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Aula 17 – Vol.31 – Governos humanos na perspectiva de Deus

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03/05/20 – Daniel 4 – Baixardo áudio.

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Bom dia, estamos aqui para dar continuidade, nosso estudo sistemático, estamos em Daniel capítulo 4, estamos olhando esse segundo, é o segundo porque é o que está registrado na Bíblia, né, claro que não foi o segundo sonho apenas que Nabucodonosor teve, mas foi o segundo sonho profético, o segundo sonho registrado na Bíblia.
Então nós estamos olhando esse segundo sonho, a gente tem feito algumas considerações para entender essa situação do povo de Deus e nós estamos então já olhando um pouquinho, já fizemos algumas considerações anteriores.
Daniel 4, vou começar de novo no versículo 4. Eu, Nabucodonosor, estava sossegado ou contente ou desfrutando o prazer em minha casa, próspero no meu palácio, tive um sonho que me espantou, estando eu na minha cama, os pensamentos, as visões da minha cabeça me turbaram.
Existem traduções que dá ideia assim de que ele ficou aterrorizado mesmo com esse sonho. E aí ele fez um decreto, versículo 6, pelo qual fosse introduzido à minha presença todos os sábios de Babilônia, para que me fizessem saber a interpretação do sonho.
Versículo 7, então entraram os magos, os encantadores, os astrólogos, os feiticeiros e eu contei o sonho diante deles, mas não me fizeram saber a sua interpretação.
Então nós temos feito várias comparações com os capítulos anteriores, temos visto como há uma progressão, Deus está tratando com a vida de Nabucodonosor, com o império, Deus está revelando coisas importantes aqui.
Esse episódio do capítulo 4, nós não temos a data, mas tudo indica que foi vários anos depois dos capítulos anteriores.
E uma das coisas que chama a atenção é que ele, como ele fez no capítulo 2, ele tem um enigma, tem uma situação que ele não consegue decifrar, então ele manda chamar, ele tem um exército, a gente não faz ideia de quantas pessoas, mas ele tem um exército de sábios.
Versículo 7, magos, encantadores, astrólogos, feiticeiros, então são pessoas, assim, a sabedoria nos tempos antigos tinha muita relação com o mundo espiritual.
Hoje, o cientista, em geral, ele não dá muito valor no mundo espiritual, no mundo invisível, mas por muito tempo, mesmo nas idades, nos séculos um pouco mais recentes, os cientistas, eles davam muito valor.
Alguns dos cientistas famosos eram cristãos, acreditavam em Deus, acreditavam na palavra de Deus, hoje tem cientistas que acreditam, mas muitos não acreditam e geralmente a ciência, a sabedoria, mesmo a filosofia é vista como algo que não tem nada a ver com religião, que não tem nada a ver com esse lado que nós chamamos de espiritual.
Mas naquele tempo, os próprios sábios de Babilônia e de outros países, eles tinham muita relação com o mundo espiritual, eles estudavam, eram pessoas de sabedoria, mas eles tinham conhecimento, tinham livros, tinham as suas sabedorias, mas eles também acreditavam muito no mundo espiritual, como a gente vê aqui.
Eles tinham muita ligação, são magos, encantadores, astrólogos, aqueles que viam coisas sobrenaturais no estudo das estrelas, dos astros.
Então, uma coisa que chama a atenção aqui é que isso aconteceu vários anos depois do capítulo 2, quando Daniel se revelou como o único que pôde contar o sonho que Nabucodonosor tinha esquecido e a interpretação.
E deve ter acontecido algumas outras coisas, não temos outros registros, mas mais na frente, versículo 9, fala que Daniel era o chefe desses magos.
E a gente lembra disso, no capítulo 2, o rei colocou Daniel numa posição de governo, colocou acima para dirigir todos os sábios, todos os entendidos, só que nesse momento aqui, que acontece também, um outro episódio em que Nabucodonosor precisa de uma chave,
precisa de alguém que interprete as coisas, ele não chama Daniel. Para mim é meio misterioso isso aqui.
Se Daniel era o único que pôde revelar da outra vez, por que ele não chamou Daniel em primeiro lugar? Não sabemos.
E que o rei lembrava disso, nós também temos esse registro no versículo 9, que ele sabe que em Daniel ele fala que nele estava o espírito dos deuses santos.
Era a maneira que ele entendia, ele achava que tinha muitos deuses e ele dizia que em Daniel habitava o espírito dos deuses santos.
Só que Daniel não foi chamado no início, então isso tem para nós assim, é meio estranho, por que não chamaram logo Daniel?
Se nós formos um capítulo na frente, capítulo 5, vai ser uma história de um filho de Nabucodonosor, no capítulo 5 já tinha morrido, não estava mais presente,
e aí tem aquela história da mão que escreveu na parede. E outra vez ele ficou, o rei ficou perplexo e chamou os magos e ninguém sabia.
E aí a rainha, provavelmente a mãe dele, foi dizer assim, olha, tem um homem chamado Daniel que sabe revelar as coisas, mas por que ele é o último a ser lembrado?
Por que que é a última pessoa, quer ser o último recurso? Ninguém sabe, eles chamam todos os outros e Daniel é o último.
Bom, a gente pode especular sobre várias coisas, mas eu queria colocar um ponto.
Eu tenho enfatizado bastante que Daniel não, Deus colocou nessa posição chave, ele está no governo, ele está ali no centro do poder,
mas ele não é uma pessoa ambiciosa, porque talvez ele pudesse ter mais poder, mais influência,
ele não se coloca, se ele era o chefe dos magos, por que que ele não disse, gente, deixa isso comigo, eu que sei?
