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Aula 29 – Vol.31 – O pico da montanha no livro de Daniel

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02/08/20 – Daniel 7 – Baixardo áudio.

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Então hoje nós estamos iniciando não só um capítulo novo, mas uma parte nova do livro de Daniel, então a aula hoje vai ser um pouco mais de contextualizar esse capítulo, mostrar onde que esse capítulo se encaixa, falar algumas coisas sobre a importância desse capítulo.
Nós vamos continuar, obviamente, nas próximas aulas falando de maneira mais detalhada sobre cada parte, mas hoje eu quero dar uma visão do capítulo dentro do livro de Daniel.
A gente precisa ter não só aquela visão, aquela lupa mais próxima, mas nós precisamos também ter aquela visão um pouquinho mais ampla para enxergar onde nós estamos no livro de Daniel, e até mesmo futuramente a gente quer entender isso em relação à Bíblia, onde que esse capítulo se encaixa.
Porque de fato esse capítulo é um dos capítulos mais importantes da Bíblia, tem alguns irmãos que tem se aprofundado muito nisso, alguns conhecem aquele livro Único Rei, então é o autor daquele livro, Samuel Whitefield,
ele escreveu dois livros sobre esse capítulo, especificamente sobre o filho do homem, que é a visão que tem no capítulo 7, então temos vários recursos que nos ajudam a entender mais, porque tem irmãos que tem debruçado, tem se aprofundado, um outro que a gente sempre cita, temos alguns livros em português dele,
é o Joel Richardson que escreveu quando um judeu governa o mundo, a besta do Oriente Médio, mais alguns livros, então tem sempre irmãos do passado que tem estudado essas coisas, Daniel é um livro considerado um livro de revelação do tempo do fim,
é semelhante ao livro de Apocalipse, no Novo Testamento, então muita coisa tem sido escrita sobre esses livros, sobre essas visões, então só para, nós falamos sobre isso no início do nosso estudo de Daniel, mas eu vou repetir agora porque estamos agora começando a segunda metade do livro de Daniel,
em termos de capítulos, que não tinha no texto original, mas do jeito que o livro foi separado em capítulos, é exatamente ao meio, capítulos de 1 a 6, que nós já estudamos, são narrativas históricas, são narrativas, são histórias de Daniel e dos três amigos dele dentro do sistema de Babilônia no cativeiro,
então nós temos visto cada uma dessas histórias, cada uma dessas narrativas, agora no capítulo 7 começa uma outra parte, um outro estilo, uma outra forma de escrever, que são visões, são nem todos os capítulos, mas quase todos se referem a visões,
e todos falam, todos os capítulos são revelações que Deus deu a Daniel, nos primeiros 6 capítulos houve revelações, mas para os reis, para Nabucodonosor, escrita na parede, para Belsazar,
então nós vimos revelações em alguns capítulos, mas não eram revelações que Deus deu para Daniel, foram revelações que Daniel foi usado para interpretar,
agora a partir desse capítulo 7 são revelações dadas a Daniel, e a coisa interessante é que quando Deus dava um sonho, uma visão para Nabucodonosor, ou escrita na parede, Daniel veio e ele recebeu obviamente de Deus isso, mas Daniel tinha a interpretação,
então Daniel recebeu de Deus, é um dos dons, uma das características de Daniel, é que ele revelava, Deus dava para ele a chave, Deus dava para ele a revelação daquilo que tinha sido visto no sonho ou visão,
agora é o contrário, Daniel que recebe uma visão, um sonho, aparecia um anjo, falar com ele e tal, então ele recebia revelações, mas ele não entendia, então ele precisava de revelação,
claro que das outras vezes também era Deus que dava revelação para ele, mas é uma inversão um pouquinho diferente de papéis, porque Daniel agora ele tem que buscar uma interpretação, às vezes ele via as coisas e ele queria saber o que significava,
então nós temos essas duas partes do livro de Daniel e agora nós estamos então começando na segunda, outra coisa que eu quero lembrar que fizemos até uma tabelinha na folha 6, quem está colecionando os esboços,
a gente deu uma tabelinha para entender a sequência cronológica dos capítulos de Daniel, mas é bem simples, eu vou só repetir aqui, que quando você pensa só nos primeiros seis capítulos de Daniel, esses capítulos estão em ordem cronológica,
então certinho do capítulo 1 até o capítulo 6 tudo acontece em sequência cronológica, começa com Daniel indo para o cativeiro, aí começa a primeira experiência dele com Nabucodonosor, e aí vai seguindo até chegar no capítulo 6 que ele já está em outro reino, no reino persa.
Agora quando nós começamos no capítulo 7, volta um pouquinho, a maioria, todos os capítulos de 7 a 12, é mais para o final da vida de Daniel, nenhuma dessas revelações é no começo da vida dele,
mas só para entender essa sequência, os capítulos 7 e 8 de Daniel acontecem antes do capítulo 5, o que é o capítulo 5? Foi o final do reino de Babilônia, escrita na parede, Bel Sazar, naquela noite foi o final, foi a derrota do reino de Babilônia,
então os capítulos 7 e 8 são revelações que Daniel recebeu antes desse final, ele está no reino, durante o período de Bel Sazar, lembrando que Bel Sazar ele era um rei regente junto com o pai dele, Nabunido,
então mais ou menos 7, 8, 10 anos antes do final do reino de Babilônia, então os 7 e 8 acontecem um pouquinho antes, o capítulo 9 também acontece um pouquinho antes do capítulo 6,
o capítulo 6 já é no reino da Pérsia, mas o capítulo 9 que tem a interseção de Daniel também acontece um pouquinho antes do capítulo 6 daquela história de Daniel na cova dos leões, então isso é só para a gente entender a sequência,
mas de maneira geral todas essas revelações que Deus deu a Daniel são mais para o final, mais quando ele está com 70, 80 anos de idade, então percebemos que são revelações que Deus deu bem mais para o final da vida dele.
