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Gênesis – Aula 128 – A mais surpreendente bênção dada por Jacó

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A profecia não é perfeita, pois Deus usa instrumentos humanos para receber uma mensagem divina. Como instrumentos, podemos contaminar a revelação com nossos sentimentos e opiniões. Jacó tinha sentimentos fortes a respeito de alguns de seus filhos, e isso se torna evidente nas bênçãos que deu a eles. Porém, a bênção que ele deu a Judá foi realmente algo que Deus lhe deu, possivelmente ali na hora, sem ter planejado anteriormente. Embora o filho favorito fosse José, a bênção de ser o progenitor do Messias, do Rei de todos os povos, foi dada a Judá. Foi a profecia mais clara dada sobre o Messias até aquele momento.
(Gn 49)

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Transcrição · gerada automaticamente

Estamos em Gênesis 49, estamos falando sobre a bênção que Jacó deu para os 12 filhos, já vimos a bênção especial e em particular, separada, que ele deu para José, seus filhos, no capítulo anterior,
e agora, desde a última aula, estamos falando sobre a bênção que Jacó deu para os 12 filhos.
Temos feito uma comparação, Abrão não está registrado, não tem um momento em que ele solenemente abençoou Isaque,
com toda certeza ele passou muita coisa para Isaque, ele passou o que Deus tinha feito com ele, ele deve ter contado todas as coisas que aconteceram na vida dele,
porque foi através dessa passagem de uma geração para outra que nós temos essas informações que estão registradas na Bíblia,
mas não temos um momento específico em que Abrão abençoou Isaque, Isaque abençoou os dois filhos, mas foi toda aquela confusão,
querendo abençoar Isaú, sendo enganado por Jacó, e abençoando Jacó, pensando que era Isaú, então foi uma bênção que Deus deu para ele,
mas foi bem atrapalhada do ponto de vista humano, ele abençoou Jacó pensando que estava abençoando Isaú,
mas Jacó abençoa conscientemente, de uma forma intencional, ele abençoa, ele também, diferentemente do pai dele que abençoou pensando que estava perto da morte,
Isaque ainda viveu mais de 40 anos depois daquela bênção, Jacó não, ele realmente abençoa no momento exato em que ele iria partir,
e como o terceiro dos três patriarcas, Abrão, Isaque e Jacó, Jacó ele tem essa, como se fosse uma coisa crescente,
ele tem esse momento que é diferente do pai do avô, no sentido de que Abrão teve outros filhos, mas só Isaque seria o que levaria diante a bênção especial do chamado de Abrão,
Isaque teve dois filhos, mas só Jacó que deu continuidade, mas Jacó tem 12 filhos, todos eles farão parte da nação escolhida de Deus,
e Jacó também ele tem, Isaque profetizou as bênçãos que Isaque deu, mesmo atrapalhado, mas depois ele ainda abençoou novamente, Jacó, antes de fugir do irmão dele, foram profecias, mas Jacó ele tem uma bênção profética,
bem mais clara, bem mais definida do que tinha acontecido nas gerações anteriores, então Jacó ele leva essa função que Abrão, Isaque e Jacó eles são o fundamento da nação de Israel e do povo de Deus,
então eles são o alicerce, Abrão mostrou a fé, entre outras coisas, a aliança, a disposição de oferecer o próprio filho, de ser pioneiro, de ser peregrino,
tantas coisas que nós aprendemos com Abrão, depois continuando com Isaque, cada um com uma experiência diferente, mas lançando esses alicerces,
então esse alicerce da bênção profética, da bênção que Jacó deu para os filhos, é algo que foi amadurecido mais, que em Jacó tem muito mais forte do que nas gerações anteriores,
então já falamos um pouco sobre isso e vamos dar continuidade, vamos pedir que Deus nos ajude a entender esses princípios, entender o que Deus estava falando com ele a respeito dos doze filhos e do futuro,
como nós vimos, ele não estava dando uma bênção, pensando muito no que iria acontecer especificamente com os filhos, mas naquilo que aconteceria com a descendência dos filhos,
com a tribo que cada um representaria daí para frente. Então, Senhor, nós pedimos que nesse momento o Senhor venha, como sempre dependemos de Ti, para que a Tua palavra, Tua revelação venha para nós,
nós queremos saber o que aconteceu no passado, queremos entender nossas raízes, queremos entender qual foi o Teu chamado original, porque nós permanecemos no mesmo chamado,
esses foram os pais da fé cheios de defeitos, cheios de limitações e de fraquezas, mas como nós eles serviam a Ti e deram alicer esses princípios para que nós pudéssemos edificar nossa vida,
nossa jornada em cima daquilo que o Senhor fez a partir daquele momento e nós queremos entender esse princípio da bênção e alguns aspectos que o Senhor quer mostrar especificamente nas partes dessa bênção que nós vamos estudar hoje.
Nós pedimos a Tua bênção sobre nós e que nós possamos realmente ser filhos na fé desses homens que foram há tanto tempo antes de nós, em nome de Jesus pedimos amém.
Então nós falamos que desses doze filhos nós podemos agrupar as bênçãos em três partes, os primeiros três filhos não receberam uma bênção, eles receberam mais ou menos um juízo, uma consequência negativa daquilo que eles fizeram,
então os primeiros três, as primeiras três bênçãos não foram bênçãos propriamente, foram profecias em cima daquilo que tinha acontecido na vida deles e que teria consequências sobre a descendência deles.
Então esse é o primeiro grupo, os primeiros três filhos, os três mais velhos. Depois nós temos os dois filhos que se destacaram, Judá e José, que têm as duas bênçãos maiores, de todas as bênçãos a maior, mais extensa, mais completa, as duas foram dadas para Judá e para José.
E depois o terceiro grupo das bênçãos são bênçãos para os outros sete filhos, três primeiros, dois mais destacados e depois os outros sete filhos não receberam algo muito detalhado, inclusive algumas são meio enigmáticas,
não são bênçãos muito claros sobre o que ia acontecer, são bênçãos mas não tem uma coisa muito específica e na verdade é interessante que isso acontece também com os doze discípulos, os doze apóstolos de Jesus,
os doze filhos de Jacó, o número 12 é importante, era importante que tivesse os doze, os doze filhos de Jacó formaram as doze tribos que foram a nação de Israel,
os doze apóstolos eram como se fosse um novo começo com Jesus, não um novo começo no sentido de rejeitar Israel, mas um novo começo no sentido de estabelecer novos alicerces dentro do povo de Israel para formar a sua igreja.
