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Gênesis – Aula 124 – O papel de José como governante do Egito

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Temos visto o papel de José como reconciliador, como preservador de vida, e como instrumento para trazer toda a família de Jacó para se estabelecer no Egito, como parte do plano de Deus para formar a nação de Israel. José também exerceu o papel de governante principal do Egito. Em todo o Primeiro Testamento, ele representa o maior exemplo e referência de um servo de Deus participando de um governo e de um sistema humano. O Egito simboliza o mundo, simboliza poder, riqueza e também se tornou opressor e escravizador do povo de Deus. O que José pode nos ensinar sobre a participação num governo como esse?

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Transcrição · gerada automaticamente

Estamos então no capítulo 47 de Gênesis, estamos falando sobre essa fase em que a família toda de José, da família dos irmãos, o pai de José, Jacó, toda a família, se mudaram para o Egito.
Já vimos como eles se encontraram com o faraó, e hoje nós vamos ver mais um papel, já mencionamos isso, obviamente, porque faz parte dessa posição que José tem como governante, alguns chamam de vice-rei.
Ele era a barjo só do faraó, ele era o governante de fato, a impressão que a gente tem é que o faraó mesmo praticamente não tomava decisões, mas ele era a autoridade máxima, José não era o governante absoluto, ele não era a autoridade máxima, ele estava em segundo lugar.
Mas ele tinha uma posição muito elevada, e nós vamos falar sobre todo esse papel de José como governante, como vice-rei do Egito, porque isso levanta muitas questões.
O capítulo 47 tem uma parte que nós vamos ler aqui sobre como José governou o Egito durante esse tempo de fome, já vimos como no início dessa parte de José como governante, no capítulo 41, já vimos como ele se organizou, como ele guardou os mantimentos no tempo de abundância,
mas agora nós vamos ver especificamente como ele governou o Egito durante o tempo de escassez, durante o tempo de fome, e isso levanta várias questões, é uma passagem, é um trecho, uma parte da vida, da descrição da vida de José que não é, não temos assim muito destaque, a Bíblia dá muito mais destaque às partes que nós já estudamos,
aos outros papéis de José, do ponto de vista humano, se fosse um livro de história, de relatos humanos, essa parte dele como governante seria a parte mais importante.
No relato bíblico não é a parte que recebe mais destaque, mas obviamente é algo que tem uma importância e levanta uma questão muito relevante que é o que isso nos ensina sobre a participação de um servo de Deus.
Nosso José que prefigurou o Messias, que apontava a vida dele, tinha muitos aspectos que apontavam para Jesus, então ele como governante, de que maneira o papel e o funcionamento dele, as ações dele apontavam para Jesus como um governante, não do povo de Deus,
nós temos muitas histórias na Bíblia sobre Israel como uma nação debaixo de um povo escolhido, debaixo das ordens de Deus, da lei de Deus, então nós temos muitos governantes, juízes e reis de Israel,
então governantes do povo de Deus, mas nós temos poucos exemplos na Bíblia de exemplos, referências, ensinos sobre algum servo de Deus que estava num governo do sistema humano, eu vou chamar governo humano,
todos os governos do povo de Deus ou de outros países, tudo é governo, tudo são pessoas humanas, mas o governo humano é em contraste com o governo estabelecido e aprovado e dentro das normas de Deus,
então nós temos o sistema humano, o sistema de um mundo caído, eu vou chamando de governo humano, mas sempre lembrando que o que eu quero dizer é um governo de um sistema humano em contraste com o reino de Deus, com o governo que Deus quer,
então esse é o nosso assunto hoje e vamos orar e pedir que o senhor nos abra o entendimento porque é um assunto muito relevante para os dias de hoje em que a igreja, o povo de Deus precisa saber como se relacionar com governos humanos que são os governos de todos os países do mundo.
Senhor Deus, nós queremos realmente aprender, sabemos que a Bíblia não é um manual que tem explicações exatas de todas as situações, mas é um relato de como o senhor conduziu o teu povo,
nós temos acertos e erros da parte dos teus servos, nós temos coisas boas e coisas ruins e aprendemos com tudo, então nós queremos aprender, queremos que o senhor nos ensine, queremos ver como o senhor agiu no passado conduzindo o teu povo nessa época da história com José,
mas queremos também aplicar isso para os nossos dias e só o senhor pode nos ensinar de uma maneira correta, nós dependemos de ti e queremos que o senhor fale conosco e é isso que nós te pedimos em nome de Jesus.
Então, só lembrando então, os papéis têm vários, já vimos assim, vários aspectos da vida de José, papéis que ele tinha também antes de chegar ao trono como um servo, como uma pessoa que sofreu perseguição, injustiça,
várias ações, várias situações em que José viveu, mas agora nós estamos falando sobre os papéis de José depois que ele chegou a essa posição de governo, de estar no trono só abaixo do faraó.
Então, eu coloquei na ordem, não é necessariamente essa, mas eu creio que acima de tudo José foi levado ao trono para preservar a vida, essa é a maneira que o próprio José via quando ele se revelou aos seus irmãos no capítulo 45,
ele falou, Deus, vocês fizeram para o mal, vocês me venderam, vocês me maltrataram, mas Deus queria para o bem porque era para que houvesse preservação de vida e quando José foi chamado para interpretar o sonho do faraó no capítulo 41,
ele também falou, ele recebeu a revelação de Deus para interpretar os sonhos e ele já foi, vamos dizer assim, até mesmo pelo relato, faraó não estava pedindo conselho, faraó estava pedindo uma explicação do sonho,
mas José já foi dando um conselho, já foi dando não só a revelação do que o sonho significava, mas o que deveria ser feito que é tão importante porque tem pessoas que recebem visões ou sonhos ou profecias
ou algo assim, uma impressão, uma percepção, o que nós chamamos de insight para ver a situação, mas muitas pessoas, a maioria das pessoas que recebem essas revelações não sabem o que fazer,
muitos não sabem o que fazer com aquela revelação, contam algo, mas não sabem, às vezes não é a mesma pessoa que recebeu a revelação que vai interpretar como faraó e recebeu o sonho, mas ele não sabia o que fazer com o sonho,
isso aconteceu também com Nabucodonosor no livro Daniel, mas muitas vezes a própria pessoa que recebe uma revelação, ela deve no mínimo buscar de Deus a sabedoria porque é um dom que eu considero mais sobrenatural e mais importante do que receber a revelação em si.
Então, mas naquele momento lá José já foi dando para faraó a indicação do que ele deveria fazer com aqueles sonhos e qual era a instrução, preservar a vida, usar os anos de abundância para separar alimentos suficientes para passar o tempo de fome,
então essa foi a função que eu coloco em primeiro lugar e que é a mais óbvia, a mais, o que chama mais atenção, a mais imediata, é que ele chegou lá para preservar a vida,
mas ao estudar os capítulos a seguir em todo o drama da revelação, do encontro com os irmãos e quando que José se revelou a eles, nós percebemos que o maior papel é claro que Deus queria que José estivesse lá para preservar a vida,
para salvar, para guardar alimentos e ter suprimentos, provisões durante o tempo de fome que era necessário, mas o grande momento de grande consumação de clímax de tudo,
o momento mais importante de toda a história de José foi o reencontro com os irmãos, mas não foi apenas um reencontro ou não foi apenas perdão, mas foi para que houvesse reconciliação e união da família.
