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10/04/22 – Zacarias 1 – Baixardo áudio.

Transcrição
Estamos continuando no livro de Zacarias, capítulo 1, só que hoje nós vamos iniciar uma segunda visão.
Tem oito visões que parece que foram dadas para Zacarias em sequência, não temos certeza,
mas pelo jeito que está registrada aqui parece que as oito visões foram dadas logo uma após a outra.
E essa aqui que nós vamos começar hoje é a segunda visão dessas oito.
Temos falado sobre a primeira e agora vamos partir para a segunda e o assunto é muito interligado.
Algumas visões são diferentes, nós vamos seguindo as visões aqui nas nossas aulas, mas essa é uma visão curta,
não tem assim muitos detalhes, mas nós vamos pedir ajuda de Deus para que a lição que ele quis mostrar naquela época
e a lição que ele quer mostrar para nós hoje seja bem clara e possa tocar no nosso coração.
Senhor, nós te damos graças por Tua palavra, por Tua fidelidade, porque o Senhor está no controle de todas as coisas,
o Senhor é soberano, tem muita coisa ruim acontecendo como tinha naquela época, mas apesar de tudo,
o Senhor está no controle e direcionando as coisas para uma grande consumação.
E os profetas naquela época já viam como tudo ia terminar, como o Senhor iria trazer uma vitória final.
Nós pedimos, oh Deus, que essas visões, essas palavras, essas revelações que o Senhor deu naquela época de restauração,
naquela época em que o povo estava se dispondo a sair da Babilônia, a construir a Tua casa,
ver a restauração daquilo que o Senhor tinha dado no passado, mas não só voltar para o passado,
mas olhando para o futuro, nós também queremos estar abertos, afinados contigo, queremos ouvir a Tua voz para nós.
Pedimos a Tua bênção sobre esses momentos de reflexão e que possamos ouvir a Tua voz ressoando nos dias de hoje.
Pedimos em nome de Jesus. Amém.
Ok, então primeiro vamos ler a visão, são apenas três versículos no final do capítulo 1 de Zacarias.
Parece que ele tinha acabado de ver essa primeira visão, que ele viu o homem, o anjo do Senhor, em cima de um cavalo,
vermelho e os outros cavalos e a palavra de Deus diante de tudo aquilo, então no versículo 18 ele levanta os olhos,
então levante os olhos, talvez ele estava refletindo sobre a primeira visão, provavelmente já tinha desaparecido,
o que ele estava vendo antes, então ele levantou os olhos e olhou e viu quatro chifres.
Não fica claro o chifre, é uma parte de um animal.
Daniel viu quatro animais, Zacarias fala que ele viu quatro chifres, não fala dos animais, parece que ele só viu os chifres.
Então ele viu quatro chifres e ele, nessas visões ele sempre tem um anjo acompanhando, não é aquele anjo do Senhor,
mas ele tem um anjo acompanhando e ele perguntou ao anjo, perguntei ao anjo que falava comigo, o que é isto?
Tem várias visões, várias situações, às vezes com Jeremias por exemplo, Deus perguntava para ele, o que você está vendo?
Tem coisas que são, a coisa em si é óbvia, é um chifre, não precisa ter uma explicação para dizer que é chifre,
agora evidentemente Zacarias queria saber o que esse chifre representava, então ele pergunta o que é isto?
E ele me respondeu, estes são os chifres que dispersaram a Judá, a Israel e a Jerusalém.
Então essa foi a explicação, os chifres representam forças, impérios, governos, países, são reinos que dispersaram Judá, Israel e Jerusalém.
Aqui é bem interessante, talvez a gente volte mais a falar sobre essa, porque ele falou Judá, Israel e Jerusalém,
Jerusalém obviamente faz parte, está dentro do território de Judá, mas ele fala especificamente sobre Judá e Israel,
e isso para eles já tinha passado ao cativeiro, não existiam mais estes dois reinos que tinham antes do cativeiro,
e na verdade Israel, que eram as dez tribos do norte, essa parte do povo de Deus já tinha deixado de existir como um reino separado,
mais de cem anos antes do cativeiro de Judá, então as dez trios foram para o cativeiro cento e trinta anos antes de Judá,
então Israel como uma parte separada, estas duas partes do povo de Deus, o reino dividido, isso já tinha deixado, não tinha mais estas duas partes,
mas é interessante que Ezequiel fala da restauração de Israel, agora Zacarias depois do cativeiro, ele também fala,
ele vai falar sobre a restauração, para nós na história, para nosso conhecimento, as dez tribos deixaram de existir,
não tem mais dez tribos, elas foram levadas para o cativeiro, se dispersaram, ficaram alguns remanescentes mas se misturaram, viraram samaritanos,
então, e nunca fala de, assim como em Esdras a gente vê como o remanescente, uma parte do povo de Judá que estava na Babilônia voltou, houve uma restauração, mas nós não temos um relato de uma restauração de um retorno das dez tribos,
tanto é que tem mil e uma teorias até hoje sobre as dez tribos que subiram, os mormons falam que são os antecedentes, os pioneiros dos mormons eram descendentes das dez tribos,
tem uma outra teoria que fala que todas as pessoas que aceitam Jesus, na verdade mesmo sem saber eles são descendentes daquelas dez tribos, enfim, tem muitas muitas teorias que são chamadas as dez tribos que desapareceram,
mas a Bíblia fala que, fala de uma restauração, que Deus vai tirar essa divisão e aos olhos de Deus Israel não deixou de existir, as dez tribos não deixaram de existir,
então isso é significativo aqui que ele está falando sobre os chifres que dispersaram Judá, Israel e especificamente Jerusalém que sempre tem um destaque muito significativo porque é a capital,
é o lugar onde Deus quer a sua casa e a sua morada, bom, então isso é uma coisa que a gente precisa sempre manter no nosso coração, o que Deus pretende fazer, no coração de Deus ele tem um remanescente,
mesmo entre o povo que estava em Judá na época do cativeiro, tinha gente que tinha vindo das outras tribos, então Deus não anulou, Deus anulou o sistema, aquele sistema de Jeroboão nunca voltou,
mas Deus tem algo a fazer com as pessoas de todas as partes, de todas as tribos de Israel, então essa é a explicação dos chifres, quatro chifres.
Versículo 20, então o senhor me mostrou quatro ferreiros, a minha tradução fala ferreiro, essa palavra poderia, eu estou colocando aqui como artesão porque o ferreiro seria um artesão, mas essa mesma palavra usada aqui é a palavra que é usada para aqueles artesãos que fizeram o tabernáculo no deserto,
que foram também as pessoas que, ou que construíram a casa de Deus, o templo, no templo de Salomão, houve outras épocas dos reis de Judá em que eles chamaram pessoas capacitadas, artesãos, pessoas profissionais,
poderiam ser carpinteiros, poderiam ser pessoas que trabalhavam com metais, eram artífices, artesãos, pessoas que tinham habilidade para fazer obras que precisavam de mais habilidade, mais conhecimento, mais experiência,
não era nem assim um tipo de um pedreiro, um construtor, era mais especializado ainda, eram pessoas que sabiam trabalhar, fazer obras mais artísticas, mais sofisticadas do que apenas um construtor, então essa é a palavra, aqui é usada a palavra ferreiro, mas a ideia é de um artesão.