Mas dentre os doze discípulos, os doze apóstolos, também nós temos alguns que se destacaram, assim como os doze filhos de Jacó, não foram todos que se destacaram desses sete,
com exceção de Benjamin, que temos um pouco mais de informações sobre Benjamin, mas das outras tribos tem uma ou outra menção, tem uma ou outra história, mas não temos muita coisa sobre alguns, praticamente nada,
a gente não sabe quase nada sobre Simeão, por exemplo, vamos falar um pouco sobre ele, mas muitos dos filhos de Jacó e das tribos de Israel não receberam um destaque,
mas o número, o fato de ter doze e cada um importante, eles não tiveram destaque na história, mas são importantes, tanto é que nós temos na nova Jerusalém os doze apóstolos,
que são fundamentos da nova cidade, e as doze tribos, que cada um tem o nome em uma das doze portas da cidade, então nós temos, são importantes, nem todos vão aparecer, nem todos vão ter uma história destacada,
isso acontece sempre, e acontece nas famílias, a história de cada um, de cada pessoa, de cada filho, de cada tribo, de cada apóstolo, cada um é importante para Deus, não é um aspecto de não ser importante,
mas é um aspecto que nem todos tem um papel de aparecer, então dentre os doze apóstolos, os doze discípulos de Jesus, também tem muitos que nós não temos, não temos quase nunca uma menção,
quase nunca, não sabemos praticamente nada sobre vários dos doze apóstolos, assim como a gente não tem muita coisa sobre todos os doze filhos de Jacó.
Então nós estamos ainda, começamos a falar um pouco na aula passada sobre Ruben, sobre o fato de ter do primogênito ser uma coisa importante,
eu acho até difícil explicar isso porque Jesus, falamos que Jesus é o primogênito, e o primogênito para Deus, para Deus é importante,
Israel é chamado primogênito em relação a todas as nações e povos da terra, então a primogenitura para Deus é importante,
mas como nós já mencionamos no livro de Gênesis, quase sempre, em quase todas as histórias das gerações, Deus faz questão de não chamar, de não escolher o primogênito,
Caim foi o primogênito, Ismael foi o primogênito, Esaú foi o primogênito, Ruben foi o primogênito, Manassés da geração de José foi o primogênito,
e Deus deixa de lado o primogênito porque parece que ele quer mostrar que não é automático, não é simplesmente porque nasceu primeiro, mas é algo que vem do coração,
então necessariamente o primogênito vai ser escolhido, vai ser mais destacado, vai ser mais abençoado por Deus, então é interessante como Deus tem o princípio e ele mesmo muitas vezes não segue aquele princípio,
não porque ele é incoerente ou que ele não é fiel à sua palavra, mas porque ele tem essa maneira especial e nós vamos falar sobre essa maneira de Deus de agir até mesmo em relação à bênção.
Então vamos ler agora sobre Simeão e Levi, eles são... Jacó, o pai, ele coloca os dois juntos, são os únicos que ele faz isso, cada um dos doze filhos recebe uma bênção separada,
ele fala às vezes pouco mas ele fala para cada um, agora Simeão e Levi eles recebem uma palavra que eu falei não é uma bênção, é uma coisa, é uma consequência negativa,
eles recebem uma palavra juntos, eles recebem a mesma palavra, eles são agrupados em dois, Gênesis 49, versículo 5.
Simeão e Levi são irmãos, é claro, todos são irmãos, mas ele quis dizer assim, eles são da mesma natureza, eles vão receber a mesma palavra,
eles são irmãos, as suas espadas são instrumentos de violência.
Tudo que ele vai falar aqui tem relação com o episódio que está em Gênesis 34 em que depois de voltar lá da terra de Padã Arã onde Jacó casou, onde teve os filhos,
quando ele estava voltando ele parou perto da cidade de Siquém, o filho do rei, do príncipe principal da cidade pegou a irmã,
a única filha mencionada de Jacó, de Ná, raptou, forçou e depois queria casar com ela, e aí os dois irmãos, Simeão e Levi, fizeram uma estratégia enganosa,
eles falaram "ah, tudo bem, nós vamos deixar você casar com nossa irmã, mas todo mundo tem que se circuncidar",
e aí aproveitaram o momento da dor depois da cirurgia e mataram todos os homens da cidade, todos saquearam a cidade, pegaram os bens,
fizeram assim um ato de extrema violência e Jacó mesmo na época ele repudiou, ele falou na mesma hora que aquilo aconteceu, ele falou como aquilo tinha sido terrível,
pra ele, pensando talvez que os povos da terra iam se juntar contra ele, mas enfim, ele nunca se esqueceu, olha, quantos anos depois disso,
é muito tempo, muitos anos depois, também Ruben que dormiu com sua madrasta, também Jacó não se esqueceu, então como nós falamos na aula passada,
a bênção depende de vários fatores, e Deus usa os instrumentos humanos, essa bênção que Jacó recebeu, ele não recebeu numa trança e foi assim sentindo,
assim, Deus tomou a língua dele, ou Deus fez ele escrever, existem experiências que as pessoas têm com espíritos que não vêm de Deus,
que toma a pessoa, a pessoa não sabe, e às vezes, só um parênteses rápido aqui, às vezes os cristãos tratam a profecia como se,
ou profecia, ou visão, ou uma palavra que eles recebem de Deus, como se fosse uma coisa infalível, como se fosse algo assim que Deus falou e ninguém pode questionar,
e até mesmo algumas pessoas acham que quando a pessoa recebe uma visão, uma profecia, ela é tomada, ela não sabe o que que ela está falando,
ela nem percebe, não é assim, Deus não, não toma conta, ele não domina, ele não força, o Espírito Santo é suave, o Espírito Santo é gentil,
o Espírito Santo que é todo-poderoso, ele vem quando nós convidamos, ele vem quando nós nos abrimos para ele, e o Espírito Santo vem e fala conosco e nós falamos,
as próprias Escrituras, Paulo fala em Timóteo que as Escrituras são todas assim de grande proveito, porque Pedro também fala que os homens de antigamente falaram movidos pelo Espírito Santo,
como também Paulo fala, a profecia é em parte, eu não estou questionando as profecias na Bíblia, mas mesmo as profecias na Bíblia, as pessoas que recebiam uma revelação a respeito do futuro,
nós vamos, você pode notar que as profecias elas foram crescendo em clareza, mas muitas coisas estavam obscuras até para a pessoa que recebeu a revelação,
ele não conseguia distinguir entre a primeira, a segunda vinda, ele falava sobre algumas coisas que eram de Deus, Deus estava revelando, mas não estavam muito claras ainda,
então estou dizendo isso porque Jacó aqui, ele não está, ele falou assim, chamou os doze filhos, falou assim, eu vou falar sobre o que vai acontecer no futuro,
mas ele não teve a presunção de falar assim, o que eu estou falando é a palavra de Deus, ele deu a bênção, e a bênção dele tinha a influência das coisas que ele sentia,
e eram coisas corretas, Ruben cometeu um grave pecado, Simeão e Levi, eles fizeram algo de extrema violência, de extrema injustiça contra uma cidade inteira
que não tinha culpa nenhuma daquilo que o príncipe da cidade tinha feito com a irmã deles, então foi algo muito errado, mas vamos ver então o que ele fala,
tem que realmente entender esse contexto para entender porque que Jacó fala de uma forma tão dura com esses dois filhos,
ele fala, suas espadas são instrumento de violência, versículo 5, agora versículo 6, no seu conselho, agora aqui tem, aqui tem uma coisa muito importante que eu queria também chamar a atenção,
ele fala, no seu conselho, no conselho desses dois filhos, os dois filhos, a gente não sabe exatamente porque que eles tomaram a decisão,
eles tomaram a decisão, aparentemente eles não consultaram o pai com certeza, e não consultaram parece que os outros irmãos, foi uma atitude tomada pelos dois irmãos,
