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Aula 13 – Vol.31 – Preparação para o tempo de tribulação

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05/04/20 – Daniel 3 – Baixardo áudio.

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Transcrição · gerada automaticamente

Nós estamos mais uma vez no capítulo 3 de Daniel. Como eu falei domingo passado, até agora nós estamos, estávamos olhando mais para a situação do sistema de Babilônia, Nabucodonosor, o que ele representa.
Nós estávamos focando mais tanto nessa parte da história, como também a aplicação no final dos tempos, como que vai ser.
Nós vamos continuar com a mesma história, mas agora focando mais esses três moços, Sadraque, Mezaque e Bedinego, que estão na frente da batalha, estão na frente desse conflito entre o reino de Deus e o reino de Babilônia.
Então nós estamos em Daniel 3, a partir do versículo 8 tem acusação que os caudeus, que os homens daquele povo vieram para Nabucodonosor para acusar os judeus.
Como já falamos, a gente não sabe, a escritura não nos dá nenhuma ideia porque Daniel não estava presente, mas eles foram acusar, diante do rei Nabucodonosor, esses três judeus que não haviam se prostrado.
Então já vimos essa parte, essa acusação, como eles colocaram em primeiro lugar, versículo 12, que esses homens não fizeram caso de ti, falaram para o rei, não servem até os deuses e nem adoram a estátua de ouro.
São essas coisas que fazem parte de um sistema babilônico e a gente tem tentado mostrar que isso penetra, isso pode ser aplicado tanto na igreja como em outros sistemas, não só o sistema político.
Então essa exaltação da pessoa humana que entra em choque com a adoração a Deus e isso tem um elo com outros deuses, com a idolatria e com essa estátua que é o endeusamento, a idolatria do sistema em si.
A estátua tem uma relação com o próprio Nabucodonosor, representa ele, estava se exaltando através disso e tem a ver com o sistema dele porque ele queria que ele fosse lembrado, ele queria um monumento, ele queria algo que exaltasse a pessoa dele.
E você vê isso claramente em todos os sistemas políticos, eles vão falar, qualquer lado vai falar, olha, antes fizeram tudo errado, eu que estou fazendo certo, eles vão exaltar a si mesmos, eles vão brigar com quem não concorda.
Então todos esses aspectos existem em todos os sistemas babilônicos, isso que nós estamos observando aqui.
E nós vimos a reação no versículo 13, a reação de Nabucodonosor com ira e furor, então quando ele soube que tinha gente ali presente que não se submeteu, que não aceitou, ele ficou muito irado,
ele teve uma reação muito forte, mas ele ainda deu uma chance, ainda chamou os três antes de já, ele podia já ter condenado a morte, mas ele ainda deu uma chance para eles.
Então eu tenho falado que apesar dessas reações muito fortes, muito emotivas, nós vemos essa característica em várias partes da história de Nabucodonosor, a gente vê que ele tem reações muito extremas.
Uma hora ele quer matar todo mundo, todos os sábios no capítulo 2, aqui ele tem uma reação de ira, por outro lado quando ele vê que é Deus ele fala todo mundo tem que adorar a Deus, então ele vai muito para extremos.
Mas essa reação de ira também é uma característica do sistema babilônico, do sistema que é contra Deus.
Imagine se Deus ficasse, se ele perdesse o controle, é um paradoxo total, Deus nunca perde o controle da sua própria reação, Deus tem reações de ira.
Em Êxodo ele falou com Moisés que ele queria destruir toda a nação por causa daquilo que eles estavam fazendo, ele tem a reação de ira, mas Deus tem o controle total, ele não faz nada que é contra a sua própria natureza ou a sua vontade.
Mas imagine se Deus ficasse com essa reação em relação a todas as pessoas que o rejeitam, que o blasfemam, ele tem ira, ele vai trazer juiz um dia, mas ele não tem reações incontroláveis.
Essas reações incontroláveis são característica da natureza humana e da natureza satânica que está por trás de todo esse sistema.
Então agora nós queremos olhar diretamente para o diálogo, para a conversa entre Nabucodonosor e os três judeus.
Então, versículo 13, Daniel 3, 13, ele mandou chamar os três, eles foram levados à presença do rei e Nabucodonosor lhe disse "É de propósito, Sadraki, Mezaaki e Bedinego, que vós não servis a meus deuses?"
Vocês sabem o que vocês estão fazendo, vocês não querem repensar, vocês não querem rever essa atitude de vocês, é de propósito, é uma decisão consciente, vocês estão indo contra a minha ordem, que vocês não servis a meus deuses, nem adorais a estátua de ouro que levantei.
Então ele dá uma segunda chance no versículo 15 "Agora, se estais prontos, quando ouvides o som da trombeta, do pífaro, da cítara, da arpa, do saltério, da gaita de foles e toda sorte de música, para vós prostades e adorades a estátua que fiz, bom é."
Então ele vai dar uma chance, vocês não se prostarem da primeira vez, mas se prostrarem agora, tudo bem. "Mas se não a adorar, de sereis lançados na mesma hora, na fornalha de fogo ardente."
Eu tenho falado que essa frase no final do versículo 15 é o desafio que Nabucodonosor, no espírito de Satanás, no espírito do Anticristo, no espírito de todos aqueles pode não ser, é sempre importante lembrar que pode não ser uma coisa explícita,
pode não ser uma coisa declarada quando a pessoa confronta ou afronta Deus, às vezes não fala diretamente, mas ou de maneira aberta ou de maneira sutil, todo sistema contrário a Deus vai dizer "não tem Deus que possa fazer isso".
Todo mundo lembra da frase famosa, quando aquele navio titani que foi sair na sua primeira viagem era uma coisa nova, nunca tinham feito um navio tão perfeito, tão tecnológico e falaram que nem Deus podia afundar o navio.
Então quando Nabucodonosor diz "e quem é o Deus que vos poderá livrar das minhas mãos", é uma afronta, é uma afronta direta a Deus.
Então essa foi a conversa, essa foi a chance que Nabucodonosor estava dando para os três.
Então no versículo 16 nós temos a resposta deles e eu sei que todo mundo já ouviu pregações sobre isso, é maravilhoso, essa é uma parte da história muito bem conhecida e algo que realmente traz um destaque,
esses três moços eu quero só chamar a atenção para a forma como eles responderam e queremos por um instante lembrar da atitude que eles tiveram.
