Na última parte do livro de Gênesis, a história tem como foco principal a vida de José. Porém, em alguns pontos do relato, Jacó reaparece. Dos três patriarcas, foi Jacó quem conseguiu dar uma bênção mais completa para a próxima geração da família. Em suas palavras e recados finais, Jacó mostra o que era mais importante para ele e o que ele queria passar para seus filhos. Isso nos faz pensar bastante sobre o significado da promessa original para Abraão, da descendência numerosa e da terra.
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Transcrição
Chegando quase ao final do livro de Gênesis, ainda faltam três capítulos, mas na história, no relato histórico do livro de Gênesis, estão chegando no final do ciclo dos três patriarcas e mais a vida de José que ocupou esses últimos capítulos, desde o capítulo 37 em diante.
O foco principal é na vida de José, porque ele que tem esse papel central em preservar a vida da família e de toda a região, em unir a família através da reconciliação e em levar a família para o Egito.
Foram papéis muito importantes e José ocupa uma posição de liderança, como Deus revelou para ele em sonhos, quando ele tinha 17 anos, ele ocupa uma posição de liderança na família,
ele que era o penúltimo filho de Jacó, dos 12 filhos, ele é quem assume a liderança, ele que toma as decisões, ele como governante do Egito, mas todo o papel dele na família, ele tem esse papel central na vida da sua família.
Mas Jacó ainda está vivo e na verdade o livro de Gênesis termina com o relato da morte de Jacó, é a morte de Jacó, depois nós vamos ver a morte também de José, mas o relato principal aqui é o final da vida de Jacó.
Jacó, a gente não vê muita coisa sobre ele a partir do capítulo 37, quando José toma mais a frente da narrativa, mas Jacó ainda aparece algumas vezes e nós sempre devemos prestar muita atenção,
porque ele é o terceiro patriarca e ele está vivo ainda, ele tem um papel importante, teve um papel importante ainda em vários momentos, então agora quando nós estamos no final do capítulo 47,
onde nós vamos começar hoje, entrando no capítulo 48 e 49, o centro desses últimos três capítulos é a morte de Jacó, do terceiro patriarca, e a primeira parte dessa despedida,
primeira parte dessa etapa final da vida de Jacó, é entre Jacó e seu filho amado, José, então esse é o nosso assunto hoje, é falar sobre como Jacó, ele depois no capítulo 49, ele vai dar uma bênção e uma profecia para os 12 filhos no capítulo 49,
mas antes dessa, que seria a sua despedida, que seria suas palavras finais para os 12 filhos, ele tem um momento especial, ele tem um momento em particular com seu filho amado, José, esse é o assunto do final do capítulo 47 e o capítulo 48.
Vamos orar, pedir que o senhor fale conosco, que possamos entender um pouco mais vendo Jacó nos seus últimos momentos, nas suas últimas bênçãos, suas últimas palavras aqui para José, ele abre o coração, ele fala daquilo que realmente é pessoal para ele,
então nessa parte aqui nós temos um relato mais pessoal, mais íntimo, no coração, na mente de Jacó, nos seus momentos finais, isso nós não temos com os outros dois patriarcas, mas nós temos com Jacó.
Senhor, nós pedimos mais uma vez que a tua presença, teu Espírito Santo, tua revelação estejam conosco quando nós, à medida que fomos olhando esses detalhes, vendo esse tempo final desse homem que foi transformado, que foi moldado por ti,
que foi um dos três pilares, dos três alicerces da nação de Israel e de todo o teu plano de redenção, então que nós possamos entender, que nós possamos receber o teu coração revelado aqui nessa história, pedimos em nome de Jesus, amém.
Então nós vamos ver aqui o começo desse relato final, está no capítulo 47 de Gênesis, nós terminamos falando sobre o versículo 27 quando fala que Israel habitou na terra do Egito, na terra de Gózem,
então no capítulo 47 nós vimos como o povo do Egito, eles tiveram que passar todo o dinheiro, todo o gado, e depois todas as suas terras para o faraó, para poderem ser alimentados, mas ao mesmo tempo Jacó e sua família se estabeleceram em Gózem e estavam adquirindo,
os egípcios estavam perdendo suas terras e Israel, o Jacó e toda sua família estavam adquirindo terras no Egito, então é uma coisa interessante, a gente poderia ver nisso até uma alegoria, uma tipologia de como o povo de Deus é que vai, os mansos herdarão a terra,
então o povo do Egito estão perdendo suas terras enquanto os que fizeram aliança com Deus e que estavam com Deus estavam adquirindo terras, mas nós temos que lembrar que o lugar prometido por Deus, a herança de Deus para seu povo não era o Egito,
então esse acontecimento, esse paralelo, esse paradoxo, esse contraste não representa algo positivo no sentido de que não era ali que Deus queria que eles tivessem terras, tudo bem, Deus estava abençoando naquele momento de seca,
Deus usou José para isso, então não é que eles estavam fazendo uma coisa errada em si, mas era algo que poderia se tornar uma armadilha, poderia se tornar um alvo errado, deles ficarem bem e prosperarem no Egito e não quererem mais voltar para a terra que Deus tinha prometido,
então tem essa atração de materialismo, o Egito representa o mundo material, o poder do dinheiro, da felicidade deste mundo e tal,
então esse momento na vida de Jacó e de sua família é um momento sensível, é um momento perigoso em que eles poderiam facilmente se desviar da visão, se desviar do propósito, do sentido da vida deles, do chamado,
agora Deus tinha realmente um propósito que eles ficassem no Egito por algum tempo, então não é que eles estavam como quando Abraão foi para o Egito com Sarah, ele estava fora da direção, fora do propósito de Deus,
e Deus não abençoou a sua, quer dizer, ele até saiu com riquezas porque Faró queria a esposa dele, depois viu que não era irmã dele, era esposa de Abraão, aí ele deu rebanhos, deu presentes para ele,
mas não era a vontade de Deus que Abraão ficasse no Egito, mas nesse caso sim, Deus já tinha aparecido, tinha falado com Jacó quando estava indo para o Egito,
Deus apareceu para ele, a última vez que temos notícias de que Deus tenha falado com ele, essa última palavra de Deus para Jacó foi "não, pode descer ao Egito, pode ficar lá, eu vou multiplicar sua descendência,
eu vou cumprir o que eu já falei com seu avô Abraão, de que não é tempo ainda de você possuir a terra de Canaã e no Egito vocês vão se tornar uma grande nação,
vocês vão se multiplicar que era uma parte da bênção, uma parte da bênção de Deus, da promessa de Deus para Abraão foi que eles, a descendência de Abraão iria ser multiplicada,
como as estrelas do céu, como os grãos de areia na praia do mar, Deus tinha prometido essa multiplicação e essa multiplicação não aconteceria na terra de Canaã, aconteceria no Egito,