Então o ciúme mostrou quatro ferreiros, então primeiro ele viu quatro chifres, depois em seguida ele viu esses quatro artesãos, quando ele viu os quatro chifres, ele sabia que eram chifres e já vou mostrar que o chifre nas escrituras tem um simbolismo,
então até a parte simbólica do chifre não devia ser tão desconhecido de Zacarias, ele provavelmente sabia sim, mas ele queria saber, eu vejo quatro chifres, o que significa isso?
Então Deus falou, o anjo falou com ele que esses quatro chifres representavam reinos, potências que tinham feito esse trabalho negativo, esse trabalho de disciplina de Deus sobre a nação de Israel, principalmente dispersar, a ideia enfatizada aqui é a dispersão,
foram esses chifres que dispersaram o povo de Israel, porque Zacarias vive numa época que uma pequena parte dos dispersos tinham voltado, então é isso que ele queria saber e Deus mostrou.
Agora quando ele vê os quatro artesãos, ele não pergunta mais quem são, talvez porque esses quatro artesãos tinham ferramentas nas mãos, então ele sabia que eles eram artesãos, que eles trabalhavam, tinham os instrumentos de trabalho deles,
mas ele pergunta, versículo 21, o que vem estes fazer? Porque veja bem, eu estou vendo quatro chifres, Deus explicou que são esses chifres, o chifre tem um simbolismo na Bíblia toda, temos muitas referências a chifres,
sempre representa poder, o chifre é uma parte de um animal como um touro, como um carneiro, de um animal que tem força, que é capaz de destruir, tem capacidade, ele tem domínio, ele é poderoso, então o chifre é um símbolo de poder.
Agora você vê quatro homens não soldados, não pessoas com instrumentos de guerra, mas ele vê quatro artesãos que têm os instrumentos de trabalho, então por isso que ele perguntou, mas o que esses homens vêm fazer?
Você tem quatro chifres que fizeram um trabalho negativo, um trabalho de ruína, de dispersão, o que que esses artesãos vão fazer?
Eles são as pessoas menos indicadas para enfrentar o poder dos chifres, então o que vem estes fazer? Ele respondeu, agora na resposta dele ele vai voltar aos chifres, ele respondeu, estes são os poderes, as forças, os reinos, que dispersaram Judá,
ele vai falar agora especificamente Judá, de maneira que ninguém pode levantar a cabeça, então agora ele reforça mais uma vez a explicação dos chifres e ele inclusive fala assim "Olha, eles são tão fortes e eles fizeram um trabalho tão assolador que ninguém conseguiu resistir, ninguém pode levantar a cabeça".
Agora estes ferreiros ou estes artesãos vieram para os amedrontar, como assim? Eles vieram para amedrontar os chifres, para derrubar os chifres das nações que levantaram o seu poder contra a terra de Judá para a espalhar.
Então nós temos aqui no versículo 19, a explicação é que estes chifres dispersaram Israel, Judá e Jerusalém, então isso envolve todo o povo.
No restante, no versículo 21, ele fala sobre Judá duas vezes, que vieram contra a terra de Judá, então isso pode ser uma chave de que o remanescente, uma representação das outras dez tribos estavam em Judá,
mas realmente nós temos isso comprovado no livro de Crônicas e Reis, nós temos comprovado que pessoas das outras tribos, durante várias épocas, mas especialmente depois que Israel foi dominado pela Síria e foi levado para o cativeiro, as pessoas começaram a vir para a terra de Judá.
Então tinha um remanescente, tinha uma representação na terra de Judá, então ele fala que estes chifres foram as nações que vieram contra Judá e três vezes nessa visão ele fala sobre a dispersão.
No versículo 19 ele fala duas vezes, no versículo 21 ele fala que a ação dos chifres foi para dispersar, para tirar o povo de Deus da terra e espalhar pelas nações, então eles vieram para dispersar Judá e dominaram a tal ponto que ninguém podia levantar a cabeça.
Então realmente é uma afirmação que fala do poder desses chifres.
Eu vou só comentar rapidamente que muitos comentários, muitos comentadores, eles interpretam essa visão como meio paralelo à visão de Daniel, dos quatro animais que representavam, Daniel 7 tinha quatro animais que representavam quatro reinos,
que na maioria das interpretações seria Babilônia, a Pérsia, a Grécia e Roma.
Então eu não vejo essa visão, ele não dá mais detalhes, não temos uma visão que foca nisso como Daniel, Zacarias provavelmente conhecia os textos de Daniel, então pode ser que na cabeça dele ele estava fazendo uma associação,
mas quem estava mostrando isso não é uma invenção de Zacarias, isso é uma visão que Deus deu para ele.
