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Aula 50 – Gênesis – O resgate de Ló e o encontro com Melquisedeque

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O GÊNESIS

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08/08/20 – Gênesis 14 – O resgate de Ló e o encontro com Melquisedeque

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Transcrição · gerada automaticamente

Hoje nós vamos começar um novo capítulo no livro de Gênesis, estamos em Gênesis 14, então estamos aqui nesse capítulo 14, ficamos duas aulas no capítulo 13, vendo o progresso de Abrão dentro da terra prometida.
Nós vamos lembrar dos primeiros dois altares, nós vamos lembrar então nesse capítulo 14, nós vamos lembrar rapidamente do percurso que Abrão fez até aqui, ele entrou no capítulo 12, na terra prometida,
e nós vamos olhar esse mapa daqui a pouquinho com mais detalhes, esse mapa aqui obviamente é só um rascunho, mas tem o mapa que está incluído no esboço que é bem mais correto, as proporções, as distâncias e tudo,
só para a gente ter uma ideia dos locais particulares, dos lugares significativos por onde Abrão já passou, então quando ele entrou na terra prometida, o primeiro lugar foi Siquém, onde Deus apareceu a ele, ele fez um altar,
depois ele passou entre Betel e Ai, fez um altar ali, nós vimos ali como que ele passou depois para o Egito, teve aquela experiência lá negativa, uma experiência negativa no Egito,
voltou para Betel e foi onde aconteceu o último episódio entre ele e Loh, Loh se separou de Abrão, foi para as planícies mais ricas, as planícies mais vantajosas para Loh, e foi andando em direção a Sodoma,
então Abrão já passou por dois lugares, no final do capítulo 13, no versículo 18, fala depois que Deus falou com ele, como nós vimos na última aula,
no versículo 18 Abrão mudou as suas tendas e foi habitar nos carvalhais de Manri, que estão junto a Ebron, onde edificou um altar ao Senhor, então esse é o terceiro lugar significativo nas suas jornadas,
eu vou passar essa aqui depois só para a gente lembrar desse terceiro passo, desse terceiro marco na vida de Abrão, então ele começou em Siquém, Siquém significa ombro,
a ideia é de você carregar um peso, um encargo, ou você pegar uma carga pesada no seu ombro, você assumir aquele peso, então nós podemos dizer que Siquém na vida de Abrão representou,
quando Abrão chegou na terra prometida, Deus tinha falado com ele, tinha dado um chamado para ele, e quando ele chegou em Siquém, Deus apareceu para ele e disse, essa é a terra que eu havia te falado e essa terra eu vou dar para você,
então não era só que bom, Deus está me dando uma terra, Abrão estava assumindo um encargo, um chamado, ele estava dizendo, tá bom Deus, eu recebi o teu chamado e a minha vida daqui para frente vai ser o envolvimento com o teu chamado,
então Siquém é o ombro, é assumir a responsabilidade, assumir realmente, Deus me chamou e eu vou viver dentro desse chamado.
O segundo lugar que Abrão fez um altar foi entre Betel e Ai, Ai representando o significado de Ai é um montão de ruínas, nesse lugar inicialmente Deus não falou com ele, ele foi para o Egito, não passou bem naquela prova lá no Egito,
voltou para esse mesmo local onde ele tinha feito o segundo altar e foi onde ele abriu mão quando houve um problema com Loh,
Abrão não colocou o egoísmo, nem o chamado de Deus, porque poucas pessoas chamariam isso de egoísmo, mas Abrão ele tinha uma promessa, ele tinha um chamado de Deus,
mas como ele e Loh não podiam ficar no mesmo local, ele deu a preferência para Loh, o mais jovem, o que não tinham chamado a promessa de Deus, mas ele deu a preferência para Loh,
fez uma escolha e ele foi para as planícies do Jordão, que era uma terra muito verde e com pastagens bonitas e tudo, só que ele foi andando em direção a Sodoma,
então esse lugar que chama o significado de Betel como nós sabemos é casa de Deus e nesse lugar Abrão teve que fazer uma escolha de deixar Loh pegar a melhor parte
e depois que ele abriu mão, depois que ele cedeu para Loh, Deus apareceu para ele de novo, falou com ele e prometeu toda a terra, em todas as direções,
então é muito interessante como quando nós damos um passo na direção certa, Deus tem uma forma muito especial e muito sobrenatural de confirmar as situações difíceis,
nós passamos por provações, nós passamos por situações difíceis, quando nós passamos na prova, quando nós fazemos, tomamos a atitude que Deus quer, Deus tem uma maneira muito especial de confirmar,
de desvelar, de dizer muito bem, é isso mesmo que eu queria que você aprendesse e aquilo abre um novo horizonte, aquilo abre uma nova forma de andar com Deus,
uma nova intimidade com Deus, um novo patamar no seu relacionamento com Deus, então tudo isso aí foi muito especial, essa lição que Abrão aprendeu
é o caminho para casa de Deus, o caminho para casa de Deus não é indo para o lado da ambição, Loh escolheu a forma errada, ele andou na direção de Ai,
que era para o oriente, que é a montanha de ruínas, e não só na direção de Ai, mas ele foi andando na direção de Sodoma,
então toda essa simbologia assim do caminho de Loh mostra o quanto que Loh estava tomando a direção errada e Abrão estava tomando a direção certa,
e Deus falou com ele, agora eu estou dando toda essa terra para você, você pode andar, percorrer a terra, você pode conhecer a terra porque eu estou dando essa terra para você,
ele viu a terra, depois ele precisava andar na terra e tudo isso tem muito significado espiritual para nossa vida também e é algo literal que Deus estava dando mesmo,
não era só uma simbologia espiritual, Deus estava dando para Abrão realmente essa terra e essa terra tinha e tem um significado muito importante no plano de Deus, ok?
