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Gênesis – Aula 123 – O desafio de ser peregrino no Egito

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Assim como Abraão e Isaque, Jacó foi um peregrino durante toda sua vida. Peregrino junto com seu pai em Canaã, peregrino na terra do sogro em Padã-Arã, peregrino novamente em Canaã e, finalmente, peregrino no Egito. José foi tremendamente bem-sucedido no Egito e chamou seu pai e seus irmãos para receber provisão e sustento durante a fome, morando perto dele. Qual seria o grande perigo? Que todos se acomodassem no Egito e se esquecessem do chamado de Deus. Deus já tinha uma solução preparada para evitar que isso acontecesse!

Leitura recomendada:

– Artigos da Revista Impacto edição 66 – Deus Quer Morar na Terra

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Transcrição · gerada automaticamente

Estamos em Gênesis 46, no final do capítulo, estamos falando sobre como a família, Jacó e toda a sua família,
como eles não foram fazer uma mera visita para o Egito, eles foram de mudança.
Toda a família, todos os descendentes, todos os rebanhos, tudo que eles tinham.
No capítulo 46, já vimos como eles foram para o Egito por causa da fome e o José,
que vimos todo o drama do reencontro dele com seus irmãos e depois com seu pai,
mas o objetivo, um dos grandes planos de José, além de reconciliar e unir a família, que é o principal,
mas como Deus tinha mostrado pelo sonho para Faraó, e José interpretou o sonho,
e José estava sabendo pelo aviso de Deus que ainda teria mais cinco anos de fome,
então o plano dele, que ele mostrou logo que ele falou com os irmãos, que ele se revelou aos seus irmãos no capítulo 45,
ele já falou, então mande falar com nosso pai que eu estou aqui e que é para ele vir,
e Faraó mandou os carros para trazer a mudança, enfim, tudo foi feito, o próprio Deus aprovou,
falando com Jacó em Berceba, falou que poderia ir, que Deus estava aprovando a ida dele,
então estamos vendo essa grande mudança, é uma mudança muito forte nos rumos do plano de Deus,
nos rumos do povo escolhido, eles vão para o Egito, de onde muitos anos depois, como nós sabemos no Êxodo,
eles sairiam não mais como 70 pessoas, mas como vários milhões de pessoas,
então hoje nós vamos ver um pouco mais na sequência da história, no final do capítulo 46,
no início do capítulo 47 de Gênesis, como José preparou o caminho, quais foram os planos dele,
José é de fato o líder da família, Deus colocou José no trono,
Deus deu a ele todo esse poder de governar o Egito, de administrar a fartura dos grãos e dos alimentos,
agora de administrar no tempo de escassez, então José quer trazer a família,
ele trouxe a família e como que ele vai lidar, quais eram os planos dele e como ele preparou o caminho
para que a família dele pudesse estar no Egito com provisão e outros aspectos que seriam importantes,
então vamos ver essa questão da mudança e como Deus queria que eles se adaptassem,
porque o Egito é sempre, sempre, nós temos essa imagem do Egito,
principalmente por causa da opressão, da escravidão que veio depois, mas o Egito sempre,
desde quando o Abrão desceu para lá a primeira vez, o Egito sempre é um lugar mais proibido,
é um lugar que representa um lugar em contraste com o Canaã,
em contraste com o lugar que Deus quer, em toda a Bíblia, assim como Babilônia representa a cidade do homem,
o reino do homem, o Egito representa um lugar onde o povo de Deus não deveria estar ou não deveria permanecer,
então vamos ver como essa mudança vai acontecer e o que Deus já dá de indícios,
já no início de como eles deveriam se adaptar a essa nova fase na história deles.
Senhor, nós pedimos que, como sempre, o Senhor nos ilumine, o Senhor nos mostre nessa narrativa, nessa história,
que pode parecer uma história em alguns momentos, como hoje é uma história como eles se estabeleceram,
pode não parecer para nós de primeira vista algo tão especial, algo tão profundo,
mas sabemos que em cada etapa o Senhor está sempre movendo as coisas, nem sempre o homem coopera,
nem sempre o homem está fazendo o que o Senhor deseja, mas o Senhor está sempre caminhando,
avançando o teu plano para chegar ao ponto que o Senhor deseja e a consumação final,
que é a plena redenção e o pleno estabelecimento do teu reino.
Então, mais uma vez, Senhor, mostra-nos, ajuda-nos a ver com os teus olhos esses acontecimentos
e aprender como nós também devemos viver na nossa permanência, na nossa situação,
na nossa jornada, que nós possamos também ter sensibilidade e entendimento para saber,
dentro das nossas circunstâncias, dentro das fases atuais em que nós estamos, como nós devemos viver,
pedimos isso em nome de Jesus.
Então, no capítulo 46 de Gênesis, nós vamos ver aqui alguns aspectos da história em si,
vamos acompanhar a narrativa aqui, a história de como Jacó já chegou no Egito com toda a sua família.
Mais uma vez, nós podemos lembrar aqui do momento que seria, dentro do nosso contexto humano,
seria o momento mais emotivo, mais carregado de toda essa história, é José encontrar seu pai,
porque o vínculo mais forte da família era entre os dois, Jacó e José,
mas na história aqui, o momento mais dramático é o encontro com os irmãos por causa desse tema de reconciliação.