A gente pensa, mas por que José precisava ir ao Egito e passar por tudo isso, mas a gente percebe que a família, antes de tudo isso acontecer, não era uma família unida, era uma família dividida com ciúmes, com favoritismo, com superioridade, com correntes contrárias,
então era uma família como a maioria das nossas famílias e famílias da fé, muitas divisões, muitas atitudes carnais, então José foi levado a toda a experiência dele e chegou ao trono para ele poder realmente ser um reconciliador,
então esse foi o momento mais importante, mais dramático da vida dele.
Ele também foi... ele teve uma função de chamar toda a sua família para se mudar para o Egito por causa da fome, mas Deus tinha um propósito, como tinha revelado a Abrão muito tempo antes, Deus tinha um plano de forjar, de preparar a nação num contexto de sofrimento,
num contexto de opressão, então José, sabendo se ele estava sabendo daquilo que Deus tinha falado com o Abrão, se ele estava lembrando disso, se Jacó estava sabendo disso, nós não sabemos, mas nós sabemos pelo registro que Deus já estava planejando isso
e sabemos pelo desenrolar da história também que isso foi tão importante e Deus fez menção disso várias vezes nas Escrituras que ele forjou como o ferro é preparado no fogo para ser aquilo que Deus quer,
para ter o formato, para ser moldado, para ser gerado como nação dentro da situação adversa do Egito, então isso também foi um papel.
E hoje nós vamos então para esse último papel de José como governante, como nessa posição exatamente a sua posição de vice-rei do Egito, então vamos ler o relato aqui e vamos analisar o que aconteceu, como José agiu,
e nós também vamos aproveitar para falar um pouquinho sobre o que isso nos ensina, o que nós podemos aprender de José e de outras pessoas no primeiro testamento e dos ensinamentos no novo testamento sobre qual deve ser a nossa atitude,
claro que eu num espaço de uma aula não posso abordar em profundidade, mas queremos tocar rapidamente nessa questão de como nós devemos agir como membros, como cidadãos do povo de Deus, do reino de Deus,
como nós devemos agir em relação aos governos humanos, aos governos do sistema deste mundo, porque se tem algum país, nós temos na Bíblia muito simbólica o exemplo de Babilônia,
a Babilônia é um ícone do sistema que é contrário a Deus, mas o Egito também, o Egito é uma figura, um símbolo do mundo, do poder do mundo, da riqueza do mundo e da opressão do mundo, do sistema do mundo contra o povo de Deus.
José, ele era, ele recebeu favor, ele foi erguido para, exaltado para essa posição de poder pelo faraó, ele foi, ele e sua família, a família José foi toda bem recebida pelo faraó, mas isso, nós sabemos que isso não ia durar muito.
Depois da passagem daquela geração, o povo de Israel passou a ser duramente perseguido e oprimido pelo sistema do Egito, então isso é porque o Egito representa o poder, a riqueza e essa força contrária do mundo ao reino de Deus,
então nós podemos ter períodos em que o mundo olha para nós com favor, nós podemos, em alguns países, em algumas épocas, em algumas situações, pode parecer que José e a família dele vão ser muito bem tratados e eles vão ficar ali,
eles vão se estabelecer ali, vai ser uma, vai ser muito bom para todos e José contribui para a nação do Egito, ele abençoa, ele usa os dons dele para abençoar, mas nós sabemos que essa não é a relação mais frequente,
não é assim que acontece na grande maioria das vezes da história, ok? Então vamos ver, Gênesis 47, eu vou reler o versículo 11, a partir do versículo 11 de Gênesis 47, então assim José estabeleceu seu pai, seus irmãos,
depois que eles foram todos recebidos pelo Faraó, receberam um lugar para morar, tudo deu certo de acordo com os planos de José, então José estabeleceu seu pai e seus irmãos, dando-lhes possessão na terra do Egito,
no melhor da terra, na terra de Ramesés como Faraó ordenara, geralmente chamado de Gozem, e José sustentou de pão a seu pai, seus irmãos e a toda casa de seu pai segundo o número de seus filhos,
é por isso que José chamou Jacó, seu pai, para vir com toda a família, porque eles não teriam que comprar alimentos, isso é importante entender essa dinâmica, o que está acontecendo,
toda a família de José, porque ele é o vice-rei, porque ele tem esse direito como governante, ele não precisava vender, eles não precisavam pagar pelo alimento, José fornecia da provisão do rei, da provisão do governo,
ele sustentou toda a família de seu pai e deu a eles esse lugar para morar. Versículo 13, não havia pão em toda a terra, lembra que quando Jacó e sua família, quando eles se mudaram para o Egito,
era talvez no final do segundo ano de fome, então seriam sete anos, então depois da mudança de Jacó, eles teriam que passar por mais cinco anos de fome,
foi isso que José falou com seus irmãos para falar com o pai, para ir porque ainda faltavam cinco anos, então era muito tempo, eles iam precisar muito dessa ajuda para sobreviver.
Não havia pão em toda a terra, porque a fome era muito grave, muitíssimo grave, era uma expressão que indicava extremo, não tinha nada,
de modo que a terra do Egito e a terra de Canaã desfaleciam por causa da fome. Aqui sempre cita o Egito e a terra de Canaã, se tinha outros povos, outras terras, outras regiões, não sabemos,
mas aqui sempre cita que no Egito não tinha alimentos e isso significava que o Rio Nilo, que era a fonte de água para lavoura, para pastagens, para tudo no Egito,
vinha a fonte do Rio Nilo, vem lá bastante longe, mais para o centro da África, então estava faltando água, estava faltando chuva numa região bem grande, porque provavelmente o rio se secou,
não totalmente, porque se não eles não iam sobreviver por falta de água, mas não tinha suficiente para plantações. Então o que estava acontecendo? Então aqui a partir do versículo 14 nós vamos ver como José lidou com isso.
Lembra que... então voltando para o capítulo 41, não vou reler lá, mas no capítulo 41 depois que José interpretou os sonhos e Faraó viu que ele era a pessoa que tinha sabedoria,
Faraó viu nele, mesmo não crendo no único Deus, no Deus de Israel, mas ele viu em José alguém que tinha uma sabedoria que veio de Deus, ele disse que o espírito dos deuses estava nele,
e é a mesma coisa que os reis de Babilônia falavam a respeito de Daniel. Então ele tinha algo muito especial e ele então foi colocado como governante, como vice-rei,
e ele se organizou imediatamente para... alguns comentários falam que José pegava 20%, mas a Bíblia não fala isso, fala assim que ele recolhia da abundância da lavoura, da abundância de grãos que eram colhidos,
ele recolhia e recolhia em grande quantidade, ele tinha lugares, armazéns, lugares para estocar esse alimento em todas as regiões na cidade, não era tudo centralizado,
então ele guardou alimentos em toda a terra do Egito, ele foi um sábio administrador, porque todos nós sabemos que quando você tem excesso, quando tem uma abundância,
poucas pessoas se deixasse para a maioria dos governos, mas mais ainda se deixasse para os agricultores, para as cidades, para cada um, fala assim, olha, primeiro porque Deus revelou que viria sete anos de fartura,
que é bastante tempo, sete anos, parece que sim, isso aqui não vai acabar nunca, então a tendência é desperdiçar, é gastar, não guardar, isso não faz parte da natureza humana,
ser prevenido, guardar para quando você não tiver, as pessoas não fazem isso, então veja como foi importante a função, essa é uma função, eu quero enfatizar,
porque hoje tem toda essa briga entre os que acham que deve ter mais, o governo deve funcionar mais, deve cuidar mais, deve gerir mais e tem a linha que acha que quanto menos governo,
melhor que deixa para a iniciativa privada, deixa para a propriedade privada, cada um sabe como faz e nós sabemos muito bem, não precisamos nem de olhar a história,
isso é uma coisa muito evidente no mundo hoje que quando tem fartura, um que algumas pessoas acumulam, essas pessoas ricas que acumulam não compartilham com pouquíssimas exceções, não compartilham com quem não tem,
e quem tem, as vezes até assim, em relação a fazendeiros, lavradores, agricultores individuais, não grandes, mas assim, mesmo que você tenha um pouquinho de excesso,
puxa que bom, agora esse ano a gente tem fartura, então vamos fazer uma viagem, vamos gastar nisso, vamos comprar um carro novo, e não são pecados, mas que as pessoas não guardam, as pessoas não administram,
então Deus levantou José, isso é muito importante, nesse papel correto que José tinha como administrador, era de guardar, era de pegar se ele cobrava um imposto, enfim, ele pegava um excesso e guardava aquele excesso para os anos que ia ter fome, que ia ter falta.
