O volume 28 – Últimos anos do reino de Judá – Ezequias – está disponível, estude e compartilhe seus comentários.
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Convite de Ezequias às 10 tribos
2 Crônicas 30 – 11/06/17 – Baixar

Transcrição
Então, na última aula, já faz um pouco de tempo, nós começamos o capítulo 30, Segundo Crônicas 30.
Depois de toda a preparação do capítulo 29 de restaurar a casa de Deus, agora nós estamos vendo a celebração da Páscoa.
E falamos um pouco na aula passada sobre as diferentes festas, tinha sete festas no calendário de Israel, mas a Páscoa é a festa mais citada e é a festa central de tudo que Deus quis fazer e mostrar através desses ciclos,
as sete festas mostram desde o início do que Deus fez com o povo até o final, pensando em Páscoa, quando Deus resgatou o povo do Egito, então é o começo da história, até tabernáculos que é Deus habitando conosco para sempre.
Então, essas sete festas do calendário judaico mostravam esse escopo total, essa abrangência do plano de Deus, todo ano eles repetiam, todo ano eles reviviam, não só aquilo que eles já tinham visto na história, mas aquilo que Deus pretendia fazer.
Mas a Páscoa é o fundamento de tudo porque é dali que Deus se revelou, é aí que Deus mostrou o seu amor pelo povo, então a Páscoa é a festa mais citada e é o centro de tudo.
Então, nós vamos passar as próximas aulas falando, porque aqui tem um capítulo inteiro, capítulo 30 de Segundo Crônicas, falando sobre essa celebração da festa da Páscoa pelo rei Ezequias.
Então, lembrando aqui, nessa restauração da Páscoa, como o povo não estava fazendo nada que Deus queria, claro que eles não estavam celebrando a Páscoa também, então quando Ezequias veio para o trono, ele quis restaurar em primeiro lugar a casa de Deus, que foi o assunto do capítulo passado.
Mas uma coisa importante para a gente ver é que a restauração da casa de Deus, que a gente viu todos os detalhes de como, todos os passos daquilo que eles fizeram para restaurar os sacerdotes, para limpar a casa, para preparar tudo, para consagrar o povo, para tudo voltar a ser como deveria ser para poder cultuar a Deus.
A primeira coisa que eles fizeram no capítulo 30, a primeira coisa que Ezequias fez depois de restaurar, limpar e voltar a casa de Deus foi celebrar a Páscoa, em parte porque era o calendário, eles estavam no primeiro mês e no primeiro mês era a festa da Páscoa.
Mas a gente pode concluir que a casa de Deus precisa ser restaurada em primeiro lugar, a primeira coisa que nós vamos fazer com a casa de Deus é celebrar a Páscoa, e a Páscoa, evidentemente, fala do sacrifício de Jesus na cruz.
Então, esse é o centro, essa é a festa mais importante, é a base de todas as outras, é o ponto, nós vamos ver aqui, que é o ponto de união entre todas as tribos de Israel, todo o povo de Deus, como é que nós vamos nos unir, como é que nós vamos voltar a ser um povo como antes.
Isso é através de celebrar a Páscoa, a Páscoa, a celebração da Páscoa é o que nos une como povo de Deus, eu vou falando um pouquinho mais sobre isso.
Então, a casa de Deus foi restaurada para poder, entre outras coisas, mas a primeira coisa nas prioridades de Deus, celebrar a Páscoa, então a casa de Deus já estava pronta, agora eles vão fazer a celebração da Páscoa que é aliança de Deus com o seu povo, é o fundamento que nós temos para servir a Deus.
E nós vimos nesse relato que como a Páscoa era celebrada no primeiro mês, e como eles estavam todos envolvidos em limpar a casa de Deus, em restaurar a casa de Deus no primeiro mês, então passou da época certa.
E olha só como esses pontos são interessantes, porque se Ezequias não tivesse um coração para realmente querer celebrar e colocar isso em primeiro lugar, ele poderia ter falado assim, a gente estava arrumando a casa de Deus, não deu para celebrar a Páscoa no primeiro mês, a Páscoa não vai ser celebrada daqui 10 anos, daqui 20 anos, todo ano celebra a Páscoa.
Então vamos esperar até o ano que vem. Seria uma conclusão lógica, porque as festas tinham épocas certas, você não celebra a Páscoa quando você quer, você celebra a Páscoa no dia 14 do primeiro mês, e todas as festas tinham as suas datas marcadas.
Então ele poderia ter falado, infelizmente a gente estava envolvido nessa limpeza, a gente estava buscando preparar as coisas, mas não conseguimos terminar a tempo, então vamos deixar a Páscoa para o ano que vem.
