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Aula 5 – Vol.32 – O segundo êxodo

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29/08/21 – Esdras 1 – Baixardo áudio.

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Então estamos prontos para mais uma sessão no livro de Esdras, estamos no capítulo 1, esse tempo tão importante, tão significativo, uma mudança radical no calendário, no tempo de Deus, o tempo de cativeiro mudou-se para tempo de restauração, tempo de retorno.
E nós vamos fazer uma comparação hoje entre este êxodo, esse retorno para a terra que Deus prometeu para eles, para a herança, nós vamos fazer uma comparação com o primeiro êxodo.
Então este foi um êxodo, mas o primeiro êxodo mais famoso, mais conhecido é o êxodo do Egito, então queremos comparar e ver como que, qual a semelhança, quais são as semelhanças e diferenças entre o primeiro êxodo, quando o povo de Israel saiu do Egito e foi para a terra pela primeira vez,
e essa ocasião em que eles estavam saindo das terras do cativeiro, principalmente Babilônia, para retornar à terra que Deus já tinha dado para eles.
Então vamos orar que Deus possa também dar a sua ordem para que nós também possamos sair de todos os sistemas, de todas as coisas que nos prendem, precisamos entender o que é realmente Babilônia, o que é que está nos impedindo de estar na terra e de fazer aquilo que Deus, da grande missão que Deus tem para nós.
Pai amado, nesta hora nós estamos diante de ti, diante da tua palavra que é maravilhosa, diante dessa oportunidade que nós temos de contemplar um pouquinho do teu plano, de ver como o senhor foi desenvolvendo e quando chegava a hora certa o senhor abria as portas.
Assim também nós que estamos vivendo num outro tempo, numa outra geração, também estamos esperando as ordens, também estamos esperando a mudança de tempo, estamos ansiando para que o tempo do cativeiro acabe, para que o tempo da proclamação,
o tempo em que as portas possam se abrir e realmente nós possamos estar livres para estar no teu reino, como o senhor deseja, cumprindo a missão que o senhor deu para nós.
Nós desejamos isso de todo o nosso coração e pedimos que o senhor encontre em nós pessoas também prontas para serem despertadas por ti, para nos levantar daquilo que talvez nós encontramos como lugar de acomodação,
nós possamos nos ser despertados por ti e entender as tuas ordens, quando as tuas ordens chegarem, quando for a hora, nós possamos estar prontos também para nos levantar e para seguir a tua direção e ver o teu propósito se cumprindo e o teu reino chegando.
Pedimos isso em nome de Jesus. Amém.
Ok, então mais uma vez os primeiros versículos de Esdras capítulo 1, falamos na última aula sobre um pouco para entender quem era o rei Ciro,
para a gente poder ter uma noção maior quando nós vemos aqui a menção deste rei Ciro,
tanto a ocasião foi profetizada por Jeremias que ele falou que 70 anos se cumpririam no cativeiro e o nome dele também foi indicado pelo profeta Isaías que foi antes ainda, bem antes, mais de 100 anos antes de Jeremias.
Então tudo que está acontecendo aqui é algo que estava bem determinado, bem previsto, Deus planejou isso com muita antecedência e falamos um pouquinho, é um grande mistério,
como que Deus preordena as coisas, como é que Deus determina as coisas, a soberania de Deus é algo que pelo menos na nossa condição caída, mesmo tendo a revelação de Deus,
nós temos muita dificuldade de entender como funciona a soberania de Deus, mas o que nós entendemos é que Deus realmente faz as coisas acontecerem dentro do seu calendário, Deus tem um calendário,
nós não sabemos exatamente qual é, mesmo aquele tempo de 70 anos eles não sabiam exatamente quando o final dos 70 anos ia cair e nós também sabemos ter muitas profecias sobre o nosso tempo,
vemos vários sinais, várias indicações de que as coisas que foram profetizadas nas Escrituras, tanto em Daniel, outros textos do Antigo Testamento, no livro de Apocalipse, no Novo Testamento também,
então nós temos muitas profecias, muitas determinações, foi determinado por Deus que várias coisas acontecessem, tem várias coisas no calendário de Deus para acontecerem antes do grande retorno que também foi determinado,
tem um grande retorno do Rei, tem uma grande volta do Messias, ele vai voltar para estabelecer permanentemente seu reino na terra, então tudo isso está determinado como nós estamos lendo aqui nesse tempo do livro de Esdras,
então as coisas que Deus determina, o tempo, Deus aqui determinou o tempo pelo profeta Jeremias e ele determinou a pessoa pelo profeta Isaías, então Deus havia determinado o tempo e Deus havia determinado a pessoa,
agora como que isso se relaciona, por exemplo o Ciro, ele tinha a opção de obedecer ou não obedecer, isso é um grande mistério, mas o que nós vimos é que Deus cumpre os seus propósitos através de governantes humanos
em todos os sistemas, não só no sistema político, sistema religioso, sistema científico, cultural, econômico e assim tantos sistemas que existem, Deus determina os seus propósitos,
agora é claro que existe uma responsabilidade da parte de cada um, de como houve, de como se torna um instrumento nas mãos de Deus, então Deus determina os seus propósitos,
ele determinou através de Nabucodonosor, nós poderíamos chamar de um homem mau, ele teve experiências que vimos no livro de Daniel, mas ele foi designado para cumprir um propósito de disciplina,
um propósito de juízo sobre Israel e sobre outras nações, então Nabucodonosor foi levantado mais ou menos paralelo com Faraó no tempo de Moisés, ele foi levantado para ser um instrumento da ira de Deus,
um instrumento da disciplina de Deus, porque o juízo, a disciplina, as coisas ruins que acontecem, acontecem para o nosso bem, não só daqueles que já são do povo de Deus,
mas de todos que puderem ser acordados e corrigidos e chegar a Deus através da disciplina, então Deus tem um grande propósito de usar homens e mulheres,
mas principalmente homens na história, homens malignos, homens cruéis, homens que não têm nenhuma compaixão e estamos vendo isso hoje na história, em décadas recentes e atualmente,
em tantos países, agora nos nossos dias, nesse momento, no Afeganistão, mas tem tantos outros que estão no mundo hoje e tem, além daquelas que a gente considera como muito malignos,
como um ícone de maldade, de crueldade, de opressão, um Faraó que oprime, um Nabucudonosor que destrói, além de pessoas muito caracterizadas por esse tipo de caráter, de ação,
nós temos muitas misturas, muitas misturas, tem pessoas nos governos que fazem algumas coisas, podem até fazer algumas coisas boas, mas fazem muitas coisas ruins também,
e nós vemos isso no sistema do mundo de hoje, nós vemos isso em todos os níveis de governo e de outros sistemas, tem pastores que oprimem as pessoas, tem líderes religiosos, mesmo da igreja cristã,
enfim, nós temos muitas misturas, e nós temos pessoas como Ciro que representam lideranças boas, são lideranças que vêm no momento em que Deus ordena um novo tempo,
mas o que eu quero sempre deixar claro é que Deus não age somente através de um Ciro, Deus agiu por meio de um Nabucudonosor, e outra coisa importante para lembrar aqui é que Ciro,
quando a gente lê, nós vamos tornar ler essa proclamação dele, ele parece, nessas palavras que são registradas aqui, ele parece um homem convertido, ele parece um homem que acredita no verdadeiro Deus,
que sente o encargo de liberar o povo de Deus para construir a casa de Deus, uau, esse homem aqui parece um sonho, como que poderia ter um homem no trono que fala de Deus e que age de acordo com o propósito de Deus,
então eu quero deixar muito claro esses dois aspectos, um que eu já falei, que Deus age por meio de um Ciro, mas ele age também por meio de um Nabucudonosor, ele age por meio de um Nero em Roma,
ele age por meio de um Antíoco Epifânio no tempo dos Macabeus, Deus age por meio de pessoas muito malignas, então a visão que nós temos no livro, especialmente na Bíblia toda, mas no livro de Daniel,
aqui no livro de Esdas e Nehemiah, nós vemos a visão muito clara de que é Deus que governa, é Deus que está ordenando as coisas, o que não significa que nós como povo de Deus não devamos clamar quando há opressão,
o povo de Deus no Egito clamava para que Deus libertasse daquela situação, mas ao mesmo tempo nós precisamos ter percepção e discernimento para saber que existem momentos em que Deus fala assim "não, esse não é o momento de libertação",
e a gente tem falado sempre do tempo de Jeremias, em que Jeremias falava "olha, não é um tempo para pedir a Deus libertação de Nabucudonosor, porque ele não vai dar, isso está determinado, isso faz parte do propósito de Deus".
