VOL. 38 – O PERÍODO INTERTESTAMENTÁRIO (DE MALAQUIAS A MATEUS)
O centro de todo o plano de redenção na história é a vinda de Jesus, o Deus que se tornou totalmente humano a fim de nos resgatar. Tudo o que foi registrado nas Escrituras do Primeiro Testamento aponta para ele e tudo o que aconteceu depois tem fundamento na primeira vinda e aponta para a Segunda Vinda. Por isso, o estudo do período intertestamentário, ou seja, o período de tempo que transcorreu depois do encerramento do cânon do Primeiro Testamento e o início do Novo Testamento ou Nova Aliança, tem um objetivo central: entender como esse período contribuiu para a “plenitude dos tempos” de Gálatas 4.4, o tempo perfeito para a vinda do Messias. Jesus foi a solução perfeita preparada por Deus para redimir o homem, porém não podia vir enquanto o tempo não fosse perfeito. Talvez não tenhamos capacidade de entender todas as razões para isso, mas devemos estudar toda a história com isso em mente: a plenitude dos tempos para a primeira vinda e a plenitude dos tempos para a segunda vinda.
Para enriquecer mais seu conhecimento recomendamos a leitura:
- Artigos da Revista Impacto – edição 66 – Deus quer morar na Terra
- Livro: A Patrola de Deus

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Transcrição
Hoje nós estamos iniciando um novo período, uma nova parte, nova etapa do nosso estudo e como é o período chamado intertestamentário que fica entre o primeiro testamento que nós chamamos de antigo testamento e o novo testamento entre os livros de Malaquias e o livro de Mateus na sequência da ordem dos livros da nossa bíblia.
Então esse período é chamado intertestamentário e é um período de 400 anos mais ou menos, então como nós não temos na maioria das bíblias, existem bíblias católicas que tem alguns outros livros como principalmente os livros dos macabeus, mas na maioria das bíblias, as bíblias aceitas, o canon aceito pelos evangélicos, pelos protestantes,
nós não temos um livro na bíblia para registrar esse período, então nós não vamos falar assim "ah vamos abrir no livro de Malaquias, no livro de Mateus, algum outro livro da bíblia" porque nós vamos muitas vezes fazer referências a outras partes da bíblia, mesmo o livro de Daniel,
ele fala, tem profecias a respeito desse período, mas nós não temos livros na nossa bíblia que relatam, então vai ser diferente o estudo sistemático da bíblia, nós estamos acompanhando o período, nós estamos acompanhando o plano da redenção e nós queremos entender a sequência desse plano de redenção,
e embora não tenha mais uma vez um livro na nossa bíblia que relate isso, é um período da história, e para nós virarmos a página como nas nossas bíblias acontece, terminou o livro de Malaquias, você vira a página, tem geralmente uma página em branco, uma página com título, agora começou o novo testamento,
é como se não tivesse mais nada a ser informado, nada que tenha a ver com o plano de redenção entre esses dois livros, mas nós vamos estudar esse período de tempo, porque nós não temos como entender de uma forma mais completa o tempo de Jesus, a vinda de Jesus, sem olhar para esses acontecimentos,
porque o mundo, imagina, nós estamos no ano de 2026, imagine se nós voltássemos o relógio do nosso tempo para 400 anos antes, imagina o mundo do ano de 1600 e pouco, 1626, vamos voltar a 400 anos, um mundo totalmente diferente,
hoje o mundo muda num ritmo mais acelerado, então nós teríamos mudanças de 100 anos para cá, já mudou muito, de 20 anos para cá, já muda muita coisa, mas imagine mesmo naquele tempo mudar 400 anos, nós não temos como entender plenamente,
ninguém vai deixar de aceitar, de entender a mensagem de Jesus, porque não estudou esse período, a Bíblia que nós temos tem todas as informações, nós podemos mesmo seguir o plano de redenção do primeiro testamento para o segundo,
mas vai fazer falta, porque nós não podemos entender plenamente as implicações, o contexto, a razão porque Jesus falou, os grupos, a situação política, tantas coisas que fizeram parte do mundo de Jesus,
é muito difícil você entender isso de uma maneira mais completa, o que nos interessa muito entender com mais plenitude, de uma forma mais completa o que Jesus falou, como ele viveu, o que ele enfrentou no tempo dele para nós podermos aplicar para o nosso tempo.
Nós estamos há 29 anos estudando o primeiro testamento, então logicamente estamos ansiosos para virar a página do último livro do primeiro testamento e já começar a ver Jesus no novo testamento,
mas como nós estamos fazendo um estudo um pouco mais profundo, queremos entender essa sequência do plano de redenção, como nós queremos de fato não só ver Jesus isoladamente, que é muito válido,
você pode pegar as palavras de Jesus sem nenhum conhecimento da história anterior, você pode ser impactado, quantas pessoas já foram impactadas lendo as palavras de Jesus sem nenhum conhecimento do que passou antes,
mas para entender o plano de redenção, nós precisamos realmente entender essa sequência e os 400 anos entre Malaquias e Mateus são muito necessários para entender isso.
Vamos orar e pedir ajuda do nosso mestre, do espírito da verdade, daquele que pode nos levar a toda a verdade para podermos realmente ter esse pleno entendimento do que Deus deseja para nós entendermos desse período.
Nós somos gratos a ti pela dádiva imensa das Escrituras, nós somos mais gratos ainda pela dádiva incomparável de Jesus que veio para ser homem, para poder comunicar a tua verdade para nós,
e nós queremos agora olhar para, já olhando mais de perto para a tua primeira vinda, nós queremos entender o que preparou o caminho para que o senhor pudesse vir.
Nós pedimos a tua ajuda, pedimos a tua iluminação e pedimos que aquilo que realmente vai nos ajudar a chegar mais perto de ti seja muito claro para nós, pedimos isso em nome de Jesus, amém.
Eu vou ler um texto, eu falei assim que normalmente a gente não vai ter como seguir esse período olhando para textos bíblicos,
mas sempre vamos usar as Escrituras, vamos continuar usando textos bíblicos para jogar luz, para entender o plano de redenção e aquilo que aconteceu e que nós vamos examinar nesse período entre os dois testamentos.
Mas só para ser um texto muito chave, muito fundamental, para a gente entender a importância de estudar tudo que vem antes de Jesus.
Como eu falei, é possível você ser tocado, você ser transformado, muitas pessoas foram transformadas simplesmente por conhecer as palavras de Jesus totalmente fora de todo o contexto histórico,
porque ele veio, ele entrou na história humana e as palavras dele, a mensagem dele, a vida dele falam para todas as épocas e todas as pessoas.
