O volume 28 – Últimos anos do reino de Judá – Ezequias – está disponível, estude e compartilhe seus comentários.
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Aulas ministradas na Rua Dom Pedro II nº 1253 – Sala 3, Conserva – Americana | SP,
aos domingos às 10h30 da manhã.
12/11/17 – Significado dos ataques a Jerusalém
2 Crônicas 32
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Transcrição
Bom, eu não olhei quantas... Eu acho que nós estamos há vários meses. Eu não lembro quando que nós começamos a Ezequias, mas estamos há vários meses já estudando Ezequias.
E agora que nós chegamos, finalmente, vamos dizer assim, ao ponto principal, ao acontecimento principal da história de Ezequias.
Eu acho que em algum momento anterior eu coloquei uma série de acontecimentos, uma sequência de acontecimentos.
Tem várias situações difíceis de entender nessa história de Ezequias. A gente tem comentado sobre alguns, a sequência de eventos.
Nós temos três relatos e ainda várias evidências históricas. Então tem bastante conhecimento, bastante fatos sobre Ezequias, mas é bem difícil,
até para quem é muito estudioso, pesquisa muito, é bem difícil definir algumas coisas sobre aquilo que a gente quer saber.
Nós queríamos colocar toda a vida de Ezequias numa sequência certinha. E a Bíblia não se preocupa tanto com isso.
A Bíblia vai mostrar vários acontecimentos na vida de Ezequias, mas não se preocupa, a Bíblia não se preocupa tanto com a exatidão da sequência.
Para nós é muito importante, a gente nunca faz uma biografia sem falar que o cara nasceu em tal ano. A Bíblia coloca, ele começou a governar com 25 anos de idade,
ele reinou durante 29 anos, mas várias coisas que aconteceram durante aqueles 29 anos a Bíblia não coloca necessariamente na sequência.
Então a gente precisa entender que para Deus essas coisas não são tão importantes, senão Deus teria colocado.
Tem várias polêmicas, várias situações que a gente não sabe exatamente como as coisas aconteceram.
Mas o importante é que nós estamos chegando agora ao maior evento da vida de Ezequias.
E como coloquei no esboço aí, quem não pegou o esboço, tem um esboço, uma folha nova hoje, esse acontecimento que nós vamos estudar agora não é só o maior acontecimento da vida de Ezequias,
é o maior acontecimento do reino dividido. Todo o tempo do reino dividido, qual que foi o maior acontecimento, o que destacou mais exatamente essa invasão da Síria?
E quando a Síria conquistou Samaria e levou as dez tribos, não seria também um acontecimento grande? Foi uma derrota, mas você pode olhar na sua Bíblia e ver quanto espaço a Bíblia dá para a derrota de Samaria.
É um pedacinho de um capítulo, alguns versículos. E essa história ocupa dois capítulos de Segundo Reis, em Segundo Crônicas é mais resumido, mas depois é relatado todo novamente no livro de Isaías.
Então você vê que tem uma importância muito grande que é dada a essa história. Então eu só coloquei esse aqui agora, vou só falar rapidinho aqui sobre isso que está na lousa.
A gente às vezes fala sobre isso, mas eu coloquei aqui para a gente pensar. Não são as únicas maneiras que você pode usar a Bíblia, mas eu estou falando especificamente como é que você usa, como é que você aplica esses textos históricos.
Inclusive, se você quiser completar aí, seria mais do Velho Testamento. As coisas históricas do Novo Testamento não entrariam tanto nessa, em parte, mas nem todas as aplicações.
Essa relaçãozinha de quatro aplicações possíveis de textos no Velho Testamento é mais pensar no Velho Testamento mesmo.
Então vamos lá. A ordem não tem uma ordem necessariamente aqui. A primeira eu acho que é mais importante, que é você estuda a história, como nós estamos fazendo há 20 anos, você estuda a história para entender o plano de Deus.
Quando você olha a história do Velho Testamento, isso não é só uma historinha para contar para a criança em escola dominical, como geralmente a gente pensa da Bi e Golias, o Mar Vermelho.
Muitas histórias são tiradas de contexto para contar uma história, não só para crianças. Isso faz parte, não é uma coisa errada.
Você conta uma história fora de contexto para focar naquela história, para isso enquadraria mais nesse segundo.
Você faz uma aplicação individual, indiferente da época da história, não importa quando que David viveu. Eu quero falar sobre como Deus dá vitória para um menininho ou um garotinho contra um gigante. É uma história edificante.
E você tem, Abraão creu em Deus, ele e Sarah não podiam ter um filho, e Deus deu um filho para eles. Indiferente da importância de Abraão na história, indiferente de qualquer coisa, você tira lições maravilhosas.
Essa é a aplicação mais comum. Não é errado, mas não devia ser mais comum. Então essa segunda aqui é individual, é devocional.
Você pega uma história, você não precisa pesquisar, você não precisa se importar com o que estava acontecendo no contexto maior.
É uma aplicação individual. Daniel na cova de leões, pronto, eu vou aprender uma lição sobre oração e confiar em Deus.
Agora, a primeira é, eu vou entender a sequência do plano de Deus. Não é uma figura, não é uma coisa simbólica, é realmente Deus começou o plano dele com Abraão.
Então não vou ficar falando muito, só queria dar essas ideias para a gente entender o que nós estamos fazendo aqui nesse estudo. Nós temos feito esse número um, a gente faz algumas, aqui a gente faz um pouquinho de tudo, mas é importante entender a diferença.
O que eu mais faço, o que eu mais tento fazer, é o número três, é fazer um paralelo, nessa época que nós estamos estudando, nós fazemos um paralelo.
Na época que Israel estava saindo do Egito, isso é um paralelo a que tipo de período, que tipo de momento na história, quando foi que a Páscoa realmente se realizou, quando Jesus morreu na cruz.
Então tem paralelos, aquilo que aconteceu no Velho Testamento, faz um paralelo, Deus fez uma história toda no Velho Testamento, com vários ciclos, com várias situações, mostrando o paralelo que a igreja passaria.
Mas tem uma quarta, a primeira é diferente porque nós estamos vendo não um paralelo, na primeira nós só estamos vendo o desenvolvimento do plano de Deus.
Deus tem um plano, ele começa, tem um início, tem um meio, tem um fim e cada parte é separada.
Mas aquilo que aconteceu no Velho Testamento faz um paralelo, número três, com situações que a igreja passa hoje.
Eu vou explicar qual a diferença entre o três e o quatro, na verdade eu fiz essa relação aqui para vocês entenderem o que nós estamos fazendo, o que nós queremos aprender com a situação de Ezequias que nós estamos estudando hoje.
