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Aula 28 – Vol.31 – Daniel na cova dos leões

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26/07/20 – Daniel 6 – Baixardo áudio.

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Transcrição · gerada automaticamente

Bom dia, seja bem-vindo ao nosso estudo.
Finalmente hoje vamos falar sobre Daniel na cova dos leões.
Estamos nesse capítulo 6 há algum tempo, mas hoje nós vamos chegar ao ponto mais dramático da história.
Vamos orar, pedir que o senhor nos ilumine, que não seja apenas uma história, mas que seja uma palavra de Deus para os nossos corações.
Então, Daniel 6, temos feito vários estudos já nesse capítulo, estamos olhando agora para o ponto central da história.
Vimos como tinha uma conspiração, tinha um grupo que estava conspirando contra Daniel e que eles se uniram, mas se uniram numa base errada.
É um exemplo do que a unidade pode fazer sem Deus e por isso até entendemos que em muitos casos Deus impede a unidade.
Porque a unidade, se não for baseado na palavra, no espírito de Deus, no propósito de Deus, pode ser algo muito perigoso e muito nocivo.
Então essa união, essa coligação de presidentes e sátapas e governantes estavam conspirando contra Daniel.
Não era o rei que foi responsável nesse sentido, não foi ele que originou.
Então, Daniel 6, versículo 14, quando o rei acabou de ouvir a denúncia, ele até então não sabia o que eles estavam tramando,
mas nesse momento ficou claro para ele que eles estavam tramando contra Daniel.
Se ele soubesse disso antes, ele não teria feito o decreto, eles o enganaram.
Então, ouvindo o rei o negócio, ficou muito penalizado e a favor de Daniel propôs no coração livrá-lo.
E até o pôr do sol trabalhou por salvá-lo.
A gente fica imaginando o que será que ele tentou fazer, quais foram as ideias, mas o texto diz que ele estava tentando achar uma saída
até o pôr do sol. Ele não só era obrigado a condenar Daniel pela lei que ele mesmo tinha feito,
mas ele era obrigado aparentemente a fazer isso no mesmo dia, não tinha essa coisa de ficar procrastinando, esperando.
Então, ele teria que condenar Daniel no mesmo dia, porque no versículo 15, aqueles homens chegaram juntos ao rei nessa coligação maligna
e lhe disseram "sabe, o rei, que é uma lei dos medos e dos persas, que nenhum interdito ou decreto que o rei estabeleça se pode mudar".
Então, aqui nós estamos vendo uma lei, uma norma nesse reino dos medos e dos persas, que quando se fizesse uma lei, eles não podiam revogar.
O próprio rei não tinha mais o poder de revogar. E isso está sendo muito enfatizado na história.
Vamos ler mais um pouquinho, eu quero mostrar como eles normalmente, os reis, eles eram autoritários, eles tinham um domínio total.
Não tinha nenhum congresso, não tinha nenhum outro poder para equilibrar. O rei era a autoridade máxima, ditatorial, ele podia fazer uma lei e aquilo ser realizado.
Mas aqui, nesse caso, o rei era obrigado pelas leis que eles tinham de respeitar a própria lei que ele tivesse feito, então ele mesmo não tinha mais o poder de revogar.
Versículo 16 "Então o rei ordenou que trouxesse a Daniel e o lançasse na cova dos leões. Disse o rei a Daniel, o teu Deus, a quem tu continuamente serves, ele te livrará".
E só mais um comentário, temos falado já algumas vezes sobre o rei Dario, que ele era muito amigo de Daniel, ele queria proteger Daniel.
Então essa perseguição, essa lei que estava condenando Daniel à morte por causa do seu culto a Deus, não partiu do rei.
Então é interessante que Daniel 3, na história dos três amigos e da fornalha de fogo, o decreto partiu de Nabucodonosor, partiu do rei.
Aqui não, aqui é uma conspiração do sistema. Eu acho muito interessante isso porque a Bíblia está mostrando essas várias facetas do sistema.
Na última aula nós falamos que o Estado, o sistema de governo, e eu tenho mostrado que não é só o governo, são todos os aspectos do sistema humano de ciência, de educação, de cultura, de administrações.
Todos os aspectos da cultura, do sistema humano, eles são, não necessariamente as pessoas, mas o sistema em si, mesmo que aparentemente no momento não seja.
Tem vários momentos na história em que o governo parece que está do lado do povo de Deus, está apoiando e principalmente no ocidente nós temos o que nós chamamos de países cristãos.
A tradição da Europa que veio para as Américas, então nós temos países cristãos, mas nós precisamos entender que em algum momento esse sistema vai se revelar como aquilo que é mesmo.
O sistema besta, como o próprio livro de Daniel vai nos mostrar nos próximos capítulos que vamos estudar, o sistema de governo, o sistema do homem é um sistema que é inimigo de Deus.
Então isso é muito importante entender para poder, para a gente se relacionar, que era a nossa aula passada, como é que o cristão se relaciona com o Estado ou com qualquer aspecto do sistema humano.
Mas então o livro de Daniel, ele mostra essas várias facetas, ele mostra a maldade de um rei totalitário, autoritário, como Nabucodonosor, como os outros que o seguiram, mas aqui em Daniel 6 nós vemos um rei que é até amigo, ele quer proteger Daniel, mas ele também faz parte de um sistema.
Mas o ataque, a iniciativa do ataque veio mais de baixo, não veio da autoridade superior, veio de uma coligação dentro do sistema.
Isso nós precisamos entender que não importa de onde venha esse ataque virar, ele pode vir da autoridade máxima, ele pode vir de um outro órgão, mas isso faz parte do sistema.
Você pode ter exceções, pode ter pessoas que não contribuam para isso, que não lutam contra Deus, mas o sistema em última análise vai fazer isso.
Então o rei foi obrigado contra a sua própria vontade, foi obrigado a condenar Daniel, e uma coisa que eu queria chamar a atenção também, não sei se eu acho que eu não falei ainda, uma coisa interessante sobre essa história é que nas histórias anteriores, Nabucodonosor desde o início e depois nós temos uma história com Bel Sazar,
esses reis acabaram reconhecendo Daniel por causa do dom dele.
Então desde o capítulo dois quando Daniel não só interpretou o sonho, mas ele revelou qual era o sonho e nessas histórias nós temos, por exemplo, os mesmos três amigos que foram libertos da fornala de fogo, então o rei ele acabava reconhecendo Deus e reconhecendo esses servos de Deus por causa de alguma demonstração sobrenatural.
Então uma sabedoria sobrenatural, o livramento sobrenatural, esse livramento vai acontecer aqui no capítulo seis, mas o rei Dario ele é amigo de Daniel, ele reconhece o Deus de Daniel antes do livramento, então isso é um aspecto bem diferente.
E eu queria chamar a atenção para isso, quer dizer, ao mesmo tempo que estou mostrando que o estado em última análise é inimigo de Deus, nós podemos ter pessoas no governo como Dario, nós podemos ter pessoas que reconhecem a Deus, eles não vão mudar a natureza do sistema, eles não vão mudar a natureza do reino humano,
mas são sinais de que Deus pode se revelar, ele pode se revelar a mesma pessoas que aparentemente não fariam parte do povo de Deus.
