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Aula 27 – Vol.31 – A relação entre o Reino de Deus e o Estado

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19/07/20 – Daniel 6 – Baixardo áudio.

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Vamos continuar nosso estudo de Daniel 6. Estamos seguindo não só a história, mas vários princípios que estão revelados aqui.
Vamos pedir a bênção, a proteção e a unção do Senhor que Ele possa abrir nossos olhos, nossos corações.
Possamos realmente ver coisas que estão dentro dessa história. Todos nós conhecemos a história de Daniel na córreo dos leões.
Mas tem muita coisa. Estamos vendo que tem muitos princípios, muitas coisas nessa história que fazem parte de um ensinamento de Deus para nós.
Então vamos orar, vamos confiar que o Senhor pode abrir nossos olhos, que nós possamos ver aquilo que realmente Ele quer revelar.
Bom, então já temos visto algumas coisas nesse capítulo. Vimos o caráter de Daniel, vimos sobre a perseguição, alguns princípios sobre perseguição.
E na aula passada nós vimos sobre o que significa orar com as janelas abertas para Jerusalém.
E hoje nós vamos focar nesse assunto que tem a ver com perseguição e tem a ver com buscar o reino de Deus de uma forma diferente.
Nós queremos falar sobre o reino de Deus, a relação entre o reino de Deus e o Estado, o governo.
Mas quando a gente fala Estado, não é só governo, é toda uma estrutura civil, é a organização da sociedade humana.
Então é assim que a sociedade é organizada. Nós fazemos parte disso, é impossível a não ser que a gente vá para o meio de uma ilha, de um deserto, de algum lugar.
Nós todos vivemos dentro de uma sociedade e dentro de um contexto que é o Estado.
Então como Daniel, que foi levado ainda bem jovem, foi retirado de uma nação que Deus tinha preparado, Deus tinha planejado, Deus tinha feito coisas durante muitos séculos para preparar, uma nação que fosse o que nós chamamos de teocracia.
Então era um testemunho, era uma preparação, era um ensino e era já a primícia daquilo que Deus vai fazer no futuro.
Quando Jesus voltar e estabelecer seu reino, nós vamos ter a verdadeira teocracia.
Sabemos que Israel não funcionou muito corretamente como teocracia.
Eles não conseguiam ficar dentro do, viver realmente dentro dos princípios de Deus, então sempre estavam se afastando e as coisas quebravam aquilo que Deus tinha propositado, as coisas não funcionavam como Deus queria, então não funcionou corretamente.
Mas até o final era uma teocracia em que os reis, os governantes, eles não deveriam ser autoritários, eles tinham que ser regidos pela lei de Deus e pela própria relação com Deus vivo.
Porque tinha os sacerdotes, tinha os profetas, tinha outros elementos dentro do sistema de Deus que não permitiam que o rei fosse autoritário, totalitário como reis de outras nações.
Naquela época ninguém conhecia democracia, ninguém conhecia outra forma de organizar o estado, mas Deus tinha mostrado um caminho diferente, não era o caminho perfeito ainda, mas Deus estava mostrando princípios de um reino que seria um reino perfeito.
Então Daniel foi arrancado, Daniel e os outros compatriotas dele, eles foram arrancados da sua nação, da sua estrutura por causa dos pecados do povo, da apostasia, Deus permitiu que eles fossem levados para o cativeiro.
Eles perderam esse governo, essa liberdade, essa estrutura que Deus tinha prometido, que Deus tinha planejado e foram para uma estrutura totalmente errada, totalmente adversária do propósito de Deus.
Tanto é que Babilônia, para onde eles foram, é um símbolo, é um ícone na Bíblia de um reino contrário, de um reino que se opõe ao reino de Deus.
Então, como nós estamos no capítulo 6, que é o último dessa parte de narrativas do livro de Daniel, e nós estamos procurando sempre entender o que é que Deus estava fazendo, o que é que Deus estava ensinando, o que é que Deus estava revelando através desse período do cativeiro.
Então, nós queremos continuar entendendo essas lições e como Daniel viveu, como temos visto nas histórias anteriores, Daniel viveu dentro, não só debaixo de uma estrutura de Babilônia, agora da Pérsia, mas ele participou, ele era um dos governantes.
Então, ele se tornou uma parte, em certo sentido, do próprio sistema. Então, isso é uma coisa assim, até meio chocante, como que um servo de Deus pode fazer parte de um sistema que é tão contrário ao sistema de Deus.
Então, tem muitas coisas, obviamente, a gente não consegue ver todos os princípios, há muitas coisas para serem descobertas ainda, mas alguma coisa Deus vai mostrando e a gente procura entender e aplicar para o nosso tempo hoje.
Então, nós vamos continuar lendo a história, eu vou ler uma outra parte da sequência da história aqui e depois nós vamos tirar algumas conclusões, procurar entender essa relação entre Daniel, que representa o reino de Deus, e o Estado, o sistema, um governo que não é o governo do povo de Deus.
E isso se aplica a todos nós, porque não existe nenhum sistema que seja o sistema de Deus. O único sistema que tinha a função de apontar para o sistema de Deus foi a nação de Israel.
Depois de Israel, Deus não autorizou, Deus não iniciou um novo Estado, Deus nunca fez de novo uma nova nação de Israel. Alguns países, alguns povos têm tentado pensar assim, mas a história mostrou que não é verdade.
A Grã-Bretanha, os Estados Unidos, outras, assim, voltando mais atrás, o Santo Império Romano, durante a história, vários governos e sistemas tentaram puxar para si a continuação de Israel.
E nós vemos, assim, pelos frutos e vemos pela palavra que isso não existe, Deus nunca escolheu uma outra nação. Na verdade, a nação que Ele escolheu continua sendo Israel.
Israel, hoje, que já é um Estado novamente, mas ainda não é o cumprimento, nós entendemos que Israel se tornar um Estado e os judeus viverem lá de novo e todo esse movimento que tem acontecido no último século é algo de Deus, mas também entendemos que o Estado de Israel, ainda, do jeito que é hoje o Estado, a sociedade de Israel,
ainda é um Estado como qualquer outro, não exatamente como qualquer outro porque Deus tem um plano, então Deus está preparando o caminho, preparando o povo, preparando acontecimentos mundiais, muitas coisas a gente não entende ainda.
Deus está preparando algo, então Israel é uma nação diferente no sentido de ter um propósito de Deus, mas hoje, se nós pudéssemos, se nós vivessemos lá, nós iríamos ver muita injustiça, corrupção, nós iríamos ver que o governo, que a sociedade, que o sistema que funciona em Israel ainda não é o sistema de Deus.
