Jacó teve uma vida marcada por erros, tragédias, mas principalmente pela fidelidade e cuidado do “Pastor e Pedra de Israel”. Terminou sua vida no Egito, fora da terra prometida, mas testemunhou até o fim de sua fé nas promessas de Deus. Além de dar bênçãos proféticas para seus filhos, falando a respeito da sua possessão da terra que seria base do reino eterno de Deus, ele fez de seu último pedido um ato profético, representando a esperança da ressurreição e da redenção prometida. Seu sepultamento, encerrando o período dos patriarcas, uniu uma verdade presente (o fato de sermos peregrinos na terra) e um sinal do reino futuro (a honra do imenso cortejo do Egito, dada somente aos faraós).
Para enriquecer mais seu conhecimento recomendamos a leitura:
- Artigos da Revista Impacto – edição 66 – Deus quer morar na Terra
- Livro Quem Almoçou com Abraão

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Transcrição
Estamos chegando ao final do livro de Gênesis, estamos no último capítulo, capítulo cinquenta.
Esse livro é singular na Bíblia por ser o primeiro.
É o livro que tem o começo de todas as coisas, tem a origem, como Deus criou o mundo, como Deus criou o homem,
como que o pecado entrou na nossa história e como que começou todo o processo de redenção.
Então é um livro muito importante, fundamental, tem as sementes de toda a escritura,
todos os outros livros, tanto a história tem que dar sequência dessa história inicial
e os princípios quando você vai estudar praticamente qualquer coisa, qualquer tema, qualquer pensamento de Deus na Bíblia,
casa de Deus, a natureza de Deus, quem Deus é, o povo de Deus, o povo escolhido, a origem da promessa de ter um Messias,
todas as coisas você vai encontrar o começo e às vezes até algum desenvolvimento do tema no livro de Gênesis.
Então é um livro muito importante para entender sem o livro de Gênesis, é o primeiro livro chamado Pentateuco ou Torá,
são os cinco livros de Moisés, são os livros que os judeus estudam, todo ano eles passam por leituras de todos esses primeiros cinco livros da Bíblia,
enfim, é um livro fundamental para entender o plano de Deus e estamos chegando ao final desse livro,
ainda teremos, essa não é o último estudo, mas estamos iniciando essa última parte do primeiro livro da Bíblia,
vamos pedir que o senhor nos ajude, que possamos entender mais uma porção, mais um entendimento sobre esse plano de Deus
e sobre alguns fatos importantes de como esse primeiro livro da Bíblia termina e como que, lógico que não é o fim do plano de Deus,
muito pelo contrário, é só o começo, mas é um livro completo em si mesmo, então ele tem um final aqui que é bastante significativo como uma das partes da revelação de Deus.
Senhor, nós pedimos mais uma vez que o senhor venha, nós pedimos sempre, queremos pedir todos os dias, todos os momentos que o senhor revele para nós,
mais da revelação, mais de quem o senhor é, porque todo o propósito do plano de redenção, da restauração, de tudo que o senhor quer fazer para restaurar o que foi perdido é nos conectar a ti,
então nós queremos que, queremos sempre pedir que as escrituras que são tão importantes para nosso entendimento e para nossa caminhada contigo,
que através dessa, de qualquer leitura, de qualquer estudo, de qualquer aproximação das escrituras, que nós possamos conhecer a ti,
e por conhecer a ti, queremos conhecer o teu plano, porque o conhecimento de ti precisa, é interligado com o teu plano para nos redimir.
Sabemos que eu tenho muitos outros planos para a eternidade, mas nesse momento da nossa história, nesse momento que envolve a história da humanidade até que o reino de Deus venha na pessoa de Jesus,
nós precisamos, nós queremos fazer parte do teu plano de redenção, então ajude-nos nessa hora a compreender mais uma parte ou entender melhor aquilo que o senhor tem para nos mostrar através desse primeiro livro da Bíblia.
Pedimos em nome de Jesus, amém. Então, inicialmente algumas considerações, nós vamos ver isso mais à medida que formos caminhando, nos aprofundando nesse último capítulo de Gênesis,
mas alguns aspectos significativos, quando nós olhamos para o livro de Gênesis no começo e no fim, para entender o que que esse livro abrange, qual que é a importância, qual que é o significado, até onde esse livro vai,
então várias pessoas chamaram atenção para esse fato de que o livro de Gênesis começa com criação, criação do mundo, criação do universo, criação do homem,
o jardim do Éden, onde o primeiro casal, o primeiro homem, a primeira mulher estiveram e dentro desse jardim do Éden tinha uma árvore muito importante que era a árvore da vida e tinha o relacionamento com Deus e todo aquele estado, aquele propósito original que Deus tinha para o homem.
Então, o livro de Gênesis começa com criação, começa com jardim, começa com essa comunhão entre Deus e o homem, com o propósito de Deus para o homem, com a árvore da vida, o que significa que aquela árvore simbolizava o propósito de Deus para a humanidade de não morrer.
Lembra que quando Deus ordenou então, por causa do pecado, que eles fossem expulsos do jardim, Ele colocou assim para que eles não comecem da árvore da vida e vivessem eternamente naquele estado de separação de Deus.
Então, ali fica muito claro que a árvore da vida representava esse propósito de Deus de não ter morte, o plano de Deus, o propósito de Deus para a humanidade é que estivesse em comunhão com Ele para sempre e que tivesse a vida eterna.
Então, o livro de Gênesis começa com todo esse cenário e podemos colocar a árvore da vida como um ícone, como uma parte que representa esse início, esse plano de Deus, o que Deus queria para o homem.
E a última palavra, a última frase do livro de Gênesis no capítulo 50 e versículo 26, a última frase mesmo, a última frase desse primeiro livro da Bíblia é sobre a morte de José e que ele foi colocado num caixão, então morte, caixão, Egito.
Três coisas totalmente assim, morte, caixão, estão envolvidos com a mesma coisa, mas o Egito que é o oposto do jardim do Éden, é o lugar na Bíblia que mais tem vários lugares, como Babilônia, mas o Egito representa o oposto, está fora daquele lugar, está fora do jardim, está fora do relacionamento com Deus.
Não que não pudesse ter relacionamento com Deus no Egito, mas o lugar não era o lugar apropriado, era um lugar que representava esse contraste, tanto o Egito como a Babilônia tem essa simbologia de ser fora, fora da terra, fora do propósito de Deus.