Então no versículo 16 eles responderam ao rei Nabucodonosor, a minha tradução fala assim "não necessitamos de te responder", tem várias traduções, às vezes eu gosto de ver porque as palavras podem ser, muitas vezes admitem outras traduções,
é só para vocês terem algumas outras alternativas dessa forma, dessa primeira parte da resposta, porque eles estão falando assim "oh rei, a gente nem precisaria te responder",
em síntese eles estavam dizendo "não precisa nos dar uma segunda chance, nós não vamos repensar", vocês perceberam que Nabucodonosor estava dizendo "eu vou mandar tocar a música mais uma vez"
e eu falei na outra aula que essa música tem a ver com música mesmo, a música tem um poder tanto para o reino de Deus quanto para o reino de Satanás,
mas ela pode até também representar algo que não seja música literal, mas é a lavagem cerebral, a mensagem, o subliminar que está sempre nos atacando de todos os lados, então ele disse "eu vou tocar a música mais uma vez, vocês vão ser tocados por essa música, vocês vão sentir vontade"
ou era simplesmente o ambiente que eles teriam que adorar, é interessante que Nabucodonosor não falou assim "caia em terra agora, se prostrem diante da estátua", não, vamos fazer todo o cenário de novo,
nós vamos tocar, toda a orquestra vai tocar, vocês vão ouvir a música e quando vocês ouvirem a música vocês vão se prostrar diante dessa estátua,
então eles falam assim "oh rei, não precisa, não carece, não precisa fazer isso", então eu vou ler algumas alternativas, algumas outras traduções só para entender mais essa, para dar mais riqueza para essa resposta,
uma tradução fala assim, acho que é até a mensagem que não é uma tradução literal, mas que às vezes traz o espírito da resposta, está traduzida assim "sua ameaça não nos assusta", eu gostei muito dessa forma,
"sua ameaça não nos assusta", a gente não vai repensar, outra fala "nós não precisamos nem responder", outra tradução fala "não precisamos nos defender", gostei dessa também, é interessante,
outra fala assim "não vamos tomar cuidado para responder", ou seja, nós não vamos repensar, nós vamos dar um minutinho, nós vamos dar uma conferida na consciência, vamos, imagine assim falar assim "vou orar a respeito antes", não dá tempo para isso,
não precisamos dar uma resposta, então eu acho que isso ajuda a gente a entender o espírito, como que eles estavam respondendo, e depois vem a outra parte da resposta, essa eu andei conferindo,
eu não sei se realmente tem mais dúvidas de exatamente qual o sentido original, mas vamos ler, eu vou ler como está na minha tradução, versículo 17, diz assim "se formos lançados na fornalha de fogo ardente,
o nosso Deus a quem nós servimos pode livrar-nos dela, e ele nos livrará da tua mão, oh rei, senão fica sabendo, oh rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantaste".
Bom, aquilo que sempre temos ouvido nas pregações, nas mensagens a respeito dessa história, é tudo bem correto, a ideia deles é, se Deus quiser, a minha tradução sim, se formos lançados na fornalha,
o nosso Deus ele pode nos livrar, eu fiquei meio em dúvida porque alguns comentários, algumas análises desse texto, falam que a linguagem original dá uma ideia assim,
se o Deus que servimos existe, e eu fiquei pensando, será que pode ser verdade, eles iam colocar de tal forma, porque pode ser esse início da frase no versículo 17, pode ser "se é que o senhor vai nos lançar na fornalha de fogo",
se é assim, isso é uma forma de traduzir, outra forma é "se o Deus que nós servimos realmente existe", eles estão colocando diante de Nabucodonosor que ele não acredita na existência, eles achavam que tinha muitos deuses e muitas vezes nem tinha uma existência real,
então eles estavam dizendo "olha, o Deus que nós servimos, se ele realmente existe, ele pode nos livrar", e ainda uma terceira opção para essa resposta é "se o nosso Deus quiser nos livrar",
então nós temos essas opções, mas a ideia, eu creio que a ideia é, nós servimos a um Deus, o senhor pode acreditar na existência dele ou não, nós servimos, nós adoramos a um Deus,
ele pode nos livrar, nós sabemos disso, ele pode nos livrar, agora se ele não quiser nos livrar, então nós, mesmo assim, nós não vamos nos abaixar, nós não vamos servir ou adorar o seu Deus,
então essa é a ideia aqui, eles tinham certeza na capacidade de Deus de libertar, eles tinham certeza que o Deus que eles serviam era capaz de livrá-los,
mas eles não tinham certeza, muitos pregadores têm sempre chamado atenção para isso e nós acreditamos nisso, que realmente eles não tinham certeza,
e essa é a dúvida que nós temos, em todos os momentos, em tudo que nós passamos, nós podemos sempre dizer "olha, o Deus que eu sirvo, ele pode tirar essa prova",
e dando uma aplicação para aquilo que nós estamos passando no mundo hoje, se Deus quiser, como ele fez no Egito, lembra quando Deus mandou as pragas sobre o Egito,
então cada praga era para fazer faraó abrir mão e deixar o povo de Israel sair do Egito, mas em todas aquelas dez pragas tinha um momento que faraó ficava com medo e sentindo o efeito da praga, do juízo de Deus,
e ele às vezes cedia uma parte só ou ele falava "tudo bem, mande Deus tirar essa praga e eu vou deixar", mas quando Deus tirava a praga ele não deixava,
mas o ponto é que quando Deus envia uma praga, como as dez pragas do Egito, com a vara de Moisés, com uma palavra de Deus, aquela praga sumia, se era sapo, se eram moscas, se era a escuridão,
se era gafanhotos, se era as águas se transformando em sangue, qualquer que fosse a praga, Deus podia tirar aquela praga num piscar de olhos, então não tinha nenhuma dúvida sobre isso,
mas será que Deus vai fazer isso? Essa nossa pergunta, a busca a Deus, o jejum, a oração diante de Deus, nós sempre vamos pedir, a Bíblia fala na oração do Pai nosso que nós devemos pedir para não cairmos em tentação,
para não termos que passar por certas provações, nosso clamor a Deus sempre vai ser "Deus, livra-nos nos salmos", mas a nossa resposta tem que ser como esses três hebreus,
