Desde o início da separação entre o homem e Deus, houve discórdia, divisão e morte entre irmãos. O livro de Gênesis, que termina com morte fora da terra prometida, também mostra a última etapa da reconciliação dentro da família. Agora que o pai não estava mais presente, os irmãos de José querem saber se José realmente havia perdoado ou se era somente em respeito ao pai. Para haver reconciliação, é necessário que haja perdão. Mas existem outros requisitos além do perdão. Quais são?
Para enriquecer mais seu conhecimento recomendamos a leitura:
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- Livro Quem Almoçou com Abraão

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Transcrição
Estamos no último capítulo do primeiro livro da Bíblia, de Gênesis, capítulo 50, como nós falamos, esse capítulo tem três partes.
Tem a primeira parte que fala sobre a morte e o sepultamento de Jacó, já falamos sobre isso.
A segunda parte agora, a última etapa da reconciliação entre José e seus irmãos, já é uma história antiga,
porque já se passaram 17 anos depois daquela reconciliação, do reencontro, mas ainda falta uma última etapa.
E a terceira parte é a morte de José. Então nós temos duas mortes, a morte de Jacó no começo do capítulo,
a morte de José no final do capítulo e no meio essa última etapa da reconciliação.
Então é isso que nós vamos, a segunda parte que é o nosso assunto de hoje e vamos orar para que o senhor nos dê entendimento
e para que isso se torne algo real e prático na nossa vida.
Senhor, nós te agradecemos por tuas escrituras, por esse presente que o senhor deu para nós,
de entender aquilo que o senhor já fez, aquilo que o senhor tinha em mente desde a criação desse primeiro livro,
que tem tantas chaves para entender teu coração, teu propósito e para entender para onde o senhor está caminhando,
para onde vai esse plano que está chegando ao ponto agora de consumação.
Obrigado por tua revelação, obrigado por esse registro das histórias, do caminho que o senhor caminhou junto com esses patriarcas desde o começo,
teu plano de formar um povo, teu plano de efetuar a redenção e a reconciliação depois de tudo que aconteceu no início.
Pedimos que, mais uma vez, olhamos para esse teu propósito, esse final do primeiro livro,
e que tem chaves para entender aquilo que o senhor realmente deseja, aquilo que era o teu propósito e é o teu propósito ainda.
Nós pedimos a tua revelação, que nós possamos enxergar o teu coração, que possamos fazer parte, pedimos em nome de Jesus, amém.
Então, olhando para esse final do primeiro livro da Bíblia, nós temos nesse último capítulo um contraste,
falamos um pouco sobre isso já, que o livro de Gênesis começa com o Jardim do Éden, coloquei esse contraste aqui na folha,
nós temos aí Deus colocando o homem e a mulher dentro desse jardim, que seria a conexão entre os céus e a terra,
seria o lugar a partir de onde o propósito de Deus se expandiria para toda a terra,
porque vemos aí que Deus criou esse primeiro casal e que ele deu a eles uma ordem, um mandado, uma comissão,
para se multiplicar, levar a imagem de Deus e se multiplicar, encher e sujeitar toda a terra.
Então, esse jardim era um lugar paraíso, era um lugar de perfeita harmonia, era um lugar de comunhão, de conexão entre Deus e o homem,
e tinha ali a árvore da vida, a árvore da vida era o símbolo de que o propósito de Deus era que esse casal pudesse viver para sempre,
não é só porque fala a árvore da vida, porque quando depois do pecado o casal foi expulso do jardim nós temos essa frase que nem foi terminada,
Deus falou assim, para que eles foram expulsos, para que eles não tomassem, não comessem da árvore da vida e até fica sem terminar a frase, porque seria uma consequência horrível,
uma consequência semelhante a Satanás, aos anjos caídos que vivem, não são mortais, mas estão dentro de uma condição permanente de estarem separados,
estarem caídos do seu estado original, então para que isso não acontecesse o homem e a mulher foram expulsos do jardim, mas se eles mesmo depois do pecado,
se eles comecem da árvore da vida, eles viveriam para sempre, é isso que nós entendemos da história que está registrada em Gênesis 3, então no início nós temos o jardim e a árvore da vida,
e no último capítulo de Gênesis, claro que esse primeiro livro que nós temos falado é só a primeira etapa do plano de redenção, mas é um livro fundamental para entender todo o resto do plano de Deus,
porque é nesse livro que nós vemos como que tudo começou, o que Deus queria, e nós vemos também o começo de todo o plano que Deus foi desenvolvendo a partir do pecado, a partir da queda do homem,
então esse primeiro livro da Bíblia termina encerrando aqui o período dos patriarcas, porque o plano de Deus dependia de estabelecer um relacionamento individual, não só com uma geração, mas com três gerações,
e se estendermos para José seria a quarta geração, mas só que José era um de 12 filhos de Jacó, então José está numa classe diferente dos patriarcas, porque agora não é mais só José, são 12 filhos e todos fazem parte,
porque o plano de Deus começa com o individual, começa com o relacionamento, não tem como, Deus nunca começa algo em massa por atacado, muita coisa ao mesmo tempo, Jesus começou com 12 discípulos, mas tudo começou com Jesus,
então individual expandindo para 12 e depois expandindo para uma nação, para um povo, então esse livro termina com esse período dos patriarcas,
porém, em preparação aqui, Gênesis termina deixando o cenário preparado, deixando tudo encaminhado para a próxima etapa, e a próxima etapa não vai ser só o livro do Êxodo, mas é os outros quatro livros da Torá ou do Pentateuco,
mas também todo o primeiro testamento vai dar sequência nesse plano que é baseado na escolha de Deus dessa nação, dessa descendência de Abraão, então na verdade Gênesis realmente é um livro à parte,
porque relata o começo, porque relata o pecado como começou, relata esse fundamento dos patriarcas, mas daí para frente nós temos todo o desenvolvimento disso na nação de Israel,
mas esse livro então termina fazendo esse contraste entre o início do plano de Deus, início da criação de Deus, o jardim, então agora nessa restauração Abraão é chamado para fora de Ur dos Caldeus e ele vai para uma terra prometida,
e essa terra prometida ela representa a restauração, mas não chegou ainda, mas a promessa da terra, o lugar onde Abraão, Isaac e Jacob peregrinaram,
esse lugar especial, esse lugar que é tão enfatizado na Bíblia inteira e agora milênios depois nós ainda estamos deparando com a grande luta, com o grande conflito em torno dessa terra específica,
para onde Jesus quer voltar e onde Deus quer restaurar o seu reino sobre a terra, então esse lugar prometido que é a terra de Canaã, esse lugar representa o jardim do Éden,
representa aquele lugar que será o ponto central, a sede, a chave do reino de Deus, a conexão entre os céus e a terra e um dia não vai nem ser uma ponte, uma escada entre os céus e a terra,
vai ser a fusão, os céus descem, Deus desce, Deus vem e fica para sempre que era o plano original, o homem e a mulher no jardim do Éden, mas um dia Deus iria morar ali junto com ele, esse era o plano e é o plano ainda,
então, só que o livro de Gênesis, essa primeira etapa do plano de Deus termina não no jardim, nem na peregrinação, durante três gerações eles peregrinaram, os patriarcas peregrinaram na terra,