Essa terra e essa humanidade que está sob a maldição, que está sob o domínio do pecado, então Jerusalém, o jardim do Éden, a terra que Deus prometeu para Abrão, Isaac e Jacó, são os lugares na terra onde representa o foco lá,
muita gente acredita, ninguém sabe exatamente na terra, muitas mudanças aconteceram com dilúvio, a geografia da terra deve ter mudado bastante, mas o consenso de muitos estudiosos é que o jardim do Éden, se tem algum local, pelo menos simbolicamente, se tem algum lugar na terra onde estaria o jardim do Éden, o paraíso, o lugar original,
não seria nessa terra que Deus prometeu para Abrão, tem várias coisas que apontam para isso. Então esse é o contraste, essa é a história do livro de Gênesis, começa com a árvore da vida, termina com o caixão, com a morte,
começa com o lugar na terra mesmo, no propósito, na história original, na criação de Deus onde estava o homem e a mulher, naquela terra, naquele jardim, tinha o rio, se dividia em quatro rios diferentes para abranger toda a terra,
então nas entrelinhas nós entendemos que toda a terra naquele momento não estava mesmo na criação, e aí entra muitas outras coisas que eu não vou tocar agora, mas a história do homem começa justamente com essa direção,
com essa ordem, esse propósito de Deus para o homem de se multiplicar, de encher até, de sujeitar até, então nós temos essa ideia de um lugar, o jardim do Éden, um lugar onde o homem em perfeita comunhão com Deus,
trazendo a imagem de Deus, estenderia o reino de Deus, estenderia a perfeição de Deus, a imagem, a semelhança, tudo que Deus é, para toda criação, levaria para toda a terra, então é esse lugar inicial como uma base, como um ponto a partir do qual o reino de Deus alcançaria a terra.
A terra que Deus prometeu para Abrão, Isaac e Jacó continua com o mesmo propósito, nessa terra, mas aí já é uma situação muito diferente do jardim do Éden, não tinha mais um lugar ali que parecesse que fosse realmente o jardim do Éden como no início, mas Deus prometeu para Abrão, Isaac e Jacó essa terra,
então é o tema, principalmente no primeiro testamento, mas é um tema muito forte de que Deus estava, através de Abrão, Isaac e Jacó, Deus estava reconstruindo, refazendo seu propósito original e a árvore da vida no centro do jardim,
que representava a vida sem morte que Deus queria que fosse para todas as pessoas, trazendo a imagem dele e expandindo o seu reino em toda a terra.
Então esse é o significado, uma coisa muito forte de que Gênesis começa com essa posição no jardim do Éden, o homem e a mulher quebraram o propósito de Deus, quebraram a história, quebraram o curso que Deus tinha planejado e entrou o pecado,
então nós temos toda a história começando com a restauração, com a redenção, com o retorno para este lugar, mas o Livro de Gênesis termina, não é o fim da história, a história vai continuar, está continuando até hoje,
mas no Livro de Gênesis nós temos duas mortes, nesse último capítulo, duas mortes, nós temos a morte de Jacó, que foi o terceiro dos três patriarcas, que são chamados por nome, são o fundamento do povo escolhido,
Deus é chamado Deus de Abraão, Isaac e Jacó, eles foram o alicerce, foram três gerações, três homens específicos que Deus chamou e na sequência não foram três homens de famílias diferentes ou de origens diferentes,
não, Deus chamou Abraão, houve uma sequência para a geração seguinte com Isaac, houve uma sequência para a terceira geração com Jacó, então a história do Livro de Gênesis a partir do capítulo 12,
a história que Deus vai desenvolvendo de redenção na Bíblia é muito ligada aqui, o Livro de Gênesis é o Livro dos Patriarcas, o Livro de Gênesis é o livro que conta o início de todas as coisas,
a partir do capítulo 12 e nós já vimos que muitas outras coisas estavam acontecendo no mundo, outras civilizações, outras culturas, aconteceu dilúvio, aconteceu muita coisa,
esse livro desde a criação que nós não sabemos o ano, a época certa, nós não sabemos a idade, mas desde a criação até o chamado de Abraão passou muito tempo e a Bíblia trata isso muito resumidamente porque o propósito da Bíblia é contar a história da redenção,
então o Livro de Gênesis conta esse contexto original, a origem de todas as coisas, mas o foco a partir do capítulo 12, ou seja, quase 80% do livro é sobre os três patriarcas, Abraão, Isaac e Jacó, então é o tempo dos patriarcas,
então até coloquei aqui que nesse capítulo 50 nós estamos vendo o final do período dos patriarcas, então tem várias coisas interessantes, então nós temos, nós vamos falar mais sobre esse significado de assim, será que o Livro de Gênesis falando sobre morte, morte de Jacó, morte de José, José no Caixão, no Egito, fora da terra prometida, será que é derrota, será que,
é um final triste, não, tudo isso fazia parte que Deus já tinha mostrado um pouquinho para Abraão, você não vai possuir essa terra, essa terra que é fundamental para o plano de Deus e a gente precisa enfatizar isso muito no nosso conceito hoje,
porque ao longo dos séculos a igreja cristã enfatizou muito assim como a partir da destruição de Jerusalém, toda essa história de como a igreja ficou separada do povo de Israel, rejeitou suas raízes, ficou sendo algo muito separado, nós temos a bíblia, nós temos a história de Israel, mas a igreja se desvinculou, a igreja se separou da história de Israel,
começou uma nova história, os judeus acham que o cristianismo é uma outra religião que não tem nada a ver com eles, grande parte da igreja também considera que Israel foi no passado mas não tem mais nada a ver com nação, com o povo em si, com o plano de redenção,
então com essa separação, com esse vínculo quebrado, a igreja também perdeu a visão de Deus estabelecer um lugar na terra como Jardim do Éden, como a terra de Israel, como Jerusalém,
nós perdemos em grande parte a visão de que o reino de Deus, o céu, a vida eterna tem o centro desse plano, é Deus viver, é Deus morar com o homem, isso a igreja continuou falando, nós vamos morar com Deus para sempre, isso não foi perdido,
mas assim ficou uma ideia de que nós vamos embora da terra, nós vamos morar no céu, a terra, as coisas materiais, uma cidade, um lugar na terra, parece que nós pegamos uma ideia de que isso vai passar,
isso, assim como Israel passou, quando Jesus voltar, também vai ter uma nova terra, vai ter algo diferente, mas é como se fosse totalmente desvinculado do plano de Deus para essa terra,
porque isso foi algo que Deus deu para o povo de Israel, Deus assim o tempo todo, Deus falando com Abraão, Isaac, Jacó, eu vou multiplicar vocês, eu vou multiplicar a sua descendência, mas eu estou dando a vocês uma terra,
vocês vão abençoar, a descendência de vocês, especificamente um descendente, mas a descendência de vocês vai abençoar todas as famílias da terra e o plano original de ter toda a terra em harmonia,
os profetas falavam sobre isso em várias maneiras, em várias ocasiões, a terra se encherar do conhecimento de Deus, como as águas cobrem o mar, então é algo abrangente, é o reino de Deus na terra,
e que era o plano original de Deus no jardim do Éden, e a frase que eu gosto muito de repetir é que Deus não deixa nada sem terminar, Ele não começa um projeto e depois larga para assumir outro projeto,
tudo que Deus começa Ele termina, porque Ele é Deus, mas isso é um desafio enorme porque Ele está trabalhando para cumprir esse propósito, Ele precisa da nossa aceitação, da nossa escolha voluntária,
mas Deus, Ele começou esse projeto e Ele vai terminar, então o livro de Gênesis, embora termine com caixão, morte no Egito, o livro de Gênesis, nós vamos ver que a nota final aqui do último capítulo não é só morte, nós vamos mostrar isso,
mas existe esse elemento que como consequência do pecado, aquilo que Deus falou com Adão, se você comer dessa árvore, o resultado será morte, então Deus está no livro de Gênesis desenvolvendo seu plano para acabar com a morte,
para redimir a humanidade, para reestabelecer o seu lugar na terra, para trazer o Reino de Deus para toda a terra, Deus está firmemente nessa direção, Ele vai continuar, a êxodo continua,
toda a história no primeiro testamento, toda a história com a vinda do Messias, toda a história esperando a segunda vinda de Jesus, toda a história aponta para o cumprimento dessa promessa, para o cumprimento do plano de Deus,