Simeão e Levi, eles que foram, eles que massacraram, eles que fizeram aquele ato bárbaro contra o povo de Siquém,
para você ver que esses são os progenitores, são os líderes de duas das tribos de Israel, do povo de Deus,
então para achar assim que igreja, ou Israel, ou povo de Deus, ou ministérios, ou povos cristãos, ou governos cristãos fazem o que é certo, não, olha quanta coisa totalmente errada eles fizeram,
e nesse momento da história Deus não excluiu, ele não falou assim, vocês não fazem parte do meu povo, mas o que eles fizeram teve consequência,
então são essas situações complexas que às vezes a gente não consegue entender corretamente, mas Jacob fala assim, no seu conselho, quando eles se reúnem e começam a maquinar,
e quantas vezes no livro de Salmos fala a respeito dos malfeitores, dos injustos, que eles maquinam o mal, que eles se juntam para fazer o mal, para praticar uma coisa errada,
e realmente nós temos essa situação não só entre pessoas que são pessoas, ou povos, ou governos, esse tipo de injustiça, esse tipo de ato totalmente contrário a Deus,
não acontece somente entre pagãos, ou outras religiões, ou povos que nós consideramos assim, de outras, a gente tem esse conceito, vamos dizer assim, de muçulmanos, ou de comunistas,
ou de governos que são extremistas, de ditaduras, não, isso acontece no meio de povos civilizados, isso acontece, a história é cheia de exemplos, as cruzadas,
quanto que eles massacravam de árabes e judeus, cometeram atos terríveis em nome da cruz, e daí por diante, então ele fala "no seu conselho não entre minha alma,
com a sua congregação minha glória não se ajunte, pois no seu furor mataram homens, na sua teima jarretaram toros", até contra animais, ele está dizendo aqui, "maldito seja o seu furor, pois era forte a sua ira, pois era dura".
Então, aqui nós temos uma advertência, são dois dos filhos de Jacó, descendentes de Abraão, Isaac, líderes de duas tribos, nós vamos falar já sobre Levi,
os levitas se tornaram uma tribo separada para Deus, mas esse homem que foi o próprio Levi, o pai dos levitas, olha o que ele fez, então isso é muito sério,
e só para reforçar o que esses versículos estão dizendo, não entre no conselho, e eu queria dizer, isso é muito importante para nós hoje, mais uma vez, Deus não usou isso, Jacó não usou isso,
para dizer assim, os seus descendentes não farão parte do povo de Deus, não, ele não excluiu, nós todos, nós temos misturas, nós temos atitudes erradas, e ainda mais da nova aliança,
entendemos que nossos pecados, pecados de gerações anteriores podem ser perdoados, mas isso significa sim, que no meio do povo de Deus, no meio do povo escolhido, no meio da igreja, em qualquer lugar,
dentro de uma família, nós podemos ter conselhos, atitudes, decisões, totalmente em discordância com a natureza de Deus, e eu estou falando isso com muita ênfase, porque nós estamos vivendo isso,
muita coisa hoje, porque a gente pensa, inquisição, cruzadas, é de outras épocas, até o holocausto, é de uma época passada, mas eu estou falando de hoje, tem muita coisa errada,
e nós não podemos compactuar, nós não podemos, nós não podemos, não é uma questão de dividir, não é uma questão de excluir, não é uma questão de nos achar melhores, mas é uma questão de não fazer parte, de não compactuar,
de não participar, ele falou assim, no conselho deles, não entre em minha alma, eu não quero, eu não quero fazer parte disso, Jacob, o pai, está dizendo, eu não tive nada com isso, eu não concordo e não aprovo,
então eu acho que isso é algo muito forte aqui para a gente pensar, isso é algo que afeta muito. Então, qual que foi a consequência para Ruben? Voltando para Ruben, ele falou assim,
que ele não mais seria considerado, versículo 4, não serás o mais excelente, ele não iria ocupar o lugar dele como primogênito, ele perdeu, ele perdeu a primogenitura,
como Isaú perdeu, Ruben perdeu, ele não foi considerado, Caim perdeu, a descendência de Caim, Deus não a abençoou, Deus não deu sequência à descendência de Caim,
então isso é uma consequência que vem não só sobre a pessoa, isso é difícil da gente entender porque nós pensamos, os filhos, os descendentes de várias gerações na frente não tem nada a ver com o que foi feito no passado,
mas nós vamos já falar sobre isso, não tendo a presunção de resolver esses paradoxos porque são bem complexos mesmo, mas vamos primeiro falar sobre a consequência.
Então Ruben, por causa do que ele fez, ele perdeu a primogenitura. Qual a consequência para Simeão e Levi? Aqui ele não fala, mas nós poderíamos dizer, Simeão foi o segundo filho, Levi foi o terceiro filho,
então se o primeiro filho perde o direito de primogenitura, passaria para o segundo, se o segundo perde, passaria para o terceiro, e aqui não fala, mas o que aconteceu que a gente percebe na história é que Simeão e Levi também perderam o direito,
então na sequência Ruben, depois Simeão e depois Levi, quem se tornou o primogênito e aí nós vamos falar sobre, temos falado já, mas vamos continuar falando que aí nos 12 filhos nós temos essa duplicidade,
como é que eu posso dizer assim, tanto José como Judá, eles tiveram aspectos em que eles receberam a benção da primogenitura, pelo desejo de Jacó, pelo que Jacó fez no capítulo anterior,
dando duas tribos, os dois filhos de José tendo duas partes entre as 12 tribos de Israel, claramente Jacó estava passando a primogenitura para José, e 1ª crônica 5 fala isso,
uma hora a gente pode ler, mas é 1ª crônica, no meio das genealogias, lá em 1ª crônica 5 fala Ruben foi o primogênito, mas ele perdeu a primogenitura por causa do que ele fez,
e aí explica também que houve uma divisão das bênçãos entre José e Judá, Judá e José, então qual foi a consequência sobre Simeão e Levi, além de, não cita a questão de primogenitura aqui,
em nenhum outro lugar, mas nós vemos que eles também não foram abençoados, eles não herdaram uma bênção específica de Deus, no final do versículo 7,
então depois que ele fala sobre não entrar no conselho, não compactuar, não fazer parte, mesmo que seja de alguém, do povo de Deus, mas se está fazendo algo que é contrário à natureza de Deus,
a igreja, principalmente os protestantes, mas é uma característica da igreja em toda a história, é dividir, e geralmente não pelas razões certas,
mas esse aqui não é uma questão de divisão, tem 12 tribos, todos fazem parte, Deus não excluiu, mas ele coloca consequências, existem consequências sobre aquilo que é feito,
então no final do versículo 7 ele fala "eu os dividirei em Jacó e os espalharei em Israel", então ele está dizendo, essas duas tribos elas não vão formar,
a descendência, as duas tribos, eles não vão formar uma tribo, são enumerados, são listados no meio dos 12 filhos de Jacó, mas eles não receberiam uma porção,
eles não receberiam, eles não teriam uma identidade separada, eles vão ficar divididos, e aí nós descobrimos realmente, olhando para frente na história,
Simeão, ele recebeu uma porção, ele recebeu uma herança quando Josué entrou, conquistou a terra e dividiu a terra entre as tribos, Simeão recebeu uma parte, mas foi uma parte que foi mais ou menos incluída
dentro da parte que foi dada a Judá, então Judá recebeu uma herança, e lá no sul de Judá deu tipo uma subdivisão, ele recebeu uma parte, podemos dizer, inferior,
e o que aconteceu? No futuro, depois, nas outras gerações, ninguém fala do território de Simeão, Simeão desaparece, ele fez parte, ele teve uma herança dentro da herança de Judá,
mas ele não recebe, essa parte que sim, mais ou menos desaparece, some, a sua identidade realmente ficou dividida.