Então, uma das maneiras é fazer um paralelo, se eu fizer um paralelo com Ezequias, esse tempo era antes do cativeiro em Babilônia, Ezequias veio antes do cativeiro de Babilônia, quase cem anos antes do cativeiro de Babilônia.
Então, o cativeiro em Babilônia, na história da igreja, provavelmente o paralelo mais correto da história da igreja seria períodos da idade média, períodos em que tinha luseiros fortes, tinha pessoas servindo a Deus.
Mas o povo estava totalmente, a igreja estava fora da sua terra prometida, da sua herança, a igreja não estava usando nem as escrituras, praticamente assim o povo em geral não tinha acesso às escrituras.
Essa foi a grande questão de Martinho Lutero com a reforma e tudo mais. Então, esse seria o paralelo. Então, para que eu vou estudar Ezequias hoje? Porque foi até antes disso.
Então, o que o paralelo não é perfeito, não dá para a gente fazer uma linha, uma correspondência exata a todos, porque senão a gente até mataria a charada e descobriria quanto tempo falta para a volta de Jesus, o que falta acontecer.
Tem coisas que dá para tirar daí. Mas tem uma outra coisa que é o número quatro que eu estou fazendo mais nesse momento, tenho feito em outros também, em que além de fazer um paralelo, além da gente ver, olha, o cativeiro babilônico, o reino dividido, tinha muito a ver com aquela época, mas o reino dividido existe hoje.
Então, o reino dividido foi antes do cativeiro de Babilônia, mas o reino dividido existe hoje também e tem muitas situações que fazem paralelo em todas as épocas.
Então, em todas as épocas você pode falar sobre o povo de Deus andar no deserto 40 anos, isso é um tempo em que você faz paralelo em todas as épocas da história, você pode fazer uma ideia assim de andar no deserto e nós estamos esperando entrar na terra prometida.
Ou você fala assim, não, na igreja primitiva entrou na terra prometida, mas foi aos poucos perdendo até que chegou o cativeiro. Enfim, tem muitas, muitas épocas, muitas situações que cabem em todas as épocas da história, deu para entender?
Então, nós temos um, você vê linear, o plano de Deus começou com Abrão e continua até hoje, então, em certo sentido, nada disso aqui é figura, é coisa que aconteceu mesmo e que cumpriu uma parte do plano de Deus.
Mas tem aplicações individuais fora de contexto, tem paralelos a épocas e determinadas da história, mas tem também muitos, muitos períodos, muitas situações semelhantes em toda a época da história, ok?
Então, vamos começar então a história que interessa para nós agora. Manistela vai colocar aqui uma listinha que é bem interessante, eu até já vi várias vezes, mas eu não sei o número.
Se você olhar, se você fizer uma pesquisa no Google, Wikipedia, tal, você vai, coloca lá "destruição de Jerusalém", alguma coisa assim sobre Jerusalém.
Tem um número, não sei se é 50 vezes, Jerusalém já foi destruído, tem um livro dessa grossura assim, da história de Jerusalém, não é nem do povo de Israel, aí tem um, acho que mais de um autor, mas eu li um livro que ele conta a história de Jerusalém, da cidade de Jerusalém.
Então, às vezes estava nas mãos de judeus, mas depois, durante a maior parte da época assim, de 2000 anos para cá, esteve nas mãos de muçulmanos, de vários tipos de muçulmanos.
Então, é uma história muito triste, gente, tem descrições que são horríveis. Se você lê a história de Josepho, eu não li, mas as pessoas que leram quando ele relata a destruição de Jerusalém no ano 70, tem coisa assim que, você tem dificuldade de ler, de tanta crueldade, de tanto sofrimento que relata.
Mas se você olhar, então, na história, Jerusalém já foi destruída umas 50 vezes, me parece, alguma coisa assim.
Mas, pensando em relatos bíblicos, nós temos 4 relatos de destruição de Jerusalém, na verdade 5, porque a Bíblia ainda fala, tem 2 vezes que vai acontecer no futuro, olha só.
Se Jerusalém já foi destruído não sei quantas vezes, ainda tem 2 vezes que, ou vai ser destruído, ou vai ser seriamente atacado.
Então, eu queria assim, para fazer a contextualização, naquele quarto ponto, nós estamos comparando exequias com vários períodos na história. A destruição ou ataque nessa ocasião, então a primeira vez é essa aqui.
Depois que Davi conquistou Jerusalém e fez com que Jerusalém fosse a capital, Jerusalém, primeira vez que está sendo ameaçada, é agora com exequias, ok?
Mas todo ataque a Jerusalém é um acontecimento apocalíptico, eu pus isso aqui, está no seu esboço, só não tinha espaço para colocar esses 4 itens, mas o ataque a Jerusalém é sempre um acontecimento apocalíptico.
O que quer dizer apocalíptico? Apocalíptico tem a ver com a segunda vinda.
É algo assim, apocalipse, que é o último livro da Bíblia, que fala sobre a segunda vinda, que fala sobre muita coisa ruim que vai acontecer, mas Jesus vai voltar para estabelecer seu reino, então é uma coisa ruim que antecede uma coisa maravilhosa que Deus vai triunfar e vai estabelecer o reino perfeito.
Mas antes que venha o reino perfeito, é necessário, é necessário que aconteça algo muito sério.
Então todas as vezes que fala sobre um ataque, uma destruição, uma quase destruição de Jerusalém, já é uma figura, já está apontando para os últimos tempos, ok?
Então na Bíblia fala, historicamente, no Velho Testamento, fala de duas, essas duas primeiras aconteceram no Velho Testamento.
O terceiro aconteceu dentro do período que nós poderíamos chamar no Novo Testamento, mas o Novo Testamento não relata, só Jesus prediz que vai acontecer.
E o quarto tem profecias que falam sobre isso, e na verdade tem duas, eu não coloquei aqui o quinto, mas se você quiser colocar um quinto, fala sobre um último ataque depois do milênio.
Esse quarto é na vinda de Jesus, ou seja, antes do milênio, mas tem mais um ataque depois de Jesus reinar mil anos, estabelecer seu reino, governar com paz,
Satanás ainda vai juntar todos os seus exércitos e vai tentar atacar uma última vez a cidade de Jerusalém.
Então eu queria que vocês tivessem essa ideia aqui, por sinal, mais uma vez eu estou pegando esse resumo do nosso irmão messiânico Asher, vai sair um livro novo dele,
que acho que quem está acompanhando o Revive tem visto os anúncios, chama Alinhamento, ele fala um pouquinho sobre isso nesse livro que vai sair no final do ano, começo do ano que vem.
