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Gênesis – Aula 134 – As últimas palavras de José e do livro de Gênesis

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A última parte do último capítulo de Gênesis relata a morte de José. José não foi considerado um dos patriarcas, e não foi escolhido para ter a linhagem do Messias prometido. Contudo, foi o líder dos filhos de Jacó até o final, e foi quem retratou, com mais detalhes, a vida do Messias. Por isso, é a sua morte, o final da sua jornada, e as suas palavras finais que formam o encerramento do primeiro livro da Bíblia, o livro que contém as sementes de tudo o que virá depois, apontando não só como tudo começou, mas como tudo terminará. Vale a pena meditar nas últimas palavras de José, que são também as últimas palavras do livro de Gênesis.

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Transcrição · gerada automaticamente

Estamos terminando o último capítulo do primeiro livro da Bíblia, capítulo 50 de Gênesis.
Temos falado que esse capítulo está dividido em três partes.
Fala a respeito da morte de Jacó no início do capítulo.
Depois fala sobre a última etapa, a parte final do processo de reconciliação entre José e seus irmãos,
que começou lá atrás, no capítulo 42, 43, 45,
toda aquela história da reconciliação entre José e seus irmãos, mas a parte final está aqui no capítulo 50.
Essa é a segunda parte do capítulo 50.
E a última parte que nós vamos ver hoje é a morte de José.
Então nós temos a morte de Jacó, a parte final da reconciliação entre José e seus irmãos,
e agora a morte de José.
Então é assim que termina o primeiro livro da Bíblia,
e nós queremos ver... o livro de Gênesis é um livro... todas as partes da Bíblia são especiais,
mas o primeiro livro Gênesis tem muitas características super especiais porque é um livro que tem as sementes,
tem os começos, todos os temas, todos os aspectos, principalmente o plano de redenção,
o plano de Deus que começou por causa do pecado, mas Deus tinha um plano antes do pecado,
e por causa do pecado nós temos a necessidade de redenção,
a Bíblia, o conteúdo das Escrituras, mostra principalmente esse plano de redenção como Deus foi desenvolvendo,
vai abrindo, tem sementes aqui no livro de Gênesis desde os primeiros capítulos,
a promessa de que a semente da mulher vai pisar na cabeça da serpente,
então nós temos promessas, mas o plano vai se abrindo, desabrochando cada vez mais,
e o restante das Escrituras vai mostrar como esse plano foi sendo desenvolvido até a vinda,
a primeira vinda de Jesus e depois da primeira vinda, e aí nós temos a consumação no livro de Apocalipse,
mas a Bíblia como todo, a gente sempre fala os primeiros dois capítulos de Gênesis e os últimos dois capítulos do Apocalipse,
mostra o plano original e mostra a consumação,
mas toda a parte entre o comecinho da Bíblia e o finalzinho está mostrando o desenvolvimento desse plano de redenção,
o plano de redenção é para nos levar de volta e dar continuidade,
não só... o plano de Deus não é só nos levar de volta para os primeiros capítulos de Gênesis,
mas nos primeiros capítulos de Gênesis nós vemos que Deus formou,
Deus projetou algo que vai ter continuidade eterna,
então o plano de Deus vai muito além do plano de redenção,
mas dentro do nosso tempo de história, dentro do escopo da Bíblia e da história,
nós estamos focados no plano de redenção,
para que depois de consumado todo o plano de redenção,
Jesus volta, Jesus estabelece o reino e aí vai dar continuidade,
e nós vamos continuar falando um pouco sobre isso porque esse final do primeiro livro da Bíblia tem sementes,
todo o livro tem, mas esse final do livro de Gênesis tem sementes a ponta para essa continuidade,
então vamos orar e pedir, como sempre, ajuda de Deus porque sem a revelação,
sem irmos além dos limites das nossas capacidades naturais,
sem ter os nossos olhos abertos, nós não conseguimos, podemos ler, podemos estudar,
podemos ser teólogos, arqueólogos, historiadores, etc.,
e não conseguir realmente entender o que Deus queria e para onde Deus quer nos levar.
Senhor, nós confessamos a nossa necessidade, confessamos que nós realmente precisamos do Espírito Santo,
que o Senhor prometeu, que o Senhor tem, que o Senhor já enviou e tem acompanhado,
tem estado conosco, vai continuar nos guiando, como o Senhor prometeu, a toda a verdade,
a verdade é o Senhor, a verdade é o teu plano, a verdade é o teu reino,
então nós queremos entrar cada vez mais dentro da tua mente, do teu coração,
queremos compreender um pouquinho mais porque o coração nenhum consegue ver como falam em I Coríntios 2,
nunca entrou, nunca o coração humano teve capacidade de sondar a plenitude daquilo que o Senhor tem preparado,
então nós não temos a menor presunção de achar que nós podemos compreender o que que o Senhor vai fazer na eternidade,
para onde o Senhor vai nos levar junto contigo,
mas nós podemos olhar para aquele momento final e queremos caminhar para isso,
e queremos, nesta hora, estudando a Tua Palavra, olhando para esse final do Livro de Gênesis, queremos entender um pouco mais sobre isso,
é isso que nós pedimos em nome de Jesus, amém.
Ok, então primeiro nós só vamos fazer uma leitura, são apenas cinco versículos aqui nessa parte final de Gênesis 50,
então nós vamos fazer a leitura, nós colocamos aqui, tem algo semelhante no esboço também,
mas queremos só ver o que que está registrado aqui sobre essa parte final da vida de José e a parte final da história de Gênesis,
e depois nós vamos focar principalmente nas palavras de José,
então nós temos aqui um registro do que aconteceu, a sua morte, como é que foi, um breve contexto,
nós temos menos informações do que sobre o pai dele, a morte do pai dele, Jacó, tinha bem mais,
mas aqui é bem resumido, mas é muito significativo, ok.
Então, versículo 22, Gênesis 50, versículo 22,
José, a minha tradução aqui fala "habitou no Egito", várias outras versões da Bíblia colocam como permaneceu,
mas a ideia de "habitar" é uma ideia de permanência, não é uma coisa assim temporária,
ele "habitou no Egito", é uma palavra que é um pouco diferente, as implicações,
é claro que a ideia aqui não é que eles vão ficar para sempre no Egito,
mas eles... não é um momento em que eles ficam só um pouquinho de tempo e depois já se deslocam para outro lugar,
aqui é um pouco mais permanente, e como nós sabemos pela história, pela sequência, no livro de Êxodo,
nós sabemos que eles ficaram bastante tempo no Egito, então, embora eles fossem, sim, peregrinos,
no sentido de que o Egito não seria o seu lar permanente, não seria o lugar onde eles fixariam a sua residência, a sua habitação para sempre,
mas... temporariamente sim, mas por um bom tempo eles ficariam no Egito, então José habitou, não só José,
mas ele e a casa de seu pai, quer dizer, todos os seus irmãos, todos os seus descendentes, os doze filhos de Jacó,
todos eles com seus descendentes que já estavam se multiplicando, eles permaneceram na terra do Egito,
como nós sabemos em outras épocas da história de Israel, ou quando eles eram dominados por uma outra nação,
ou quando eles foram exilados, foram para o cativeiro, essas outras épocas em que ou de uma forma figurada ou literal eles estavam fora da herança,
isso aconteceu muitas vezes na história e depois da destruição de Jerusalém no ano 70, foi por séculos e séculos, eles ficaram fora da terra,
e todas essas outras ocasiões foram porque eles estavam se distanciando de Deus,
mas essa permanência no Egito foi algo ordenado por Deus, não tem nenhuma conotação em nenhum momento,
até mesmo quando Abraão foi para o Egito porque tinha fome na terra, existe uma conotação de que ele não deveria ter ido,
Isaac foi proibido por Deus, não desça, não saia da terra,
mas quando Jacob veio com toda a família para o Egito no capítulo 46, Deus apareceu para ele, Deus falou com ele,
"Pode ir para o Egito, eu estou com você, eu acompanharei você".