esse lugar escolhido por Deus para ser esse ponto chave, essa capital, essa sede do reino de Deus, o povo escolhido, os descendentes de Abrão nem estão mais na terra, nem como peregrinos, eles estão no Egito,
então esse é o grande contraste do início e do fim do livro de Gênesis, então eles não estão nem como peregrinos, mas na terra prometida, estão no Egito e ao invés de ter a árvore da vida,
ter a oportunidade de, como no início, de viver para sempre em comunhão com Deus, nós temos nesse último capítulo de Gênesis duas mortes, a morte de Jacó e a morte de José como uma das mortes de toda aquela geração dos 12 filhos de Jacó,
então essa é a primeira parte que parece muito melancólico, muito trágico, começou com o jardim, agora está no Egito, o Egito representa o lugar que Deus não pretende morar, não é o lugar escolhido, não é o lugar onde vai estar o reino de Deus,
e os descendentes do povo escolhido estão nesse lugar, fora da terra prometida, e no lugar da vida eles estão passando, como todos nós temos que passar, pela morte, a consequência da queda e nessa jornada de volta para o plano de Deus,
é nesse ponto que eles estão quando termina o livro de Gênesis, mas o livro, esse último capítulo, não é só de coisas tristes, embora tenha a morte de Jacó, isso foi nosso assunto na aula passada,
apesar de Jacó, o terceiro e último patriarca, apesar de ser a morte dele, a morte dele trouxe duas mensagens muito importantes, muito cheias de esperança,
as duas mensagens eram que ele pediu para ser sepultado lá na terra prometida, e esse pedido de sepultamento estava dando uma mensagem da fé dele, estava dando uma mensagem para as gerações que ainda iam ficar um bom tempo no Egito,
ele estava dando uma mensagem que isso não morresse, que jamais eles se esquecessem da esperança do retorno, então é morte sim, eles estão, como nós ainda até hoje estamos, ainda nessa era presente,
o último inimigo que é a morte ainda não foi, já foi vencida, a morte já, Jesus já venceu, mas ainda não foi banida, não acabou a morte, todos nós estamos sujeitos ainda,
se Jesus não voltar antes ainda tenho essa esperança, quem sabe eu, você, algumas pessoas, muitas pessoas não vão passar pela morte, você deve ouvir sempre as pessoas falar assim,
só tem uma coisa certa na vida depois que você nasce, só tem uma coisa certa que todo mundo tem, rico, pobre, de qualquer nacionalidade, só tem uma coisa certa que todos nós vamos morrer,
não, não tem uma coisa certa para todos, porque quando Jesus voltar, aqueles que estiverem vivos, não abrir e fechar de olhos, 1 Coríntios 15,
esse corpo corruptível, sem passar pela morte, vai ser transformado, não abrir e fechar de olhos, que coisa maravilhosa, mas isso é para quem estiver vivo,
assim como Paulo falou assim, nós que estivermos vivos, mas ele não fazia ideia de quanto tempo seria, e Paulo não estava entre os nós que estiverem vivos,
e nós não sabemos também, mas é uma esperança que seja antes de passar pela morte ou depois de passar pela morte, a nossa esperança é do retorno, a nossa esperança é, e Gênesis termina com isso,
as duas mortes relatadas no último capítulo de Gênesis, as duas mortes, a pessoa, antes de morrer, proclamou essa esperança, então, embora seja trágico, seja melancólico você pensar,
Gênesis começou com o jardim, Gênesis começou com o plano maravilhoso de Deus, de viver para sempre em comunhão com o homem e a mulher e seus descendentes,
se multiplicando e enchendo a terra e termina com essa consequência do pecado, essa consequência do que eles fizeram, termina com a morte, mas essa morte não é uma morte sem esperança,
as duas mortes relatadas em Gênesis 50 ocorrem depois que a pessoa, Jacó e depois José, eles proclamam, me sepultem na terra prometida porque é lá que está a nossa esperança,
vai ter a ressurreição, vai ter o reino de Deus, vai ter o cumprimento das promessas de Deus, a terra será restaurada, o reino de Deus virá e todos os efeitos malévulos do pecado,
do distanciamento do que Satanás tem feito, tudo isso vai ser banido para sempre e haverá realmente esse reino perfeito e maravilhoso que é o nosso anseio, então essa é a parte,
era uma das mensagens que nós temos aqui no final do livro de Gênesis e Jacó então na morte dele, ele deu essa mensagem antes da morte,
ele me leva e me sepulta lá junto com meus pais, meus avós, na terra que Deus prometeu, mas outra coisa que aconteceu que talvez nem foi previsto por Jacó,
não sei se ele imaginava o que ia acontecer, mas outra coisa que aconteceu na morte de Jacó, eu não coloquei aqui, nós mencionamos na aula passada,
é que ele teve um sepultamento digno de um rei, ele teve um sepultamento, uma honra, na verdade nós não temos relato disso para o próprio José,
nem aquele que era o vice rei, ele que era o primeiro ministro, ele que era aquele que estava governando todo o Egito, não fala se eles fizeram todo esse período de luto,
se eles fizeram todas essas honras, ele não foi levado já para sepultar na terra de Canaã, então nem relata aqui como é que foi toda a cerimônia depois da morte de José,
mas nós temos esse relato sobre Jacó, e o que significa isso? Isso é um prenúncio, isso é um sinal, é um pequeno vislumbre da honra, não pela morte,
mas da honra que é o reino de Deus, o rei sobre o reino de Deus terá na terra, que é o próprio Jesus, então toda essa honra dada para José como o governante do Egito,
e agora para o pai dele no sepultamento, isso fala da glória vindoura, isso fala assim de como, não como um segundo abaixo do faraó, mas isso aponta para uma glória futura,
em que o reino de Deus e o rei sobre o reino de Deus será reconhecido e será honrado em toda a terra, então essa é outra mensagem interessante que nós temos no final do livro de Gênesis,
o sepultamento de Jacó, um peregrino, alguém que não possuiu, estava aguardando o cumprimento das promessas, morreu sabendo que não veria nos dias deles, morreu sabendo que ele não recebeu em mãos,
ele não recebeu em vida aquilo que ele estava esperando, mas ele morreu proclamando sua fé nisso e recebeu as honras, como se vislumbrando, indicando como prenúncio daquilo que virá no futuro,
aí nós temos uma outra coisa que aconteceu, então voltando para o jardim do Éden, nós temos aqui que no início tinha o jardim, tinha a árvore da vida, mas por causa do pecado houve aquela expulsão do jardim,
então por isso que eles estão no Egito, por isso que toda a humanidade já tinha passado por muita coisa, entre o começo de Gênesis e o fim de Gênesis, é um livro só, esse livro do Gênesis abrange milhares de anos,
nós não sabemos exatamente quando a Terra foi criada, se for pensar na criação da Terra, dos céus e da Terra, aí vai de acordo com os estudos científicos, aí faz bilhões de anos,
mas quando que viveu o primeiro casal, quando que eles foram expulsos, nós não temos uma data específica, nós não sabemos quando isso aconteceu, aí veio o dilúvio,
então o livro de Gênesis abrange um período longo de tempo, mas houve então as consequências do pecado, eles foram expulsos do jardim e agora eles estão vivendo nessa condição de que a Terra foi amaldiçoada,
de que eles estão longe de Deus, houve uma ruptura, ruptura com Deus, ruptura com o plano de Deus que consumou naquele tempo no dilúvio, mas Deus começando a fazer o seu plano de redenção,
mas o que aconteceu logo que o casal foi expulso do jardim? Eles começaram a ter filhos, o primeiro filho, Caim, o segundo filho, Abel, e o que aconteceu no primeiro casal, na primeira família, depois da separação de Deus?