Então eu queria que vocês entendessem, eu tenho pensado muito que a gente está estudando Ezequias e todo esse momento dramático na história de Judá,
e não é uma coisa, você vê, eu já falei, Samaria, dez tribos de Israel, a Bíblia dá importância, fala sobre isso, Segundo Reis 18 é um capítulo inteiro que ele fala por que isso aconteceu,
então não é uma coisa de pouca importância, mas Samaria não é Jerusalém, quando se trata de Jerusalém é algo diferente,
então simbolicamente dentro do plano de Deus é algo muito importante, então eu queria que antes da gente estudar sobre esse momento dramático na história de Ezequias,
eu queria que vocês realmente tivessem essa visão, achei muito interessante colocar dessa forma e entender, olha, aqui são quatro vezes, a última vez, claro que Jesus vai vencer também,
mas quatro vezes, a primeira aqui com Ezequias teve vitória, não conquistaram, na verdade o Rei da Síria não chegou nem a entrar em Jerusalém,
nós vamos ver essa história, ela está muito bem documentada assim, muito enfatizado na Bíblia, maior acontecimento, eu tenho falado que é o maior acontecimento do Reino dividido,
e é também, isso é uma coisa possível, eu estou colocando assim como uma possível verdade de que seria o maior livramento desde a saída do Egito,
teve várias batalhas individuais com tempos de Josué, Josefá, Asa, teve grandes vitórias, mas isso aqui foi realmente uma coisa grande,
eu não posso afirmar necessariamente que foi maior, mas me parece que pela importância, pela importância que a Bíblia dá, nenhuma das outras batalhas,
nenhuma dos outros confrontos, a Bíblia gasta dois capítulos inteiros para falar sobre isso, então eu penso que realmente esse momento é um momento muito significativo,
por isso que a gente precisa fazer aquela aplicação, nós estamos, a Bíblia está colocando esse momento na história de Ezequias como algo que aponta para o futuro,
olha só, então veja bem, todos os momentos foram muito significativos, no tempo, eu estou colocando Jeremias, que é ele que relata mais,
mas essa segunda vez foi quando começou o cativeiro de Babilônia, então falam segundo Reis, falam segundo Crônicas, mas Jeremias foi o profeta que profetizou durante esse tempo,
e no livro dele ele fala, ele dá muitos detalhes que Reis e Crônicas não tem, então por isso que eu coloquei Jeremias aqui, mas nessa época foi derrota, foi derrota,
Deus permitiu que os muros fossem destruídos, que o povo fosse levado para o cativeiro e que o templo, templo de Salomão, o primeiro templo, fosse arrasado, fosse tirado,
depois disso nós nunca mais, vocês podem ler, podem assistir filmes do, como é que chama o cara lá, da Arca Perdida, Indiana Jones, isso aí é ficção,
mas existem pessoas que acreditam que achou a Arca, não sei aonde, que a Arca está, mas nós não temos mais notícia da Arca, depois disso aqui, acabou a Arca,
então teve o segundo templo que foi edificado depois por Zorobabel, mas não tinha Arca, então aqui foi juízo de Deus, juízo de Deus sobre o povo de Deus,
isso aqui não é juízo sobre o mundo, olha só, a destruição, esses momentos históricos com Jerusalém, que são citados aqui, não são coisas de pequena importância,
ou falam de final, antes da vinda de Jesus, uma coisa assim, um momento muito dramático, antes da vinda final de Jesus para governar sobre a terra,
ou isso envolve juízo sobre o mundo, aqui houve vitória, mas houve um juízo terrível sobre o exército da Síria, 185 mil soldados numa noite só, sem levantar uma arma,
isso é um juízo muito grande, contra a maior potência que existia naquele momento, é mais ou menos como aconteceu na saída do Egito, que Faraó e todos os seus exércitos morreram no Mar Vermelho,
então é um momento de grande juízo, outra vez eu recomendo aquele livro que saiu a pouco tempo do Dan Jester, Páscoa como uma figura, como um paralelo, como uma chave para abrir o livro do Apocalipse,
então a Páscoa, aqui também, mais ou menos seguindo o mesmo padrão, então quando tem vitória de Deus, ele defendendo o seu povo, mas tem juízo sobre as nações que estão atacando Israel,
então é um momento dramático de qualquer maneira, no segundo e no terceiro aqui, são momentos em que Deus está julgando o seu povo, aqui não é juízo sobre o mundo, aqui é juízo sobre o povo de Deus,
então você tem o livro inteiro, tem os outros profetas também, mas outra vez o livro de Jeremias é o grande livro, Ezequiel também, que vão falar por que Deus foi tão duro com o seu próprio povo,
então você tem dois grandes livros na Bíblia, Jeremias e Ezequiel são dois dos maiores livros na Bíblia, que falam sobre essa época, então esse aqui é juízo sobre o povo de Deus,
mas não é juízo para destruir de vez, é juízo corretivo, juízo de Deus até que chega o momento do juízo final, todos os julgamentos, até sobre outras nações,
o juízo que está acontecendo na Síria, Deus quer acabar com a Síria? Não, Deus não quer acabar com a Síria, Deus está mostrando algo que o povo precisa acordar e ver,
mas o desejo de Deus é conversão, o desejo de Deus é redimir, então as duas torres em 2001, qualquer momento, qualquer coisa que acontece não é juízo,
Jesus explicou isso em Lucas, acho que em Lucas 13, Jesus explicou que o juízo de Deus não é direcionado às pessoas que morrem naquele momento,
Deus não estava mais bravo com todos esses, quanto que está na Síria, 500 mil pessoas que morreram ou alguma coisa assim, Deus não estava mais bravo, Jesus disse isso,
Deus não estava mais bravo com aqueles 500 mil, a morte não é o juízo final, muitas pessoas que morrem num juízo assim, não são pessoas que vão para o inferno,
não são pessoas que Deus está passando um juízo final, são pessoas que morrem, pessoas boas e pessoas ruins, tudo junto, então a morte física é um sinal do juízo de Deus,
mas não é o juízo de Deus sobre aquela pessoa, ok? Deu para entender? Tem mortes, tem mortes específicas que a Bíblia relata que é um juízo de Deus contra aquela pessoa,
uma pessoa específica, mas nesse tipo de coisa não, ok? Então, por que que Deus julgou Jerusalém? Porque Deus insistiu, ele fala através de Jeremias,
eu estou insistindo com vocês há tanto tempo, há séculos eu mando profetas, eu insisto com vocês, eu clamo, gente não faça isso, não, por favor,
eu não quero derramar minha ira, eu não quero julgar vocês, eu quero resgatar, eu quero restaurar, eu quero que vocês sejam meu povo, minha nação de sacerdotes,
mas chega o momento em que vem o juízo, então esse momento número dois é isso e o número três nós temos também muito bem documentado que Jesus falou,
ele falou com os discípulos, ele falou com Jerusalém, Jesus chorou sobre Jerusalém e falou assim "ah se vocês soubessem a chance que vocês estão perdendo",
Lucas 19, "ah se vocês soubessem", ele chorou sobre Jerusalém, tem duas ocasiões que a Bíblia fala que Jesus chorou,
com Lázaro, quando Lázaro morreu e quando ele olhou para Jerusalém, então também são momentos muito significativos,
e ele fala assim, então falou com os discípulos, Mateus 24, está vendo toda essa beleza, essa glória, essas edificações, não vai ficar uma pedra sobre a outra e realmente se cumpriu,
então foram duas ocasiões, nesse momento aqui, esse terceiro foi o momento em que, olha como as medidas, o grau de disciplina aumenta,
porque na destruição, antes do cativeiro babilônico, eles ficaram fora da terra por 70 anos, depois desse número três, da destruição de Tito, quanto tempo eles ficaram fora da terra?
