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15/11/20 – Daniel 9 – Baixardo áudio.
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Transcrição
Daniel capítulo 9. Já iniciamos esse capítulo semana passada. Na última aula falamos um pouco sobre o contexto, a importância desse capítulo.
Nosso tema era o que fazer diante das revelações, porque Daniel é um livro que tem muitas revelações do tempo do fim.
Daniel já tinha recebido algumas revelações muito importantes nessa época, ele já era uma pessoa bem idosa, tinha recebido grande parte das revelações que Deus deu para ele.
Esse é um dos últimos capítulos do livro, depois do capítulo 9 temos mais 10, 11, 12 que fazem parte de um conjunto só.
Então estamos chegando mais ao final dessas revelações e então Daniel está nos mostrando, é um modelo do que nós devemos fazer diante das revelações.
Nós nem temos tantas revelações, mas diante das revelações que nós temos nas Escrituras e diante daquilo que Deus vai nos mostrando, nós precisamos saber o que fazer.
E Daniel nos mostra aqui nesse capítulo, falamos sobre isso na aula passada. Então vamos orar, agora nós vamos estudar a oração em si, a oração intercessória, que é a primeira parte desse capítulo, a maior parte desse capítulo.
E depois no final do capítulo vai ter mais uma revelação muito importante sobre as 70 semanas, mas nós vamos começar hoje a examinar a oração intercessória em si, a oração de Daniel, uma das grandes orações, não é tão longa, mas é uma das grandes orações na Bíblia.
Então, voltando aqui então para o começo do capítulo 9, já vimos aí no versículo 2 que Daniel foi inspirado, ele foi estimulado a orar por causa de ter visto nos livros, ele tinha menos volume, menos Escrituras do que nós,
mas ele tinha vários escritos, inclusive um que era muito recente, que é o Livro de Jeremias, mas a coisa importante é entender que nós também temos a Bíblia completa agora, as Escrituras do Antigo e do Novo Testamento,
mas devemos ler tudo, devemos examinar tudo, mas é importante entender o quanto que aquela parte, o Espírito Santo vai verificar para nós aquilo que é importante para nós na nossa situação hoje.
Então, Daniel estava vivendo o final do cativeiro, então quando ele leu em Jeremias a respeito do tempo de 70 semanas, ele entendeu que aquilo era uma palavra de Deus para o momento, para a situação dele,
então isso nós também precisamos ter, precisamos ter uma compreensão, precisamos ter uma revelação daquilo que Deus está falando conosco dentro da nossa situação que estamos vivendo hoje.
Então ele entendeu pelos livros sobre os 70 anos do cativeiro, e no versículo 3 ele dirigiu o rosto ao Senhor para buscar com oração e rogos ou súplicas,
então nós falamos sobre isso que entender que Deus falou que vai preparar uma igreja gloriosa, entender que Deus vai preservar seu povo, entender que vai ter uma tribulação no tempo do fim,
entender que Jesus em breve voltará, muitas coisas que nós podemos entender a respeito daquilo que estamos vivendo hoje é importante, mas isso deve nos levar a oração,
Deus prometeu, Deus vai fazer, mas é algo que tem a ver com a nossa resposta, então ele dirigiu o rosto ao Senhor Deus para buscar, ele não ficou assim acomodado, passivo,
para buscar com oração e rogos, com jejum, pano de saco e cinza, nós não temos essa prática hoje, mas pensa só, eu não sei o que que aqui não fica claro,
eu acho que Daniel não foi trabalhar nesse dia com pano de saco e cinzas na cabeça, era o que eles faziam para demonstrar quando eles estavam de luto,
quando eles estavam tristes, quando eles estavam buscando, quando eles estavam querendo expressar uma tristeza, eles faziam isso, então Daniel buscou com coração mas também com demonstrações exteriores,
então ele mostrou realmente a condição do coração, tinha que ter alguma expressão, não era só uma coisa que ele carregava no interior, mas ele buscou aquilo com intensidade,
ele buscou demonstrando exteriormente também a condição do coração dele. Então começando no versículo 4, nós temos a oração que vai até o versículo 19,
do versículo 4 até o versículo 19 é a oração intercessória de Daniel, nós vamos ler essa oração, nós vamos falar sobre as três partes principais da oração, está no esboço também,
e a medida do possível nós vamos parando um pouquinho também, mas eu quero primeiro dar uma visão da oração como um todo, então vamos começar no versículo 4,
o versículo 4 nós estamos dividindo essa oração em três partes, em três temas, a primeira parte é o versículo 4, mas depois esse tema ele também repete no meio da oração,
e que nós estamos chamando isso de a exaltação de Deus, reconhecer quem Deus é, então vamos ler o versículo 4, "orei ao Senhor meu Deus, confessei e disse",
então assim, a parte principal da oração vai ser uma confissão, mas ele começa reconhecendo quem Deus é, isso pode parecer meio mecânico, óbvio, só assim,
será que a gente tem que seguir essa ordem sempre, como que a gente deve fazer isso nas nossas orações, mas é muito importante, a oração ela é fundamentada em quem Deus é,
nós estamos orando a quem? A Deus, claro, mas quem é Deus? Nós não paramos suficientemente para pensar no caráter de Deus, tem diferentes aspectos de quem Deus é,
e cada tipo de oração muitas vezes vai enfatizar, vai se fundamentar, vai se basear, se apoiar em algum aspecto de quem Deus é, nós não estamos orando para alguém que a gente precisa
tentar convencer, tentar dobrar ou mudar o pensamento dele, mesmo quando Moisés estava intercedendo a Deus para ele não destruir o povo de Israel lá no Monte Sinai,
Moisés não estava tentando mudar quem Deus era, ele estava afirmando a Deus quem ele era, e na verdade a oração, eu aprendi isso há muitos anos, lembro de um pregador que falou essa frase,
que eu esqueci, que ele disse que na oração nós não mudamos Deus, nós é que somos mudados, nós é que somos transformados, quando nós oramos, talvez Moisés nunca tivesse pensado exatamente daquela forma,
mas quando ele foi orar aquela situação gerou em Moisés uma compreensão e ele começou a falar Deus, o Senhor não é assim, então na oração nós aprendemos mais sobre quem Deus é,
Deus está nos dando a oportunidade, é como se um pai, uma mãe, fizesse um gesto para um filho de quem fosse fazer alguma coisa errada, dar a entender que faria uma coisa errada,
que ia acelerar em um lugar que não pudesse, ou ter uma atitude como a criança que não tivesse, como se ele fosse dar um movimento naquela direção para ver o que a criança vai fazer,
se ela vai, vai mesmo, faça isso, ou se ela vai dizer pai ou mãe você não pode fazer isso, você não é assim, então naquele momento a criança está aprendendo, ela está sendo incitada a buscar a verdade,
a buscar a essência da natureza, é uma coisa misteriosa, porque que Deus falaria assim, sai da minha frente Moisés eu vou destruir esse povo, claro que Deus estava falando de um sentimento real,
Deus estava muito irado com aquele povo, ele não estava fazendo um teatro, mas ao mesmo tempo ele estava dando uma oportunidade, nós temos vários exemplos disso,
Deus que foi em forma humana visitou Abraão e foi conversar com Abraão sobre o que ele iria fazer em Sodoma, e de fato ele destruiu Sodoma,
mas naquele momento que ele conversou com Abraão em Gênesis 18, ele estava dando um espaço, ele estava criando, ele não chegou para Abraão, ele falou olha vou fazer isso e tal, mas ele estava dando uma oportunidade