Deus depende de terra, Deus depende de um templo, Deus depende de coisas materiais, não, mas com esse vínculo quebrado na história com o povo de Israel, com as promessas, com a continuidade do propósito de Deus,
nós perdemos essa visão de que Deus realmente, o livro de Apocalipse termina realmente a nova Jerusalém, Deus habitando na terra, Deus unindo Jerusalém do céu com Jerusalém da terra,
Deus unindo os céus e a terra como era o propósito original, isso vai se cumprir e é tão lindo a gente ver como no livro de Apocalipse, tudo que Deus começou no jardim e com o seu povo e abrangendo todas as nações,
tudo isso vai terminar, vai ser consumado e vai completar o plano de Deus. Então voltando aqui, então queremos lançar alguns princípios, eu coloquei algumas coisas aqui,
então aqui nessa folha nós temos aqui que no livro de Gênesis nós começamos na árvore da vida, mas chegamos até o fim, morte no Egito que mostra como no decurso nós estamos caminhando para o propósito de Deus,
lemos também no livro de Apocalipse que a morte será totalmente vencida, outros lugares na Bíblia também confirmam isso, que o último inimigo a ser vencido vai ser a morte,
então o plano de Deus é eliminar a morte, mas a eliminação da morte é a última coisa, Jesus já veio, ele já venceu a morte na primeira vinda, mas nós continuamos ainda sujeitos à morte física
e até no milênio, até no reino que Jesus vai inaugurar aqui, a criança vai morrer com 100 anos de idade, quer dizer, vai ter longa vida, mas ainda tem morte, mas no final a morte será vencida,
então é um longo processo aqui no livro de Gênesis, todos os patriarcas como todos nós, toda a história, as pessoas ainda morrem, então essa morte que termina o livro de Gênesis é só para mostrar,
não é uma morte sem esperança, não é uma morte em que o plano de Deus está sendo derrotado, mas é uma das consequências do pecado e do nosso exílio,
nós temos sido expulsos do jardim do Éden até que haja essa restauração e o pleno estabelecimento do reino de Deus, então Gênesis mostra esse percurso e termina com morte
para mostrar essa consequência do pecado e também para mostrar que Jacó é o último dos três patriarcas, então a morte de Jacó e depois de José encerra esse período da história,
o plano de redenção que Deus vem desenvolvendo passou e passa por várias etapas, então Gênesis representa uma etapa, a primeira etapa do plano de redenção,
uma etapa muito, muito importante, a gente não entende isso em profundidade, mas assim, é como dizer, Deus falou com a serpente no capítulo 3 de Gênesis,
o descendente da mulher vai vencer você, vai eliminar, vai acabar com toda sua estratégia, mas aí a gente pode pensar, eu já fiz essa pergunta, ok, então a primeira mulher,
Eva, a primeira mulher, o descendente, a semente dela, o filho dela poderia ter sido esse descendente e já vencer, acabou com a história, não, nós não entendemos o porquê de tudo isso,
mas não poderia ser dessa forma, então Deus vem trabalhando, vem desenvolvendo da forma que seria, nós um dia acho que nós vamos entender que seria a única forma viável, a única forma de Deus,
não essa ideia assim, Deus entra em cena, acaba com Satanás, acaba com todos os anjos que caíram junto com ele, acaba com todos os planos malignos, não, Deus,
ele quer fazer de uma forma que seria a única forma do reino de Deus, de amor, de verdade, de harmonia, de justiça, se manifestar, essas ideias nossas de vingança, de extermínio, de intervenção de Deus,
não procedem da cabeça, do coração, do plano maravilhoso de Deus, então era necessário, foi necessário fazer dessa maneira, então Jacó, ele é o último dos três patriarcas, Abraão, Isaac e Jacó,
uma coisa interessante que eu estava olhando hoje é que o nascimento de Jacó é registrado no capítulo 25 de Gênesis,
quer dizer, pelo menos em termos de capítulos, quer dizer, não são de tamanhos iguais, mas pode não ter sido exatamente, em termos de número de palavras, no meio do livro de Gênesis, mas fica bem próximo, no capítulo 25,
Gênesis tem 50 capítulos, então no capítulo 25 nós temos o nascimento de Jacó, em outras palavras, Jacó, a história dele começa no capítulo 25 e termina no capítulo 50,
é claro que nem todos os capítulos falam de Jacó, depois que Jacó nasce nós temos histórias sobre Isaac, nós temos muitos capítulos sobre o filho de Jacó, José, mas Jacó estava vivo,
a vida de Jacó percorre toda essa história, Jacó morreu com 147 anos, então do capítulo 25 até no capítulo 50 são 147 anos de história em que Jacó está presente,
o terceiro ele não foi dos três patriarcas, Jacó foi quem viveu menos, Abraão viveu 175 anos e Isaac viveu 180, então ele não teve a vida mais longa, ele teve a vida mais curta dos três,
porém a história dele percorre esse espaço maior do relato bíblico, a vida de Jacó tem muitos relatos e depois nós temos uma história longa sobre a vida de José,
mas paralelo com Jacó, Jacó estava vivo esse tempo todo, então é bem interessante o fato de que nós temos Jacó, esse terceiro dos patriarcas percorrendo toda a segunda metade do livro de Gênesis,
aí nós temos assim os três patriarcas, Abraão, Isaac, Jacó, Jacó foi o último, mas quem era José? José era um dos 12 filhos de Jacó, ele nem seria o filho de Jacó de onde viria a descendência prometida,
o Messias, não, não foi, já vimos isso, foi ajudar o filho escolhido para ser progenitor do Messias, mas durante todo o tempo de vida dos 12 filhos de Jacó,
José foi o líder, a partir do momento que ele se tornou governador do Egito, a partir do momento que ele assumiu essa posição e depois eles se mudaram para o Egito, José era o líder,
e aí aqui ainda no final nós vamos ver mais uma etapa da história entre José e seus irmãos, mas José ele não foi um dos patriarcas, ele não foi um dos três patriarcas, não é o Deus de Abraão, Isaac, Jacó e José,
então assim a própria Bíblia coloca os três numa espécie de classe separada, José não foi o progenitor do Messias, nós não temos Deus, nós temos nenhum registro de Deus falando e renovando promessas,
e como ele fez com os três patriarcas, não tem, José não é um dos patriarcas, ele não recebeu nada diretamente de Deus, mas ele representou mais do, não só mais do que os outros irmãos,
Judas teve um momento de tomar uma atitude que prefigurava a atitude de Jesus quando ele se ofereceu para ficar no lugar de Benjamin, então Judas teve um momento em que ele agiu como apontando para Jesus,
mas José muito mais, José, a vida de José tem múltiplas, múltiplos momentos, acontecimentos, características que representam, que apontavam, que prefiguravam o Messias,
então José foi o filho fiel até o final aqui, estou dando essa preparação, depois nós vamos ler passo por passo nesse último capítulo, mas estou dando esse fundo, essa preparação para a gente entender a importância desse último capítulo de Gênesis,
então José aparece aqui no final da história de Jacó, no final da história do livro de Gênesis, até o último versículo do capítulo 50, José é o líder da família, ele é a pessoa que está à frente,
ele tinha se tornado governador do Egito, ele tinha essa posição oficial, mas dentro da família ele também era sempre o líder, então ele foi o filho fiel, ele foi um protótipo do Messias,
e ele representa nessa posição que ele alcançou, mesmo assim, ele não era o faraó, ele não se tornou o início de uma dinastia de chefes de estado do Egito, ele foi único, no tempo da vida dele ele continuou como governador do Egito,
mas nunca numa posição máxima, nós vamos ver que ele precisou pedir permissão do faraó para ir sepultar o pai em Canaã, mas ele foi não só mostrando muitos aspectos da vida dele,
nós vamos também, em outro estudo, nós vamos mostrar, nos relacionar vários desses aspectos em que José prefigurava o Messias, mas nesse aspecto de ser o governador, de ter essa autoridade, essa glória que nós vamos ver aqui,
no último capítulo também aparece como José tinha essa posição de muita honra, de uma honra semelhante a um faraó, isso também apontava, isso aponta para o governo de Jesus sobre todas as nações,
assim como Salomão representa um governo de paz, um governo, um reinado de Jesus, são pequenas figuras, pequenos vislumbres, não cabe em todos os aspectos, Jesus vai ser muito mais glorioso, muito mais amplo, muito mais, ele não vai ser abaixo de algum faraó,
mas a vida e o governo de José apontam para essa glória, então nós temos também esse aspecto aqui.