Mas então o rei Dario, ele reconhece que Daniel, olha o testemunho que ele dá de Daniel, e uma coisa assim que eu queria mostrar é que Daniel, essa história toda parece que ela não foi escrita, não sei se ela foi...
Outras histórias também desse livro, nós não sabemos se foi Daniel que escreveu, alguns sonhos e revelações, coisas que vamos ler ainda, Daniel fala na primeira pessoa, mas aqui a história não só é escrita em terceira pessoa, sobre Daniel, mas é escrita mais do ponto de vista do rei Dario,
vai contar o que aconteceu com Dario durante a noite, não o que aconteceu com Daniel, Daniel foi lançado na cova dos leões, é como você vê um filme e depois que ele é lançado na cova dos leões, você não vê mais a cena dele,
só vai saber no outro dia de manhã que o rei vai lá e chama Daniel e você está vivo ainda, então essa história é escrita do ponto de vista de outra pessoa, Daniel 4 quando Nabucodonosor conta, ele mesmo conta o sonho dele, a experiência dele ser expulso para viver entre os animais,
então nós temos esses documentos que são narrativas contadas a partir do outro, do rei, não a partir de Daniel em si.
Então o testemunho que o rei dá de Daniel é, olha como está no versículo 16, o teu Deus a quem tu continuamente serves e essa palavra, essa expressão é muito importante para nós, nós sabemos que Deus não quer pessoas religiosas
que fazem um culto de domingo ou um culto, mesmo que seja um devotional de manhã cedo ou na hora de dormir, Deus não quer algo assim separado, essa é a minha parte de adoração a Deus, a outra parte da minha vida eu vivo e a gente separa entre religioso e secular,
o próprio rei reconheceu de Daniel que ele servia ao Deus dele continuamente, sem parar, ele sabia, se ele sabia antes eu não sei, mas ele tinha o testemunho até dos outros dizendo assim,
esse Daniel ele não ligou para o teu decreto, os inimigos que o denunciaram, esse Daniel ele não ligou para o teu decreto e ele continua orando três vezes por dia,
então assim, essa oração três vezes por dia já dá a ideia de continuamente, mas não é só na oração, Daniel servia a Deus com toda a sua vida, com suas atividades profissionais, no seu dia a dia ele servia a Deus,
então é muito importante esse testemunho que o rei faz aqui quando ele fala com Daniel, ele está praticamente pedindo perdão, olha Daniel eu tenho que fazer isso,
mas o teu Deus a quem tu continuamente serves ele te livrará e é interessante aqui que ele coloca isso como uma afirmação, o teu Deus vai te livrar,
até os três amigos de Daniel no capítulo 3 eles colocaram assim, se Deus quiser nos livrar, até parece que se coloca assim, se Deus pode, não é que eles estavam duvidando do poder de Deus,
mas eles colocaram assim em dúvida se Deus realmente os livraria e a gente tem essa dúvida sempre, nós não sabemos no meio da perseguição se haverá ali livramento ou não,
então ele faz essa afirmação dizendo teu Deus a quem tu continuamente serves ele te livrará, versículo 17, foi trazida uma pedra e posta sobre a boca da cova,
e o rei acelou com seu anel e com o anel dos seus grandes para que não se mudasse a situação de Daniel, então eu gosto de prestar muita atenção nas frases, nas afirmações,
o jeito que a narrativa é colocada, porque existem aspectos que são enfatizados, existem aspectos que são colocados aqui pra chamar atenção pra um fato, qual que é o fato?
A lei não poderia ser revogada, tanto é que eles colocaram uma pedra na abertura dessa cova dos leões e foi colocado um selo,
então era alguma coisa em ser, de que se mexesse com a pedra ia ter que romper o selo e seria uma prova de que alguém estava violando, é como se você tem um envelope fechado com o selo,
então ninguém pode abrir, porque se abrir você vai perceber claramente que houve a violação de um selo, então colocaram a pedra na abertura da cova e com o selo do rei,
e com o anel, com o seu anel e com o anel dos seus grandes para que não se mudasse a situação de Daniel, então aqui nós temos essa situação que sempre Deus ama essas situações dos impossíveis,
então aqui nós temos uma lei que não pode ser revogada e colocaram de tal forma que ninguém pudesse mudar a situação de Daniel, não seria possível amigos dele, não seria possível alguém de maneira escondida,
não seria possível, essa lei teria que ser cumprida à risca, então em todo o livro de Daniel nós estamos vendo essa mensagem muito forte,
pode ser uma lei de autoridade máxima, pode ser um decreto, pode ser o poder do estado, pode ser o máximo, o maior império, o mais poderoso naquela época,
pode ser a escravidão do faraó sobre o povo no Egito, pode ser uma situação natural também como um mar que eles teriam que passar no meio, então essas situações impossíveis são situações que Deus tem prazer em mostrar que ele é superior,
ele é superior às leis da natureza, ele é superior, pensando no livro de Daniel, ele é superior à sabedoria dos outros magos, dos outros sábios de Babilônia, ele é superior aos outros deuses da Babilônia,
ele é superior aos reis da Babilônia ou da Pérsia, ele é superior à fornalha de fogo, à determinação de uma sentença de morte,
ele é superior a esse grupo de conspiração que é um sistema todo se levantando contra Daniel, então Deus é superior, ele quer mostrar e a gente sempre fica pensando,
por que Deus não faz isso mais frequentemente? Por que Deus não mostra hoje? A gente tem anseio pra que Deus mostre que ele que manda,
quando a gente vê injustiça, quando a gente vê perseguição, quando a gente vê os homens se levantando contra Deus, a gente quer que Deus mostre, a gente quer que Deus revele que ele realmente é superior,
nem sempre, aliás é muito raro, muito raro Deus fazer uma intervenção, a nossa fé, a nossa confiança, a nossa esperança é que um dia realmente Deus vai mostrar isso,
nós sabemos que a segunda vinda é pra mostrar de forma irrefutável, de forma muito clara, todo mundo vai ver, todo o joelho vai se dobrar, toda a língua vai confessar, então um dia Deus vai revelar que o reino dele é superior,
vai ser a pedra cortada do monte e que vai derrubar todos os reinos, esse momento de derrubar os outros reinos não chegou ainda e em alguns momentos Deus revela,
Deus faz uma intervenção pra mostrar, são sinais, são demonstrações, mas Deus não faz isso todos os dias, nem toda hora, todas as situações, mas aqui nós temos uma situação que só Deus poderia reverter,
e o rei então ele disse a Daniel teu Deus a quem tu continuamente serves ele te livrará, bom vamos continuar depois nós vamos tirar as nossas lições dessa narrativa,
no versículo 18, então colocaram a pedra, selaram o Daniel lá dentro, a gente fica imaginando assim, será que ele não tinha algum jeito de, parece que ele não tinha uma janela pra ele espiar né, porque você joga alguém na cova dos leões,
não dá pra saber em poucos instantes se ele vai sobreviver ou não, mas colocaram na cova, fecharam com pedra e o rei foi embora, versículo 18, o rei se dirigiu ao seu palácio, passou a noite em jejum,
normalmente a gente passa a noite em jejum né, mas com certeza ele não jantou, ele tinha costume de comer, de ter festividades, de ter, o palácio era um lugar que eles tinham festas e comiam né,
então ele passou a noite em jejum, não deixou trazer a sua presença em instrumentos de música, então ele parou com todas as festividades, com todas as demonstrações de alegria,