Mas quando nós olhamos para o plano de Deus para redimir o homem da queda, para restaurar o seu plano original de implantar um reino na terra,
de levar ao cumprimento o que estava no coração dele, Deus desde o princípio, então se torna necessário conhecer melhor toda a sequência histórica.
E nós vamos voltar a falar isso sempre falando e sempre repetindo essa verdade de que Jesus é o centro de todo o plano da redenção.
Você pode ver apontamentos, você pode ver como Deus estava desde as primeiras páginas da Bíblia, desde os primeiros acontecimentos, desde todo o começo da história.
Jesus sempre foi o centro, não foi um plano que Deus teve que inventar depois, é difícil a gente explicar isso em termos humanos,
porque Deus não queria que o homem pecasse e eu jamais acreditaria de que Deus criou o homem e já pensando, já planejando, já queria que o homem pecasse para que o plano de redenção viesse.
Não combina com um Deus que sempre quer fazer o que é perfeito, o que é justo, o que é maravilhoso.
Então, mas Deus nunca esteve enganado, Deus nunca foi pego de surpresa, então Deus tinha um plano, a Bíblia fala isso,
antes da fundação do mundo ele já tinha um plano para resolver o que aconteceria, o que aconteceu de fato depois da criação.
Então, o centro, o foco de toda a história é a vinda de Jesus a primeira vez e agora a vinda de Jesus a segunda vez.
Todo plano de Deus está intimamente relacionado, está fundamentado, o foco de toda a história foi Jesus vir a primeira vez e como a vinda dele só seria completa, só completaria, consumaria tudo com a segunda vinda,
então nós ainda estamos olhando para o centro de toda a história que é Jesus. Mas uma coisa importante que muitas vezes nós não pensamos nessa implicação
é que muitas vezes eu já fiz essa pergunta pensando se no jardim do Éden, depois do pecado que Deus já tinha em sua mente antes, mas depois do pecado que Deus disse para a serpente que a semente da mulher esmagaria a cabeça dela da serpente,
então se Deus já tinha preparado isso, se Deus já sabia qual era a solução desse erro fatal do pecado do homem,
por que Jesus não veio logo em seguida? Por que precisou esperar tanto tempo? Esse texto a gente vai lembrar dele muitas vezes como fundamento da razão de estudar esse período.
É um dos pontos principais por que estudar esse período de tempo já que nas nossas Bíblias nós não temos livros que falam sobre isso e muitas pessoas, a maioria dos teólogos, a maioria dos estudiosos da Bíblia chama esse período de, pode ser chamado período intertestamentário,
que eu acho que faz mais sentido porque é um período de tempo que ocorreu entre o final do que nós temos escrito no primeiro testamento e o início do novo testamento.
É também chamado período interbíblico, que pelo menos na minha cabeça não faz tanto sentido porque seria no meio da Bíblia interbíblico, mas não tem duas Bíblias, então eu acho que faz mais sentido chamar de intertestamentário,
mas esse período também é chamado dos 400 anos de silêncio, 400 anos de silêncio em que não havia, não houve profeta, não houve escrituras, não houve, e para nós assim, na nossa Bíblia ela assim é uma lacuna, não tem registro desse período.
Então nós vamos discutir isso, existem estudiosos, existe uma linha de pensamento de que não houve silêncio, Deus não parou de falar nesse período,
então nós vamos estudar, nós vamos analisar, tem muitas, nós temos muitos documentos, muitos escritos nesse período, os mais famosos são os livros dos Macabeus, mas nós vamos olhar durante os próximos estudos sobre esse período e sobre essa alegação de que houve silêncio.
Mas eu quero que vocês me acompanhem que em Galatas, a carta do apóstolo Paulo aos Galatas 4.4 tem um versículo muito chave, muito importante para a gente entender a vinda de Jesus dentro do plano de redenção.
Galatas 4.4, "mas vindo à plenitude dos tempos, Deus enviou seu filho, nascido de mulher, nascido sob a lei".
Você sabe que Paulo foi um apóstolo que abriu muito essa questão, depois nós temos também a carta aos hebreus, que alguns pensam que foi Paulo também que escreveu, mas não tem prova disso,
que também fala sobre essa questão da aliança, das primeiras alianças, a aliança mosaica e a nova aliança, então Paulo falou muito sobre isso, o livro dos hebreus também fala sobre isso,
então ele fala que "vindo à plenitude dos tempos, vindo à plenitude dos tempos, Deus enviou seu filho". Olha o que está implícito nessa frase, significa que Jesus, Deus que já tinha planejado,
Deus que tinha isso em mente, no seu plano perfeito, ele sabendo o que aconteceria, não querendo que o homem pecasse, mas sabendo que o homem iria pecar,
Deus já tinha solução e levou, de acordo com algumas cronologias, assim genealogias, mas esse tempo realmente não dá pra afirmar que foi só esse período, mas entre a criação de Adão, a criação do homem,
e a vindo de Jesus foram pelo menos quatro mil anos, provavelmente bem mais, então por que tanto tempo? Por que tanto tempo Deus esperando?
Tem vários lugares que afirmam que Deus aguarda, que Deus espera, Ele deseja fazer algo, não é só porque Ele é Deus e Ele não tem limitação de tempo,
Deus sente o nosso drama, você não pode dizer assim "Deus faz isso", porque pra Ele o tempo não importa, você tem que entender que Deus é Pai,
que Deus nos criou, que Deus não deseja sofrimento, que Deus não faz nada pra prolongar o nosso sofrimento, naquele livro que eu sempre cito "A Patrola de Deus",
ele fala que a pergunta é "Por que Moisés teve que esperar 40 anos no deserto pra estar pronto pra libertar Israel do Egito?"
E a resposta é que a preparação de Deus na vida de Moisés em 39 anos não estava completa, por que ele ficou 40 anos?
Deus não queria que fosse 40 anos, Deus não queria que Israel ficasse na opressão por 430 anos no Egito, a razão, a resposta que muitas vezes Deus não explica todos os detalhes,
a todas as razões pra gente entender, mas o que nós podemos entender é que Deus não fez em 38, ou 30, ou 25 anos na vida de Moisés porque não foi possível completar a preparação.
Então esse versículo de Galatas 4.4, grave esse versículo porque essa frase é fundamental pra gente entender, é a motivação pra estudar esse período de tempo,
porque aqui está dizendo "vindo à plenitude dos tempos, Deus enviou seu filho", então isso significa que Deus não podia enviar seu filho antes,
porque ele só podia enviar na plenitude dos tempos, plenitude dos tempos pra quem? Praquilo que Deus estava preparando,
praquilo que precisava estar, cada aspecto do plano de Deus tinha que estar no seu lugar.