então esse é o ponto do versículo 27, eles estão adquirindo propriedades, frutificando e se multiplicando, que é uma das partes na verdade desde Gênesis capítulo 1,
desde a criação do homem, Deus queria que o homem se multiplicasse, o plano de Deus não era, nunca foi, ele quer amigos, ele quer relacionamentos individuais,
mas o propósito dele não é só Abraão, só Isaac, só Jacó, vamos ficar, deixa o resto da população, o resto da humanidade ir se corrompendo cada vez mais, ir se perdendo, não,
Deus sempre quis, primeiro Deus quis que o homem se multiplicasse e segundo, o homem se multiplicou, se desviou de Deus, mas Deus sempre quis toda a humanidade,
não só a descendência de Abraão, então esse é o contexto em que nós estamos, então Jacó, versículo 28, Gênesis 47, 28, Jacó viveu na terra do Egito 17 anos,
e é interessante que em relação à vida de José, José com seu pai Jacó, os primeiros 17 anos de José foram junto com o pai dele e os últimos 17 anos da vida de Jacó,
não da vida de José, mas os primeiros 17 anos da vida de José e os últimos 17 anos da vida de Jacó, eles estiveram juntos, Jacó e José, lembra que Jacó já tinha perdido esperança,
29 anos sem notícias, sem saber se o filho estava vivo ou morto, ele achava que estava morto, então Jacó não tinha esperança, ele não tinha esperança nenhuma,
ele lamentava, lembrava como ele lembrava da morte de Raquel, mas ele não tinha esperança de rever José, não imaginava que ele estava vivo e que Deus estava preparando José para estar junto com a família toda
e para reunir a família toda, então esses foram os últimos 17 anos da vida de Jacó, nós não temos também mais detalhes sobre o que aconteceu durante esses 17 anos,
os primeiros 5 anos dos 17 foram os anos de fome, e aí então dos 17 anos de Jacó no Egito, 5 anos foram o restante dos 7 anos de fome,
e depois ele viveu mais 12 anos junto com sua família, vivendo no Egito, a gente não sabe até que ponto que eles entendiam o propósito de Deus,
mas como José era governante do Egito, a gente não sabe porque Jacó tinha promessa de Deus de ter a terra de Canaã, ele ficou no Egito porque Deus tinha um propósito para isso,
não era realmente hora de voltar, não sabemos o que se passava na cabeça dele e dos outros, mas nós vamos ver agora esse relato vai nos mostrar Jacó nos seus momentos finais,
então é versículo 28, Jacó viveu na terra do Egito 17 anos, os anos da sua vida foram 147 anos, aproximando-se o tempo da morte de Israel,
então isso aqui é uma coisa super interessante porque ninguém sabe exatamente quando vai morrer, nós temos Ezequias que Deus deu mais 15 anos,
então teoricamente provavelmente Ezequias sabia que ele ia morrer quando acabaram os 15 anos que Deus deu a mais para ele,
mas em geral, em quase todos os casos, as pessoas não sabem quando vão morrer, então só queria fazer um paralelo rápido aqui,
porque Jacó tem um privilégio, eu considero isso, o que vai acontecer na vida de Jacó aqui é uma coisa para poucas pessoas,
por que? Porque Jacó percebe que está chegando a hora de sua morte, como é que você sabe que está chegando a hora de sua morte?
Bom, normalmente é quando vai se debilitando, está doente, pelos relatos aqui parece que Jacó estava de cama, não sei se direto,
mas ele estava de cama, porque depois ele vai receber José, ele se endireita na cama, então Jacó estava velho,
nós vamos ver no capítulo 48 que ele consegue enxergar muito pouco, ele enxerga, mas ele está perdendo a visão,
então tem esses sinais, mas vamos comparar, vamos pensar rapidamente, porque eu quero fazer um paralelo rápido entre os três patriarcas,
de vez em quando a gente está fazendo isso, cada um teve uma jornada diferente, cada um teve uma função, um papel especial para cumprir,
tem coisas semelhantes e tem coisas diferentes, então vamos pensar em Abrão, Abrão quando estava chegando perto,
ele achava que estava chegando perto o momento da sua morte, ele ficou preocupado porque o filho dele, Isaac, já estava com 40 anos de idade,
para nós pelo menos, isso está passando a hora de casar, mas Jacó se casou, ele saiu da casa dele com 77 anos de idade,
e não tinha casado, ainda foi trabalhar 7 anos lá com o sogro para poder casar, então naquele tempo como eles viviam mais tempo,
eles não necessariamente se casavam tão cedo, mas enfim, Abrão estava preocupado com o filho Isaac, e não fala propriamente que Abrão achou que ia morrer,
mas ele estava preocupado e aí tem aquela história linda em Gênesis 24, como ele chamou o servo que administrava todas as coisas,
fez o servo jurar que não ia buscar uma esposa para o filho entre o povo da terra de Canaã, que ele ia buscar uma esposa lá com a parentela de Abrão,
mas depois dessa época, desse episódio, porque Abrão morreu com 175 anos, Abrão tinha 140 anos, quando ele pediu o servo, fez o servo jurar,
e dentro da história de Abrão, é como se fosse o último grande episódio da vida de Abrão, foi quase como se fosse assim, isso é algo que eu preciso fazer antes de morrer,
ele cuidou do casamento de Isaac, não queria para ele, era muito importante que Isaac não se casasse com o povo ali da terra de Canaã,
mas Abrão depois dessa época ele viveu mais de 35 anos, ele viu Isaac casou com 40 anos, Isaac e Rebeca não tiveram filhos por 20 anos,
mas Abrão ainda estava vivo quando os gêmeos nasceram, quando Abrão morreu, os dois gêmeos, Jacó e Isau, tinham 15 anos de idade, então é só para a gente pensar,
Abrão, nós não temos nenhum relato de que ele tenha abençoado, tenha dado um encargo para Isaac, "Isaac, Deus me deu uma promessa, você vai levar essa promessa diante",
ele talvez falou com Isaac, mas não temos nada registrado nas escrituras que Abrão tenha feito algo nesse sentido, o que nós sabemos é que ele antes de morrer,
35 anos antes de morrer, ele preparou tudo e Deus abençoou, ele não foi junto, mas Deus guiou os passos para que Isaac se casasse com Rebeca,
foi como esse último ato importante na vida de Abrão, e a outra coisa que nós sabemos sobre Abrão, porque Ismael era mais velho do que Isaac, mas depois que Sarah morreu,
e depois que Isaac casou, Abrão casa de novo e tem mais seis filhos, mas o que nós sabemos é que Deus já tinha falado com Abrão, olha,
a promessa, a descendência, a linhagem que vai dar andamento na minha aliança com você é Isaac, então nós sabemos que Abrão abençoou,
deu posses para todos os outros filhos, mas ele deu o principal, ele passou o seu legado para Isaac, então é isso que nós sabemos sobre Abrão,
mas eu quero comentar que Abrão, nós não sabemos se quando chegou perto da hora, se Abrão sabia que ele já ia morrer, mas não temos nenhum relato nesse sentido.
