Aula

Gênesis – Aula 126 – Um modelo de bênção para a próxima geração

Prefere ouvir? Esta aula também está disponível em áudio.

318334-Genesis-Aula-126-Um-modelo-de-bencao-para-a-proxima-geracao.pdf 268 KB
Baixar PDF

Dos três patriarcas, foi Jacó quem nos deu o modelo mais completo de como abençoar a próxima geração. Sua bênção para José e para os dois filhos de José é cheia de conteúdo, é pessoal, é profética. Ele passou a bênção, e também passou uma direção, uma esperança, uma incumbência. Também foi contrária às expectativas de José, seu filho, quando ele deu a bênção maior para o mais novo. É interessante acompanhar o cumprimento desta bênção ao longo da história.

Leitura recomendada:

– Artigos da Revista Impacto, edição 66 – Deus quer morar na Terra

– Livro: Anseio por Seu Retorno

– Livro: Chesed


1.Se inscreva em nosso canal do Youtube: CLIQUE AQUI
2. Siga nosso Instagram: CLIQUE AQUI
3. Curta nossa página no facebook: CLIQUE AQUI
4. Siga-nos no Twitter: CLIQUE AQUI
5. Acesse nossa loja: CLIQUE AQUI
6. Nosso E-mail: [email protected]
7. Spotify: CLIQUE AQUI

