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Gênesis – Aula 129 – O Mistério dos dois Filhos Abençoados

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Os dois filhos de Jacó que tiveram maior destaque nos relatos de Gênesis foram José e Judá. foram os dois que receberam bênçãos especiais do pai. A bênção de Judá foi muito surpreendente, enquanto a de José, não, porque o favoritismo de Jacó por ele era muito notório. Durante a história do povo de Israel, os dois continuaram em evidência maior, formando os dois reinos na época do Reino Dividido. Como podemos compreender essas duas linhas, o mistério dos dois filhos de Jacó dentro do mesmo povo escolhido?
(Gn 49)

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Transcrição · gerada automaticamente

Nós vamos continuar hoje em Gênesis 49, estamos falando sobre a bênção profética, a bênção patriarcal, a bênção do Pai, Jacó está abençoando os doze filhos e como o homem, o patriarca, o homem que Deus escolheu para iniciar realmente a formação da nação.
A nação em si foi formada, a nação como nação foi instituído por Moisés, mas Jacó está iniciando o processo de ter doze filhos, doze tribos, a multiplicação, porque até então Abrão, Isaque, o processo foi bem individual, bem só de um pai para o filho, um só filho dando sequência,
e Jacó com esse início, esse fundamento das doze tribos que vão ser, os descendentes vão ser as doze tribos de Israel, então a bênção que ele passa para os filhos tem mais a ver com o fato deles serem doze tribos do que uma bênção sobre a vida individual,
o que vai acontecer com a bênção sobre eles individualmente, já é uma bênção visando a formação da nação, visando o início de uma nação formada de doze tribos, então nós estamos vendo vários aspectos, já vimos como foram três tipos de bênção diferentes,
tinha a bênção que não era muito bênção por causa dos primeiros três filhos, ele coloca uma consequência pelos atos que eles cometeram durante a história deles,
e depois nós temos o segundo tipo de bênção foi sobre os dois filhos mais destacados, Judá e José, e por último os outros sete filhos que não tiveram uma bênção tão significativa, tão fácil de entender o significado em termos de um futuro,
claro que tinha algo específico, tinha algo que iria se cumprir na descendência deles, mas não houve um destaque, então já falamos pouco sobre a bênção especial, a bênção surpreendente,
eu falo surpreendente porque eu imagino, não tenho uma autoridade para falar isso, mas me parece que o próprio Jacó não esperava, talvez ele não tivesse em mente quando ele começou a dar essas bênçãos, eu imagino, realmente é uma opinião, é um chute,
mas me parece que Jacó não tinha já de antemão uma certeza, uma bênção profética que ele iria dar sobre Judá, isso pode ser errado, pode ser que ele já tivesse sentido isso, que Deus já tivesse mostrado,
mas nós não temos nenhum indício disso, só temos assim aquele momento específico que Jacó não estava presente quando Judá se ofereceu para tomar o lugar de Benjamim naquele momento dramático antes da revelação de José e os seus irmãos,
então as duas bênçãos mais destacadas, mais completas e assim as melhores bênçãos foram para esses dois filhos, para Judá, uma bênção surpreendente, uma profecia surpreendente,
uma profecia que foi além do tempo, que todas as profecias, todas as bênçãos estavam mirando, estavam focando o tempo em que esses doze filhos, não do tempo deles, mas quando os descendentes formariam as doze tribos,
então as bênçãos de Jacó olham para esse tempo, agora a bênção de Jacó sobre Judá foi além disso, além só do tempo de Judá ser uma tribo, uma parte da nação de Israel,
e até mais do que o fato de que dele, da descendência dele viria o rei sobre toda a nação de Israel, mas vai, ele profetiza sobre todos os povos, ele profetiza do Messias, do descendente esperado,
então nós temos na bênção sobre Judá realmente a bênção mais destacada, mais significativa de todas, mas a outra bênção que também foi especial foi a bênção sobre a vida de José,
então nós vamos olhar um pouco essa bênção e nós vamos pensar um pouco sobre esse mistério dos dois filhos, nós temos entre os doze filhos de Jacó dois, não só um, dois que foram abençoados como a bênção especial,
dois que foram destacados, então isso gera um mistério e gera assim muita coisa no futuro, nós vamos pensar um pouco sobre esse mistério. Senhor, nós pedimos mais uma vez que o senhor nos revele algo que nós precisamos saber,
aspectos da tua escolha, aspectos da maneira que o senhor age, da maneira que o senhor é soberano, da maneira que o senhor pode decidir as coisas na história, da maneira que o senhor pode mudar as coisas no futuro,
da maneira como o senhor já prevê diante em mão aquilo que vai acontecer, então tudo isso para nós é misterioso, é surpreendente, é admirável e além da nossa capacidade de entender,
mas não além da nossa capacidade de admirar e de ver como o senhor age de formas misteriosas e sempre de uma maneira que vai levar ao final que o senhor deseja,
então revela-nos algo mais nesta hora que vamos olhar para essa profecia pedimos em nome de Jesus, amém.
Então nós vimos a profecia a benção profético sobre Judá, está no capítulo 49 de Gênesis, nós estamos vendo o capítulo 49 e nós vimos a benção sobre Judá dos versículos 8 até o versículo 12.
Nós ainda vamos voltar a essa profecia um pouco hoje, mas também futuramente num outro estudo, porque essa profecia sobre o Messias é muito importante,
mas agora nós vamos pular essas outras bênçãos individuais sobre Zebulon, Issacar e os demais e nós vamos para o versículo 22, porque nós queremos falar um pouco agora sobre a benção que foi dada aqui sobre José,
lembrando que Jacó já tinha dado uma benção separada, privativa, Jacó chamou José antes de chamar os outros irmãos, assim, o favoritismo, a preferência por José,
era assim sempre, Jacó não escondia isso, era algo assim sempre muito evidente e nisso tinha algo de Deus, mas tinha também algo humano, algo do homem Jacó,
e nem tudo que o homem escolhe, Deus respeita, isso também é muito misterioso, porque na história de Jacó, Jacó foi enganado pelo sogro, ele amava na verdade Raquel,
ele poderia ter se casado somente com Raquel, teria sido uma família mais simples, mas tem toda aquela história que você vê, assim, muita mão humana em Jacó, as coisas erradas que ele fazia,
em Labão, as coisas erradas que ele fazia, entre as mulheres, a competição, assim, a história de como os 12 filhos que se tornariam as 12 tribos de Israel, toda essa história é muito manchada,
como a história de Abraão gerando primeiro Ismael e depois Isaac, naquele caso Ismael não passou a fazer parte da nação escolhida, mas Ismael também foi abençoado,
Ismael também tem uma história até hoje, assim como Isaú, enfim, essas histórias são cheias de elementos humanos, decisões humanas, erros humanos, erros muito fortes da parte dos seres humanos,