A gente não sabe como as coisas funcionavam, eu não posso dizer, mas eu acredito que essa circunstância que eu estou relatando,
tem no capítulo 4, depois vai acontecer de novo no capítulo 5, mostra que Daniel era uma pessoa modesta,
era uma pessoa que não aparecia, que não se autopromovia, ele não chegava e dizia assim, deixa comigo que eu sei, ele ficava na retaguarda,
ele ficava na sombra, ele ficava aguardando ser chamado, olha que espírito maravilhoso, olha que situação,
e a gente poderia pensar, Daniel, você precisa ir à frente, você precisa dizer para o rei que você sabe, porque você é servo de Deus,
você precisa promover a sua fé, você precisa promover quem você é, e ele não faz isso, ele fica aguardando, ele fica aguardando,
na hora certa ele é chamado, então isso é um outro ponto, a gente vê em outros servos de Deus, como é importante a gente aguardar,
como é importante a gente esperar, nós não precisamos nos autopromover, nós não precisamos assumir a posição de liderança,
Deus chama na hora certa, então eu vejo aqui nessas entrelinhas essa característica de Daniel, então voltando para o versículo 8,
Daniel 4, mas por fim entrou na minha presença Daniel, cujo nome, quem está relatando isso aqui é o próprio Nabucodonosor,
esse aqui é um relato dele, então ele fala, é interessante que ele mandou mudar o nome anos atrás, quando Daniel chegou lá de Israel,
sendo levado cativo, o próprio rei mandou mudar os nomes dos quatro hebreus e provavelmente de outros também, para o nome Babilônico,
então ele mudou o nome de Daniel e o nome dele, até o próprio rei coloca aqui no versículo 8, cujo nome é Beltessasar, segundo o nome do meu Deus,
então ele pegou Daniel e colocou o nome do Deus dele em Daniel, mas ele não esqueceu que o nome dele era Daniel, então ele mudou o nome,
mas o nome dele inclusive continua chamando, ele fala desse nome que o rei colocou sobre ele, mas ele continua identificando também pelo nome original,
Daniel, segundo o nome do meu Deus, no qual há o espírito dos deuses santos, eu lhe contei o sonho dizendo, Beltessasar, chefe dos magos,
eu sei que há em ti o espírito dos deuses santos, e nenhum mistério te é difícil, Daniel tinha deixado muito claro, não é porque ele sabia,
é porque ele buscava em Deus, nenhum mistério te é difícil, diz-me as visões do sonho que tive a sua interpretação, eram assim as visões da minha cabeça na minha cama,
então aqui ele vai contar o sonho, eu vou ler e depois nós vamos começar a pensar, hoje nós não vamos entrar na interpretação na outra parte do capítulo,
porque esse sonho tem uma relação muito grande com imagens, com simbologias que encontramos em outras partes da Bíblia, então nós vamos primeiro olhar essa simbologia e o que isso significa
para podermos depois mais adiante continuar no restante da história, então a visão, o sonho de Namboco do Anusor era o seguinte, versículo 10,
eu estava olhando e vi uma árvore no meio da terra, no meio da terra é o centro, então no meio de toda a terra, o centro, dentro dessa visão que ele teve, o centro era essa árvore, cuja altura era grande,
crescia a árvore e se fazia forte, de maneira que a sua altura chegava até o céu, isso faz você lembrar de alguma coisa, inclusive em relação a Babilônia,
uma árvore, aqui não é uma torre, mas é uma árvore, e a árvore cresceu muito, se fazia forte, de maneira que a sua altura chegava até o céu, eu já fiz menção disso,
mas é muito interessante como a Bíblia se entrelaça, então você volta para Gênesis, lá quando depois do dilúvio os povos queriam fazer um nome, queriam fazer uma torre para chegar até o céu,
e Deus ficou alarmado com o que os homens poderiam fazer, e ele confundiu as línguas, e depois disso vem Abraão, então a Bíblia está sempre contrastando, a torre de Babel,
que é o reino dos homens, a cidade dos homens, o império dos homens, e que tem muita ostentação, que parece que vai chegar lá em cima, que vai ser o centro da terra, que vai reunir todos os povos,
essa ambição daquilo que o homem deseja fazer, e depois nós temos em contraste, lá em Gênesis, logo depois da torre de Babel, nós temos Deus chamando um homem sozinho, Abraão,
e Deus começa a fazer o seu plano de redenção, então aqui também nós temos Nabucodonosor, com todo o poder, com toda a glória e ostentação do império dele, e nós temos Daniel,
nós temos o povo de Israel no cativeiro, nós temos Daniel sozinho ali como representante de Deus, então tem esse grande contraste, quem que vai vencer, quem tem poder, quem vai ganhar a terra,
quem vai ganhar o reino sobre a terra que Deus criou, não parece que os representantes de Deus estão em minoria, estão muito longe de ter qualquer possibilidade de ganhar alguma coisa,
mas aqui está, então aqui está uma árvore que sua altura chega até o céu, era visível, versículo 11 no final, era visível até os confins da terra,
então como nós temos falado, sim, esse tipo de império, esse tipo de imagem que nós temos com Nabucodonosor, pelo menos até certo ponto representa esse grande reinado, esse grande império, essa grande força,
que vai se levantar nos últimos dias ao longo de toda a história, sempre houve manifestações, sempre houve tentativas, os impérios de toda a história humana,
os reis, eles queriam ser grandes, eles queriam governar o mundo inteiro, você tem todas as forças, isso não é uma coisa recente, não é só sonho de Hitler ou de comunistas ou de capitalistas ou de quem quer que seja,
existe um sonho de abranger toda a terra e de durar para sempre nessas duas coisas que todos os governos querem, eles querem o domínio total, o islamismo, eles querem o domínio total e querem durar para sempre,
e Nabucodonosor está sendo obrigado aqui nessas histórias, está sendo obrigado a reconhecer que esse domínio total e esse domínio eterno pertence somente a Deus,
mas essa é a pretensão, esse é o sonho, esse é o desejo desses governantes e até hoje esse é o desejo, muitos governantes hoje podem não ter esse sonho de governar o mundo inteiro,
mas nós temos sempre essa semente, que é o desejo de ter um domínio mais absoluto e de prolongar, quem chega no poder às vezes fala assim "não, eu quero governar só um pouquinho",
mas logo assim "não, o gosto do poder eu quero ficar, eu quero continuar, mesmo que não seja eu, eu quero que alguém continue o meu tipo de governo",
então existe sempre essa ideia de que o governo é algo que o homem quer, o homem deseja e ele quer um governo que seja um domínio absoluto e uma duração para sempre, pelo menos que seja continuado, essas sementes existem.
Então versículo 12 "a sua folhagem era formosa, seu fruto abundante, e havia nela sustento para todos", olha que coisa interessante, então essa árvore era formosa,
então tinha aparência, seu fruto era abundante, então tinha provisão, tinha sustento, havia nela sustento para todos, "debaixo dela os animais do campo achavam sombra, as aves do céu faziam morado nos seus ramos",
essa figura nós encontramos muitas vezes na Bíblia, nessa ideia de uma árvore grande, até quando Jesus contou em Mateus 13 a parábola da semente de mostarda que cresceu, se tornou grande,
então ela dá abrigo, a ideia de uma árvore que ela traz abrigo, os animais podem ficar embaixo dela antes de ter casas, habitações, a ideia mais primitiva de uma morada, de um abrigo é uma árvore grande e é um lugar para aves, para animais e para pessoas,
então nós temos essa árvore oferecendo abrigo, oferecendo proteção, oferecendo sustento para todos, animais, aves, e no final do versículo 12 "todos os seres viventes se mantinham dela",
então essa árvore se torna uma fonte de vida para todos, então versículo 13 "estava vendo isso nas visões da minha cabeça, na minha cama, eis que um vigia",
essa era uma expressão que muitos povos pagãos usavam para representar uma espécie de ser angelical, um vigia, esse termo era usado até entre judeus também, mas mais no tempo, que nós chamamos intertestamentário, eles usavam essa expressão,
então um vigia, um santo, descia do céu, clamando fortemente e dizendo "derrubai a árvore, cortale os ramos, sacudia suas folhas, espalhai o seu fruto, afugentem-se os animais debaixo dela e as aves dos seus ramos,