Então, Gênesis 47, 14, inicialmente, isso provavelmente já foi durante os dois primeiros anos de fome, José recolheu todo o dinheiro, a gente sabe que naquela época eles não tinham muito dinheiro,
eles usavam muito, a riqueza deles eram os rebanhos, era a produção agrícola, eram terras, eram as coisas que eles tinham, não tinha essas moedas, o sistema financeiro de dinheiro que nós temos hoje, mas tinha, tinha dinheiro,
Jacob, os filhos dele, eles levavam dinheiro para comprar no Egito, e assim eram todas as pessoas, quando Abrão foi comprar uma terra para sepultar sua esposa Sarah, ele pagou em dinheiro,
eles tinham prata, tinham ouro, tinham essas moedas, esses valores que eram dinheiro, mas não era uma coisa como hoje, não era num nível assim de que tudo você faz com dinheiro,
então não era uma coisa que todo mundo tinha muita abundância, então José recolheu todo o dinheiro, não tinha mais, não sobrou mais dinheiro, porque todo mundo estava com fome, precisava de comida, então o dinheiro que eles tinham, eles gastaram tudo,
então é uma coisa assim, já começa aqui, a gente começa assim a pensar, puxa, se José pegou da produção das pessoas, isso é o nosso raciocínio hoje, se o governo pegou o excesso de produção, não poderia ter dado de volta para eles de graça,
mas não era assim que funcionava, então todas as pessoas no Egito e em Canaã, não sei se em algum outro país, onde tinha dinheiro e onde eles foram buscar alimentos, então ele recolheu todo o dinheiro, o dinheiro acabou,
todo o dinheiro que você achou na terra do Egito, na terra de Canaã, pelo trigo que compravam e trouxe o dinheiro à casa de Faraó, então José está trabalhando não para si mesmo,
José não era corrupto, José não estava desviando o dinheiro para sua família, para si mesmo, mas ele colocava todo o dinheiro no tesouro, na casa de tesouraria do Faraó.
Versículo 15, acabando-se o dinheiro, na Té do Egito e na Té de Canaã, vieram todos os egípcios a José dizendo, dá-nos pão, porque morreremos na tua presença, pois não há mais dinheiro.
Eles falaram assim, o que nós vamos fazer agora? Nós vamos morrer. E José respondeu, versículo 16, trazer o vosso gado, eu vou dar o trigo, vou dar o alimento por vosso gado se falta o dinheiro.
17, então trouxeram o seu gado, ele lhes deu pão em troca de cavalos, que que eles tinham? Cavalos, ovelhas, bois e jumentos, então todo tipo de criação, todo tipo de rebanhos que eles tinham,
eles foram dando para José em troca de pão e o sustentou, versículo 17 ainda, o sustentou de pão, aquele ano em troca de todo o seu gado.
Aqui não fala quantos anos passaram, esse aqui já era no terceiro, quarto, quinto ano da fome, nós não sabemos, mas, versículo 18, fim do aquele ano, vieram a ele, no segundo ano depois que acabaram com o gado, o segundo ano da fome.
Vieram a ele no segundo ano e disseram, não ocultaremos ao meu senhor, que o dinheiro acabou, o meu senhor possui os animais, nenhuma outra coisa nos resta diante do meu senhor, senão o nosso corpo e a nossa terra.
Por que morreremos diante dos teus olhos, tanto nós como a nossa terra? Compre-nos a nós e a nossa terra em troca de pão e nós e a nossa terra seremos servos de Faraó. Lembra que servos é sempre escravos, né?
Dar no semente para que vivamos e não morramos e a terra não fique deserta. Assim, José comprou toda a terra do Egito para Faraó, os egípcios venderam cada um seu campo, porque a fômulis era grave e em extremo, a terra passou a ser de Faraó.
E José escravizou, essa palavra é muito dura, José escravizou o povo de uma outra extremidade da terra do Egito. Somente a terra dos sacerdotes não a comprou porque eles tinham porção de Faraó e comiam a sua porção que Faraó lhes tinha dado, por isso não venderam a sua terra.
Então, todo o povo tinha que fazer isso, menos as cidades, as famílias, todo o pessoal que pertencia aos sacerdotes do Egito.
Então, os sacerdotes, que a gente sabe pela, não só nessa época, os sacerdotes sempre tinham uma vida privilegiada, então eles não entravam nesse esquema, eles continuavam com suas terras, porque eles nem tinham que comprar comida, eles já recebiam comida diretamente.
Então, tinha as classes privilegiadas, toda a família do rei, com certeza, e José fazia parte disso, não sei se os outros funcionários do governo, não sei exatamente como eles faziam, mas tinha os privilégios do rei e dos seus associados e tinha os privilégios dos sacerdotes.
Então, nós temos uma situação que, aos nossos olhos, é uma situação injusta. Até hoje, nós temos essa situação lá em Israel, que os judeus ortodoxos, eles não servem um exército, muitos deles nem trabalham, recebem uma verba do governo para estudar.
Então, é um privilégio, é uma coisa que causa muito descontentamento, muitas controvérsias até hoje, por serem uma classe privilegiada, e em todas as sociedades tem as classes privilegiadas, não tem justiça, não tem igualdade.
Versículo 23, "Então disse José ao povo, eis que hoje vos comprei a vós e a vossa terra para faraó, aí tende semente para vós, para que semeeis a terra.
Há de ser, porém, que das colheitas dareis o quinto a faraó, e as quatro partes serão vossas, para semente do campo, para o vosso mantimento, e dos que estão nas vossas casas, o mantimento dos vossos filhinhos."
Então, eles se tornaram, tudo se tornou propriedade, todo o dinheiro, todos os rebanhos, toda a terra passou a pertencer ao governo, passou a pertencer ao faraó.
E o que que eles iam fazer? Aí José dá a eles, eles podem continuar na terra, eles podem continuar trabalhando a terra, mas 20% de tudo que eles ganham, de tudo que eles colhem, tem que ser dado ao faraó, ao governo, e o resto é deles.
Qual que é a reação deles? Versículo 25. Responderam eles, "A vida nos tens dado, achemos graça aos olhos do meu senhor, e seremos servos de faraó."
José, pois, estabeleceu isto por lei até o dia de hoje, quando esse livro foi compilado, foi por Moisés, então muito tempo depois, até o dia de hoje, obviamente está falando sobre a época de quem escreveu, quem compilou esse livro, e entendemos que era Moisés.