Quase, perto de dois mil anos, menos porque começaram a voltar, mas voltaram no século passado, então é algo muito sério, disciplina, tanta coisa que aconteceu,
mas olha só o quarto, o melhor capítulo para você ver isso é Zacarias 14, tem uma profecia e tem várias outras profecias que concordam com isso,
tem Joel 3, tem Apocalipse 19, tem vários lugares na Bíblia que mostram que todas as nações, e isso é algo que vai acontecer, eu não gostaria de ver isso,
eu confesso que eu não gostaria de ver o que vai acontecer, porque vai ser um momento de glória, a Bíblia fala que a segunda vinda vai acontecer no meio desse ataque,
sabe aquelas libertações de última hora, sabe quando Abraão está com a faca na mão para matar Isaac, e Deus grita lá do céu, não, não faça isso,
por que ele precisava gritar? Porque Deus esperou até assim, Deus queria, claro que Deus sabe antes, mas Deus precisou esperar até o último segundo para ver se ele ia fazer mesmo,
então aí ele gritou, como alguém falou, não dava tempo dele nem na velocidade de luz, sei lá, que os anjos viajam, não deu tempo do anjo chegar perto dele,
Deus precisou bradar lá do céu e foi assim, não faça isso, para aí, é mais ou menos isso que vai acontecer na última batalha,
o Asha tem falado muito sobre isso, outros irmãos também, que vai ter uma grande batalha contra Israel, contra Jerusalém,
e quando estiver assim naquele momento final que vai acabar tudo, que vai terminar, Jesus vai voltar, ele não vai bradar, ele vai voltar com os seus exércitos do céu e vai livrar Jerusalém de última hora,
mas olha só o que acontece agora, aqui que a gente está vendo o paralelo, que nós temos duas vezes na história que Deus permitiu que Jerusalém fosse destruída por disciplina,
mas nós estamos estudando aqui Ezequias, que ele, você pode fazer uma linha aqui, ligando o 1 com o 4, porque, olha aqui, vitória, derrota, derrota, vitória,
claro que então essa história que nós estamos estudando agora com Ezequias aponta para esse momento aqui, e de muitas maneiras, uma delas é que nesse último livramento,
de acordo com Zacharias também, acho que já fala no capítulo anterior, no capítulo 13, fala que dois terços nessa batalha final, dois terços serão mortos,
então Deus vai livrar, mas depois que muita gente morrer, e foi isso que aconteceu aqui com Ezequias, nós vamos ver exatamente aqui que Deus livrou Jerusalém na última hora,
mas antes disso, esse rei da Síria, Sennacherib, ele arrasou Judá, ele levou mais de 200 mil judeus para o cativeiro nessa época, então nesse período também Ezequias sofreu muita perda,
mas o final foi um livramento, então eu estou colocando isso aqui para a gente realmente ter um contexto para a gente entender o que nós estamos estudando, tá todo mundo animado agora?
Não dá para se animar assim, vai ter um período, nós estamos entrando, sabe assim, você quer chuva, quer chuva, aí vem umas nuvens escuras, e vem uma ventania, e vem uma tempestade, então vem chuva, mas vem tempestade também,
então muita coisa vai cair, muitas árvores vão ser derrubadas, muitas casas vão ser derrubadas, muitos reinos vão ser derrubados, muita coisa vai acontecer, mas algo glorioso vai acontecer,
algo glorioso, e nós precisamos, é aqui que entra o que a gente tem falado nas últimas semanas, que é que Deus estava ensinando para Ezequias? Vamos ver se vocês estão acompanhando e se vocês podem me responder em uma palavra,
eu quero uma palavra, o que é que Deus estava ensinando para Ezequias antes de chegar essa hora? Confiança, confiança, o que nós vamos precisar, do que nós vamos precisar para passar essas tribulações dos últimos tempos?
Confiança, mas você não adquire confiança simplesmente assim, lógico que isso faz parte, mas você não adquire confiança só através de oração, oração faz parte, faz parte, mas você não adquire confiança só através de oração,
você não adquire confiança só porque você nasceu de novo, você não adquire confiança só porque você recebeu o Espírito Santo.
Tem situações específicas que Deus sabe, Deus é o mestre, Ele é aquele que sabe, Ele sabe fazer a cirurgia do coração, Ele sabe implantar, Ele sabe fazer um transplante de coração, Ele sabe mexer, e mesmo assim, eu já li para vocês algumas aulas atrás,
o próprio Jesus, que é o nosso modelo, Ele estava profundamente abalado no Jardim de Gethsemane, então isso mostra que a gente não vai entrar nessas turbulências do fim assim,
"ah gente, nós estamos aqui, eu estou num barco à vela, no meio do oceano, com ondas gigantescas, mas eu estou tranquilo, eu não estou nem ligando", não é bem assim, não é bem assim, a gente vai sentir pavor, mas a gente vai olhar para Deus, amém?
Ele vai nos ensinar, isso vem dEle, só Deus pode nos ensinar, não adianta você pensar "vou fazer um curso, vou fazer um treinamento, vou fazer um sei lá", não, tem que ser Deus atuando na nossa vida, ok?
Então vamos lá, só para a gente, também tem algumas coisinhas aqui, se você estiver com esboço só, tem algumas coisas aqui no esboço que são só para você situar, algumas delas a gente já falou,
então eu vou passar meio rápido por uma parte do esboço só para vocês entenderem onde nós estamos no relato bíblico e na história aqui, para entender.