Transcrição · gerada automaticamente

Nós vamos continuar em Gênesis 48. Estamos vendo essa despedida de Jacó. Jacó teve o privilégio que eu considero bem raro de poder chamar José e os filhos dele,
de chamar os doze filhos, de fazer uma despedida, de falar as últimas coisas, de deixar seus últimos pedidos, de abençoar todos os filhos.
Ele teve essa oportunidade de abençoar e de poder falar antes da sua morte. E de maneira diferente do pai e do avô, que fizeram algumas preparações, mas ainda viveram muito tempo depois daquela despedida,
Jacó realmente se despediu e logo, em seguida, morreu. Então, esse é o contexto que nós estamos vendo. Já vimos uma parte desse capítulo 48 em que Jacó chama José antes de chamar os doze filhos.
Depois, no próximo capítulo 49, nós vamos ver como ele abençoou cada um dos doze filhos. Mas abençoam, embora fosse muito importante, muito profético, foi uma coisa muito especial que Jacó fez para os doze filhos no capítulo 49.
Mas essa despedida e essa conversa que Jacó teve com José no capítulo 48 é muito mais pessoal, é muito mais revelador, é algo muito mais íntimo, muito mais pessoal do que a bênção que nós vamos ver no capítulo 49.
E nós já vimos uma parte desse capítulo, mas nós vamos focar hoje especialmente nesse aspecto da bênção, porque também comparando com os outros dois patriarcas, porque Abraão, Isaac e Jacó, os três patriarcas, eles são fundamento para a história de Israel, para a história da redenção,
para nossas raízes, eles são os pais de Israel, da nação de Israel, mas são os pais de todos aqueles que estão em aliança com Deus.
Então, essa história que estamos terminando aqui, o relato, em Gênesis do terceiro e último patriarca, porque depois vieram os doze, nenhum dos doze foi considerado um patriarca, a partir dos doze filhos de Jacó, que nós temos as doze tribos e toda a nação de Israel, então esse papel especial de um patriarca único.
Abraão foi chamado por Deus, ele era sozinho, ele a esposa, Isaac foi o único filho de Abraão que deu continuidade à promessa, então era só Isaac.
Isaac teve dois filhos, mas só Jacó foi quem deu continuidade a essa linhagem, essa promessa, então até aqui é sempre, em cada geração, um só, representando o chamado de Deus, representando a continuidade da promessa, mas a partir de Jacó, nós temos doze filhos e aí a multiplicação para formar uma nação.
Mas dos três patriarcas, nós não temos nenhuma menção de Abraão ter chamado Isaac e de ter abençoado, ter dado essa bênção verbal.
Abraão abençoou Isaac, ele se preocupou com a esposa, providenciou uma esposa para seu filho, que foi seu último ato de prover, de dar continuidade, era importante que Isaac se casasse com uma pessoa certa e que desse continuidade à aliança.
E também, em Gênesis 25, fala que Abraão tinha Ismael, tinha mais seis filhos com a outra esposa depois que Sarah morreu, mas ele deu tudo, ele deu presentes para os outros filhos, mas ele deu todo seu patrimônio, que não era terra.
Abraão não possuía terra ainda, nenhum dos três patriarcas tiveram posse da terra de Canã, mas eles tiveram a promessa, mas Abraão tinha rebanhos, tinha servos, tinha outro tipo de posse terra.
E ele deu tudo que ele tinha, deu presente para os outros filhos, mas deu tudo que ele tinha para Isaac, então foi a bênção que Abraão deu para Isaac. E a história de Isaac abençoar seus filhos, nós conhecemos a história que foi bem conturbada e Isaac abençoou Jacó, pensando que ele estava abençoando Isaú, então deu aquela confusão toda.
Então Isaac profetizou sobre seus filhos, mas foi no meio de bastante confusão, inicialmente não foi intencional. Isaac não abençoou Jacó intencionalmente, ele achou que estava abençoando Isaú.
Isaac também chamou, como Jacó chamou José, Isaac chamou Isaú para abençoá-lo, porque Isaú era o filho do coração, era o filho preferido de Isaac.
Então tem todas essas situações, agora não. Jacó está praticamente cego também nesse capítulo, mas ele sabe o que está fazendo e ele dá uma bênção intencional, e é essa bênção que nós queremos examinar hoje, porque dos três patriarcas, quem deu uma bênção mais específica, mais intencional, mais direcionada, mais consciente,
foi Jacó, e por isso a gente até pode dizer, dentro das Escrituras, talvez nós teríamos uma bênção bem intencional de Davi para Salomão. Davi também teve vários filhos, mas ele passou o trono e passou a incumbencia, passou a missão, passou o coração dele para Salomão.
Então talvez seria o outro exemplo bíblico de uma bênção específica, não só de pai para filho, de um jeito mais geral, mas de passar a bênção, de passar o legado, de passar o chamado para a próxima geração.
E aqui Jacó está fazendo com José e com os dois filhos de José. Então queremos olhar esse contexto de uma das bênçãos mais significativas e que serve de modelo, como uma bênção da próxima geração.
Na verdade, Jacó está aqui abençoando o filho e os netos, então está abençoando as próximas duas gerações nesse momento aqui.
Senhor, nós pedimos que essa palavra se torne real, que o senhor esclareça, que o senhor revele algo que seja importante. Sabemos que há tesouros insondáveis em cada parte das Escrituras, há muita coisa que nós não entendemos, há muita coisa que ainda conhecemos em parte.
Mas pedimos que o senhor abra para nós algo que possa nos ajudar a entender esse princípio tão importante, tão significativo de abençoar, de passar a bênção que vem do senhor.
Mas o senhor nos chama para sermos instrumentos de bênção para todas as pessoas, mas especialmente para a próxima geração, para os nossos filhos e netos, que o chamado, que o propósito, que a visão continue bem viva dessa forma que o senhor ordenou através da bênção.
Pedimos isso em nome de Jesus. Amém. Então, nós estamos em Gênesis 48, vimos essa primeira parte de como Jacó fala várias coisas para José compartilhando antes de dar a bênção, mas faz parte, é um contexto.
Eu coloquei aqui alguns pontos sobre esse modelo de bênção. O primeiro aspecto aqui é que há um contexto aqui que é muito importante, Jacó não está abençoando um desconhecido, Jacó não está abençoando alguém que ele não conhece muito,
ele está abençoando um dos 12 filhos, ele tem uma ligação, tem toda a história de Jacó, do casamento, do engano, de como ele foi obrigado a casar-se com uma filha de labão que ele não tinha escolhido, etc.
Então, tem toda essa história do porquê Jacó tinha essa preferência, tinha essa ligação especial com José, não é essa parte de ter um filho favorito, de dar preferência para um dos filhos, não é um modelo, não é uma coisa que devemos seguir,
é algo que causa problemas mesmo, como nós já vimos, mas tem uma razão de ser e tem essa questão alegórica que nós podemos aproveitar dessa história de que José representa Jesus, o filho amado,
então ainda que Jesus veio para mostrar que o amor do pai é dado a todos nós da mesma maneira que é dado, o amor de Deus é dado para o filho, mas nós sabemos que Jesus é o primogênito,
inicialmente ele era um unigênito, ele é o objeto de todo o favor, de toda a preferência de Deus Pai, então existe algo nessa, em toda essa questão de ser o primogênito, de ser o filho amado acima de todos os outros,
que humanamente na história humana de Jacó e José tem aspectos negativos, mas que representa um amor especial que Deus tem para Jesus.
E na Bíblia, a nação de Israel, Deus fala mais de uma vez nas escrituras, quando Moisés foi para falar com Faraó, por exemplo, lá no livro de Êxodo, ele falou assim, assim diz o senhor, Israel é o meu primogênito,
e Ozeias fala isso também, então Israel como nação, como descendência de Abraão, o primeiro que foi chamado para formar essa conexão de Deus, esse instrumento de Deus para estar com ele no seu projeto de redenção de toda a humanidade,
então tem um lugar especial, Deus não faz diferenças, Deus não trata com favoritismo no sentido de ignorar os erros, de quantas maneiras Deus tem tratado duramente com Israel ao longo de toda a história,
mas nós temos que reconhecer que há um lugar especial no coração do pai para cada filho, já mencionei isso, o caçula tem um lugar especial, uma menina ou um menino,
cada família tem uma formatação específica, quantos filhos, quantos meninos, quantas meninas e a ordem e o papel, a personalidade que cada um tem, então Deus como pai, ele aprecia igualmente cada pessoa, cada filho, cada nação, cada etnia,
