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19/04/20 – Daniel 3 – Baixardo áudio.
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Transcrição
Bom dia, estamos aqui mais uma vez para continuar nosso estudo em Daniel, estamos em Daniel 4.
Eu vou ler os primeiros versículos, depois nós vamos fazer um pequeno retrospectivo do que nós vimos em Daniel até aqui, porque é importante.
Os primeiros 4 capítulos de Daniel são todos sobre Nabucodonosor.
Então, esse é o quarto e o último, a última etapa, a quarta e última etapa sobre o episódio sobre Nabucodonosor.
Então, é interessante porque nós temos aqui uma espécie de progressão, nós não sabemos a data exata desse capítulo, mas com certeza foi bem posterior.
Então, esses quatro relatos estão realmente na ordem cronológica. Então, vamos ler os primeiros versículos de capítulo 4.
"O rei Nabucodonosor a todos os povos, nações e línguas".
Então, aqui a gente já faz uma ligação com o capítulo 3, porque na história que nós acabamos de estudar no capítulo 3,
Nabucodonosor também fez um comunicado, ele mandou um comunicado exatamente a todos os povos, é a mesmíssima expressão, todos os povos, nações e línguas que moram em toda a Terra.
Hoje, a gente já falou sobre isso, mas hoje nós temos uma noção de que Nabucodonosor tinha domínio sobre uma região muito pequena, se nós formos olhar para a extensão de todo o globo hoje.
Mas dentro do conhecimento deles, dentro do mundo conhecido, ele tinha um império que envolvia os países mais conhecidos, mais próximos.
Então, ele usava essa expressão, e é uma expressão emblemática, porque é uma figura de um governo mundial, de um império que domina todos os povos.
Então, Nabucodonosor estava mandando um comunicado a todos os povos, nações e línguas, só que no capítulo 3, nós vimos Nabucodonosor enviando um comunicado que todos os povos, todas as nações, todas as línguas, todos em toda parte deveriam adorar a uma estátua, uma imagem de ouro.
Aqui nós temos um comunicado bem diferente, então ele fala "Todos os povos, nações e línguas que moram em toda a Terra", parece até uma saudação cristã, "Paz vos seja multiplicada".
Eu vi que isso aí era uma expressão que outros povos usavam, então não precisamos pensar que Nabucodonosor era um fiel seguidor de Jesus ou de Deus, mas ele usou essa expressão, "Paz vos seja multiplicada".
"Pareceu-me bem fazer conhecidos os sinais e maravilhas que Deus o Altíssimo fez para comigo".
Versículo 3 "Quão grandes são os seus sinais e quão poderosos as suas maravilhas, o seu reino é um reino sempre eterno, o seu domínio de geração em geração".
Então olha que comunicado, no capítulo 3, a gente não sabe quantos anos transcorreram entre o capítulo 3 e o capítulo 4, mas que diferença, que contraste enorme entre o comunicado no capítulo 3, que era para todos adorarem a uma estátua de ouro, que representava o próprio rei, provavelmente,
e aqui que ele está fazendo o comunicado em nome do Deus Altíssimo.
Então eu queria só chamar a atenção aqui, então para a gente, como esse capítulo ele vai contar uma história que todos devem se lembrar, não é uma história, por exemplo, o capítulo 3 é uma história muito usada em pregações,
o capítulo 4 eu mesmo não me lembro de ouvir uma pregação sobre esse capítulo 4, é uma história bem interessante, bem chocante, que vocês devem se lembrar que Nabucodonosor, ele se torna como um animal, como um boi, um animal doméstico mesmo, um animal que comia capim,
que foi rebaixado de ser o rei mais poderoso da terra para ser um rei, para ser como um animal, ele não só perdeu temporariamente o trono, mas ele deixou de ser como homem, ele se tornou como um animal, então essa é a história,
mas o capítulo inicia porque o próprio Nabucodonosor vai contar essa história, quase todo o capítulo tem uma parte que é contada em terceira pessoa que relataram a respeito dele, obviamente no tempo que ele perdeu a razão,
mas a maior parte desse capítulo é contada em primeira pessoa, é Nabucodonosor enviando uma mensagem para todos os súditos, para todo o império dele e contando essa experiência,
a gente até poderia imaginar que ele não quisesse contar uma história tão vergonhosa assim, mas ele conta essa história e ele inicia, então o começo do capítulo já nos mostra o final, que é um rei poderoso que está reconhecendo a soberania, reconhecendo quem o verdadeiro deus é,
então para a gente se situar só rapidamente eu queria mostrar para vocês os primeiros 4 capítulos de Daniel, esses 4 relatos para a gente ver como que deus foi trabalhando e como que há uma progressão,
então eu coloquei aqui 4 porque são 4 capítulos, então a história, o ponto central de cada capítulo em relação a Nabucodonosor,
então no capítulo 1, Daniel 1 começa exatamente com uma afirmação de que Nabucodonosor veio a Jerusalém, capítulo 1, versículo 2, o senhor entregou nas mãos dele o rei de Judá e ele levou vários cativos e o próprio rei para a terra de Babilônia,
então no primeiro capítulo Nabucodonosor é visto como um grande conquistador, esse aqui foi no início, na verdade quando ele conquistou Jerusalém ele nem era rei ainda, ele era um general,
mas ele se tornou, ou ele começou a ser rei de Babilônia nessa época, então ele estava iniciando, era bem no início da carreira dele,
então no primeiro capítulo nós temos Nabucodonosor como um conquistador, ele levou vários cativos de Israel, não foi a maior leva, foi um grupo pequeno que foi para Babilônia,
então ele tinha a intenção de pegar as pessoas mais inteligentes, com mais potencial para se tornarem esses sábios, essas pessoas que ele ia usar para fortalecer o império dele,
então no capítulo 1 nós temos Nabucodonosor como conquistador, como aquele que não nesse momento mas depois ele destruiu Jerusalém, ele destruiu o templo, ele arrasou o povo de Israel,
então nesse primeiro capítulo para o povo de Israel ele é um grande inimigo, ele é muito forte, só que nesse primeiro capítulo, embora não tenha um embate direto entre Nabucodonosor e o povo de Deus,
assim tem esse embate da conquista da terra deles, mas Daniel e os três amigos, eles enfrentam, então desde o primeiro capítulo nós temos uma outra batalha acontecendo,
Nabucodonosor venceu o povo de Israel, venceu a cidade de Jerusalém, levou o povo para o cativeiro, mas começa a ter uma espécie de embate entre essa potência humana e o povo de Deus,
embora o povo de Deus estivesse sendo humilhado e conquistado, tem esse pequeno grupo, esse pequeno remanescente que é Daniel e os três amigos que vão enfrentar,
não com armas, com guerra, mas eles vão enfrentar essa potência de dentro, então nesse primeiro capítulo nós lembramos como Daniel e os amigos resolveram não se sujeitar às ordens do rei no requisito,
então lembramos da história, só queria salientar que no primeiro capítulo Nabucodonosor é um conquistador e que os três, Daniel e os três amigos, eles recebem uma estratégia de Deus e Nabucodonosor,
apesar de ter levado esse grupo para o cativeiro, ele não conseguiu domina-los, ele não conquistou a mente deles, ele não conquistou o coração, eles foram levados para a sede, para o centro de poder,
para o centro desse poder babilônico, desse poder que é contra Deus, eles entram como espiões e como agentes do reino de Deus, entrando dentro da sede de poder do inimigo e não sendo dominados por ele, então a história começa assim.