Então, até o dia de hoje, na terra do Egito, que faraó tirasse o quinto, só a terra dos sacerdotes não ficou sendo de faraó. Então, esse sistema que José implantou, continuou, pelo menos por muito tempo, mesmo depois que o povo de Israel passou a ser oprimido, escravizado pelo Egito, o sistema que José implantou continuou.
Então, José implantou um sistema, para o bem ou para o mal, que continuou, foi considerado um sistema bom pelo governo do Egito e funcionou.
E aqui, antes que a gente passe um juízo, e se você for pesquisar no Google, livros de comentários da Bíblia, você vai encontrar várias opiniões. Algumas pessoas condenam o que José fez, outras pessoas acham que não, foi correto.
Mas vamos tentar entender um pouquinho e tirar algumas conclusões. Eu só quero completar aqui o versículo 27. "Assim habitou Israel na terra do Egito, na terra de Gozem. Nela adquiriram propriedades e frutificaram e se multiplicaram muito."
Olha só, no início, fala assim, tinha muita fome, era extremo. Essa mesma palavra, muita fome e fome em extremo, é a mesma palavra usada no versículo 27, para dizer que o povo de Israel se multiplicou grandemente.
Agora, é interessante que a família de Jacó, descendente de Abrão, Deus tinha falado com Abrão, eu vou multiplicar sua descendência como as estrelas do céu, como os grãos de areia na praia do mar, Deus falou que ele seria uma grande nação.
E essa multiplicação aconteceu, começou a acontecer, mas passou de uma família de 70 pessoas que desceu para o Egito, não foi tanto tempo depois, 400 anos, mas são 4 gerações, e eles se tornaram, estiam-se que no êxodo do Egito saíram 2 ou 3 milhões do povo de Israel.
Então assim, é muita multiplicação, eles tinham famílias grandes, e essa multiplicação do Egito aconteceu em duas, tanto numa fase como na outra, porque no tempo que eles estavam sendo bem tratados, e o ponto aqui é que todo o povo do Egito, os cidadãos do Egito,
estavam gastando todo o seu dinheiro, perdendo os rebanhos, e depois perdendo a própria terra que eles tinham, perdendo a liberdade, nessa mesma época a família, assim como os sacerdotes do Egito, por serem família de José, eles tinham, tinham isso, foi uma coisa...
isso era praxe, era permitido pelo faraó, José não estava fazendo uma coisa ilícita, no sentido assim, escondida, não, faraó permitiu isso, José tinha esse direito de cuidar bem de sua família,
então na mesma época o povo do Egito estava perdendo tudo que eles tinham porque eles tinham que comprar alimentos, o povo da família de José, eles estavam adquirindo, não estavam vendendo propriedades, eles estavam adquirindo propriedades e estavam se multiplicando,
e aí a gente pode fazer assim, porque Deus abençoe os justos e os ímpios, não é bem assim porque o povo do Egito, a maioria do povo, eles não tinham conhecimento das alianças com Deus,
a gente não poderia considerá-los como pessoas que Deus estava julgando, mas sim, era uma diferenciação, mas eles se multiplicaram tanto nessa época de que mesmo na fome eles estavam prosperando por causa da proteção e da provisão que vinha de José no poder,
mas no primeiro capítulo de Êxodo nós também temos a multiplicação no meio da opressão, então eles se multiplicaram quando tinha fartura e se multiplicaram também quando estavam sendo maltratados,
mas isso é um outro assunto só lembrando que o povo de Deus muitas vezes se multiplica mais na perseguição do que na liberdade, tem grande expansão do cristianismo no Brasil, em outros países do ocidente,
mas é uma grande mistura, mas nós temos uma multiplicação muito significativa da igreja na China, onde até hoje sofrem, no passado foi bem mais, mas continuam sofrendo restrições e muitas vezes perseguições,
e no Irã que é um país que persegue abertamente, então essa multiplicação no tempo da perseguição é algo que dá para observar em muitos momentos da história,
mas então nosso ponto aqui é entender o que nós podemos concluir, obviamente eu não tenho autoridade porque a Bíblia não fala, a Bíblia não passa, eu sempre falo que quando muitos relatos da Bíblia fala,
David foi um homem segundo o coração de Deus, falava de muitos reis, eles não andavam nos caminhos de Deus, Jeroboam etc etc, então nós temos muitos relatos em que a Bíblia coloca,
por inspiração de Deus, coloca uma qualificação, essa pessoa fez a vontade de Deus, essa pessoa não fez a vontade de Deus, não foi aprovado por Deus, então tem coisas que são claras, esse relato de José,
não tem nenhuma palavra bíblica que diz José fez o que é certo ou José não fez o que era certo, então tudo que eu ou qualquer outra pessoa for falar vai ser uma opinião,
não temos um veredito, não temos um juízo específico sobre essa maneira de José administrar, mas nós vamos comparar com algumas coisas para entender, para ter uma visão do que nós podemos tirar, do que nós podemos concluir disso.
Em primeiro lugar, uma coisa que chama bastante atenção é que José, ele tinha muita autoridade, o faraó deu a ele muita autoridade, também no capítulo 41, quando começou, no primeiro ano da fome,
quando o povo do Egito foi para o faraó e clamou, o que nós vamos fazer, falta comida, faraó fala assim, vá falar com José, ele que vai resolver.
Então José, ele tinha carta branca, ele tinha liberdade em relação a cuidar dessa administração dos alimentos, mas José em nenhum momento, você pode notar isso era algo que Deus produziu nele,
que José sempre observou a sua posição abaixo de autoridade, quando ele estava na casa de Potifar, quando ele estava na prisão e depois quando ele estava nessa posição de poder com o faraó,
José respeitava, José buscou aprovação do faraó para trazer sua família, a gente pode perceber nas entrelinhas que José ele não usurpava autoridade, ele não se achava o dono,
ele estava numa posição de muita autoridade, mas ele entendia que ele estava ali para cumprir ordens, para cumprir um mandato, e isso é algo que nós vamos ver nos outros exemplos bíblicos de pessoas que participavam do sistema humano de governo.
E eu quero já colocar uma primeira observação, que eu acho que é muito importante, os sistemas de governo humano do Egito, da Babilônia, de Roma, dos exemplos que nós temos na Bíblia e os exemplos que tem na história,
na Bíblia nós não temos nenhum exemplo de povo de Deus procurando derrubar um governo, José e nós vamos ver os outros aqui, eles não eram subversivos, eles não estavam ou no governo ou fora do governo tentando derrubar o governo,
no novo testamento os cristãos foram duramente perseguidos pelas autoridades de Israel, mas também pelos governantes de Roma, então nós não temos nenhum exemplo, nenhum conselho para que nós tentássemos derrubar o governo,
pelo contrário as ordens bíblicas são que nós devemos obedecer, nós vamos falar mais sobre isso no fim.