Deus tem algo muito especial, Deus não tem um favoritismo que exclui, Deus não tem um favoritismo que trata de uma forma injusta, mas o papel de cada um é único e é especial,
então nesse sentido Jacó tinha algo especial com José e quando a gente olha, como já mencionei, quando nós olhamos a história de Jacó e como ele foi sujeito,
ele foi obrigado a fazer algo que ele não quis, não era escolha dele ter se casado com Lia, ele queria se casar com Raquel, ele amava Raquel, por Jacó ele teria tido uma esposa só,
e aí tem toda aquela história que acabou tendo quatro mulheres e 12 filhos, mas ele tinha essa ligação especial com José, e essa história de como Israel começou no sentido das 12 tribos,
dos 12 filhos de Jacó, essa história é muito interessante, ao mesmo tempo é muito paradoxal de Deus começar seu povo especial na terra,
mostrando que é especial simplesmente porque ele escolheu, porque eles serão um instrumento dele, mas eles não são diferentes, não são superiores, não são mais santos,
toda a história desses 12 filhos, a história de Jacó é cheia de trapaças e mentiras e conflitos e ciúmes e tantas coisas que mancharam muito e que prejudicaram muito o andamento da história da redenção,
mas é isso que Deus faz, ele usa esses instrumentos falhos, então essa bênção para a próxima geração, esse modelo de bênção, nós temos que ir filtrando algumas coisas que são humanas ou que são falhas,
mas dentro da história humana Deus sempre usou pessoas falhas, Davi uma pessoa falha, Moisés uma pessoa falha, Abraão e todos, todos eram pessoas falhas, então Deus usa, Deus nos usa,
Deus trabalha conosco, nós temos as histórias na Bíblia para mostrar tanto os acertos quanto os erros, então essa história de Jacó é com José, tem seus pontos negativos de José ter sido uma pessoa especial para Jacó,
mas era nesse contexto que veio essa bênção tão maravilhosa, então começa com o contexto de afeto pessoal, Jacó tem algo muito especial com José por causa de ser filho da esposa que ele realmente amava,
então nós já falamos sobre essa primeira parte em que Jacó fala a respeito de como Deus falou com ele, mas eu queria antes de começar a falar sobre a bênção específica que Jacó deu para José e para os seus filhos,
eu queria mostrar que o fato de Abraão, Isaac e Jacó serem peregrinos, que nós já falamos sobre isso, o fato de eles terem recebido uma promessa, eles não eram peregrinos no sentido que a igreja viveu durante muitos séculos pensando
"eu não tenho nada a ver com essa terra, meu futuro não é nessa terra", existe algo mais complexo, mais misterioso nisso, porque a peregrinação ou o papel de peregrino de Abraão, Isaac e Jacó não era no sentido
"nós estamos vivendo aqui por um tempo mas a gente quer ir embora mesmo para o céu", não, eles tinham uma promessa concreta, Deus levou Abraão para a terra de Canaã e lá ele peregrinou na expectativa concreta de que aquela terra seria dos descendentes dele
e que por meio da descendência dele se multiplicar e de estar numa terra, Deus poderia formar seu reino, claro que Abraão não entendia tudo isso que Deus vai revelando aos poucos, mas a ideia de Deus que agora ficou mais clara assim com todas as escrituras e todos os passos que Deus deu ao longo da história
nós conseguimos entender que Deus deu a Abraão uma promessa de uma terra, essa terra era tão importante porque era o elo, a ligação de um lugar que Deus queria aqui na terra
e esse ponto é o ponto que Jacó passou para José e depois para seus 12 filhos no capítulo 49 dizendo "não quero ser sepultado no Egito porque eu recebi, meu pai recebeu, meu avô recebeu e agora estou passando para vocês a esperança de ter uma terra
Deus nos quer naquela terra, Ele vai nos multiplicar, isso faz parte da promessa, mas é para sermos um povo numa terra para que Deus possa abençoar toda a terra e toda a humanidade"
Essa é a promessa, essa é a visão, esse é o propósito da nossa vida e ao longo da história Israel perdeu a visão, a igreja perdeu a visão, nós estamos agora aos poucos conseguindo juntar as peças e entender melhor o que Deus realmente quer conosco
o que nós esperamos na segunda vinda de Jesus e o que nós buscamos para preparar o caminho para a segunda vinda
mas o ponto que eu quero colocar aqui é que embora Abrão tenha passado para Isaac todas as riquezas que ele tinha, todo o patrimônio de rebanhos, tudo que ele tinha, mas ele não tinha terra e realmente a bênção que Isaac passou para Jacó
e que agora Jacó vai passar aqui para José, para os seus filhos, não é uma bênção material, Jacó não fala nada a respeito de possessões mesmo porque José é o cara mais poderoso ali do Egito abaixo de Faraó e ele tem coisas materiais
mas não era isso que Jacó estava passando, quando a gente fala sobre herança, a gente usa a palavra legado, mas quando nós pensamos sobre uma geração, sobre os pais, é parte da nossa sociedade, é parte das leis
quando os pais morrem eles deixam tudo que eles têm, se eles têm alguma coisa, eles passam o que têm para os filhos
hoje nós não temos essa lei ou essa tradição de dar uma porção dobrada para o primogênito, não, a lei nos países do mundo hoje, pelo menos no mundo ocidental, mas assim, as leis mais tradicionais do mundo todo hoje é que a herança é passada e dividida em partes iguais
mas naquele tempo eles tinham realmente essa tradição, esse princípio, inclusive nessa época não era uma coisa escrita, mas eles tinham esse princípio de que o primogênito receberia a bênção principal
mesmo quando Isaac abençoou, pensando que ele estava abençoando Isaú, a ideia dele era, eles eram gêmeos, mas Isaú nasceu primeiro, então Isaú teria o direito de primogenitura, ele vendeu para Jacó, mas por nascimento ele teria o direito de primogenitura
mesmo sendo uma bênção espiritual, uma bênção de favor, favor de Deus, a bênção principal iria para o que nasceu primeiro, inclusive naquela época as moças, se uma mulher tivesse nascido primeiro ela não tinha direito, era o homem que tinha o direito de receber essa porção dobrada
mas aqui Jacó ele está passando uma bênção espiritual e eu quero enfatizar que a coisa mais importante, o que a gente vê nesse... eu estou querendo tirar algumas coisas aqui para entender esse modelo de bênção
mesmo com as imperfeições, mesmo com, vamos dizer, as trapalhadas humanas, mas esse aqui eu vejo como um dos principais modelos na Bíblia de passar uma bênção, então eu quero só tirar alguns pontos importantes, então tem que ser dentro de um contexto de afeto pessoal
a bênção não é uma coisa fria, não é simplesmente o que eu tenho vai ser dividido e claro que a gente pensa muito sobre... nós temos de maneira concreta que o que os pais passam para os filhos é o patrimônio,
se os pais têm uma empresa, enfim, se tem coisas materiais, os pais passam para os filhos e realmente essa parte material deveria estar no segundo plano, segundo, terceiro, quarto plano, porque o importante, o mais precioso,
o tesouro mais valioso que alguém tem, pai ou mãe, pai juntos, que alguém tem para passar para a próxima geração é aquilo que não é material, é o exemplo, a história de vida, o caráter, os princípios,
especialmente uma visão, um sentido, para que viver, tem coisas que hoje nós pensamos quando tem muitas histórias, histórias dos reis, principalmente a gente conhece muitas histórias dos países europeus,
que às vezes o filho, o que os reis e rainhas mais queriam era ter um herdeiro, eles tinham que passar, não para uma pessoa de fora, eles tinham que passar para o filho e os reis queriam muito que fosse um homem,
tem tantas e tantas histórias de coisas horríveis que aconteciam em que os reis, eles podiam matar a esposa, podiam divorciar, podiam fazer coisas terríveis, poderiam também, eles faziam alianças, enfim,
o que eu quero dizer é que os filhos às vezes herdavam algo que eles não queriam herdar, tem várias histórias de filhos que eles não queriam aquele reino, a mesma coisa assim de um pai médico,
por exemplo, querer que o filho ou a filha seja um médico para dar continuação naquilo que ele faz, talvez o filho não tenha vocação para isso,
então tem essa essa passagem de pais para filhos que muitas vezes é algo indesejável, indesejável para o filho, não tem aquele mesmo chamamento,
