Depois de dar uma bênção bem pessoal e especial para José e seus filhos, Jacó chama os doze filhos para dar uma bênção profética a cada um deles. Com os doze filhos, Jacó representou o início efetivo de Israel como nação. Nesse papel, ele recebeu graça especial de Deus para dar uma bênção, não para eles como indivíduos, mas como representantes de tribos coletivas, formando uma nova nação. Jacó, na sua qualidade humana e limitada, tinha preferências pessoais, e isso influenciou sem dúvida as bênçãos que deu aos filhos. Porém, Deus é soberano e ele tem poder, tanto para revelar suas escolhas que contrariam as preferências de Jacó, quanto para mudar o futuro, apesar da bênção ou maldição proferida.
Gn 49
Leitura recomendada:
– Artigos da Revista Impacto, edição 66 – Deus quer morar na Terra
– Livro “A História do Avivamento Azusa”
–Livro “Histórias Inéditas de Azusa”

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Transcrição
Estamos agora em Gênesis 49, nós já vimos em 48, são esses dois capítulos, são as palavras finais,
momentos finais da vida de Jacó, então aqui estamos focando, o texto está focando agora na vida de Jacó
e o fim da sua vida, fim da sua carreira, do seu papel no plano de Deus, desde o final do capítulo 47,
quando ele chamou José para falar pessoalmente com ele, seus últimos desejos, e agora, depois em 48,
como ele abençoou José e seus filhos numa bênção mais separada, uma bênção especial para José e seus filhos,
e agora estamos no capítulo 49, em que Jacó vai abençoar, agora ele convoca todos os 12 filhos
e vai dar uma bênção para cada um deles, então ele já abençoou José como o filho especial, o filho que tem uma relação muito especial com ele
e os dois filhos de José, então ele teve esse momento separado, esse momento especial com José,
e uma bênção assim mais... não só ele deu uma bênção separada e especial para José e para os filhos dele,
mas ele também abriu o coração, falou as coisas que ele estava sentindo no fim da vida dele,
então o capítulo 48 é uma revelação mais pessoal de Jacó, o que ele sentia, o que que estava forte nas lembranças dele,
e como nós já mencionamos, nem todos, acho que poucos, têm a oportunidade para saber quando eles realmente vão partir,
porque no caso de Isaac, ele chamou Esaú na verdade, ele foi enganado e abençoou Jacó no lugar de Esaú,
mas ele viveu muitos anos, mais de 40 anos depois dessa despedida, dessa bênção final,
mas Jacó não, Jacó ele vai realmente abençoar, ele abençoou José e depois abençoou os 12 filhos,
porque realmente está no final da vida dele, e tanto é que no final do capítulo 49 ele terminou de dar a bênção para os 12 filhos
e aparentemente pelo jeito que nós temos o relato, ele já parte, já vai embora depois dessa bênção,
então ele teve a oportunidade de abençoar José, os filhos de José, e de abençoar depois todos os 12 filhos juntos,
de fazer o último pedido, então Jacó teve um momento bem especial antes de sua partida,
mas nós vamos começar então a ver hoje essa bênção que Jacó deu para os 12 filhos, foi uma bênção profética,
e nós vamos ver a importância, um pouco da importância, do significado dessa bênção que ele dá para os 12 filhos, vamos orar.
Senhor, nós queremos entender mais dos teus propósitos, mais de quem o senhor é,
esse momento importante não foi só uma despedida de um pai de seus filhos, mas isso, toda a história de Abraão, Isaac e Jacó,
todo esse relato aqui faz parte de uma história que determina, uma história que faz parte da tua história de redenção, do teu propósito,
então é algo que vai muito além dos limites de uma vida pessoal, de uma família, simplesmente um pai se despedindo dos filhos,
então nós queremos entender os teus propósitos, queremos entender quem o senhor é, e quais foram teus propósitos naquela época,
e qual é o teu propósito para nós hoje, sempre nos interessa entender o teu plano para nós nos nossos dias, a nossa geração,
por isso pedimos a tua ajuda, pedimos que o senhor fale conosco de uma forma especial neste momento que estamos olhando para a tua palavra em nome de Jesus que nos pedimos.
Então, já fiz então uma breve comparação, a bênção no capítulo 48 é só para José e seus filhos, é uma bênção específica,
faz parte dessa relação que Jacó tem com os filhos, ele tem 12 filhos, mas toda essa história que nós já acompanhamos de como ele quis casar com Raquel,
e aí veio Lia e depois vieram as duas servas das duas mulheres, então isso tudo contribuiu para um propósito de Deus que era de dar 12 filhos a Jacó,
porque era o momento no plano de Deus de iniciar realmente a multiplicação, porque até esse momento, tanto na vida de Abraão com seus filhos,
Abraão teve vários outros filhos, além de Isaac, Isaac teve só dois filhos mas só um que foi escolhido para dar continuidade ao plano,
mas no terceiro patriarca Jacó chegou o momento de ampliar, de multiplicar, porque até então parece que estava sempre funilhando, sempre tem outros mas só esse que faz parte,
então sempre estava vendo esse processo de seleção, não são todos os filhos de Abraão, não são todos os filhos de Isaac,
mas no caso de Jacó, todos os filhos de Jacó entraram nesse próximo passo do plano de Deus de formar a nação, já nessa época que estamos vendo aqui nós nem sabemos quantos eram todos,
todo o clã de Jacó, mas porque quando ele foi para o Egito, 17 anos antes, foi feito uma contagem mais ou menos de 70 pessoas,
mas esse número não incluiu as esposas e não incluiu os netos, mas nessa época 17 anos depois com certeza já eram mais e está nesse processo de multiplicação.
No Egito eles vão se multiplicar, eles vão formar, em mais duas ou três gerações, eles vão formar uma multidão,
até chegar o tempo de Moisés e quando eles foram sair do Egito, já com um número bem grande, então Jacó é o início desse processo de multiplicação,
então Jacó ele teve um papel diferente, cada patriarca teve um papel diferente, mas essa oportunidade, esse papel profético que Jacó exerce,
eu já fiz essa comparação, mas eu vou fazer novamente, Jacó ele teve o papel mais forte dos três patriarcas em abençoar a próxima geração.