No segundo capítulo Nabucodonosor tem um sonho, eu coloquei aqui que ele no sonho ele aparece como cabeça de ouro, e nesse capítulo então nós lembramos também da história de como ele teve um sonho, ficou perturbado,
não lembrava mais o sonho e chamou os magos e os magos não puderam e até afirmaram que ninguém seria capaz de revelar qual era o sonho, então nesse capítulo nós temos o sonho que depois Deus revela para Daniel,
o sonho em que Nabucodonosor é visto como cabeça de ouro e depois Deus mostra os outros reinos e que os reinos seriam depois todos destruídos pela pedra que foi cortada sem mãos,
mas nesse embate, nessa medição de forças entre Nabucodonosor e o sistema babilônico contra o reino de Deus, nesse primeiro contato direto Nabucodonosor ele é humilhado,
ele é humilhado apesar do sonho mostrar que ele é cabeça de ouro, mas ele é obrigado no final da história, ele é obrigado a reconhecer que nenhum dos seus sábios,
tudo que ele tinha feito para produzir um grupo de sábios é superior a todos os povos e olha gente isso acontece até hoje, nós temos os países que são centro de poder, de domínio,
antigamente era Europa, Estados Unidos, hoje nós vemos muito centro de poder se deslocando para a China, mas assim os poderes, em todas as épocas houve impérios,
houve poderes que se sobçaíam e a estratégia sempre é pegar a nata, pegar os melhores de todas as nações e transformar essas pessoas em instrumentos,
acumular toda a sabedoria, dominar não só pela força das armas, mas dominar pela força da inteligência, da sabedoria, dos melhores cientistas, dos melhores sábios e universidades etc.
Então essa arma de satanás e que às vezes nem é concentrado necessariamente num país, mas pode ser um sistema que o inimigo está usando para roubar todas as capacidades,
para pegar as melhores pessoas e usar para implantar e para espalhar o seu reino, essa estratégia do inimigo, então no capítulo 2 Daniel e os três amigos que não se sujeitaram no capítulo 1,
eles são, Daniel é o único, eu falo Daniel e os três amigos mesmo no capítulo 2 porque eles estavam orando juntos, eles eram um grupo unido e Daniel pediu ajuda dos três,
ele disse "ore para que Deus revele", então nesse embate eles ganharam de todos os sábios, nenhum sábio pode fazer o que Daniel fez e não foi Daniel que fez, foi Deus que revelou.
E no final dessa história nós temos aquela imagem muito emblemática que eu chamei a atenção, que no final do capítulo 2 esse rei poderoso, Daniel 2, 46, esse rei poderoso ele cai com o rosto em terra diante de Daniel e ele mostra que ele reconhece a superioridade,
então é uma imagem fantástica de ver Nabucodonosor caindo com o rosto em terra e até mandando fazer ofertas para Daniel porque ele reconhece que Daniel é o servo de um Deus que é muito maior e ele fala assim que nenhum outro, Daniel 2, 47,
certamente o vosso Deus é Deus dos deuses, Senhor dos reis e revelador de mistérios, então Nabucodonosor até reconhece aqui Deus, ele não se converte a Deus mas ele reconhece que Deus, o Deus de Daniel é superior a todos os deuses,
então aqui Daniel, Nabucodonosor, ele tem que reconhecer que a sabedoria de Deus, a capacidade de revelação de Deus é maior do que toda a sabedoria de Babilônia, então isso é uma progressão de Nabucodonosor conquistador,
querendo sujeitar todo mundo a mentalidade dele, ele é obrigado a reconhecer que Deus, o Deus verdadeiro é superior a sabedoria dos homens.
No capítulo 3 que nós acabamos de estudar, Nabucodonosor passa de ser uma cabeça de ouro no sonho, ele passa a fazer uma imagem, uma estátua totalmente de ouro e aqui, como nós vimos nesse estudo, Nabucodonosor se torna mais do que nunca uma figura, um símbolo do anticristo,
porque ele domina todos os povos e ele quer obrigar todos os povos a adorá-lo, então ele saiu do capítulo 2 quando reconheceu que Deus verdadeiro era acima de todos os outros deuses mas ele perdeu isso rapidamente
e ele se torna um instrumento de Satanás, uma figura daquele que quer sujeitar toda a terra a um Deus falso e lembrando que o objetivo de Deus, que é uma coisa que mostra muito claramente no livro de Daniel,
o propósito de Deus é que toda a terra e todos os povos e todas as línguas e nações se sujeitem a ele, esse é o reino de Deus e o objetivo de Satanás é levantar um reino paralelo, um reino que está confrontando o reino de Deus e fazer com que todos o adorem.
Então, por um lado, Nabucodonosor está a cada capítulo e ele tem que reconhecer mais quem Deus é, mas ele está progredindo aqui de um conquistador, de alguém que no sonho seria a cabeça de ouro, mas o sonho revelou para Nabucodonosor que ele não teria um reino eterno, que outro reino viria depois e ia suceder o reino de Babilônia,
mas no capítulo 3 ele se incha tanto que ele acha que ele é a estátua de ouro e a ideia é que ele vai durar para sempre, porque uma estátua que tem cabeça de ouro e depois vem prata, bronze e ferro e depois mistura com barro, o sonho mostrou que tudo isso aí vai acabar,
mas na visão distorcida que Nabucodonosor pegou depois, ele seria uma estátua totalmente de ouro, ou seja, nunca ia acabar, não tinha ponto fraco, não tinha pés de barro, não tinha nada disso, então ele se exaltou e ele fez aquele decreto de que quem não adorasse seria lançado na fornalha.