Agora, entre José e Jacó, não havia necessidade de reconciliação, mas 22 anos separados,
lembre-se que José tinha apenas 17 anos, quando ele foi separado do pai,
e até assim, vou dar um dado interessante em termos de números, José viveu com o pai dele durante 17 anos,
ele tinha 17 anos quando foi vendido para o Egito, ficou 22 anos distante, separado e Jacó achando que José tinha morrido,
e agora então tem o encontro, o reencontro, José vai ao encontro do pai dele em Gênesis 46, versículo 29,
José pronto ao seu carro, subiu ao encontro de Israel seu pai, a Gozem, e tendo-se lhe apresentado,
lançou-se ao seu pescoço, chorou sobre o seu pescoço longo tempo, então, eu não sei exatamente qual era a cultura naquele tempo,
se era apropriado ou não o homem chorar, mas se tinha esse preconceito, se tinha essa reserva em relação ao homem chorar,
José não estava nem aí com isso, ele chorou quando viu seus irmãos, especialmente Benjamin,
mas agora mais do que qualquer outro encontro, o encontro dele com o pai foi algo muito emotivo, um encontro tremendo,
para Jacó era realmente algo que nem esperava mais, ele nem tinha esperança mais de ver o filho, ele achou que tinha morrido,
então esse encontro é tremendo, como nós já mencionamos, Jacó se renova, ele volta a ter vida,
ele fala, tanto no fim do capítulo 45, como aqui no versículo 46, versículo 30, ele fala, Israel diz a José "já posso morrer, pois já vi o seu rosto",
então Jacó fala que pode morrer, mas na verdade, nesse momento ele volta a ter vida, porque até então ele estava lamentando,
nem sabemos, a Bíblia não conta o que acontecia, como Jacó pensava, o que ele fazia, o que ele fez durante esses 22 anos distantes,
ele tinha Benjamin, tinha os outros filhos, tinha os netos, mas algo tinha morrido dentro dele, que era o filho amado José,
então com o reencontro, descobrindo que José estava vivo, ele falou que podia morrer, porque podia morrer em paz,
porque ele já tinha visto e José estava vivo, estava bem, mas na verdade ele ganhou um novo fôlego de vida, e o ponto interessante que eu ia mencionar
em termos de números é que Jacó vive mais 17 anos, então José viveu com o pai dele 17 anos, no início da vida dele,
ficou longe 22 anos e agora ele vai viver mais 17 anos, então José viveu com o pai dele durante dois períodos de 17 anos,
de 0 a 17 e agora de 39 com mais 17 anos, então esse é o reencontro de José e seu pai, é algo assim muito carregado, muito maravilhoso ter esse momento de reencontro,
e era um reencontro e uma união agora de toda a família, mas agora então na sequência, Gênesis 46, versículo 31, então vamos ver aqui como José,
ele já tinha falado no 45 que ele queria que eles viessem para a terra de Gozem, José já tinha separado, quando ele primeiro viu os irmãos,
ele estava, ele tinha tido aqueles outros encontros com os irmãos dele anteriormente, então claro que José nesse tempo todo,
talvez espaço de um ano, não sabemos, mas um espaço de um ano, um ano em pouco depois que os irmãos foram pela primeira vez e José viu seus irmãos ali buscando alimento,
claro que José já estava pensando, ele não foi precipitado, ele foi esperando, montando o cenário, testando os irmãos, ele foi todo aquele processo,
mas em todo esse tempo José estava pensando "vou trazer meu pai, meus irmãos, vou trazer minha família para viver aqui porque faltam vários anos de fome ainda e eu quero cuidar deles aqui",
então José estava planejando, estava preparando essa vinda, e nessa preparação José que era uma pessoa, ele era um administrador, ele era uma pessoa que tinha visão,
ele pensava em como fazer as coisas, imagina, ele se tornou o governador de todo o Egito, planejou como é que ia guardar todo o excesso de alimentos durante sete anos,
como que ele ia distribuir depois, então José ele é um administrador, ele é uma pessoa, é um líder, é uma pessoa que tem visão e ele, então ele tinha uma visão para como deveria ser a vinda da família dele,
e ele já tinha preparado na mente dele, ele não tinha falado nada com o Faraó ainda, não tinha nada oficial ainda, mas ele já dava com o certo que a família dele ia se estabelecer na região chamada Gozem,
que é uma região de delta de perto da Foz do rio Nilo, um lugar que tinha bastante irrigação, um lugar que tinha pastagem, e ele já tinha imaginado,
não sabemos assim quem habitava lá, como é que ele ia encaixar a família dele lá, mas ele tinha tudo preparado, então ele recebeu, a família dele já encaminhou,
quando eles vieram de Canaã eles foram diretos para Gozem, mas ele ainda precisa, José ainda precisa da concessão, da permissão do Faraó,
ele tem autoridade, ele tem bastante autonomia como governador do Egito, o Faraó tinha dado para ele, mas a gente percebe nessa história aqui que evidentemente Faraó é a autoridade máxima,
e ele precisava, ele foi buscar com a chegada da sua família, ele foi buscar a provação, a permissão do Faraó para esse plano que ele tinha,
então vamos ver como José prepara o caminho, isso é registrado aqui, então isso deve ter uma importância, é uma das coisas que a gente às vezes passa por cima na leitura,
mas é importante, então vamos ver como José faz, ele faz com bastante cuidado, ele vai orientar os irmãos dele como eles devem falar com o Faraó,
veja aqui, então estamos no versículo 31, Gênesis 46 e 31, "Depois disse José a seus irmãos e a casa de seu pai, eu subirei e informarei a Faraó e lhe direi", Faraó lembra, Faraó estava sabendo dos irmãos,
ele soube quando José se revelou, seus irmãos no capítulo 45, ele achou muito bom, ele mandou provisões e carros e etc para fazer o transporte,
mas José ainda não tinha essa permissão para que a família se estabelecesse nessa região do Egito, então ele falou, "eu subirei e informarei a Faraó e lhe direi,
meus irmãos e a casa de meu pai que estavam na terra de Canaã vieram a mim", os homens, isso ele está dizendo para os irmãos o que ele vai dizer para o Faraó,
sabe quando você vai, na verdade é uma história verdadeira, José não está falando nenhuma mentira, não está inventando nenhuma história aqui, mas ele conta para os irmãos o que ele José vai falar com o Faraó
e dá uma instrução, isso é tão detalhado aqui que tem um significado, com certeza, ele quer fazer questão, ele faz questão de falar com o Faraó, ele próprio e depois pedir para os irmãos,
quando vocês chegarem ao Faraó vocês vão dizer assim, então ele já informou para o Faraó, "meus irmãos e a casa de meu pai chegaram", versículo 32, "os homens são pastores, são homens de gado,
trouxeram consigo os seus rebanhos, o seu gado e tudo que tem", então ele vai falar isso com o Faraó, agora ele está instruindo os seus irmãos, quando o Faraó vai o chamar e perguntar qual é a vossa ocupação,
ele conhece o Faraó e acho que a primeira coisa que o Faraó vai perguntar para ele é "qual a profissão, o que vocês fazem?" e aí José instrui, ele dá uma instrução muito específica para os seus irmãos,
versículo 34, "respondereis, teus servos foram homens de gado desde a nossa mocidade até agora, tanto nós como os nossos pais", porque que ele quer que enfatize isso?