Ok, vamos para o segundo patriarca, Isaac, nós temos aquela história, em Gênesis 27, de como Isaac estava ficando velho, não conseguia enxergar mais,
ele tinha perdido a visão e ele não chamou os dois filhos para abençoar, ele chamou Esaú, Esaú era o filho favorito de Isaac, então tem toda aquela história que nós conhecemos,
que Rebecca ficou sabendo e ajudou Jacó a se disfarçar com Esaú, Jacó rouba a bênção de Esaú, e aí então Isaac, ele abençoa e passa a promessa,
passa a linhagem para Jacó, mas pensando que Jacó é Esaú, Isaac, ele é enganado e ele passa uma bênção para Jacó, pensando que Jacó é Esaú,
depois chega Esaú e aí Esaú pede uma bênção, mas Isaac não revoga a bênção que ele já passou para Jacó e ele dá uma bênção que não é uma bênção muito boa para Esaú,
então tem toda aquela história, então Isaac, depois daquele acontecimento, Isaac depois dá uma outra bênção para Jacó, conscientemente abençoa,
já que ele é aquele que vai ser abençoado, ele dá uma bênção correta para Jacó, mas é uma história cheia de enganos,
e Isaac abençoando a sua descendência de uma forma muito turbulenta e estranha, e a outra coisa estranha sobre Isaac é que ele chamou Esaú para dar uma bênção para ele,
porque ele pensou que ele não ia durar muito, ele já estava cego e ele não ia durar muito, mas sabe quantos anos Isaac viveu depois que ele achou que ia morrer
e que precisava abençoar Esaú, Isaac vive até a idade 180 anos, quando ele abençoa, quando acontece essa bênção e depois Jacó tem que fugir e tudo,
Isaac não tinha ainda 140 anos, 137 anos, então Isaac viveu mais 43 anos aproximadamente, mais de 40 anos depois do momento em que ele achou que ia morrer e precisava abençoar Esaú,
então é também uma história diferente, Abraham nós nem temos notícias de que ele tenha chamado Isaac para dar uma bênção final, não temos esse relato,
Isaac chama para abençoar muito tempo antes de realmente ser a hora dele morrer e tem toda aquela confusão, então essa é a história da morte e das bênçãos finais de Abraham e Isaac,
estou fazendo isso para contrastar, para mostrar que Jacó dos três patriarcas ele tem, ele é abençoado, porque quem não gostaria de poder falar com os filhos antes de morrer,
dar seu legado, suas instruções, Jacó teve uma oportunidade tremenda, tanto é assim na história indo um pouquinho adiante de onde nós vamos falar hoje,
no capítulo 49 Jacó abençoou os 12 filhos e no final de Gênesis 49 depois de ele abençoar os 12 filhos ele vai falar a mesma coisa que nós vamos ver aqui, ele falando com José, primeiro Jacó fala com José,
nós vamos ver o que ele vai pedir, seu último pedido, mas ele também faz esse mesmo pedido para os 12 filhos depois de abençoá-los no capítulo 49 e Jacó termina de abençoar, termina de fazer seu último pedido,
deita na cama, recolhe seus pés e expira, então ele tem uma morte que parece que é uma morte tranquilíssima, se ele teve dor, se foi alguma dificuldade, a gente não sabe,
talvez ele estivesse doente já, mas ele tem uma morte tranquila e exatamente ele faz o que tem que fazer, passa o recado, passa abenço, passa o legado, passa as instruções e parte em paz,
então eu estou fazendo essa comparação para mostrar que isso não é uma coisa comum nem entre esses três relatos naquela época, é difícil saber exatamente quando você vai morrer,
quantas pessoas morrem sem aviso prévio, sem saber que vão morrer, não tem oportunidade de talvez fazer as últimas coisas, de colocar as coisas em ordem e outras pessoas acham que vão morrer,
querem fazer uma cerimônia final, uma benção final com o Isaac, que ainda fica quatro décadas depois disso, então são situações diferentes, mas eu queria salientar o fato de que Jacó,
ele teve uma vida conturbada, Jacó lembra, Jacó quando foi falar com o Faraó, logo que chegou no Egito, ele teve aquela entrevista com o Faraó e o Faraó perguntou a idade dele e tal,
e Jacó falou assim, eu vivi menos do que meus antepassados, meu pai, meu avô, e meus dias foram poucos e maus, então Jacó quando ele chega ao Egito,
o resumo que ele faz da vida dele não é um resumo, nossa eu tive uma vida muito boa, eu consegui realizações, não, Jacó parece que ele se sente não realizado,
ele se sente incompleto, ele sente que a vida dele teve muita tristeza e teve mesmo, principalmente envolvendo, ele teve que sair de casa, parece que ele nunca mais viu a mãe dele,
ele teve uma vida sem tantas coisas conturbadas e aí ele perdeu a esposa amada, ficou 29 anos, quanto tempo que é isso, 29 anos achando que o filho querido, filho preferido,
tivesse morrido, então Jacó teve coisas muito graves, muito sofrimento na sua vida, de fato, mas aqui nos momentos finais nós vamos ver algumas coisas positivas
sobre a vida de Jacó e é isso que eu quero colocar porque Jacó ele representa uma pessoa controladora, uma pessoa ambiciosa, uma pessoa que maquinava as coisas, que queria sempre estar na frente,
que queria pisar nos outros se necessário para progredir, para avançar a sua própria vida, então Jacó ele é uma pessoa que tem tendências, que tem um caráter muito cheio de falhas
e ele colheu muitos frutos amargos de suas decisões, de suas ações, mas no final Jacó ele se quebrantou, Jacó permitiu que Deus tratasse com a sua vida, ele aceitou os tratamentos,
ele representa alguém que foi quebrantado por Deus e o resultado final foi muito bom, Deus conseguiu uma proeza tremenda que é a especialidade de Deus de transformar uma vida,
então vamos ver com esse contexto todo, vamos ver o que Jacó, esses momentos mais íntimos, porque a despedida de Jacó no capítulo 49 com os 12 filhos juntos não é uma coisa tão pessoal,
não é uma coisa tão íntima, ele faz profecias, passa uma bênção para os 12 filhos e faz esse último pedido que ele vai fazer aqui para José de novo,
mas aqui com José ele abre o coração, José é o filho de sua esposa amada, ele representa algo muito especial, tem um relacionamento entre Jacó e José que na verdade a gente assim,
Jacó quando ele tinha que abrir mão de Benjamin, mandar Benjamin com os irmãos para o Egito, Jacó sofreu muito, mas a gente não tem, até pelas bênçãos finais,
Jacó não tinha com Benjamin que também era filho de Raquel, ele não tinha o mesmo tipo de relacionamento, ele tinha realmente um relacionamento muito especial com José,
e tem esse lado negativo porque não é para um pai ter esse favoritismo, mas ao mesmo tempo tem uma simbologia aqui porque José representa Jesus, então tem uma relação, Jesus é o primogênito,
nós fomos incluídos da família de Deus como irmãos de Jesus, Jesus diz que em João 15 que o pai, que o pai ama, nos ama assim como,
João 17 que ele fala isso mais claro, que Deus, o pai ama os discípulos, que o pai nos ama assim como ele ama o seu filho primogênito, mas vamos convir que ninguém
pode tomar o lugar de Jesus, ele é o primogênito, ele é o especial e não tem nada de errado nisso porque ele foi o primeiro, então tem essas coisas especiais,
em qualquer família tem as coisas erradas que nós como seres humanos não somos muito falhos, mas quando você pensa assim, tem uma família que tem, por exemplo eu, meus irmãos,