Então eu chamo isso aqui do auge de autoexaltação e isso é que é o anticristo, é o auge de autoexaltação e depois assim a gente mais para frente nós vamos ver como no próprio livro de Daniel e outros livros mostram que o anticristo é aquele que se exalta, que fala coisas grandes contra Deus,
ele se exalta, em Thessalonica ele fala que ele se senta no trono de Deus como se fosse o próprio Deus e isso claro que nos remete a satanás que fez exatamente isso, então nesse capítulo 3 chegamos a um Nabucodonosor que chegou no máximo de autoexaltação,
só que quando ele vai lançar na fornalha de fogo os três que não se sujeitaram a ele, então ele viu ali o filho de Deus, alguém como filho de Deus, e nós queremos que era realmente o filho de Deus, que apareceu ali junto com os três e ele viu então que esse poder,
agora pensem junto comigo nesse aspecto que Nabucodonosor ele está no auge de autoexaltação, ele é a estatua de ouro, ele pode mandar em todos os povos que estavam no domínio dele, ele considera que é toda a terra,
então ele aponta para o anticristo que quer dominar todos os povos e obrigar todos os povos a adorar a si próprio, ele que é, aquele que quer ser adorado, e isso está no coração de todos os ditadores, de todos,
quanto mais a pessoa se exalta, eu não me canso de repetir que esse espírito de autoexaltação e de exigir adoração é um espírito que está em todos os governos, mesmo que seja numa medida pequena, até em governos democráticos, até na igreja, até em empresas,
a autoexaltação é a essência do Espírito Babilônico, é a essência de Satanás, a essência de Lúcifer que quis ser mais do que Deus e atrair atenção para si e não para Deus,
então esse é o espírito e onde nós vemos esse espírito irmãos, nós precisamos ter discernimento a partir do nosso próprio coração, que Jesus falou que os fariseus amavam a glória dos homens,
eles queriam ser exaltados, eles queriam ser elogiados, eles queriam que todo mundo falasse bem, gente, você não precisa fazer um grande exercício para ver que isso está em toda parte,
as pessoas querem ser elogiadas, as pessoas querem que todo mundo se admire, que todo mundo se maravilhe com seus feitos e isso está no nosso coração, as pessoas que estão dirigindo o povo de Deus,
eles querem ser elogiados, eles querem ser exaltados, a pior coisa que você pode fazer, que eu posso fazer para alguém que está na obra de Deus é ficar exaltando, idolatrando, isso é o espírito de Babilônia,
então esse homem no capítulo 3, Nabucodonosor, que está ali se achando, se exaltando, ele ficou irado quando alguém ousou não obedecer as suas ordens,
então ele ficou muito irado, lançou os três numa fornalha super aquecida e ele não pode acabar com essas três pessoas, então ele se viu humilhado mais uma vez,
no capítulo 2 ele foi humilhado porque os sábios dele não puderam resolver essa questão que ele precisava, o sonho que ele tinha sonhado ele não conseguia lembrar,
então no capítulo 3 ele foi humilhado porque a sua soberania foi questionada e ele não conseguiu exercer a sua sentença contra eles e ele se humilhou,
eu tenho colocado que isso é para o crédito dele, na bíblia, a gente tem esse relato de Nabucodonosor, em vários aspectos ele representa o anticristo,
mas em alguns aspectos Nabucodonosor não é como o anticristo, porque o anticristo nunca vai fazer esses reconhecimentos, ele nunca vai se humilhar,
então Nabucodonosor nesse sentido ele não representa e muito menos no capítulo 4 que nós estamos iniciando agora, ele não representa isso e isso não é o anticristo,
o anticristo não vai fazer isso que Nabucodonosor fez, ele não vai mandar um comunicado a todos os povos e dizer "olha realmente eu vim reconhecer que o Deus verdadeiro e o reino dele",
Daniel 4 e 3, o reino dele é um reino sempre eterno, então, mas voltando para o capítulo 3, Nabucodonosor ele reconhece, no final do capítulo 3 Nabucodonosor reconhece que Deus foi superior a ele mais uma vez,
que os três, ele elogia os três moços porque eles não, assim, em perigo, em risco de suas próprias vidas, eles não se sujeitaram e Nabucodonosor elogia isso,
vocês foram corajosos, vocês fizeram a coisa certa e ele então, o decreto dele no final do capítulo 3, 3, 29, ele fala "por mim pois é feito um decreto pelo qual todo povo, nação e língua que disse blasfêmia contra o Deus,
sr. Drach, Misak e Abednego, seja despedaçado", então ele faz um decreto não falando que Deus deve ser adorado, mas ele proíbe que esse Deus seja blasfemado, é diferente as duas coisas,
então ele proíbe que as pessoas falem mal desse Deus, então ele é humilhado, ele tem que voltar atrás, porque no início do capítulo ele quer que todos os povos adorem somente aquela estátua,
e no final do capítulo 3, não, ninguém pode falar mal desse Deus, então nós admitimos esse Deus e ele retira seu decreto de que só pode adorar a estátua, então ele é obrigado a voltar atrás e não exigir adoração exclusiva,
como que ele procedeu dali pra frente, a gente não sabe, mas ele foi vencido, então no capítulo 1 ele foi vencido porque ele não conseguiu dominar a mente desses hebreus,
no capítulo 2 ele foi vencido porque os sábios dele não puderam revelar os segredos, ele teve que se sujeitar a sabedoria que vinha de Deus, e no capítulo 3 ele foi vencido porque ele não pôde exigir adoração exclusiva,
então agora nós chegamos no capítulo 4, e o capítulo 4, colocando aqui, ele começa como conquistador, sobe pra cabeça de ouro, sobe mais um pouco pra imagem de ouro, todinho de ouro que é ele, e no capítulo 4 ele chega a ser um animal,
então a Bíblia fala muito sobre isso, nós vamos explorar mais esse tema, mas tem um versículo que resume isso, que diz, quem a si mesmo se exalta, será humilhado, quem a si mesmo se humilha, será exaltado,
então é simples, é muito simples, toda exaltação, Provérbios fala, o orgulho precede a queda, toda exaltação, nós vamos depois, nós vamos ler vários textos, mas eu já quero que você guarde essas coisas na sua mente,
a medida que a gente prossegue nesse estudo, nesse capítulo de Daniel, porque Isaías 2, é um capítulo que fala, só o Senhor será exaltado no último dia, todo orgulho dos homens será abatido, toda exaltação humana será abatida,
gente, vocês acham que essa exaltação que Deus vai julgar é só dos reinos humanos? Não, Deus vai julgar, e a Bíblia fala em 1 Pedro 4 que o juízo começa na casa de Deus, então toda exaltação será julgada, será todo orgulho,
Deus vai abater, Isaías 40 fala que o caminho diante do rei, os lugares altos serão rebaixados, os lugares baixos serão levantados, então Deus age assim durante toda a história, Ele permite, Ele permite por um tempo,
a exaltação, ela pode durar por um tempo, algumas pessoas viveram a vida toda, ou se você for estudar história, tem reis aí, vários homens importantes que morreram na exaltação, mas um dia eles vão enfrentar a humilhação,
agora alguns reis, algumas pessoas altas foram humilhadas em vida, então, mas o princípio de Deus é sempre esse, uma hora o orgulho humano será julgado.