Vários desses aspectos que eu estou citando aqui nós vamos aprofundar um pouco mais, mas agora nós vamos falar um pouco sobre, nós podemos dizer que o último capítulo, esse capítulo 50, fala de três coisas, e hoje nós vamos falar sobre a primeira.
Então tem três partes, três aspectos, três assuntos aqui no capítulo 50. Primeiro é o sepultamento de Jacó, então isso vai ocupar um bom espaço e tem muita relação com esse último pedido que Jacó fez e está muito enfatizado,
então nós queremos tocar um pouco nesse assunto aqui da morte, onde Jacó foi sepultado e todo esse processo de sepultar Jacó, esse é o primeiro assunto.
O segundo assunto do capítulo 50 é uma finalização de um assunto que já tratamos que foi a reconciliação entre José e seus irmãos. Nós citamos várias vezes quando falamos sobre aquele momento em Gênesis 45,
quando José se revela e aceita os irmãos e chama para ficar próximo dele e mostramos a diferença entre perdão e reconciliação, mas esse processo de reconciliação só terminou 17 anos depois daquele momento em Gênesis 45,
aqui quando depois da morte do pai eles ficaram com medo de que José estivesse perdoando por causa do pai, para não ofender o pai, mas depois que o pai morresse eles iam ver o verdadeiro José, isso que eles pensavam.
Nós vamos ver que José realmente não nos perdoou e ainda estava aguardando um tempo para se vingar, para pagar de volta tudo que nós fizemos com ele.
Então esse processo de reconciliação só termina aqui nesse capítulo e é muito significativo no final desse primeiro livro da Bíblia que a reconciliação está no final, nesse encerramento dos assuntos desse primeiro livro, a reconciliação é um assunto central.
E o terceiro assunto é a morte de José, então nós temos a morte, sepultamento de Jacó como primeiro assunto, a reconciliação entre José e os irmãos como segundo assunto e o terceiro assunto sobre a morte de José.
Então nós vamos falar, e já falamos, já mencionamos isso também, porque várias vezes isso aparece, mas eu quero só tocar um pouquinho, porque é muito, nesse sepultamento de Jacó tem toda uma descrição, toda uma cerimônia, é algo muito,
a descrição aqui não foi um ou dois versículos, o texto realmente enfatiza bastante.
Então nós vamos voltar para o capítulo 49, para reler o que ele fala, e lembrando que ele já tinha falado isso com José, então era algo sim que Jacó tinha feito José jurar no final do capítulo 47, Jacó chamou José, como eu falei assim,
eu acho que poucas pessoas têm essa oportunidade de resolver todas as pendências, de abençoar os filhos, de fazer tudo que tinha que fazer e depois morrer.
Normalmente nós não temos, as pessoas não têm esse privilégio, essa oportunidade de saber, eu estou morrendo e eu preciso fazer isso e isso e isso antes de morrer.
Jacó teve a oportunidade, não sabemos quantos dias ou semanas ou meses que ele falou com José antes de falar com os outros, mas pode ter sido tudo muito próximo também, mas as duas coisas que Jacó faz antes de morrer,
duas coisas, ele abençoa todos os filhos, ele abençoa primeiro José e os dois filhos de José no capítulo 48, depois ele abençoa os 12 filhos no capítulo 49.