Não, aqui fala no versículo 2, 30 versículo 2, ora o rei e seus príncipes e toda a congregação em Jerusalém decidiram celebrar a Páscoa no segundo mês, e como assim, eu posso definir, eu posso decidir que em vez de fazer no primeiro mês eu vou fazer no segundo?
A gente falou um pouco sobre isso no mês passado, na aula passada, que havia um precedente para isso no livro de números, as pessoas que não estavam purificadas, prontas para celebrar a Páscoa no primeiro mês, Deus falou pode ser celebrada no segundo mês.
Mas isso mostra, se não era uma coisa obrigatória, então isso mostra que o rei Ezequias estava ansioso para celebrar essa Páscoa e não ia esperar até o ano que vem, eu acho esse ponto muito importante, porque isso mostra o coração de Ezequias e de todo o povo que estava o acompanhando.
Então aqui diz que o rei e seus príncipes, os príncipes seriam tipo o conselho, uma junta, um conselho, um grupo de decisão próximo a ele, então tinha o rei, falamos sobre isso também, que o governo de Deus sempre tem essas pluralidades,
não é um rei governando sozinho, é um rei consultando com os príncipes e esse rei e os príncipes consultando também com o representante de toda a Assembleia, porque você tem o rei, versículo 2 tem os três níveis, o rei, os príncipes e toda a congregação.
Lógico que não era todo o povo de todo Israel que estava ali, mas eles tinham uma representação ali para poder tomar as decisões em nome da congregação.
Então todos juntos e ainda fala assim, versículo 3, não a puderam celebrar no tempo próprio porque não se tinham consagrados sacerdotes em número suficiente e o povo não se tinha reunido em Jerusalém, tudo isso aí a gente tem que sempre lembrar de como era o padrão de Deus.
Hoje nós não dependemos de geografia para celebrar o que tem no lugar da Páscoa é a ceia do Senhor, nós não precisamos ir para um lugar para celebrar a ceia, não depende assim de uma cidade, de um lugar especial, no nível de atos eles partiam o pão que era a ceia de casa em casa,
então a gente vê que realmente eles começaram a celebrar isso mesmo numa mesma cidade, eles celebravam em muitos lugares ao mesmo tempo, mas havia um padrão no Velho Testamento que tem um significado que eles não podiam fazer isso nas diferentes cidades,
todas as festas eram celebradas em Jerusalém, tinha um lugar, isso fala da unidade, isso fala do princípio de estar reunido em torno de Jesus e não cada um na sua própria doutrina ou maneira de fazer.
Então eles não, aí fala assim, eles não puderam celebrar no primeiro mês porque não tinha sacerdotes consagrados e não, o povo não estava reunido e então por isso eles falaram, nós não podemos celebrar no primeiro mês.
Aí versículo 4, isso, isto o que? A proposta de celebrar no segundo mês, isto pareceu bem aos olhos do rei e aos olhos de toda a congregação, então eu acho muito bonito sim essa descrição de como as coisas devem ser feitas,
existe liderança na casa de Deus, no povo de Deus, mas a liderança não é uma coisa vertical, não é uma coisa autoritária, é o rei com seu conselho e eles conferindo com representantes de toda a congregação.
Então todos eles sentiram confirmação, todos eles gostaram da ideia, todos eles participaram da decisão, não era uma coisa assim nós ouvimos de Deus ou eu ouvi de Deus e assim é assim que todo mundo tem que fazer, claro que tem momentos que Deus fala e a gente obedece,
mas essa forma de tomar decisões que envolvem as pessoas eu acho isso um princípio muito importante, então eles tiveram a proposta de celebrar a Páscoa no segundo mês ao invés do primeiro e isso foi algo que alegrou, que testificou no coração de todo mundo.
E depois no versículo 5 fala que eles ordenaram que se fizesse pregão por todo Israel, então aqui vocês tem que lembrar da situação do reino dividido, o reino de Israel, as 12 tribos, o povo de Israel havia muito tempo estava dividido em duas partes,
as 10 tribos que se chamavam em Israel e a tribo de Judá que era o reino de Judá, nesse momento então que eles vão celebrar a Páscoa, outra vez, eu falei, esse aqui eles poderiam ter deixado para o ano que vem,
não, nós queremos participar, nós queremos celebrar a Páscoa agora no segundo mês ao invés do primeiro, então nós vamos fazer uma exceção, nós vamos celebrar agora, houve motivos justos por não celebrar no primeiro mês, então nós vamos celebrar no segundo, esse era um ponto.