Então me parece que o objetivo dessa visão não é colocar assim, vai ter quatro nações, como Deus mostrou para quatro impérios, como Deus mostrou para Daniel, mas Deus estava simplesmente falando dos chifres, da potência, da força das nações
que tinham vindo contra Judá no passado, antes do cativeiro, e aqui não fala sobre o futuro, mas como a visão de Zacarias, a visão de Ajeu, eles estavam falando sobre aquela época, estavam falando sobre o tempo que eles viviam,
que era o tempo de construir a casa de Deus, não era o tempo de ficar na sua própria casa, não era um tempo em que o povo de Deus ia ser derrotado e sempre fora dos planos de Deus, não era esse tempo,
era um tempo em que, como nós falamos na última aula, é um tempo de uma grande virada, Deus já tinha agido com disciplina, Deus tinha agido com ira por causa da infidelidade do povo dele,
tinha levado para o cativeiro, mas Deus estava falando na primeira visão de Zacarias que era o tempo agora de mudar, é um outro tempo, Deus estava voltando, agora nós, da nossa perspectiva histórica, nós sabemos que depois dessa época,
depois, realmente, o tempo de Zacarias e Ajeu foi um tempo em que Deus retornou, Deus deu favor ao império da Pérsia, foi favorável ao povo de Israel, ao povo de Judá que estava ali, voltando para sua terra e redificando a casa de Deus,
então esse tempo presente para Zacarias era um tempo de virada, é um tempo em que Deus estava assim, eu estou voltando, eu tenho compaixão, o anjo do Senhor tinha perguntado até quando o Senhor vai ficar irado contra teu povo,
mas agora era um tempo em que Deus estava assim, meu ciúme, meu zelo por Israel, agora não é um ciúme de agir contra a infidelidade deles, o meu ciúme agora é para que haja uma construção, eu tenho ciúme do meu propósito, nós vimos isso na última aula,
então é uma grande virada, é uma mudança de clima, é uma mudança de tempo no plano de Deus, porém não era a restauração final, não era o tempo em que definitivamente agora nunca mais vai ter a ira de Deus, a disciplina de Deus, o tempo de dispersão,
nós sabemos que houve outras épocas e como realmente as visões de Daniel mostraram, ia ter outros impérios, outros tempos de aflição, de angústia,
então esses quatro chifres, pelo menos assim, a gente olhando da nossa perspectiva histórica, podem representar não só os chifres que dispersaram o povo de Judá antes do cativeiro, antes da época de Zacarias, mas representam outros chifres que vieram depois,
e Deus está mostrando os ferreiros que vêm, e é isso que nós queremos examinar um pouquinho, como Deus, o que significa essa visão, qual é o propósito, uma visão tem enigmas, tem simbolismos,
o próprio profeta que via as visões, quantas vezes, quantas visões os homens de Deus tiveram no passado e eles não conseguiam entender, Daniel recebeu muitas interpretações das visões dele,
mas ele ficava perplexo, ficava doente às vezes depois de uma visão, porque ele não conseguia ver, imagina a gente ver a visão e a explicação no livro de Daniel, por exemplo,
e a gente sabe de muita coisa que aconteceu depois da época de Daniel, então faz sentido para nós, mas mesmo assim tem tantas coisas que nós não sabemos interpretar,
imagina para o profeta que estava olhando para o futuro coisas que não tinham acontecido e ele não podia imaginar como que tanta coisa ainda ia acontecer sobre o povo de Deus,
então essa visão que nós estamos olhando agora em Zacarias é uma visão enigmática, bem enigmática, tem uma explicação de que os chifres são as potências que vêm para dispersar,
para não deixar o povo de Deus levantar a cabeça, para realmente subjugar aquele povo, mas esses ferreiros só explica assim, eles vieram para amedrontar,
eles vão causar medo nos chifres, eles vão derrubar os chifres, então é isso que a gente quer olhar um pouquinho, sempre lembrando que evidentemente nós não temos todas as chaves,
nós não temos as respostas, temos algumas coisas que podemos buscar nas escrituras e na revelação de Deus, mas evidentemente tem enigmas que só Deus pode revelar e tem coisas que Deus revela em momentos específicos da história,
então eu não estou aqui para dizer que eu sei qual é a chave, mas a pergunta é, que Deus quis mostrar para Zacarias? Qual era essa chave que Deus estava mostrando?
Tem os chifres, tem os chifres, eles já agiram, Zacarias não sabia e não foi específico aqui nessa visão de que teriam outros chifres no futuro, mas esses chifres que dispersam, que aniquilam o povo de Deus, qual que é a solução?
E Deus está mostrando que a solução está nos ferreiros e é claro que é uma interpretação bem óbvia de que tem quatro chifres e quatro ferreiros, ou artesãos,
então é o que Deus está falando assim, tem algo correspondente para cada chifre, para cada nação de poder, tem também uma chave para derrotar aquele chifre,
então tem algo que tem a força daquele reino que vem contra o povo de Deus, mas tem um ferreiro específico, alguém que sabe onde está o calcanhar de Aquiles, onde está o ponto,
e a ideia é que o artesão ele vai atacar o chifre não com outro chifre, eu acho que o princípio mais fundamental dessa visão é como que Deus vai derrotar os chifres, não por meio de outros chifres,
e isso é algo que a gente tem muita base bíblica para falar, no livro de Apocalipse fala assim, quem luta com a espada vai morrer com a espada,
então a nossa luta não é combatendo o mal com o mal, com as armas do mal, aquilo que está sendo feito no mundo, Deus tem usado políticos na história,
mas a derrocada do sistema do homem não é através de política, de uma política boa, nossa esperança não está num grande herói que vai combater o mal com os mesmos sistemas,
por isso quando a gente às vezes pensa, não, o comunismo caiu e entra outro governo que às vezes é pior, Saddam Hussein foi tirado do poder e caiu do poder no Iraque,
mas tem outros governos que oprimem também na Síria, na Iugoslávia e assim por diante, então nós temos tantos e tantos exemplos de como um tipo de sistema,
uma representação, um império, cai Babilônia, entra a Pérsia, cai a Pérsia, entra a Grécia e nós vimos em Daniel que isso não soluciona,
Deus levanta reis, Deus derruba reis, remove, mas nós estamos aguardando a pedrinha, aquela pedrinha pequenininha cortada da montanha,
cortada do monte é uma pedra pequena mas vai derrubar aquela estátua enorme com toda a sequência de sistemas humanos, de impérios humanos,
então eu creio que essa é a ideia central nessa visão de que os quatro chifres, o chifre representa poder e eu coloquei aqui nessa folha aqui que o chifre representa força bruta,
representa um reino, representa a forma de implantação é subjugando, oprimindo, pisando, esmagando, então o chifre representa isso,
ele tem grandeza, ele é grande, ele é poderoso, é verdade que o chifre é usado também para o reino de Deus, a Bíblia fala que Deus vai restaurar
ou vai levantar um chifre poderoso na casa de Davi, então essa ideia assim de que o chifre representa poder, Deus tem poder, ele vai estabelecer seu reino, mas o que nós queremos entender aqui é como que isso é processado
e quando o chifre, vocês podem lembrar no livro de Daniel, tudo é chifre, até mesmo o anticristo, aquela força, aquela representação do anticristo no livro de Daniel é um chifre pequeno,
isso queremos também enfatizar esse princípio, até mesmo no lado do mal, é o pequeno que derruba o grande, isso é um jeito de Deus, Deus prefere que os pequenos derrubem os grandes,
até mesmo no lado do mal acontece isso, então um chifre pequeno que vai ser o anticristo, ele vai se engrandecer até contra o próprio Deus, mas um chifre pequeno derruba outros três chifres e depois se torna grande,
então nós podemos ficar observando na história como reinos grandes, a própria derrubada do reino de Babilônia, a Pérsia era um reino também,
mas como que eles derrotaram Babilônia? Através de astúcia, não foi no meio de uma batalha entre dois grandes exércitos, foi de um artesão desviando o rio, entrando por baixo das muralhas de Babilônia,
então nós temos esse princípio de Deus que em muitas e muitas ocasiões é algo pequeno, relativamente pequeno que derruba forças grandes, o grande império de Roma foi derrubado por bárbaros,
ninguém dava nenhuma importância para os bárbaros, então assim por diante nós podemos ver muitas vezes na história que são os pequenos que derrubam os grandes.