Então isso também é um ponto, nós já tratamos sobre isso, Jacó ele tem também essa oportunidade diferente, num grau muito diferente do pai e do avô, Jacó ele tem uma visão profética,
ele não abençoa por engano como Isaac fez, Abraão aparentemente não fez uma cerimônia ou momento, pelo menos não está registrado, mas Jacó ele abençoa especialmente José como filho especial que ele tinha da esposa Raquel
e ele abençoa todos os filhos, os 12 filhos, ele dá profecias, então ele tem essa oportunidade não só de dar profecias específicas, mas no conjunto todo a importância do que Jacó estava fazendo,
ele estava primeiro, ele estava abençoando os filhos, falando sobre eles na terra, ele está no Egito, Jacó estava no Egito, toda sua família está no Egito, eles vão ficar no Egito por muitos anos,
mas Jacó tem uma visão e ele deixa essa visão, ele deixa essa bênção, ele deixa essa profecia, vocês não vão ficar aqui, o seu lugar de bênção não é no Egito por mais que José tenha toda essa posição de poder e de governo,
o lugar, nosso lugar, o lugar de vocês, o lugar dos descendentes não está no Egito, mas está na terra que Deus prometeu, então ele deixa uma bênção, ele deixa uma profecia
e ele deixa uma transição do tempo de patriarcas individuais para 12 filhos que vão virar 12 tribos, ou seja, uma nação, então Jacó ele tem esse papel, ele tem essa honra de fechar o capítulo dos patriarcas individuais
e de abençoar os 12 filhos, nem todos vão ser tão abençoados, vai continuar tendo mistura, o povo de Deus é assim, tem coisas boas, coisas ruins, a história do povo de Deus,
do povo de Israel, da igreja tem tanta coisa negativa, parece que até predomina mais os momentos de desvio, os momentos de não estar na terra, de não estar na terra do jeito certo,
o reino de Deus ainda não veio, o reino de Deus ainda está por vir, Abraão, Isaac e Jacó não possuíram a terra, Jacó precisou sair com toda sua família para o Egito,
eles estão fora do Egito, eles precisam esperar, eles são peregrinos, então, mas ele deixa muito claro assim, não é uma coisa vaga, vocês vão viver no Egito e nós vamos ficar, nós vamos morrer, mas um dia vai ter o céu, um dia não,
Deus vai cumprir suas promessas, tem uma terra, tem um lugar para o reino de Deus, tem algo que vai acontecer e vocês, nossos descendentes vão para lá, então,
uma das duas coisas que Jacó faz é dar essa bênção profética e mostra essa nova etapa, a etapa não mais de patriarcas, mas de uma nação, de um povo, de uma coisa coletiva,
e a segunda coisa que Jacó faz, que é o que nós vamos falar agora, é exigir, ele faz José jurar, agora no final da bênção para os doze filhos, no capítulo 49 nós vamos reler isso aqui,
é versículo 29, ele fala "eu estou para ser reunido ao meu povo, sepultai-me com meus pais, na caverna que está no campo de Efron o Eteu, na caverna que está no campo de Maquipela,
fronteiro Amanri, na terra de Canaã, a qual Abraão comprou de Efron o Eteu, com aquele campo, como propriedade de sepultura, ali sepultaram Abraão e Sara, sua mulher, ali sepultaram Isaac e Rebeca, sua mulher, e ali eu sepultei Lia,
o campo e a caverna que está nele foram comprados aos filhos de Eteu". Agora com José, porque aqui poderia ser esse aqui, é um desejo, eu quero ser sepultado juntamente com meus pais e meus avós,
é um desejo natural, de família, de legado, quero estar junto, muitas vezes as pessoas tem até uma ideia errada, como se meu corpo precisa estar ali,
todos os egípcios, vamos ver aqui que depois eles embalsamaram Jacó, os egípcios eles tinham uma ideia de que o corpo tinha que ser preservado,
os pobres não tinham condições de fazer isso, mas a família do faraó, os ricos talvez, os sacerdotes, eles faziam toda aquela coisa, nós temos as pirâmides,
nós temos toda aquela cultura que os egípcios deixaram, onde eles deixavam até comidas e deixavam possessões, riquezas, porque eles queriam preservar o corpo,
porque eles acreditavam de alguma maneira que no futuro, a vida futura eles iam assim, precisava preservação do corpo, nós entendemos que Deus não depende de preservar,
de embalsamar, de colocar, tem pessoas, eu já li anos atrás a espécie de pessoas também que tinham muito dinheiro e que colocavam, tinham que deixar uma fortuna para que o corpo
fosse preservado numa espécie assim de congelamento, mas não era qualquer congelamento, com nitrogênio, um processo muito caro, porque um dia não era por fé,
um dia era fé assim no homem, que um dia os cientistas iam conseguir ressuscitar aquele corpo, então nossa fé, nossa esperança na ressurreição não depende da preservação do corpo,
mas o último pedido de Jacó, que claro poderia incluir essa ideia, eu quero ser sepultado no lugar, no mesmo lugar, mas quando ele fala com José no capítulo 48, versículo 21,
ele fala "eis que eu morro, mas Deus será convosco e vos fará tornar a terra de vossos pais", então o desejo de Jacó de ser sepultado lá na terra, naquele lugar,
era porque ele cria na promessa de Deus exatamente o que que Jacó cria, o que que Abraham cria, nós não sabemos, como que eles entendiam a ressurreição, eles falavam assim,
eu vou me juntar com meus pais, eu vou me reunir com meus pais, com as gerações passadas, o que que eles entendiam disso, eles iam ficar num lugar onde os mortos ficam, ou eles acreditavam que realmente voltariam, que ressuscitariam,
nós não sabemos exatamente o que eles entendiam por detalhes, porque muitas coisas não tinham sido plenamente reveladas ainda, mas o ato, esse último desejo de Jacó de ser sepultado,
ele fez questão, ele fez José jurar, ele falou com os doze filhos aqui agora no final do capítulo 49, vocês precisam honrar meu último pedido, que é me levar, não me sepultem aqui, eu não faço parte daqui, eu quero ser enterrado lá,
eu não vou tomar o tempo agora para ler, mas Jacó cita aqui, nesse final do capítulo 49, ele cita aquela história que é contada no capítulo 23 de Gênesis,
quando Sarah morreu, Sarah foi a primeira pessoa a ser sepultada nesse lugar onde Jacó pede para ser sepultado, que é na caverna de Macpela, e que ficava perto de Manri, na terra de Canaã, que é Ebron,
é um lugar muito significativo na peregrinação dos três patriarcas, o lugar lá de Ebron, eu nem posso também tomar tempo para falar sobre todos os significados e quem ficou, etc.
Mas vamos dizer, vamos só lembrar que foi lá em Ebron, quando Abraão estava morando em Ebron, que Deus fez a aliança com ele em Gênesis 15, que Deus falou com ele no capítulo 17,
as coisas mais importantes, as coisas mais significativas da aliança, das promessas de Deus para Abraão, aconteceram em Ebron, e principalmente, uma das mais significativas,
que inclusive era uma árvore, um carvalho, que ficava nesse lugar de Manri, em Ebron, e que foi o mesmo lugar que Abraão quis comprar como lugar de sepultamento.
Então, eu só quero chamar a atenção para alguns aspectos aqui, que em Gênesis 18, o próprio Jesus, Deus, aparecendo visivelmente e almoçando junto com Abraão, aconteceu nesse lugar.
Então, o lugar, esse carvalho de Manri, esse lugar de Ebron, e foi lá que Sarah morreu, Sarah morreu em Ebron, Isaac morreu em Ebron, Jacó ficou muitos anos em Ebron,
quando José foi vendido, aquele tempo lá que José foi vendido como escravo, e durante todos aqueles anos, Jacó morava em Ebron. Então, esse lugar era um lugar muito significativo nas peregrinações, nas jornadas, nas experiências dos três patriarcas,
Isaac ficou muito tempo num outro lugar, mais no sul, Abraão também ficou, mas esse lugar em Ebron foi muito, muito importante na história dos três patriarcas, especialmente de Abraão.
E quando, no capítulo 23, quando Sarah morre, e aí conta detalhadamente como Abraão chegou para os filhos de Et, e ele foi fazer a negociação para comprar esse lugar,
porque o diálogo de Abraão, depois da morte de Sarah, ele vai e conversa, e é muito interessante que Abraão, Isaac, Jacó teve problema com os filhos, mas principalmente Abraão e Isaac, eles conviviam bem com o povo da terra, eles não tinham brigas com os cananeus.
E nessa história da compra desse lugar de sepultamento, Abraão conversa lá com os donos da terra, chamados filhos de Et ou Etitas, e ele fala assim, olha, eu preciso de um lugar para sepultar minha esposa.
E eles respondem com muita educação, porque nesse discurso, nesse diálogo de Abraão, ele fala, eu sou um peregrino, Gênesis 23,4, eu sou um estrangeiro, eu sou um peregrino, eu não tenho nada aqui, eu não tenho lugar, eu não sou dono de nada.
