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27/08/23 – Zacarias 14 – Baixardo áudio.

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Transcrição
Estamos em Zacarias 14 e estamos quase chegando ao final do capítulo e do livro, ainda não vamos terminar esse capítulo hoje, mas estamos bem no final dessa passagem, desse capítulo e dessa profecia.
Na aula passada nós vimos que quando fala que todas as nações vão subir para Jerusalém para celebrar a festa dos tabernáculos e fala que Deus, Jesus, o Rei, Ele vai castigar, vai haver uma consequência sobre aquelas nações que não subirem.
Então aqui nós vemos que tem, nós falamos sobre Jesus governar com vara de ferro porque, na verdade, durante o milênio, isso é uma coisa que até nos mostra, porque nós temos poucas, temos algumas descrições do milênio, mas é claro que tudo que nós falarmos sobre o milênio, tudo que nós falarmos sobre o futuro,
é bem assim, é algo que a gente não pode ter muita certeza sobre muitos detalhes, há pessoas que afirmam certas coisas, vai acontecer isso, vai acontecer aquilo, se citar nas escrituras, mesmo assim,
os profetas viam com lacunas, eles viam às vezes simbolicamente, eles viam o milênio já quase que misturando com o reino eterno, enfim,
tem muitas coisas que não permitem que tenhamos aquela certeza absoluta, que a gente possa dizer, olha, o reino milenar, as coisas que vão acontecer no milênio, vão ser assim, assim, e definir, nós não podemos determinar, não podemos ser dogmáticos.
Tudo que nós falarmos sobre o milênio, nós temos base nas escrituras para falar sobre o que está predito aqui, mas não podemos tentar ter uma ideia muito concreta, muito detalhista sobre muitos aspectos,
então sempre é importante enfatizar isso e não tentar passar uma ideia de que eu estudei muito, eu sei o que vai acontecer no milênio, nós não temos essa autoridade.
Mas uma das coisas que nós podemos deduzir dessa profecia em Zacarias 14, que foi assunto da aula passada, é que não vai ser uma coisa tão somente voluntária, assim, o rei Jesus não vai deixar cada um decidir,
isso é o tempo presente, isso é o tempo atual, tempo dos homens, esse dia do Senhor, esse tempo em que Jesus vai estabelecer seu reino, será um tempo em que Jesus vai determinar,
ele vai estabelecer uma ordem na terra e ele não vai deixar ao bel prazer, cada um pensa se quer, se não quer, e nem é ainda o reino eterno em que tudo foi renovado,
todas as pessoas estão com corpos glorificados e ressuscitados e estão vivendo com plenitude de um amor voluntário ao Senhor, então assim, o milênio é esse tempo intermediário
em que algumas pessoas ressuscitaram e vão reinar com Jesus, mas a população do mundo vai continuar como está, ainda com a natureza pecaminosa,
ainda com tendências de fazer o errado, de não depender de Deus, de não seguir a Deus, mas Satanás será preso, ele não vai estar solto, induzindo, seduzindo as pessoas e as nações,
ao mesmo tempo, então não vai haver guerra, a terra vai ser progressivamente renovada, vai haver harmonia entre os animais e o homem, entre si,
então muita coisa gloriosa vai acontecer, mas Jesus vai reinar sobre a humanidade caída e isso é demonstrado com essa ênfase que Zacarias dá sobre a questão assim,
se alguém não quiser subir e celebrar a festa dos tabernáculos, então vai haver uma consequência, não vai haver chuva, não vai haver a fonte de vida,
eles vão perceber que a fonte da vida, a provisão de Deus, a bênção de Deus, é totalmente ligada a servir e adorar ao Senhor,
então é assim que essa foi a ênfase da nossa aula passada e hoje, nessa aula, nosso tema vai ser a festa dos tabernáculos, porque a festa dos tabernáculos?
O que significa a festa dos tabernáculos? Deus instituiu várias festas no ano, eram festas anuais, além do sábado, do semanal, havia várias festas,
Levítico 23 fala de sete festas, mas uma delas foi escolhida aqui, é o único lugar nas escrituras que fala a respeito de uma celebração durante o reinado Jesus,
isso não está dizendo que Jesus não vai celebrar outras festas, não tem uma definição aqui, mas o único lugar nas escrituras, nas profecias,
em ambos os testamentos, o único lugar que fala sobre esse reino de Jesus na terra, celebrando uma das festas, é essa aqui em Zacarias 14, é exatamente a festa dos tabernáculos, então esse vai ser o nosso assunto hoje.
Nós vamos orar, vamos pedir, como sempre, nós precisamos muito da revelação de Deus, do Espírito Santo sobre nós, não me sinto capaz, não tenho as chaves, não tenho o conhecimento necessário,
mas o senhor pode nos ajudar naquilo que nos falta, na verdade em tudo, nos falta realmente a chave do Espírito Santo para abrir essas coisas e para que naquilo que Deus quer que a gente saiba,
porque se nós não temos mais informações sobre esse reino milenar, é porque nesse momento nós não precisamos disso, mas essa festa foi citada e eu creio que é significativo a gente focar um pouco a nossa atenção nisso.
Senhor, nós pedimos que o senhor esteja conosco enquanto olhamos o significado dessa festa importante, dessa festa que o senhor colocou como observação anual,
que até hoje o povo judeu celebra, vai ser nesse ano de 2023, vai ser dentro de algumas semanas, então senhor, que realmente nós possamos entender qual é o significado,
o que nós podemos aprender e o que nós podemos esperar com essa celebração que o senhor vai pedir e vai exigir de todas as nações no teu reino, nós pedimos isso em nome de Jesus, amém.