Abraão foi fiel em passar para Isaac, Isaac foi fiel em passar para Jacó, mas esse momento de abençoar e essa maneira de realmente passar adiante,
pelo menos assim explicando, pelo menos nós não temos no relato de Abraão e no relato de Isaac, nós não temos assim Abraão chamando Isaac, explicando, deve ter acontecido isso,
mas não temos o relato de Abraão chamar Isaac e contar toda a sua história, com certeza ele contou como é que teria sido preservada a história,
mas não tem esse relato aqui, e o que Jacó tem de diferente em relação a Abraão e Isaac é esse momento oficial, esse momento solene de passar a bênção para a próxima geração,
justamente porque aqui nós temos essa passagem não para um filho, Jacó tinha José como filho especial e de certa maneira o que Jacó fez na bênção para José foi passar,
porque ele conta no capítulo 48, ele conta como Deus apareceu para ele, ele conta qual foi a promessa que Deus deu para ele, então ele faz isso para José.
Então a gente tem essa impressão, essa sensação ao ler o relato de que Jacó está passando o bastão de quem vai carregar a promessa, de quem vai dar continuidade à promessa,
parece que Jacó está fazendo isso para José, mas nós vamos ver aqui no capítulo 49 que Deus tinha outros planos, não era exatamente como Jacó tinha pensado,
então nós temos Jacó passando para José, para seus filhos, de uma forma mais pessoal, de uma forma mais íntima, a vida dele, a promessa que Deus deu para ele, o encargo que Deus deu para ele, isso acontece no capítulo 48.
No capítulo 49 ele vai dar uma bênção para os doze filhos, vamos até ler aqui os primeiros dois versículos de Gênesis 49, "Depois Jacó chamou seus filhos e disse,
"Ajuntai-vos para que vos anunciem o que vos há de acontecer nos dias vindouros."" Essa mesma expressão e até algumas traduções da Bíblia acho que colocam no lugar de dias vindouros nos últimos dias,
e realmente é a mesma expressão como Isaías 2, por exemplo, que fala assim, "Nos últimos dias o monte da casa de Deus vai ser elevada", então pode ser entendido como os dias vindouros,
quer dizer, no futuro, mas pode também ser traduzido como os últimos dias, e assim, no meio dessas bênçãos que ele vai dar, ele vai abençoar separadamente, especificamente cada um dos doze filhos,
ele tem algo para falar para cada um, e especialmente na bênção que ele dá para ajudar, ele realmente fala sobre algo que vai acontecer muito pela frente,
em outras bênçãos varia um pouquinho assim o alcance, nem todos falam assim muito sobre o fim dos tempos, mas especificamente, no geral, nós podemos dizer que Jacó, ele não está dando uma bênção,
Ruben, Simeão, cada um dos filhos, ele não estava falando sobre o que ia acontecer na vida imediata, na vida pessoal daquele filho, as bênçãos dele são sempre pensando já nos doze filhos como representantes de doze tribos.
Jacó tem essa visão profética de que os doze filhos eles vão se multiplicar e eles vão se tornar tribos de uma nação.
Para nós parece óbvio, aí Jacó teve doze filhos, aí cada um virou uma tribo, mas por que que... assim, isso era uma visão profética, porque essa divisão em tribos poderia acontecer numa outra geração com mais tribos, enfim,
ou poderia ser como no caso de Isaac, que teve dois filhos e um não fez parte, ele poderia dizer... olha, alguns dos meus filhos não vão fazer parte, sei lá, ele poderia ter tido... não era uma coisa tão óbvia assim de que os doze filhos iam se tornar doze tribos de uma nação,
então essa bênção de Jacó ela já começa a ser profética a partir disso e na verdade podemos voltar ao capítulo 48 em que ele abençoa José e ele já estava vendo, vislumbrando as tribos,
e ele coloca os dois filhos de José dando o direito de primogênitura dele a de ter a porção dobrada, ele já coloca Efraim e Manassés como também parte, assim, não a tribo de José, mas iria ter... José iria ter duas tribos com os dois filhos dele.
Então Jacó teve essa visão e pelo menos para mim a gente está muito habituado a ler, a saber a história, então a gente sabe, Jacó teve doze filhos, os doze filhos viraram as doze tribos,
mas pensando na época de Jacó e como ele via isso, isso realmente foi algo profético, algo sobrenatural que Deus deu para ele e nesses momentos finais de sua vida ele passa isso para os filhos.
Inclusive assim, esse relato no capítulo 49, Gênesis 49, ele começa falando que ele chamou os filhos a juntaivos, eu vou anunciar o que usar de acontecer nos dias vindouros,
ou seja, esses dias vindouros não seriam dentro do tempo dos filhos, não era durante o tempo de vida deles, isso ia acontecer lá para frente, então Jacó realmente está recebendo aqui uma visão profética,
ele está dando uma bênção mas é uma bênção profética porque ele está falando, não é assim, ele tem essa parte pessoal, ele tinha esse afeto especial por José, então ele passa a bênção, fala assim,
você percebe, Jacó não está assim como uma pessoa que está distante de seus próprios sentimentos e ele começa a falar somente pela inspiração de Deus,
e é sempre assim, Deus nos usa nas nossas limitações, por isso que a profecia é sempre parcial, todas as profecias são parciais,
não, mas as profecias na Bíblia são escritura, sim, mas eram visões parciais, Jacó viu muita coisa que ia acontecer mas ele não viu tudo,
nós vamos ver alguns aspectos aqui daquilo que ele profetizou, a profecia dele foi em parte, ele teve uma visão, ele pode transmitir algo especial para os filhos,
mas era uma revelação de Deus mas ao mesmo tempo tem esse elemento humano e Deus usa esse elemento humano,
a profecia bíblica e a profecia como dono de Deus na nova aliança, ela não é assim, a pessoa é tomada como entrando numa transe e sem perceber, tem essas experiências que não são alinhadas com o Espírito de Deus,
com os caminhos de Deus, tem pessoas que têm experiências e recebem coisas sem entender praticamente assim a mão, escreve e a pessoa nem sabe o que está escrevendo, coisas assim,
isso não é profecia bíblica, Deus vê a pessoa, Deus revela coisas, mas nós temos esse elemento humano, nós sempre temos um elemento humano misturado,
então as pessoas que acham que recebem uma profecia e não pode ser questionada, que o que eu recebo é de Deus e é infalível, não existe isso bíblicamente,
então nós temos essa percepção, essa visão em parte, e é claro que quando é uma coisa que está na Bíblia a gente tem muito temor de dizer isso foi de Deus, isso não foi,
a não ser que a própria Bíblia interprete assim, mas a gente percebe, pelo cumprimento das coisas, por todo o contexto da história, nós conseguimos ver o elemento humano,