é muito dramático isso, como eu falei assim, nós estamos vendo a história do ponto de vista da perspectiva do rei e não de Daniel, a gente não sabe, durante toda essa história o que Daniel pensou, a gente só sabe que ele foi pro quarto dele e continuou orando, mas não temos mais relatos assim do que estava acontecendo com Daniel, o que ele pensou, o que ele orou, como é que ele encarou isso, nós não sabemos,
mas o rei passou a noite sem ter festividades e além disso fugiu dele o sono, ele não conseguiu dormir, então versículo 19, pela manhã a primeira luz da aurora levantou-se o rei e foi com pressa a cova dos leões,
aqui nós temos um rei agindo de uma forma não habitual, o rei não fazia esse tipo de coisa, ainda mais que ele que tinha assinado o decreto e os reis eles não tinham compaixão, eles decretavam essas coisas, eram insensíveis ao sofrimento das pessoas que eles condenavam,
não era a vontade dele de condenar, mas ele está agindo de uma forma totalmente fora do habitual e até de uma forma meio humilhante, porque vamos supor que Daniel tivesse morrido,
ele ia chegar lá e ia ficar de luto, ele ia mostrar que ele, o rei, tinha acontecido algo que ele não queria que acontecesse, então ele ia mostrar a fraqueza, ele ia mostrar a impotência dele,
então ele se dirigiu, foi com pressa a cova dos leões, versículo 20, chegando-se a cova, chamou por Daniel com voz de angústia, então tudo isso aí é coisa que rei não fazia, ele não demonstrava essa fraqueza,
ele chamou por Daniel com voz de angústia e aqui ele usa uma outra expressão importante, ele já tinha falado que Daniel era uma pessoa que servia a Deus continuamente,
agora ele diz "Daniel, servo do Deus vivo", eu não sei analisar a linguagem original, mas olhando sim para o nosso português, servo do Deus, quer dizer, ele é o único Deus, ele é o Deus vivo,
a Bíblia usa essa expressão algumas vezes nas escrituras, por exemplo, Moisés quando ele relata em Deuteronômio 5 sobre como Deus falou em voz ao divo do monte Sinai, ele falou que era o Deus vivo que tinha falado com eles,
Josué fala no capítulo 3 sobre o Deus vivo que ia expulsar as nações de diante do povo de Israel, então um outro exemplo, o rei Ezequias quando ele recebeu aquela carta de insulta do general Rabissaker dos Assyrios,
ele também manda uma mensagem para Isaías, ele falou assim "Será que o Deus vivo ouviu essas palavras dos Assyrios?"
Então claro, quando fala Deus vivo nós não estamos falando sobre um Deus distante, um Deus que as pessoas podem até adorar, existe um Deus, existe um Deus superior, até hoje muita gente fala que acredita em Deus, mas como alguém que não é presente,
alguém que não tem atuação, que não fala, que não age, que não intervém, então quando o rei, tudo isso é interessante porque quem está dando esses testemunhos é o rei, é o rei Dario,
ele dá o testemunho de Daniel, que Daniel é uma pessoa fiel, ele dá o testemunho também de que Deus iria livrá-lo e aqui ele fala "Daniel servo do Deus vivo", ou seja, de um Deus que poderia intervir naquela situação,
e isso não era uma coisa comum, os babilônios, os persas, esses povos, eles não tinham um Deus vivo, eles não tinham intervenções de Deus, eles podiam ter mitos e lendas de outras épocas, mas eles não tinham, nenhum deles tinha visto uma intervenção,
eles não tinham uma referência para dizer Deus, existe um Deus que é vivo e que faz as coisas hoje, então ele estava dizendo "Daniel servo do Deus vivo, dar-se-i o caso que o teu Deus a quem tu continuamente serves tenha podido livrar-te dos leões",
porque ele parece que ele está com um pouco menos de certeza, porque ele fala assim "dar-se-i o caso, será que o teu Deus é a quem", ele fala de novo "a quem tu continuamente serves, será que ele pode livrar-te dos leões?"
Versículo 21, para alegria e para surpresa, talvez um pouco de surpresa do rei, Daniel responde, Daniel respondeu ao rei "ó rei, vive para sempre", é interessante eu mesmo não tinha notado isso antes,
porque essa expressão "ó rei, vive para sempre" era uma expressão que eles usavam habitualmente, era a forma de chegar diante do rei e era uma forma de colocar o rei numa posição quase divina,
porque quem vive para sempre é Deus apenas, mas os súditos eles vinham diante dos reis e eles falavam isso "ó rei, vive para sempre",
Daniel nunca tinha falado isso para outros reis, a gente nunca tem uma citação de Daniel dos amigos dele falando ao rei "vive para sempre", talvez eles usassem essa expressão,
mas aqui Daniel usa a primeira vez que aparece "ó rei, vive para sempre, o meu Deus enviou o seu anjo e fechou a boca dos leões para que não me fizessem dano,
porque foi achada em mim inocência diante dele, também contra ti, ó rei, não cometi delito algum".
Agora aqui é muito interessante porque eu também vi um comentário, uma pesquisa que realmente os pagãos, os povos eles tinham essa ideia de que se alguém fosse condenado injustamente numa situação como essa de leões,
alguma outra situação onde normalmente morreria, acho que não por mãos humanas, mas se fosse colocado num contexto como esse de ser condenado normalmente morreria,
mas se a pessoa fosse inocente ela não morreria, então isso Deus queria mostrar o poder dele e Deus quis mostrar também a inocência,
outra vez, isso não é sempre que acontece, mesmo com o próprio Salvador Jesus que era inocente, muito mais perfeitamente inocente do que Daniel ou qualquer outro homem,
mas ele também morreu apesar de ser condenado injustamente e muitas outras, os cristãos, o martírio é uma coisa que acontece muito,
então não é sempre que Deus vai dizer "vou livrar para mostrar que é inocente", mas nós vamos tocar nesse assunto daqui a pouquinho de novo,
mas aqui especificamente Deus quis mostrar o poder dele para esse reino pagão, ele quis mostrar como ele vem mostrando nesse livro de Daniel nesse tempo de cativeiro, como eu tenho mostrado assim,
num tempo em que o povo de Deus está derrotado, o povo de Deus foi infiel, o povo de Deus perdeu sua posição na terra, o povo de Deus está nessa situação,
Deus nesse tempo ele mostra de uma forma especial como o poder dele é superior aos outros reinos, então é porque a gente pensa assim, Deus poderia mostrar isso,
por exemplo, na época do Egito, Deus estava mostrando a libertação do povo de Israel estava mostrando no meio do povo ali, junto com o povo que estava com ele,
então quando eles passaram pelo Mar Vermelho, quando eles passaram o Jordão, quando Deus derrotou os inimigos, Deus estava revelando o seu poder junto com o seu povo em aliança com ele,
aqui no cativeiro não, Daniel está em aliança com ele, mas é um período de cativeiro, é um período em que Deus está julgando, punindo o seu povo para que eles se voltem a ele em arrependimento,
mas apesar disso, nessa época, nesse tempo de cativeiro, Deus está mostrando numa das, já chamei atenção a isso em outra aula, que nesse tempo Deus está mostrando realmente o poder do reino dele sobre os outros reinos,
mesmo o povo dele não estando como o povo todo alinhado com ele, então é interessante, é bem interessante esse aspecto, mas esse ponto de que Daniel fala, olha, eu não sofri dano porque diante de Deus eu estava inocente,