na minha criação eu tinha apenas uma irmã, ela era mais velha e também era única, então tem uma coisa especial, meus pais tinham seis filhos mas só uma filha,
então não tem uma coisa especial, diferente sobre isso, e aí tem o primeiro é especial porque é o primeiro, o último, o caçula é especial porque é o último, enfim, tem essas coisas que fazem parte,
cada pessoa é singular, cada pessoa é amada mas tem as suas peculiaridades que fazem parte de quem nós somos, enfim, então Jacó tinha algo muito especial com José
e nós vamos ver isso nessa passagem aqui, então, versículo 29, aproximando-se o tempo da morte de Israel, Jacó, ele chamou a José, seu filho,
e então ele chama, ele sente que está chegando o momento de sua morte, nesse momento depois ele vai chamar os 12, mas nesse momento ele chama somente José, olha como ele fala com José,
é sempre essa inversão de quando os filhos são pequenos, eles obedecem os pais, os pais que tomam as decisões, os pais que vão direcionar,
mas quando os pais, pai ou mãe, quando eles são já de idade, os filhos que tomam conta dos pais, e olha como Jacó se dirige a José, José é seu filho,
ele poderia falar assim, José, você é meu filho, eu vou te dar um encargo porque eu sou seu pai, eu posso mandar, eu posso ordenar, não, ele fala assim,
se achei graça aos teus olhos, se o pai achou graça aos olhos do filho, como assim, claro que achou graça, mas essa expressão, as pessoas falam isso para Deus,
oh Deus, se eu achei graça aos teus olhos, você é o menor que pede ao maior, se eu achei graça aos teus olhos, mas Jacó o pai, idoso, perto da morte,
ele pede, ele pede, ele suplica, ele não vem como, e eu acho que isso faz parte dessa mudança na vida de Jacó, Jacó não é mais aquele que vai assim,
ele que vai ordenando, ele que vai arrumando as circunstâncias, ele que controla as coisas, Jacó era muito controlador, mas aqui ele está numa posição de fraqueza,
de enfermidade, de estar perto da morte, que é natural, mas houve uma mudança na natureza, na maneira de agir de Jacó, então ele fala, se achei graça aos teus olhos,
rogo-te que ponhas a tua mão debaixo da minha coxa, a única outra vez que nós temos esse tipo de ato de juramento foi justamente com Abraão pedindo o seu servo
para pôr a mão debaixo da sua coxa e jurar, era algo assim que para eles esse ato de colocar a mão debaixo da coxa era um ato solene, era uma coisa assim,
esse juramento, você jamais assim, uma conexão parece com alguém de idade e era um ato em que a pessoa estava se comprometendo, Jacó não ia ficar satisfeito só como a promessa do filho,
filho faça isso por favor depois que eu morrer, eu quero que você faça isso, não era suficiente, olha só, põe a tua mão debaixo da minha coxa, usa para comigo de benevolência,
a minha tradução aqui fala benevolência, talvez deve ter outros eu não comparei, mas essa palavra é hesed, usa comigo de hesed e verdade, verdade é fidelidade,
são duas das qualidades que Deus revelou, Deus revelou 7 qualidades para Moisés lá no Monte Sinai quando Moisés viu Deus pelas costas naquele momento mais sublime da vida de Moisés,
mas duas dessas qualidades estão aqui, hesed que é um amor de aliança, que é uma reciprocidade, hesed fala de reciprocidade, fala assim de uma conexão,
então use de hesed comigo e de verdade que também seja fiel, seja verdadeiro que você promete, cumpra, então e qual que é o pedido, qual que é o pedido de Jacó?
O que ele quer, que ele faz tanta questão e quer que José jure para que Jacó possa ter paz e certeza de que isso que ele vai pedir,
que é depois da sua morte, então ele não tem como controlar, ele não tem nem como saber de acompanhar, ele quer ter a certeza antes de morrer que isso vai acontecer,
até hoje tem pessoas que fazem questão, eu quero ser sepultado em tal cidade, eu quero ser sepultado no jazigo da família, mas aqui tem um significado muito grande,
rogo-te que não me enterres no Egito, nós estamos aqui no Egito, como eu falei eu não sei se eles faziam ideia de quanto tempo eles iam ficar,
mas não tinha nenhum sinal de que eles fossem voltar a curto prazo para Canaã, então Jacó ele diz nós estamos aqui no Egito, vocês vão continuar por algum tempo no Egito,
mas como um ato, como um ato profético, um ato simbólico, um ato que indicava onde estava o coração de Jacó, não me sepulte no Egito,
porque esse aqui não é o meu lugar e esse aqui não é o seu lugar, olha que mensagem Jacó estava passando para José e ele vai fazer esse mesmo pedido,
esse mesmo pedido que ele faz pessoalmente, individualmente para José, ele vai repetir no final logo antes de morrer, pelo que está escrito aqui,
foi a última coisa que ele fez, ele abençoou os 12 filhos no cabido 49 e depois de abençoar ele fez esse pedido de novo,
ele falou assim não quero ser sepultado no Egito e isso não é uma coisa só que tem a ver comigo, isso tem a ver com a promessa de Deus,
isso tem a ver com o que Deus quer para nós como família, como descendência, como povo, nosso lugar não é no Egito,
lembre-se disso, isso aqui não é onde nós vamos edificar monumentos, onde nós vamos ter nosso cemitério, onde nós vamos ter geração após geração,
não, eu quero ser sepultado em Canaã porque lá é o lugar da promessa, lá é a terra dos pais e como Deus tinha falado com Jacó quando ele desceu para o Egito,
Deus falou assim pode ir, eu estou com vocês, é a minha vontade mas eu vou tirar vocês de lá, lá não é o seu lugar permanente,
então ele fala assim, versículo 30, mas quando eu tiver dormido com meus pais, que era a expressão que eles usavam e é interessante isso porque nós não temos também muita ideia sobre o que as pessoas,
os patriarcas, o que eles entendiam sobre ressurreição, sobre uma vida eterna, em todo o primeiro testamento nós não temos muita referência,
temos algumas, mas não temos muitas referências, não tem uma crença elaborada sobre a vida depois da morte,
não temos, tem pouca coisa, tem algumas coisas nos Salmos, alguma coisa em Jó, alguma coisa nos profetas, mas não temos muita coisa sobre ressurreição
e o que eles pensavam sobre ressurreição quando ele pediu para ser sepultado, depois José também vai pedir, ele também vai deixar um pedido,
é um pouco diferente porque os ossos de José seriam levados só quando todo o povo saísse do Egito, mas José também deixou um pedido na época quando ele estava para morrer,
ele também deixou um pedido para que os ossos dele seriam guardados no Egito mas seriam levados embora quando eles fossem voltar para a terra prometida,
então tudo isso significava que eles queriam, que eles criam, isso era uma coisa simbólica, era uma coisa que demonstrava a sua fé,
que mostrava que eles criam na promessa de Deus para desde Abrão, começando com Abrão, então quando eu estiver dormido,
que dá essa ideia de uma coisa temporária, quando eu estiver dormido com meus pais, levar-me-ás do Egito e me sepultarás onde eles foram sepultados,
porque tem toda aquela história de como Abrão comprou, a única possessão de Abrão na Téd Canaã, possessão presente no tempo dele, era o campo onde ele sepultou Sarah e onde depois ele foi sepultado,