Então esse é o primeiro ponto, o primeiro ponto sobre esses reis bons e maus é que Deus age por meio de reis bons e reis maus, governantes, pessoas que estão no poder em qualquer nível ou qualquer esfera de poder, esse princípio sempre é verdadeiro.
E o segundo aspecto que eu quero salientar é que Ciro, nós não sabemos tantas coisas sobre quem era Ciro, sobre outras coisas que ele fazia, mas nós sabemos o suficiente para saber mesmo Nabucudonosor quando ele se arrependeu, quando ele reconheceu a Deus,
a gente não tem uma garantia, não tem uma declaração na Bíblia que fala assim "Nabucudonosor deixou de ser um homem ímpio e ele realmente passou a ser um servo de Deus de verdade".
Nós temos coisas interessantes no livro de Daniel, Nabucudonosor passou sete anos vivendo como um animal no campo e ele se humilhou e reconheceu que Deus era o Deus soberano, mas nós não sabemos, a Bíblia não entra nesses detalhes, houve uma conversão de coração, não houve, nós não sabemos.
E Ciro também, nós não sabemos se Ciro era um homem convertido na linguagem de hoje, se ele era um homem que realmente temia somente a Deus.
Pelos achados arqueológicos, eu mencionei na aula passada um achado importante que é chamado "Cilindro" de Ciro, ele faz maior elogios, maior declaração de devoção a Marduk, um deus babilônico.
Então parece que Ciro era um homem que reconhecia o direito de cada povo de ter o seu Deus e ele tinha uma política de deixar cada povo voltar para a sua terra original e edificar seus santuários e cultuar seu Deus.
E até mesmo ele parece que ele tinha uma ideia assim de que ele fazendo isso, ele ganharia o favor de todos esses deuses, porque naquele tempo mesmo apesar da Pérsia eles não tinham muitos deuses, a religião dos persas era ter um Deus do bem e um Deus do mal.
Mas no conceito de Ciro aparentemente ele tinha esse reconhecimento de deuses de outros povos, então isso aqui também nos leva a uma conclusão.
Deus usa governantes maus no tempo que ele quer agir daquela forma e ele usa governantes bons e os governantes bons que pelo menos determinam um tempo de liberdade, um tempo de restauração, um tempo de alívio,
esse momento que nós chamamos de restauração, essas pessoas que Deus usa e que podem até falar usando o nome de Deus e reconhecendo Deus.
Como eu falei, se você ler essa proclamação de Ciro você vai achar que Ciro era um homem super convertido, mas ele não era pelo que a gente consegue apurar.
Então o que eu quero dizer é que Deus usa reis bons e maus e os bons não são necessariamente pessoas que representam Deus na terra, não são pessoas que você possa dizer aí.
A gente tem vários exemplos na história passada e contemporânea também. Nós temos pessoas que usam o nome de Deus, mas que não representam na sua vida, você não percebe que aquela pessoa tem realmente uma vida entregue a Deus.
Então é muito importante entender que Deus tem seus propósitos, ele age por meio de governantes, cada um vai prestar contas a Deus.
Deus não nos deu as chaves ou a capacidade de cernir nem entre nós, entre pessoas comuns, quem é realmente convertido e quem não é, claro que existem frutos, existem indicações, mas nós não temos essa capacidade de julgar, de avaliar, fulano não é convertido.
Tenha muito receio antes de falar isso porque nós não temos esse direito, porque alguém não é evangélico, ele é um ímpio, eu combato isso há muitos anos.
Não, talvez é uma pessoa que não frequenta a igreja, que não fez uma oração dentro dos moldes que nós entendemos que é a conversão, talvez aquela pessoa teve uma experiência com Deus e talvez alguém que tenha feito uma oração e que faça parte da igreja, talvez não tenha realmente uma vida de conversão a Deus.
Então essas coisas a gente não tem como avaliar e não devemos achar, por exemplo, naquela época, se olhasse para Ciro, eu não poderia dizer, olha, esse homem tudo que ele faz é bom, eu sou fã dele.
Não, nós não temos esses dados, mas provavelmente ele tenha praticado muita coisa errada, então o que nós precisamos discernir é Deus levantou Ciro, como ele levantou Faraó, como ele levantou outros governantes por toda a história, como ele levantou homens para governar, permitiu que homens governassem o povo de Israel.
Pensem em Jeú, aquele que foi rei sobre as dez tribos, sobre o reino de Israel, ele fez muita coisa de acordo com, Deus queria que ele exercesse um juízo e fizesse uma limpeza na casa de Acabe, mas ele foi muito violento, muito cruel e continuou servindo aquela religião falsa de Jeroboão.
Então temos que ter muito cuidado essa percepção e como que Deus usa os reis, os governantes, as pessoas no poder, isso está nas mãos de Deus e nós precisamos realmente ter bastante discernimento para entender como Deus lida com isso.
Mas agora vamos ler a proclamação de Ciro e vamos realmente nos curvar em adoração a Deus, que Deus pudesse levantar um rei pagão, um rei de uma outra nação, um rei, o próprio Isaías fala nas profecias dele que embora ele não conhecesse a Deus, ele estava sendo levantado por Deus como alguém que iria pastorear, libertar o seu povo.
Então você realmente olha para essa proclamação e você vai realmente ficar admirado que alguém que não conhecesse as Escrituras, alguém que não conhecesse o propósito de Deus pudesse falar numa linguagem tão divina, tão...
Assim, você lê essa proclamação, vamos ler aqui, versículos 2, 3 e 4 de Estras capítulo 1, então Deus despertou o Espírito dele no versículo 1 e no versículo 2 ele proclamou assim "O Senhor Deus dos céus".