Então no versículo 18, Gênesis 13 e 18, Abrão então ele vai agora para um terceiro lugar, não é que ele nunca tinha passado em outros lugares,
mas é o terceiro lugar de morada, é o terceiro lugar que ele faz um altar, então aí fala que ele foi habitar nos carvalhais de Manri que estão junto a Ebron,
esse nome de Ebron é um nome conhecido, uma cidade que existe com esse nome até hoje, estão junto a Ebron onde eleificou um altar ao Senhor,
só para eu pelo menos, eu gosto muito de ver a localização, mais uma vez isso aqui não é na proporção certa, na verdade Ebron, Salém que vai aparecer nessa história do capítulo 14,
seria Jerusalém, Ebron na verdade fica mais perto do que Betel, então essa proporção está errada, mas Betel fica ao norte de Jerusalém,
é um pouquinho mais distante do que Ebron, Ebron é bem próximo, 30 km de Jerusalém para o sul, então Siquem fica mais indo para o norte,
então disse quem ele foi para Betel, de Betel ele foi lá para o Egito, voltou e agora depois dessa história com Loh, ele vai de Betel,
ou entre Betel e Ai, ele vai desse local para esse terceiro marco, esse terceiro lugar de importância que se chama Ebron,
Ebron significa associação, é uma palavra que remete muito à aliança, nós podemos ver que Ebron tem um significado de aliança,
e nesse local que quando Abraão estava lá não tinha cidades, provavelmente nem tinha esse nome de Ebron ainda,
muitos lugares que citam nessas histórias de Abraão receberam o nome depois, por exemplo, foi Jacó que deu o nome de Betel,
para o lugar onde ele teve o sonho, mas quem está compilando, Moisés que foi o autor desse livro, ele já sabia que aquele lugar chamava Betel,
mas quando Abraão foi lá não tinha esse nome ainda e não era uma cidade, tinha uma árvore grande, tinha uns carvalhos,
e eram chamados carvalhos de Manri, porque como nós vamos ver daqui a pouco tinha uma pessoa que tinha esse nome,
então a pessoa deu o nome ao carvalho, mas o significado dos nomes é Ebron, associação, aliança e os carvalhos de Manri,
o próprio carvalho é uma árvore forte, bem sólida, bem estruturada e o nome de Manri significa força,
então nós podemos ver que esse aqui é o lugar da força da aliança, e só para a gente ter uma noção da sequência da história,
porque até aqui Abraão está ficando pouco tempo em cada lugar, às vezes o capítulo passa meio rápido, mas pode ser que Abraão tenha ficado mais tempo,
mas em Ebron, Ebron é um lugar onde ele vai ficar por bastante tempo, na sequência aqui de Gênesis ele vai ficar até o capítulo 20,
no início do capítulo 20 de Gênesis ele vai passar para um outro lugar mais ao sul, que é Berséba, então ele vai de Ebron, depois ele vai para um quarto lugar,
também, e é lá que, quando ele está lá que Isaac nasce, mas em Ebron, Abraão vai ficar bastante tempo e é um lugar onde ele vai colocar aliança em prática,
ele vai desenvolver aliança, aliança com Deus, aliança com outras pessoas, e a nossa história de hoje, nosso capítulo de hoje,
vai ilustrar bastante essa questão de aliança, mas Ebron é um lugar onde alguns dos encontros mais significativos com Deus vão acontecer nesse lugar,
então é muito importante, a gente vai continuar estudando isso na sequência, nas próximas aulas, mas é importante lembrar, já observar que Ebron é um lugar de aliança, a importância enorme que Deus coloca sobre aliança,
com ele, nossa aliança com pessoas, pessoas da família, família feita de aliança, família espiritual, aliança para Deus, Deus é um Deus de aliança,
a história da Bíblia é a velha, a gente usa essa palavra até, estamos aprendendo que não devemos pensar na velha aliança como algo já ultrapassada,
mas nós temos a história das primeiras alianças de Deus com os homens, no que nós chamamos de antigo testamento, e a nova aliança em Jesus,
a história inteira de Deus é baseada em alianças, e é nesse lugar de aliança que Deus vai se revelar de formas muito importantes para Abraão, já estamos chegando no capítulo 15, 15 é um grande capítulo de revelação de Deus para Abraão,
o capítulo 17 também é uma coisa tremenda, e o capítulo 18, então esses três capítulos que depois nós vamos ter quando Isaac nasce e quando ele oferece Isaac,
que acontece em outros lugares, mas uma das histórias mais significativas, mais importantes de Deus com Abraão, vão acontecer nesse lugar de Hebron, então a gente percebe que existe um progresso,
Abraão está caminhando dentro da terra, ele está tomando posse da terra para Deus, embora ele não possua a terra, Deus não deu, durante toda a vida de Abraão ele era um peregrino,
ele não tinha a possessão já definitiva da terra, mas ele tinha promessa, e ele está caminhando na terra e tendo experiências com Deus, e desenvolvendo aliança com Deus,
e abrindo caminho para que todos nós que somos filhos de Abraão pela fé, nós também seguimos os mesmos passos,
então esses três altares aqui são muito significativos para a gente entender o progresso da vida espiritual,
será que nós já colocamos o nosso ombro para o chamado de Deus na nossa vida, será que nós entendemos o que é a casa de Deus,
como é que nós entramos, como é que nós formamos a casa de Deus, a casa de Deus não é um lugar para onde a gente vai apenas, nós formamos a casa de Deus,
e a casa de Deus é feita de decisões, a casa de Deus é feita de um relacionamento entre nós e Deus, e aliança então é fundamental para tudo,
essa sequência de caminhada de Deus com Abraão, isso é muito, muito importante para nós.
Bom, então vamos, a história aqui vai acontecer para a gente entender esses lugares, a gente precisa olhar no mapa para entender um pouco,
eu não vou ler todos esses nomes, esse capítulo 14 é o capítulo, é a parte da história mais diferente,
não segue muito o mesmo estilo das outras histórias de Abraão, até aqueles que têm pessoas que estudam a Bíblia com muita crítica,
eu acho que esse capítulo foi escrito por outra pessoa, nem foi escrito por Moisés, foi escrito muito depois, talvez não seja uma história verdadeira,
tem gente que usa essas características para criticar, para duvidar, mas nós entendemos que esse capítulo está aqui, ele faz parte da história,
tem algo muito importante que é o encontro entre Abraão e Melquisedec, então é uma história muito importante, mas a primeira parte do capítulo é a primeira guerra,
a primeira guerra que nós temos na Bíblia, não é que foi a primeira guerra que aconteceu, mas é a primeira guerra que nós temos um registro na Bíblia,
mas é uma guerra muito diferente, é uma guerra meio estranha, porque não tem muito a ver diretamente com Abraão,
Abraão vai entrar na história, está aqui por um objetivo muito importante, mas é uma guerra que por um lado, Abraão nem precisaria fazer parte,
a primeira guerra não ameaçou Abraão, pelo menos a princípio os reis que estão envolvidos nessa guerra não estavam tentando dominar Canaã,
era mais entre essas cidades que ficavam perto do mar morto e os reis que vieram do oriente, da região da Mesopotâmia, onde hoje é Iraque, Irã,
a parte de Babilônia, Síria, Pérsia, essas regiões são de onde vieram esses reis, então a história eu vou simplificar para a gente poder entender com mais facilidade,
é claro que nós sabemos desde o início, o nome de Ló só vai aparecer no versículo 12, mas no início começa a contar essa história de quatro reis do oriente da Mesopotâmia,
olhando no mapa aqui seria para o oriente, para o lado direito, esses quatro reis, a forma que está descrito aqui, a gente não sabe se teve uma guerra,
provavelmente eles vieram e conquistaram, então eles dominaram essa região, essa região que fica ao oriente, esse aqui é o mar morto, o rio Jordão, o mar da Galileia, essa região divide a terra de Israel do país que hoje chama Jordânia,
então esses eram cinco, cinco cidades que ficavam próximos ao mar morto, então nós podemos dizer que eram cinco cidades, eles eram chamados reis, mas cada rei era rei de uma cidade e provavelmente a cidade não era muito grande,
então, mas eram cinco reis, cinco cidades e essas cinco cidades foram dominadas por quatro reis que vieram do oriente, que está no versículo 1,
Jan Rafael de Siniáquia, Babilônia, Arióquia, rei de Elasar, Kedorlaomer, que é difícil de falar esse nome, rei de Elão, que seria a região da Pérsia e Tidal, rei de Goim, é uma das coisas que acontece bastante nas histórias da Bíblia,
os estudiosos, os arqueólogos, os historiadores e tal, eles tentam achar fontes fora da Bíblia para comprovar essas histórias, e quando não acham comprovação em outros documentos, em outros achados, às vezes eles duvidam da Bíblia,
