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Gênesis – Aula 132 – O sepultamento glorioso de um peregrino

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Todos os patriarcas foram peregrinos. Abraão saiu de sua terra e viveu na terra que Deus lhe prometeu, sem contudo ter posse dela. Isaque viveu nessa terra, mas se mudando de lugar em lugar para não entrar em contenda com os moradores. Jacó foi o mais peregrino de todos, vivendo fora da terra por 20 anos, e terminando sua vida no Egito. Seu último pedido, seus últimos suspiros, afirmaram sua convicção de que o Egito não era o lugar dele, nem dos descendentes, e profetizando que um dia o Senhor os levaria para tomar posse verdadeira da terra. Apesar de suas declarações e pedidos finais, afirmando sua condição de peregrino, Jacó foi sepultado em grande estilo, com honrarias dignas de um rei. O que significa esse paradoxo?

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Transcrição · gerada automaticamente

Estamos no último capítulo do livro de Gênesis, capítulo 50,
estamos falando sobre esse encerramento, esse final do primeiro livro da Bíblia,
é um livro fundamental para conhecer o plano de Deus,
nós muitas vezes colocamos... os judeus colocam os primeiros cinco livros da Bíblia com uma categoria especial,
a Torá, muitas pessoas chamam de Pentateuco, que são cinco livros,
mas os judeus chamam de Torá, que é a instrução,
e é o fundamento de todos os outros livros, toda a história, todos os escritos,
tanto no primeiro testamento quanto no novo testamento,
tudo tem seu fundamento nesses primeiros cinco livros,
mas esses primeiros cinco livros podem ser colocados em duas partes,
e uma parte é justamente o livro de Gênesis, ele está numa categoria a parte dos outros quatro livros, por quê?
Porque de acordo com a tradição, e tem bastante fundamento para isso,
quem organizou, quem escreveu os outros livros, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio,
os outros quatro livros, quem escreveu foi Moisés,
Moisés, todos os outros quatro livros são da história de Moisés e seu papel como líder,
como usado por Deus, não só para libertar o povo descendente de Abrão, os hebreus, o povo de Israel, do Egito,
mas para formar uma nação, então toda a história de Moisés e do povo que Deus escolheu,
o plano de redenção começa com esse povo, mas no livro de Gênesis não é povo, são os patriarcas,
então o livro de Gênesis é antes de Moisés e é diferente do restante dos outros quatro livros,
então nós vamos continuar falando sobre esse final do livro de Gênesis, final do tempo dos patriarcas,
fim de uma era e apontando já para um novo capítulo,
então vamos pedir ajuda de Deus para tirar conclusões, não é só uma história interessante,
não é só história de antepassados, não é só algo assim de segunda importância,
mas é fundamental para entender esse outro passo que vai ocupar todo o restante do primeiro testamento,
que é o povo de Israel, a nação de Israel, o instrumento de Deus para trazer redenção para toda a humanidade,
olhando para... sempre tem indivíduos, sempre tem pessoas destacadas, mas nós estamos saindo de uma época de patriarcas,
de homens individuais, de como Deus tratou com pessoas específicas para dar início a toda uma nação
que seria o instrumento de Deus. Senhor Deus, nós queremos aprender, queremos entender
aquilo que o senhor deixou registrado para nós, com muito cuidado, o senhor preservou, não só na época anterior a Moisés,
para Moisés poder compilar, juntar todas as informações e a preservação das escrituras ao longo de todos os séculos e milênios,
tudo isso para que nós pudéssemos, assim como as outras gerações, pudessem ter esse registro e entender o teu plano de redenção e fazer parte.
E nós estamos olhando para a consumação, nós estamos olhando para o fim de todas as coisas,
mas é importante entender esse começo para poder entender teus propósitos.
Então, nesta hora pedimos a tua bênção, a tua presença, a tua revelação para que possamos de fato entender
o que o senhor está mostrando por meio dessas escrituras, pedimos e confiamos em ti, em nome de Jesus, amém.
Então, na aula passada nós falamos sobre esse final da época dos patriarcas,
estamos vendo Jacó, que a história dele vem desde o capítulo 25 de Gênesis até agora aqui o fim,
mesmo tendo vários capítulos em que trata mais da história de José, da outra geração, do filho de Jacó,
mas a Jacó, ele passa por todo esse período desde o capítulo 25 de Gênesis, ele é o terceiro e último patriarca,
e nós temos falado sobre essa mensagem final de Jacó, a mensagem foi um pedido, foi uma ordem,
é o último versículo de Gênesis 49, Gênesis 49, 33 fala assim, acabando Jacó de dar estas instruções,
outras traduções falam ordens ou mandamentos, era um encargo, era um pedido, quando Jacó faz esse pedido para José,
ele fala não como alguém que manda, claro, ele era o pai, ele tinha direito de fazer esse pedido,
os filhos têm todo o interesse em fazer a vontade do pai, mas quando no capítulo 47 Jacó pede para José,
ele pede como um favor, "se eu achei graça aos teus olhos", que é uma frase que normalmente as pessoas falavam para Deus,
ou para um rei, um soberano, e Jacó está usando esse termo para falar com seu filho José,
e depois ele fala novamente aqui nesses últimos momentos, parece que são os últimos suspiros de Jacó,
o último pedido dele é "por favor não me sepultem aqui no Egito", então temos já falado bastante sobre isso,
mas esse último pedido em que ele afirma que o lugar dele e dos filhos das futuras gerações,
dos descendentes também, o que ele quis dizer não é só, vocês vão continuar no Egito,
para sempre vocês encontraram seu lugar, José é o homem mais poderoso, está no governo, então vamos ficando por aqui,