Então essa permanência no Egito, que é um lugar fora da terra, não é o lugar de herança deles,
não é o lugar onde Deus vai estabelecer o seu reino, não é o lugar onde Deus vai estabelecer o seu protótipo do reino,
não é o lugar, os patriarcas peregrinaram na terra de Canaã,
eles eram peregrinos, mas lá era a terra que Deus tinha prometido, o Egito, o Egito é fora da terra,
mas aqui nessa época não tem conotação de que eles estavam ali por desobediência,
eles estavam ali pela direção de Deus, é como quando fala do próprio Jesus, foram quarenta dias,
mas fala que o Espírito de Deus o conduziu ao deserto, então parece uma contradição porque a gente entende que Deus nos guia,
que Deus nos conduz para um lugar bom, para um lugar de benção, um lugar de provisão,
e aqui nós temos... nós sabemos que eles vão ficar por várias gerações na terra do Egito até que chegar o tempo do êxodo,
então eles estão no Egito mas não por desobediência, não por estar fora da vontade de Deus,
mas é um lugar que por enquanto até o final do livro de Gênesis eles estão até prosperando, estão passando bem,
porém vira a página para o primeiro capítulo do livro de êxodo,
esse tempo de prosperidade, de paz, de estar José no governo, tudo isso vai passar,
e eles vão passar por um outro período de tribulação, de escravidão, de opressão,
mas então esse é o primeiro fato aqui, então, José, toda a família dele, mas toda a família, todos os irmãos, todos os descendentes de Jacó,
permaneceram no Egito, é um período que vai ser um período longo.
Aí a segunda coisa que nós temos aqui de informação é que ele viveu 110 anos, então tem várias contas que dá para concluir,
porque nós sabemos que José tinha 17 anos quando foi vendido como escravo, depois ele tinha 30 anos quando ele começou a governar,
depois se passaram mais nove anos até que o Jacó e toda a família viessem para o Egito,
depois mais 17 anos antes da morte até a morte de Jacó,
então somando tudo isso nós chegamos à idade de 54 anos,
ele viveu mais 54 anos, ele tinha 56 anos quando Jacó morreu, se José morreu com 110 anos, então ele viveu depois da morte de Jacó mais 54 anos,
então essa foi a vida de José.
Nós não temos dados sobre os outros irmãos, lembra que só Benjamin que era mais novo do que José, dos 12 filhos de Jacó,
todos os outros 10 irmãos eram mais velhos, alguns sim, vários anos mais velhos do que José,
então aqui não fala se José foi o primeiro dos irmãos a morrer, não tem menção de idade dos outros irmãos quando eles morreram,
nós não sabemos se todos os irmãos de José ainda estavam vivos quando José morreu,
porque em relação às idades de Abraão, Isaac e Jacó, José está morrendo com uma idade bem menor do que o pai, o avô e o bisavô,
então se os outros irmãos viveram mais tempo nós não temos essa informação, mas ele viveu então mais 54 anos após a morte do pai,
então essa aqui é a informação que nós temos a respeito da vida de José, da idade dele,
e aí nós temos o fato de que ele pôde ver seus descendentes até a terceira e quarta geração,
tem uma dúvida de tradução, algumas bíblias, algumas traduções, no versículo 23 fala assim,
"ele viu os filhos de Efraim da terceira geração",
então fica um pouquinho, a linguagem não está muito clara se ele viu a terceira geração dos filhos de Efraim ou se ele só viu a terceira geração,
se nós estamos trocando em miúdos, a primeira geração em relação a José era ele, a segunda geração Efraim,
a terceira geração seriam os filhos de Efraim, os netos, mas aí na sequência fala também "os filhos de Maquer",
filhos de Manassés nasceram sobre os joelhos de José, então pelo menos os bisnetos,
e algumas traduções, algumas interpretações desse versículo, dá a entender que no caso de Efraim ele chegou a ver até os trinetos,
a gente costuma falar tataranetos, mas eu dei uma olhada a horrores, a expressão correta depois de bis,
bis seria da segunda geração de netos e trinetos e depois a outra que seria tataranetos, mas enfim,
José viu até a terceira e quarta geração dos seus descendentes, então ele não viveu tanto tempo quanto as gerações anteriores,
mas ele pôde ver os filhos, os netos e os bisnetos, pelo menos, enquanto estava vivo.
Ele casou com 30 anos de idade, então é uma idade... o pai dele, Jacó, casou com mais de 70 anos,
então é um pouco diferente a possibilidade de ver as futuras gerações.
Ok, então essas são as informações preliminares que nós temos que José... já tinha se estabelecido, mas durante toda a vida dele ele permaneceu no Egito e as próximas gerações também,
ele viveu 110 anos e ele pôde ver bisnetos até a terceira e quarta geração.
Agora o mais significativo aqui são as últimas palavras de José e antes de ler essas palavras, essas últimas informações sobre José,
vamos lembrar um pouquinho sobre esse contexto que já mencionamos várias vezes,
que Abrão teve vários filhos, mas ele, da sequência, da linha da promessa, foi só Isaac, teve Ismael I, depois Isaac, anos depois que Sara morre,
ele tem mais seis filhos com uma outra esposa, mas o único filho de Abrão que deu sequência à linhagem foi Isaac,
Isaac teve dois filhos, gêmeos, mas o único que deu continuidade à linha da promessa, à linhagem da promessa, foi Jacó.
Aí Jacó tem 12 filhos, então é a descendência de Jacó que Deus não vai ficar mais só escolhendo um descendente,
porém, mesmo entre os 12 filhos de Jacó, são dois que sobressaem, são dois que recebem a porção de bênção, não é um só,
José é o filho preferido, José é o filho que foi abençoado, mas José não foi escolhido para ser a continuidade da linhagem especial,
dentro da nação dos 12 filhos, vão virar 12 tribos, então vai ter toda uma nação, mas somente vai ter uma linhagem dentro de uma das tribos
para levar até o descendente prometido, aquele que seria o filho, o descendente, a semente da mulher, que iria pisar sobre a cabeça da serpente,
que iria trazer o reino, que iria trazer a consumação do plano de redenção, então José foi de longe o filho mais destacado, mais abençoado.