por exemplo, estamos sempre comparando essa bênção que Jacó deu com o que aconteceu com Abrão e Isaac, o pai e o avô dele, Abrão não teve esse momento de dar uma bênção específica para Isaac, não tem esse registro,
Isaac abençoou, mas primeiro que ele quis abençoar Esaú, ele nem chamou Jacó, se ele ia dar uma outra bênção depois para Jacó a Bíblia não fala, mas Isaac estava ficando cego e ele queria dar a bênção e ele chama Esaú, somente Esaú,
que já é uma coisa também de preferência, de favoritismo e de uma parcialidade humana, e aí tem toda aquela história de que Rebecca fica sabendo e ajuda Jacó a enganar o pai e Isaac profetiza, ele dá uma bênção profética sobre a vida de Jacó,
mas achando que é Esaú, e foi algo que Deus, não foi de Deus ter feito isso, mas Deus, vamos dizer assim, superou, Deus não permitiu que Isaac, nas suas preferências, na sua falta de visão natural e espiritual,
Deus não permitiu que Isaac abençoasse de uma forma errada Esaú, Deus não permitiu, quer dizer, Deus superou, Deus foi além da limitação de Isaac e coordenou as coisas para que a bênção saísse realmente para Jacó,
embora sempre lembrando que não foi de Deus, não foi uma coisa correta o que Rebecca e Jacó fizeram para manipular a situação, mas mostra que Deus, apesar de todos os erros de Isaac e os erros de Rebecca e os erros de Jacó,
Deus fez com que a profecia saísse certo para Jacó, mas vamos dizer assim, Isaac abençoou Jacó depois que ele ficou sabendo, Isaac confirmou a bênção conscientemente sobre Jacó,
mas ele fez isso de uma forma muito atrapalhada e sem saber exatamente o que ele estava fazendo. Jacó não, Jacó está fazendo tudo conscientemente, ele chama, ele também tem essa preferência,
então ele chama José a parte, ele tem essa relação mais pessoal, mais sentimental, mais íntima com José, então ele tem essa liberdade de falar com José coisas que ele não falou com os outros filhos,
mas ele dá uma bênção e podemos dizer que é algo parcial, depois eu vou explicar, nós vamos ver, mas assim, já adiantando, nessa bênção agora, no capítulo 49, nós não vamos entrar muito nas profecias individuais de cada filho hoje,
vamos começar assim com os três primeiros, mas as bênçãos de Jacó para os doze filhos, eles se enquadram em três, nós podemos agrupar essas bênçãos em três partes,
ele tem doze filhos, cada um tem uma bênção separada, mas nós podemos juntar para entender o que Jacó estava fazendo, o que Deus deu a ele para fazer, então nós temos três tipos de bênçãos ou três grupos dos filhos, dos doze filhos,
os primeiros três que nós vamos dar uma olhada mais detalhada hoje, foram os três filhos mais velhos, Ruben, Simeão e Levi, os três filhos mais velhos, todos os três receberam uma bênção que não foi bênção,
na verdade foi uma espécie de maldição, porque, por exemplo, quando Isaac deu a bênção preferencial para Jacó, e Esaú chegou depois, Isaac viu que ele tinha sido enganado,
e Esaú implorou por uma bênção, depois Isaac tentou abençoar, quis abençoar Esaú, mas o que Deus deu para ele não foi uma bênção, ele falou que Esaú teria uma vida atribulada, então é mais uma profecia do que propriamente uma bênção,
então para os três primeiros filhos de Jacó eles não recebem uma bênção, eles recebem uma profecia que tem mais principalmente aspectos negativos, então esse é o primeiro grupo das bênçãos,
o segundo grupo, que são os dois filhos que já vimos, dois dos doze filhos, tiveram destaque maior, principalmente José, toda a história aqui, é José que se destaca mais do que os outros,
mas Judá que tem uma história contada da vida dele por causa do que foi visto depois, provavelmente assim essa vida de Judá que conta no capítulo 38 de Gênesis,
talvez os outros filhos também tivessem algumas histórias não tão bonitas, mas as histórias não foram contadas, por que que a história de Judá foi contada? Por causa do que vem aqui, por causa da importância,
e Judá se destacou realmente naquela história de quando eles foram ao Egito buscar alimentos e José quis segurar Benjamin, quis que Benjamin fosse e depois quis segurar Benjamin para testá-los e Judá se destaca ali como alguém que se oferece diante do pai,
que se coloca no lugar do irmão mais novo, então nesse momento Judá tem realmente um destaque maior, e nas bênçãos de Jacob para os doze filhos nós temos duas bênçãos bem mais extensas,
bem mais importantes que todos os outros que são exatamente Judá e José, eles recebem bem mais, é bem maior a bênção e é bem mais destacada, bem mais significativa,
porque de fato eles seriam os dois que iriam sobressair na história do povo de Israel, então nós temos os três primeiros que não receberam profecias favoráveis,
nós temos Judá e José que recebem, os dois recebem uma bênção especial, mesmo José já tendo sido abençoado separadamente, e depois por fim nós temos, sobraram sete, três, os três primeiros,
os dois que receberam cada uma uma bênção muito específica, e aí sobraram os outros sete, os outros sete ele dá uma bênção bem curta e bem enigmática,
também nós não temos muitas informações sobre esses outros filhos de Jacob durante o tempo deles, e a maioria deles nós não temos, talvez com exceção de Benjamin, nós quase não temos informações
durante a história dessas outras tribos, nem durante o tempo de vida de Jacob e nem depois na história nós não temos muitas informações,
então tem essas profecias curtas que nós vamos depois em outro estudo nós vamos analisar um pouco mas não temos muitas informações então elas não pesam muito nesse quadro geral,
mas o que eu queria colocar aqui já, hoje nós estamos dando mais uma visão geral e depois nós vamos falar um pouquinho sobre esses três primeiros,
mas eu queria dizer que nesta bênção eu estou afirmando que Deus revela coisas, ele revelou para Isaac, de uma forma bem conturbada, mas ele revelou para Isaac
o que ele deveria falar com Jacob e o que ele deveria falar com Esaú, foram profecias que se cumpriram, e Jacob também ele recebe profecias verdadeiras,
o que ele falou para os dois filhos de José foram coisas que aconteceram e o que ele profetizou sobre os doze filhos também foram coisas que aconteceram,
mas o que eu queria colocar aqui é que na hora de abençoar nós temos uma interação de duas coisas,
a pessoa humana, como eu falei, a pessoa humana ela tem uma participação, ela tem uma influência, ela tem suas próprias preferências,
e Deus pode usar isso ou Deus também pode contrariar as preferências, por exemplo, Isaac quis abençoar Esaú e Deus permitiu que acontecesse toda aquela confusão