para Abraão dizer Deus, mas o senhor vai destruir Sodoma mesmo tendo pessoas justas lá dentro, então ele deu um espaço para Abraão falar com Deus, então essa é a oração, essa é a natureza da oração, é isso que a oração faz conosco,
então no versículo 4 a primeira parte dessa oração de Daniel é Daniel falando com Deus quem Deus é, ele estava expressando para Deus, você precisa falar com Deus quem Deus é,
Deus já sabe quem ele é, Deus não precisa de ter uma afirmação de quem ele é, mas isso faz parte dessa relação, dessa parceria, é tão maravilhoso, é tão tremendo pensar em um amigo de Deus,
em alguém que conversa com Deus sobre as intenções dele, nós não conhecemos essa dimensão da oração, porque quando nós oramos, nós oramos mais como, claro que nossa posição é de suplicante,
nós pedimos favor de Deus, pedimos misericórdia de Deus, mas eu creio que nós não conhecemos esse nível de relacionamento com Deus em que nós começamos a falar com Deus como um parceiro mesmo,
como um sócio, como quem está dizendo, mas Deus o senhor vai destruir Sodoma, o senhor vai destruir toda a nação de Israel porque eles pecaram, o senhor vai deixar a nação do Brasil,
outra nação ou a igreja, o senhor vai continuar agindo dessa forma, quem somos nós para questionar Deus, quem somos nós para saber quais são as intenções de Deus, mas essa pergunta quem somos nós,
nós não somos do mesmo nível de Deus, nós não temos o direito de, a Bíblia fala várias vezes sobre quem é o homem, Romanos 9, quem que é o homem para dizer ao oleiro o que ele deve fazer,
mas ao mesmo tempo por esses exemplos bíblicos nós vemos que Deus, ele quer que nós sejamos amigos, como Jesus falou com os discípulos, não chamam vocês mais de servos, vocês são amigos porque eu converso com vocês,
ele queria que os amigos estivessem com ele no jardim do Gethsemane, que vissem a angústia de coração dele, então Daniel está dizendo a Deus quem Deus é porque isso vai servir de base para a oração de Daniel,
tudo que vem a seguir é consequência, é consequência dessa revelação de quem Deus é, então versículo 4, "Orei ao Senhor meu Deus, confessei e disse, ó Senhor, Deus grande e tremendo que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos."
Então nós vamos voltar para esse versículo, mas é só chamando atenção para o fato de que ele fala das características de Deus, ele fala que Deus é grande e tremendo, algumas tradições falam acho que temível, um Deus grande e tremendo ou temível,
que guarda a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos, então agora eu quero fazer uma leitura da oração toda e depois nós vamos voltar nessa primeira parte,
então a primeira parte da oração é dizer quem Deus é, exaltar a Deus, adorar a Deus, reconhecer quem Deus é, entender que essa natureza de Deus é o que nos mostra como nós podemos conversar com Deus,
o que nos mostra como nós podemos ser parceiros de Deus e como é importante ter essa revelação da natureza de Deus, eu tenho claro que a minha concepção de Deus é muito imperfeita, claro que eu não sei muito sobre quem Deus é,
mas eu quero dizer que eu tenho muito temor pela condição da igreja, do que eu vejo falando assim de maneira geral, o que eu vejo na igreja hoje é essa falta de compreensão,
o que a igreja expressa, o que a igreja demonstra sobre o conhecimento de Deus realmente causa bastante preocupação, é algo que devemos orar, Senhor nós precisamos conhecer mais quem Deus é,
porque isso vai determinar o nosso tipo de oração, claro que se nós entendemos errado quem Deus é e oramos de forma errada, Deus não vai responder, mas Deus está esperando uma correspondência, uma parceria, uma harmonia do homem com Deus para fazer a sua obra na terra,
então se nós não soubermos quem Deus é, o que Deus quer fazer não vai poder ser feito, porque a gente vê a importância dessas orações ao longo da Bíblia e o próprio Jesus que demonstrou realmente alguém que conhecia o coração do Pai
e que orava de acordo com a sua vontade, então que nós possamos ansiar, buscar uma compreensão melhor de quem Deus é, ok, a segunda parte da oração é a confissão em si, falou desde o início sim, ele orou e fez a sua confissão,
então Daniel está na parte principal da oração, na verdade continua até o fim ele falando sim, porque eu estou separando em partes, mas é claro que a exaltação de Deus continua durante a oração,
a confissão também vai até na terceira parte também, mas quando ele concentra mais em confissão é do versículo 5 até o versículo 14, então essa é a parte da confissão, vamos ler,
eu quero que vocês vejam assim quantas vezes que ele vai falar sobre pecado, eu contei 10 ou 11 vezes, porque as vezes tem outras palavras, sinônimos e tal, mas ele fala assim,
se contar todas as palavras que ele usa, sinônimos de pecado ou expressões que falam a respeito de pecado, nós vamos ver, tem muitas palavras diferentes e é repetido em torno de 10 ou 11 vezes nessa oração,
ele fala a respeito do pecado, ou seja, isso não é uma coisa secundária, assim falar a Deus, então nós queremos, o que Daniel está orando? Daniel está orando para que haja restauração,
para que a profecia de Jeremias, não vamos nos esquecer disso, em nenhum momento que o objetivo da oração é pedir a Deus pelo fim do cativeiro, então Daniel tem uma súplica,
ele tem um pedido para fazer e ele não vai simplesmente dizer, então Deus, eu sei que nós pecamos, mas vamos ao que interessa, restaura por favor, restaura, seja gracioso conosco, volte a falar conosco,
não, a parte de confissão é a parte mais enfatizada em toda a oração, então não existe verdadeira restauração sem arrependimento,
e quando nós olhamos atrás, mais no início da Bíblia, em Levítico, em Deuteronômio e depois também na oração de Salomão, 1º Reis 8, quando falava a respeito da disciplina de Deus,
do cativeiro, das coisas que Deus faria por causa do pecado, sempre a ênfase é, Deus não fala que ele vai desistir, não fala que ele vai parar,
porque ele fez uma promessa e revogava para Abrão, então não tem essa hipótese de Deus falar assim, pode ser, se vocês forem muito mal, se vocês pecarem muito,
então pode ser que eu desista completamente, não, em todas as, tem capítulos, Levítico 26 e Deuteronômio 28, são capítulos longos que falam de muitas coisas que Deus faria
por causa do pecado do seu povo, mas em nenhum momento Deus fala que ele vai desistir, ele fala que vai ter um remanescente, que vai ter restauração,
mas ele diz que isso vai acontecer se houver arrependimento, então outra vez Daniel não está dizendo, olha, Jeremias profetizou que tem 70 anos de cativeiro,
então, aliás, nós vemos isso no versículo 2, que é por causa dessa profecia que Daniel está orando, mas você pode procurar na oração de Daniel, em nenhum momento ele fala
Deus chega, o senhor prometeu 70 anos, deu 70 anos, acabou, o senhor é fiel à promessa, então acabou, em nenhum momento Daniel cobra de Deus o fim do cativeiro
pelo motivo de 70 anos, não foi esse motivo, nós podemos, vamos ler agora, em nenhum momento Daniel usa o argumento de que deu tempo, então, Deus, para ser fiel,
ele tem que terminar, acabar com o cativeiro e restaurar o povo, ele, pelo contrário, ele viu que estava na hora de ter restauração, mas ele sabia que a restauração só poderia vir
se houvesse arrependimento, então o foco principal da oração é confissão, é arrependimento porque é isso que vai desencadear, isso que vai trazer a restauração.