e ao mesmo tempo, como David, sua história terrível envolvendo Bat-Seba, também foi uma história horrível, e no meio de tudo isso, Deus vai encaminhando sua história de redenção, deixando muitas interrogações para trás,
porque tem aqui toda aquela pergunta, mas Deus é soberano, Deus determina, Deus já escolheu, Deus já previu a história, ou Deus já determinou a história,
e isso deixa muitas dúvidas, porque claro que Deus sabia, Deus sabia que Adão e Eva iam pecar, Deus sabia de todas as coisas, Deus permitiu que Judas traísse Jesus,
mas no meio de tudo isso tem a decisão humana, a responsabilidade humana, a escolha humana, isso faz parte de como Deus trabalha conosco,
e até hoje, depois de milênios de debates e de opiniões e de situações as mais diversas possíveis, conclusões as mais diversas possíveis, nós ainda estamos diante desses fatos e muitas coisas nós não sabemos explicar,
mas aqui nós temos mais uma história interessante, intrigante, e que nos deixa também com várias dúvidas, porque Jacó queria Raquel,
ele foi meio que obrigado, ele foi enganado a se casar com Lia, mas é de Lia que vem o descendente Jesus, de Lia que veio judar,
e essa história de Lia nós já até colocamos numa aula recente, nós colocamos essas duas descendências de Lia e de Raquel, mas hoje nós temos mais especificamente Judá e José,
filho de Lia, José filho de Raquel, e a preferência, a preferência que Jacó tem por José, por motivos evidentes, por motivos naturais, mas José de fato,
ele foi uma pessoa singular na história, ele foi a pessoa na história antiga, na história antes de Jesus, ele foi a pessoa que mais representou, que mais apontou, que mais prefigurou Jesus,
José tem uma história fantástica, ele não foi assim o filho favorito de Jacó, mas não tinha nada para justificar isso, não, de fato de todos os doze filhos de Jacó,
ele foi o mais destacado, ele foi o filho que Deus usou para trazer livramento, para trazer reconciliação na família, ele se tornou o penúltimo dos doze filhos,
ele se tornou o líder de fato, como Deus tinha revelado para ele, enfim, nós temos essa história tão intrigante, tão misteriosa, e Judá, pelo contrário, nós já vimos que Judá foi o quarto filho de Jacó,
o quarto filho de Lia, os três irmãos mais velhos dele, vamos dizer assim, se desclassificaram, isso fica evidente aqui na, na bênção que não foi bênção que Jacó deu para Ruben, Simeão e Levi,
nós vimos que apesar de Levi ter feito, ter participado, ter sido o cúmplice junto, ele e Simeão, naquele ato bárbaro de massacre do povo de Siquem, apesar disso,
os descendentes de Levi, lá na frente, no Monte Sinai, eles se resgataram, eles se colocaram ao lado de Deus, e Deus mudou a história,
vamos dizer assim, uma espécie de castigo, uma espécie de consequência de Levi e de Simeão, os dois, era que os descendentes deles iam ficar dispersos,
eles não iam ter um destaque como uma das tribos de Israel, Simeão foi uma das doze tribos de ter terra, mas ele sumiu, na história ele desapareceu,
agora Levi também não tinha possessão, mas esse fato se tornou uma bênção, eles se tornaram uma tribo de sacerdotes, daqueles que serviam no tabernáculo,
então a história de Levi mudou, apesar daquilo que Jacó como pai, ele sentiu mal com o que Levi fez, com o que Levi e Simeão, os dois, mas pensando em Levi, Jacó ele lembrou disso,
ele falou para Simeão e Levi juntos, vocês vão ter uma consequência negativa daquilo que vocês praticaram, mas no futuro os descendentes de Levi resgataram essa história
e transformaram essa dispersão em Israel como uma bênção, eles se tornaram uma tribo super escolhida por Deus, para ficar perto da casa de Deus, perto de Deus,
então aqui nós temos a outra história que é a de Judá, Judá um homem, o quarto filho que estaria, vamos dizer assim, na sequência então,
os três irmãos mais velhos dele perderam o direito de primogenitúrio, Ruben foi o primogênito, ele perdeu e Simeão e Levi também perderam,
então o próximo na sequência, na fila seria Judá, mas Jacó não deu a Judá esse privilégio, não deu a Judá esse direito de primogenitúrio,
ele deu para José o filho favorito, o filho que tinha sido maravilhoso, o filho que tinha sido usado por Deus, então Jacó no capítulo anterior, Gênesis 48,
ele deu a José a porção dobrada, a bênção que seria do primogênito e aqui também nessa bênção para os 12 filhos, porque no capítulo 48 Jacó está só com José e os dois filhos de José,
Manoacés e Efraim, agora aqui no meio dos 12 filhos, todos juntos, todos ouvindo, Jacó dá uma bênção surpreendente para Judá, que apesar da história de Judá,
apesar dos erros de Judá, até mesmo ele participou da traição daquilo que foi feito de uma forma tão maligna, de uma forma tão malvada de vender José como escravo,
Judá participou disso, foi ele que salvou José da morte, os outros irmãos tinham pensado em deixar José na cova para morrer de fome e sede,
ele salvou José daquele fim, mas ele deu uma outra opção que Deus tinha em mente, mas que foi uma opção naquele momento muito cruel para José que foi vendê-lo como escravo,
e depois a história de Judá continua sendo muito negativa, muito vergonhosa, muito errada, então Judá não tem uma história boa como José teve,
somente ele teve um momento, um momento em que ele se redimiu, um momento em que ele brilhou diante de José sem saber que era José, mas ele se ofereceu, ele garantiu para o pai,
ele tomou o lugar na ausência de José naquele momento, ele, Judá, tomou o lugar de líder da família, eu vou... "Pai, pode mandar Benjamin conosco, eu vou garantir a segurança dele,
a minha vida vai servir como garantia, ou seja, se alguma coisa for acontecer com Benjamin, eu vou tomar o lugar dele, eu vou garantir que ele vai voltar em segurança,
e foi isso que ele fez, e foi o ato dele de se sacrificar, de tomar o lugar".
Benjamin não era culpado de ter... de ter roubado o cálice, né, foi tudo armação de José para provar os irmãos, mas Judá, ele tomou o lugar.
Se Benjamin está sendo acusado, se Benjamin vai ser preso, se Benjamin vai pagar o preço desse suposto erro de ter roubado o cálice, eu fico no lugar dele.
Então, esse ato que também prefigurava, evidentemente, o sacrifício perfeito de Jesus por todos os homens e o sacrifício de Jesus não foi em favor de um pecado imaginário,
de uma armação, não, Jesus se ofereceu por pecados reais, e não de uma pessoa, mas de toda a humanidade, mas Judá estava prefigurando, estava apontando para isso.
Ele garantiu para o Pai, Deus, que Deus não ficaria sem os filhos, né, Judá fez isso, se Jacó, meu Pai, não fique temeroso, eu garanto, eu garanto, a minha vida garante que o Senhor vai ter o teu filho de volta,
Jesus fez isso para o Pai, garantindo que o Pai teria os filhos de volta, todos os filhos que aceitassem isso, então, nesse momento, olha que diferença, José tem toda uma história, uma história impecável.