"para que habiteis na terra de Gozem, pois todos os pastores são abominação para os egípcios", não é interessante isso? José é a autoridade mais alta abaixo do Faraó,
ele vai apresentar a família dele ao Faraó e ele faz questão que eles se declarem como pastores, sendo que os pastores eram essa ocupação, porque no Egito também tinha rebanhos,
mas eles viviam mais da lavoura, eles eram mais da agricultura, mas ele faz questão de que eles sejam considerados pastores, sendo que essa profissão é uma profissão desprezada,
qual é o pensamento de José, porque ele quer isso? Vamos seguir aqui ainda, a história continua no capítulo 47, não deveria ter essa mudança de capítulo aqui, porque é uma sequência,
"Então veio José e disse a Faraó, meu pai e meus irmãos, com seus rebanhos, seu gado e tudo que tem, chegaram da terra de Canaã e estão na terra de Gozem", já estão lá,
"Então ele avisa ao Faraó e já em seguida ele chama cinco dos seus irmãos e os apresentou a Faraó", José está fazendo tudo assim, ele está preparando, ele está colocando as circunstâncias para acontecer aquilo que ele deseja,
então ele leva cinco dos seus irmãos e os apresentou a Faraó, "Então perguntou Faraó aos irmãos de José, qual é a vossa ocupação? Eles responderam",
lembra, essa resposta preparada, instruída por José, era a resposta correta, era isso que eles faziam mesmo, "Qual é a vossa ocupação? Eles responderam, teus servos são pastores tanto nós como nossos pais,
nós sempre fomos pastores", eu pesquisei onde alguns falam uma coisa, outros falam outra, os estudiosos, os pesquisadores, muitos falam que não existe nada na literatura, naquilo, na arqueologia, nas coisas que eles já descobriram sobre o Egito,
ninguém achou essa informação de que no Egito eles desprezavam os pastores, mas aqui está dizendo isso e então eles falam isso, "teus servos são pastores tanto nós como nossos pais"
e aí, versículo 4, eles ainda dizem, "Viemos para habitar nesta terra", a minha tradução, a minha bíblia, essa tradução que estou usando aqui, só fala assim, viemos para habitar, algumas traduções colocam a palavra mais correta porque essa palavra habitar é uma palavra que significa temporário,
então algumas traduções, algumas bílias vão trazer esse significado, nós viemos temporariamente, nós viemos para ficar um tempo, eles não falam com o faraó que eles vieram para ficar permanente, nós vamos fixar a residência aqui, nós vamos, queremos permissão para morar aqui para sempre,
isso seria natural, eles estão indo numa época de fome, eles estão pedindo permissão para ficar ali enquanto tivesse a fome, enquanto tivesse a necessidade de buscar alimentos ali no Egito, mas a palavra é "habitar por um tempo"
e essa é uma palavra central no nosso estudo de hoje que é a questão da peregrinação, eu quero mostrar como é importante essa palavra e esse sentido no plano de Deus, mas por enquanto só vamos seguir adiante mais um pouco aqui para pegar o contexto histórico e o contexto da história contada aqui
e para podermos entender algo sobre o plano de Deus, desde o último estudo estamos falando, falamos sobre a centralidade da terra, como essa mudança era muito significativa porque Deus mandou Abrão sair da sua terra e ir para Canaã,
Deus mandou Isaac não sair da terra, quando Jacó saiu para buscar a esposa Deus falou que era para ir, mas era para voltar, então essa mudança que não é, os irmãos de José estão falando, viemos para peregrinar, viemos para ficar temporariamente,
mas eles foram, nós sabemos pela história que eles ficaram muito tempo, mas o que significa, qual que é o plano de Deus e como que nós podemos entender isso, então viemos para habitar, o plano de Deus lógico não era que eles ficassem para sempre ali,
porque não há pasto para os rebanhos de teus servos, pois a fome é grave na terra de Canaã, tudo seco, sem pastagem, sem água, sem condições de viver,
agora, rogamos-te, permitas que teus servos habitem na terra de Gozem, então uma das razões, o que aparece mais assim de imediato é, José queria que seus irmãos enfatizassem que eles eram pastores porque a terra de Gozem era uma terra apropriada, era uma terra boa para os rebanhos,
então José estava pensando no bem-estar, ele queria estabelecer a família dele num lugar onde eles pudessem continuar com sua profissão e com seu meio de vida que era mais através dos rebanhos.
Então faraó disse, versículo 5, faraó disse a José, interessante o protocolo aqui, faraó pergunta para os irmãos, eles respondem, e depois o faraó fala com José "teu pai e teus irmãos vieram a ti, a terra do Egito está diante de ti, no melhor da terra,
faz-se habitar teu pai e teus irmãos, habitem na terra de Gozem, e se sabes que entre eles há homens capazes, põe-nos por chefes dos pastores do meu gado".
Então faraó não tem problema nenhum deles serem pastores, e até mesmo como talvez os egípcios não se especializaram, não achavam que essa era uma profissão muito boa, talvez houvesse falta de pessoas adequadas para cuidar dos rebanhos,
então nós não sabemos se isso aconteceu ou não, mas faraó estava dizendo "olha, pode até colocar alguns dos seus irmãos, talvez sobrinhos, para cuidar dos meus rebanhos".
Então essa é a primeira parte, os irmãos de José são apresentados ao faraó, o faraó é consciente e permite exatamente dentro do plano de José que eles habitem na terra de Gozem, que é um lugar adequado.
Agora vamos só falar sobre o encontro de Jacó e faraó, primeiro foram os irmãos, agora o pai de José que vai ser apresentado, ele é um homem de 130 anos, com certeza bem mais velho do que o faraó,
então olha só, é um encontro, não fala muita coisa, mas tem algo significativo aqui, então versículo 7 "trouxe José a Jacó, seu pai, e o apresentou a faraó".
E aqui nós temos uma coisa assim, que deve ter sido, a gente não demonstra que o faraó achasse aquilo estranho, mas olha só, Jacó é um homem em relação a faraó, Jacó é um homem comum, é um homem simples,
ele tem posses, ele tem filhos, ele é um patriarca, ele é um homem idoso, mas ele é um homem que veio, que está a mercê, ele está ali com chapéu na mão, pedindo ajuda, pedindo sustento, pedindo provisão do faraó, pedindo para habitar,
mas Jacó entra na audiência, a Jacó entra na presença de faraó e ele abençoa, ele abençoa, e a Bíblia nos fala em outros lugares que é o maior que abençoa o menor, como aconteceu com Melchizedek e Abra...