E isso é muito importante porque ele não era, mesmo no conceito de Ciro ele estava, ainda que ele reconhecesse outros deuses, ele estava dizendo esse aqui é o Senhor Deus dos céus, ele não é um Deus localizado, né?
Ele é o Senhor Deus dos céus, me deu todos os reinos da terra, não sabemos até que ponto que ele tinha convicção disso, que era o verdadeiro Deus que tinha dado para ele, será que ele falava isso de outros deuses também?
Mas a declaração dele é muito verdadeira, quem deu os reinos da terra para Ciro foi realmente o Senhor Deus dos céus, o Senhor Deus dos céus me deu todos os reinos da terra e me encarregou, olha que linguagem fantástica, ele me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém de Judá.
Como já mencionei, existem especulações, até mesmo Joseph, que é um historiador do pouco tempo, viveu pouco tempo depois de Jesus, ele até estava vivo no tempo de Jesus, mas ele escreveu nos anos depois da morte de Jesus,
ele tinha essa ideia de que possivelmente Daniel tivesse mostrado para Ciro as profecias e Ciro sabia que tinha essa profecia a respeito dele, não é impossível mas a gente não tem como provar.
Na verdade nas escrituras nós não temos uma prova de que Daniel tenha falado com Ciro, no livro de Daniel quando Ciro conquistou Babilônia o que registra ali fala no primeiro ano de Ciro, no terceiro ano de Ciro, mas quem estava ali na Babilônia era o rei Dario,
então nós não temos nem certeza se Daniel teve contato pessoal se ele pôde falar com o rei Ciro, nós não sabemos sobre isso.
Então ele fala, Deus, esse senhor Deus me encarregou de edificar uma casa em Jerusalém, então já mencionei isso mais ou menos por cima, mas eu quero agora colocar a lente, o foco em cima dessa proclamação.
Nós vamos falar sobre a comparação entre o primeiro êxodo e o segundo êxodo, mas eu quero deixar assim, isso aqui é a coisa que mais ressalta da página aqui de Estras capítulo 1 e do livro de Estras.
Os outros capítulos vão dar continuidade nisso, a coisa mais importante, mais importante da proclamação, do convite, do chamado de Deus para sair de Babilônia e voltar para a terra da herança de Deus para seu povo,
a coisa mais importante é que o propósito disso era para edificar a casa de Deus.
Quando você pensa no primeiro êxodo, o chamado, o convite, a promessa que Moisés levou para o povo de Israel no Egito, a palavra sempre era essa, eu vou tirar vocês da escravidão e vou levar vocês para uma terra que mana leite e mel.
A coisa que mais fica na nossa mente, porque é falado muitas vezes nos livros de Moisés e nos Salmos, nas recordações do primeiro êxodo, é que o primeiro êxodo foi para que o povo fosse liberto da escravidão,
então aquela escravidão que estava oprimindo terrivelmente o povo, eles seriam libertos definitivamente daquela escravidão e eles iriam para uma terra maravilhosa, inclusive muito melhor do que a terra do Egito,
ali era ruim para eles porque eles eram escravos, mas a terra do Egito, o rio Nilo era uma terra próspera, mas era uma terra que dependia daquele rio, não tinha chuvas, não tinha outras bênçãos ali no Egito, tinha chuva mas muito mais rara,
a principal fonte de vida para a terra do Egito era o rio Nilo que nascia lá em outra parte bem mais distante que recebia chuvas de outras partes, então a terra do Egito é simbolizado no livro de Deuteronômio principalmente como uma terra onde as pessoas dependiam do seu próprio trabalho,
mesmo não sendo escravo eles tinham que trabalhar para irrigar, tudo que eles faziam era pelo esforço próprio e Deus estava prometendo "vou tirar vocês da escravidão e vou levar vocês para uma terra que Deus cuida,
que Deus manda chuvas, que Deus dá toda condição para dar o fruto, vocês vão praticamente ficar assim na tranquilidade, claro que eles iam ter que trabalhar para cultivar, mas era outro tipo sim, outra situação, não era esse trabalho harto do Egito,
então esse era o convite, esse era o lema quando Deus tirou o povo do Egito assim "não mais escravidão, uma terra que emana leite e mel".
Agora, durante você acompanhando a história, todos os livros do Pentateuco, como eles saíram do Egito e foram andar no deserto e lá Deus mandou fazer um tabernáculo e fez uma aliança,
então tem várias coisas que tinham que acontecer antes de entrar na terra e eles foram descobrindo aos poucos que Deus tinha algo em mente além de tirá-los da escravidão e além de dar a eles uma terra de conforto,
Deus queria tudo isso para que eles pudessem falar naquela grande consumação, naquele fruto final da vida do rei David quando ele diz "Senhor, o Senhor nos deu tanta coisa boa, o Senhor nos deu vitória, descanso, terra boa, frutos, provisão, tudo que nós precisamos,
agora nós queremos fazer uma casa para o Senhor". E o Senhor quase caiu do trono dele, ele quase foi assim "Uau, Senhor, eu estou esperando isso há séculos, eu estou esperando".
Porque descubram que o grande proveito, o grande fruto, a grande recompensa, o grande alvo de chegar na terra prometida é para que o povo desejasse, convidasse Deus para morar com eles.
Então a casa de Deus demorou muito para que o povo entendesse e mesmo depois de David eles acabavam também não entendendo exatamente para que eles estavam ali na terra e aí Deus precisou até tirá-los da terra.
Mas demorou séculos para que esse alvo de Deus, esse desejo do coração de Deus se tornasse conhecido, a gente tem vislumbres, tem versículos que apontam assim,
tinha o próprio tabernáculo que era uma tenda, era um lugar, já era um prenúncio da casa de Deus, eles eram no deserto, mas não tinha ainda, era um conceito muito vago, eles não conseguiam entender.
E quando David fala "Deus, eu moro num palácio, mas o Senhor, eu quero uma casa, eu quero uma casa maravilhosa" e David se empenhou, David se dedicou,
Deus falou com ele "Você não vai poder fazer a casa", mas David recebeu a planta e proveu materiais e ajuntou as coisas e encarregou o seu filho, ele fez tudo que ele podia e ele falou com o seu filho, o Salomão.
Ele falou assim "Olha, você precisa se dedicar a essa construção da casa, porque não é casa para um homem, é casa para Deus, tem que ser do melhor, tem que ser do jeito que Deus quer,
nós queremos uma casa que o agrade, queremos uma casa que ele queira morar aqui, nós queremos que Deus esteja conosco, é para isso que nós saímos da escravidão, é para isso que nós viemos para a terra prometida,
nós viemos para que Deus pudesse morar conosco". Então, eu estou dizendo tudo isso para mostrar agora, esse tudo foi assim o primeiro êxodo e para onde levou, mas o segundo êxodo que eles tinham saído da terra,
tinham sido arrancados da sua terra, da sua herança, levados para Babilônia e agora chegou o fim do cativeiro e Deus está usando não um profeta, não foi um profeta que chegou "Ouça, ouça, é hora de construir a casa de Deus",
depois nós vamos ver que a Geo falou sobre isso, que Zacarias falou sobre isso, mas isso foi depois, quem anunciou, quem deu a ordem profética, o convite para "Olha, é hora de sair", mas para fazer o quê?