Agora, Levi, nós sabemos pela história que como a tribo que foi separada para ser sacerdotes e cuidar do templo, das coisas de Deus, eles não receberiam uma herança, eles realmente foram divididos.
Mas aqui está o enigma que eu quero tocar antes de seguir em frente com a bênção sobre Judá, porque aí eu coloquei aqui o paradoxo da bênção.
É interessante, e isso é como eu falei, é difícil a gente... como assim? Eu vou ser abençoado ou maldito por causa daquilo que meu pai ou meu avô ou gerações passadas fizeram?
Mas o que Deus fala, e antes de ir adiante, vamos ver o que Deus fala, Deus falou no Monte Sinai, quando estava dando os 10 mandamentos, está em Êxodo 20, vamos só ler esse texto porque fala a respeito desse princípio.
Quando ele estava falando do segundo mandamento de não fazer o primeiro mandamento é não ter outro Deus, segundo mandamento é não fazer imagem de escultura, não encurvar elas, e aí ele fala "pois", no meio do versículo 5,
"pois eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso", mas a palavra certa é ciumento, "que visito", então aqui Deus coloca esse princípio de que o que os pais fazem traz consequências sobre os filhos, sobre a descendência.
Então ele fala "eu visito a maldade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam", então quando tem uma geração, quando tem os pais, quanto que isso afeta?
Todo mundo sabe, nem necessariamente é por causa de dizer "eu odeio Deus, eu não aceito Deus, eu não sirvo a Deus", mas assim, nós sabemos, crianças que nascem numa família desestruturada, onde tem brigas, onde tem drogas, onde tem violência, onde tem abuso,
quanto que isso afeta? Não tem como negar o fato de que aquilo que os pais fazem realmente traz efeitos, e filhos que nascem num lar abençoado, filhos que nascem com condições de vida, eles têm um futuro diferente.
Então, é difícil a gente separar essas coisas, mas eu vou tentar colocar algumas considerações. Então, Deus fala "eu sou um deus ciumento, aqueles que não estão ligados a mim, aqueles que não entram em aliança comigo, aqueles que me rejeitam, eles vão ter consequências".
O que os pais fazem, a gente pensa, isso é injusto, mas a gente vê que a vida é assim, quando os pais não servem a Deus, quando levam uma vida longe de Deus e praticando coisas horríveis, isso vai ter efeito na descendência, na primeira, segunda geração, isso pode acontecer.
Então, eu visito a maldade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam, versículo 6, exodo 20, versículo 6, mas faço misericórdia, o que é misericórdia? É réced, eu uso de bondade, eu derramo bondade até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.
Então, esse caso específico do que Jacó falou sobre Simeão e Levi, eu queria chamar a atenção para isso e vamos olhar aqui o que é o paradoxo.
Os pais podem abençoar ou amaldiçoar a sua descendência, isso não é só nesse momento que Jacó está pronunciando uma bênção, eu quero dizer assim, os pais podem abençoar, podem profetizar, podem passar o encargo do coração, é importante essa bênção que é passada de geração em geração.
Mas aqui nesse momento eu estou falando sobre simplesmente a sua vida, a sua vida diante de Deus, se você é uma pessoa temente a Deus, se o casal é temente a Deus, eles abençoam ou amaldiçoam os descendentes pela própria vida.
Porque Deus está falando, se aqueles que me odeiam, aqueles que quebram a minha aliança, aqueles que se afastam, aqueles que não querem relação comigo, isso vai ter consequência, porque não virá aquela bênção que Deus está cortando a ligação.
Deus não é mesquinho, Deus não é pronto, você fez isso comigo, agora vou fazer com você, a gente às vezes coloca Deus como se fosse alguém parecido conosco, quando a gente fala da palavra ciumento, às vezes a gente pensa no ciúme humano, que é possessivo, que é vingativo, mas Deus está falando de um verdadeiro amor, de um verdadeiro sentimento e daquilo que Ele deseja, que Ele deseja ter conosco.
Deus não é simplesmente alguém que está apertando os botões e falando consequências, Ele é alguém que ama, Ele é um Pai, e quando o filho pródigo, por exemplo, da parábola de Jesus, quando ele pega as bênçãos que o Pai deu para ele e quando ele joga fora numa vida desregrada, Ele está trazendo sobre si a maldição.
E o Pai não queria, o Pai não estava jogando praga nele, mas isso é algo que acontece quando nós quebramos os princípios de Deus, quando nós nos afastamos as coisas ruins começam a acontecer.
Então, isso é uma consequência, o que Simeão e Levi fizeram, o que Ruben fez, isso trouxe consequências sobre a descendência deles, então os pais podem abençoar ou amaldiçoar por causa da sua vida, por causa do exemplo, por causa...
Deus nos criou com essa ligação maravilhosa, os pais não só colocam pessoas no mundo, há um vínculo, um vínculo de amor, um vínculo de interdependência, uma coisa maravilhosa que Deus fez para mostrar o que existe entre nós e Ele.
Então, isso é uma lei da natureza, agora é da natureza de Deus, é uma lei da vida, agora Deus está dizendo a bênção é muito mais poderosa do que a maldição, porque se os pais passam para os filhos algo negativo, isso pode durar uma, duas, três gerações.
Mas aquilo que é feito na bênção de Deus, isso dura muito mais, muito mais, vai longe até mil gerações.