mas o tronco com as suas raízes deixai na terra, atado com cadeias de ferro e de bronze, na erva do campo, seja molhado do orvalho do céu, e a sua porção seja com os animais na erva da terra,
seja mudado o seu coração para que não seja mais coração de homem", eu vou parar aqui porque nós vamos parar um pouquinho, nós vamos, nesta aula nós vamos falar um pouquinho sobre essa árvore, nós vamos ver uma outra passagem bíblica,
tem várias, mas tem um capítulo em Ezequiel que vai ser muito importante para a gente entender, o nosso assunto aqui hoje é "Governos humanos na perspectiva de Deus",
eu estava pensando assim que, eu não sei exatamente como é que corresponderia, mas existem cursos de faculdade, cursos superiores que é de ciências políticas,
tem muitos estudos sobre como que funciona a política, como que são as diferentes poderes, você estuda a história para entender a sucessão de impérios,
e Deus tem uma perspectiva que ao mesmo tempo é simples, mas é muito profundo, e eu estou pedindo sabedoria de Deus, claro que eu não tenho as chaves,
eu estou tentando cavar aqui, tentando buscar pelo menos algumas luzes, algumas chaves que podem nos ajudar, tem algumas coisas que são muito evidentes, muito claras em tudo isso,
eu vou adiante aqui, só antes da gente virar para Ezequiel, versículo 17, eu parei, mas esse versículo 17 acho que é importante a gente ler agora,
essa sentença que o anjo trouxe no sonho de Nabucodonosor, depois que ele viu essa árvore imensa e essa visão, na verdade quem ele era, essa árvore era Nabucodonosor,
então depois que ele vê essa glória, essa simbologia tremenda de como ele era grande, como ele abrigava todos e oferecia sustento e oferecia proteção,
ele era o grande, o topo chegava ao céu, depois que ele vê tudo isso, então vem essa sentença que a árvore vai ser cortada, e no versículo 17 fala assim, essa sentença é por decreto dos vigias, ou dos anjos,
e esta ordem por mandado dos santos, santos anjos de Deus, a fim de que, então qual é o objetivo, esse aqui é a coisa mais clara, é a mensagem central do livro de Daniel,
não é difícil a gente entender isso superficialmente, eu quero que todos entendam, eu estou procurando entender que a gente pensa que entende essas coisas, mas não são tão claras como a gente poderia imaginar,
tem implicações, porque que a gente sabe disso e a gente continua errando, é uma grande chave de que a gente não entende tanto quanto a gente pensa, mas essa é a mensagem central,
porque a árvore precisava ser cortada, porque Deus iria fazer uma intervenção sobrenatural no reinado de Nabucodonosor, na vida dele, nesse reinado de Babilônia, porque Deus iria fazer essa intervenção,
para mostrar uma coisa, a fim de que conheçam, não só Nabucodonosor, a mensagem não era só para ele, a fim de que conheçam os viventes, todos os viventes,
que o altíssimo tem domínio sobre o reino dos homens, e o dá a quem quer, e até ao mais baixo dos homens, constitui sobre eles, então essa aqui é uma chave de como Deus governa os reinos,
a história, a direção, o curso, todas as coisas, Deus governa, nós temos claro uma verdade bíblica de que Satanás é o príncipe deste mundo,
nós sabemos que ele manda em muitas coisas, mas acima dele está Deus, Deus é o altíssimo, é ele quem governa, ele dá o governo a quem quer, ele levanta reis, depois reis, ele faz como ele quer,
essa verdade é muito central, nós vamos ver que essa verdade é repetida várias vezes nesse capítulo 4, e é uma das verdades centrais do livro de Daniel, mas então nós vamos agora,
para a gente ter aquela coisa assim, nós estamos olhando dentro desse quadro aqui de Daniel 4, estamos olhando os detalhes, mas agora nós vamos dar um passo para trás e vamos ver um pouquinho, nós temos feito isso várias vezes já em relação a esse capítulo,
como é que esse capítulo se enquadra no resto do livro de Daniel, mas agora nós vamos para Ezequiel 31, e nós vamos ver que tem uma visão de Ezequiel que tem a mesma simbologia,
mas a árvore em Ezequiel 31 se refere a um outro império, a outras potestades, a outros governos, e isso vai nos ajudar um pouquinho a entender a simbologia, o que está acontecendo,
lembrando que Ezequiel era um contemporâneo de Daniel, só que eles não viviam na mesma cidade, a gente não tem nenhuma ideia se Daniel tinha acesso a essas visões, a esses escritos proféticos de Ezequiel, nós não sabemos,
ele tinha acesso a Jeremias, talvez ele tivesse acesso também às revelações, às profecias de Ezequiel, mas indiferente se ele tinha acesso diretamente ou não, o espírito que revelava a Ezequiel era o mesmo espírito que revelava a Daniel.
Então, vamos começar a leitura, Ezequiel 31, versículo 1, no décimo primeiro ano, no terceiro mês, no primeiro dia do mês, veio a minha palavra do Senhor.
Filho do homem, disse a Faraó, rei do Egito e a sua multidão. Então, como a gente não vai ter tempo assim de ficar muito tempo, nós vamos ler uma boa parte desse capítulo, mas só para você entender, ele está dirigindo uma profecia para o rei do Egito, o rei do Egito.
Só que logo no segundo versículo ele fala, diz a Faraó e a sua multidão, a quem é semelhante na tua grandeza? A quem você é semelhante? Então, ele vai fazer uma comparação com a Síria.
Só para vocês terem uma noção, eu não coloquei aqui no flipchart, mas só para vocês terem uma noção, porque no capítulo 2 de Daniel, nós vimos que Deus deu uma visão para Nabucodonosor e mostrou uma sequência de reinos,
que era a Babilônia como cabeça, depois vinha a Pérsia, depois vinha a Grécia, depois vinha o quarto reino, podendo representar a Roma ou outro reino posterior.
Agora, antes da Babilônia, quais eram os impérios, quais eram os países que tiveram domínio? Normalmente nós colocamos o Egito primeiro, claro que teve outros anteriores, mas assim, dentro do contexto bíblico,
nós temos o Egito, que inclusive foi na época do Êxodo, na época de Moisés, depois, bem depois, vem a Síria e normalmente a gente coloca logo em seguida a Babilônia.
Só que aqui houve um momento, e a gente estudou isso quando falamos sobre o rei Josias, os últimos anos do reinado de Judá, houve um tempo em que a Síria, que teve o predomínio por bastante tempo, houve um tempo em que o Egito começou a despontar de novo,
mas foi por pouco tempo, e logo vem a Babilônia e derrotou os dois, derrotou a Síria e derrotou o Egito, só para vocês terem um contexto aqui, mas dentro desse contexto, dessa profecia,
o que está acontecendo? A Síria estava, nessa época a Síria já tinha caído, mas ele está comparando com a Síria, que antes tinha sido uma potência, e ele está falando, Ezequiel está trazendo uma profecia para o rei do Egito,
e dizendo, olha, a quem você pode se comparar? Você está querendo ser como quem? Então eu só queria que, para entender esse contexto, nós vamos pensar nessa sequência, não o Egito primeiro, nós vamos pensar nesse tempo de Ezequiel,
que primeiro foi a Síria, o Egito despontou por um tempo, teve alguns faraós com algum poder, estavam começando a ter, tanto é que foi o Egito que derrotou Josias, bem no final do reinado de Josias,
então o Egito começou a despontar, mas logo em seguida veio a Babilônia e tomou conta do mundo daquela época. Então, só para a gente entender, eu quero que vocês guardem na cabeça, a Síria, primeiro lugar, o Egito, em segundo lugar, e a Babilônia, em terceiro lugar.
Isso é importante para entender essa sequência e esse contexto do capítulo 31 de Ezequiel. Então ele fala para faraó, a quem é semelhante na tua grandeza? Versículo 3.
A Síria era um cedro no Líbano, de ramos formosos, agora vai fazer uma descrição quase igual, por isso que eu estou lendo aqui, que isso vai ajudar a gente a entender o sonho de Nabucodonosor.
A Síria era um cedro no Líbano. Por que fala Líbano? Porque Líbano era famoso na região, que era o lugar que tinha essas árvores altas, belas, impressionantes, tem umas árvores na Califórnia, nos Estados Unidos, que são as mais altas do mundo.
Para eles, naquela época, esses cedros do Líbano aparecem em muitos lugares na Bíblia, falando sobre cedros do Líbano, porque eram árvores altas, tinham muita madeira, a maioria da região ali do Oriente Médio não tinha esse tipo de árvore, não tinha madeira.