Então, é aquilo que aparece, o que Ciro fala, nós estamos aqui no versículo 2, "O Senhor Deus dos céus me deu todos os reinos da terra", é como eu falei assim, um homem no lugar de autoridade,
ele pode falar umas coisas de Deus sem saber, tem um exemplo que me vem à cabeça agora que foi no capítulo 11 do Evangelho de João, quando o sumo sacerdote,
ele falou uma coisa assim, sobre assim, vocês não sabem que importa que um homem morra em favor de toda a nação, ele estava falando, ele estava falando não no sentido assim, esse homem tem que morrer na cruz para salvar todo mundo dos pecados,
ele estava dizendo, nós devemos, nós temos que entender que um homem, Jesus, precisa morrer para que os romanos não venham e acabem com a nação,
ele falou uma coisa ruim, sem nenhuma visão sobre Jesus, mas sem querer ele falou uma profecia, ele até profetizou que nessa morte, Deus iria unir, reunir todos os filhos dele,
então um homem, um sumo sacerdote, mas um homem que não conhecia Deus, não estava sendo um homem que buscava Deus, que tinha relacionamento com Deus, ele deu uma profecia,
então estou querendo dizer que Ciro aqui, ele fala, eu acredito, sem saber o que ele estava falando, mas ele falou algo tremendamente verdadeiro, que Deus tinha dado a ele todos os reinos da terra,
para um propósito, para que ele, Ciro, pudesse ter o encargo de liberar o povo de Deus para voltar para a sua terra e para edificar a casa,
então eu quero assim, nós vamos depois ver várias comparações, mas esse para mim é o principal, pelo menos ressalta muito para mim hoje, é que no primeiro êxodo o povo de Israel estava sendo convidado,
eles receberam uma promessa, eles receberam um chamado de Moisés, não foi de Faraó, eles receberam um chamado de Moisés e dizendo assim, assim diz o eu sou, eu sou que sou Jeová, assim diz Jeová,
o Deus das alianças de Abrão, Isaac e Jacó, vocês vão ser libertos da escravidão e vocês vão ser conduzidos para uma terra que mana leite e mel,
eles teriam que descobrir durante longos tempos de experiências e tempo no deserto, mas depois de séculos também na terra prometida, eles teriam que descobrir que na verdade eles foram libertos do Egito para fazer uma casa para Deus, mas isso demorou,
agora no tempo da Restaulação não tem demora em termos de entender o propósito de Deus, o rei pagão está dizendo, eu fui encarregado por Deus para chamar vocês para sair da Babilônia e construir uma casa para mim,
então agora não tem mais essa ideia assim, ai que bom, nós finalmente vamos ser libertos da escravidão, não, a ideia assim, nós nem sabemos muito detalhadamente o que eles passavam,
que nesse tempo eles estavam sendo forçados, obrigados a trabalhar como escravos, parece que não consta isso, eles não tinham liberdade, eles precisavam receber esse decreto de Ciro para que eles pudessem voltar, eles não podiam ir sem essa liberação,
mas eles não estavam, parece que estão vivendo de uma forma tão mal na Babilônia ou nas outras cidades onde eles estavam, então eles foram convidados, convocados, eles foram chamados por um rei pagão para ouvir o chamado de Deus e voltar para sua terra,
então isso é muito, nós vamos provavelmente explorar mais essas coisas em outras aulas também, existe um paralelo a isso no século 20 em relação ao povo de Israel,
porque Deus também usou, ele usou uma proclamação chamada proclamação Balfour na Inglaterra, liberando, falando do propósito de ter uma terra para os judeus voltarem,
e principalmente a decisão das Nações Unidas em 47, depois o Estado em 48, então houve uma liberação de governantes humanos de uma entidade, uma organização como a ONU, ou de países também como a Inglaterra,
houve também proclamações, houve chamados para que o povo pudesse voltar para a sua terra, então isso é um cumprimento, é um paralelo a isso aqui, e houve um êxodo semelhante,
porque saíram judeus, isso foi uma coisa gradativa, não aconteceu de uma vez, mas houve um retorno desde o início do século 20, mas mais forte depois de 1947, 48,
então houve um retorno mais forte do povo judeu para sua terra, então houve um êxodo, mas nós vamos falando sobre isso, mas eu quero só, deixa eu falar aqui sobre esses paralelos aqui,
estou falando sobre uma diferença muito grande, mas as outras comparações aqui são interligadas, então nós temos o primeiro êxodo e o segundo êxodo, então no primeiro foi do país, foi do Egito,
no segundo foi Babilônia e talvez nesse tempo de Ciro, será que tinha judeus morando em cidades que não eram só do território de Babilônia, não sabemos também, mas foi uma proclamação,
e o livro de Ester, que é logo depois dessa época, o livro de Ester fala de judeus que viviam em muitas partes do reinado persa, do império persa,
então a ideia é que no Egito é uma coisa mais concentrada, mais junto, todo o povo de Israel estava ali junto, na mesma região, no mesmo lugar,
era assim, a nação estava mais unida, mais fácil, tudo reunido ali no mesmo lugar, na Babilônia e ainda muito mais nos dias de hoje em termos de Israel,
o povo está espalhado, é chamada diáspora, eles foram espalhados, depois do ano 70, depois de Cristo, quando Jerusalém foi destruído outra vez, essa diáspora é mais conhecida por esse nome,
mas mesmo nessa época eles não estavam tão unidos tudo no mesmo local, eles estavam em várias cidades, então o Egito é uma coisa, a Babilônia outra,
a situação é um pouco diferente, no Egito eles estavam numa condição de escravidão, na Babilônia, nessa época, eles estavam numa condição,
a Bíblia não usa o termo escravidão, usa o termo cativeiro e usa o termo exílio, então exílio é você obrigado a ficar fora da sua terra,
você é mandado para fora da sua terra e não tem permissão para voltar, é um castigo, é um tipo assim, você não é preso num lugar, mas você é impedido de morar no lugar que você gostaria na sua terra,
então o exílio tem uma outra característica, é um pouco diferente, mas vamos falando sobre isso aos poucos, o êxodo do Egito fala de uma grande multidão,
então era uma grande multidão, calculam-se 2, 3 milhões de pessoas que saíram do Egito e a Bíblia até usa essa expressão que houve uma multidão mista, então além do povo de Israel,
eles foram acompanhados, outras pessoas do Egito foram juntos, mas nem sempre esse povo que foi junto, eles não tinham a mesma, não entendiam as alianças, não tinham o mesmo coração para Deus,
então essa multidão mista causou muitos problemas depois, mas o contraste aqui é que do Egito saiu uma grande, um grande contingente, como falei, mais de 2, 3 milhões de pessoas,
agora nesse retorno, segundo o êxodo retorno da Babilônia, foi um grupo pequeno, não era uma coisa obrigatória, no tempo do Egito tudo bem,
se eles não quisessem sair do Egito, eles não teriam sido obrigados a sair, mas eles se sentiam oprimidos, então eles saíram, todo mundo saiu, porque eles não queriam ficar lá,
agora na Babilônia não era todo mundo que queria vir embora, isso significa que a vida deles não estava tão ruim, não estava tão opressiva para eles, então a ideia aqui desse retorno,
nesse tempo de Esdas, é que era uma coisa voluntária, era só aqueles que tinham sido despertados por Deus, era só aqueles que estavam realmente ouvindo esse chamado,