e é muito interessante ver como Abraão, Isaac e Jacó nessa história das três gerações de patriarcas, como eles eram diferentes e eles não tinham que repetir a mesma história.
Isaac já estava na tédicana, ele não ia ter a mesma história que o pai dele teve, ele era uma pessoa diferente, Jacó era muito diferente dos dois anteriores,
a história foi diferente, o que Deus permitiu foi diferente, então não é passar, você precisa dar continuidade na minha empresa, você precisa dar continuidade na minha profissão,
você precisa ser uma pessoa igualzinha a mim, não, cada pessoa é diferente, mas tem algo sim que pode e deve ser passado para a próxima geração,
e no caso aqui nós vamos ver um pouquinho sobre o que Jacó vai passar para José e para os filhos dele, não era uma benção material, ele nem tinha posse da terra de Canaã,
mas ele deu aos filhos, não só a José, a todos os filhos, ele deu uma esperança, ele deu uma promessa, ele passou adiante
a algo que mesmo em contextos diferentes de vida, mesmo em circunstâncias, em histórias diferentes, mas aquela esperança que até hoje,
hoje nós temos muitos judeus que voltaram para a terra de Israel, mas tem muitos judeus que ainda estão na diáspora e aqueles que têm, realmente nem todos têm isso, mas aqueles que têm a esperança original, isso hoje é muito incorporado na cidade de Jerusalém,
o Muro de Lamentações, a esperança de um Messias, a esperança de justiça na terra, muitos judeus, até judeus não religiosos mantêm essa chama, ela tem sido passada de geração em geração,
e o que nós, como seguidores de Jesus, o que nós temos, muitas coisas nós temos passado, mas muitas coisas têm sido um pouco corrompidas ao longo dos séculos, um pouco desvinculados do propósito original,
como a gente sempre fala, é muito icônico isso, mas essa ideia de ir para o céu ao invés de esperar o reino de Deus na terra, então o que nós temos de bênção espiritual para passar para a próxima geração?
Então vamos ver aqui, vamos reler aqui agora a partir do versículo 8, vamos ver como Jacó abençoa José e os seus dois filhos, primeiro nós queremos entender um pouco a bênção em si,
e depois, se der tempo, queremos falar um pouco sobre como essa bênção, como ela se cumpriu ou como ela não se cumpriu ao longo da história.
Então, quando Jacó fala com José, essa primeira parte, daí fala que Israel, aqui muito usa o nome Israel, que é o nome de um Jacó transformado.
Eu lembro que Deus mudou o nome, foi a bênção que Jacó recebeu quando ele lutou com o homem misterioso no capítulo 32, ele recebeu a bênção de ter um nome transformado,
porque Jacó tinha um nome que tinha uma conotação negativa, porque ele nasceu agarrando no calcanhar do irmão dele, então ele foi chamado de suplantador, que era alguém que quer tomar o lugar do outro,
e foi isso que ele fez de fato, então Deus mudou o nome dele, mas a própria Bíblia, não só no livro de Gênesis, mas durante os profetas, nos salmos, muitas vezes usa o nome de Jacó,
porque é como nós, nós somos pessoas caídas, nós temos uma natureza que não foi totalmente removida ainda, e nós temos um novo nome, o Apocalipse diz que nós temos um novo nome que só Deus conhece,
então nós ainda somos chamados pelo nome original, que muitas vezes tem conotações da nossa natureza, Deus não quer eliminar nossa natureza, ele não apaga nossa natureza, mas ele quer transformar como ele fez com o Jacó,
então Israel é o nome de um Jacó transformado, e usa muito o nome Israel aqui nesse capítulo, então versículo 8, "Vendo Israel os filhos de José, perguntou quem são estes?"
E aí no versículo 10 vai explicar assim, ele não sabia, mas é porque ele não estava enxergando bem, ele enxergava muito pouco, e no versículo 9, José fala que são os filhos dele, e Israel diz para trazê-los para que ele os abençoe,
Israel fala no versículo 11, "Eu não esperava ver teu rosto de novo, e agora Deus me fez ver também a tua descendência."
Então versículo 12, eu não sei se tem algum... dá uma ideia dos filhos de José serem pequenininhos, mas lembra que os filhos de José nasceram antes de Jacó ir para o Egito,
e já fazem... já nessa época já se passaram 17 anos, então esses dois meninos que parecem... os tirou dos joelhos de seu pai,
não sei exatamente o que isso significa porque eles não eram crianças, eles tinham 19, 20 anos, eles eram já praticamente adultos,
mas enfim, ele os tirou de perto dele e os conduziu ao pai que não está enxergando bem,
e aí ele leva, como ele sabe que o pai não está enxergando direito e talvez o pai não sabe direito quem é Manassés e quem é Efraim, quem nasceu primeiro, quem nasceu segundo, ele conduz Manassés, o mais velho, para a mão direita do pai,
e Efraim, o mais novo, ele conduz para a mão esquerda, porque a mão direita seria a bênção principal, seria a bênção do primogênito.
Mas, versículo 14, Israel estendeu a mão direita e pôs sobre a cabeça de Efraim, ainda que era o menor, e sua esquerda sobre a cabeça de Manassés.
Então você consegue visualizar isso muito bem. Jacó, ele não muda os dois filhos, ele não inverte de posição,
ele podia até falar assim, "Não, peraí, Manassés, você vem aqui para a minha mão esquerda?" Não, ele deixa na posição que José conduziu, só que ele cruza os braços.
Em vez de colocar a mão direita sobre Manassés, ele inverte, ele coloca a mão direita sobre Efraim e a mão esquerda sobre Manassés e ele dá a bênção.
Então aí depois nós vamos ver no versículo 17 que José ficou chateado assim, ele ficou assim, "Não, pai, não é assim." E isso nos lembra de como Isaac, só que Isaac abençoou Jacó
sem saber que era Jacó, e Jacó agora está fazendo a mesma coisa, está abençoando o mais novo, mas sabendo, ele não está confuso, ele não foi enganado, ele não foi manipulado por ninguém,
Jacó ele está totalmente consciente, sabe o que ele está fazendo e conscientemente ele inverte a ordem humana. Mais uma vez, essa ordem humana do primogênito ter a bênção principal
foi depois estabelecido na lei de Moisés, eu não me lembro agora o capítulo, mas em Deuteronômio é colocado lá que, por exemplo, se naquele tempo o homem podia ter mais de uma esposa
e podia acontecer como Lia e Raquel, que o marido gostasse mais de uma do que de outra, mas se a esposa, que fala na lei de Moisés, se o primogênito, o primeiro que nascesse, fosse da esposa não amada, não preferida,
o homem não podia inverter, ele tinha que obedecer essa ordem, então Deus, ele admite essa tradição, ele coloca na lei de Moisés, como muitas coisas que estão na lei de Moisés não representavam o ideal,
mas era o que Deus ordenou que se fizesse dentro daquela cultura, dentro daquele momento da história. Mas nesse caso, como em quantos casos na Bíblia, em quantas situações Jacó mesmo foi abençoado sendo mais novo,
o próprio José, que é o décimo primeiro penúltimo filho, quase caçula, ele foi erguido a uma posição de primogenitura, então José devia ser o primeiro a entender que muitas vezes Deus não aboliu a tradição de dar uma benção especial para o primogênito,
mas Deus mostra que ele não precisa seguir essa tradição, e que Deus tem até um senso de corrigir injustiças. Eu não vou tomar o tempo para ler, mas tem tantos exemplos, eu só...
aqui eu coloquei nessa lista aqui desse modelo de benção, que a benção, o último ponto aqui, é a benção da escolha soberana de Deus, Deus não é obrigado, e isso é um princípio tão grande, eu podia dar muitos exemplos na Bíblia, acho que todos que conhecem um pouco a Bíblia vão lembrar de várias situações em que Deus não seguiu a ordem humana.
E mais uma vez, Deus não está dizendo não é para ter nenhuma ordem, não é para ter nenhum direito, não é para ter... não, tem, tem as leis, tem as ordens, mas Deus é capaz, Deus é superior, Ele escolhe, Ele faz as coisas da maneira Dele, então você lembra?
Gesé, da tribo de Judá, tinha oito filhos, mas Samuel foi dirigido por Deus para escolher um rei, passa todos os irmãos mais velhos, os sete mais velhos, e Deus fala com Samuel, não é nenhum desses, ele vai escolher o mais novo que nem estava presente.
E aí vai, Deus escolhe Ruth, que nem é do povo de Israel, Deus escolhe Raab, Deus pode usar na nova aliança, tinham os doze apóstolos, os doze que seguiram Jesus, eles tinham uma posição especial, eles tinham um papel especial, como os doze que acompanharam Jesus,