Outra coisa interessante é que os primeiros 6 capítulos que contam as narrativas, as histórias, na verdade elas nos dão algumas informações pessoais sobre Daniel,
a gente viu por exemplo no capítulo 6 como ele orava 3 vezes por dia, mas as histórias, esses 6 capítulos contam mais do ponto de vista dos reis e do que estava acontecendo,
os sonhos de Nabucodonosor, depois os 3 amigos de Daniel, o que aconteceu ali com aquela estátua, enfim, não conta muito assim da perspectiva, você não tem muita janela para olhar para dentro da vida de Daniel,
e uma boa parte das histórias não é Daniel contando em primeira pessoa, é alguém que compilou, se Daniel registrou, nós não sabemos, mas praticamente muito pouco dos primeiros 6 capítulos é Daniel contando na primeira pessoa,
agora não, do capítulo 7 em diante nós vamos ver Daniel falando em primeira pessoa, o que ele viu, o que ele sentiu, e nós vamos ter mais janelas para ver um pouquinho mais sobre quem é Daniel,
como que ele pensava, o que que palpitava no coração dele, então esses capítulos, embora não sejam muito narrativas de histórias, elas vão também nos dar várias informações sobre Daniel,
então isso também é importante, e mais um aspecto que é importante, que a gente falou no início do livro também, é que esse livro de Daniel foi escrito, pelo menos os manuscritos que nós temos,
o livro foi escrito em dois idiomas diferentes, então nós temos o capítulo 1 até o capítulo 2 versículo 4 foi escrito em hebraico,
depois do capítulo 2, acho que até o versículo 3 em hebraico, acho que do versículo 4 do capítulo 2 em diante é Aramaico, que era uma língua que eles já entendiam mais em Babilônia,
é uma língua que tem semelhanças com hebraico, mas era uma língua compreendida por mais pessoas, então era como se, ou quem registrou essas histórias, ninguém sabe ao certo porque foi escrito em dois idiomas diferentes,
mas o interessante é que esse Aramaico ele vai do capítulo 2, versículo 4 em diante, ele vai do capítulo 2 até o final desse capítulo 7, então o Aramaico não termina no capítulo 6, ele inclui esse capítulo 7,
então aí a partir do capítulo 8 até o final do livro volta para hebraico, e uma das coisas é que essas revelações que nós vamos estudar agora na segunda parte de Daniel tem mais a ver com o povo de Israel, interessa mais,
até agora a gente está olhando muito sim Daniel, mas no sistema, nos reis da Babilônia ou da Pérsia, e focando muito aquelas situações lá, e agora essas revelações vão trazer bastante foco para o povo de Israel,
mas tudo isso é para mostrar que o capítulo 7 que está aqui, vamos dizer assim, no meio, então ele está iniciando uma nova parte do livro sobre revelações, mas esse capítulo tem conexões com a primeira parte do livro,
então é escrito em Aramaico, então isso é uma conexão com essa primeira parte do livro, outra coisa interessante que o capítulo 7 ele fala, é uma visão que Daniel recebe,
nós não vamos começar a estudar essa parte hoje, mas essa visão, o capítulo 7 começa, vamos até ler o primeiro versículo, ele fala "no primeiro ano de Belsazar, as pessoas, os estudiosos entendem que Belsazar reinou como vice regente,
ele não era o rei, mas ele governava de fato que o pai dele estava ausente, então provavelmente ele governou durante uns 10 anos, então o primeiro ano de Belsazar seria mais ou menos 10 anos antes do final,
em capítulo 5, antes da derrota de Babilônia, então no primeiro ano de Belsazar, teve Daniel na sua cama um sonho e visões da sua cabeça, e ele escreveu o sonho e relatou a suma das coisas,
aí ele vai começar a relatar o sonho, ele fala que é um sonho e uma visão, porque no decorrer do capítulo você vai ver Daniel interagindo, o que pode acontecer num sonho, mas me parece que era uma interação consciente,
Daniel perguntou para um anjo, para alguém lá, pediu para explicar, então era como se fosse uma visão, mas era um sonho, era uma coisa que ele não soube nem definir exatamente,
mas nesse sonho ele vê quatro animais, e esses quatro animais correspondem, existem várias interpretações, mas de maneira geral nós podemos dizer que esses quatro animais correspondem ao sonho de Nabucodonosor no capítulo 2,
então é outra conexão entre o capítulo 7 e a primeira parte do livro, então isso é para a gente poder entender um pouquinho melhor, para a gente situar esse capítulo 7.
Agora, nós vamos falar sobre esse diagrama que está aqui na folha, e é o título da nossa mensagem hoje que nós queremos pelo menos começar a mostrar que esse capítulo 7 representa um pico da montanha,
se você pensa em uma sequência de uma história, de uma narrativa, de um livro, de um filme, tem um clímax, tem um ponto, tem um auge, tem um ponto onde chega a um impacto maior, a uma conclusão,
e é uma coisa muito interessante sobre os tempos antigos, o jeito que na época não só os escritores da Bíblia, mas pessoas daquela época, eles tinham uma forma diferente, bem diferente, um estilo diferente de nós,
porque hoje, ou nós colocamos o ponto de impacto logo no início, às vezes as pessoas bem no começo, começo do filme, começo de um discurso, de uma palestra, ou de um livro, às vezes no início do livro já mostra onde quer chegar ou qual que é o ponto principal do livro,
mas é mais comum que esse ponto máximo chegue no fim, então, ou a história, ou o discurso, um estudo, ele vai construindo uma sequência, então ele vai subindo, subindo, subindo, e o pico é no final do livro ou do discurso.
O método que eles tinham naquela época, no Oriente e Médio, e que a gente encontra muito na Bíblia, os estudiosos sempre mostram essa estrutura, eu estou mostrando aqui como um pico, eu vou voltar aqui, mas esse diagrama que eu estou mostrando aqui,
toda essa parte inicial seria os primeiros seis capítulos de Daniel, então quando chega no pico é onde nós estamos aqui no capítulo 7, depois tem as outras partes das revelações que são importantes, mas o pico da revelação está no capítulo 7,
é claro que tem aspectos muito importantes em outros capítulos, o capítulo 12 no final vai falar assim sobre algo que vai acontecer no final, mas esse capítulo 7, na verdade, ele dá uma visão, e a parte da visão é a visão mais importante, e nós vamos entender isso cada vez mais.
Agora eu quero mostrar essa estrutura, que é mais ou menos igual a essa ideia do pico, para a gente, talvez a gente consiga entender melhor, pensar assim, o livro de Daniel foi construindo, chegou no capítulo 7, tem um pico, tem um auge, aí no final, nas outras partes,
você não precisa pensar nessa montanha como necessariamente estamos descendo no sentido assim de menos importante ou menos revelação, você pode até pensar numa montanha, acontece isso, você pode alcançar o pico de qualquer das duas direções,
então eu posso começar aqui do outro lado da montanha e subir, ou do lado de cá, mas o importante é que o ponto mais alto de revelação, o ponto mais elevado é realmente o capítulo 7,
e a gente vendo isso, Tana, quem tem o esboço, eu coloquei de uma forma mais completa e coloquei também uma outra parte que não está aqui, mas eu queria só mostrar aqui como é que funciona esse processo que é uma estrutura quiástica ou um quiasmo,
essa palavra complicada significa X, então é como se fosse uma coisa alternada, então eu até coloquei em cores e tem essa forma que você pode entender esse aqui como se fosse um X, é uma alternância,
e essa estrutura pode ser um pouco diferente, não precisa ser sempre desse jeito, pode ser A, B, depois já voltar para A1, B1, essa alternância pode acontecer de várias formas diferentes,
mas essa estrutura aqui, que é um plano bem resumido do livro de Daniel, é mais para mostrar que o capítulo 7 está no centro e que é a parte mais importante,
então lembrando, para nós geralmente a gente coloca o mais importante ou bem no começo ou bem no fim, e na forma de relatar histórias ou de escrever profecias, revelações, eles colocavam geralmente a parte mais importante no centro,
então essa é uma forma diferente e isso eu estou mostrando para reforçar essa ideia de que o capítulo 7 é realmente a parte mais importante, é difícil você falar assim,
o que é o capítulo mais importante da Bíblia, você vai dizer que os outros não são importantes, mas é algo que é uma revelação que vai crescendo, isso vai ficar mais claro à medida que a gente prossegue nas aulas,
mas se você for pensar aqui no esboço, eu coloquei os capítulos, mas o livro de Daniel, capítulo 1, começa mostrando Daniel como um servo fiel e alguém a quem Deus deu sabedoria sobrenatural, então esse é o capítulo 1.