muitas histórias que por anos e anos as pessoas não achavam provas concretas fora da Bíblia e duvidavam, depois foram encontrando provas e nós temos toda convicção, toda certeza de que as histórias da Bíblia são verdadeiras e os achados nem sempre conseguem comprovar, mas isso não tira a validade,
essa história não tem nenhuma comprovação fora da Bíblia, nunca conseguiram achar esses nomes, algumas dessas cidades ou regiões também não sabem onde ficam, então é uma história que a gente não tem mais dados para comprovar,
mas eram quatro reis, então eles dominaram essas cinco cidades e quando a cidade era conquistada ela tinha que pagar tributo, ela tinha que servir, então no versículo 4 diz que essas cidades, esse povo incluindo Sodoma, onde Loh passou a morar,
essas cinco cidades elas serviram a esse rei com o nome complicado, Kedor Laumer, tem que falar devagar se não não sai, então eles serviram 12 anos a esse rei, mas aí no 13º ano eles resolveram não pagar mais,
aquele tempo demorava muito, então no 13º ano eles não pagaram mais e aí levou algum tempo para os reis, os quatro reis se juntarem, eles tinham uma aliança e olha só quantas alianças nós temos nesse capítulo,
então tem os quatro reis da Mesopotâmia, então nós vamos chamar aliança da Mesopotâmia, que são os primeiros quatro reis, é quatro contra cinco mas os quatro reis eram muito mais poderosos do que os cinco dessas cidades,
o rei dessas cidades era rei de uma cidade só, então eles não tinham muito exército, não tinham muitos recursos, não tinham muito poder para resistir, então a síntese da história é a seguinte,
os cinco reis incluindo Sodoma, onde Lohamorava, eles se rebelaram, não pagaram mais tributo e os quatro reis vieram para conquistar, para obrigá-los, para puni-los inclusive e para obrigá-los a continuar pagando tributo,
então essa linha vermelha vem de Damasco, mas eles vieram de mais longe, então quando eles chegaram a Damasco, eles seguiram isso aqui tudo fica hoje no país da Jordânia, então eles desceram aqui,
aqui a gente não tem a localização muito precisa de Sodoma, onde ficava, alguns falam que ficava no sul, outros ficava no norte do Mar Morto, outros que ficava onde é mesmo o Mar Morto hoje, embaixo da onde é a água do Mar Morto hoje,
mas ficava próximo ao Mar Morto, ok, e tinha Sodoma, tinha Gomorra, tinha Zoar, tinha Tamar, tinha cinco cidades, ok, e o interessante que a gente não sabe exatamente porque,
esses quatro reis eles fizeram uma grande volta, porque se Sodoma nessas cidades ficava por aqui, nessa trajetória eles já podiam ter chegado e feito a conquista contra a Sodoma,
eles fizeram questão, eu nem estou colocando os nomes pelo caminho, mas eles foram, a descrição aqui no versículo 5 é que eles foram fazendo guerra pelo caminho,
eles não só dominar a Sodoma e as outras quatro cidades, eles foram conquistando, inclusive no versículo 5 fala de "Refaim", "Zuzim", "Emim", esses nomes eram nomes associados a gigantes,
aquele mesmo fenômeno que aconteceu antes do dilúvio, que causou o dilúvio, então eram povos fortes, eram gigantes, então a ideia da história é que esses quatro reis,
eles foram conquistando tudo no caminho, eles foram varrendo, acabando com todos os inimigos em volta, então eles fizeram uma grande volta, o mapa aqui não está mostrando a distância,
o mar morto, esse lugar aqui embaixo é um ponto do mar vermelho e é bem distante, não é tão pertinho como está aparecendo aqui,
eles foram fazer uma grande volta aqui, conquistando, conquistando, então eles fizeram uma enorme volta e aí chegaram do outro lado do mar morto, chegaram aqui,
e aí no versículo 8 os cinco reis saíram contra eles, mas eles estavam num lugar chamado Valle de Sidin, estava cheio de poços de betume, que é um tipo de petróleo, de asfalto,
e quando os reis de Sodoma e Gomorra fugiram, caíram ali nesses poços e os restantes fugiram para os montes, então esses quatro reis eles foram super fortes, super vitoriosos,
venceram todo mundo e aí a única coisa que interessa para nós nessa história, que interessa para a história bíblica é o que está no versículo 12,
no versículo 11 eles venceram os exércitos, o povo que estava tentando enfrentar, todo mundo fugiu, alguns foram mortos,
e aí os quatro reis tomaram todos os bens de Sodoma e Gomorra, todo o seu mantimento e se foram, e versículo 12, e tomaram também Aló, filho do irmão de Abrão que habitava em Sodoma,
e a última coisa que nós soubemos de Aló no capítulo 13, é que ele foi habitando na cidade de Campina e foi armando as suas tendas, foi caminhando em direção a Sodoma,
e nesse capítulo aqui ele já mora em Sodoma, então ele foi tomado por esse grupo de reis, tomaram Aló, filho do irmão de Abrão e todos os bens dele e partiram,
e no versículo 13 então veio um que escapara e o contou Abrão, o Hebreu, é muito interessante o uso dessa palavra, é a primeira vez que usa essa palavra Hebreu, Hebreu significa aquele que passou, que atravessou o rio, o rio Eufrates,
o nome Hebreu que hoje é o nome que a gente conhece mais, a língua hebraica e o povo é conhecido como os Hebreus, mas esse nome na Bíblia, no Antigo Testamento, esse nome é usado geralmente por estrangeiros,
muitas vezes que é usado, é usado por um povo estrangeiro, então quem compilou esse relato a gente não sabe, mas ele foi considerado assim, tinha os cananeus e Abrão que era chamado de Hebreu, ele era alguém diferente,
muitas vezes esse nome é usado meio com desprezo, como se fosse uma pessoa inferior, então veio um que escapara e contou Abrão, o Hebreu, ora, habitava Abrão, como a gente ficou sabendo no capítulo 13, junto aos carvalhais de Manri,
então esse nome Manri, ele era um amorreu, irmão de Escol e de Aner, os quais eram aliados de Abrão, então veja só, nós temos nesse capítulo, nesse lugar onde Abrão está em Hebron, que é um lugar de aliança,
aqui está falando de uma aliança entre os quatro reis mesopotâmios, entre os cinco reis das cidades perto do mar morto e entre Abrão, interessante que agora pela primeira vez nós descobrimos que Abrão fez aliança com pessoas da terra,
depois quando Josué entrou na terra prometida eles não podiam fazer aliança com o povo da terra, mas nesse momento não era uma coisa errada, Abrão tinha feito, ele estava vivendo em paz com os vizinhos dele e ele tinha feito uma aliança,
temos aliança de Abrão com esses três irmãos amorreus, ok? Versículo 14, quando Abrão ouviu que seu parente estava preso, chamou 318 homens treinados, nascidos em sua casa, olha Abrão não é fraco,
ele tem, a gente sabe depois que ele tinha servos e tal, mas ele tem 318 homens treinados, nascidos em sua casa e isso tem um significado muito grande também porque a ideia realmente de igreja, de povo de Deus,
a casa, a família, Abrão, essas pessoas não eram parentes de Abrão, mas eram pessoas que trabalhavam com Abrão, eles tinham, eram servos, eram escravos muitos deles, mas eles tinham uma relação muito de fidelidade, lealdade e Abrão treinava,
eles eram pessoas treinadas na sua própria casa, então isso também é algo que tem muito significado, então aqui nós temos essa linha verde aqui, o mapa que está no esboço também mostra isso,
Abrão está aqui em Hebron, quando os quatro reis saquearam Sodoma e Gomorra e levaram as pessoas e as possessões estavam mais ao sul aqui, e aí eles foram embora, eles subiram para Dan, esse lugar não chamava Dan nessa época, mas a Bíblia já registra com esse nome Dan,
eles subiram até Dan, que é na parte bem norte de Israel, é o limite hoje com Líbano e Síria e aí eles iam seguir adiante, mas Abrão pegou os 318 servos da sua casa e também nós vamos descobrir um pouco mais na frente que esses aliados dele,
Dan, Reescol e Aner, os aliados Amorreus também o acompanharam porque eles estavam em aliança, então eles foram correndo atrás dos quatro reis que estavam com os cativos e alcançaram em Dan, perseguiu os reis até Dan,
dividiu-se contra eles de noite, ele e os seus servos e os feriu, perseguindo-os até Obá que fica à esquerda de Damasco, então ele dividiu contra eles, aí eles começaram a fugir e ele correu atrás deles até perto de Damasco, essa parte do mapa também não está correta assim, Damasco fica mais ao norte, mas eles foram atrás até Damasco,
assim trouxe de novo todos os seus bens e também a Ló, seu sobrinho e os bens dele, também as mulheres e o povo, depois que Abrão voltou de ferir a Kedor-Laomer e aos reis que estavam com ele, o rei de Sodoma saiu-lhes ao encontro.