O segundo ponto é que ele podia ter falado assim, bom, aquelas 10 tribos que se separaram de nós há 200 anos, o reino dividido existia aqui há 200 anos, havia 200 anos que o povo das 10 tribos, com poucas exceções, às vezes um ou outro,
mas de maneira geral, as 10 tribos não celebravam junto com Judá, não serviam a Deus juntos, havia uma divisão e eles não faziam as coisas em conjunto por causa do grande pecado Jeroboão que todos os reis de Israel mantiveram porque eles não queriam que o povo fosse para Jerusalém porque eles tinham medo de perder o controle, de perder o domínio sobre o povo,
então durante 200 anos o reino dividido, os dois reinos existiram por 200, essas datas às vezes tem um pouquinho de dúvida, não tem documentos tão claros como tem hoje, mas mais ou menos os dois reinos, as 10 tribos e Judá coexistiram durante 208, 209 anos.
Até que as 10 tribos fossem levadas para o cativeiro, que é o ponto onde nós estamos na história, daqui para frente não existem mais dois reinos, daqui para frente existe o reino de Judá porque o outro reino já foi embora, acabou e este reino de Judá vai continuar por mais cento e poucos anos até vir o cativeiro de Babilônia, daí acabou tudo.
Então, nesse momento que Ezequias está celebrando a sua Páscoa, faltam poucos anos, 4 ou 5 anos para acabar de vez o reino das 10 tribos, Ezequias se tornou rei poucos anos antes do cativeiro final,
a Síria já tinha levado uma grande leva do povo das 10 tribos para o cativeiro, mas ainda tinha o rei em Samaria, então nesse momento que nós estamos estudando o reino das 10 tribos ainda existia, faltam 4 ou 5 anos para a Síria conquistar Samaria e pôr um fim ao reino do norte.
Então, mas nesse momento ainda existe, só que muita gente já foi para o cativeiro, então a gente precisa entender isso porque vocês vão ver daqui a pouquinho a carta que Ezequias manda.
Mas eu queria colocar o seguinte, ainda existia um rei em Samaria, ainda existia esse outro reino, durante 200 anos do reino dividido, quais eram os dois tipos de relação entre os dois reinos?
O reino ficou dividido, os 10 tribos para o norte, Judá para o sul, qual era o tipo de relação? Amigável, não amigável, como é que era a relação entre eles durante 200 anos?
A gente vai estudando item por item, rei por rei, então a gente precisa de vez em quando pegar essa ideia geral. Muitas vezes houve guerra, houve várias guerras, desde o primeiro rei, os primeiros dois reis, Jeroboão e Roboão, eles queriam fazer guerra, Deus mandou Roboão voltar e ele voltou.
Houve uma relação de guerra desde o primeiro até pouco tempo antes do fim, então houve muitas guerras entre os dois reinos, mas todo o tempo houve guerras? Não.
Houve um período, tem período que não fala nada assim nem sim nem não, mas houve um período especial em que não houve guerra, mas tinha uma outra coisa errada, que foi o tempo de Josafá, que ele fez uma aliança com a Cabe, rei de Israel, mas uma aliança que Deus não gostava, então você tem os dois extremos.
Você tinha guerras que Deus sempre era contra, não era para fazer guerra, a primeira vez que Roboão quis ir para a guerra, Deus mandou um profeta para Roboão e falou assim, você vai lutar contra seus irmãos? Vocês vão fazer guerra contra seus irmãos?
Gente, qualquer semelhança, olha para a história da igreja, a igreja é para fazer guerra contra as forças do mal, contra as forças que escravizam, contra a escravidão, contra a própria guerra no mundo, contra a fome, contra a miséria,
a igreja é para fazer guerra contra essas coisas, concordam comigo? Nós devemos estar, nós estamos em guerra, a igreja está em guerra até Jesus voltar e quando Jesus voltar vai ter uma grande guerra ainda com Jesus à frente ganhando.
Então a guerra é a história, a história nós é uma história de guerra, mas não deveria ser uma guerra entre nós, essa não é a guerra certa, na Bíblia nesse tempo você tem guerras em que Deus dava vitória contra os Moabitas, contra os Edomitas, contra a Babilônia, contra a Síria,
isso sim representa as forças do mal, representam as forças que vêm contra Deus, essa deveria ser a nossa guerra, mas a nossa guerra tem sido como naquele tempo entre os irmãos, entre as igrejas, entre o povo de Deus.