Depois dos capítulos 2 até 6, nós temos aqui histórias sobre os reis de Babilônia, capítulo 6, um rei da Pérsia, tinha também, não só os reis, mas tinha também aquele grupo que conspirou contra Daniel,
mas seriam as autoridades, os governantes do sistema do mundo, então tem toda a história de como Deus trabalhou isso, como Deus usou Daniel e os três amigos,
mas assim, os capítulos mostram essa, é uma visão de governantes do mundo, é uma visão de governos, a gente tem estudado isso, então no capítulo 7, esse capítulo que nós estamos começando agora,
Daniel recebe uma visão também de animais, de reinos, que corresponde um pouco a essa parte que vimos nos primeiros seis capítulos, mas no centro do capítulo 7, nós temos uma visão do ancião, o tribunal de Deus, o ancião de dias,
e realmente eu mesmo já li, estudei assim, sempre entendi que essa visão era muito importante, mas à medida que temos estudado isso mais nos últimos anos, como falei, tem outros irmãos que tem ajudado bastante nesses estudos,
eles têm mostrado que essa visão de Daniel no capítulo 7 revela algo com mais clareza do que muitos outros profetas, nós temos visões de Isaías, visões de Ezequiel, visões posteriores de Zacarias,
tem várias visões de Deus no antigo testamento, claro que no novo testamento também, mas estamos pensando aqui do antigo testamento de como Deus foi progressivamente revelando mais,
e essa visão no capítulo 7 é quando a gente começa a estudar, quando a gente começa a examinar, nós vemos que essa visão é muito impressionante, muito destacada, ela tem uma importância enorme,
só para ter um aspecto importante para notar, é que quando Isaías teve a visão dele em Isaías 6, ele viu um trono, mas ele fala dos serafins, ele fala de vários, do cenário ali,
mas ele não consegue descrever muito quem está no trono, Ezequiel da mesma forma, Ezequiel 1 e outros capítulos de Ezequiel, Ezequiel teve uma visão impressionante,
mas se você lembrar de Ezequiel 1, ele fala dos quatro seres viventes, das rodas, dentro das rodas e a visão no final do capítulo 1, ele vê que tem a semelhança de alguém sentado no trono,
mas ele não tem muita descrição, é claro que nem Moisés pode descrever muito quem Deus é, ele viu Deus pelas costas, enfim, não tinha muita possibilidade de descrever como Deus é,
então essa visão de Daniel, nesse capítulo 7, em que ele vê um ancião de dias, ele vê suas vestes, ele vê o cabelo, então ele tem uma descrição mais detalhada,
ele viu mais de Deus do que outros viram, então é realmente uma visão muito impressionante, essa parte que fala de Deus, o ancião de dias e depois do filho do homem, são poucos versículos,
mas é uma descrição muito impressionante e é algo que constitui o centro desse livro e tem uma importância, comparando Daniel com o resto do Antigo Testamento,
e vendo depois nós vamos ver como Jesus citou muito essa expressão, filho do homem, nós vamos ter uma noção maior da importância desse capítulo para a revelação de Deus,
então no centro aqui nós temos essa revelação do Tribunal, que a ideia aqui desse quiasmo, dessa estrutura, é que cada... são aspectos paralelos,
então tem A, B, C, aí depois começa um paralelo aqui, às vezes tem um só no centro, mas aqui nós temos o ancião de dias, o Tribunal de Deus, os tronos, Deus vai julgar as nações,
porque até agora nos capítulos anteriores, até agora em Daniel, temos várias vezes o Daniel reconhecendo, mas o próprio Nabucodono Zoro, o rei Dario, nós vemos os reis reconhecendo a soberania de Deus,
e falando assim, Deus tem um governo eterno, mas nós não tivemos uma descrição, um foco maior de como que é esse reino, o que que vai acontecer?
Deus é soberano, ele põe reis, estabelece reis, remove reis, ele pode mandar Nabucodono Zoro para viver entre animais, ele pode decretar o final do reinado de Babilônia, ele pode fazer tudo isso, mas e daí, Deus é soberano, o que que vai acontecer?
E esse capítulo 7 mostra para nós o que é realmente assim, Deus soberano, o que que ele vai fazer com esses reinos? Nabucodono Zoro viu um pouquinho, quando ele viu a pedra cortada do monte e que destruiu a estátua, ele teve um vislumbre disso, mas essa aqui é muito mais detalhada, essa aqui não é uma simbologia de uma pedra,
aqui tem o ancião de dias sentado no trono e depois nós temos alguém como filho do homem vindo com as nuvens do céu, se apresentando diante do ancião de dias e recebendo o reino.
Então aquilo que nós temos estudado, lembra como nós temos mostrado assim, tem um sobe e desce, tem um reino, começa a ter domínio, depois ele é derrotado e substituído por outro, então nós temos toda a história humana um sobe e desce de reinos, de governos e agora não, agora vai ter um reino eterno, vai ter um reino definitivo.
Então esse aqui é o centro do livro, é o centro do capítulo, é o centro da bíblia, isso aqui é pra onde vai a história, esse capítulo 7 é impressionante porque ele mostra os quatro reinos que são simbólicos de todos os reinos humanos durante toda a história, não são apenas quatro como nós sabemos,
então tem todos os reinos e nós temos o final. E aí depois, então o restante do livro de Daniel, que nós ainda vamos estudar, tem aqui correspondendo, que no centro tem dois aspectos correspondentes, que é o ancião de dias sentado no trono e fazendo o julgamento e o filho do homem recebendo,
quer dizer, o reino vai ser retirado de todos os reis, de todos os reinos e vai ser entregue ao filho do homem, então essa aqui são a parte correspondente, só que aí o resto do livro de Daniel, por isso que a gente mostra o pico e depois o outro lado da montanha,
é que o resto do livro de Daniel vai voltar um pouquinho, porque esse fato central aqui é o final da história, é o início de uma nova história, tem muita coisa que vem depois, mas é o final desta era, é o final desse período de história.
E o resto do livro de Daniel vai voltar e falar sobre vários aspectos, não é somente sobre o pequeno chifre, mas quando nós fazemos a correspondência, na primeira parte de Daniel fala muito sobre os reis,
lá na buco do Nuzor, Belçazar, Dario, agora a segunda parte de Daniel que é mostrando as visões do futuro, futuro próximo e futuro distante também, ele enfatiza muito os reinos que ainda vão existir,
mas o foco central que mais enfatiza nessas visões de Daniel, ele aparece em várias maneiras e as vezes até com outros nomes, mas é um pequeno chifre, o que é o pequeno chifre?