para que realmente a bênção caísse sobre Jacob, mas também nós vamos ver aqui que houve algumas coisas que Jacob pronunciou que não aconteceram exatamente como Jacob pronunciou,
então Deus pode mudar, não que Jacob não tivesse uma profecia, nós vamos ver isso daqui a pouco principalmente em relação ao que ele falou sobre Levi,
nós vamos ver que Deus pode mudar, Deus pode... aquilo que a pessoa viu em profecia, em visão, pode ter sido correto,
e Deus mudou, porque a pessoa mudou, porque sempre tem essa oportunidade de mudar o destino, que Deus fala não é uma coisa fechada,
mas também Deus pode fazer cumprir aquilo que ele tinha em mente desde o início e que a pessoa não viu, então é muito complexo,
mas o ponto principal que eu quero colocar antes assim, porque nós estamos vendo algumas coisas aqui, eu já vou falar sobre esses aspectos aqui que eu coloquei na folha,
mas isso aqui é uma opinião minha, eu não posso avaliar o que Jacob estava pensando e o que ele sentia,
mas tem algumas coisas que transparecem nas profecias aqui para os Doze Filhos, que claramente era um sentimento de Jacob, ele sentiu isso profundamente,
e que era realmente um sentimento de Deus, mas tinha coisas que não eram, então vamos falar rapidamente, depois nós vamos entrar nos detalhes em outros estudos,
mas o que que Jacob sentia sobre a primogenitura, sobre a bênção especial e sobre quem deveria dos Doze Filhos, quem deveria ser aquele que levaria diante a promessa,
a linhagem, o futuro da redenção, o futuro das promessas de Deus, claramente Jacob estava dedicando isso, estava direcionando isso para José,
José era o filho preferido, José não só por uma preferência, mas José era o filho que tinha se destacado na história, José tinha sido fiel, tinha passado por provações, tinha chegado a essa posição de poder no Egito,
então, claramente, Jacob entendia que José seria, no capítulo 48, ele fala sobre como Deus apareceu para ele, como Deus deu a promessa para ele,
e ele está falando isso para José, porque ele entende que José é quem vai levar diante, e ele dá esse direito de primogenitura, de ter duas tribos, etc., ele dá para José.
Então, o que eu concluo sobre o capítulo 49? Nós vamos estudar depois, mas eu estou falando, assim, sobre esses aspectos gerais de Jacob como um patriarca,
dando a bênção para os filhos, dando a bênção para a próxima geração, profetizando sobre os Doze Filhos, eu acho isso muito significativo,
e nesse momento em que Jacob chama os Doze Filhos, eu não sei, eu não tenho como saber se Jacob já sentia isso antes,
ou se foi algo que Deus deu para ele na hora, mas o ponto que eu queria chamar a atenção é, na bênção e na profecia sobre Judá,
esse aqui é a primeira vez que nós entendemos que Judá foi o filho escolhido para levar adiante não Judá pessoalmente,
nós nunca mais ouvimos falar nada sobre a vida de Judá, o que ele fez de significativo é aquele momento em que ele intercedeu em favor de Benjamin, colocou a própria vida,
isso já passou, nós não temos mais nenhuma menção, nenhum destaque de Judá como sendo o líder, como sendo alguém próximo ao pai,
como sendo uma pessoa profética, como sendo... não, mas nessa bênção, em Gênesis 49, Jacob profetiza sobre Judá, ele profetiza que de Judá virá a descendência real,
o cetro não se apartará, então ele vai ser a tribo que vai ter o rei futuramente e ele também dá uma... a profecia também menciona Ciló claramente se referindo ao Messias,
então nós temos aqui pela primeira vez indicando que quem será o filho, na verdade a tribo escolhida para dar sequência a essa promessa específica,
todos os doze filhos fazem parte da promessa de possuir a terra, de ser a nação escolhida, de ser a descendência de Abrão, todos os doze, mas Judá recebe a promessa específica
por onde vai descender os reis e futuramente o Messias. Eu penso isso aqui, sou eu, eu falando que possivelmente Jacob ele não tivesse essa ideia, como eu falei assim,
tudo indica na história que Jacob estivesse passando bastão, passando a bênção principal para José, e ele fez isso, ele deu porção dobrada, ele passou para José,
mas na profecia, na hora da profecia, Deus revelou para ele algo que possivelmente ele não tivesse pensando antes, não era a preferência dele, eu penso,
e Deus revelou para ele como revelou para Isaac de uma forma também conturbada, Deus revelou para Jacob que o descendente prometido, aquele descendente que iria abençoar, que iria trazer a bênção de Deus,
a redenção de Deus para toda a humanidade, viria por meio de Judá, então isso para mim é muito significativo porque Deus está mostrando que ele é superior às preferências humanas
e é superior até às nossas limitações, nós como seres humanos por mais que Deus revele, por mais que Deus nos mostre alguma coisa, nossa visão é parcial, é influenciada por nossas preferências,
por nossa visão, por nossa lente, mas Deus supera, Deus é capaz de revelar algo além da nossa capacidade e ele é capaz de contrariar, até mesmo ele é capaz de contrariar nossas preferências
e mostrar que não, não é da linhagem de José que vem o Messias e ele também é capaz de mudar o futuro mesmo a gente recebendo uma revelação,
Jacob recebendo uma revelação parcial de que Levi não seria abençoado por causa daquilo que ele fez, então vamos só passar aqui por esses pontos que eu já mais ou menos estou citando
e depois nós vamos falar sobre a profecia específica para os três primeiros filhos porque também tem muito a ver com isso que estou falando, hoje nós não vamos chegar a falar sobre as profecias para Judá, para José e nem para os outros sete filhos,
mas nós vamos falar sobre os primeiros três, mas eu quis dar esse panorama para a gente comparar a profecia para os doze filhos e a abenço que foi dada para José no capítulo anterior e para a gente entender algumas coisas
sobre esse papel profético de abençoar a próxima geração, então a primeira coisa é que, já falei então que Jacob ele está abençoando todos os filhos, José, os dois filhos de José, agora os doze filhos juntos,
Jacob tem essa percepção de que ele não está apenas abençoando os doze filhos para sua vida pessoal, ele está dando a bênção para eles como progenitores, como líderes de tribos em Israel,
ele percebe que os filhos dele vão ser tribos em Israel, isso para nós é claro porque a gente conhece a história, mas para ele não era, então ele abençoa já tendo essa visão profética de que os filhos dele serão tribos na nação que está sendo formada.