Houve não só o distanciamento de Deus, houve não só essa ruptura entre o homem e Deus, mas isso resultou automaticamente, a consequência é que isso resultou na ruptura, na divisão entre pessoas da mesma família,
nós temos muitos exemplos de pessoas, tem racismo, tem etnias, tem grupos que odeiam de outros povos, de outras etnias, tem judeus e árabes, tem brasileiros e argentinos, tem brancos e negros e asiáticos,
e assim por diante tem rishas de longa data entre chineses e coreanos e japoneses e assim vai, por todo lado tem muitas e muitas guerras na África, etnias, então tem coisas terríveis que acontecem, guerras, mortes,
mas quando nós pensamos na história da humanidade que a Bíblia relata, isso começou dentro dos primeiros dois filhos que nasceram para o primeiro casal, Caim e Abel, eles tiveram ódio, eles tiveram,
ele, o Caim teve ódio, tanto ódio, ele ficou tão bravo, tão enfurecido com o fato de Abel ter sido aceito e ele não, que ele matou seu irmão, e isso é um tema que percorre o livro de Gênesis,
e isso porque está mostrando a história humana, então nós temos aí, não só entre filhos, nós temos essa situação entre Sarah, que não podia ter filho, mas ela tinha sido a esposa de Abraão, ela tinha promessa,
o filho da promessa seria dela, mas aí fizeram aquela outra estratégia e teve um filho com Agar, mas aí nasce uma inimisade, uma rivalidade, um ódio entre Sarah e Agar, essas consequências,
eu estou pintando esse quadro porque faz parte, é um tema central do livro de Gênesis, porque nós temos todas essas brigas entre Sarah e Agar, entre Ismael e Zaki,
entre Ezaú e Jacó, entre as duas esposas de Jacó, Lia e Raquel, entre todos os outros filhos de Jacó e José, percebem, isso vai percorrendo todas as famílias, todas as histórias,
a história é briga entre mulheres, briga entre filhos, rivalidade, e tem outras que não são tão patentes, mas entre aqueles que Zaki pegava os poços e o povo que morava ali brigava para tomar posse dos poços,
enfim, tem brigas, brigas o tempo inteiro, o que é isso? É consequência da falta de conexão entre o homem e Deus, nós não conseguimos, isso acontece no casal, no casamento,
pessoas que eram apaixonadas uma pela outra, depois vira briga, vira contenda, vira raiz de amargura, contendas, rivalidades, e assim vai, então por isso que o tema de reconciliação é um tema central,
nós já falamos sobre reconciliação, nós estamos falando aqui, aqui parece que é um tipo de epílogo, é uma nota de rodapé, que depois de 17 anos que José se revelou,
ou seus irmãos lá no capítulo 45, 17 anos antes desse acontecimento aqui no último capítulo 50, José se revelou, nós estudamos isso, maravilhoso, vimos como a reconciliação é muito maior do que o perdão,
o perdão já é uma coisa fantástica, divina, só pela natureza de Deus que alguém pode perdoar, mas nós vimos que o perdão é o primeiro passo, é essencial, é divino,
não é em nenhum sentido menos milagroso, menos sobrenatural do que a reconciliação, não, o perdão é divino, só por Deus que José pode perdoar seus irmãos,
porque o que eles fizeram com ele era imperdoável, inesquecível, era algo assim que jamais poderia passar por cima, veja bem, nós estamos aqui, capítulo 50, 17 anos depois daquele reencontro,
mas nós estamos há 39 anos depois do ato inicial em que eles quase o mataram e depois resolveram vendê-lo como escravo, isso aconteceu há quase 4 décadas, 39 anos antes,
e toda a situação que aquilo gerou, toda a divisão, toda a falta de harmonia, toda a contenda, ainda está ali latente, porque Jacó morre, isso é uma situação muito fácil da gente comparar,
quantas vezes o pai e a mãe, a geração dos pai e mãe, depois da morte deles tem as coisas famosas de herança, de brigas sobre propriedade, sobre patrimônio e tal,
mas outras coisas, os pais, o pai e a mãe, um dos dois que permanece, eles geralmente mantêm um ponto de contato, os irmãos podem ter sérios problemas um com o outro,
mas todos o ponto de convergência é o pai ou a mãe ou os dois juntos, então quando os pais morrem, aí então não tem mais aquele ponto de convergência,
não tem mais aquele ponto de união, então o que aconteceu aqui, depois que Jacó morre, os irmãos, eles pensam, José só estava nos perdoando, só estava convivendo conosco,
embora, apesar de tudo que aconteceu naquele capítulo 45, apesar de tudo que José demonstrou, do choro dele, dele aproximado, ele falar "não, vocês não precisam se condenar",
apesar de tudo que ele falou e tudo que aconteceu, dentro do coração deles, eles ainda estavam inseguros, eles estavam pensando "agora, sem o pai vivo, agora vai acontecer",
vamos ler o que fala aqui, capítulo 50 de Gênesis, versículo 15 "vendo os irmãos de José, que seu pai já estava morto, disseram "por ventura nos odiará José e nos retribuirá todo o mal que lhe fizemos",
eu não vou repetir tudo que nós vimos quando falamos sobre perdão e reconciliação, porque lembra assim, quando não tem perdão, quando a pessoa que deseja um fechamento,
você vê isso muito nos filmes, nas histórias, histórias reais, histórias de ficção, sempre tem quando há um crime, quando há uma traição, quando há uma quebra, quando há algo que fere profundamente,
que faz mal, que faz injustiça, principalmente com mortes, a família, por exemplo, se a família perdeu um filho, se o marido perdeu a esposa, se perdeu pai, mãe, irmão, sei lá, se perdeu alguém por causa de uma injustiça,
então sempre tem aquele desejo de retribuição, de vingança e isso traz um fechamento, isso não traz paz, a gente sempre vê isso nas histórias, recentemente nós vimos em casa uma história verdadeira de um pai e um filho,
perderam a esposa e a mãe, ela foi morta, então fica anos ali, será que vai achar quem praticou, será que não vai, e até o filho, que era bem pequenininho quando a mãe dele foi morta,
ele ficava perguntando o pai, mas o que você quer? O que vai te trazer paz? E fica sempre aquela coisa, o que vai trazer paz? Reconciliação é paz, mas quando alguém morre, o que vai te trazer paz?