Então vamos lá, versículo 5, nós vamos fazer uma leitura e depois eu quero mostrar a terceira parte, depois vamos voltando e falando um pouquinho mais sobre alguns detalhes.
Então prestem atenção na repetição da palavra pecado e outros sinônimos, "pecamos, cometemos iniquidade, procedemos impiamente, fomos rebeldes, apartamos-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos,
não demos ouvidos aos teus servos os profetas que em teu nome falaram aos nossos reis, nossos príncipes, nossos pais, como também a todo o povo da terra."
Então só aqui ele falou, "pecamos, cometemos iniquidade, procedemos impiamente, fomos rebeldes, apartamos-nos dos teus mandamentos e não demos ouvidos aos teus servos, só aqui ele fala e são palavras diferentes,
cada um tem um significado, todos têm, depois eu vou mostrar algumas, vou mostrar isso agora, estamos lendo aqui, aqui tem alguns sinônimos, alguns significados dessas palavras que Daniel está usando.
Pecado, como nós sabemos, a primeira palavra aqui tem esse significado no original, errar o alvo, então estamos buscando uma coisa errada, isso significa, isso é o propósito da vida, isso é a direção da vida,
isso não é apenas um ato isolado, é pecado, é errar o alvo, é caminhar na direção errada, é buscar o Deus errado, então errar o alvo é um significado muito forte do que é o pecado.
A outra palavra tem o sentido de torcer, de uma coisa torta, de uma coisa pervertida, então o pecado corrompe, o pecado é você pegar uma ideia que Deus deu e perverter.
Por exemplo, a palavra amor pode ser pervertido, o significado verdadeiro do amor tem um sentido diferente, é usado, nós praticamos o que é justiça, às vezes nós fazemos uma coisa ficar mole demais,
permisivo demais, às vezes nós fazemos a ideia de Deus ser muito duro, duro demais, então tudo que perverte, tudo que corrompe o sentido real, não só o sentido da palavra, mas a essência de quem Deus é,
por isso que eu me preocupo muito com a imagem, com o testemunho da igreja, que parece demonstrar, mesmo quando nós combatemos coisas erradas, coisas que estão sendo muito faladas hoje,
como a homossexualidade, o aborto ou a família, muitas coisas certas podem ser usadas de uma maneira errada, para passar ideia errada, então nós podemos entender que não é só a perversão de praticar atos abomináveis diante de Deus,
mas tudo que perverte, tudo que torce, tudo que tira daquilo que Deus realmente é, é uma das palavras que ele usa para pecado.
Outra palavra significa violação, é realmente assim, fazer maldade, é praticar o mal, cometemos iniquidade, fizemos o que era mal, então esses são atos perversos mesmo, atos pecaminosos.
Outra palavra que ele usa é "nós rebelamos contra ti", então é não aceitar a autoridade de Deus, não aceitar o que Deus fala, se revoltar contra a ordem ou aquilo que Deus quer.
Afastar-se dos mandamentos, afastar-se da palavra de Deus, das coisas que Deus falou, a gente vai se afastando, vai ficando distante, aquilo não é mais importante e a gente começa a não viver dentro de uma vida,
e isso pode também se referir a afastar-se do amor, da devoção a Deus, esfriar-se, e tem outros sentidos, mas uma coisa que ele enfatiza bastante aqui não é uma palavra de pecado em si,
mas ele colocou inclusive no versículo 6, nós não demos ouvidos, não demos ouvidos à voz de Deus, não demos ouvidos aos profetas de Deus.
Então essas são algumas palavras que nos ajudam a entender, depois ele vai repetindo e vai usando outras palavras aqui também.
Versículo 7 agora, "A ti, oh Senhor, pertença à justiça", então uma coisa que ele faz aqui é fazer um contraste entre a justiça de Deus e a infidelidade do povo,
e ele está se colocando junto, uma coisa importante que todos nós sempre precisamos notar nessa oração de Daniel é que ele não se coloca como a parte,
ele não se coloca como eu sou melhor, Deus perdoa esse povo pecador, mas eu sou uma exceção, ele era uma exceção, mas ele não fala isso,
ele se coloca como parte a nós, nós pecamos, nossos pais, nós também, todo o povo, então ele faz um contraste entre o Senhor que é justo e o povo que não é.
E uma coisa que depois a gente vai continuar dando importância, destacando isso, mas eu acho que é importante já olhar isso que desde o versículo 4,
quando ele fala de Deus, quando ele apresenta, fala por próprio Deus, mas quem que ele entende que Deus é, da natureza de Deus,
além de Deus ser grande e temível, grande e poderoso e digno de reverência, ele logo em seguida no versículo 4 ele fala que guardas a aliança,
então ele dá todo o contexto, isso é muito importante para entender que ele não está falando sobre alguém avulso, Deus não gosta de pecadores,
Deus perdoa pecadores, mas existe uma relação, esse povo está em aliança com Deus, então todo o contexto, toda a base da oração é dentro do contexto de aliança,
e Deus, esse Deus a quem ele se dirige no início, que é um Deus grandioso, que é um Deus poderoso, um Deus que é digno de adoração, ele fala de um Deus que guarda aliança
e ele usa, depois nós vamos falar sobre essas palavras, de quem Deus é, da natureza de Deus, mas quando ele faz um contraste entre Deus e o povo,
claro que Deus é justo e o povo não é, isso a gente pode pensar, isso é uma obviedade, por que ele precisa falar isso, claro que Deus é justo e nós não somos,
se tem algum problema é da nossa parte, isso pode não ser tão óbvio no nosso coração, porque mesmo a gente admitindo que Deus é justo,
às vezes nós temos uma coisa assim, Deus, mas o senhor prometeu, parece que o senhor não está cumprindo a promessa, às vezes a gente até reclama com Deus,
como se Deus não estivesse cumprindo a parte dele e cobrando de Deus como se ele precisasse cumprir, o senhor prometeu, o senhor falou que ia restaurar,
mas Daniel parte, ele vai pedir a Deus que seja gracioso, ele vai pedir por restauração, mas a base da oração de Daniel é, nós estamos numa relação de aliança,
isso aqui não é, vamos pensar em termos, a Bíblia usa muito essa metáfora do casamento, então vamos pensar que existe uma questão, um problema entre um homem,
a parte de Deus e uma mulher qualquer, poderia ser uma funcionária de uma empresa ou sei lá, qualquer situação que não fosse o casamento, então vamos tentar fazer as pazes entre Deus,