Então, Jacó abençoou a faraó, essa cena é muito significativa, é muito tremendo de pensar que Jacó, faraó não sabe disso, não sabe do plano de Deus, não sabe do chamado, não sabe dessas coisas,
mas Jacó ele é o homem que carrega a bênção, a aliança de Deus, é por meio de Jacó e da sua descendência que o plano de redenção vai caminhar, vai avançar,
e faraó é apenas um rei de um país, ele é o homem mais poderoso de toda aquela região, mas Jacó chega e com simplicidade, sem ostentação, ele abençoa, que é o nosso chamado,
Jacó não tenta pregar, não tenta converter, ele chega e abençoa, ele abençoa faraó, e aí faraó olhando para ele, um homem idoso, ele pergunta, uma pergunta que poderia ser considerada indiscreta,
mas ele pergunta quais são os dias, dos anos da tua vida, quantos anos você tem, você é um homem idoso, quantos anos você tem, e aqui Jacó, a resposta dele também é muito significativa,
porque ele diz, os anos, versículo 9, os anos das minhas peregrinações, a minha história é uma história de peregrinação, então mais uma vez, esse é o tema do nosso estudo hoje,
o que é ser um peregrino, é a vida de Jacó, Jacó resume a vida dele e a vida do pai e do avô dele, como uma vida de peregrinação, os anos das minhas peregrinações,
por que isso é importante? Porque um peregrino é uma pessoa que não tem lugar fixo, o peregrino é uma pessoa que não possui nada, ele não chega diante do faraó dizendo,
olha eu sou, eu carrego a bênção, eu tenho aliança, eu tenho a promessa, e na verdade, isso pode até ser um aspecto ainda, Jacó ainda está, a gente poderia até dizer um pouco amargurado,
talvez não seja amargura, mas Jacó, ele não olha para a vida dele, para os 130 anos dele, e isso pode até ser uma falha, um defeito, a gente não sabe interpretar tudo aqui,
mas Jacó tem muita coisa para agradecer a Deus, Jacó já fez isso em outras ocasiões, ele agradeceu a Deus, porque ele foi sozinho, só ele e o cajado, quando ele fugiu de Isaú, saiu da casa do pai dele,
e ele voltou de lá com filhos, com esposas, com rebanhos, ele foi abençoado, e em outros momentos, Jacó foi muito grato a Deus, mas Jacó está vindo de um tempo de muito sofrimento,
os últimos 22 anos foram anos de grande sofrimento para ele, por já ter perdido a esposa, por ter perdido José, então ele fala, os anos das minhas peregrinações são 130,
poucos e maus foram os anos da minha vida, ele não fala, eu sou um homem abençoado, ele podia ter falado isso, eu fui muito agraciado por Deus, mas ele tem, ele é um homem que foi tratado por Deus,
ele era, esse Jacó, já falamos em vários outros estudos sobre a natureza de Jacó, Jacó era um cara ardiloso, era um cara que manipulava, era um cara que tentava passar os outros para trás,
então a vida de Jacó é uma vida que representa quebrantamento, é Deus tratando, em alguns momentos como entre Jacó e Labão, em alguns momentos Deus abençoou, deu vitória,
Jacó conseguiu ganhar mais rebanhos apesar dos esquemas de Labão, mas Jacó foi um homem que colheu muito fruto amargo das coisas que ele fez,
então esse resumo aqui da vida dele, ele vai fazer um outro resumo da vida dele no capítulo 48 quando ele fala com seu filho José, nós vamos ver isso depois, mas aqui, e mesmo nesse outro resumo ele fala muito do sofrimento,
Jacó foi um homem que aprendeu muita coisa pelo sofrimento, passou muita coisa pelo sofrimento, então é uma das principais coisas que Deus colocou na vida de Jacó,
lembra que nós temos esses três patriarcas, Deus é chamado do Deus de Abrão, Isaac, Jacó, então nós temos esses três homens, cada um tão diferente um do outro, o chamado, a personalidade, o caminho da vida jornada,
de cada um foi tão diferente e Deus colocou esses três homens como alicerce, a nação de Israel foi construída em cima de Abrão, Isaac e Jacó, cada um contribuiu a algo específico,
algo verdadeiro, algo que fez parte do DNA do povo judeu até hoje, então é muito significativo o que Deus fez, o que Deus contribuiu, que Deus construiu na nação de Israel por meio desses três homens,
e a vida de Jacó, muito diferentemente do pai dele, Isaac foi um homem que parece que não sofreu muito, Isaac teve uma vida assim, meio sem muitos episódios, sem muitos percalços, sem muitas dificuldades,
ele teve seus desafios, ele foi um homem de paz, ele fugiu de conflitos e em alguns momentos ele fez isso com sacrifício, ele deixava de lucrar coisas que ele podia ter se apegado, ter lutado em favor dos poços e outras coisas assim,
mas Isaac foi um homem pacífico e Jacó já foi um homem assim, uma vida conturbada, uma vida cheia de lutas por causa da natureza dele, por causa das ações dele,
mas era algo que Deus estava mostrando como Deus pode pegar um homem como Jacó e moldá-lo e trazê-lo a esse ponto onde ele não tem mais confiança em si mesmo, onde ele não fica se gabando,
onde ele não acha que ele é o tal, não, poucos e maus foram os dias das minhas peregrinações e ele fala "não chegaram aos anos da vida de meus pais nos dias das suas peregrinações",
então Jacó ele se coloca e fala "olha, eu sou um homem que peregrinou, eu peregrinei minha vida toda, eu não tenho um reino, eu não tenho um país, eu não tenho uma propriedade",
ele tinha rebanhos que eram considerados assim riquezas, todos os três tinham, Abraham, Isaac e Jacó, todos tinham muita riqueza através dos rebanhos, mas eles não possuíram nada,
então essa é a vida da peregrinação e Jacó com 130 anos ele está dizendo que ele falou com José "estou pronto para morrer", mas ele vai viver mais 17 anos, ele não sabia disso,
mas de fato dos três patriarcas foi Jacó que viveu menos, Abraham, o avô dele, viveu 175 anos, o pai dele, Isaac, foi quem viveu mais, 180 anos e Jacó vai viver até o 147,
mas com 130 ele já está dizendo "não sei se vou viver mais, os dias das minhas peregrinações foram menos do que do meu pai, do meu avô",
enfim, ele é um homem que não está diante do faraó, não está contando vantagem, não está se gabando, não está se exaltando,
talvez ele tenha um pouco desse negativismo de pensar "a minha vida foi triste e sofri muito", mas o sofrimento é algo que trouxe uma outra qualidade,
o Jacó dessa época, o Jacó que abriu mão, deixou Benjamin descer para o Egito com os outros filhos dele, é um Jacó que está aprendendo cada vez mais a depender de Deus
e não depender da sua própria capacidade de fazer esquemas, de poder manipular as pessoas ou as circunstâncias, Jacó é um homem que tem sido quebrantado.
Então, é versículo 10, então Jacó de novo abençoa a faraó e saiu da sua presença, então nós vamos parar aqui em termos da leitura, da narrativa, da bíblia,
e eu quero falar um pouquinho sobre essa questão da peregrinação, em primeiro lugar, eu vou voltar atrás e nós vamos voltar para esse diagrama aqui,
primeiro vamos entender um pouco sobre a intenção de José, e isso eu estou deduzindo, não está explícito isso, José ele preparou o caminho para que a família dele pudesse ficar em Gózem que era um lugar bom,
se você for adiante no capítulo 47, só para ter no versículo 11, Gênesis 47, versículo 11, próximo capítulo, fala assim, José estabeleceu seu pai e seus irmãos dando-lhes possessão na terra do Egito, no melhor da terra,
então José ele tem uma posição de poder e ele está usando o poder dele para dar o melhor, o melhor que o Egito tem para sua família,
então podemos até dizer que José está sendo parcial, que ele está dando preferência para seus irmãos, ele está fazendo tudo com consentimento do faraó, mas José está cuidando, procurando o melhor para sua família,
então uma das coisas que José queria era que de fato a família dele tivesse boa provisão e depois que acabasse a fome, que eles pudessem ter uma terra boa para cuidar dos rebanhos,
mas nas entrelinhas o outro ponto e eu tenho algumas outras indicações que comprovam isso, veja José ele chegou a essa posição tão alta de autoridade na terra do Egito,
mas José se casou com a filha de um sacerdote do Egito, então nós poderíamos pensar que José tivesse como chefe do Egito, que ele tivesse assimilado,
que ele tivesse se tornado parte do Egito, que ele tivesse realmente fazendo assim, esse aqui agora é meu país, esse aqui é meu lugar e ele quisesse que a família dele também ficasse lá,
então nós percebemos pelo jeito que ele chamou os nomes dos filhos dele, ele teve dois filhos antes do pai e dos irmãos irem para lá, nasceram dois filhos para José Manassés e Efraim,
e o nome que ele dá para os filhos mostra que ele não assimilou, não se tornou um egípcio, não desistiu do seu chamamento, da sua etnia, de quem ele era,
apesar de ter se casado com uma mulher egípcia e uma mulher egípcia que representava a religião do Egito, a cultura do Egito, ela era a filha do sacerdote, mas José ele não se tornou um egípcio,
e só indo lá na frente, José ele entra no capítulo 11 de Hebreus, lembra capítulo 11 de Hebreus dos heróis da fé, eu não vou citar esse capítulo daqui a pouco mais sobre peregrinação,
mas José ele entra como um dos heróis da fé, sabe por quê? O que que fala dele em Hebreus 11? O que que José fez para merecer um destaque no capítulo da fé?