Então só para complementar, a maioria dos comentários, dos estudiosos, dos intérpretes da Bíblia analisam essa visão e eu não estou dizendo que isso não seja válido, eu estou olhando para essa visão de uma forma um pouquinho diferente,
eu não vejo essa visão como Deus querendo mostrar, olha são quatro reinos que já existiram, que vão existir, eu não acho que era isso que Deus quis mostrar para as acarias, ele não desenvolve essa ideia de quatro,
eu acho que o número quatro aqui é puramente simbólico mas muitos comentários vão dizer que esses quatro chifres eram exatamente os quatro de Daniel, Babilônia, Pérsia, Grécia e Roma,
ou as vezes as pessoas falam assim não, começou antes, era o Egito, a Síria, Babilônia, Pérsia, fazem algumas correspondências com países específicos e falam que os quatro artesãos eram os reinos que Deus levantava depois para derrubar anterior,
então Babilônia foi derrubada por Pérsia, Pérsia foi derrotada pela Grécia, Grécia foi derrotada por Roma, nesse ponto eu já fico meio assim, eu acho que a ideia de chifre e artesão não é um reino derrubando o outro,
eu concordo que como acabei de falar Ciro derrotou Babilônia por astúcia, porque aqui o que eu quero mostrar é que o artesão ele representa não força bruta, o artesão representa inteligência, ele é uma pessoa, ele tem habilidade,
eu vejo a ideia, o papel, a figura, o simbolismo do artesão não é nem como um construtor comum, construtor tem habilidade sabe construir, mas o artesão é aquele que trabalha em metais, aquele que trabalha para formar por exemplo na Bíblia,
em Zaias é um artesão que faz um ídolo, uma imagem de escultura ou de madeira, então ele sabe esculpir, ele sabe produzir coisas, então ele é uma pessoa que tem inteligência, ele tem habilidade, essas são as características do artesão,
ele é muito citado na Bíblia, a relação entre o artesão e a casa de Deus é muito forte, o Tabernáculo fala de artesão, o templo de Salomão fala de artesão, quando precisava reformar, consertar a casa de Deus que estava em ruínas chamavam os artesãos,
então tem várias referências na Bíblia a artesãos em conexão com a construção ou a reforma da casa de Deus, então eu acho que isso é muito importante, talvez não seja isso que estava por trás da ideia do artesão nessa visão,
mas eu acho que tem uma relação no sentido de que a derrota dos chifres não é por meio de um outro chifre, mas a derrota do chifre acontece por artesãos e eles são pequenos,
em relação ao chifre é grande, ele tem força, ele tem poder, é força bruta e já o artesão trabalha com astúcia, com inteligência, com habilidade, ele é pequeno, então esse é o contraste que eu vejo aqui nessa visão entre chifres e artesãos.
Eu quero ler agora um texto para começar, eu quero ler o texto em Deuteronômio que se você for usar uma concordância, procurar chifre, é que dependendo da tradução em português, nem sempre quando usa chifre é traduzido como chifre, às vezes fala força, mas é a mesma palavra chifre,
então em Deuteronômio 33 eu acho que essa é um dos exemplos melhores para falar o que representava o simbolismo do chifre, aqui está falando uma profecia que Moisés deu sobre as doze tribos de Israel,
antes de morrer ele fez uma profecia, essa aqui é uma profecia da tribo de José, então esse aqui não é um chifre no sentido maligno.
Ele coloca assim que José, Deus abençoou no versículo 13, Deus abençoou com o melhor do céu, com as águas, tesouros, produtos preciosos, no versículo 16, no final do versículo fala que tudo isso repose sobre a cabeça de José,
sobre a fronte do príncipe de seus irmãos, então José ele é visto, ele tem a profecia de que ele seria um príncipe, na verdade isso era das dez tribos quando teve o reino dividido, isso aconteceu,
e também assim ele sobressaiu, mas assim o cetro mesmo, o reinado de Deus veio pela tribo de Judá, mas de qualquer forma ele está recebendo aqui uma profecia de que ele seria um príncipe, ele seria destacado.
E aí o versículo 17, 33 e 17, fala sobre o que é a ideia de chifre. "Em majestade ele é como primogênito do touro e seus chifres são como os de um boi selvagem, com eles rechaçará os povos todos juntos até as extremidades da terra.
Tais são as miríades de Efraim e tais são os milhares de Manassés." Então esse aqui é só para mostrar o simbolismo do chifre, o chifre é de força, pode ser usado no sentido positivo, no sentido do reino de Deus,
o reino de Deus vai ter força, o reino de Deus será manifestado, será o dia de vir a luz, como todo o joelho vai se dobrar diante do rei dos reis, mas a coisa importante é entender como que os chifres do sistema humano serão derrotados.
Então esse é o ponto que nós queremos ver, porque Deus estava mostrando para Zacarias os chifres que tinham feito todo esse estrago no povo dele, no povo de Israel.
E Deus estava mostrando para Zacarias nas várias visões, a gente tem que entender essa visão no contexto das outras visões de Zacarias, que Zacarias recebeu, em que Deus estava mostrando essa virada, essa grande mudança de tempo,
em que Deus que tinha usado de disciplina, Deus que tinha permitido o cativeiro, a derrota, a destruição do povo dele, Deus estava mudando, era um outro tempo, um tempo em que viria a restauração.
Então esse é o sentido da visão, tem quatro chifres que têm feito grande estrago, isso para nós a gente entende como válido, não só no passado, mas quantas vezes depois disso o povo de Israel foi disperso outra vez.
No ano 70 depois de Cristo, no ano 135, os judeus foram dispersos de uma forma muito mais ampla e durando muito mais tempo do que os 70 anos do cativeiro.
Então esses chifres da dispersão continuaram a agir mesmo depois desse tempo, mas Deus está mostrando para Zacarias que tem esperança, ok? Então agora eu quero só, eu quero explorar um pouquinho mais essa questão,
porque o que interessa, o que interessava para Zacarias? Eles, ainda que tivessem voltado para a terra deles, a terra de Judá e Israel, ainda que a nação da Pérsia fosse favorável,
os impérios, os imperadores, eles foram favoráveis, eles apoiaram o retorno, eles apoiaram a construção do templo, mas o povo se sentia vulnerável, eles não tinham números, eles não tinham defesa,
a cidade de Jerusalém não tinha muros, eles eram muito vulneráveis a inimigos por perto, então eles se sentiam ainda como um povo com pouca capacidade, com pouco potencial de resistir a tanta oposição.