Eles têm um legado, eles têm princípios e é um assunto vasto que não dá pra entrar em muitos pormenores agora, Deus tem usado países, Deus tem usado nações em tempos da história, com certeza Deus usou nações da Europa, nações das Américas, Estados Unidos, Canadá,
tem muitos países, vários países que Deus tem usado uma parcela significativa da população, agora estamos vendo no Brasil o fato de ter uma população cristã razoável, uma população que chega a fazer um impacto, isso tudo é importante,
isso traz impactos, Deus usa, Deus influencia outros povos, através disso tem sempre o movimento missionário, tem aspectos da sociedade que Deus mudou através do povo dele, mas não temos mais, nunca mais tivemos e nem teremos um sistema de governo,
não temos mais um sistema de país que seria como, dentro do propósito de Deus, como Israel antigamente, agora Daniel na Babilônia ele estava vivendo claramente, já pra essas situações que eu estou escrevendo, existem povos, nações, situações em que as pessoas pensam que
poderiam ser, sei lá, um povo escolhido, uma nação escolhida, mas Daniel claro, ele não tinha nenhuma ideia de que Babilônia se tornaria um povo escolhido de Deus, de que haveria um chamado de Deus pra Babilônia, que Deus estava mudando o sistema lá,
Daniel não tinha essa ideia, mesmo porque além das coisas que Deus mostrou pra ele mesmo, ele tinha as profecias, Daniel estudava as profecias, então Daniel conhecia as profecias de Isaías, as profecias de Jeremias, vários profetas menores também,
então ele conhecia até o juízo que deveria vir sobre Babilônia, ele estava trabalhando dentro do sistema babilônico, mas ele entendia, ele esperava aquilo que Deus tinha prometido, tanto pra restaurar Israel, quanto pra julgar as nações,
então Daniel não vivia debaixo de nenhuma ilusão de que ele estava ali expandindo o reino de Deus no sentido de transformar o governo da Babilônia, ou aqui no capítulo 6, o governo da Pérsia, então isso vai nos ajudar a entender algumas coisas sobre a relação entre o reino de Deus e os estados,
o estado de maneira geral, qualquer país, qualquer sistema, qualquer governo, nós devemos entender o que isso significa do ponto de vista de Deus, mas vamos retomar a história e só lembrar de algumas partes que nós já lemos antes,
mas vamos examinar um pouco mais essa história de como Daniel foi acusado, como nós já vimos, foi perseguido e como ele buscava o reino de Deus através da oração.
Lembrando então que no versículo 5, Daniel 6, 5, os homens que estavam com inveja, os homens que queriam fazer mal, tirar Daniel do caminho deles, eles queriam tomar o lugar de Daniel, queriam Daniel fora do caminho deles,
a gente não sabe exatamente porque todos eles estavam unidos, porque eram três presidentes, três superintendentes que estavam acima dos 120 sátrapas.
Os sátrapas, por que eles seriam contra Daniel? Porque Daniel não permitia que eles fizessem coisas desonestas, nós não sabemos, os outros dois presidentes talvez queriam ocupar o lugar de Daniel, mas enfim, eles estavam ali tramando para tirar Daniel do caminho,
e no versículo 5 eles falaram que não conseguiram achar nada contra Daniel a não ser na lei do seu Deus.
Versículo 6, então estes presidentes e sátrapas foram juntos ao rei e disseram-lhe. Então aqui fica uma dúvida, a Bíblia não diz, porque eram 120 sátrapas e três presidentes, mas Daniel não está aqui, então seriam dois presidentes.
Se nós pensássemos em todo o grupo seriam 122 pessoas, mas eu acho que não, eu acho que não foi toda essa multidão para falar com o rei, provavelmente foram alguns, mas essa palavra, acho que eu mencionei já,
mas essa palavra no versículo 6, na maioria das Bílias, na nossas traduções, esses presidentes e sátrapas foram juntos ao rei e disseram-lhe, "O rei, Daniel, vive para sempre".
Essa palavra é uma das palavras, tem várias palavras que você não consegue traduzir direito, então eu andei pesquisando, procurando, que palavra, na verdade é uma dessas palavras que você tem que quase fazer um parágrafo,
uma frase para explicar o sentido dessa palavra, ela, pelo que eu vi, ela não aparece dessa forma em nenhum outro lugar na Bíblia, aparece três vezes nesse capítulo, vamos só olhar aqui,
versículo 6, quando eles inicialmente foram procurar o rei, eles foram todos juntos, ok, foram juntos, mas a palavra é mais pesada do que foram juntos, aí eles falaram com o rei para fazer a lei,
e o rei assinou a lei e aí Daniel continuou, Daniel soube da lei no versículo 10, ele soube da escritura, soube do decreto que o rei tinha feito e ele não mudou em nada o seu costume diário de orar com as janelas abertas para Jerusalém,
isso está no versículo 10, no versículo 11 nós vemos essa palavra de novo, então aqueles homens foram juntos para espiar Daniel e para ver o que ele estava fazendo,
então primeiro eles foram juntos para o rei, depois eles foram juntos para ver Daniel orando, e depois eles foram acusar, denunciar Daniel no versículo 12, eu vou voltar nesse trecho de novo, eu só queria mostrar essa palavra,
então eles foram denunciar o rei, ao rei foram denunciar Daniel, e aí o rei ficou sabendo no versículo 14, ele ficou muito chateado, não ficou chateado com Daniel, ele ficou muito triste com o que tinha acontecido, mas ele já tinha assinado a lei,
então no versículo 14 diz que ele tentou achar uma saída, ele procurou conselheiros, o que ele podia fazer, eles não tinham um sistema muito complexo como o nosso, que teria que entrar com processo, sei lá, no supremo tribunal, sei lá, o que ele podia fazer,
então ele lutou, ele ficou tentando achar um jeito, e no versículo 15 aparece pela terceira vez, então esses homens que estavam conspirando, eles foram juntos para apresentar o projeto ao rei, eles foram juntos para ver Daniel orando,
e depois da denúncia, que eles foram juntos falar com o rei, mas não usa essa palavra, eles foram denunciar Daniel, mas depois que eles viram que o rei estava tentando achar uma saída, eles foram juntos no versículo 15,
então aqueles homens foram juntos ao rei e disseram, oh rei, não tente achar saída não, porque essa lei não pode ser revogada, então eu só queria falar sobre essa palavra, que ela tem esse sentido de estar juntos, de ir juntos,
é uma palavra que às vezes é traduzida como de comum acordo, as pessoas fazem algo de comum acordo, se reunir, fazer um tipo assim de uma assembleia, eles se congregaram, tem todas essas ideias de fazer um propósito em conjunto,
mas a palavra tem mais do que isso, a palavra tem um significado de tumulto, olha só, de tumulto, a ideia é que as pessoas se reúnem, eu acho que a ideia mais clara para nós seria uma conspiração,
eles estavam juntos tramando, eles estavam juntos conspirando, a ideia é que eles vieram meio que tumultuando, se eram 122 pessoas, que é possível, eram tumulto mesmo,
