Jacó deu uma bênção para cada um dos doze filhos. Ninguém ficou de fora. Iniciava-se um novo capítulo no plano de Deus. Não haveria mais seleção entre os filhos para ver quem faria parte. Mesmo assim, as bênçãos não foram iguais. Uma nação, uma coletividade estava sendo formada. Mas havia muita mistura. Não era um povo especial, melhor do que os outros. Foram incluídos por serem descendentes, mas nem todos andavam com Deus. Assim foi a história de Israel, assim foi a história da Igreja. Mesmo assim, este fundamento histórico de 12 filhos e 12 tribos continua firme até o fim da história da redenção.
Gn 49
Para enriquecer mais seu conhecimento recomendamos a leitura:
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Transcrição
Mais uma vez estamos em Gênesis 49, nós estamos passando algum tempo nesse capítulo porque nós estamos perto do encerramento do livro de Gênesis e esse capítulo é o encerramento da vida de Jacó.
Essas aqui são as últimas palavras registradas, até pelo jeito que conta, que está relatado aqui em Gênesis 49, parece que Jacó deu essa bênção para os doze filhos e logo em seguida ele morreu.
A narrativa está registrada dessa forma, que ele chamou os doze filhos, deu a bênção para cada um e deu uma última palavra, um último encargo e deitou na cama e morreu, parece que a cortina fechou bem na hora certa.
Então é um capítulo muito importante, é uma parte importante da história da Redenção, nós estamos vendo aqui como é uma transição, Gênesis conta os três patriarcas, Abrão, Isaac e Jacó.
Depois nós temos dentro da história de Jacó, Jacó ainda vivo, mas tem essa parte muito importante da história de José, o filho de Jacó, mas a transição mesmo assim tem esse destaque da vida de José,
mas é uma coisa interessante como Jacó termina a vida dele dando a bênção para os doze filhos, essa bênção não era específica para a vida deles, na verdade todos eles já eram pais, não eram jovens, eles eram pais de famílias, muitos deles já eram avôs,
então a gente percebe aqui uma transição da história de patriarcas individuais, pessoas que Deus chamou, chamou Abrão, depois teve essa sequência dos filhos de Isaac, depois de Jacó, essa sequência de gerações,
em que Deus estava caminhando e firmando sua aliança com indivíduos, mas a partir de Jacó nós temos os doze filhos que representam as doze tribos, então aqui a etapa, a fase do plano de Deus passa do indivíduo para a coletividade,
então aqui o propósito de Deus não era apenas caminhar individualmente com alguém em cada geração, mas era formar um povo, formar uma nação, então esse capítulo requer bastante atenção,
então é claro que nós não estamos esgotando tudo que tem aqui, tem mistérios, tem enigmas, tem palavras aqui que não compreendemos ou não entendemos exatamente a aplicação, mas são as bênçãos para as doze tribos,
então hoje nós vamos terminar de ver o que Jacó falou para os outros sete filhos, já vimos as bênçãos para os primeiros três, depois para Judá, depois para José, que são as bênçãos mais destacadas,
agora vamos finalizando vendo o que ele falou para os outros sete filhos que não chamam tanta atenção, não são bênçãos tão específicas ou claras, mas vamos também pensar agora também no todo, nessa bênção para os doze filhos e o que isso significa para o futuro.
Senhor Deus, nós queremos compreender cada vez mais teu plano, principalmente queremos entender, queremos conhecer, não entender na mente apenas, mas queremos conhecer a ti, queremos ver como o senhor estava agindo na história,
para onde o senhor estava caminhando, mesmo com pessoas falhas, mesmo com pessoas com defeitos, com limitações, enfim, o senhor trabalhava, o senhor caminhava naquela época e até hoje com pessoas tão contaminadas, com tantas dificuldades, mas o senhor continua caminhando para o teu propósito,
nós queremos conhecer o teu plano, conhecer o teu coração e conhecer um pouco desse mistério de quem, daquilo que o senhor deseja fazer porque nós queremos caminhar junto contigo, o senhor é nosso criador, redentor, mas acima de tudo o senhor é nosso pai e o senhor está nos conduzindo para uma consumação, para um ponto culminante e nós queremos cooperar para isso.
Nós pedimos a tua bênção, a tua revelação e o compartilhar do teu coração conosco em nome de Jesus, amém.
Em primeiro lugar nós vamos dar uma olhada rápida, não tem assim tanta coisa para, com certeza tem muita coisa para descobrir, mas eu mesmo não tenho muita revelação, li algumas coisas, tem algumas implicações nas bênçãos para os sete filhos que não tem tanto destaque,
já falamos repetindo mais uma vez, os primeiros três filhos receberam mais uma repreensão, mais uma consequência de atos que cometeram do que propriamente uma bênção,
mas vimos que Levi, um dos três, apesar do ato violento que ele cometeu juntamente com Simião, ele acabou sendo abençoado, a história dos descendentes mudou lá na frente quando os filhos, os descendentes dele se juntaram a Moisés no Monte Sinai
para tomar o lado de Deus contra a idolatria, contra aquele ato terrível que o povo tinha cometido. Então os primeiros três bênçãos não foram muito bênçãos, mas foram consequências daquilo que esses três filhos cometeram.
Aí nós temos os dois filhos destacados, Judá e José, vimos como isso foi desenvolvido ao longo da história e os dois tiveram realmente destaque na história,
mas José que foi o filho realmente mais destacado dos doze, sem nenhuma comparação assim, José foi assim de longe o mais destacado dos doze filhos de Jacó no tempo da vida deles,
mas não foi dele a bênção de ser ou de vir dele o grande descendente que seria a bênção para todas as nações da terra, que foi o que Deus tinha prometido para cada um dos três patriarcas.
Então foi algo surpreendente, minha hipótese é que o próprio Jacó deve ter ficado surpreendido com essa profecia, mas os dois foram os mais destacados e isso futuramente, no futuro, se tornaria uma concorrência,
o reino dividido, como se fossem dois grandes partidos, dois reinos, houve inimisade, houve guerras, então os dois foram abençoados, os dois tiveram destaque na história,
mas isso gerou, não gerou unidade, isso gerou divisão, mas temos, nós vimos que o plano de Deus, como aconteceu na própria vida de José, o plano de Deus é reconciliar,
Deus promete que vai unir todos em um só povo, em uma só nação, então esses são os primeiros cinco filhos, José não foi um dos primeiros a receber a bênção, mas são cinco bênçãos que nós já vimos.
Então nós vamos dar uma olhada nas outras bênçãos para os outros sete filhos e depois nós vamos tirar algumas conclusões, pensar um pouquinho sobre o que isso significa no plano de Deus.