Ele mereceu porque antes de morrer, ele fez os irmãos e quem estava, quem ia permanecer depois da morte dele, ele fez com que eles jurassem que iam levar os ossos dele e sepultar em Canaan,
ou seja, ele ganhou um destaque como o herói da fé, porque ele estava no Egito, mas ele não era de lá, ele acreditava que o lugar deles era na terra da promessa, ele não desistiu desse chamado.
Então aí que eu volto, pelo menos é uma interpretação minha, posso estar errado assim porque é uma dedução apenas, mas quando José faz tanta questão de que os irmãos falassem que eles eram pastores,
sabendo que os pastores eram desconsiderados, eram desprezados pelos egípcios, José está protegendo a família dele, ele está dizendo "vocês precisam afirmar que nós somos pastores porque vocês não vão se integrar na sociedade egípcia,
vocês vão continuar sendo um povo estrangeiro, um povo diferente, uma vocação diferente, vocês vão criar uma proteção" e quando a gente pensa, também é algo que eu estou deduzindo, é algo que eu estou só olhando de longe,
eu quero mostrar isso agora, sobre o que é peregrinação. Jacó qualificou a vida dele como uma vida de peregrinação, ele qualificou a vida do pai e do avô como uma vida de peregrinação.
Então quando José chama sua família para estar no Egito, o que ele está dizendo para eles é "mantenham a sua identidade como pastores porque vocês não vão simplesmente se tornar egípcios, vocês vão manter a sua identidade".
Então quando eu penso as poucas histórias que nós temos dos filhos de Jacó durante esse tempo que José estava no Egito, antes de chegar no trono, a única história que nós temos mais detalhada é a história de Judá em Gênesis 38,
que tem a história de Judá, e o que é a história de Judá até aquele ponto? É a história de alguém que estava se integrando com os cananeus, ele foi morar longe do resto da família dele,
ele se separou, foi morar lá com um amigo cananeu, se casou com uma mulher cananeia, teve filhos lá, teve toda aquela história, e é uma história de alguém que possivelmente pudesse estar a caminho de se tornar como qualquer cananeu.
A história do capítulo 38 é uma história cheia de situações não honrosas para Judá, e é uma história de quem estava vivendo no meio dos cananeus, e talvez alguns dos outros irmãos estivessem fazendo isso.
Então Deus tem um caminho, e eu quero falar um pouquinho sobre isso rapidamente aqui, primeiro para reforçar essa caracterização de Jacó, quando ele fala assim "eu tive uma vida de peregrinação e os meus anos de peregrinação foram mais curtos e piores do que a vida dos meus pais",
vamos só dar uma olhada rápida em Hebreus 11, porque o capítulo 11 de Hebreus que fala sobre os heróis da fé, a maior parte, o maior espaço que é dado aos heróis da fé em Hebreus 11 é principalmente para Abraão e Sarah,
e depois fala sobre Isaac e Jacó e sobre Moisés, e o que enfatiza, então se você olhar assim quais foram os heróis da fé, aí começa com Abel, tem Enoch, tem Noé, mas aí quando começa a falar sobre Abraão,
olha como é a vida de um herói da fé, a vida de alguém que vive não só um ato isolado de fé, de ter visto um grande milagre, ou ter acontecido alguma coisa assim, mas é a vida, a vida desses heróis da fé que falam assim de Abraão até Moisés,
é uma vida de peregrinação, então nós vamos poder entender um pouco melhor o que que é, Hebreus 11, versículo 8, "Pela fé Abraão, sendo chamado para um lugar que havia de receber por herança, obedeceu e saiu, sem saber para onde ia.