Então, prosseguindo aqui, essa introdução aqui, esses primeiros 3 versículos de Daniel 4, é uma proclamação para todos os povos, é uma proclamação bem diferente do capítulo 3,
no capítulo 2, é algo assim, você já vê a forma diferente de Nabucodonosor aqui, porque no capítulo 2, ele fala, dentro dessa proclamação, tem algo muito pessoal, porque ele fala "o rei Nabucodonosor a todos os povos, em toda a terra",
e aí no versículo 2 ele fala "pareceu-me bem fazer conhecidos os sinais e maravilhas que Deus o Altíssimo fez para comigo", ele vai contar, realmente a história aqui é uma história pessoal,
e o próprio Nabucodonosor não é alguém falando "olha o que aconteceu com o rei", o próprio rei está relatando o que Deus fez com ele mesmo, o que Deus o Altíssimo fez para comigo.
Então, o versículo 2 coloca isso de uma forma pessoal, e no versículo 3, que ele faz uma espécie de poesia, na maioria das Bíblias, você vai ver até que a formatação do versículo 3 é diferente, é uma formatação de poesia.
Então, quão grandes são os seus sinais, e quão poderosas as suas maravilhas, o seu reino, então nos outros capítulos anteriormente, ele reconhece que Deus sabe revelar os segredos,
ele reconhece que Deus é capaz de livrar os seus servos da fornalha, mas ele não faz essa afirmação, então você vê uma progressão, eu sei que na cabeça de todo mundo, na minha também, nós somos habituados a pensar "vim cá, Nabucodonosor se converteu mesmo, Nabucodonosor foi salvo, ele se tornou um servo de Deus",
e como eu sempre falo, nem dos grandes personagens na Bíblia da nação de Israel, Deus nunca responde essa questão, nós não sabemos se Salomão foi salvo, se outros reis que começaram, outras pessoas que começaram bem e terminaram mal,
a Bíblia não fala sobre isso, e não fala também sobre Nabucodonosor, nós não temos realmente nenhuma base bíblica, mas é muito interessante, e para nós a mensagem do livro de Daniel é essa progressão,
eu coloquei no número 4 aqui, que ele se tornou como um animal, só para vocês verem como ele foi humilhado, mas a história não termina com ele como um animal, eu coloquei resumidamente,
mas o capítulo 4 termina com Nabucodonosor sendo restaurado, a toda a sua grandeza, ele termina de volta ao trono, de volta a glória que ele tinha, e até fala que ele teve glória maior,
então na verdade ele não termina como um animal, e isso é uma coisa muito interessante, nós vamos acompanhando isso aos poucos, mas eu só queria assinalar aqui que nos primeiros três versículos,
Nabucodonosor nunca tinha feito, nunca tinha chegado a essa posição de reconhecer que o reino de Deus é um reino eterno, ele que vai dominar, ele que vai governar,
então em última análise ele e todos os outros reis da terra precisam se sujeitar a esse Deus, ok? Eu quero agora mostrar esse outro antes de seguir um pouquinho adiante,
mas eu quero mostrar aqui os três períodos, isso pelo menos eu pensando rapidamente, os três períodos no Antigo Testamento em que Deus mais foi exaltado na terra,
não mais exaltado no meio do povo dele, é aquele assim, Deus exaltado na terra, ter maiúsculo assim em terra toda, obviamente uma grande parte da terra não era nem conhecida,
mas no mundo conhecido, em que períodos Deus chegou a ser exaltado, não só na nação de Israel, não só no meio do povo dele, mas em que três períodos do Antigo Testamento Deus chegou a ser exaltado, reconhecido,
nós sabemos, vamos falar sobre isso no esboço aqui na letra B, que esse capítulo, esse capítulo de Daniel é um capítulo que aponta para o final da história,
o capítulo 3 de Daniel aponta para o anticristo, tempo de anticristo, tempo de perseguição, o capítulo 4 aponta para o final da história, nós vamos ler alguns textos para mostrar isso,
mas eu queria só assinalar aqui, eu queria assinalar aqui os três períodos em que Deus, perdão, em que Deus foi mais exaltado em outras nações, em outras nações,
então o primeiro foi lá no Egito, no tempo de Moisés, naquele tempo o faraó do Egito era aquele que era mais poderoso, era a potência maior na terra,
então o povo de Israel estava ali sendo oprimido por esse rei, por esse faraó e Deus então revelou grandes sinais e maravilhas, Ele estendeu o braço, isso é celebrado em toda a Bíblia como o momento maior de Deus fazer uma intervenção em favor do seu povo,
então no Egito foi um dos períodos em que Deus foi exaltado e isso é repetido várias vezes no livro de Êxodo, como Deus quis ser conhecido, Ele quis mostrar para os egípcios quem era realmente o verdadeiro Deus,
Ele julgou os outros deuses do Egito, então Ele se mostrou mais poderoso do que todos os outros deuses, então foi um período que também aponta para o final porque nos últimos dias vai ter o anticristo dominando,
mas é uma época em que Deus vai depois mostrar que Ele é superior a todo poder de Satanás, a todo poder de outras nações e de outros deuses, então esse foi um dos tempos em que Deus se revelou.
Uma outra época em que Deus foi conhecido em outras partes, em outras nações e a glória Dele e Ele foi louvado assim, conhecido como Deus superior em outras partes, foi durante o reinado do rei Salomão,
e o que mostra mais isso é quando aquela rainha de Sabá tinha ouvido falar da sabedoria e ela foi visitar o rei Salomão e a fama do Deus de Israel e da sabedoria e da glória do povo de Israel se espalhou para outras nações,
então inclusive esse é o período, é um período que aponta para o reino milenar e aponta para uma época em que Deus vai ser conhecido de todas as nações, então foi um outro período de exaltação de Deus, em que Deus foi exaltado.