Então vamos olhar o texto em Zacarias 14, fala no versículo 16, então todos os que restarem de todas as nações, então isso dentro do que temos visto aqui nesse capítulo,
vai haver uma grande guerra de todas as nações contra Jerusalém, Jesus vai voltar, vai trazer o livramento, vai trazer a vitória, muitas pessoas vão morrer,
os versículos anteriores, logo antes do versículo 16, ele até descreve uma praga sobrenatural, que muitas vezes é associada a uma arma nuclear, porque tem esse tipo de efeito,
Zacarias não sabia nada sobre isso, mas também como eu tenho mencionado, Deus não depende de uma arma nuclear para causar esses efeitos, então a presença de Jesus,
voltando para a terra, é muito mais poderoso, tem efeitos muito mais fortes do que qualquer arma nuclear, mas seja como for, vai haver essa grande guerra, Jesus volta, muitos desses exércitos,
muitos desses povos reunidos contra Jerusalém, muitos vão morrer, antes disso muitos de Israel morreram, sabemos que durante a tribulação muitos cristãos vão morrer,
então esse período final envolve morte de todas as partes, mas aí ele fala que todos os que restarem das nações que vieram contra Jerusalém, os que sobraram, os remanescentes,
então vai haver, nós não sabemos a proporção, mas vai sobrar população no mundo, povos ainda não ressuscitados, não transformados, que não faziam parte do povo de Deus até aquele momento,
mas esses que sobraram, eles vão subir de ano em ano, então vai haver algo, essa é uma das descrições, um dos poucos detalhes, claro que já vimos que Jesus vai reinar com justiça,
nós vimos na aula passada, o que Jesus vai fazer no seu governo, ele vai eliminar o mal da terra, ele vai eliminar a guerra, ele vai defender o pobre, o humilde e aflito,
essas coisas que Jesus vai fazer são descrições, nós vimos isso em Isaías 11, mas tem várias outras passagens que falam sobre isso também, então Jesus vai governar sobre todas as nações,
principalmente trazendo paz, justiça, governando, trazendo equidade, tirando as desigualdades, tirando as injustiças, tirando as opressões,
e aí nós colocamos aqui também que o reino de Jesus traz uma centralidade da adoração ao Senhor, da adoração ao verdadeiro Deus, então isso é muito importante,
nós vimos isso até no próprio capítulo 14 de Isaías antes, no versículo 9 fala "o Senhor será rei sobre toda a terra, naquele dia um será o Senhor e um será o seu nome",
ou seja, não vai haver outros deuses, não vai haver outros caminhos, outras religiões, outras substituições pelo Deus verdadeiro, então tudo isso faz parte desse reinado de Jesus que ele vai implantar.
Mas aí, voltando para o versículo 16, fala que entre os remanescentes, os que sobrarem de todas as nações, eles vão subir de ano em ano, ou seja, uma vez por ano, anualmente,
eles vão subir para adorar o rei, o Senhor dos exércitos, não vai ser um rei ou um Senhor desconhecido, distante, será que Deus existe, esse Jesus vai estar na terra,
eles vão subir a Jerusalém porque ele está lá, então vai ser um momento tremendo e a gente não sabe exatamente como isso vai funcionar, evidentemente não são todos os povos da terra,
porque não caberia em Jerusalém, provavelmente seriam representantes, como se fosse fazer uma grande assembleia, uma grande reunião com representantes de todas as nações da terra,
então eles vão subir, depois ele fala de família, se alguma das famílias da terra não subir, e ele fala da família dos egípcios, então ele chama de cada povo, cada etnia,
é como se fosse uma família e provavelmente cada família, cada povo vai ter alguns representantes para ir a Jerusalém e ser os representantes para estar nessa festa,
de ano em ano para adorar o rei, o Senhor dos exércitos e celebrar a festa dos Tabernáculos, então isso está no versículo 16, então até o versículo 19,
são quatro versículos em que ele repete basicamente a mesma informação, ele vai falar duas vezes sobre adorar, 16 e 17, ele fala subir para adorar o rei, o Senhor dos exércitos,
versículo 17 de novo, se alguma das famílias da terra não subir a Jerusalém, para fazer o quê? Para adorar o rei, o Senhor dos exércitos, e aí não virá sobre ele a chuva,
e depois nos versículos 18 e 19 ele cita de novo a festa dos Tabernáculos, então nós temos três vezes, nesses quatro versículos, três vezes a repetição da festa dos Tabernáculos,
então fica muito claro assim que o evento, o momento para subir a Jerusalém é a festa dos Tabernáculos, esse é o calendário, é o evento, é o momento em que vai acontecer isso,
e o objetivo que é celebrar a festa, mas duas vezes ele enfatizou que é para adorar o rei, o Senhor dos exércitos, vou só rapidamente lembrar, citar dois ou três textos inclusive,
porque esse termo, esse nome de Deus, Senhor dos exércitos, é usado em toda a Bíblia, eu até fui checar hoje, a primeira vez que esse termo aparece na Bíblia, nas Escrituras,
foi em 1º Samuel 1, falando sobre Eucânio, o marido de Ana, como ele e família, e a família eles subiam, naquela época não tinha Jerusalém, eles subiam ao Tabernáculo em Siló,
e eles falavam assim, para adorar o Senhor, o rei, o Senhor dos exércitos, mas é um termo muito usado nas Escrituras, é interessante que os dois livros proféticos desse período,
a Geo e Isaacarias, repetem muitas vezes, a maioria das vezes em que eles falam de Deus, eles usam esse título, esse nome, Senhor dos exércitos,
e dentro do capítulo 14, faz muito sentido, porque Jesus volta para ganhar uma batalha, então ele é Senhor dos exércitos, ele tem exércitos de anjos,
mas uma coisa que não fica muito claro, a gente não sabe exatamente, mas dá bastante impressão no Livro de Apocalipse, que Apocalipse 19 também mostra Jesus voltando,
montado um cavalo branco, à frente de um grande exército, ele chama os soldados do exército de santos, esses santos podem ser anjos, mas muito provavelmente incluem,
também os que foram fiéis a ele durante a história e que estão voltando com ele, foram ressuscitados, estão voltando com ele em vitória, então ele é Senhor dos exércitos,
isso é um termo que denota o poder de Deus, porque se ele comanda exércitos, milhões e milhões, Jesus falou na cruz que ele poderia solicitar,
porque ele era o chefe, ele poderia, ele tinha autoridade para chamar exércitos do céu, para livrá-lo da cruz, então, e aí tem tantos lugares, Êxodo 15,
depois de passar pelo Mar Vermelho, ele não usa esse termo, mas fala que o Senhor é um guerreiro, porque o Senhor venceu Faraó e todos os seus exércitos que estavam perseguindo Israel,
quando eles estavam saindo do Egito, enfim, tem muitos lugares, mas eu queria mostrar dois textos rapidamente no livro de Isaías,
Isaías 24, porque é especialmente relacionado, esse título é muito relacionado com esse momento escatológico, com esse momento do final, Deus livrou seu povo muitas vezes na história,
Deus sempre foi fiel, Deus sempre, a não ser quando o povo estava se afastando de Deus e Deus permitia que eles fossem derrotados,
mas sempre nos momentos em que Israel estava fazendo a vontade de Deus, Deus defendia, Deus derrotava os inimigos, tem histórias tremendas no primeiro testamento sobre isso,
Isaías capítulo 24, versículo 21, naquele dia o Senhor castigará no alto, quando fala aquele dia, às vezes se referia a algum acontecimento mais próximo,
simbólico, mas sempre estava olhando, sempre naquele dia, o dia, tem um dia especial em que Deus vai colocar um fim a toda essa rebeldia humana,
todo esse desvio, tudo que tem acontecido como consequência do pecado, então Deus vai colocar um fim a tudo isso, então naquele dia o Senhor castigará no alto as potestades nos céus e embaixo os reis da terra,
então isso aqui é uma boa síntese do Senhor dos exércitos, o que o Senhor dos exércitos pode fazer, o que ele já fez em medidas parciais, mas naquele dia ele vai colocar um fim,
vai colocar um fim a todo o exército de Satanás, todas as potestades, então as potestades nos céus e embaixo os reis da terra, eles serão amontoados como presos,
versículo 22, castigados, a lua se envergonhará, versículo 23, o sol se confundirá, pois o Senhor dos exércitos, o Senhor dos exércitos reinará no monte Seão e em Jerusalém e perante os seus anciãos, gloriosamente,
então é isso que Deus sempre foi poderoso, Deus sempre mostrou que ele é mais forte que exércitos humanos e que exércitos demoníacos,
mas nesse dia ele vai prevalecer, ele vai manifestar sua vitória e então quando fala em Zacarias 14 que todas as nações vão subir de ano em ano, cada ano eles vão subir uma vez por ano,
para adorar o rei, o Senhor dos exércitos, as nações estarão conscientes, isso aqui não é um título que legal, Senhor dos exércitos, mas eles serão vistos,
eles serão, nesse tempo em que Jesus acabou de voltar e implantar seu reino na terra, eles vão saber o que é o Senhor dos exércitos, então isso é maravilhoso.