Então lembra que quando Davi foi fazer sua casa, quando Salamão foi fazer os palácios e o templo, eles sempre buscavam no Líbano a madeira.
Então a Síria era um cedro no Líbano, de ramos formosos, de frondosa ramagem, de alta estatura, a sua copa estava entre os ramos espessos, as águas o nutriam, tudo isso aqui tem muito significado, as águas os nutriram,
as fontes das profundezas o fizeram crescer, as suas correntes, aqui está descrevendo como se tivessem muitas correntes, lembra que o povo naquela época não tinha postos artesianos, não tinha muito conhecimento de algumas coisas que a gente vê hoje?
Mas eles falavam das fontes das profundezas, as suas correntes corriam em torno de sua plantação, ele enviava os regatos a todas as árvores do campo, por isso se elevou a sua estatura sobre todas as árvores do campo,
se multiplicaram seus ramos, se alongaram as suas varas por causa das muitas águas, é mais ou menos a terceira vez que ele fala, por que a Síria cresceu tanto? Por causa das muitas águas.
Então, o que que essa visão, o que que essa palavra está procurando mostrar? A árvore cresce muito, mas não é em virtude de si mesma, a árvore não tem capacidade em si de crescer, mas a árvore recebe águas das profundezas, ok?
Então, onde nós estamos? Então, por causa das muitas águas, final do versículo 5, todas as aves do céu, mesma coisa, se alinhavam seus ramos, todos os animais do campo geravam debaixo dos seus galhos, todos os grandes povos se assentavam à sua sombra.
Então, nós temos a mesma ideia do sonho de Nabucodonosor, que tem lugar nessa árvore para aves do céu, para animais selvagens, então nós temos a ideia que pode ser até literalmente assim, toda a natureza, esse grande domínio,
e isso vem cumprir, eu vou chamar atenção a isso daqui a pouco, mas Deus deu uma ordem para o primeiro casal, para Adão e Eva, vocês vão sujeitar a terra, vocês vão governar sobre todas as plantas e animais, as plantas, todos os seres vegetais e todos os animais também, sobre as aves do céu, sobre os peixes do mar.
Então, Deus deu ao homem essa incumbença de governar, então essa árvore está como que mostrando que quando uma potência se levanta, um império, um grande rei, ele se levanta com essa função, essa função da árvore é uma função boa.
Quando tem um governante, quando tem alguém que alcança um lugar de mais poder, isso é maravilhoso, porque isso dá lugar para aves, nas nossas cidades hoje, coitadinhas, os passarinhos às vezes não acham lugar para fazer os ninhos,
então é maravilhoso quando tem uma árvore no quintal, quando tem um espaço, então a árvore oferece lugar para aves, ela oferece lugar para animais e ela oferece lugar para os povos, é toda a criação de Deus vivendo em harmonia, essa figura aqui é uma figura linda.
E tanto é que vai falar, agora descendo aqui mais um pouquinho no versículo 8, vai falar que esses cedros do Líbano, esses cedros que representam potências, que representam governos, impérios, eles estão no jardim de Deus,
é como se eles estivessem ali representando o propósito original de Deus para o homem, então toda criação vivendo em harmonia, essa é a imagem que nós temos e tudo isso aqui está remetendo ao jardim do Éden, porque lá tinha rios,
tinha um rio que se dividiu, que dava água para todo o jardim, todos os animais e as aves e os homens vivendo em harmonia e Deus estava ali, então essa é a imagem que nós temos aqui.
Então todos os grandes povos no final do versículo 6, versículo 7, assim era ele formoso na sua grandeza, na extensão dos seus ramos, porque, deve ser a quarta vez, eu nem contei aqui, porque a sua raiz estava junto às muitas águas
e todos nós sabemos pela simbologia bíblica que a água é o rio de Deus, é a vida de Deus, então quem dá vida, quem faz a árvore crescer, de onde vem o crescimento, de onde vem essa grandeza, vem de Deus, ok?
Então a sua raiz estava junto às muitas águas. Versículo 8, os cedros no jardim de Deus não lhe eram rivais, então tudo isso aqui está falando da Síria, ok?
Nessa sequência de 3, a Síria, Egito e Babilônia, a Síria é a primeira dessa sequência, então os cedros no jardim de Deus não lhe eram rivais, os ciprestes não igualavam seus ramos, os plátanos não eram como seus renovos,
nenhuma árvore no jardim de Deus se assemelhava a ele na sua formosura. Agora, claro que aqui tem muitos mistérios que eu não sei decifrar, mas se você estiver lembrando até um capítulo pertinho aqui, que é o capítulo 28 de Ezequiel,
quando Ezequiel estava profetizando para um outro rei importante, o rei de tiro, ele começa a falar, em Ezequiel 28, ele começa a falar, usando o rei de tiro, ele começa a falar de Satanás, de Lúcifer, daquele que era o mais belo entre todas as criaturas de Deus, né?
E aqui tem algo semelhante, a Síria está despontando acima de todos os outros cedros, acima de todas as outras potências, ok?
Então, e versículo 9 diz, "Formoso o fiz", quem está falando aqui? Deus! "Formoso o fiz, com a multidão dos seus ramos, todas as árvores do Éden, que estavam no jardim de Deus, tiveram inveja dele".
Eu ficava e fico ainda lendo isso aqui e pensando, peraí, peraí, calma, eu não estou entendendo nada, no jardim do Éden não tem inveja, não tem ciúme, não tem essas coisas, mas vamos continuar, vamos ver se a gente consegue entender alguma coisa dentro disso aqui,
e, num sentido, essas potências, como eu falei, estão cumprindo um objetivo de Deus, que Deus deu ao homem de governar a terra para que toda a terra pudesse viver em harmonia.
Só que aqui tem alguém que está sobressaindo, está se tornando maior do que os outros, os outros têm inveja, os outros têm ciúmes dele,
todas as árvores do Éden que estavam no jardim de Deus tiveram inveja dele.
Versículo 10, "Portanto, assim diz o Senhor Deus, como se elevou na sua estatura e se levantou a sua copa no meio dos espessos ramos e o seu coração se exaltou".
Aqui tem a árvore que cresce, que fica acima de todos, mas tem o coração que cresce também.
Então, como se elevou e se levantou a sua copa, etc., e o seu coração se exaltou na sua altura,
Versículo 11, "Eu o entreguei na mão da mais poderosa das nações, que lhe deu o tratamento merecido, pela sua impiedade o lancei fora".
E a mais terrível, gente, isso aqui é muito, muito importante a gente entender, eu falo assim, pelo menos a gente tem que olhar o que está aqui,
é claro que tem coisas que eu não sei decifrar e talvez nunca nós vamos entender exatamente como que Deus governa as nações,
como é que Deus faz, mas tem algumas chaves muito interessantes aqui.
A Síria se levantou, se exaltou acima de todos os outros e Deus está falando, "Por causa disso eu vou entregar você na mão da mais poderosa".
De repente surge um outro cédulo que é mais forte, porque Babilônia, como nós vemos com Nabucodonosor, a árvore dele também cresceu muito
e a mais poderosa das nações vai lhe dar o tratamento merecido, pela sua impiedade o lancei fora a Síria, então Deus vai usar a Babilônia para lançar fora a Síria.
Versículo 12, "A mais terrível das nações estrangeiras o cortou e o deixou, caíram seus ramos sobre os montes, por todos os vales os seus renovos foram quebrados por todas as correntes da terra.