mas quem foi o escolhido por Deus para levar o Evangelho para todas as nações? Foi Paulo, que não era nenhum dos doze, e assim por diante você pode dar tantos e tantos exemplos, não só de família, de Deus não escolher o primogênito,
de Deus escolher alguém que não fosse o mais evidente, o mais forte, o mais inteligente, o mais óbvio a ser escolhido, mas Deus não escolhe necessariamente do povo de Israel, sua nação escolhida.
Ele não está dizendo "eu não tenho mais um povo escolhido", mas ele pega pessoas de fora, Jesus que viu a mulher Siru Finicia, o centurião romano, enfim, Deus sempre está confundindo as nossas preferências e as nossas escolhas,
e nós vamos ver nessa história como Deus tem até algo dentro dessa história, na sequência da história, é algo meio difícil para a gente entender, mas vamos aguardar, mas essa questão de Jacó então cruzar os braços,
de certa forma contrariar seu filho querido José e "não, eu vou abençoar Efraim, ele que vai ser o abençoado", nós não temos nenhuma, zero, nós não temos nenhuma informação sobre o caráter,
sobre quem era Manassés, quem era Efraim, nós não temos nada, nenhuma, nenhum relato, não temos nada sobre a personalidade, não sabemos quem eles eram, mas Deus quis mostrar que Efraim seria o líder de Efraim,
e realmente nós vemos na história que Efraim se tornou um centro das dez tribos, etc, muita coisa que vai acontecer depois na história, mas vamos voltar agora para o abenço, versículo 15.
"E abençoou a José", então Jacó aqui vai abençoar José e vai abençoar os dois filhos, "e abençoou a José dizendo 'o Deus em cuja presença andaram meus pais Abraão e Isaac, o Deus que me sustentou desde que nasci até este dia'",
eu já falei na última aula sobre como isso contrasta com o que Jacó falou para o Faraó, "ah, foram poucos e maus os meus dias", ele deu uma visão meio pessimista, meio negativa da vida dele,
mas aqui Jacó está reconhecendo a mão de Deus, embora ele tenha passado por anos e anos de tragédia, de tristeza, de perder a esposa, de perder o filho, ele está aqui dizendo "o Deus em cuja presença andaram meus pais Abraão e Isaac",
e aqui ele não se coloca assim "eu quero abençoar você e seus filhos com o que eu fiz, com o que eu conquistei, com o que eu sou", não, ele coloca aqui "meu pai, meu avô, eles andaram na presença de Deus",
e ele nem diz assim "eu também andei na presença de Deus", sim, ele andou, mas ele coloca toda a honra para Deus, ele fala assim "o Deus em cuja presença meu pai e meu avô andaram,
mas também o Deus que me sustenta", a minha tradução aqui, eu até não conferi, mas a maioria das traduções coloca que Deus que foi meu pastor, que é quem me sustenta, mas Deus foi meu pastor,
ele me guiou, olha, e isso é muito, isso é muito pessoal, isso é um testemunho, isso é uma coisa muito verdadeira que Jacó sentia e ele está passando isso, essa é a bênção, esse é o legado,
é isso que nós podemos passar, não o conhecimento, o Deus que é eterno, Deus que criou todas as coisas, sim, é maravilhoso a gente falar de quem Deus é, mas aqui Jacó está falando de uma história pessoal,
ele está passando uma bênção de Deus, mas é um Deus que ele conheceu e é um Deus que continuou agindo na vida dele, é um legado continuado, é um legado que veio de Abraão e Isaac e é o Deus que me pastoriou,
é o Deus que me guiou em toda a minha vida, eu passei por coisas trágicas, mas era Deus me guiando, como José mesmo tinha reconhecido que ele passou por anos de sofrimento, mas era Deus guiando para aquele lugar,
a nação de Israel ia ficar gerações no Egito sofrendo, mas era Deus, Deus os colocou ali, então é tão importante a gente entender não só por meio de bênçãos ou de conquistas ou de vitórias,
mas de entender o que eu posso passar, a bênção que eu posso passar é que Deus me acompanhou a vida inteira por todas as experiências e me manteve até o dia de hoje.
O anjo, versículo 16, que me livrou de todo o mal, de qual anjo que ele está falando? Está falando do anjo que é o próprio Jesus, que é Deus que se revelou a ele e com quem ele lutou para alcançar sua bênção,
então Jacó, ele diz, esse anjo, esse homem que me deu a bênção naquele dia, mudou o meu nome, mas foi ele que estava me acompanhando quando estava lá com Labão e em todos os momentos, todas as provas,
quando fui encontrar com Isaú, foi o anjo que me livrou de todo o mal, abençoe estes rapazes. Então é uma bênção espiritual, Jacó está passando um legado que não é material, é uma bênção que vem de Deus,
eu não tenho a bênção, eu não sou a fonte da bênção, eu se eu tivesse bens materiais, eu poderia dar meus bens e fazer assim, olha só, eu abenço meus filhos com as conquistas, com o patrimônio, com o nome, etc.
Não, a bênção é de Deus, a bênção veio de Deus, a bênção não nasceu em mim, não nasceu no meu esforço, não nasceu nas minhas conquistas, a bênção veio de Deus e esse Deus não é um Deus abstrato, teórico, distante, é o Deus que me acompanhou,
então é o Deus que eu conheço, esse Deus que me acompanhou, eu passo essa bênção, eu passo para a próxima geração o Deus que eu conheço, o Deus que me acompanhou, que me guiou e não só, o que que é o Deus que me guiou?
O Deus que fez tudo dar certo na minha vida? Como eu falei, não é, não foi tudo que deu certo na vida dele, mas o Deus que estava guiando para o cumprimento da promessa
e essa é a parte que vem do pai, do avô, das gerações anteriores, então é uma bênção de Deus, o Deus que, para você passar uma bênção tem que ser, você tem que passar a bênção do Deus que você conhece e também é uma bênção que vem de gerações anteriores,
então você faz parte de uma continuidade, a coisa mais preciosa que você pode dar para uma próxima geração, tanto filhos biológicos, físicos, como espirituais, para quem estiver na próxima geração,
você tem que passar aquilo que você recebeu de Deus, mas que representa uma continuidade daquilo que Deus vem fazendo, porque Deus não é assim "ah, eu quero passar para você a bênção do Deus que quando eu orava ele respondia", muito maravilhoso isso,
mas eu quero dizer, não é uma coisa isolada, não é assim "eu tive um sonho, Deus me ajudou a conquistar meus sonhos", não, Deus me deu um sonho, Deus me cativou, quando o Jacó estava fugindo do irmão dele, Deus apareceu e falou assim "olha, é o meu sonho, é a minha bênção, é a minha promessa que você vai abraçar,
e você vai sair daqui, mas você vai voltar, porque a minha promessa e a minha bênção sobre você está atrelada a essa terra", então é o reino de Deus, é toda essa, mesmo que a gente não compreenda de maneira completa que que é esse reino, como é que esse reino vem,
mas nós fomos chamados para fazer parte, não só para ser redimidos, a igreja tem muito essa coisa assim "Jesus me redimiu", sim, nós fomos redimidos por Deus, mas fomos redimidos para fazer parte da redenção dos outros,
essa é a visão, nós fomos redimidos, nós não merecíamos, nós estávamos perdidos sem Deus indo para destruição, mas ele nos redimiu para que nós pudéssemos fazer parte do seu plano de redenção, do seu plano de trazer o reino,
então Jacó evidentemente não colocou nesses termos, mas olha como ele coloca, então ele fala "é o Deus em cuja presença meus pais andaram, o Deus que me pastoriou",
me pastoriou para onde? Me sustentou para onde? Para chegar ao cumprimento da promessa, o anjo que me livrou de todo o mal para que a promessa pudesse continuar,
"Abençoe estes rapazes, seja chamado neles, ou seja, lembrado neles o meu nome e o nome de meus pais Abraão e Isaac",
por quê? Porque eles representaram o começo, porque eles representaram a direção, porque eles representaram essa promessa de Deus de trazer o seu reino, de abençoar todo até, de restaurar até, de alcançar e redimir a humanidade,
é por isso que o legado é da continuidade, o nome de Abraão, Isaac, Jacó, esses nomes continuam sobre a nação de Israel e sobre nós que fomos enxertados em Israel,
porque nós fazemos parte da mesma promessa, da mesma esperança e ele coloca esse aspecto que vem, essa multiplicação ela tem dentro de si, tudo que Deus falou com Adão e Eva lá no começo,
que eles pudessem trazer sobre si a imagem de Deus, o relacionamento com Deus, a conexão com a Trindade, a conexão com a comunhão e encher dessa forma toda até,