E o terceiro período é justamente agora nesse período de Babilônia, porque Babilônia era a nação mais poderosa, tinha um império e nós temos essa progressão que acabei de mostrar nesses primeiros quatro capítulos de Daniel e vai continuar,
que no capítulo 5 Deus também vai mostrar para um outro rei de Babilônia, então nesse período Deus está se revelando a outras nações, não só a Israel, então isso é muito importante.
Mas eu queria chamar a atenção para uma comparação entre esses três períodos. Desses três períodos só um foi um período em que o povo de Deus estava forte, então se você olhar no Egito, o povo de Deus estava num período de muita humilhação e de muita fraqueza, eles eram escravos,
então num período de grande fraqueza, num período de grande humilhação, que humilhação, o povo de Deus ser sujeito a escravidão, então isso é um período, mas foi um período em que Deus se revelou grandioso, Deus resgatou o seu povo do Egito,
Deus mostrou que ele estava ali resgatando o seu povo e se colocou ao lado deles, mas foi um período de grande fraqueza do povo de Deus. Já no tempo do rei Salomão, o povo de Deus era o período de maior glória,
em todas as épocas depois, a gente sabe que o rei Salomão tinha essa posição de glória por causa do pai dele, o rei Davi, então esse período de Davi e Salomão foi o período de maior glória e sempre os profetas no novo testamento,
até o fim, até hoje nós estamos esperando o filho de Davi chegar e voltar para Israel e colocar Israel mais uma vez como uma glória em toda a terra, então esse período é um período que aponta para uma grande glória de Deus e do povo de Deus,
então esse foi um período em que o povo de Deus estava forte, o povo de Deus estava dominando, tinha riquezas, eles que estavam por cima, nunca mais nós vemos Israel sendo quase que uma potência mundial,
nunca chegou a ser tão grande como outros impérios, mas eles estavam sendo mais fortes do que os países em volta, então foi um período em que Deus deu uma pequena antecipação do reino milenar do que ele quer fazer,
só que eu quero chamar a atenção para vocês porque quando a gente pensa no rei Salomão, todo mundo pensa em duas coisas, porque onde que nós temos na Bíblia, nós temos vários homens de Deus que começaram bem e terminaram mal,
mas onde que nós temos na Bíblia um homem que foi tão amigo de Deus, Deus falou peça o que você quiser e eu darei, ele começou, ele fez a casa de Deus conforme o pai tinha deixado instruções,
ele fez aquela oração de primeiro reis oito, nós temos ali um homem que realmente representa o reinado de Cristo e que era um homem que estava em comunhão com Deus,
mas depois ele foi lá embaixo, ele fez coisas terríveis, ele iniciou o período de declínio, então nós temos uma altura tremenda e depois ele foi lá para o fundo da perversão e da idolatria de se afastar de Deus com casamentos,
servindo outros deuses e até perseguindo um profeta de Deus, então Salomão é uma figura muito contraditória, mas o que eu quero chamar a atenção é, olha como é difícil Deus usar o seu povo para aquilo que ele quer,
porque quando o povo de Deus está em fraqueza, Deus consegue ser exaltado, mas quando o povo de Deus chega a esse ponto de grandeza e Deus começa a dar a sua glória, começa a compartilhar a sua vida com o seu povo, logo em seguida vem a queda,
não foi filho de Salomão, foi o próprio Salomão que caiu, então nós temos uma situação, o próprio Davi, a vida de Davi também representa uma parte dessa contradição,
claro que Davi depois se arrependeu e ele foi um homem segundo o coração de Deus, mas o próprio Davi experimentou uma queda feia na vida dele justamente por causa da altura onde ele chegou e temos inúmeras, inúmeras histórias na Bíblia e na história da igreja de pessoas que foram tremendamente usadas por Deus,
Deus começa a mostrar a sua glória, Deus começa a mostrar o seu poder na terra e o homem que Deus quer usar como instrumento, Deus sempre quer trabalhar em parceria com o homem, o homem pega essa glória para si e ele se exalta e ele entra nesse mesmo Espírito que nós vimos,
que eu falei com vocês de Daniel 3 em que Nabucodonos 2 chegou no auge da auto exaltação, então esse problema de perigo, a gente pensa no Apóstolo Paulo que recebeu grandiosas revelações,
em Segundo aos Corinthians 12 ele fala que ele teve que receber um espinho na carne, ele foi atacado por Satanás, ele foi seriamente abatido e ele pediu a Deus para tirar isso e Deus falou assim "não, eu não posso tirar porque senão você não suporta a glória"
e ai ele fala aquela frase que a glória de Deus é revelada na fraqueza, então irmãos eu sei que eu estou pintando um quadro muito sombrio, porque olha só, Egito, povo fraco, Deus se glorifica, no tempo do rei Salomão, povo forte,
Deus se glorifica mas dura muito pouco e o próprio povo de Deus cai e Deus não é mais exaltado, em Babilônia foi o período, se você for comparar Egito e Babilônia, Babilônia foi um período de grande humilhação do povo de Deus,
porque no Egito essa escravidão foi algo predito por Deus, Deus falou com Abrão, sua descendência vai para o Egito, eles não foram para o Egito por causa de pecado,
eles foram para o Egito para serem Jacó, sua família, eles foram para o Egito para serem preservados durante o tempo de fome e era propósito de Deus que a nação fosse forjada ali na fornalha da aflição,
então no Egito o povo de Deus passou por um período de grande fraquez, de opressão, mas não por causa de pecado deles, nós temos dois tipos de provas, a gente viu isso muito claro na vida de Davi,
Davi passou por dois períodos longos de provação, de escuridão, uma quando ele foi, ele depois de ser ungido como, ele foi ungido para ser rei por Samuel, mas Saúl começou a persegui-lo,
então ele passou anos fugindo de Saúl, passando por provações, por dificuldades, não por causa de pecado dele, já o segundo período de aflição do rei Davi,
foi depois que ele cometeu o pecado com Bathsheba, então ele passou por anos também de provações, de situações muito difíceis, por causa do pecado,
então nós vemos que Deus trata com o seu povo de duas maneiras, às vezes é uma aflição por causa de apostasia, por causa de se afastar de Deus,
no Egito não, no Egito foi um período que Deus queria forjá-los ali no meio da fornalha de aflição, já, Babilônia, o povo de Deus foi levado para o cativeiro por causa do pecado,
então isso foi muito documentado no livro de Jeremias, quanto que Deus estava falando, vocês vão para o cativeiro, Ezequiel também falou muito sobre isso,
mas no meio desse período, então esse é o ponto que eu quero deixar bem claro aqui, quando é que Deus foi exaltado no Antigo Testamento?