Ok, então é uma história complicada, mesmo tentando resumir, a gente gastou um tempo para explicar, mas tem uma lição aqui que é muito importante, depois já vamos entrar na outra parte que eu encontro dele com Melchizedek, mas essa primeira parte eu quero deixar bem clara, é uma parte da história que é muito significativa.
Ló que acompanhou Abrão desde lá de Ur dos Caldeus, eles pararam em Arã e depois quando o pai de Abrão morreu, ele deixou os outros parentes, Deus tinha falado com Abrão, sai da sua terra, da sua casa, da sua parentela, vai para a terra que eu te mostrarei,
acompanhou Abrão e existem várias opiniões, principalmente assim, muita gente acha que Abrão errou em levar Ló, em levar Ló na sua peregrinação, nas suas viagens para a terra de Canaã, porque na verdade Ló só deu dor de cabeça para Abrão.
Nós temos basicamente três histórias com Ló e Abrão, a primeira que a gente já viu no capítulo 13, que os dois não podiam ficar juntos e Ló não foi generoso, ele não foi leal, ele não apoiou Abrão, ele não falou assim "Abrão, quem sou eu, você que deve ter a melhor parte", Ló foi pensando só em si mesmo e escolheu a melhor parte.
Essa foi a primeira história, a segunda é essa aqui, que Abrão ele vai com 318 servos à sua casa, não sabemos quantos outros foram dos seus aliados, mas eles foram atrás de um exército, a gente não faz ideia quantos eram desses quatro reis,
essa história conta como os quatro reis estavam vencendo, vencendo os gigantes, vencendo os amalequitas, vencendo outros povos, eles foram conquistando tudo no caminho e conquistaram e derrotaram a aliança dos cinco reis.
Então esses quatro reis mesopotâmicos, eles não eram fracos e Abrão foi atrás desses reis, foi atrás desse exército por causa de Ló, só por causa disso, Abrão não estava em perigo,
ele provavelmente não teria sofrido nada se ele não fosse buscar Ló, ele foi só para resgatar Ló, e quem é Ló? Ló é esse sobrinho que não tem sido uma benção na vida de Abrão.
Mas essa é a importância que eu queria colocar aqui e que eu acho que é muito importante a gente sentir. Abrão, não que talvez ele tivesse esse costume, se fosse nós a gente ia falar assim "Deus, o que eu faço agora?"
A gente ia buscar conselhos, a gente ia orar, a gente ia pensar "Puxa, será que vale a pena?" Lógico que Abrão não teria tempo, quando ele soube que eles tinham sequestrado, que eles tinham levado o sobrinho dele,
ele não pensou duas vezes, ele chamou imediatamente, ele agiu rápido e é uma coisa assim que é a única história na vida de Abrão em que vemos Abrão envolvido numa guerra,
Abrão tentando fazer algo, uma proeza dessa, não temos outra história de Abrão, ele não era um soldado por chamamento, ele era um nômade, ele era um criador de rebanhos.
Abrão ele vai atrás de Ló sem pensar duas vezes porque ele considera que a aliança dele, então aqui já vemos o primeiro significado de Ebron, que aliança. Abrão tem uma aliança com Ló.
Por estranho que isso possa nos parecer, no sentido de que quem é Ló vale a pena ficar salvando a vida de Ló, Ló nem foi, o que Ló estava fazendo morando em Sodoma, ele não estava, vamos dizer assim, fazendo o que Deus queria,
mas Abrão não titubeou, não hesitou, não ficou pensando, não ficou na indecisão, ele foi atrás, é a reação que você esperaria se eu souber que minha esposa está em perigo, meu filho ou uma pessoa muito próxima,
e assim, aliança é, eu não estou pensando em risco, eu não vou ficar de braços cruzados sabendo que levaram Ló embora e eu preciso fazer alguma coisa, então essa história é a história de aliança,
é uma história muito forte, mostrando por um lado quanto que aliança significa que se a pessoa que está em aliança comigo está em perigo, isso é um perigo para mim, isso não teria sido um perigo para Abrão,
mas Abrão assumiu o risco por causa de Ló e não por causa de uma pessoa que merecia, que era uma pessoa muito digna, que era uma pessoa, puxa, vale a pena eu arriscar minha vida porque essa pessoa é uma pessoa muito importante,
para ele, mas aos nossos olhos e da maneira que hoje nós lidamos com o corpo de Cristo, quando nós nos separamos, quando há divisões no corpo de Cristo, quando alguém não está perto de nós,
nós passamos a não considerar aquilo como aquela pessoa, não é mais uma prioridade, então é muito significativa essa história, aliança é algo muito sério, Deus leva a sério,
e Abrão, aqui como já mencionei, Abrão fez algo, acho que nas entrelinhas nós podemos considerar que Abrão não se considerava como uma pessoa especial por fazer isso,
era normal, era o princípio de aliança, então para ele acho que ele achava aquilo totalmente normal, era uma coisa que qualquer pessoa faria, era assim que funcionava a aliança,
mas ele fez algo por alguém que de alguma maneira tinha desprezado, que tinha agido sem muita lealdade com Abrão,
então o fato de Abrão ter feito isso gerou um encontro, e assim com certeza esse capítulo, qual que é o objetivo dessa história na Bíblia,
qual que é o objetivo de entendermos essa história que é cheia de nomes e complicações, e como eu já disse essa guerra não tem nada a ver com, não é a terra de Canaã que está em jogo,
não é um inimigo de fora, quantas vezes nós vamos ter outros ataques, outras histórias no restante da Bíblia falando de inimigos que vem para tomar o povo de Deus, que vem para destruir,
então esses reis que vieram, eles vieram de uma região, essa região da Mesopotâmia é muito importante na Bíblia, a região de Babilônia, a Síria, Pérsia,
países que vão figurar muito no futuro entre Israel e a história que Israel enfrenta, mas nessa história não era uma ameaça para Abrão, só que Abrão agiu por causa da aliança que ele tinha,
então isso fala muito alto, isso é muito forte, e como que eu sei que Deus considerou isso importante, assim como no capítulo 13, quando Abrão abriu mão e deu a escolha para Ló,
tomou a decisão dele de pegar o melhor para si, de não pensar, de não ter essa interação que nós esperamos no corpo de Cristo, no povo de Deus, na natureza de Deus,
então depois que Abrão agiu corretamente, Deus falou com Abrão, aqui Deus não apareceu, mas alguém muito significativo sai ao encontro de Abrão,
esse encontro é importante, todo o capítulo é meio misterioso, porque são nomes e lugares e situações que a gente não entende muito, mas Melchizedek, vamos ler no versículo 18,
"Melchizedek, rei de Salém, trouxe pão e vinho, ele era sacerdote do Deus Altíssimo, e abençoou Abrão dizendo, 'Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Criador dos Céus e da Terra,
e bendito seja o Deus Altíssimo que entregou os teus inimigos nas tuas mãos.' Então Abrão deu-lhe o dízimo de tudo."