A história, no livro de Gênesis, que dá sequência à história de Jacó, dos três patriarcas, é José, mas não foi dele a descendência, não foi dele aquele de onde nasceria a semente prometida,
seria de Judá, mas durante o tempo de vida, durante a história relatada em Gênesis, Judá tem um só momento em que ele tem um papel destacado,
que foi quando ele se ofereceu para ficar no lugar de Benjamin, ele realmente teve um papel muito importante ali, muito significativo, mas depois disso também nós não temos aqui no final da história do livro de Gênesis,
não temos mais nenhuma menção sobre Judá, só a bênção que Jacó deu, que mostra que realmente seria dele o descendente, o grande Messias.
Então José, ele continua em vida, ele continua, ele era o governante do Egito, ele tinha a liderança não só da família, ele tinha a liderança do reino, do país, da região, mas ele era o líder da família,
você percebe em todo... quando o pai dele morre, sempre José, ele é como se fosse e foi escolhido até para ter o papel do primogênito,
então José que recebe a bênção, José que recebe a porção dobrada, duas tribos, José que acompanha o pai e faz toda aquela cerimônia do sepultamento,
José que tem o papel de ser o reconciliador da família, depois que o pai morre os irmãos vêm e se inclinam diante de José e pedem perdão,
eles sabem que ele tem o poder, não só assim dentro da família, ele tem um poder porque ele é o governante, mas na família também ele é o líder,
isso é importante entender, Deus tem papéis diferentes, Deus escolhe, Deus escolheu José para ter um papel,
ele vai escolher Judá para ter a descendência prometida e outros, o apóstolo Paulo veio da tribo de Benjamin, Deus pode escolher, Deus usa diferentes pessoas dentro do seu povo e ele pode usar pessoas de fora de Israel,
então Deus tem essas escolhas, Deus tem essa maneira maravilhosa soberana de agir, mas dentro do período de vida da geração dos filhos de Jacó, José é o líder,
ele não é considerado um dos patriarcas, Deus de Abraão, Isaac e Jacó são os três patriarcas, José não faz parte desse quadro dos patriarcas, ele não tem aquelas visitações pessoais de Deus para renovar a promessa para ele como Deus fez com Isaac e Jacó,
mas José tem um papel importante que nós vamos ver agora nas suas palavras finais, e isso é muito importante entender que, mais uma vez, embora a linhagem que Deus vai escolher depois lá com Davi, descendente de Judá,
mas aqui nesta geração, quem é que dá sequência? Veja que daqui para frente vai... o Livro de Gênesis termina essa etapa de patriarcas, termina essa fase do plano de Deus,
depois vai... sempre vai ter alguém se destacando, Moisés, que era da tribo de Levi, vai ter pessoas de destaque, reis e profetas e sacerdotes, né, Deus vai usar outras pessoas,
mas agora, depois desse final de Gênesis, é uma nação, já não é mais só um patriarca, um chefe de família, vai ter muitas famílias, muitas tribos, mas até esse período José é em vida a pessoa,
embora não fosse um dos patriarcas, ele vai fazer o papel ainda de patriarca, mesmo ele sendo o penúltimo filho, na ordem de nascimento.
Então, nessas palavras finais de José, nós vamos ver como ele dá sequência, como ele dá continuidade às promessas, ele vai deixar uma palavra e ele vai deixar um testemunho,
ele vai deixar um testemunho que vai permanecer nas gerações, nessa noite escura, porque tem várias dúvidas, assim, de cronologia, exatamente como que...
quantos anos se passaram após a morte de José até o Êxodo, a gente sempre fala porque Deus falou com Abrão, a espécie de 400 anos, mas o período que eles ficaram no Egito e o período em que eles estavam debaixo de opressão,
tem dúvidas, tem discussões sobre a duração desse período e a cronologia, tem várias discussões sobre isso, mas normalmente nós ouvimos por causa da profecia para Abrão em Gênesis 15 e depois em Êxodo fala sobre 430 anos,
então existe um debate sobre quantos anos que Israel, os filhos de Israel realmente ficaram em escravidão, mas independente desse número exato, entre Gênesis 50 e Êxodo 1, vai ter uma lacuna que possivelmente foi de 400 anos mas possivelmente foi de menos tempo dependendo dessa questão de cronologia,
mas vai ter um período de silêncio, vai ter um período em que nós não temos, não tem relatos de o que aconteceu com Efraim, com Manacéus, com os filhos deles, com os filhos dos outros irmãos,
de repente eles se multiplicaram, estão debaixo de escravidão, Deus levanta Moisés e nós temos uma nação com dois a três milhões de pessoas que vão sair do Egito,
então nesse período nós não temos registro, não temos história desse período, dessa noite escura, mas as últimas palavras de José são palavras que com certeza porque eles se lembram quando o povo de Israel sai do Egito, no Êxodo, naquela noite memorável da Páscoa,
eles realmente cumprem esse pedido final de José, que é semelhante ao pedido de Jacob mas é diferente, então vamos ver, nós temos as últimas palavras e o último pedido de José aqui nesses versículos finais, então o versículo 24,
Interessante que fala irmãos, então não foi uma coisa só dos descendentes, quando José morre ele não está falando só com os seus descendentes, ele não é só pai de Efraim e Manacéus,
ele não disse, José tem esse papel de ser um líder da família, ele está falando com todos os seus irmãos, com todos os descendentes de Jacob, então José disse aos seus irmãos, eu morro,
ele tem um privilégio, como já mencionei com Jacob, que poucas pessoas têm, de saber que vão morrer e de poder deixar recomendações finais, às vezes a pessoa sabe que está muito doente, que vai morrer, não é tão incomum,
mas assim, nós não sabemos as circunstâncias, José estava muito doente, ele sabia que ia morrer, é muito interessante isso de poder ter um pressentimento, de poder saber,
eu estou partindo, e de poder dar uma recomendação final, e muitas vezes alguém quando tem essa oportunidade de falar com seus familiares antes de morrer, pode falar a respeito de herança material,
quero deixar isso para meu filho, outro para o outro, para você para o outro, ou sei lá, cuide dos demais, cuide da sua mãe, pode ter várias assim, várias instruções, ordens finais,
mas José não está falando, ele não fala aqui para seus filhos apenas, ele está falando para toda a descendência de Jacob, e ele está deixando, antes de deixar um pedido final,
ele vai fazer um pedido a respeito do sepultamento, mas antes de fazer esse pedido, ele deixa muito evidente, muito claro, ele deixa uma promessa, uma promessa que Deus não veio revelar isso pessoalmente para ele,
mas ele recebeu, lembra que Jacob, ele chamou José à parte, antes de dar abenço para os doze filhos, Jacob chamou José e contou coisas sobre a experiência dele,
Jacob teve a oportunidade de falar várias coisas com José antes de sua morte, de abençoar os dois filhos de José, mas uma das coisas que Jacob passou para José é que o lugar deles não era o Egito e que Deus tinha uma promessa,
Deus deu uma promessa para Abraão, essa promessa foi renovada para Isaac, essa promessa foi renovada para Jacob, então José tinha ouvido isso e provavelmente os outros irmãos tinham ouvido também,
ele ouviu do próprio pai a certeza da promessa que era uma promessa não só para aquela geração mas para todos os descendentes, para gerações futuras que aquela terra era da herança deles,
então José vai reafirmar essa promessa, vai deixar essa promessa gravada, aqui é tradição oral, mas hoje as pessoas podem escrever, hoje as pessoas podem gravar vídeo,
podem deixar de várias maneiras assim aquilo vivo, ele está deixando isso e isso com certeza foi passando de geração em geração, então olha o que que José diz,
"Eu morro, mas Deus certamente vos visitará e vos fará subir desta terra para a terra que jurou Abraão, Isaac e Jacob."