Pela fé peregrinou na terra da promessa, peregrinou como em terra alheia." Então procure captar aqui, e aqui não é o mapa, mas eu mostrei aqui nesse diagrama, assim ó, Abraão saiu de Ur dos Caldeus, então ele saiu de lá, ele era de lá, a sua família era de lá, a sua cultura era de lá,
e a gente sempre compara o chamado de Abraão, nós somos chamados para fora, nós somos chamados para sair do mundo, na maioria dos casos hoje nós não precisamos sair de onde nós nascemos, de onde nós vivemos toda a nossa vida para ser fiel, para seguir a Deus, mas para Abraão ele saiu, ele saiu de Ur dos Caldeus,
então esse aqui é o lugar de origem dele, e ele nunca mais voltou para lá, aí lembra que ele foi com os pais e os irmãos para e parou em Arã, que fica hoje na Síria, Ur dos Caldeus fica hoje na região do Iraque,
mesma região de Babilônia, a Síria, mas ele foi parar em Arã, e vários irmãos e o pai morreu ali, os irmãos permaneceram ali, então esse lugar Arã foi um lugar onde ele ficou parado por um tempo, depois ele seguiu para a terra da promessa, então Abraão foi chamado,
ele saiu de Ur dos Caldeus, parou nesse lugar de Arã, esse lugar Arã ele continua na história porque a esposa de Isaac veio de Arã, e as esposas de Jacó também vieram de Arã, então era um lugar de parentesco, Ur dos Caldeus era sua origem, aqui Arã era o lugar onde tinha parentes,
mas lembra que quando Abraão chamou o servo dele para buscar uma esposa para Isaac, ele falou que Isaac não deveria ir para o Egito, que Deus proibiu, e Isaac também não deveria nem ir para Arã, porque ele tinha que permanecer no lugar na terra da promessa, mantendo essa posição de chamado,
então nós temos esses lugares, lugar de origem, lugar de parentesco, Abraão também foi ao Egito no tempo de fome, então o Egito estou colocando aqui como um lugar de provisão, um lugar de prosperidade, um lugar quando não tem recursos, a gente vai para o Egito para buscar,
porque se faltar em Canaã, não tem o que comer, como é que nós vamos fazer, a gente vai para o Egito, então é um lugar de provisão, às vezes não era para ir, no tempo de Jacó já era para ir, Deus levou José para lá, para preservar a vida,
mas tudo, em todo lugar, o lugar é para ser um lugar de peregrinação, e aqui, olha o que continua em Hebreus, olha só, versículo 11, Hebreus 11 e 9, "Pela fé peregrinou na terra da promessa como em terra alheia",
então Abraão perdeu a terra, se ele tinha alguma propriedade em Ur dos Caldeus, abandonou tudo, ele abandonou o lugar onde estavam os parentes dele em Arã, foi para Canaã, Canaã era o lugar da promessa,
Deus falou assim, essa terra vou dar para vocês, mas na vida de Abraão, na vida de Isaac e na vida de Jacó, eles não possuíram a terra, então aqui fala, "Ele peregrinou na terra da promessa como em terra alheia",
como um estrangeiro, habitando em tendas com Isaac e Jacó, então aqui está caracterizando como Jacó a fez, os três foram peregrinos, habitando em tendas, que não é uma casa permanente,
"Erdeiros com ele da mesma promessa", versículo 10, "Pois esperava a cidade que tem fundamentos, da qual Deus é o arquiteto e construtor", versículos 11 e 12 falam sobre como Sarah concebeu e Abraão também,
eles tiveram um filho quando já eram muito além da idade, versículo 13, "Todos estes morreram na fé, não alcançaram as promessas, viram-nas de longe, assaldaram, confessaram que eram estrangeiros",
olha como enfatiza isso, "Eles confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra, ora os que dizem tais coisas, claramente mostram que estão buscando uma pátria",
ele estava em Canaã, era um lugar que Deus prometeu, mas ele sabia que não tinha ainda e que ele tinha que esperar, e como é difícil esperar, versículo 14, "Os que dizem tais coisas estão buscando uma pátria",
versículo 15, "E na verdade, se lembrassem daquela de onde haviam saído", de onde que ele saiu? De Ur dos Caldeus, ou no mínimo de voltar para onde estavam os irmãos, sobrinhos, a família, ele podia ter voltado,
mas ele não só não voltou, mas ele exigiu, "Com seu céu não deixe meu filho voltar", e quando Deus permitiu que Jacob fosse, mas ele falou, "Você vai voltar para cá, você não vai ficar lá",
agora, versículo 16, "Desejam uma pátria", isto é, uma pátria melhor, celestial, "Pelo que Deus também não se envergonha deles de ser chamado seu Deus, pois já lhes preparou uma cidade",
então, aí tem como Abraão ofereceu Isaac, Isaac abençoou também Jacob e Zaú, e ele continua falando sempre sobre essa, a fé de Abraão, a fé de Isaac, e a fé de Jacob, e a fé de José, que é citado aqui,
e a fé de Moisés, que era criado como filho da filha de Faraó, ele preferiu não se estabelecer, "Eu tenho procedência, eu sou da família real", ele podia ter se estabelecido,
então, tudo isso é essa ideia de peregrinação, Deus ainda não tinha dado para ele um centímetro, eles não tinham possessão ainda da terra,
então, olha a vida de Jacob, Jacob foi peregrinar, saiu por causa do que ele fez, mas ele teve que fugir de Canaã, e foi para Arã, mas ele chegou lá, parente dele e tudo, mas ele sentiu que Labão estava sempre contra ele,
então, Jacob não ficou bem em Arã, e ele voltou para a Terra, para a Terra de Canaã, continuou peregrinando, mas ele perde a esposa, perde o filho,
então, olha como a vida de peregrinação é uma vida em que você não se estabelece, você não cria, você não encontra uma vida acomodada, uma vida, "Aqui está tudo bem, eu fico aqui, meus filhos, meus netos, tudo para sempre",
é uma vida assim que você tem que sair e ir para outro lugar, Isaac ficou na terra prometida, mas o pessoal da região brigava com os pastores dele, ele tinha que sair e ir para outro lugar,
então, a peregrinação tem essa característica e dá sempre mudando, sempre indo para longe, para outro lugar, não podendo se acomodar e achar que está tudo, tem uma vida fácil.
Agora, eu coloquei até aqui Canaã com, assim, destacado aqui, porque Canaã representa o lugar que é de descanso, porque Deus falou, "Vou dar essa terra para você",
falou para Abraão, falou para Isaac, falou para Jacob, "Eu vou dar essa terra para você, para seus descendentes, para sempre, não vai ser uma coisa provisória",
mas eles ainda não tinham, acho que eu falei no último estudo, sempre citamos que esse significado da terra para o povo judeu é a terra de Canaã, a terra ali onde hoje tem o estado de Israel.
Por que os judeus estão hoje, tantos judeus voltaram para Israel? Porque eles foram perseguidos, os judeus viveram,
eles tiveram algumas épocas na história, rei Davi, Salomão, os reinos, o tempo de Jesus, eles estavam ali, embora não com independência,
mas o povo judeu já, eles já tiveram períodos na história de estar na terra e quando a gente fala peregrino,
se alguns se lembram de hinos da nossa tradição cristã, "Eu sou peregrino aqui na terra, eu vou morar no céu", eu não estou falando sobre esse significado de peregrinar.