Claro que teve erros, né, claro que José, ele com certeza se sentiu superior aos irmãos, ficou meio soberbo com os sonhos, mas assim, a história de José, como ele suportou o sofrimento, como ele foi fiel a Deus diante de tentações,
como ele foi um governante fiel, como ele trouxe reconciliação, a história de José é uma história impressionante, é uma história admirável e praticamente você não tem o que colocar na conta de José como algo negativo,
assim, é uma história fantástica, ele tem um histórico, ele tem um caráter, ele foi fiel, ele teve revelação de Deus, e Judá, pelo contrário, Judá foi uma pessoa, ele cometeu erros, não tinha um bom caráter,
viveu uma história vergonhosa e repulsiva, enfim, Judá não tinha nada, mas no fim, Judá teve esse momento de se oferecer no lugar de seu irmão e para garantir o retorno do irmão para o pai,
e se foi por isso, se não foi por isso, a Bíblia não afirma, mas Judá recebe na bênção de Jacó, ele recebe uma profecia de que ele seria ele e não José, o filho de Lia e não o filho de Raquel,
então veja como Deus faz as coisas, ele pega José, que é o 11º filho, ele usa esse filho como instrumento, ele é uma pessoa abençoada, ele é uma pessoa de caráter íntegra, íntegro e fiel, e Judá não é,
então aí tem todas essas coisas que nós já comentamos sobre primogenitura, que é um princípio de Deus, o primogênito sim é abençoado por Deus,
o primogênito sim tem um lugar especial, ele aponta o primogênito em cada família, ele representa algo na história de Deus por Jesus ter sido o unigênito, o primogênito, o princípio de tudo que Deus criou, fala em Colossenses,
então esse princípio de primogenitura é de Deus, e no entanto Deus resolve tantas vezes na história, principalmente no livro de Gênesis, Deus resolve não escolher o primogênito,
e aqui nós temos também uma história em que Ruben é o primogênito, mas ele não foi escolhido, e depois José foi escolhido pelo pai por ter sido o filho da esposa escolhida de Jacó, por ter sido o primogênito dela,
ele escolhe José, e olha que interessante, lá na lei de Moisés em Deuteronômio, Deus ordena se o homem, se um homem tiver duas esposas, Jacó tinha quatro, mas vamos dizer assim,
se o homem tiver mais de uma esposa, mas lá na lei fala, se o homem tiver duas esposas e ele gostar mais de uma do que da outra, mas a esposa que ele não gosta tanto,
tem um filho primogênito, ele é proibido pela lei, isso veio depois de Jacó, mas ele é proibido pela lei de dar a primogenitura para o filho da esposa amada,
ele tem que dar a primogenitura para aquele que nasceu primeiro, se for da esposa amada ou não, então nós temos esse exemplo com Jacó,
ele quis dar a primogenitura para José, ele deu a primogenitura, ele deu a porção dobrada, ele deu a bênção especial,
e a gente pode dizer, José merecia, porque de todos os filhos de Jacó, José foi o que mais vivenciou, foi o que mais encarnou na vida dele, um exemplo de Jesus, um exemplo do que Deus quer,
então José não só era da preferência de Jacó, mas José era realmente o filho abençoado, ele era o filho que tinha a bênção, a natureza, representava quem Deus era,
e no entanto, na hora de abençoar os doze filhos, Jacó concede, eu falo que é surpreendente porque ele não deixa, agora nós vamos ler a bênção que ele deu para José,
Jacó não volta atrás, ele continua falando que José é o filho abençoado, que Deus vai abençoar, nós vamos ler isso agora, mas a bênção que ele dá para ajudar,
e essa é a razão porque eu penso que foi algo que surpreendeu o próprio Jacó, eu não vejo Jacó imaginando assim, bom, José, ele recebe a bênção como se fosse do primogênito,
mas Deus reservou para ajudar a bênção de ser o progenitor do Messias, eu não sei se Jacó sabia, ou sentia, ou recebeu essa revelação antes,
mas aqui, pelo menos na hora de abençoar, ele dá a bênção da liderança, e nós não vamos tocar em isso depois,
mas só estou formando essa base para entender porque que eu chamo isso de mistério, porque entre doze filhos tem um que é abençoado,
normalmente dentro da bênção que Abrão passou para Isaac, Isaac passou para Jacó, até então só um era escolhido,
agora os doze vão fazer parte da nação, mas mesmo entre os doze tem um, de onde que vem o descendente prometido?
Esse é o grande mistério de todo o primeiro testamento, desde o jardim do Éden, desde a queda do homem, de onde vem o Messias?
Qual que é a linhagem? A história de Gênesis é uma história de linhagens, Abel morreu, depois veio Caim, aí veio um outro filho de Adão e Eva,
noé depois do dilúvio, tem três filhos, e vai assim, a história vai continuando, né, o pai de Abrão teve vários filhos, mas nem conta alguma coisa assim,
de terá ter sido um homem que ouvia de Deus, né, mas Deus vai escolhendo, aquela linhagem é sempre um mistério,
mesmo de Judá, ele foi escolhido dos doze filhos de Jacó, Judá foi escolhido, não José, para receber a linhagem dos reis e a linhagem do Messias,
e durante muito tempo ninguém sabia também de quais dos filhos de Judá viria esse descendente, então sempre era um mistério de qual filho,
de qual linhagem, de onde vem o descendente, então esse mistério da escolha de Deus é sempre um mistério, né,
é sempre algo, como eu falei, debatido, argumentado, opiniões diferentes, como é que essa história de Jacó, Isaú e assim por diante.
Então, aqui nós temos, até então, Deus escolhe Isaac e Ismael não faz parte da nação, Deus escolhe Jacó e Isaú não faz parte da nação, dessa nação que Deus vai usar.
Eu sempre lembro que isso não significa, no plano de Deus, isso não é salvação e perdição em si, não é condenação, não é quem não é escolhido,
é condenado para estar separado de Deus, o que nós estamos vendo aqui é a escolha de Deus de usar um instrumento
para trazer o Messias e para trazer a bênção a todas as nações da terra, essa é a questão que está em jogo.
E aqui fica mais claro ainda porque os doze filhos de Jacó, todos eles fariam parte da nação escolhida, todos, então aqui nós não estamos falando mais nem sobre quem faz parte da nação.
Não é mais uma questão de estar dentro do povo escolhido ou não e mesmo o povo escolhido eles não são os únicos, Deus não escolheu Israel para serem os únicos, Deus escolheu Israel para ser instrumento, instrumento para alcançar.
Então aqui nós temos doze filhos, mas aí a escolha final fica entre dois, vai ser José, que seria a escolha mais evidente por causa da vida dele,
por causa do histórico, do caráter, de tudo que José era ou vai ser outra pessoa e eu penso que Jacó foi surpreendido quando Deus deu a ele a profecia de Judá que virá aquele que todos estão esperando,
a ele que todos os povos obedecerão, é dele que virá a bênção para todas as nações da terra. Então mais uma vez Deus vai mostrando que ele escolhe quem lhe quer e ao mesmo tempo Deus continua sendo fiel.
Quando Deus escolhe Judá e não escolhe José, ele não está sendo infiel, ele não está mudando, ele não está dizendo olha eu falei isso mas agora eu voltei atrás, Deus nunca volta atrás,
mas ao mesmo tempo como nós já vimos nesse caso aí de Levi e outras outras situações semelhantes, Deus pode reverter uma certa profecia, uma certa possibilidade de benção, de maldição, isso pode mudar.
Em outras palavras, Deus mantém a sua promessa, ou seja, vou dividir Levi, ele não vai ter uma tribo separada no território, isso continuou, Deus não mudou isso,
mas Deus mudou a situação da descendência que dentro desse contexto eles foram abençoados e assim a gente pode ver como Deus trabalha mesmo com Ismael e Isaú e tantas outras situações bíblicas.
Então vamos lá, vamos ler a benção sobre José e nosso foco maior vai ser essa tensão entre esses dois filhos destacados e como eu não vou prometer,
como muitas pessoas poderiam prometer assim ó, tem esse mistério, ouça essa explicação, siga esse estudo que você vai entender tudo que você nunca entendeu, esse tipo de promessa que muitas pessoas fazem.