E Deus estava mostrando, olha, vocês precisam entender, o tempo mudou, muita coisa, vocês ainda são um povo pequeno, fraco, tem muitos adversários, mas eu estou falando, Deus estava falando com eles,
é tempo de construir a minha casa, esse é o foco central, desde o decreto de Ciro, vocês podem voltar para construir a casa do Deus de vocês, então a casa de Deus sempre era o ponto central,
e foi a mensagem do profeta Geo, um livro curtíssimo, mas a mensagem dele, vez após vez era, é tempo de construir a minha casa, se vocês colocarem a minha casa,
Deus falava, colocar a minha casa no centro, e é claro que não era só um ato exterior de fazer a casa, mas colocar Deus no centro, o altar, a adoração a Deus, o relacionamento com Deus,
se vocês colocarem a minha casa no centro, tudo vai se encaixar, tudo vai encaminhar, e Deus falou por meio de Ageu, por meio de reconstruir a minha casa,
eu vou abalar todas as nações e estabelecer o meu reino, então a construção da casa de Deus, trazendo a morada de Deus, trazendo a presença de Deus para perto deles,
essa é a chave, a gente até entende isso, se a presença de Deus estiver conosco, então não tem problema nenhum, nós temos toda a defesa necessária,
no capítulo 2 de Zacarias, Deus vai falar com Zacarias assim, eu serei o seu muro, vocês nem precisam de muros, porque se eu estiver no meio de vocês, eu serei a sua defesa,
então Deus está mostrando esse princípio, e é isso que eu quero dizer, a relação de artesãos, como que Deus vai derrotar essas forças que tem vindo ao longo da história,
então eu quero começar essa parte, lendo o Salmo 129, um texto do Salmo que fala, eu quero descrever esse Salmo, descrever, então eu quero usar esse texto do Salmo 129,
para pensar sobre como Deus trabalha ao longo da história, porque esses chifres que vêm contra o povo de Israel, tem existido durante toda a história,
desde quando os descendentes de Abraão e Zac e Jacó foram lá para o Egito, eles eram dominados, escravizados pelo Egito, eles foram sempre atacados o Egito, a Síria, a Babilônia,
depois no tempo intertestamentário, a Síria, aqueles antigos e aquelas forças, tanto o Egito como a Síria estavam sempre dominando Israel,
então esses chifres, por isso que eu vejo essa visão, que eu acho que o propósito da visão não era como em Daniel falar, olha, vai ter quatro nações, quatro animais, não, a ideia de quatro acho que é simbólico no sentido, olha, esses são os chifres que vêm contra você,
então a história, isso a história mais no tempo bíblico, depois Roma destruiu Jerusalém no ano 70, tiveram outra guerra no ano 135, que dispersou de vez os judeus, expulsou de vez os judeus e destruiu tudo ali,
então os chifres que vêm contra Israel, isso é um fenômeno contínuo e eu tenho falado, quero mostrar isso mais uma vez, que a nação de Israel é um protótipo, não só protótipo,
Deus tem um propósito para a nação de Israel, no plano dele ainda para o futuro, mas nós temos muitos paralelos entre a nação de Israel e a igreja,
então quando nós olhamos para essas profecias e para esses fatos históricos, assim como sempre houve esses chifres, essas forças dominantes do sistema do mundo,
do sistema do homem, que são contra Israel, nós temos esse exemplo moderno da ONU, que é uma organização mundial, reúne praticamente todos os países do mundo
e eles, agora recentemente, depois da guerra que começou na Ucrânia, da agressão da Rússia, uma comissão dos direitos humanos na ONU tomou 3 ou 4 resoluções contra Israel
e só uma contra a Rússia, então existe um preconceito enorme, parece que um complô das nações contra Israel
e a Bíblia fala que isso vai acontecer de uma forma talvez nunca antes vista na reunião de muitos países contra Israel no fim,
agora isso tudo é paralelo à força do sistema do homem contra a igreja, da mesma maneira que isso existe contra Israel, isso também existe contra a igreja
e aliás quando os governos, quando a igreja está em uma boa condição com o governo é um alerta, é um sinal de perigo e nós estamos vendo isso nos dias de hoje
nós podemos achar que um determinado governo é favorável à igreja e quando a igreja começa a se aliar, a entrar, a Bíblia chama isso de prostituição,
quando a igreja começa a ter uma aliança com o sistema do mundo, então nós começamos a ver a própria igreja sendo corrompida e fazendo parte desse sistema humano
então a mesma força, o mesmo complô, a mesma tentativa dos chifres de dispersar, de enfraquecer, de tirar a igreja da sua verdadeira herança
e isso existe em relação à igreja, não só contra Israel, então nós vamos ler aqui no Salmo 129 porque isso resume a história de Israel e resume a história da igreja
os chifres que exercem o seu poder contra o povo de Deus, isso acontece por duas razões, uma que aconteceu muito na história de Israel
Deus permitia que a Síria viesse contra Samaria e as dez tribos, que Babilônia viesse contra Jerusalém e o reino de Judá
Deus permitiu isso porque? Porque o povo dele estava sendo infiel, o povo dele não estava cultivando a presença de Deus, não estava sendo fiel a ele
estavam indo atrás de outros deuses, estavam se afastando da aliança, do amor, do relacionamento com Deus
então Deus permite a perseguição, Deus permite a oposição, Deus permite que os chifres dispersem o seu povo
a primeira razão é por causa da infidelidade, é uma disciplina, é um castigo, não é um castigo no sentido tipo vingativo
as disciplinas de Deus tem o objetivo de nos trazer de volta, então como falem os Zéias dois, se a esposa dele está indo atrás de outros amantes
para que os outros amantes lidem a provisão e as coisas que ela quer, o que Deus vai fazer?