Então nós temos essas guerras durante os 200 anos de reino dividido, nós temos guerras por um lado e por outro lado tem alianças, mas Deus não quer guerra, claro que Deus quer aliança, mas nós vimos também que Josephá, ele era um homem de Deus,
ele não queria fazer guerra contra os irmãos, ele tinha atitudes certas, só que ele fez de um jeito errado, ele fez alianças políticas, então você tem guerra que é uma coisa errada, mas você também tem união política.
Então hoje, eu por exemplo, uma das coisas que eu mais anseio, que eu mais anelo que Deus faça na nossa geração é a união do povo de Deus, que Deus acabe com essas divisões, que Deus una seu povo, nós estamos, muitas pessoas estão empenhadas nisso, estão vendo, mas não é uma união política,
porque pode ser feita uma união, e até assim, até hoje, a palavra ecumênica é uma palavra mal vista pelos cristãos, porque muitas vezes representa uma união política, que não é uma união do jeito que Deus quer.
Então assim, todas as nações, todos os povos no início da Bíblia, em Gênesis 11, todos os povos que já estavam se multiplicando, até depois do dilúvio, todos quiseram se unir na Torre de Babel, e Deus não gostou daquela união,
Deus desceu e confundiu as línguas para que o povo não se unisse, porque Deus não queria aquela união, então Deus não é contra, muito pelo contrário, Deus quer a união da igreja, Deus quer a união da humanidade, mas não a união baseada em alianças que são contra Deus,
porque Josephá fez uma aliança com a Cabe e Jezebel que teve resultados terríveis, porque ele fez o filho dele se casar com uma filha de Jezebel e que se tornou uma influência maligna no governo e no reino de Judá.
Então, resumindo, nós temos 200 anos de reino dividido com guerras terríveis e com alianças terríveis. Então, o que é o certo? Como é que eu vou saber o que é o certo?
Exatamente como Ezequias está fazendo agora. O que que Ezequias está fazendo? Nós vamos começar a estudar isso, mas em linhas gerais, o que que Ezequias está fazendo? Ezequias manda mensageiros por todas as dez tribos chamando, não para uma aliança política,
não para uma coisa só para "vamos ficar juntos", mas não numa base em torno de Deus, voltando para Deus, porque a Cabe e Jezebel, eles não tinham nenhuma intenção de se aliar a Josephá para servir a Deus.
Eles queriam ajuda de Josephá para vencer as batalhas deles e para aumentar a influência. Então, é aquela coisa política de poder, de estar junto com um reino humano.
Então, o que que Ezequias falou assim? Ele não falou assim "gente, vocês estão na piora aí, voltem para cá, se submetam a mim como rei". Ele não estava procurando trazer o povo para o governo dele, ainda que o governo dele fosse um governo, ele era a pessoa certa, ele era descendente da Vi, ele era o indicado de Deus, mas ele não ficou chamando o povo para vir para o domínio dele.
Nós vamos ver a carta dele, mas eu só queria que vocês entendessem, 200 anos de divisão, guerras erradas, alianças erradas, mas agora estamos vendo como que se une o povo de Deus em torno da Páscoa, em torno do sacrifício de Jesus, em torno da pessoa de Jesus, que é o nosso ponto de união.
Então, outra vez, Ezequias, ele não precisaria ter se preocupado em mandar esses mensageiros para o resto de Israel. Ele era rei de Judá, durante 200 anos, o povo que servia a Deus em Judá, com o templo de Jerusalém, eles não, os nossos irmãos estão divididos.
É como hoje, nós estamos na nossa igrejinha, a gente não fica assim preocupado, mas, puxa, tem gente servindo a Deus em outras igrejas, e a gente precisava estar junto. A maioria da igreja não está preocupado com isso, nós não temos nos preocupado com a união, e realmente é uma coisa, a gente fala assim, mas como? Quem que vai unir a igreja? Como é que nós vamos nos unir? Como é que nós vamos estar juntos novamente, com as pessoas que realmente amam a Deus, principalmente quando você pensa de,
fortalezas, de divisões históricas, esse é o ano 2017, que estamos comemorando 500 anos da reforma, sendo a grande divisão entre protestantes e católicos, mas muita gente, no mundo inteiro, está preocupado em como nós podemos voltar, nós podemos curar essas divisões e estar juntos, juntos com os judeus messiânicos, juntos com católicos,
não com todos os judeus, não com todos os católicos, não com todos os batistas, não com todos, não é uma união política, essa é a aliança errada, a aliança política não é a aliança que Deus quer, a aliança que Deus quer, todos aqueles que amam a Deus, todos aqueles que se voltam para Deus, todos aqueles que anseiam por Deus, nós queremos estar juntos com eles.