A outra coisa que acontece tanto no capítulo 48 para José e seus filhos quanto no capítulo 49 para os doze filhos juntos é talvez assim uma das coisas principais, além de Jacob ter essa visão que os filhos vão ser tribos e que vão fazer, vão ser essas colunas na nação que está sendo formada, que Deus prometeu que seria formada,
ele está dando essas profecias no Egito, já faz 17 anos que ele e os outros filhos estão no Egito, já acabou o tempo de fome, eles não foram embora, eles continuaram lá, eles estavam prosperando, eles estavam se multiplicando, eles estão se estabelecendo,
José é o grande chefe, grande governante do Egito, eles têm proteção, eles têm favorecimento, eles têm condições boas, então seria muito fácil eles se acomodarem, eles se tornarem parte da cultura, eles se estabelecerem raízes lá, propriedades e tal,
e Jacob, ele tem esse papel tão importante de um patriarca, de um homem que andou com Deus e que passa para a próxima, não só a primeira geração, mas a outra que já está vindo, ele passa um encargo, ele passa uma definição, isso eu acho muito, muito importante como papel de passar para a próxima geração.
Porque cada geração tem um papel diferente, Abraham, Isaac e Jacob, e agora a geração dos filhos de Jacob e depois dos descendentes, cada geração é diferente, não é a mesma coisa que Deus vai falar, nós já vimos isso, Isaac não devia ir para o Egito,
mas Jacob já deu a direção, vá mesmo para o Egito, então são situações diferentes, ordens diferentes, contextos diferentes, então quando um encargo, uma promessa de Deus, uma esperança de Deus é passada para a próxima geração,
nós precisamos sempre entender que cada geração vive uma realidade diferente e uma direção de Deus diferente, então o que é que Jacob vai passar para os filhos, o que é que ele vai passar para a próxima geração?
Ele não pode dizer, vocês têm que fazer como eu, vocês têm que repetir a minha história, vocês têm que seguir a mesma ordem nos detalhes práticos, no dia a dia que eu recebi.
Dos três patriarcas foi assim, e agora daqui para frente na nação vai ser assim, cada geração tem um desafio, cada geração tem que buscar de Deus.
Davi tinha um chamado, Elias tinha um chamado, quando eles passaram o bastão para o próximo, tinha algo a passar, não era assim, ó, eu não sei o que vocês devem fazer, eu não tenho nada para passar, se virem, não, eles passaram alguma coisa importante,
porém, eles, o que que eles podiam passar? O que é que Jacob passou para seus filhos, de maneira especial, mais detalhada para José, mas o que que ele passou para os doze filhos?
Ele passou essa incumbencia, era uma coisa simbólica que tinha uma mensagem que era "não me sepultem no Egito".
Nossa história familiar, nossas lembranças, nossos memoriais não serão no Egito.
Me levem de volta, me sepultem junto com... tinha toda aquela coisa simbólica de estar junto com Abraão e Sarah, com Isaac e Rebeca, onde ele já tinha sepultado Lia,
então, me levem, eu quero ser sepultado junto com os familiares, mas também tinha essa promessa de Deus, que ele falava assim,
"Deus não vai deixar vocês aqui no Egito, Deus vai tirar", isso é promessa, Deus falou isso com Jacob e ele está passando, era isso, a promessa de Deus,
nós vivemos em função de uma promessa, nós, nesse momento, Jacob, ele pôde dizer, nós vivemos no Egito, esse aqui é o lugar que Deus providenciou,
era a vontade de Deus, mas esse aqui não é o nosso lugar, e nós temos essa, percebe, não é uma coisa que determina exatamente como cada geração vai viver,
mas era algo que norteava, era algo que mantinha a esperança viva, José, seu filho, ele vai dar uma incumbência semelhante quando ele está para partir,
ele também vai dizer, eu não quero que meus ossos permaneçam no Egito, então, eram atos simbólicos, eram atos proféticos dizendo, esse aqui não é o nosso lugar,
então, às vezes, isso tem várias aplicações, mas estejamos onde estivermos, na vida espiritual, os judeus viveram isso durante séculos, milênios,
de estarem fora da terra, e os judeus são um grande exemplo, sempre orando em direção a Jerusalém, todas as sinagogas dos judeus, eles têm, eles colocam a direção da Arca Sagrada,
de onde colocam a Torada, a frente da sinagoga, em direção a Jerusalém, porque isso é uma declaração, nós estamos na dispersão, na diáspora,
nós estamos longe, nós estamos em outros países, mas esse aqui não é o nosso lugar, e a gente tem, os cristãos, eles passaram isso muitas vezes para uma ideia assim,
eu sou peregrino aqui na terra, um dia eu vou embora para o céu, eu não quero ficar aqui, e às vezes isso até levava uma espécie de alienação,
de que eu não tenho nada a ver com nada que está acontecendo aqui, eu quero viver em função de ir embora, e depois tem o outro extremo,
que a igreja muitas vezes vive só com olhar para o que está acontecendo, eu quero resolver minha vida aqui, eu quero prosperar aqui, eu quero me estabelecer aqui, parece que todo nosso assunto com Deus é sobre nossa vida no Egito,
sobre o que nós estamos fazendo aqui, e Deus deu a Jacó algo que ele passou, e eu queria enfatizar que toda, não só Jacó pediu para José,
depois pediu para os doze filhos, eu quero ser sepultado na terra que Deus prometeu para nós, não só isso, mas como nós vamos observar depois,
todas as profecias, as bênçãos que Deus dá para os doze filhos, ele está falando sobre o que vai acontecer com eles na terra,
onde é que eles vão ser doze tribos, qual é o território, a parte que eles vão ocupar, por exemplo, de Zebulon, um dos filhos que ele não fala muita coisa,
ele profetiza que Zebulon vai ter um território olhando para o mar, onde que ele está falando? Claro, na terra prometida,
então as profecias sobre os dias vindouros, a profecia sobre quem eles são, a identidade deles, a esperança deles, o propósito, o alvo da vida deles é sair do Egito
e voltar para a terra que Deus tinha prometido para Abrão e que Isaac e Jacó estavam mantendo, então como é importante nós entendemos esses dois aspectos
de nós sermos uma continuidade das gerações anteriores, nós não somos, assim, as igrejas, as denominações, vários tipos de igreja que existem hoje,
todo tipo de igreja católica, ortodoxa, as denominações históricas, as mais modernas, a ideia humana é, eu preciso manter a tradição,
a nossa igreja mantém o mesmo tipo de tradição que Lutero tinha, que John Wesley tinha, que a igreja que o avivamento de Azusa tinha,
a gente sempre quer manter a igualdade, mas as gerações não são iguais, não tem papéis iguais, não tem circunstâncias iguais,
então o que era aplicável, o que ia acontecer na vida de Abrão ou de Isaac não aconteceu na vida de Jacó, foi diferente a história dele,
e a história dos filhos e dos netos seria diferente da vida de Jacó, mas o que nós podemos passar para a próxima geração?