que assim "olha, eu não sei, eu não posso afirmar, eu posso afirmar que Deus pode, mas eu não posso afirmar que Deus vai fazer isso, porque nós precisamos saber,
nós precisamos estar no conselho de Deus, nós precisamos entender o que Deus está realmente querendo", então nesse momento eles colocaram essa situação,
"olha, nós acreditamos que nosso Deus é totalmente capaz de fazer isso, ele pode nos livrar, ele pode nos tirar da sua mão", o senhor acabou de dizer que não tem nenhum Deus que pode nos livrar da sua mão,
a gente não sabe o que passava no coração, na mente desses três hebreus, mas será que eles pensavam, porque eles falaram assim "se o senhor realmente vai nos lançar na fornalha de fogo",
eles podiam pensar "olha, Deus pode mudar o coração do rei, Deus pode, sei lá, nos arrebatar daqui de alguma forma", eles poderiam pensar "olha, nem vamos entrar na fornalha de fogo",
eu não sei o que eles pensavam exatamente que poderia acontecer, ou se eles tinham essa ideia de que eles poderiam ser lançados dentro da fornalha e o fogo não fazer mal,
são essas coisas como a história de Abraão oferecendo Isaac, hebreus falam que ele acreditava que Deus era capaz de ressuscitar Isaac, então quando nós passamos por uma prova,
quando nós passamos por uma situação, nós não sabemos se Deus vai nos livrar ou se nós vamos realmente passar por aquela prova, Abraão não sabia, talvez ele tivesse que matar, ele levantou a mão para matar,
ele teria que matar mesmo o filho, ele não sabia se Deus ia trazer aquele livramento antes de matar, o anjo iria bradar e falar assim "não estenda a sua mão contra seu filho",
ele não sabia, mas ele sabia que Deus poderia livrar ou Deus poderia não livrar, no caso de Abraão ele tinha uma promessa, então alguma coisa, Deus sendo fiel, alguma coisa iria acontecer,
agora Sadracmes, Aqebedin, eles não sabiam se eles iam morrer ou se não iam morrer, se Deus ia tirá-los dessa situação antes de entrar na fornalha ou depois ou como seria,
então, mas eles tinham uma posição firme, então eu quero destacar agora duas coisas importantes sobre esses três, a primeira coisa até está no esboço, na letra B, número 4,
essa posição que eles tinham e nós estamos sempre chamando a atenção para nós aprendermos no livro de Daniel como que as pessoas podem fazer parte do sistema do mundo, do sistema babilônico e não serem contaminados,
essa é uma pergunta que eu acho que vale muito a pena a gente sempre pesquisar, a gente aprofundar nisso, então uma das coisas que eu queria colocar é essa posição, principalmente quanto mais alto,
quanto mais você está à vista das pessoas, mais solitária é a sua posição, como eu falei, a gente não sabe porque Daniel não estava aqui, mas mesmo que ele estivesse seriam quatro em vez de três,
mas onde estavam os outros judeus, o resto do povo de Deus, provavelmente eles não estavam ali porque Nabucodonosor chamou só aqueles que tinham posição de autoridade, então os outros judeus eles não estavam nessa posição,
não é interessante pensar que as pessoas, eu tenho falado que esse chamado não é para muita gente, está numa posição de poder, de autoridade, está dentro do governo ou mesmo que seja algum outro sistema,
toda a posição de liderança é uma posição difícil, é uma posição onde tem radioatividade, muito poder, muito dinheiro, muita influência, grande nome, todas essas coisas nos provam severamente,
mas olha só como eu tenho falado, eles estavam nesse sistema para servir, eles não tinham, e pelo que a gente pode perceber, eles não mudaram o sistema e eu acho que eles não tinham intenção, eles não tinham essa visão,
nós vamos entrar porque Deus quer que a gente mude o sistema, hoje muitos cristãos creem assim e eu não estou dizendo que não possa acontecer alguma mudança, a gente entrar no sistema de educação para melhorar o sistema,
para trazer algo de Deus, em todas as áreas de influência nós podemos levar alguma influência do reino de Deus mesmo sabendo que o reino em plenitude só vem na volta de Jesus,
mas nós podemos influenciar, mas o ponto principal pelo que eu vejo nesses exemplos do antigo testamento não era mudar o sistema, mas era dar testemunho, mostrar um prenúncio desse conflito final entre o reino das trevas e o reino de Deus,
mostrando que o reino de Deus é mais poderoso, ainda que seja como mostrei nas aulas atrás, ainda que o reino de Deus seja pequeno, ainda que o reino de Deus seja desprezível, ainda que o reino de Deus pareça muito fraco, muito frágil,
três moços e mais Daniel, o que eles podiam fazer? Eles não tentaram, pelo que a gente sabe, eles não tentaram trazer novas legislações, eles não tentaram mudar o sistema, mas eles estavam ali servindo, servindo ao povo com os dons que eles tinham,
mas essa posição ela é muito, muito solitária, muito solitária, eu queria, eu falei na última aula sobre a posição que Deus quer é não ser partidário, gente, eu acho que muita gente ouve isso e não consegue entender as implicações,
se você realmente entender a implicação, é só pra, a gente está sempre usando esse exemplo de direita, esquerda, política e tal, se você realmente entender essa posição, é uma posição que parece que não é nem de um lado nem de outro, você não ter partido isso como representante do reino de Deus,
é você realmente, se você acredita que nem um lado, se você tem uma tendência mais pra direita, você sabe que a direita não vai trazer o reino de Deus, ou se você tem mais afinidade com as políticas, com os objetivos, com o idealismo do lado da esquerda ou do lado da direita,
todos os lados tem idealismos, tem objetivos, tem aspectos parciais, mas se você realmente entende que nenhum dos dois vai trazer o reino de Deus, você se torna apartidário, você não é partidário,
mas aí as pessoas acham que você não tem opinião, as pessoas acham que você não tem nenhum tipo de posição e você se torna uma pessoa solitária, é muito solitário você tomar essa posição.