Agora, o que quer dizer isso? Isso não significa salvação, nós sabemos isso pela Bíblia, Paulo fala claramente, nem todos os filhos de Abram, homem abençoado, homem que passou bênçãos até para Ismael, ele passou a bênção dele, não só para Isaac.
Mas nem todos os filhos serão abençoados, então cada pessoa, então esse aqui é o paradoxo, o que os pais fazem cria condições favoráveis, abençoadas ou não favoráveis.
Os pais criam, pelas decisões, não é a pobreza em si, crianças podem nascer num lar sem recursos materiais e serem abençoados, porque os pais são trabalhadores, eles são esforçados, têm princípios, então não é uma questão financeira,
mas é de caráter, de ser pessoas conectadas realmente com Deus, nem a questão de religião em si, pode ser de outras religiões, pode ser que não conheça toda a verdade que nós temos nas escrituras, mas isso é um princípio de bênção ou de maldição.
Porém, cada pessoa, se a pessoa foi dentro de um povo amaldiçoado, a pessoa pode tomar decisões e reverter isso, cada pessoa tem escolhas individuais e isso pode mudar.
A gente tem o grande exemplo de Ruth, a Moabita, porque os Moabitas foram amaldiçoados por causa do que fizeram e até tem na lei de Moisés que até a décima geração eles não poderiam entrar na presença, no tabernáculo, mas Ruth foi uma pessoa abençoada que se tornou parte da genealogia de Jesus.
Então, isso mostra que essa questão de dizer "Deus já predestinou todo mundo que nasceu de Isaúl, que nasceu de Ismael, ou que nasceu de algum outro povo, ou mesmo dentro de uma família, a pessoa vai ser amaldiçoada para sempre", não.
São condições favoráveis ou desfavoráveis, o que nós fazemos influencia nossos filhos e os netos de gerações, o que nós fazemos, essa influência, ela passa de geração para geração, mas é uma influência, é uma bênção, é uma condição favorável.
Mas cada pessoa, como as escrituras também nos afirmam claramente, cada pessoa tem sua própria responsabilidade, então isso pode mudar.
Então vamos pegar agora, voltando para Gênesis 49, vamos pegar esse exemplo tão interessante que nós temos aqui de dois filhos, Simião e Levi, que fizeram juntos um ato, cometeram um ato bárbaro, eles foram severamente repreendidos e isso traria uma consequência sobre a sua descendência.
Então, por exemplo, Simião que a gente não sabe, não tem notícias, a gente não tem o que que aconteceu com algum descendente de Simião, a gente não tem, mas isso não significa que os descendentes de Simião eram amaldiçoados, isso significa que eles foram dispersos, eles não tiveram uma condição de preeminência,
eles não tiveram uma condição mais destacada, mas individualmente cada um poderia ser abençoado ou não, então é um exemplo muito interessante.
Agora vamos falar sobre Levi, porque nós sabemos muita coisa sobre Levi. Moisés era da tribo de Levi, mas não só por causa de Moisés, Moisés foi a fala da mãe dele que protegeu, então Moisés veio de uma família,
a irmã dele ficou vigiando quando colocou no barquinho no mar, então Levi ele não foi, ele não foi amaldiçoado, muito pelo contrário, algo aconteceu na história que mudou, não mudou essa profecia, Levi realmente foi disperso,
ele não recebeu uma herança, isso pode parecer um castigo, não era uma condição boa, não era uma condição, não foi uma bênção que Jacó deu para Levi, mas Levi não se tornou, eu falei, nem os descendentes de Simião ou de Ruben,
os descendentes, cada um teria sua história individual, eles não receberam uma condição favorável dada pelos pais, mas eles tiveram cada um, a Bíblia sempre é muito clara sobre isso,
cada um dentro da sua condição, Deus vai julgar, Deus vai avaliar, Deus sabe o que cada um faz, tanto com sua condição de abençoado, como com sua condição de não ter uma condição tão favorável,
cada um vai ter que lidar com isso e Deus vai olhar o coração de cada um, como que você reagiu diante disso, mas olha o que aconteceu coletivamente com Levi,
é naquela história de Êxodo 32, quando Moisés tinha subido no monte, ficou 40 dias lá, e Arão, da tribo de Levi, ele disse que não foi ideia dele, que o povo ficou falando, mas Arão cooperou com eles e fez o Bezerro de Ouro,
então nós temos alguém, o irmão de Moisés, descendente de Levi, colaborando para fazer esse Bezerro de Ouro que acendeu a ira de Deus,
e quando Moisés desce do monte e vê aquela situação, ele faz uma pergunta, quem está do lado de Deus agora, um monte de gente dançando e fazendo farra com um Deus estranho,
e Moisés fala assim, peraí, quem está do meu lado? Quem foi para o lado de Moisés nesse momento de mistura, de idolatria, de crise no meio do povo de Israel?
Os filhos de Levi, os Levitas, porque até então Deus não tinha falado, tinha Arão, que era o irmão de Moisés e que seria o sacerdote,
então tinha uma tendência lógica de escolher a tribo de Levi como sacerdotes, mas isso não tinha sido definido ainda,
e os descendentes dos filhos da tribo de Levi, eles se colocaram ao lado de Deus, ao lado de Moisés, e até tiveram assim, teve um massacre ali de matar três mil dos idólatras, que para nós é também uma coisa assustadora,
mas o ponto é que eles consideraram, e outra vez isso que faz parte de algo impressionante, que Deus coloca esses paradoxos,
que ao mesmo tempo que tem a bênção, cada um tem que decidir de que lado que vai ficar, e outra coisa que Deus preza muito é a unidade da família,
o amor, a lealdade, a união, aquilo que Caim fez com Abel é colocado como exemplo terrível do que se pode fazer contra o próprio irmão,
mas aqui nessa história de Êxodo 32 eles se colocaram contra seus irmãos, das diferentes tribos, não falo de quais tribos morreram, mas eles se colocaram do lado de Deus em outras palavras,
como Jesus falou, se alguém amar mais a sua esposa, seu filho, sua mãe, seu pai, seus irmãos, se amar mais do que a mim não é digno de mim,
porque o que supera, o que vai além de qualquer laço familiar é a nossa ligação com Deus, e Jacó, o pai de Simeão e Levi, como eu já enfatizei,
ele falou assim, minha alma não entre no conselho, então Levi, o filho de Jacó, que se juntou com Simeão para praticar um ato bárbaro,
agora eles estão, os descendentes, várias gerações depois, os descendentes estão dizendo, nós estamos do lado de Deus e nós não vamos colocar nossos laços familiares, nossos parentescos,
se é contra Deus eu não posso estar aliado com isso, e por isso, eu não vou tomar o tempo agora, mas por isso Moisés também dá uma bênção, em Deuteronômio 33,
Moisés também abençoa as 12 tribos de Israel, bem parecido assim, o ato de abençoar é parecido com esse de Jacó, é um outro momento agora com muitos descendentes