Mais um em Isaías 31, Isaías 31, versículo 4, assim me diz o Senhor, como o leão e o cachorro do leão rugem sobre a sua presa,
ainda que se convoque contra ele uma multidão de pastores e não se espantam das suas vozes, nem se abatem pelo alarido, assim o Senhor dos exércitos descerá,
então aqui também uma descrição, o Senhor dos exércitos descerá para pelejar pelo monte Seão e sobre o seu oteiro, como adejam as aves, assim o Senhor dos exércitos amparará a Jerusalém,
ele a amparará e a livrará e passando a salvará, então todas as nações, tem tantos outros lugares que falam que o Senhor vai rugir do monte Seão,
todas as nações vão perceber que o Senhor venceu essa grande batalha, esse grande confronto, então voltando para Isaías 14, é quando fala, só queria dar essa, confirmar aqui para que não ficasse assim,
um título, todos vão subir para Jerusalém para adorar o Rei, mas quem que é esse Rei? Ele é o Senhor dos exércitos, podemos lembrar de outras passagens como Salmo 24 que fala que é para abrir as portas porque o Rei vai entrar,
abrir os portais eternos para que o Rei da glória entrará, entre, aí ele fala assim, quem é esse Rei da glória? Quem que vai entrar? E sempre os salmistas eles eram proféticos e eles viam a entrada do Senhor em Jerusalém,
eles entendiam que Deus estabeleceria seu reino na terra, não é nós vamos chegar ao céu e vamos ver o Rei, o Senhor dos exércitos, mas esse Rei que vai entrar, que vai governar em Jerusalém,
ele vem, ele vai entrar, ele entra como general vitorioso, ok? Então podemos lembrar de muitas outras passagens nos Salmos, nos profetas e em outros lugares que falam sobre isso, e mais uma vez é interessante lembrar que a Geo e Isaacarias, os dois profetas da Restaulação usavam esse título sempre nas suas profecias,
o Senhor dos exércitos, o Senhor dos exércitos, porque eles, assim, era uma época em que Israel era um povinho, pouca gente que voltou da Babilônia, fraquinhos, eram dominados pelo Império da Pérsia,
seriam dominados pela Grécia, seriam dominados por Roma, mas e durante a história pelos Impérios Islâmicos, tantas e tantas vezes Jerusalém foi dominada, foi destruída, foi subjugada, mas Deus está prometendo,
um dia ele vai entrar e vai fazer de Jerusalém a sua base, o seu trono, o seu lugar, e todas as nações vão saber que ele é o Senhor dos exércitos, ok?
Então isso é um dos aspectos que é enfatizado aqui nessa profecia, eles vão subir de ano em ano para adorar o Rei, o Senhor dos exércitos e celebrar a Festa dos Tabernáculos, ok?
Então nós vamos gastar um pouquinho de tempo agora para falar da Festa dos Tabernáculos, coloquei aqui alguns aspectos, vamos ler em alguns textos do Primeiro Testamento sobre a importância,
só vamos lembrar então que em Levítico 23, que é o capítulo que fala mais detalhadamente das festas ordenadas, essas datas marcadas por Deus, ordenadas por Deus no calendário do povo de Israel,
havia sete festas, mas essas sete festas eram distribuídas em três períodos do ano, então tinha a Festa da Páscoa no início do ano,
que era a festa que comemorava a saída do Egito, a Redenção, como Deus redimiu um povo do Egito, que envolvia três festas, a Festa da Páscoa,
depois que era numa noite, um dia específico e que eles matavam o cordeiro, depois tinha sete dias de pães-asmos e tinha também a Festa das Primícias, tudo incluído nessa mesma semana, nessa mesma época,
era ligada também à colheita, porque as três festas eram relacionadas ao ano agrícola, tudo relacionado com estações, com plantios, com colhetas,
então a Festa da Páscoa era assim, as primícias das primícias, os primeiros grãos de cevada, primeiro aspecto, primeira parte da colheita, mas era algo assim, não era período de colheita ainda,
era mais período de semiadura ou de aguardar, porque depois da Festa da Páscoa eles aguardavam, eles tinham que contar 50 dias para o segundo período do ano,
ou a quarta festa, que seria a Festa de Pentecoste, esse era uma festa de um dia só, era uma festa que ficava isolada, que tinha três festas no primeiro mês,
uma festa no terceiro mês e três festas no sétimo mês, então eram três períodos, várias vezes no Pentateuco, nos livros da Torá, Deus ordenava que três vezes por ano,
todos os homens do povo de Israel deveriam subir para o lugar, que depois seria Jerusalém, para celebrar essas festas, então três épocas do ano.