Então é só isso, o encontro entre Abrão e Melchizedek é só isso, nós poderíamos pensar, puxa, interessante, mas quem é Melchizedek?
Ele não é do povo, dos parentes de Abrão, ele aparentemente era um cananeu, ele era do povo da Terra, mas fala que ele era um sacerdote do Deus Altíssimo, em Gênesis a gente encontra sempre assim,
primeira vez que aparece altar, primeira vez que aparece uma guerra, está nesse capítulo, primeira vez que aparece um sacerdote é Melchizedek, é o primeiro sacerdote que aparece na história bíblica,
então, mas Melchizedek ele é uma figura misteriosa, porque a gente não sabe nada a respeito dele, só que nós temos textos na Bíblia que nós vamos citar daqui a pouquinho, nós vamos falar sobre como as outras,
qual é o testemunho das outras partes das escrituras, nós temos basicamente duas passagens importantes sobre Melchizedek, que é Salmo 110 e depois em Hebreus,
pessoalmente o capítulo 7, então nós temos um testemunho das escrituras que Melchizedek era uma pessoa importante e ele vem como um rei e como um sacerdote e ele abençoa Abrão no nome do Deus Altíssimo,
ok, então tudo isso aí é uma coisa muito significativa e Abrão claramente ele foi impactado, ele sentiu esse encontro, então esse encontro com Abrão, quando ele estava voltando,
Deus deu a Abrão realmente uma vitória fantástica, porque como eu já disse, esses quatro reis eram muito fortes, como é que Abrão com o pessoalzinho da casa dele, mais os aliados, como é que ele venceu reis, tudo bem,
ele atacou de noite, eles não estavam esperando, dividiam em dois grupos, mas isso foi uma vitória dada por Deus, foi algo sobrenatural, Deus deu uma vitória muito especial, muito significativa para Abrão
e ele voltando, ele recebe essa bênção de Melchizedek, então o que nós queremos, o que nós podemos entender de tudo isso, primeiro assim, o ponto importante é que é uma aliança,
o que Deus queria construir, Deus estava construindo em Abrão, colocando alicerces que seriam para a nação de Israel e que seriam para todo o povo de Deus,
então essas coisas importantes de atender o chamado de Deus, de confiar em Deus, nós temos muitas coisas que nós vamos ver que Abrão aprendeu na sua vida, que nós podemos aprender a fé de Abrão,
aqui esse capítulo não é muito citado, você provavelmente nunca ouviu, às vezes a gente ouve alguma coisa sobre Melchizedek, mas essa história dos quatro reis contra os cinco,
essa história é muito complicada, difícil de explicar, mas está aqui para mostrar o quanto que Abrão arriscou, a história contada para mostrar esses quatro reis da Mesopotâmia foram fortes,
eles estavam vencendo todo mundo e Deus deu a Abrão a vitória, mas Abrão nem ficou pensando, será que eu devo, será que eu não devo,
eu acho isso muito importante entender que quando nós estamos em aliança, existem coisas que a gente não precisa perguntar,
existem coisas assim, eu devo ajudar, eu devo dividir minhas coisas com quem está em aliança, eu devo apoiar, eu devo arriscar minha vida, eu devo fazer algo que custa caro para mim,
essas perguntas não se fazem, você não pergunta se devo fazer isso, aliança ela já pressupõe, são as coisas que existem numa aliança de casamento,
mas essas coisas também deveriam existir numa aliança de povo de Deus, então isso é o ponto importante e como Deus aprovou, como Deus enviou essa figura misteriosa de Melchizedek
para sair ao encontro de Abrão e para abençoá-lo, eu não vou tomar tempo aqui, na verdade nós estamos olhando a história da perspectiva de Abrão,
eu nem vou, a gente poderia ficar uma aula, duas aulas só falando sobre as implicações de quem é Melchizedek, sobre esse texto do Salmo 110 que é importante e que depois é citado novamente,
que é citado depois em Hebreus, nós vamos olhar esses dois textos rapidamente, mas estou dizendo que eu não vou me aprofundar nisso agora,
nós estamos olhando para a história da perspectiva de Abrão, Hebreus vai analisar a história do ponto de vista de Jesus e o que significa,
mas nesse momento nós não vamos tomar esse tempo para aprofundar mais, mas é só para, primeiro nós queremos mostrar quais são as possibilidades, quem pode ser esse Melchizedek,
porque Deus vai chamar muita atenção, o Salmo também, Salmo 110 chama atenção para o fato de que ele era rei e sacerdote,
e isso era uma coisa que dentro do sistema de governo, o sistema que Deus implantou em Israel, isso não era permitido, o rei nunca poderia ser sacerdote,
nunca poderia ser rei, Deus não queria a concentração dessas duas funções numa mesma pessoa,
porque se um rei, Deus demorou para permitir o rei no povo dele, porque o rei já era alguém que concentrava muito poder em si mesmo,
então Deus não quer a concentração de poder numa pessoa só, nós temos isso até nos sistemas de governo que funcionam bem,
que é a divisão de poder, os três poderes, a separação desses poderes, separação entre igreja e estado,
dentro da igreja, os homens criaram um sistema de governo na igreja, tanto na igreja católica, quanto na igreja protestante, evangélica,
nós temos formas de governo que não são o plano original de Deus para um sistema de governo,
porque o governo que funciona bem humanamente falando, que é mais eficiente, é realmente ter um executivo e precisa ter a divisão de poderes,
porque o homem começa a ser ditador, começa a oprimir as pessoas, mas um governo eficiente é um governo que tem alguém confiável,
tem alguém com caráter e alguém que dá as ordens, mas isso não é o plano de Deus, a própria divindade Deus compartilha,
ele quer um reino e quer dividir esse reino com o seu povo, então o plano de Deus é sempre dividir as responsabilidades, compartilhar, aliançar,
esse é o caminho de Deus, então Melchizedek era um rei e um sacerdote ao mesmo tempo, isso acontecia naquele tempo,
muitos governos da antiguidade tinham o rei, o faraó, o líder absoluto, ele também era considerado, muitas vezes tinham outros sacerdotes,
eles tinham as vezes a ideia de que eles eram uma divindade, então eles tinham essa concentração de poder,
mas Melchizedek então ele tinha essa função de ser rei e sacerdote e isso é uma das coisas importantes,
a outra coisa que Hebreus cita a respeito dele é que a gente não conhece, a gente não sabe de onde que ele é,
então Hebreus fala assim que ele não tinha pai, não tinha mãe, não tinha genealogia, não tinha começo, não tinha fim,