porque era muita gente, eu penso que não necessariamente eram todos os 120 satrapas, mas eles estavam se reunindo, era um grupo e eles faziam as coisas em conjunto e praticamente sem combinar,
eram aquelas coisas de manifestações espontâneas, o pessoal se reunindo para tentar forçar alguma coisa, então uma das maneiras, uma das frases que a gente pode usar é que eles tinham a ousadia arrogante de uma multidão incendiada por bravata
e por um propósito sem fundamento, porque tudo que eles estavam querendo era algo que não tinha, o que eles estavam procurando fazer, eles não estavam procurando melhorar a segurança,
eles não estavam procurando, nós sabemos que eles não estavam procurando exaltar o rei em si, era uma lei que falava "só pode pedir por 30 dias algo ao rei",
mas eles não estavam preocupados com o rei, eles não estavam preocupados com adoração do Deus deles, eles estavam preocupados em achar algo que eles sabiam de antemão que o Daniel não iria aceitar,
então eles estavam com essa unidade, e aqui é um outro exemplo que nós temos como na Torre de Babel, de uma unidade que não é de Deus,
porque quando você pensa em unidade, quando nós vemos a unidade do povo de Deus, nós sabemos que a unidade é um grande propósito que Deus tem para nós, está no coração de Deus,
porém a unidade da Torre de Babel era uma unidade sem Deus, e tinha um propósito que ameaçava os propósitos de Deus, agora a unidade aqui também,
essa aqui era uma unidade completamente contrária, e é uma unidade que na verdade, provavelmente se eles conseguissem o objetivo deles, não iria permanecer,
sabe aquela coisa, quando as pessoas se unem contra um inimigo comum, então eles têm uma unidade passageira, eles têm uma unidade muito parcial, é só para um propósito,
e não é um propósito bom, então existem várias unidades, partidos políticos podem se unir contra algo que eles pensam que é contrário aos seus interesses,
e as vezes aqueles partidos que se unem naquele propósito não tem nada em comum, isso pode acontecer também em famílias, isso pode acontecer em muitos círculos da igreja,
as pessoas se unem, mas não pela causa de Deus, então existem propósitos, existem causas que unem as pessoas, mas é uma causa nociva,
anos atrás um irmão muito precioso trouxe um paralelo com a natureza, que eu sempre lembro disso quando penso sobre essa unidade errada,
porque ele fez uma comparação com os processos nucleares, tem a energia nuclear, a bomba atômica, a energia atômica, que é resultado na verdade não de unidade de junção dos átomos,
mas é resultante da divisão de partir o núcleo, isso nós chamamos de fissão, fissão é, eles bombardeiam o núcleo do átomo,
o núcleo se separa, aquelas partículas, prótons e nêutrons, se separam e isso libera energia, então na verdade não é assim propriamente unidade, mas é um processo de divisão que gera energia,
então aqui na verdade eles estavam com uma energia tremenda, estavam juntos, mas para dividir, para atacar, e já o processo nuclear, o processo atômico que acontece nas estrelas, no sol,
é o que nós chamamos de fusão, e aí é que as partículas se unem e liberam uma energia muito maior, e lembrando que fissão, essa energia atômica como nós sabemos libera radioatividade que é muito perigosa,
então a unidade falsa, quantas igrejas nós conhecemos que se dividiram e essa divisão ela trouxe uma unidade entre as pessoas que estavam se dividindo da outra,
trouxe uma nova energia, mas é uma energia errada, é uma energia radioativa, e a energia que vem de Deus, a energia que é o modelo certo é fusão, em que nós nos unimos na verdadeira unidade que procura os propósitos de Deus,
há uma energia que vem de Deus e é uma energia limpa, é uma energia que não traz radioatividade, não traz prejuízo, então só queria salientar essa palavra que aparece nos versículos 6, 11 e 15,
que mostra que esses homens estavam agindo em unidade, estavam agindo juntos, mas que eles estavam fazendo isso de uma forma, com uma ousadia, com uma forma de tumultuar, de agitar, de conspirar,
então a unidade deles era uma unidade que produzia resultados negativos, vamos então voltar e ver aqui como eles agiram, então voltando no versículo 7,
esses presidentes do reino, os prefeitos e sátrapas, conselheiros e governadores, eles estão falando para o rei, todas as autoridades, todos os oficiais de todos os níveis concordaram, eu acho que eles não devem ter feito nenhuma reunião com todos esses níveis de oficial,
eles estão dizendo algo que provavelmente nem é verdade, mas todos concordaram em que o rei devia baixar um decreto e fazer firme o interdito que qualquer que por espaço de 30 dias,
fizer uma petição a qualquer deus ou a qualquer homem e não a ti, o rei, seja lançado na cova dos leões, eles tinham um propósito realmente maligno, porque podia dizer, olha, vai ser destituído do cargo, vai ser expulso, não, eles queriam que essa pessoa fosse morta, porque eles estavam pensando numa pessoa específica,
todas as outras pessoas do reino aceitariam isso numa boa, mas Daniel não, então que ele fosse lançado na cova dos leões, agora o rei estabelece o interdito, versículo 8, assina a escritura para que não seja mudada conforme a lei dos medos e dos persas que não se pode revogar,
então veja aqui, acho que já mencionei isso, que eles fizeram uma proposta, eles logicamente não revelaram porque que eles queriam isso, eles estavam aparentemente dizendo, oh rei, nós queremos que a sua autoridade seja mais estabelecida,
era uma coisa muito comum naquela época e permanece até hoje de formas mais sutis, mas era uma forma muito comum que o rei se achasse divino, que o rei se achasse merecedor de adoração,
então essa ideia não era uma coisa tão estranha para esse rei ouvir, então nós estamos pedindo isso para que durante 30 dias todo mundo só pode fazer pedidos ao senhor,
agora ele caiu nessa ilada justamente porque ele não estava pronto, imagine uma pessoa que tem um pouquinho de percepção, ele deveria saber que eles estavam agindo por inveja, ele deveria ter notado algum sinal,
ele deveria ter perguntado, mas por que vocês querem essa lei? Se ele fosse uma pessoa verdadeiramente humilde, se ele fosse uma pessoa que não tivesse essa raiz, todos nós gostamos de exaltação, todos nós gostamos de receber essas honras,
então isso é uma armadilha, isso no reino de Deus, em qualquer situação, quando as pessoas nos exaltam, quando as pessoas nos colocam num pedestal, quando as pessoas falam coisas que não são devidas, isso aqui não é devido a nenhum ser humano,
então quando nós não percebemos isso, nós facilmente caímos em ciladas e isso acontece vez após vez em governos, nos sistemas do mundo, isso sempre está acontecendo e acontece dentro do sistema da igreja também,
porque a igreja muitas vezes se torna um sistema também humano, então quando nós estamos vulneráveis a esse anseio, a esse desejo, a esse apetite por exaltação, isso é uma coisa perigosa, por quê?