Deus não iria enviar seu filho, seu filho precioso pra vir ao mundo e não está maduro, não está preparado, não está nas condições necessárias
para que a obra de Jesus pudesse ter seu máximo efeito. Então essa frase significa que nós precisamos, assim como estudamos todo o plano de Deus,
o que está registrado nas Escrituras, estudamos todo o plano de Deus pra entender exatamente o que Deus estava preparando, o centro é Jesus,
a consumação é Jesus, mas o próprio Jesus, o filho de Deus, o todo poderoso, aquele que realmente iria redimir, resgatar o homem,
ele não poderia fazer isso dentro do plano de Deus, porque Deus poderia ter feito um outro plano,
Deus poderia ter feito um plano em que não precisasse da cooperação do homem, mas isso não condiz com a natureza de Deus,
isso não condiz com o plano de Deus do jeito que ele é, do jeito que ele formulou e nós só vamos ficar cada vez mais atônicos, admirados,
surpreendidos com a riqueza, com a sabedoria de Deus, como ele faz tudo perfeito e obviamente nós estamos diante de uma outra plenitude dos tempos,
que a Bíblia também fala que é a respeito da segunda vinda, mas não vamos falar sobre isso agora, vamos focar na primeira vinda de Jesus,
e em concordância com esse texto de Gálatas, vocês se lembram que João Batista quando abre as páginas do Novo Testamento,
por exemplo, Marcos que não fala nada a respeito do nascimento de Jesus, ele já entra direto com João Batista proclamando e Jesus logo em seguida falando,
como que o Ministério de Jesus começa? Começa com João Batista falando, depois Jesus falando a mesma coisa de que o tempo está cumprido,
o tempo está pronto, já chegou a hora, Deus chegou, o momento chegou em que Deus pode realmente agir,
então essa palavra de Gatos 4.4 e a mensagem de João Batista e Jesus dizendo, o tempo chegou, o tempo chegou, agora o reino de Deus vai se manifestar na pessoa de Jesus,
então com toda essa empolgação que nós devemos ter pra entender essa mensagem, essa vida e não só uma mensagem teórica,
mas realmente o fato de Deus ter invadido a história, de Deus ter mudado a história e mesmo as pessoas que não acreditam na obra de Jesus,
que não acreditam no plano de redenção, todo mundo sabe que a história da humanidade é dividida em antes de Cristo e depois de Cristo,
então Jesus mudou a história, Jesus mudou o rumo das coisas, mas nós precisamos entender um pouco melhor sobre esse período que veio logo antes da vinda de Jesus,
pra nós entendermos essa plenitude dos tempos e eu não estou, não quero dar nenhuma falsa esperança,
eu costumo fazer perguntas e depois logo faço a minha colocação de que eu não tenho a resposta plena pra essa pergunta,
eu não sei de todos os fatores que estavam na mente de Deus, eu não sei quais eram todas as condições que Deus exigia,
que Deus queria preparar pra que Deus pudesse falar assim, não chegou a hora e realmente eu posso mandar meu filho,
eu não tenho todas as respostas, mas nós podemos investigar, assim como nós investigamos pra segunda vinda, que nós não sabemos exatamente quais são todas as condições para a volta de Jesus,
mas sabemos de muitas, de algumas delas e podemos trabalhar, podemos viver, podemos ordenar nossa vida de acordo com isso, ok?
Bom, eu fiz uns rabiscos aqui que eu sei que é bastante difícil de ver, eu também coloquei, nós temos pra acompanhar essa aula um esboço,
que tem essa segunda parte aqui bem mais bonita, bem mais bem feita, assim mais claro pra ver, mas eu coloquei aqui pra gente poder trabalhar um pouquinho nessa introdução,
hoje é só algumas coisas introdutórias pra gente poder entrar nesse período de tempo e entender o porquê e entender algumas condições necessárias.
Então primeiro eu queria essa linha de tempo aqui na parte de cima da folha pra gente entender os 400 anos de essa ideia de que eram 400 anos de silêncio,
e só pra ter assim um pouquinho de noção da história e se teria algum precedente na história e na relação com as escrituras,
se teria algum precedente de um outro período de silêncio comparável com este aqui.
Então nessa linha do tempo aqui eu coloquei aqui no início a criação do homem e normalmente a gente coloca aqui porque com base nas genealogias dadas na Bíblia,
há muitos anos, vários séculos, chegou-se a um cálculo de que o início da história na Bíblia, o início da história da criação do homem seria 4000 anos antes de Cristo,
e depois vieram muitos estudos científicos e arqueológicos, etc, etc, a idade da terra, a idade quando os arqueólogos descobrem civilizações anteriores,
muitas de acordo com os estudos, de acordo com os métodos de data, tem muitas civilizações, muitos acontecimentos, muitos artefatos e restos de civilizações humanas
que tem uma data muito mais do que 4000 anos antes de Cristo, e a Bíblia não afirma, essa é uma dedução, tem muita gente que lê a Bíblia
e acha assim, falar que o homem foi criado há mais de 4000 anos antes de Cristo é negar a Bíblia, não, a Bíblia não afirma isso, isso não é,
nós não precisamos confiar mais na ciência, mais nos métodos arqueológicos do que na Bíblia, não estou falando isso, é possível que os homens,
que os métodos, que as coisas, a maneira como eles têm descoberto as coisas, pode ter falhas, mas isso não é fundamental, a gente não precisa ter esse dado concreto, esse dado exato
para poder crer na Bíblia que a Bíblia é a palavra inspirada por Deus, porque a própria Bíblia não faz nenhuma questão de afirmar isso,
não é uma pretensão bíblica de afirmar números de anos, e a gente vê, muitas vezes, nas próprias genealogias, às vezes eles pulavam gerações,
então eles não tinham essa preocupação com determinar números exatos, eles trabalhavam muito com simbologia,
e tem muitos exemplos disso que a gente consegue provar pela própria Bíblia que a contagem de anos às vezes não era uma contagem matemática exata,
então nós não precisamos saber exatamente a data da criação do homem, e outra vez, não estou propondo que a gente acredite mais em algum método científico, humano, arqueológico,
mais do que a Bíblia, é que a própria Bíblia não faz questão de afirmar isso, então são muitas incertezas, nós não temos como ter dados exatos sobre isso,
mas o que eu quero colocar, a Bíblia, no livro de Gênesis, onde começa a história, onde começam os relatos,
o livro de Gênesis não tem nenhuma pretensão de contar toda a história humana, na verdade, todo relato histórico que nós temos nas Escrituras
não pretende contar a história de outras civilizações, a intenção dos relatos bíblicos é relatar a história do plano de redenção,
focando na vida do povo que Deus escolheu e que Deus preparou para ser seu instrumento de redenção para toda a humanidade.