porque nós não conhecemos a história dele, porém nós não sabemos de fato quem era Melchizedek,
e é isso que eu só queria colocar dentro das teorias, dentro das ideias propostas sobre quem era Melchizedek,
alguns acham que Melchizedek nem era, ele era um rei pagão e ele nem era um servo do verdadeiro Deus,
porque aqui a Bíblia fala que ele era sacerdote do Deus Altíssimo, mas esse nome Deus Altíssimo era um nome que eles davam também,
e assim como nós temos Deus é um nome genérico, a palavra Deus é uma palavra que poderia ser usada para outros deuses,
então dizer assim Deus Altíssimo não era necessariamente o Deus verdadeiro,
então algumas pessoas acham que Melchizedek não era um servo do Deus verdadeiro,
essa é a teoria que eu acho menos provável, a dúvida é assim, mas como que ele, um cananeu, alguém que vivia ali,
como que ele poderia ser um servo do Deus Altíssimo, do Deus verdadeiro, quem que revelou Deus a ele,
então é uma coisa misteriosa, como que esse homem servia ao Deus verdadeiro,
mas o relato aqui coloca na luz de que realmente ele era o servo do Deus verdadeiro,
para mim acho que a leitura condiz a isso, porque ele abençou Abraão, ele fala "bendito seja Abraão pelo Deus Altíssimo",
será que Abraão ia aceitar uma bênção de algum Deus cananeu, isso não faz sentido,
o Deus que é criador dos céus e da terra, então a possibilidade é que ele era alguém ali
que de alguma forma tinha uma revelação de quem era Deus e que servia ao Deus verdadeiro,
nós não podemos tirar a possibilidade, mesmo sim porque depois do dilúvio,
pode ter continuado tendo algum conhecimento do Deus verdadeiro,
então ele podia ser alguém da terra de Canaã, dos povos ali, mas que servia ao Deus verdadeiro,
existe uma outra possibilidade e aqui eu vou então só tomar o tempo para ler rapidamente os dois textos que já mencionei,
mas acho que é bom a gente ler e olhar para esses textos para pensar,
será que Melquisedec era simplesmente um rei cananeu que de alguma forma servia ao Deus verdadeiro,
por que ele foi escolhido para ser o modelo, então nós vamos voltar para falar da história em si,
mas vamos só dar uma olhadinha em Salmo 110 para ver o que Davi fala a respeito dele,
que na verdade foi esse texto que inspirou o que escreveu o autor da carta aos hebreus,
então no Salmo 110, fala assim, começa dizendo assim,
Esse salmo juntando todas as partes dele, é um salmo curto, é o salmo mais citado,
o texto do Velho Testamento mais citado no Novo Testamento, então ele fala a respeito assim,
Jesus perguntou para os fariseus, para os sacerdotes, por que Davi falou isso,
disse o Senhor ao meu Senhor, então isso traz alguma dúvida sobre a divindade,
como é que é isso, disse o Senhor ao meu Senhor, mas no versículo 4 ele fala,
jurou o Senhor e não se arrependerá, tu és sacerdote, então é Deus, Pai, Deus, todo poderoso,
falando ao meu Senhor, que é o descendente de Davi, que vai herdar o trono de Davi,
então ele está dizendo, o Senhor disse ao meu Senhor e jurou, tu és sacerdote eterno,
segundo a ordem de Melquisedec, então esse texto já chama muita atenção para Melquisedec,
e agora só vamos ler rapidamente os primeiros versículos de Hebreus 7,
para ver o que está ali no Novo Testamento falando sobre essa figura,
Hebreus 7, versículo 1, Este Melquisedec, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo,
que saiu ao encontro de Abrão, quando este regressava da matança dos reis,
que poderoso que era Abrão, que ele saiu e tinha derrotado e acabado com aqueles reis,
e quando ele voltou, Melquisedec saiu e o abençoou, para quem Abrão separou o dismo de tudo,
primeiramente se interpreta rei de justiça, depois também é rei de Salém, ou seja, rei de paz,
então o nome dele significa rei de justiça, Melquisedec, e ele era rei de Salém, Jerusalém,
e rei de paz, o nome significa paz, mas olha aqui, versículo 3, Hebreus 7, 3,
sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias, nem fim de vida,
mas sendo feito semelhante ao filho de Deus, permanece sacerdote para sempre,
considerai quão grande era este, a quem até o patriarca Abrão deu o dismo tirado dos despójos.
Ok, então nós temos, ao meu ver, duas possibilidades, ele pode ter sido uma figura humana,
e o autor da carta aos Hebreus simplesmente está dizendo, como a gente não sabe de onde que ele veio,
ele não tinha genealogia, ele não era da linhagem, mesmo porque Abrão estava ali na frente dele,
então nem tinha nascido Jacó, pai de Levi, Levítas, Arão, então não tinha a linhagem do sacerdote de Arão,
e então ele está dizendo, esse homem é um símbolo, ele aponta, ele é um ícone, ele representa quem é Jesus,
porque Jesus foi antes, Jesus é semelhante ao, meu quiser é que era semelhante a ele,
então ele pode ter usado uma pessoa humana, mas como tinha esses caracteres que a gente não sabe quem é,
ele usou como uma representação, como alguém que é uma figura, uma tipologia apontando para Jesus,
ou ele pode ter sido uma aparição de um ser, de um anjo, como anjo do Senhor, pode ter sido isso também,
porque ele fala assim, olha só quem era essa pessoa, quem Abrão, deodismo de tudo,
então a Bíblia não fala isso, a gente não pode afirmar nada, mas realmente esse meu quiser é que ele é colocado na Bíblia,
apesar de ter só esses três versículos que falam sobre ele em Gênesis 14, mas ele é colocado como um símbolo,
ele representa algo muito importante, tanto é que Jesus é considerado um sacerdote e um rei,
o próprio Davi falou isso no Salmo 110, que o filho dele, o meu Senhor, que sentaria no trono, cumpriria as promessas de Deus para Abrão,
seria um sacerdote que Deus jurou, como é que Davi sabe disso, que Deus jurou que Jesus, o descendente dele,
seria um sacerdote para sempre de acordo segundo a ordem de Melchizedek,
então essa é um grande mistério, nós não sabemos explicar quem era, mas era realmente alguém importante,
esse encontro foi algo muito importante.
Então vamos voltar para Gênesis 14 e só vamos tentar fechar o significado, a mensagem que é o mais importante,
é claro que se a Bíblia não fala quem era Melchizedek, se ele era um anjo, um ser sobrenatural,
se ele era até Jesus aparecendo, como depois Jesus apareceu para Abrão no capítulo 18,
mas se não era Jesus, se não era alguém sobrenatural, não humano, mas Melchizedek era uma figura muito significativa,
e Abrão foi muito impactado, ele sentiu para ele, foi uma coisa muito importante esse encontro com Melchizedek.