Por muitas razões, mas aqui nesse contexto, ele caiu numa armadilha, ele não queria isso e eles o induziram a assinar uma lei que ele não queria, ele não queria que isso acontecesse, como nós vemos no restante da história,
e isso acontece, leis são aprovadas, leis são passadas que não são justas, então isso é muito importante pra gente entender porque nós como servos de Deus, como pessoas que entendem os princípios de Deus,
nós somos, claro, a favor de democracia, nós somos a favor de um sistema de leis, de proteção, de leis, de vários aspectos que hoje nós temos dentro dos sistemas de governo, nós somos a favor dessas coisas,
só que nós precisamos entender que nem sempre uma lei, nem sempre o sistema que deveria funcionar para proteger contra erros, contra esses extremos, contra esses abusos, nem sempre essas coisas funcionam,
muitas vezes o próprio sistema que foi instituído para proteção, isso tinha no sistema de Israel, Deus colocou sacerdotes, Deus colocou profetas, mas tinha falsos profetas, tinha sacerdotes também que não eram fiéis a Deus como os filhos de Eli,
então o sistema mesmo sendo o sistema instituído por Deus, o sistema é falho porque é exercido por pessoas falhas, por pessoas que têm esses grandes erros, então aqui eles estão usando um sistema de lei,
e pelo que nós podemos entender, pela história, pelas pesquisas também, o sistema da Pérsia era melhor do que o sistema da Babilônia, era um sistema mais justo, eles tinham essas leis que não podiam ser simplesmente,
o rei não podia simplesmente falar assim "não, eu mudei de ideia", não, ele tinha que ter certeza o que ele quer colocar porque depois não podia mudar, então era uma tentativa de ter um sistema mais justo,
só que quem sabe usar, manipular o sistema consegue muitas vezes colocar o sistema para funcionar de uma forma contrária, e isso é muito importante para a gente entender porque o estado sempre vai ser sujeito a esses abusos,
o sistema humano por melhor que seja, por melhores que sejam os princípios, quando você, é mais ou menos essa questão dos hackeadores na internet, por um lado sempre tem desenvolvedores que estão procurando formas que não possam,
formas seguras, formas que não possam ser violadas, e por outro lado tem pessoas também tentando quebrar, como o alarme de um carro, cada inovação tecnológica, os outros também estão inovando e conseguindo furar,
então não tem um sistema seguro, não tem um sistema de governo seguro, então eles falaram com o rei no versículo 8 e no versículo 9 o rei Dario assinou a escritura e o interdito,
e aí nós temos o versículo 10 que Daniel ora com as janelas abertas para Jerusalém, ele não muda, ele não toma conhecimento, ele sabia do decreto mas não mudou nada, não tomou conhecimento,
disse que ele não mudou em nada o que ele estava fazendo, no versículo 11 aqueles homens foram chegando assim juntos tramando como combinado para testemunhar o que Daniel estava fazendo,
e aí eles foram diante do rei, versículo 12, e se apresentaram ao rei e disseram, então olha como eles foram espertos, como eles foram sagazes, eles já foram falando,
o rei, como que é, foi feito um decreto, tá tudo certo, esse decreto foi assinado, é verdade que ninguém pode fazer nenhum pedido a não ser para o senhor durante 30 dias?
E o rei falou no final do versículo 12, essa palavra é certa conforme a lei dos medos e dos persas que não se pode revogar, então o rei eles fizeram de tal forma que o rei não só assinasse,
mas se isso tivesse algum valor legal, não sei, eles fizeram o rei declarar, sim, realmente eu assinei, essa lei não pode ser alterada, então eles fizeram o rei testemunhar com a sua própria boca de que essa lei estava em vigor e que ele teria que fazer com que se cumprisse.
E aí vamos ver o versículo 13, então responderam diante do rei, Daniel, e olha que eles tinham que identificar quem é Daniel, o rei sabia quem era Daniel, ele não precisava falar, Daniel, ele podia ter falado,
Daniel que está no seu governo, Daniel que faz parte, que o senhor nomeou, Daniel que é um dos presidentes do reino, não, eles chamam assim Daniel, isso mostra a atitude, mostra a raiz da ira que eles tinham contra Daniel,
contra o povo judeu porque eles eram de outra nação, de uma nação desprezada, vemos que nessa época já tinha o que hoje nós chamamos de anti-semitismo porque eles estavam contra, podiam ter esse sentimento contra outros povos também, talvez não só contra Daniel,
mas é interessante que o anti-semitismo que existe até hoje não é só uma questão de racismo, o racismo existe, o racismo é uma praga terrível na humanidade, mas o anti-semitismo é mais do que racismo,
e isso a gente vê nas entrelinhas aqui porque eles eram contra Daniel, porque Daniel era uma pessoa que não faria nenhum tipo de, eles não poderiam corromper Daniel, então se eles tivessem alguma ideia de fazer uma coisa desonesta,
de roubar dinheiro, de desviar dinheiro, ou de fazer alguma outra coisa para benefício próprio, Daniel seria uma pedra no sapato, seria uma pessoa que iria impedir isso, então o anti-semitismo tem essa raiz em ser contra as pessoas que estão fazendo o que é certo,
porque aí você não consegue continuar com seus planos, mas eles colocam um desprezo, Daniel, faz 70 anos praticamente que Daniel foi levado por cativeiro, mas ele não foi aceito, ele não é alguém que faz parte de outros povos,
será que eles não tinham pessoas de outras nações que tinham sido integradas, que tinham sido treinadas como Daniel e seus amigos, foram várias pessoas de outras nações também que foram treinadas,
a Babilônia tinha esse costume de pegar nata, de pegar os que tinham mais inteligência, mais potencial, então por que Daniel é visto ainda como um exilado, por que ele é visto como um escravo, porque ele representa algo que as outras pessoas não conseguiam tolerar por causa da sua própria maldade,
então eles falam, Daniel que é um dos exilados de Judá, então eles colocam ele numa perspectiva de uma pessoa inferior, e aí eles colocam também, não tem feito caso de ti, esse Daniel que o senhor confia tanto nele, que acha que ele é um cara que o senhor quer colocar sobre todo o reino,
ele não está fazendo o caso do senhor e não está fazendo o caso do interdito que assinaste, ele ignorou totalmente, ele não é uma pessoa confiável, ele é uma pessoa que está quebrando a lei, então três vezes por dia faz a sua oração,
ouvindo o versículo 14, o negócio ficou muito penalizado a favor de Daniel, propôs no coração livrá-lo e até o pôr do sol trabalhou por salvá-lo, e aí os homens vão no versículo 15 de novo e falam assim, olha rei, não tente mudar nada porque o rei estabeleceu e o senhor não pode mudar,
então diante de tudo isso eu só quero tirar algumas conclusões, a gente tem feito isso já nas aulas anteriores, nós estamos procurando como um dos melhores exemplos, mais detalhados na bíblia, de como alguém do povo de Deus, do povo escolhido de Deus,
como alguém foi arrancado da sua cultura, foi inserido numa cultura estranha, uma cultura pagã, uma cultura que não seguia a lei de Deus, como ele prosperou ali, como ele foi promovido, como ele foi aceito, como ele foi respeitado,
então nós temos por um lado essa várias histórias de Daniel mostrando o quanto que ele deu bom testemunho, o quanto que ele contribuiu de uma forma positiva para os governos que ele participou,
no entanto ele nunca chegou a fazer parte, ele nunca chegou a se integrar, as pessoas o viam como um exilado, as pessoas o viam como alguém de uma outra cultura,
então ao mesmo tempo em que ele era respeitado, em que ele foi promovido, ele foi amigo de Bél Saza, ele não teve muito relacionamento e falou meio duro com ele,
mas com Nabucodonosor e agora com Dario, Daniel é um conselheiro, Daniel é um homem respeitado, ele se tornou amigo do rei, mas mesmo assim, então eu estou colocando aqui,
eu quero só passar por esses princípios para a gente tirar essas conclusões, é claro que para tirar uma conclusão de uma história, mesmo de um livro, nós precisamos ter confirmação de outras partes das Escrituras,
nunca podemos basear algo só num texto, só num exemplo individual, porque às vezes nós estamos enxergando aquilo de uma forma errada, mas isso aqui a gente pode ver na Bíblia inteira,