Então nós estamos em Gênesis 49 e versículo 13 e lembrando aqui que a ordem, a ordem em que Jacó abençou os filhos, segue mais ou menos, com algumas pequenas exceções,
mas segue mais ou menos a ordem de idade, a ordem de nascimento, então os primeiros quatro filhos de Lia, está na ordem certinha, depois na verdade dos quatro primeiros filhos,
depois entrou a concorrência entre Lia e Raquel, Raquel não podia ter filhos, então ela deu sua serva para Jacó, aí teve dois filhos com a serva de Raquel,
aí Lia não estava tendo mais filhos, ela falou assim "ah vou entrar nessa briga também", deu sua serva para Jacó e depois Lia mais na frente teve mais dois filhos, então essa ordem, os últimos dois filhos de Lia,
são colocados na sequência, então Jacó ele segue parcialmente a ordem de nascimento, mas agora depois de Judá, no versículo 13, ele vai colocar não os que nasceram na ordem de nascimento,
teria que ser os dois filhos da serva de Raquel, mas ele coloca os dois filhos de Lia que nasceram depois e mesmo assim Issacar nasceu antes de Zebulon,
então ele faz algumas trocas aqui, então Zebulon e Issacar são os outros dois filhos de Lia,
Zebulon, versículo 13, habitará no litoral, servirá de ancoradouro de navios, o seu termo se estenderá até Sidon, ele está falando aqui agora sobre território, onde que vai ser o território que Zebulon vai ocupar,
se cumpriu, na verdade de acordo com a divisão do território que nós temos no livro de Josué,
Zebulon não ficava exatamente no litoral, mas ficava próximo, mas realmente ele ficava mais na parte norte, perto de Sidon que seria o território, faz parte hoje do Líbano,
então Zebulon não fala nada assim sobre ele ou sobre prosperidade, só fala sobre onde estará o território dele.
Versículo 14, Issacar é jumento forte, deitado entre dois fardos, viu ele que o descanso era bom e que a terra era deliciosa,
baixou o ombro a carga, sujeitou-se ao trabalho, serviu.
Então aqui nós temos uma profecia que indica que Issacar vai ter um território bom, com descanso,
ele parece que tem aqui uma ideia mais assim de ser pacífico, como jumento ele trabalha, mas ele vê que o descanso era bom e que a terra era deliciosa,
mas ele baixou o ombro a carga, sujeitou-se ao trabalho, serviu, também são coisas meio enigmáticas,
que talvez ele preferiu assim a paz, várias tribos aconteceu isso, mas é citado que ele não, lá quando Josué deu o território para eles,
para os descendentes deles, eles não expulsaram todos os cananeus daquela parte onde ele recebeu herança,
então também não fica muito claro que não era só a tribo de Issacar que foi sujeitado em algumas épocas ao serviço à escravidão,
a trabalhar para os outros, mas parece que indica uma vida mais pacífica, ok?
Agora aqui Dã, Dã é filho de Zilpah que é serva de Raquel, Dã julgará o seu povo, ele está fazendo algo sobre o significado do nome Dã,
porque Dã é julgar, juiz, então Dã julgará seu povo como uma das tribos de Israel, Dã será serpente junto ao caminho,
uma víbora junto à vereda que morde os calcanhares do cavalo e faz cair o seu cavaleiro por detrás.
Também bastante enigmático, ele vai julgar seu povo, isso talvez tenha uma referência, um cumprimento em Sansão,
Sansão foi um dos juízes na época dos juízes, então Sansão veio da tribo de Dã e era um dos juízes,
então julgará seu povo, pode ter um cumprimento nisso, mas parece também que é uma coisa meio dupla,
uma ideia de que ele julgará, mas que também ele é comparado a uma víbora.
E Dã tem uma parte da história que conta também no Livro de Juízes que eles tiveram uma herança,
mas acharam que era pequena, pequena parte da herança deles e aí eles foram conquistar uma parte lá no extremo norte,
tanto é que durante os livros de reis e crônicas, quando queria falar assim, desde o extremo norte até o extremo sul,
fala desde Dã até Berséba, então Dã recebeu uma herança mais no centro, mas ele foi conquistar uma parte ao norte,
mas também naquela história tem muita coisa que está fora dos caminhos de Deus, eles pegaram Levita e instituíram idolatria,
então tem histórias não muito boas, o próprio Sansão, que foi um dos juízes, teve uma história muito mais cheia de defeitos
e de contaminação e de carnalidade do que de pureza de caráter, então a profecia de Dã tem essas duplicidades,
essas dualidades dentro da bênção para Dã. E aí nós temos no versículo 18, que é mais ou menos no meio das bênçãos,
das profecias de Jacó, nós temos um versículo solto assim, Jacó no meio dessas bênçãos, talvez nesse momento ele percebendo
que a história, eu vou comentar isso depois, mas já colocando, a história nem do começo aqui de Jacó com quatro mulheres e os filhos,
a história desse início da nação de Israel é uma história cheia de problemas, cheia de atitudes erradas, assim, quando a gente pensa assim,
Israel, até mesmo, Jacó, ele teve muitas coisas erradas na vida dele, mas ele foi transformado, ele teve o nome mudado de Jacó para Israel,
então nós temos realmente essa imagem, não de Deus chamando pessoas que eram melhores, pessoas que se destacavam como José,
era uma pessoa que se destacava por ser uma pessoa íntegra, pura, com coração para Deus, mas no geral aqui nós temos muitas histórias negativas,
muitas histórias cheias de pecados, de carne, de atitudes egoístas, a história de Simeão e Levique massacraram aquele povo,
a história de Judá, enfim, nós temos muitas histórias sujas, histórias que Deus não esconde, Deus não apagou,
Deus não deixou essas coisas fora das Escrituras para dizer assim, não, não vamos nem tomar conhecimento dos erros,
o meu povo é um povo maravilhoso, é um povo que se destacou, é um povo que era fiel, não, nós temos a história desde o início,
isso continuou sendo assim, a história de Israel e se nós formos olhar a história da Igreja não é diferente também, então nós temos uma história
do povo de Deus, o povo de Deus que a gente, a Bíblia diz que nós fomos chamados para ser uma nação santa,
em Êxodo 19, um sacerdócio para Deus, Deus deseja isso, isso não significa que Deus não vai conseguir o que ele quer,
mas a história mostra toda essa mistura, então, uma das coisas que já estou colocando aqui como nossa,
como conclusão desse capítulo de bensons, Jacó no leito de morte, na hora de partir, ele dá essa bênção profética,
ele tem um papel importante para mostrar que agora é uma nação, não vai mais assim dos doze filhos escolher só um ou dois
para dar continuidade, não, os doze filhos, todos eles são incluídos, todos eles fazem parte da nação de Israel,
mas é uma mistura, é uma coisa conturbada, cheia de turbulência, de guerras de ciúmes, então Deus está caminhando para um alvo,
ele separou um povo, como Moisés mesmo fala em Deuteronômio, Deus falando com ele, que o povo de Israel não era melhor,
eles não eram mais fortes, mais bonitos e muito menos mais santos do que os outros povos da Terra,
Deus não escolheu porque eles eram melhores, Deus não nos escolheu porque nós somos melhores,