que é justo e uma mulher que não foi assim, que teve alguma coisa errada e que tem uma questão e nós estamos procurando reconciliar, Daniel está falando sobre Deus e a esposa,
entre Deus é uma relação de casamento, não é entre Deus e qualquer povo na terra, é entre Deus e o povo que fez aliança com ele, o objetivo de Deus é toda a humanidade,
mas Daniel está falando aqui, está na Babilônia, ele não está intercedendo pela Babilônia ou pela Pérsia ou por outra nação, não que Deus não tivesse desejo de alcançar essas pessoas,
mas porque a maneira de Deus alcançar o mundo é pelo povo que fez aliança com ele e o povo que fez aliança com ele foi infiel,
então a preocupação de Daniel que nem está em Israel, a preocupação de Daniel é Jerusalém, ele nem está tão preocupado, assim como que eu posso colocar,
nós não sabemos de todos os detalhes como o povo vivia na Babilônia nessa época, principalmente aqui no final do cativeiro,
o que nós sabemos é que quando o Ciro fez o decreto para o povo poder voltar para Jerusalém, foi uma minoria que voltou,
por que uma minoria dos judeus que estavam no cativeiro, por que uma minoria voltou? Porque muitos estavam bem,
lembra da carta de Jeremias, em Jeremias 29, no início do cativeiro o povo estava mal lá, estava provavelmente se sentindo,
além de deslocados, talvez sendo oprimidos, nós não sabemos até que ponto eles foram levados para o cativeiro,
mas parece que eles não foram como na escravidão do Egito, parece que não houve assim uma escravidão explícita nos lugares do cativeiro,
talvez eles fossem discriminados, talvez eles fossem obrigados a fazer serviços mais humildes, eu não sei, pelo menos eu não tenho esses dados,
o que eu sei é que quando acabou o cativeiro, depois dessa época que Daniel está orando, poucos voltaram para Israel,
então o que eu quero falar com isso? Que Daniel, quando ele está orando para Deus nessa oração de Daniel 9,
Daniel é uma situação um pouco diferente de Êxodo, no início do livro de Êxodo, Êxodo 2, quando fala que o clamor do povo de Israel
que estavam sofrendo na escravidão, que o clamor do sofrimento deles subiu a Deus, e Deus lembrou da sua aliança e Deus mandou Moisés para libertá-los do Egito,
a situação é um pouco diferente aqui, porque eles estão fora da terra deles, eles não têm liberdade, eles tinham uma certa liberdade culto,
mas eles não estavam como eles queriam dentro da sua terra, mas eles estavam sendo seduzidos a se acomodar na terra onde eles estavam,
naquela carta de Jeremias 29, Deus mandou fazer, pode construir casas, pode fazer plantações, pode buscar paz da cidade onde vocês estão, mas Deus não queria que eles se esquecessem de Jerusalém,
tanto é que nós temos o Salmo 137, que fala assim, se eu me esquecer de Tígeros-além, se eu me esquecer, se eu colocar alguma outra coisa como minha principal alegria,
que a minha língua possa secar-se e tudo mais, então a oração de Daniel, o que eu quero colocar é, não só estava pensando muito mais na honra de Deus
do que no sofrimento das pessoas, e eu não estou falando que não é válido orar por causa do nosso sofrimento, por causa do sofrimento de qualquer pessoa que é próxima a nós,
que ocupa a maior parte das nossas orações, e outra vez, é válido orar, e como em Êxodo 2, o coração de Deus é tocado profundamente por nosso sofrimento,
Deus é um Deus de compaixão, como nós já vamos olhar aqui na natureza de Deus, mas o que eu quero mostrar é que essa oração de Daniel não foi feita
pensando em primeiro lugar do sofrimento do povo, porque talvez eles nem estivessem sofrendo tanto no sentido de miséria, ou não ter o que comer, ou sendo oprimidos, sendo escravizados,
nós não temos essa descrição deles no cativeiro, o que Daniel está dizendo é, Deus, a tua cidade está desolada, a tua honra está na lama,
então Daniel estava orando, e aí voltando para esse versículo 7, ó Senhor, a ti pertence a justiça, porque Daniel quer mostrar que existiu, existe uma aliança entre Deus e o seu povo,
e o povo não foi fiel a aliança com Deus, então Daniel está fazendo uma oração, não reivindicando, Deus sabe que a gente está sendo certinho, a gente está te buscando, a gente está sendo fiel, não,
Daniel está orando e dizendo, Deus, o Senhor fez uma aliança conosco, e o Senhor foi fiel a aliança, sempre fiel, nós é que não fomos,
então eu não estou fazendo uma oração para dizer, Deus, nós temos um direito, nós temos uma aliança, o Senhor prometeu, sim, tinha, tinha uma promessa de Deus que Ele vai usar, mas não é com base naquilo que nós fizemos de bom de ser fiéis à aliança,
então é muito importante entender que essa oração, ela é feita no contexto de aliança, e de uma aliança quebrada, Deus foi fiel e nós não fomos, então Daniel está até dizendo assim, nós nem temos o que falar, nós nem temos o que reivindicar,
e isso é muito forte, eu estou batendo nessa tecla porque quando existem tantas e tantas questões, brigas em família, desentendimentos conjugais, que às vezes leva até a separação, desentendimento entre irmãos na igreja, divisões na igreja,
existem tantas questões, nossa vida é uma sucessão, você fazer parte de uma igreja, você fazer parte da sociedade, você fazer parte de um grupo que está num trabalho, numa empresa, nossa história é uma história de brigas, de desentendimentos,
e quando você ajuda a intermediar, ajuda a reconciliar duas partes, eu falo isso porque quando você está fora você consegue enxergar melhor, então quando você ouve duas partes que estão em contenda,
sempre tem, claro que isso é porque é entre pessoas, e sempre tem culpa mesmo dos dois lados, então se tem um problema entre marido e mulher, com certeza vai ter erro dos dois lados, mas as pessoas envolvidas elas não conseguem, a maioria das vezes, não conseguem ver o próprio erro,
então a grande dificuldade, qualquer pessoa que participou, que faz parte de uma contenda, ou que ajuda outros que estão tentando apaziguar, vai sempre ver isso que tem razões dos dois lados, não porque ele fez isso, ela fez aquilo e eu estou certo e não sei o que,