Então, o que acontece no livro de Gênesis, nós temos uma grande lacuna, tem muitos anos de silêncio, tem muitos períodos,
antes de Noé, depois de Noé, nós temos muitos períodos que não tem muito relato, que não tem muitos detalhes.
Então, o que nós temos nas Escrituras a partir de Abraão, e esses números também, sim, são aproximados, não é exato, mas a afirmação que eu quero fazer é que
a partir de Abraão, nós temos alguns fatos que a Bíblia registra, sobre a criação, sobre a entrada do pecado, sobre o dilúvio,
então nós temos alguns fatos nesse primeiro período de mais de dois mil anos, provavelmente bem mais, sem muitos relatos.
Mas a partir de Abraão, sim, final de Gênesis 11, a partir da entrada de Abraão na história do chamado de Deus para Abraão, nós temos uma sequência histórica ininterrupta
até chegar ao último livro do primeiro testamento, que é Malakias. Ininterrupta, mas sim, houve um período em que, embora houvesse uma descrição bem resumida,
mas foi um período de silêncio. E esse período eu coloquei aqui, então nós temos de Abraão, Moisés, essa data aproximada de 1500,
alguns falam que foi 1400, outros falam que foi 1200, o Êxodo também não tem uma data muito precisa, os estudiosos chegam às suas conclusões,
mas não tem muito consenso sobre isso. Então, se os 400 anos, a Bíblia fala que Deus falou com Abraão que a sua descendência ficaria no Egito 400 anos,
no livro de Êxodo fala que foi 430 anos, depois de 430 anos que Deus ouviu e enviou Moisés. Mas então tem discussões sobre esses 400 anos,
começa com quem? Lá atrás com Abraão, foram 400 anos de escravidão, isso aí nós não temos certeza, mas o que eu coloquei aqui é que entre o final do livro de Gênesis
e o início do livro de Êxodo, nós temos um período sim de silêncio. Como eu falei, talvez não tenha chegado a 400 anos só esse intervalo
entre José e a vinda de Moisés, que inclusive Moisés nasceu e se passaram 80 anos depois do nascimento de Moisés, foi com 80 anos de idade que realmente
ele chegou o momento de Deus tirar o povo do Egito. Mas enfim, a questão aqui não é o número exato, mas que houve realmente um período de silêncio.
Nesse período de silêncio, então nós não temos nenhum registro de um outro patriarca, alguém que se destacou como José,
ou que Deus apareceu e falou com alguém, ou que Deus tenha enviado alguma mensagem, algum recado, nós não temos nada disso.
Porém, nós temos que depois desse período passar, nós temos uma família como os pais de Moisés, a mãe de José, a irmã de Moisés,
que eram pessoas que temiam a Deus, as parteiras que eram pessoas que temiam a Deus e toda nação. Eles tinham unidade, eles estavam juntos.
Então, apesar do período de silêncio, houve um tempo de muita fidelidade. Então, esse é um período de silêncio que tem e seria, ao meu ver,
o único período a partir de Abrão até chegar em Malaquias, é o único período que nós temos assim de silêncio.
Agora, nós vamos começar a falar desse período de silêncio, mas nós vamos ver se houve silêncio, se não houve, o que estava acontecendo,
quais foram as mudanças grandes que aconteceram. Então, eu vou dar só um panorama aqui nesse diagrama de baixo.
Aqui em cima nós temos essa linha de tempo, Moisés, Davi, o cativeiro que começou por volta do ano 600,
Malaquias que seria por volta do ano 400 e esse período intertestamentário que entra em Malaquias e a vinda de Jesus.
Então, esse período de 600 a Jesus está mais ampliado aqui embaixo nessa outra linha de tempo já para entender melhor.
E no esboço que você tem dessa aula, você encontra na última página do esboço dois diagramas que mostram esses períodos.
Na verdade, esses 400 anos são divididos em quatro períodos e só quero explicar um pouquinho essa cronologia
para depois terminar falando um pouco sobre o que nós podemos esperar e como nós vamos abordar esse período.
Então, olhando aqui embaixo, nós vamos falar de um período de 400 anos.
Então, eu começando a 600 para vocês terem uma ideia do que estava acontecendo.
Então, nessa linha aqui eu coloquei só para ter mais ou menos as referências.
O ano 600, o ano 300, o ano 150, o ano 50 não são datas de acontecimentos,
é só para você entender a sequência numérica, o que está acontecendo aqui.
Agora, aqui em cima tem os números exatos desses períodos.
Então, o cativeiro babilônico de 70 anos foi mais ou menos do ano... você vai encontrar pequenas variações.
Às vezes as pessoas, os historiadores, os estudiosos, às vezes diferem um ano ou dois, mas é sempre mais ou menos dentro desses números.
De 605 a 536, o cativeiro na Babilônia.
Lembrando que antes, mais de 100 anos antes, teve o outro cativeiro das 10 tribos para a Síria.
Nós vamos falar sobre Daniel, mas lembra que Nabucodonosor teve um sonho no capítulo 2 de Daniel
e o próprio Daniel, depois do capítulo 7, ele também recebeu uma visão.
Tanto no sonho do capítulo 2 de Daniel quanto na visão que Daniel recebeu no capítulo 7, nós temos quatro grandes reinos.
Então, por isso também estou começando aqui com o cativeiro babilônico, porque Nabucodonosor era o rei da Babilônia,
ele é o primeiro desses quatro reinos, depois a Pérsia, depois a Grécia, aqui tem o período dos Macabeus,
que não faz parte dessa sequência de quatro reinos, e depois a Roma.
Então, nós temos esses quatro períodos que fazem parte... o Daniel recebeu uma revelação do que viria logo em seguida.
Então, nós não temos livros na nossa Bíblia que falam do período intertestamentário, mas Daniel teve visões que já apontavam,
que já mostraram, essas visões mostraram mais ou menos o que aconteceria nos acontecimentos mundiais desse período.
Então, Babilônia foi o primeiro, foi o período do cativeiro na Babilônia.
O cativeiro acabou quando Ciro, rei da Pérsia, derrubou, o governo derrubou o poder da Babilônia,
e liberou os cativos, os exilados, para voltarem para a sua terra.