Então, esse fato, eu queria chamar a atenção para isso, porque esse lugar de sepultamento foi o único lugar que Abraão passou a ter, posse a ter, propriedade.
Então nós temos assim que a terra de Canaã, essa terra que se tornou a terra de Israel, é um lugar pequeno na terra onde Deus prometeu estabelecer o seu reino, a partir de lá ele vai reinar sobre toda a terra.
Deus quer um lugarzinho, e dentro da terra de Israel, terra de Canaã, que já é pequena, tem aquele lugar pequeno, que é Sião, que é Jerusalém, que é onde Davi, Deus falou, aqui vou fazer minha casa, mas no tempo de Abraão, que ele não possuía nada.
E se você ler Hebreus 11, lá fala assim que eles eram, que Abraão, ele recebeu a promessa, ele saiu da sua terra, mas ele, é interessante, ele saiu de onde ele estava, provavelmente onde ele tinha posses, provavelmente a família dele tinha condições ali,
ele sai atrás de uma promessa de Deus, ele vai para uma outra terra, Deus fala assim, eu vou dar essa terra para a sua descendência, mas não vai ser agora, e não vai ser por muito tempo.
Então Abraão, ele viveu ali muitos anos, e depois de muitos anos ele chega assim até uma certa humilhação, ele chega para os donos da terra e fala assim, olha, eu não tenho nada aqui. Abraão era um homem de posse, ele tinha muitos rebanhos, ele não era um pobrezinho, mas ele não tinha posse da terra.
Então ele fala com esse povo ali, eu sou estrangeiro, eu sou peregrino, eu não tenho nada aqui, eu preciso de um lugar para sepultar minha esposa.
E eles respondem, Abraão, você é um príncipe, nós consideramos você, você pode sepultar sua esposa onde você quiser, escolha um lugar, nós cedemos para você, você não precisa nem pedir, você tem direito, você pode sepultar.
E Abraão falou assim, não, eu quero um lugar meu, mais um lugar meu para sepultar. Eu não sei se eu entendo, eu não sei se eu consigo sondar o significado desse ato, mas esse ato de Gênesis 23 é citado várias vezes, principalmente por Jacó aqui no final,
ele cita assim, tem que ser esse lugar, e esse lugar que é o único lugar que nos pertence, mas é um lugar não para construir algo, não é para a gente ainda, a promessa era que um dia eles iam possuir, mas naquele momento eles não tinham nada.
Eles não tinham, Estevam cita isso em Atos 7, que Deus deu a promessa, mas Deus não deu nem um metro quadrado para eles, mas aqui nesse momento ele fala, não, eu quero comprar um lugar.
E aí naquele costume deles, o povo falou assim, o Efrô, que foi o que estava negociando com ele, falou assim, não, porque Abraão falou, eu quero esse lugar, eu quero esse lugar, onde ficava esse lugar em relação ao lugar que Deus veio, almoçou com ele, não sei, mas ficava próximo, ali era os carvalhos, as árvores,
de Manri e em Efrô, quer dizer, era esse lugar, Abraão queria esse lugar, e é interessante também que ele negociou não só um buraquinho na terra, uma sepultura, uma caverna para sepultar, mas ele comprou um campo, ele comprou um campo e ainda fala,
Gênesis 23, 17, ainda fala assim, assim, o campo de Efrô, que estava em Machpela, em frente de Manri, o campo e a caverna que nele estava, e todo o arvoredo que nele havia, e todo o limite em redor, se confirmaram Abraão por posse na presença dos filhos de Eti, de todos que entravam pela porta da sua cidade.
Então ele comprou um campo, com árvores, isso não é o jardim do Éden, não é o paraíso, mas remete, Abraão está buscando para sepultamento, um lugar que ficava na terra prometida, se ficava próximo, como estou dizendo, ninguém sabe onde ficava,
não se ficava mesmo exatamente naquela região, o jardim do Éden, mas todo esse lugar é Abraão, fica muito próximo, esse local aqui fica próximo de Jerusalém, não é muito longe, e aí tem os lugares significativos, Jerusalém, Monte Moriá, onde Isaac foi oferecido, enfim,
toda essa região ali é um lugar com muito simbolismo, com muito significado espiritual, então o que eu quero dizer, que Jacó, no seu último pedido, ele pede para ser sepultado nesse lugar, porque esse lugar foi separado,
era como se fosse uma amostra, uma pequena garantia, o único lugar de toda a terra de Israel que passou a ser uma propriedade dos três patriarcas, então era como se fosse um símbolo, um sinal,
Abraão comprou essa terra, não para construir, mas para ser sepultado, então isso traz o profundo significado de ser peregrino, então eu quero mostrar, inclusive não vou ter tempo de falar assim do grande cortejo,
da grande cerimônia, do sepultamento de Jacó, que vamos falar na próxima, mas eu só quero dizer que essa história que nós temos no final do livro de Gênesis mostra que o terceiro e último patriarca,
ele estava no momento da história em que ele e os seus descendentes ficariam fora da terra da promessa por muitos anos, mas Jacó, que cometeu muitos erros, esse Jacó que colheu frutos amargos de coisas erradas que ele fez,
mas ele morre com um testemunho forte, ele morre, lembra quando ele foi para, logo que ele foi para o Egito, ele tem um encontro com o Faraó e ele abençoa Faraó, ele fala com os filhos,
ele entendeu, Deus falou com ele, pode ir para o Egito, tem que ser lá por enquanto, mas não é seu lugar, então quando nós falamos sobre a terra, essa terra que Deus prometeu para Abraão,
ele tem um significado literal que realmente Deus escolheu esse lugar, ele teria que escolher algum lugar, ele escolheu esse lugar que tem com certeza relação com o Jardim do Éden,
tem relação com os encontros que ele teve com Abraão na terra, tem relação com Davi, com a cidade de Davi, então assim, Deus escolheu um lugar como sua base,
a partir dali ele vai reinar sobre toda a terra, a partir dali ele vai estabelecer um reino, a partir dali ele vai acabar com a morte, a partir dali ele vai estabelecer um lugar para viver para sempre com o homem,
então Deus tem um lugar geográfico, físico, mas ele também, essa terra sim, ele tem um simbolismo espiritual, o simbolismo espiritual para nós enquanto Jesus não vem,
também é que não só tem um lugar físico onde Jesus vem para estabelecer seu trono, seu reinado, sua morada, mas a terra ela tem um significado espiritual para nós,
para todos nós que é a prática, a vivência do reino de Deus, porque Jesus veio não para acabar com o significado da terra de Israel com as promessas de Deus para Abraão, Jesus não veio para acabar com isso,
ele falou sobre seus 12 discípulos iriam sentar em tronos, irão sentar em tronos e governar as 12 tribos de Israel, então Jesus não negou as promessas, mas Jesus veio para mostrar que a terra não é só física,
a terra também e principalmente, não poderia ter só um sentido exterior de um reino, de uma autoridade, de um governo, mas a terra representa esse lugar de comunhão que era o sentido original do Jardim do Elen,
o lugar onde Deus vem, onde Deus se encontra conosco, o lugar onde Deus quer morar conosco, um lugar de comunhão, de harmonia, de sermos um, de família, então a terra representa a prática,