É o anticristo, então ele vai mostrar como os reinos do mundo vão culminar no surgimento de um rei, um governante muito pior do que na buco do Nuzor ou Belçazar, ele vai ser o anticristo, ele vai falar coisas grandes,
então nós vamos descobrir vários detalhes sobre esse pequeno chifre e na verdade é uma história de um grande conflito entre os dois reinos, mas o final de tudo e aqui corresponde a Daniel no início,
então o B1 corresponde a B, mas o final de tudo é que não vai ter só Daniel como um servo fiel e sábio com a sabedoria de Deus, essa sabedoria sempre é uma sabedoria que vem de Deus, não é sabedoria natural,
no final nós vamos ver isso não só no último capítulo, mas ele vai mostrando isso durante o período todo, ele vai mostrar que vai surgir um povo, vai ter um povo santo, vai ter um povo sábio, vai ter um povo fiel,
então isso nós vamos ver, então isso é um pequeno esboço do livro de Daniel e nos mostra como essa visão do capítulo 7 está no centro e lembrando uma coisa muito importante para lembrar,
vários irmãos têm salientado isso, é importante a gente enfatizar aqui também, que quando nós falamos da história, mas principalmente quando nós falamos de escatologia, do tempo do fim,
tem bastante coisa, na história tem muitos relatos sobre reis, sobre tiranias, sobre governos humanos, sobre opressão, nós temos muita coisa sobre isso, no final tem muita informação, algumas informações sobre o pequeno chifre,
é um destaque grande que no final esses reinos, o que os reinos produzem, é como se tem dois reinos, o reino de Deus e o reino dos homens,
e a história do reino dos homens vai crescendo e produzindo o seu ápice, seu momento final que é o anticristo, e o reino de Deus vai apontando para o filho do homem,
então a ênfase nossa não é falar do anticristo em si, nós temos que saber a respeito dele e as visões mostravam, mas a nossa ênfase é o filho do homem e também o reino que Deus está produzindo,
então tudo isso aqui é para a gente poder ter o foco certo e ter um contexto certo, eu não coloquei aqui na folha mas no seu esboço eu mostrei também o plano,
deixa eu voltar aqui, assim como tem o plano do livro de Daniel, é interessante que o capítulo 7 de Daniel é como se fosse uma miniatura do livro todo,
então se você estiver com o esboço tem o plano do capítulo 7 que começa, o que nós vemos, qual que é a estrutura que também segue essa estrutura quiástica,
qual que é a estrutura do capítulo 7, só do capítulo 7, ele segue o mesmo padrão do livro todo, ele começa mostrando os quatro animais que são os reinos deste mundo, como se fosse essa letra B aqui,
então Daniel vê na visão, ele vê os quatro animais que simbolizam os reinos humanos durante toda a história, tinha a ver com o tempo de Daniel mas tem a ver com os reinos humanos de toda a história,
então esse é o começo da visão, aí no final quando ele vê os quatro animais um após o outro e aí o quarto animal já é pior do que os outros três, é mais terrível,
tem uma descrição mais forte desse quarto animal que também nós temos um pouco no "Sons de Nabucodonosor", ele também segue mais ou menos essa ideia de que o quarto é mais forte, é mais terrível,
e depois ele fala que desse quarto animal surge o pequeno chifre que é o anticristo, então ele fala dos reinos, do quarto reino que vai, que produz o pequeno chifre,
e aí no centro do capítulo 7 são os mesmos dois itens aqui, então esses dois itens do ancião de dias, no tribunal de Deus e o filho do homem é o centro do livro e é o centro do capítulo,
e depois no restante do capítulo 7 Daniel ele quer saber mais sobre esse quarto animal e sobre o pequeno chifre, então ele volta a falar sobre o pequeno chifre,
mas no final do capítulo ele mostra outra vez como que esses quatro reinos e o pequeno chifre tudo vai acabar e vai ser estabelecido o reino de Deus,
então isso mostra a estrutura do capítulo dentro da estrutura do livro, eu não sei se vocês conseguem captar, mas eu vejo tudo isso como uma coisa, um plano maravilhoso,
os autores, porque como eu já disse ninguém sabe exatamente se Daniel que organizou o livro, se Daniel, isso acontecia com os profetas também, Jeremias, Isaías talvez não foram eles mesmos que organizaram os livros,
também tem pessoas anônimas que não são registradas na história que tiveram uma função maravilhosa de organizar o canon do antigo testamento para nós e do novo também,
mas principalmente o antigo assim é muito mais complexo, nós sabemos que Esdras, aquele sacerdote Esdras que veio no retorno de Babilônia na restauração,
sabemos que ele provavelmente foi uma dessas pessoas, quantas coisas que ele fez nós não sabemos, mas eu acho maravilhoso isso que alguém que está nos bastidores,
alguém que não aparece muito e graças a Deus que Deus dá muito valor nas pessoas que organizam, organizam didaticamente, organizam numa sequência,
às vezes a pessoa que recebeu a revelação, vamos supor Daniel, Daniel pode ter anotado muitas coisas e deixado muito em bagunça,
se algum dia alguém quiser pegar eu tenho um monte de agendas, de anotações, tudo bagunçado, então para alguém pegar essas anotações e organizar é um outro trabalho e é muito importante o trabalho de organização,
mas às vezes eu fico pensando quem organizou, às vezes quem recebeu, quem anotou, às vezes nem percebeu quanto que tudo faz parte de um plano,
tem um plano do livro, tem um plano da Bíblia, tem o plano de Deus e tudo se encaixa, cada peça se encaixa com um grande quebra-cabeça, eu acho isso maravilhoso, acho isso fantástico.
Ok, então agora eu quero falar, eu vou falar um pouquinho mais sobre esse pico da montanha, mas eu quero falar agora um pouco sobre esse aspecto aqui que também já falamos bem no começo de Daniel,
nós já falamos sobre isso, mas isso é muito pertinente para essa parte do estudo que nós estamos fazendo agora, então só relembrar quem já ouviu ou quem não ouviu a oportunidade de ver de novo.