em que cada tribo é abençoado e tem uma bênção especial para Levi, então Levi aí ele coloca, e Deus já tinha colocado, eles vão me servir, eles não vão ter uma herança,
então essa maldição, essa consequência, castigo que Jacó colocou sobre Levi de ter os descendentes, vão ser dispersos, se tornou uma bênção,
porque os levitas tiveram a honra de servirem a Deus, eles eram separados para Deus, em vários lugares nas palavras nos livros de Moisés, Deus coloca assim,
eles não vão ter herança, eu sou herança deles, eles vão me servir, eu separei para que eles me sirvam, então Levi, essa profecia de Jacó,
ela se cumpre na vida de Levi, mas ela se torna uma bênção, eu acho isso fantástico, que existem decisões, escolhas que podem mudar,
essa palavra que Jacó deu, a gente tem uma tendência de ser fatalista, nasci em tal família, nunca vou sair disso, tinha aquele sistema de castas na Índia,
a pessoa nasceu numa classe e isso, lá era por causa de nascimento, mas a escravidão, a rejeição de etnias, isso na Europa, os que eram da classe da nobreza,
quem não era da nobreza nunca podia chegar lá, então tem essa divisão que é fatalista, eu nasci assim, eu nasci pobre, você pobre,
numa família, numa descendência, num país que é amaldiçoado, não gente, na nova aliança nós podemos mudar, mesmo antes da nova aliança aqui,
o caso de Levi mudou a história porque eles tomaram essa decisão de estar ao lado de Deus, então eu acho isso muito significativo,
a bênção é uma consequência, pode ser uma profecia, ou como eu falei, a própria vida, a vida de alguém que anda com Deus abençoa,
e tem tantas coisas que passam para os filhos, não é só a genética, os filhos mesmo reprovando, os filhos podem reprovar atitudes do pai ou da mãe,
e eles repetem na vida dele a tendência essa, então essa maldição ou essa bênção, o que nós fazemos tem grandes efeitos sobre os filhos,
e também de maneira positiva ou negativa, mas isso pode ser mudado, quem é abençoado pode também viver uma vida por escolha própria,
longe de Deus e perder a bênção, então é importante entender isso, acho que isso ajuda a gente a entender um pouquinho.
Bom, nós só vamos iniciar hoje a bênção maior, e até chamei essa aula assim da bênção mais surpreendente,
de todas as doze bênçãos, de todos os doze filhos, eu estou, é lógico, eu estou fazendo uma suposição,
eu não sei qual era o sentimento anterior de Jacó em relação a Judá, eu não sei se Jacó algum dia ficou sabendo
que foi Jacó que deu a ideia de vender José como escravo para o Egito, para os Ismaelitas que foram para o Egito,
e a história anterior de Judá não foi uma história boa, Judá fez algo como nós vimos,
essa bênção que vem sobre a vida de cada um tem muito a ver com o caráter, com os méritos, com os deméritos de cada um,
por que que veio essa palavra sobre Ruben, por causa do que ele fez, por que que veio essa palavra sobre Simeon e Levi,
por causa do que eles fizeram, por que que Jacó deu uma bênção maior sobre a vida de José,
em parte por causa do que José fez, mas em parte porque José era o filho da esposa amada, então tem esses fatores,
por que que Isaac queria abençoar Esaúl mais do que Jacó, porque Esaúl trazia carne que o pai gostava, tinha uma afinidade,
então existem, quando se pronuncia uma bênção, quando se passa uma bênção para alguém, é claro que tem uma interferência nossa,
nós temos sentimentos, se percebe que Jacó era uma pessoa que não esquecia as coisas,
décadas depois que aquilo aconteceu ele lembrava, ele não tinha apagado aquilo, agora Judá a gente não sabe exatamente,
por que Judá teve um histórico negativo, mas na hora lá da crise sobre Benjamin, levar Benjamin para o Egito,
e depois José queria testá-los e prender Benjamin lá no Egito, Judá se colocou como substituto,
ele viveu algo tremendo que parece que apagou o efeito daquilo que, do negativo que tinha acontecido na vida dele antes,
mas nós não temos notícia de que Judá tivesse uma relação muito especial com o pai, pelo menos não tem nada registrado sobre isso,
então eu suponho, isso é bem uma coisa pessoal, uma opinião, mas assim, até esse momento o que nós temos da parte de Jacó é querer abençoar José,
ele deu a porção dobrada para José, ele conversou com José sobre o que Deus falou com ele durante a vida no capítulo 48,
tudo que Jacó quer passar de pessoal, de bênção, de uma coisa muito assim do coração de Jacó, ele passa para José,
então para mim, eu olhando o que ele profetiza sobre Judá, nas outras, nos outros casos, nós podemos dizer assim,
Jacó está dando a bênção de acordo com o que ele sente sobre cada filho, Jacó tinha dado uma bênção especial sobre José antes,
ele fala sobre Ruben porque ele estava muito magoado com o que Ruben fez e assim os outros, mas sobre Judá, ele dá uma palavra realmente profética,
porque como que ele iria saber, Deus não apareceu para ele falando assim "Olha, dos seus 12 filhos, quem vai ser o progenitor,
quem vai ser, de onde vem a linhagem", porque lembra que a promessa de Deus para Abraão, para Isaac, é da sua descendência virar alguém,
não é muito enfatizado na maneira que Deus fala com Abraão, com Isaac e Jacó, não é muito enfatizado assim "Vocês vão ser uma nação,
mas no meio dessa nação vai surgir um Messias, vai surgir alguém", porque quando Deus fala em Gênesis 17 com Abraão,
ele fala assim "Reis procederão da sua descendência", reis, assim até esse momento não tinha algo assim muito especial nem sobre a existência, eles tinham, com toda certeza, eles tinham essa lembrança,
essa tradição passada que lá no Jardim do Éden, Deus falou que o descendente da mulher iria esmagar a cabeça da serpente,
então nós temos essa... até que ponto que eles entendiam isso, até que ponto que eles esperavam um descendente, uma pessoa específica, nós não sabemos,
mas eles tinham essa promessa, eles tinham isso, mas o que eu quero dizer aqui é dos três patriarcas, do Livro de Gênesis, nós temos histórias, Abraão oferecendo Isaac,
nós temos assim indícios, momentos em que o próprio nascimento de Isaac como filho do milagre aponta para algo sobrenatural, aponta para a vinda de alguém,
mas a ênfase das promessas era "Vocês vão se multiplicar, vocês vão herdar a terra, dentro da terra vocês vão ter vitórias sobre os inimigos,
nós temos várias vezes esse tema de vitória, de não ser mais conquistados, não ser mais oprimidos por inimigos, mas a vitória sobre os inimigos também é um tema,
mas vamos ler, nós não vamos poder explorar todos os aspectos dessa profecia, mas vamos ler a profecia que foi dada, a profecia, a bênção que foi dada para Judá, Judá, versículo 8, Gênesis 49, versículo 8,