onde Isaac foi sepultado, onde Rebecca foi sepultada, onde Lia já tinha sido sepultada nessa época e onde Jacó também seria sepultado,
então respondeu José, farei conforme a tua palavra, então lhe disse Jacó, jura-me, ele queria uma coisa muito garantida, isso mostra a importância que ele estava dando para esse pedido, jura-me,
e ele lhe jurou e olha essa cena aqui final do versículo 31 é também uma cena muito significativa, porque ele fala Israel se inclinou sobre a cabeceira da cama,
esse inclinar era um ato de adoração, ele adorou, porque a própria palavra adorar significa você se inclinar, significa você fazer um gesto de honra, de adoração diante de quem é superior,
eles faziam isso para os reis, para as autoridades, mas aqui ele estava fazendo para Deus, então essa cena aqui inclusive é citada em Hebreus 11, nós vamos ver depois,
mas em Hebreus 11 tantas coisas que aconteceram na vida de Jacó, como ele teve um encontro com aquele homem misterioso, ele lutou com ele, recebeu a bênção, várias coisas que Deus apareceu para ele,
no sonho, escada entre o céu e a terra, Jacó teve várias experiências marcantes, mas Hebreus 11 fala exatamente sobre esse momento em que ele abençoou os dois filhos de José,
que nós vamos falar mais da próxima vez, mas esse momento aqui entre Jacó e José é o momento que Hebreus 11 lembra que ele é colocado nesse capítulo dos heróis da fé,
porque Jacó no final de sua vida, ele fez esse pedido e Hebreus 11 também faz menção de José, José também quando ele foi morrer, ele falou assim,
não deixe meus ossos aqui, me tire daqui, me leve para sepultar definitivamente em Canaã, então tudo isso significa que a gente poderia pensar,
o que eu me importo, o que vai acontecer com o meu corpo depois que eu morrer, mas o que eles estavam dizendo é, é importante declarar,
é importante falar, deixar esse testemunho, essa indicação de que eu creio na promessa de Deus, eu creio no que Deus falou sobre a terra de Canaã e eu quero deixar isso registrado,
eu quero, meu último ato é dizer, eu quero ser sepultado lá, porque é lá que está a nossa herança.
Eu vou um pouquinho mais aqui no capítulo 48, mas mais uma vez lembrando essa cena de Jacó fazendo o pedido para José,
José jurando e diante desse juramento Jacó inclina a cabeça em adoração, eu acho que essa imagem, você imaginar Jacó nesse momento,
o que ele está dizendo? Ele está dizendo assim, vivi minha vida toda, eu tive tantas altos e baixos, momentos tristes, tragédias, resultados de erros,
quando Jacó diz para Faraó, poucos e maus foram os dias da minha vida, ele podia estar falando assim, aconteceu muita desgraça na minha vida,
aconteceu muita tragédia, minha vida foi uma infelicidade, ou ele podia estar reconhecendo, eu fiz muita besteira na minha vida,
eu cometi muitos erros, eu errei muito, não sabemos exatamente, mas aqui nós temos Jacó dizendo, eu creio, eu creio nas promessas de Deus, nós vamos ler mais um pouquinho aqui nessa próxima, na sequência aqui,
para mostrar como Jacó, ele se revela a José, essa intimidade, o que está no coração dele, mas essa imagem de Jacó inclinando a cabeça e adorando,
e dizendo, eu vivi minha vida toda e agora eu estou morrendo e declarando que eu creio nas promessas, e a história que talvez num outro momento a gente,
mas só relembrando, Hebreus 11, porque Hebreus 11 fala bastante sobre Abraão e fala muito pouco sobre, só um versículo sobre Isaac, sobre Jacó e sobre José, então na parte de Abraão,
é como se fosse assim, uma explanação, uma síntese de Abraão e dos outros patriarcas, e que ele fala assim, que Abraão, ele saiu da sua terra, foi para a terra que Deus mostrou,
e ali ele viveu, mas ali ele não possuiu nada, e isso valeu também para os outros, nenhum dos outros possuiu terra, eles viveram como peregrinos, temos falado sobre isso,
então Jacó está se colocando, essa imagem de Jacó dizendo, estou no Egito, mas aqui não é meu lugar, mas mesmo os que moraram, que viveram a vida toda, Abraão e Isaac,
viveram em Canaã e morreram lá, mas eles eram peregrinos lá, eles não tiveram a posse, eles não viram, e é isso que fala em Hebreus 11 sobre Abraão, todos esses, não só Abraão, todos esses, na verdade,
era, todos os heróis da fé de Hebreus 11, eles viveram, eles não estavam vivendo assim, um dia vou para o céu e não importa o que eu faço aqui,
ou não é importante, ou eu vivo aqui só esperando o dia que for embora, porque é muito importante quando a gente pensa sobre peregrino,
e a igreja tem vivido os dois extremos, em certas épocas ou certos grupos, vivendo como se, não, não tem nada para fazer aqui nessa terra,
a gente não pode mudar nada, a gente não pode influenciar nada, eu vou viver com Deus esperando a hora de ir embora para o céu, isso não é o que, a peregrinação não é isso,
é sair, Abraão sair de sua terra, ir para Canaã, é Isaac permanecer em Canaã, é Jacó chegar ao ponto que tem que ir para o Egito,
cada um tinha que viver uma situação presente e ter ações concretas, não era viver em função de ir embora, mas era viver no presente sabendo que tem uma cidade, fala lá em Hebreus 11, uma cidade que tem fundamentos,
uma cidade futura, então nós temos essa tensão que eu acho isso muito importante enfatizar, esses três patriarcas, Abraão, Isaac e Jacó,
eles não receberam a promessa, como dizem em Hebreus 11, eles não receberam a concretização, eles não viram, Abraão não viu uma multidão de descendentes,
Isaac não viu uma multidão de descendentes, Jacó viu um pouquinho mais porque com 12 filhos e aqui já são mais de 70, mas eles não viram a concretização das promessas,
mas eles creram, eles viveram em função daquela promessa e o que eles acreditavam não era uma coisa meio espiritual, etérea, sem realidade, um dia nós estamos aqui, tem muitas até canções na igreja,
eu sou peregrino aqui, eu não tenho nada a ver com o que está acontecendo aqui, não, nós vivemos aqui, José cumpriu sua função como governante do Egito, nós temos papéis,
nós temos responsabilidades, mas esse não é, esse contexto nosso não é o nosso lugar, então isso me chamou muita atenção lendo e meditando sobre Jacó encurvada, eu não sei se ele estava sentado,
ele estava na cama, mas ele adotou uma posição física de adoração e essa adoração era eu me submeto, eu honro a Deus, Deus apareceu pra mim, é isso que ele vai falar agora com José,
Deus apareceu pra mim e me deu uma promessa que eu não vi, eu não recebi ainda, mas eu creio nessa promessa e eu estou morrendo em fé,
eu estou morrendo, mas eu declaro a minha fé e a minha maneira de declarar a minha fé é não me sepulte aqui, porque o lugar que Deus prometeu pra nós é lá,
então capítulo 48, depois dessas coisas disseram a José, então teve um encontro, não sabemos quanto tempo de diferença entre os dois encontros,
mas teve esse momento entre Jacó e José que Jacó faz esse primeiro pedido, não me sepulte no Egito, então esse era, de tudo que ele quis passar,
ele repete isso pros doze filhos depois, parece que isso era a coisa mais importante, eu preciso passar pra meus filhos,