eu não traí a confiança de Deus, ele não está dizendo que ele não tem pecado, mas ele está dizendo assim, eu não traí a confiança de Deus, eu fui fiel a Deus, então Deus me livrou porque eu sou inocente, nós estamos olhando o versículo 22,
eu sou inocente diante de Deus e sou inocente diante do Senhor ao Rei, porque ele transgrediu o decreto do Rei, mas Daniel está dizendo, eu não fui infiel, eu não fiz nada, apesar da lei que foi injusta, que foi errada,
e eu ter quebrado essa lei, apesar disso eu não cometi delito algum, e isso é tão importante, nós já fizemos uma aula sobre perseguição, o novo testamento é muito enfático em dizer, nós precisamos não ser perseguidos,
eu ia falar assim, não é que nós precisamos ser perseguidos, mas nós precisamos não ser perseguidos por causa de transgressões nossas, por causa de dar um exemplo errado,
por causa de muitas vezes as pessoas defendem ou cristãos ou as pessoas no poder que nós somos a favor, as vezes nós defendemos pessoas que tem erros sérios, olha que perseguição, olha como eles estão querendo acabar com fulano no poder e tal,
se a acusação é verdadeira, nós não temos essa base que Daniel tinha, Daniel podia dizer, olha eu estou sendo perseguido, mas não por nenhum erro de corrupção, de falta de lealdade,
de qualquer ato imoral, de incorreto, de caráter, de qualquer natureza, eu não cometi nenhum delito contra o rei e contra Deus, então isso é muito importante porque Deus quer levantar um forte testemunho nos últimos dias,
vai ter perseguição, mas essa perseguição não pode ser por causa dos nossos erros, por causa do nosso egoísmo, por causa de nós defendermos os nossos direitos, esse tipo de coisa,
Daniel não defendeu a si mesmo, não defendeu o seu próprio direito, ele foi perseguido e ele tinha completa confiança em Deus. Mais um versículo aqui então,
versículo 23, "Então o rei muito se alegrou e mandou tirar Daniel da cova, e quando Daniel foi tirado da cova, nenhum dano se achou nele". Essa cena é semelhante à cena no capítulo 3, quando eles tiraram,
quando os três amigos de Daniel saíram da fornalha, lá diz que todos, não só o rei, mas toda a liderança em volta, eles cercaram aqueles três para ver, é muito interessante,
se eles não foram queimados, é claro que a roupa não seria queimada, como é que ia queimar a roupa e não queimar eles, mas eles ficaram admirados porque não tinha nem cheiro de roupa queimada, não tinha nada,
então não houve dano algum aos três amigos e também aqui seria muito engraçado se os leões tivessem comido um dedinho ou feito alguns arranhões, se eles iam avançar, eles iam avançar para comer mesmo,
porém não tinha dano nenhum, não houve dano nenhum, Deus não veio e fez uma intervenção depois que já tinha começado a atacar, enfim, não tinha dano nenhum nele porque, agora esse final do versículo 23,
porque crêra ou confiara no seu Deus, então a confiança, essa atitude que Daniel demonstra que é realmente algo para nós é inatingível, como é que eu iria confiar nesse ponto,
como é que eu ia continuar orando com minha janela aberta, sabendo que tinha esse decreto, como é que eu estaria calmo assim, pelo menos não temos nenhuma descrição,
Daniel continuou sem mudar a rotina dele, sem mudar a prática de adoração a Deus porque ele confiava em Deus, então eu coloquei aqui no Flipchart alguns itens para a gente pensar juntos sobre o significado,
a importância dessa história de Daniel na cova dos leões, isso aqui é a história que a gente conta para crianças, é a história que a gente conta na Escola Dominical,
é uma história impressionante e é claro que o ponto central, o ponto que chama a atenção é realmente a confiança de Daniel em Deus, esse segundo ponto é praticamente um outro lado do mesmo fato,
como a gente tem comentado também nas outras aulas, Daniel, nessa época da história, ele já tinha muitos anos, 70 anos praticamente que ele servia nesses lugares de importância no governo,
ele fazia parte do governo, mas ele sempre era uma pessoa, ele servia com fidelidade, fazia o melhor, mas ele tinha uma esperança num outro reino, ele era considerado um exilado,
ele não, nós usamos a palavra assimilar, ele não foi assimilado pela cultura, ele não passou a fazer parte daquele mesmo espírito, como é que você, imagine isso, como é que você desempenha uma vocação,
como é que você investe numa vocação, especialmente pensando numa vocação de alguém que está no governo, ou alguém que sobe numa empresa, alguém que tem uma vocação no trabalho, na profissão e vai desenvolvendo e vai crescendo,
é muito difícil a gente imaginar alguém tendo uma vocação tão forte e não, de maneira nenhuma, a esperança dele não era naquilo, se ele fosse pensar "puxa, eu não posso continuar orando por causa desse decreto,
porque Deus me chamou aqui e se eu morrer, Deus não vai mais ter uma testemunha aqui nesse governo, eu não posso perder essa chance", às vezes a gente usa até argumentos assim pra dizer porque que eu tenho que manter a minha posição,
porque Daniel, ele estava pronto, pronto pra morrer, pronto pra perder a posição dele, porque ele não tinha esperança naquilo, ele estava sendo fiel enquanto Deus o quisesse ali, mas ele não tinha esperança naquilo,
então isso é implícito, eu não estou tirando isso de um versículo, claro, aqui, mas estou dizendo que Daniel confiava em Deus e a outra coisa é que ele entendia que o reino de Deus, esse reino que ele esperava, vinha por meio da oração,
ele estava ali dando testemunho, mas ele não tinha essa visão de que nós vamos aos poucos conquistando os governos desse mundo, eu sei que esse aqui é um ponto que tem bastante controvérsia e não estou dizendo que nós como servos de Deus não devemos impactar não só governo,
mas todas as áreas, comércio, negócios, educação, cultura, todas as áreas de atuação nós devemos impactar, mas como impactar?
A nossa esperança não é que de pouco em pouco comendo aqui, entrando aqui, quando o sistema perceber nós tomamos conta, nós vamos entrar no governo, nós vamos entrar no judiciário, no legislativo, no sistema de educação,
nós vamos entrando, nós vamos entrando e aos poucos nós vamos tomando conta, não, não vai acontecer assim, Daniel não tinha essa expectativa, então ele estava ali mas ele sabia que inclusive a oração dele é que Deus restaurasse Jerusalém,
ou seja, eu não estou esperando que o reino venha para Babilônia, isso nos nossos dias nós não estamos pensando no reino de Deus só num lugar, mas nós estamos dizendo que é fora do sistema, nós trabalhamos no sistema, nós participamos,
no sentido de dar nossa contribuição, mas nosso coração, nosso alvo não está lá, porque a famosa imagem que nós temos de quando Deus iria julgar Sodoma, Deus mandou os anjos para tirar Ló e sua família de Sodoma antes da destruição,
e tem aquela famosa imagem que é uma coisa emblemática, sempre da gente pensar, da esposa de Ló saindo da cidade mas olhando para trás e virando uma estátua de sal, então essa ideia sim de que se nós estivermos com nosso coração dentro do sistema nós não vamos conseguir sair dele,
e Daniel, eu quero propor que Daniel estava disposto a ir à cova dos leões, porque ele cria que Deus poderia livrá-lo, mas porque ele também cria que o reino de Deus não dependia dele ficar ali, então ele estava ali enquanto Deus permitisse, mas ele não tinha esse coração atrelado, esse coração amarrado ali.