Em termos de vingança, em termos de justiça, as pessoas sempre querem, não quero que aquele criminoso, aquele assassino faça para outras pessoas, mas o que traz realmente uma solução?
E veja que José não foi morto, ele passou 13 anos sofrendo como escravo e preso e tudo mais, o que que poderia fazer com que ele sentisse paz?
E o que que poderia fazer com que ele e seus irmãos pudessem realmente ter reconciliação? E todas as experiências humanas, nossas experiências humanas, elas são parciais,
nenhum exemplo bíblico, principalmente antes da nova aliança, de uma transformação verdadeira de coração, geralmente são parciais, você percebe que não houve uma coisa completa,
mas essa história de José é uma história muito profunda e muito única na Bíblia porque ele vai até o fim nessa história de reconciliação, então eu mencionei isso várias vezes quando contratamos da história de reconciliação no capítulo 45,
mas agora que nós estamos aqui no capítulo 50, é importante entender esse último estágio da reconciliação, então a reconciliação ela só pode existir com perdão, perdão não é o fechamento por vingança,
perdão não é o fechamento e tem muitas implicações que a gente não pode entrar em cada aspecto, em cada área, porque o perdão não significa que a pessoa não tenha realmente,
não colha frutos daquilo que fez e o grande exemplo disso é Davi, porque Deus falou com ele de se arrepender, de ter cometido a dutéria, de ter mandado matar o marido de Bate-seba,
Deus falou pelo profeta você está perdoado, mas por causa do que você fez você vai sofrer algumas consequências, então existem essas duas coisas, mas o perdão ele só pode existir quando realmente você abre mão da vingança,
o perdão não é assim eu te perdoo porque você vai pagar o seu erro, não, quando Jesus contou a parábola do servo que devia uma fortuna, o perdão significa que ele não tem que pagar mais aquela dívida,
e depois quando ele não demonstrou perdão para o conservo dele, aí o perdão dele foi revogado e ele teria que pagar, mas quando tem perdão não tem que pagar a dívida, não tem vingança,
então é tudo bem complexo e só Deus sabe como administrar a justiça, mas a questão é que quando José se revelou aos seus irmãos e ele não usou a palavra perdão,
mas ele demonstrou, está tudo bem, vocês fizeram isso, mas Deus transformou tudo isso numa coisa boa, agora podem ficar juntos, não tem mais nada entre nós,
José estava dizendo eu não estou buscando vingança, na verdade lá em Gênesis 45 José não exigiu, eu quero que vocês se ajoelhem aqui e peçam perdão, não, ele não exigiu,
ele não exigiu uma confissão, ele não exigiu algum tipo de fechamento, de retribuição, nada, por isso que 17 anos depois, nesse capítulo 50, como os irmãos sentiram que não houve uma consequência,
não houve um castigo, não houve José não nos tratou mal, José não falou assim eu perdoo, mas fiquem longe de mim, não venham para perto de mim,
vamos viver juntos, vamos viver como uma família unida, houve reconciliação, mas os irmãos não acreditaram, então nós temos aqui uma situação muito profunda
que nos mostra alguns aspectos da reconciliação e daquilo que Deus quer, antes de seguir aqui eu quero que vocês vejam, voltando só para terminar essa primeira comparação aqui,
entre o início e o fim de Gênesis, no início tem um jardim, estávamos no Egito, no início dentro do jardim tinha a árvore da vida, que era a vida sem morte, mas no fim do livro e durante todo o livro,
durante toda a história, desde então, nós temos a morte, nós não estamos mais no jardim onde tem a árvore da vida, no início houve realmente a expulsão, mas durante todo o livro de Gênesis
nós estamos vendo o caminho de volta, Deus prometendo, Deus chamando Abraão de volta, Deus iniciando seu plano para trazer de volta para o jardim do Éden, para o lugar de comunhão com ele,
então expulsão, mas a esperança de retorno, e aqui também houve então, entre Caim e Abel, houve ódio, houve oposição, e eu queria mostrar, não na história de Caim e Abel nós sabemos que houve ódio,
porque ele matou, ele não suportou o irmão, e eu queria também mostrar que esse tema de desavença, de discórdia, de separação, de ódio entre irmãos,
é um problema que está na humanidade de todas as maneiras que a gente pode imaginar dentro de famílias, entre casais, nos círculos, onde mais deveria ter unidade,
ah, pode ter, briga com os de fora, mas dentro das famílias, ou dentro da igreja, ou dentro da mesma sociedade tem harmonia, não, não tem harmonia em lugar nenhum sem Deus, nós temos exceções pela graça de Deus,
pelas primícias do reino de Deus entre nós, mas a tendência humana entre pessoas muito próximas é ter esse ódio, mas no livro de Gênesis especificamente trata muito dessa questão,
de Deus escolher um e não escolher o outro, que não significa que Deus esteja rejeitando, no caso de Caim e Abel, Deus aceitou a oferta de Abel e não aceitou a oferta de Caim,
Deus não estava dizendo com isso, eu não amo Caim, eu não quero Caim, eu não quero ele perto de mim, eu odeio, eu rejeito, não, não era uma rejeição, Deus falou com Caim,
falou com ele antes e falou com ele depois do que ele fez, Deus não queria a separação, mas o caminho de Deus em toda a história é escolher um
para poder, por meio desse um, por meio desse povo, por meio dessa família, ele escolhe instrumentos para trazer o restante de volta para si mesmo,
a ideia de Deus é, eu quero trazer o homem que se afastou de minha humanidade, todos, eu quero trazer de volta para mim, mas eu vou usar um, eu vou usar uma família,
eu vou usar uma pessoa, eu vou usar uma nação, eu vou usar uma igreja, um povo para trazer os outros de volta, mas esse jeito de Deus, se nós pudéssemos discutir com Deus,
Deus, esse jeito que o senhor faz só traz problema, porque o fato de Deus escolher aceitar a oferta de Abel, ele estava mostrando algo, ele estava querendo mostrar
para Caim, eu quero isso, eu não quero o que você trouxe, eu quero o que ele trouxe, mas é uma aprendizagem, é um caminho, de alguma maneira,
Deus queria mostrar que o jeito que Abel fez era o jeito que Deus queria, agora aprenda, e sempre é assim, entre Isaac e Ismael, entre Jacó e Esaú,
mas aí, por causa de Deus escolher, e por isso que nós temos anti-semitismo, por isso que nós temos perseguição, nós temos a oposição, o ódio, entre povos, entre religiões, entre pessoas,
porque eu não aceito que Deus possa ter escolhido alguém diferente, eu não aceito que Deus possa ter escolhido outra pessoa para levar mensagem, para ser usado como caminho,