vamos voltar, vamos voltar para construir a casa de Deus, talvez tivesse bastante gente entre o povo judeu que seria legal fazer uma casa para Deus,
mas não ficaram muito entusiasmados, aquilo não suscitou neles uma paixão, então essa é uma outra diferença entre os dois êxodos,
no primeiro êxodo nós temos esse rei faraó, eu coloquei aqui que o rei estava sendo pressionado, eu tenho que achar uma palavra para colocar bem curto aqui, mas a ideia aqui é porque faraó liberou o povo para ir,
porque ele sofreu dez pragas, dez pragas sucessivas, então ele foi muito pressionado por causa do juízo de Deus e o próprio povo começou a falar assim,
você vai esperar que todo mundo morra aqui, então o povo começou a falar, manda esse povo embora, então o rei, ele não tinha um coração para deixar o povo ir, mas ele foi obrigado, ele foi pressionado pelo juízo,
por aquilo que Deus estava fazendo ele foi pressionado, agora Ciro não, Ciro foi despertado por Deus, Ciro não tinha nenhuma obrigação, Ciro não estava sendo pressionado,
existem essas especulações de que o Daniel ou outra pessoa pudesse ter feito um pedido para Ciro, nós não temos registro disso nem na bíblia nem fora da bíblia,
pode ter acontecido de alguém ter apresentado uma petição para Ciro, Ciro podia estar aqui atendendo a um pedido, assim como o Neemias depois no livro dele, ele pediu ao rei que ele servia, ele pediu permissão para voltar,
pode ter acontecido algum pedido, mas Ciro estava fazendo isso voluntariamente, Ciro estava ajudando, ele foi despertado por Deus, ele queria fazer isso, então isso é uma grande diferença,
depois mesmo o faraó liberando o povo, como nós sabemos, logo em seguida ele mudou de ideia e foi persegui-los, então no primeiro êxodo eles foram liberados a contragosto pelo rei, mas depois o rei foi atrás e perseguiu,
aqui nós vemos o contrário, o rei Ciro está perguntando o que vocês precisam, todo mundo que pode ajudar, que ajude o rei deu o apoio e o rei até liberou todos os vasos sagrados, os utensílios,
as coisas que tinham sido roubados do templo de Deus, ele devolveu, então a continuação da história, no livro de Esdas e Neemias também, eles contaram com o apoio dos reis, não só de Ciro, de outros reis que vieram depois,
então foi um tempo em que eles receberam apoio, eles tiveram obstáculos também e tudo isso faz bastante paralelo com a história do povo de Israel no século 20,
porque o povo judeu tem sido perseguido ao longo dos séculos e mesmo no século 20 também sofreram holocausto e já sofreram muitos outros ataques, existem povos que atacam o povo de Israel até hoje,
mas tem havido em vários momentos países, Inglaterra, Estados Unidos, países das Américas, países da Europa, Israel tem recebido apoio, então é um tempo em que tem havido apoio de governantes,
Deus tem mudado o tempo, houve um tempo em que ninguém faria isso, mas Deus levantou um tempo em que governantes ajudassem, então aqui eles receberam um apoio do rei Ciro.
Esse item aqui eu falei bastante já, no primeiro êxodo eles receberam o convite de receber liberdade, liberdade da escravidão e uma terra que manava leite e mel,
no tempo agora de Ciro eles receberam um convite para edificar a casa de Deus, então a história já caminhou, o plano da redenção já caminhou,
nós não deveríamos ser ignorantes, nós não deveríamos ficar ainda como se o convite de Deus para nós fosse apenas uma liberdade da escravidão,
isso é maravilhoso, isso é algo que nos traz alívio, existem várias formas de escravidão, escravidão ao pecado, aos vícios, hábitos, a coisas que nos destroem,
escravidão interior e exterior, tem muitas formas de escravidão e o reino de Deus nos promete liberdade de todas as formas da escravidão, porém,
o objetivo do êxodo de sair da escravidão nós precisamos descobrir, mas como eu falei a história já mostrou isso, nós não estamos no tempo antes de Davi quando as pessoas parecem que não entendiam bem,
qual era, o que que Deus quer, por que que Deus nos tirou do Egito, Ele nos ama, sim, Ele nos quer livres da escravidão, sim, mas por que Deus quer, por que que Deus está fazendo isso,
por que Ele tem o anseio de morar conosco, isso não é uma coisa assim "nós existimos em função de Deus", sim, Ele é o soberano, mas Deus quer algo para nós, não pode ter algo melhor para nós do que Deus morar conosco,
isso é o maior presente, o maior dádiva que pode existir, então, nesse momento do segundo êxodo, não precisa passar um longo tempo, é na lata, é imediato,
qual é o convite, o que que é que nós estamos procurando ouvir de Deus, qual é o chamado do segundo êxodo, é edificar a casa de Deus, a gente não precisa passar por longos séculos,
por longas caminhadas, longas jornadas, até descobrir finalmente que Deus quer uma casa, que Deus quer habitar conosco, o objetivo do segundo êxodo é ir direto no ponto,
é ir chegar na terra prometida, já fazer o altar, já fazer a casa de Deus, então, essa é a diferença, né, aqui também tem uma outra semelhança que quando o povo saiu do Egito,
Deus falou com eles, cada mulher peça emprestado da sua vizinha algumas coisas, bens, coisas que eles iam precisar para servir a Deus no deserto,
as pessoas, os vizinhos, Deus tocou no coração para eles darem para eles, na verdade eles estavam assim com muita pressa, porque eles perderam o primogênito,
cada família perdeu o primogênito, então eles queriam ver o povo longe, então quando as pessoas, o povo de Israel e os hebreus, eles pediram emprestado, o povo dava para eles,
toma isso aqui e vai, mas eles achavam que estavam emprestando, não sei se eles entendiam que nunca mais iam ver aquelas coisas, mas pelo menos é escrito que sim,
que eles emprestaram muita coisa para o povo de Israel quando eles foram sair na Páscoa, e aí a Bíblia até usa a expressão que eles saquearam,
que eles tiraram despojos da terra do Egito, alguns falam que eles pegaram 400 anos de salários atrasados porque eles tinham sido explorados como escravos,
mas aqui não, aqui nós vamos ver que as pessoas davam, era para dar ofertas voluntárias, Ciro falou assim, todo mundo, é para todo mundo ajudar, aqueles que vão com liberdade e com a bênção de Deus,
aqueles que vão ficar ajudem, contribuam para quem vai, então é um pouco diferente a forma, mas é muito semelhante, nos dois casos do Egito ou da Babilônia,
eles levaram muitas coisas para que iam ser úteis para a edificação da casa de Deus e para esse começo, para eles recomeçarem a vida,
e aí eu coloquei no fim aqui, na simbologia o Egito, a gente sempre pensa do Egito como o mundo, então o primeiro êxodo representa a saída do mundo,
não é uma simbologia totalmente correta porque o povo que estava ali no Egito, eles eram descendentes de Abrão, eles eram o povo de Deus,
mas tem essa simbologia de que a saída do Egito é a conversão, é a Páscoa, então eu coloquei aqui a cruz, o cordeiro pascoal ele é um símbolo, Jesus na cruz,
então a Páscoa, a redenção, isso representa esse momento histórico, lembra-se que esses eventos, esses símbolos, eles apontam para várias coisas,
eles apontam para o momento histórico, então quando seria o momento histórico do primeiro êxodo?