porque a multiplicação ela não é um fim em si mesma, mas a multiplicação ela faz parte da bênção original, faz parte do propósito original de Deus, de encher até com a imagem dele e com a conexão com ele,
então, vamos recapitular aqui, então é uma bênção espiritual, não é material, é a bênção de um Deus que você conhece, que eu conheço, é isso que eu posso transmitir,
é uma bênção que vem de gerações anteriores, a gente precisa entender, não igual, lembra, não é igual, minha vida, minha história não é igual à história de gerações passadas,
o que Deus fez, pode voltar na história, Lutero, Francisco de Assis, tantos nomes, John Wesley, mas nossa vida, e isso eu estou falando de pessoas famosas, mas quantas pessoas anônimas,
quantas pessoas que não foram grandes lideranças ou mudanças na história, mas foram pessoas fiéis, mas que estavam sempre caminhando, sempre sendo fiéis e caminhando na direção daquilo que Deus quer,
então, nós devemos saber que nós fomos chamados para conhecer a Deus, Davi falou isso com o seu filho Salomão, ele falou assim, você tem uma missão que você não escolheu,
Salomão não escolheu a missão de construir um templo para Deus, foi Davi que deu para ele, mas Davi falou com Salomão, conheça o Deus de seu pai,
então, Salomão recebeu, eu estava pensando em Salomão quando eu falei assim, no mundo, na história do mundo, essas histórias de reis passando o trono para os filhos,
ou grandes pessoas hoje, como Bill Gates ou Elon Musk, pessoas que são bilionários, que são riquíssimos, passando o seu império para os filhos, tem pastores que querem passar a liderança de uma igreja, de um movimento para os filhos,
os filhos não querem, os filhos não têm esse chamado, então, Salomão recebeu em convénsia que não foi dele, ele não recebeu isso de Deus, mas ele abraçou,
e ele pediu a Deus sabedoria para que ele pudesse desempenhar essa missão, mas Salomão precisou e realmente teve um encontro pessoal com Deus,
então, tem uma conexão, tem um complemento, nós não somos chamados para dar continuidade talvez visível, ou na mesma vocação,
ou no mesmo assim, copiando a história de quem foi na nossa frente, seja um pai, uma mãe natural, ou seja espiritual,
nós não somos chamados para imitar, para ser igualzinho, mas não somos chamados para dar continuidade, qual é a sequência?
O que é que Davi não pôde fazer que Salomão foi chamado para fazer? O que Josué fez que Moisés não podia fazer?
Então são coisas diferentes, é dar sequência, mas para dar sequência você tem que conhecer o Deus de seus pais, os Deus das gerações anteriores,
para saber o que ele quer para você na sua geração, então é a bênção que vem de Deus, a bênção que vem de gerações anteriores,
e a bênção de dar sequência ao propósito de Deus na Terra, e foi isso que Jacó estava passando aqui, por isso que eu queria dar essa ideia de ser um modelo de bênção,
eu vejo nessa bênção aqui de Jacó um modelo, um modelo diferente, diferente daquilo que Isaac fez, daquilo que Abraão nem tem registrado,
que ele tivesse feito uma bênção verbal assim para o seu filho, mas Jacó deu essa bênção muito consciente e muito direcionada por Deus,
e a última coisa que eu já mencionei é que ele deu essa bênção para... ele deu a bênção para os dois, ele abençoou Josué, abençoou os dois filhos,
nesses versículos 15 e 16 ele fala que Deus, esse Deus que me pastoriou, esse Deus dos meus pais, esse anjo que me livrou de todo mal, abençoe esses rapazes, os dois,
só que ele abençoou com a mão direita sobre a cabeça de Efraim e a mão esquerda sobre a cabeça de Manassés,
essa foi também reconhecendo que a bênção de Deus, que é nesse sentido é geral, é para todos, todos nós fomos chamados para dar sequência, todos nós fomos chamados para receber aquilo que Deus começou nas gerações anteriores e continuar andando nessa direção,
mas nós também a bênção é de conhecer pessoalmente esse Deus, porque senão nós não teríamos condições de dar sequência, e aí o último ponto é... mas qual o meu papel nessa bênção, nessa sequência?
E aí nós temos um mistério, porque... Jacó aqui abençoou mais Efraim do que Manassés, os dois foram abençoados, Josué foi abençoado para receber uma porção dobrada, os dois filhos terem um status igual aos outros onze irmãos de Josué,
mas nessa bênção tem algo específico e diferenciado para Efraim, porque Deus não só quer passar de uma geração para outra, mas as pessoas que ele vai usar e o papel que ele vai... ele quer usar todos,
mas o papel que ele vai dar para cada um é totalmente diferente, então rapidamente nós não temos muito tempo, mas... e nem é o propósito aqui entrar muito a fundo na história futura, mas eu só queria...
como o próximo capítulo ele vai falar, Jacó vai dar a bênção para os 12 filhos, essa bênção que ele dá para os 12 filhos é uma profecia,
ele profetiza várias coisas sobre os filhos e sobre o que vai acontecer com eles no futuro, inclusive o primeiro versículo do capítulo 49 fala...
"Depois chamou Jacó a seus filhos e disse, Ajuntai-vos para que vos anuncie o que vos há de acontecer nos dias vindouros", então ele mesmo falou que era uma profecia, era uma bênção, mas era uma profecia, e aliás nem todas as profecias foram tão boas para cada um dos filhos.
Mas como ele está falando sobre... antes ele falou sobre José e sobre os dois filhos, eu só quero falar um pouquinho sobre essa história porque é uma das coisas que me encabula há muito tempo,
eu não tenho... eu não tenho as respostas, eu não sei interpretar muitas coisas, mas é algo bem misterioso, porque nós já vimos... na primeira geração Abraham teve... teve mais seis filhos no fim,
mas principalmente os dois filhos mais destacados foram primeiro Ismael e depois Isaac, então na primeira geração dois filhos, Isaac e Ismael, Ismael e Isaac.
Depois nós temos Isaac com dois filhos, Isaú e Jacó, Jacó e Isaú. Agora nós temos 12 filhos, mas desses 12 filhos, dois se tiveram um destaque maior, não só na história enquanto eles estavam vivos, mas na história posterior.
Em toda a história das 12 tribos de Jacó, das 12 tribos de Israel, os 12 filhos de Jacó, dois se sobressairam.
Então eu quero só colocar alguns pontos aqui, mas é um mistério, é uma coisa assim que continua com a ideia, é diferente de Isaac e Ismael, é diferente de Jacó e Isaú, porque ainda que Deus abençoasse Ismael,
ainda que Deus abençoasse Isaú, e Deus teve e tem um propósito para os descendentes deles, é um pouco diferente porque aqui nós temos 12 filhos, todos fazendo parte do povo de Israel,
mas tem duas linhagens, tem duas linhagens dentro dos 12 filhos, e essas duas linhagens eu vou colocar mais em relação às duas esposas principais, que as outras duas eram servas, faziam parte,
sim, uma era... sim, os filhos de uma serva pertenciam a... era como se fosse a descendência de Lia, os filhos da outra serva eram como se fossem filhos de Raquel, então eram duas irmãs, duas linhagens,
e aqui nós temos então... Judá foi filho de Lia e José foi filho de Raquel, e eu coloquei entre parênteses aqui José e Efraim, porque dos dois filhos de José, Efraim é o mais citado, é o que mais temos notícias a respeito dele,
mas nós temos também descendência de Benjamin que era o irmão de José, então por isso que eu coloquei assim José e Judá foram os dois que se destacaram mais, mas eu quero seguir a linhagem de Lia e a linhagem de Raquel
para poder incluir Benjamin porque tem alguns descendentes de Benjamin que foram bem significativos, então só para a gente entender um pouco, assim, ou não entender, porque tem muita coisa aqui que eu confesso, eu não entendo, a única coisa que eu posso dizer é que tem essa bênção que vai de uma geração para outra,
mas o papel de cada um, como Deus vai usar e a sequência histórica são coisas misteriosas, a gente não tem muito controle, então eu vou falar, esse aqui seria um assunto muito extenso, mas eu só vou resumir alguns pontos para a gente poder ter uma ideia.
Primeiro quero falar sobre as duas esposas, você lembra que Raquel era a mulher que Jacó amava, ele queria casar com ela, ele foi enganado,
e nós geralmente pensamos muito, eu pelo menos assim, eu penso bastante em coitado de Jacó porque ele trabalhou durante sete anos, que ele diz que passaram como se fossem poucos dias, do tanto que ele amava Raquel.