E eu até dei um destaque aqui no "certamente" porque isso é uma ênfase, ele está dizendo isso não é, nem a gente pode falar, é uma profecia, é uma promessa,
mas Deus fez alianças com Abraão, Isaac e Jacob, Deus fez juramentos, Deus apareceu visivelmente para Abraão, Deus almoçou com Abraão, Deus apareceu para Jacob,
então Deus fez de maneiras muito claras, muito destacadas assim, para permanecer, para não deixar dúvidas, então José está passando essa promessa,
está dizendo isso aqui não é uma ideia, isso aqui não é uma possibilidade, isso aqui é certeza, "Deus certamente vos visitará."
Então é interessante porque já tinha passado a época da fome, eles sabiam que tinha essa promessa mas não era o momento,
a gente não sabe exatamente o que estava... o que que eles entendiam sobre isso, porque que eles não saíram quando tinha tempo,
quando estava livre, mas Deus tinha o plano que isso só iria acontecer por milagres, por demonstração sobrenatural do poder de Deus,
então Deus certamente vos visitará, nessa época não tem, não tem opressão, não tem perseguição, não tem nada, mas Deus vos visitará,
Deus chegará e não é só para... porque hoje nós temos às vezes a ideia assim de visitações divinas, um avivamento, uma bênção,
mas essa visitação não é só um dia vocês vão sentir a presença de Deus, um dia vocês vão poder ter momentos de muita bênção,
de muito contato com Deus, mas a visitação de Deus é Deus chegar para tirá-los de lá e para levar para essa terra prometida.
Então essa é a palavra de José deixando um legado, deixando uma coisa clara, e a gente às vezes pensa sobre essa coisa de legado,
de tradições, de coisas que nós devemos seguir, mas isso aqui ele estava deixando... estava deixando uma promessa de Deus,
o legado de José não era... nesse momento não era material porque Deus prometeu a terra,
e então todos os descendentes de Jacó, como ele deu nas bênçãos finais, todos eles iam receber uma herança naquela terra,
então a terra que Deus prometeu não era uma ideia muito vaga, muito espiritual, muito desligado sim de concretude, de uma coisa prática,
mas era algo específico que era ligado à visitação e à determinação de Deus.
E aí então nós temos o número cinco aqui, que José fez jurar.
Jacó fez José jurar, que ele seria sepultado lá na terra de Canaã.
Jacó não quis, mesmo sabendo... "Não, José, ele vai levar a sério o meu pedido", mas ele queria ter uma certeza, uma garantia,
porque o juramento para eles era algo muito sério, então ele fez os irmãos, e não seriam os irmãos, eles não estariam vivos,
mas ele fez os irmãos dele, toda a família, jurar, porque aquilo ficaria na memória,
e de fato os descendentes, muitos anos depois, os descendentes levaram a sério esse juramento, e nós vamos até ler já já como isso se cumpriu,
mas ele fez jurar os filhos de Israel dizendo aqui, ele repete, "Certamente Deus os visitará".
Então olha como cada um tem seu papel, na sua geração, Jacó, ele fez um pedido um pouquinho diferente,
ele fez... quando Jacó morreu, ele falou assim... "Vocês vão me levar, nem me sepultem aqui, nem me guardem o corpo aqui,
já me levem para sepultar junto com Abrão e Sarah, Isaac e Rebeca, e onde também Lia tinha sido sepultada".
Então o pedido de Jacó era... "Assim que eu morrer, vocês já vão me levar para ser sepultado".
Tinha todo um significado, todo um contexto de ser sepultado no lugar onde Deus futuramente estabeleceria seu reino, e com esperança da ressurreição,
e de estar junto com os antepassados. Mas José, ele não faz o pedido para levá-lo já, para assim que ele morresse, já fazer o sepultamento lá.
O pedido de José era algo muito profético também, porque ele tinha esse costume no Egito,
a gente não sabe em que lugar que os ossos de José foram guardados, mas nem era para sepultar, ter um lugar, uma casa, um memorial,
um lugar específico para José, não fala nada a respeito disso, inclusive nem fala de cerimônia, provavelmente fizeram uma cerimônia,
mas aqui a descrição não é da cerimônia. O que nós sabemos sobre José é que ele... eu falo assim...
"Eu estou morrendo, certamente..." ele fala duas vezes... "Certamente Deus vos visitará". E isso é tão certo que eu nem quero ser sepultado.
Eu quero que vocês me guardem, guardem o meu corpo, quando vocês sairem de vez, quando todos vocês sairem, então é diferente do pedido de Jacó.
Jacó sabia que a descendência dele ia permanecer por mais tempo no Egito, mas José também sabendo disso, mas o pedido de José é...
deixem guardado o meu caixão ali, quando vocês subirem e quando que isso vai ser? Quando Deus os visitar, quando Deus os tirar vocês,
Deus é fiel, Deus vai fazer com que isso aconteça. Eu fiquei muito impactado lendo versículos 24 e 25, duas vezes.
Deus certamente... então Jacó está dando o legado dele, o que vai permanecer de José é o lugar de vocês, nosso lugar não é aqui no Egito,
mas ainda não é o tempo de sair, então por mais incômodo, por mais estranho que pareça, meu caixão vai ficar exposto,
meu caixão não vai ser depositado em algum lugar, vai ficar aguardando, o meu sepultamento verdadeiro só vai acontecer muito tempo depois,
mas é para ser um sinal, é para ser um testemunho de que eu creio, eu tenho certeza que Deus vai tirar vocês futuramente, nossos descendentes,
vocês vão sair daqui e quando vocês sairem, então levem os meus ossos junto para sepultar lá.
E vamos então, só para... antes de... bom, vamos terminar aqui o último versículo então,
versículo 25, José fez jurar os filhos de Israel dizendo, os filhos de Israel, quer dizer, toda a família, todos que estavam ali, todos os descendentes, ele os fez jurar dizendo, "Certamente Deus os visitará e então fareis transportar daqui os meus ossos".