ele usa instrumentos falhos, ele usa pessoas cheias de defeitos, mas ele deseja, isso não significa que Deus se acomoda com isso,
mas é algo bem misterioso, tanto é que eu estou usando a palavra mistério na aula passada, eu falei sobre o mistério dos dois filhos abençoados, os que foram mais abençoados, dentre os doze, dois foram mais abençoados,
receberam um destaque, e isso é um mistério, porque Deus estava trabalhando com dois, e qual dos dois seria realmente a sequência, a linhagem que traria Jesus,
e hoje eu estou chamando esse estudo de hoje, o mistério dos doze filhos de Jacó, porque é um mistério, Deus resolveu incluir os doze,
sendo que nas gerações anteriores, lembra, a gente sempre via que não Ismael, não Esaú, mas agora não, agora tem os doze filhos e aí você pensa,
bom, agora apurou, agora Jacó foi um homem preparado, terceira geração, ele instruiu, ele criou os filhos, todos eles eram exemplares, não, eles não eram melhores, não eram melhores do que Ismael, não eram melhores do que Esaú,
então a gente percebe que, primeiro assim, que os caminhos de Deus são misteriosos, nós não conseguimos explicar tudo, nós não podemos, já pensou se nós pudéssemos decifrar o plano de Deus,
se nós pudéssemos dizer, não, Deus escolheu Jacó, porque Jacó era melhor do que Esaú, não, Jacó não era melhor do que Esaú, e esses doze filhos, com exceção de José,
o que nós sabemos da vida deles não é bom, os dez, os dez venderam, quase mataram José, venderam José para o Egito, tiveram atitudes muito erradas, enfim, então aqui nós temos essas bênçãos,
e então Jacó, a gente não sabe o que estava passando na cabeça, no coração dele, mas esse versículo 18 é quase que um suspiro,
é quase que Jacó dizendo, eu vejo lá na frente, eu vejo muita coisa difícil, não vai ser uma história fácil, não vai ser assim tudo tranquilo,
agora Deus abençoou e agora vai ser um caminho livre e tranquilo para chegar ao destino que Deus previu, a bênção de Abraão, a bênção para todas as nações,
como é que virá isso, virá através de séculos de tribulação, de tempos turbulentos, de dificuldades internas e externas, então no meio disso Jacó diz,
versículo 18, a tua salvação espero o Senhor, então essa frase está aqui inserida no meio dessas bênçãos, com certeza indicando que Jacó que estava recebendo nesse momento,
ele se propôs a abençoar aos 12 filhos, a gente pode crer que Deus usou esse momento de Jacó para dar profecias, para dar uma visão do futuro,
é isso que ele falou para os 12 filhos, venham eu vou falar o que vai acontecer no futuro, nos tempos vindouros, e ele sentiu que muita coisa difícil viria no futuro,
não seria um caminho fácil, então ele suspira aqui, a tua salvação espero, oh Senhor, e outras palavras, a salvação não vem dos filhos, não vem dos descendentes,
não é uma coisa automática, não é assim, nós somos abençoados e tudo vai dar certo, nós sabemos pela história e pela vida presente que não é simples, mas a nossa esperança é em Deus,
e Jacó expressa isso aqui, a tua salvação espero oh Senhor, então aqui também Jacó ele sai um pouco da sequência, Dan é filho da serva de Raquel,
Bila né, me parece, eu sempre confundo esses nomes, é difícil guardar a sequência dos filhos, saber assim, quais dos filhos de Jacó eram descendentes da serva de Raquel,
quais eram descendentes da serva de Lia, mas aqui, porque eu conferi recentemente, então eu não consigo guardar, Dan é filho da serva de Raquel, mas agora vem Gade que é filho da serva de Lia,
Gade e Asa, então ele coloca um dos filhos da serva de Raquel, primeiro Dan, agora vem os dois filhos da serva de Lia, quando a Gade, uma guerrilha o acometerá, mas ele a acometerá por fim,
então também não é uma profecia de tranquilidade, Gade vai vencer, mas ele vai passar por ataques, também a gente não tem uma correspondência muito clara como que isso se cumpriu,
Gade foi uma das tribos que decidiu ficar do lado leste, do lado contrário do Rio Jordão, quando eles foram entrar na terra, quando Josué levou, na verdade no tempo de Moisés,
antes de morrer e antes de passar para Josué, Ruben, Gade e metade da tribo de Manassés falaram "olha a terra aqui é melhor para o nosso gado, nós queremos ficar aqui",
então Gade ficou do lado leste, na parte que hoje pertence a Jordânia, então ele ficou nessa parte, eles eram mais, aquelas duas tribos e meia, elas eram mais vulneráveis a ataques,
não sabemos muito assim da história, eles não se sobressaem muito na história, mas aqui também é um trocadilho com o nome dele, que o nome Gade tem a ver com ser acometido ou ser atacado, mas ele atacará no fim.
Aí vem Azar, o outro filho da Serva de Lia, "Azer o seu pão será abundante e ele providenciará delícias reais", então aqui tem uma bênção boa que ele vai ter abundância de alimentos e ele vai produzir alimentos especiais,
próprios para a realeza, delícias reais. Agora volta Naftali para o outro filho de Bila, Serva de Raquel. Naftali é uma gazela solta que profere palavras formosas, então também é uma bênção, vai dizer palavras bonitas,
essas bênçãos são bem enigmáticas, muitas pessoas estudam, tentam associar com alguma coisa no futuro, mas como eu já mencionei, essas tribos, a maioria delas, a gente não tem muita história, não tem a história de Dan que acontece no Livre de Juízes,
Benjamin, que nós vamos ver daqui logo em seguida, tem várias menções sobre a tribo de Benjamin, mas a maioria assim, Azar, Naftali, Zebulon, Issacar, não temos muitas informações sobre essas tribos, não se destacaram nem no tempo em que os próprios filhos eram vivos,
e nem na história posterior, mas tem algumas partes boas, algumas partes enigmáticas, agora vamos ver o que fala, nós já vimos José, que vem na sequência, então lá embaixo, o último a ser mencionado, realmente o mais novo,
foi Benjamin no versículo 27, que também é uma bênção meio duvidosa, porque ele é um lobo que despedaça, pela manhã devorará a presa e a tarde repartirá o despojo, então ele é comparado a um animal, ao lobo,
e Benjamin era uma tribo briguenta, tem uma história também muito trágica no Livre de Juízes sobre a tribo de Benjamin, foi quase que eliminada, houve uma guerra entre todas as tribos, contra Benjamin, quase que eliminou a tribo, eles eram bons soldados,
Saúl veio da tribo de Benjamin, o apóstolo Paulo também, então, pensando assim em animais, olha, vários filhos foram comparados ao animal, Judá foi comparado a um leão, depois nós temos Issacar que foi comparado a um jumento forte,
jumento é um animal de trabalho, então Issacar tem talvez esse destaque assim de ter sido trabalhador e não muito dado assim a lutar, a ter uma iniciativa, não aceitar a servidão, aí nós temos Dan que é comparado a uma serpente, uma víbora,
que nunca é uma comparação boa, depois nós temos Naftali que é comparado a uma gazela, solta, que anda, que é formosa, que fala palavras bonitas, e por fim Benjamin que é comparado a um lobo, que despedaça.