Eu só queria ler pra vocês rapidinho, eu acho que vou só citar por questão de tempo, mas eu queria mostrar pra vocês duas grandes figuras, duas grandes pessoas no novo testamento, o próprio Jesus e o apóstolo Paulo,
como eles eram solitários principalmente, principalmente no momento da grande prova, então quando nós estamos enfrentando uma grande provação como esses três,
em que eles vão ter que manifestar sua lealdade ou a Deus ou ao sistema, não dá pra fazer os dois, eles se tornaram muito solitários, não tinha apoio, no caso dos três pelo menos eles estavam em três,
mas a solidão de Jesus e a solidão de Paulo era uma solidão, realmente não tinha ninguém, então eu só quero citar os textos, vocês vão lembrar da história,
Jesus, nós temos Jesus em Mateus 26 a partir do versículo 40, você tem Jesus no jardim de Gethsemane, Jesus na hora que ele estava antes da cruz, ele enfrentou a decisão dele e ele se sentia muito sozinho,
com 12 discípulos, ele levou só os três, vocês lembram da história que quando Jesus estava ali passando pela agonia da decisão dele, os três, até mesmo os três mais próximos, mais fiéis,
que tinham mais proximidade, intimidade com ele, os três estavam dormindo e ele ficava angustiado, vocês não podiam vigiar comigo nem uma hora, ele queria o apoio,
Jesus como homem sentindo a nossa fraqueza, ele sentia a necessidade de alguém estar ao lado dele e nem aqueles, olha só, eu não estou falando do mundo,
as pessoas mais próximas, que deveriam ser as pessoas leais, que deveriam ser as pessoas que realmente nós estamos juntos, nem eles conseguiram vigiar com ele,
e ainda fica pior, porque em Mateus 26, 56, que é na hora que Jesus foi preso, diz que todos, todos os discípulos fugiram, ele ficou sem um apoio,
então isso é só para ressaltar esse ponto, essa posição que Deus nos chama muitas vezes para enfrentar, se nos últimos dias vai ser um grupo,
vai ser pessoas aliançadas, eu creio nisso, mas existem certas situações que às vezes nós temos que passar sozinhos, faz parte do fogo, faz parte da fornalha,
e só lembrando também de Paulo, está em 2 Timóteo 4, 16, 17, ele falou que quando ele foi chamado, Paulo segundo Timóteo é a última carta dele,
estava em Roma, estava enfrentando o julgamento, e ele falou assim, quando ele foi dar a última defesa, todos o abandonaram,
e ele até pede com Jesus que Deus não coloque na conta dessas pessoas que abandonaram, então isso é só para a gente destacar esse aspecto,
então eu falei assim, dois aspectos sobre esses três, o primeiro que é solitário, é muito solitário, eles não estavam sendo aplaudidos,
eles não estavam... a gente gostaria de pensar, e eu acho que isso é possível, que quando nós tivemos que enfrentar alguns tipos de provações,
que tem uma igreja orando por nós, mas eu acho que Sadraki, Mezaaki e Bede Nego, eles não sentiam que tinha uma igreja orando,
que tinha um povo orando por eles, eles se sentiam mesmo sozinhos, mas eles tinham essa posição, então a segunda coisa que eu quero ressaltar
é a respeito assim da firmeza, eles não titubearam, eles não ficaram inseguros, eles não sabiam qual seria o resultado,
mas eles tinham certeza absoluta da decisão deles, então eu quero só falar um pouquinho sobre isso, porque se você é como eu,
eu fico pensando numa situação como essa, porque a gente está aqui sem ser perseguido, nós não estamos sendo ameaçados,
então hoje nós podemos falar Deus, assim como Pedro falou com Jesus na última ceiva, assim, Jesus, ainda que todo mundo te abandone,
eu não vou te abandonar, é muito fácil a gente falar isso nessa hora, claro, mas na hora, será que nós vamos ter essa firmeza?
Então essa dúvida, claro, ela existe em todos nós, se eu estiver olhando diretamente para a morte, e também tem outro aspecto,
que se na hora nós fomos chamados para ou negar Jesus ou morrer, muitas pessoas podem até ter coragem de morrer,
agora se for passar por tortura, aí a situação às vezes fica mais complicada, porque se vai morrer, morra, acabou,
pode até ter um processo de morte um tanto doloroso, mas a tortura prolongada, tortura e tortura, muitas pessoas têm passado por isso,
é difícil a gente saber se nós teríamos essa firmeza de coração, mas eu só queria colocar aqui, aqui tem, aqui no Flipchart,
esses itens que é a preparação para a prova, e eu quero, antes de falar mais sobre isso, eu quero ler com vocês em Isaías versículo 26, Isaías 26 e versículo 3,
tem vários textos que falam sobre essa firmeza, mas Isaías 26 e versículo 3 fala "tu conservarás em perfeita paz aquele cuja mente está firme em ti,
porque ele confia em ti". Em vários salmos, e às vezes eu tenho visto que na tradução em português não fica tão claro isso,
mas tem vários salmos que falam "meu coração está firme, meu coração está determinado", Jesus falou com os discípulos que quando eles fossem levados
adiante de reis e tribunais, que não era para eles pensarem antes o que que eles iam falar, que na hora o Espírito Santo ia dar o que eles deveriam falar,
eu lembro de ter lido há muitos anos a experiência de um pastor, aquele livro famoso, não sei, a geração hoje acho que não lê muito esses livros,
mas tinha uma geração, tinha uma época que no Brasil tinha poucos livros evangélicos e todo mundo conhecia os poucos que tinha,
hoje tem uma abundância e alguns daqueles clássicos as pessoas não leem mais, mas tem um livro chamado "Torturado por amor a Cristo"
que um pastor na Romênia foi torturado, foi preso, sofreu por sua fé e ele fala sobre essa questão, ele fala que "como que eu vou saber se na hora eu vou ter essa coragem?"
e ele fala também mais ou menos nesse mesmo sentido de que a gente não precisa saber antes porque Deus não dá coragem, hoje eu não estou enfrentando,
então Deus não vai colocar no meu coração essa coragem, essa ousadia, esse destemor agora, Deus não vai colocar porque hoje eu não preciso disso,
Ele coloca quando eu preciso, mas apesar disso, eu creio muito nisso, mas eu queria colocar esses itens que eu coloquei aqui para vocês pensarem,
para a gente meditar, porque existe uma preparação, a gente não pode saber se nós vamos ter a coragem, nós não vamos saber o que nós devemos falar,
Jesus falou assim "nem se preocupe o que você deve falar", aqui na verdade os três falaram assim "ó Rei, a gente não pensou numa resposta,
a gente não vai fazer uma defesa, nós não precisamos nos defender, eu não vou fazer uma pregação, eu tenho uma decisão que foi feita há muito tempo,
a minha decisão foi feita há muito tempo e a minha decisão é, seja o que for, eu não vou deixar de adorar o Deus verdadeiro, eu não vou sacrificar isso por nada".
Então eu queria só colocar que isso aqui é algo que precisa ir acontecendo na nossa vida, é um processo, na conversão nós trocamos toda a nossa vida,
toda a nossa exaltação própria, todo nosso apego, aquilo que nós poderíamos ter de ganho para nós, nós trocamos isso por uma rendição e uma entrega total a Jesus,
isso é a conversão, a conversão consiste nisso, a conversão não é de igreja, não é um rito, não é uma religião, a conversão é dizer "Deus, eu me rendo,
eu volto à posição de Adão e Eva antes do pecado em que o Senhor é o Criador e eu me entrego, eu estou debaixo das Tuas ordens".