Letra A, número 2, eu coloquei "foi para essa hora que Deus levantou Ezequias", eu estou emprestando uma expressão do livro de Esther, lembra que Mordecai falou,
Esther estava lá, já estava rainha e tal, e Mordecai estava pedindo a Esther para arriscar a vida, para entrar na presença do rei e interceder para que o plano de Aman não fosse à frente, ok?
E Esther falou assim, "meu primo", ele fazia o papel de pai para ela, "eu não posso fazer isso, eu posso perder a vida", e aí Mordecai falou assim,
"eu acho que Deus colocou você aí para quê? Para você ficar na boa, e você acha que se for matar todos os judeus você vai escapar porque você está no palácio? Decreto de rei é decreto de rei,
se o decreto de rei é matar todos os judeus vai matar rainha também", vocês lembram como que era a situação?
Daniel por exemplo, o rei falou assim, "eu não posso, eu já assinei o decreto, eu não posso tirar", então o rei ele fazia o decreto e depois ele mesmo ficava refém,
porque às vezes ele não sabia que a Esther era judia, então se ele falasse assim, "não, eu assino que todos os judeus serão mortos",
ele fazia, "então, dá licença que nós vamos matar a sua rainha", "não, não, não, o senhor assinou", não tinha congresso, não tinha supremo tribunal, mas o negócio ali funcionava, né?
Então, aí eu estou usando a mesma expressão, por que que Deus levantou Ezequias, filho de um rei perverso, Ezequias era filho de Acas,
mas Deus levantou Ezequias exatamente para essa hora, eu não entendo os mistérios de Deus, claro que depende de uma disposição de Ezequias,
Ezequias que decidiu servir a Deus, mas ao mesmo tempo Deus é dono da história e Deus vai levantar homens e nações e assim, Ele vai levantar a igreja, Ele vai levantar pessoas, Ele vai levantar a gente, pessoas comuns da igreja para essa hora, amém?
Deus vai levantar, Ele tem algo, Ele queria fazer algo nessa época, Ele levantou Ezequias para cumprir o plano Dele, então isso é muito, muito importante.
Ok, então só sigam aí o esboço só para a gente explicar algumas coisas, letra B, uma ou duas invasões da Síria, eu não vou tomar muito tempo, eu acho que a maioria não, eu levaria tipo uma aula inteira pelo menos para explicar todas as razões,
então eu não vou tomar muito tempo porque como eu falei assim, a Bíblia não enfatiza isso, a Bíblia não tenta explicar, existem pesquisas paralelas, eu, a minha cabeça funciona muito sim, eu me interesso, eu leio, eu tento estudar, eu tento chegar a uma conclusão,
eu confesso para vocês que eu não, assim, tem livros, tem estudiosos que falam assim, olha, eu acho que teve duas invasões, mas eu só vou explicar, se vocês puderem abrir em II Reis XVIII, só vou explicar mais ou menos, na verdade alguns falam de três etapas,
então eu só vou explicar para vocês onde estão essas etapas, mas eu, realmente assim, pela leitura da Bíblia você não consegue definir se é uma, se é duas, se é três, mas no, então vamos seguir em II Reis que é mais fácil a gente ver toda essa sequência.
II Reis XVIII, versículo 13 fala assim, "no décimo quarto ano do rei Ezequias, subiu Senaceríbe, rei da Síria, contra todas as cidades fortificadas de Judá e Astomó, então ele não está atacando Jerusalém ainda, então Ezequias, rei de Judá enviou essa mensagem,
bom, eu não vou ler isso aqui todo porque lembra aquela relação que a gente usou por várias aulas, quais foram as provas de confiança que Ezequias passou e quais que ele não passou, não foi aprovado.
Então aqui, quando Senaceríbe, quando o rei da Síria entrou em Judá pela primeira vez, ele estava atacando outras cidades e essa cidade do versículo 14, Láquis, alguns livros hoje colocam acento, Láquis, eu não sei exatamente qual pronúncia certa, né, mas essa cidade Láquis era parece que uma cidade forte, ela não é muito citada em outras partes da Bíblia,
mas nessa época parece que era uma cidade forte porque o rei da Síria teve trabalho para conquistar, mas ele conquistou, ele sitiou e como é que a gente sabe mais sobre isso, então eu já fiz uma referência a essa Bíblia, a Bíblia de Estudo Arqueológica, muito, muito boa, lógico que se você quer aprofundar mais você vai estudar, esse aqui tem notas, muitas vezes não são tão extensas,
mas para você acompanhar, e como diz, arqueológica, então durante toda a Bíblia ele coloca notas de evidências, de achados arqueológicos que provam, que complementam, que falam a respeito daquela história.
Então eu só queria fazer uma referência aqui, aqui tem, primeiro vamos falar a seguinte, essa invasão do versículo 14, ele chegou, conquistou várias cidades e principalmente o tempo maior ficou com essa cidade Láquis.
Aí Ezequias fez uma tentativa de aplacar o rei da Síria, lembra, nós já falamos sobre isso, ele mandou uma quantidade enorme de ouro, de prata e faz assim, olha, desculpe, perdão, porque Ezequias tinha se rebelado contra a Síria, tinha falado não vou te servir mais, então por isso que o rei da Síria veio.
Ezequias voltou atrás e falou assim, eu me submeto, pode fazer, mandar o que você quiser que eu te sirva, ele não deveria ter feito isso, ele deveria ter confiado em Deus, então a gente até colocou na nossa listinha um X porque ele não foi aprovado nessa prova.
Agora a dúvida é, quando ele mandou todo aquele dinheiro, o rei da Síria foi embora e falou assim, tá bom, então tudo bem, e depois voltou, ou aquele dinheiro, de todo jeito nós sabemos que aquele dinheiro que ele mandou, aquele ouro, prata e outras coisas que ele mandou, não resolveu o problema, porque o rei continuou vindo contra Judá.
Porque a dúvida é, essa foi a primeira invasão, ele foi embora e depois voltou, tem dúvida sobre isso, ok? A gente não sabe, mas isso não é importante para o nosso propósito do Bíblio, deu pra entender?
Para o que nós vamos tirar de lição, o que Deus quis mostrar, não muda nada, mas a gente tem curiosidade para saber. Mas o que eu queria falar, usando a Bíblia Arqueológica por um instante, é falar um pouquinho sobre os, eles chamam sim, os relevos de laques.
Olha que coisa interessante, que até essa época, essas coisas foram descobertas em 1850, menos de 200 anos atrás. Quer dizer, até então, a gente só tinha a Bíblia falando que o rei da Síria veio contra essa cidade.