A terra de Canaã representa o lugar onde Deus quer vir morar, esse lugar, esse pedacinho de terra, esse significado da terra que Deus prometeu,
é porque Deus está querendo dizer "eu venho para a terra através dessa base, desse lugar que vai ser meu lugar de morada, minha capital, o lugar onde eu vou colocar a planta dos meus pés",
esse lugar é a promessa de que Deus vai ter a terra toda, Deus não quer só esse pedacinho de terra de Canaã,
mas essa terra é a nossa luta, é a luta do povo de Israel, até hoje criaram todo o sonho do cionismo de ter um lugar, uma pátria, uma terra para o povo judeu,
porque durante os últimos dois mil anos da história, assim como já tiveram outros períodos, cativeram na Babilônia, os assírios, levaram o povo também, foram espalhados pelas nações,
então os judeus têm uma história de peregrinação, se você estudar a história do povo judeu, às vezes eles começam a prosperar, começam a ir bem,
tem as histórias ali de, por exemplo, da Espanha, Portugal, que eles estavam bem por algum tempo, aí depois vem Inquisição, o povo judeu estava bem na Alemanha no século XX,
aí vem o Holocausto e outros países, na Rússia, na Polônia, na Ucrânia, e vai assim, os judeus de maneira geral têm prosperado nos Estados Unidos, em outros países das Américas,
mas de vez em quando surge um antissemitismo, um ataque, eles morrem, então o povo não tem paz, então essa ideia de ter Israel, Israel, a nossa terra, vai ser um lugar nosso,
agora olha a história moderna, foram atacados no dia 7 de outubro, mas isso já vem de outros ataques, e até hoje o Irã tem o plano, o plano de destruir, de varrer Israel,
Hezbollah e Hamas, eles têm esse sonho também de acabar com eles para sempre, então veja como é a peregrinação, a peregrinação não é dizer "eu não quero nada nessa terra, eu vou embora para o céu",
não é isso que estou falando, a peregrinação é manter a visão, Deus prometeu a terra, Deus prometeu, e não é para nós, isso geralmente os homens não entendem,
os judeus talvez queiram Israel como um lugar para eles, talvez eles queiram um lugar e não queiram dividir com outros, e que é uma tendência de todos que tem nacionalismo,
imagine que tem uma coisa hoje chamado nacionalismo cristão, gente, não existe nacionalismo cristão, Deus não nos chamou nem aqueles que peregrinaram naquela época,
e nem o povo de Israel até hoje, na terra de Israel eles não tem sossego, porque é uma peregrinação, não significa que não vai ter,
não significa que é para a gente desapegar e nós vamos morar lá no céu, mas significa que Deus tem, como eu tenho falado, a terra literal de Israel é importante no plano de Deus,
mas é também uma alegoria do reino de Deus que a igreja procura, e a igreja também está numa eterna peregrinação, querendo pelo menos deveríamos estar,
tem muitas igrejas que não estão buscando esse reino de Deus, mas a peregrinação no plano de Deus é "eu sou um peregrino, eu sou como um estrangeiro",
eles eram, Jacó era como um estrangeiro, Abraão, Isaac, Jacó, eles eram como estrangeiro na terra de Canaã, e agora chegamos nesse ponto em que Jacó vai com toda a sua descendência,
esse ponto que eu queria focar nesse momento, que Jacó e sua família foram para o Egito, eu não sei, a gente não sabe o quanto que José e Jacó,
eu não sei o quanto que eles se lembravam, que eles tinham na mente aquilo que Deus falou com Abraão, "olha Abraão, sua descendência ainda não vai possuir a terra, porque não chegou a hora de julgar e de expulsar os cananeus,
não chegou o cálice, não encheu ainda", mas eu não sei, a gente não sabe exatamente o que José entendia, vou chamar minha família para morar no Egito, mas o Egito, esse não é o nosso lugar,
então o ponto, pelo menos eu quero colocar aqui, Jacó, ele chega ao Egito, José arruma um lugar, eles começaram a prosperar, no tempo de José, nós vamos ver isso no próximo estudo,
José governa o Egito, ele administra os alimentos durante o resto dos anos de fome, mas ele cuida, José cuida de uma forma especial, ele protege a família dele,
de uma forma, eles têm uma vantagem, um privilégio que nem o povo egípcio tinha, então qual que é o perigo? Qual que é o problema? Eu penso, eu estou deduzindo isso, mas se isso não estava na cabeça de José,
estava na cabeça de Deus, de que Deus falou com José, pode ir para o Egito, Deus disse para Jacó, você pode ir para o Egito, eu vou com você, mas você não vai ficar lá, não você,
mas a descendência, você não vai ficar lá, e Jacó, ele não se esquece disso, ele antes de morrer, no final do capítulo 47 de Gênesis, ele vai chamar José e ele vai falar,
jure para mim que você vai me levar para sepultar lá na terra de Canaã, José manda levar os ossos dele, porque ele falou assim, vocês vão sair daqui, então para mim a ideia de que eles eram pastores,
e os egípcios não gostam de pastores, era para que o povo, os descendentes de Abraão, descendentes de Jacó, que eles ficassem unidos, lembra que eu falei sobre Judá,
até na terra de Canaã eles estavam se acomodando, aí veio a fome e Deus preparou, eu imagino que o propósito de Deus era colocar a descendência de Jacó dentro da terra do Egito,
até numa situação confortável inicialmente, mas um lugar onde eles ficariam juntos, o povo, os filhos de Jacó estavam se misturando com os cananeus,
nós não sabemos, José se casou com uma egípcia, mas de alguma maneira durante os 400 anos no Egito o povo de Israel se manteve unido,
eles não se misturaram, não foram assimilados, eles se mantiveram ali, eles influenciaram os egípcios, tinha gente do Egito que saiu do êxodo juntamente com eles,
então nosso papel nesse mundo, em qualquer lugar, Deus sempre vai incomodar, então a minha pergunta é, eles foram para o Egito, José cuidou deles,
José eu penso que tinha essa visão de que eles tinham que manter identidade com pastores para não se misturarem, se tornarem parte do povo egípcio,
Jesus falou na sua oração de João 17, ele falou assim, eu não peço ao Pai que os tirem do mundo, mas que eles não sejam do mundo,
então a peregrinação não é pensar, nós não temos nada nessa terra, não, nós temos, Deus tem um interesse na terra,
Deus tem um interesse na terra e Deus tem um interesse nas pessoas, Deus não quer um povo elitista, separatista, sectarista,
Deus quer um povo que esteja pronto para anunciar, para vivenciar o amor de Deus, mas nós precisamos manter a nossa posição de peregrinação,
peregrinação basicamente é eu não pertenço, eu não tenho pertencimento, na Té de Canaã os patriarcas não pertenciam, lá em Arã Jacó não pertencia lá,
e agora no Egito eles vão para o Egito, Egito é perigoso, por quê? Porque é um lugar de provisão, é um lugar de prosperidade,
inicialmente como José preparou um lugar maravilhoso para eles viverem, inicialmente era um lugar assim, fala que eles se estabeleceram ali,
cresceram, prosperaram, se multiplicaram e essa é a história do povo judeu e às vezes acontece também com o povo cristão na igreja,
mas eu acho que isso é muito evidente na história dos judeus, eles vão para cada lugar, são perseguidos, mas prosperam,
começam a prosperar, mas daí a pouco a prosperidade não continua, porque a missão de peregrinar é sempre até que Jesus venha,
então a peregrinação é o nosso chamado, então o que aconteceu no Egito? No Egito José preparou o caminho, preparou um lugar para eles viverem como comunidade,