mas eu quero ser sepultado com meus pais, não era só um pedido pessoal, eu tenho desejo de estar na mesma sepultura com meus pais,
com minha esposa, mas ele estava profetizando que Deus os tiraria de lá, ele estava afirmando que o lugar não só dele,
mas de toda a descendência não era no Egito, isso era uma parte, a outra parte era que esse lugar,
nós falamos na aula passada sobre esse lugar de sepultamento que o relato bíblico dá bastante importância para esse lugar,
que quando Abrão foi sepultar sua esposa Sarah, ele comprou esse campo, ele comprou um lugar onde tinha essa caverna,
perto de um lugar muito significativo da história dos patriarcas em Ebron, então esse lugar que era o único lugar que realmente Abrão
e os outros dois patriarcas, o único lugar que eles compraram, que eles tiveram posse,
e isso traz o foco para essa qualidade de ser peregrino, temos falado sobre isso também já,
que Hebreus 11 dá uma ênfase muito grande que Abrão e todos os heróis da fé que estão ali relacionados em Hebreus 11,
todos eles eram peregrinos e isso não significa que eles não, o nosso futuro, o povo escolhido de Deus e a igreja também,
nós vamos embora da terra, nós não temos nada a ver com a terra, entrou aquela heresia desde o tempo da igreja primitiva,
do gnosticismo, de que tudo que é material é ruim, é mal, o que é bom é o espírito, é invisível,
e a igreja adotou até hoje grande parte dessa visão de que no primeiro testamento o povo de Israel era naquele tempo,
eles não tinham ainda uma visão, não tinham revelação da nova aliança, agora a gente não tem nada a ver com terra,
terra física e nem com o globo terrestre, nós vamos embora, então peregrino não significa isso,
peregrino significa o que era três gerações e uma parte da quarta geração de José, eles habitaram na terra,
na terra prometida, Abrão deixou a sua terra, deixou o lugar onde ele tinha tradição, de onde a família dele era,
talvez eles tinham posse de terras, de propriedades, ele deixou a sua terra seguindo a voz de Deus e foi para a terra,
chegou em Canaã, Deus falou assim, é esta terra mesmo, eu vou dar essa terra e aí nós temos essa promessa repetida pelo menos 10 vezes
no livro de Gênesis para Abrão, Isaac, Jacó, de que Deus estava prometendo, é honra, é um juramento,
é uma promessa de Deus que não volta atrás que aquela terra pertenceria para sempre, não só por um período,
pertenceria para sempre aos descendentes de Abrão, então nós temos toda essa ênfase de que eles não tinham posse da terra,
só um lugar para serem sepultados, então isso é uma mensagem profética, uma mensagem muito significativa
que mostra que o peregrino não é aquele que acha que vai embora e que essa terra vai acabar e Deus vai queimar tudo
e nós vamos habitar num lugar muito espiritual, etéreo, sem substância, flutuando como fantasmas,
sem corpo, sem materialidade, não, ser peregrino não tem esse sentido, a igreja cristã tem muitos hinos que falam,
eu sou peregrino nessa terra, estou esperando o céu e durante muito tempo, hoje não é tanto assim, tem muita ênfase em prosperidade,
muita ênfase em posses e aí tem o lado errado, então, mas a igreja durante muito tempo tinha essa ideia de ir embora,
de ser peregrino assim, eu não pertenço a essa terra, esse aqui não é o meu lugar, esse aqui não é a minha pátria
e Paulo afirma isso também em filipenses, em outros lugares, dizendo que nossa pátria não é daqui,
Jesus falou assim, meu reino não é deste mundo e a gente interpretou durante muito tempo que isso significava que
o povo de Deus, o povo escolhido, a igreja, o povo que Deus separou de toda a terra para servi-lo, para segui-lo,
é um povo que não se interessa pela terra, não tem lugar, não tem esperança na terra
e o começo de tudo aqui em Gênesis é muito ao contrário, vocês são peregrinos, vocês não possuem,
vocês não vão já possuir a terra, Deus falou para Abrão, olha, vai passar por um longo período,
sua descendência vai ser oprimida e vai chegar o tempo futuro em que vocês vão herdar esta terra,
então os patriarcas todos foram peregrinos, eles não possuíam a terra, mas eles habitavam na terra,
eles acreditavam, eles colocavam tudo, todo o futuro, toda a esperança deles na certeza de que um dia a terra
seria da sua descendência e fazia parte a promessa de que não era só aquela terra específica,
mas que Deus queria toda a terra para seu reino, para sua habitação, então ser peregrino é realmente,
é realmente ter essa tensão entre não possuir, não ter um reino aqui, mas ao mesmo tempo ter esperança,
então Jacó quando ele pede, e isso é o último pedido e isso é muito forte nesse final de história do livro de Gênesis,
que ele queria ser sepultado fora do Egito, porque não era o lugar dele e nem da descendência,
e num lugar específico que até aponta para o Jardim do Éden, por ser um campo com árvores,
um lugar minúsculo, uma pequena propriedade somente para serem sepultados,
mas que dá a ideia assim... "Ah, então, terra para ser sepultado não é para ser desfrutado,
não é para possuir, não é para ter sua casa, não é uma coisa, uma propriedade que tem utilidade presente,
é só para a morte", mas era uma morte profética, era uma morte que apontava que um dia a terra seria deles
e que eles seriam ressuscitados também para desfrutar do reino que estaria sediado, estabelecido naquela terra.
Então, quando Jacó termina Gênesis 49 e 33, acabando Jacó de dar essas instruções a seus filhos,
recolheu os pés na cama, inspirou e foi reunido ao seu povo, então realmente isso destaca essa última palavra,
esse último desejo de Jacó e destaca essa verdade do que é ser peregrino, todos os três foram peregrinos.
Abraão saiu da sua terra e ficou habitando em vários lugares, mas não tinha um lugar fixo ali na terra de Canã.