a grande dificuldade de reconciliar é que as pessoas não reconhecem o erro, ok? Nós estamos falando sobre o povo e Deus, claro que Deus não errou, mas eu vou repetir isso mais uma vez, nós muitas vezes, mesmo dizendo Deus, eu sei que o senhor é amoroso, é justo,
mas dentro do nosso coração, não adianta negar, nós temos muito essa ideia de que Deus, olha pra mim, eu sou uma pessoa, eu mereço, o senhor deveria cumprir as promessas, o senhor deveria me ajudar, até o perdão, o senhor deveria me perdoar,
parece que nós partimos muitas vezes mais desse lado e quando a gente reconhece o erro é uma coisa meio geral, meio genérico, sim, nós pecamos, todo mundo peca, mas muitas vezes não é um verdadeiro arrependimento,
então eu quero mostrar que essa oração, ela enfatiza que o homem realmente, o povo realmente pecou e isso é uma coisa coletiva, isso é outro ponto importante, que Daniel está, Daniel é um grande exemplo disso,
Daniel, pelo que nós sabemos, ele foi pro cativeiro não por causa do pecado dele, ele foi jovem, não que ele fosse uma pessoa sem pecado, mas aparentemente ele não foi uma pessoa que abandonou os caminhos de Deus,
não foi ele pessoalmente culpado do cativeiro, então quando acontece algo coletivo, quando Deus julga o seu povo, todos os que não foram infieis sofrem junto com os infieis,
então Daniel foi pro cativeiro não por causa de algo que ele tivesse feito, mas ele está se colocando junto, ele está assumindo, ele não está dizendo "ó Deus, só podia pelo menos ser bondoso comigo porque eu não fiz aquilo que os outros fizeram",
mas ele está dizendo "nós pecamos porque ele entende os propósitos coletivos de Deus corporativos", Israel é uma nação, então Daniel precisa participar do arrependimento da nação,
e é isso que nós precisamos entender e realmente internalizar nosso coração para que nós possamos fazer parte desse grupo, eu tenho falado que Daniel representa uma geração, uma companhia, um espírito diferente que Deus quer produzir em nós nesses dias,
então vamos lá, versículo 7 "a ti o senhor pertence à justiça, mas a nós a confusão de rosto, vergonha", tem algumas traduções que falam assim "o corar de vergonha, ficar vermelho de vergonha, como se vê neste dia",
então ele coloca assim "é uma coisa vergonhosa, o que nós fizemos é inimaginável", acho que Jeremias, os profetas falavam assim "que coisa mais inédita, os outros povos pagãos que adoravam a deuses que não eram deuses de verdade,
eles não abandonavam esses deuses falsos, esses deuses imaginários, mas o povo que tinha um Deus verdadeiro, o único verdadeiro, eles tinham abandonado, então é uma coisa inimaginável,
como que nós podemos ser tão infieis e hoje nós não fazemos isso de uma forma tão explícita, mas nós abandonamos a nossa idolatria mais sutil, a nossa maneira de ser infiel a Deus é muito mais sutil,
então a nós a confusão de rosto, aos homens judais, os moradores de Jerusalém, a todo Israel, aos de perto e aos de longe, os que estavam espalhados, os que estavam lá na terra ainda,
em todas as terras por onde os tens lançado por causa das suas transgressões, outra vez ó, pecado, transgressões que cometeram contra ti, me parece que essa palavra aqui no versículo 7 é infidelidade,
eu acho que nem coloquei, acho que não está nessa lista aqui, mas ser infiel, Deus é fiel à aliança e ser infiel a cobertar, não ter realmente uma verdade diante de Deus,
então a infidelidade que cometeram contra ti, outra vez no versículo 8 ó Senhor a nós pertence a confusão de rosto e ele cita aqui as classes que são, tem aqueles que são mais responsáveis,
nossos reis, ele já tinha falado isso no versículo 6, nossos reis, nossos príncipes, nossos pais e no versículo 6 ele fala todo o povo, então ele fala dos líderes que eles são mais responsáveis,
mas ele fala também de todo o povo, então todos são responsáveis diante de Deus né, os líderes principais, os líderes secundários, os pais de família, os líderes de cada família,
de cada clã e todo o povo, cada um de nós, então todo mundo é responsável, todo mundo pecou, todo mundo é responsável, aqui ao Senhor, isso aqui é um exemplo do que eu falei que além do versículo 4 que exalta Deus,
em vários pontos, vários momentos na oração, ele também exalta Deus, então aqui ele coloca aqui esse contraste entre a fidelidade de Deus e a infidelidade do povo e ele exalta Deus,
ao Senhor nosso Deus pertence a misericórdia e o perdão, depois eu vou falar sobre isso, mas é só observando que no versículo, na minha tradução aqui, no versículo 4 que ele fala misericórdia é outra palavra
e aqui também no versículo 9, misericórdia aqui é compaixão, essas palavras muitas vezes são traduzidas de formas diferentes, mas nós já vamos falar sobre esses aspectos da natureza de Deus,
então ele está exaltando Deus, Deus apesar de tudo que nós fizemos, Deus tem compaixão e Deus tem perdão, pois nos rebelamos contra ele, rebelão, rebeldia outra vez,
versículo 10, não obedecemos a voz, não ouvimos a voz do Senhor nosso Deus para andarmos nas suas leis, que nos deu por intermede seus servos os profetas, então ele enfatiza muito os profetas como instrumento de Deus
e eu tenho falado isso muitas vezes ao longo das minhas aulas, desses estudos, uma das coisas que eu peço muito a Deus, eu sei que tem algumas pessoas agindo em alguma qualidade hoje como profetas no sentido bíblico,
não no sentido de título, mas existem algumas pessoas, mas eu sinto que isso é tão raro, porque o que nós vemos é que quando o povo de Deus, nessas histórias de Israel, quando o povo de Deus se afastava de Deus,
Deus mandava profetas para advertir e não só nos tempos de afastamento, mas ele também usava profetas para mostrar a direção certa, ele mandava profetas para falar aquilo que Deus realmente queria do povo
e nós não temos, nós não temos dado, ele falou assim, o povo não deu ouvidos aos profetas, mas eu às vezes pergunto, onde estão os profetas?
Onde estão pessoas que possam realmente falar o que está errado, como nós estamos nos afastando, representando mal e sendo infieis às alianças de Deus, então nós precisamos muito, precisamos muito que Deus levante pessoas que falem a verdade
e isso realmente vai nos ajudar, isso é necessário, porque além de estarmos fazendo muita coisa errada, nós não estamos ouvindo, será que nós não queremos ouvir?