eu preciso morrer nessa posição de fé de que esse lugar onde nós estamos no Egito não é o nosso lugar e eu creio, eu creio na promessa de Deus,
mas agora Jacó tem outras coisas que ele quer falar com José, então depois dessas coisas não sabemos quanto tempo disseram José, teu pai está enfermo,
então José tomou consigo seus dois filhos, Manassés e Efraim, porque José queria que o pai, se ele está enfermo talvez ele vai morrer,
eu quero que ele abençoe meus dois filhos, então disse alguém a Jacó, José teu filho vem a ti, tudo isso gente,
tem entrelinhas muito profundas e muito maravilhosas, porque José dá uma importância enorme pro pai e o pai dá uma importância enorme pro filho,
nesse caso ele não foi chamado, nos versículos anteriores Jacó chamou José, queria que José fosse pra fazer esse pedido,
agora Jacó não chamou, mas José ficou sabendo que ele estava doente e foi e alguém avisou pro pai dele, ó José está chegando, então esse momento em que Jacó fala assim, tu fraco, debilitado, enfermo,
mas eu quero receber bem meu filho e ele se endireita e senta na cama para poder receber José, então tudo isso tem muitas conotações, é uma cena muito cheia de drama e de sentimentos fortes,
aí então Jacó, José chega lá e Jacó está sentado e Jacó começa a falar e é muito, muito significativo essas últimas palavras,
não são as últimas, últimas palavras, mas é o último encontro, é a última conversa talvez, pessoal, mais íntimo entre Jacó e José,
então Jacó tem, ele tem essa oportunidade de compartilhar com o filho as coisas que ele sente mais, ele já tinha feito o pedido, isso era uma coisa muito importante,
mas agora ele já fez o pedido, já está tudo resolvido, mas agora ele fala, ele fala sobre três coisas, três coisas aqui nesse encontro final com José, essa é a despedida que Jacó está fazendo seu filho José,
então a primeira coisa ele fala sobre aquilo que Deus deu para ele e ele falando sobre isso é como se ele estivesse passando para José,
assim olha, Deus apareceu para mim e quando Deus apareceu para Jacó mais de uma vez, mas de qual, de qual visitação, de qual momento Jacó está se referindo, é sobre o primeiro, o primeiro encontro,
quando Jacó estava fugindo de Isaú, quando Jacó não tinha tido nenhum encontro com Deus, ele tinha recebido a bênção de uma forma muito errada, mas ele não tinha ouvido isso de Deus,
então Jacó está compartilhando com o filho, não sei se aqui a gente tem, não sei se é um resumo, se ele falou mais coisas, mas Jacó vai contar para José esse momento tão significativo que marcou a vida de Jacó,
então ele fala assim, o Deus Todo-Poderoso que é El Shaddai, El Shaddai significa o Deus Todo-Poderoso, mas tem outras conotações, o El Shaddai pelo significado das palavras no hebraico tem até o sentido de um Deus provedor,
ele é o Deus Todo-Poderoso que é onipotente, que pode ser um Deus meio distante, meio ele é grandioso, ele é poderoso, ele faz o que ele quer, mas o El Shaddai tem um significado até mesmo feminino de Deus,
porque inclui assim o Deus que tem peitos para alimentar, o Deus que supre, é um Deus provedor, é um Deus pai e mãe, é um Deus próximo,
então o Deus Todo-Poderoso me apareceu em luz que é Betel na Té de Canaan e me abençoou e me disse eu te farei frutificar e te multiplicarei, tornar-te-ei uma multidão de povos e darei esta terra a tua descendência depois de ti em possessão perpétua.
Então aqui Jacó conta uma parte do que aconteceu com ele naquele primeiro encontro e aqui é interessante porque a bênção original para Abrão e que Deus repetiu para Isaac, que Deus repetiu para Jacó,
tinha três partes, não só duas, aqui Jacó fala de duas, que são talvez o que ele conseguiu mais, o que mais marcou, o que ele conseguiu, eu estou tirando uma conclusão, não sei se é correto ou não,
mas Jacó ele cita aqui duas partes, mas eu quero falar um pouquinho sobre essas duas partes porque nessa promessa de Deus, nesse plano de Deus de redenção que começa com Abrão
e que a igreja muitas vezes quando foca em Jesus que é o nosso foco central, mas quando foca em Jesus sem entender toda a preparação e tudo que Deus tinha feito para preparar o caminho para a primeira vinda de Jesus,
a igreja de maneira geral tem perdido pelo menos uma parte dessa bênção original e qual que é a parte que a igreja de maneira geral tem perdido? A parte da terra, porque aqui Jacó ele fala sobre duas coisas,
que lembra, Deus falou com Abrão, Deus falou com Abrão, sai da tua terra, da tua parentela, vai para uma terra, a primeira coisa que Deus fala para Abrão, chamado de Abrão, é sair da terra dele e ir para uma terra diferente,
porque Deus queria a terra e como alguém observou essa menção de terra, não terra globo terrestre, é terra de Canaã, essa partezinha, essa terra que Deus deu como promessa, como parte essencial da sua aliança com Abrão
e com toda a descendência de Abrão, é a terra, a terra, esse assunto, a terra passa por todo o primeiro testamento, é mais mencionada, essa palavra terra, é mais mencionada do que aliança, só não é mais mencionada do que Deus,
mas a palavra no primeiro testamento que é mais mencionada assim em relação ao relacionamento entre Deus e o homem, é a palavra terra, porque o objetivo de Deus não é nos levar para o céu,
o objetivo de Deus é estabelecer seu reino na terra, então a promessa de Deus para Abrão era resgatar o que foi perdido com Adão e Eva no jardim do Ében, era tomar de volta, a terra foi perdida porque o homem se afastou de Deus e entregou a terra para o inimigo de Deus,
então Deus está falando sobre a terra, que é uma terra específica, que é a terra de Canaã e que continua aparecendo até o final da Bíblia, porque a nova Jerusalém vai descer para a terra, para este lugar e é onde Jesus vai reinar,
então tem algo muito, muito importante que a igreja praticamente deixou de lado durante esses dois mil anos depois da primeira vinda de Jesus, então uma coisa importante é entender sobre a terra,
muita gente lê o primeiro testamento e fala assim, naquele tempo era importante, Deus tinha um plano com Israel, mas agora a igreja é o novo Israel, agora é tudo espiritual e não tem mais essa fixação com a terra, agora nós estamos buscando nossa cidade celestial que é lá no céu,
então a gente perdeu, a gente perdeu essa visão de Deus estabelecer seu reino na terra, Deus não pode estabelecer o reino de Deus na terra sem ter um lugar,
agora é fato de que a terra física não resolve todos os problemas e a outra coisa interessante que é essa terra que faz parte de toda a história do primeiro testamento,
ficou abandonada durante os dois mil anos, mas agora no século 20 Israel voltou, os judeus voltaram para a terra, mas é um lugar de conflito, é um lugar dividido, é um lugar cheio de não ter paz, não ter sossego,
então a gente percebe que durante pouco tempo a terra realmente cumpriu seu papel, a terra era realmente o que Deus queria,
porque pensa na história do primeiro testamento, ou depois que Josué foi com eles, eles entraram na terra, eles ficaram por bastante tempo lá, mas durante muito tempo também eles estavam não fora geograficamente,