Páscoa relacionado com a saída do Egito, Pentecoste com a entrega da lei no Monte Sinai, historicamente, e depois as três festas do sétimo mês,
era um pouco diferente do primeiro mês, porque no primeiro mês as três festas eram todas dentro da mesma semana, mas no sétimo mês tem uma festa no primeiro dia do sétimo mês,
que seria a Festa das Trombetas, uma festa no décimo dia do sétimo mês, que era o dia da expiação, e uma festa começava no dia 15, que é a Festa dos Tabernáculos.
E só antes da gente começar a focar aqui, vamos lembrar que as festas da Páscoa eram as chamadas festas da Primavera, essas festas foram cumpridas na morte de Jesus,
era de um fato histórico, a saída do Egito, e essa festa, a Páscoa, os pães-asmos, todo o simbolismo dessas festas foi cumprido em Jesus,
ele morreu no dia exato, no dia do calendário da Páscoa, ele ressuscitou no dia da Festa das Primícias, os pães-asmos representam seu sepultamento,
então toda essa festa se cumpriu, literalmente, no calendário com a morte e a ressurreição de Jesus, que é o Cordeiro da nossa Páscoa.
A quarta festa, essa festa do terceiro mês, foi também cumprida no dia literal, no dia exato do calendário, em Atos 2, quando o Espírito Santo caiu sobre os 120 que estavam no Senáculo,
então também essa festa se cumpriu, literalmente, um sentido espiritual, um cumprimento profético, todas essas festas são proféticas, mas houve um cumprimento da Páscoa e houve um cumprimento do dia de Pentecoste.
Não houve ainda um cumprimento das festas, chamadas "Festas do Outono", no Misfério Norte, nesse período do ano, que é o período que nós estamos nos aproximando agora,
mês de setembro, vão começar essas celebrações no calendário judaico desse ano, então essas festas no Misfério Norte se davam no outono, então são chamadas "Festas do Outono" e não se cumpriram, não tem um cumprimento histórico.
Eu vou falar depois sobre uma época que essa festa dos tabernáculos, as principais épocas em que essa festa foi citada na história, mas na história da igreja, no cumprimento do plano de Deus ainda não aconteceu,
e isso é por isso que é muito significativo a gente olhar para Zacarias 14, como disse, é o único lugar na Bíblia que fala de um cumprimento, como que vai ser o cumprimento, assim como Jesus morreu na Páscoa, assim como o Espírito Santo desceu no dia de Pentecoste,
aí nós temos essas três festas do sétimo mês, muitas pessoas, assim como é coisa futura não fica muito claro para nós, mas muitas pessoas, judeus messiânicos, eles associam o dia da expiação com a volta de Jesus,
e tem a ver com Zacarias 12, porque ele fala que quando Jesus voltara, ou um pouco antes, a gente não sabe exatamente como vai acontecer isso, mas vai haver um dia de expiação em que o povo de Israel vai realmente ver, reconhecer quem eles trespassaram,
vai prantear, então vai ser um dia de expiação, está relacionado com a volta de Jesus, já a festa dos tabernáculos, nós vemos aqui em Zacarias 14, está associada ao reino milenar, Jesus como rei implantando a celebração dessa festa no seu reinado sobre a terra,
então nós vemos que a festa dos tabernáculos tem realmente um cumprimento futuro, e nós queremos então com isso em mente olhar para alguns aspectos da festa dos tabernáculos para entender como isso, quais são as implicações, quais são o significado disso.
Então vamos olhar em Êxodo 23, que é um dos lugares que cita as três vezes em que o povo deveria celebrar uma festa ao Senhor, então nós temos em Êxodo 23, a partir do versículo 14, ele fala "três vezes no ano me celebrarei esta festa",
e aí tem a festa dos Pães Asmos no versículo 15, e tem versículo 16, então como eu já mencionei, acho que eu acabei não terminando de explicar sobre a colheita, vamos só lembrar do ano agrícola desses três períodos em relação às colhetas,
a festa da Páscoa não tinha uma colheita acontecendo ainda, a festa das Primícias, que era a terceira dessas primeiras festas, se oferecia as primeiras espigas de cevada, porque já tinha cevada amadurecendo, mas era Primícias, não estava acontecendo ainda uma colheita,
agora aqui vocês podem perceber no versículo 16, "guardarás a festa da cega dos primeiros frutos", então na festa de Pentecoste, nessa quarta festa, nesse segundo dos três períodos, nessa festa era a festa da cega, da colheita, dos primeiros frutos do teu trabalho,
então a festa de Pentecoste era uma festa de colheita já, eles ofereciam as Primícias a Deus, mas já era a festa de colheita do trigo, e no dia de Pentecoste, quando o Espírito Santo caiu sobre os cento e vinte, em seguida houve uma grande colheita, muitas pessoas entrando no reino,
não só no dia, mas em seguida, muito crescimento em Israel, depois viagens missionárias levando o Evangelho para outras nações, então a festa de Pentecoste tem uma relação com colheita, é uma festa de colheita, colheita dos grãos,
se nós olharmos para a história recente, o movimento pentecostal, avivamentos pentecostais que aconteceram de forma especial ao longo do século 20, algumas pessoas chamaram, tem livros escritos sobre o século do Espírito Santo,
que houve ondas sucessivas do Espírito Santo sendo derramado em países diferentes, em denominações diferentes, Deus agindo em muitas ondas e derramando seu Espírito ao longo do século, foi o século do Espírito Santo,
e foi um século de grandes colhetas, grandes colhetas, foram muitas pessoas sendo alcançadas às igrejas carismáticas ou pentecostais, movimentos pentecostais dentro de igrejas tradicionais,
alcançando muitas pessoas, levando muitas pessoas a ter uma verdadeira experiência com Deus, então tem muita relação com essa colheita, mas agora veja o que fala no versículo 16 ainda,
então, exos 23 e 16, a festa de pentecoste é chamada festa da cega dos primeiros frutos do teu trabalho que houveres semeado no campo, e aí a terceira época, a terceira ocasião de subir a Jerusalém era
guardarás a festa da colheita a saída do ano, outra tradução é a festa do encerramento da colheita, a festa da colheita no fim do ano,
então eu coloquei aqui no primeiro ponto aqui pra gente pensar sobre o significado da festa dos tabernáculos que é a festa do final do ano, final do ano agrícola, final desse ciclo,
na festa de pentecoste colheita de grãos, mas nessa época da festa dos tabernáculos é a colheita de azeite e de vinho, então é o encerramento de toda a produção, é o final de toda a produção do campo,
então, guardarás a festa da colheita do fim do ano, três vezes por ano, versículo 17, repete de novo, todo homem aparecerá, então, a primeira coisa é que é a festa do final do ano,
a segunda coisa é que é a festa de colheita, então é uma festa de final de ano que já dá essa ideia assim do final do plano de Deus,
porque Jesus vai celebrar a festa dos tabernáculos com todas as nações, porque terminou sua obra, ele veio, morreu na cruz, ele enviou o Espírito Santo e a festa dos tabernáculos quando ele vier e rinar sobre a terra,
ele está celebrando, ele vai celebrar com todas as nações esse período final, esse final de ciclo de colheita de todos os frutos que Deus deseja sobre a terra,
o agricultor, o lavrador, ele planta para colher frutos, ele quer frutos, em Mateus 21, Jesus fala sobre Deus sendo alguém que plantou uma vinha e que deixou nas mãos de certas pessoas,
que primeiro era nação de Israel, mas visando receber os frutos, então nosso Deus que criou todas as coisas que está aguardando ao longo dos séculos que possa haver um resultado,
o que Deus quer? Deus não quer dinheiro, Deus não quer números em si, o que Deus deseja? Vamos continuar olhando essa questão aqui para a gente entender o que Deus está realmente querendo.