significa que Jesus falando assim, o reino de Deus já chegou, então aquele reino que veio em forma embrionária, em forma ainda muito incompleta, em forma assim de sinal, ainda não temos isso em plenitude, mas nós podemos ter,
nós podemos ter, Abraham comprou um lugar, mas era um lugar para ser sepultado, o que adianta ter um lugar para ser sepultado, significa que é uma esperança, significa que ali é um lugar que tem um monumento,
tem uma marca dizendo, esse é o lugar que Deus prometeu, é daqui que eu vou ressuscitar, é daqui que Deus vai, é que eu vou fazer parte do que Deus vai fazer na terra, então quando Jacó faz questão de pedir,
não era qualquer pedido, não era uma coisa secundária, era uma coisa muito importante, Jacó quando, no final do capítulo 47, quando ele faz José jurar, então eu juro que o seu sepultamento não será no Egito,
vou levar o senhor para lá, Jacó ele adora, é um quadro muito bonito que é citado em Hebreus 11, Jacó adorando a Deus porque ele crê, porque ele crê exatamente como que ele expressava, como que ele via, eu não sei, mas Jacó com esse ato, olha só,
ele teve várias coisas na vida dele que foram importantes, mas ele termina a vida dele abençoando profeticamente os filhos, mas também afirmando, me sepultem lá naquele lugar, porque aquele é o lugar onde Deus vai cumprir suas promessas,
onde Deus vai estabelecer o seu reino, onde Deus vai cumprir o que ele já falou comigo, com meu pai, com meu avô, Deus vai cumprir, ele estava na morte dele, ele estava dando uma mensagem, no lugar onde ele seria sepultado,
ele estava dando uma mensagem, ele estava afirmando, ele estava declarando que eu creio, eu creio que um dia essas promessas serão cumpridas e eu penso, não posso afirmar exatamente como ele entendia a ressurreição,
mas eu penso que Jacó estava com isso também dizendo, eu quero ressuscitar nesse lugar, eu quero mostrar que eu estou sendo sepultado no lugar que Abraão comprou e que de alguma maneira aquele campo com as árvores, aquele lugarzinho,
um pequenininho lugar na terra que Deus prometeu, Abraão estava comprando para dizer, pelo menos isso vai permanecer como testemunho de que um dia Deus vai cumprir tudo que ele prometeu nesse lugar.
Então vamos terminar lendo em Hebreus 11, falando especialmente de Abraão, mas vale para os três patriarcas, essa posição de ser peregrino, a gente tem uma tendência ou de achar que Deus vai fazer tudo aqui na terra,
as pessoas investem, as pessoas acham que o reino de Deus é aqui, as pessoas acham que Israel ou que sua igreja ou que seu movimento, a gente tem um pensamento muito de agora, o reino agora,
eu quero viver isso agora, achar, as pessoas que acham que a igreja vai transformar os governos, o Brasil, os Estados Unidos, não sei aonde, nós vamos estabelecendo o reino de Deus através dos sete montes de entrar nas esferas, nós vamos trazer o reino de Deus agora,
então tem essa coisa assim de teologia do domínio, de prosperidade, de vários nomes que contém elementos de verdade, a gente não pode também ir para o outro extremo,
porque ou nós temos essa ideia assim de domínio, de pós-milenismo, de que o reino já é agora, ou nós podemos ter também a ideia assim de que não vai ter nada na terra, vai tudo embora para o céu,
e eu não me importo, não me importo com ecologia, não me importo com preservar, não me importo com o que eu preciso fazer para ser responsável com o que Deus colocou em nossas mãos,
e também, Deus não vai fazer mais nada com Israel, enfim, tem vários aspectos desse escapismo de não acreditar que nada vai acontecer, então ou o reino é agora, ou não tem nada do reino agora, são extremos,
então ser peregrino não é abrir mão, Abraão, Isaac, Jacó, eles não estavam em afirmar sua posição de peregrino, eles não estavam dizendo "não é importante, não vai acontecer, é tudo espiritual,
não me importa onde me, não é que a gente precisa hoje se importar com o lugar onde nós vamos ser sepultados", mas para Jacó foi algo importante, por quê?
Porque ele estava dando uma mensagem, porque ele estava afirmando que ele era peregrino, mas que ele acreditava nas promessas de Deus, então veja o que fala,
eu vou ler dois textos, um em Hebreus 11 e outro em 1 Coríntios 7, então Hebreus 11, versículo 13, ele está falando sobre Abraão, mas ele está se referindo a todos esses heróis da fé,
ele fala "todos estes morreram na fé", lembra como tem vários lugares na Bíblia, a gente pode resumir, isso não é um versículo que está na Bíblia, mas é tirado de princípio que nós aprendemos na Bíblia,
não é tão importante como você começa a sua jornada, mas como você termina a sua jornada, como é que você termina, Ezequiel ele fala,
Deus fala com Ezequiel sobre pessoas que no início eram justos e depois se abandonaram, ou pessoas que eram ímpias e depois se arrependeram,
então ele mostra assim, o importante é o final, claro que é importante, muito importante como você viveu sua vida, mas é muito importante o que termina,
como é que você termina sua carreira, todos estes morreram na fé, Hebreus 11 e 13, todos estes morreram na fé, eles não alcançaram as promessas,
esse capítulo 11 é para mostrar que todos os que foram antes e que não alcançaram o final, que não viram a consumação,
e a gente pode falar de pessoas que nos antecederam, pessoas que nós conhecemos, quantas pessoas que todos nós conhecemos,
que deram exemplo, que foram fiéis até o final, mas que não chegaram, não viram o que queriam ver, eu posso falar isso do meu pai,
quanto que ele quis, quanto que ele ansiava, quanto que ele passou para mim essa esperança, minha mãe, meus irmãos, eu tenho dois que já partiram,
então eles foram fiéis, eles viveram até o final, eles não abandonaram, eles não se decepcionaram com Deus, eles não desistiram da promessa,
eles viveram em função dessa fé, então eles morreram na fé, não alcançaram as promessas, viram-nas de longe, assaldaram e confessaram,
como eles não alcançaram, o dia que Jesus voltar, o dia que Jesus estabelecer seu reino, nós vamos poder dizer, não sou mais peregrino,
eu sou cidadão do reino que Jesus está estabelecendo, aí não vai ser mais peregrino, mas até Jesus voltar, ainda que, ainda que nós possamos,
em alguma etapa onde nós estivermos na nossa jornada, ainda que nós possamos, Abraão viveu na terra prometida, Isaac viveu na terra prometida,
Jacob também, mas Jacob morreu fora da terra prometida, mas estava dentro da vontade de Deus, todos eles foram peregrinos,
e mesmo depois, quando Israel estava na terra prometida, durante a maior parte do tempo, eles, coletivamente, eles não estavam alcançando,
eles não estavam sendo fiéis, mas tinha gente fiel, então tem remanescente, tem peregrino, eles confessaram que eram estrangeiros,
exatamente o que Abraão falou lá, quando ele comprou aquele lugar para sepultamento, ele falou "eu sou estrangeiro e peregrino, eu preciso pedir um favor",
e esse ato de sepultamento é muito simbólico apenas, mas nós não temos, não é que nós vamos embora da terra e Deus não tenha um plano para a terra,