No templo de Eremes eles não queriam ouvir e outros profetas, mas alguns profetas eles até mataram, mas às vezes nós nem temos alguém que fale realmente a verdade, então que Deus restaure, porque ele fala que isso é importante
como que nós vamos ser fiéis às alianças de Deus se nós não temos, não é só coisa escrita, mas os profetas de cada geração eles falavam a palavra de Deus, que não era diferente das escrituras, mas tornavam aquela palavra viva
para que as pessoas pudessem entender qual era o desejo de Deus, então ele fala aqui sobre os profetas e aí versículo 11 não só, agora não só os profetas que falavam a viva voz, mas o versículo 11 fala das escrituras
sim todo Israel transgrediu a tua lei, então tem os profetas que falam, mas tem as escrituras que estão ali, a palavra escrita desviando-se para não obedecer a tua voz
por isso a maldição, o juramento que está escrito na lei de Moisés servo de Deus se derramou sobre nós porque pecamos contra ele, então aqui no versículo 11 continua no versículo 12, 13 ele vai dar muita ênfase
ele falou dos profetas agora ele vai dar muita ênfase aquilo que foi escrito porque Moisés previu, Moisés falou se vocês forem infiéis vai acontecer isso e isso e isso e mesmo Deus dando várias chances porque tem graus de disciplina
então quando Deus começa não dando chuva, sendo derrotado diante dos inimigos, tendo doenças, Deus usa várias situações mas quando aquilo não surte efeito ele tem que usar uma disciplina maior
então ele falou, Israel não ouviu aquilo que estava escrito, não só o que estava falado pelos profetas mas o que estava escrito, a maldição, aquilo que foi falado no juramento
no juramento quando eles fizeram aliança com Deus até quando eles entraram na terra prometida Moisés já tinha deixado tudo escrito que seis tribos iam ficar no monte e seis tribos iam ficar no outro monte
era um lugar na terra de Israel que tinha dois montes um perto do outro, então metade do povo, metade das tribos iam ficar no monte e iam falar bênçãos, se vocês obedecerem, vai acontecer muitas bênçãos de Deus
e se vocês não obedecerem virão muitas maldições, então isso faz parte da aliança, quando você faz uma aliança tem o contrato e tem as coisas, quem for infiel nos contratos hoje tem
se alguém não cumprir uma cláusula, então vai acontecer isso, etc, etc, tem as consequências legais, então Daniel está falando, estava tudo escrito,
versículo 12 ele confirmou a sua palavra que falou contra nós, contra nossos juízes que nos julgavam trazendo sobre nós um grande mal e aqui tem uma frase muito forte no final do versículo 12 nunca debaixo de todo o céu aconteceu como em Jerusalém
e eu fico pensando assim, mas Daniel está dizendo que Israel sofreu algo pior do que as outras nações, que Babilônia por exemplo, a Síria, Babilônia, Pérsia, depois teve outros
sempre que um império conquistasse as nações eles exigiam, eles as vezes levavam cativeiro, eles faziam coisas que aconteceram com Israel, também aconteceram com outras nações, mas ele está dizendo nunca aconteceu como em Jerusalém
talvez em parte ele está se referindo a isso que eu acabei de falar que nunca o povo abandonou seu Deus, como Israel abandonou o Deus verdadeiro, mas algo aconteceu até em parte por exemplo assim a destruição de Jerusalém
que aconteceu muito depois, depois de Jesus no ano 70, Roma não tinha esse hábito de destruir uma cidade como eles fizeram em Jerusalém, mas por que eles fizeram isso? Porque os judeus se rebelavam
então como eles não aceitavam, o próprio que aconteceu no tempo de Nabucodonosor, foi porque zedekias e outros tinham feito isso antes, eles se rebelaram, eles não fizeram o que Deus tinha falado através de Jeremias
então nunca aconteceu o que aconteceu em Jerusalém, o que eu posso dizer, o que eu estava pensando hoje quando estava meditando esse versículo é, bom, se no tempo de Daniel
ele já pudesse falar, nunca debaixo de todo o céu aconteceu como em Jerusalém, hoje no século 21 com toda a história que veio depois, porque depois dessa época aconteceu as coisas de antigo epifânio
aconteceram as coisas de Roma, aconteceram coisas durante toda a história, se você estudar um pouquinho, uma leitura superficial da história dos judeus, da história de Jerusalém
você vai ver que realmente é inigualável, não tem um outro povo que tenha sofrido, não tem um outro povo que tenha passado por tanta coisa, terminando agora com o holocausto no século 20, então nós temos coisas e hoje o anti-semitismo aumentando
então tem algum sentimento, tem algum paralelo as decisões da ONU, quase todas contra Israel, então existe algo, não que os judeus tenham sido perfeitos, não que eles não tenham em certas circunstâncias provocado essa ira
mas não tem uma explicação, não tem uma coisa que possa explicar, por isso que quando algumas pessoas têm dificuldades com a eleição de Israel, algumas pessoas "mas como, Deus gosta mais dos judeus"
como que Deus pode ter preferência, como que Deus pode dar essa terra dos judeus e não dos palestinos, como é que Deus pode ter uma preferência assim, além de outras questões que a gente tem que analisar quando pensa no Israel e palestinos e tudo
mas quando nós pensamos num povo escolhido, você tem que levar em consideração que nenhum povo na história sofreu tantas dispersões, tantas perseguições em tantos países diferentes, nunca houve realmente algo parecido
então ser povo escolhido não é só vantajoso, não é só privilégio, então ele está dizendo "nunca debaixo de todo o céu" porque Deus tem uma aliança e isso é válido também para a igreja
a igreja, assim, que nós somos agora um povo de aliança, nós entramos na aliança, nós não tomamos o lugar de Israel como um povo que Deus vai usar para formar a base do seu reino na terra
mas nós somos o povo, nós somos descendentes de Abrão e nós também participamos das bênçãos da aliança e também dos riscos da disciplina da aliança, porque se nós entramos numa aliança com Deus é voluntário
mas se nós entramos eu não posso ser infiel à aliança que Deus deu, então, versículo 3 ele continua como está escrito "na lei de Moisés todo aquele mal nos sobreveio, contudo não buscamos"
agora aqui é uma coisa importante, porque nós estamos, aqui Daniel está orando no final dos 70 anos e lembra que o que dizem em Levítico, em Deuteronômio, na oração de Salomão e primeiro Reis 8
sempre quando fala "Deus vai disciplinar, Deus vai castigar o povo que não for fiel à aliança" sempre fala que Deus vai restaurar, que Deus vai manter a fidelidade da aliança
mas sempre fala também que é quando o povo buscasse e Daniel está dizendo "Senhor Deus" por isso que ele jejuou com pano de saco, com cinzas, porque ele estava dizendo "Deus, acabaram os 70 anos e eu não estou vendo o povo se voltar para Ti"
Irmãos, eu não quero de maneira nenhuma me colocar como se eu estivesse nessa posição, mas eu sinto um pouquinho de dizer que a igreja hoje que precisaria também estar clamando a Deus, dizendo "Deus, é tempo, é tempo que o Senhor restaure a igreja, é tempo que a igreja tenha um testemunho, é tempo que a igreja esteja unida
é tempo que nós estejamos na terra da nossa herança que é o reino de Deus, mesmo que não seja em plenitude, claro que não, mas que seja esse prenúncio, já uma experiência antecipada, um antigosto daquilo que vai ser
é tempo, é tempo se o anticristo, se as coisas do mal vão predominar na terra, onde está a igreja? É tempo que nós peçamos e supliquemos a Deus que ele restaure, mas como Daniel nós não podemos cobrar isso de Deus
porque nós estamos ainda numa posição de não estar arrependido, de não estar, isso que ele fala "Contudo, não buscamos o favor do Senhor nosso Deus, convertendo-nos das nossas iniquidades e aplicando-nos a Tua verdade"
Versículo 14, por isso o Senhor, a minha tradução fala "Vigiou sobre o mal", é como se Deus, esse versículo está dizendo que essa sentença do cativeiro, essa sentença da disciplina máxima