Isaac também ficou toda a vida, Isaac nasceu na terra e morreu na terra,
Isaac foi o homem que já herdou a promessa dada a seu pai, viveu na terra, não saiu da terra,
Isaac não sai nem para o Egito, nem para buscar uma esposa, Isaac é um homem que permanece na terra toda a vida dele,
durante muito tempo ele ficou no mesmo lugar, mas nós temos na história, temos poucos fatos na vida de Isaac,
mas muitas vezes ele era um homem de paz, então quando brigavam sobre os poços que o pai dele tinha furado,
que ele mesmo tinha furado quando brigavam, fazia "não, esse poço é nosso", ele saía e ia para outro lugar,
então esse é um dos poucos fatos que nós temos na vida de Isaac e mostra exatamente que ele tinha direito sobre aquele poço,
o pai dele furou, ele furou os poços e brigavam com ele, os habitantes da terra, os cananeus, eles brigavam com ele e ele saía e ia para outro lugar,
característica de um peregrino, porque ele poderia ter direito por ter furado, mas a terra não era dele,
então tinha essa característica de ser peregrino, e Jacó foi um super peregrino porque ficou nos primeiros anos da vida dele na terra,
depois ele fugiu, ficou 20 anos fora lá com Labão, depois ele voltou, ficou mais um tanto tempo, mas os últimos 17 anos da vida de Jacó,
ele ficou no Egito, então de 147 anos, que foi a idade de Jacó quando ele morreu, 37 anos foram vividos fora da terra de Canaan,
e dentro da terra de Canaan também ele era um peregrino, ele não tinha um lugar que pudesse chamar, que é o meu lugar, que eu posso ficar,
então todos eles tinham essa vida de peregrino e Hebreus 11 explica para nós o que é esse sentimento, o que é essa visão, o que é essa prática de ser peregrino,
e nós queremos agora ver a primeira parte do capítulo 50, como eu já falei, tem três partes do capítulo 50,
a primeira parte vai falar do sepultamento, então até agora estamos falando das últimas palavras, da mensagem de Jacó, mas agora tem uma descrição muito forte do sepultamento de Jacó,
e isso é bastante significativo, assim, o sepultamento de Abraão, o sepultamento de Isaac não foi dado assim, é citado, é descrito, os filhos Isaac e Ismael sepultaram Abraão,
os filhos Jacó e Isaú sepultaram Isaac, mas aqui o sepultamento de Jacó é num outro nível, é uma outra, até que estou chamando isso aqui, do sepultamento glorioso,
o sepultamento, e eu queria falar sobre esse paradoxo, esse mistério de Jacó, até o último suspiro ele afirmar pela sua mensagem, pelo seu pedido, Jacó está afirmando que ele é peregrino,
ele afirma que o lugar dele não é no Egito, e lá em Canaã também ele só tem um lugar para ser sepultado, então Jacó é um homem, e veja bem, Abraão, Isaac, Jacó, todos eles eram homens prósperos, todos eles, Abraão, Isaac e Jacó,
nós temos descrições, sabemos que todos os três, eles tinham muitas, tinham posses que eram rebanhos, a riqueza deles era na forma de rebanhos, mas eles não eram pobres,
eles não eram pessoas, não eram, nós estamos dizendo, peregrino, nós estamos dizendo mendigos, nós estamos dizendo uma pessoa sem teto, uma pessoa que, mas é uma pessoa que não tem um lugar, ele não tem um lugar fixo,
ele tem uma promessa, ele tem uma esperança, ele não é uma pessoa que não acredita que tem esperança no reino de Deus que vem para esta terra, ele não é uma pessoa que pensa só em ir embora para o céu,
que quando Hebreus 11 fala assim, que Abraão esperava uma cidade com fundamentos, muitos cristãos leem aquilo e pensam, não, Abraão, ele não queria essa terra, ele queria ir embora, não, Abraão recebeu a promessa da terra, todos eles, todos os três tinham essa forte promessa, aliança com Deus, a esperança, convicção,
eles tinham tudo isso, mas eles não tinham nada em termos de posse da terra, em termos de cumprimento da promessa, então Hebreus 11 nos mostra homens que viveram pela fé crendo no reino, crendo numa coisa concreta, crendo numa terra restaurada, crendo na habitação de Deus com o homem,
mas que não alcançaram, eles não alcançaram, eles não tiveram a concretização da promessa, então eles eram peregrinos nesse sentido.
E eu queria falar então, queria apontar para esse sepultamento que é uma coisa paradoxal, contraditória dizer um peregrino, como eu falei, não que ele seja pobre, mas um peregrino recebendo um sepultamento com honrarias de rei,
ele vai ser sepultado não no Egito, não no Egito, nem José que é o homem mais poderoso do Egito abaixo do Faraó, mas nem José vai ser sepultado no Egito, então eles afirmam que eles não são de lá,
eles declaram com isso que eles não se integraram, não se assimilaram, não se tornaram moradores permanentes, cidadãos do Egito, eles não são de lá, mas eles estão lá e por causa daquilo que José tinha alcançado pela graça de Deus,
Jacó, o pai dele recebe um sepultamento tremendo, inigualável, o sepultamento dele muito diferente do pai e do avô, então vamos primeiro ler aqui e vamos ver o que Deus pode nos mostrar a respeito desse paradoxo de um homem peregrino que não é nem do Egito e nem possui terras em Canaã,
é como que ele recebe um sepultamento tão glorioso, tão cheio de honra, então capítulo 50, versículo 1, então José Jacó tinha acabado de dar suas últimas instruções, expirou e, versículo 1, José se lançou sobre o rosto de seu pai e chorou sobre ele e o beijou,
então é interessante, aqui não está afirmando que os outros irmãos de José, os outros 11 irmãos e outros descendentes, netos e bisnetos que estavam ali, provavelmente não todos reunidos ali nesse momento, mas pelo menos os 11 irmãos estavam, mas aqui só fala de José,
então como nós temos já falado sobre José e Judá, os dois filhos que se destacaram, que vão se destacar na descendência futura, mas até o final da vida desses 11 irmãos, desses 12 irmãos,
o filho de Jacó que se destaca, o filho que representa os outros, o filho que mais demonstra afeto e tristeza pela morte do pai é José, então isso dentro desse relato é bastante significativo,
José se lança sobre o pai, José é quem chora, outra vez, não está dizendo que os outros não choraram, mas o destaque aqui é para José, então José consta num relato bíblico, consta que José chorou 3 vezes naquele processo do reencontro com os irmãos, 3 vezes,
aqui ele chora uma quarta vez e ele ainda vai relatar mais uma vez que ele chorou com os irmãos, então porque aqui nesse capítulo 50 tem o sepultamento de Jacó, tem o final do processo de reconciliação com os irmãos e depois a morte de José,
então são esses 3 eventos, as 3 partes do último capítulo de Gênesis, então agora vamos ver o que vai acontecer com o sepultamento de Jacó,
versículo 2 "Ordenou José aos seus servos os médicos que embalsamassem a seu pai", isso era o costume, isso era a maneira, eles aprenderam com os egípcios, os egípcios que foram peritos nisso, são famosos, eles embalsamavam,
eles acreditavam que o corpo tinha que ser preservado, era a fé que eles tinham e isso é... Deus promete ressuscitar o corpo, Deus promete estabelecer seu reino na terra,
então tem isso, mas dentro dos ensinamentos bíblicos nós não precisamos preservar esse corpo mortal para que Deus o ressuscite, então é diferente,
e algumas pessoas têm chamado atenção para o fato, eu li que não tem muitos fatos preservados para nós dos costumes de embalsamento nessa época de José,
mas o que normalmente a gente sabe a respeito disso é que o embalsamento, ele tinha esse fator religioso, e ele geralmente era presidido,
tinha as pessoas que faziam, mas tinha uma participação cerimonial dos sacerdotes, mas aqui não, aqui José ele adota a prática de embalsamar,
o corpo dele também vai ser embalsamado depois que ele morre para preservar, mas aqui principalmente porque o corpo dele seria transportado para o sepultamento praticamente dois meses depois,
porque ele vai ter 70 dias, mais de dois meses, 70 dias de processo de embalsamar, de luto e tudo antes de ser transportado,
então obviamente ele teria que ser embalsamado para preservar para o sepultamento, então aqui não tem participação de sacerdotes,
porque José embora ele adotasse e pediu aqui, ordenou que o pai fosse embalsamado, mas ele não está seguindo os ritos e as cerimônias da religião egípcia,
então os médicos embalsamaram a Israel, que interessante, eles usam esses dois nomes, Jacó e Israel, eles embalsamaram Israel, cumpriram-se-lhe 40 dias,
pois assim se cumprem os dias daqueles que se embalsamam, e os egípcios os choraram 70 dias, que supõem-se que eram paralelos, não era 40 dias e depois 70,
mas não fica claro aqui.