Já falei então sobre a demonstração de inocência, eu vou falar mais um pouquinho sobre isso daqui a pouco, então Daniel sendo liberto, não morrendo, não sendo atacado pelos leões, era uma demonstração da inocência dele,
isso é muito importante, tem um fator importante para a gente entender, era uma demonstração da superioridade do reino de Deus, isso é o tema do livro de Daniel, então como já falei, Daniel mostra que Deus é superior,
Daniel mostra, Deus mostra, na vídeo de Daniel dos amigos, Daniel mostra que Deus é superior, Deus é superior à sabedoria dos magos, Deus é superior à determinação do rei,
Deus é superior ao próprio rei Nabucodonosor, ele pode tirá-lo do poder, devolvê-lo ao poder que Deus põe, Deus tira, Deus é superior à fornalha de fogo, Deus é superior aqui à conspiração e Deus é superior aos próprios leões,
então Deus enviou o anjo e fechou a boca dos leões, então isso é uma das coisas que Deus quer mostrar aqui nessa história, que Deus é superior, o reino dele é superior,
e Dario que parece que já tem um respeito, já tem um reconhecimento no coração dele, no final do capítulo, vamos até passar aqui para o versículo 25 só para entender isso,
versículo 25, então o rei Dario escreveu a todos os povos, nações e gente de diferentes línguas que moram em toda a terra, a paz ou a prosperidade vos seja multiplicada, da minha parte é feito um decreto pelo qual em todo o domínio do meu reino,
os homens tremam e temam perante o Deus de Daniel, olha só, eles tinham nomes para outros deuses e o nome desse Deus é Deus de Daniel, maravilhoso, é o Deus de Daniel porque ele é o Deus vivo,
ele é o Deus vivo, ele não é um dos deuses vivos, ele é o Deus vivo, é o único, permanece para sempre e o seu reino, de onde que Dario recebeu essa revelação,
será que Daniel já tinha falado algumas outras vezes, mas ele tem essa afirmação, olha, eu estou convicto de que o Deus de Daniel é o Deus verdadeiro, ele é o Deus vivo e ele tem um reino que permanece para sempre,
o seu reino não se pode destruir, o seu domínio jamais terá fim, ele livra e salva, então Dario viu o poder de Deus demonstrado, ele livra e salva, opera sinais e maravilhas no céu e na terra,
ele livrou Daniel do poder dos leões, então ele dá essa definição, agora eu já falei que esse decreto foi demonstrado durante o capítulo que era um decreto que não podia ser revogado
e eles colocaram uma pedra na abertura da cova com o selo para deixar aquilo se não pode ser violado, então você pensa como que Deus vai intervir e fazer uma mudança nesse decreto e Deus revogou,
Deus superior revogou o decreto, como que ele revogou? Mostrando a inocência de Daniel, era necessário que Daniel fosse inocente porque do contrário não poderia ter livramento
e era necessário que Deus demonstrasse isso para que o decreto fosse revogado, então é demonstração da superioridade do reino e agora eu queria comentar alguns minutos,
só trazendo também um aspecto importante aqui, nós sabemos, acho que é de conhecimento bem comum, que toda a Bíblia aponta para Jesus e eu só queria lembrar que toda essa história de Daniel na cova dos leões
é uma história que aponta para Jesus, a gente pode dizer assim, Jesus morreu, Daniel não, mas até a simbologia e eu queria só, antes de mostrar alguns paralelos,
pode ter vários outros, mas eu só queria mostrar alguns paralelos entre Daniel e Jesus e esses paralelos são para mostrar que Daniel estava vivendo uma experiência que apontava para Jesus
e isso aconteceu muitas vezes no Antigo Testamento, em muitas histórias mostra um aspecto, outra história mostra outro aspecto, então as pessoas vivenciavam aquilo,
por exemplo, Abraão oferecendo Isaac, o rei Davi, em várias situações da vida do rei Davi, ele estava mostrando o reinado de Jesus no futuro, o sangue, muitas e muitas coisas demonstram,
José no Egito mostra como Jesus foi vendido pelos seus irmãos, rejeitado pelos seus irmãos, então tem muitas histórias na Bíblia que vão demonstrar um aspecto
e vão apontar para Jesus e Jesus cumpriu aquilo de maneira perfeita, mas essas histórias anteriores apontam e é uma maneira de participar, eu tenho meditado assim,
por que será que é importante, por que foi importante Abraão viver uma história muito semelhante, oferecendo Isaac, por que as pessoas viviam essas histórias dramáticas na própria pele, na própria carne,
como José do Egito, como Daniel, são coisas importantes, então eu só queria mostrar antes que a cova dos leões é uma figura, tem vários lugares mas eu vou ler um só,
eu queria que vocês possivelmente, se for possível, acompanhassem Salmo 22, porque Salmo 22 é um salmo muito messiânico, um salmo que aponta para a morte de Jesus,
inclusive o primeiro versículo do Salmo 22 já começa com aquelas palavras que Jesus repetiu na cruz, dizendo Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste, mas descendo um pouco mais,
o salmo todo ele fala do sofrimento do salmista, mas ele também sempre apontando, o salmista sofria algumas coisas, quem está, Davi, outros salmistas, eles contavam experiências, contavam de sofrimentos,
mas é claro que o sofrimento de Jesus foi muito maior e as coisas que ele está contando aqui no salmo não eram totalmente aplicáveis à própria pessoa, então Deus levou Davi e outros salmistas
a fazer orações que viravam profecias e naquilo em que eles estavam passando por algum sofrimento, de alguma maneira eles estavam não só apontando para o verdadeiro Cordeiro de Deus,
mas eles estavam participando, depois de Jesus Paulo fala sobre isso em Colossenses, ele fala sobre a gente completar, sobre a gente participar dos sofrimentos de Jesus,
então nós nunca participamos da expiação dos pecados, o nosso sofrimento, as pessoas têm esse costume de falar, eu sofri tanto que paguei todos os meus pecados, coisa assim, e nosso sofrimento nunca tem nenhum valor para pagar pecados, para expiar pecados,
mas o nosso sofrimento é algo que nos faz entrar, Filipenses 3 Paulo fala sobre a gente entrar na comunhão dos sofrimentos,
de alguma maneira, tanto os que vieram antes de Jesus, quanto aqueles como nós que viemos depois de Jesus, o nosso sofrimento nos torna participantes, como se a gente estivesse em comunhão com Jesus,
e o nosso sofrimento tem a ver não com a expiação dos nossos pecados, mas tem a ver com essa luta contra o reino deste mundo, a salvação ela não é um passaporte individual para nossa eternidade,
mas a salvação que nós ansiamos, que nós devemos ansiar, o evangelho do reino é uma mensagem de promessa de Deus de um reino que vai acabar com o sofrimento, que vai acabar com a injustiça,
que vai acabar com a corrupção da natureza e da sociedade, então quando nós entramos nessa espera, Daniel estava ali na Babilônia, no cativeiro, ele tinha privilégios,