Existem duas palavras que talvez para nós parecem sinônimos, mas tem a parte profética, mensagens proféticas e mensagens apocalípticas, literatura considerada literatura apocalíptica,
então eu quero só através desses dois diagramas você consegue enxergar a diferença. A mensagem profética, então aqui nós temos uma linha do tempo, essa linha do tempo representa a era presente,
a história que está acontecendo na geração, em cada geração, então o rumo, os que tinham uma visão profética, os que entendiam o plano de Deus, entendiam que lá na frente teriam um reino consumado,
mas muitas vezes a mensagem profética quando você olha tanto coisas que estão inseridas nos livros históricos do Antigo Testamento quanto os próprios livros dos profetas como Isaías, Ezequiel, Jeremias,
você vai ver que eles tinham uma visão de um tempo de um reino consumado, mas muitos dos profetas mesmo porque eles não tinham às vezes uma visão mais detalhada,
não entendiam tudo que ia acontecer, quando você lê várias passagens proféticas, você vai ver, Isaías é um ótimo exemplo, tem muitas passagens que falam a respeito do que Deus vai fazer no futuro,
da restauração, de como tudo vai ser maravilhoso, Isaías tem visões, tem profecias maravilhosas a respeito de um reino consumado,
mas quando eles profetizavam sobre o reino consumado dava uma certa impressão de que as coisas iriam acontecendo e sem perceber muito assim como teve o tempo dos juízes e várias coisas aconteceram no tempo dos juízes,
teve o rei Saúl, mas depois veio o rei Davi e depois veio o rei Salomão com um reinado de paz, então é como se fosse assim uma geração levando a outra até que entra o reino de Deus sem uma mudança brusca, sem uma ruptura,
então nós temos aqui a mensagem profética, ela enfatiza, ela fala do reino consumado, mas a mensagem profética é mais a respeito do tempo presente,
e como nós temos visto o profeta ele não era tão preocupado em predizer o futuro, ele fazia isso às vezes, mas a mensagem profética era de arrependimento,
então o profeta ele conseguia ver, Deus dava para ele, e às vezes não é nem muito difícil de ver isso, mas o profeta pode ver onde muitas pessoas não veem, porque quando o povo de Deus ou a sociedade em geral está pecando contra Deus,
está abandonando Deus, está andando em caminhos perversos, em certas situações é muito fácil perceber isso, porém existem momentos na igreja, na história, houve isso no passado, tem isso no presente,
quando parece que está tudo indo muito bem, a igreja está crescendo, a igreja está prosperando, muita gente se convertendo, tudo uma beleza, muitos dons,
se você for pensar na igreja de Corinto, no novo testamento, quando Paulo começa a carta dele, ele falou assim, eu dou graças a Deus, porque vocês têm todos os dons, vocês têm dons abundantes, vocês têm muita coisa boa,
a igreja de Laodiceia, no livro de Apocalipse, a carta para Laodiceia, vocês acham que vocês são ricos, e não era necessariamente em coisas materiais, vocês acham que estão prosperando, então o profeta ele consegue ver onde aparentemente está bem, mas não está bem,
os profetas falavam assim, vocês entram na minha casa, adoram ao Senhor e vocês têm o coração longe de mim, então o profeta ele tinha essa percepção, ele chamava para arrependimento,
e quando não tinha arrependimento, ele falava de intervenções divinas, que poderiam ser intervenções de juízo, de cativeiro, de situações em que Deus iria tratar, disciplinar seu povo para que eles pudessem voltar,
e o objetivo da profecia era a construção, o fortalecimento do protótipo do reino, o que é o protótipo do reino? Vai ter um reino consumado lá no final, mas existe um reino que é uma amostra, que é um protótipo, que é um início, que é o reino presente, isso tinha no Antigo Testamento, isso tem hoje também,
a igreja é o protótipo do reino de Deus, só que muitas vezes está muito, muito distante do que Deus quer, então o profeta ele tem toda essa mensagem e esse ministério chamado de Deus, ele fala a respeito do reino consumado lá na frente,
às vezes parece que é algo que vai acontecendo e de repente quando você menos percebe já está no reino consumado, sabemos que não é bem assim, com a revelação progressiva Deus foi mostrando não,
para chegar ao reino completo, mesmo Jesus que trouxe esse reino de uma forma muito mais real no espírito, nós temos o reino na prática muito mais forte do que mesmo no Antigo Testamento, mas é um protótipo, nós temos as primícias,
vários autores do Novo Testamento falam de primícias, nós temos como se fosse o primeiro gosto, uma experiência antecipada do que vai ser o reino, mas nós não temos o reino consumado, mas a mensagem profeta que ele tem muito a ver com o tempo presente,
o que que a gente precisa fazer para consertar, o que que a gente precisa fazer para voltar a Deus, o que que precisa acontecer para que esse protótipo do reino funcione para que seja realmente o que Deus quer.
Agora o que que é a mensagem apocalíptica? A mensagem apocalíptica é uma mensagem que já anuncia um outro aspecto do plano de Deus, mostrando que em última análise os reinos deste mundo vão continuar reinando até o fim,
vai ter até uma manifestação mais forte que é o anticristo, o povo de Deus, o protótipo do reino, eles vão ser purificados, eles vão ser fortalecidos, mas eles não vão ocupar uma posição de autoridade, de domínio,
o reino consumado ele só vem depois de um momento muito dramático na história que é uma ruptura entre a era presente e a era vindora, então esse conceito não era muito claro nos primeiros livros da Bíblia,
mesmo no livro de Gênesis que fala assim "um dia a semente da mulher vai pisar sobre a semente da serpente", isso é apocalíptico, mas isso não era muito claro para as pessoas que vinham seguindo,
eles estavam esperando uma semente da mulher que fosse levar o povo a superar, a vencer sobre a semente da serpente, mas eles não tinham esse entendimento de que teria que haver uma ruptura,
então a mensagem apocalíptica ela foca muito nessa ideia de que precisa ter um momento final que até lá os reinos deste mundo vão continuar,
existe a possibilidade como Daniel de testemunhar dentro do reino de Babilônia, dentro dos reinos humanos, existe a possibilidade de Deus fazer algumas demonstrações mandando Nabucodonosor para o meio dos animais,
falando com Belsasar que o reino dele tinha acabado, ele tinha sido pesado na balança e ele seria tirado do trono, só que depois que Belsasar foi tirado não veio o reino de Deus,
então a mensagem apocalíptica ela mostra que um dia tudo isso aí vai acabar, todo esse sobe e desce, essa alternância, vem um reino, uma sucessão de reinos,
isso vai acabar e vai ter o momento em que Deus não só vai ser considerado como soberano sobre toda a história, Deus é soberano, Ele tira quem Ele quer, Ele põe quem Ele quer,
mas vai ter uma outra fase da soberania de Deus, vai ter uma fase em que não vai mais ter esses reinos humanos, vai ser o filho do homem governando com o seu povo,
então isso vai ficar muito mais claro agora para nós, então eu estou mostrando isso para dizer que existem porções apocalípticas em outras partes do Antigo Testamento
e até mesmo no Livro de Daniel, se a gente for analisar o Livro de Daniel, quais são as partes do Livro de Daniel que nós poderíamos considerar como apocalípticas,
na verdade esse capítulo 7 seria o capítulo mais apocalíptico de Daniel, por quê? Porque é um capítulo que fala especificamente de como todos os reinos vão ser derrotados,
vão ser destruídos e vai ser implantado o reino eterno, nos próximos capítulos, nos outros capítulos de Daniel, isso vai aparecer, mas geralmente em vislumbres mais rápidos,
então nós podemos dizer que esse capítulo é o capítulo apocalíptico por excelência, na primeira parte de Daniel quando Nabucodonosor teve o sonho, quando ele viu a pedra cortada do monte sem mãos,
essa parte é apocalíptica, porque essa parte mostra, olha, tem uma sucessão de reinos, tem esse de Babilônia, depois vem outro, depois vem outro, depois vem outro,
mas vai chegar o momento em que uma pedra vai destruir todos esses reinos, tudo vai virar pó, tudo vai virar palha, o vento vai levar embora e a pedra que destruiu as estátuas vai virar um monte que vai encher a terra,
então essa parte da visão também é apocalíptica. Eu quero agora, já que a gente está falando sobre isso, eu quero, nós vamos, evidentemente, estudar isso com detalhes,
mas eu queria ler com vocês para a gente não ficar só nos referindo a Daniel 7, eu não vou ler a primeira parte sobre os quatro animais, mas em Daniel 7 eu queria ler esse trecho central para a gente se animar
e para a gente ter uma visão, para a gente ver que visão foi essa que Daniel recebeu e que é o centro do capítulo, o centro do livro e, de certa forma, é o centro da Bíblia,
porque a todas as revelações que Deus deu, a gente vai, nós vamos tocar em vários aspectos disso nos próximos estudos, como que essa visão de Daniel levou mais adiante, levou um passo adiante,
não só o fato de que ele viu mais Deus, mas essa visão aqui tem várias coisas que não foram reveladas antes, realmente isso é impressionante.