Deus tinha isso nas mãos dele muito tempo antes do cativeiro, mas Deus estava vigiando, Deus estava preparando, Deus estava aguardando, Deus não quer trazer juízo
Ele espera o cálice se encher, não é porque ele quer demorar mais e provocar mais sofrimento, Deus não quer sofrimento, Deus permite o cálice encher-se porque ele está dando tempo, ele está dando chance
Ele não quer usar a medida mais drástica, então Deus vigiou sobre o mal, quer dizer, Deus estava com essa carta na manga, Deus estava com essa disciplina pronta
Mas ele estava esperando até que chegou a hora que trouxe sobre nós, porque justo é o Senhor nosso Deus em todas as obras que faz, "Contudo, não obedecemos a Sua voz"
Então isso aqui termina a segunda parte da oração que é a confissão, embora nos últimos versículos ele vai continuar afirmando o pecado, mas essa é a parte da oração que é a confissão
Ele está dizendo que Deus foi justo nesse pacto, nessa aliança, nós fomos injustos e até o fim, versículo 14 é tipo, Deus trouxe essa medida drástica, Deus não queria, Ele trouxe, mas mesmo assim não nos arrependemos
A gente tem exemplos disso no livro de Ezequiel, porque Ezequiel estava lá no cativeiro e ele falava com o povo e eles não se arrependiam, então essa situação de estar no cativeiro, de estar debaixo da mão da disciplina de Deus e de não reconhecer
Gente, é incrível quanto que nós podemos ver Deus fazendo certas coisas no país, na igreja, na nossa vida, e não atentar, e não estar realmente arrependido, não conseguir enxergar que Deus está permitindo certas coisas
Porque nós tivemos uma atitude errada, então essa parte da oração termina aqui no versículo 14, então o versículo 15 começa com a terceira e última parte da oração, que como eu disse, nós temos um exemplo principalmente no livro de Lamentações
O livro de Lamentações, de Jeremias, pelo menos na maior parte do livro, ele não está propriamente pedindo, pedindo restauração, foi escrito no início do cativeiro, então é uma lamentação, ele está lamentando o juízo, a destruição
Mas essa oração de Daniel não é uma lamentação, ele não está dizendo "Oh Deus, nós erramos e estamos sofrendo e é justo" e ponto, não
Tudo que ele falou na primeira parte, quem Deus é, na segunda parte, nós erramos, tudo que ele está falando tem o objetivo, o propósito da oração está no versículo 15 até o final, no versículo 19
Então Daniel está dizendo "Eu estou falando tudo isso porque agora eu tenho um pedido para fazer, apesar de tudo que estou afirmando eu tenho um pedido para fazer"
Então ele diz "Agora na verdade", então agora chegou assim, eu vou agora falar o que eu vim aqui para pedir, "Agora na verdade, oh Senhor nosso Deus, que tiraste o teu povo da terra do Egito com mão poderosa e ganhaste para ti nome"
Deus precisava ganhar algum nome? Na terra sim, Deus tem o nome eterno, ele não se tornou algo diferente, mas Deus se revelou na terra como o Deus que tirou Israel do Egito
Então Deus adquiriu para si, ele ficou conhecido como Deus que casou-se com Israel, o nome dele é vinculado
"O Senhor ganhou, tu ganhaste para ti nome, como se vê neste dia" e ai ele continua falando "Pecamos, procedemos impiamente"
"Oh Senhor, segundo todas as tuas justiças, aparte-se a tua ira e o teu furor", aqui ele está apelando a justiça de Deus, "Aparte-se a tua ira e o teu furor da tua cidade de Jerusalém, do teu santo monte"
Agora ele falou assim "Por causa da justiça de Deus, mas a justiça de Deus é porque agora nós somos bons e o Senhor pode, agora o Senhor tem condições de nos pegar de volta como a tua esposa fiel"
"Não, nós não nos tornamos fiéis ainda, mas segundo as tuas justiças, por que? Porque por causa dos nossos pecados, por causa das iniquidades de nossos pais, tornou-se Jerusalém e o teu povo um opróbrio para todos que estão em redor de nós"
"Agora, oh Deus" e aqui ele já fez o pedido "Aparte-se a tua ira e o teu furor da tua cidade" e o final da oração, ele chega assim não crescendo, porque Daniel vai fazer um pedido, ele vai fazer um clamor para Deus
E ele vai dizer "Ouve a oração do teu servo, as suas súplicas" e isso me impressiona muito porque outra vez ele não fala "coitadinhos de nós", ele fala assim "A vergonha, a desonra, o sofrimento é por causa do Senhor e do nome que o Senhor vinculou a nós"
"E por causa disso, o fato da cidade Jerusalém, o santuário, a sua casa lá estarem na desolação, isso é uma vergonha para o Senhor, então por causa da tua justiça, não por nós"
"Mas por causa da tua justiça em relação ao teu nome, o Senhor deve agir por causa do teu nome, não por causa de nós"
"Sobre o teu santuário desolado, faz resplandecer o teu rosto por amor do Senhor"
Olha como vai intensificando aqui, eu posso imaginar a voz de Daniel crescendo, ele estava falando com o tom de tristeza, ele estava falando com o tom de reverência no início da oração, depois com o tom de tristeza, enumerando essas coisas, mas quando ele chega nesse ponto, ele começa a falar
Eu imagino a voz dele sendo mais forte, mais intensa, não necessariamente mais alta, mas podia ser mais alta, mas a intensidade não é sempre ligada a volume, pode ser, mas pode não ser também
A Ana, mãe de Samuel, estava orando com grande intensidade e ninguém nem ouvia a voz dela, então a intensidade é uma coisa do interior do nosso coração, e ele começa então, versículo 17, ele fala assim "Deus nosso, ouve a oração"
Isso é uma intensidade, claro que Deus ouve, mas ele está dizendo "Deus, dá atenção, eu estou falando algo, eu quero que o Senhor me escute" e isso vai aumentando, no versículo 19 chega não crescendo, mas no versículo 18 ele fala "Inclina, ó Deus meu, os teus ouvidos"
Então isso vai agora, essa súplica, inclina os teus ouvidos e ouve, abre os teus olhos e olha para a nossa desolação, para a cidade que é chamada pelo teu nome
Porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, nós não temos direito, mas em tuas muitas misericórdias, outra vez a palavra é compaixão
Versículo 19, olha aqui "Ó Senhor, ouve, ó Senhor, perdoa, ó Senhor, atende-nos e opera sem tardar, por amor, até o final, por amor de ti mesmo, ó Deus meu, porque a tua cidade e a teu povo se chamam pelo teu nome"
Então, olha para a nossa cidade porque é a tua cidade e olha para o nosso povo porque é o teu povo e o teu nome está vinculado
E só vou ler o versículo 20 que resume "Enquanto estando eu ainda falando e orando e confessando o meu pecado e o pecado do meu povo Israel e lançando a minha súplica perante a face do Senhor meu Deus pelo monte santo do meu Deus"
Então, isso resume, ele estava confessando o pecado dele, o meu pecado, o pecado do meu povo e lançando uma súplica
Então, ele está confessando o pecado, mas ele está fazendo uma súplica e ele fala com base, com qual base que ele lança essa súplica
Então, eu só quero terminar falando aqui um pouquinho sobre a natureza de Deus
Eu gosto muito de falar sobre esses atributos, sobre essas essências da natureza de Deus
Estão lá em Êxodo 34 quando Moisés, Deus tinha falado por causa do que aconteceu no Monte Sinai, do Bezerro de Ouro, Deus tinha falado que não ia mais andar no meio do povo
Moisés suplicou, falou assim "Deus, o Senhor precisa ir conosco, não sei, estou só um anjo" e depois Moisés falou assim "Deus, se eu achei graça aos teus olhos, que o Senhor se revela, eu quero te conhecer como nunca conheci antes"
E essa revelação de Êxodo 34 é uma revelação que é base de orações, você vai encontrar esses atributos nos salmos, você vai encontrar isso em orações
Porque como eu falei no início, nós oramos para Deus baseados em quem Ele é e nós sabemos muito pouco de quem Ele é
Então essa aqui é a relação de atributos de Deus que nós encontramos em Êxodo 34
Quando Deus se revelou para Moisés, Deus proclamou a Moisés o Seu nome, Ele proclamou e tem traduções diferentes, mas esse aqui é o sentido
Quando fala as diversas coisas, acho que em versículo 6, 7, 8 de Êxodo 34, Ele fala "Primeira coisa, compaixão"
Eu quero perguntar, será que nós colocamos isso em primeiro lugar? Quem Deus é?