eu sempre vou entender que Deus tem preferência, que Deus gosta mais de um do que de outro, e eu vou ficar bravo com Deus, eu vou ficar bravo com a pessoa escolhida,
e isso é a história da humanidade, mas o erro não é só do lado de Caim, daquele que foi, vamos dizer assim, a oferta dele não foi aceita,
ele não foi o instrumento que Deus escolheu para mostrar o caminho certo, o erro não é só do lado dele, vamos pensar em Jacó e Esaú,
porque entre Caim e Abel nós não temos esses detalhes, mas entre Jacó e Esaú, que nós temos uma história muito mais elaborada,
porque eram dois gêmeos, e Deus revelou para Rebecca, para a mãe, quando eles estavam no ventre ainda, Deus revelou para ela que eram duas nações, e que um deles seria a linha da bênção, a linhagem da bênção,
e o outro não, e o outro teria que servir, mas isso não significa rejeição, mas no caso de Jacó e Esaú, nós não temos Esaú pensando "eu odeio Jacó porque ele foi escolhido",
o que aconteceu? Na história de Esaú e Jacó, o escolhido errou terrivelmente, porque ele queria ser o escolhido, mas ele queria usar a estratégia dele,
ele queria ser superior, ele queria negociar com Esaú, ele queria comprar o direito, e depois ele queria enganar o pai para dar a bênção para ele e roubar a bênção do irmão,
e ele usou meios errados para alcançar a bênção. Então, em toda a história, nós temos, e na história de José com seus irmãos, não fica muito explícito na Bíblia, mas é bem possível que José,
após aqueles sonhos dos irmãos se prostrando diante dele, ele pode ter tido uma atitude muito errada, muito soberba, muito arrogante, vocês vão ter que se prostrar diante de mim,
não fica muito explícito isso, mas é bem possível, porque José era um ser humano. Então, em toda a história humana, nós temos o ódio daqueles que não são escolhidos,
e nós temos a arrogância, a atitude deturpada de ser superior, de se acharem superiores daqueles que foram escolhidos. Então, a história, e isso vem com a igreja, isso vem com judeus,
isso vem em todas as áreas, dentro de uma igreja, se alguém se sobressai, se alguém é melhor na música, se alguém é melhor na pregação, se alguém é melhor na evangelização,
isso vai gerando concorrência, vai gerando competição, vai gerando partidarismos, isso na política, então nem se fala. Se alguém se sai bem, ele quer dizer que só ele é certo.
Então, nós temos essa coisa terrível que Deus usa certas pessoas, Deus usa instrumentos, mas aquilo se torna uma causa de quem não foi escolhido odiar,
e também uma causa de quem foi escolhido ter uma atitude de arrogância. Então, o que eu quero chamar a atenção, é que em Gênesis, preste atenção numa palavra que é bem interessante aqui,
Gênesis 50, versículo 15, fala assim, então os irmãos José viram que seu pai estava morto e disseram, "Porventura nos odiará, nos odiará José e nos retribuirá." Então, eles acham que José vai odiar,
e eles acham que José vai se vingar. Essa palavra, talvez na sua Bíblia, que tem as diferentes versões, as diferentes traduções, tem traduções nesse versículo 15 que fala,
"Porventura nos perseguirá José", "Porventura José ficará contra nós", e eu queria mostrar que essa mesma palavra que fala assim, "Porventura nos odiará", está na história de Jacó e Isaú.
No capítulo 27, naquela história em que Jacó rouba, engana o pai dele e rouba a bênção de Isaú, então Gênesis 27, 41 fala assim, depois que Isaú chega e descobre que Jacó tinha ido antes,
já tinha roubado a bênção, então fala assim, versículo 41, Gênesis 27, 41, "Isaú passou a odiar a Jacó." É a mesma palavra, é uma palavra que não é usada muitas vezes nas escrituras,
mas é a mesma palavra de Gênesis 50 em que os irmãos acham que José vai odiar. Essa palavra tem o sentido de odiar, mas é uma palavra que significa mágoa, e é uma palavra que é relacionada à palavra de Satanás.
A palavra Satanás no original é adversário, aquele que acusa, aquele que se opõe. Praticamente é da mesma raiz, é uma palavra muito semelhante, que significa ele é aquele que vai se opor, ele odeia, ele vai perseguir, ele vai ser contra nós.
E isso é por causa, pode ser que tem situações onde tem outras causas, mas a grande causa que nós temos na Bíblia e causas de anti-semitismo, de problemas entre judeus e árabes,
e entre católicos e evangélicos, e entre uns e outros, islâmicos e tal, é muito por causa dessa questão, quem é o instrumento de Deus e quem vai se sobressair, quem é o preferido de Deus para trazer a redenção.
Às vezes não é explícito isso, não é consciente isso, mas tem as causas de rancor, de mágoa, tem traduções aqui nos dois versículos que falam assim que talvez José vai ter uma mágoa,
talvez ele vai, talvez ele esteja guardando uma margura, um rancor contra nós por causa do que ele fez, e é super natural isso, não era para José ficar nunca mais eu vou confiar, nunca mais eu vou olhar para meus irmãos como meus irmãos verdadeiros.
Como que um casal onde um traiu o outro, como é que você pode perdoar, pode dizer assim, tudo bem, eu não vou me vingar, eu não vou fazer nada contra, mas você não confia, você não sente, seu coração não tem mais unidade com aquela pessoa.
Então nós temos aqui essa palavra que é a origem da palavra Satan, Satanás, que é o opositor, que é aquele que é contra, então veja como a separação de Deus causa a separação com as pessoas, até mesmo da própria família.
Então vamos continuar aqui, Gênesis 50, versículo 15, então eles achavam que José poderia odiá-los, poderia ter uma mágoa mortal, e poderia assim, ele estava esperando o pai morrer, mas agora ele vai demonstrar, ele vai revelar o que ele realmente sente por nós.
Então eles não acreditaram naquilo que José tinha falado 17 anos antes.
Então eles fizeram toda uma, pelo jeito que conta aqui, é uma mentira que eles vão contar, mas eles fizeram toda uma estratégia, fizeram uma estratégia para que José não, José tinha poder, José continuava sendo o governante do Egito, ele tinha poder, ele podia fazer algo contra eles, ele podia se vingar, e eles reconhecem.
Eles não estão falando, porque muitas vezes nas contendas humanas, naquilo que nós vemos, brigas entre irmãos, entre casais, entre pessoas da mesma igreja, nós vemos muito que as pessoas não reconhecem o mal.
Muitas vezes a pessoa que fez alguma coisa, "ah eu falei aquilo, mas eu falei meio por cima", a pessoa não percebe que fez o mal. Aqui eles estão reconhecendo o mal.
Eles não estão dizendo, talvez José fique guardando uma coisa por bobeira dele, não, eles entendem que eles fizeram um mal terrível, não tinha como, eles não reconhecerem o que eles tinham feito.