Ele trabalhou e não se importou com o tempo, não se importou com o longo tempo de espera porque ele amava mesmo, é uma das histórias assim, não tem muitos, tem alguns romances no primeiro testamento, mas não tem muitos,
e um dos romances mais bonitos, mais mais trágicos é o romance entre Jacó e Raquel, então nós pensamos muito assim em Jacó, como ele sofreu porque ele foi enganado e foi obrigado a casar com uma mulher que ele não amava,
nós pensamos na tragédia de como Raquel morreu relativamente cedo e Jacó perdeu sua esposa amada, mas quanto que nós pensamos sobre Lia, porque Lia também, Lia talvez fosse a maior vítima da situação,
porque Jacó ele não queria casar com Lia, mas ele recebeu Raquel também como esposa, mas Lia era a esposa não amada e ela foi obrigada a fazer esse casamento,
e você pode notar, a gente não tem muitas falas de Lia, mas você pode notar que ela teve quatro filhos logo no início e cada filho ela falava, ela dava um nome e falava alguma coisa dizendo,
quem sabe agora meu marido vai me amar, então ela queria ser amada e ela não era amada e eu só vou ler um versículo que é muito revelador porque Jesus veio da linhagem de Lia e não de Raquel,
então esse é um dos grandes, um dos mistérios, uma das coisas assim como Davi que traiu, que matou e ainda assim a descendência de Jesus vem através justamente de Bateceba,
então são essas coisas misteriosas que Deus faz questão de contrariar nossas expectativas, então em Gênesis 29, versículo 31, Gênesis 29, 31 fala assim,
"Quando o Senhor viu que Lia era desprezada, abriu a sua madre, mas Raquel era estéreo." Então é como se Deus tivesse falado assim ó, é claro que Deus é a favor do verdadeiro amor no casal,
claro que Deus não estava endossando a atitude de trapaça, de manipular, de labão que queria que Jacó fosse obrigado a trabalhar mais sete anos,
então ele deu Lia, mas aí ele ia fazer Jacó trabalhar mais sete anos para conseguir Raquel, Deus não estava em nada disso, mas Deus olhou como ele olhou pra H.
Não era o propósito de Deus que Abraão tivesse um filho com H, era o propósito de Deus era ter um filho com Sarah, era a aliança, era o casamento, era o casal,
no caso de H ela não era uma esposa, ela era uma escrava, mas Deus olhou para H, para a situação dela, então você veja como Deus, ele tem todo o quadro,
ele não vai escolher Ismael como descendente, como aquele que vai levar adiante a sua promessa, mas ele olha para H e ele falou assim, eu tenho compaixão da injustiça
que foi feita com você e eu quero cuidar de você, eu quero pastorear você e o seu filho também vai ter um propósito no meu plano.
Então Deus olhou para Lia e ele disse eu vou abençoar essa que está sendo desprezada, então isso revela muito sobre os caminhos de Deus e eu queria mostrar,
eu já vou dar, tem esse quadro aqui, eu vou rapidamente explicar sobre a história, mas eu não posso entrar nos detalhes, mas eu vou dar já a minha conclusão, o que eu entendo disso.
José, a primeira coisa que nós temos aqui é que Raquel, a esposa amada, depois de muito tempo sem poder ter filhos, ela teve o filho José,
José como nós sabemos era uma pessoa de caráter, ele foi um filho preferido, ele foi preferido, a Raquel foi preferida,
ele foi fruto do verdadeiro romance, que Deus é a favor de romance, Deus é a favor do verdadeiro amor, Deus honra o amor,
porque sempre foi uma coisa estranha para mim, tudo bem, Deus olhou para Lia que era desprezada, deu filhos para ela, mas Jacó amava Raquel,
a verdadeira conexão de coração que é o que Deus quer no casamento era entre Jacó e Raquel,
então Deus deu a Raquel um filho que seria um protótipo do Messias, José foi uma pessoa, como nós temos acompanhado a história dele,
uma pessoa muito diferente, que sobsaía, que era maravilhoso, que tinha um caráter, que desempenhou o propósito de Deus,
que foi o líder da sua família, que foi aquele que trouxe reconciliação, Deus abençoou Raquel com um filho maravilhoso,
mas não foi dele que viria o Messias, então Deus deu a Jacó e Raquel dois filhos, José e Benjamin, eles tiveram descendência destacada,
rapidamente, olha aqui, quem era filho de Efraim, filho de José, filho de Efraim, Josué, Josué, Josué, os dois espias que se destacaram,
os únicos dois dos dois espias foram justamente Josué da tribo de Efraim e Caleb da tribo de Judá, são os dois que estão ali,
Josué e Judá, Josué e Judá, então são duas linhagens e Deus tem um propósito para cada um, mas não é do jeito que a gente pensa,
eu tenho certeza, do jeito que Jacó está abençoando Josué, ele quer que essa linhagem da promessa de onde vem a semente prometida por ele,
seria através de José, mas ele mesmo profetizou no próximo capítulo que o Messias, aquele que traria paz, viria de Judá,
então são coisas, você consegue entender, eu não consigo entender, mas são coisas diferentes que Deus está trabalhando,
e aí é interessante, Josué e Caleb, os dois que entraram na terra prometida, os únicos dois que foram da geração original que saiu do Egito, um de José e um de Caleb,
aí quando entraram na terra prometida, onde que foi colocado o tabernáculo? Na cidade, no lugar chamado Siló, que era no território de Efraim,
então o primeiro lugar que foi colocado o tabernáculo, a habitação de Deus, foi no território, na parte de Efraim.
Porém, porém, Efraim aparece na história, Efraim, a tribo, a descendência de Efraim, aparece principalmente no livro de Juízes, esse segundo ponto aqui, Efraim aparece como um povo briguento, presunçoso,
quando Deus deu vitória para Gideão, aí eles brigaram com ele depois, por que não nos chamou? Parece que eles queriam ser, eles sempre queriam ser os líderes,
talvez eles sabiam das profecias de Jacó, que Efraim seria mais abençoado e tal, e eles aparecem mais de uma vez no livro de Juízes como briguentos,
no templo de Gideão, no templo de Jefté, inclusive teve uma guerra sangrenta entre eles, que muitos soldados de Efraim, muita gente de Efraim foi morto, então não tem uma história boa daqui para frente.
Josué, sim, claro que foi também um personagem que apontava para Jesus, que leva para a terra prometida, mas depois Efraim não tem uma história boa na sequência histórica.
Quem foi o primeiro rei? Saúl, não de Efraim, mas de Benjamin, então eu estou unindo Josué e Benjamin como a descendente de Raquel,
para combinar, para a gente sentir aqui, aqui não é Saúl, não é Efraim, Saúl era de Benjamin, Saúl foi o primeiro rei, ele não foi um rei segundo o coração de Deus,
mas o filho dele, Jônatas, foi um homem excepcional, foi um homem brilhante, foi um homem que abriu mão, que amou Davi, que apoiou Davi, então nós temos essas linhagens.
Depois, no tempo aí do lado de Ilhia, nós temos na tribo de Judá, Davi, que se tornou o rei segundo o coração de Deus, que escolheu Jerusalém e aí até tem um texto que eu não vou ler agora, mas está no final do Salmo 78.
Salmo 78 é um salmo longo que no final que conta várias coisas da história e no final do Salmo 78 declara assim...
"O senhor rejeitou a tribo de Josué para o lugar de sua morada e preferiu, escolheu Davi, escolheu Jerusalém."
Então nós temos uma mudança, talvez por causa das atitudes de Efraim, mas Deus já tinha profetizado, Deus já tinha previsto que seria através de Judá.
E aí nós temos Salomão que foi uma pessoa mista, ele construiu o templo da casa de Deus, mas ele foi um homem também que deu muito lugar para a idolatria, para desviar-se de Deus, e no tempo do filho dele, Roboão, surgiu Jeroboão de que tribo?
Efraim, Jeroboão era de Efraim, ele se rebelou, isso foi culpa de Salomão do que ele fez, mas Jeroboão se tornou uma figura, assim como Davi é sempre lembrado como aquele que era segundo o coração de Deus,
Jeroboão é sempre lembrado como aquele que desviou Israel dos caminhos de Deus, então Jeroboão de Efraim se tornou alguém que aí Efraim era a tribo principal das dez tribos,
eu coloquei Efraim as dez tribos porque muitas vezes nos profetas e a capital do reino dividido era em Samaria que era Efraim, então Efraim se tornou assim como Judá representava ali Judá, Levi, alguns remanescentes de outras tribos, Simeão estava ali no meio também, mas falava Judá,
e Efraim ele simbolizava todas as dez tribos, todas as outras tribos e depois eles foram para o cativeiro, antes foram espalhados e pouco se sabe do que aconteceu depois,