então a primeira coisa que eu estou colocando aqui, de uma forma até meio categórica, é que o Estado, estou falando de qualquer Estado e aqui eu quero que todos nós entendamos, isso é Brasil, isso é Europa, isso é Estados Unidos, isso é Ásia,
o Estado é um inimigo do reino, a Bíblia mostra isso claramente que quando Jesus foi levado diante de Pilatos e Pilatos perguntou para ele, "estão acusando você de dizer que você é o rei dos judeus",
eles fizeram isso, depois eu quero até mostrar que Daniel, nessa história, em outros no livro de Daniel, Daniel é uma figura, ele está apontando, é um sinal apontando para Jesus,
porque assim como procuraram algum defeito em Daniel, eles procuraram em Jesus, por siúme o próprio povo de Israel, não era nem os romanos, por siúme os chefes de Israel entregaram Jesus ao governo romano,
representante romano Pilatos, por siúme, a Bíblia até, os evangelos falam que Pilatos viu que eles estavam entregando por siúme, mas eles que quiseram colocar Jesus como uma ameaça,
e é o que esses colegas de Daniel fizeram, eles queriam colocar Daniel como uma ameaça, agora o verdadeiro povo de Deus não é uma ameaça nesse tempo presente,
então vou usar novamente o exemplo de Jesus, então Daniel, por exemplo, ele não fez nada, ele não fez nenhum tipo de rebeldia, ele não incitou, ele não começou a formar uma célula subversiva contra a Babilônia nem contra a Pérsia,
ele não fez nada, Jesus também não fez, Jesus tinha entre os discípulos dele, ele tinha pelo menos uma pessoa que era considerada o Zelote, Simão o Zelote,
os Zelotes eram uma espécie de partido, era um grupo organizado que queria resistir ao governo romano no tempo de Jesus, ele se tornou discípulo de Jesus, mas ele precisou deixar as ideias dele de rebeldia de lado,
Jesus não promoveu isso, Jesus em nenhum momento ele promoveu qualquer tipo de subversão nem contra o sistema dos judeus e nem contra o sistema dos romanos,
agora ele falava de um outro reino, ele falava assim, olha, tem um outro reino, então Jesus falou com Pilatos quando ele perguntou, você é o rei dos judeus? Jesus falou, você está dizendo e é verdade,
mas o meu reino não é deste mundo e a igreja durante séculos pegou essa frase dizendo nós não vamos viver mais nesse mundo, mas Jesus não estava dizendo isso, ele estava dizendo eu represento um sistema,
esse sistema um dia vai realmente acabar, como nós vimos em Daniel 2, vai ter uma pedra cortada do monte que vai esmagar, que vai esmiuçar todos os outros reinos,
então Apocalipse 11 fala sobre isso, que os reinos na última trombeta, os reinos deste mundo se tornarão os reinos do Senhor e do seu Cristo, então isso vai acontecer, então é uma ameaça nos sentir assim,
um dia nós anunciamos isso, um dia todos os sistemas babilônicos vão cair e claro que os sistemas não querem ouvir isso, mas Daniel nem estava, ele não estava promovendo isso,
quem teve o sonho foi Nabucodonosor, Daniel interpretou o sonho de Nabucodonosor, ele falou assim, olha o Senhor viu uma pedra e aconteceu isso, mas Daniel não estava ali sempre dizendo, ele não estava promovendo isso,
porém o que eu quero dizer aqui, que em última análise, em última análise, o Estado é inimigo do reino de Deus, existem alguns momentos, existem períodos, existem alguns momentos em que parece que o Estado,
algum Estado, algum governo, algum império, algum sistema está colaborando com o reino de Deus, sim, já houve vários momentos no passado e estamos vendo aqui esse reino da Persa que derrubou Babilônia,
esse reino, o rei Ciro foi ele que deu a ordem para o povo sair do cativeiro, então existem momentos, existem pontos ou fases ou períodos em que o Estado, em que algum determinado Estado pode colaborar
e nós temos muitos exemplos disso na história, tem governantes que são homens que temem a Deus, então isso tem acontecido na história, pode acontecer ainda,
mas mesmo quando, agora esse é o ponto que eu queria frisar, que mesmo o Estado, o capítulo 6, mesmo Nabucodonosor que era amigo de Daniel, mas ele tinha esses momentos como no capítulo 3 que ele fez a estátua
e mandou todo mundo ajoelhar-se e adorar aquela estátua, então por mais que Nabucodonosor fosse aberto a Daniel, ele revelava o seu, ele fazia parte de um sistema que queria tomar o lugar do reino de Deus,
então o Estado sempre tem essa força por trás, vamos pensar aqui nesse contexto do capítulo 6, aqui nós temos um rei chamado Dario que parece ser muito amigo de Daniel
e parece até ser alguém que aceita que Deus, o Deus de Daniel é um Deus vivo, você vai perceber que, versículo 16, o rei ordenou que trouxessem a Daniel,
lançassem na cova dos leões e disse o rei a Daniel, o teu Deus a quem tu continuamente serves, ele te livrará, então ele acredita no livrar meu, o rei acredita,
então aqui nós temos um exemplo de um governo, é um governo pagão, é um sistema do mundo, é um sistema que vai cair depois, como Daniel interpretou o sonho de Nabucodonosor,
Babilônia, Pérsia, depois vem outro, Grécia, etc, todos os reinos passarão, todos os sistemas um dia vão cair, mas esse sistema, esse homem, Dario, ele parece ser aberto
e depois nós temos o rei Ciro que fez a proclamação libertando o povo de Israel para voltar a sua terra, então nós temos um exemplo aqui de um rei favorável,
se você pensa, se você lembra da história de Esther, no livro de Esther, que é um pouco depois desse período, mas é próximo e ali o rei Assuero também, ele era um rei favorável, ele casou com a Esther, ele gostava, depois ele promoveu a Mordecai,
ele era um rei favorável, mas ele também era um rei sujeito, quase que Amman conseguiu trazer um decreto também e o rei não percebeu inicialmente,
então o que eu quero mostrar, que os sistemas é um sistema como todo, então aqui nós temos o rei Dario que é mais favorável, mas dentro do sistema dele nós temos todo esse grupo de presidentes e governadores e oficiais que se unem para perseguir Daniel,
então isso também faz parte do sistema, então o que eu quero dizer, que o sistema em última análise vai demonstrar sua natureza, o sistema da besta, a besta no livro de Apocalipse é vista, as bestas também no livro de Daniel são vistas,
a besta, os animais são uma figura desses sistemas e todos os sistemas são malignos por natureza, por natureza, então o que nós queremos entender aqui, que o estado é inimigo do reino de Deus,
agora isso significa que o verdadeiro cristão entendendo isso, ele se coloca numa posição assim, eu não quero nenhuma parte, eu não quero ajudar, eu não quero contribuir, eu quero me distanciar de qualquer parte do sistema, não, Daniel mostrou o contrário,
e nós temos o exemplo de José do Egito, nós temos o exemplo de Esther, nós temos o exemplo de Nehemiah, então nós temos vários exemplos mostrando pessoas que de uma forma ou de outra tinham uma posição dentro de um sistema pagão,
e Deus usava, Deus tinha levantado o Esther para um tempo de crise, Deus levantou José para um tempo de crise, Deus usou a posição de Nehemiah como copeiro do rei para interceder, então Deus usa pessoas em posições de influência, posições de proximidade,
Nehemiah era um copeiro, ele não era um governador, mas ele tinha acesso ao rei, então esses exemplos todos mostram que é possível e muitas vezes é necessário participar de um sistema, nós vivemos no mundo,
Daniel foi levado contra a vontade dele, não foi uma escolha dele, mas ele participou, então é possível, quando eu coloco aqui "o Estado é inimigo",
sempre os princípios, eu vejo que são sempre os princípios de Deus, não são como nós gostaríamos, preto e branco, 880, os princípios de Deus sim são puros, são radicais, são fortes, mas existem aspectos que para nós é difícil entender,
então vamos usar um outro exemplo para mostrar que Jesus, no ensinamento de Jesus tem aquele exemplo famoso em que eles foram a Jesus e perguntaram se era lícito pagar tributo,
eles fizeram essa pergunta como armadilha, eles queriam que Jesus caísse, porque qualquer coisa que ele falasse, ou ele ia ficar mal em relação ao governo, não é para pagar tributo,
se ele falasse que é para pagar tributo, ele ia entrar em choque com esses judeus que eram muito radicais contra qualquer tipo de sistema imposto sobre eles,
então eles fizeram uma pergunta para pegar Jesus numa armadilha e o que Jesus falou? "deixa eu ver uma moeda", e ele olhando para a moeda falou assim "quem é essa imagem aqui?"