Passados os dias do seu choro, disse José a casa de Faraó, e aqui é interessante que por alguma razão José não fala diretamente com Faraó,
mas ele fala para as pessoas que tinham acesso a Faraó, e ele fala "se achei graça aos vossos olhos",
é o termo que se usa para quando você quer pedir um favor de alguém que é superior, "se achei graça aos vossos olhos,
rogo-vos que falês aos ouvidos de Faraó, dizendo, meu pai me fez jurar, dizendo, eis que eu morro em meu sepulcro, que cavei para mim na Té de Canaã, ali me sepultarás".
Aqui José conta uma história que não é exatamente isso, porque não foi Jacó que cavou a sepultura, mas talvez José quisesse tornar a coisa mais clara,
porque o pai dele queria ser sepultado lá, ele não fala aqui a respeito dos antepassados, que para nós seria talvez o argumento que ele pudesse usar,
mas aqui ele fala assim que o pai o fez jurar porque foi a sepultura que o próprio pai preparou para a sua morte.
"Agora peço-te que eu suba, para que sepulte a meu pai, então voltarei".
Agora aqui é importante observar, a partir do versículo 5, vai falar várias vezes "subir", e era o que normalmente se falava, eles tinham essa noção de ir para o norte, seria subir,
sempre fala "descer para o Egito", quem estava em Canaã ou naquelas terras mais para o norte, você desce para o Egito, e do Egito quando você vai para Canaã você sobe, porque é na direção norte,
mas isso tem um significado espiritual, porque a ideia simbólica, a ideia que traz aqui e que vai acontecer bem depois quando o povo de Israel liberta, é que eles vão subir,
eles estavam lá embaixo, estavam assim essa figura de estar no mundo, de estar fora dos propósitos, dos lugares da herança de Deus, então você sobe, você para sair do Egito,
para sair do mundo, para sair do sistema do mundo, você tem que subir porque o sistema do mundo traz você para baixo,
então aqui está sendo usado simplesmente no sentido de direção para o norte, mas tem essa conotação de, você pode ver aqui, que vai falar várias vezes,
e é claro que Moisés, ou mesmo que Moisés estivesse aproveitando algum escrito anterior, a ideia aqui é fazer um paralelo,
porque José e todos os familiares, todos os descendentes, toda a família estendida de Jacó, eles vão sair do Egito para se putar o pai,
e essa viagem, essa subida, ela prefigura, ela aponta para o dia em que toda a nação vai subir do Egito, vai sair desse lugar mais baixo, desse lugar mais longe de Deus
e vai em direção à sua herança, em direção ao lugar que Deus quer para nós, então sempre o sentido da nossa peregrinação é que nós estamos subindo,
nós estamos caminhando, não para sair da terra, mas para ir para um lugar na terra que é o lugar onde Deus quer habitar o lugar do propósito dele,
então é interessante notar que várias vezes vai falar de subir, então agora peço-te que eu suba para que sepulte a meu pai, então voltarei.
Aqui o importante para notar é, José é um homem poderoso, nós não temos registro de que José tivesse que perguntar ao faraó sobre as medidas naquela época da fome,
ou na época da abundância, para ele decidir as coisas, aparentemente ele não consultava, não tinha que consultar, porque faraó deu carta branca para ele, faraó disse você pode fazer o que você quiser,
então as medidas, as coisas que ele fazia para juntar o mantimento, a provisão, os grãos para o tempo da fome, o que ele fez depois para vender, como é que ele agia,
em todas aquelas medidas, talvez o que ele fizesse depois, não fala de ele sempre ter que conferir, mas para José levar o pai dele para sepultar em Canã, ele precisava pedir,
então isso é uma observação interessante e também mostra que até o final José de maneira nenhuma estava usurpando, tomando para si o poder,
ele reconhecia que ele estava ali governando mais abaixo da autoridade faraó, então ele pede, ele pede permissão e pelo que nos consta foi a única vez em que José,
depois dos 17 anos de idade, e aqui ele está praticamente quase 40 anos depois, nessa época fazendo a conta da idade do pai dele e tudo,
a gente pode calcular que José, nesse momento, ele tinha 54 anos de idade, então ele vai viver mais 56 anos até a morte, José morre com 110 anos de idade,
então o que nos consta é a única vez, a primeira e única vez que ele volta para a terra onde é a terra da promessa, a terra da herança de Canã,
então ele pede, ele pede permissão e faraó dá para ele, versículo 6, respondeu faraó sobe e sepulta teu pai como ele te fez jurar, talvez faraó já estivesse com idade,
a gente não sabe, faraó não foi, mas, versículo 7, José subiu, então, terceira vez, subiu, José subiu para sepultar seu pai, subiram com ele todos os oficiais de faraó,
os principais da sua casa, todos os principais da terra do Egito, então, lógico, tudo isso é por causa de José, José como uma autoridade, máximo abaixo do faraó,
ele, todos os oficiais, é um sepultamento de grande classe, é um sepultamento real, honras de rei, é um sepultamento assim, até pelas pesquisas,
esses 70 dias que os egípcios fizeram um luto por Jacó, eles só faziam isso para reis, para faraós, então, tudo isso, é toda essa descrição, vou continuar lendo aqui,
mostra o que eu estou chamando assim, de um sepultamento glorioso, Jacó recebe, a gente pensa, o que adianta dar um sepultamento para uma pessoa que já foi, mas, até hoje,
tem pessoas muito importantes, reis, presidentes, pessoas famosas, pessoas ricas, as pessoas têm assim, uma cerimônia, chama muita atenção, fazem uma procissão,
fazem assim, são, é todo um cerimonial que não é para qualquer um, então, tudo isso é interessante porque Jacó é um peregrino, Jacó não pertence ao Egito, Jacó não tem uma terra,
não tem uma pátria, já concretizada, então, é tudo, vamos ver assim, então, essa descrição, então, todos os oficiais de Faraó, principais da sua casa, da casa de Faraó,
todos os principais até do Egito, agora vai falar, versículo 8, como também toda a casa de José, isso é mais de esperar, seus irmãos, seus descendentes, filhos, netos, todo mundo,