Durante a aflição do povo dele no Egito, durante a glória do rei Salomão e durante o cativeiro exílio no tempo de Babilônia,
em dois desses períodos o povo realmente estava passando por um período de muita fraqueza, de muita humilhação,
no período em que eles estavam mais fortes, eles não suportaram a glória e acabaram se tornando, eles mesmos foram humilhados por Deus por causa da sua exaltação,
então isso agora é quando nós pensamos do fim dos tempos e aqui tem algo que para nós humanamente é muito difícil a gente acreditar,
o que que Deus vai fazer no fim dos tempos? A Bíblia fala sobre essa grande exaltação do sistema do homem,
então o anticristo representa o auge do sistema humano, então vai ser a encarnação máxima do homem do pecado, do espírito satânico,
de Babilônia, todas essas ideias da cidade do homem, todos esses temas que nós temos na Bíblia no fim dos tempos,
vai ter também um grande embate como nós estamos vendo aqui no livro de Daniel, e Daniel representa um remanescente,
porque você vê aqui que a maioria do povo de Israel não estava participando dessa história aqui em Daniel,
era Daniel e os três amigos que nós temos notícias aqui, então era um pequeno remanescente apesar de ser um tempo de humilhação, de apostasia,
e a gente vê no livro de Ezequiel que até o povo que foi para o cativeiro, Jeremias conta sobre as pessoas que ficaram em Israel
depois da destruição de Jerusalém, tanto os que ficaram quanto os que foram para a Babilônia,
os dois continuaram ainda com o espírito de rebeldia, não aceitando, não obedecendo, não ouvindo a voz de Deus,
agora Daniel e os três amigos, eles estavam em Babilônia, no centro, no antro de Satanás,
eles estavam ali na sede de Babilônia, dentro do poder maligno que dominava a terra,
mas eles fizeram, eles foram os protagonistas desse conflito, mas quem estava fazendo tudo era Deus,
você pode notar um aspecto interessante, é que a vida de Daniel, como nós vimos no início, abrange mais de 70 anos,
porque foram todos os 70 anos de cativeiro e mais um pouco,
então durante esse período temos poucas histórias, se você for pensar que é mais de 70 anos,
nós temos poucas histórias, Deus não estava fazendo grandes coisas na vida de Daniel em todo o tempo,
então nós temos exatamente essas histórias que estão relatadas aqui,
então em alguns momentos nós temos algo que Deus fazia, em nenhum momento Daniel falou assim "Deus está me dando uma estratégia e nós vamos atacar a Babilônia",
não, Daniel estava lá e aconteciam coisas que colocaram Daniel ou os três amigos dele dentro de uma situação
e que eles puderam glorificar a Deus no meio daquela situação,
então o que nós esperamos em relação a isso para o fim dos tempos?
E aí tem outras passagens que eu não vou entrar agora, mas a Bíblia fala, o próprio livro de Daniel vai mostrar que no fim dos tempos
o povo que confia em Deus vai fazer grandes proezas, fala no capítulo 11,
no capítulo 12 fala que o povo de Deus vai brilhar como as estrelas,
então essa história aqui, a minha análise, a minha conclusão desse quadro aqui,
é que vai chegar o tempo em que o povo de Deus, passando por fraqueza, irmãos, não tem glória sem fraqueza,
Davi não chegou ao trono sem antes passar por grandes provações,
e assim também Moisés, assim também muitos homens de Deus,
tiveram que passar por anos e a igreja coletivamente precisa passar por anos,
onde nós estamos no processo eu não sei, eu só sei que nós estamos vivendo esse período específico,
não só no Brasil, mas no mundo inteiro e Deus está querendo tratar com as nações,
mas Deus quer tratar principalmente conosco e antes de podermos ser usados por Deus,
antes de nós podermos ser protagonistas de um grande conflito entre o reino de Deus
e o reino das trevas, o reino babilônico, a igreja precisa também passar por esse período de fraqueza,
só que esse período de fraqueza não... simultaneamente, no mesmo tempo que tem fraqueza,
Deus está usando pessoas que foram purificadas, então isso também é um grande conflito,
é um grande paradoxo de como Deus pode fazer a igreja passar por fraqueza,
mas ao mesmo tempo apurando e levantando o remanescente que não vai fazer o que aconteceu,
não vai mudar como aconteceu com Salomão, você pode ver que Daniel é um exemplo muito raro,
mesmo na Bíblia, de alguém que nunca caiu, ele nunca sucumbiu ao espírito babilônico,
mesmo o rei Davi, como eu falei, ele passou por esse período, ele caiu por causa de ter se exaltado,
então todas as pessoas são sujeitas a cair, mas Deus está querendo formar uma igreja no fim dos tempos,
um grupo, como que vai ser isso, remanescente a igreja, não vai ser mais Daniel e três amigos só,
Deus quer levantar uma igreja que não vai sucumbir ao espírito do mundo,
e é por isso que se você, e eu quero dizer isso com muito cuidado,
porque eu sei que as pessoas enxergam a situação nacional e mundial de formas muito diferentes,
mas Deus quer que nosso coração nesse momento seja purificado de todas as ambições,
de todo o espírito babilônico, de todo o anseio de se exaltar,
Daniel não foi pra Babilônia orando pra que ele chegasse no topo do poder,
ele foi pra lá procurando ser fiel a Deus e não se contaminar com aquilo que ia afetar o coração
e a fidelidade dele com Deus, então que Deus nos prepare por meio da fraqueza,
por meio das crises, crises econômicas, crises de saúde, crises de unidade, de visão,
nunca houve tanta divisão, até em famílias, por causa de pensamentos, por causa de teorias,
por causa de ideologias e tanta coisa que não tem nada a ver com o reino de Deus,
então dentro do nosso coração nós temos que ter um clamor pra Deus,
Deus por meio da fraqueza purifica-nos, tira de nós toda essa raiz que pode fazer a gente cair como Salomão,
toda a raiz que pode levar a gente a participar, a igreja não pode participar,
nosso coração não pode ter parceria com esses desejos de ser exaltado, de ter domínio, de ter influência, a influência do reino de Deus
é uma influência que vem por Deus, o que que Daniel influenciou no sistema Babilônico?