Versículo 26, "Assim morreu José com a idade de 110 anos e depois que o embalsamaram, puseram-no num caixão no Egito", então ele foi posto num caixão mas não fala nada a respeito de um lugar definitivo, porque ele não queria um lugar definitivo lá.
Então, primeiro, antes de ler como eles cumpriram isso, eu quero ler com vocês no livro de Hebreus, aquele capítulo tremendo, de Hebreus 11, porque é todo o capítulo 11 de Hebreus que fala sobre os heróis da fé,
sempre enfatiza, especialmente sobre os dois personagens que são mais destacados, que têm mais espaço no capítulo 11 de Hebreus, é sobre Abrão e sobre Moisés, são os dois personagens que têm mais descrição e que falam mais a respeito deles,
e nos dois casos a ênfase é que Abrão estava esperando algo futuro, ele não ficou sentado, eu quero mostrar isso porque esse final do livro de Gênesis é para mostrar essa tensão entre algo futuro e algo presente,
nós costumamos, nós temos esse termo assim "o reino já", mas ainda não, então durante todo o plano de redenção, durante todo o progresso, a jornada, quando a gente olha assim o plano de redenção,
e essa é a nossa ideia aqui no estudo sistemático, nós não percorremos por todos os versículos, por todos os livros do primeiro testamento, porque nós estamos focando-se na jornada, nós estamos focando essa caminhada do plano de redenção,
que longa jornada, quando Adão e Eva foram expulsos do Jardim do Éden, então que jornada longa para chegar de volta, porque simbolicamente e até literalmente essa é a jornada,
a jornada primeiro que foi uma queda de sair do Jardim do Éden, de sair desse lugar que Gênesis mostra que é o lugar que seria um ponto de partida,
o Jardim do Éden não era o plano final, o que nós temos nos capítulos dois e três de Gênesis não é uma descrição de algo assim que eles alcançaram,
não, Deus os colocou no Jardim do Éden e deu uma comissão e deu um plano, mas esse plano não foi, não deu sequência porque eles saíram do Jardim do Éden, então antes de dar continuidade ao plano original de Deus,
que Deus não se esqueceu, não se desviou, não deixou de lado, não apagou, Deus continua com seu plano, ele vai nos conduzir por intermédio do reino de Deus,
por intermédio da volta de Jesus, nós vamos dar continuidade, Deus vai dar continuidade ao seu plano original, mas toda a história da Bíblia e toda a nossa história até hoje
é uma jornada de volta, e esse lugar no Egito simboliza isso, que eles estavam fora da Terra, fora do lugar onde estaria a restauração do Jardim do Éden, porque é isso que a Terra Prometida representa,
a Terra Prometida é como o Jardim do Éden, é um ponto de partida, a Terra Prometida, o Jerusalém, Siam, a Cidade de Deus, é uma sede, é uma base, é um lugar a partir do qual,
que era essa visão do Jardim do Éden com um rio que saía e se separava em quatro braços para alcançar toda a Terra com o reino de Deus, com a vida, com a comunhão com Deus, com habitação de Deus conosco,
então essa jornada de volta é o que o Livro de Gênesis está relatando, e o Livro de Gênesis termina com essa nota, isso é... há muitos anos eu vejo várias pessoas,
vários irmãos têm chamado a atenção, vários estudiosos da Bíblia têm chamado a atenção de que a última frase do Livro de Gênesis é "José foi embalsamado, ele morreu, foi embalsamado e colocado num caixão",
então o Livro de Gênesis termina com essa consequência do pecado que é a morte e com esse final que é um final triste porque a morte é triste,
foi muito triste se despedir de Jacó e agora com certeza os irmãos reconciliados tiveram tristeza que não fala... na morte de José não fala dos lamentos, não fala assim do choro,
mas com certeza houve essa consequência de morte, de separação, mas é uma morte, o Livro de Gênesis não termina só com essa nota de morte,
o Livro de Gênesis termina com alguém sim, não só José, toda a família, está no Egito, isso é muito triste, além da morte é triste eles estarem fora da terra, é triste eles estavam prestes a entrar numa noite escura,
eles iam entrar num período de escravidão, eles iam ficar presos, eles iam ser sujeitos a trabalhos forçados, a sofrimento, então nós temos diferentes etapas na nossa jornada da história do povo de Deus,
nós temos diversas etapas e depois da morte de José ia começar uma etapa muito triste, mas ao mesmo tempo esse final do Livro de Gênesis nos mostra esse vislumbre,
essa certeza e que é muito importante a gente ter essa certeza senão a gente não suporta, a Bíblia fala que Jesus passou por sofrimento mas contemplando a alegria daquilo que seria o resultado do seu sofrimento,
então nós estamos numa jornada, seja qual for a etapa, foram várias etapas na Bíblia e na nossa história depois da primeira vinda de Jesus para cá,
nós temos muitas etapas e muito sofrimento, o povo judeu, quanto sofrimento eles passaram, a igreja, os seguidores de Jesus, quantas dificuldades hoje, tem lugares hoje onde a igreja não está sofrendo perseguição,
tem situações em que a igreja está se multiplicando e sendo abençoada, mas a nossa jornada contém muitos momentos de sofrimento, muitos momentos, muitas etapas, muitos períodos,
de não só momentos mas fases de sofrimento, mas a Bíblia fala a respeito dessa esperança, então no capítulo 11 de Hebreus, na verdade todo o capítulo está descrevendo pessoas que foram fiéis
e ele resume, Hebreus 11, 13, resume porque ele fala assim, todos estes, os que ele já mencionou antes do versículo 13 e os que ele vai citar depois,
ele fala assim, todos estes morreram na fé, não alcançaram as promessas, viram-nas de longe, saudaram e confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra,
então o capítulo 11 está realmente mostrando esse quadro, essa visão de pessoas que acreditam nas promessas, mas é muito importante lembrar porque nós somos muito sujeitos a extremos e a desvios,
então a gente pode pensar, não, então nós somos estrangeiros, nós somos peregrinos, nós não temos nada para fazer a não ser esperar o dia da redenção,
e a Bíblia não mostra isso, os heróis da fé, todos eles fizeram alguma coisa, tinha um desafio, Noet tinha um desafio, Abraão tinha um desafio, cada um tinha algo para fazer no presente,
e a esperança deles, todas essas esperanças, porque às vezes a gente fala Abraão esperava uma cidade que tem fundamentos, uma cidade celestial,
então dá a impressão assim que não tem nada a ver com a terra, não, Deus deu a Abraão a promessa de uma terra, porque o reino de Deus vem para a terra,
isso é importante, não é uma questão mínima, não é um detalhe, a esperança que muitas vezes, durante muitas gerações e até hoje, muitas vezes a igreja,
os cristãos, eles olham para essa esperança como "quero sair dessa vida, quero ir embora daqui, quero morar no céu", e essa visão de céu se tornou, na maioria das vezes,
uma visão desligada de algo prático, concreto, visível, e a verdade é que Deus, que tem o céu, que habita no céu, ele quer a terra, ele está esperando o momento de se mudar para a terra,
então Deus não quer, Deus tem o céu, que é lindo, que é maravilhoso, que é espiritual, que não tem essa materialidade que nós temos aqui,
mas Deus quer vir para colocar o seu reino, sua morada, seu tabernáculo, juntamente com os homens na terra,
então nossa jornada, a esperança de José, o legado de José e de todos esses heróis da fé de Hebreus 11, não é ficar no Egito, prosperar, ter uma vida material boa, não é,
todos eles eram visionários, todos eles estavam vivendo em função de uma promessa, estavam caminhando, estavam entendendo que eles não eram donos de nada,
estavam entendendo que eram peregrinos, mas eles tinham uma esperança que não era uma esperança desvinculada da terra,
não era uma visão de "eu quero ir para o céu e todo esse mundo material vai acabar", não, a ideia é que Deus vai estabelecer o seu reino neste mundo material,
então quando chega a hora, veja, nisso também a gente percebe a linhagem dos homens de fé,
porque nessa relação de Hebreus 11 tem Enoch, tem Noé, tem Abraão, tem Zaki, tem Jacó, e quem que vem depois de Jacó?