Deus vai cortar aquelas coisas que na verdade vem de Deus, não vem desses amantes, Deus vai cortar o que eles recebem
e vai fazer com que passe mal, passe falta, seja de fato assim, passe por angústia, por aflição para que volte ao Senhor
então essa é uma das razões, mas muitas vezes a perseguição, por exemplo, se a gente analisar a perseguição da igreja nos primeiros séculos
ou a perseguição da igreja na China, nós provavelmente não vamos em nenhum momento, a igreja é isenta de infidelidades ou de erros
mas a perseguição da igreja nos primeiros séculos me parece que não foi por causa de uma infidelidade
são perseguições que fazem parte da reação do sistema do mundo contra a igreja
Satanás que está por trás disso, ele não quer permitir que a igreja cresça, que a igreja seja realmente representante de Deus
então vem perseguição e vem também tentações e corrupções interiores, então existem disciplinas de Deus
que são por causa da nossa infidelidade, infidelidade da igreja ou de Israel, mas existem também perseguições que são totalmente injustas
que fazem parte de um processo de Deus de purificação, Daniel 11 fala sobre isso no tempo do fim
que os santos vão ser purificados apesar de estarem servindo ao Senhor com fidelidade
eles vão ser purificados por meio da perseguição e da tribulação
então Salmo 129, versículo 1, muitas vezes me angustiaram desde a minha mocidade, diga agora Israel
então a nação de Israel, isso aqui é um salmo que está falando sobre Israel como nação, muitas vezes me angustiaram
desde a minha mocidade, de acordo com Zé, a mocidade de Israel foi na terra do Egito, então Israel passou por aflição no Egito
mas muitas vezes me angustiaram desde a mocidade, mas, versículo 2, não prevaleceram contra mim
os lavradores araram sobre as minhas costas e cumpridos fizeram os seus sucos
mas o Senhor é justo, cortou as cordas dos ímpios, sejam envergonhados e tornem atrás todos que odeiam a Seão
então esses versículos resumem essa história contínua, aconteceu em Israel, aconteceu na igreja, nossa história tem sido de muita angústia
mas até os lavradores, eles lavraram, araram sobre as minhas costas e cumpridos fizeram os seus sucos
é uma dor terrível o que eles fizeram para destruir e para rasgar as costas do povo de Deus
um outro texto bem importante, chave para entender isso, também está em Jeremias, capítulo 30, versículo 11
onde ele diz "eu sou contigo, diz o Senhor, para te salvar, embora eu dê fim a todas as nações entre os quais te espalhei
a ti, porém, não darei fim, mas castigar-te-ei com medida e de todo não te terei por inocente"
e ele até fala "teu ferimento é incurável, mas só quem pode curar é o Senhor"
então esse texto em Jeremias diz que Deus pode dar fim às outras nações
Deus não tem interesse em dar fim a todas as nações em termos de povos, Deus vai dar fim aos sistemas que essas nações representam
e isso também é uma verdade na história porque Babilônia como Babilônia não existe mais, a Síria, aquelas nações, aquelas potências antigas
tem a nação da Grécia, tem a nação do Egito, mas não tem nada a ver com aquelas potências que existiram no passado
mas Israel continua existindo, então é muito interessante como Hitler tentou aniquilar totalmente o povo dos judeus, o povo de Israel
e ele sumiu, todo aquele sistema dele não existe mais, a Alemanha de hoje não tem nada a ver com a Alemanha, a continuação do sistema de Hitler
mas os judeus continuam, então a ideia é sempre que Deus vai trabalhando, ele permite adversidades, ele permite que os chifres nos dispersem
que nos enfraqueçam, mas ele não vai permitir que elimine totalmente, então a ideia é sempre que Deus trabalha, ele segura, ele não permite que haja uma destruição
e no final vai haver um julgamento e isso também fica muito claro nas profecias de Ageu e Zacarias de que se eles se dedicarem
eu vou falar isso mais uma vez, essa é a chave dessas profecias e dessa época, se o povo Ageu e Zacarias profetizaram, exortaram da seguinte maneira
é tempo de edificar a casa de Deus, é tempo de buscar a presença de Deus, trazer Deus pra habitar conosco, se eles focassem nisso
se eles colocassem isso como o alvo, o centro daquilo que eles estavam fazendo, então eles seriam protegidos e essa é a ideia de que o artesão
que não tem força militar, ele não tem poder pra derrotar um chifre, mas o artesão que pode representar tanto uma astúcia de como Ciro derrotou
Babilônia indo por baixo das muralhas, pode representar algo nesse sentido, mas eu penso que tem muito mais a ver, quem são esses artesãos que vão amedrontar
vão fazer o chifre sentir medo, não é um outro chifre com poder maior, mas é algo que Deus vai fazer, é aquela pedra pequena do que Satanás tem medo
ele tem medo da pedrinha que vai ser cortada sem mãos humanas, então essa é a ideia e agora eu quero ler alguns textos
vamos começar em Isaías 54, eu quero mostrar, voltando pra visão, a visão de Zacarias, quatro chifres e quatro artesãos
através dos quatro artesãos os chifres vão ser derrubados, eles vão sentir medo e eles vão ser derrubados, e como que Deus vai fazer isso?
Então, Isaías 54, nós falamos na última aula sobre a grande virada, tem uma grande virada e durante a história, durante o tempo presente
o povo de Israel e o povo da igreja, paralelamente, estamos sendo em muitas frentes derrotados, dispersos, as forças, a gente pode até pensar
não, a igreja hoje está forte, a igreja está bombando, a igreja hoje, no Brasil, quem lembra de 50 anos atrás, 40 anos atrás
quem eram os evangélicos no Brasil, qual a força que eles tinham? Ninguém pensava numa força política que os evangélicos pudessem ter
hoje os evangélicos são cortejados pelos políticos pra conseguir chegar ao poder, nos Estados Unidos, no Brasil, é uma força política
isso é perigoso, isso é um chifre, lutando contra o chifre, não é assim, é o poder de Deus se manifesta de outra forma
então vamos ver, o que nós precisamos não é crescer esse tipo de crescimento, Deus quer muitos números, Deus quer alcançar muita gente
vai ter uma grande colheita, eu creio nisso, Deus vai dar testemunho, mas o poder do artesão, deixa eu, antes de ler esse texto em Isaiah 54
nós temos o exemplo de Elias, Elias fazia a Cabe tremer nas bases, um homem, Jezebel ficou furiosa, quis matar de todo jeito Elias, por quê?
Porque Elias era um artesão, Elias era uma minoria, mas ele tinha o poder de Deus com ele, e não era o poder de um governo, de um reino, de uma força bruta
é isso que eu quero dizer, Apocalipse 11 fala das duas testemunhas, que seria um cumprimento de Elias vir antes da volta de Jesus, as duas testemunhas fazem os reis tremerem
quando as duas testemunhas são mortas, todos os reis até celebram, porque eles trouxeram medo para os chifres
então, olha o que diz aqui, todo o capítulo 54 de Isaías, ele está falando de uma virada, canta estereo no versículo 1, resulta de prazer
e ele começa a falar que vai haver uma mudança, essa que foi oprimida, por quê? Ele fala assim, versículo 7, "Por breve momento te deixei, Deus mesmo permite que nós estejamos assim, que nós passemos por tempos
sem a presença de Deus, é cativeiro, é porque nós não estamos andando com ele, nós não estamos cultivando a presença dele, então por um breve momento te deixei
em grande ir e escondi minha face, mas depois com benignidade, vai ter uma virada, como ele falou em Jeremias, eu posso julgar, eu vou acabar com os outros sistemas, o grande abalo vai acabar com todos os sistemas do mundo
mas tem um que vai permanecer, mas não é o sistema da igreja, o sistema da igreja é um dos que vai cair também, é o sistema do reino de Deus que vai permanecer
então é essa apuração, é esse mover de Deus, de trazer algo na pequenez, algo que não é astucia, eu falei aqui que o artesão ele é inteligente, ele é hábil, ele tem astucia, mas não é uma astucia humana
não é uma capacidade humana de vencer o outro, como quem joga xadrez e tem capacidade de armar uma estratégia, de vencer, não é esse tipo de estratégia de astucia
mas é algo que depende da própria presença de Deus, de Deus estar conosco e de agir não segundo a mente humana, mas segundo a mente de Deus, então ele começa a falar no versículo 11
"ó oprimida, arrojada com a tormenta e desconsolada, eu te construirei", então ele está sempre falando sobre essa mudança, sobre a restauração, que Deus vai fazer uma obra
através dessa dispersão, através dessa obra dos chifres de acabar com nosso poder, a própria divisão na igreja é obra dos chifres, dos chifres de satanás que dividem a igreja
a igreja se acha forte hoje, mas a igreja é fraca porque ela é dividida, a divisão enfraquece, então não tem uma expressão, não tem um testemunho de Deus unida na terra
então ele fala que vai mudar tudo isso, é versículo 14 "com retidão serás confirmada, a opressão estará longe de ti, já não temerás, o terror será removido, não chegará a ti
embora se levantem ataques contra ti", então a igreja, o povo de Deus, Israel, o propósito de Deus na terra vai chegar ao ponto em que qualquer tipo de ataque não vai prosperar
"embora se levantem ataques contra ti, isso não procederá de mim, todo aquele que contender contigo cairá diante de ti"
quando que vai acontecer isso? quando que a igreja vai ser vitoriosa e ninguém vai poder se levantar contra a igreja?