Todos os povos da terra se retiraram da sua sombra e o deixaram, todas as aves do céu habitaram sob a sua ruína e todos os animais do campo se acolheram sobre os seus ramos".
Tem muitas coisas, muitas implicações, muitas entrelinhas aqui, aquelas aves que antes achavam abrigo na árvore, agora vão ficar nas ruínas.
Aqueles que ficaram, os animais, os povos que ficaram no seu abrigo ali, no alimento, só que não tem mais alimento ali.
E aí ele fala, então versículo 13, "Todos os animais do campo se acolheram sobre os seus ramos, para que todas".
Versículo 14, muito importante, "para que todas as árvores junto às águas não se exaltem na sua estatura, nem levantem a sua copa no meio dos ramos espessos, nem as que bebem as águas".
É muito enfatizado nesse capítulo que a força, o vigor, o crescimento vem das águas.
Então, "que essas árvores que bebem as águas não venham a confiar em si, por causa da sua altura, todos estão entregues à morte, até a terra mais baixa".
E aí ele vai continuar falando que ele vai fazer, versículo 15, ele vai fazer a Síria cair na sepultura, eles vão ser totalmente destruídos, vai fazer que Líbano o pranteasse.
Versículo 16, "Ao som da sua queda, fiz tremer as nações, quando eu fiz passar para o além, com os que descem a cova. Todas as árvores do Éden, a fina flor, e o melhor do Líbano, mais uma vez, todas as que bebem águas, se consolavam nas partes inferiores da terra".
E aí no final, versículo 18, ele fala para o Egito, "a quem é semelhante em glória e em grandeza entre as árvores do Éden, todavia descerás com as árvores do Éden as partes inferiores da terra.
No meio dos incircuncisos, jazeras com os que foram mortos à espada, este é faraó". Então, Deus vai julgar faraó e vai fazer com que faraó também caia, então ele está comparando o Egito à Síria e está dizendo que eles também vão ser julgados.
Bom, eu coloquei aqui então um pequeno resumo, tem muitas coisas, muitas implicações, tem muitas coisas que eu não entendo ainda, mas algumas coisas quem sabe Deus pode nos ajudar e ainda vou ler para vocês se vocês quiserem também ir abrindo em Salma 82, que lá também tem uma chave para a gente entender.
Então, em primeiro lugar aqui, então governos humanos, a gente olhar para a história, olhar para a história passada e olhar para os governos contemporâneos, para toda assim, toda a situação, toda a história humana, toda a direção, tudo pode ser entendido com essas chaves que nós estamos vendo aqui.
Então, governos humanos na perspectiva de Deus. Então, em primeiro lugar, essa verdade tão clara, tão simples, que todos os governos são constituídos por Deus.
Quando a gente fala isso, isso não significa que Deus aprova, que Deus endossa, que são governos que tem, que representem a Deus, todos os governos. Por isso que a Bíblia manda a gente se sujeitar, porque nós estamos esperando o reino de Deus,
mas enquanto nós vivemos aqui, seja o governo relativamente bom ou um governo ruim, um governo que se exalta e que oprime, um governo que não oprime, seja qual for, nós devemos nos submeter aos governos porque são constituídos por Deus.
E a gente vê isso claramente em Daniel. Tinha alguma potência, tinha alguma potência no tempo de Daniel que pudesse representar uma potência, um governante maligno, tinha alguma?
Quem poderia ser? Babilônia. E Deus chamou Daniel para servir no governo dele, dentro da sede desse governo maligno. Então, Daniel se sujeitou.
Agora, claro que tinha, como os três amigos dele, tinha coisas que não poderia se sujeitar, mas ele se sujeitou e em todos os momentos que nós estamos estudando, no capítulo 2, e nós ainda vamos ver nesse capítulo 4, que Daniel não trata o rei Nabucodonosor como alguém que não se sujeita a ele.
Ele não tem uma atitude assim, você que é um governante perverso, eu não tenho que nem olhar para você, Deus não... não, Daniel olhava para o rei com respeito e falava com ele, servia e falava a verdade.
Então, muito importante tudo isso a gente vê. Eles são constituídos por Deus. Não só constituídos por Deus, aqui não deu para colocar muitos subitens e muitos detalhes, mas nós vimos nesse capítulo 31 e vimos em Daniel também.
No capítulo 2, quando Daniel interpretou aquele primeiro sonho, ele falou assim, Nabucodonosor, Deus colocou o Senhor sobre todas as nações.
Ele não disse, foi o maligno, foi o diabo que colocou você, não, Deus colocou você sobre as nações e quando ele disse isso, ele estava olhando nos olhos do homem que destruiu Jerusalém, que destruiu a casa de Deus, que levou o povo de Deus cativo.
E ele estava dizendo, Deus te deu glória, Deus te deu honra, essa glória que o Senhor tem não vem da sua própria força, se você tem alguma coisa, foi porque Deus te deu.
Gente, essas verdades são muito óbvias, mas a gente não consegue entender, a gente não consegue aplicar.
Quando nós estamos debaixo de um governo que nós achamos que é maligno, que não vem de Deus, nós achamos que aquele governo não veio de Deus e nós precisamos olhar com esse olhar que nós estamos recebendo aqui.
Então todos os governos são constituídos por Deus, todas as árvores elas crescem porque estão junto às muitas águas e as águas são águas que Deus fornece e se Deus quisesse ele podia cortar e ele faz isso às vezes.
Então Deus pode cortar o fluxo, Deus pode cortar a alimentação de água e a árvore seca. Então esse é o primeiro ponto aqui.
Então todos os governos são constituídos por Deus e só conseguem crescer, só conseguem glória, só conseguem chegar aonde chegam, seja qual for a potência, seja de uma nação que é contra Deus,
uma nação que tem um tirano, que tem um governo muito cruel e contra Deus, seja quem for, o governo só chega naquele lugar porque Deus permite.
Então essa é a primeira verdade e a gente precisa não concordar, não precisamos apoiar, aliás a verdade é exatamente o contrário.
Nós não somos os três amigos de Daniel, o próprio Daniel, eles não eram idólatas, eles não serviam à estátua de ouro, eles não eram partidários,
eles não eram pessoas que dobravam o joelho a qualquer que fosse o governo. Daniel teve a oportunidade de ficar em vários reis da Babilônia e depois reis da Pérsia.
Então Daniel pode fazer isso com vários soberanos e ele nunca dobrou o joelho, ele respeitava, ele obedecia, ele servia mas não dobrava o joelho.
Então isso é entender que os governos são constituídos por Deus, é uma verdade muito difícil de engolir quando nós olhamos para um governo que a gente acha que não é do nosso gosto, não é daquilo que a gente acha correto,
que faz injustiça, todos fazem, mas é muito difícil a gente aceitar governos que não entendemos que são justos. O segundo ponto aqui, eu não posso entrar muito nisso, nem entendo muito sobre isso,
mas agora nós vamos virar para Salmo 82 porque tem uma chave aqui, eu estou colocando, isso aqui é algo que nós vamos ver daqui, mais capítulos adiante, nós vamos ver em Daniel.
Mas eu quero que vocês vejam aqui no Salmo 82, é um Salmo curto e é muito profundo, ele fala de coisas aqui que a gente não consegue nem entender muito, mas vamos lá.
Salmo 82 diz o seguinte, Deus preside, a minha tradução fala congregação, mas na verdade é uma assembleia, Deus preside a uma assembleia e quem está nessa assembleia?