Eu quero mencionar algo que também talvez não seja muito claro para todos, que Daniel, ele é um dos últimos profetas no Antigo Testamento, se você pensar em todos, não é o final da história do Antigo Testamento,
os últimos profetas, as últimas palavras de Deus no Antigo Testamento são os últimos três profetas menores, Ageu, Zacarias e Malaquias, esses são os últimos três profetas, eles são depois de Daniel,
Daniel é no tempo de cativeiro, esses três que eu mencionei são os profetas que vieram depois do cativeiro, depois da restauração, mas se você pensar em todos os profetas que nós temos nos livros proféticos,
a partir de Isaías, os profetas maiores, Isaías, Jeremias, Ezequiel, aí tem todos os profetas menores, ou eles eram antes de Daniel, como Isaías era bem antes, Joel era bem antes,
Mikeias, Ozeias, eles foram mais ou menos no tempo de Isaías, aí você tem Jeremias que foi um pouquinho antes de Daniel, uma geração antes, você tem Ezequiel que era contemporâneo de Daniel,
mas as profecias dele eram mais no início do cativeiro, então Daniel ele era mais jovem, a mensagem dele vem mais no final do cativeiro, e tem vários profetas menores como Abacuco e Sofonias que eram mais ou menos contemporâneos de Ezequiel,
então Daniel realmente ele é, com exceção daqueles últimos três que eu mencionei, Daniel é praticamente um dos últimos profetas do Antigo Testamento,
então isso mostra como a revelação que Deus deu para ele foi progressiva, Deus foi dando mais e mais revelações e a revelação que Deus deu a Daniel realmente foi algo bem mais profundo e completo,
então vamos ler esses versículos, é Daniel 7 do versículo 9 a 14, na verdade eu vou ler 9 e 10, versículos 9 e 10 que falam do ancião de dias, e depois eu vou ler os versículos 13 e 14,
então são esses quatro versículos que estão no centro aqui e que falam do ancião de dias e depois do filho do homem, vamos lá,
eu continuei olhando até que foram postos uns tronos e um ancião de dias se assentou, é o único lugar na bíblia que Deus é chamado de ancião de dias, a sua veste então que tem a descrição de Deus,
muitas vezes nós temos a ideia assim não, quando Ezequiel viu a semelhança de um homem no trono, aquele homem na verdade era Jesus,
agora essa visão não tem como falar que o ancião de dias é Jesus, porque Jesus vai aparecer daqui a pouquinho no versículo 13,
então o ancião de dias ele é Deus, Deus Pai, a sua veste era branca como a neve, o cabelo da sua cabeça como lan puríssima, o seu trono,
então primeiro tem uma descrição dele, nós vamos falar sobre todos esses aspectos que foram postos uns tronos, não é só um, mas então é o cenário por isso que eu tenho colocado nesses resumos,
que é um tribunal, é a formação de um tribunal, Deus senta no trono principal, mas não é só Deus que está ali, ele tem um tribunal ali,
tem pessoas que vão, tem outros seres que vão fazer parte desse julgamento, então ele tem, agora o seu trono era de chamas de fogo, rodas de fogo ardente, isso nos faz lembrar de Ezequiel, as rodas, rodas de fogo ardente,
o rio de fogo, então três vezes ele fala sobre fogo aqui, rio de fogo manava e saía de diante dele, milhares de milhares os serviam, milhões ou miríades de miríades estavam diante dele,
então tem os tronos, tem a presença muito assombrosa do próprio Deus e tem milhões e milhões de servos diante dele, e aí fala no final do versículo 10 "assentou-se o tribunal e abriram-se os livros",
isso nos faz lembrar de Senus no Apocalipse que fala do juízo final, então essa é a descrição do ancião de dias, então tudo que nós estamos vendo de reinos, de governos, de usurpação, de opressão, de reinos injustos,
de aspectos, tantas coisas erradas no sistema dos homens, nós temos a certeza de que vai ter uma ruptura, vai ter um ponto final, não vai ser uma sucessão,
não vai ser assim, bom Deus tira um governo muito ruim, põe outro que é um pouco melhor, mas daqui a pouco eles também são ruins, isso que a gente vê até nas políticas, na sucessão democrática,
com o governo, sai o governo, às vezes o povo fica cheio com o partido, com um governante, e aí vota um pra outro entrar no lugar, aí daqui a pouco ele também não resolve,
então a história humana é essa sucessão, é desanimadora, as pessoas, eu tenho às vezes ouvido pessoas de mais idade, "ah, eu não vou votar mais, eu já me desiludi, eu não acredito em mais nada",
então quanto mais a gente vê essas coisas acontecendo na história, menos a gente acredita que algum governo possa realmente solucionar o que nós precisamos,
então vai ter uma ruptura, vai ter um tribunal, e aí nos versículos 11 e 12 ele volta a falar do chifre, fala que esse último animal, esse último sistema e o chifre, tudo vai ser morto e vai ser colocado no fogo,
e aí no versículo 13 ele fala "eu estava olhando nas minhas visões da noite", e até o jeito que ele escreve aqui, às vezes ele vai, ele fala um detalhe, fala lá na frente, depois ele volta,
porque "eu estava olhando nas minhas visões da noite e vi que vinha nas nuvens do céu", e isso nos mostra que parece que esse tribunal com os tronos parece que está aqui na terra,
porque ele fala sobre Deus se assentando no trono, sobre o tribunal, aí fala "o filho do homem vem com as nuvens do céu" e ele está chegando para esse cenário do tribunal,
ele chega, então a impressão é que esse tribunal foi montado aqui na terra, não é lá no céu, porque "eu vi que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem,
ele se dirigiu ao ancião de dias e o fizeram chegar até ele, foi-lhe dado o domínio, a honra e o reino, todos os povos, nações e línguas o adoraram,
o seu domínio é um domínio eterno que não passará e o seu reino o único que não será destruído". Então essa aqui é a ruptura, esse aqui é o reino consumado,
esse aqui é a entrada para uma era vindora, então essa é a mensagem apocalíptica. Uma das coisas, estou dando alguns vislumbres, algumas pitadas de coisas que nós vamos falar nas próximas aulas,
mas eu só queria chamar a atenção porque a gente está falando sobre como esse capítulo é central, como esse capítulo é importante, então eu só queria dar a vocês uns números que a gente vai estudar isso em outras aulas,
mais especificamente, como que Jesus se referia, como que Jesus olhava para esse capítulo, Jesus cita, Jesus citou vários trechos do antigo testamento,
mas é uma coisa muito importante que eu acho que passa muito despercebido pela maioria das pessoas, passou muito tempo despercebido por mim,
que quando Jesus usava a expressão "Filho do homem", Ele estava se referindo a essa profecia, isso é uma afirmação meio forte, como que se sabe que Jesus, quando Ele usou esse termo, Ele estava citando o livro de Daniel?