ele tinha posições de privilégio, mas ele estava participando junto com as dores e com a expectativa e com a esperança da vinda do reino de Deus, então Salmo 22 fala assim,
versículo 11, não te distanci de mim, pois a angústia está perto e não há quem ajude, o Salmo está falando sim de sofrimento, não fique longe de mim, a angústia está perto, não tem ninguém que me ajude,
versículo 12, muitos touros me cercam, fortes touros de bazã me rodeiam, então ele usa a alegoria sim de touros querendo atacar uma pessoa indefesa,
e depois de repente, versículo 13, ele vira, ele muda a alegoria para leão, para leões, abrem contra mim as bocas como um leão que despedaça e que ruge,
e essa cena é uma descrição de algo que nós nem temos, nenhuma descrição no novo testamento de como Jesus enfrentou os touros de bazã depois da morte dele,
porque Jesus foi até o inferno e nós podemos, baseado nisso aqui, nós podemos entender que Jesus foi a cova dos leões, Jesus foi lançado na cova dos leões,
mas entendendo aqui, tem outros textos que eu não vou ter tempo de ler agora, mas tem vários textos que mostram que os inimigos, que aqueles que querem nos devorar, aqueles que querem pisar em cima de todo o propósito de Deus,
que querem exterminar o diabo nos cerca, como nós temos no novo testamento falando sobre o diabo que nos cerca, que ruge como leão contra nós, então esse ataque de demônios, de forças muito mais fortes do que nós,
com certeza Jesus viveu isso, ele foi cercado por fortes touros de bazã que o rodearam, abrindo contra ele as bocas como um leão que despedaça e ruge,
e ele continua descrevendo o sofrimento de Jesus, versículo 14, como água me derramei, meu coração é como cera, versículo 16, cães me rodearam, e aí ele fala de novo em leões no versículo 21,
salva-me da boca dos leões, livra-me dos chifres dos bois selvagens. Eu vou voltar a falar de Jesus, mas eu quero ler agora um texto em 2 Timóteo, que Paulo também fala a respeito do ataque contra ele usando a ilustração, a figura de leão.
Segundo Timóteo 4, segundo Timóteo foi a última carta que Paulo escreveu, ele estava, pelo que nós entendemos, ele foi preso, ele foi enviado para Roma como relato em atos,
mas ele foi colocado em liberdade depois da primeira prisão, e ele saiu e ainda pode, essa parte a gente não tem registro histórico, mas ele teve um tempo de liberdade, depois ele foi preso a segunda vez,
e nessa segunda vez que depois ele foi martirizado. Então segundo Timóteo 4 ele até fala, versículo 4, versículo 6 e 7, ele fala que ele está sendo derramado como libação, a partida dele está próxima,
que ele combateu o bom combate e tal, mas no versículo 17, 4, 17 ele fala, versículo 16, ninguém me assistiu na minha primeira defesa, quando ele foi colocado diante do imperador,
quando ele foi julgado, ninguém me assistiu na minha primeira defesa, antes todos me desampararam, como Jesus que foi abandonado por todos, que isso não lhe seja imputado, ele também está pedindo perdão, não coloque isso na conta deles.
Versículo 17, mas o senhor me assistiu e me fortaleceu para que por mim fosse cumprida a pregação e a ouvissem todos os gentios, e fiquei livre da boca do leão.
Então aqui também nós temos essa mesma referência a Paulo como sendo atacado, como ele ali estivesse sendo atacado por leões nessa defesa dele, nesse momento em que todos estavam contra ele.
Então vamos só pensar em mais alguns aspectos, alguns paralelos dessa história, o ponto central é que Daniel na cova dos leões ele estava representando Jesus, ele estava vivendo algo semelhante a Jesus,
e agora antes da cova dos leões, como nós já vimos, Daniel foi acusado injustamente, claro que Jesus foi acusado injustamente, e assim como as pessoas queriam achar alguma coisa em Daniel e não sabiam o que achar,
nós vemos nos Evangelhos contando como os sacerdotes, as pessoas ficaram tramando, o que nós vamos fazer, como é que nós vamos acusá-lo, e ficaram levantando falsos, falsos testemunhas, pessoas que pudessem falar alguma coisa.
Então toda a história da acusação de Jesus é muito semelhante à história de Daniel, e outro aspecto interessante é que assim como o rei Dario não queria condenar Daniel, Pilatos também não quis condenar Jesus,
Pilatos também, ele teve uma atitude semelhante à Dario no sentido assim, isso aqui não é, não tem causa de condenação, não tem uma acusação, mas ele ficou com medo e tal, ele foi dominado, como o rei Dario foi dominado pelos outros subordinados dele,
o Pilatos também foi meio que forçado a condenar Jesus, então todo esse cenário é bem semelhante, e mais uma semelhança só para comentar sobre isso, sobre esses paralelos, é que como nós lemos, Daniel 6, eles colocaram uma pedra na entrada da cova e selaram,
e em Mateus 27 nós lemos a mesma coisa, que até acho que seria interessante a gente ler isso rapidinho, no final de Mateus 27 fala que Mateus 27, versículo 62,
no dia seguinte, Jesus já tinha sido crucificado, no dia seguinte, que é o dia depois da preparação, os principais sacerdotes, os fariseus foram ter com Pilatos, dizendo
Senhor, lembramos-nos de que aquele enganador, enquanto vivia, dizia depois de três dias, ressurgirei. Portanto, manda que o sepulcro seja guardado com segurança até o terceiro dia, para não se dar o caso de que seus discípulos vão de noite, o furtem e digam ao povo, ressurgiu dentre os mortos, assim o último erro será pior do que o primeiro.
Disse-lhes Pilatos, tendes aí uma escolta, e ide guardai-o como bem vos parecer. Então, versículo 66, indo eles montaram guarda ao sepulcro, selando a pedra e deixando ali a escolta, então é muito semelhante isso, a pedra foi colocada na entrada do sepulcro onde Jesus foi colocado,
foi colocado um selo e eles tentaram não deixar que aquilo fosse revogado, então todas essas coisas são paralelos interessantes para a gente ver.
Agora, eu queria mostrar que, porque uma das coisas que a gente pensa sobre essas histórias de Daniel, os três amigos foram lançados na fornalha, mas não morreram. Daniel foi lançado na cova dos leões, mas não morreu.
Um, porque Deus tinha ali o propósito de manifestar, naquele momento Deus queria mostrar o poder dele, que ele estava dando uma demonstração de que o reino dele, a autoridade dele, ele como Deus era superior a todos os outros deuses e aos outros reinos, essa é uma mensagem muito importante.
Deus testifica isso em várias épocas, mas não é sempre que Deus mostra, mas a ideia de ir para a fornalha de fogo ou ir para a cova dos leões é realmente passar pela morte.
Os três amigos e Daniel também não morreram fisicamente, mas aquela, como eu li os leões, aquela cena da cova dos leões é uma cena de morte.
Então Daniel, ele passou sem morrer, mas Jesus passou morrendo, mas ele também foi, a morte não o pode segurar ali.