Não, eu vou ajudar, eu espero ajudar você a entender um pouco o que está em jogo, quero ajudar você a pensar sobre essa tensão porque é uma história enigmática,
é uma história que percorre não só esse tempo de vida deles, mas vai seguindo assim como os descendentes de Ismael, Isaú, a história dos descendentes continua, não é uma coisa só daquela época,
é por isso que provavelmente Moisés, a gente entende que foi Moisés que compilou o livro de Gênesis, ele foi guiado pelo Espírito Santo para colocar, ele com certeza tinha intenção de colocar fatos aqui que fossem relevantes para o futuro, para a época deles, época de Moisés e para o futuro,
então Deus preservou essas histórias porque elas têm relevância para o futuro, eles têm relevância para a história depois, então vamos lá, Gênesis 49, estamos no versículo 22 e vamos ver essa bênção que Jacó deu para José.
Então ele já tinha falado para ajudar e agora ele vai falar sobre José. "José é um ramo frutífero junto à fonte, cujos galhos se estendem sobre o muro."
Então a primeira coisa que aparece aqui é essa bênção, essa bênção aparecia várias vezes assim desde a primeira bênção que Deus deu a Adão e Eva quando ele os criou nos primeiros capítulos de Gênesis, Gênesis 1 especialmente, quando ele deu a bênção,
de que eles deveriam se multiplicar e encher a terra. A multiplicação faz parte do propósito de Deus e é algo que a gente pode... assim... na Nova Aliança mudou um pouco o foco da descendência física,
como a partir da Nova Aliança nós temos inclusão realmente a bênção a outras nações, então por um tempo... isso traz um complemento, isso traz uma compreensão mais ampla, mas nós temos a tendência de não dar mais importância à descendência física,
então agora não é importante quem é descendente físico de Abrão porque todos nós somos filhos dele pela fé, então há essa abertura, não é só por descendência física, não é em si a multiplicação de cada família,
não é a questão de números, a descendência física, de multiplicar os números em si, mas é como as pessoas podem nascer de novo, fazer parte do reino de Deus,
mas essa multiplicação ela faz parte da primeira bênção assim como a terra literal, a terra física que Deus prometeu para Abrão faz parte de algo que Deus vai ter, que Deus mantém, que Deus vai cumprir no futuro de uma forma mais plena,
então essa bênção para José é uma bênção de multiplicação, ele é frutífero, ele é um ramo que não fica só do lado de cá do muro, ele vai do lado de lá do muro, ou seja, ele vai além dos limites dele, das fronteiras,
ele se multiplica, essa é a primeira parte da bênção e é uma continuidade e essa bênção tinha sido dado para Abrão, você vai ser como as estrelas do céu, como os grãos da areia, na praia do mar, e isso continuou para Isaac, continuou para Jacó,
então nesse sentido Jacó, ele já tinha falado isso no capítulo anterior, Jacó na cabeça de Jacó, no coração de Jacó, ele está passando para José, embora todos os filhos vão fazer parte da nação,
mas ele está passando para José essa bênção e essa bênção foi passada para Efraim, o filho de José, de maneira ainda maior do que para Manacés, a multiplicação, a frutificação, a porção dobrada, essa é a primeira parte da bênção para José.
Aí depois do versículo 23 e 24, ele fala a respeito da história específica de José, aquilo que José já tinha passado, os flecheiros lhe deram amargura e o flecharam e perseguiram,
ele está falando sobre toda a perseguição que José sofreu dos próprios irmãos, da esposa de Potifar e assim por diante, a vida de José, ele sofreu muitas flechas, muitos ataques, muitas perseguições,
mas versículo 24, "O seu arco, porém, permanece firme, e os seus braços foram fortalecidos pelas mãos..." e agora aqui, Jacó já tinha falado isso no 48, alguma coisa, ele passa para José de uma forma especial essa relação com Deus, ele dá vários nomes para Deus,
isso fala da aliança com Deus, mais do que qualquer outro filho, Jacó passa para José essa bênção de que quem vai abençoá-lo, quem já abençoou, quem manteve José firme durante todo o sofrimento foi Deus,
Jacó não estava presente, ele não pôde defender o seu filho, ele não pôde estar junto com José em nenhum dos momentos dele quando ele estava sendo perseguido e maltratado e preso e tudo mais, mas quem esteve com José foi Deus, e Jacó também, Jacó sempre parece que tinha assim uma proteção especial da mãe dele,
e quando o Jacó então teve que fugir do irmão, da ira do irmão, ele também ficou por conta, e depois Jacó, ele testemunha para José no capítulo 48 de como Deus o guardou, como o anjo de Deus o guardou,
então Jacó tem uma consciência muito grande de quem Deus é, e ele quer passar isso, isso é uma coisa que tem que ser passado para todos os filhos, para toda a geração, nós precisamos passar o pouco conhecimento, a experiência que nós temos com Deus,
como Jacó conheceu Deus, ele conheceu Deus, vamos ver aqui os nomes que ele dá, versículo 48, pelas mãos do poderoso de Jacó, não é que Jacó é poderoso, o poderoso é o Deus poderoso que guardou Jacó,
Jacó chega ao fim dos seus dias, ele chega à idade, à velhice, à época em que ele não tem mais forças, e ele reconhece que na história dele foi Deus, o poderoso de Jacó que guardou a vida dele, isso ele testemunha no capítulo 48,
e ele está passando isso para José, ele está dizendo meu filho que você seja abençoado assim como você foi protegido até aqui, e o Deus poderoso guardou você, que você continue sendo guardado,
então vamos ver aqui, o poderoso de Jacó, primeiro nome, segundo nome o pastor, ele sentiu que Deus o guardou de uma forma especial e ele chama de pastor, e aqui ele dá um nome que não é tão comum,
ele chama de rochedo, a rocha, rochedo é mais do que uma pedrinha, o rochedo é uma pedra grande, é uma pedra que você pode estar em cima dessa pedra, dessa rocha, e não ser demovido, não vacilar,
então o pastor é aquele que guarda, o poderoso é aquele que protege, o rochedo é uma base firme para você permanecer, pelo Deus de teu pai, então ele usou três nomes, mas ele vai usar mais um, pelo Deus de teu pai,
o qual te ajudará e pelo todo poderoso, outro nome semelhante ao primeiro, mas é o Shaddai, esse nome que Abraão conheceu Deus como todo poderoso e os outros patriarcas também,
e José também, ele cita anteriormente como o todo poderoso esteve com ele, então o todo poderoso qual te abençoará e aqui ele dá essas bênçãos, ele tem a bênção da multiplicação, mas ele tem a bênção também da terra,
então Judá recebe a bênção de ser o progenitor de Jesus, do Messias, mas José recebe a bênção da multiplicação, a bênção de se prosperar, a bênção dos céus em cima,
as bênçãos do abismo, que é do mar, das profundidades, então é desde as alturas, desde os céus lá em cima, até as profundezas da terra ou do mar,
que também não é só uma coisa natural, mas são bênçãos espirituais, as bênçãos de enxergar longe, de subir mais alto, mas a bênção também de se aprofundar, de entrar lá nas profundezas, dos tesouros de Deus, da sabedoria,
então são bênçãos de cima e de baixo, bênçãos dos céus e da madre, que é a multiplicação, as bênçãos de teu pai, versículo 26, excederão as bênçãos de meus pais, até o cima dos montes eternos,
elas estarão sobre a cabeça de José e sobre o alto da cabeça do que foi separado de seus irmãos, ele foi separado, ele foi escolhido, ele foi, ele se sobressaiu, ele foi um destaque,
então tudo isso aqui é a bênção que Jacó dá para José, é a bênção do primogênito, é a bênção da multiplicação, a gente poderia dizer que sim, é uma bênção de ser uma nação,
de certa forma, não sei se isso seria também um pensamento que não é só meu, mas um pensamento sim de que José, ele recebe a bênção de Israel natural,
e é misterioso, não dá para separar muito isso, mas é como se Judá recebesse a bênção espiritual de ser o progenitor de Jesus, de onde veio Davi, depois de onde veio Jesus,
e claro que Judá teve um destaque muito grande até o dia de hoje, é a tribo que mais permanece, é a tribo que mais a gente tem ideia da continuidade junto com Levi,
são as duas tribos que até hoje os judeus conseguem mais se identificar como descendentes ou de Judá ou de Levi, mas de certa forma José representa uma bênção sobre Israel natural.