Tem um momento histórico que é de Moisés, isso já era uma coisa histórica, mas isso apontava para uma Páscoa mais plena,
quando foi que o cordeiro pascal realmente foi emolado por nós, quando Jesus morreu na cruz, então esse primeiro êxodo ele representa o início da igreja,
ele representa todo aquele povo que foi se convertendo no livro de Atos e chegando a outros países, então houve um grande primeiro êxodo do mundo,
e eles também, muitos judeus que já conheciam as alianças de Deus, estavam ali mas eles estavam tendo um verdadeiro contato,
uma verdadeira conversão com o Messias, então o primeiro êxodo fala da cruz, fala da conversão, nos aponta para esse momento em que nós saímos daquela escravidão,
então o mundo representa uma escravidão, como eu falei, que são as várias formas do pecado, do ódio, da falta de perdão,
de muitas coisas, muitos vícios que podem escravizar muito claramente, mas tem tantas outras coisas que escravizam,
não é só o dependente de drogas ou de álcool que está vivendo uma forma de escravidão, tem muitas e muitas formas de escravidão,
e a cruz nos liberta, então esse primeiro êxodo ele aponta para essa obra de Jesus na cruz que nos leva para fora dessa escravidão,
e aí você vê todas essas coisas que nós falamos aqui, as pessoas, existe uma multidão mista, muita gente que aceita Jesus,
mas não são todas as pessoas que realmente tem um verdadeiro encontro com Deus, é uma libertação da escravidão,
mas o convite, o convite quando a grande maioria tem um encontro com Jesus, quase ninguém tem, acho que ninguém naquele momento de conversão
tem uma ideia de que eu estou sendo chamado por Deus para ser um instrumento, para fazer parte de uma edificação de uma casa para Deus,
as pessoas na conversão não tem essa ideia, assim como no Egito, eles não tinham, eles tinham a ideia,
libertação da escravidão e nós vamos para uma terra que mana leite e mel, então Deus vai me dar uma vida de prosperidade,
uma vida em que eu não vou ficar sujeito a todas essas coisas que me oprimem, eu vou ter uma vida livre,
mas esse primeiro êxodo ele não foca porque as pessoas não têm condições de entender
e também porque Deus quer que isso seja revelado progressivamente, então é algo que você vai descobrindo,
quando você tem um verdadeiro relacionamento mesmo com pessoas, nós somos muito limitados, somos pessoas finitas,
mas casais que vivem juntos por muito tempo, os próprios filhos, você pode conviver por anos
e realmente não saber de muita coisa sobre o que aquela pessoa realmente quer,
é incrível como as pessoas podem conviver por 30 anos, 40 anos e não saber realmente o que faz a outra pessoa ser feliz,
então a nossa vida com Deus é assim, a gente vai descobrindo, por isso que eu falo que segundo Samuel 7
é um momento muito cairoz, muito chamado eureca, eu descobri, descobri, é um momento que Davi quase sem querer,
ele cai a ficha e de repente ele faz assim, mas gente Deus fez tudo isso por mim e por nós como povo de Israel
e Deus não tem uma casa, que absurdo que Deus não tem uma casa para morar, então essa descoberta de que nós
fomos redimidos para fazer do mundo uma casa para Deus, é verdade nós não temos capacidade de fazer uma casa para Deus,
como o próprio Salamão orou assim, quem sou eu para fazer uma casa para o Deus do universo, mas ele nos chamou para isso,
ele fez a terra para ser um grande templo, uma morada para Deus, toda a terra será cheia da glória de Deus,
o que isso significa? Que toda a terra, a natureza, os céus, as nuvens, as flores, as árvores, os animais,
tanta beleza, tanta variedade, os peixes do mar, os rios, as fontes, as coisas grandes, as coisas pequenas,
a perfeição, a beleza de tudo isso, isso faz parte de um grande templo, esse templo está profanado,
nós estragamos o templo, nós destruímos o templo de Deus, mas Deus quer restauração,
ele quer um segundo êxodo para que a gente possa voltar para o propósito e nessa volta não tem mais rodeios,
não tem mais séculos para descobrir, nós já sabemos o que Deus quer, então a cruz é nossa saída do Egito,
mas a restauração é quando nós voltamos para o propósito, agora por que que precisa de restauração?
Porque depois da cruz, depois da libertação da escravidão, o que acontece? Nós fugimos do propósito de Deus,
nós não, podemos até ter edificado a casa de Deus como aconteceu com Israel, mas essa casa de Deus,
primeiro ela foi contaminada, ela foi profanada, ela foi desvirtuada, então essa casa de Deus,
Deus falou com Ezequiel assim "eu não posso ficar nessa casa" e ele mostrou para Ezequiel como ele abandonou,
como ele deixou a casa de Deus, então agora nós estamos num ponto em que nós queremos voltar para a casa de Deus,
voltar para a terra, então o que é Babilônia? Essas coisas são muito empolgantes, eu fui criado desde pequeno,
eu ouvia meu pai falando sobre sair da Babilônia, então eu tenho essa cultura, eu fui criado dentro da história,
da narrativa da Bíblia, mas sempre muitos mistérios, sempre muitos mistérios, a gente ouve sobre a terra prometida,
eu falei assim, há muito tempo, Deus, o que é a terra prometida? O que é Babilônia? O que é o reino de Deus?
Então essas coisas, o que é a arca de Deus? Então essas coisas, elas estão ali, a gente tem palavras que representam
o que elas significam, mas eu quero desafiar você a pensar que todas essas coisas que eu estou mencionando
e muitas outras, elas são mistérios, elas não são coisas que a gente define em poucas palavras,
e não são coisas que a gente fala assim, nós já temos a casa de Deus, nós já temos a arca, nós já estamos
fora de Babilônia, não pense assim, porque essas coisas são muito, muito sutis, e quando a gente menos pensa,
aquilo que a gente pensa assim, puxa, Deus nos tirou da escravidão do Egito pela cruz, e Ele nos liberta também,
esse retorno de Babilônia, essa restauração, é uma coisa que acontece, sempre aconteceu, desde o início,
quando Deus deu a terra, eu mostrei numa aula, uma das poucas aulas atrás, eu mostrei um diagrama assim,
de como na história é um sobe e desce, às vezes a gente está na terra, mas logo depois a gente não está mais,
então essa terra prometida, esse reino de Deus, essa expressão do propósito, da missão de Deus, essa casa de Deus,
agora elas parecem meio miragens, porque quando a gente pensa que tem, quando a gente começa a achar que chegamos,
descobrimos que não chegamos, na verdade Deus permite restaurações, é muito complexo esse assunto, não sei se eu vou conseguir transmitir,
mas Deus permite, tem havido restaurações ao longo da história, ao longo da história, por que houve restaurações?