eles não estavam recebendo a bênção de Deus ali, porque a terra é vinculada ao povo, então não, lógico, não adianta, Deus não quer a terra por causa da terra,
sim, por causa da terra, porque ele tem um propósito de estabelecer o reino sobre toda a terra, ele precisa de um lugar, um lugar para poder colocar sua base,
a partir dali, como falam Isaías 2, daquele lugar ou para aquele lugar todas as nações vão subir e daquele lugar a lei vai sair e vai alcançar toda a terra,
então ele precisa de um lugar, mas não é só ter um lugar físico, para Deus habitar naquele lugar físico, ele precisa de um povo,
e não é só Abraão, ou só Isaac, ou só Jacó, ele precisa de um povo, não é todo o povo ainda, não é toda a raça humana, mas ele precisa de um povo,
então nós temos aqui Jacó falando de dois dos aspectos principais da promessa de Deus a Abraão, Jacó não fala, talvez para ele não conseguiu entender tanto,
não era o momento, porque tem esses aspectos na Bíblia de que alguns aspectos do plano de redenção não ficam muito claros em alguns momentos da história,
o grande ponto de um povo e a terra é ter o reino de Deus, e o grande ponto do reino de Deus é ser uma bênção para toda a terra,
é estender o reino de Deus para toda a terra e para todos os povos, então Jacó não fala daquela parte de ser uma bênção para todas as nações, porque no tempo dele isso ainda não era tão próximo, não era uma coisa que ele já enxergava,
e isso é um problema, mas faz parte das nossas limitações, muitas vezes nós não enxergamos muito lá na frente, mas tinha uma outra parte que era que o povo,
descendência de Abraão na terra prometida a Deus para que eles pudessem habitar ali, mas não era só vocês que vão ser felizes na terra, é para que Deus pudesse habitar com eles e a partir dali ser uma bênção, resgatar, redimir toda a humanidade e estender o reino para toda a terra,
esse é o plano de redenção, mas Jacó estava vendo uma parte e o que estava claro para ele era, Deus prometeu nos multiplicar para que nós pudéssemos ser uma companhia de povos,
ele fala assim no versículo 4, tornar-te uma multidão de povos, não só um povo numeroso, mas uma multidão, uma companhia de povos, de etnias, então ele viu o propósito de Deus de multiplicar e ele viu o propósito de Deus de ter uma terra,
então o propósito de Deus envolve as duas coisas, em alguns momentos na história, Deus deu ao seu povo, tanto no tempo do primeiro testamento, quanto no tempo da nova aliança, em alguns momentos muito breves, períodos curtos,
Deus mostrou, deu uma amostra, por exemplo no tempo do rei Davi, na primeira parte do rei Salomão, ou no livro de Atos, então em alguns momentos na história também, Deus tem dado algumas amostras do que é ter um povo,
para nós na nova aliança, nós não devemos substituir a terra física por um conceito espiritual, então Deus não tem mais necessidade de uma terra, nós temos um povo espalhado por todas as partes da terra,
mas realmente tem um significado espiritual que não substitui a terra física, mas é importante entender o que é um povo na terra, é comunidade, é uma coletividade vivendo juntos, não é um indivíduo,
isso faz parte, a amizade de Deus com o indivíduo, com os patriarcas, com Moisés, com Davi, com homens e mulheres durante a história, homens individuais,
Deus pode ter uma amizade com pessoas específicas e Deus quer ter essa amizade com cada um de nós, Deus é individualista, mas ele é coletivo também, porque o que ele quer é habitar no meio de um povo,
então o objetivo de Deus é alcançar o povo e que esse povo possa viver na prática, a terra significa algo prático, não é simplesmente Deus ter um povo espalhado por toda a terra
e ter o corpo místico de Jesus e é tudo invisível, não, ele quer uma coisa visível, concreta e quando nós começamos a viver juntos em aliança, em conexão um com o outro,
formando uma comunidade, uma nação, no tempo de Israel era uma nação, um estado, mas nós como Jacó e o ponto que me afeta muito é pensar que em tantas circunstâncias diferentes
nós nos consideramos muito próximos da volta de Jesus e de Jesus conseguir algo na terra que satisfaça o seu coração, mas ainda vivemos essa situação de Jacó,
de falar assim, talvez eu tenha que morrer, mas eu vou declarar com minha vida, eu vou declarar, eu vou tomar posições que mostram que eu acredito, não numa cidade lá no céu,
mas eu acredito numa terra, eu acredito no plano de Deus trazer seu reino, eu acredito que ele vai mudar esse sistema, eu acredito que Jesus vai governar aqui,
eu acredito que ele vai tirar a guerra, a doença, a injustiça, todas as coisas erradas, ele vai implantar o reino perfeito, eu creio nisso, eu creio no que Deus prometeu,
então Jacó está falando para José, Deus apareceu para mim e ele me deu, ele garantiu, ele falou, eu estou dando essa terra para vocês, porque isso aqui é como um lugar de esperança,
nós colocamos os judeus oram em direção a Jerusalém e nós também, Daniel orava em direção a Jerusalém, porque nós oramos com esperança, Daniel também morreu sem nem participar do retorno para a terra,
mas Daniel acreditava, Daniel colocou a vida dele, a esperança dele, ele fez o que ele tinha que fazer, ele participou do governo de Babilônia, da Pérsia,
mas ele acreditava no outro governo, não lá no céu, mas aqui na terra, algo que Deus prometeu fazer, então isso é o que eu sinto Deus nos mostrando através dessas palavras finais de Jacó a José,
eu não vou falar muito sobre os outros pontos agora, nós vamos dar continuidade no próximo estudo, mas só quero citar, então o que que Jacó falou com José, seu último recado para José,
não me sepulte no Egito, primeiro, dois, esse relato do encontro dele com Deus, então é como se ele estivesse falando, você também não se esqueça das promessas de Deus,
Deus prometeu para Abraão, seu bisavô, Deus prometeu para Isaac, seu avô, e Deus prometeu para mim, seu pai, são três gerações, nós temos centenas de gerações,
nós temos centenas de promessas, nós somos descendentes, nós somos filhos de Abraão, nós somos filhos dos patriarcas, Hebreus 11 nos coloca na linhagem dos heróis da fé,
todos eles, Hebreus falam assim, eles viram as promessas de longe, eles abraçaram, eles confessaram que eles eram peregrinos na terra, porque nosso lugar não é o Egito, talvez até estejamos numa comunidade,
num comecinho de alguma coisa que represente algo para Deus, mas não chegamos lá ainda, então nós sempre estamos olhando para frente, olhando com nosso coração, com nossa esperança,
e nós podemos ter, pode ser que na nossa vida aconteça a concretização de algo mais, teve a geração de Josué que entrou na terra prometida,
ainda tinha muita coisa pela frente, mas alguma coisa acontece em gerações, mas essa visão que eu quero deixar com você hoje é Jacó fazendo Josué jurar
e declarando com a sua vida, com seu último pedido no leito de morte, ele falando assim, não se esqueça, esse lugar onde nós vivemos, esse contexto não é o reino de Deus,
não é o que Deus nos prometeu e eu peço que me sepulte lá em Canaã para mostrar que nosso lugar não é aqui, então não se esqueça das promessas de Deus.