Não Judá, Judá na sua vida, na sua vida pessoal, embora ele tenha feito algo tremendo, sim, e com certeza o fato de não ser citado aqui
não é um menosprezo aquilo que ele fez em se oferecer como substituto de Benjamin, mas ele não é citado em Hebreus 11 como um dos heróis da fé,
na sequência de Jacó vem José, então só vamos ler um versículozinho aqui que tem, Hebreus 11 e 22,
"Pela fé José, próximo da morte, fez menção da saída dos filhos de Israel".
Então uma parte da fé é essa visão, essa visão do futuro, eles não viviam só em função do que eles tinham no momento,
mas também não viviam só pensando no futuro e sem fazer nada, eles viviam cuidando dos desafios,
vivendo os desafios da vida que eles tinham naquele momento, mas eles olhavam para o futuro com esperança,
então pela fé José, próximo da morte, fez menção da saída, quer dizer, do êxodo dos filhos de Israel,
então José que foi o cara mais bem sucedido da história em termos assim de ter saído de, mesmo que ele não fosse um escravo,
mas ele era um pastorzinho, eles não tinham posse da terra, não eram ninguém e José se tornou governante, o homem mais poderoso do Egito,
mas ele não colocou o coração lá, ele não quis começar uma dinastia, ele não quis deixar para os descendentes
ordens de como administrar o império, como administrar as posses, as heranças que ele adquiriu no Egito,
ele quando ele morreu ele falou assim, certamente o que vocês vão esperar, o que vocês vão buscar é a visitação de Deus
quando ele vier para nos tirar deste lugar e nos levar de volta para o lugar que Deus tem prometido,
então José fez menção da saída dos filhos de Israel e deu ordem acerca de seus ossos,
mais uma vez para nós pode parecer assim, não importa o que eles vão fazer com meus ossos,
eles não tinham talvez uma ideia muito elaborada, muito aprofundada sobre como seria a ressurreição,
e eles não falavam explicitamente sobre ressurreição, mas eles entendiam que era importante, era uma declaração,
era assim, eu creio, Deus não deu herança, Deus não deu ainda posse da terra de Canaan, nem para Abraão, nem para Isaac, nem para Jacó e nem para José,
mas eu estou colocando a minha fé, eu estou anunciando a minha fé e estou deixando uma ordem,
eu estou fazendo toda a minha família, os meus familiares jurarem que eles vão tirar, eles vão levar junto consigo o meu caixão, os meus restos mortais,
então isso é uma declaração de fé e só para a gente registrar rapidamente que eles levaram isso muito a sério,
esse juramento foi cumprido, então Êxodo 13, só vamos constatar, porque as escrituras fazem questão, Moisés,
se foi ele realmente que compilou os livros, ele fez questão de registrar isso, quando eles estavam saindo do Egito,
Êxodo 13, quando eles estavam já passando o Mar Vermelho, mas é claro que isso é porque quando eles saíram naquela noite com pressa eles não se esqueceram de um detalhe importante,
Êxodo 13 e 19 fala assim, levou Moisés os ossos de José consigo, porque havia este José solenemente a juramentar dos filhos de Israel dizendo certamente,
olha como eles gravaram, olha como essa frase ficou com eles geração após geração até chegar o momento,
"Certamente Deus vos visitará, então fazei subir daqui os meus ossos convosco", então eles deram muita importância,
eles estavam saindo com pressa, correndo, não tiveram tempo de fazer muita coisa, mas eles não se esqueceram de levar os ossos de José,
então olha como foi significativo esse pedido e ainda vamos ler em Josué, no final do livro de Josué, provavelmente foi antes disso que aconteceu,
mas no livro de Josué, no finalzinho do livro de Josué, Josué 24, versículo 32, fala assim,
também enterraram em Siquém, não foi na sepultura de Abraão, Isaac e Jacó, mas sepultaram, enterraram em Siquém os ossos de José,
que os filhos de Israel trouxeram do Egito, naquela parte do campo que Jacó comprara aos filhos de amor, pai de Siquém por cem peças de prata,
essa terra veio a ser a herança dos filhos de Josué, então olha como a sepultura, o lugar de sepultamento, tinha um significado,
e era um lugar que eles também tinham, ele também tinha adquirido esse pedaço de terra, então bem naquele lugar, e foi bem nesse lugar,
pelo menos próximo a esse lugar, que em João 4, Jesus se encontra com a mulher samaritana, perto de um poço que tinha nessa herança dos descendentes de Josué nesse lugar,
onde eles os sepultaram, então olha como foi assim, eles... Josué e os filhos de Israel entraram na terra mas ainda tiveram que esperar tomar posse da terra para poder achar o lugar certo e sepultar Josué,
então tudo isso é um significado muito grande daquilo que o encerramento do Livro de Gênesis significa, então só para finalizar, para trazer um pouco mais para perto de nós,
o que que isso significa, então vamos primeiro colocar, só fixando, repetindo um pouquinho esse significado do Livro de Gênesis primeiro, e depois entendendo que nós também temos esse mesmo desafio,
porque nós estamos nessa jornada, o Livro de Gênesis começa com a criação, começa com esse lugar especial que é o Jardim do Éden,
esse foi o lugar de onde o homem caiu, esse era o lugar que Deus tinha no propósito, no plano de Deus, Deus tinha um lugar na terra,
quando ele criou o homem, quando ele colocou o homem no jardim, a imagem que nós temos da terra que era uma terra como toda não era bonita, não estava do jeito que Deus queria, porque Deus deu ao homem uma missão,
uma missão de se multiplicar, de encher a terra, de sujeitar a terra, de transformar a terra, que toda era sem forma e vazia, mas Deus tinha começado a restauração num lugar chamado Éden,
então tinha um lugar, um lugar específico, e esse modelo é o modelo do reino a partir de uma base que Deus usa para a partir dali, não por um passe de mágica, não por um estalar de dedos,
mas passo a passo por um processo, o homem em comunhão, o homem e a mulher, a família, a multiplicação, o relacionamento do homem com Deus,
tudo isso que está implícito naquele jardim original que Deus começou, esse é o lugar, é um lugar material, mas é um lugar espiritual,
e todo o plano de redenção, tudo que Deus desenvolve desde então está sempre conectado com o significado material, literal, de uma terra, de um lugar,
porque Deus, no seu plano de estabelecer o seu reino na terra, não é só uma coisa invisível, espiritual, sem materialidade,
desde o jardim do Éden, desde a promessa de Deus para Abraão, desde sempre Deus tem um lugar, Jerusalém, Siam, a cidade de Deus sempre fala a respeito de um lugar,
aí nós temos a nova aliança assim, que a mulher samaritana pergunta para Jesus, mas qual que é o lugar, é Jerusalém ou Samaria?