E uma das coisas, isso vai ser assunto que nós vamos ver depois, mas só uma coisa para a gente guardar, Jesus foi crucificado quando eles tentaram dar testemunho, falso testemunho a respeito dEle,
ninguém estava se convencendo, o sumo sacerdote e outros, eles estavam tentando levantar testemunhos, acusações contra Ele, quando Jesus falou, eles perguntaram "Você é o rei dos judeus? Você é um rei?"
Ele falou assim "Você está dizendo isso", ele confirmava, mas depois ele falou assim "E no futuro vocês vão ver o filho do homem vindo nas nuvens do céu".
Eles sabiam que Jesus estava citando e estava mesmo, usou as mesmas palavras, e aí o sumo sacerdote rasgou as vestes e disse "Nós ouvimos blasfêmia".
A blasfêmia de Jesus não foi dizer "Eu sou filho de Deus", a blasfêmia de Jesus foi dizer "Eu sou o filho do homem", que é o filho de Deus, mas ele não usou a expressão,
ele não disse "Ah, eles acusaram Jesus porque ele disse que eu sou filho de Deus", não, Jesus quase nunca se chamava o filho de Deus, ele mandava as pessoas não falar, eles mandavam as pessoas não falar que ele era o Messias,
Jesus disse "Não, não fale com os outros que eu sou o Messias", quando Pedro recebeu a revelação "Você é o filho do Deus vivo, mas não conte para ninguém",
agora ele falava direto "Eu sou o filho do homem", então só veja esses números que acho que são números falam por si mesmos.
Nos quatro evangelhos, Jesus se chama Jesus referindo a ele próprio, ele se chama filho do homem 78 vezes, 78 vezes nos quatro evangelhos.
Agora, Jesus é chamado de Cristo, que é a palavra em grego para Messias, então eu vou dizer assim, Jesus foi chamado nos evangelhos de Messias 49 vezes, então é bem menos do que 78,
mas a comparação é mais forte, porque a 78 vezes foi Jesus falando de si mesmo, Jesus é chamado de Messias 49 vezes nos evangelhos,
mas só 11 vezes foi que Jesus se chamou Messias ou Cristo, então Jesus pensando nas palavras de Jesus, ele se chamou filho do homem 78 vezes, ele se chamou Messias só 11 vezes,
e os evangelhos ao todo incluindo as 11 49 vezes, Jesus é chamado filho de Deus 25 vezes, então é menos ainda, e dessas 25 só 5 foi Jesus usando o termo em relação a si mesmo,
e Jesus é chamado filho de Davi 14 vezes, só uma vez que Jesus usou a expressão em relação a si mesmo, então é só uma simples comparação desses números para mostrar o quanto que Jesus usou esse termo,
e só mais uma coisa que a gente vai enfatizar mais depois, mas filho do homem não é um termo assim mais modesto, filho do homem é um ser humano,
ele estava dizendo, eu sou filho do homem, mas Jesus, ele primeiro, Jesus quando ele estava andando na terra, ele não precisava ficar provando para as pessoas,
olha aqui gente, minha palpa é que ele precisou fazer isso depois da ressurreição, mas Jesus quando andava na terra, ele não precisava dizer, vocês precisam acreditar que eu sou homem,
ele não tinha necessidade de provar que ele era homem, ele fazia tudo que os homens fazem, ele era visto como homem, então ele não precisaria se chamar eu sou um homem, o filho do homem,
a expressão filho do homem ele estava usando, lógico talvez nem todos os ouvintes faziam essa associação, mas ele estava usando esse termo para fazer a conexão com Daniel, que um dia, um dia esse reino viria e ele era aquele que reinaria,
então isso é só para a gente entender um pouquinho essa importância e nós vamos examinar mais esses aspectos em aulas futuras.
Voltando aqui para essa questão da mensagem profética apocalíptica, eu só queria deixar um aspecto agora importante,
a mensagem profética ela tem um aspecto negativo que é, vocês acham que vocês estão servindo a Deus e adorando a Deus, vocês estão fazendo, o seu coração está longe de Deus, vocês precisam se arrepender,
então a mensagem profética ela tem um elemento negativo, mas é uma mensagem que traz esperança, porque se vocês se arrependerem, Deus vai voltar a abençoar, Deus vai prosperar,
Deus vai fazer com que esse protótipo do reino prevaleça, que esse protótipo cresça, então a mensagem profética ela traz de certa forma, eu estou falando em termos gerais,
mas de certa forma a mensagem profética ela traz uma esperança mais próxima, se vocês se arrependerem Deus vai abençoar, vocês vão habitar na terra, eu vou fazer com que o reino seja próspero e alcance outros,
tem essa ideia de que algo positivo vai acontecer se houver arrependimento, a mensagem apocalíptica, e aqui eu queria só lembrar que essa palavra apocalíptica é usada até mesmo para filmes,
um filme apocalíptico, não só cristãos ou religiosos usam essa expressão, um livro apocalíptico, um filme apocalíptico, uma mensagem apocalíptica,
é sempre a ideia assim, essa história, esse filme, esse livro falam sobre o fim do mundo, e o fim do mundo é meu Deus, tudo que nós conhecemos, tudo que é bom vai acabar, e aí a gente tem até aquelas imagens de filmes apocalípticos,
de uma destruição nuclear e que tudo acaba, fica uma destruição e tal, então eu até coloquei no esboço, se a mensagem apocalíptica ela deve ser vista como uma mensagem pessimista,
quando nós pensamos em nós, nós podemos ter, nós precisamos das duas, nós precisamos de uma mensagem profética, mas nós também precisamos de uma mensagem apocalíptica,
mas a mensagem apocalíptica ela é uma mensagem triste, pessimista, sombria, vem o anticristo, vem tribulação, vem perseguição, então a mensagem apocalíptica ela é negativa ou é uma mensagem de esperança,
e até coloquei aqui que essa ruptura é uma luz de consolo para nós, porque na verdade, aqui também eu coloquei assim que nessa visão apocalíptica essa era presente é agora que é o tempo ruim,
tem pessoas quando pensam em fim do mundo, agora está bom, está tudo maravilhoso, a gente tem prazer, a gente tem sucesso, a gente pode desfrutar de várias coisas, mas vem o fim do mundo e vai acabar tudo,
é como se é uma visão materialista, agora que é bom e quando vier o fim do mundo vai ser ruim, mas a visão e essa parte, claro que tudo tem que ser colocado na dosagem certa,
mas principalmente o novo testamento, se você olhar vários textos do novo testamento, Jesus quando ele falava em Lucas 21 que ele fala sobre o fim do mundo, ele falou assim, olha cuidado, cuidado que vocês podem estar dormindo,
e o que é dormir ou ficar embriagado, são dois símbolos que aparecem nas epístolas, nos evangelhos, dois símbolos de pessoas que estão desligados da verdadeira realidade, é ou dormindo ou embriagado,
então esses dois símbolos assim, a pessoa quando está dormindo ela está inconsciente do que está acontecendo ao seu redor, e a pessoa quando fica embriagada também, ela está num outro mundo, ela não está vivendo, não está em contato com a realidade,