Então vamos olhar aqui o que eu coloquei nessa folha, e nós já vimos algumas aulas atrás, nós vimos, eu comparei a linhagem de Lia com a linhagem de Raquel,
e na linhagem de Raquel eu inclui também os descendentes de Benjamin, mas aqui nós queremos comparar realmente os dois filhos abençoados,
e queremos pensar rapidamente sobre o que aconteceu de fato, como que essas bênçãos se cumpriram, e como que foi o desenvolvimento,
como que essas coisas se desdobraram na história posterior, rapidamente porque claro que não temos condições de abordar em muita profundidade,
mas só uma visão desses dois filhos abençoados e como que isso foi se cumprindo ao longo da história.
Então nós já falamos sobre algumas coisas, Judá teve uma história vergonhosa, enquanto José teve uma história exemplar,
não só exemplar, mas ele é visto nas escrituras como a pessoa que mais encarnou qualidades que apontavam para Jesus, que mais prefigurou Jesus,
que Daniel também foi um homem íntegro, histórico, impecável, mas nós temos mais fatos sobre a história de José,
e então ele aparece como a pessoa que tem um histórico mais exemplar de certa forma de toda a Bíblia,
por isso ele recebeu a bênção da primogenitura, enquanto que Judá ele teve um momento, apesar de ter tido uma história não recomendável, não exemplar,
mas ele teve esse momento em que ele realmente brilhou e que provavelmente foi a razão de Deus o ter separado como o progenitor de Jesus.
E porque Deus, na sua sabedoria, ele faz as coisas, ele escolhe José, mas depois não escolhe José como progenitor de Jesus,
então Deus vai mexendo com as coisas do jeito soberano dele, muitas coisas que a gente não entende, mas que a gente percebe que Deus é sempre fiel,
ao mesmo tempo ele vai agindo de acordo com também aquilo que os descendentes, Deus abençoou o Davi, mas ele falou se seus filhos não forem fiéis, eles não vão permanecer no trono só porque são filhos de Davi, e Deus sempre age dessa forma.
Então, Judá teve um momento redentor, eu coloquei intercessor porque a verdadeira intercessão, quando Judá se coloca, no caso ele não foi necessário,
assim como Isaac não precisou ser morto, sacrificado pelo pai, Judá não precisou ficar no lugar de Benjamin, mas ele se ofereceu, ele intercedeu,
ele intercedeu diante de José, ele suplica, mas ele se coloca, porque muitas vezes nós pensamos na intercessão apenas como oração, eu intercedo em favor de alguém,
mas na nossa intercessão dificilmente a gente se coloca como Moisés falou assim, então, se o senhor vai destruir alguém, tire o meu nome, que eu receba a tua ira e não o teu povo, então a intercessão é essa de se colocar na brecha,
de se colocar diante de Deus foi isso que Jesus fez de fato. Aqui eu inverti a ordem só lembrar que depois desse item aqui a próxima seria a bênção especial e surpreendente.
Judá recebe essa bênção especial que é uma bênção surpreendente e José também recebe uma bênção especial que não é surpreendente porque Jacó já tinha demonstrado seu favoritismo, sua afeição, seu desejo de colocar José como primogênio, mas foi uma bênção especial.
Aí nós temos Judá, vem Caleb, lembra que naquele momento Caleb e Josué foram os dois espias que entraram até os 12, cada tribo mandou um representante dos 12 espias, outra vez só as duas tribos, a tribo de Judá e a tribo de José, as duas tribos, o representante foram os únicos dois que se destacaram,
os únicos dois que creram, os únicos dois que não falaram mal, não ficaram com medo gigantes, não falaram com o povo para ficar com medo.
Mas entre os dois até aqui nós ainda temos uma preeminência de José porque entre José e Caleb os dois foram fiéis mas entre Josué que era descendente de Efraim, de José, Josué foi quem se destacou mais, ele teve a liderança, foi ele que foi escolhido para tomar o lugar de Moisés depois da morte de Moisés,
foi ele que levou o povo para entrar na terra prometida, Caleb foi corajoso, ele conquistou a parte de Ebron que tinha gigantes, mas quem foi líder foi Josué, então nós temos que quando eles entraram na terra prometida não havia uma linhagem,
o tempo de juízes, o juiz era de uma tribo, o juiz era de outra tribo, não tinha uma tribo tomando a liderança, mas o tabernáculo, aquela casa de Deus, aquela tenda que seria habitação temporária, porque o tabernáculo tem essa ideia de ser temporário,
mas o tabernáculo foi colocado em Siló que ficava no território de Efraim, então mesmo não tendo uma liderança porque não tinha ainda um rei, não tinha ainda alguém que fosse o líder de todas as tribos, o tabernáculo, o centro de adoração ficava no território de Efraim,
então até aqui nós podemos dizer que houve uma certa liderança por parte de Efraim, e nas entrelinhas a gente sente que Efraim, os descendentes de Efraim, eles tinham esse orgulho, eles tinham esse desejo de ser líder,
e aí que está o grande perigo, o grande drama, o grande problema, Deus escolhe, e isso eu sempre falo sobre isso, mas acho muito importante entender, que Deus escolhe alguém, Deus escolhe um povo, como o povo de Israel,
Deus escolhe instrumentos para ser bênção, e essa escolha, como Deus fala por meio de Moisés em Deuteronômio, Deus escolhe, não porque são melhores ou mais fortes ou mais inteligentes,
Deus escolhe porque ele quer se relacionar e ele quer se revelar através dessa parceria, dessa unidade, dessa comunhão íntima entre ele e nós, ele sempre quer usar essa união como a união de marido e mulher para formar família,
Deus quer ser o marido e nós sermos a esposa junto com ele formando essa unidade, essa instrumentalidade para alcançar os outros, mas no momento em que o orgulho entra,
no momento em que as pessoas começam a se achar superiores porque Deus escolheu, nesse momento a própria escolha de Deus, Deus não volta atrás, mas a escolha de Deus começa a mudar
e Deus pode usar temporariamente ou dentro do plano dele ele pode mudar essa linha, então desde a bênção de Jacó sobre Judá, Deus já tinha falado, olha, o cetro vai virar de Judá e não vai se apartar,
então Deus tem um compromisso, assim como ele tem um compromisso com Abrão de dar a terra para os descendentes dele, Deus fez, Deus tomou uma decisão.