Levítico, vamos olhar, Levítico capítulo 23, ele tem bastante coisa sobre a festa dos tabernáculos, mas ele fala, Levítico 23, versículo 39,
Porém aos 15 dias do sétimo mês, quando tiveres recolhido os produtos da terra, então inclusive a festa dos tabernáculos é também chamada de festa da colheita,
é a festa em que você recolhe, em que você não é uma festa de oferecer só os primeiros frutos, não, é a festa de final, de encerramento,
em que todos os frutos, tudo que foi plantado, tudo que foi colhido, todos os resultados, não só de um ano, não no plano de Deus, o milênio é o tempo de colheita,
é o tempo em que Jesus como rei vai trazer para o seu reino e oferecer para o Pai o resultado de tudo que Deus plantou ao longo dos milênios.
Então, quando tiveres recolhido os produtos da terra, celebrares a festa do Senhor durante sete dias, depois ele vai, vamos continuar só para entender esse terceiro ponto,
que é chamado assim, festa dos tabernáculos, aqui usamos uma outra palavra porque talvez quando a gente fala festa dos tabernáculos, a gente sabe que é um tabernáculo, uma tenda,
mas um outro nome para essa festa, inclusive que em hebraico, uma cabana, uma morada provisória, uma coisa que você monta só para poder se proteger durante alguns dias,
uma coisa provisória, é chamada sucá, e a festa dos tabernáculos, plural, festa das cabanas, esse sucote, então isso é o nome festa dos tabernáculos,
às vezes eu acho que em português a gente não pensa muito assim, o que é tabernáculos? Os tabernáculos são essas cabanas, são esses, um sucá que é uma construção provisória,
e até hoje eles fazem, sempre onde puderem, judeus na diáspora, judeus em Israel, eles constroem no quintal, em algum lugar onde eles possam, eles fazem com ramos, com folhas de árvores,
eles constroem uma cabana, uma barraca, uma coisa provisória, e aí eles ficam lá durante sete dias, então essa é uma festa, a festa dos paisazos também é sete dias,
mas vamos, eu não coloquei aqui como um dos pontos, mas um diferencial da festa dos tabernáculos é que a única festa que ele até fala em Levítico 23, durante sete dias,
versículo 36, Levítico 23, 36, durante sete dias, só que depois ele fala que vai haver um oitavo dia, é, versículo 39, durante sete dias celebrareis o primeiro dia de descanso,
e também o oitavo dia é dia de descanso, então é a única festa que tem um oitavo dia, qual que é o significado disso? Sete é um número completo,
então você começa e termina no sétimo dia, o sétimo dia que é o sábado, na semana você terminou, mas na festa dos tabernáculos você tem um oitavo dia que é como se fosse o início de um novo ciclo,
é o novo começo, é o primeiro dia da semana, da próxima semana, então isso também tem um significado, a única festa que tem esse oitavo dia,
então aqui em Levítico 23 ele descreve como é que tem que pegar para vocês frutos de árvores, folhas de palmeiras, ramos de árvores e você vai habitar,
versículo 42, vocês vão habitar em tendas ou cabanas, por que que eles vão fazer isso? Isso é um estatuto perpétuo, é muito interessante que nós estamos falando sobre o reino milenar,
é o reino em que todas as coisas temporárias vão acabar, lembra como Paulo fala em Segundo Coríntios, ele compara nosso corpo a um tabernáculo,
quando a gente deixar esse tabernáculo, então o tabernáculo que é uma coisa igual tinha o tabernáculo de Moisés e depois Salamão construiu um templo, algo permanente, algo sólido que representa a casa permanente de Deus,
o tabernáculo é uma coisa que vai mudando, é uma coisa provisória, você monta, desmonta, o nosso corpo é um tabernáculo, é uma morada temporária,
mas não no sentido de que na vida eterna nós não vamos ter mais corpos, não no sentido de que não precisa mais de um corpo, pelo contrário Jesus, Deus quer vir morar na terra porque Ele quer algo visível, Ele quer um corpo, Ele busca um corpo,
a Bíblia fala que Deus não queria sacrifício, Ele queria um corpo e fala que Jesus veio também, encarnou, Ele viveu dentro também desse corpo temporário, mas Ele ressuscitou com o corpo transformado,
então nessa festa dos tabernáculos, que é a última festa do ano, que é o final de todas as celebrações, final de todas as profecias que eram feitas por meio dessas celebrações,
nesse final, Deus manda habitar, veja, essa festa seria celebrada depois que eles entrassem na terra, eles já teriam casas de morada, casas de madeira, de pedra, eles teriam casas permanentes, não mais cabanas,
mas Deus mandou celebrar a festa dos tabernáculos para lembrar, está escrito aqui, versículo 43, para que saibam as vossas gerações que eu fiz habitar os filhos de Israel em tendas ou cabanas quando os tirei da terra do Egito,
então tem muitas coisas que evidentemente eu não sei como que vai ser essa celebração, não sei como Jesus vai implantar, como que Ele vai ensinar,
mas olha só, todas as nações da terra devem subir a Jerusalém todo ano para celebrar a festa dos tabernáculos, sendo que Jesus veio, ainda não é, realmente, não é o final, Jesus vem,
Ele vai reinar de Jerusalém, mas o final permanente da mudança total de Deus para a terra acontece em Apocalipse 21, quando a nova Jerusalém desce do céu e aí fala que agora Deus vem para tabernacular,
Jesus usa essa mesma palavra de tabernáculo, só que daí não vai ser temporário, mas nós celebramos a festa dos tabernáculos para lembrar,
e para o povo em Israel que cada ano até hoje celebra, eles vivem em casas boas, casas permanentes, eles fazem durante a festa dos tabernáculos essa cabana,
e a criançada adora porque é uma aventura, é como acampar, é como levar uma barraca para algum lugar e ficar assim, é uma festa, é uma aventura, é maravilhoso,
mas será que as crianças, ou será que nós gostaríamos de ficar numa barraca, numa coisa temporária para sempre? Não, é uma celebração daquilo que já aconteceu,
ele fala assim, vocês habitaram em tendas quando os tirei da terra do Egito, onde que eles ficaram nessas cabanas? No deserto, então é uma celebração da época passada,
de toda essa jornada no deserto, você está lembrando de como na eternidade nós vamos ter uma casa permanente, um corpo permanente, mas nós vamos lembrar,
na festa dos tabernáculos nós vamos lembrar de como nós peregrinamos, de como nós vivemos nesse tabernáculo fraco, com doenças, com limitações, com problemas,
então isso é que faz, o significado das cabanas tem a ver com isso, ok? Agora nós vamos para Deuteronômio 16 e uma das coisas que enfatiza nesse texto,
é esse quarto ponto, que é a festa da alegria, vamos ver, Deuteronômio 16, versículo 13, "celebrarás a festa dos tabernáculos durante sete dias,
quando houveres" então aqui está fazendo referência a colheta, "quando houveres recolhido os produtos da eira" o que que é "eira"? É onde faz a colheta dos grãos,
da eira e do lagar, o lagar é onde pisava as uvas para formar o vinho, então é o final de toda a colheta, então não é o começo, é o final.