toda a casa de seu pai, deixaram somente na Tédigose, onde eles moram, os seus pequeninos, então, criancinhas, que não iam aguentar a viagem, os rebanhos e o gado, então, eles têm uma comitiva muito grande,
9, versículo 9, subiram também com ele tanto carros como cavaleiros, então, tem todo um, praticamente um exército para proteger, porque são pessoas importantes, se viesse qualquer tipo de ataque, então,
aí fala, o cortejo foi grandíssimo, então, percebe, aqui tem uma descrição que a Bíblia faz questão de registrar, na inspiração de Deus, nós temos aqui uma descrição de todo esse processo de fazer o sepultamento,
que era algo muito além daquilo que seria se fosse só o povo hebreu, só a família, por causa da posição de José, ele recebe um tratamento que seria dado somente a reis,
versículo 10, chegando eles à Eira de Atade, que está além do Jordão, fizeram ali um grande e forte pranto, olha, eles já tinham feito 70 dias, todo o cerimonial de embalçamento, todo o período de luto,
mas agora eles vão, ainda não é nem o local do sepultamento ainda, mas eles chegam nesse lugar, a gente não sabe exatamente porque escolheram esse lugar, mas fizeram ali um grande e forte pranto,
assim fez José, por seu pai, um grande pranto por 7 dias, então tem um cortejo enorme, tem uma comitiva muito grande, e eles chegam na terra de Canaã,
então nós temos uma demonstração assim, para o povo do Egito, esse homem era muito importante, porque toda a corte do faraó está acompanhando e tem todo o processo que seria normalmente reservado somente aos reis,
e também eles chegam em Canaã, então aqui até fala, versículo 11, vendo os moradores da terra, os cananeus, o luto, na Eira de Atade disseram "grande pranto",
acho que essa palavra inclusive parece que o sentido é pesado, isso aqui é quando você vê na televisão, a gente lembra assim da princesa Daiane, tinha Ayrton Senna, enfim,
pessoas que têm assim um espetáculo, é uma coisa assim que chama muita atenção, o sepultamento de uma pessoa importante, então os cananeus eles não sabiam talvez quem era,
os cananeus que esse povo não morava mais lá, e eles veem os egípcios chegam na terra deles em Canaã, e faz esse tamanho de pranto, de luto, então eles falam assim "grande pranto" é este dos egípcios,
por isso se chamou aquele lugar de Abel Misraim que está além do Jordão, então aqui faz questão de mostrar que tanto para os egípcios, quanto para os cananeus houve um reconhecimento,
era como se ele fosse a pessoa mais importante daquela região toda, e aí fala "fizeram e os seus filhos assim como eles lhes havia ordenado,
levaram no até de Canaã, os sepultaram na caverna do campo de Machpela, que Abraão comprara, com o campo como propriedade sepultura a Efron, o eteu fronteiro a Manri, depois de haver sepultado seu pai,
voltou José para o Egito, ele e seus irmãos e todos os que com ele haviam subido outra vez para sepultar seu pai".
Então, essa é a descrição que nós temos do sepultamento de Jacó, então quero tirar algumas conclusões e apontar algumas coisas que eu acho que me chamou muita atenção,
olhando mais uma vez essa descrição, eu uso sempre um princípio de interpretação bíblica que é aquilo que as escrituras dão ênfase,
quando dentro de um capítulo, por exemplo aqui, subiu, subiu, subiu, então quando repete um termo ou quando dedica um bom espaço, isso aqui, muitas vezes a Bíblia resume,
tem muitas histórias na Bíblia que são super resumidas, então poderia ter falado assim, Jacó, o importante foi o que ele falou antes de morrer, e aí ele fez esse pedido, e aí José, seus irmãos, foram lá sepultar, poderia ter resumido,
mas não, todo esse sepultamento e todo esse processo da cerimônia, do grupo, da comitiva e tudo mais, tem uma descrição grande porque tem algum significado aqui,
então, por isso que eu, assim, quando eu vejo uma descrição assim, eu começo a perguntar para Deus, por que, por que isso está registrado, por que isso aconteceu dessa forma, o que isso significa para nós,
então eu anotei alguma coisa aqui para a gente, para a gente usar, para a gente tirar algumas conclusões, a primeira coisa é essa que eu tenho já colocado, que nós temos nessa história um grande contraste,
que Jacó, ele vai para o Egito, porque José, o homem mais importante daí do Império, do Reino do Egito, é o vice-governador, vice-rei, então ele vai para lá por causa disso,
mas o próprio Jacó, ele se recusa, ele vai lá na presença do faraó, ele abençoa o faraó, mas ele não busca nenhuma honra para si, ele fica na dele, a vida dele e no fim,
ele declara assim, o que me interessa é voltar para o lugar que Deus nos prometeu, nosso futuro é lá, ele entendeu, até Deus falou com ele que ele podia ir para o Egito,
mas a gente não sabe o quanto que eles ficavam falando daquilo que Deus tinha revelado para Abraão, que eles iam ficar muito tempo no Egito, mas o coração de Jacó não estava ali, então Jacó, ele não desfruta durante a vida dele de poder, de posição, de status,
ele e toda a família José, eles recebem um cuidado especial por causa de José, mas no coração dele ele não tem, ele continua sendo um peregrino, ele é um homem que acredita naquilo que Deus prometeu que não tem nada a ver com esse poder que está ali.
E aí, uma coisa importante para entender, e sempre dentro dessa verdade que estou procurando passar, de que peregrino na Bíblia, vou falar mais uma vez, peregrino na Bíblia não é alguém que não crê que Deus tem alguma coisa para essa terra,
eu quero ir embora para o céu porque aqui na terra não tem nada, quando a Bíblia fala sobre a pátria celestial, a cidade que tem fundamentos, Jesus falando "meu reino não é deste mundo",
em nenhum desses momentos, em nenhum desses textos, está dizendo que Deus desistiu da terra, Deus não desistiu da terra, Deus tem um plano para a terra, aquilo que Deus começou no Jardim do Éden, aquilo que Deus começou com a criação do homem,
ele vai terminar, ele vai estabelecer o seu reino aqui, ele vai restaurar tudo que Deus planejou e a gente... pensa bem, quando você olha assim, por exemplo, quantas espécies de animais, de plantas já foram extintas?