Então voltando para Gênesis 14, vamos agora colocar no contexto, quando Abrão está voltando,
ele resgatou Loh, resgatou todas as pessoas que os quatro reis tinham levado cativos, não só Loh e a família dele, mas todas as outras pessoas de Sodoma que foram levados cativos,
ele resgatou todas essas pessoas, ele resgatou todas as possessões, tudo que eles tinham levado embora,
e ele estava voltando e ele encontra, na verdade antes de Melchizedek, no versículo 17, uma outra pessoa sai ao encontro de Abrão, que é o rei de Sodoma,
o rei de Sodoma está muito interessado em receber de volta as pessoas e tudo que foi roubado,
então ele sai ao encontro, no versículo 17, mas aí Melchizedek também sai ao encontro, e Melchizedek, rei de Salém, ele leva pão e vinho para Abrão,
claro que nós pensamos imediatamente na simbologia, naquilo que Jesus instituiu na comunhão da ceia do Senhor, o pão que é o corpo dele, o vinho que é o sangue dele,
e esse pão e vinho eram a essência da oferta de manjares que Deus colocou depois nas ofertas que o povo de Israel oferecia a Deus,
então pão e vinho, isso é muito significativo também, então ele leva pão e vinho que podemos até dizer que é um alimento de Deus,
o corpo, o sangue de Jesus simbolizando isso, claro que ele não entendia nada disso, mas era algo significativo que um rei e um sacerdote leva para Abrão quando ele volta da guerra,
então ele tinha coisas ali que ele trouxe de volta, mas ele podia estar com fome, ele podia estar enfraquecido e o rei sai ao encontro para ele e leva esses alimentos,
e ele abençoa Abrão, e Hebreus fala que o maior é quem abençoa o menor, então não foi Abrão que abençoou Melchizedek, foi Melchizedek que abençoou Abrão,
e ele dá a bênção dizendo o seguinte, bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, então nós temos aqui que assim como Deus falou em Gênesis 12,
que eu abençoarei, Deus deu a bênção para Abrão dizendo sim que te abençoarei, abençoarei os que te abençoarem, então Abrão ele recebe a bênção de Deus,
a aprovação de Deus pelo que ele fez na aliança, resgatando Loh, e aí ele é abençoado por Deus Altíssimo, o criador dos céus e da terra,
e precisamos lembrar que Abrão não tinha muito conhecimento de Deus ainda, então essa bênção vindo de Melchizedek, quem sabe isso abriu mais os olhos de Abrão para saber um pouco mais sobre quem era esse Deus,
porque poucos versículos abaixo, Abrão vai repetir essa frase, Deus Altíssimo criador dos céus e da terra, então Melchizedek dá a bênção a Abrão,
Abrão é abençoado por Deus, e Melchizedek também fala, bendito seja o Deus Altíssimo que entregou os teus inimigos nas tuas mãos,
então Melchizedek está dizendo, olha quem te deu essa vitória foi Deus, o Deus Altíssimo foi quem te acompanhou e te deu a vitória,
e aí Abrão lhe deu o dízimo de tudo, já vamos falar sobre a importância disso, então Abrão recebe essa bênção, essa aprovação de Deus,
e espontaneamente sem nenhuma exigência ele dá o dízimo de tudo que ele conquistou, de tudo que ele ganhou como troféu, como dispósito dessa vitória,
ele dá 10%, ele dá o dízimo para Melchizedek, então ele reconhece o Deus verdadeiro, ele reconhece o sacerdote do Deus verdadeiro, e ele recebe a bênção e corresponde,
então Abrão não se coloca como eu ganhei, nós sempre temos que lembrar que o momento de maior perigo não é quando a gente está passando por uma situação difícil e tendo que buscar a Deus,
então a situação mais perigosa para nós é depois de uma vitória, quando nós ficamos arrogantes, achamos que nós somos grandes, que nós somos capazes, e Abrão ele tem uma atitude de humildade,
ele reconhece que ele representa Deus, então ele se submete a ele, ele dá o dízimo de tudo a ele, aí entra o rei de Sodoma, o rei de Sodoma saiu antes e ele aparece aqui agora,
e o rei de Sodoma faz uma proposta muito interessante para Abrão, ele fala assim, olha Abrão, eu só quero as pessoas, eu só quero as pessoas mas os bens podem ficar com você,
claro, na verdade ele nem precisava falar isso porque Abrão poderia dar as coisas para o rei de Sodoma se ele quisesse, foi Abrão que foi lá e ganhou a vitória, então ele poderia ter sido altivo, arrogante,
e podia ter falado assim, ah, eu não preciso te dar nada, e o rei de Sodoma ele quis dar uma assim de, eu vou ser muito generoso com você, eu vou dar a você todos os bens que você conquistou, só quero as pessoas,
e aí é interessante que por causa do encontro de Abrão com Melchizedek é difícil ver de outra forma porque ele usa a mesma terminologia, então quando o versículo 21 o rei de Sodoma faz essa proposta a Abrão,
Abrão responde no versículo 22, Abrão porém respondeu o rei de Sodoma, levantei a minha mão a quem? Ao Senhor, o Deus Altíssimo, exatamente esse título de Deus que Melchizedek usou,
eu levantei a minha mão ao Senhor, o Deus Altíssimo, dá até a impressão que a gente não sabe muito como é que foi, mas dá a impressão que o rei de Sodoma saiu, mas Abrão deu atenção primeiro para Melchizedek,
Abrão conversou com Melchizedek e diante Melchizedek Abrão levantou a mão e disse, eu jurei ao Deus Altíssimo, o criador dos céus e da terra, mesma expressão de Melchizedek,
eu jurei que não tomarei coisa alguma de tudo que é teu, ele está falando com o rei de Sodoma, nem um fio, nem uma correia de sapato para que não digas eu enriqueci a Abrão, salvo somente o que os rapazes comeram,
os soldados dele, os servos dele e a parte que toca aos homens que foram comigo, Abrão estava abrindo mão mas ele não ia obrigar os aliados dele a fazer a mesma coisa,
aos homens que foram comigo, então aqui a gente descobre que os três amorreus foram com ele, Aner, Skol e Manri, esses que tomem a sua parte,
então aqui nós temos uma lição também muito importante, nós tivemos a lição da aliança, Abrão nem piscou os olhos,
se Loh está em perigo ele vai arriscar sua vida para salvá-lo, então isso é algo que precisa passar a fazer parte do nosso entendimento de que é uma aliança,
e agora a segunda parte da lição é que Abrão não vai ficar devendo coisa alguma para o rei de Sodoma,
nós já tivemos a informação no capítulo 13, no capítulo 13, versículo 13, "ora, eram maus os homens de Sodoma, grandes pecadores contra o Senhor",
então Abrão ele não quer nenhum tipo de aliança, ele não quer nenhum tipo de benefício, eu não sei, quando eu vejo isso eu lembro que no capítulo 13,
aliás no capítulo 12, quando Abrão foi para o Egito, o faraó do Egito deu muitas coisas para Abrão em troca da esposa dele e Abrão aceitou,
então eu não sei se Abrão aprendeu alguma coisa depois disso e agora ele entende que ele não deveria receber riquezas de origem de outras fontes, mas principalmente a Bíblia não condena Abrão por ter aceitado o que ele recebeu de faraó,
mas aqui é muito claro que Abrão não quer aceitar nada do rei de Sodoma e isso é porque ele entendia que o rei de Sodoma representava algo que não era lícito, que não era de Deus,
ele não queria que o rei de Sodoma pudesse ter qualquer tipo de vantagem ou de direito ou de poder falar "eu que dei essa riqueza para Abrão", ele quer realmente ter uma atitude totalmente isenta
e isso deveria ter muita implicação nas nossas vidas hoje, nós deveríamos entender quais são, qual é a origem, qual é... qualquer tipo de aliança, qualquer tipo de benfeitoria, de benefício que nós estamos recebendo de quem e por que e por qual motivo,
Abrão entendeu que aquilo que Deus queria fazer na terra de Canaã, na vida de Abrão, Deus ia prover, Deus ia fazer através de maneiras, de estratégias dele e Abrão não precisaria de nada, de nenhuma ajuda, de buscar isso em outras fontes, ele deveria depender somente de Deus.