quando é que Israel, Israel hoje inspira bastante, é um país pequeno mas é um país poderoso, tem bomba atômica, tem tecnologia, eles tem muita capacidade
mas a Bíblia fala de um tempo em que eles não vão ter condições de resistir, então é versículo 16 "vê, fui eu que criei o ferreiro, o artesão
que é só para as brasas no fogo, que produz a ferramenta para a sua obra, e fui eu que criei o assolador para destruir", então Deus está por trás dos chifres e Deus está por trás dos artesãos
e eles sabem que momento os ferreiros, os artesãos vão ser liberados para trazer a solução, Deus vai usar instrumentos como eu falei, eu vejo isso espiritualmente
como Elias, como as duas testemunhas, como Deus tem uma arma escondida, Deus tem um artesão que não parece ter nenhuma condição de vencer
que vai trazer a derrocada final para os chifres e uma dessas coisas claramente é a intercessão, a intercessão como a gente conhece, a gente tem relatos da Segunda Guerra Mundial
aquele grupo no país de Gales, aquele intercessor, o intercessor de Rhys Howells, eles estavam jejuando e orando e estavam por trás da vitória dos aliados
começando a derrotar as forças de Hethor, então a intercessão, Eliseu vendo todos os anjos cercando a cidade, então tem chaves nos artesãos que vão liberar o poder de Deus
para derrotar esses chifres e aí ele fala no versículo 17 "ferramenta alguma preparada contra ti prosperará" olha esse aqui é um exemplo, esse versículo
tem vários versículos dos profetas que são citados e eu sempre falo não acho errado você pode escrever esse versículo e mandar nos grupos
"olha aqui que promessa maravilhosa, nenhuma ferramenta preparada contra ti prosperará e toda língua que se levantar contra ti em juízo tu a condenarás, esta é a herança dos servos do Senhor"
mas gente isso não está acontecendo hoje, é como falar aquele texto de Josué "todo lugar que a planta do seu pé pisar vai pertencer a você"
isso não está acontecendo, isso foi uma palavra específica, não é uma promessa geral, válida, um cheque em branco para todo mundo
essa promessa aqui é para um momento específico de virada, por enquanto os chifres estão dispersando, por enquanto os chifres estão vencendo
mas Deus está falando de uma virada, de um momento que isso vai realmente acontecer mas para que aconteça, voltando para o contexto específico de Zacarias
para que isso aconteça eles precisam focar na reconstrução da casa de Deus, se eles não focarem naquilo que é central, naquilo que é a chave de tudo
não vai acontecer isso, se Deus está no nosso meio, se Deus realmente é intronizado, se Ele está sendo atraído, recebido, valorizado entre nós
se nós estamos realmente buscando habitação, a presença de Deus entre nós como a coisa mais importante, isso vai chegar esse momento e Deus vai fazer isso
eu não tenho dúvida disso, mas isso não é esse momento que está falando em Isaías 54, não é uma promessa geral para todas as épocas, porque em muitas épocas as ferramentas usadas contra nós estão prosperando
estão nos destruindo e nos dispersando, então é muito importante a gente entender em que momento, em que base esses artesãos vão ser liberados
Zacarias viu os quatro chifres, dá medo, e ele ainda falou, olha esses quatro chifres, eles agem, ninguém consegue nem levantar a cabeça contra eles, mas ele mostrou para Zacarias, tem quatro artesãos que vão inspirar medo
que vão colocar medo no coração dos chifres, então olha só, eu vou terminar com dois textos bem interessantes no livro de Isaías também, vamos ver aqui Isaías capítulo 17
eu quero, agora a gente vê qual o resultado é Deus, ele tem prazer, a glória de Deus, o prazer de Deus é derrotar os chifres por meio dos artesãos
o prazer de Deus é derrotar os grandes através dos pequenos, por isso nós temos que ter muito cuidado, o caminho de vitória da igreja não é entrar na política
eu sempre preciso falar, não é um erro alguém ser chamado para ser uma testemunha de Deus no meio da política, não sou de forma alguma contra isso e tem grandes exemplos na história da Bíblia e na história mais recente
pessoas que dão testemunho que são usados por Deus nos meios políticos, mas a igreja como igreja ela não é chamada para política, não é a igreja que vai mudar as leis do país e colocar os valores de Deus
isso não vai acontecer, como que nós vamos ver a derrota dos chifres é através dos artesãos, é através de ter a presença de Deus no nosso meio
qual era a resposta para esse remanescente que voltou da Babilônia e estava enfrentando oposição, uma estratégia humana seria, gente não vamos falar, não vamos construir a casa de Deus por enquanto
porque esses inimigos podem até destruir a casa de Deus de novo, então vamos trabalhar, vamos focar na nossa defesa, vamos construir muros, vamos treinar soldados, vamos levantar um exército
vamos nos tornar fortes para sermos mais fortes do que eles, a igreja está tentando medir forças com as forças políticas e só está levando a pior porque a igreja ao invés de demonstrar retidão e testemunho
nos lugares de política, nos lugares de governo, a igreja está dando vergonha, então o que que Deus quer? Ele não quer que a gente trabalhe nessas defesas
essa não é a nossa defesa, a nossa defesa é trazer a presença de Deus, isso pode parecer muito espiritual mas isso é muito prático, isso é muito real
a força da igreja é ter algo que vai derrotar as forças do mal nos lugares celestiais, no lugar onde as coisas realmente, de onde vem as ordens, de onde vem a chave das coisas
e olha o que Deus vai fazer, olha o que Deus vai fazer, tem muitas descrições, mas esses dois textos que eu vou ler agora são bem menos conhecidos
e descrevem como no final dessa era, no final da história humana vai ter um grande confronto entre as forças de Deus e as forças do homem, as forças do inimigo
a besta que tem um monte de chifre, os chifres do poder, os chifres do governo, de onde, ou como é que vai acontecer isso, então olha essas duas descrições aqui
uma está em Isaías 17, versículo 12, "ai do bramido de muitos povos, que bramam como o bramido dos mares, do rugido das nações, que rugem como o rugido de impetuosas águas"
a ideia assim, já imaginaram nós tivemos aqui no Brasil o rompimento de barragens, aquela água aqui que está represada e que quando rompe a barragem assim, destrói tudo na frente
é quando nós pensamos na união, uma união falsa, a união da torre de Babel, a união do sistema do homem, com toda a força que tem
é mais ou menos como pensar, a Ucrânia tem tido até resistência, mas só pensando na medição de forças entre a Rússia e a Ucrânia
então nós podemos imaginar, sempre tem aquela ideia assim, de que tem alguém muito mais forte, que vai arrasar tudo, que vai destruir
aqui ele está dizendo, "o bramido de muitos povos, rugido das nações" e o que vai acontecer com isso? O que vai acontecer?