Então, nós temos aqui o império Medo-Pérsia, que vai desde a queda.
Ciro já era rei da Pérsia antes, mas quando ele derrubou o império babilônico, então, Ciro assumiu e começou o poder do império persa,
que foi até 331, às vezes colocam 332, assim, também tem pequenas variações nesse número.
Depois vem o período grego. O período grego agora é esse. Esse aqui depois a gente vai explicar um pouco melhor,
mas agora só para a gente entender o que nós estamos estudando.
O império grego, na verdade, assim, como um império só, durou muito pouco, que foi só o tempo de Alexandre o Grande.
Quando ele morreu, muito jovem ainda, o império dele foi dividido entre seus generais, então foi repartido em várias partes.
Mas o que interessa para nós é o estudo do que está acontecendo com o povo de Israel.
E lembrando que o meu objetivo aqui, esse aqui só tem interesse para nós nesse estudo, por causa do que aconteceu com o povo de Deus, com o povo de Israel nesse período.
E o que Deus estava fazendo para preparar o caminho para a vinda de Jesus?
Então, nós não vamos ficar estudando muitos pormenores, mas tudo isso aqui, Babilônia conquistou o que restava de Israel, restava de Judá.
Então, é por isso que interessa para nós o Império Babilônico.
A Pérsia, o Império Pérsia, tomou conta depois e dominou toda a região por muitos anos e isso também teve influência sobre o que estava acontecendo com o povo de Israel.
O período grego é porque mesmo depois da morte de Alexandre o Grande, aí nós podemos lembrar de Daniel 11, que fala sobre o Rei do Norte, o Rei do Sul,
porque depois de Alexandre, duas partes, dois fragmentos do seu império que foram da Síria e do Egito.
Então, essas duas partes ficaram dominando a parte de Israel nesse período de 331 até 167.
Depois nós vamos ver que os Macabeus só conseguiram autonomia total uns 20 anos depois.
Mas o período Macabeu no mundo continuou o período grego, mas para nós que interessa saber o que estava acontecendo com Israel é chamado período Macabeu.
Foi durante esse período que houve um pequeno intervalo, 100 anos mais ou menos, em que eles se tornaram independentes.
O período grego continuou no mundo, mas Israel conseguiu um período de autonomia, mas depois veio o período romano no ano 63 e foi nesse mundo que Jesus nasceu.
Depois nós vamos olhar mapas e outras coisas, mas é uma coisa interessante para observar.
Se você olhar no mapa desses impérios, depois é fácil você encontrar, mas nós podemos compartilhar mapas de cada um desses impérios.
Qual foi o tamanho e qual a abrangência do Império da Babilônia? Qual foi a abrangência do Império Persa?
Qual foi a abrangência do Império que Alexandre o Grande conquistou e depois como é que ficou repartido? E qual foi a abrangência do Império Romano?
E um ponto muito importante, isso teve bastante influência, que mudou bastante o mundo.
Cada um desses impérios mudou o mundo, afetou, influenciou de várias maneiras.
Isso também fazia parte do que Deus estava esperando acontecer para poder enviar Jesus.
Mas esses três impérios, mesmo do período grego, se você olhar no mapa, a sede do império e a grande maioria do mapa do império ficava para a parte leste, para a parte da Ásia.
Então o domínio sobre Israel veio das partes hoje, que são Irak, Irã, que ficam para o leste. A Grécia já começou com um império partindo da Grécia, que fica na Europa, que fica na parte oeste, fica na direção oeste.
Só que nesse período quem realmente influenciava, quem dominou Israel nesse período, foram a Síria e o Egito, que eram próximos.
Então o primeiro império que realmente dominou o Oriente Médio, a região de Israel, que veio sim de outra direção, que é do oeste, foi o Império Romano.
Esse é só um dos aspectos que nós podemos observar aqui.
Ok, então o que nós vamos fazer nesse estudo é, nós vamos olhar onde que ficam os 400 anos.
Veja, olha nessa linha de tempo aqui debaixo.
Os 400 anos começam no meio do período persa.
Então os livros que nós temos, nós já estudamos, os livros na Bíblia que fazem parte desse período persa, são Esdras, Nehemias, Esther, Ajeu, Zacarias e Malaquias.
Todos esses livros pertencem, relatam, têm relação com esse período persa.
Então nós temos desse período, são mais ou menos 200 anos de domínio persa, 536 até 331, aproximadamente 200 anos, que durou o Império Persa.
Durante a primeira parte, os primeiros 100 anos, mais ou menos, cento e poucos anos, nós temos relatos bíblicos.
Então uma parte desse Império Pérsio nós temos relatos bíblicos, nesses livros que citei.
Agora os 400 anos então começam com a última parte, a última parte do período persa e depois já passa para o período grego.
Então o que nós vamos fazer? Nós vamos primeiro olhar o período persa.
Então vai ser o primeiro foco do nosso estudo, não estudar, ah, então teve esse rei, esse outro rei, as guerras deles e os problemas.
Não, o que nos interessa aqui é o que estava acontecendo com o povo de Israel.
Então nós vamos examinar algumas coisas, a gente vai pegar inclusive daquilo que temos, já temos os fatos, vamos recapitular, às vezes alguns pontos.
No esboço eu coloco um resumo que eu não vou falar agora, mas tem um resumo daquilo que aconteceu após o exílio babilônico que nós já estudamos.
Então nós temos, tem esse resumo para você acompanhar que você pode olhar depois e em alguns momentos a gente pode fazer referência a algum desses pontos.
Mas nosso foco agora, só vou terminar hoje falando um pouco sobre o que a Bíblia, o que nós temos de escrituras bíblicas falando sobre esse período.
E como eu já mencionei, é que nosso foco é estudar como esse período preparou o caminho para a vinda de Jesus.
Então nós queremos examinar todas as mudanças, aquilo que estava acontecendo, o povo de Israel, eles foram para o exílio, nunca voltaram todos.
Nunca houve um retorno completo, nós temos as dez tribos que foram espalhadas que ninguém nem sabe o que aconteceu com elas.
E nós temos o exílio da Babilônia que um pequeno grupo voltou, então os judeus da diáspora, os judeus espalhados pelas nações,
que começou nessa época do cativeiro babilônico, mas continua até hoje porque os judeus foram espalhados de novo depois do ano 70.
Então esse fenômeno dos judeus espalhados pelas nações, nós temos até hoje, que tem a nação de Israel restaurada, mas os judeus, muitos deles continuam nas nações no Brasil inclusive.