Então a minha primeira observação, minha primeira conclusão sobre essa história de José é injusto, a sociedade era injusta, não foi José que criou esse sistema do sacerdócio,
não foi José que criou esse sistema, esse funcionamento das coisas, não foi José que criou e José não tentou mudar, se José entendia, se José achava que alguma coisa era injusta nós não sabemos,
o fato é que ele trabalhou dentro de um sistema e ele não tentou mudar aquele sistema, ele estava, ele foi posto ali para cuidar da situação da fartura de alimentos e depois da falta de alimentos,
mas dentro do sistema do Egito, José agiu dentro do sistema, ele não tentou mudar, isso é muito importante para entender. Outra coisa é realmente o entendimento das pessoas,
mesmo as pessoas abrantem escravos, na lei de Moisés admitia-se ter escravos de outros povos, na lei de Moisés, em Levítico 25, fala sobre quando a pessoa não tinha dinheiro,
mesmo do povo de Israel, eles se vendiam como escravos para poder sobreviver, isso era um sistema que existia até mesmo dentro da teocracia de Deus,
não significa que Deus estava, que isso é o sistema justo, mesmo Israel, mesmo com as leis de Deus, mesmo na igreja, nós temos muita coisa injusta,
então nós falamos sobre o reino de Deus, nós sabemos pela história de Israel que muitas coisas foram avançando, a lei de escravidão, por exemplo, era muito mais justa do que outros países,
porque no sétimo ano sempre tinha a libertação dos escravos dentro do sistema de Israel, então tinha um avanço em relação ao sistema de justiça de outros países,
mais de outras culturas, mas não era o sistema perfeito do reino de Deus, então se você olha para José, isso para mim sempre me causou uma dificuldade que nós temos José,
eu sempre tive José e ele é aceito assim, como uma figura praticamente irrepreensível, você olha para José, o caráter dele, a maneira como ele não guardou mágoas,
e como ele perdoou e reconciliou e como ele trabalhou em favor durante o tempo de sofrimento, sempre estava fazendo o que era certo, então nós temos José como grande exemplo de caráter, de justiça, de retidão,
então como que José podia tornar todo o povo do Egito como escravo? Uma parte da explicação é ele estava trabalhando dentro do sistema, outra parte da explicação é ele não tinha uma visão diferente,
ele não tinha a visão de Deus e da justiça de Deus e dos padrões de Deus, é algo que Deus foi revelando progressivamente, então nós temos isso dentro de um sistema,
a gente tem coisas que a gente acha impossível, os cristãos protestantes dos Estados Unidos tinham escravos, figuras importantes como o primeiro presidente dos Estados Unidos, George Washington,
como tinha escravos, Thomas Jefferson tinha escravos, e assim você pode ir falando de grandes figuras, de grandes exemplos de caráter, de bondade, de ter feito coisas boas no governo ou na sociedade,
você vai encontrar falhas, falhas de caráter como David tinha, falhas de entendimento, falta de entendimento do que é realmente o reino de Deus e como deve ser, falta de uma visão como Deus tem,
então nós vamos encontrar muitas imperfeições, como eu disse, como a Bíblia não coloca um juízo sobre José aqui, eu não posso dizer se ele estava fazendo tudo certo como Deus queria,
mas nós temos esses aspectos para ponderar, e talvez o mais importante, talvez de tudo que eu falei para entender o porquê dessas coisas, tinha o sistema da época,
que José talvez nem entendi que deveria ser diferente, temos o fato de que José não se via como alguém que tivesse autoridade para implantar um sistema, nem tinha revelação para isso e nem tinha autoridade para isso,
José não ia implantar um sistema de igualdade, mas aí nós temos talvez o aspecto que, sim, isso é ressaltado aqui no relato, o que que aparece nesse relato, do jeito que está escrito aqui,
o que que sobressai, que a função de José no governo era para preservar a vida, José foi colocado ali para preservar a vida tanto da família dele,
Deus tinha isso em mente, Deus estava preservando a família de Abraão, mas ele também estava ali e ele trabalhou para preservar a vida do povo egípcio e até de outros povos de fora,
então o que José estava fazendo, você percebe que o próprio povo, eles vieram para José e falaram assim "ó, acabou nosso dinheiro, acabaram nossos rebanhos, pegue a gente para trabalhar na terra,
pegue a nossa terra e nós vamos trabalhar, mas nós queremos preservar, queremos a nossa vida preservada" e quando a gente pensa, porque na nossa cultura ocidental principalmente,
tudo é liberdade, tudo é não ser escravizado, não ser obrigado, não ser oprimido por ninguém, ter a nossa terrinha, a nossa casinha, propriedade particular,
então a gente dá muito valor nessas coisas, só que esse valor que a gente dá, a liberdade, a propriedade particular e tudo mais, não produz uma sociedade justa, não produz,
nós podemos dizer muito pior, sistemas totalitários sim, mas a verdade é que as sociedades onde predomina livre iniciativa e todo mundo pode fazer o que quiser,
o governo não interfere, por mais que tenha muita gente que defende isso, as sociedades que tem esse tipo de sistema em maior grau, são as sociedades que mais tem, ou pelo menos que são iguais,
elas são a distância entre ricos e pobres, a injustiça de pessoas que têm liberdade, mas não têm o que comer, então o que José estava fazendo e a gente tem que olhar isso
com esse olhar daquela época e até hoje de pensar, o que José fez, ele pegou os rebanhos, aqui não fala exatamente, mas é bem provável que os rebanhos continuavam com eles,
mas eram do faraó, ele comprou a terra, mas a terra continuou com eles, porque ele falou assim, aqui está a semente, vocês podem semear, eu forneço a semente e vocês só vão dar 20%,
agora pense comigo, qualquer sociedade hoje paga muito mais do que 20% para o governo, então essa escravidão que José impôs sobre o povo, em última análise era algo para beneficiar o povo,
sim, enriqueceu muito, centralizou muito o faraó e tinha essa injustiça das classes privilegiadas dos sacerdotes e da própria família de José, mas ele estava implantando um sistema que continuou depois,
porque isso deu provisão, isso possibilitou que o povo do Egito pudesse ter provisão, alimentos e o que sobressai nesse relato, primeiro assim, o que nós vamos fazer, não tem mais dinheiro,
o que nós vamos fazer, acabaram nossos rebanhos, mas no final, quando tinha dinheiro, eles recebiam alimento, enquanto tinha rebanhos, eles recebiam alimento, aí no fim, vamos dar nossa terra e vamos nós ser servos,
e aí José implantou esse sistema em que eles podiam ter até, provavelmente eles também podiam ter os rebanhos, mas eles tinham que pagar 20% para faraó,
e quando nós pensamos na sociedade de hoje, quanto mais tem vários governos que são democráticos, mas que oferecem muitos benefícios para o povo, tem exemplos bons, exemplos ruins disso,
mas muitos países da Europa, Canadá, etc., eles oferecem muitos benefícios para a população, mas a população paga uma carga elevada de impostos para que tem os benefícios,
todo mundo tem educação, todo mundo tem saúde, todo mundo tem possibilidade de trabalhar, mas pagam uma porcentagem de impostos, e foi isso que José estava colocando,
enquanto, a gente não sabe na história o que aconteceu depois, mas enquanto José estava no poder, ele não estava oprimindo o povo,
ele não usou essa centralização de recursos no governo para fazer o povo sofrer, ele não estava usando, depois nós vemos que pelo menos o povo dele, o povo de Israel, eles tiveram que trabalhar duro para o faraó quando eles foram escravizados,
mas sem benefício próprio, eles estavam construindo cidades para a faró, as autoridades, o governo pode usar muito mal o seu poder, e o que mais acontece,
nós temos corrupção, pessoas se enriquecendo, nós temos impostos elevados que não voltam em benefícios para o povo, então nós temos todos os males de governos democráticos,
de governos autocráticos, tiranias, nós temos todo tipo de opressão, mas aqui José estava usando o governo para beneficiar,
e tanto é que o povo, no versículo 25, fala "a vida nos tens dado, achamos graça aos olhos do meu senhor e seremos servos de faraó", eles agradeceram, eles se sentiram seguros, então esse é o ponto que a Bíblia ressalta,
nessa história, embora não tenha uma avaliação se isso era uma coisa justa ou não, o que a Bíblia ressalta é que as medidas dele resultaram em benefícios para o povo,
ele deu alimento para eles e ele deu condições para que eles plantassem lavoura depois e quatro quintos, que é uma quantidade razoável para sustentar a si mesmo,
como eu falei, em nenhuma sociedade alguém paga menos do que 20%, nenhuma, de impostos, de coisas assim, para que a sociedade funcione, então esse é o princípio.