Não uma igualdade de tradição, de costumes, de limitações, não, mas nós podemos passar a esperança, nós podemos passar o foco,
a essência daquilo que Deus deu para todas as gerações, isso precisa manter, a esperança do Messias, a terra prometida,
ser uma bênção para todas as nações, o reino de Deus na terra, aquilo que Deus vai fazer, nós precisamos entender essa esperança,
essa essência, ela precisa ser passada de geração a geração, a história de Gênesis, a história da Bíblia é falhas,
muitas falhas de passar de geração para geração, mas de alguma maneira, Deus foi mantendo a chama acesa lá na Babilônia,
durante o exílio, tinha pessoas como o Estras estudando, mantendo, como o Daniel, então sempre Deus mantém acesa de uma geração à outra,
embora as circunstâncias sejam diferentes e cada geração precisa ouvir de Deus, então nós temos para manter a continuidade,
para manter essa sequência, e Deus tem feito isso, nós estamos milênios depois de Abrão,
e Deus vem mantendo, Deus deu continuidade, Ele deu continuidade para chegar até Jesus,
Ele deu continuidade apesar de todas as coisas erradas que aconteceram, todos os exílios, todos os afastamentos,
mas nós voltamos para a mesma esperança porque o que nós temos hoje precisa ser uma continuação de todas as gerações passadas,
nós precisamos entender, como Paulo disse, qual a importância do povo judeu, eles que têm as alianças, eles que receberam de Deus,
então nós precisamos manter aquilo que Deus deu a eles, mas com a revelação de Deus hoje, com aquilo que Deus vai nos guiar hoje,
de que maneira nós vamos dar sequência à promessa, à esperança, Hebreus 11 fala sobre isso, fala sobre todos os heróis da fé,
e como eles não chegaram à concretização, eles vivenciaram algo, eles não ficaram só sonhando sobre um dia ir para o céu,
eles não é, Abrão, Davi, os profetas, cada um viveu alguma coisa na sua geração, não é assim, nós não temos nada para fazer,
estamos esperando arrebatamentos, estamos esperando ir embora, não, nós temos um desafio, nós temos algo que nós precisamos receber diretamente de Deus,
mas nós também recebemos aquilo que foi legado, aquilo que foi passado de geração em geração, então eu penso muito sobre isso nesse contexto de Jacó abençoando os filhos,
então ele tem esse papel profético muito mais perfeito, muito mais completo do que Abrão e Zaki antes dele,
mas ele tem essa missão de dar algo para cada filho, mas no geral ele está passando, eu não quero ser sepultado no Egito,
então isso significa, eu estou dizendo com isso, não se esqueçam que nós vamos um dia voltar e não devemos perder essa esperança,
e tudo que ele fala, ele está falando sobre o que Deus vai fazer na vida deles no futuro, dentro da terra prometida, porque as promessas de Deus, elas serão realidade, o reino de Deus, que é o que nós todos esperamos, só se tornará verdadeiro quando Jesus estabelecer seu reino em plenitude,
então nós estamos sempre olhando para isso, esperando isso, mas também procurando vivenciar na nossa geração o que Deus tem para nós,
então as bênçãos foram dados no Egito, mas elas seriam cumpridas na terra prometida, isso é algo que faz parte desse contexto da bênção de Jacó.
Agora aqui, o terceiro aspecto que eu estou colocando aqui, nós vamos ter a oportunidade de ver isso mais especificamente em cada situação, mas eu queria dizer que quais são os fatores,
claro que a gente não consegue ver cada linha, mas a gente consegue ver uma complexidade, por que que Jacó abençoou, ou por que que a Jacó não abençoou alguns dos filhos, então tem vários fatores envolvidos que nós vamos ver já nesses primeiros três,
tem a preferência pessoal de Jacó, ele abençoa muito José, porque é o filho que ele tinha mais conexão, que ele tinha mais sentimento afetivo,
por que que ele não deu uma bênção boa para Ruben, por exemplo, que nós já vamos ver Ruben cometer um pecado grave, é interessante, Ruben é mais ou menos uma figura já adiantando aqui um pouquinho, nós já vamos ler, mas já tocando em alguns aspectos aqui,
Ruben ele é mais ou menos assim, não em todos os aspectos, claro, mas Ruben tem algumas semelhas com Isaú, porque Isaú ele não recebeu a bênção de ser a continuação da promessa,
mas muitas coisas que nós vemos, nas poucas coisas que nós temos da história de Isaú, ele era uma pessoa muito boa, ele teve essa falha de não dar importância ao direito de primogenitura, vendeu por um prato de comida,
mas assim, no geral, Isaú ele era uma pessoa mais agradável, ele tinha aspectos muito bons, ele estava muito mais pronto para se reconciliar com Jacó do que Jacó com ele,
e Ruben também, ele para mim, a história principal que nós temos dele, tanto na época que José foi vendido como escravo, como depois quando eles estavam enfrentando aquela situação,
"leva Benjamin ou não leva", Ruben fez uma proposta que não foi boa, assim, "se eu não trouxer Benjamin de volta você pode matar meus dois filhos", não foi uma proposta inteligente, não foi uma proposta boa,
mas ele tinha essa intenção, e ele foi o único dos dez irmãos que realmente quis não só poupar a vida de José quando ele foi vendido, mas ele não quis que fosse vendido, ele queria levar de volta para o pai,
então Ruben tinha coisas boas, mas ele cometeu um erro gravíssimo, gravíssimo, como nós vamos ver daqui a pouco, mas então isso também foi porque que Jacó não deu uma bênção para Ruben,
porque aquela mágoa tinha ficado, e então são coisas que a gente não entende bem exatamente como isso acontece na soberania, na sabedoria de Deus, mas então nós temos essas preferências pessoais que aparecem,
ou por realmente Deus estava assim, Jacó tinha uma preferência por José, mas José realmente era uma pessoa que agradava a Deus, então em alguns aspectos as nossas preferências pessoais podem coincidir com as preferências de Deus,
mas às vezes não, Deus tem sua maneira de superar, de ir além das nossas preferências, então esse é um ponto.