e aí eles falaram de César, ele falou assim "então você precisa dar a César o que é de César e a Deus o que é de Deus",
então Jesus estava mostrando que nós vivemos dentro do sistema, nós pagamos tributos, pagamos tributos para governos injustos, pagamos tributos para governos corruptos,
mas nós não deixamos de pagar tributos impostos, nós não deixamos de aproveitar oportunidades, eu fico imaginando Daniel que ele provavelmente tinha que participar de várias coisas
que não eram o ideal, desde o capítulo 1 quando ele foi ensinado, ele e os outros amigos eles tiveram que passar por todo o treinamento do conhecimento da Babilônia
e ele só pôs o limite numa coisa, a alimentação eu não aceito, então nós precisamos saber como participar mas traçando os devidos limites,
então quando eu falo "o Estado é inimigo do reino de Deus" Daniel tinha consciência de que ele não iria mudar, ele não iria transformar o sistema
e meus irmãos nós precisamos entender isso, os governos mais amigos, os governos de países mais cristãos fazem parte de um sistema
e pode ser que haja um tempo em que o governo vai até ajudar de alguma forma o propósito de Deus, aliás sempre Deus usa os governos para fazer a vontade dele
mas é muito misterioso isso porque claro que Deus não quer a destruição, Deus não quer o juízo, mas Deus permite disciplinas como ele permitiu para Israel
Deus permite situações injustas como no holocausto porque Deus tem um propósito superior a tudo aquilo, mas mesmo quando os governos são amigos, mesmo quando os governos parecem estar apoiando
nós precisamos ter nossos olhos abertos para nos entender, Daniel ele não, pelo que a gente pode entender, ele não era ingênuo, ele não imaginava algo que não fosse acontecer
ele não ficou apavorado dizendo "olha passou uma lei que não pode orar", ele podia ter tentado alguma coisa, ter tentado influenciar o rei, não, ele entendia que o sistema era contra ele
o próprio Nabucodonosor que ele tinha aconselhado fez uma imagem e lançou os três amigos dele na fornalha de fogo, então esse Daniel ele entendia
eu acredito, não tenho uma afirmação disso, mas o exemplo da vida de Daniel mostra que ele não estava colocando as fichas dele num governo, ele não estava achando que a resposta das orações, sim
Deus iria mover os governantes, mas ele não tinha uma ideia de que o reino de Deus pudesse vir através desses governos, então nós temos essa tensão entre entender
em última análise, o que vai acontecer? José foi levado ao Egito, se tornou o segundo depois do rei, foi usado por Deus, mas o que aconteceu no Egito? Aquele estado, levou algum tempo
mas aquele estado que José tinha participado, se tornou o opressor que escravizou o povo de Israel, então o que eu quero dizer, que José não transformou o sistema do Egito
ele não tornou o Egito, o governo, o sistema, o país, ele não transformou, no sentido de que muitas pessoas hoje às vezes pensam que a igreja precisa impactar e mudar a sociedade
é muito fino, é muito tênue você entender isso, porque a igreja precisa impactar, a igreja precisa testemunhar, a igreja precisa infiltrar as esferas, as áreas de educação, de ciência, de cultura
a igreja precisa estar presente, mas a igreja não vai implantar o reino de Deus antes da volta de Jesus, o reino de Deus nessa plenitude, o reino de Deus que vai transformar
então essa ideia de que nós veremos o Brasil ou outros países sendo países onde as leis vão realmente ser de acordo com os princípios de Deus e a sociedade vai obedecer, isso não vai acontecer
então Daniel estava ali, ele tinha uma influência, ele dava testemunho da soberania de Deus, ele falava com os reis, olha, o senhor não manda nada, no último caso quem vai levantar, atirar
quem vai mandar, em último caso é o senhor Deus, então ele dava esse testemunho, mas ele não tinha expectativa de que aquele governo fosse se tornar um governo de Deus
então ele entendia que, eu penso que ele não ficou, ele não foi pego de surpresa, ele sabia que o sistema, ou pelo rei, ou pelos que estavam abaixo do rei, se tornaria um sistema inimigo
então eu já mencionei isso, as leis podem ser injustas, isso não é desculpa para não obedecer a lei, mas nós precisamos entender que leis, que sistemas são operados por pessoas que muitas vezes têm motivações erradas
então as leis, esse grupo que fazia parte do governo, eram pessoas colocadas no governo pelo sistema que existia, essas pessoas estavam tramando algo com motivação errada
e eles conseguiram passar uma lei que era injusta, então são coisas para a gente pensar, então o Estado em última análise é inimiga, mas isso não impede a nossa participação
as leis podem sim ser injustas, mas nós só desobedecemos a lei quando ela impede a nossa adoração a Deus, pelo menos o livro de Daniel mostra isso
no capítulo 3, com os três amigos, quando é que eles não obedeceram o rei, quando mandou adorar aquela imagem, aqui Daniel, qual foi a lei que eles conseguiram passar que Daniel não observasse
a lei de só fazer pedidos a um homem, a um rei, então Daniel não aceitou isso, no livro de Atos nós vemos quando os sacerdotes chamaram Pedro e João a falar
vocês não vão mais proclamar esse evangelho, essas notícias boas, eles falaram nós precisamos obedecer mais a Deus do que os homens, mas isso nunca fez com que os judeus
o povo de Deus fosse desobediente às leis de maneira geral, somente quando houvesse um choque, e o sistema, isso nós podemos ter certeza, o sistema, por isso que eu estou falando assim
o Estado é inimigo de Deus, o príncipe deste mundo é Satanás, as profecias de Daniel, as profecias do Apocalipse, as profecias que nós temos em outros profetas, falam claramente que o Estado
o governo, isso é o sistema que nós em última análise se tornam o sistema do anticristo, é um sistema que vai achar algum jeito, olha como esses homens malignos, como eles ficaram pensando
nós temos que achar um jeito, ficaram tramando, o único jeito que nós vamos achar de derrotar Daniel é fazendo uma lei contra a adoração dele a Deus, ao Deus dele
então isso vai acontecer, eles acharam um jeito de fazer com que o Estado, de fazer com que as leis fossem contra ele, então isso aqui é um ponto importante
o terceiro ponto aqui, que eu quero rapidamente ler dois textos no novo testamento, ele foi considerado um exilado
eu queria ler com vocês em Filipenses 3, depois em Hebreus 1 e 2 textos, mas nós temos vários textos que mostram que, como o próprio Jesus falou assim, meu reino não é deste mundo
então nós estamos promovendo, nós estamos trabalhando em função de um reino que não faz parte do sistema deste mundo
então por mais que Daniel fosse reconhecido, por mais que o rei, a autoridade máxima, estivesse ao lado dele, por mais que tivesse encontrado um reconhecimento, nós precisamos saber que em algum momento esse Estado vai virar contra o reino de Deus
porque isso é o espírito, isso é a natureza, a natureza da Babilônia, a natureza do sistema, é combater o reino de Deus
então Daniel estava consciente, eu creio disso, mas ele demonstrou isso na vida dele, isso ficou patente, que ele, por mais que contasse com o apoio do rei, tinha um sistema que estava lutando contra ele
então eu quero ler com vocês em Filipenses 3, versículo 17, Filipenses 3, 17
Irmãos, sede meus imitadores e observai os que andam, segundo o exemplo que tendes em nós
Então Paulo está escrevendo essa carta da prisão, Paulo está na prisão e ele foi preso também por ciúme, eles não acharam nenhum defeito, a acusação que eles tentaram levantar contra Paulo
que a gente lê no livro de Atos, foi totalmente sem fundamento, Paulo não fez nada nem contra os judeus, nem contra o templo, ele não fez nada, foi porque essas pessoas se sentiam ameaçadas pela mensagem de Paulo
e foi mais dos religiosos, é muito interessante isso, tanto Jesus quanto Paulo, eles foram presos por acusações dos religiosos, não foi nem pelo sistema romano em si
depois foram mortos pelo sistema romano, mas a incitação foi por causa dos religiosos, mas ele diz, sede meus imitadores e observai os que andam, segundo o exemplo que tendes em nós
Pois muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora novamente digo chorando, olha qual é a atitude de Paulo, ele está falando sobre pessoas falsas, sede meus imitadores, não dessas pessoas, ele vai explicar como essas pessoas são
mas ele fala chorando, ele não fala com ódio, ele não fala com espírito de ciúme ou de ira natural, mas ele fala chorando que são inimigos da cruz de Cristo, isso ele está falando de pessoas dentro da igreja
O seu fim é a perdição, o seu Deus é o ventre, a sua glória é a vergonha, ele está falando sobre o que? Quais são as pessoas que são inimigas da cruz de Cristo?