A primeira coisa que nós vamos tratar mais no próximo estudo é que Jacó, uma das últimas coisas que ele queria fazer, deixar claro, é que entre 12 filhos, o 11º penúltimo era Josué,
mas ele deu para Josué o direito presente do primogênito, isso fala em 1º crônicas 5, fala que Ruben perdeu o seu lugar de primogenitura,
Simeão e Levi também perderam, mas Josué se tornou como se fosse, ele foi colocado como primogênito porque ele foi o primogênito da esposa que Jacó realmente amava
e tem todas as circunstâncias que fazem parte disso, então Jacó deu para Josué duas partes, como que ele fez isso?
Ele elevou os dois filhos de Josué, Manassés e Efraim, que nasceram nessa ordem, Manassés o primogênito, Efraim que veio depois,
então os dois filhos de Josué eles foram colocados como se fossem parte dos 12 filhos de Jacó, eles receberam uma herança e isso foi isso que aconteceu, quando dividiram a terra e as 12 tribos não tinha uma tribo de Josué,
tinha duas porções, tinha a tribo de Manassés e tinha a tribo de Efraim, então como a tribo sacerdotal, Levítica, Levi não tinha uma porção na terra, então tinha 12 porções,
enfim, Jacó deu para Josué a porção dobrada, isso também fez parte dos seus últimos pedidos, e a última coisa que ele falou com Josué era simplesmente uma memória,
vamos ler o versículo 7 e fala assim, "vindo eu de Padã", ele está lembrando, Josué era um garoto talvez de 6 ou 7 anos, quando a mãe dele morreu, "vindo eu de Padã, para minha tristeza morreu Raquel no caminho,
na Té de Canã, quando ainda faltava alguma distância para chegar à Efrata, sepultei ali no caminho de Efrata, que é Belém, que é o lugar onde Jesus nasceu"
então Jesus não veio da tribo de Josué, da descendente de Josué, não veio de Raquel, mas tem todas essas coisas que muitas vezes a gente nem entende toda a simbologia envolvida,
mas isso aqui, esse quarto ponto aqui, eram simplesmente assim, Josué, tinha Benjamin também que não estava lá, mas eles compartilhavam algo muito especial que era a vida de Raquel,
então Raquel era a esposa amada de Jacó, era talvez o que ele considerava a maior tragédia da vida dele, ter perdido ela tão cedo, e era a mãe de Josué,
então era um pai falando do coração de uma grande tristeza da vida dele, então esse momento de ligação, e a última coisa que ele fala assim, ele quis falar três coisas com Josué, que é o ponto 2, 3 e 4,
ele já tinha falado esse primeiro antes, e esse quinto ponto é um aspecto que eu só queria mencionar, porque Jacó, como eu disse, ele falou para Faraó que a vida dele tinha sido curta, poucos e maus foram os meus dias,
mas aqui com Josué, talvez nesses 17 anos, desfrutando mais uma vez da companhia do filho amado, toda a família unida, então alguma coisa também foi acontecendo nesses últimos anos de Jacó,
e ele fala o seguinte, eu vou pular para o versículo 15, e abençoou a Josué dizendo, "o Deus em cuja presença andaram meus pais Abraão e Zaque, o Deus que me sustentou desde que nasci até este dia",
olha esse aqui é o testemunho melhor do que ele deu para Faraó, para Faraó parece até um pouco de amargurado talvez, mas aqui eu acredito que isso significa que Jacó tenha amadurecido,
e ele demonstra aqui, ele fala da tristeza dele de ter perdido Raquel, mas ele fala do que Deus deu para ele, e no final ele dá essa palavra de gratidão, e isso é tão importante,
muitas coisas ruins aconteceram sim, mas ele falou assim, "o Deus em cuja presença andaram meus pais Abraão e Zaque, o Deus que me sustentou desde que nasci até este dia,
o anjo que me livrou de todo o mal, abençoe estes rapazes, seja chamado neles o meu nome, o nome de meus pais Abraão e Zaque, multipliquem-se abundantemente no meio da terra",
então aqui nós temos um homem que reconhece, reconhece a bênção de Deus no meio das tribulações, reconhece a proteção, ele vê como o próprio José viu,
José sofreu muito no Egito, mas quando ele teve o encontro com os irmãos dele, ele falou assim, "olha, Deus tornou tudo isso que eu passei para o bem, Deus tinha um propósito", por isso que José não estava mais amargurado, ele não queria mais vingança,
não sei se em algum momento ele pensava em vingança, mas ele não quis vingança, ele não estava amargurado, ele entendeu que os 13 anos de sofrimento produziram o fruto e que Deus estava acompanhando,
que Deus estava guiando e é isso que precisa encher nosso entendimento da vida, todo o sofrimento, sofrimento físico, dor, desgosto, frustrações, tudo que acontece na nossa vida quando nós estamos nas mãos de Deus serve para algum bem, serve para o propósito de redenção
e como aquele exemplo, aquele paralelo que Jesus faz em João XVI, ele falou assim, "olha, tem os momentos de angústia, quando a mulher vai dar a luz, ela passa por dor de parto que é uma dor terrível, mas depois que passa, ela nem se lembra mais da dor por causa do resultado,
a dor de parto veio para dar a luz, então tudo que acontece na nossa vida, toda aflição, Jacob conseguiu também ver que Deus o acompanhou desde o seu nascimento até o dia de sua morte,
então que testemunho lindo, que momento especial que Deus permitiu, que Jacob alcançou com a bênção de Deus para poder glorificar a Deus e para ter gratidão por tudo que Deus tinha feito.
Senhor, nós também estamos numa jornada e queremos aprender com tudo isso, queremos aprender sobre as tuas promessas, queremos olhar, queremos ter esperança naquilo que o Senhor realmente prometeu,
que não tenhamos uma visão errada, que não tenhamos uma esperança que não é relacionada com aquilo que o Senhor quer fazer.
A grande esperança nossa é a terra, é o povo na terra, é o reino de Deus, o Senhor habitando conosco, que nossa esperança seja essa, que nós também possamos adorar a Ti na certeza de que as tuas promessas se cumprirão,
e também que nós possamos ter a mesma gratidão e a mesma visão de que o Senhor guardou, está guardando e está conduzindo para um resultado final, e pedimos e te agradecemos por esse tão lindo exemplo na Tua Palavra, em nome de Jesus, amém.
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