Então eles falam assim, talvez ele vai retribuir todo o mal que lhe fizemos, então eles reconhecem que fizeram mal.
Aí eles falam, parece que eles mandam primeiro alguém para levar uma mensagem, então falam assim, mandaram dizer a José, versículo 16, "teu pai ordenou", tudo indica que isso é uma mentira, "teu pai ordenou, antes da sua morte, assim direi a José, perdoa".
Eles estão aqui solicitando, desejando o perdão, eles não acreditam na reconciliação, eles estão assim, "perdoa, rogo-te a transgressão", eles reconhecem que houve uma transgressão, "rogo-te a transgressão de teus irmãos e o seu pecado, porque te fizeram mal".
Eles estão falando como se fosse um recado do pai, dizendo "realmente vocês foram incrivelmente malignos, vocês fizeram o mal com o seu irmão, mas perdoa, agora pois, rogamos-te que perdoes a transgressão dos servos do Deus de teu pai", eles até colocam que eles são servos do Deus do pai.
É um nome que você não pode deixar de perdoar os servos do Deus de teu pai.
E José chorou quando eles lhe falavam. Quantas pessoas não aceitariam isso e teriam dito, por exemplo, "sim, vocês fizeram mal, agora vocês fiquem no castigo, vocês fiquem no isolamento, vocês que sofram,
as consequências daquilo que vocês fizeram".
Lembra que é uma coisa que acontece muito, muito comum, todos nós ou fizemos isso ou conhecemos quem fez, é aquela coisa assim, "eu perdoo, eu perdoo, mas não quero mais ficar perto, eu não quero mais ter nada a ver com aquela pessoa".
Então, pode até ser um perdão, só Deus sabe, porque o perdão pode ser unilateral e pode ser, você pode imaginar ou talvez você até tenha alguma experiência pessoal de alguém próximo,
em que você vai dizer assim, "olha, se tem alguém que te traiu e não mudou o coração, você não quer ficar perto de uma pessoa que vai te trair novamente".
Então existem situações em que você pode perdoar e não ficar mais perto, isso é possível, às vezes a pessoa que fala isso não está realmente entendendo o que é perdão.
Mas o que nós estamos dizendo é que, ou quer seja um perdão verdadeiro, mas unilateral, porque a outra pessoa não mudou e você realmente não tem condições de estar mais perto daquela pessoa,
porque ela vai fazer de novo, ela não mudou o coração, ou pode ser um perdão que não é perdão verdadeiro, em ambos os casos não tem reconciliação,
mesmo quando o perdão é verdadeiro, se a outra pessoa não mudou, não tem condições de ter reconciliação.
Mas por que José chorou? Se José estivesse esperando, como eu falei, às vezes as pessoas querem justiça, querem o fechamento,
querem saber que o assassino do meu filho, o assassino da minha esposa, seja quem for, eu quero que ele fique preso, eu quero que ele pague o mal que ele fez,
então isso nós chamamos de fechamento, fechou o caso, encerrou, mas isso não é reconciliação.
E se a pessoa é presa, ou nesse caso aqui, se José estivesse pensando, olha, eles aceitaram, eu ofereci perdão para eles 17 anos atrás, mas eles nunca vieram para falar comigo,
eles não professaram o pecado, eles nunca, se José estivesse esperando algum tipo de humilhação, algum tipo sim de castigo, ele poderia ficar contente aqui,
foi assim, finalmente eu fui reivindicado, finalmente mostrei que eu estava certo, tem muita gente que o fechamento é mostrar eu estava certo e você estava errado, parece que aquilo é satisfação,
isso para Deus, pensa bem, Deus não está esperando mostrar que ele estava certo, aqui José, apesar de ser uma pessoa e com certeza tinha suas falhas, mas José,
nessa história, ele está fazendo, Deus usou José, em toda essa história de reconciliação, a história de José é uma história divina, José está fazendo um papel de Jesus,
mostrando o que é o sentimento de Deus e eu quero falar com você, eu quero falar comigo que quando Deus percebe que ele ofereceu, faço paralelo aqui,
quando Deus percebe que ele ofereceu perdão, que ele estendeu perdão, que ele está pronto, é unilateral, ele deu, ele não está esperando, ele quer para que haja reconciliação,
nós precisamos nos arrepender, nós precisamos sentir o que nós fizemos, mas o perdão de Deus foi oferecido antes de nós estarmos prontos,
mas quando Deus percebe como José percebeu aqui, lembra que na história de José com seus irmãos, ele chorou várias vezes, porque ele queria reconciliação, o choro dele não era assim,
eu estou chorando porque vocês fizeram mal e eu quero muito que vocês fiquem no pó, eu quero que vocês beijem o meu pé, eu quero que vocês se humilhem,
eu sinto mal enquanto vocês não forem castigados, não, o choro de José era "eu quero ser reconciliado" e esse é o desejo, você pode ler a Bíblia, você pode ler o que Deus fala com seu povo desobediente,
com o povo que foi infiel a ele durante a história e você vê Deus sentindo mal com a traição, mas sempre Deus chorando e Deus falando assim, minhas entranhas se movem por causa do meu povo desobediente,
ele quer que eles voltem, ele quer reconciliação, ele não quer vingança em si, ele não quer também um perdão unilateral, ele quer reconciliação, ele não quer um fechamento,
nós temos as vezes ouvido uma descrição errada de Deus, Deus vai ficar feliz, Deus vai ficar satisfeito quando os malfeitores forem castigados, não, Deus fica satisfeito quando há reconciliação,
então nessa história José fazendo o papel de Jesus, fazendo o papel do pai, José chora, porque 39 anos depois ou 17 anos depois que ele aceitou,
que ele perdoou, eles não acreditam, eles acham e isso era algo possível, eles não estavam imaginando uma coisa totalmente absurda, era absurdo porque José tinha perdoado de fato,
mas essa situação que eles estão imaginando é uma situação, lembra que Jacó nem foi, foi ele que foi o transgressor, mas 20 anos depois Esaú estava pronto para esquecer
e Jacó não confiava no irmão, não queria ficar perto do irmão, então era algo plausível, era algo possível, mas José chora porque no coração dele ele tinha perdoado,
no coração dele não tinha nada a ver com o fato de que o pai tinha morrido e agora ele teria liberdade, ele poderia retribuir, ele não tinha mais aquela figura paterna
para segurar, para impedi-lo de fazer o que ele queria fazer o tempo todo, não, ele estava dizendo, ele chorou, ele não tinha palavras, ele chorou porque eles não acreditavam
no seu perdão e não acreditavam na possibilidade de serem reconciliados, olha o que eles falam, José chorou, então isso tudo foi uma mensagem que eles mandaram alguém entregar
e José chorou, aí eles foram pessoalmente, versículo 18, depois vieram também seus irmãos, prostraram-se, olha o sonho de José se cumprindo mais uma vez,
mais uma vez os irmãos se prostram diante dele e disseram, nossas bíblias geralmente falam servos, mas eles estão falando de escravos, nós somos teus escravos e mais uma vez, se a pessoa não quer reconciliação