E entendendo que o que Deus quer não é uma relação de ordem, de obediência apenas assim, Ele é o Rei e Ele quer que todo mundo obedeça,
mas Deus quer a entrega, Deus quer a harmonia, mas Ele quer um parceiro, Ele quer um filho, o filho, o pai não quer só que ele obedeça,
o pai quer um amigo, Ele quer alguém que tenha o mesmo propósito, Deus não quer ficar falando, tem um salmo que Ele fala assim,
não é para a gente ser como o jumento que o dono tem que bater para ele obedecer, basta olhar com o olho, olhar mesmo assim, então se Deus quer alguma coisa,
eu quero também porque eu amo a Ele, então é essa relação que Deus quer, mas isso nós sabemos que é uma coisa progressiva,
a gente não tem esse tipo de atitude já de imediato, então eu coloquei aqui três coisas que eu acho que a gente pode pensar,
que é o desapego ao poder, se você pensar nesse Daniel e os três, todos os quatro, Daniel e os três amigos, pelo texto nós não temos algo falando assim, eles se entregaram e abriram mão de todo o apego,
mas pela atitude deles, por todas as histórias que nós temos nesse livro de Daniel, nós vemos que eles não tinham apego ao poder,
o que eu quero falar com vocês, o que eu quero falar comigo, é que na hora H, tem a famosa história da mulher de Ló, na hora H, se o nosso coração estiver apegado a qualquer dessas coisas aqui, ou talvez até você possa colocar outros itens,
se o nosso coração estiver apegado, Jesus falou assim, onde está o teu tesouro, vai ser o seu coração, se o seu olhar é singelo, todo o seu corpo será cheio de luz,
mas se o seu coração é dividido, se você quer uma coisa, mas quer a outra também, eu quero Deus, mas eu quero também essas outras coisas, poder, tesouros materiais, a própria vida,
então essas coisas, elas precisam, precisam ter um processo, e eu creio que isso seja consciente, tem coisas que Deus faz, a gente nem percebe que Deus está fazendo,
mas tem algo que precisa ser consciente, e essa é uma entrega consciente, dizendo Deus, eu abro mão, porque vamos colocar mais uma vez dentro de um contexto bem atual,
nós estamos enfrentando essa pandemia, não tem um alto índice de letalidade, mas muitas pessoas estão morrendo, e pode ser pessoas de mais idade, mas pode ser também pessoas mais jovens,
pode ser pessoas com algum outro problema de saúde, mas também pode ser alguém que não tem problema nenhum, a gente tem visto que isso acontece,
então no nosso coração, diante dessa situação, nós temos medo de várias coisas, nós temos medo de perder a vida, nós temos medo de perder alguém que a gente ama, um familiar,
nós temos medo de perder nessa crise econômica, algumas pessoas já estão perdendo renda, já estão perdendo emprego, então nós temos medo de perder essas coisas,
bom, aqui nessa situação, a perda não é por causa de ser fiel a Deus ou não, essa praga, essa pandemia está afetando todo mundo, o indiferente,
mas o que eu quero usar esse exemplo é, quando nós oramos, como hoje nós estamos orando Deus, tem a misericórdia do Brasil, tem a misericórdia da minha família,
tem a misericórdia da igreja, tem a misericórdia da sociedade, tem a misericórdia dos profissionais de saúde, então quando nós estamos orando pela situação,
será que a nossa oração é Deus, por favor Deus, por favor, eu não quero perder nada, claro, eu não quero perder, Deus não está falando assim que a gente pode querer perder, mas nós precisamos abrir mão,
o mais precioso que Deus deu para Abrão, chegou a hora que Abrão tinha que oferecer o Isaac a Deus, então quando nós oferecemos a nossa própria vida,
porque você pode ter certeza que Abrão daria a própria vida dele, mas não de Isaac, Isaac era mais difícil para ele entregar do que a própria vida,
então o desafio é, eu posso abrir mão da minha própria vida e isso eu creio que seja um processo, eu creio que seja um processo de entrega, um processo de abrir mão,
e não é fácil e eu creio que na hora H vem realmente uma graça especial, mas essas questões elas precisam ser enfrentadas, vamos pensar nessa última, a própria vida,
Jesus falou assim, se você não estiver disposto a deixar pai, mãe, possessões, pessoas próximas da família e a própria vida não pode ser meu discípulo,
e ele falou assim, quem não pegar a própria cruz e vem a me seguir não é digno de mim, então quando ele fala sobre isso ele está falando sobre uma preparação, nós precisamos preparar o nosso coração,
quem é que causa muito temor nos inimigos? Nós temos o exemplo contrário, nós temos exemplos já de décadas de pessoas muçulmanas que estão entregando a própria vida,
esses homens bomba e até mulheres têm feito isso, se explodem para alguma causa que eles entendem que é uma causa de Deus, o Deus deles, é a causa deles,
então eles fazem isso e isso causa muito medo, porque a pessoa que não tem medo da morte, isso é um grande perigo, se ele não tem medo da morte ele pode fazer um estrago muito grande,
e a igreja precisa ter a mesma coisa, eu quero ler com vocês agora rapidamente em João 12, João 12, 23,
Jesus respondeu, é chegada a hora em que o filho do homem será glorificado, olha só, essa é a hora da glória,
ele tinha, Jesus tinha uma clareza sobre a sua missão e sabia que a missão dele não era uma surpresa, nós muitas vezes não sabemos se Deus vai nos chamar para morrer,
para sofrer algo, para sofrer uma perda, para sofrer a perda de um familiar, nós não sabemos o que Deus vai pedir de nós especificamente, Jesus sabia,
e ele dizia assim, essa é a hora da glorificação, essa é a hora de maior glória, porque esses três hebreus que tiveram essa coragem, eles poderiam ter morrido,
mesmo assim seria uma mensagem, mas foi uma grande mensagem que ressoou diante do rei de Babilônia e de todas as autoridades, como nós vamos ver, e Jesus está dizendo, é chegada a hora em que o filho do homem será glorificado,
versículo 24, "em verdade, em verdade vos diz que se o grão de trigo caindo na terra não morrer fica só", então nem sempre a nossa morte vai ser física, nem sempre, mas o grão de trigo precisa morrer,
então esse desapego, essa posição de abrir mão, essa posição, a gente não ouve muito isso, nós ouvimos mais, e claro que Deus pode ser glorificado,
e nossa oração é que Deus seja glorificado no Brasil, no mundo, em diversos lugares, que Deus mostre o seu poder para tirar essa praga, para tirar essa morte,
Deus pode fazer isso, agora Deus pode ser glorificado de outras formas também, então nós precisamos realmente entender que quando nós oramos,
"Pai, seja feita a Tua vontade", nós estamos abrindo mão de tudo, como eles falaram, assim, o nosso Deus, ele é capaz de nos livrar, mas se ele não nos livrar, nós vamos ser fiéis, nós vamos manter a nossa posição de confiança,
Jó fala no livro, em um dos discursos de Jó, ele fala, "Ainda que ele me mate, eu vou continuar confiando nele", então essa é a posição, e Jesus falou assim,
"Então o grão de trigo precisa cair na terra, senão fica só, mas se morrer, produz muito fruto", João 12, 25, "Quem ama sua vida, perdê-la-á, mas quem odeia", essa palavra significa assim, você não ama, você não vai viver em função de preservar a sua vida,
quem odeia sua vida neste mundo, guardá-la-á para a vida eterna, agora preste bem atenção nesse versículo em 6, "Aquele que me serve", eu quero ser incluído entre as pessoas, aquele que me serve, aquele que me serve,
deve seguir-me, e onde eu estiver, ali estará também o meu servo, e se alguém me servir, meu pai o honrará, então ele fala assim, "É necessário que todos os que realmente me servem, os que me adoram,