Mas em 1850, eles acharam 12 placas de pedra, que são chamadas de relevos de laques. Essas 12 placas de pedra, originalmente, eram uma só peça, eram 2,4 metros de altura por 24,4 metros de comprimento.
Aqui tem o que, uns 10 metros de comprimento? Então, mais de duas vezes o tamanho dessa sala, na parede inteira, não sei se numa parede ou virando, eu sei que era 2,4, então eu queria que vocês imaginassem isso.
E era tipo uma sala, então vamos supor que você veio de um outro país, Edom, Síria, Líbano, sei lá, um outro país, e você não sabia se você ia aceitar ou não os termos do rei da Síria, você está na sala esperando sua vez de audiência.
Aí eles te colocam nessa sala aqui. E o que essa sala aqui mostra? Mostra o que o rei da Síria fez em laques.
Tinha coisas escritas, mas eles tinham, era relevo, sabe, relevo? Tinha todas as imagens de como ele assaltou a cidade, mostra as pessoas que ele matou, com requinte de crueldade, mostra que ele levou mais de 200 mil judeus para o cativeiro.
Então gente, isso aqui é muito impressionante. Agora olha aqui o que está escrito, isso aqui é um pedacinho, o que ele escreveu, não sei se nos mesmos relevos ou em outro lugar, acho que nos relevos, ou os anais, os anais a sírios traz a seguinte nota.
Dá o nome dele, quer dizer, Ezequias é um cara histórico, eles descobriram uma coisa totalmente independente da Bíblia citando Ezequias e citando essa história aqui. Olha aqui o que está escrito, o que ele escreveu, como Ezequias, o judeu, não se submeteu ao meu domínio, cerquei 46, isso não está na Bíblia, mas a Bíblia fala que ele tomou um monte de cidades, então está de acordo.
Ele fala, cerquei 46 de suas principais cidades, fortalezas muradas, incontáveis pequenos vilarejos em vizinhança, conquistei a todos por meio de rampas terrestres, bem comprimidas, ariates trazidos para perto dos muros, combinados com ataque de soldados de infantaria, usando minas, brechas e sapadores, levei cativos, olha ele dá o número, 200.150 pessoas.
Jovens e velhos, homens e mulheres, cavalos e mulas, burros, camelos, rebanhos de grandes e pequenos animais, além da conta, considerei despojo, a ele, Ezequias, fiz prisioneiro em Jerusalém, ou seja, ele citou a cidade, também está de acordo, a ele mesmo, fiz prisioneiro em Jerusalém, sua residência real, como um pássaro numa gaioma.
Então, e tem mais coisa, mas essa aqui é uma citação histórica, então assim, é interessante, nós não sabemos se foram, pelo menos foram etapas, se ele voltou para lá e veio, depois tem um outro lugar mais na frente que nós vamos estudar,
depois em que fala que Deus, Deus fala assim, ele vai escutar um rumo e vai voltar para a sua terra, mas no relato bíblico, não dá para perceber se ele realmente voltou ou não, então, alguns falam até em três campanhas separadas, mas isso não tem grande relevância para a nossa história.
Então, nós só vamos começar um pouquinho aqui, agora vamos para Segundo Crônicas 32, Segundo Crônicas nessa parte é bem mais resumido, mas tem algumas coisas que os outros não tem.
Então, hoje nós vamos só para ver uma fala do rei Ezequias, então só para você se situar no esboço, letra C, B é uma ou duas invasões, não temos certeza, letra C, eu pus primeira invasão entre aspas, que a gente não sabe se é a primeira,
ou se não é a primeira invasão, a primeira etapa da invasão, foi quando ele conquistou Láquiz e quase todo o território de Judá.
Por que eu acho importante vocês verem isso, agora vamos voltar aqui de novo, lembrem que nos últimos dias, pelo que as profecias nos dizem, todas as nações virão contra Israel, Jesus vai voltar na última hora,
mas na última hora mesmo, quando muita gente já morreu, quando muita parte, aí tem Ezequiel 38, 39, que fala sobre a batalha de Gog e Magog, Armagedon, que fala que vai ter montes e montes de cadáveres,
então você tem realmente descrições terríveis, Apocalipse 19 também, então no fim, esses exércitos que vêm contra Israel, vão ser julgados como a Síria foi aqui,
então eu queria que vocês vissem, essa história de Ezequiel faz um paralelo muito interessante com essa batalha final, porque no final vai ter uma intervenção, Jesus vem dos céus porque Israel não tem capacidade,
não vai ter capacidade de resistir tanta gente, tantos exércitos contra eles, vai ter muita morte, mas no fim Jesus vai ganhar a vitória, foi o que aconteceu com Ezequias,
Ezequias está perdendo muito aqui, ele perdeu, não só uma cidade, perdeu praticamente, o que está acontecendo aqui, Ezequias ficou dentro de Jerusalém, todo o resto de Judá foi tomado pela Síria,
e aí tem a primeira etapa da invasão, tem a conquista de quase todo o território de Judá, e tem também a tentativa frustrada, que nós já vimos que Ezequias tentou mandar um grande tributo, mas não adiantou nada.
Letra D, a preparação de Ezequias também nós já estudamos isso, estou colocando aqui só para vocês situarem. Então agora nós estamos em Segundo Crônicas 32, só vamos ler os primeiros versículos e lembrar do que nós já falamos sobre isso.
Depois de tudo que Ezequias havia feito, com tanta fidelidade, que é a restauração do templo, do sacerdócio, da Páscoa, veio Senakiribi, rei da Síria, e invadiu a Judá.
Acampou-se contra as cidades fortes, entre elas, laques, acampou-se contra as cidades fortes com a intenção de se apoderar delas. Então aqui em Crônicas ele não fala sobre o que Ezequias fez, de mandar tributo e tal, pula essa parte, resumiu aqui.
E versículo 2, vendo Ezequias, que Senakiribi vinha. Que posição, que ponto que está aqui? Depois que ele mandou, ou meses depois, ou na hora, a gente não sabe, se foi duas invasões e passou um tempo, alguns acho que até passaram anos, mas é muito difícil de ver isso no relato bíblico.
Mas a ideia é, ele mandou todo aquele tributo e se submeteu e tal, mas aí, versículo 2, vendo Ezequias, que Senakiribi vinha de qualquer jeito, se de qualquer jeito, é acréscimo o meu, né?
Vindo a Ezequias, que Senakiribi vinha e que pretendia guerrear contra Jerusalém, teve conselho com seus príncipes. Eu acho que eu já falei sobre isso, mas é muito importante, a gente já viu isso nos primeiras aulas sobre Ezequias.