Então, eu não tenho muita profundidade sobre o que cada profecia significa, eu quero agora só fazer algumas considerações sobre esse capítulo como todo, vamos ler agora assim, antes de fazer essas considerações, vamos ler o versículo 28,
vou ler até o final do capítulo pra gente pegar esse contexto de como Jacó terminou essas profecias e aí quero falar um pouco sobre esse momento como um todo, os 12 filhos e sobre o que isso significa na história que veio a seguir.
Mas então o versículo 28 diz o seguinte, todas estas são as 12 tribos de Israel, se isso é Moisés ou alguma outra pessoa que fez uma edição, claro que isso não é algo que foi falado na época, no dia em que Jacó deu essa bênção,
isso é uma nota de um editor que compilou essas histórias e que fez um comentário aqui, bem depois.
Mas é claro que Jacó de fato, ele estava fazendo essas profecias, isso é pra nós, a gente já sabe que Jacó teve 12 filhos, que eram as 12 tribos, mas imagine Jacó e todos os filhos dele, eles não tinham essa noção de que hoje está começando a história de uma nação,
hoje está, nós estamos já definindo que serão 12 tribos, mas Jacó na bênção, ele estava dizendo isso, até quando ele falou de Dan no versículo 16, ele fala "Dan julgará seu povo com uma das tribos de Israel".
E Jacó tinha essa visão, ele deu a José, ele falou com José no capítulo anterior, "seus dois filhos vão ter uma parte como todos os irmãos", então José recebeu uma porção dobrada porque ele estava já visualizando a nação com 12 tribos.
E José recebeu duas, naquele momento poderia pensar que seriam 13, esse número 12 sempre tinha aspectos, Simeão sumiu, Levi não foi contado assim como território, enfim, tem várias listas,
até no Novo Testamento, em Apocalipse 7, vai falar de Deus antes da tribulação, Deus cela, através de um anjo, Deus cela 12 mil de cada tribo de Israel,
e ele cita Levi, ele cita Manassés e cita José, não Efraim, mas seria como se José, Efraim fosse José, enfim, mas ele não, como ele colocou Levi e como ele colocou Manassés e José como duas tribos, aí ele não coloca Dan, Dan não aparece na lista de Apocalipse 7,
então tem muitos mistérios, por isso que eu, quando, talvez quando alguém vai olhar o título desse estudo para ver depois e ver assim "O Mistério dos Doze Filhos de Jacó",
normalmente quando alguém coloca o título "Esse é o Mistério dos Doze Filhos de Jacó", ele vai pensar "bom, eu vou descobrir qual que é o mistério", não,
eu estou chamando "mistério" porque são coisas que a gente não sabe, isso vai ficar mais claro o que eu quero dizer mais daqui a pouco,
mas então no versículo 28 todas estas são as 12 tribos de Israel, então a nota do editor, a nota que está compilando isso é, esse momento é significativo porque daqui para frente não é mais só uma pessoa,
Deus trabalhando com uma pessoa, lembra que a gente sempre repete isso, Deus resolveu cumprir mesmo ele sabendo que futuramente ele mesmo viria,
o filho de Deus viria, o próprio Deus viria em carne para fazer a redenção, para levar adiante, só com os homens, Deus não poderia realizar seu plano de redenção,
ele mesmo teria que fazer, mas toda a Bíblia relata como Deus vai trabalhando com os homens e em geral, mesmo depois da nação de Israel,
em geral, Deus só encontrava uma pessoa, Deus, com poucas exceções, Deus não, o plano de redenção não chegou nesse ponto de Deus ter, até hoje nós podemos dizer isso,
Deus não chegou ainda no ponto que ele deseja que é de ter uma nação, uma coletividade, Deus tem encontrado pessoas, pessoas falhas, pessoas com pecados, com falhas sérias,
mas Deus tem encontrado pessoas ao longo de toda a história, do tempo da Bíblia e depois do tempo em que as histórias da Bíblia aconteceram,
mas o desejo de Deus, o anseio, o plano de Deus não é um indivíduo, o plano de Deus individual, o plano de Deus com cada pessoa é importante,
mas é algo que o cristianismo, na maioria do tempo, o cristianismo prega salvação individual, formamos a igreja, formamos uma coletividade,
mas o Evangelho tem sido apresentado mais como Deus quer salvar você, a sua vida individual, isso é fundamental porque Deus não trabalha com anonimato, com em massa,
Deus resolve salvar todo mundo em massa, não, a relação de Deus é individual, Deus demorou três gerações, Abraão, Isaac, Jacó, para começar a tratar com coletividade,
mas o plano de Deus é coletividade, o plano de Deus é trabalhar com indivíduos e através dos indivíduos, através da união entre homem e mulher, indivíduos separados,
indivíduos com sua individualidade, com sua personalidade, com sua singularidade, Deus junta para formar não uma massa uniforme, não para formar uma coisa sem rosto,
sem, assim, todo mundo aceita, Deus é rei, todo mundo se ajoelha, todo mundo confessa, todo mundo repete, todo mundo é igual, não, Deus quer a individualidade.
E os doze filhos de Jacó que começam essa história de coletividade, eles são diferentes, cada um tem um caráter, cada um tem um problema ou uma virtude e cada um faz parte
e nesse ponto em que Deus passa da individualidade só, só de ter um amigo, uma pessoa com quem ele forma uma parceria,
mas o anseio de Deus é passar da individualidade para a coletividade, então é misterioso, é impossível na história, se a gente for olhar para a história,
tanto Israel quanto a igreja falharam, não chegou, é claro que houve exceções, houve períodos, houve momentos que a Bíblia registra no primeiro testamento,
houve momentos em que houve vislumbres dessa coletividade, houve pequenas amostras no dia de Pentecostes, houve na história, tanto do primeiro testamento como do novo,
tanto na história da igreja, avivamentos em que Deus visita muitas pessoas e tem algo vivo, algo acontecendo na coletividade que não é só uma pessoa.