os que estão realmente aceitando a minha vida", não é uma coisa assim, "Eu aceitei Jesus e vou para o céu", é realmente algo que tem que ser muito, muito maior, aquele que me serve, esteja comigo onde eu estiver,
se Jesus estiver no calvário, na cruz, Ele está dizendo, "O meu servo vai estar junto comigo", agora graças a Deus que aqueles que abandonaram Jesus, 11 dos 12 discípulos, eles falharam, eles abandonaram Jesus,
eles não estiveram junto com Ele onde Jesus estava, mas eles puderam voltar, houve perdão e Deus vai trabalhando, nós também fazemos muito isso, então graças a Deus que tem perdão e tem um processo de mudança,
mas esse processo precisa acontecer na nossa vida, e agora eu quero ler ainda nessa mesma sequência aqui, João 12, o versículo 27, e esse versículo ficou vivo para mim há muitos anos,
naquele livro que eu sempre falo, "A Patrola de Deus", recomendo muito, nesse tempo que nós estamos vivendo, uma leitura muito, muito boa, se você não leu, eu recomendo a leitura que é um livro muito curto,
quando nós falamos do processo de Deus, de trabalhar na nossa vida, Ele pode usar um trator e derrubar tudo que nós fizemos e muitas coisas na nossa vida, muitas coisas já nessas poucas semanas de pandemia, nessas poucas semanas de crise,
muita coisa está sendo destruída, muita coisa, e isso é, o Satanás vem para destruir, então isso tem relação com o Satanás, mas Deus também destrói, porque Ele quer construir algo perfeito,
então eu quero ler com vocês um versículo que é uma oração, é uma oração de Jesus, é como eu falei, quando a gente está na prova, a gente pede a Deus para tirar a prova,
Jesus no jardim de Gethsemane, que muitos conhecem esse versículo, no jardim que Jesus falou assim, "Pai, se for possível, passa de mim esse cálice",
então se Jesus pediu, "Pai, passa de mim esse cálice", Ele vai entender se a gente também pede, "Deus, passa de mim, eu não quero essa prova, eu não quero perder, eu não quero abrir mão,
mas", Jesus terminou a oração dele no jardim e falou assim, "Todavia, não seja feita a minha vontade, mas a tua", mas agora eu quero ler a versão de João,
João é sempre um pouco, o relato dele é um pouco diferente dos outros evangelhos, não é no jardim, mas é uma oração paralela,
e ele está falando com os discípulos a respeito do grão de trigo morrer, ele está falando sobre esse processo que se não morrer,
se nós não passarmos também pelo processo de morte, nós não daremos fruto, e se nós não dermos fruto de acordo com João 15, nós não glorificamos a Deus,
se o grão de trigo não morrer, ele fica só, então os três, lá em Daniel 3, os três amigos, eles tinham feito essa decisão antes,
eu não tenho uma prova bíblica disso, mas assim, na minha maneira de olhar nas entrelinhas, não teria jeito deles responderem com tanta firmeza,
aliás sim, quando Nabucodonosor fez aquela ordem e convidou todos os dirigentes, todas as autoridades para comparecer diante da estátua,
eles já sabiam o que eles iam enfrentar, então eles tinham tomado uma decisão, e esse é o desafio de Deus para mim e para você nesta manhã,
nós precisamos tomar essa decisão antes da hora, essa não é uma decisão da hora, que se toma na hora,
eu acho que coragem, eu acho que graça de Deus, o que vai responder, tem muita coisa que Deus prometeu que vem na hora,
mas ser discípulo de Jesus, tomar uma decisão, dizer assim, Deus acima, e aí você faz a lista, e Jesus fez essa lista para os discípulos,
ele faz a lista de coisas que são muito lícidas, ele não está falando de riquezas absurdas, ele não está falando de idolatria,
de coisas que a gente guarda que não agradam a Deus, ele está falando de familiares, ele está falando da própria vida,
então ele fala assim, não tem nada, a gente não pode se apegar, quando a gente está apegado, a gente fica assim,
Deus, não deixa eu perder, não deixa eu perder, eu não posso perder, não tire meu filho, não tire meu marido, não tire minha casa,
não tire meu emprego, a gente tem algo que a gente não, eu confesso, eu não consigo, eu não consigo simplesmente dizer,
Deus, eu entrego tudo isso, mas o que ele está dizendo é, o grão de trigo, ele precisa morrer, e essa morte envolve abrir mão de tudo,
agora Deus, ele não quer tirar aquilo, ele não queria tirar Isaac e Diabrão, em muitas situações, no caso da história que nós estamos estudando,
os três, Deus não queria tirar a vida deles, naquele momento foi glória para Deus, eles não morrerem, mas nós não sabemos disso,
nós não sabemos o que vai acontecer com a gente em cada situação, então eu quero ler para vocês essa oração, é uma oração muito difícil,
é como, é idêntica a oração de Jesus no jardim, "Pai, passa de mim esse cálice", ok, essa oração todo mundo consegue fazer,
mas, todavia, não seja feita a minha vontade, mas a tua, essa é mais difícil, agora olha como está em João 12 e 27, Jesus diz aqui,
isso aqui me toca profundamente, porque no jardim também, Jesus estava mostrando a humanidade dele, ele se sentiu desamparado,
ele se sentiu sozinho, ele se sentiu vulnerável, ele estava muito fragilizado e ele disse, isso me toca muito, Jesus, o Deus Todo-Poderoso,
ele queria apoio dos três amigos dele, vocês têm que ficar comigo, vocês têm que estar no meu lado, então ele queria muito esse apoio,
mas ele não recebeu, então ele falou assim, "Pai, passa de mim esse cálice", aqui ele vai falar, "Agora o meu coração está angustiado,
meu coração está angustiado e que direi eu?" e aqui eu aprendi na patrola de Deus que ele tinha duas orações, as mesmas duas do jardim, ele tinha duas orações,
ele podia fazer a primeira ou ele podia fazer a segunda, está em João 12, 27 e 28, ele falou assim, "Que direi eu?" Jesus está falando em voz alta,
para a gente poder aprender o que acontece num momento de grande angústia, Jesus tinha feito a decisão dele, mas ele nesse momento estava angustiado,
ele estava entre duas orações, então nós também vamos ter essa fraqueza, mas eu estou dizendo antes do momento nós precisamos já ir tomando essa decisão,
porque ainda que a graça final venha de Deus na hora, nós precisamos começar a enfrentar e esse é um parênteses aqui, antes de voltar para as duas orações, essa situação é algo que angustia a gente,
quando nós olhamos para a igreja hoje, não só a igreja brasileira, em toda parte nós vemos que muita, uma grande parte da igreja não está sendo preparada para fazer essa oração,
a igreja está sendo treinada para pensar só na oração de vitória, só na oração, sim, se Deus está comigo, Ele vai me curar, Ele vai me libertar e isso não é a história que a gente vê na Bíblia,
tem pessoas que morrem, Hebreus 11 tem os heróis da fé, tem uma primeira parte que muitos heróis eles foram libertos de várias coisas e depois o capítulo 11 de Hebreus faz uma lista de pessoas que foram fiéis a Deus
e não tiveram um final feliz, feliz no sentido sim de libertação, na hora eles foram perseguidos, eles foram mortos, eles foram torturados, eles perderam endes queridos,
então a lista dos heróis da fé inclui aqueles que foram fiéis a Deus e Deus libertou da morte ou como Abraão que recebeu o filho de volta, não precisou matar,
mas os heróis da fé também são aqueles que tem uma decisão firme, indiferente do que acontecer eu vou permanecer firme, então aqui está João 12, 27, ele fala "agora meu coração está angustiado e que direi eu?"