Então, rapidamente eu queria comparar, agora aproveitando esse foco no papel de José como governante, e lembrando, antes de falar dos outros, lembrando que José aponta para o Messias,
mas é claro que tem muitas diferenças, José governou abaixo das ordens e dentro do sistema do faraó, Jesus também, ele é filho de Deus, ele vai governar debaixo das ordens de Deus,
mas é muito diferente governar abaixo do Pai, Deus Pai, do que abaixo das ordens e dentro do sistema do faraó, então José ele governou em benefício do povo,
mas dentro do sistema que não era justo, não adianta a gente pensar, não, isso aqui José implantou um governo maravilhoso, perfeito, não, José provavelmente fez o que pôde dentro do sistema que existia,
dentro da visão que ele tinha naquele momento e dentro daquelas circunstâncias, mas ele aponta para Jesus que vai governar toda a terra, Deus falava isso com Israel,
eu falei assim, olha, vocês estão na terra, mas a terra é minha, Deus fala isso, a terra não é de vocês, vocês podem vender a terra, mas depois de 50 anos no ano de jubileu ele volta, ninguém podia considerar as coisas como eu faço o que eu quero,
então a verdadeira liberdade é estar debaixo das ordens de Deus e nós temos os capítulos que me vem à mente agora, tem outros né, mas Isaías 11 e Salmo 72, só lembrando isso aqui de momento como dois capítulos que falam do governo justo de Deus,
de como Deus vai governar a terra, milênio, eternidade, isso é justiça, temos outras descrições proféticas no primeiro testamento falando da harmonia de toda a terra, Isaías 11 fala sobre isso,
sobre como vai ter justiça, não vai ter violência, Isaías 2 não vai ter guerra, então isso é um governo perfeito, dentro da nossa situação, enquanto Jesus não voltar, nós nunca teremos um governo perfeito,
todas as grandes, as maiores figuras, Moisés um homem que conversava diretamente com Deus, mas ele fez algo, ele demonstrou ira no momento que Deus não queria mostrar ira, ele não representou Deus e não pode entrar na terra prometida,
enfim, todos os servos de Deus, alguns, Salomão que foi um homem que representou o reino milenar, paz, prosperidade, mas foi um homem que terminou muito mal, então nós temos essa raiz, essa contaminação,
as pessoas chegam ao poder e não representam Deus, não governam como Deus quer, nós temos muito mais exemplos disso do que ao contrário.
Então, uma coisa é a gente olhar José, ele é um exemplo, é uma referência de alguém que Deus colocou dentro do sistema que mais representa o mundo, o sistema do homem, o sistema da religião falsa,
José não se contaminou com isso, mesmo casando com a filha de um sacerdote, mas ele estava ali dentro de um sistema humano.
E o que eu quero mostrar, rapidamente, de vez em quando eu cito isso, mas é um momento bom de a gente lembrar, que no primeiro testamento houve quatro pessoas, quatro exemplos que nós temos de pessoas do povo de Deus, servos de Deus, três homens e uma mulher,
que participaram de um governo do sistema humano, do sistema falido, do sistema que é contra Deus, eles participaram, eles tiveram uma parte, tiveram uma função, alguns mais, outros menos.
Eu diria que de todos os quatro, José foi o que chegou mais alto, mesmo comparando com Daniel, porque Daniel ele era uma pessoa de grande confiança, mas não fala que ele governava a Babilônia como José governou o Egito, então a impressão é que José, de todos os quatro, ele teve a posição mais alta.
Mas vamos comparando aqui, então José, Daniel, Esther e Nehemiah, então vamos só rapidamente para tirar uma conclusão, mas a primeira coisa que eu sempre falo e acho que é importante saber dos exemplos que nós temos na Bíblia,
nenhum mudou o sistema, nenhum deles entrou, como infelizmente nós temos uma linha de pensamento, teologia do governo, ou às vezes é chamada de pós-milenismo, dependendo da forma que aplica, às vezes é chamada dos sete montes,
que a igreja vai entrar nos sistemas de todos os tipos de educação, de mídia, de ciências, de todas as áreas de influência, a igreja vai mudar, a igreja vai ser uma influência, o reino de Deus vem para esse mundo,
o reino de Deus nesse sentido pleno só vem quando Jesus voltar, essa é a minha convicção, eu creio que é bíblico, e os quatro exemplos aqui, exemplos fantásticos, olha José, olha Daniel, olha a rainha Esther,
Nehemiah não ocupou um cargo tão alto, mas ele tinha acesso direto ao rei, ele falava com o rei, ele era um homem de confiança do rei, então não pelo cargo, mas pela proximidade, todos eles alcançaram uma posição de muita influência,
então veja assim, nenhum dos quatro, tudo bem, Nehemiah, você pode falar, claro, Nehemiah não ia mudar nada porque ele era um copeiro, ele não tinha autoridade, não tinha um cargo desse tipo,
mas os outros três, Daniel era um homem de confiança, não só de um rei, de vários reis da Babilônia, depois da Pérsia também, então ele não mudou, Daniel não mudou Babilônia, José não mudou o Egito,
a Esther não mudou a Pérsia, ela era rainha, mas como mulher, ela não tinha também poder para fazer alguma coisa, mas ela tinha uma posição muito elevada,
então rapidamente, o que Deus queria fazer com esses quatro pessoas, qual é o objetivo de Deus colocar alguém no governo, e essa visão eu penso que é muito importante para a gente entender hoje,
porque nós temos hoje países que se consideram cristãos, a Europa deixou de ser assim, antes tinha os reis, os imperadores, que eram muito ligados ao Papa, ao cristianismo,
hoje a Europa não tem uma posição tão de países cristãos, mas nós temos os Estados Unidos e temos o próprio Brasil que almeja chegar nisso e muita, a igreja,
principalmente pensando nessas realidades dos Estados Unidos e do Brasil, nós temos uma visão que eu considero uma visão muito errada,
porque Deus não coloca pessoas cristãs, servos dEle no governo para mudar o governo ou para mudar o país, pode influenciar, nós podemos orar para que haja leis mais justas,
nós podemos orar para que haja uma diminuição de violência, de crime, para que haja ensinos mais éticos ou princípios, mas nós não temos muita base para acreditar que já foi feito isso nos Estados Unidos,
de proibir o álcool, não podia beber, não trouxe resultado, graças a Deus pela proibição da escravidão, mas isso não trouxe justiça,
percebe que você pode proibir o aborto e não resolver o problema do próprio aborto ou das mocinhas que se engravidam ou das injustiças que causam isso, ou das crianças que nascem ou das crianças que são mortas, não resolve.