Nós estamos falando de um Deus do Antigo Testamento, que é o mesmo Deus, mas as pessoas costumam achar que Deus no Velho Testamento era mais severo
Estamos falando sobre um Deus que acabou de falar com Moisés, "sai da minha frente que eu vou destruir todo mundo"
E hoje muitas pessoas estão falando sobre Jesus, Jesus que vai voltar assim, Ele vai voltar diferente, Ele vai voltar como leão, Ele vai voltar para julgar
Mas Ele não deixou de ser esse Deus, eu não posso falar de um Deus que vai julgar, Jesus que vai julgar, eu não posso falar dele
Nesse sentido, se eu não puder falar sobre um Deus compassivo, se eu não vejo o Deus compassivo
Se a igreja que fala contra pecados e quer se colocar como um exemplo de retidão, de moralidade que o mundo não está conseguindo ver
Estão vendo hipocrisia, estão vendo dualidade, estão vendo pessoas que falam de aborto e homossexualidade mas que acobertam outras coisas piores muitas vezes em nosso meio
Então nós precisamos ter, primeiramente, nós precisamos ter uma visão de um Deus como Ele é
Eu não conheço nenhum lugar no Antigo Testamento, tem a visão que Isaías teve, em Isaías 6, a visão de Ezequiel, temos visões aqui no livro de Daniel
Mas eu não conheço nenhum lugar na Bíblia que fale de uma forma mais como um arco-íris, com todas as cores de quem Deus é
Êxodo 34, Moisés teve uma revelação, a própria Bíblia fala que ninguém chegou tão perto de Deus como Moisés
Ele viu Deus pelas costas, ele não podia ver face a face, só Jesus revelou Deus de uma forma mais completa do que Moisés
Mas aqui nós temos esse leque completo das cores do arco-íris, então rapidamente que talvez a gente volte nisso depois mas só para a gente terminar
Eu queria chamar a atenção para como essas qualidades estão na oração de Daniel
Então "compaixão", "ser gracioso", "ser tardio em irar-se", "resed" que eu sempre pronuncie errado, mas parece que a pronuncia certa é "resed"
É o amor de aliança, uma palavra que a gente não tem muita tradução boa para isso, mas é amor, envolve misericórdia
Muitas vezes essa palavra é traduzida como misericórdia na Bíblia, às vezes compaixão é traduzida como misericórdia
Mas eu acredito que misericórdia na nossa língua é mais esse segundo, o gracioso, isso é misericórdia
Misericórdia é um ato que você faz como resultado de ser compassivo, se você tem compaixão de alguém você vai fazer algo de misericórdia
Então é um ato de misericórdia, são coisas que vão juntos
Agora "resed" é mais do que misericórdia ou compaixão, é um amor de aliança, é uma ligação, é uma fidelidade, aliança é amor de aliança, envolve reciprocidade, fala muito de aliança
Então amor de aliança, ser verdadeiro, fiel, verdade, é uma qualidade, estar pronto para perdoar e ser justo
Todas essas aqui são palavras específicas, perdoador, tardio em irasse são duas palavras, ser tardio e não irasse, a gente fala longanimidade
Mas essas aqui são palavras, agora a última palavra em Êxodo 34 não é uma palavra mas é a única, se você for olhar, talvez assim quando você fala verdade ele vai fazer o que é certo
Mas a única coisa que parece que vai envolver uma coisa mais dura, negativa, é essa última, ficou no final da lista
Por isso que eu falo assim, você não pode começar com o final, muita gente quer começar a falar de justiça, que ele fala assim que Deus é justo, que no versículo ele fala que Deus perdoa
Ele é quem perdoa, mas ele também visita a iniquidade, ele é justo, ele não é um Deus que é só compassivo, só perdoador, ele vai fazer justiça, não tem como estabelecer o reino de Deus ter retidão sem fazer justiça
Tem que corrigir, tem que punir, mas ele está aqui nessa última parte da lista, bom eu só queria chamar a atenção então para essas características, a única coisa que eu pelo menos não achei muito diretamente
Mas com certeza está subentendido, mas todas essas qualidades de Deus estão na oração de Daniel, por exemplo no versículo 4 quando fala que guardas a aliança e a misericórdia
Essa palavra é hesed no versículo 4, é esse amor de aliança, ele guarda aliança e é uma aliança de hesed, de reciprocidade e ele guarda para com os que te amam, então esse tipo, Deus ama todos
Mas ele vai manter aliança com aqueles que amam, que correspondem a ele, então hesed exige uma resposta, é tardio em irá-se, em versículo 9 tem três qualidades
O que fala inicialmente é compaixão, fala sobre perdão e fica implícito, não usa palavra, mas fica implícito que Deus está sendo tardio, no versículo 14 também
Deus está aguardando, Deus demora, mas ele é justo, hesed já falamos, versículo 13 fala que Deus é verdadeiro, que nós devemos conhecer a verdade de Deus, no versículo 13
que é perdoador já falamos e o versículo 14 também fala que Deus é justo em todas as obras que faz e tem muitas outras coisas assim, essas qualidades de Deus estão permeadas em toda a oração
Eu só queria mostrar que essa revelação de quem Deus é foi o que deu base e sustentação para toda a oração e então isso, conhecendo mais quem Deus é, vai realmente nos dar a capacidade de orar
Alguém vai falar, inclusive eu, assim, Deus, mas eu te conheço muito pouco, então eu não posso orar, mas lembre o que eu falei, agora há pouco, na oração nós não estamos mudando Deus
Nós estamos descobrindo na própria oração, quando nós começamos a interagir com Deus, Deus vai nos revelando, é claro que a palavra, as Escrituras nos mostram quem Deus é
Nós precisamos ter olhos abertos, nós precisamos buscar com intensidade e eu sugiro, eu sugiro que use essa revelação de Deus a Moisés em Êxodo 34 para buscar em todas, eu quero entender quem Deus é
Eu entendo que esse texto, esse conjunto de características é realmente a mais completa na Bíblia, em vários outros textos você vai achar três qualidades, duas qualidades, quatro qualidades
Mas em Êxodo 34 você tem todas essas qualidades juntas, então é um texto maravilhoso para nos mostrar quem Deus é e Daniel usou isso para falar com Deus, para fazer essa oração
Então na aula que vem nós vamos continuar examinando, ouvimos a oração como um todo, na próxima aula nós vamos ainda destacar algumas características, alguns pontos que são importantes para a gente aprofundar um pouquinho mais
Senhor Deus, nós estamos realmente muito admirados diante do Senhor por tanta coisa, por tanta graça, por tanta revelação e como que alguém poderia ter orado algo como essa oração
Como alguém poderia ter formulado uma oração assim, só quem conhece o Senhor, por isso nós pedimos nossa súplica hoje, Senhor que nós possamos correr após Ti, que possamos nos aprofundar
Que possamos desejar com todo o nosso coração conhecer a Ti, Senhor, porque é só assim nós vamos conseguir ser amigos, só assim que nós vamos ser parceiros, só assim que nós vamos poder realmente orar
Como Daniel e o Senhor quer um povo que ore, o Senhor quer não só um Daniel, o Senhor quer um corpo, uma família que ore como Daniel e que o Senhor faça isso e nós pedimos em nome de Jesus, amém