Ezequias é um rei e esses princípios, gente, eles são válidos em qualquer tipo de situação. Ezequias é o rei, é ele que manda. Rei é rei, naquela cultura tem aquelas coisas que eu falei com o decreto dele, mas o rei é rei, ele pode fazer um decreto.
Mas, em Israel, o governo de Deus funcionava assim. O rei, ele está debaixo das ordens de Deus, ele não manda, ele cumpre as ordens de Deus.
Nenhum governo tem famílias cristãs que leem assim "o homem é o chefe da casa", haha, eu só precisava disso pra assumir minha posição, né? E não entende que você só é chefe pra cumprir as ordens de Deus, mas nada.
Então, primeira coisa de qualquer governo, eu estou falando sobre família, estou falando sobre igreja, estou falando sobre governo civil, estou falando sobre qualquer tipo, estou falando sobre alguém que é dirigente de um grupo de comunhão,
estou falando sobre discipulado, estou falando sobre qualquer coisa. Não existe governo em que você manda, você não manda nada, você é apenas alguém que Deus colocou assim "eu vou falar com você e você vai passar o que eu disse pras pessoas".
E você tem esse exemplo de Moisés, que comandava milhões de pessoas no deserto e vinham falar com ele, ele que se prostrava de rosto interno em Deus, o que eu falo com esse povo? Isso é liderança de Deus, né?
Então, Ezequias, ele entendeu dois princípios importantes de governo. Primeiro, ele está debaixo das ordens de Deus, aí você até pode subdividir isso, como é que são as ordens de Deus?
Ele consultava a lei, as escrituras, ele consultava os sacerdotes, porque dentro do governo de Deus tem pessoas que são incumbidas de administrar as pessoas,
mas tem pessoas que são incumbidas de servir e ministrar a Deus e o rei precisa escutar as pessoas que estão ouvindo de Deus e Deus falava pelos profetas.
Então veja só, ele, obediente a Deus, tinha três subdivisões, escrituras, sacerdotes que estão ministrando a Deus e profetas que recebem uma palavra viva de Deus para aquele momento.
Então isso é sujeitar-se à direção de Deus, mas isso tudo é o primeiro princípio, o rei só tem autoridade porque ele ouve de Deus, dessas três formas.
Agora, ele também, ele é o primeiro, ele tem mais autoridade, mas todas as coisas que você, e Davi fazia isso, tem muitos exemplos disso na Bíblia, eles consultavam com os outros líderes.
Ciclo 3, ele teve conselho com seus príncipes e seus homens valentes, ele não tomou uma atitude independente, ele consultou, isso se chama governo plural.
Isso é a pessoa não sentir, não se sentir autossuficiente, a pessoa precisa receber, a pessoa precisa, ele que toma decisão, mas ele precisa ouvir de todas as pessoas do conselho que fazem parte.
Então, isso é de passagem, mas é muito importante porque aqui cita isso especificamente.
Então, no seu esboço, preparação de exequias, primeiro ele aconselhou-se com seus líderes. Número 2, eu estou colocando resumido aqui porque nós já estudamos todas essas coisas.
Precauções diversas de segurança, que aqui vai dizer, o que ele fez? Ele mudou o curso de água, versículo 3, 3 e 4, ele fez uma obra de engenharia para furar, fazer um túnel na pedra para que o rei da Síria não encontrasse disponibilidade de água.
Versículo 5, ele se fortificou, reparou o muro quebrado e fez outro muro, todas essas são precauções de segurança, então ele fez um segundo muro.
No final do versículo 5, ele fez armas e escudos em abundância, armas, armamentos. Versículo 6, ele pôs oficiais de guerra sobre o povo, ele organizou o exército, colocou comandantes sobre o exército.
Então tudo isso aí são coisas que a gente já mencionou, mas eram coisas importantes, quando Deus fala, confie em mim, Deus não está dizendo, não faça nada.
Você pode fazer todas essas coisas, mas no final o que vale mesmo é a confiança em Deus, a intervenção de Deus, mas ele não manda você não se preparar.
É a mesma coisa, confie em Deus que Deus vai suprir o que você precisa para se sustentar, mas isso não significa não trabalha. Então é mais ou menos isso.
Então a gente precisa entender isso, ok?
Agora eu só queria, nosso tempo está quase acabando, mas eu queria falar sobre esse discurso, porque esse aqui talvez seja a coisa mais importante que Ezequias fez, além de confiar, buscar Deus, mas ele fez uma coisa muito importante.
Ele ouve de Deus, ele consulta com os outros líderes, mas ele para preparar o povo, aí ele fez todas essas outras coisas, segunda muralha, armas, organização do exército, mas tudo isso seria em vão.
Se ele não preparasse o coração do povo, olha só, é muito curto isso aqui, mas é muito fundamental.
Final do versículo 6, não, versículo 6, ele pôs oficiais de guerra sobre o povo, ajuntou o povo assim na praça da porta da cidade e disse-lhes ao coração, ele vai se dirigir agora ao coração do povo.
E aí esse aqui é o discurso dele, um versículo e meio, esforçai-vos e tende bom ânimo, esforçai-vos em algumas traduções é ser forte, ser forte.
Como assim, eu estou fraco, eu estou desanimado, fique forte, ser forte, Josué, muitas vezes isso tem na Bíblia, nós vamos ter que voltar nisso a semana que vem, mas assim, ser forte, eu não achei o botão ainda, se você achar, eu não achei onde que aperta o botão.
Tende bom ânimo, não tem mais, nem vos espanteis por causa do rei da Síria, nem por causa de toda a multidão que está com ele, pois conosco a um maior do que o que está com ele.
Com ele está o braço de carne, mas conosco o Senhor nosso Deus para nos ajudar e para guerrear as nossas guerras.
Gente, se é verdade, eu já falei para vocês que tem uma dúvida sobre aquela história da doença de Ezequias e aquela história dos embaixadores, se isso foi antes ou depois desse momento aqui, mas eu tenho a tendência de pensar que foi antes.
Então, Ezequias foi sendo preparado por Deus, ele fez uma coisa errada, tentou aplacar o rei da Síria, não deu certo, ele ficou doente, Deus curou, por que Deus curou Ezequias?
Era uma das maneiras de Deus mostrar, você pode confiar em mim, quando eu falo, você vai sarar, você vai sarar.
Agora, se eu falar, o rei da Síria, que é muito mais forte, não vai dominar a cidade, ele não vai dominar.