Agora, por que que Deus tomou uma decisão para escolher Judá? A gente não tem essa informação, a gente não tem direito de afirmar muita coisa,
mas nós sabemos que Judá teve esse momento de interseção, mas aconteceu alguma coisa na história também, assim como aconteceu com os descendentes de Levi,
Jacó recebeu essa profecia de que os descendentes de Levi seriam dispersos, eles não iam ter uma herança, mas essa profecia, como eu já falei,
que poderia ser uma espécie de consequência negativa daquilo que Levi fez, ela se transformou numa bênção, porque os descendentes de Levi decidiram estar do lado de Deus,
e depois na história, quando os descendentes de Levi não eram mais fiéis, também eles sofreram as consequências, mas Deus não mudou a sua escolha de separar a tribo de Levi,
então nós temos que, desde muito antes, por que Deus quis mostrar tanto, por várias coisas, é uma riqueza, assim como tem homem e mulher que são diferentes,
tem bênçãos diferentes, papéis diferentes, Deus escolheu Israel e as nações, tem judeus e gentios que se complementam, que tem papéis, tem bênçãos decretados por Deus,
mas tem também aspectos em que os gentios entraram e causam ciúmes para o povo judeu, porque Deus começa a usar os gentios da maneira que Deus planejou usar os judeus,
mas Deus não se arrependeu do que ele prometeu para os judeus, veja como é misterioso e é cheio de tensões,
e a mesma coisa acontece dentro do povo de Israel, o povo escolhido, Deus tem essas duas linhagens, e essas duas linhagens vão continuar,
porque, o que que acontece aqui? Josué, Siló, liderança inicial, mas vem o orgulho e, na história, então acontece uma mudança que, claro que eu não posso explorar isso agora, mas é fascinante,
porque, depois de Davi, acontece essa escolha especial, Saul foi o primeiro rei, mas Deus queria mostrar o que seria um rei que não tinha o coração voltado para Deus,
que não era um homem segundo o seu coração, então Deus escolhe Davi, e Davi é a chave, é porque Judá também teve uma participação nisso,
por causa da interseção dele, da disposição dele, mas o que que fez na história Judá ser essa tribo que Jacó profetizou que teria a linhagem de Davi e do Messias?
O próprio Davi, Davi, Deus encontrou em Davi alguém que seria, aí você pode falar assim, não, mas Deus escolheu, Deus predeterminou, Deus fez Davi,
e tem todo aquele mistério sobre como que Deus escolheu, e você não vai entender, e eu não vou entender, nós não vamos sondar tudo isso, mas nós vamos entender, porque a própria Bíblia simplesmente afirma,
eu encontrei Davi, Davi é uma pessoa que a partir dele, que a tribo de Judá passa a ter essa linhagem que Jacó tinha profetizado tantos anos antes,
e é interessante que Davi tem vários paralelos com a vida de José, não em todos os sentidos, Davi não foi uma pessoa de caráter impecável como José,
mas muitas coisas aconteceram na vida de Davi em semelhança àquilo que aconteceu com José, em outras palavras, aquilo que Deus encontrou em José que fez de José ser o instrumento,
obviamente houve uma espécie de mudança em que Davi, ele é mais uma vez um instrumento usado por Deus, alguém que Deus encontrou, alguém que correspondeu, alguém que serviu,
o último dos filhos, José foi o penúltimo, mas Davi foi o último filho, enfim, tem vários, vários aspectos em que Davi cumpre na sua vida,
ele também foi fiel a Deus durante o sofrimento e em muitas áreas da vida de Davi ele cumpre também esse papel de apontar para Jesus, para prefigurar quem Jesus seria,
então aqui nós temos não uma rejeição total de José, das tribos descendentes de José, mas há uma mudança que foi previsto por Jacó,
que Deus deu a ele, Deus escolheu Judá para ser essa linhagem que produziria Jesus, então o que aconteceu depois de Davi?
O descendente de Davi não foi tão fiel como Davi, Salomão não foi, ele teve muitos aspectos positivos, também prefigurou Jesus, mas Salomão não continuou fiel,
e depois de Salomão surgiram Jeroboão, de onde Jeroboão era? Da tribo de Efraim, aí nós temos então o reino dividido exatamente entre esses dois filhos, Judá e José,
Benjamin acompanhou Judá, Simião estava dentro de Judá, os Levítas continuaram dentro da tribo de Judá, futuramente muitos remanescentes das outras tribos migraram para Judá como remanescentes se juntando,
mas o reino dividido é justamente a linhagem dos dois principais filhos de Jacó, o reino de Judá e o reino de Israel, eles chamavam as dez tribos de Israel,
sobre eles ficou o nome de Israel, as dez tribos, mas a capital era Samaria, em Efraim, a liderança foi de Jeroboão no início, enfim, aí nós temos as duas linhagens.
Então eu vou ler agora duas passagens bíblicas que mostram essa tensão entre as duas linhagens, vamos rapidamente olhar Primeiro Crônicas, capítulo 5, que provavelmente foi escrito talvez até depois do Cativeiro,
se foi Esdras quem compilou os livros de Crônicas, que é bem possível, então quando em Primeiro Crônicas, que começa com muitas genealogias, no capítulo 5 que vai falar sobre Ruben,
ali explica essa questão de primogenitura e fala desses dois filhos, então vamos lá, Primeiro Crônicas 5, versículo 11, filhos de Ruben, o primogênito de Israel, primogênito que não manteve a primogenitura, aí coloca,
era ele o primogênito, mas quando profanou a cama de seu pai, a sua primogenitura foi dada aos filhos de José, então é algo que não foi explicitamente afirmado no livro de Gênesis,
mas fica muito evidente, mas aqui foi colocado, a primogenitura passou para José, para os filhos de José, de sorte que na genealogia Ruben não pode ser contado como primogênito,
e agora aqui, se é Esdras que está fazendo essa, ou alguém que fez essa nota, nessa nota das genealogias, no versículo 2, Primeiro Crônicas 5, 2 fala,
"Embora José fosse o mais poderoso entre seus irmãos", quer dizer, isso ao longo do tempo, não no tempo de vida de Judá,
mas Judá se tornou o mais poderoso entre seus irmãos e dele proviesse o príncipe, mas a primogenitura foi de José, então aqui nós temos definido aqui essas duas linhas, essas duas linhagens, essa tensão,
José recebeu a primogenitura, mas a descendência do príncipe, isso aqui foi escrito antes de Jesus, mas já foi colocado que o príncipe, a linha real, veio por meio de Judá, ok?
Então esse é um dos textos bíblicos que nós temos que mostra essa tensão e mostra como tinha a primogenitura de José, e a gente pode entender que tem essas promessas e essas bênçãos,
a gente pode dizer assim, tem muita coisa sobre Israel, sobre judeus, a história de judeus que são bênçãos naturais que são importantes,
por exemplo, o fato de que tem tantos prêmios Nobel que foram dados aos judeus mais do que qualquer outra etnia, o destaque dos judeus na história, quantas coisas que eles contribuíram,
então tem bênçãos naturais, Israel natural hoje, Israel no país, como eles são, como eles sobressai na tecnologia, na prosperidade,
então a gente pode até dizer que de certa forma é um aspecto importante, a bênção natural, a prosperidade, a inteligência, o destaque, são bênçãos que vieram através de José, mas isso sem a parte de Judá fica incompleto,
então nós vamos ler mais um texto no Salmo 78 e depois queremos chegar a uma conclusão não final, porque a gente não sabe como Deus vai terminar toda a história,
mas é muito interessante como isso continua e eu, logicamente, nesse nosso tempo desse estudo, eu não tenho tempo para entrar, nós falamos bastante sobre isso quando estudamos o Reino Dividido,
mas qual o significado dessa grande divisão na história de Israel? O Reino Dividido tinha Judá que preservou lá Jerusalém, o templo e tinha as outras dez tribos que fazem parte do povo escolhido,
mas eles se afastaram, foram levados para o cativeiro primeiro, então toda essa história entre esse Reino Dividido, houve guerras, houve massacres dentro do povo de Israel um contra o outro, que é a história do cristianismo,
então tudo isso tem muitas implicações e muitas coisas para a gente entender, realmente é uma história que contém muito mistério, mas vamos olhar outro texto bíblico que fala a respeito dessa mudança entre José e Judá,
Salmo 78, e Salmo 78 conta, é um salmo longo que conta bastante coisa sobre a história de Israel, dos patriarcas e como Deus sempre seguiu e abençoou e dirigiu a caminhada deles,
mas como muitas vezes o povo de Israel eles eram infiéis, então aí fala assim que no versículo 56, Salmo 78 e 56, eles tentaram, provocaram Deus Altíssimo, não guardaram seus testemunhos,
versículo 58 provocaram Deus a ira, aí fala assim, olha, versículo 59, quando Deus ouviu isto, quando ele ouviu e viu a infidelidade, ele se indignou e rejeitou,
aqui até que fala completamente Israel, mas nós sabemos que foi um processo e Deus naquele momento ele rejeitou, ele deixou o povo ir para o cativeiro, mas Deus sempre mantém a sua fidelidade.