Ele está no meio dos deuses e para quem lembra assim de ouvir que tem um nome, tem uma palavra em hebraico, uma das palavras que é usada para Deus no hebraico é Elohim,
todo mundo já ouviu essa palavra sabe que El é o Deus singular e é bem parecido com o nome em português porque Deus com letra minúscula pode ser qualquer Deus, então El no hebraico era usado para outros deuses.
E o nome que usava bastante para Deus no nosso antigo testamento era Elohim, Deus no plural, porque Deus é um só, mas Deus é plural, é uma forma de respeito, eles não entendiam a trindade nem a gente entende,
mas é interessante que Deus preside, Elohim, Ele julga no meio dos Elohim, é a mesma palavra, então Deus está no meio de uma assembleia,
então essa é a parte assim que tem livros escritos sobre isso, tem bastante, eu não quero entrar muito nisso agora que também não entendo muito sobre isso, mas quem são esses deuses, Elohim?
No contexto do capítulo são governantes humanos, porque ele fala no versículo 2, até quando? Então Deus está no meio de uma assembleia, é como se Ele estivesse no meio de uma reunião de governadores, de autoridades,
então Ele está no meio de autoridades e a gente pode olhar para essas autoridades como autoridades celestiais, anjos, mas esses anjos representam governantes na terra,
ok? É complicado isso aqui, mas é muito interessante, porque Deus, e isso tem tantas verdades, porque o próprio Deus é, como nós sabemos, Ele é Pai, Filho e Espírito Santo,
então o próprio Deus Todo-Poderoso, Ele age dentro de um contexto de família, Ele que é o único soberano, Ele não precisaria de mais ninguém, Ele faz dentro da divindade, já tem pluralidade,
mas dentro do esquema de Deus, de governar o universo, e isso a gente tem vários vislumbres, nós não temos uma explicação clara, mas nós temos vários vislumbres na Bíblia,
de o próprio livro de Jó, que fala que Satanás foi se apresentar junto com os filhos de Deus, quem eram os filhos de Deus no livro de Jó? Eram os outros anjos, e como nós vamos ver lá no capítulo 9 e 10 de Daniel,
Daniel entende, Daniel recebe revelações mostrando que tem Miguel, que é o anjo que representa Israel, e tem o príncipe da Pérsia, e tem o príncipe da Grécia,
e aí deve ter príncipes para todos os países, ou todas as regiões, nós não sabemos muito como é isso, mas essa assembleia, no versículo 1, 82,1, essa assembleia é uma assembleia de autoridades,
o novo testamento chama isso de potestades e principados nos lugares celestiais, ok? Então Deus, que é o Deus soberano, ele governa, até assim ele governa com o homem,
a gente está muito acostumado a ouvir isso, que Deus deu ao homem a incumbência de governar, de sujeitar a terra, mas nos, na esfera celestial, junto com Deus, tem também uma assembleia,
então eu coloquei aqui, eu vou ler rapidinho o resto do Salmo, mas olha aqui o segundo ponto aqui do nosso, dessa perspectiva de Deus,
os governantes humanos, reis, autoridades, presidentes, primeiros ministros, todos os governantes humanos, eles correspondem a potestades espirituais,
e eu não estou tentando fazer nenhuma coisa muito mística ou complicada aqui, eu não sei muito sobre isso, eu sei que esses textos que eu estou citando para você,
que tinha um príncipe da Pérsia, tinha um príncipe da Grécia, então outra coisa que nós vemos é que esses cedros do Líbano, essas grandes potências que Deus mostra pela visão, elas são comparadas a potestades espirituais,
então, por exemplo, quando Deus fala em Isaías 14, quando Ele fala com Babilônia, Ele já começa a falar de Satanás, Ele começa a falar como o Satanás se elevou,
mas Ele estava falando com o rei de Babilônia, em Ezequiel 28 Ele fala com Tiro, mas por trás do rei de Tiro tinha também o espírito satânico,
então o que eu estou querendo dizer, eu não sei se tem exatamente uma potestade específica para cada região do Brasil ou para o Brasil todo, não sei como é que essas coisas funcionam,
mas a Bíblia fala muito sobre esse paralelo e essa correspondência, Deus deu aos anjos, e Satanás no início era um deles, Ele deu aos anjos a autoridade e responsabilidade para governar o universo que Ele criou,
e abaixo dos anjos nós temos o homem, mas um dia a Bíblia fala que os homens que vão, nós fomos destinados para o trono, então isso aqui gente tem muitas implicações,
mas vamos ler aqui no capítulo, no Salão 82, então Ele fala, Ele está falando no meio dos deuses, então Ele está falando sobre os Elohim, sobre os anjos, as potestades, mas Ele está falando para governantes humanos,
então você tem uma relação, que nós não sabemos exatamente qual é, entre o governante humano e uma potestade, e temos muitas potestades, as potestades que estão debaixo de Satanás, eles funcionam com esse princípio de exaltação,
então Ele fala para esses governantes, versículo 2, até quando defenderéis os injustos, tomareis partido ao lado dos ímpios, defender a causa do fraco e do órfão, proteger os direitos do pobre e do oprimido,
então Ele está dando uma bronca, Deus está na assembleia dessas autoridades, sejam anjos ou sejam os governantes humanos e tem uma relação entre eles, e Ele está dando uma bronca, Ele está falando assim, até quando vocês vão defender injustos,
tomar partido ao lado dos ímpios, vocês têm que defender a causa do fraco, livrai o fraco necessitado, tiraio das mãos dos ímpios, e Ele fala no versículo 5, eles nada sabem, nada entendem,
está falando sobre governantes, ando em trevas, todos os fundamentos da terra, os fundamentos da terra são os princípios que Deus colocou para governar a sua criação, estão sendo abalados, porque os governantes e as potestades estão fazendo coisas erradas,
e aí o versículo 6 ele fala de novo, vocês eluin, vocês deuses, vocês todos filhos do altíssimo, vocês receberam a incumbência de fazer algo que eu dei para vocês fazerem, todavia morrereis como homens, vocês vão ser julgados,
e ele fala isso no capítulo 31 de Ezequiel, que nós acabamos de ler assim, vocês que se exaltaram muito, vocês vão ser derrubados, todavia morrereis como homens, e é interessante isso porque é claro que vão morrer como homens,
mas muitos, nós temos exemplos muito fortes, como na Coreia do Norte os governantes são considerados como deuses, eles são adorados em vida e depois da vida, mas ele falou assim, vocês vão morrer como homens,
isso pode se referir aos governantes humanos que se endeusaram e deixaram os povos endeusar, mas também se refere talvez a potestades que vocês vão ser derrubados, vocês vão ser julgados como homens,
caireis como qualquer dos príncipes, levanta-te Deus, julga até, pois todas as nações são a tua herança, então eu sei que estou tocando em assuntos muito profundos, muito complexos,
mas eu acho que é importante a gente entender porque Nabucodonosor, ele recebeu esse sonho e algo muito significativo acontece com Nabucodonosor que não acontece com os outros,
então é o terceiro ponto aqui que todos eles, já falamos sobre isso, todos eles são, todas as potências, todos os governantes, eles são como cedros no jardim de Deus,
eu fiquei pensando assim, mas como que esses homens malignos são considerados como cedros no jardim de Deus, é porque no propósito original de Deus, Deus queria que eles fossem cedros no seu jardim, se alimentando,
recebendo a vida do rio de Deus e cumprindo o seu propósito de oferecer abrigo, alimento, proteção e harmonia para toda criação, então eles são como cedros no jardim de Deus.