Mas o que estava acontecendo? O que estava acontecendo com Israel? Eles voltaram nos livros de Ézras e Nehemiah, eles voltaram, reconstruíram o templo, reconstruíram os muros da cidade Jerusalém,
lutaram para preservar a sua fidelidade, lutaram para se tornarem uma comunidade fiel a Deus, isso faz parte dos requisitos.
Por um lado, nós podemos dizer que Deus não poderia enviar Jesus, que teria que vir como uma parte da nação de Israel, um descendente de Davi,
não um descendente de Davi em algum lugar espalhado pelo mundo, mas teria que ter uma nação, teria que ter um povo na terra, então Deus estava preparando esse caminho já desde o retorno da Babilônia.
Ele já estava preparando, 500 anos antes da primeira vinda de Jesus, ele estava preparando, porque para Jesus vir, o povo teria que estar na terra.
Mas por alguma razão que nós não entendemos bem, é um fato que talvez a gente não saiba muito como interpretar, mas Deus não enviaria Jesus para uma nação independente,
para uma nação já restaurada, para uma nação já com rei, descendente de Davi no trono, e aí Jesus ia nascer já como herdeiro do trono, ou Jesus ia vir para tirar algum impostor do trono?
Não, Jesus veio para uma nação que estava na terra, mas que não tinha. Na verdade, as pessoas parecem por Maria e José serem pessoas muito simples, muito comuns, muito desconhecidas.
Jesus nasceu, a descendente de Davi não tinha proeminência. Jesus nasceu sim como descendente de Davi, mas a descendente de Davi, nós vamos seguir isso um pouco, embora Zorobabel fosse um descendente de Davi,
e ele voltou como líder dos exilados retornando, mas depois de Zorobabel nós não temos mais ninguém da descendente de Davi assumindo a liderança. Então é outra questão também que queremos acompanhar, que faz parte,
como eu falei, nós podemos não entender os porquês, porque isso era necessário, mas é importante entender que Jesus veio como descendente de Davi, mas ele veio para uma família de Davi que estava já no anonimato.
O fato de José ser um descendente de Davi, ou Maria ser descendente de Davi, não dava a eles nenhum status, não dava a eles nenhuma importância. Então isso também fez parte da preparação que Deus queria para trazer Jesus.
Então eu vou ler agora um texto no livro de Daniel, porque como eu já mencionei, Daniel viu esses quatro reinos, ele estava no primeiro, e ele chegou ainda a ver, Daniel em vida, ainda viu o segundo dos quatro reinos que Deus mostrou para ele.
Ele ficou todo o tempo na Babilônia desde jovem, ele viveu no cativeiro babilônico, mas ele chegou também a viver dentro do reino persa.
Mas Deus mostrou para ele os outros reinos que viriam, e ele viu tudo isso, mas eu quero ler um texto que não fala sobre os quatro reinos, mas que é muito interessante, porque várias revelações que Deus deu para Daniel.
Tem esse capítulo 11 que mostra essa luta, essa gangorra entre os reis da Síria, os reis do Egito dominando Israel, então ele viu bastante detalhes, bastante coisas ali pela frente que aconteceriam.
Mas no capítulo 9, que é o capítulo 9 de Daniel, que é um dos grandes capítulos na Bíblia, mas sim de importância, tem a oração dele que é fantástica, e depois tem a revelação das 70 semanas.
E eu não vou falar sobre as 70 semanas em si, mas eu quero ler o texto no final do capítulo 9 que descreve as 70 semanas, porque justamente essas 70 semanas abrangem o período de tempo.
Tem as interpretações, o tempo do fim e tal, que não é nosso assunto de hoje, mas as 70 semanas, a revelação das 70 semanas, esse tempo das 70 semanas seria 70 vezes 7, 490 anos, mas abrange exatamente esse período de tempo que nós estamos chamando de período intertestamentário.
E que é a descrição resumida bíblica desse tempo que vai ser o nosso foco de estudo.
E a gente precisa lembrar, eu não quero falar muito sobre eschatologia agora, mas a gente precisa lembrar que as profecias bíblicas, o profeta, ele recebia uma visão, e ele muitas vezes, o próprio Daniel, ele via as coisas e não sabia interpretar.
O livro de Daniel termina ele ficando meio confuso e perguntando, e o anjo falando com ele, não se preocupe, você não vai entender isso agora.
Então os profetas, eles viam aquilo que Deus queria revelar, porque tem coisas que não nos ajudariam, nós temos uma curiosidade enorme, quem não gostaria de saber as circunstâncias, o tempo, a tribulação, o que vai acontecer com Israel, o que vai acontecer com Anticristo, quando que Jesus vai voltar, a gente quer saber essas coisas.
E isso não faz bem, não faria bem para nós, a gente ter dados absolutos, fatos exatos sobre o que vai acontecer, sequências, não.
Deus revelava aquilo que era importante e sempre a revelação de Deus só fica válida e só realmente revela algo quando nós queremos o propósito de Deus, tem uma chave, um código secreto para o plano de Deus, que não permite que pessoas curiosas, pessoas que queiram só saber fatos, mas não querem conhecer a Deus,
não se interessam com o coração de Deus, com o plano dele, com o coração dele, nós não vamos entender, e Daniel só entendeu porque ele era um homem que se dedicava a buscar Deus, ele queria Deus acima de tudo, o coração de Deus.
Então Deus revela para ele esse período intertestamentário, então a melhor descrição, muito resumida, não fala de todas as coisas, mas fala a respeito dessas 70 semanas,
mas lembrando então que as revelações muitas vezes tocavam em fatos que viriam no final, que aconteceria nesse tempo que Deus estava mostrando para ele, mas que só se cumpririam lá no final dos tempos, então tem as 70 semanas.