Então veja o que nós podemos esperar de alguém que é chamado por Deus, é assim, Deus chama pessoas para entrar no governo, mas chama porque?
Então aqui nós temos quatro situações, quatro situações que nós podemos comparar. O que Deus colocou José no governo para fazer?
Para preservar a vida numa época de fome. Essa foi a principal função dele como governante, nós temos o papel dele como reconciliador na família, mas na sua posição de governante,
Deus colocou José lá porque? Para preservar a vida, sim, dos descendentes de Abrão, mas ele preservou a vida do Egito, então esse papel que ele teve de providenciar,
de arrumar um sistema em que as pessoas pudessem ter alimento e ter dignidade, de ter suficiente para viver, ele cumpriu. Ele não foi colocado lá para implantar o reino de Deus no Egito.
E só um parênteses, José fez uma proteção, ele deu privilégios para a família dele, nós podemos pensar, mas isso foi injusto porque tinha tanta gente no Egito que estava perdendo as terras, os rebanhos e tudo,
mas ele fez isso, isso era uma coisa, vamos dizer assim, aceitável dentro do sistema da época, mas Deus não deixou assim. José deixou a família dele privilegiada, mas dentro de pouco tempo eles seriam oprimidos como escravos,
então você percebe que é Deus que muda essas coisas. E na verdade, pensando hoje assim, Deus vai colocar alguém no governo para dar privilégios para uma parte do cristianismo,
porque na verdade os evangélicos são uma parte só do cristianismo, essa coisa de dar privilégios para uma parte da população, não vejo isso como algo que Deus quer.
Se nós olharmos para o Daniel, ele foi exaltado, ele foi reconhecido, ele teve uma participação no governo de vários reis da Babilônia e depois no tempo do Império Pérsia também,
mas em nenhum momento não tem uma menção de um lobby, de uma tentativa de Daniel de fazer algo para favorecer o seu povo, ele não fez.
O que que Deus colocou Daniel para fazer no governo? Dar testemunho, falar com os reis e quase sempre testemunhos de juízo. Nós não vemos isso, cristãos no governo ou cristãos que sobressarem,
as pessoas que são vistas no Brasil, nos Estados Unidos ou em outros países como pessoas de grande influência da igreja, eles falam com os governantes, você já ouviu falar de alguém que chegou para um presidente,
para um primeiro ministro, para um senador, para alguém e que falasse assim "você está quebrando as leis de Deus, você está sendo incorrupto, imoral".
Não tem, as pessoas no governo só falam de coisas que favorecem e elogiam e encobrem, a igreja tem feito um trabalho de encobrir os erros dos governantes, dos governantes errados.
Então, Deus colocou Daniel, olha que exemplo, Daniel foi uma testemunha com risco da própria vida, ele foi lançado na cova de leões, ele falou com Nabucodonosor, coisas que Nabucodonosor não queria ouvir,
então ele teve realmente um papel de dar testemunho, então José foi colocado para preservar vida, Daniel foi colocado para dar testemunho, ele não foi colocado lá para trazer nenhum benefício para o povo dele,
simplesmente para fazer, para dar testemunho, para falar a voz de Deus para aqueles governantes. Esther sim, Esther foi colocada, lembro que o primo dela, Mordecai, falou com ela,
ela estava com medo de tomar uma posição ao lado do povo dela porque o rei nem sabia que ela era judia e aí Mordecai falou assim, você foi colocada nessa posição para uma razão,
você tem que saber qual a razão que você está lá, a razão não é para mudar o governo, a razão não é ainda para mudar o sistema corrupto, errado, a razão é para fazer a vontade de Deus e Deus tem algo específico para cada um,
Deus tinha um papel para José, um papel para Daniel, um papel para Esther, ela contribuiu para preservar o povo dela da destruição que Amman estava planejando,
e Nehemiah também ele estava num lugar perfeito sim para trazer proteção e até provisão para restaurar Jerusalém, então em alguns momentos a pessoa pode estar no governo visando alguma coisa que Deus queira fazer com o seu povo,
no caso Daniel não era, Daniel não foi chamado para libertar o povo dele, ele não foi falar com o rei, deixa meu povo voltar para Jerusalém, acaba com o cativeiro,
ele não intercedeu, ele não lutou em favor de um benefício, mas Esther sim e Nehemiah sim, então tem que saber qual é o papel que Deus tem para nós,
nosso tempo está acabando, mas eu só vou colocar aqui algumas conclusões que nós temos sobre ensinos do novo testamento, rapidamente,
o que nós temos no novo testamento que pode nos ensinar sobre qual deve ser nossa atitude em relação ao governo,
primeiro lugar a Bíblia fala, a Bíblia chama Satanás do príncipe deste mundo, do Deus deste século, Jesus falava, chamou em João 12 depois João 14 fala assim,
o príncipe deste mundo está vindo, príncipe vai ser julgado, Jesus falou com Pilatos, meu reino não é deste mundo, eu não luto, eu não chamei meus servos para lutar contra vocês,
não é uma guerra entre nós e vocês, é uma guerra mas não de exércitos, então os governos deste mundo estão sob a influência,
é possível ter um Daniel que não se contamina com a influência? Sim, mas eu sempre falo que é muito raro, tanto na questão do poder e não é só do governo, uma pessoa que se torna um bispo,
um dirigente de um grande movimento, na igreja católica, na igreja evangélica, esses reinados, esses movimentos grandes, a pessoa, mesmo dentro de uma igreja, o poder corrompe,
o sistema deste mundo, ele é influenciado dentro das igrejas, dentro das escolas, dentro das empresas, do comércio, de todos os tipos de influência, dentro das artes,
tudo que envolve fama, tudo que envolve dinheiro, tudo que envolve posição, nós estamos lutando com a influência, não significa que Satanás domina tudo,
Satanás não tem, como o livro de João mostra, Satanás pode fazer o que Deus permite, Deus está acima, nós não estamos a mercê de Satanás, mas nós estamos sob a influência e muitos,
muitos cristãos sinceros já entraram na política, já se tornaram líderes de movimentos e se corromperam, isso aconteceu na bíblia, isso acontece hoje em toda a história,
porque o sistema deste mundo só vai acabar quando Jesus voltar, então a primeira coisa sobre qualquer tipo de governo humano é política, é de igreja, é de empresas,
é onde tem dinheiro, é comércio, qualquer tipo de poder que alguém exerce está sob a influência.