Porque houve muitos cativeiros, em todos os momentos em que a igreja, a igreja de atos, a igreja da reforma,
a igreja do tempo da idade média, o tempo assim, a gente pode pensar em pessoas que foram muito usadas por Deus,
John Wesley, os Quakers, os morávios, a gente pode pensar em tempos em que Deus restaurava,
em que Deus trazia um pouquinho daquilo que ele queria no início, mas logo logo a gente perde, parece que é como areia entre os dedos,
parece que vai rápido, por quê? Porque a gente corrompe, a gente começa a ter atitudes que Deus faz, isso não é a terra prometida,
você pode até estar ali, ter doutrinas, ter princípios, ter muita coisa boa, mas se não tem realmente essa restauração que Deus está procurando,
não permanece, e isso vai ser assim até a volta de Jesus, não vai ter uma restauração tão plena, talvez no final a igreja,
a gente crê que a igreja no final, ela vai chegar a uma expressão muito grande do amor de Deus, da dependência mútua,
vai ter uma expressão, mas vai ser num tempo de perseguição, não vai ser um tempo tranquilo, reinado de paz, de salomão,
isso é quando Jesus voltar que vai ser assim, mas esses princípios de restauração, eles são importantes,
eu estou compartilhando aquilo que eu consigo ver, eu estou procurando entender cada vez, eu estou numa jornada,
cada um precisa estar numa jornada para entender o que é Babilônia, e o que é sair da Babilônia,
eu só vou falar algumas coisas que podem nos ajudar a entender isso, então se o Egito representa o mundo e a escravidão,
que eu já descrevi, tem muitas e muitas formas de escravidão, e a cruz de Cristo, a redenção, o Cordeiro da Páscoa,
isso comprou para nós a saída, o êxodo daquela escravidão, mas Babilônia é algo que vem depois, percebe?
Depois que eles saíram do Egito, depois que eles foram para a terra prometida, eles foram caminhando, tinham muitos altos e baixos, mas chegou num pico muito grande com Davi e Salomão,
mas depois eles foram abandonando, foram abandonando, e Babilônia é algo muito mais sutil do que o Egito,
então vocês lembram que eu falei, o Egito é um lugar, todo mundo está ali, então a saída do mundo, a saída pela cruz,
ela é muito igual, as pessoas têm experiências muito diferentes, mas a experiência da cruz, ela tem essa mesma característica de libertar as pessoas da escravidão,
e de prometer para as pessoas algo que no início a pessoa pensa que é uma liberdade pessoal,
eu vou ser livre da escravidão e eu vou viver bem, eu não vou ser mais oprimido por enfermidades, por problemas financeiros,
muitas pessoas têm um encontro com Jesus que traz um tempo assim de muita libertação de tudo aquilo que experimentava antes,
só que Babilônia é muito mais sutil, então Babilônia não é um lugar só, é essa ideia de diáspora, de ser espalhado entre as nações,
Babilônia, como mostrei também assim, a ideia não é escravidão, é exílio, porque às vezes as pessoas no exílio vivem muito bem,
pode ser que no início quando eles foram levados, tirados, arrancados de Jerusalém, de Judá,
pode ser que eles tenham passado falta ou tenham sido colocados assim para trabalhar, trabalhos forçados,
eu não sei, pelo menos eu não conheço documentos, não temos na Bíblia algo que descreve,
Daniel pode chegar a uma posição no governo, mas claro que isso foi, foram poucas pessoas que tiveram essa oportunidade,
mas muitas pessoas aparentemente, nós temos uma ideia disso porque muitos não quiseram voltar,
então eles estavam vivendo, eles fizeram até aquela carta de Jeramias no capítulo 29 de Jeramias,
ele falou assim, olha vocês vão ficar 70 anos, então construam casas, plantam pomares, é coisa assim para vários anos,
só que naquele momento era para eles se acomodarem de certa forma para poder sustentar a família e continuar vivos e esperar o momento do retorno,
mas assim como na época de saída eles achavam que era tempo já de voltar e não era, na época de voltar eles já não queriam voltar,
então como eu sempre falo que a gente está sempre na contra mão, sempre, quando Deus quer abertura nós somos fechados,
quando Deus quer que a gente seja separado do mundo nós somos muito abertos e liberais, então nós sempre fazemos as coisas ao contrário,
então Babilônia é uma situação muito sutil, é um sistema, não é como o Egito que a gente não vê a hora de sair,
muitas pessoas estão na Babilônia achando bom, o sistema vai nos engolindo, vai nos absorvendo,
e outra vez, eu tenho sempre falado isso, quero sempre deixar isso claro, Babilônia se você for ler vários textos bíblicos,
mas vamos pensar especificamente em Apocalipse 18 quando fala da queda de Babilônia, lá fala de Babilônia como uma potência comercial,
mas é um sistema totalmente interligado, o Deus falso que Jesus falou vocês não podem servir dois senhores é mamon,
então o sistema de Babilônia, o sistema do homem, ele é tudo, ele é político, econômico, cultural, religioso, de educação, de ciências, de tudo,
é o sistema humano, é a torre de Babel, e tem a ver com o Egito, porque o Egito é o sistema do mundo,
então lá no Egito eles eram obrigados a construir palácios e pirâmides e símbolos premendos para o sistema do mundo,
e a mesma coisa acontece em Babilônia, Daniel é um exemplo de quem ficou na Babilônia sem se contaminar,
porque ele ficou ali, ele sabia que não era para voltar já, então ele serviu, ele prestou serviço, ele foi fiel,
mas ele não participava, o coração dele não tinha nada, quando Babilônia caiu para Pérsia ele estava pronto,
ele não tinha colocado a vida dele no partido Babilônia, e agora entrou o partido da Pérsia, eu não posso ajudar porque eu sou de outro partido,
não, ele estava pronto porque o coração dele não era da Babilônia e não era da Pérsia, então está, Jesus falou isso em João 17,
eu não peço que os tires do mundo, eu só peço que os livres do mal, do maligno, que eles possam viver no mundo sem ser do mundo,
como eu falei na aula passada, se o reino de Jesus fosse um reino deste mundo, então ele tinha que fazer todas as coisas que os reinos deste mundo fazem,
ele tinha que fazer política, ele tinha que ter um exército, ele tinha que lutar contra os adversários, ele tinha que fazer tudo isso,
mas ele falou assim, meu reino não é deste mundo, então Babilônia é muito sutil, você vai se entregando, você vai sendo engolido pelo sistema,
o que não significa que você tem que sair, quando fala assim, sai dela povo meu, é o coração que tem que sair,
Daniel nunca saiu da Babilônia, ele nunca saiu, a gente nem sabe exatamente porque, mas se quer uma pessoa que não era da Babilônia,
se quer uma pessoa que não tinha nada, ele não tinha o coração dele, não estava preso, ele não estava amarrado a nada,
ele podia falar com Béu Sazá duramente, com Nabucu Dona Zulé falou duramente, ele não estava com medo de perder o emprego,
ele não estava com medo de perder a posição, mas ao mesmo tempo ele não estava dizendo eu vou me retirar para uma caverna,
cada um tem seu chamado, Daniel foi chamado para ficar ali, mas a ideia assim, você pode estar na Babilônia?