Vamos falar sobre as profecias de Isaías, Jeremias, Ezequiel, profetas menores, Oséias, que falavam sobre a restauração do cativeiro, a restauração do tempo de cativeiro,
Deus falava, vai ter o povo na terra, eu vou restaurar, vai ser como o jardim do Éden, os ossos secos vão ressuscitar, e David, vai ter um descendente David sentado no trono,
então eles viam a restauração do cativeiro, mas já olhando, Deus já mostrava aquele pico da montanha no fim, em que essa restauração seria uma restauração completa,
e uma das coisas que já vimos nos livros de Ézras, Eneemias e Malaquias, que termina falando de tantos erros, tantas coisas erradas com o povo de Deus, Deus tinha prometido,
e Deus renovou as promessas para Ageu, para Zacarias, Deus renovou as promessas de restauração, mas essa restauração plena, essa vindo do rei David, essa nova aliança, não aconteceu nesse período,
então quem estava voltando, eu imagino Ézras, um homem que queria Deus, Eneemias, provavelmente eles ficavam pensando, Deus, onde que está, onde que está o cumprimento daquilo que o senhor falou por meio de Jeremias, de Ezequiel, essas profecias de restauração,
então nós temos sempre esse aspecto de que o pleno cumprimento, a plenitude dos tempos, a consumação final não aconteceria nesse tempo, mas haveria várias coisas já apontando para isso,
então vamos ler esse resumo aqui, Daniel 9, começando no versículo 24, então o anjo veio para falar com Daniel, depois da oração dele, Daniel 9, 24, diz assim,
70 semanas estão determinadas sobre o teu povo, 70 semanas, então Daniel estava orando pela restauração, estava orando em favor de Deus trazer o povo para si mesmo,
não restauração, lembra para o povo sair do Egito, eles queriam uma terra que manasse leite e mel, eles queriam estar livre da escravidão, mas Deus estava querendo uma coisa muito superior,
que é a comunhão deles com Deus, então Daniel não estava preocupado só em tirar o jugo dos Babilôneos sobre Israel, ele estava preocupado em como Deus restauraria o nome dele, habitação dele, a causa dele,
então por isso Deus revelou para ele, você olha, 70 semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, então vamos lembrar isso,
isso a gente vai, nós vamos voltar para esse tema, mas eu quero voltar, eu quero enfatizar aqui o que eu falei no início, Jesus, a solução, o Redentor, nada, nada ia resolver em si,
todo o primeiro testamento é de falhas, Deus deu a lei, mas eles não conseguiam guardar a lei, Deus deu um rei segundo o seu coração, Davi, mas a sequência de Davi,
o próprio Davi e Salomão, eles não eram perfeitos, não conseguiam conduzir o povo, Moisés não conseguiu levar o povo para dentro da terra prometida, ele só chegou à margem,
então todo o primeiro testamento é assim, é isso que Deus quer fazer, mas não tem os recursos, mas não vai acontecer ainda, então sempre tem essa falha,
então a gente sempre pensa, bom, quem resolve as coisas é Jesus, enquanto Jesus não veio a primeira vez, não tinha solução, então quando Deus revela para Daniel,
70 semanas estão determinados sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer o que? Para vocês ficarem numa boa, para vocês ficarem numa vida próspera, numa vida feliz, não,
qual é o objetivo, o plano de redenção? Claro que quando Deus vier habitar conosco, claro que no reino de Deus vai ter prosperidade, vai ter saúde, vai ter alegria, vai ser maravilhoso,
mas você não pode buscar alegria, a prosperidade, a felicidade, a liberação de todos os problemas na vida, isso não existe como um fim em si mesmo,
então 70 semanas estão determinadas para fazer o que? Para fazer, cessar a transgressão, dar fim aos pecados e espiar a iniquidade, então é preciso ter uma solução para anular,
para remover, para tirar o pecado para sempre, porque enquanto nós tivemos esse potencial, essa vulnerabilidade para pecar,
pode ter, pode sair do Egito, pode voltar do cativeiro na Babilônia, pode ter benção sem fim, você pode ir para a igreja e Jesus curar e Jesus dá felicidade, mas enquanto não tem realmente essa solução,
ah, mas hoje na igreja nós temos a solução? Não, nós temos a primeira vinda de Jesus, mas falta algo porque essa coisa completa que ele está falando aqui não aconteceu ainda,
não porque a obra de Jesus na primeira vinda não foi satisfatória, mas porque a obra de Jesus na primeira vinda era o começo e ele só vai ficar completo quando Jesus voltar,
então precisa 70 semanas para fazer, cessar a transgressão, dar fim aos pecados, espiar a iniquidade e trazer, não é só negativo,
tira o pecado, tira limpa a casa, tira tudo que faz mal, mas para trazer a justiça eterna, então essa justiça é disso que Deus tem sede e Jesus disse "Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça",
não fome e sede de liberdade, de felicidade, de prosperidade, são consequências, mas nossa sede não é da consequência do fruto, nós queremos a essência,
o cerne de tudo que é justiça, que é comunhão com Deus, que é habitação com Deus, que é o reino de Deus funcionando plenamente, então para trazer a justiça eterna,
selar a visão, o que quer dizer selar a visão, é cumprir tudo, como Pedro falou em Atos 3, para todas as coisas que os profetas falaram se cumprirem,
então selar a visão e a profecia e para ungir o santo dos santos, essa tradução parece que é ungir o santo, talvez eles estivessem referindo não a um lugar santo dos santos,
mas talvez o ungido que é o rei, que é o messias, não fica muito claro assim essa tradução, então a primeira coisa é que Daniel nessa época,
um pouquinho mais de 500 anos antes de Cristo, talvez ele estava fazendo essa oração, um pouco antes dessa data da queda da Babilônia, ele estava orando,
então ele estava querendo saber o que Deus ia fazer, como que Deus ia trazer a solução e Deus falou assim, as 70 semanas são determinadas para completar tudo, e aí o que eu quero enfatizar hoje era mais assim,
qual é a descrição, não quero nem entrar em detalhes, 62 semanas, 7 semanas, etc, eu quero só falar assim, olha o que é descrito nesses três versículos que ele fala das 70 semanas, vamos ler,
"Sabe e entende, desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ungido", ele falou no versículo 24 sobre ungir, então aqui ele está falando, a solução é ungido, o príncipe é o messias,
então até são 7 semanas e mais 62 semanas, as praças, as regiões em volta tranqueiras, as praças, as trincheiras, as partes da cidade se edificarão, mas em tempos angustiosos,
então essa era a parte de essas enemias, que não ia ser fácil, não ia ser uma restauração já voltando e tudo fluindo, então o ponto principal é que toda essa descrição das 70 semanas está falando sobre um período difícil,
então essa é a descrição desse período intertestamentário, começando com esse período da reconstrução de Jerusalém, do templo e tudo e que ia ser em tempos difíceis,
então ele pula diretamente para ungido, depois das 62 semanas, 7 semanas e mais 62, então quase chegando ao fim das 70 semanas, será cortado o ungido, nós temos poucas profecias muito claras,
nós temos poucas profecias a respeito assim de que Jesus, o príncipe, o messias, ele viria a primeira vez e ele seria rejeitado, ele seria morto e aqui é muito claro,
depois das 62 semanas será cortado o ungido e não será mais e aí tem o povo de um outro príncipe que há de vir, destruir a cidade, o santuário, o seu fim será como uma inundação,
até o fim haverá guerra e estão determinadas desolações, então isso tudo é uma descrição do que aconteceu depois de Jesus quando os romanos destruíram Jerusalém, mas isso é uma descrição desse período todo,
nós vemos que durante esse período intertestamentário muitas guerras, muitas perseguições, muita dificuldade, essa é a descrição que nós temos e depois no versículo 27 ele fala do fim,
ele confirmará uma aliança com muitos por uma semana, mas na metade da semana fará acessar o sacrifício e a oferta de cereais e sobre a asa das abominações virá o assolador até a destruição determinada,
a qual será derramada sobre o assolador, então o que ele está só em linhas gerais, eu só queria mostrar que a revelação que Daniel recebeu, isso vai até o fim, porque tem o intervalo,
tem todas as interpretações das 70 semanas, mas a ideia principal é que o que Deus revelou para Daniel é que esse tempo até chegar a consumação das 70 semanas,
quando vai eliminar o pecado, quando vai ter a justiça eterna, essa consumação não veio ainda e Deus ainda revelou que o ingido viria, mas seria cortado,
então aqui nós temos algo mostrando que nós temos um período de tempo em que haverá guerras, abominações, houve muitas abominações, mais de uma vez houve abominações dentro do próprio templo nesse período,
então houve restauração, mas não houve a restauração final que você vê nas profecias de Jeremias, de Isaías, dos profetas em geral, quando eles falam assim,
não, mas um dia Deus vai restaurar, Ele vai trazer de volta todos os que foram espalhados e aí então vai ter uma restauração plena, mas essa restauração é realmente para o fim,
e até o fim haverá abominações, só no fim que aquele que cometeu as abominações e todo o sistema é que Deus vai eliminar para sempre, então essa é uma descrição e é uma profecia a respeito desse período que nós vamos começar a estudar.