No avivamento do país de Gales tinha uma pessoa que foi muito usada por Deus, mas assim, uma das características do país de Gales, do avivamento Azusa,
é que não tinha só uma pessoa lá na frente, em muitos e muitos momentos houve algo coletivo, Deus agindo, o Espírito Santo agindo, foram pequenos vislumbres,
mas é mostrando o que Deus quer alcançar, então estas, versículo 28, estas são as doze tribos de Israel e isto é o que lhes falou seu pai quando os abençoou,
a cada um deles abençoou segundo a sua bênção, então não eram bênçãos iguais, Jacob não falou assim, olha, eu falei uma coisa muito boa sobre Judá,
agora tem que falar uma coisa muito boa sobre os outros, não, ele falou com cada um, tinha algo a ver com o histórico de cada um, tinha algo a ver com o caráter de cada um,
mas tem todo esse mistério envolvido em que a bênção, José foi uma pessoa muito abençoada, mas a descendência dele não seguiu exatamente o exemplo de José.
Judá teve uma vida muito, muito cheia de confusão, cheia de erros, mas Deus escolheu dentre os seus descendentes alguém que serviu a Deus e que foi,
que Deus encontrou, que foi o seu coração, que foi Davi, então a bênção tinha a ver com o caráter, com a história de cada um, mas tinha a ver também com Deus prevendo como ele iria agir,
e até o próprio fato de que José, primeiro José não era o primogênito, não era a pessoa, seria Ruben, ou um dos outros filhos de Lia que deveria ter o direito de primogenitura,
mas José foi quem se destacou, tinha uma razão até natural disso, que era filho de Raquel, a esposa amada, mas depois não era da descendência dele que viria o Messias,
então veja como Deus, ele vai trabalhando, ele vai fazendo as coisas e a gente, é misterioso, é misterioso, tem os propósitos de Deus, Deus não nega as suas promessas, ele não muda,
eu falei isso, mas agora mudei tudo, mas ao mesmo tempo ele vai agir de acordo com cada geração, de acordo com cada pessoa, Deus não tem netos de Deus, não tem pessoas que pertencem a Deus só porque o pai era,
não é muito misterioso tudo isso, porque Deus é fiel às suas promessas para Abrão, Isaac e Jacó, é o povo de Israel, mas ele também inclui outras pessoas, então Deus tem uma maneira justa,
uma maneira inesperada, uma maneira misteriosa de agir, então se você percebe que o quadro é confuso, se você percebe que os caminhos de Deus não são exatamente previsíveis,
não são de acordo com a nossa lógica, é importante isso porque esse é o mistério, Deus opera de formas muito misteriosas e muito diferentes do que nós poderíamos imaginar e ao mesmo tempo ele nunca deixa de ser coerente com o que ele prometeu desde o início,
então essa é uma das coisas que causa, no meu coração, muita admiração. Então só para ver esse final do capítulo e da vida de Jacó, então Jacó teve essa profecia, ele teve esse vislumbre de que o futuro não seria fácil,
ele incluiu todos os 12 filhos, mas ele falou muito, muitas das bênçãos dele foram com a bênção dada que Isaac acabou dando para Isaú, não foi algo bom, Isaú ficou mordido, ele ficou cheio de amargura por causa da bênção que ele recebeu,
e alguns dos filhos de Jacó também receberam bênçãos que não foram positivos, eram mais profecias do que bênçãos, mas ele abençoou cada um e todos, todos os 12 no futuro fariam parte do povo de Deus,
então depois dessa profecia, para cada um, Jacó tem uma recomendação, não uma recomendação, é uma ordem mesmo, é um encargo, era uma coisa que era muito importante,
essa ordem que aparece aqui já apareceu duas vezes antes, essa é a terceira vez, duas vezes Jacó falou com José, você não vai me sepultar no Egito, você, sua descendência, vocês não vão ficar, agora não é hora de sair, mas esse não é o nosso lugar,
então ele fez uma ordem que era muito importante para ele, isso era muito importante, até hoje também tem pessoas que consideram muito importante onde que eles serão sepultados,
como a gente tem uma visão de que esse corpo vai se desfazer, como é que Deus vai ressuscitar, a gente nem imagina como que isso pode acontecer e que não é importante se a pessoa foi cremada,
se a pessoa se jogou as cinzas no mar, se nem teve, quantas pessoas já foram sepultadas em massa, aqueles que foram mortos no holocausto, em guerras, e tanta gente não tem um lugar no cemitério, não tem um lugar específico,
então a gente poderia pensar, não é importante onde vai me colocar depois que eu morrer, eu nem vou estar aqui para ver, mas para eles era importante e era um ato profético, era um testemunho,
era uma profecia, quando Jacó, e isso é tão importante que foi colocado três vezes, no final do capítulo 47, no capítulo 48 e agora no capítulo 49, três vezes Jacó repete que não é para ficar no Egito,
a descendência não vai ficar no Egito, esse não é o lugar, nós poderíamos fazer um paralelo dizendo, nosso lugar não é nessa terra, muito tempo até hoje muita gente pensa assim, meu lugar, meu futuro, minha esperança não é na terra, é no céu,
mas nós temos entendido que o reino de Deus vem para a terra, mas o importante, não é questão assim de que nós não vamos viver na terra, mas o importante é entender, nosso lugar não é no sistema deste mundo,
o Egito representa não um lugar geográfico, mas o Egito representa um sistema, um futuro, nós temos que viver, nós somos peregrinos, nós temos que ter nossa vida, nós não vivemos como ermitões,
nós não vivemos fora das cidades ou fora da civilização, mas nosso lugar não é aqui, então Jacó deu um testemunho muito importante, para ele era muito importante que os filhos entendessem que o seu último pedido é
não me sepultem aqui, aqui não é o lugar da promessa, aqui não é o lugar onde nós vamos ficar, Deus tem algo diferente para a descendência no futuro.
Então, versículo 29, "Depois lhes ordenou dizendo, eu estou para ser reunido ao meu povo", era assim que eles se expressavam, "sepultai-me com meus pais, na caverna que está no campo de Efron o Eteu, na caverna que está no campo de Maquipela,
fronteiro Amanri, na terra de Canaã, a qual Abraão comprou de Efron o Eteu, com aquele campo como propriedade de sepultura, ali sepultaram Abraão e Sara, primeira geração, e Sara sua mulher, ali sepultaram Isaac e Rebeca,
segunda geração, e ali eu sepultei a Lia, agora é interessante que desses três casais, desses três gerações, quem ficou nesse lugar que era um lugar especial, era um lugar de sepultamento específico para os patriarcas,
e eu nem sei, não pesquisei isso, não sei, com certeza eles têm esse lugar, fica perto de Ebron, em Israel, eles têm esse lugar marcado, nem sempre o lugar que eles têm o monumento, que têm o museu, que têm o lugar que lembram aquele lugar, nem sempre corresponde exatamente ao lugar,
mas provavelmente eles tenham conseguido, realmente eu não sei dizer onde eles consideram que é essa sepultura hoje, se é o lugar certo, mas é bem provável que sim, então eles têm um lugar, Jacó naquela época tinha um lugar onde ficaram os três casais, os três casais dos patriarcas,
Abraão casou de novo, mas só depois que Sarah morreu, segundo nossos relatos, Isaac nunca teve outra esposa, só Rebeca, Jacó teve quatro esposas, duas talvez não eram consideradas esposas, eram mais concubinas, não tinha a mesma classe, eram as servas das duas esposas,
mas é interessante que quem ficou com Jacó nessa sepultura, nesse lugar específico e tão importante, não foi Raquel, a esposa amarela, morreu perto de Belém, foi sepultado ali mesmo, tinha, não sei se ainda tem esse lugar,
tinha um marco naquele lugar onde Raquel morreu, que pode ter sido bem próximo onde Jesus nasceu, que foi perto de Belém, mas nos casais, os casais dos três patriarcas, é interessante que Lia recebeu essa honra de ser, vamos dizer assim, a esposa titular, a esposa oficial,
porque afinal de contas ela foi mãe de seis dos doze filhos e foi mãe de Judá, que é de onde veio Jesus, então Lia recebeu essa honra e Jacó que deu essa ordem, eu quero ser sepultado ali.