ela poderia ficar contente em dizer, eles se reconheceram que eles foram maus e eles vão ter que ser meus escravos ou eles têm que ser isolados ou eles têm que aceitar a consequência
do que eles fizeram comigo, a gente nunca mais pode ser família e lembre que então a história de Gênesis está terminando, lembra que o primeiro efeito do homem se distanciar de Deus
foi que Caim tem ódio do irmão porque ele foi preferido e mata seu irmão, então esse ódio, essa oposição e é a mesma palavra que está aqui, eles acham que José tem esse ódio
eles acham que José vai ter essa mágoa deles, mas o livro de Gênesis termina com esse vislumbre de quem é Jesus que trouxe para nós a possibilidade de reconciliação verdadeira
então Deus não quer que nós reconheçamos nossos pecados e nos humilhemos diante dele e que nós, como o filho pródigo, nem tem direito de ser chamado seu filho, eu vou ser um escravo seu
o pai não quer escravos, o reino de Deus não é um reino de autoridade de Deus sobre escravos, o reino de Deus é uma família, o reino de Deus é reconciliação
o reino de Deus é voltar a ter a plena confiança, é o marido que traiu a esposa ser restaurado e ser plenamente confiável outra vez, reconciliação juntos
verdadeiramente, corações unidos, transformados, é isso, então respondeu, é versículo 19, respondeu-lhe José, não tem mais, onde tem amor não tem medo
aqui entre nós não tem senhor escravo, aqui não tem, vocês vão ficar para sempre dentro de uma prisão de segunda classe porque vocês cometeram um erro imperdoável
não tem pecado imperdoável porque a reconciliação, o perdão abre o caminho mas o que Deus deseja é a restauração do vínculo e olha como essa história termina
versículo 19 ainda, acaso estou eu em lugar de Deus, essa frase é muito muito forte, porque José está dizendo o que a implicação aqui é
quando você retém o perdão, quando você não permite a reconciliação, quando você é o opositor, quando você é aquele que não permite
a reconciliação, você está se colocando no lugar de Deus, para nós homens, problemas entre homens e mulheres, entre marido e mulher, entre irmão e irmão
não tem uma pessoa 100% certa, não tem uma pessoa que possa dizer você se humilha, a gente sempre quer falar isso, ele que está errado, ela que está errada
não tem diante de Deus, José que na história aqui, ele aparece como uma pessoa de caráter impecável e tudo mais, mas José, ele disse eu não estou no lugar de Deus
eu posso dizer eu estou certo e vocês estão errados, nós dois somos merecedores do perdão de Deus, não tem como a história de Jesus sobre perdão
o homem que não quis perdoar o seu conservo, ele teria que reconhecer, eu fui perdoado de uma dívida muito maior, é só Deus, José está dizendo
eu não sou juiz, vocês fizeram para o mal mas Deus quis para o bem, mas eu não sou juiz, quando você olha as primeiras pregações no livro de Atos
quase sempre do apóstolo Pedro, Pedro falava assim no capítulo 2, no capítulo 3, no capítulo 4, 5, ele sempre falava assim, vocês crucificaram Jesus, mas Jesus foi crucificado por um propósito de Deus
e vocês fizeram por ignorância, agora se arrependam, então ele usa essa mesma ideia de José, vocês quiseram fazer mal, ele estava dizendo para os judeus
vocês não faz só Judas, não foi só os sacerdotes, vocês quiseram matar Jesus, vocês crucificaram Jesus, então há uma responsabilidade, há um mal
para a reconciliação você não passa pano, você não diz que aquilo não existiu, ele falou assim, versículo 20, vós na verdade intentaste o mal
vocês tinham uma intenção maligna, mas eu não sou Deus, então como é complexo mas como é maravilhoso porque a reconciliação é possível na nova aliança
então versículo 20, vós na verdade tentaste o mal contra mim, porém Deus o tornou em bem e isso gente tem muita briga aqui sobre
será que Deus foi quem fez Judas trair Jesus, será que Deus fez os sacerdotes ficarem contra Jesus, Deus fez Faraó endurecer o coração
Deus fez os irmãos venderem, é uma briga, é uma discussão que nós não vamos conseguir nunca resolver esse enigma
mas esse versículo que é muito usado inclusive, esse é o versículo 20, é um versículo muito famoso, é muito citado nesse caso de José e seus irmãos
vocês intentaram o mal, que não fala que Deus plantou o mal no coração deles, vocês intentaram para o mal mas Deus foi capaz de transformar em bem
então Deus ele vai conseguir levar para o fim que ele deseja, existe responsabilidade sim, Judas aparentemente não se arrependeu, ele sentiu remorso
ele achou que ele tinha feito uma coisa errada mas também não nos cabe entender o que aconteceu no coração dele mas não fala de uma restauração da vida de Judas
mas Judas não foi o único, nessas pregações de Pedro que ele fala com os judeus, vocês conspiraram, vocês levaram, vocês quiseram crucificar Jesus
mas isso foi por ignorância ou vocês fizeram por mal mas Deus tinha um propósito agora é se arrepender e entender que a morte dele trouxe vida
então aqui ele está dizendo, vocês na verdade tentaram o mal contra mim, porém Deus o tornou em bem para fazer como se vê nesse dia, para conservar muita gente com vida
e ele mais ou menos nas entrelinhas a gente poderia dizer, resolvam isso com Deus, se vocês fizeram algo com intenção má, vocês precisam se ver com Deus
mas eu não tenho nada, eu não sou juiz e aí olha como isso termina, isso aqui é a beleza, a beleza da reconciliação
versículo 21, agora pois não tem mais, isso que ele falou no capítulo 45, no início do processo, ele falou assim, não fiquem com medo, não se acusem, não fiquem falando assim, remoendo isso e se condenando
não tem mais, o arrependimento traz libertação, o perdão traz libertação, você está livre, eu não vou fazer nada, ele falou assim, eu vos sustentarei a vós e a vossos filhos
ok, isso até aqui, ainda poderia ser naquele nível mais superficial, você ainda poderia dizer, não José, tá, ele foi bem magnânimo, bem misericordioso
ele falou assim, não precisam temer, eu não vou fazer nada contra vocês, eu não vou me vingar, mas tem mais uma frase aqui, tem mais um fechamento da reconciliação
olha só a última frase do versículo 21, assim os consolou e lhes falou ao coração, uau, isso é algo profundo, você não fala ao coração de alguém
quando você perdoa mas não quer saber mais dele, perdoa mas quer distância, perdoa mas não confia, não, ele consolou, ele não teve atitude, é, tomara mesmo que eles sofram bastante
não porque eu vou me vingar deles, não porque eu vou praticar alguma coisa, mas tomara que eles sofram, porque eles precisam sofrer por entender que eles lhes fizeram mal
ele consolou, lá no capítulo 45 ele falou assim, não fique se remoendo, não fique se condenando, não fique falando sobre isso, aceitem o perdão, aceitem o perdão, essa palavra eu não vou ter tempo aqui