Qual religião que está certa? Quem que está com o lugar certo? E nós estamos com essa confusão até hoje, que tem tantas igrejas, tantos lugares, lugares sagrados,
islamismo, etc, etc, com lugares diferentes, e que Jesus começou a falar assim, mas antes de um lugar físico, precisa ter um lugar espiritual,
precisa ter um coração, precisa ter uma restauração, não adianta colocar o homem de volta no jardim do Éden, por isso que ele foi expulso de lá,
ficou querubins com espadas para proteger esse lugar, porque não é para voltar sem ter o coração transformado, sem ter o coração onde Deus possa habitar, mas também não é um coração transformado ou um povo transformado sem ter o lugar, precisa dos dois.
Então nós temos toda essa imensa jornada, todo o primeiro testamento, Deus trabalhando com a nação de Israel, às vezes eles estavam no lugar certo, mas estavam com o coração longe,
às vezes eles estavam com o coração longe, mas no lugar errado, e temos toda essa história até hoje, entre essas duas coisas, sem conectar, mas o Livro de Gênesis com esse final na terra do Egito,
com esse final mostrando José, deixando essa promessa, então para mim é muito significativo, porque o Livro de Gênesis, claro que é só o começo, é só o começo da jornada,
mas o Livro de Gênesis termina já trazendo em si uma espécie de semente, uma espécie de cápsula pequena de tudo que vai acontecer, porque nós temos essas jornadas dos patriarcas,
esse lugar distante na terra do Egito, e toda essa promessa de Deus de que um dia, um dia nós vamos voltar, e como isso ressoa dentro do meu coração quando José fala assim,
certamente Deus vos visitará, então é o Livro de Gênesis que marca toda a queda do homem e o começo da jornada de volta, mas termina mostrando esse drama,
Israel vai passar anos no Egito, e depois tem tudo que vem depois, tantas coisas, na história, a história de conquistar a terra, antes de conquistar a terra, o tempo de vagar no deserto,
e eles não estavam prontos para entrar, e vai assim até toda a história, e chegando na nova aliança, e continuamos, continuamos com essa luta, como que nós vamos chegar de volta, como nós vamos encontrar
essas duas coisas, da restauração interior e da terra, do lugar que Deus deseja, esse lugar que Deus escolheu, esse lugar para onde Deus vai nos conduzir,
e temos essa certeza de que certamente Deus vai nos visitar, então eu só vou, você pode encontrar, você pode lembrar de textos no Novo Testamento, mas eu vou ler um lugar em Filipenses,
depois eu quero ler uma das palavras de Jesus, que nos dá também essa esperança de que, assim como o capítulo 11 de Hebreus, que descreve como todos estavam, cada um dos heróis, cada uma das etapas,
cada momento da história, houve pessoas individuais, houve movimentos coletivos, houve visitações, como o apóstolo Pedro fala em Atos 3, que os céus seguram, retém Jesus, até que venha o tempo de restauração de todas as coisas,
então está sempre caminhando, sempre caminhando, nós estamos numa jornada, a gente pode pensar, mas tantos milênios, não vai chegar nunca, não vai chegar,
o que que as pessoas pensavam durante os descendentes de José e de todos os outros familiares quando estavam sendo perseguidos, escravizados no Egito, cadê, onde que está esse Deus que vai nos visitar,
mas chegou o momento em que eles clamaram e houve um momento em que Deus os visitou realmente, então toda a história é formada, toda a história de Gênesis é uma introdução,
e mostra que tem essa terra, essa terra de Canaã que representa esse lugar do Éden, esse lugar de retorno, esse lugar de onde vai ser implantado o reino e vai expandir para toda a terra,
mas como é, parece uma miragem, parece assim, chega perto mas ainda não é, chega Davi com seu reino mas aí vai também dividindo o reino, as coisas vão acontecendo, chega Jesus e ainda não é a plenitude,
ele é a pessoa, ele é a promessa, ele é o reino, mas ainda não chegou, então nós podemos desfalecer, nós podemos pensar "ói que triste, o Livro de Gênesis termina com José num caixão",
mas não devemos pensar que o Livro de Gênesis termina com caixão, o Livro de Gênesis termina antes do caixão, José falando "certamente Deus vos visitará".