E a gente fica pensando, nossa, que realmente é uma perda, é um prejuízo, imagine sim, animais do peixes, plantas, passarinhos, aves, animais de todo tipo, muitos animais com características especiais, muitos animais já foram extintos,
então você pensa que acabou, acabou, e no fim, quando Jesus voltar, tudo vai acabar tudo, vai ser tudo destruído e Deus vai começar algo em outro lugar, não, a promessa de Deus é que Deus vai renovar, que Deus vai restaurar,
você pode ver em todos os profetas e mesmo no livro do Apocalipse, aquilo que Deus, ele vem para a terra, ele traz algo que tem sua origem no céu, o que é eterno vem de Deus, mas ele vai estabelecer sobre a terra e ele vai fazer acontecer, ele vai restaurar tudo que ele tinha planejado, ele não vai deixar nada,
eu creio que vai ter mais coisas, Deus é criativo, ele nunca para, então o peregrino é aquele que acredita que o que nós fazemos agora é significativo, Abraão, Isaac, Jacó, eles tinham que permanecer na terra,
Jacó e depois José, eles tinham que falar "me sepultem lá na terra", porque isso era um sinal de que eles acreditavam, não era assim "ah, não importa, aqui vai acontecer, no fim das contas a gente não vai ter terra nenhuma aqui, vai tudo desaparecer, vai tudo ser destruído", não, eles tinham essa fé e essa confiança, essa esperança em Deus.
Mas aquilo que pode ter agora, agora vem outro aspecto, o peregrino é aquele que acredita que a promessa de Deus vai se cumprir, ele é aquele que acredita, ele põe em sua vida, ele permanece,
ele faz aquilo que Deus ordena para que aquela promessa se cumpra, Deus não exigiu, chegou a época de Josué que eles tinham que entrar e conquistar, mas até chegar essa época, como Deus falou com Abraão,
"não tente expulsar morador, não tente fazer nada", porque não chegou a época, então nós precisamos ter muita consciência, o peregrino tem que saber o que que Deus deu, o que que Deus deu para nós,
ainda que seja assim uma coisa que parece tão insignificante, Isaac ficando ali, fugindo dos que queriam tom... cedendo, abrindo mão dos poços que os outros queriam tomar, não, pode ficar,
Isaac não tinha assim ser peregrino, não é assim "eu preciso apropriar, eu preciso defender, eu preciso vigiar", não, mas ele estava ali, e Deus falou assim "não saia",
Deus falou com Isaac uma coisa, falou outra, quando chegou a hora de ir para o Egito, Deus falou com Jacob "pode ir para o Egito", então, olha que assim, o peregrino tem que saber o que é que nós podemos fazer para demonstrar
a nossa fé, e para que nós realmente possamos, como as Escrituras sempre nos exortam, não deixe a sua esperança, não deixe de crer naquilo que Deus prometeu, e isso tem alguma coisa prática que a gente deve fazer,
então há épocas na história, há fases diferentes, a gente vê assim, agora nesse final do livro de Gênesis, José manda chuva, ele que toma conta de tudo, mas isso não vai durar, isso não vai durar,
você vira na sua Bíblia, você vira a página para o primeiro capítulo do livro de Êxodo, e José já tinha morrido, aquela geração toda, mas levanta-se um outro faraó que não quer saber da descendência de José,
que não reconhece o que José fez, e de repente, toda essa glória que José tem, todas essas honras, esses privilégios, essas regalias que ele tem, de repente tudo vai se perder dentro de uma geração,
a gente não sabe quanto tempo, mas no livro de Êxodo conta assim, surgiu um outro faraó, ele não quis saber da descendência de José, e ficou com medo porque eles estavam se multiplicando,
e decidiu colocar todos debaixo de uma escravidão, e até mesmo querendo matar todos os meninos do sexo masculino que fossem nascer, então essa glória, olha só, José viveu um período de muita glória,
e Jacó, ele recebeu as honras por causa de José, então Deus permitiu esse momento, e houve momentos na história em que servos de Deus puderam ter uma posição de influência,
tem várias histórias, tem várias situações pequenas e grandes, o cão de Zinzedorf na época dos morávios, ele era um homem rico, ele tinha propriedades, ele tinha influência,
há momentos, a gente tem a história do primeiro ministro da Inglaterra, William Wilberforce, que fez muita coisa de acordo com a vontade de Deus para acabar com o tráfico de escravos,
então há momentos em que Deus usa pessoas que estão em posição de poder, como ele usou com José, mas o peregrino tem que saber que isso não dura,
e eu fiquei pensando o que veio na minha memória quando eu estava meditando sobre isso, olha que momento de glória, e isso foi demonstrado, nem na morte de José se houve alguma coisa de muita cerimônia que não relata,
na bíblia não relata, relata a morte de Jacó, nós não sabemos se fizeram também um grande lamento, se fizeram muita cerimônia na morte de José, não fala aqui,
mas na morte de Jacó fizeram toda essa cerimônia e levaram, conduziram lá para a Tédicanaã, então tem essa descrição que mostra um momento na história em que Deus estava mostrando um pequeno vislumbre, porque um dia,
e nós temos profecias, eu não tenho tempo de ler agora, mas se você quiser tem várias descrições nos profetas de como no futuro Deus vai estabelecer seu reino a partir de Israel, no monte da casa de Deus, Jerusalém,
mas assim, se você quiser ler um capítulo inteiro que fala a respeito da glória futura, de como Deus vai colocar não um José que vai estar debaixo de um faraó,
mas a escritura fala de um rei Davi, um futuro, o próprio Messias, o próprio Deus governando sobre Israel, então leia o capítulo 60 de Isaías, Isaías 60, que é um capítulo inteiro que fala da glória, tem descrições que vão ser repetidos nos últimos dois capítulos do Apocalipse.