lembra que o que nos mantém como característica, como seguidores de Jesus é realmente viver em comunidade, nós precisamos uns dos outros,
nós precisamos viver em comunhão, nós precisamos praticar a terra prometida, é o reino de Deus, é onde o sistema de Deus prevalece,
mas o Egito jamais seria esse lugar onde o reino de Deus, o governo de Deus prevaleceria, José foi um governador,
nós vamos falar sobre isso na próxima aula, mas ele não mudou o Egito, José não mudou o Egito, Daniel não mudou a Babilônia,
a Esther não mudou a Pérsia, não muda, porque é um testemunho, nós somos peregrinos, nós podemos mudar nossa maneira de viver,
nós podemos viver como Deus quer, mas nós vamos ser peregrinos, nós vamos ser pastores, odiados pelos outros, pelo menos desprezados,
não necessariamente odiados, mas a nossa identidade, a nossa característica pode gerar um repulso,
e lembra, eu admiro isso porque José estava no topo do poder, ele não ia querer que a família dele fosse admirada,
a família são todos de cientistas, de engenheiros, de arquitetos, de pessoas que são, não, a minha família, toda a minha família são pastores,
ele assumiu isso, Moisés não se importou em manter sua posição como filho da filha de Faraó, então nós somos peregrinos,
é isso que Hebreus 11 fala, essa é a vida de fé, porque nós estamos buscando uma cidade que tem fundamentos,
e muita gente interpreta, ah, Abrão queria ir para o céu, não, Abrão não queria ir para o céu,
Abrão queria que Deus estabelecesse o reino dele aqui na terra, no lugar onde ele prometeu, então a terra, a centralidade da terra,
e nós podemos, no nosso conceito de igreja, de cristãos, nós podemos dizer a centralidade do reino de Deus,
o que Deus deseja é o reino dele, mas temos alguns momentos, temos alguns vislumbres, temos algumas amostras, alguns gostinhos,
mas o reino de Deus está sempre, o povo vivia em Canaã, na terra de Israel, como até hoje vive lá, mas não vive o reino de Deus,
aí a terra passa a não ser uma terra prometida, passa a não ser um lugar onde Deus reina, isso tem acontecido na igreja,
pessoas vivem, pregam, Deus age, é avivamento, mas daqui a pouco o homem estabelece o seu reino, e aí a gente mais uma vez,
nós estamos peregrinando e nós não pertencemos, não pertencemos, então eu coloquei aqui a terra da promessa,
mas nós vivemos como peregrinos, nós ainda não possuímos essa terra, ninguém possui o reino de Deus,
o reino de Deus não é da igreja católica, não é da igreja pentecostal, não é da igreja ABC, não é do movimento de restauração,
o reino de Deus é onde Deus governa e nós somos peregrinos, significa que nós estamos buscando isso, nós não estamos buscando escapar,
nós não estamos buscando ir embora para um outro lugar, nós queremos, queremos voltar, e sabe o que Deus fez no Egito?
Que lá durante o tempo de José prosperaram, multiplicaram, estava tudo bem, a vida estava boa, quem sabe eles estavam se esquecendo,
Deus arrumou uma solução, e essa solução é dolorosa, porque surgiu no primeiro capítulo do Êxodo, surgiu um rei que não conhecia José,
que não reconhecia o que José tinha feito e que ficou com medo do povo de Israel e começou a oprimir,
e daí então, claro, o povo de Israel começou a falar assim, "Deus, nos livra daqui e nos leve para o teu reino, nos tire do lugar de opressão",
só que muitas vezes nosso interesse em sair da opressão é muito egoísta e Deus está ansiando para que a gente realmente seja um peregrino como Abraão,
com os olhos desejando, os olhos no plano de Deus, com os olhos naquilo que Deus deseja fazer,
Deus deseja algo maravilhoso que enche a terra com o conhecimento dele, restaurar a natureza, trazer harmonia entre animais carnívoros e animais não carnívoros,
acabar com a morte, acabar com a luta, acabar com o conflito, trazer paz para toda a terra, é maravilhoso, mas ele precisa de uma terra, ele precisa de um lugar,
ele precisa de uma base em parceria conosco e nós somos peregrinos desejando, nós, às vezes, nos sentimos estranhos, não pertencentes,
às vezes até no meio de pessoas onde nós tivíamos nos sentir bem, porque nosso lugar não é aqui, a partir do momento, o anseio por pertencimento vem desde pequenininho,
as crianças vão para a escola, não querem ser diferentes, eles querem pertencer, a gente gosta, os adultos, a gente quer ficar no meio de pessoas que pensam como nós,
a gente quer estar com pessoas que torcem pelo mesmo time, a gente quer estar com pessoas que pensam na mesma classe social, que gostam das mesmas coisas,
dos mesmos passatempos, a gente quer estar junto com quem tem a mesma ideia política, nós somos peregrinos, o reino de Deus não é partido A, partido B,
sistema econômico, sistema religioso, nós não somos pertencentes, esse tema saltou para mim quando eu ouvi Jacob falando assim, os dias da minha peregrinação,
ele classificou a vida inteira dele e a vida inteira de Abrão e a vida inteira de Isaac como uma vida de peregrinação, como uma vida de ainda que, não, Deus deu Canaã, esse aqui é o nosso lugar,
Egito não é nosso lugar, de jeito nenhum, Arã não é nosso lugar, a gente não vai voltar para o Ur dos Caldeus, para a Babilônia, de jeito nenhum, mas mesmo em Canaã, nós temos que aguardar,
nós temos que olhar, esperar, Deus agir, porque é a promessa dele, mas como que vai possuir hoje, como é que vai resolver o problema de palestinos e terroristas e Irã e tanta coisa, como é que vai resolver, não tem um lugar,
muitas pessoas falaram depois de 7 de outubro, o povo judeu que saiu da Europa, da Rússia, não sei da onde, para ficar livre de perseguição, eles foram perseguidos, foram mortos,
massacrados, torturados na própria terra deles, então isso significa que nós temos que olhar para Deus, a peregrinação é uma espera em Deus, a peregrinação é você falar assim,
aqui o senhor prometeu, eu não estou ansiando para ir embora, para escapar, para achar um lugar onde não tem sofrimento, mas eu quero um lugar onde o senhor vai estabelecer e onde o senhor vai colocar o teu reino,
a família de Jacó vai para o Egito, mas Deus está preparando, Ele não vai deixar que eles fiquem prósperos, felizes, estabeleçam raízes e fiquem para sempre,
às vezes Deus nos coloca no Egito, às vezes Deus nos coloca até em lugares onde nós podemos prosperar por um tempo, mas pode ter certeza que não é ali, não é ali a nossa terra, não é ali a nossa vocação,
não é ali que nós vamos parar, nós precisamos achar o lugar como Davi procurou, o lugar da sua habitação, o lugar de Deus ficar conosco, o lugar onde Deus vai estabelecer o sistema dele.
Senhor, que nós possamos ser os teus peregrinos, que nós possamos manter vivos essa visão e sabemos que o senhor vai nos ajudar, muitas vezes nos incomodando, muitas vezes nos fazendo passar por situações como o povo iria passar no Egito,
para que nós não nos esqueçamos, para que jamais tentemos formar a nossa cidade, o nosso reino, a nossa prosperidade, que nosso desejo seja realmente que o senhor tenha uma herança, um lugar para colocar os teus pés e para habitar conosco para sempre,
que o nosso desejo, que o nosso sonho e que a nossa peregrinação seja com isso em mente pedimos em nome de Jesus. Amém.

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