então que nós possamos aprender com essas duas orações, a primeira é muito natural, Deus ouve, Deus é Pai, Ele conhece, mas a primeira oração é Pai salva-me dessa hora,
agora porque que Jesus sabia, aí como eu falei assim, nós não temos a mesma certeza do que Deus vai pedir de nós, mas Jesus sabia, mas mesmo assim a nossa oração precisa ser
Pai salva-me dessa hora, aí Jesus fala assim, mas Jesus responde assim mesmo, Jesus diz, mas foi precisamente para esta hora que eu vim, imagine, eu vou dizer Pai tira-me dessa situação,
então eu posso lembrar que Jesus falou assim, deixa eu ver se eu acho aqui, rapidinho assim que quando Jesus falou, João 10, versículo 17, Jesus falando sobre sua morte também,
Jesus diz "o Pai me ama porque dou a minha vida para tornar a tomá-la, ninguém a tira de mim, mas eu espontaneamente a dou, eu tenho autoridade para dá-la, autoridade para tornar a tomá-la"
e na cruz Jesus falou assim, eu poderia pedir, meu Pai enviar legiões de anjos para me libertar, então Jesus poderia ter escapado, ele poderia ter sido liberto, mas ele fala assim, eu vim para essa hora,
então aí ele faz a segunda oração e é isso que eu quero deixar com todos nós nesta manhã, a primeira oração é Pai salva-me desta hora e a segunda oração é o versículo 28, Pai glorifica o teu nome,
então a minha oração com toda a minha fraqueza, com toda a minha dificuldade de enfrentar as consequências dessa oração, mas a minha oração nesse dia que nós estamos orando pelo Brasil, pelo mundo,
eu sei que nós estamos no Brasil, nosso primeiro foco é o Brasil, mas de certa forma, eu não me lembro, claro que houve outras pestes, mas acho que nunca teve algo que afetasse o mundo inteiro,
a economia do mundo inteiro, pessoas morrendo no mundo inteiro, então a nossa oração deve incluir o mundo, tem pessoas morrendo em países pobres, em países ricos,
nivelou, todo mundo está sendo sujeito a isso, então a nossa oração não é só por nós, irmãos, eu não sei se tem alguém orando para que Deus salve apenas a igreja, mas não deve ser nossa oração,
a nossa oração é Pai, tem misericórdia, principalmente das pessoas que não te conhecem, principalmente das pessoas que estão em situação vulnerável, as pessoas pobres, as pessoas necessitadas,
as pessoas que dependem de um Pai para o sustento, então a nossa oração é por todas as pessoas, pelo mundo inteiro, o mundo inteiro está em convulsões econômicas, políticas e de saúde,
nós estamos em uma grande convulsão e a nossa oração é sim, Pai, salva-nos, tem misericórdia, manda-se praga embora, mas ao mesmo tempo nós temos uma oração, eu sei que é difícil até imaginar,
mas como que pode ser essa oração, mas a nossa oração é sim, Pai, glorifique o teu nome, aí sim eu acredito que seria mais em relação à igreja, porque Deus está querendo fazer algo na igreja,
vai fazer algo na sua vida e na minha, Deus quer, Deus tem algo a fazer, eu não vou ter tempo pra entrar nisso hoje, vai ficar pra próxima aula, mas a fornalha, o fogo, aquilo que Nabucodonos hoje jogou os três moços dentro de uma fornalha,
e essa fornalha representa várias coisas, eu até coloquei aqui, mas nós vamos voltar nisso nesse tema na semana que vem, mas a fornalha de fogo representa purificação,
nós vamos ver como vários textos a Bíblia fala a respeito da fornalha, porque esse aqui foi Nabucodonosor que lançou os três nessa fornalha, mas tem muitas situações de fogo que Deus cria pra nós,
Deus usa o fogo pra nos purificar, e nós vamos ler outras passagens na próxima aula sobre isso, é um tempo de manifestação, quando está no fogo, em I Coríntios 3 fala que o fogo no último dia vai manifestar do que nós fomos feitos,
do que foi construído na nossa vida, então o fogo precisa vir agora pra que naquele dia, no caso desses três, a fornalha mostrou o que eles já tinham, eles já tinham uma decisão, eles tinham uma posição firme,
então o fogo não teve nenhum poder sobre a vida deles, então, e em último lugar, também significa presença de Deus, porque Deus está presente conosco na fornalha de aflição, em uma dimensão, numa forma que ele não está quando tudo está bem,
a gente pode sentir o favor de Deus quando as coisas vão bem, quando você estava numa situação difícil, ou financeiramente, ou de saúde, ou de família, ou seja qual for a situação, nós podemos sentir a graça e o favor de Deus quando Deus nos leva pra uma situação de prosperidade, de alívio, de libertação,
mas quando Deus nos faz passar pelo fogo, como nós vamos falar com mais detalhes na semana que vem, o filho de Deus estava junto com eles na fornalha.