então Jesus falou, os apóstolos advertiram, Romanos 13, há tempo de acordar, não vão ser da noite, tem muitas e muitas passagens, Efésio 5, ele fala não vamos andar nas trevas, vamos andar na luz, vamos andar acordados,
o que é andar na luz, o que é estar acordado, é entender que essa era presente, por mais que assim, tem coisas boas, vida em família, os pais criando os filhos, você desenvolvendo, tem momentos de extrema alegria,
o próprio reino de Deus traz alegria, então quando nós vemos pessoas se convertendo, quando nós vemos pessoas andando com Jesus, quando pessoas são libertas das trevas e vêm para a luz, são momentos maravilhosos,
nós temos muitas oportunidades para alegria, a mensagem profética é importante porque precisa do protótipo do reino, nós não somos pessoas, pelo menos a visão que a gente tem dos Essenios no tempo de Jesus, eles não queriam participar de nada,
nada disso vai prestar, vamos ficar num deserto e nós estamos esperando o apocalipse, nós estamos esperando o fim, então isso é ruim, mas o tempo presente, então se for possível, nós temos que manter essa tensão dentro de nós,
essa era presente é agora que é ruim, os momentos de alegria, o que nós temos de Deus, o que nós temos como antigostos, como provas, amostras do reino vindor é maravilhoso,
mas o tempo presente em Galatas 1 ele fala, Deus os libertou do domínio do mal, do tempo do mal, nós vivemos no tempo desses animais, em algumas tradições chamam de bestas,
essas bestas terríveis, dessas visões, e quantas bestas terríveis nós tivemos no século 20, Hitler, Stalin, Mao Tse Tung e mais outros também no ocidente, tem até hoje na Coreia,
tem países africanos, enfim, tem tido tantos exemplos de governos terríveis e tem medidas menores em que governantes eles sempre entram um pouquinho nessa área de opressão,
de domínio e não são só governantes, mas nós temos doenças, nós temos a pandemia, nós temos problemas econômicos, nós temos um sistema que oprime os pobres,
nós temos um sistema selvagem, tem tanta coisa ruim, tem a morte que nos separa de pessoas queridas, então o tempo presente é um tempo do mal, a visão cristã, a visão de Deus é uma visão apocalíptica,
nós temos que desejar a ruptura, nós temos a mensagem profética, nós temos que viver de maneira responsável, nós temos possibilidade de ter alegrias,
nós temos possibilidade de provar de curas divinas, nós temos possibilidade de ver pessoas sendo chamadas para o reino da luz, então nós temos coisas maravilhosas que acontecem agora,
nós precisamos da mensagem profética, precisamos da esperança presente, porque Deus não é só o Deus do reino vindouro, ele é o Deus do presente, o reino de Deus é uma realidade,
mas isso não pode nos tirar da visão de que esse tempo presente é o domínio do mal e vai ficar pior, vai ficar pior, a visão, a mensagem de Daniel, nós já vimos essa primeira parte,
eu não vou ter tempo de falar mais, nós vamos voltar a esse diagrama aqui, mas só lembrando aqui do que nós já vimos no livro de Daniel,
a mensagem dos primeiros seis capítulos é soberania de Deus sobre os reinos humanos, Deus é soberano no tempo de Babilônia, Deus fez coisas com Nabucodono Zor, Deus usou Daniel, que coisa maravilhosa, que esperança que nós podemos ter,
Deus revela mistérios, Deus protege os seus servos na adoração verdadeira, Deus liberta da fornalha de fogo, Deus tem o domínio sobre todas as coisas,
então são muitas mensagens que nós temos na primeira parte de Daniel que é uma mensagem mais de que Deus age nesse tempo presente, Deus age, mas a mensagem da segunda metade de Daniel é
tem um grande conflito entre os dois reinos, e uma coisa que nós vamos ver é que na primeira parte de Daniel, Daniel está até meio desvinculado, Daniel não convive com o povo dele,
ele está lá no meio do sistema de Babilônia, mas ele não faz parte de uma colônia, ele não faz parte de um protótipo do reino, mas na segunda parte de Daniel, na vida dele ele não continua igual,
mas ele vai falar, ele vai orar, ele vai receber revelações sobre o que Deus vai fazer com o seu povo, então Daniel, ele como representante de Deus dentro do sistema, ele nos mostra
o que é possível Deus fazer com uma pessoa, com poucas pessoas dentro de um sistema humano, mas agora nós vamos focar em como que vai ser o grande conflito entre o povo de Deus,
porque Daniel estava no cativeiro, ele estava sendo abençoado por Deus no sistema, ele participava, ele era fiel nos governos humanos, mas o coração dele, como nós vimos no capítulo 6, ele orava três vezes em direção a Jerusalém,
porque Daniel não estava contente em ser uma testemunha isolada ali, ele sabia que Deus queria levantar uma nação e que o grande conflito final não é entre o reino das trevas e um Daniel ou os três amigos,
o grande conflito final é entre o povo de Deus, então nessa segunda parte nós vamos ver um pouco mais sobre isso, mas sempre apontando para essa esperança, então nós temos uma esperança profética e nós temos também uma esperança apocalíptica,
nós temos uma esperança presente que Deus pode fazer coisas tanto no sistema humano usando pessoas isoladas, usando pessoas como representantes dele, como também ele pode se manifestar até nos governos humanos,
como ele fez com Nabucodonosor, mas ele também quer se manifestar com o seu povo, com sua nação santa, então é muita coisa, é maravilhoso, mas o centro de tudo é o ancião de dias que vai julgar todas as coisas,
e o filho do homem que vem nas nuvens e que vai receber todo o domínio vai ser retirado desses reinos humanos, de todos os sistemas humanos, inclusive dos sistemas eclesiásticos, dos sistemas da igreja,
Deus vai tirar tudo e vai dar para o filho do homem. Senhor Jesus, nós te louvamos nesta manhã, porque essa visão que o Senhor deu para Daniel é uma visão que é super válida, super presente, super atual para o tempo presente.
Senhor, nós pedimos que a esperança que nós podemos ter em Ti para o tempo presente e também para, em breve, ter uma ruptura final e um estabelecimento de um governo que vai colocar fim a todas essas oscilações e essas opressões,
tudo que está sendo feito para distanciar, para desafiar, para trazer injustiça, tudo isso vai acabar, o Senhor vai julgar com justiça e o filho do homem, filho do homem vai chegar em glória e poder e vai receber o reino.
Essa é a nossa esperança e pedimos que isso seja viva e real no nosso coração, em nome de Jesus. Amém.

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