Versículo 60, ele abandonou o tabernáculo de Siló, inclusive isso aconteceu, lembra a história em 1º Samuel, quando Samuel ainda era criança e o povo de Israel estava sendo infiel
e eles queriam levar a arca que estava em Siló para a batalha e os filisteus conquistaram, levaram a arca embora, então era como se Deus tivesse realmente abandonado de vez o povo de Israel,
porque a arca foi embora e a arca nunca mais voltou para aquele tabernáculo, então Deus abandonou Siló tendo que estabelecer, então aí tem as consequências daquilo que aconteceu com José,
mas com todas as tribos de Israel, inclusive Judá, todos participaram dessa infidelidade, mas aí depois de passar por muita coisa que o povo de Israel sofreu nas mãos de Deus por sua infidelidade,
no versículo 65 fala que o senhor despertou, como diz no sono, versículo 67, ele rejeitou as tendas de José, então aqui tem uma mudança, Deus está transferindo,
e isso não acontece como uma rejeição total, por exemplo, houve uma rejeição depois de Jesus vir e ser morto e subir aos céus, houve um corte dos galhos de Israel,
então Deus faz mudanças, mas não é uma mudança no sentido de deixar para sempre, Deus é justo, mas ele tem suas promessas, porque nós vamos ver como isso vai terminar no fim,
mas aqui ele, versículo 67, ele rejeitou as tendas de José, não escolheu a tribo de Efraim, antes escolheu a tribo de Judá, o monte Seão que ele amava, agora, Deus assim, eu gosto mais de Seão,
eu gosto mais dos montes ali, eu gosto mais daquele território, não! Por que que ele escolheu? Por que que ele quis edificar o seu santuário ali? Versículo 70, ele escolheu a Davi, seu servo,
e o Salmo 132 mostra isso mais forte ainda, que Deus escolheu Jerusalém, Deus escolheu Seão por causa de Davi, foi Davi que escolheu e Deus escolheu Jerusalém,
aí nós temos a sequência, mas os filhos de Davi também não foram todos fiéis, e até hoje não tem um rei sentado no trono como descendente de Davi aqui na Terra,
tem Jesus que está sentado no trono como filho de Davi, mas ainda não temos essa restauração final. Então como é que fica essa história?
Deus... inclusive a história do reino dividido é que as dez tribos foram levadas para o cativeiro 130 e poucos anos antes do cativeiro de Judá,
então eles foram levados pela Síria, depois em 700 e alguma coisa, e depois no ano de 580 houve várias etapas, mas finalmente Jerusalém foi destruída em 586,
e as dez tribos, o reino de Israel, nós nunca mais temos uma sequência, são chamadas as dez tribos perdidas, e tem as teorias mais estranhas por aí,
os mormons são descendentes das dez tribos, tem uma outra teoria estranha que eles até chamam de Efraimitas, que na verdade todas as pessoas que aceitam Jesus, que nascem de novo, são de alguma linhagem que remonta a Efraim ou as dez tribos,
então tem muitas teorias estranhas, mas a verdade é que nós não sabemos, nós não temos uma linhagem histórica e não temos uma linhagem profética,
nós não temos, os judeus que são conhecidos como judeus hoje, a maioria não sabe, os judeus também se misturaram muito, tem pessoas que descobrem que tem ascendência nos antepassados de judeus, mas é um judeu que casou com alguém que não era judeu e continuou casando com não judeus,
então tem muita mistura e tantas histórias que fazem parte do povo de Israel que a gente não sabe exatamente quem é descendente de qual tribo e principalmente dessa descendente de José,
realmente eles ficaram sumidos, nós não sabemos exatamente o que aconteceu, porém tem algumas profecias, eu não vou ter tempo de ler todas, mas tem várias, tem quatro, cinco profecias no primeiro testamento que falam da união, eu vou ler duas,
uma em Isaías, Isaías 11, tem mais duas ou três além dessas que eu vou ler, então é bem repetido isso, Isaías 11 é uma e a mais forte está em Ezequiel 37, então são essas as duas principais,
então Isaías 11 fala que, versículo 12, que Deus vai levantar um estandarte, Isaías 11 e 12, Deus vai levantar um estandarte entre as nações, ajuntará, então isso aqui é Deus falando,
nós não temos como verificar dos dispersos de Israel quem era das dez tribos, quem era descendente de José ou de alguma das outras dez tribos e quem é de Judá, nós não temos como saber, mas Deus está prometendo isso aqui,
e isso aqui é muito significativo porque ele diz, Deus levantará um estandarte entre as nações e ajuntará os desterrados de Israel, então quem são, ele fala, os desterrados de Israel, lembra Israel,
quem recebeu essa denominação no reino dividido, quem era chamado de Israel? José e as outras tribos, menos Judá e Benjamin, então os desterrados de Israel, às vezes usa Israel num termo sim que abrange todos,
mas aqui ele está fazendo uma distinção, os desterrados de Israel e os dispersos de Judá, então Isaías vivia no tempo que tinha ainda o reino dividido,
então tinha as dez tribos e tinha Judá, então ele está dizendo, vai chegar uma hora em que Deus vai juntar não só os dispersos de Judá, mas os de Israel e os de Judá, desde os quatro confins da Terra,
e olha como ele explica aqui, porque houve, houve entre José e Judá, ou entre os descendentes, houve essa ciúme, essa briga, essa inimizade, houve várias guerras entre o reino dividido,
então aqui ele está dizendo, versículo 13, Isaías 11 e 13, "desfarciar a inveja de Efraim". Efraim, os descendentes se tornaram orgulhosos, envejosos, os adversários de Judá serão desarraigados,
Efraim não envejará Judá e Judá não oprimirá a Efraim, então aqui nós temos uma promessa de que essa divisão, essas duas linhas, assim como tem entre judeus e não judeus,
e assim como tem entre igreja e não igreja, nós temos todas essas divisões, a mesma divisão que existe entre judeus e gentios, existe dentro da igreja, existe dentro de Israel,
dentro de Israel tem essa divisão entre José e Judá, então todas essas divisões, todas essas inimizades, Deus quer reconciliar, Deus quer trazer unidade, Deus quer desfazer,
Jesus já desfez no seu sacrifício na cruz, mas isso vai acontecer, então aqui nós temos uma profecia e vamos logo para Ezequiel 37, que é aquele capítulo que fala dos ossos secos,
e logo depois de falar dos ossos secos, que Deus vai ressuscitar, vai colocar, tem aquela visão fantástica que Ezequiel teve sobre o vale com os ossos secos, logo depois de falar sobre isso,
que eles vão ressuscitar, que Deus traz de volta a nação de Israel, que todo mundo achou que não existia mais, é o papel dos judeus no plano de Deus, que todo mundo achava que não tinha mais, Deus já está fazendo isso, Deus ressuscitou a nação de Israel,
Deus ressuscitou os judeus messiânicos como parte importante do corpo do Messias, então Deus já está cumprindo, eu ouvi tantas vezes Ezequiel 37 sendo usado para falar do batismo do Espírito Santo, da renovação,