São as pessoas que querem usar o evangelho, ou usar também, pode não ser da igreja, pode ser pessoas que estão no governo, pode ser pessoas que estão em algum outro sistema, eu tenho sempre falado que o sistema é muito amplo
tem um sistema de educação, tem um sistema da economia, tem um sistema da ciência, tem um sistema da cultura, tem um sistema do esporte, nós temos o sistema e tem o sistema da religião
Então são todos sistemas e eles compartilham do mesmo espírito que é o desejo de estar acima, de exaltação, e ele está dizendo que o seu fim são inimigos da cruz de Cristo, seu fim é a perdição
Seu Deus é o ventre, o que ele está dizendo? São pessoas voltadas para si mesmas, são pessoas que procuram a sua glória, mas a sua glória é a vergonha, só pensam nas coisas terrenas
Então outra vez, Jesus falou isso, Paul está dizendo isso, ele não está dizendo que o evangelho nos leva a pensar em coisas espirituais, nos sentindo que a gente não quer, a gente quer ir embora da terra
A gente não tem nenhuma ligação, não, nós fomos criados por Deus, fomos colocados na terra, Deus tem um propósito para a terra, mas as coisas terrenas são as coisas do sistema deste mundo
E o sistema deste mundo não significa que Deus vai nos tirar do mundo, significa que Deus vai resgatar a terra e vai trazer o seu reino para fazer aquilo que ele quis fazer desde o início
Mas quando pensam nas coisas terrestres, nas coisas terrenas, eles não estão buscando a verdadeira glória de Deus, então, versículo 20, a nossa pátria está nos céus, ou seja, nós somos exilados
Agora isso não significa que nós queremos morrer e ir embora para os céus, nós queremos que os céus venham para cá, nossa pátria, como Hebreus 11 também fala sobre Abrão, ele buscava uma cidade que tem fundamentos
Então, nosso interesse é servir aqui, demonstrar o amor de Deus, se nós fomos chamados para o mundo de negócios, se nós fomos chamados para o mundo do comércio, se nós fomos chamados para o mundo da cultura
Aonde quer que nós fomos chamados, nós servimos como Daniel serviu, mas o nosso coração não está nisso, nós entendemos que somos exilados, entendemos que o sistema em um dia vai se levantar contra o reino de Deus
Então, agora isso não nos torna, é como é difícil manter essa linha, porque isso não nos torna contra o dinheiro, Deus usa o dinheiro para seus propósitos, nós não somos contra a cultura em si
Nós somos a favor de demonstrar que nós podemos servir como Daniel serviu com seus talentos, mas que nós acreditamos num outro sistema que virá
Então, nossa pátria está nos céus de onde esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo de humilhação para ser conforme o seu corpo glorioso, nós não seremos fantasmas, nós não seremos espíritos sem corpos
Nós teremos um corpo glorificado, segundo o seu eficaz poder sujeitar também a si todas as coisas, então aqui ele fala que um dia todas as coisas serão sujeitas a Deus
Então, e mais um texto em Hebreus capítulo 13, eu vou ler a partir do versículo 12, Hebreus 13 e 12, "Por isso também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta"
Ele está usando o exemplo de sacrifícios no Antigo Testamento que eram feitos fora do arraial, fora da cidade, e Jesus foi crucificado fora da cidade
E ele está dizendo que Jesus sofreu vergonha, a vergonha da cruz e a vergonha de ser colocado fora da cidade
Então, o versículo 13 ele fala "saiamos pois a ele fora do arraial", então isso está dizendo assim, nós não fazemos parte, nós podemos ser super reconhecidos, podemos ser autor de livros, podemos ter uma posição no governo, nós podemos ser pessoas com muito reconhecimento em alguma área que Deus nos deu
Ou podemos ser simples servos, sem nenhum destaque, mas ele está dizendo "saiamos pois a ele fora do arraial", o que significa isso, "levando o seu próprio", o que é o próprio? É vergonha, é não fazer parte
Daniel foi isso, ele era o cara mais alto, mas ele era considerado pelos colegas como um exilado, então ele não se identificou, isso não era só porque os outros o viam assim, Daniel demonstrou isso
Então essa posição de Daniel que me desafia tremendamente de pensar, nós precisamos entender que o estado é um inimigo, mas nós podemos contribuir, nós podemos servir, mas nós precisamos entender que nós não fazemos parte
Versículo 14 "Pois não temos aqui cidade permanente", isso aqui é de passagem, nós somos peregrinos, "não temos aqui cidade permanente, mas buscamos a vindoura"
Então esses textos mostram que nós somos exilados, junto com Daniel, onde quer que o Senhor nos chamou para servir, nós devemos servir com excelência, nós devemos servir com testemunho, nós devemos ser não melhores do que os outros
Mas nós devemos ser o melhor possível, o mais honesto, o mais pronto para contribuir de maneira positiva para a sociedade, para a empresa, para o governo, para a nossa cidade
Nosso intuito deve ser sempre "eu quero servir", mas eu entendo que meu coração não está aqui, porque existe essa dificuldade, ou a gente sai e acha que não vale a pena a gente fazer nada para ajudar, ou a gente entra e coloca a nossa esperança, a nossa ambição, a nossa motivação está nisso
Daniel, pelo que a gente vê, ele não tinha motivação nas posições que ele tinha, ele não colocava, ele estava pronto, ele estava pronto para ser lançado na cova dos leões por ser fiel a Deus
Ele não se agarrou à posição dele, ele não ficou, ele não se tornou uma pessoa integrada nesse sentido, ele não era uma parte, ele sempre foi visto como um exilado
O quarto ponto aqui que eu coloquei é que Daniel, ele estava trabalhando, estava sendo fiel, mas o que que ele fazia, que nós aprendemos semana passada na última aula, é o que que Daniel fazia durante todo o tempo do cativeiro
Aonde ele estava realmente colocando as suas fichas, a sua esperança na oração, três vezes por dia, abrindo as janelas para Jerusalém, crendo que o reino de Deus viria
A esperança dele não era na Babilônia, a esperança dele não era na Pérsia, a esperança dele não era num outro governo que viria futuramente, a esperança dele era nas promessas de Deus, no reino que Deus prometeu