"Embora, versículo 3, embora rujam as nações como o rugido das muitas águas, quando ele, que é Deus, as repreender, fugirão para longe
serão levadas com a palha dos montes diante do vento, como a poeira diante do tufão"
Gente, as forças, as forças pode ser dos países islâmicos, pode ser dos países do oriente, como a Rússia e a China
pode ser dos países ocidentais, como a Europa, Estados Unidos, pode ser tudo, tudo faz parte do rugido das nações
como que a igreja, como que Israel, como que o povo de Deus vai resistir, é o bramido, é uma enchente de água que nada resiste
e ele está falando assim, "no instante vai virar pó" e é aquela imagem maravilhosa que nós temos em Daniel 2
de uma estátua enorme que domina toda a perspectiva humana, toda a história humana dominada por essas grandes potências, por esses impérios
mas uma pedrinha, como Davi diante de Golias, só um garoto, ele ficou, ele ficou ofendido, Golias ficou ofendido
vocês mandam contra mim um rapazinho que não chega no meu joelho com pedras, numa funda, o que significa isso?
Uma pedra, uma pedra foi suficiente para derrubar o gigante, uma pedra cortada do monte derrubou aquela estátua que parecia que ninguém podia tirar
virou pó, foi espalhado como o vento pelo vento, são levados, versículo 14, ao anoitecer, olha como é de repente, ao anoitecer a pavor
mas antes que amanheça eles já não existem, este é o quinhão daqueles que nos despojam e a sorte daqueles que nos saqueiam
então a Bíblia descreve, no próprio livro de Zacarias, no ultimo capítulo de Zacarias, descreve como todas as nações vão se reunir contra Israel
Apocalipse descreve isso, então vai ser um momento de muito pavor, se nós não estivermos olhando para o poder de Deus
se nós não estivermos buscando a chave que realmente existe e Deus mostrou para Zacarias, olha, os chifres estão fazendo esse estrago
mas isso vai acabar através de instrumentos muito improváveis que são os artesãos
mais um texto em Isaías 29, Isaías 29, versículo 5, mas a multidão dos teus inimigos será como o pó miúdo
e a multidão dos tiranos como a pragana que passa, de súbito, num instante, o senhor dos exércitos virá
com trovões, com terremotos e grande ruído, com tufão de vento, tempestade, labaredo de fogo consumidor
como o sonho e visão noturna, será a multidão de todas as nações que hão de pelejar contra Ariel, Ariel é Jerusalém, a cidade de Davi
como também todos os que pelejarem contra ela e contra seus muros e a puserem em aperto
ele está dizendo que todas essas nações vão se reunir e vão achar que vão acabar, acabar com a igreja
Hitler achou que ia acabar com os judeus e vai ser como um sonho, olha aí versículo 8, será como o faminto que sonha que está a comer
então eles acham que estão chegando, eles acham que vão acabar com Israel ou com a igreja ou com os dois
e é como um faminto que ele sonha que tem um banquete e ele está quase comendo mas ele acorda e não tem nada
foi uma ilusão, acordando sente a alma vazia, o sequioso que sonha que está a beber mas acordando ainda desfalecido se acha
e sua alma concede, assim será toda a multidão das nações que pelejarem contra o monte Seão, então isso é a descrição
do que vai acontecer, o que vai acontecer com os chifres, então uma ótima ilustração disso foi com rei Ezequias
quando todos os exércitos da Síria estavam reunidos contra Jerusalém e numa noite o anjo do senhor matou todo o exército
e não tinha mais nada, então é a intervenção de Deus, a intervenção de Deus, nós não vamos ganhar o confronto com os chifres com outros chifres, nos tornando um chifre também, nós vamos ver através dos artesãos
os artesãos trabalham na construção da casa de Deus, são instrumentos frágeis e assim que Deus vai ganhar a maior glória de destruir, vai passar tudo como pó
todos os sistemas, toda a Babilônia vai cair em uma hora, a Bíblia fala muito sobre essa coisa repentina, vai haver um crescendo, vai haver anos de tribulação
vai haver uma coisa assim acumulando, causando terror, causando muito medo, então nosso coração tem que estar voltado para o Senhor e entendendo que a nossa estratégia
não é nos tornar fortes como eles na mesma medida com as mesmas armas, mas a nossa força está em deixar Deus levantar os artesãos pela oração, pela palavra de Deus
pela intervenção de Deus, aguardando a intervenção de Deus, Ele vai agir de repente e tudo vai passar, vai aparecer depois, vai aparecer um sonho, vai aparecer uma coisa
puxa, que susto à toa, mas para passar por esse momento vai ser difícil se nós não estivermos com os olhos focados em Deus, Senhor nós sabemos que só o Senhor pode nos firmar
para que diante das coisas que vão acontecer, a gente também não seja tentado a lutar com as mesmas armas ou a ficar com medo, mas nós queremos entender
a visão que o Senhor deu para as acarias, qual é a nossa estratégia, qual é a chave, como o Senhor vai derrotar o poder desses chifres que se levantam contra teu povo
a nação de Israel seja a igreja, assim como a nação de Israel está investindo em armas, mas não será dali a sua vitória, a igreja tem investido também
em se tornar forte no sistema humano, tentando ser como os próprios chifres, ajuda-nos Senhor a buscar a força que vem de Ti, a buscar a chave que vem de Ti, pedimos isso em nome de Jesus, amém
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