"Judá, a ti te louvarão os teus irmãos", isso aqui é porque o nome Judá significa louvor, porque Judá foi o quarto filho de Lia e lembra que ela estava querendo ser amada pelo marido,
então cada vez que ela tinha um filho, ela tinha uma esperança renovada de que Jacó iria ter um afeto especial por ela, que ela não tinha, que Jacó amava Raquel,
então ela falava assim, agora vai acontecer e tal, cada filho que vinha, mas quando nasceu Judá, ao invés de dar o nome assim, agora meu marido vai me amar, agora estou prevalecendo, agora... não,
o nome de Judá, Lia falou, a mãe dele falou assim, agora eu louvarei o Senhor, então era quase como se ela falasse assim, desisto, ela não desistiu, mas era quase como se ela estivesse falando,
eu desisto de tentar pegar o afeto do meu marido, eu vou louvar ao Senhor porque Deus me deu um filho, então o nome de Judá significa louvor e ele está usando o significado do nome
para dizer "a ti te louvarão os teus irmãos", agora veja bem, a linguagem, ele não está retirando a bênção especial para José, mas aquilo que ele... até aqui, por isso que eu falo assim, essa bênção foi surpreendente,
será que Jacó se surpreendeu com o que ele mesmo disse, será que ele recebeu algo que ele mesmo não estava esperando? Eu penso que sim, no mínimo, no mínimo, ele recebeu uma profecia do Messias aqui,
e é a profecia mais clara que tinha vindo até então, tinha essa profecia que Deus deu no Jardim do Éden que as sementes da mulher iam libertar o homem dessa influência e acabar com a cabeça da serpente,
e é derrotar a serpente de uma vez por todas, mas depois disso nós não temos uma profecia clara a respeito de um Messias, e aqui tem, então Judá, a ti te louvarão, até então assim era José que era louvado pelos irmãos,
era José que tinha a primazia, a ti te louvarão os teus irmãos, aqui então ele tem essa promessa de ter supremacia sobre os inimigos, a tua mão será sobre o pescoço de teus inimigos,
olha que aquilo que foi o sonho de José, diante de ti se inclinarão os filhos de teu pai, então ele será o mais destacado, isso não aconteceu, pelo que a gente sabe, isso não aconteceu na vida deles,
lembra que eu falei, essas profecias todas, essas bênçãos, essas profecias, sempre se referem nesse momento, Jacó está abençoando as tribos, ele está abençoando o futuro, a nação de Israel,
e ele está falando, Ruben não vai ser a tribo mais destacada, Simeão e Levi serão divididos, dispersos no meio do povo, ele está falando sobre o futuro, ele não está falando sobre o que aconteceria dentro da vida deles,
dentro do tempo de vida deles, então essa profecia para ajudar não aconteceu na vida dele, então diante de ti se inclinarão os filhos de teu pai, quando que aconteceu isso?
Quando começou a ter a linhagem de reis, porque diante dos reis todos tinham que se inclinar, então quando é que essa profecia aconteceu? Muito tempo, 500 anos para frente, dessa época, 400 anos para frente,
aconteceu essa, não, mais do que isso, aqui nós estamos, sei lá, alguma coisa em torno de 1800, 1800 talvez anos antes de Cristo, e David veio mil e poucos anos antes de Cristo, então sei lá, 800, 900 anos depois.
"Judá é um leãozinho", versículo 9, "subiste da presa, filho meu, encurva-se, deita-se como leão, e como leoa quem o despertará?"
Aqui ele está sendo comparado a um leão, e ele é um leãozinho, mas ele vai crescendo, o leão é símbolo do rei, dos animais, isso é um símbolo da realeza de Jesus,
agora é só uma coisa assim, várias vezes na Bíblia fala sobre leões, a simbologia de leão é usada várias vezes, mas só para a gente ter um equilíbrio certo, porque é um dos, eu diria, é difícil a gente ter estatísticas sobre isso,
mas na igreja hoje, você ouve mais que Jesus é o leão da tribo de Judá, ou você ouve mais que Jesus é o Cordeirinho que se ofereceu como Isaías 53?
Eu diria assim, claro que muitas vezes é falado, Jesus é o Cordeiro de Deus, Jesus perdoou nossos pecados e tal, mas principalmente quando a gente pensa na segunda vinda, claro Jesus é muito mais visto como leão do que como Cordeiro,
mas vamos lembrar que no livro do Apocalipse, que é o livro do fim, que é o livro de profecias do fim, Jesus é chamado uma só vez de leão da tribo de Judá, aliás é o único lugar na Bíblia toda que Jesus é especificamente chamado de leão,
leão da tribo de Judá, esse nome, essa referência a Jesus é encontrada em Apocalipse 55, a única vez no livro de Apocalipse e a única vez na Bíblia que Jesus é chamado de leão, Jesus é leão, Jesus é aquele que triunfa,
ele é aquele que tem poder, é aquele que terá toda vitória, vitória total sobre todos os inimigos, vai colocar todos os inimigos debaixo de seus pés, entregar o reino ao Pai, mas a única vez que ele é chamado uma só vez enquanto que o caminho,
porque quando, lembra né, Apocalipse 55, quando João ouviu que o leão da tribo de Judá venceu e podia abrir os selos, ele olhou para lá e ele não viu o leão, ele viu um Cordeiro como tendo sido morto,
então só para a gente não distorcer a ênfase na Bíblia e a ênfase no nosso entendimento do caráter de Jesus é muito mais sobre Jesus ser o Cordeiro do que Jesus ser leão, não é um mais importante do que o outro,
não é mais essa distorção muitas vezes que a igreja que os cristãos têm tomado de achar que o reino de Deus vem por imposição, por força, por violência e Jesus mostrou que ele é o leão, mas ele chegou ao trono por ser um Cordeiro,
mas essa profecia está falando sobre o leão porque é uma referência ao Messias, então no versículo 10 é que vem então essa profecia impressionante que é o cetro, cetro é o instrumento que indica,
realeza, o rei usava o cetro para aceitar ou não aceitar quem chegasse perto dele, o cetro não se arredará, não sairá de Judá nem o bastão de autoridade de entre seus pés até que venha Siló e a ele obedecerão os povos,
então aqui nós temos Jacó dando uma profecia, eu coloquei aqui Judá não era o filho preferido nem era o que tinha o melhor caráter ou melhor histórico dos filhos de Jacó,
no entanto então assim como que Jacó recebeu a revelação, qualquer um, nós lendo a história mas eles naquela época mais ainda quem era o filho mais indicado e outra vez assim como Deus passa por cima dos direitos de primogenitura
que são direitos reais mas ele muitas vezes ele não segue, ele não, ele quer mostrar que é escolha soberana, que depende de vários fatores, Deus sabe porque ele escolhe, como que ele escolhe,
então Judá não era a pessoa mais indicada embora pudéssemos raciocinar dos primeiros filhos de Jacó, Rubens, Simeão e Levi tinham perdido o direito então o próximo na linha seria Judá,