Outra coisa muito significativa desse lugar é que os três patriarcas não possuíram, parece que Jacó tinha comprado um outro terreno, perto de Siquem, que ele até doou para José,
mas fora isso a única parte que Abrão tinha, a única parte que Isaac tinha, era esse lugar de sepultamento, eles eram peregrinos, eles não possuíram a terra, só habitaram ali como peregrinos,
e então Jacó está dando essa ordem muito séria de que ele quer ser sepultado nesse lugar como testemunho de que a herança, o lugar que Deus tem para eles é esse lugar lá na terra de Canaã.
Então no versículo 33 ele fala "acabando Jacó de dar essas instruções a seus filhos, recolheu os pés na cama, expirou e foi reunido ao seu povo".
Olha, é como já mencionei, isso é muito raro, Isaac achou que tinha que dar bênção para os filhos e viveu mais de 40 anos depois, mas Jacó, ele percebeu que estava próximo, ele preparou, tinha falado com José, com os filhos de José,
tinha dado ordens, chamou os 12 filhos, teve uma despedida, teve um momento solene, deu a bênção para cada um deles e terminou, deitou na cama, se aclinou e partiu.
É uma morte abençoada e tudo assim dentro de um cronograma perfeito, como se tivesse já predeterminado isso. Ok, então o que eu quero falar rapidamente é a respeito então, já vim falando sobre essa questão dos 12 filhos,
nem todos eram exemplares, nem todos tiveram boas perspectivas para o futuro, a origem dos 12 filhos foi cheia de carnalidade, a gente vê a descendência de Judá,
a descendência de Judá que era o progenitor de onde veio a linhagem de Jesus, olha que história mais reprovável, mais repulsiva assim, a história da descendência de Judá, três filhos, dois morreram,
a Nora que tinha casado, que passou do primeiro filho para o segundo e tal, a Nora se disfarça como prostituta, enfim, é dali que vem a descendência de Jesus,
então você percebe como Deus trabalha dentro da história humana com todos os erros, a gente pode falar assim, alguma coisa boa poderia vir de Judá, alguma coisa boa poderia vir do próprio Jacó,
mas Deus foi trabalhando, Judá teve uma transformação quando ele se ofereceu para tomar o lugar de Benjamin, então há mudanças, infelizmente há mudanças para o pior também,
então a história, a história de Israel, a história das 12 tribos é uma história conturbada, é uma história em que não necessariamente, por um lado a gente tem esse mistério
de que Deus era algo assim que tinha uma mensagem simbólica, uma mensagem alegórica de que Jacó teve 12 filhos, então esse número 12, esse número 12 continua sendo significativo até o final da história,
até o livro do apocalipse, então eu não vou, assim claro que teria muitos pormenores, mas eu só quero pintar um quadro rapidinho para lembrar então que esses 12 filhos apesar de Ruben ter sido o que foi,
Simeão e Levi terem sido quem eles foram, apesar de Dan ser comparado a uma serpente, apesar de ter lutas e dificuldades, apesar da história passada de Judá, então nós temos, esses são, esses são os 12 filhos, esses são os descendentes,
e como eu já mostrei, Deus, ele estava iniciando, ele estava protagonizando uma diferença, uma nova etapa, uma coisa coletiva, em que não deixaria de ser importante a vida de cada um,
o relacionamento de cada um, Deus não tem relacionamento com o povo assim coletivamente sem ter um relacionamento individual, mas o individual existe para ser formado como uma unidade,
o mesmo princípio de homem e mulher formar uma família, Deus destacou Judá e José, eles se separaram, brigaram na história, no tempo de vida não tem mais nenhuma história de desavença entre Judá e José,
é Judá, mas as descendências quiseram a supremacia, brigaram entre si, então a história de Israel, a história da igreja, a história de muitas famílias,
por que que nem todos os filhos, na história, Samuel, os filhos de Samuel não foram bons, muitos filhos de Davi não foram bons, na história também a gente percebe que Deus deseja, é um anseio de Deus passar de uma geração para outra,
passar a bênção, mas o próprio Jacó que está passando a bênção para os doze filhos, ele reconhece que alguns deles não tem uma bênção de Deus sobre a vida deles, mas fazem parte do povo,
então por um lado nós vemos uma verdade que é pitida várias vezes assim, na Bíblia inteira, Deus fala a respeito de um remanescente, tem rejeições, tem muitos que fazem parte do povo mas não acompanham, não acompanham o chamado,
e aí nós temos, nessa história de Israel, nós temos um dos mistérios é que depois do reino dividido, depois do filho de Salomão, depois do tempo de Salomão,
o reino se divide em dois reinos, dez tribos para um lado, duas tribos para o outro e aí continua essa história por alguns séculos e depois é como as dez tribos se afastaram mais do centro de adoração a Deus, da fidelidade a Deus,
eles são levados para o cativeiro, pela Síria e aí nós temos uma história que nunca se resolve, nunca sabemos exatamente o que aconteceu com todo esse povo que foi para as nações,
foi levado para o cativeiro, a Síria aparentemente não colocou tudo num lugar só, colocou separado para que eles não pudessem se juntar e formar uma revolta, formar uma rebelião contra a Síria,
então o povo foi espalhado, depois os que foram para a Babilônia sim, eles voltaram, tem um registro em extras, em Nehemiah, da tribo de Judá, da tribo de Benjamin, dos Levitas, fala, eles tinham, eles tinham registro, eles documentaram o retorno,
nunca houve uma documentação de outras tribos voltando, mas mesmo assim, e esse é um mistério que eu não tenho, não tenho a solução, mas as doze tribos de Israel continuam,
nós podemos falar até nas profecias, na visão de Ezequiel, Ezequiel fala de uma restauração, fala do príncipe, fala do reino, fala do templo reconstruído e fala das doze tribos,
então Deus fala ali das doze tribos, em Ezequiel também, eu já falei na última aula assim, ele fala de José se juntando novamente a Judá, e não só José e não só Judá, mas eles como líderes das outras tribos,
então Deus fala da restauração, e sempre quando fala em restauração, em visão, por exemplo, antes do cativeiro Elias, ele faz um altar com doze pedras, representando as doze tribos,
então essa ideia das doze tribos, ela não desaparece, mesmo a gente não sabendo para onde foram, o que aconteceu, aquele povo que voltou da Babilônia no Livro de Estras e reconstrói o templo,
eles oferecem um sacrifício para cada uma das doze tribos, sendo que não tinha as doze tribos lá, então isso no primeiro testamento.