Gente, eu sei que o suspense, que eu sei enfrentar a possibilidade de ser jogado numa fornalha de fogo, naquela fornalha, eu acho que se até as pessoas que lançaram os três na fornalha, se até eles morreram, era uma coisa tão quente que acho que a morte seria muito instantânea,
mas eu não sei se todos já viram os filmes de pessoas que eram queimadas, vivas, pessoas que faziam, não só para cristãos, mas muitos cristãos foram queimados vivos por causa do testemunho,
e pelo menos assim a gente vê nos filmes, mas com certeza é assim que acende as chamas, as chamas vão chegando, vão chegando, então deve ser uma morte horrível, você sentir a queimadura, mas ela não é tão forte que mata você instantaneamente.
Nessa fornalha eu acho que seria uma morte muito rápida se Deus não tivesse livrado, mas então quando a pessoa, eu fico imaginando os três, eles não trocariam aquela experiência por nada,
porque eles tiveram, naquela experiência, eles chegaram mais perto de Deus, eles tiveram uma experiência que nunca tiveram antes, então eu imagino que depois eles tivessem falado assim, olha, valeu a pena, é difícil, é assustador você ser confrontado com uma situação de morte, de tortura e sofrimento,
mas a presença de Deus é ali e a questão aqui, então só terminando aqui, essas duas orações elas são assim, "Pai, salva-me dessa hora, se for te glorificar", como nós não sabemos, Jesus sabia que no caso dele não era para ele pedir a salvação porque ele tinha, era a missão dele,
agora nós podemos pedir que Deus nos salve de situações terríveis, mas dentro do nosso coração, e esse é o desafio que eu quero deixar com todos que estão ouvindo e quero deixar esse desafio bem forte no meu coração,
nós não sabemos o que Deus quer fazer por meio dessa situação, por meio dessa crise, e então quando nós oramos "Pai, intervém, Pai, faça algo glorioso", nossa oração deve ser "Pai, glorifica o teu nome, seja como for,
pela minha vida, pela libertação, pela morte, glorifica o teu nome". Mais um exemplo que eu posso dar de um livro que me marcou muito, às vezes assim um filme, um livro deixa às vezes uma frase com você,
tem muitas coisas boas, tem um livro que saiu alguns anos atrás, sobre um homem que sofreu muito nas prisões da China, o homem que veio do céu, e esse livro ele fala sobre sofrimento, o livro todo é maravilhoso,
mas ele fala no final, ele fala assim "A igreja na China não está pedindo para Deus derrubar o governo, a igreja na China está pedindo por graça e poder para passar pelo fogo e glorificar o nome de Deus".
Então isso me marcou muito que eu não sei na situação deles se eu teria condições de fazer essa oração. Então esse é o desafio, Jesus falou "Qual oração que eu vou fazer? Qual vai ser a minha oração?"
E ele colocou as duas opções e eu vou terminar com esse pensamento, com esse desafio, e dizendo assim "Tem um aspecto em que os três estavam preparados antes, tem um aspecto que a graça de Deus vem na hora, mas tem decisões que Deus quer fazer a nossa vida antes".
E eu quero dizer assim, muitas pessoas têm perguntado "Será que essa crise já é praticamente uma introdução, já vamos entrar na tribulação, já vamos entrar nos últimos dias?"
Eu não sei, outras pessoas eu mesmo tenho pensado muito que é um tipo de ensaio, nós estamos aprendendo porque em alguns sentidos essa crise vai afetar profundamente, talvez mais na área econômica do que na área de saúde.
Mas muitas pessoas estão perdendo, pessoas da família, muitas pessoas estão morrendo. Mas não é, não é uma praga das proporções, das pragas do Apocalipse pelo menos, ainda não é.
Então pode ser um ensaio, pode ser uma preparação, então que nosso coração realmente seja tocado, Deus, eu estou me apegando ao poder. Pense bem, se os três estivessem pensando "Eu vou perder minha posição", eles tinham uma posição no governo,
se eles estivessem pensando em perder a sua posição, eles poderiam ficar em dúvida "Será que eu vou me esconder?" Eles poderiam tentar não confrontar, não, eles não tinham apego ao poder.
Será que nós temos apego a alguma coisa material? E será que nós temos apego a nossa própria vida? Então eu faço essa oração, vamos orar juntos, estamos orando, estamos unidos com todos, com todo o povo de Deus em toda a parte do Brasil e até do mundo que estão buscando a Deus neste momento.
Pai, eu coloco diante de Ti, Senhor, a nossa vida, minha vida, a vida dos meus irmãos, os que estão ouvindo e mesmo os que não estão ouvindo, eu coloco, ó Deus, a nossa vida diante de Ti.
Porque, Senhor, nós vamos infalivelmente não só pedir, nós talvez vamos gritar, nós vamos clamar para que o Senhor nos salve desta hora, mas a nossa oração é "Deus, glorifique o Teu nome, ajuda-nos, completa a Tua obra".
Se o Senhor tem algo a fazer na minha vida nesses dias, nesse tempo, por meio dessa crise, se o Senhor tem algo para fazer na minha vida que o Senhor possa fazer e que eu consiga fazer de coração essa oração.
Pai, glorifique o Teu nome, que o nosso amor por Ti, que nossa entrega a Ti, que a nossa disposição a Ti seja maior do que o amor próprio, só o Senhor pode fazer isso, porque o amor próprio é muito maior.
Mas, ó Deus, que o Senhor possa vencer o amor próprio, que dentro de nós esse grão de trigo possa morrer, que possa surgir uma vida invencível, porque em Apocalipse 12 está escrito que eles o venceram pela palavra do testemunho, pelo sangue do cordeiro e porque não amaram as próprias vidas até a morte.
Então o Senhor vai levantar um povo que vai vencer, vai vencer o inimigo, vai vencer o sistema do anticristo, não exteriormente, o anticristo aparentemente ele vai ter muitas vitórias, ele vai dominar, ele vai conquistar, ele vai conseguir matar muitos servos teus,
mas o poder dele vai ser quebrado, porque o Teu povo não ama a vida, a própria vida até a morte.
Nós pedimos que o Senhor nos prepare, que o Senhor nos dê essa preparação para que o nosso coração possa ser firme, para que o nosso coração não vacile,
para que junto com Isaías nós possamos dizer, o Senhor dá perfeita paz para aqueles que estão fixos em Ti, fixam o nosso coração em Ti, em nome de Jesus. Amém.

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