Então, essa glória de José, essa posição que Deus deu para José e esse sepultamento glorioso que Jacó recebe, é um vislumbre, é um apontamento, assim como o rei Salomão com toda a sua glória,
é um, assim, Deus dava assim uma pequena amostra, um prenúncio daquilo que vai acontecer no futuro, então esse momento aqui de todo o Egito e depois chega lá na Té de Canaã, todos os cananeus, uau, que coisa, que pessoa importante,
tudo isso é para mostrar, isso futuramente, o reino de Deus vai ser exaltado, todas as nações vão se encurvar diante do rei sobre Israel, que é o próprio Jesus,
então nós temos algo muito, é uma espécie de prenúncio daquilo que virá, então são essas duas coisas aqui que eu coloquei, uma é que é uma glória aqui nesse momento e em todos os momentos até Jesus voltar,
nunca pense que algo que Deus nos concede, ou individualmente, ou como igreja, ou a nação de Israel, qualquer coisa que nós possamos desfrutar até o reino permanente chegar, tudo é temporário,
tudo, tudo é temporário porque nós não temos a plenitude, nós somos peregrinos em diferentes estágios, nós podemos desfrutar,
tanto sim de exaltação, de ter uma posição de influência, de ser usado por Deus, de exercer autoridade de Deus, isso pode acontecer em pequenas esferas, em grandes esferas, mas tudo é temporário,
por que temporário? Porque nós ainda não temos a plenitude, nós ainda não temos as condições, nós ainda não temos aquilo que precisa para o reino se tornar permanente e eterno,
nós estamos apenas desfrutando de algumas fases, de algumas etapas, e são etapas que passam por fases diferentes, então por um lado essa glória tanto de José como que se manifestou no sepultamento do pai dele, isso é temporário.
Em outro sentido, em outro aspecto, é que é também um prenúncio de uma glória que futuramente será permanente, futuramente vai haver, a Bíblia fala de um governo que nunca cairá,
Daniel fala, Deus mostra para Daniel que vai ter um reino que nunca vai cair, porque todos os reinos humanos, impérios, quanto do próprio povo de Deus de ter momentos de vitória na terra prometida,
os avivamentos, os momentos de ter uma prática verdadeira, tudo que nós temos nesse tempo é passageiro, porque nós estamos apenas apontando, apenas tendo demonstrações,
o próprio Jesus quando veio, ele veio dizendo que o reino de Deus chegou, mas ele veio por um tempo curto, para mostrar o que era o reino, para deixar a semente, mas sabendo que aquilo que ele estava demonstrando ali não ia permanecer daquela maneira,
porque assim nós estamos passando por essas etapas na história até chegar à consumação final, então quando a gente pensa, Gênesis 50, José como o líder poderoso do Egito,
Jacó recebendo um sepultamento assim, aí você vira a página, claro que passaram muitos anos, mas você vira a página de Gênesis para Êxodo e você vê que aquela situação não foi uma situação permanente e nem poderia ser,
e José, você vê assim, no final desse período dele, ele continua pedindo permissão para Faraó, ou seja, José não estava tentando consolidar o poder, José não estava tentando estabelecer uma dinastia,
ele não estava tentando derrubar o Faraó, colocar outra sequência de governantes, não, José cumpriu o propósito de Deus na vida dele, acabou a vida, acabou a missão de José, acabou o poder.
E claro que cada situação é diferente, mas eu estou usando isso como um exemplo para mostrar que é uma glória temporária, todas as situações, eu acho que pelo menos eu não me lembro de ter ouvido disso antes,
mas eu até comecei a procurar, assim, texto na Bíblia, por exemplo, Isaías 40, quando Isaías profetiza "consolai, consolai meu povo" e fala da nova aliança e tudo, e aí fala assim,
vem uma voz para Isaías, isso tudo no capítulo 40, bem no começo do capítulo, ele ouve uma voz dizendo "proclamai" e ele proclame e ele fala "mas o que eu vou proclamar?" Proclamai que toda a carne humana é como a erva do campo que logo seca e logo passa, a única coisa que permanece é a palavra de Deus, é o reino de Deus.
Então é interessante, falando sobre a nova aliança, falando sobre consolação e fala a respeito de como é temporário, de como é passageiro, até mesmo assim a nossa capacidade de reter a glória de Deus, a nossa capacidade de permanecer,
de permanecer quando chega José é um grande exemplo, porque pelo que nós vemos ele não se corrompeu, mas dificilmente, Salomão se corrompeu, Davi se corrompeu, dificilmente você lê alguns reis que foram tementes a Deus, alguns juízes, quase todos tiveram dificuldades sérias no fim, alguns caíram mesmo,
então nós percebemos na igreja primitiva e na história da igreja o quanto avivamentos, o quanto que é passageiro, o quanto que isso não permanece para sempre, porque toda a nossa natureza caída, toda a raça humana ainda é como a erva do campo, nós não temos a permanência.
E eu só acabei encontrando meio por acaso, que eu estava procurando mesmo assim textos bíblicos que falam sobre isso, eu lembrei dessa frase né, a glória, a glória humana, a glória deste mundo passa, nós cantamos isso em alguns cânticos também, a glória deste mundo passa,
e aí eu acabei vendo assim um costume que desde o século 15 até tipo a década de 60 do século 20, na coroação dos papas da igreja católica, eles tinham um costume, tinha uma prática, eu nem sei exatamente porque eles pararam,
mas tinha uma prática, quando eles coroavam os papas, e a gente sabe que na Idade Média o papa muitas vezes era mais poderoso do que os imperadores, mas quando eles coroavam o papa, eles tinham uma parte da cerimônia na procissão,
em que uma pessoa, a procissão parava e uma pessoa se ajoelhava diante do papa que estava sendo empossado e queimava, queimava ali uma estopa que queima rapidinho e acaba, então queimava uma estopa assim,
e aí falava a glória deste mundo ou a glória, a glória deste mundo passa, eles faziam isso três vezes na procissão, três vezes na cerimônia, justamente para que o papa entendesse que ele não podia colocar o coração,
ele não podia deixar o coração se invadecer, porque a glória deste mundo, e mesmo se tratando de algo que a gente pensa que é de Deus, a gente pensa em pessoas que foram poderosamente usadas por Deus no século XX, várias pessoas foram usadas, sim, de uma maneira muito sobrenatural, curas, curas em massa,
e as pessoas muitas, geralmente, as pessoas que foram usadas por Deus não tiveram consciência de que essa glória vem de Deus, no momento, mesmo sendo algo que vem de Deus, ele passa,
ele não é permanente porque nós somos facilmente desviados, facilmente nós corremos atrás dessa glória, nos corrompemos e aquilo que começou com uma visitação de Deus se torna uma coisa totalmente humana,
então essa glória temporária é evidenciada aqui porque a posição e o status e tudo de José, para o próprio povo, foi algo que Deus ordenou, algo que foi importante no plano de Deus para essa família, mas era algo que queria passar,