E só para afirmar mais uma vez algo que a gente vai voltar bastante a esse tema, mais uma vez então, Jesus que é a solução, Jesus é aquele que vai fazer o que a lei não podia fazer,
o que o rei Davi não pôde fazer, o que a descendência de Davi não pôde fazer, o povo estava na terra que era uma promessa de Deus, é um requisito de Deus,
para nós que fomos muito contaminados com a ideia de que o reino de Deus não é mais definido pela nação de Israel, pela terra de Israel, que nós muitas vezes até achamos que essa ruptura,
esse marco entre o primeiro testamento e o novo testamento significa Jesus veio para mudar tudo, ele veio para eliminar, para tirar as primeiras alianças,
ele veio para tirar o povo de Israel, ele veio para estabelecer o seu reino que é diferente e nós vamos embora para o céu e a terra não é mais importante,
então tudo isso tem gerado em nós um entendimento muito falho, muito falho do que Deus quer, então eu volto a afirmar, Jesus na primeira vinda,
Jesus não pôde vir até a plenitude dos tempos e Jesus, embora ele fosse a solução, embora só ele pudesse resolver o que a lei não pode, o que Israel não pode, o que a descendente Davi não pôde fazer,
na verdade Jesus não podia vir sem ser para o povo de Israel, dentro da terra de Israel, para dar continuidade aquilo que Deus começou,
porque Jesus veio na plenitude dos tempos, Jesus veio no tempo maduro e nós podemos também aplicar isso plenamente para a sua segunda vinda,
Jesus você olha para o sistema do mundo e você olha para a própria igreja e você olha para a sua própria vida e você fala assim só Jesus voltando,
não tem solução, não tem solução para política, não tem solução para unir a igreja, não tem solução para unir os povos, não tem solução para as guerras, não tem solução,
mas Jesus só vai voltar e aí nós temos também outros textos que falam que ele só vai voltar na plenitude dos tempos e ele só pode voltar,
é ele que vai trazer a solução, não tem solução sem ele, mas algumas coisas precisam estar no lugar, isso é um segredo, é um mistério,
nós não temos a chave disso, nós não temos condições de pôr as coisas no lugar, mas assim como precisava ter certas condições para que Jesus pudesse vir,
que era o momento certo, que era o momento exato e para que a sua vinda tivesse a eficácia devida, ele só podia vir quando as coisas estavam preparadas,
assim também é a segunda vinda, são outras circunstâncias, são outros requisitos, mas ainda é que para o reino de Deus ser estabelecido na terra,
isso nós sabemos, quem que Deus quer? Ele quer que Jesus volte para estabelecer o reino, ele já fez a primeira parte, ele já cumpriu a sua missão da primeira vinda,
mas agora, assim como precisava Deus, porque Deus precisava trabalhar com a nação de Israel, chegou ao ponto de Davi e Salomão,
aí o reino dividiu e aí eles estavam, assim chega, já deu para ver que eles não vão conseguir, foram para o cativeiro, voltaram do cativeiro,
continuaram tendo problemas, continuaram mostrando que eles não tinham, não tinha acontecido toda a mudança que Deus queria,
então assim também, Deus tinha algo que para ele era essencial e nós queremos descobrir um pouco mais sobre o que é isso,
mas como eu falei, não acho que nós vamos ter respostas plenas, nós vamos saber todos os fatores, mas nós vamos pelo menos olhar na história
o que estava acontecendo nesse período, quais foram as mudanças, quais foram as peças no tabuleiro que foram se posicionando para que Jesus pudesse vir,
e veja que na primeira vinda, a maioria das coisas não estavam na perfeição, não estavam legais, então para a segunda vinda
nós não podemos traçar um paralelo exato, mas não significa que tudo no mundo vai ser maravilhoso, pelo contrário,
como Deus revelou para Daniel, as coisas vão piorar e até o ungido vai ser cortado, agora Jesus não vem para ser cortado outra vez,
mas toda a preparação do povo de Deus, toda a preparação da história vai acontecer com muitas abominações, com muitas assolações,
com muitas coisas ficando piores para que Jesus possa voltar, então pelo menos esse é o nosso desejo,
estudar esse período para entender essa plenitude dos tempos e para acompanhar melhor o tempo de Deus para cumprir o seu plano.
Ele vai reservar muitas coisas para si mesmo, como Jesus falou em Atos 1, não compete a vocês saberem de todas as coisas,
os tempos, as estações, mas compete a gente fazer o que ele mandou e ele vai se encarregar de colocar as coisas nos lugares certos.
Senhor, abençoa essa nova etapa dos nossos estudos que realmente nós possamos ter mais revelação,
mais entendimento e saber aplicar isso para o nosso tempo de hoje, pedimos em nome de Jesus, amém.
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