Então a inocência, eu falei assim, nem sempre Deus vai livrar uma pessoa inocente de prisão ou de morte até, nem sempre a inocência vai livrar, mas a inocência diante de Deus é algo que faz com que a morte não possa segurar e isso é muito importante para a gente entender.
Então eu queria ler em Atos 2, Atos 2 na pregação de Pedro, ele cita o Salmo e esse texto que aparece no Salmo 16, mas eu quero ler aqui nessa versão aqui de Atos 2,
para mostrar como Deus, como aquela pessoa que é inocente, ela pode até passar pela morte, mas Deus revela a inocência, Deus reivindica, Deus mostra o poder dele mesmo por meio da morte.
Deus pode mostrar antes da morte, Deus pode mostrar depois da morte.
Então em Atos 2, versículo 23, Pedro está falando, vamos começar no versículo 22, "Homes israelitas, escutai essas palavras, a Jesus de Nazaré, homem aprovado por Deus, entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabéis.
Este homem vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, tomando o vós o crucificastes e matastes pelas mãos de injustos, mas Deus o ressuscitou quebrando as algemas da morte, porque não era possível que fosse retido por ela."
Então essa mesma demonstração de inocência, Deus provou na vida de Jesus, no nosso caso nós não somos inocentes, mas nós somos pelo sangue de Jesus e nós vamos só afirmando que Daniel aponta para a experiência de Jesus, mas Daniel também aponta para a igreja dos últimos dias.
Então esse embate, esse confronto entre o reino de Deus e o reino deste mundo, isso tem acontecido, mas vai acontecer num grau muito grande no final, e eu torno a falar, não é por nossos méritos, mas assim como Daniel, se ele tivesse erros, se ele tivesse falhas claras na sua função ali,
ele ia sofrer, como Pedro diz em sua pista, se vocês sofrerem por causa do que vocês fazem de errado, vocês não têm nenhum mérito, vocês estão sofrendo porque erraram.
Então tem muita gente que está sendo ou acusado, às vezes é uma questão de reputação, às vezes as pessoas não querem que fale aquilo que realmente está acontecendo, mas se alguém levando a acusação e essa acusação tem fundamento, nós estamos sofrendo não por causa de perseguição,
nós estamos quando as pessoas falam mal da igreja, quando as pessoas criticam, é errado criticar, mas se nós estamos sendo criticados por coisas que nós fazemos, então não tem mérito nenhum, nós não podemos alegar que estamos sendo perseguidos.
Então Daniel foi perseguido porque ele não tinha nada que pudesse acusá-lo, Jesus da mesma forma, e a igreja nos últimos tempos para dar testemunho de Jesus, para dar testemunho do reino, o reino vem não pela força, não indo conquistando aos poucos,
o reino vem pela oração e o reino vem por meio da morte, o reino vem passando pela fornalha de aflição, passando pela cova de leões.
Se for liberto sem morrer, também faz parte, mas os três amigos de Daniel e o próprio Daniel entraram naquela situação sujeitos a morrer, então eles passaram pela morte e a morte trouxe uma grande vitória.
E Jesus, aqui Pedro está dizendo, Atos 2, 24, Deus o ressuscitou quebrando as algemas da morte porque não era possível que fosse retido por ela, e aí ele cita o Salmo 16,
dele disse Davi, sempre via diante de mim o Senhor, porque está à minha direita, não serei abalado, irmãos, nós precisamos ter o Senhor, isso não significa que nós vamos sempre senti-lo, vê-lo, ter a sua presença,
mas Jesus tinha o Pai sempre à sua frente, ele dependia dele, ele se baseava na sua vontade, ele em nenhum momento abandonou a lealdade, a fidelidade, a obediência, então esse é o segredo.
Como eu vejo sempre o Senhor diante de mim, se o Senhor está à minha direita não serei abalado, por isso alegrou o meu coração, minha língua exultou, ainda a minha carne há de viver em esperança,
porque não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja a corrupção, então a santidade e a inocência, isso que nós temos que crer, Deus quer produzir isso em nós, porque do contrário não será um verdadeiro testemunho.
Eu quero lembrar, eu não vou ter tempo para abrir lá, mas eu quero lembrar você neste momento de Hebreus 11 e 12, Hebreus 11 fala de vários heróis da fé, alguns que foram livres, libertos, tiveram respostas de oração,
tiveram a concretização de alguns aspectos, mas ele fala também daqueles, inclusive ele fala daqueles que Deus fechou a boca dos leões, mas ele também fala daqueles que foram cerrados ao meio, daqueles que morreram, então ele fala de todas as testemunhas,
e ele termina o capítulo 11 de Hebreus falando que todos eles estavam olhando, esperando a promessa, e eu quero falar mais uma vez que quando a Bíblia fala sobre salvação, nós temos uma ideia um pouco deturpada,
uma ideia menos do que realmente o conceito bíblico de salvação, que quando nós pensamos em salvação nós pensamos muito numa coisa, numa garantia de vida eterna individual.
E a promessa, eu quero só, não precisa abrir lá, mas assim em Hebreus 6, versículo 12, Hebreus 6, 12 ele fala "não desejamos que vos tornéis indolentes, mas sejais imitadores dos que pela fé e paciência herdam as promessas".
O que que você pensa quando você pensa em promessa? Eu vou herdar as promessas, o que que você vai herdar?
Tem gente que coloca promessa como uma profecia, uma promessa de algum benção material ou presente, aquilo assim "eu creio nas promessas de Deus porque Deus prometeu que eu ainda vou ser próspero, eu ainda vou ter isso, vou ter aquilo".
Gente, bíblicamente quando ele fala "não fiquem indolentes", indolentes é assim "deixa pra lá, eu não estou mais acreditando", não, nós precisamos perseverar, nós precisamos ser firmes para ser imitadores daqueles que pela fé e paciência herdam as promessas.
E Hebreus 11 fala exatamente sobre essas promessas, ele ainda termina o capítulo 11 dizendo "mas essas pessoas do antigo testamento eles, Abram recebeu o filho, várias coisas aconteceram, o povo de Israel entrou na terra prometida, mas eram coisas parciais e ele fala que todos esses olharam de longe e não receberam a concretização das promessas,
abraçaram de longe". Então as promessas não são coisas materiais, concretas, são concretas mas não são essas coisas pessoais.
A promessa de Deus também não é apenas que quando eu morrer eu vou viver pra sempre com Jesus, isso faz parte, mas aqueles que pela fé e paciência herdam as promessas são aqueles como Daniel, aqueles como Davi, aqueles como Moisés,
que olharam de longe e falaram assim "eu creio em algo que vai acontecer, que é o reino de Deus, que é a restauração, que é Deus habitar na terra, que é Deus restaurar todas as coisas da natureza, implantar justiça, colocar algo não só pra mim, pra todas as raças, tribos, povos e nações.
Deus tem um plano pra humanidade, Deus tem um plano pra trazer redenção, restauração, essas palavras são carregadas de sentido e quando nós entendemos isso, nós nos dispomos a esperar junto".
E eu estou só citando Hebreus 11, mas agora eu vou ler no início do capítulo 12, porque como nós sabemos, quem escreveu essa carta não colocou esses capítulos, então no final do capítulo 11, quando ele fala sobre esses heróis da fé, aqueles que esperaram,
ele fala em Hebreus 11, 39, ele fala assim "Todos estes, embora tendo recebido o bom testemunho pela fé, contudo não alcançaram a promessa.