Quando Abrão voltou dessa guerra, imagina assim, os quatro reis tinham conquistado todo mundo no caminho, por volta, eles eram os grandes, eles eram os vitoriosos, e Abrão venceu esses quatro reis, ou seja, Abrão passou a ser o cara mais poderoso,
mas Abrão não usou isso, você não vê na história de Abrão, ele não usou essa vitória para benefício próprio, ele não usou isso como um meio de ganhar até, de conquistar a terra, ele podia ter subido a cabeça dele, podia ter pensado,
agora conquistar todo mundo, Deus prometeu essa terra pra mim, agora vou pegar pra mim mesmo, não, e no capítulo 15 Deus vai explicar mais sobre isso, como e quando que vem realmente a posse da terra pra Abrão,
mas essa história realmente é muito importante pra gente entender os caminhos de Deus, como que o reino de Deus se estabelece, como que o reino de Deus avança sobre a terra,
então, por um lado, Abrão não hesita em ir atrás daqueles que levaram Ló, e nós temos aqui então a primeira vez que Abrão já tinha se relacionado com no Egito,
nós temos essas histórias que mostram como Abrão, como pai do povo de Deus, do povo hebreu, como que isso, qual seria a relação deles com as outras nações,
então nós vimos o perigo de Abrão ir pro Egito, e aqui nós vemos que Abrão vence esses outros reis que vêm de uma outra região, que futuramente vai ter muito domínio sobre a terra de Israel, Babilônia, Síria, mas Abrão é vitorioso,
mas essa nem é uma guerra sobre o controle da terra, essa é uma guerra para que realmente ele possa defender aqueles que estão em aliança com ele,
e isso nos mostra a bênção de Deus sobre Abrão, porque mostra que "eu abençoarei os que te abençoarem, amaldiçoarei os que te amaldiçoarem",
ou seja, Ló, ele está em aliança com Abrão, Ló é abençoado, porque ele faz parte dessa bênção de Abrão, e isso é uma coisa que é difícil para nossa mente humana entender,
mas Deus realmente tem abençoado aqueles que contribuem, que colaboram, Ló nem era um cara que colaborava tanto assim com Abrão, mas como Abrão o considerava em aliança e fazia parte da família,
então Abrão consegue levar a bênção para aqueles que estão associados a ele, então só quero mencionar para terminar esse aspecto de Deus mostrar aqui vários princípios que vêm antes da instituição da lei,
temos aqui uma menção de dízimo, dízimo é um assunto bem complexo, muita gente ensina várias coisas a respeito do dízimo,
mas uma coisa que eu acho que a importância do dízimo aparecer aqui nesse capítulo e vai aparecer depois na história de Jacó, as duas histórias sobre dízimo acontecem antes da lei,
e no novo testamento, isso é um assunto grande, mas eu só quero dar um toque aqui, que as coisas que Deus colocou na lei elas são importantes,
mas a origem dessas coisas, a origem dos princípios, o que agrada o coração de Deus é realmente a atitude espontânea, então Deus colocou, é um princípio de Deus,
dízimo, contribuição financeira, você ser generoso com aquilo que você tem, essa reação de Abrão de dar ao Melquisedec o abençoou em nome de Deus,
e Abrão ninguém ensinou, ninguém obrigou, não foi uma coisa que ele tinha alguma lei que ele tinha que fazer, mas a origem dos princípios de Deus elas vêm antes da lei,
então o sacerdócio, o altar, essas coisas estão acontecendo antes da implantação da lei, então esses aspectos do reino de Deus que vêm antes da lei são muito importantes para a gente entender,
o novo testamento vai explorar bastante mostrando que a fé, a aliança, a fé de Abrão veio antes dele ser circuncidado, veio antes da implantação da lei, isso não significa que Deus não aprova a lei,
não tem uma importância, assim como os princípios que nós usamos, disciplina, leitura da Bíblia, oração, mas essas coisas não podem ser feitas por causa de uma norma,
a ideia da lei é para mostrar o que deve ser feito, como Deus quer que as coisas sejam feitas, mas o que deve nos motivar, o que deve nos levar o princípio de vida,
essas coisas vêm muito antes da lei, então é muito interessante a gente ver que o princípio, quando as pessoas falam, inclusive é uma verdade que o novo testamento não enfatiza o dismo daquela forma que era praticada exatamente no antigo testamento,
mas é importante também lembrar que o dismo começou antes da lei, então isso nos mostra que por um lado nós não devemos obedecer às coisas, praticar as coisas por uma imposição,
simplesmente algum tipo de merecer ou de ganhar mérito por causa disso, mas por outro lado nós não devemos ter uma atitude de, não, isso aí, agora eu não estou debaixo da lei, eu não preciso contribuir nada, não preciso praticar nada, isso também não é uma interpretação correta,
a menção do dismo aqui, depois a carta aos hebreus vai mostrar o quanto que isso foi importante e o quanto que a figura de Melchizedek representa na bíblia é que tem uma ordem, tem uma ordem de Deus que é superior à ordem da lei,
então outra vez não é que Deus não queira a lei, que a lei não veio dele, mas isso mostra que a lei ela vem para ensinar, ela tem uma função importante na vida do povo de Deus, mas existe algo superior, Jesus é superior à lei,
o sacerdócio de Jesus, o reinado de Jesus, o governo de Jesus é superior a todas essas ordens que vieram depois, então são assuntos bem complexos que vão atravessando várias partes das escrituras, mas é muito bom a gente entender a origem das coisas,
Jesus é a origem, a gente vê de onde veio, qual foi a primeira vez que apareceu o dismo e o que isso significa, então que nós possamos entender isso não como um princípio que a gente é obrigado a obedecer por uma norma,
nós possamos entender que isso deve funcionar com essa espontaneidade de Abrão, a bênção de Deus sobre a vida de Abrão gerou nele uma gratidão, um reconhecimento,
se você consegue entender o espírito que moveu Abrão nessa história você vai entender um pouco do que realmente deve ser o dismo e todos os aspectos da nossa adoração a Deus e da nossa vida a Deus,
na nova aliança que na verdade é só colocando a aliança anterior em prática na nossa vida nos dando entendimento, nos dando um espírito voluntário, nos dando um desejo de servir a Deus com todo o nosso coração,
então essa é uma história bem diferente da vida de Abrão, mas uma história que tem muito significado e como eu disse toda essa linhagem de Melchizedek toda essa história é bem carregada de significado,
as profecias do Salmo 110 e de Hebreus são coisas muito profundas que precisamos entender, precisamos cavar mais para podermos entender o que Deus está querendo fazer para estabelecer o seu reino,
Abrão está ali na terra prometida conquistando, tomando passos, aprendendo aliança, aprendendo a viver as coisas e Deus foi mostrando e abençoando e aprovando os momentos em que ele viveu de acordo com o plano dele,
com os princípios que Deus queria mostrar. Senhor, nesta noite nós te agradecemos, ó Deus, por tudo que o Senhor tem revelado na Tua Palavra e nós realmente abrimos o nosso coração para Ti, Senhor.
Nós queremos aquilo que o Senhor tem implantado na nossa vida, queremos viver com fidelidade, com gratidão a Ti, ó Deus, nós queremos que aquilo que o Senhor tem,
aquilo que o Senhor colocou em relação a essa ordem superior, aquilo que o Senhor quer mostrar, ó Deus, que seja cada vez mais claro para nós, nós queremos seguir ao Rei e ao Sacerdote que é de acordo com essa ordem,
ó Deus, essa ordem tão maravilhosa que Abrão estava vivendo, Abrão estava nessa ordem superior porque ele estava vivendo com espontaneidade, ele estava vivendo com aquilo que fluía do coração dele
e nós queremos que isso também aconteça, que nós possamos passar de Siquem para Betel e para Ebron, que nós possamos ver o Senhor formando alianças e levantando princípios sólidos,
ó Deus, que nós possamos ter esse mesmo coração de Abrão, ó Deus, que não medir esforços, que não tinha temor de assumir riscos para proteger aqueles que estavam em aliança com ele.
Senhor, nós queremos ver isso acontecendo na vida do teu povo, na nossa vida e que isso venha acontecer e que, ó Deus, nós possamos ver o Senhor governando, o Senhor reinando, ó Deus, como o Senhor profetizou,
que seja realmente de acordo com essa ordem superior, pedimos a Ti em nome de Jesus. Amém.

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