e a gente lembra que quando Deus falou com Abrão em Gênesis 15 que ele não ia possuir a terra ainda, Deus falou com ele que a descendência dele ia ser perseguida, ia sofrer por muitos anos antes de poder voltar e possuir a terra,
então a gente percebe que realmente Deus tinha um plano para usar o Egito, a família de Jacó, a descendência de Abrão, eles se deslocaram para o Egito em termos imediatos, foi para preservação de vida durante a fome,
mas o propósito mesmo de Deus no Egito para essa família, para a descendência de Abrão, não era que eles dominassem o Egito, isso não era o plano, isso foi algo muito temporário,
e é por isso que essa glória quando tem alguns momentos na história, quando tem alguns avivamentos ou alguns momentos em que Deus usa alguém com influência, isso você pode aplicar em grandes e pequenas esferas, isso sempre é temporário,
sempre é temporário até que Jesus volte, porque tem várias coisas na sabedoria de Deus, só vamos tocar mais ou menos por cima, então essa glória que chega assim de certa forma a um auge com o sepultamento de Jacó, essa glória passaria,
mas é um prenúncio de glória permanente, como nós falamos, em Isaías 60 nós temos aí uma descrição de uma glória que um dia será permanente, mas isso é quando Deus realmente vier habitar para sempre conosco,
aí estamos citando aqui que o caminho, o caminho para a glória, o caminho para o trono, e isso nós vemos na vida de Jesus, então José passou por esse caminho, para ele chegar ao trono ele precisou passar por 13 anos de sofrimento,
e Jesus passou por isso, Filipenses 2 mostra essa trajetória de Jesus, como Jesus estava, ele era um com o Pai, ele não precisava subir, ele não precisava ambicionar, ele não precisava querer algo superior,
como aconteceu com Lúcifer, que queria ser mais do que ele era, Jesus não tinha isso, ele já estava no topo, ele é filho de Deus eternamente, ele é um com Deus, mas ele abriu mão de tudo, desceu e aceitou a nossa humanidade,
ele se identificou com nosso sofrimento, foi morto entre criminosos, então não foi só que ele aceitou a morte, mas ele aceitou uma morte vergonhosa, uma morte em que ele estava sendo um entre outros que estavam, que tinham cometido crimes,
e ele foi sepultado e ali a partir desse ponto mais baixo ele foi exaltado, ele que já tinha a glória permanente de Deus sobre a vida dele, ele nos mostrou o caminho, então o caminho para o trono, o caminho para uma glória permanente é passar pelo sofrimento,
e que no livro de Gênesis nós estamos terminando uma etapa com gerações, com três gerações, três patriarcas que vivem uma vida individual, e aqui talvez a gente possa expandir um pouquinho futuramente,
mas é muito importante entender que embora Deus quisesse antes de começar com uma nação, com um coletivo, mas é muito importante entender que por mais que Deus comece tudo com o individual, relacionamento chamado aliança,
os fundamentos feitos com três indivíduos em três longas gerações, mas o propósito de Deus de usar instrumentos humanos, de gerar algo no seu plano de redenção para alcançar toda a humanidade,
não pode ser feito por um indivíduo, e eu estava pensando hoje, mesmo pensando em Jesus, o filho de Deus, o plano de redenção não se completou nem quando Jesus veio, porque Jesus foi perfeito,
ele cumpriu perfeitamente o propósito de Deus como indivíduo, mas Jesus como indivíduo não era o fim do plano de Deus, então esse tempo de três patriarcas abre o caminho para a formação de uma nação,
é a coletividade, é a família, é a nação, Israel nunca cumpriu plenamente isso, mas Deus ainda está trabalhando, a história da igreja é tão decepcionante quanto a história de Israel,
mas Deus está trabalhando até hoje para cumprir o que ele prometeu para Abraão, que era de formar uma nação, uma nação de sacerdotes como fala em Êxodo 19,
uma nação coletivamente porque Deus não pode se revelar plenamente através de um indivíduo e ele não pode cumprir seu plano perfeito através de um indivíduo,
então Gênesis termina com o final dessas três gerações, o final da época dos patriarcas, foram homens falhos, foram homens cheios de defeitos,
mas Deus usou esses três homens, mas o próximo passo seria a formação da nação, então a nação como um todo teria que passar pela fornalha de aflição, que fala várias vezes nos profetas que Deus,
e até deu todo o nome, fala que Deus usou o Egito como uma fornalha, como um forno para gerar algo coletivamente nessa nação e isso até hoje Deus está trabalhando nesse sentido,
então o caminho para o trono é sofrimento, humilhação e morte e Jesus demonstrou isso na sua vida, mas ele também abriu um caminho assim como os três patriarcas,
abriram o caminho para uma nação, Jesus abriu o caminho para um corpo, porque o desejo de Deus é formar um corpo coletivo,
então a morte de Jacó tem várias coisas interligadas, uma morte com muita honra, muitas cometivas, mostrando a glória que Deus tinha dado, mas era uma glória temporária,
mas também era uma morte que terminou a vida de Jacó, mas que estava apontando, apontando para a esperança o lugar que ele foi sepultado,
e até mesmo a glória do sepultamento tem essas conatações de que um dia essa glória será permanente, onde ele foi sepultado é o lugar onde Deus vai estabelecer seu reino,
e querendo ser sepultado ali demonstra a sua esperança na ressurreição, então é uma morte que denota, que expressa, que comunica esperança,
e é o novo capítulo agora com a formação da nação, agora vai ser a partir daqui o livro do Êxodo vai mostrar esse nascimento de uma nação,
eles se multiplicam, mas debaixo de muita opressão, mas ali é formada uma nação para expressar o plano de Deus.
Muito lindo a gente ver esse plano de Deus e como Deus tem tudo planejado e como Deus vai nos conduzindo para esse momento glorioso.
Senhor, nós queremos ver, nós queremos participar, nós queremos entender como o teu propósito é muitas vezes o senhor permite essas etapas,
algum momento de exaltação, de influência, de destaque, mas sempre nos mostrando que por enquanto isso é temporário,
nós continuamos com a esperança futura, nós continuamos olhando para aquilo que o senhor vai fazer no teu reino,
e nós continuamos como peregrinos, não como aqueles que não têm esperança, não como aqueles que querem simplesmente fugir ou escapar,
mas como aqueles que acreditam e que querem de alguma maneira contribuir com sua vida, com sua declaração, com sua posição de fé naquilo que o senhor ainda vai fazer.
Isso nos mantém na esperança porque aqui, milhares de anos depois dessa época, nós continuamos olhando para ti,
continuamos procurando a nossa vida de peregrino, a nossa vida de expectativa e nosso desejo de contribuir para que nessa consumação
o senhor consiga realmente trazer à luz algo que não aconteceu ainda e que possa abrir o caminho para a tua volta.
Esse é o nosso desejo, em nome de Jesus. Amém.

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