Depois vem a semente da corrupção, então eu não vou ter tempo, acho que são passagens bem conhecidas, mas nós lemos em Ezequiel 31 como "o coração se exaltou",
e aí se você ler Isaías 14, Ezequiel 28 e tem muitas outras passagens, nós vamos ver isso na própria vida de Nabucodonosor, no momento em que Nabucodonosor, nós vamos estudar isso na próxima aula,
Nabucodonosor recebeu um grande aviso de Deus, ele recebeu um sonho, Daniel interpretou o sonho para ele, Daniel deu até uma saída, o sonho não precisa se cumprir,
você pode se livrar dessa sentença, mas Nabucodonosor não atendeu e no momento em que ele se exaltou, ele se tornou objeto do juízo de Deus,
então nós temos aqui que nesse momento, nesse momento da semente da corrupção é o orgulho, irmãos como nós precisamos, como nós precisamos entender isso,
como nós precisamos entender todo mundo, é uma verdade óbvia, Deus coloca quem Ele quer, o homem que se exalta vai ser humilhado, nós sabemos disso,
mas nós, nós mesmos, eu nem estou falando dos governantes humanos que já tiveram oportunidade, Deus passou esse filme, sabe aquela expressão, eu já vi esse filme antes,
nós estamos estudando aqui centenas e centenas de vezes na história, não seria suficiente para entender quem é que é exaltado e quem que é abaixado por Deus,
porque Deus julga, mas as pessoas não entendem e eu quero dizer, nós não entendemos, eu já vou tentar fazer uma aplicação, mas a semente da corrupção, quando você olha o que aconteceu no coração de Lúcifer,
quando Ezequiel 28 é muito claro, Isaías 14 também, ele falou assim, eu me exaltarei, Ezequiel 28 fala que ele era o selo da perfeição, então quando a pessoa chega a uma posição de muita capacidade,
de muitas realizações, de conseguir, pessoas que constroem império financeiro como Bill Gates ou outros grandes empresários, todas as pessoas que chegam a um lugar alto,
entendidos em tempos, sempre falado que o espírito de Babilônia, o sistema de Babilônia não é só político, está na igreja, está na economia, está na ciência, está no comércio, está nas empresas, está na educação,
está em todas, todas as áreas e pode estar em manifestações minúsculas, minúsculas, porque esta semente da corrupção, ela entra em todos os momentos em que o homem que foi chamado,
tem até um livro que eu gosto muito do autor, é o mesmo autor que escreve "Não desperdice suas lágrimas", que eu sempre menciono, ele tem um outro livro chamado "Destinado para o Trono",
nós fomos destinados para o trono, isso não é só depois da redenção, na criação o homem foi destinado para governar, Deus criou o homem para governar,
então existe essa semente, existe essa inclinação, existe esse potencial dentro do ser humano, nós fomos criados para governar,
mas o homem caído, o homem que comeu do fruto, do conhecimento do bem e do mal, que era um fruto que era desejável para se tornar igual a Deus, para se exaltar, essa semente,
este vírus, para usar uma linguagem muito atual, este vírus contagioso, esse vírus que mata, esse vírus que em alguns momentos pode parecer que não tem sintoma,
esse vírus é terrível e passa e contagiu toda a raça humana, esse vírus se manifesta em todos os momentos em que há algum elemento de poder, algum elemento de poder,
só pensando até anos atrás eu li, a gente até começou a traduzir esse livreto, mas nunca publicamos, mas é um livreto de Bob Muffer que ele mostra que organizações, organizações passam a ter vida própria,
ele fala sobre aquela ideia de Frankenstein que foi juntado, peças humanas, e depois o corpo veio a ter vida própria e foi uma coisa destrutiva, tem muitos filmes sobre esse tipo de coisa,
uma organização passa a ter vida própria, é interessante que em inglês não tem isso, mas em português nós chamamos de pessoa jurídica, uma pessoa jurídica,
não significa que toda organização é má em si, mas toda organização, e ela pode ser registrada ou não, pode ser um ministério, pode ser uma empresa,
pode ser qualquer tipo de iniciativa, uma organização passa a ter vida própria, por quê? Porque quando o homem entra e quer fazer esse vírus do poder, começa a subir e tomar conta e a pessoa começa a dominar,
sendo que o governo de Deus não é dominar, então o que eu quero que vocês vejam, bom, eu só quero finalizar aqui, então a semente da corrupção e essa semente da corrupção que é orgulho,
que é autoexaltação, mas ela logo vai se manifestar, como nós vimos no Salmo 82, em injustiça, em opressão, então invariavelmente o governante, e gente, isso fica muito claro nas ditaduras, nas tiranias,
mas é muito importante entender que todo governo que é para exaltar a si mesmo, vai acabar oprimindo alguém, e gente, isso acontece dentro de uma família, dentro de uma família,
tanto o pai como a mãe, ou os dois juntos, eles podem ser opressores, isso acontece na igreja, isso pode acontecer em entidades muito pequenas, então todas as autoridades são constituídas por Deus,
todas crescem por causa das águas que Deus usa para alimentar, mas todas podem ser corrompidas, todas são sujeitas à corrupção e à depravação, então a semente da corrupção ela está sempre presente,
se tiver as condições, a pessoa que nunca tem um lugar de autoridade ou poder, ele pode dizer assim "ah, eu não faço nada, eu não oprimo ninguém, eu não tenho desejo de exaltação", mas é só a pessoa entrar no lugar,
eu tenho falado muito que as vezes a pessoa entra na política ou entra em outro tipo de carreira com boas intenções, eu quero fazer para fazer uma diferença no mundo, eu quero ajudar a humanidade,
ou pela ciência, ou pela educação, ou pela medicina, ou pela política, seja onde for, e a pessoa entra e ela é corrompida pelo poder, porque começa a usar aquilo para servir a si mesmo e não para servir aos outros,
então nós temos a semente da corrupção. E o último ponto aqui que é talvez uma das mais essenciais para a gente entender, esse aqui é o 31, a gente tem a Síria, o Egito e a Babilônia,
na verdade a Babilônia foi quem derrotou as duas potências, tanto a Síria como o Egito foram derrotadas pela Babilônia,
mas o que eu quero mostrar é que, como nós vimos no sonho de Daniel 2, sempre existe uma sucessão,
então se você quiser conferir de novo, lá em Ezequiel 31, nós vimos que como a Síria tinha se exaltado muito, Ezequiel 31, 11, 12, ele fala "então já que você foi muito orgulhosa, você começou a se exaltar,
muita alta exaltação, seu coração se elevou, eu vou entregar você..." Para quem? Quem que Deus usa para trazer o seu juízo?
Ele não usa uma autoridade boa, ele usa uma autoridade ruim, "eu vou entregar você para o mais terrível das nações".
Então como que Deus julga a soberba? Nós precisamos entender isso porque isso existe em termos, se você for olhar todos aqueles impérios que ele mostrou,
Babilônia, Pérsia, Grécia, Roma, e tivemos vários impérios ao longo dos séculos, dos Islâmicos, da Grã-Bretanha, antes disso tinha o Santo Império Romano, da Igreja,
assim tem muitos, muitos impérios, e temos hoje impérios que são mais, temos vários, do lado comunista, do lado capitalista, sempre, sempre como eu falei assim,
o desejo é dominar, e é de uma forma ou de outra, então que nós precisamos entender que dentro disso sim, Deus permite, todos são permitidos por Deus,
todos crescem porque Deus alimenta com suas águas, só que os governantes, os impérios, as nações não reconhecem Deus,
e aí a partir do domínio, sem reconhecer Deus, vem a injustiça, sempre, sempre vem a injustiça.