e vamos morar em algum lugar que nem é muito físico, material, um lugar assim de espaço, um lugar assim de sem materialidade, como se fossemos fantasmas, não é isso,
mas o que nós temos aqui, seja material, seja até espiritual, ministérios, obras, nomes, livros, igrejas, o que quer que seja, nós somos peregrinos,
nada disso em si, só o que Deus faz, só a obra de fé, a obra de permanência em Deus, é a única coisa que é verdadeira, que é eterna, então ele fala,
versículo 14, que diz "tais coisas claramente mostram que estão buscando uma pátria, se na verdade se lembrassem daquela de onde haviam saído, teriam oportunidade de voltar, mas agora desejo uma pátria melhor, isto é celestial",
a gente interpreta isso, ele queria morar no céu, não, ele queria uma pátria que vem do céu, ele queria uma pátria assim, Deus agindo aqui na terra,
para estabelecer seu reino, que esse é o propósito de Deus, a pátria celestial não significa ir embora da terra, significa ver a nova Jerusalém descer do céu e se tornar uma realidade aqui,
então enquanto isso não acontecer, por mais, e nós ansiamos por práticas, nós queremos o reino já, nós queremos entrar naquilo que Deus já providenciou, mas nós entendemos que nada é ainda pleno, nada é ainda o total que Deus quer,
então nós somos peregrinos, e por isso Deus não se envergonha deles e chamado o seu Deus, pois já lhes preparou uma cidade, e no final do capítulo 11, Hebreus 11,
e todos estes, embora tendo recebido bom testemunho pela fé, contudo não alcançaram a promessa, não alcançar a promessa não é uma derrota, ele não está colocando aqui, eles foram mais ou menos, mas não conseguiram chegar onde Deus queria,
não, ele está dizendo, morreram na fé, foram peregrinos, foram fiéis até o final, e aqui no capítulo 11 ele cita Jacó, ele cita José, José que nós vamos ver depois que também fez os seus parentes,
seus familiares jurarem que eles não os sepultariam no Egito, então Gênesis termina com morte, termina com caixão, mas termina com esperança, então esse contraste que eu falei no início,
começa com a árvore da vida e termina com caixão no Egito, mas tem um elemento importante aqui, que é essa morte de Jacó, essa morte de José, esse caixão no Egito,
é justamente eles estão crendo que não é permanente, não só a nossa vida aqui, o que nós investimos, o que nós produzimos, tem coisas que nós produzimos, que Deus produz em nós, que são permanentes, mas não são as coisas visíveis, não são as coisas que nós gostaríamos de deixar como legado,
eu quero que todo mundo lembre do meu nome, eu quero que todo mundo fale de mim, não, eu quero que fale do reino, eu quero que lembre daquilo que foi permanente, não de madeira, feno, palha, coisas que vão ser queimadas,
então essa permanência da fé, esse testemunho até o final, é o que Deus espera de nós, ele não espera mais nada, tem coisas que nós fazemos, tem coisas que nós praticamos, cada homem, mulher no plano de Deus avançou, levou o povo avançar, levou o plano de Deus avançar, isso é permanente,
mas aquilo que nós olhamos, o que nós achamos que é visível, que é um feito, que é um nome, que é um ministério, que é alguma coisa que nós produzimos, isso não faz parte, nós somos peregrinos, nós estamos olhando para aquilo que é permanente,
Deus havia provido coisa superior a nosso respeito no tempo dos apóstolos para que eles sem nós não fossem aperfeiçoados, e aí eu quero só terminar lendo em 1 Coríntios 7 que Paulo também fala a respeito dessa atitude de quem é peregrino,
1 Coríntios 7, versículo 29, isto porém, vos digo irmãos, que o tempo se abrevia, se abrevia naquele tempo, imagina agora, o tempo se abrevia, o que resta, então o que que é uma vida de peregrino, o que que é uma vida, e olha só, essa aqui é até meio chocante,
mas o que ele está dizendo é que as coisas que nós podemos colocar como nosso futuro, como nossa casa permanente, como algo assim, ele está mostrando que a atitude de um peregrino que crê no reino eterno e não como alguém que só está esperando alguma coisa acontecer no futuro, mas está vivendo agora,
tem o reino já, mas ainda não, e nós precisamos investir nesse reino, nós precisamos comprar esse campo que Abrão comprou, como ele comprou, nós precisamos ver onde, em que pequena maneira nós podemos ter um início, uma semente do reino vindouro,
aquele campo para sepultamento se tornou uma possessão que prefigurava, que apontava para o eterno, então no versículo 29 ele fala, "O que resta é que os que são casados seja como se não fossem, os que choram como se não chorassem, os que se alegram como se não se alegrassem,
os que compram como se nada possuíssem, os que usam deste mundo como se dele não abusassem, pois a aparência deste mundo passa."
Mais uma vez isso pode ser interpretado como assim, não, a gente não pode ter nada aqui nessa terra, a gente não pode se envolver com nada, a gente não pode se apegar, não se apegar, é o que ele está falando,
tudo que nós fazemos, sim o casamento, sim o choro, sim o que nós compramos, pode ser para o reino, mas sem esse apego, como se nós estivéssemos colocando a nossa esperança nisso como um fim em si mesmo,
nada disso é um fim em si mesmo. Eu não sei se eu compreendo bem isso, eu não sei exatamente se eu sei traduzir na prática a atitude certa de um peregrino, eu desejo isso,
eu desejo ter realmente esse coração, essa visão que os patriarcas tiveram e esse olhar vivendo cada um dos patriarcas, cada um dos outros servos de Deus na Bíblia,
servos de Deus na História, os que estão vivendo hoje, os que passaram, já passaram antes de nós, já foram adiante de nós, todos e nós também devemos olhar o que é que nós fomos chamados para fazer,
que vai durar para sempre e o que nós devemos fazer que não deve ser um fim em si mesmo, o que nós devemos fazer que vai demonstrar a nossa fé em algo que estamos fazendo agora,
mas que aponta para aquilo que virá. Enfim, essa mensagem do último pedido de Jacob me tocou muito, sim, de entender que ele deu uma mensagem muito forte, seu último desejo, seu último pedido foi uma mensagem
e que essa mensagem possa encher nosso coração também. Senhor, nós te agradecemos porque nós também temos uma esperança, nós também fomos chamados, nós também fomos recebemos muitas vezes através de outras gerações,
mas também na nossa geração estamos recebendo promessas, estamos recebendo direções, podemos ser dirigidos para comprar algum lugar como o Abrão comprou,
no sentido de tomar posse de uma pequena coisa que o Senhor colocou em nossas mãos e que vai servir como promessa e como esperança, que nós possamos entender na nossa vida, na nossa geração, não só individualmente, mas juntos,
que nós possamos entender o que é ser realmente peregrinos, estrangeiros, mas ao mesmo tempo confiantes na esperança de que o Senhor vai trazer o reino e vai cumprir tudo que o Senhor prometeu, isso que nós queremos em nome de Jesus. Amém.
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