mas nós temos no novo testamento alguém que é descendente de Raquel, que é o apóstolo Paulo, que é também não de Efraim, mas ele é de Benjamin, que também é de Raquel, então isso é só para mostrar,
e o próprio Jesus claro veio da descendência de Judá, e voltando aqui no início lembra que o contraste entre Judá e José, José é um homem de caráter, José é um homem abençoado, José é um homem que foi líder, mas líder de um jeito bom,
agora Judá ele teve uma história vergonhosa, uma história suja, uma história cheia de falhas, mas ele brilhou quando ele se redimiu, quando ele se ofereceu para tomar o lugar do irmão Benjamin quando houve a ameaça de prendê-lo ali.
Então, essa história, olha que contraste, e eu só queria finalizar então dizendo, tem muitas coisas aqui, eu estou só apontuando algumas coisas na história para dizer,
Jacó, ele tinha essa conexão de afeto com José, era uma coisa natural, não era uma coisa totalmente errada, mas não era uma coisa totalmente certa, o favoritismo que ele tinha,
e quando Jacó abençoa José e os seus dois filhos, assim como quando Isaac quis abençoar Isaú, que era da preferência dele, então existe algo, o abenço tem que ser dado mesmo no ambiente de afeto,
o abenço não é uma coisa fria, não é uma coisa impessoal, mas as nossas preferências humanas muitas vezes não são de acordo com as preferências, de acordo com a escolha de Deus,
e nós temos que entender que Jacó queria muito que José fosse abençoado, que José fosse o líder, que José recebesse abenço da primogenitura, mas Deus deu, Deus honrou,
Deus dizem, não sei se eles conseguem provar, mas o lugar que Raquel morreu, pelo menos era próximo, alguns falam que era o mesmo local onde Jesus nasceu,
o lugar onde Raquel morreu, Jesus não foi descendente da tribo, dos descendentes de Raquel, mas quando Herodes matou todas as crianças querendo matar Jesus, Mateus diz que isso cumpriu a escritura que fala assim, Raquel chorando para os seus filhos,
então tem uma ligação, percebe como Deus não rejeitou Raquel, mas não rejeitou Lia, Deus não rejeitou Ismael do jeito que muitas vezes nós pensamos,
Deus tem a sua maneira, talvez a maior conclusão que nós podemos tirar de tudo isso é que, claro, depende muito de cada geração, Deus não vai simplesmente abençoar um judeu porque é judeu, não vai abençoar um cristão porque é cristão,
ele sempre está procurando corações, mas ao mesmo tempo Deus tem, ele tem uma fidelidade, ele honra suas promessas, ele continuou seguindo, ele fez uma promessa para Lia que a descendência seria através de Judá,
não fez para Lia, mas ele prometeu através de Jacó mesmo que viria o cetro, não se apartaria de Judá até que viesse o Messias, então Deus escolheu, Deus escolheu,
não é por causa de Judá, sim, Judá fez algo tremendo, mas olha a comparação, não é porque José teve uma história impecável que o Messias viria através dele, então Deus tem suas maneiras de trabalhar,
e são duas linhagens dentro dos descendentes de Abrão, nessas duas linhagens nós podemos também incluir Ismael, Isaú e todos os outros descendentes, mas Deus vai honrar,
e só para completar a história, tem duas, tem mais de duas, mas eu vou ler uma delas, tem duas profecias mais destacadas, uma em Isaías 11 que eu não vou ler agora,
mas se você quiser notar, Isaías 11, versículo 13, Deus fala que Deus vai tirar a competição, Deus vai tirar essa briga histórica entre Judá e Efraim,
mas eu vou ler só para ver como Deus não se esqueceu de Efraim, não se esqueceu de José, não se esqueceu de Raquel, em Ezequiel capítulo 37,
depois daquela profecia dos ossos secos, versículo 16, fala assim, "Ezequiel 37, 16, tu, o filho do homem, toma um pedaço de pau e escreve nele, por Judá e pelos filhos de Israel, seus companheiros,
então toma outro pedaço de pau e escreve nele, por José, vara de Efraim, e por toda a casa de Israel, seus companheiros", então Deus vai falar sobre unidade no povo de Israel,
em todos os descendentes de Abraão, e quem que ele escolhe para representar todas as doze tribos, ele escolhe Judá e Efraim, então isso é muito tempo depois isso aqui, Judá nessa época, Judá já está no cativeiro,
Efraim e as dez tribos já foram para o cativeiro, mas ele falou assim, "Escreve num pedaço de pau Judá, no outro pedaço de Efraim, eles representam todos os outros,
versículo 17, "Ajuntam-os um ao outro, para que se unam e se tornem um só na sua mão", e daí versículo 21 ele fala, "Diz-lhes assim, diz o Senhor Deus, eu tomarei os filhos de Israel, de entre as nações,
para onde eles foram, os congregarei de todas as partes, os levarei à sua terra, deles farei uma nação na terra, nos montes de Israel, um só rei será rei de todos eles,
nunca mais serão duas nações, nunca mais para o futuro se dividirão em dois reinos", então Deus está prometendo resgatar, redimir, trazer de volta,
temos a história, a divisão, as linhagens, temos promessas também a respeito de Deus unir os árabes com o povo de Israel, nós temos também a promessa de juntar os gentios com Israel,
então Deus quer reconciliar e finalmente, finalmente também não dá tempo de ler, mas Jesus falou mais de uma vez que os doze apóstolos sentariam em trono sobre as doze tribos de Israel.
Na nova Jerusalém, primeiro assim, em Apocalipse 7 tem 12 mil selados de cada uma das doze tribos, em Apocalipse 21 tem a cidade santa que tem doze portas correspondendo às doze tribos de Israel,
Paulo falava das doze tribos, várias vezes Tiago dirige sua epístola aos dispersos das doze tribos, então tem várias menções no novo testamento das doze tribos,
hoje nós não sabemos quando tem judeu, que vem do nome tribo judá, mas quando fala judeu a gente não sabe de que tribo, a maioria deles não sabe, mas Deus sabe, foram dispersos e Deus prometeu juntar todos, o remanescente,
então Deus vai redimir todos e colocar todos numa nação só, mas Deus trabalha na história com as divisões, quanta divisão, quanta história triste na nação de Israel, quanta história triste na igreja,
mas Deus, ele se interessa em juntar tudo, cada um tem funções diferentes na história, cada um tem promessas diferentes, mas todos nós fazemos parte da mesma, então voltando a Gênesis 48,
Jacó abençoa José, ele dá uma bênção especial para José, ele abençoa Manassés e Efraim, Efraim mais do que Manassés, mas dentro disso tinha algo de Deus, mas tinha algo de Jacó também,
porque Jacó tinha preferência e Deus reserva para si o direito de dizer, tudo bem, como Abrão pediu a bênção sobre Ismael, Deus falou assim, vou abençoar Ismael, mas eu vou escolher, eu vou determinar, Deus vai fazer como ele quer,
então se a gente acha que vai ler as Escrituras e vai descobrir exatamente como Deus faz as coisas, pelo menos uma coisa nós descobrimos sobre Deus,
que ele é imprevisível, que ele é soberano, que ele faz como ele quer, mas ele também é previsível no sentido de que ele cumpre as suas promessas.
Eu, para entender, acho que a gente não consegue entender com a nossa mente, mas nós podemos adorar a Deus e dizer sempre, os caminhos dele são insondáveis,
no fim ele vai juntar tudo, no fim ele vai reunir, ele vai curar essas divisões que são fruto da nossa carnalidade, da nossa concorrência,
de toda a história, como tem na família de Jacó, como teve na família de Isaac, tem em todas as famílias, movimentos, na história humana,
política, religiosa, comercial, em todo sentido nós estamos cheios de contendo, de conflitos no mundo inteiro, porque nós somos, isso é fruto da nossa carne, fruto da queda,
mas ele vai juntar os pedaços, ele sabe como ele vai usar cada um e os caminhos dele continuam sendo misteriosos.
Senhor, nós curvamos a nossa cabeça, o nosso coração diante de Ti, entendendo que nós não temos a chave que vai explicar porque o Senhor faz,
ao mesmo tempo vemos a Tua mão na história, conseguimos identificar algumas coisas maravilhosas de como o Senhor age e nós reconhecemos que em tudo os Teus caminhos são justos
e olhamos para o fim com a expectativa da unidade, da cura e da reconciliação e pedimos que o Senhor nos ajude a recebermos a bênção das gerações anteriores
e a transmitir essa bênção para as gerações que estão vindo, em nome de Jesus, amém.

Editora Impacto

Da loja Impacto

Ver tudo

Conversa

O que esse texto te despertou?

Compartilhe sua reflexão, dúvida ou testemunho. Sua voz importa pra essa comunidade.