Outro ponto é sim, realmente os méritos ou deméritos de cada um, então os primeiros três filhos, Ruben, Simeão e Levi, eles tinham manchas sérias na história deles, o que eles fizeram,
e esses aspectos a gente hoje nós temos uma consciência maior de que se tiver alguma coisa errada na nossa vida, Deus nos perdoa, nós podemos nos arrepender, e no caso de Judá, parece que Deus fez isso, porque Judá não tinha uma história boa,
não contra o pai, mas porque nos outros três casos, o pecado, o erro foi algo que foi contra, marcou muito o coração de Jacó como pai, e provavelmente marcou a história deles diante de Deus,
então o que determina a bênção ou a não-benção, um futuro de não fazer parte, de não entrar plenamente numa bênção de Deus, tinham esses aspectos, a preferência, os méritos ou deméritos de cada um,
mas principalmente, acima de tudo, os propostos soberanos de Deus, então nós vamos ver já no caso de Judá, que já mencionamos, claramente Deus, por razões que talvez a gente não entenda,
talvez porque Judá se redimiu mesmo quando ele se ofereceu para tomar o lugar de Benjamin, nós não sabemos exatamente o que fez Deus escolher Judá para ser aquele por meio de quem sua descendência viria,
o rei Davi e o próprio Messias, nós não sabemos, mas são propostos soberanos de Deus, Deus pode usar pessoas que não estão, que não merecem ou que não tem um histórico,
se tinha alguém que a gente escolheria, quem seria dos doze filhos, aquele que seria escolhido para trazer Jesus, a gente escolheria José, não pela preferência do pai, mas pela vida dele,
mas Deus não escolheu José para ser aquele que traria o Messias e isso talvez até para mostrar que ele não faz as coisas dentro da nossa visão, da nossa perspectiva, ele faz as coisas do jeito dele,
então sempre acima de todas as coisas tem o propósito eterno de Deus, mas às vezes tem esses outros fatores que entram também. Agora, para falar sobre esse quarto, vamos ler aqui no texto, vamos ler os três versículos que falam sobre os três primeiros filhos de Jacó.
Tem algumas, acho que tem uma ou duas exceções na sequência, em geral, Jacó está seguindo a ordem de nascimento, então os seis primeiros filhos, não só a ordem de nascimento,
ele também segue a ordem porque Lia teve quatro filhos, depois vieram os filhos das concubinas e depois Lia ainda teve os dois filhos, então ele não segue totalmente a ordem de nascimento,
ele segue bastante os filhos de qual esposa que eram, mas aqui no início é para ordem de nascimento. Então, primeiro, Ruben, versículo 3, "Ruben, tu és meu primogênito", esse aqui é muito... eu nem consigo imaginar Ruben escutando isso,
porque ele começa falando o que é que significa, é o melhor versículo no Primeiro Testamento, que é onde aparece mais a questão de primogenitura,
mas ele fala aqui, assim, o porquê que o primogênito, ele tinha um papel especial?
Por que que o primogênito deveria receber porção dobrada? Por que que o primogênito era diferente? Até hoje, claro, cada filho é diferente,
quem tem mais de um filho, tanto o primeiro é especial, o segundo, o terceiro, se for o último é especial porque é o último, enfim, cada um é especial pelo que é e pela ordem que veio,
mas é sempre assim, o primeiro filho que nasce tem até hoje um afeto, um lugar assim de carinho especial porque é a sua primeira experiência de ter um filho, mas aqui na tradição deles, no entendimento deles,
a primogenitura era uma coisa muito importante, muito importante, a gente vê isso em muitos textos, tem outros textos que falam mais ou menos essa mesma ideia,
mas aqui esse versículo é o que mais expressa o que é um primogênito para o pai.
"Ruben, tu és meu primogênito, minha força, as primícias do meu vigor." Tem José e Benjamin, para Jacó, eles eram especiais porque eram de Raquel, mas também eram os filhos da velhice,
então um filho temporão, um filho que vem depois, vem depois, também tem assim algo especial que mesmo, assim, imagine Abraão e Sarah tendo um filho com a idade que eles tinham,
então tem essa ideia tremenda de ter um filho quando você acha que não tem mais condições de ter filho, porque o filho, principalmente para o homem, não gasta para a mulher assim,
tem que carregar o filho durante nove meses, então ela precisa ter saúde, ter força, mas tinha esse simbolismo de que o primogênito é aquele que nasce quando você é jovem, quando você é forte,
então o primeiro filho ele representa essa porção maior, eu estou tentando entender o que passava, por que que, "Ruben, tu és meu primogênito, minha força, as primícias do meu vigor."
Primícias, sim, o primeiro fruto, o primeiro filho, o mais excelente em alteza, o mais excelente em poder,
então o primogênito tinha esse simbolismo, então eu queria só rapidamente tirar duas conclusões disso,
a primeira que quando eu leio esse versículo 3 e fala de Ruben como aquele que o pai esperava que ele fosse o mais excelente de todos os filhos, aquele que tinha a herança, aquele que tinha, sei lá, para ele ele tinha mais do que os outros,
ele seria o líder, ele seria o mais belo, o mais forte, sei lá, eles tinham essa ideia, quando Samuel foi ungir o rei, o próximo rei depois que Deus tinha rejeitado Saúl,
ele vai na casa de Jessé e Jessé passa os filhos por ordem de nascimento, e Samuel olha e o primeiro não fala que o primeiro filho de Jessé era mais alto, mais forte,
Samuel ficou impressionado com a estatura, sei lá, no início eles têm mais força, ficam maiores, não é assim que acontece, né, o filho mais novo pode ser mais alto, mais forte, mas eles tinham esse simbolismo,
então quando eu leio isso eu penso em Jesus, porque Jesus, eu não posso tomar o tempo agora para ler, mas Jesus é chamado de unigênito, o filho unigênito do pai, mas isso no Evangelho de João,
mas Jesus depois ele aparece em Colossenses, em Romanos, como o primogênito, olha, e isso é tão impressionante para nós, estou saindo um pouquinho fora do contexto aqui da benção dos filhos de Jacó,
mas eu estou querendo dizer assim, quando ele fala sobre Ruben como primogênito, e eu fico pensando, por que que o primogênito representava mais, e sempre essas coisas apontam,
são sombras, são alegorias, são coisas que apontam para uma realidade maior, então Jesus disse aos discípulos, e nós temos essa inclusão nossa,
como filhos amados como Jesus é amado, Jesus quer ser, Romanos 8, 29, fala assim que nós somos predestinados para sermos iguais a Jesus,
para que Jesus seja o primogênito entre muitos irmãos, e isso significa que Deus nos adotou, nos gerou, nos incluiu, para que nós pudéssemos ser semelhantes a Jesus,
não iguais, porque o primogênito é diferente, então eu estou tentando ver essa posição, esse status especial de Ruben como primogênito, isso era o que Jacó esperava,
Jacó queria que o primeiro filho fosse como Jesus é para o pai, outros virão, receberão o mesmo amor, receberão assim um status de membros da mesma família,
é fantástico isso, mas é claro que nunca, por mais que Deus nos inclua, por mais que Deus nos coloque na sua família, é claro que Jesus tem uma posição diferente, porque ele é primogênito,
e tem tantas outras razões por ele ser mais do que nós, mas assim essa é essa ideia de que o primogênito tem uma posição especial.