Agora, Jesus, Jesus em duas ocasiões registradas, uma vez quando em Mateus 19, quando depois do jovem rico e os discípulos ficaram admirados que um rico, seria difícil um rico se salvar, parece que na cabeça deles o rico teria mais facilidade para ser salvo,
a gente nem sabe direito o que que eles pensavam, o que que salvar, o que que ter a vida eterna representava para eles na cabeça deles, mas Pedro depois falou assim,
Jesus, nós largamos tudo como o senhor pediu para o jovem rico fazer, nós fizemos isso, e Jesus fala, então, na regeneração, no futuro, no reino, vocês vão sentar em doze tribos, doze tronos, julgando as doze tribos de Israel,
e ele fala isso de novo em Lucas 22, quando ele fala na última ceia, e ele fala, vocês foram os que continuaram comigo na tribulação, e eu dou um reino para vocês, e vocês vão sentar em doze tronos, julgando as doze tribos de Israel.
Então, e nós podemos continuar citando, Paulo, quando estava diante do rei Agripa, ele falou assim, oh rei, essa é a esperança das doze tribos, e Tiago, o apóstolo Tiago, escrevendo sua epístola,
ele dirige a epístola aos dispersos das doze tribos, então eles entendiam que tinha gente das doze tribos, não é todo mundo, não é, é um remanescente, será que um dia as pessoas vão saber,
o povo de Israel, porque hoje pouquíssimo sabe, e a gente até pensa, como é que as doze tribos mantinham sua identidade, até mesmo esses doze filhos de Jacó,
durante as gerações que eles ficaram no Egito, 400 anos no Egito, como é que eles mantiveram, será que não misturavam, não casavam entre si,
a gente não sabe direito como é que é isso, e hoje quem disse é judeu, a maioria tem misturas de outras nações e pode ter mistura de tribos também,
então, dizer que alguém sabe, né, aquela visão de Apocalipse 7 que mostra doze mil sendo selados de cada uma das doze tribos, então são mistérios, são coisas que a gente não sabe dizer exatamente,
porém, não é tudo espiritualizado, como alguns têm feito, dizer que não, Israel não existe mais, e tem as teorias mais esquisitas, mais doidas, né, sobre as tribos de Israel,
os mormons acham que eles são os descendentes das dez tribos que foram perdidas, e tem outras teorias, tem uma teoria que acha que todas as pessoas que aceitam Jesus, na verdade são descendentes das dez tribos,
enfim, tem coisas que não tem nada, realmente não tem nenhuma base, só uma especulação, mas o fato é que as doze, esse número doze continua até o fim,
e aí nós temos no Apocalipse vinte e quatro anciãos, que é doze mais doze, e nós temos, é claro, nós sabemos que Jesus escolheu doze discípulos, só que um deles foi um traidor,
então esse número doze ele continua, e ele tem muita relação com essa diversidade, doze tribos diferentes, cada uma tendo sua característica, tendo histórias, às vezes não muito boas,
mas tem esse plano de Deus que envolve Israel, envolve a terra de Israel, envolve os descendentes de Israel, mas envolve também a inclusão dos gentios,
então é tudo misterioso, tudo difícil da gente colocar num mapa, colocar num diagrama, saber exatamente como vai acontecer, mas olha só, tem, então no livro de Apocalipse tem vinte e quatro anciãos,
que é doze mais doze, poderíamos pensar em doze tribos e mais doze apóstolos, poderíamos pensar na igreja e Israel, e a nova Jerusalém que desce do céu,
no capítulo vinte e um de Apocalipse tem exatamente doze portas, ou seja, como é que você entra na cidade, como é que você passa doze portas,
até parecendo aquele acampamento das doze tribos no deserto, porque eles ficavam em volta do tabernáculo, três para o norte, três para o leste, três para o oeste, três para o sul,
e a cidade Jerusalém é assim, é quadrada, tem três portas para o norte, três para o leste, três para o oeste, três para o sul, com o nome das doze tribos de Israel, ou seja,
você poderia pensar, então na cidade santa só vai entrar quem é de Israel, mas nós fomos enxertados em Israel, então como que Deus vê essas doze tribos?
E a cidade Jerusalém tem doze pedras de fundamento, doze fundamentos, doze pedras que são a firmeza, são o alicerce, são o fundamento da cidade, que são os doze apóstolos,
então nós temos esse mistério, então eu deixo você com as perguntas, que nós não temos resposta, mas com esse entendimento que esses doze filhos de Jacó,
representando essa mistura de alguns que realmente foram fiéis, você olha cada profecia, cada benção, algumas assim bem duvidosos, mas outros não,
e isso não significa que futuramente algo não poderia mudar como mudou com Levi, mas é o povo de Deus, então por um lado você tem,
não é porque você é descendente natural de Abraão, de Jacó, de Israel, isso em si não garante a você que você faz parte,
Deus deixou isso muito claro durante toda a história, se você é descendente, Jesus falou, Deus pode levantar das pedras filhos de Abraão,
então Deus não depende da descendência física, mas ao mesmo tempo Ele é fiel àquilo que Ele prometeu,
percebe como tem mistério nisso, como não dá pra você simplesmente colocar uma regra ou colocar uma interpretação, só Deus tem as chaves disso,
porém o número doze é significativo, faz parte, todos passaram a fazer parte do povo de Israel, do povo de Deus, mas muitos dessas, algumas dessas tribos, alguns não continuaram andando com Deus,
isso a história de Israel mostrou isso continuamente, a história da igreja também mostra que não é porque você faz parte da igreja pra nós, naquele tempo era descendência física,
na igreja não é tanto descendência física, mas é você pertencer, você seguir as doutrinas, você se considerar como católico, como evangélico, como presbiteriano, como pentecostal, etc,
isso não garante também a você, mas são tribos, são aspectos diferentes, fazem parte, nem todos vão entrar, mas Deus é fiel tanto ao povo natural, à descendência de Abraão,
como também ele muda as coisas, ele não mantém as dez tribos na terra e nem segue a história das dez tribos, nós não sabemos, cadê Efraim hoje, cadê Manassés, cadê Issacar, nós não sabemos,
então, ao mesmo tempo que Deus promete que vai ter as doze tribos, ele é quem sabe, e é tudo uma coisa cheia de mistério, em que se as doze portas da cidade de Jerusalém são as doze tribos,
evidentemente isso não pode ser limitado a dos descendentes de cada tribo, porque ele nos inseriu, ele nos enxertou, ele nos colocou como fazendo parte,
será que um dia eu vou descobrir que eu fui enxertado na tribo de Benjamin, ou de Ruben, ou de Simeão, será que eu vou saber isso, como que isso vai acontecer, nós não sabemos, mas Deus tem essa diversidade,