de como Deus estava movendo com o Espírito Santo, mas essa passagem foi dada inicialmente para falar da nação de Israel e de como Deus iria trazer de volta depois que todo mundo pensasse que não existia mais,
acabou, não tem mais Israel, não tem mais judeus no corpo do Messias, então no versículo 15, Ezequiel 37 e 15, fala assim, "veio a mim a palavra do Senhor", lembra, Ezequiel está no cativeiro, está em Babilônia,
então todo o povo judeu, tanto as dez tribos, dois reinos, já tinham ido para o cativeiro, então ele fala, "tu, ó filho do homem, toma um pedaço de pau", escreve nele, "por judá pelos filhos de Israel seus companheiros",
porque judá era o nome de uma tribo, mas muitas outras tribos tinham ido para o povo de outras tribos, tinha ido para judá, tinha os levitas que estavam lá, estava junto o Simeão, estava junto o Benjamin,
muita gente de outras tribos tinha ido para judá, então escreva judá num pedaço de pau, mas toma outro pedaço de pau, escreve nele, "por José, vara de Efraim e por toda casa de Israel seus companheiros",
então eram dois polos, dois líderes, assim como nessa época inicial, os dois que se destacaram, mas os dois que formaram correntes separadas, linhagens separadas, e muita inveja e muita divisão entre os dois,
e aí ele fala assim, versículo 17, "ajuntam-os um ao outro para que se unam e se tornem um só na tua mão, quando os filhos do teu povo te perguntarem não nos declararás o que significam essas coisas,
tu lhes dirás, assim diz o Senhor Deus, eu tomarei a vara de José, que esteve na mão de Efraim, e as das tribos de Israel, suas companheiras, e as ajuntarei, a vara de Judá",
então aqui é muito claro que Deus vai pegar essas duas linhas diferentes e vai fazer delas uma só vara, elas se farão uma só na minha mão,
os pedaços de pau em que houveres escrito estarão na tua mão perante os olhos deles, "dize-lhes assim, diz o Senhor, eu tomarei os filhos de Israel, de entre as nações, para onde eles foram, e os congregarei de todas as partes,
e os levarei à sua terra, deles farei uma nação na terra, nos montes de Israel, um só rei será rei de todos eles, nunca mais serão duas nações, nunca mais para o futuro se dividirão em dois reinos".
Agora, muitos podem falar assim, "não, ele está falando de José e Efraim mas representa os gentios", pode ter essa aplicação também, mas aqui no contexto original, tanto Isaías,
e Ozeias fala a mesma coisa no capítulo 1, Jeremias também fala sobre isso no capítulo 50, então nós temos pelo menos quatro vezes em que os profetas prometeram essa divisão,
que existe dentro da nação de Israel, e é sempre quem é escolhido e quem não é escolhido, e os escolhidos ficam orgulhosos e podem perder,
o próprio povo de Israel perdeu sua primazia por séculos, por orgulho, então essa maneira que Deus tem de tirar por um tempo,
de mudar, e a igreja, eu não sei como Deus vai tratar com tudo, mas a igreja tem ficado muito prepotente, muito arrogante,
e Paulo falou, olha, se vocês ficarem arrogantes vai acontecer o que aconteceu com Israel, então essas duas linhas representam essa linha dentro do povo de Deus,
não só entre o povo de Deus e os que não fazem parte ainda, mas dentro do povo de Deus tem aqueles que fazem parte,
que foram escolhidos, que estão com a unção, que estão com a bênção, e aqueles que não são, isso tem acontecido quantas vezes na igreja,
movimentos sucessivos, durante um tempo Deus está agindo com os seguidores de João Wesley ou de Lutero antes, dos morávios, dos pietistas, dos pentecostais,
daqueles que realmente receberam revelação sobre a restauração da igreja, quantas vezes Deus vai mudando, Deus vai tirando de um e passando para o outro,
só que o outro também fica prepotente, o outro também acha que é dono da verdade, o outro acha também, ao invés de ser uma bênção para os outros, fica sendo exclusivo só para nós,
assim nós perpetuamos as divisões e não trazemos o reino de Deus, mas a promessa de Deus lá em Zaias 11, que Deus vai um dia trazer todos de volta e não vai ter mais ciúmes,
não vai ter mais essa rixa, essa divisão, essa concorrência, eles vão ser um só povo, depois de Deus restaurar Israel, depois de Deus ressuscitar Israel,
Deus ainda vai completar essa outra parte que é de tirar essa divisão entre Judá e José, vai unir todos e formar um só povo, isso não aconteceu ainda, hoje nós temos Israel,
muitos judeus lá que não sabem de que tribo são, então de certa forma misturou tudo, mas Israel como uma nação, como um povo, não está em aliança com Deus e não está formando ainda essa unidade,
tem tantas divisões, até hoje tem os judeus ortodoxos que não servem no exército, que recebem ajuda do governo, tem divisões lá dentro,
além da divisão entre judeus e palestinos e outros povos, tem divisões até hoje dentro do povo de Israel, tem divisões dentro da igreja,
mas nós estamos esperando aquilo que Deus prometeu e é interessante ver como isso aconteceu lá atrás, Jacó abençoando seus filhos, pensando provavelmente, isso é uma hipótese minha, mas pensando talvez que toda a bênção ficaria com José, mas não.
Judá recebeu uma bênção, José recebeu uma bênção, na verdade eles precisam um do outro, na verdade José, a bênção que Deus deu para José e a bênção que Deus deu para Judá e a bênção que Deus deu para os outros,
para os levitas e para todos os outros, cada um faz parte, cada um contribui e o que Deus quer, a verdadeira bênção é quando nós estamos juntos, cada um contribuindo com aquilo que recebeu,
então a bênção de ser a nação, de ser o povo de Deus é juntos, sermos uma bênção para todos que ainda não conhecem e Deus ainda está esperando que isso aconteça entre judeus e gentios,
entre a igreja e tantas pessoas que não fazem parte da igreja, muitas vezes por culpa nossa e enfim, todas as divisões que Deus prometeu que vai unir e que vai trazer juntos e que faremos parte desse reino que Deus prometeu estabelecer.
Senhor Deus, nossa confiança é que o senhor vai cumprir, nós também temos uma responsabilidade diante do senhor para corresponder a ti,
vemos a bênção que o senhor deu de antemão, mas vemos também que durante a história houve um desdobramento disso e muitas vezes os descendentes foram causa de divisão ou foram causa de realmente o senhor trazer a bênção sobre a descente,
então nós queremos ver o senhor trabalhando e levantando Davi's, levantando pessoas como José, trazendo de volta tudo isso que o senhor deu para cada um para que juntos nós possamos formar essa nação que o senhor deseja
e que o reino do senhor venha, que o senhor possa vir e realmente ser rei e governar sobre todos nós em harmonia e paz para sempre, esse é o nosso desejo e a nossa esperança.
Em nome de Jesus que isso viva e seja real entre nós. Amém.

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