele está falando é como que eu vou me alegrar como é que eu vou fazer festa
né é ter um cântico que que nós temos que fala assim nada está bem porque o noivo não está aqui nada está bem as coisas podem até acontecer umas coisas boas e não é que a gente não vai se alegrar com algo que Deus abençoa a nós nossos filhos
nossos familiares ou nossos irmãos é mas aquilo não é assim é muito pouco porque nós não nos contentamos com as alegrias passageiras nós não nos contentamos com estar bem na Babilônia nós ansiamos por algo que não tem substituto que é Deus está conosco em Jerusalém
como entoaremos o cântico do senhor em terra estranha e aqui essas dois versículos cinco e seis são é a expressão dos judeus literalmente deve ser a nossa expressão se eu me esquecer de ti ó Jerusalém
esqueça-se a minha destra da sua destreza apegue-se-me a língua ao paladar se não me lembrar de ti se não preferir Jerusalém a minha maior alegria
o que isso significa significa que não tem algo que nos satisfaz não deve ter se nós estamos nos contentando se nós estamos felizes se nós estamos ansiando nós temos um sonho e aquele sonho nos satisfaz um sonho material mesmo que seja um sonho familiar
são coisas importantes mas ele fala assim eu preciso colocar isso acima da minha maior alegria e o que eu quero apresentar é Daniel viveu na Babilônia ele viveu no cativeiro
ele foi fiel ele não ficou se recusando a servir ele não ficou se recusando a servir os reis a servir no governo fazer o que ele tinha que fazer mas Daniel tinha isso assim quando falaram assim olha você não pode orar por 30 dias
não não não todos os dias três vezes por dia isso é o centro da minha vida não quero outra coisa então é se eu não preferir Jerusalém a minha maior alegria então isso representa o nosso anseio literal para que o senhor volte e restaure e que os judeus se convertam e que Jesus possa voltar e que haja restauração na terra que toda a natureza
que toda a criação se seja restaurada que não haja mais guerra que não haja mais corrupção nós ansiamos por isso não é uma vida distante no céu por mais maravilhosa que seja essa ideia de viver no céu na presença de Deus mas o nosso anseio é aquilo que Deus quer o que que satisfaz o coração de Deus ele quer viver na terra ele quer restaurar essa natureza que ele criou com esse propósito
então mais um texto e nós vamos encerrar Isaías 62 é por amor de cião versículo 1 Isaías 62 1 por amor de cião não me calarei por amor de Jerusalém não me aquietarei até que brilhe a sua retidão se você não entende que Jerusalém é a cidade de Deus é o propósito de Deus você pode fazer idolatria para que Jerusalém
não tem que ter Jerusalém nada mas os profetas falavam isso salmistas falavam isso porque eles entendiam entendiam o que Salomão orou que os olhos e o coração de Deus estivesse sobre a sua casa porque é a ligação entre Deus e a terra é o elo de ligação é o propósito de Deus de resgatar toda a humanidade é Deus no céu e o homem na terra mas
tem um elo tem um lugar que Deus colocou como a ligação e como nós precisamos entender isso então eu não vou me me calar até que brilhe a sua retidão e a sua salvação como uma tocha acesa versículo 2 as nações verão a tua retidão todos os reis a tua glória é versículo 3
uma coroa de glória na mão do Senhor nunca mais chamarão desamparada versículo 6 o capítulo inteiro é maravilhoso né ó Jerusalém sobre os teus muros pros guardas jamais se calarão nem se nem de dia nem de noite vós os que invocais ao Senhor não descanseis e assim vai ele vai falando sobre essa restauração
versículo 11 Deus proclamando até as extremidades da terra que a salvação de Sião vem porque se eu porque Jerusalém porque quis Israel porque é o caminho de Deus para trazer a sua salvação para toda a terra então que nós possamos entender na nossa prática na nossa geração
diante da Babilônia que nós possamos entender como nós podemos orar com nossas janelas abertas para Jerusalém e nos horários não eu não acho que isso tem que ser necessariamente mas pode até ser é pode ser literal nos horários mas a ideia é a minha
oração é conectada com todo o povo de Deus a minha oração não é uma oração individual a minha oração é uma oração conectada com o plano de redenção é conectado com o que Deus quer eu faço parte disso eu posso estar na
Babilônia gente Daniel ele devia ter momento assim de não enxergar nada de não ver nenhuma possibilidade era tudo sem sem perspectiva três vezes por dia ele estava ali orando e suplicando então não é porque a gente está enxergando alguma
coisa mas é porque a gente crê nas promessas de Deus senhor amado em nome de Jesus nós oramos para que muito mais do que nós conseguimos enxergar hoje o senhor nos revele é o que é orar o que é ter as nossas janelas
abertas para Jerusalém o que é colocar isso como tão importante porque Daniel estava disposto a ser lançado na cova dos leões quando ele podia continuar sendo fiel a ti e só dar um tempo de um mês ou ficar com as janelas
fechadas mas algo era tão importante que ele queria continuar isso era como nós vimos aqui era mais importante do que a maior alegria era mais importante do que o bem-estar dele era realmente essa
esse clamor a ti porque ele cria não em algo que seria só para o bem-estar dele mas ele cria em algo que seria parte do teu grande propósito de habitar com o povo e de resgatar toda a humanidade senhor nós
queremos nos unir queremos nos unir com teu sacrifício o teu sacrifício que o senhor também se ofereceu nesse horário diante do pai se ofereceu nós queremos nos conectar e queremos que a nossa oração chegue a ti com
um insenso em nome de Jesus pedimos amém

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