Deus havia provido coisa superior a nosso respeito, para que eles sem nós não fossem aperfeiçoados". E aí começa o capítulo 12, visto que nós estamos rodeados por tão grande nuvem de testemunha, e aí ele fala "Nós estamos cercados por uma nuvem de testemunhas, eles que correram uma parte, passaram bastão pra próxima geração, depois foram adiante, até chegar em Jesus",
porque ele fala "Vamos deixar todo o embaraço, o pecado que nos rodeia, e vamos correr com perseverança, a carreira que nos está proposta, qual é a nossa carreira, o que você quer alcançar, você quer morrer em paz e não ter abandonado a fé, isso é maravilhoso, mas tem algo muito superior,
nós estamos esperando o reino de Deus, e de alguma maneira a nossa vida entra nesse mesmo propósito". Então como eu falei antes, tem aqueles que vieram antes de Jesus, e que testemunharam, e que vivenciaram várias coisas que Jesus depois viveu em plenitude,
aí ele fala, né, versículo 12 e 2, olhando firmemente pra Jesus, como é que a gente corre, como é que a gente vá prosseguindo nessa carreira, nessa corrida que está diante de nós, olhando firmemente pra Jesus, que ele é o autor e consumador da nossa fé,
e aí fala, versículo 3, "Considerar aquele que suportou tal oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos canseis desfalecendo em vossas almas".
Então olha só o que está sendo colocado aqui, eu vou resumindo pra gente finalizar, Daniel viveu algo apontando pra Jesus, ele viveu, Deus deu a ele a graça de demonstrar de maneira incompleta, imperfeita, mas Daniel demonstrou algo que Jesus viveria depois,
Jesus veio e viveu na plenitude, ele mostrou o que é passar pela fornalha do fogo, que era ir para a cova dos leões, Jesus foi mesmo, Abraão acabou não matando Isaac, mas o pai deu Jesus e ele morreu mesmo, foi um sacrifício que aconteceu,
então as nossas, a nossa vida aponta, mas não é na plenitude como Jesus, Jesus, Daniel foi na cova dos leões mas foi liberto, ele não sofreu nada, mas Jesus foi para a cova dos leões e morreu mesmo,
e não só morreu porque para mim a cova dos leões foi o que ele enfrentou sendo cercado por demônios depois da morte, agora depois de Jesus continua porque ele diz,
aqui em Hebreus, o autor fala considerar aquele que suportou para que vocês não se cansem, e ele falou no versículo 4, vocês ainda não resistiram até o sangue, nós também não, mas vai chegar o dia que vai ter que resistir até o sangue,
então o que eu quero dizer, no final das contas, por exemplo Paulo em segundo de morte, na passagem que nós lemos, ele disse, o senhor me livrou da boca do leão, mas depois Paulo morreu também,
então nós temos livramentos, algumas pessoas não vão sofrer a morte, em algumas situações Deus vai mostrar a superioridade do reino dele, mas em algumas situações, o que eu quero deixar claro que seja simbolicamente,
Daniel indo para a cova dos leões e não morrendo, isso pode acontecer conosco, porque quem pagou o preço, quem sofreu na plenitude foi Jesus, mas pode ser que a gente participe,
como Paulo fala em Filipenses 3, que a gente tenha uma comunhão com o sofrimento de Jesus, porque uma das maneiras, e nós vamos ter oportunidade de falar mais sobre isso nos próximos capítulos de Daniel,
mas uma das maneiras em que Deus demonstra o poder, em que Deus manifesta o poder do reino dele é por meio da morte, a vitória como a vitória de Jesus na cruz,
a vitória da igreja nos últimos dias vai ser enfrentando a fornalha de fogo, enfrentando a cova dos leões, enfrentando os sofrimentos, como isso vai se manifestar na nossa vida nós não sabemos,
porque nós não temos um sacrifício a fazer, mas nós temos uma participação, porque nós cremos naquele reino que virá, talvez a gente ainda conclua algumas coisas na semana que vem,
mas eu só queria lembrar que no final da história, aqueles que acusaram Daniel foram lançados na cova dos leões, e inclusive é uma cena muito triste porque eles foram lançados com as esposas e os filhos,
eles foram lançados na cova dos leões, e eu só queria lembrar que isso é algo que, claro que na pérsia eles não estavam seguindo a lei de Moisés,
mas a lei de Moisés prevê isso, não que lance os filhos, mas a lei de Moisés prevê que pessoas que acusam falsamente, se alguém estiver notando, isso está em Deuteronômio 19, 18 e 19,
ele fala que se alguém levantar falso testemunho, se alguém acusar falsamente alguém, e aí os juízes apurarem e descobrirem que foi uma acusação falsa,
a pena que seria dada para a pessoa inocente será aplicada para os falsos acusadores, então isso é uma coisa interessante, e isso tem outros textos que vão mostrar que Israel, por exemplo, nos últimos dias,
vai ser atacado por muitas nações de uma forma injusta e que depois Deus vai julgar as nações que atacaram, então essa ideia de que aqueles que perseguem um dia vão ter a própria pena revertida sobre eles,
isso não deve nos trazer nenhuma alegria, mas a Bíblia fala que nosso coração não deve ter nenhum desejo de vingança, mas isso faz parte da justiça de Deus.
Então estamos praticamente finalizando essa parte das narrativas de Daniel nos primeiros seis capítulos, tem algumas coisinhas talvez ainda para comentar na próxima aula,
mas basicamente nós vamos começar uma outra parte do nosso estudo de Daniel na próxima aula, mas que o senhor possa realmente nos preparar que nós sejamos aqueles que vão de alguma maneira ser também como Jesus inocentes,
que o senhor possa preparar uma igreja, eu confesso que quando olho para pessoas hoje, grupos ou pessoas mais proeminentes que são considerados como representantes da igreja,
eu fico pensando, nós estamos muito distantes de um testemunho que possa realmente gerar uma perseguição que não seja por causa dos nossos próprios erros,
mas que o senhor nos prepare que possamos realmente entender esse propósito de Deus de levantar um forte testemunho e que aponte para a vinda do reino,
é por isso que nós sofremos, é isso que nós esperamos, nosso coração não está, não deve estar no sistema deste mundo, que o senhor fale e aplique isso em nossos corações.
Senhor, nós te agradecemos por Tua palavra, agradecemos também por Tua fidelidade, agradecemos pela confiança que nós temos de que é o Senhor que faz todas as coisas,
é o Senhor que gera isso em nós, é o Senhor que vai trazer à luz um remanescente, uma igreja, um grupo profético, um grupo que vai testemunhar de Ti para as autoridades
e para o sistema deste mundo nos últimos tempos, o Senhor vai ter um testemunho como Daniel, foi algo que trouxe glória para o Senhor.
O rei Dario fez um decreto enaltecendo o Senhor por causa da fidelidade de Daniel e por causa da grandeza do Senhor e é isso que nós queremos ver outra vez, que o Senhor possa gerar em nós uma atitude e um espírito diferente
para que realmente possamos glorificar a Ti e que o Senhor seja admirado nos seus santos, em nome de Jesus pedimos, amém.

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