Agora versículo 14, que tem essa ênfase, que é uma ênfase de alegria, em relação a festa de Pentecoste, nessa mesma passagem aqui de Deuteronômio, versículo 11, 16, 11, ele também fala de alegria na festa de Pentecoste,
porque a festa de Pentecoste também é uma festa de alegria, mas a festa dos tabernáculos, a alegria é maior, porque é final de toda a colheta,
então alegra-te-ás na tua festa, tu, teu filho, tua filha, teu escravo, tua escrava, o levita, o estrangeiro, é isso que Jesus vai fazer no milênio, ele vai convidar todos os estrangeiros, ele vai convidar todas as nações para fazer parte dessa festa,
o órfão e a viúva que habitam em tua cidade, durante sete dias celebrarás a festa ao senhor teu Deus, no lugar que o senhor escolher, pois o senhor teu Deus há de abençoar-te em toda a tua colheta, em toda a obra das tuas mãos e a tua alegria será completa,
então a colheta completa é uma gratidão a Deus, é final de todo o plano de Deus, Deus fazendo a colheta, aí você pode lembrar, você pode virar para Isaías 60 que fala de todas colhetas, riquezas, bênçãos, de todas as nações do mundo chegando para Jerusalém,
então é algo em que Jesus implantando seu reino e trazendo o fruto, isso aqui é em termos agrícolas ou materiais, as nações trazendo ouro e prata e riquezas e especiarias e substâncias maravilhosas etc, mas no reino de Deus as grandes riquezas são as pessoas,
então imagine como o reino de Deus será enriquecido com a contribuição, com a participação de cada pessoa, de cada nação, de cada etnia, um arco-íris de cores diferentes, de nacionalidades diferentes, de maneiras diferentes, culturas, diferentes contribuições,
vai ser simplesmente maravilhoso, então quando agora aqui só fazendo então uma observação sobre a maneira como Zacarias coloca, em Zacarias 14 a gente não percebe muito, ele não expôs essa parte de alegria,
ele fala assim, todas as nações vão subir de todos os que sobraram da guerra, todos os que permanecerem na terra, eles vão subir todo ano para adorar ao rei, ao senhor dos exércitos e se não for vai ter uma consequência,
bom primeiro a consequência está ligada realmente a festas dos tabernáculos, porque aqui está falando, Deuteronômico 16, 15, o senhor teu Deus há de abençoar-te em toda a tua colheita, em toda a obra das tuas mãos e a tua alegria será completa,
então quando Zacarias fala, se alguma nação, se o Egito, alguma outra nação não quiser subir, eles não vão receber chuva, mas é exatamente isso que significa, olha, a festa dos tabernáculos era uma, já vou explicar uma coisa sobre os períodos de chuva,
mas a festa dos tabernáculos é uma festa de celebração de provisão de Deus, e de onde que vem a provisão? Eu ia tentar só citar, mas eu acho que é importante ler, está aqui pertinho em Deuteronômio 11, Moisés falou assim,
versículo 13, Deuteronômio 11, 13, se diligente obedeceres aos meus mandamentos que hoje vos ordeno de amar ao Senhor vosso Deus e de o servir de todo o vosso coração, de toda a vossa alma,
então, versículo 14, darei a chuva da vossa terra a seu tempo, as primeiras e as últimas, para que recolhais o vosso trigo, os três produtos principais,
vosso trigo, vosso vinho, que vem das uvas, e o vosso azeite, que vem da azeitona, então, da erva nos vossos campos e tal, aí fala assim, se vocês se afastarem,
versículo 16, se vocês se afastarem e forem buscar outros deuses, então, versículo 17, Deus vai fechar os céus e não vai chover.
Então, na verdade, o que Zacarias está falando nessa profecia dele da festa dos tabernáculos? Está dizendo que agora a aliança de Deus não é mais só com Israel,
ele está falando de todas as nações da terra, de todas as nações da terra, quem não subir, quem não for adorar, não virá chuva, é a mesma coisa que Deus tinha falado com a nação de Israel,
e é uma coisa assim, Jesus, como eu falei, Jesus não vai deixar na liberdade, se vocês quiserem tudo bem, se não quiserem também tudo bem,
ele vai implantar um governo dele para que funcione toda a terra, mas o governo dele, a condição dele, como nós vemos na lei de Moisés, fala de ouvir a voz de Deus, de guardar os seus mandamentos,
mas é tudo baseado numa relação de amor, se vocês, voltando ao versículo 13 de Deuteronômio 11, se vocês dirigentemente ouvirem, se o seu coração ouvir,
se vocês amarem, se vocês servirem de todo o coração, Deus vai chamar todas as nações, todas as nações sem exceção, ele vai chamar todas as nações para entrar em aliança com ele,
e qual que é aliança, se você permanecer na videira, você vai ter seiva, se você permanecer na relação de amor, se você permanecer numa relação de adoração, de comunhão, de intimidade com Deus, você vai receber a provisão.