mas Deus deu a ele a revelação de através de qual filho, de qual descendência viria o Messias e Jacó como que ele nem tinha, que a gente saiba, nem tinha muita ideia sobre quem, quem será o Messias,
o que que vai acontecer no futuro, como é que Deus vai cumprir o seu plano de redenção, então esse versículo, essa palavra Siló nem todas as traduções falam Siló,
porque essa palavra que é traduzida Siló ela tem, ela tem pelo menos dois significados inclusive na NVI nós temos, eu vou ler como está na NVI, "o cetro não se apartará de Judá nem o bastão de comandos de seus descendentes
até que venha aquele a quem ele pertence", essa palavra Siló ela tem uma relação com Chalon que é paz, então a palavra Siló ela tem uma relação com paz,
mas ela tem também uma relação com a ideia assim, a quem pertence de direito, olha só é muito enigmático, Jacó com certeza ele não sabia como que aconteceria isso, mas ele está dizendo,
olha o cetro a descendência de reis será de Judá, não vai se apartar, Deus não vai tirar de Judá e dar para outra tribo, para outra descendência, então ele deu a linhagem de reis, a linhagem de governantes para Judá,
mas aí ele falou assim, "até que venha Siló", que é paz, "ou até que venha aquele a quem pertence de direito", olha que coisa interessante, qualquer uma das duas traduções,
os dois sentidos que estão contidos nessa palavra são impressionantes, agora só para a gente entender um outro paradoxo, Siló se tornou o nome de uma cidade, mas essa cidade não estava no território de Judá,
Siló foi a cidade onde ficou a Arca, o tabernáculo de Moisés, depois que eles entraram na terra prometida, por mais de 350 anos o tabernáculo ficou em Siló, uma cidade chamada Siló,
que ficava no território de Efraim, então olha que paradoxo também, mas aqui ele não estava falando sobre uma cidade, mas é só uma relação com o nome,
então Siló é uma palavra que significa "a quem pertence de direito", quem pertence de direito, na história teve vários reis, quando foram para a Babilônia nunca mais teve rei, Deus não tirou da descendência de Judá para dar outra tribo, mas acabou,
Zedekias foi o último rei de Judá, foram para a Babilônia, Zorobabel era da linhagem, mas ele não era rei, ele era apenas um governador, depois que voltaram da Babilônia,
então até que vem aquele a quem pertence de direito, e quando Jesus veio da descendência de Davi, como nós vemos em Mateus, ele também não assumiu a posição de rei, então nós ainda estamos esperando que a ele obedeçam todos os povos, nós ainda estamos esperando o governo de paz,
e aí versículos 11 e 12, "Ele amarrará o seu jumentinho, avide o filho da sua jumenta", isso pode ter relação com Jesus, a sua entrada triunfal em Jerusalém montado no jumentinho,
"a videira mais excelente lavará suas vestes no vinho e sua capa em sangue de uvas", isso algumas pessoas entendem que é Jesus vindo com juízo, outras pessoas, a maioria dos comentários que eu vi,
tem a ver com abundância, que vinho vai ser tão abundante que você pode até, ninguém quer sujar sua roupa de vinho, mas assim, é tão abundante que mancha até as roupas e os seus olhos serão mais escuros do que o vinho,
seus dentes mais brancos do que o leite, pode ter a ver com abundância, prosperidade, que será em consequência do reinado deste rei.
Então, depois nós vamos ainda comentar um pouco mais sobre essa profecia, sobre a profecia para José, que é a outra profecia mais destacada, mas nós vamos deixar aqui,
mas a bênção então mais surpreendente que Jacó deu, eu penso que era algo que nem ele estava esperando, se ele já tinha uma ideia de que Judá teria um destaque, uma preeminência, não sei,
mas essa profecia do Messias é difícil imaginar que Jacó já soubesse isso de antemão, na hora de abençoar, Deus deu para ele isso, isso é maravilhoso, nem todos os pais têm a oportunidade de abençoar os filhos antes de morrer,
e nem todos, a maioria não tem essa oportunidade especial, não tem esse chamado tão especial de ter 12 filhos, que vão ser as 12 tribos, nosso papel no plano de Deus é muito mais modesto, muito mais insignificante,
no sentido de não ser muito destacado, mas nós temos esse direito, é algo que Deus dá para os pais de abençoar com a vida e de abençoar dando palavras, passando encargos, passando para outra geração aquilo que Deus deu,
e Jacó ele recebe essa honra especial e nós vamos continuar falando sobre as outras bênçãos que ele deu e como isso se tornou uma realidade, porque Judá, vamos lembrar, eu falei, não aconteceu na vida de Judá.
Quando é que essa profecia começou a se tornar realidade? Só no tempo de Davi, é verdade que Caleb era da tribo de Judá, Josué e Caleb, é interessante que eram das duas tribos mais destacadas,
Josué era de Efraim, descendente de José, e Caleb era de Judá, mas Caleb não... a partir de Caleb, Judá não se tornou a tribo mais destacada,
no tempo de Juízes não tinha uma tribo que se sobçaía, Josué era da tribo de José, de Efraim, mas Judá só começou a ter esse papel que Jacó está profetizando com Davi,
e outra vez nós podemos dizer, Deus abençoou Judá, com certeza contribuiu para essa bênção o fato de Judá ter se oferecido para ficar num lugar de Benjamim,
essa atitude dele trouxe bênção sobre a descendência dele, mas o destaque, o chamado, o papel da tribo de Judá começou com Davi,
então a gente vê essa interação desses fatores de Deus abençoar da condições favoráveis diante da vida de cada um, daquilo que cada pai e mãe juntos,
do que eles passam, mas também a decisão, cada pessoa tem a oportunidade de perder a bênção, de reverter a maldição, de trazer uma bênção maior,
nós sabemos que Davi foi alguém que trouxe a bênção e a promessa da descendência para toda a tribo de Judá,
então Jacó talvez estivesse mais vendo o futuro, Deus mostrou para ele, olha, de Judá vai ter alguém que vai chamar a minha atenção e que vai trazer a linhagem do cetro e a descendência que vai trazer o Messias,
então que Deus nos ajude a entender nosso papel de estar dentro da descendência abençoada, mas de passar a bênção para aqueles que fazem parte tanto filhos e descendência natural como também espiritual,
hoje nós temos a oportunidade de passar bênçãos para filhos espirituais também. Senhor, que a Tua mão esteja sobre nós, que nós possamos entrar nessa relação com o Senhor que traz a bênção,
não só sobre nossa vida, mas sobre aqueles que vêm depois e que nós possamos ser fiéis e que nós possamos passar a Tua bênção para aqueles que estão perto de nós pedimos em nome de Jesus. Amém.

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