mas se você quiser entender essa frase, essa frase, falar ao coração, ela aparece várias vezes na bíblia, por exemplo quando Ruti, aquela viúva na hora de Noemi
quando Ruti foi trabalhar no campo de Boaz, Boaz falou com ela, ele viu a integridade dela, ele viu que ela estava disposta e ele falou ao coração dela, foi o início do romance
falar ao coração é uma conexão de coração, falar ao coração é algo que trata não só de um perdão superficial, de um distanciamento, esse aqui ele falou ao coração deles
ele conseguiu falar e tirar essa impressão errada que eles tinham a respeito das intenções do coração dele, ele abriu o coração dele, ele chorou, ele teve uma conexão de coração
isso é reconciliação, é coração ao coração e tem dois textos em que Deus fala sobre seu povo, anote para você ver depois Isaías 40, versículo 2
na profecia de Isaías antes do cativeiro, antes de Deus permitir que o povo fosse para o cativeiro como castigo daquilo que eles, do afastamento, resultado do afastamento
e Isaías vem no capítulo 40 e fala assim, consolai, consolai meu povo, ele está falando do retorno, ele está falando da restauração, ele está falando da reconciliação
e ele fala, consolai, consolai meu povo, falai ao seu coração, é Deus falando ao coração do povo, eu não guardo mágoa, eu não guardo, tem aquela ideia assim que a gente tem em Êxodo
acho que 33 quando Deus fala com Moisés assim, então eu vou perdoar, mas eu não vou mais com eles, Deus estava testando Moisés e Moisés foi assim, eu não quero
não quero, não era para ele, ele estava falando para o povo, em favor do povo, ele estava dizendo Deus, se o senhor não for conosco, se o senhor nos tirou do Egito
para que nós pudéssemos ser seu povo, para que nós pudéssemos nos casar, para que o senhor pudesse morar conosco, então falar ao coração
tem um outro texto em Oseias, Oseias 2, 14 em que Oseias também profetizando antes dos cativeiros e Deus falando que ele vai tratar, ele vai precisar tratar duramente com seu povo
mas depois ele fala eu vou atrair, eu vou atrair o povo de volta para mim e eu vou falar ao seu coração, então isso é reconciliação
e o Livro de Gênesis dá essa visão no último capítulo de Gênesis que fala da morte como algo triste, morte no Egito, mas fala de uma morte com esperança, esperança de restauração
mas principalmente aqui no centro do capítulo, do último capítulo de Gênesis, nós temos, tudo fecho, a finalização do processo de reconciliação que tinha levado mais 17 anos
para que os irmãos pudessem expressar o medo deles, eles tinham que falar isso, se eles não falassem eles iam ficar guardando dentro de si
e eles não iam experimentar a verdadeira reconciliação, então eles, com a morte do pai, eles expressaram esse medo que eles tinham
talvez eles falaram de uma maneira mais clara, pelo menos não temos registro deles reconhecerem tão claramente o quanto que eles fizeram mal para ele
então houve talvez um pedido mais explícito de perdão, mas José mostrando para eles que ele não queria um perdão superficial, ele queria a verdadeira reconciliação
aquilo que aconteceu entre Caim e Abel, aquilo que aconteceu entre Isaac e Ismael, aquilo que aconteceu entre Jacó e Isaú, agora não, agora vai ter reconciliação, a família vai ser unida
claro que isso era ainda algo muito imperfeito, a nação continuou, o povo continuou com esses problemas que fazem parte da nossa natureza, mas o livro de Gênesis termina com esse vislumbre, com esse quadro, com essa descrição
e aqui nós olhamos então mais uma vez, é claro que tem outras coisas envolvidas na reconciliação, mas só para a gente completar isso que foi falado antes sobre reconciliação
o perdão é um requisito, claro que sem perdão nem tem o primeiro passo dado para reconciliação, mas lembra que José ele esperou, porque ele esperou tanto quando os irmãos começaram a ir ao Egito buscar alimentos
por que José esperou tanto para se revelar? Porque ele queria ver se tinha havido uma mudança de coração, porque o perdão pode ser unilateral mas não vai trazer reconciliação
e José queria saber se os irmãos estavam diferentes, então tem toda aquela história dos capítulos 42 a 45, mostrando José observando, José colocando os testes para ver se eles tinham uma outra atitude
mas agora então essas duas partes tinha acontecido antes, perdão da parte de José e ele viu que houve mudança de coração, então isso aqui tinha acontecido antes, mas agora no capítulo 50
nós vemos que eles precisavam aceitar o perdão e lembre como Deus chora quando ele oferece o perdão e nós não acreditamos, não é que a gente fala Deus eu não acredito que o senhor me perdoou
mas pela atitude nós achamos que Deus nos trata diferente, quando nós erramos feio nós pensamos, eu lembro que eu pensava quando eu falhava, quando eu fazia alguma coisa que eu sabia que Deus não queria
às vezes era centésima vez, palavras, atitudes, pensamentos, enfim, algo que tinha acontecido e aí eu pensava assim, bom, vai levar pelo menos uns três ou quatro dias para eu sentir que eu posso falar direito com Deus novamente
então isso é não acreditar no perdão de Deus e às vezes não é uma questão de dias, tem muitas pessoas que não acreditam que Deus os aceite plenamente, não acreditam que Deus os ame com valorização
não acreditam que Deus queira ficar perto, então aceitação do perdão é necessário, é um requisito para que haja reconciliação e isso é uma coisa da nossa parte, Deus já deu o perdão
Ele quer que haja mudança de coração, arrependimento, mas mesmo assim nós precisamos entender, nós precisamos caminhar nessa jornada de entender que nós precisamos aceitar o perdão
e aí pode haver o falar ao coração, Deus está pronto para nos ajudar no processo, os irmãos José não conseguiam aceitar o perdão, mas José falou ao coração e Deus está sempre pronto
para falar ao nosso coração para que a gente possa acreditar verdadeiramente no seu perdão, então que lindo que é a reconciliação, que maravilhoso é entender que a reconciliação é o alvo de Deus
é o que precisa acontecer, nós falamos sobre unidade, nós falamos sobre Deus unir, Deus quebrar barreiras, mas essa reconciliação é algo muito profundo e que nós precisamos começar a experimentar com as pessoas que estão mais próximas de nós
Senhor Deus que esse milagre que é realmente algo divino, sobrenatural, maravilhoso que o Senhor nos mostra o que é a verdadeira reconciliação e nós desejamos isso
queremos da nossa parte que haja reconciliação plena entre nós e o Senhor e queremos que isso resulte também em reconciliação plena uns com os outros e nós cremos que isso é possível porque o Senhor nos mostrou
tanto aqui nesse livro de Gênesis como nas Escrituras e principalmente através de Jesus e te agradecemos por isso em nome de Jesus, amém
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