No tempo do milênio ainda não vai ser algo que vai proceder de uma conversão, de um novo coração da parte de todo mundo, por isso que ele vai ter que exigir, mas esse é o princípio de vida,
e quando Zacarias fala a respeito de subir, de todas as nações subirem para celebrar a festa dos tabernáculos, ele está falando sobre essa celebração,
ele está falando sobre uma bênção de todas as nações puderem dizer "nós estamos em relacionamento com Deus e tem provisão, a chuva representa a fonte da bênção".
Então essa é a descrição e finalmente só antes de colocar algumas observações finais, essa é a festa, já mencionei isso, de Apocalipse 21, essa é a festa que vai se cumprir plenamente,
mesmo durante o milênio, a celebração da festa dos tabernáculos ainda está, vai estar celebrando algo, Jesus já terá vindo para habitar na terra, para governar,
mas ainda não é o cumprimento final da festa dos tabernáculos que acontece em Apocalipse 21, quando a nova Jerusalém desce e quando fala que Deus veio para habitar para sempre,
então o tabernáculo, a cabana, o lugar provisório é um lugar que representa o tempo passado, os corpos em que, esse corpo corruptivo, esse corpo que não é permanente, esse corpo mortal,
ele comemora isso porque quando você faz uma cabana com ramos de árvores, aquilo vai durar pouco porque você cortou o galho, as folhas vão se secar,
mas é algo temporário, é uma coisa assim bem provisória, bem quebra galho, mas nós estamos, isso é algo que aponta para o passado daquilo que para nós ainda é presente,
que nós ainda habitamos nesse tabernáculo, aponta para o fato de que Jesus tabernaculou nesse mesmo corpo corruptivo nosso, mas aponta também, apesar de ter essa aparência de provisório,
mas é algo que aponta para uma habitação permanente e nós estamos olhando para, ele usa a palavra tabernacular, mas é uma morada permanente, então esses são os significados especiais.
Vamos só lembrar, eu quero só lembrar também, que essa festa dos tabernáculos, ela teve assim um cumprimento, não teve um cumprimento histórico,
no sentido de depois que Jesus veio, a igreja entrou nessa consumação final, não, isso não aconteceu ainda, mas teve um marco na história de Israel que foi exatamente a festa que foi celebrada
quando Salomão terminou de edificar o templo e quando ele foi inaugurar, quando ele foi dedicar o templo e quando a nuvem da presença de Deus,
isso está em 2 Crônicas 5, quando a arca entrou no templo e a nuvem da presença de Deus encheu a casa, então isso foi um momento muito significativo
em que essa festa dos tabernáculos estava se cumprindo com a morada de Deus, então também faz parte disso.
Agora só quero mencionar, vamos, antes de falar, eu quero abrir aqui em um outro tempo histórico em que a festa dos tabernáculos foi mencionada
e tem um simbolismo bem interessante, está no Evangelho de João, capítulo 7.
O Evangelho de João fala várias vezes sobre uma festa, geralmente a festa da Páscoa, mas fala de outras festas também
que Jesus ia para Jerusalém para celebrar durante o tempo dele na terra.
No capítulo 7 de João, fala que estava chegando a festa dos tabernáculos, versículo 2, ao se aproximar a festa dos judeus,
chamada festa dos tabernáculos, os irmãos de Jesus falam assim, vai para lá, eu não quero entrar nesse aspecto assim do que os irmãos de Jesus não acreditavam nele e tal,
mas eu só quero assinalar que foi a festa dos tabernáculos e que aí no versículo 37, é um texto bem conhecido, mas acho que a maioria das vezes a gente não associa,
não lembra que festa era essa, então era a festa dos tabernáculos, Jesus não foi lá aparecer no início da festa, ele foi meio escondido e foi falando com outro,
mas depois começou a aparecer mais e tal, e aí no versículo 37, João 7.37 fala assim, no último dia, a gente só não sabe, lembra que a festa dos tabernáculos tinha 7 dias,
mas tinha um oitavo dia, que era como se fosse mais uma parte separada, não fala assim, a festa dos tabernáculos era 8 dias, fala assim, a festa dos tabernáculos era celebrada por 7 dias,
mas no final dos 7 dias tinha um oitavo dia também, que último dia é esse, era o 7º ou 8º, não sabemos, mas também não tem muita importância aqui, então no último dia, o grande dia da festa,
Jesus pôsse em pé e clamou, se alguém tem sede, venha a mim e beba, quem crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior, fluirão rios de água viva.
Ok, tem uma, isso tá aqui no Evangelho de João, tem uma relação com uma prática das festas dos tabernáculos que não está nos livros de Moisés, mas que surgiu depois do cativeiro,
não sabemos exatamente como surgiu, mas tem vários registros históricos que havia duas práticas interessantes que surgiram depois, mas que eu acho sim, bem significativas, bem proféticas,
que eram feitas durante a festa dos tabernáculos e que tem relação com isso que Jesus falou, Jesus falou assim, se alguém tem sede, por que Jesus falaria, bom, Jesus é a fonte de águas vivas, ele podia falar isso em qualquer época,
que faria sentido, mas ele falou isso exatamente numa época em que eles tinham um rito durante a festa dos tabernáculos que tinha relação com água, qual era esse rito?
Dentro da cidade de Jerusalém, então no tempo de Jesus, tinha o segundo templo, o templo que tinha sido reconstruído, tinha o altar de sacrifícios, então durante a festa dos tabernáculos eles tinham costume de fazer uma procissão solene,
durante os sete dias, durante os sete dias da festa, todos os dias uma procissão de sacerdotes que geralmente em roupas brancas e o povo ia atrás, eles desciam do templo para o Poço de Siloé que ficava na cidade,
eles enchiam uma jarra de água e voltavam para o templo para despejar essa água num lugar específico do altar do sacrifício, ok?
E no lugar também eles colocavam também uma oferta de vinho, tinha o sangue dos animais e eles colocavam essa água, ao mesmo tempo que tinha essa procissão, esse grupo buscando água para colocar no altar,
tinha um outro grupo que buscava ramos, nesse caso, nesse momento, não para fazer as cabanas, mas para trazer os ramos e fazer um tipo assim de uma cobertura com folhas em cima do altar,
então veja bem, eles estavam trazendo água e também tinham essas folhas de palmeiras e outras árvores ali para colocar em cima do altar.
No sétimo dia, parecendo aquele mesmo princípio de Jericó, no sétimo dia, porque acho que antes de despejar a água, acho que eles davam uma volta no altar, os sacerdotes,
mas no sétimo dia eles davam sete voltas e tocavam as trombetas e o povo celebrava, qual era o significado dessa água?