os doze significa algo muito diverso, doze filhos diferentes, histórias diferentes, histórias conturbadas, mas no meio disso, e aí a gente volta, eu vou terminar essa meditação confusa,
eu admito que o que eu estou falando é muito confuso porque é misterioso, e não tem uma resposta simples, não tem uma resposta lógica para isso, mas vamos terminar enfatizando a profecia que Jacó deu para ajudar,
porque essa é a nossa esperança, como Jacó mesmo falou no versículo 18, a tua salvação, espero, Deus tem esse plano que ele vai desenvolvendo com a coletividade,
Deus ainda não alcançou uma noiva, um templo, um corpo, como nós vemos na nova aliança, que representa uma coletividade onde Deus pode habitar,
nós não vemos isso pelo menos visivelmente, mas Deus está trabalhando, o Espírito Santo está nos encaixando, nós somos pedras vivas que Deus está lapidando e formando, colocando para formar o templo,
e na profecia para ajudar, percebe, ele é uma benção do Messias, ajudar, ele vai falar do cetro, que não se arredará de ajudar o bastão de autoridade,
mas ele fala de um tempo conturbado, o leão é porque tem guerra, o leão é porque vai ter inimigos, Deus falou isso com Abraão, quando ele ofereceu Isaac,
ele falou assim, a tua descendência não só vai abençoar as nações, mas vai ocupar as portas das cidades, dos seus inimigos, então Isaac, para chegar a esse ponto de ter a bênção, de ter o reino, de ter a paz e a prosperidade do reino de Deus, vai ter guerra,
e essa guerra é representada assim por um leão, versículo 8, ele fala, tua mão será sobre o pescoço dos teus inimigos, diante de ti inclinarão os filhos de teu pai,
Judá é um leãozinho, subiste da presa, filho meu, encurva-se, deita-se como leão, como leoa, quem o despertará? E aí a grande chave que nós já mencionamos é que o único lugar que realmente chama o descendente de Judá como leão é Apocalipse 5,
que é aquele que é digno de abrir os selos, mas ele é digno porque ele é cordeiro, e aí ele fala, no versículo 10, o cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de autoridade de entre seus pés, até que venha Siló, e a ele obedecerão os povos.
Inclusive essas figuras, o cetro é um cetro de autoridade, é quase como se fosse uma coroa, mas o cetro era aquilo sim que o rei estendia para quem ele queria receber, mas o cetro indica assim a autoridade real,
mas o bastão, que aqui na minha tradução fala bastão de autoridade, mas na verdade é uma vara, é uma vara de disciplina, e lembra que Deus falou isso com Davi, se os seus filhos vão ser reis, vai ser uma descendente, não vai faltar um descendente seu para se sentar no trono,
mas ele falou assim, mas se seus filhos não forem fiéis, eu vou disciplinar com vara, então aqui nós temos essas duas áreas, a coroa, a autoridade, o leão, mas tem também a vara, a vara é uma vara de disciplina,
e o próprio Davi precisou ser disciplinado por muitos anos de lutas internas, então até que venha, então nós temos uma história, essa história de guerra, essa história de leão,
essa história de que para chegar a bênção a todos os povos vai ter muito tempo de guerra, o que eu quero mostrar é que a visão que Deus deu para Jacó não foi uma visão muito fácil,
ele deu o benço até para ajudar, é uma bênção maravilhosa, mas essa bênção inclui a visão de dificuldades e vai precisar de um leão, mas esse leão não é nenhum homem, esse leão não é um dos reis descendentes de Davi,
mas até que, a ideia aqui é até que venha, então nós temos toda essa turbulência da história de Israel, da história da igreja, mas até que venha, e essa é a nossa esperança,
não é que não vai acontecer nada antes da volta do Jesus, isso é um grande mistério também, mas Deus está dando para Jacó uma visão que inclui essa dificuldade, inclui essa história,
mas ele fala "até que venha, Siló, e a ele obedecerão não só os irmãos, as outras tribos de Israel, a ele obedecerão os povos",
então nós temos essas 12 tribos, nós temos uma história misturada, nós temos um progresso muito irregular para chegar aonde Deus quer,
a coletividade que Deus quer, a nação, as 12 tribos formando uma só nação, tudo é difícil, não foi um caminho, não tem sido um caminho fácil e não está sendo fácil,
como isso vai acontecer, como que essas 12 tribos vão formar um só povo, como é que José vai se unir, como Ezequiel viu duas varas se tornando uma, esse é o mistério da unidade,
no meio dessas turbulências, no meio das divisões internas, a gente vê mais divisões internas na igreja, em Israel, entre judeus messiânicos,
entre discípulos, Jesus tem muita divisão interna, mas "até que venha, até que venha, Siló", porque ele é o verdadeiro leão, ele vai, versículo 11, "amarrar o seu jumentinho a vide",
Jesus fala de como Jesus entrou na cidade de Jerusalém anunciando a sua futura vinda como rei, mas em cima de um jumentinho humilde e ele representa essa esperança de que
até que ele venha vai acontecer, nesse momento vai acontecer aquilo que Deus sempre esperava, então a nossa esperança é que no meio desse mistério, no meio desse plano de Deus,
não só de ter amigos na história, mas de ter uma coletividade, ter as doze tribos, de juntos esperarmos, Paulo falou isso, as doze tribos estão esperando a salvação,
e Deus, no meio de toda essa confusão de hoje tem judeus que ainda não conhecem, não reconhecem o verdadeiro messias, mas que esperam, esperam a redenção,
tem pessoas que não fazem parte da igreja e que anseiam por justiça, anseiam pelo reino de Deus, mesmo sem saber exatamente como é,
então a nossa esperança é que nós, todos os povos, se reúnam e estejam juntos com esse Siló que vai trazer a paz e que vai trazer o reino de Deus sobre a terra.
Senhor, essa é a nossa esperança, obrigado por ter revelado algumas coisas para Jacó, claro que ele não entendia muito do que ele via naquele momento,
mas obrigado por ter continuado com o teu plano, por não ter desistido, por não ter abandonado as doze tribos e como que o senhor vai resolver isso,
como que o senhor vai identificar, como que o senhor vai colocar tudo dentro de um plano perfeito, nós não sabemos, mas nós cremos que haverá um só povo,
uma só nação, as doze tribos e os gentios formando juntos um só povo debaixo do teu reino perfeito, isso é nossa esperança e que nos mantém seguindo a ti e buscando o teu plano cada vez mais.
Te agradecemos em nome de Jesus. Amém.
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