Agora Ruben não correspondeu aos desejos do pai, e aí vem o versículo 4, "turbulento como as águas, não serás o mais excelente",
então no versículo 3 o primogênito deveria ser o mais excelente, mas ele não será o mais excelente, ele perdeu, ele perdeu, ele foi privado,
ele foi destituído de sua posição de primogenitura porque ele cometeu não qualquer tipo de ato imoral.
Até no Novo Testamento, em 1 Coríntio 5, quando Paulo repreende a igreja em Corinto, porque tem uma pessoa lá que não só dormiu, acho que casou com a madrasta dele, mas essa ideia é totalmente proibida na lei de Moisés,
e tem algo que para Deus, todo ato, assim, é difícil você falar assim, você cometeu uma imoralidade com uma madrasta, com alguém da família,
até hoje, assim, a perversão de incesto, de ter relações com pessoas da própria família, esses casos que às vezes vêm à tona de pais que engravidam filhas,
enfim, para Deus essa transgressão contra a própria família é muito séria, então na Nova Aliança essas coisas podem ser perdoadas, mas aqui no caso de Ruben, ele perdeu, ele perdeu a sua primogenitura.
Em 1 Coríntio 5, repete isso, faz assim, ó, Ruben foi o primeiro filho de Jacó, mas ele perdeu a primogenitura, e até fala depois nós vamos ler lá sobre Judá e José, mas aqui eu só queria enfatizar assim que ele subiu ao leito de seu pai, subiste a minha cama e a contaminaste, então ele perdeu por causa desse ato que ele cometeu.
E aí ainda sobre primogenituras, então vamos só pensar rapidamente sobre o Livro de Gênesis, tem outros exemplos, mas Deus dá essa importância para o primogênito, Deus estabeleceu que o primogênito tem esse direito,
Deus confirma que o primogênito tem um lugar especial, mas Deus faz questão na história de gênesis, vamos só repetir alguns casos rapidamente, começa na primeira família, Adão e Eva, quem foi o primogênito deles? Caim.
Não foi Caim quem deu sequência à linhagem da humanidade, então já desde a primeira família o primogênito errou seriamente e perdeu a sua posição, perdeu esse lugar especial que o primogênito pode ter.
E aí tem toda a sequência, Ismael foi o primeiro filho de Abrão, não Isaac, Esaú nasceu antes de Jacó, dos filhos de Jacó, aqui tem Ruben e mesmo José, ele recebe, o penúltimo filho recebe a porção dobrada, alguns direitos de primogênito,
os dois filhos de José, Deus escolhe Efraim para ser mais do que manacés, então nós temos muitos e muitos exemplos de como Deus não segue, ele não obedece a um princípio, ele pode superar, isso tem outros fatores envolvidos,
então não é por direito de nascimento, por preferência, precedência de nascimento que vai ter esse direito, então é uma complexidade porque é um princípio de Deus, reflete Jesus que é o primogênito,
e Deus colocou isso como um princípio para a nação de Israel, mas Deus muitas vezes ele contraria porque ele mostra que a escolha dele e que muitas coisas são envolvidas mais por outros fatores,
a própria pessoa, Deus não garante o seu lugar porque você nasceu primeiro, assim como ele não garante que o povo escolhido de Israel todos vão fazer parte, Deus tem sempre, Jesus falava isso,
Deus sempre deixou isso claro, que não era por direito de nascimento, por precedência, por linhagem, ele dá importância para a linhagem, ele segue as promessas,
é complexo a gente entender isso, que a nação de Israel é considerado o primogênito de Deus entre as nações e Deus vai honrar isso, mas muitas vezes, em muitos casos, não é isso que acontece, então é complexo,
tem os princípios de Deus, tem essas coisas que Deus honra porque é a ordem de Deus, mas tem muitas coisas que vão ser contrariadas porque Deus não quer que as coisas aconteçam simplesmente por um direito de nascimento,
então, isso aqui é esse ponto aqui, primogenitura na perspectiva de Deus, e a importância de transmitir para a próxima geração, eu já mencionei, nós não vamos ter tempo hoje para falar de Simeão e Levi, vai ficar para a próxima vez,
só vou dar assim, só para completar o assunto de hoje, Simeão e Levi, Ruben perdeu o seu direito de primogenitura, os próximos dois na lista seriam Simeão e Levi,
mas porque eles foram justamente os dois que massacraram a cidade, os habitantes de Siquem, naquela situação que envolveu a irmã Dinah, eles também perderam,
então nós vamos falar especificamente sobre o que Jacob falou para eles, mas é só para mostrar que Judá, o quarto na lista, ele não recebe, também é complexo isso aqui, porque ele não recebe exatamente o direito de primogenitura,
que é de ter uma porção dobrada, isso realmente ficou para José, mas Judá recebe a honra de ser o progenitor do Messias, então isso segue essa ordem, Ruben, Simeão e Levi,
os três primeiros foram desclassificados, o que levou Deus a escolher Judá pode envolver essa questão da sua ordem, de ser o próximo na linha, na linhagem, na sequência,
e tem outros fatores também que fazem parte da soberania de Deus, mas nós vamos continuar falando sobre essas bênçãos para os doze filhos, porque tem muitos aspectos importantes que nós precisamos ver,
e que nós precisamos aprender para saber como Deus deseja que passemos para as próximas gerações, eu espero que não tenha muitas próximas gerações,
espero que Jesus volte em breve, e muitas coisas apontam para isso, mas nós nunca podemos dizer assim, na nossa geração, enquanto estamos vivos, nós temos que continuar passando,
nós não sabemos exatamente quando, e os propósitos de Deus são passados de geração em geração, isso é em toda a história que nós temos na Bíblia e na sequência,
então nós temos que continuar olhando para isso e procurando entender como nós podemos viver o propósito de Deus na nossa geração, recebendo o legado das gerações anteriores, e como nós podemos passar isso para as próximas.
Senhor, que nós sejamos realmente fiéis a Ti, e que o Senhor possa nos conduzir para que sejamos herdeiros de tudo aquilo que o Senhor vem fazendo geração após geração,
e que nós também possamos ser fiéis em passar isso para aqueles que estão vindo após nós, que o Senhor nos ajude, que nós sejamos o Teu povo, e que possamos conhecer mais a Ti, a nossa oração, em nome de Jesus, amém.
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