Talvez, isso é suposição, lembra que eu falo, se tem uma coisa na Bíblia que afirma, eu posso afirmar, agora se não, é uma suposição minha, então eu vou falar uma suposição minha.
Talvez, Ezequias perdeu Láquies e todas aquelas outras cidades, porque ele tentou aplacar, naquele momento ele não estava realmente confiando.
Então, Deus nos prepara através de situações adversas, quando você passa por provas, em vez de você esperniar, fazer "Deus, eu não mereço isso, por que você está fazendo isso comigo?"
Como Ezequias mesmo orou para Deus, quando estava doente, "Deus, eu fui tão bonzinho, como é que você faz uma coisa dessa comigo?"
Em vez de fazer isso, "Deus, você está me preparando para uma batalha muito maior do que essa?"
Isso aqui é fichinha, isso aqui é só uma preparação, eu estou passando por isso aqui, porque se eu aprender a confiar em ti,
no momento baixo, eu tenho um versículo profeta que fala assim, "Se você não confia quando as águas do Jordão estão em baixa, como é que você vai confiar na hora da enchente?"
Então é mais ou menos isso, se você aprende a confiar quando só está uma ventania, para você é assim, vai acabar o mundo, vai desabar a casa, vai acabar tudo.
Mas é uma ventania, não é aqueles furacões que você vê na televisão. Então quando você aprende a confiar naquele momento, você está sendo preparado.
E Ezequias está sendo preparado aqui. Então nós não vamos ter tempo para entrar nisso, vamos deixar para semana que vem.
Mas eu só queria colocar para vocês o seguinte, nós estamos em Crônicas que relata tudo bem resumido, mas se você voltar tanto para Segundo Reis como para Isaías, eles gastam dois capítulos.
Aliás, Segundo Reis e Isaías, é quase idêntico o relato, é bem parecido, são quase dois capítulos que falam sobre isso.
Mas esses dois capítulos não são a história de uma guerra. Na verdade não teve guerra.
Teve toda uma preparação e na hora H, depois que todo mundo confiou, o anjo do Senhor saiu, matou todo mundo e acabou.
A guerra em si, ele fala num versículo. No final da história, o anjo do Senhor, nós estamos em Crônicas, olha aqui, versículo 21, 32, 21.
No versículo 20, o rei Ezequias e o profeta oraram e clamaram ao céu. Aqui está resumido, no outro relato tem toda a oração e toda a resposta, nós vamos estudar isso depois.
Mas no versículo 21, "E o Senhor enviou um anjo que destruiu a todos os homens valentes, os chefes oficiais no arraial do rei da Síria, pelo que este voltou a sua terra com o rosto coberto de vergonha, entrando na casa de seu Deus, seus próprios filhos o mataram a espada."
Olha como isso aqui está resumido, esse cara voltou para a terra dele, ele morreu 20 anos depois, mas aqui resumiu numa frase, ele não morreu no dia que ele voltou, isso a gente sabe pelos relatos paralelos da história.
O que eu queria falar com vocês é o seguinte, essa batalha, aí nós vamos estudar mais, eu só queria deixar essa chave para a gente terminar hoje, essa batalha que vai começar agora, que vai gastar dois capítulos, é uma batalha de palavras.
O chefe do exército da Síria vai e faz um discurso na frente dos soldados de todo o mundo, fala assim, vocês estão confiando no que, vocês não deviam confiar, ele tenta ganhar a batalha com palavras.
E depois Ezequias manda os mensageiros para Isaías, o que nós vamos fazer? Ezequias fica desesperado, ele fala assim, vieram filhos, está na hora de nascer o filho e não tem força, vai morrer mãe e filho, ele usa essa expressão.
Isaías clame a Deus porque agora está na hora de nascer o filho e vai morrer mãe e filho juntos, vai morrer todo mundo. E aí Deus manda uma resposta, e aí tem várias trocas, são capítulos em texto, em todo texto, a batalha mesmo é isso que eu acabei de ler para vocês, o anjo do senhor saiu, matou todo mundo e acabou.
Mas a batalha é antes, é a batalha do coração, por isso que Ezequias começa, nós vamos voltar na semana que vem, como eu falei com vocês, provavelmente vai ser a última aula desse ano, não é a última aula, vai continuar, mas provavelmente vai ser a última aula desse ano, domingo que vem e nós vamos continuar falando.
Não vai dar para terminar todo esse assunto, mas nós queremos realmente entender aonde está acontecendo essa batalha, essa batalha, Deus ele pode fazer isso no abrir e fechar de olhos, a gente sabe disso, mas a batalha é no coração e o inimigo sabe disso, não é só Ezequias que está buscando conquistar o coração do povo.
Tem um momento lá que eles são tão mal intencionados, esses assírios, a gente pensa que negócio de propaganda, estratégias, é coisa do século 20 para cá, esses caras aqui eles entendiam muito bem de propaganda.
Que eles começam a falar, esse chefe da Síria, ele fala na língua deles, eles são arrogantes, eles não falam, conquistadores nunca falam a língua do povo, esses assírios falam na língua dos judeus.
E tem uma hora que os Ezequias não estavam lá, mas que os representantes deles falaram assim, vocês podem falar na sua língua o que a gente entende, não fala na língua nossa. E aí o cara fica mais bravo ainda, eu estou falando para vocês escutarem mesmo, eu estou falando para que os soldados, todo mundo sabe que vocês vão morrer mesmo, vocês não têm base para confiar.
Então é uma guerra de palavras, isso nós vamos ver passo por passo depois, mas a guerra está no coração, a guerra é na confiança, se nós confiarmos, nós temos a vitória, se o inimigo consegue abalar nossa confiança, ele mina a nossa base de vitória.
Então, Senhor Deus, nós entendemos que a batalha está nessa área, mas nós entendemos também que não tem um caminho humano para gerar essa confiança em nós.
Quem teria confiança numa situação como essa? Quem conseguiria confiar e saber que o Senhor ia trazer livramento?
Mas o Senhor trabalhou com os Ezequias, o Senhor preparou a vida dele, pedimos que o Senhor faça isso conosco também, prepara-nos Senhor, ajuda-nos, porque vem esse grande confronto, toda a Tua palavra fala sobre o confronto final.
E nós não queremos envergonhar a Ti, Senhor, queremos simplesmente ver o Senhor agir, porque a vitória não será nenhum mérito nosso, mas será porque aprendemos a confiar em Ti, Senhor.
Em nome de Jesus pedimos que o Senhor trabalhe conosco, que nos ensine, que o Senhor tenha paciência com a nossa falta de confiança, que o Senhor insista conosco até que nós aprendamos mesmo a confiar em Ti.
Em nome de Jesus. Amém.
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