Agora veja a importância do calendário, até hoje, o calendário, o tempo, as estações de chuvas, porque essa época da festa dos tabernáculos é o final,
setembro, outubro, é o final de um período de seca, a Bíblia fala de chuvas temporãs ou as primeiras chuvas e as últimas chuvas,
as primeiras chuvas na verdade são logo depois da festa dos tabernáculos, são as chuvas que permitem o plantio, são as chuvas do outono e depois continua chovendo durante o período do inverno,
mas no tempo do verão, que vai mais ou menos da festa de pentecostas em diante, não chovia, era um período de seca, em que as uvas amadureciam, já tinha passado o tempo de chuvas,
mas nessa época da festa dos tabernáculos, que estava indo no período de seca, eles colocavam essa água em gratidão às chuvas que já tinham vindo, eles estavam celebrando a colheita,
mas eles estavam também pedindo as chuvas para o próximo ano agrícola, então tem tudo a ver com isso que Isaacarias fala, que quem não celebrar a festa dos tabernáculos não vai ter chuva, não vai ter a fonte,
e Jesus sobe, Jesus aparece nesse último dia da festa e clama "se alguém tem sede vem a mim e beba", porque quando Jesus vier para implantar o seu reino, como nós já vimos, vai ter um rio permanente,
vai ter uma fonte de vida, até que ponto que vai ser, eu creio que vai ser literal, mas ele está falando também de uma fonte permanente, a provisão sobrenatural de Deus,
e só rapidamente para também assinalar, nessa mesma época da festa dos tabernáculos, eles acendiam quatro candelabros muito grandes que ficavam em cima de um poste, de uma altura,
e falavam assim, eram bem grandes, enchiam de azeite, e aquilo iluminava a cidade inteira de Jerusalém, e no próximo capítulo 8 de João, versículo 12, ele fala "eu sou a luz do mundo",
então, Jesus falando sobre isso, isso é algo importante no reino milenar, que ele é a fonte de água, e ele é a fonte de luz, porque quando Jesus volta, as fontes naturais de luz vão se apagar,
e Jesus vai ser a fonte eterna de luz. Então, esse significado, essa promessa a festa dos tabernáculos, tem essa relação com a fonte de água,
a gratidão por tudo aquilo que Deus fez, eu penso que é por essa razão que a festa dos tabernáculos é a festa que Jesus vai escolher para todas as nações celebarem.
Do jeito que está em Zacarias 14, nós podemos pensar, puxa, é uma coisa obrigatória, quem não vai, vai levar um castigo, não, vai ser, ele está mostrando, tem uma consequência de não se ligar à fonte,
mas participar dessa fonte de vida, participar e celebrar a alegria, é uma festa de alegria, uma festa de celebrar a provisão de Deus e de continuar dependendo dele.
E aí, só para finalizar, vamos lembrar qual o propósito de Deus para todas as nações, no livro de Zacarias, nós temos no capítulo 2, versículo 11,
só para lembrar que o propósito de Deus sempre foi que por meio de Israel, por meio de Jerusalém, por meio da sua base na terra, todas as nações pudessem ser abençoadas.
Então, vamos ver só essas duas confirmações. Zacarias 2, versículo 11, fala "Naquele dia muitas nações se ajuntarão ao Senhor e serão o meu povo".
Isso é uma expressão que ele usava para Israel, então ele está dizendo "As nações vão celebrar a festa dos tabernáculos, as nações vão ser o meu povo".
A alegria, a fraternidade, a comunhão, a igualdade, a justiça, a bênção, a vida, o rio de vida, a fonte que Jesus oferece, quem tem sede vai ter uma fonte para todos.
Então, "Muitas nações se ajuntarão ao Senhor e serão o meu povo, habitarei no meio de Ti, o Senhor possuirá ajudar como sua porção", mas é a partida ali que ele introduz todos na mesma comunhão.
E em Zacarias 8, ele fala no início do capítulo, em Zacarias 8, versículo 2, ele fala "Zelo por Seão com grande zelo".
Versículo 3, "Voltarei para Seão, habitarei no meio de Jerusalém", então Jerusalém chama-se a cidade da verdade, o monte do Senhor dos Exércitos, o monte santo.
E olha o que vai acontecer no final, versículo 20, "Assim diz o Senhor dos Exércitos", sempre o Senhor dos Exércitos, "ainda virão povos, habitantes de muitas cidades, habitantes de uma cidade irão à outra, dizendo 'vamos depressa suplicar o favor do Senhor e buscar o Senhor dos Exércitos, eu também irei'".
Então eu estou lendo isso aqui para mostrar que tem uma complementação, porque em Zacarias 14 tem essa ideia assim, se não for tem castigo, mas aqui ele está apresentando que muitas nações, eles vão querer, eles vão dizer "puxa, você está indo para buscar o Senhor, eu vou junto com você".
Zacarias 8, 22, "assim virão muitos povos, poderosas nações, buscar em Jerusalém o Senhor dos Exércitos, suplicar a bênção do Senhor", é isso que é a festa dos tabernáculos, é gratidão e súplica, final de um período de seca que é necessário, que faz parte do ciclo das estações, mas é tempo de buscar o Senhor para que ele traga chuva, para que ele traga provisão.
Versículo 23, "assim diz o Senhor dos Exércitos, naquele dia pegarão dez homens, de todas as línguas das nações, pegarão-se na óleo das vestes de um judeu, dizendo 'iremos convosco, porque temos ouvido que Deus está convosco'".
Essa é a função de Israel, é a função do povo de Deus, é a função da Igreja, é a função de onde Deus está aqui, muitas pessoas possam se apegar àqueles que conhecem a Deus e dizer "eu também quero, eu também gostaria de estar junto".
Então esse é o sentido da festa dos tabernáculos, o cumprimento glorioso e é algo que representa todo esse reinado maravilhoso que Jesus vai exercer sobre a Terra.
Senhor, nós ainda estamos enxergando com dificuldades, não sabemos de muitas coisas, podemos estar ainda falhando em muitos aspectos, mas estamos enxergando de alguma forma algo maravilhoso que o Senhor está planejando.
Nós queremos fazer parte disso, queremos contribuir, queremos ansiar, queremos aguardar para que isso, esperar realmente que venha logo esse dia da Tua vinda, do Teu reino e da celebração dessa festa maravilhosa.
Muito obrigado Senhor por tudo que só está fazendo e por ter feito, por ter projetado algo tão maravilhoso. Em nome de Jesus agradecemos, amém.
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