Então em Filipenses capítulo 3 ele fala assim, versículo 20, Filipenses 3, 20 "Mas a nossa pátria", outras traduções e eu creio que tem talvez até um, mas seria mais correta a tradução,
"a nossa cidadania, a nossa pátria está nos céus", muita gente lê esse versículo e fala assim "não, é para a gente ir embora daqui", mas o que está dizendo, igual Hebreus 11 está dizendo,
igual Jesus falou com Pilatos "o meu reino não é deste mundo", a origem, os métodos, nós não somos desse sistema que está mandando aqui agora, mas é um reino que vem para cá,
então ele fala "mas a nossa pátria está nos céus, a nossa cidadania", Abraão estava em Canaã, mas ele não pertencia, não pertencia a nenhuma das nações e nem tinha ainda posse,
então nós estamos aqui, Abraão estava dizendo aqui é onde Deus prometeu, quando está fora da terra como José, ele está dizendo "certamente Deus visitará, mas a nossa pátria está nos céus,
a nossa cidadania está nos céus, mas nós não estamos indo para lá", o que está dizendo, de onde esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, então nós estamos aqui,
como Jesus falou assim "eles não são do mundo", orando ao Pai em João 17, ele disse "esses discípulos eles não são do mundo", mas claro que nós somos do mundo, nós nascemos aqui, nós somos físicos, nós não somos ETs, não somos anjos,
mas ele quis dizer "nossa origem não é da terra, nossa cidadania não é da terra, mas nós estamos esperando algo que vem, que transformará o nosso corpo,
nós não somos destinados a ser fantasmas imateriais no espaço que não tem nenhum propósito, nós vamos ficar séculos, milênios, eternidade cantando, é maravilhoso cantar, maravilhoso ter comunhão com Deus,
mas Deus tem algo, ele tem algo prático, ele tem algo físico, ele tem algo visível para fazer, o que essa pátria que vem dos céus é algo verdadeiro, não é uma coisa ilusória, não é uma coisa imaterial,
ele vai transformar o nosso corpo para ser de humilhação, para ser conforme o seu corpo glorioso segundo o seu eficaz poder de sujeitar também a si todas as coisas, é isso, todos os reinos passarão a ser reinos do Senhor,
a Bíblia termina no livro de Apocalipse com todos os reis da terra entrando na cidade, trazendo sua glória, vivendo para refletir a glória de Deus, a natureza transformada, a criação transformada, tudo em harmonia, nós esperamos a visitação de Deus,
eu não vou ler agora, mas em Tito 2 ele chama isso da bendita esperança, nós precisamos, eu acho maravilhoso pensar que o primeiro livro da Bíblia termina com a bendita esperança,
é a esperança de que Deus certamente visitará e nós somos chamados como os heróis de Hebreus 11, continuar esperando, continuar crendo, e não crendo, nosso chamado não é de ser, nos retirar do mundo, viver numa ilha onde não tem pecado, onde não tem tentação, ser algum tipo de eremita,
não, nós somos chamados para viver aqui, para esperar, tem o reino já, que não é o reino em plenitude, que não é a possessão total da terra, da herança, mas é algo que Deus deu, Deus dá para cada geração e para cada pessoa algo para ser feito,
enquanto José estava esperando a bendita esperança que Deus visitará no futuro, ele estava fazendo o que Deus colocou nas mãos dele, que era governar o Egito, e outras pessoas têm outras coisas, cuidando da vida, criando família, passando os princípios, a vida precisa ser vivida, nós não somos alienados, nós não saímos do mundo,
nós não deixamos de viver tanto a nossa responsabilidade de trabalhar, de fazer o que tem que ser feito, mas principalmente de manter o testemunho e de fazer algo que vai contribuir para o breve retorno de Jesus.
Terminando, então, em João 14, que Jesus também estava nas suas recomendações finais, falando assim, ó, vou embora, e ele fala o seguinte, os primeiros versículos que nós conhecemos tanto, em João 14, ele fala assim,
o versículo "não se turbe o vosso coração", porque ele falou que ele estava indo embora, e ele tinha dito no capítulo 13 que para onde ele ia, os discípulos naquele momento não iam poder segui-lo, não poderiam acompanhá-lo, mas ele diz "não se turbe o vosso coração, crede em Deus, crede também em mim".
Na casa de meu pai há muitas moradas, se não fosse assim eu teria dito, vou preparar-vos lugar, e se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, esta é a bendita esperança.
Jesus veio, ele completou a primeira etapa, ele fez a obra na sua vida, na cruz, na ressurreição, ele completou a vitória que foi ganha, mas ele disse "eu preciso ir embora e vou preparar um lugar".
Esse lugar não é lá, nas nuvens, no céu, em algum lugar, ele vai preparar lugar para que ele possa dizer "virei outra vez e vos levarei para mim mesmo para que onde eu estiver estejais vós também".
Então essa é a esperança, esse é o fio que nós precisamos seguir em todas as escrituras, então Gênesis como o primeiro livro da Bíblia, como o livro que tem as sementes, como o livro que mostra o porquê nós temos essa jornada,
porquê Deus está empenhado numa grande jornada de retorno, então Gênesis explica de onde que veio a distância, de onde que veio a saída do Éden, e ele explica, o livro explica como que Deus começou a trabalhar,
como que Deus começou a desenvolver o seu plano que não conseguimos muitas vezes entender bem, porquê que Deus não chega e simplesmente fala "acaba com a serpente, acaba com a maldade, acaba com a doença e com a morte, com tudo mais",
porquê Deus não faz isso? Nós não sabemos muito explicar, mas entendemos pelo primeiro livro da Bíblia que Deus vai desenvolvendo um plano sólido, relacionamentos e sempre falando "olha, tem um lugar, tem um lugar que eu vou dar para vocês, tem um lugar que vai ser a herança para sempre,
tem um lugar onde tudo que nós perdemos, inicialmente nós perdemos, Deus perdeu por causa do relacionamento perdido, esse lugar é prometido, a terra é o lugar onde Deus vai habitar e certamente Deus visitará".
Então nós temos uma garantia, nós não temos a garantia nem de todos os descendentes, como nós sabemos na história, nem todos os descendentes de Abraão fizeram parte em todos os momentos, principalmente quando o próprio Jesus veio, não foram todos que aceitaram,
mas certamente Deus virá, certamente o descendente da mulher vencerá sobre Satanás, certamente Jesus foi preparar um lugar, certamente Deus vai encontrar uma noiva para seu filho,
certamente os céus que estão retendo Jesus até o momento certo não vão conseguir retê-lo e vai chegar o momento de reencontro, certamente o reino de Deus virá,
certamente o plano que Deus planejou, que nasceu no coração de Deus e que Deus vem seguindo sem desvio, sem voltar atrás, sem esquecer o que Ele quer,
se tem alguém que é focado, se tem alguém que sabe o que Ele quer, se tem alguém que vai conseguir o que Ele quer, é Deus. A garantia que eu vou fazer parte não tem a mesma certeza porque depende de uma correspondência,
depende de realmente continuar nessa busca em conjunto e nós não sabemos, não entendemos como que Deus vai resolver todas as coisas no fim,
mas no fim, certamente, todas as coisas, todas as pessoas da maneira que Deus planejou, tudo será reconciliado porque esse é o plano Dele e Ele vai conseguir,
então quando nós colocamos a nossa vida, quando nós colocamos a nossa esperança, quando essa bendita esperança, ela não é uma esperança que nos deixa alienados, desligados das nossas responsabilidades,
não nos deixa desligados da nossa necessidade de trabalhar, de cuidar das demandas materiais, mas certamente o reino de Deus contém a promessa maior e é para lá que o nosso coração deve se voltar.
Então, que na nossa compreensão, no nosso entendimento desse primeiro livro da Bíblia, que ainda que vejamos o final do período dos patriarcas com a morte de Jacob,
o final dessa etapa da história no Egito, num lugar que não é o lugar da promessa, ainda que tenha a morte e o caixão no final do último capítulo desse primeiro livro,
mas nunca vamos esquecer que tem um certamente e esse certamente Deus vai cumprir e deve ser a esperança que arde no nosso coração para sempre.
Senhor, que a Tua Palavra fique selada e gere em nós uma alegria, uma alegria mesmo diante de períodos de dificuldade, de processos difíceis,
a Tua Palavra fala de uma grande tribulação, vemos muitas coisas acontecendo no mundo hoje que entristecem o teu coração, entristecem o nosso também, mas certamente o Senhor há de agir,
o Senhor há de visitar e o Senhor há de completar o teu plano tão lindo, tão maravilhoso e vai haver um lugar na terra, vai haver um lugar de habitação, de conexão, de tabernáculo de Deus entre nós
e é isso que nós esperamos e é isso que nós aguardamos em nome de Jesus. Amém.

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