E a pergunta é, quando um rei pagão faz uma proclamação e fala, olha o Senhor Deus me deu todos os reinos da terra,
e Ele me encarregou de passar uma mensagem para vocês, eu vou ter que parar aqui, mas o versículo 3, olha só, olha só como foi o convite,
como foi a proclamação, ele não era uma coisa obrigatória, quantas vezes na história os reinos que perseguem, eles vão atrás,
eles querem achar os judeus, os cristãos, eles querem achar as pessoas e querem punir, inquisição, todo tipo de perseguição, mas aqui não,
aqui ele simplesmente pergunta, quem, qualquer pessoa, eu vou ler numa outra tradução, qualquer do seu povo que esteja entre vocês,
veja bem, Ciro ele fez uma proclamação pública e publicou um edital, hoje sairia no jornal, na internet, na televisão, sei lá,
ele mandou uma pessoa para ir anunciando de cidade em cidade, não tinha cidade só de judeus, que eu saiba, não tinha cidade só de judeus,
então o que tinha, ele falou assim, quem está escutando aqui, quem está no meio, quem pertence a esse povo que adora a este Deus, que tinha um templo em Jerusalém,
eu estou dizendo, qualquer um de vocês, que seu Deus seja com ele, suba Jerusalém e edifique a casa do Senhor, então eu não sei,
é difícil a gente aplicar isso, eu já falei assim que isso tem um paralelo muito grande com o retorno dos judeus para Israel no século XX,
Deus usou autoridades, Deus usou governantes para liberar os judeus para voltar para sua terra, isso foi progressivo,
depois, naquela época de 1948, naqueles anos, a União Soviética não liberou os judeus de lá para voltar, alguns voltaram secretamente, mas não era liberado, mas depois de 89,
quando a União Soviética, aquele sistema caiu, então veio a liberação para os judeus que estavam na União Soviética e muitos russos, muitos judeus que moravam na Rússia voltaram,
houve ondas que voltaram da Etiópia, de outros países, então houve vários momentos, não foi num momento só, isso tem uma aplicação muito clara, mas eu estou colocando que existe um outro chamado,
sempre o povo de Israel faz parte do plano profético de Deus, mas tem um outro, tem uma outra terra, tem uma outra casa de Deus, tem uma outra coisa que está acontecendo,
e esse retorno de Babilônia, essa saída de Babilônia é um fenômeno que precisa ser do coração, ele precisa alcançar nossa vida e isso é algo muito profundo,
nós vamos continuar pesquisando e aprofundando e cavando aqui, eu só vou dar um toque no versículo 4 que ele fala "todo sobrevivente", essa é a mesma palavra que eu uso geralmente para remanescente,
todo sobrevivente, onde quer que seja peregrino, as únicas pessoas que vão ouvir esse chamado de Deus para construir a casa de Deus, isso tem havido cumprimentos ao longo da história,
mas é claro que nós estamos querendo ouvir hoje, não me parece ter um pouquinho de dúvida de que nós como igreja, como povo de Deus, estamos no cativeiro,
estamos, Deus tem restaurado coisas, quando eu penso na história houve muitas ondas de restauração, Deus restaurou a justificação pela fé, Deus restaurou a santificação,
Deus restaurou o batismo no Espírito Santo, sinais, Deus tem restaurado tantas coisas maravilhosas que a gente perdeu no cativeiro, mas num outro sentido nós estamos no cativeiro ainda,
porque nós estamos muito muito dominados por esse sistema sutil, por esse sistema que infiltrou, por esse sistema, as pessoas pensam que o sistema do anticristo é uma coisa que vem de um país,
que é uma força comunista ou islâmica, ou sei lá, de alguma outra forma, a gente tenta identificar e pode fazer parte, pode ser que essas forças façam parte de um sistema final,
mas eu quero dizer que Babilônia é muito mais sutil, Babilônia nos envolve, nos corrompe de formas muito mais profundas e nós precisamos ouvir o chamado de Deus,
eu não sei como é que vem esse chamado, nessa época veio através de Ciro, o que eu quero dizer assim, pelo menos o que eu vejo é que pode ser através de uma forma que a gente não imaginava, porque eu acho que o povo podia pensar,
Deus vai levantar um profeta que vai dizer, Daniel orou, mas que a gente saiba, ele não teve acesso para dizer, olha gente, eu estive orando, eu vi que os 70 anos acabaram, parece que Daniel não tinha esse acesso, essa forma de proclamar,
Deus usou um rei, então que nós possamos entender, que nós possamos ter abertura para a voz de Deus e assim como Deus despertou alguém que nem tinha relacionamento com ele,
porque esse despertamento vem ao versículo 5, todos aqueles cujo espírito Deus despertou, eles se levantaram para edificar a casa do Senhor, então o objetivo é a casa do Senhor, Deus tem que despertar e é um retorno que é sair de algo que amarra nosso coração,
essa infiltração, essa infiltração babilônica que é muito mais sutil, muito mais difuso, muito mais abrangente do que o Egito, que Deus nos ajude e que Deus nos conduza,
Senhor, nós sabemos que o Senhor é muito fiel, tudo aquilo que o Senhor predisse, tudo aquilo que o Senhor planejou, tudo aquilo que o Senhor determinou vai acontecer, mas nós queremos fazer parte daqueles que têm o Espírito despertado,
que nós possamos cada vez mais nos desligar, nos desapegar de coisas que estão nos prendendo, de coisas que estão dos aspectos, da influência do Espírito de Babilônia, do sistema de Babilônia que está em todas as áreas,
que nós possamos ver um remanescente, que nós possamos ver realmente algo novo acontecendo na nossa geração, o Senhor já fez isso em outras épocas, houve várias etapas, vários êxodos que já aconteceram,
mas nós cremos que tem algo que precisa acontecer na nossa geração e algo específico antes da Tua volta para que realmente o Senhor encontre, nem que seja algo muito modesto, muito sem aparência como aconteceu nessa época,
como uma restauração da casa de Deus, tudo meio imperfeito, meio limitado, uma coisa nem nada em comparação com a casa original, mas que tenha pessoas, essas pessoas despertadas por Ti que possam sair no coração daquilo que está prendendo
e que possamos ser livres realmente para viver o Teu reino na nossa geração, é isso que nós queremos, para que o Senhor possa voltar, que é o maior anseio de todos, em nome de Jesus, amém.

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