O Deus deste século, segundo os Coríndios 4, fala que ele cega os entendimentos, ele coloca um véu na igreja e fora da igreja,
porém, a bíblia também fala, principalmente no livro de Daniel, mas fala também em Romanos 13, fala que todos os governos, todos, são estabelecidos por Deus,
todos os governos, então é só para a gente ter uma noção, as duas passagens que mais falam sobre nossa atitude sobre governo é Romanos 13 e 1 Pedro 2,
são os dois textos na bíblia, no novo testamento, que falam sobre como nós devemos nos sujeitar, nós devemos obedecer, então, lembre, Romanos foi escrito pelo apóstolo Paulo,
sabe quem era quando ele falou assim, obedeça os governos, eles são estabelecidos por Deus, sabe quem era imperador quando Paulo escreveu Romanos? Nero,
tudo bem que quando Paulo escreveu Romanos não tinha acontecido aquela perseguição feroz em que Nero colocou a culpa de ter incendiado Roma sobre os cristãos,
não tinha acontecido isso ainda, mas Nero nunca foi um governante justo. Pedro também, Pedro também escreveu sua epístola um pouco depois da época de Romanos,
mas também sobre o governo de Nero, então, e eles falaram, obedeçam, se sujeitem, então, todos os governos são estabelecidos por Deus,
eu nunca me esqueci aquele testemunho, aquele livro tremendo "O Homem do Céu" sobre a igreja na China, e lá naquele livro ele fala, nós cristãos na China,
nós não oramos para que Deus tire o governo comunista opressor da China, nós oramos para que nós tenhamos poder para dar testemunho e para viver uma vida como Deus quer dentro desse sistema,
eu achei isso tremendo, todos os governos são estabelecidos por Deus, todos os governos de acordo com Romanos 13, ele enfatiza essa primeira parte,
ele fala, os governos existem para punir malfeitores, nós sabemos que nem sempre é isso que acontece, mas essa é a função, os governos devem punir malfeitores,
e eu coloquei essa outra parte porque é muito, muito enfatizado na Bíblia inteira que o que o governo, que os reis de Israel deviam fazer é proteger os vulneráveis,
então essa é uma função do governo, os governos não cumprem da maneira certa geralmente, mas nós não podemos ignorar o fato de que esta é a função do governo,
muitos porque o governo tem corrupção, porque muita gente pega dinheiro do governo e não usa corretamente, mas a Bíblia fala que a função do governo é proteger os vulneráveis, então isso é importante para a gente lembrar.
Fala também que os governos devem ser obedecidos, Romanos 13 e 1 Pedro 2, fala assim, é para vocês obedecerem, 1 Pedro 2 ainda fala, se o governo persegue vocês,
aceite como a vontade de Deus que você seja perseguido, não fala assim, então Pedro já admite que o governo poderia não punir os malfeitores, poderia punir os seguidores de Jesus,
mas fala que eles devem ser obedecidos e tem aquela passagem famosa em Atos 4 quando eram os governantes de Israel, não eram os de Roma, mas os sacerdotes, as autoridades de Jerusalém,
em Atos 4 eles prenderam Pedro e os outros apóstolos e proibiram de falar de Jesus e Pedro fala assim, importa mais obedecer a Deus do que a vocês, então nós entendemos que o governo deve ser obedecido desde que não contraria as ordens de Deus,
as ordens de Deus são sempre superiores, mas isso não dá margem para que a gente desobedeça o governo e inclusive uma coisa importante para nós no Brasil,
é difícil, eu reconheço, mas Romanos 13 manda pagar os impostos para o governo, faz parte do nosso dever como cidadãos.
O governo humano, o sistema humano, agora eu sempre repito isso, lembre, o sistema humano de governo é político, mas é também educacional, comercial, religioso,
as autoridades religiosas, seja qualquer que seja corrente, o líder, as autoridades que Deus coloca, eles entendem que não são eles que vão implantar o reino de Deus,
eles são apenas facilitadores, eles ajudam as pessoas a ouvir de Deus, mas quem vai implantar o reino de Deus nas suas amostras agora é Deus e quem vai implantar o sistema de justiça
de Isaías 2, Isaías 11, de Salmo 72 é Jesus na sua segunda vinda, então os governos não são capazes de implantar o reino de justiça, não são.
Isso significa que o governo nós não devemos lutar, nós não devemos apoiar iniciativas para melhorar a justiça, para impedir crimes, para dar mais liberdade
para que todos possam trabalhar com mais possibilidade de fazer aquilo que é certo, sim, mas não vai ser perfeito, não vai, mais uma vez, não é uma lei
que diz que a família é homem e mulher, que não deve fazer aborto porque vai matar a criança, que é um ser vivo, não é essa lei que vai trazer justiça, ela pode ser útil,
mas nós precisamos entender que nosso empenho é para que venha o reino de Deus até lá que se Deus colocar em nossas mãos a possibilidade de melhorar alguma coisa, de fazer alguma coisa para o bem, façamos,
mas talvez o mais importante é, como o Daniel, é dar testemunho, não encobrir, você gostou mais de um candidato, você gosta do presidente desse ou daquele, não encubra,
não fecha os olhos para os erros, todos têm erros terríveis, nós precisamos ser uma voz profética, talvez nós não tenhamos acesso ao presidente, ao senador, ao prefeito, ao governador,
mas nós podemos estar ao lado da verdade, não ao lado de coisas erradas só porque é do nosso lado, porque o apoio, porque é menos ruim do que o outro, nós precisamos ser testemunhas,
nós precisamos não colocar nossa confiança, nossa esperança em qualquer tipo de governante, agora se Deus vai colocar um José, uma Esther, um Daniel em alguma posição de autoridade,
que essa pessoa, essas pessoas façam o que Deus quer, qual é o papel? Deus colocou a Esther para o momento da história e ela tinha que saber, ela não estava lá para ser, olha que vida boa que Deus me deu,
eu tenho servas, eu tenho conforto, eu tenho todos os privilégios, ela estava gostando disso, mas Deus não colocou ela para isso sendo que tanta gente não tem,
então Deus nos coloca em posições onde nós possamos ou cumprir algo que Deus quer, um testemunho ou uma função, se Deus nos deu alguma oportunidade que usemos coletivamente ou individualmente,
mas entendendo não vai mudar, não vai mudar o Egito, não vai mudar o Brasil, não vai mudar os Estados Unidos, não vai mudar Israel, os governantes não mudam,
e se Deus levanta reis e abaixa reis, tira e põe, que Deus coloque às vezes até um governante péssimo, mas que vai servir para algum propósito que Deus sabe e nós temos que aceitar,
e nós temos que viver a vida que Deus quer até que Jesus venha, porque todos os sistemas humanos do Apocalipse 11, todos os reinos deste mundo, todas as autoridades, todas as esferas, todas as fortalezas,
todas serão removidos, serão substituídos pelo Rei Jesus, e é isso que nós queremos, até que Ele venha nós temos algo para fazer, e nós precisamos entender,
precisamos ter entendimento, que nós tenhamos sabedoria do alto, como José, como Daniel, como Mordecai tinha e que ajudou Esther, como Niamia sabia que Deus o colocou ali,
para ele poder falar com o Rei por uma questão específica, que foi mais uma liberação para poder fazer aquilo que Deus queria, então precisamos saber qual é o momento que Deus quer, mas sem colocar nenhuma esperança,
essa é a minha conclusão, José eu penso que ele fez algo que beneficiou o povo do Egito, mas ele não mudou o sistema, o sistema não era justo, o sistema tinha classes privilegiadas,
tinha acúmulo de riqueza e poder nas mãos de um Rei que talvez depois não usou corretamente, então não mudou o Egito, mas ele fez, penso eu, o que ele tinha que fazer, durante aquele tempo ele cumpriu a missão dele,
é isso que nós desejamos que cada um faça na sua esfera, no seu lugar, que faça aquilo que Deus deseja. Senhor, nós estamos vivendo numa época em que tem muitas autoridades, muitas influências,
muitas pessoas que pensam que esse lado representa Deus, esse lado não representa e temos visto tantos enganos, tantas falhas, tantas coisas que envergonham o teu nome,
porque quando nós apoiamos algo que não honra o Senhor, nós estamos desonrando o Senhor, porque estamos apoiando algo que o Senhor não apoia e que nós possamos estar isentos,
que nós possamos estar isentos de influências e de direções e de enganos, que nós possamos viver o teu reino esperando a tua vinda. Pedimos isso e agradecemos a ti em nome de Jesus. Amém.

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