Ele traria para o povo dele em Jerusalém, era um lugar concreto, era um lugar físico, mas representava uma esperança, representava algo além mesmo do sistema teocrático que o povo de Israel não conseguiu cumprir plenamente
Ele cria na vinda do reino de Deus, o reino de Deus é maravilhoso a gente impactar, maravilhoso a gente ter influências, a gente ajudar as pessoas a conhecer a Deus, até mesmo se conseguirmos ver algo mais justo sendo feito, maravilhoso
Mas não é permanente, não é, e o próximo ponto eu já vou falar sobre isso, o reino de Deus vem pela oração, é lógico que não é só ficando no quarto orando, mas é pela oração, pelo contato com Deus que nós vamos saber o que fazer
E o último ponto aqui, nós vamos voltar nesse capítulo e nesse texto na semana que vem, mas eu queria só voltar para Daniel 6 e pular nesse momento toda a parte da libertação da cova dos leões que nós vamos falar na semana que vem
Mas no final do capítulo 6, assim como aconteceu mais de uma vez com Nabucodonosor, cada vez que Nabucodonosor via que Daniel estava certo, que Deus estava com ele, Nabucodonosor fazia um decreto
Fazia "agora eu determino que todos os povos reconheçam o Deus de Daniel, que todos os povos respeitem" olha só, no final do capítulo 6, versículo 25, Daniel 6, 25
"Então o rei Dariu escreveu a todos os povos, nações, e gente de diferentes línguas, que moram em toda a terra, a paz, vocêja multiplicada, da minha parte é feito um decreto, pelo qual em todo o domínio do meu reino os homens tremam e temam perante o Deus de Daniel"
Eu nem vou ler o restante, que nós vamos estudar isso depois, mas o último ponto aqui é "não dá para implantar o reino por decreto do governo" então, imaginem, Dariu faz, no versículo 26, ele faz um decreto para que todos os povos do reino dele
Tremam e temam perante o Deus de Daniel, como que você faz um decreto para todo mundo tremer diante de Deus? Não, lógico que isso não aconteceu, isso não foi obedecido esse decreto
Podia impor alguma coisa assim, mas sabemos até pela história que isso não ficou assim, todos os povos não passaram a reconhecer o Deus de Israel e eu só queria deixar esse pensamento
Várias coisas foram feitas na história, a gente sempre pensa do fim da escravidão, do fim do tráfico de escravos, de outras leis de igualdade, leis também que davam mais direitos de trabalho, condições melhores de trabalho
Muitas leis ao longo da história foram inclusive influenciadas por cristãos e trouxeram melhorias sensíveis na justiça, hoje nós temos também várias situações sobre a educação, sobre o aborto, sobre casamento, sobre a natureza da família
Nós temos várias questões que são importantes, que são muito importantes e se Deus permitir que as sociedades implantem certas leis para viver de acordo com princípios de Deus vai ser maravilhoso
Pessoalmente, primeiro, eu tenho minhas dúvidas se nesse momento que nós estamos vivendo, se isso realmente vai acontecer de uma forma eficaz, eu não sei, eu não tenho essa revelação de Deus
Mas mesmo que as leis sejam mudadas e que muitas coisas sejam implantadas, isso não traz o reino de Deus, então a igreja, nós precisamos entender isso
Se houver, por exemplo, no século XIX foram feitas leis para acabar com escravidão, foram feitas leis para acabar com o tráfico de escravos, mas isso trouxe justiça
Nós sabemos, os Estados Unidos é sempre, pelos filmes e tudo, a gente conhece muita coisa de lá, o racismo, até os dias de hoje, nós temos situações que mostram racismo, que mostram injustiças, que mostram atitude do coração
Então o reino de Deus não vem com decretos, eu espero que todos entendam, eu não estou falando contra a gente, que a gente não deva apoiar, que a gente não deva orar para que sejam feitas leis mais justas
Mas o que eu quero dizer é que o reino de Deus não vem por leis, então, por exemplo, foi maravilhoso que Dario fez esse decreto, foi maravilhoso que esses homens tramaram contra Daniel e eles mesmos que foram, depois, julgados e acabou todo esse grupo conspiratório
Foi maravilhoso, Deus fez justiça, Deus reivindicou Daniel, Deus colocou Daniel numa posição de vitória, de exaltação
E o rei Dario fez um decreto no império dele, para que todos servissem a esse Deus verdadeiro, mas isso trouxe o reino de Deus? Não, não trouxe
Então são esses pontos que eu queria compartilhar sobre o reino de Deus e o estado, como é importante a gente entender por onde vem e quais são os nossos verdadeiros instrumentos
Quais são as estratégias que Deus deu para nós para que o reino de Deus venha, principalmente a oração, principalmente vivendo, dando testemunho, mas vivendo diante, dentro do sistema, mas entendendo que esse sistema não vai permanecer
Que o Senhor nos ajude, que o Senhor nos dê sabedoria em cada situação, em cada momento da história, vamos orar
Senhor, nós clamamos a Ti, porque sabemos que os desafios de hoje não são menos importantes, não são menos fundamentais, são coisas que nos desafiam, nós estamos vivendo em várias situações hoje, em que o Teu povo e o mundo em geral está vendo conflitos
Em situações que ameaçam o Teu povo e os Teus propósitos
Senhor, mas nós queremos colocar a nossa esperança em Ti e queremos trabalhar da forma que o Senhor deseja
Ó Deus, que nós possamos orar com nossas janelas abertas para Jerusalém, crendo que o Teu propósito se cumprirá, crendo que o Senhor há de operar profundamente, Senhor, mas não muitas vezes através de formas visíveis e impositivas, ó Deus
Mas que realmente nós possamos entender onde está o Teu reino e como que ele virá, usa as nossas vidas, usa o Teu povo, levanta-nos em oração, levanta-nos em testemunho, ajuda-nos a ser fiéis como Daniel foi, ajuda-nos a não cair em armadilhas, que existem muitas armadilhas
Para nós sermos sugados e fazer parte de um sistema que não faz parte do Teu reino, até mesmo nos nossos trabalhos de ministério, de servir ao Senhor, nós podemos cair em armadilhas
Guarda-nos, Senhor, e ajuda-nos que nós possamos ser verdadeiramente fiéis a Ti, que possamos ir pelo caminho da cruz, que possamos entender, Senhor, que não podemos ser inimigos da Tua cruz
Em nome de Jesus te pedimos. Amém.

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