Ele influenciou porque nos momentos de crise, nos momentos de perigo, ele olhava pra Deus,
ele falava assim "Deus, me revela esse sonho, ele não procurava poder, ele não influenciou o sistema Babilônico"
então eu espero que essas coisas comecem a se tornar cada vez mais claras.
Ok, eu queria, então na letra B, no seu esboço, eu estou afirmando que essa história de Daniel 4 aponta pro final da história,
então agora assim, esse momento, quando que Deus foi exaltado na Terra, um dos momentos foi aqui na Babilônia,
e o que que Deus fez aqui, não é uma coisa tremenda que o homem que Deus usou, porque era um juízo de Deus,
o homem que Deus usou pra julgar Jerusalém, pra julgar o povo dele, era um homem ímpio, era um homem cruel, era um homem Babilônico, era um inimigo de Deus,
mas Deus pegou esse homem e colocou exatamente onde ele queria,
Nabucodonosor não se tornou um agente do reino de Deus, ele não se tornou um homem que, ele faz uma afirmação aqui, o reino de Deus,
ele fala pra todos os súditos dele, é o único Deus que está acima de todos os deuses,
mas a gente não tem, inclusive nos registros que os arqueólogos descobrem, Nabucodonosor não deixou registrado pra história que ele reconheceu Deus,
então a gente não tem nenhuma prova de que Nabucodonosor se tornou realmente um servo mesmo de Deus,
se ele reconheceu, se ele se humilhou, se o coração dele mudou, esse último episódio é muito forte nisso,
mas o que eu quero dizer é, qual que é o final da história?
Então a gente não tem muito tempo agora, mas eu quero olhar com vocês pro último livro da Bíblia, Apocalipse, capítulo 11,
pra gente ver como a história vai terminar, depois eu vou citar também alguns outros textos bem conhecidos,
mas Apocalipse 11, que fala sobre a sétima trombeta, Apocalipse 11, versículo 15,
"O sétimo anjo tocou a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes que diziam",
então esse aqui é a última trombeta, é o final da história,
esse ponto é o final da história humana, dessa era, depois vem o milênio,
depois vem muitas coisas que nós nem imaginamos o que Deus vai fazer no futuro,
mas esse ponto aqui, essa profecia no livro de Apocalipse, fala do final da história,
as sete trombetas, a sétima trombeta, é um prenúncio da vinda de Jesus, e diz o seguinte,
"Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todos sempre",
então aqui nós vemos que esse final da história é quando todos os reinos do mundo se sujeitarão ao único Deus,
então esse capítulo 4, quando Nabucodonosor, ele reconhece a soberania de Deus, é um prenúncio,
é um prenúncio, é Deus mostrando, olha o que vai acontecer no fim, tem aquele texto que todo mundo conhece,
em Filipenses 2, quando fala sobre Jesus que desceu do seu trono, e lembro como eu falei,
isso nós vamos citar mais vezes em outras aulas sobre esse capítulo,
mas Jesus foi alguém que se humilhou, Jesus já era o máximo, não tinha como ser mais alto do que Jesus o filho de Deus,
ele nunca quis ser maior do que o pai, mas ele estava junto com o pai, o pai e o filho, eles são juntos,
o pai deu tudo para o filho, Deus não reservou nada daquilo que ele tem de glória, de poder, de autoridade,
ele não reservou nada, ele deu tudo para o filho, porque o filho vai devolver tudo para o pai,
então esse Jesus que era o máximo, já sempre foi o máximo, ele se humilhou, ele se abaixou para ser homem,
para ser servo, para passar por morte de criminoso, para ir até ao inferno em nosso lugar,
então esse Jesus em Filipenses 2 fala, esse Jesus por isso, é coisa que a gente não consegue entender,
como que Jesus poderia ser mais do que ele já era, mas se você olhar a Filipenses 2,
ele se torna maior do que ele já era, porque ele fez algo que nem o próprio Deus tinha feito ainda,
nem ele como Deus tinha feito, que era se tornar homem e passar pela morte,
então se Jesus foi até a morte, se humilhou para então ser exaltado e todo o joelho vai se dobrar,
imagine um de nós, se Deus vai nos dar alguma, ele vai compartilhar alguma coisa da sua glória,
se ele vai nos dar a graça e a misericórdia de ser usado por ele, de participar sem merecer da glória que ele tem,
de ser usado para trazer o seu reino e para manifestar o seu poder na terra,
se ele vai fazer isso em nós, nós também precisamos passar pela cruz, nós também precisamos passar por essa experiência,
então Nabucodonosor se humilhando diante do Deus de toda a terra é uma visão, é um vislumbre,
é uma olhadinha, olha o que vai acontecer, todos os reis da terra,
e aí a gente sabe, as músicas as vezes falam assim, quando falam assim que todo o joelho vai se dobrar,
nós sabemos que nem todos os joelhos vão se dobrar voluntariamente, nem todos terão uma disposição de coração,
ah eu reconheço, mas aqui eu vejo, é por isso que eu falo assim, o capítulo 4 de Daniel,
essa visão que nós vamos depois estudar com mais detalhes,
mas essa visão que nós temos de Nabucodonosor se humilhando diante do Deus verdadeiro,
e outra vez eu não posso afirmar se ele teve uma verdadeira conversão ou não,
mas algo tremendo acontece no capítulo 4 e ele realmente reconhece Deus numa medida que ele não tinha reconhecido antes,
então eu só quero ler com vocês porque quando a gente pensa sobre esse versículo final aqui de Apocalipse,
eu até vou ler um pouquinho mais na frente, que ele fala, no versículo 15 fala "os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo,
e ele reinará para todo o sempre", Nabucodonosor confessou isso lá em Daniel 4, o reino de Deus é um reino que vai durar para sempre,
e Nabucodonosor pode não ter ouvido muito no capítulo 2, quando Daniel interpretou seu sonho e mostrou a pedra que ia encher toda a terra e que ia durar para sempre,
mas Nabucodonosor já tinha recebido essa proclamação, mas em Apocalipse 11 versículo 17, bom continuando vamos ler esse trecho,
16 "Os vinte e quatro anciãos que estão assentados em seus tronos diante de Deus prostram-se sob seus rostos e adoram a Deus,
dizendo 'graças te damos, Senhor Deus, Todo-Poderoso, que és e que eras, porque tomaste'", isso aqui é no final, Deus reina sobre todas as coisas,
Daniel é um livro que mostra que Deus é soberano, ele pode fazer qualquer coisa, mas nós sabemos que por enquanto Deus não está tomando o poder para si,
Ele está permitindo que essas coisas aconteçam, mas aqui está dizendo "no final dos tempos os vinte e quatro anciãos falam 'graças te damos, Senhor Deus, Todo-Poderoso, que és e que eras, porque tomaste o teu grande poder e reinaste'",
então Deus já é soberano, Ele põe quem Ele quer, Ele tira quem Ele quer, Ele humilha os exaltados, Ele levanta os que são humildes, mas vai chegar uma hora que Ele vai reinar de vez,
que Ele vai tomar o poder e vai reinar, e aí fala no versículo 18 "iraram-se as nações, então veio a tua ira, o tempo de serem julgados, os mortos, os tempos de dar-lhes recompensa aos profetas, teus servos, aos santos, aos que temem o teu nome, pequenos e grandes, o tempo de destruíres os que destroem a terra".