Agora, como que Deus julga a soberba? E isso está nas mãos de Deus, nós não sabemos quanto tempo que Deus permite para cada tipo de governante,
quando que Deus vai governar, quando que o governante passa dos limites, existem limites, ah, porque você falou isso, tem muitos lugares na Bíblia,
e o próprio Nabucodonosor foi um exemplo disso, quando ele falou "olha a Babilônia que eu construí, olha tudo que eu fiz", veio na hora a mensagem,
nós vamos ver isso nesse capítulo 4 de Daniel, então nesse momento da exaltação, Deus pode fazer algo repentino ou pode demorar,
no caso de Nabucodonosor, houve uma intervenção sobrenatural, Deus julgou Nabucodonosor, ele perdeu a sua sanidade, foi expulso e foi viver entre os animais,
e isso aconteceu de uma forma sobrenatural, e nós vamos ver como a história de Nabucodonosor foi diferente, a árvore dele, não sei se vocês já estão vendo,
vou deixar para a próxima aula, a árvore dele, o sonho dele foi um pouco diferente de Ezequiel 31, o que aconteceu de diferente com a árvore de Nabucodonosor?
É muito interessante isso, mas em geral o que acontece é esse juízo que Deus coloca, mas ele usa uma outra potência, ele usa um outro governante maligno,
maligno também, para julgar a suberba, e isso significa que ao longo da história nós temos uma sucessão de impérios, e isso acontece em um grau bem menor,
mas isso acontece até dentro de democracias, que Deus permite que um lado assuma o poder, porque o outro transgrediu, mas a ideia não é que o outro que tirou do poder é bom,
significa que Deus está permitindo e que a tendência de todos esses governos, de todas essas potestades é de fazer a mesma coisa.
Um dia, de acordo com Daniel 2, um dia vai ter uma pedra que não foi cortada com mãos humanas e que vai destruir toda essa estátua, toda essa sucessão de reinos,
então nesse momento, no final, vai ter uma intervenção diferente, mas até o fim nós temos intervenções, aí tem as guerras mundiais,
o Império Otomano que caiu na Primeira Guerra Mundial, assim, você tem reinos e impérios humanos caindo diante de outros e nós temos a tendência de falar assim,
o bem ganhou, não, não foi o bem que ganhou, todos os governantes caem nessa mesma situação, então eu vou terminar só dando uma aplicação muito importante,
trazendo isso para o âmbito da, como eu falei assim, isso existe dentro da família, isso existe dentro da família, da igreja, ministérios, ministérios de Deus,
missões, trabalhos de literatura, trabalhos de serviço social, isso é qualquer tipo, qualquer tipo de organização pode virar uma pessoa,
e pode virar algo que a pessoa queira poder, queira domínio e essa semente está dentro de nós, se nós não reconhecermos isso, nós vamos cair,
e sempre, o que Deus estava falando por meio de Ezequiel, em Ezequiel 31, Ele estava dirigindo a palavra para o Egito e estava dizendo a quem você se compara,
você é como a Síria, mas você vai cair igualzinho a Síria, o que Ele está dizendo é preste atenção, o que Daniel vai falar com Nabucodonosor nesse capítulo,
nós estamos estudando, Ele vai falar, Nabucodonosor, você não precisa cair, você pode seguir um outro caminho, agora, para governantes humanos,
a gente considera isso impossível, eles estão com o vírus e não conseguem mudar, não é uma questão de inteligência, não é uma questão de saber,
é o coração que move, e gente, vamos abrir os olhos, todas as vezes que qualquer tipo de governante, de líder religioso, de líder de comércio, de empresa, de universidade,
seja o que for, todas as vezes que alguém se exalta, todas as vezes que alguém quer poder para mandar,
todas as vezes que alguém acha que eu sou a pessoa, o poder está comigo, eu que mando, esse espírito é algo que corrompe, é o vírus da corrupção,
nós precisamos abrir os olhos para isso, isso não é exclusividade de algum rei ou político ou presidente, isso acontece dentro da igreja,
isso acontece dentro das famílias, isso acontece dentro de círculos pequenos, agora, qual é, eu só vou mostrar isso rapidinho para terminar,
qual é o caminho que Deus mostrou, Deus mostrou o caminho, e aliás, Deus modelou o caminho, Deus, na trindade, o Deus Pai, Ele é a origem de todas as coisas,
Ele compartilha com o Filho e com o Espírito Santo, Ele coloca autoridade nas mãos Dele, Ele não concentra tudo em si mesmo,
Ele compartilha, Ele não precisaria fazer isso, Ele é incorruptível, mas Ele faz isso.
No Antigo Testamento, Deus falou, eu não quero que vocês tenham um governante absoluto, vocês têm que ter juízes e sacerdotes e depois aparecem profetas,
vocês precisam ter um sistema, um sistema de compartilhamento, vocês precisam prestar contas um para o outro, o marido não é um tirano,
muitas pessoas colocam o governo no lar como se o marido mandasse, Deus colocou marido e mulher para se contrabalançar, para ter um equilíbrio,
existem ênfases diferentes, aquilo que para nós é, por que a mulher sempre vê de um jeito diferente que o homem vê?
Exatamente, é isso que Deus quer, numa democracia é para ter vários pontos de vista, nós estamos polarizando tudo, polarização é o caminho para a ditadura,
para a tirania, todas as vezes que alguém concentra em si o poder, Ele está abrindo o caminho para um governo opressivo,
então isso acontece na igreja, isso acontece em todas as circunstâncias, então Deus abriu, Deus mostrou um caminho em que isso não precisa acontecer,
que Deus possa nos revelar, porque Deus está preparando, Ele está preparando a igreja para sentar no trono com Ele,
mas se nós não aprendemos os princípios dEle, se nós não abrirmos os nossos olhos, nós vamos perder aquilo que Ele está querendo ensinar,
nós não estaremos preparados, Paulo fala em I Coríntios 6, vocês não conseguem resolver um problema interno, vocês vão julgar até anjos,
como é que vocês não conseguem resolver? Mas isso não é através de um governo autocrático, isso não é através de alguém que manda,
isso é através desse meio que Deus deu, que Ele modela na trindade, Ele modela na família, Ele mostra um caminho em que nós precisamos ouvir de Deus juntos,
em que nós precisamos esperar em Deus, em que nós não entendemos que se houver algum crescimento é por causa de nós, é por causa das muitas águas,
é por causa do crescimento que Deus dá, todo o crescimento vem de Deus, então que nós possamos reconhecer isso
e que nós possamos entender um pouco dessas chaves, como é que funcionam os governos, como é que Deus vê a história.
Pai Amado, nesta manhã nós reconhecemos que aqui tocamos em assuntos muito complexos, muito além do nosso entendimento,
como que o senhor governa na assembleia dos deuses, como é que o senhor age com pessoas, com governantes, com situações em que há injustiça,
como é que o senhor trata com o nosso coração, mas nós pedimos a Deus que o senhor venha revelar para nós aquilo que está realmente no teu coração,
que nós possamos cumprir o teu propósito, que possamos ser preparados para sentar no trono contigo e Deus, dentro da família,
que possamos entender como isso funciona, dentro da igreja, que possamos praticar isso, que o senhor fale conosco, pedimos em nome de Jesus. Amém.

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