Então o tempo do fim e o tempo do juízo final, o tempo da vinda de Jesus, é um tempo que claro, a gente vê muito essa figura, não vou ler o Salmo 2, mas o Salmo 2 fala sobre isso, que falou que "iraram-se as nações", até se referindo ao Salmo 2,
que os reis da terra não quiseram se sujeitar a Deus e se iraram e fizeram outros planos e fizeram complô, nós não vamos deixar o reino de Deus sobre nós, e aí Deus proclama "eu já escolhi o meu rei, Ele vai reinar em Seão e Ele vai reinar sobre todos os povos".
Então nós temos uma visão em vários lugares, uma visão verdadeira de que quando Jesus voltar, Ele vai julgar os reis que se iraram contra Deus, todos as autoridades, todas as pessoas.
Isaías 2, que eu já mencionei, fala sobre o dia do Senhor em que todo o orgulho humano será abatido, todo o orgulho será, Deus vai julgar toda a altiveza humana.
Mas o que eu quero mostrar e uma coisa interessante porque eu fiquei meditando, puxa, na buga do Anosor, que acabamos de ver no capítulo 3, como a figura do anticristo, um homem que ficava irado quando alguém não se sujeitava a sua ordem de adorar,
essa figura que parece que é tão satânica, tão do anticristo, no capítulo 4 de repente aparece como um homem que está exaltando a Deus, que está reconhecendo o domínio de Deus.
Então se você for olhar, eu vou ler, quem sabe em outras aulas a gente continue seguindo um pouco essa linha, mas eu queria ler em Malaquias, capítulo 1, eu queria mostrar que o tempo de Jesus reinar sobre a terra não é só um tempo de juízo, é um tempo em que toda a terra vai começar a adorá-lo.
Olha o que diz em Malaquias, capítulo 1 e versículo 11, você sabe que em Malaquias, o último profeta do antigo testamento, ele fala assim, desde o nascente do sol até o poente, o meu nome será grande entre as nações.
Em todo lugar se oferecerão ao meu nome senso e uma oblação pura, porque o meu nome será grande entre as nações, diz o senhor dos exércitos.
Então alguns reis, algumas pessoas vão aceitar a humilhação de Deus e vão se dobrar diante de Deus voluntariamente, essa é a história, nós estamos só no início, nós vamos estudar,
eu vou ler mais um texto para terminar, Salmo 72, que é um salmo que fala do reino de Jesus sobre toda a terra, inclusive esse Salmo 72 é um salmo de Salomão, quem diria né, é um salmo do rei Salomão,
e ele está falando, não vou ler o salmo todo, mas ele está falando e fazendo uma profecia a respeito do reinado que ele era um rei que apontava para esse rei verdadeiro,
então o salmo começa, ó Deus, Salmo 72, dá ao rei a tua justiça e a tua retidão ao filho do rei, ele julgará teu povo com retidão, teus pobres com justiça,
e ele continua falando, ele pinta um quadro aqui de um rei que é um rei maravilhoso, um rei perfeito, um rei que faz a justiça, que defende os aflitos, que vai durar para sempre, versículo 5,
ele permanecerá enquanto durar o sol e a lua, então ele não está falando de si mesmo né, ele começa a falar do rei, que ele era um rei com muita glória, mas ele começa a falar do verdadeiro rei,
e aí ele fala nos seus dias, versículo 7, florescerá ao justo, e versículo 8, dominará de mar a mar desde o rio até as extremidades da terra, e ele fala assim que os reis, versículo 10, os reis de Tarses, das ilhas, trairão tributos, reis de Sabá, que foi o que aconteceu na vida dele,
e de Ceba oferecerão presentes, todos os reis se prostrarão perante ele e todas as nações os servirão, então aqui nós temos uma profecia, e nesse sentido que bom que Nabucodonosor não só nos deu uma imagem do anticristo,
mas Nabucodonosor também nos deu uma visão de um rei poderoso que está pronto para dobrar os joelhos e para servir ao senhor, só que nessa história como nós vamos ver a partir da próxima aula,
quanta humilhação Nabucodonosor teve que passar para chegar nesse ponto, então que Deus possa nos ensinar a ser realmente, a entender esses caminhos, e como Deus quer ser exaltado,
mas que para ser exaltado nós precisamos passar pela cruz, precisamos passar pela humilhação, precisamos ter realmente a disposição de deixar Deus trabalhar em nós para que nós possamos realmente permitir a exaltação de Deus na terra.
Senhor Deus, nós reconhecemos a nossa natureza humana, às vezes nós passamos por um período de aflição e basta poucos dias de sair daquela tribulação, nosso coração já começa a se exaltar de novo,
então nós pedimos, ó Deus, que realmente para esses últimos dias não sabemos exatamente o que o senhor está fazendo, quanto tempo, como será a crise que estamos passando nesse momento, e muitas crises, muitas situações pessoais,
de pequenas partes regionais e agora crises nacionais e mundiais, como que isso vai afetar a nossa vida, depende muito da nossa resposta a ti, mas a nossa oração é que se nós estamos nos aproximando dos últimos dias,
que o senhor possa preparar um povo para que o senhor possa ser exaltado na terra, não através de um povo exaltado, que o senhor possa até exaltar e fazer grandes coisas no meio do teu povo,
mas que nosso coração não se exalte, que nós não tenhamos esse coração que se afaste de ti, mas que nós possamos ser realmente como o Daniel, que o senhor preparou exatamente como um instrumento apropriado para esse tempo em Babilônia,
prepara, não só um Daniel, prepara uma igreja, prepara um remanescente, prepara um povo que possa realmente estar preparado para o tempo do fim, nós pedimos em nome de Jesus, amém.