Sim ou não? Nós queremos estar juntos, nós temos irmãos separados, nós temos pessoas que amam a Deus de paixão, "ah, mas eles têm doutrinas erradas, mas eu também tenho doutrinas erradas", mas nós precisamos estar juntos com aqueles que amam a Deus, porque nós fazemos parte do mesmo povo, nós somos chamados para ser o Israel de Deus, nós somos chamados para celebrar a Páscoa, quantas pessoas querem celebrar a Páscoa?
Nós temos encontros, conferências em que se unem pessoas dessas igrejas diferentes, mas como ainda não tem abertura, como essas coisas não foram resolvidas, na hora de tomar a ceia, os irmãos evangélicos tomam no lugar, na mesma conferência, tem uma sala para os irmãos evangélicos tomar a ceia e tem uma sala para os católicos celebrarem a missa, a eucaristia.
E todas as vezes as pessoas choram por causa disso, porque nós queremos celebrar a Páscoa juntos, nós queremos atender esse chamado de Deus, tem pessoas que amam a Deus, tem pessoas que são nossos irmãos, tem pessoas que têm dons e contribuições que a gente não tem.
Aqui no Brasil a gente nem conhece praticamente os ortodoxos, que é uma outra ramificação, é uma outra divisão que aconteceu mil anos atrás, mas tem pessoas ali, não estou falando sobre instituições, estou falando sobre pessoas, tem pessoas preciosas na igreja ortodoxa, tem pessoas, vocês têm visto as vezes nas notícias, os coptas no Egito, é uma ramificação da igreja ortodoxa,
então tem pessoas que estão dando a vida, então tem pessoas, irmãos nossos, que estão sendo martirizados por causa da sua fé, são irmãos nossos, mas nós não temos nenhuma relação, nós nem sabemos quem eles são, nós não temos união com eles, nós não estamos caminhando juntos.
Então, Ezequias, ele podia ter falado "eu sou rei de Judá, eu não tenho nada a ver com as dez tribos, eles que foram, eles que se separaram de nós, a gente sempre tem aquela, quando tem uma briga, desde irmãozinhos até coisas de pessoas maduras, a gente faz assim, mas está dividido porque ele que, ele que brigou comigo,
divisões da igreja, a gente fala assim, isso não é culpa minha, não fui eu que comecei a briga, todo mundo conhece as brigas de crianças, "meninos, por que vocês estão brigando?", e aí sempre um faz assim, mas ele que começou, ela que fez primeiro, ele que puxou o meu cabelo, ele que me xingou, então é sempre o outro.
Ezequias não precisaria ter falado "vamos convidar nossos irmãos", mas Ezequias quis chamar, ele quis chamar os irmãos divididos, ele quis chamar os irmãos separados, ele quis chamar, não para o reino dele, não para a autoridade dele, não para reconhecer, ele não faz assim "olha, vocês podem vir para Páscoa, mas primeiro vocês precisam se repender",
sim, precisavam se arrepender, mas a ideia que geralmente a gente tem é, primeiro precisam se arrepender da sua divisão histórica, daquilo que vocês fizeram há 200 anos, vocês precisam reconhecer que vocês nunca deviam ter se separado de nós, eu queria que vocês entendessem que não tinha nada disso.
Então no versículo, vamos voltar aqui, versículo 5, ordenaram que se fizesse pregão por todo Israel, desde Berséba até Dan, essa expressão é usada muitas vezes na Bíblia, porque Berséba é uma cidade que ficava no extremo sul, perto do Sinai, Berséba, e Dan ficava no extremo norte, então era assim, era como falar assim, do limite do norte até o limite do sul,
desde Berséba no sul até Dan no norte, para abranger todo o país, desde Berséba até Dan, para que viessem celebrar Páscoa ao Senhor Deus de Israel, não o Senhor Deus de Judá, mas o Senhor Deus de Israel, Israel é um só povo, Israel é o povo de Deus,
nós temos as nossas tradições, nós nos chamamos de protestantes, evangélicos, pentecostais, católicos, ortodoxos, nós temos esses outros nomes, mas o nome certo é Israel, o nome certo é igreja, o nome certo é aqueles que servem a Deus, nada assim de nomes particulares,
vamos celebrar ao Senhor Deus de Israel em Jerusalém, em Jerusalém, muitos não a tinham celebrado como está escrito, essa última frase do versículo 5, tem várias traduções, mas a ideia é, tem algumas traduções que falam, não a tinham celebrado há muito tempo,
e outras falam assim, tem umas que falam assim, eles não tinham celebrado em grandes números, porque como eu já disse, o jeito certo de celebrar Páscoa era de vir de todas as tribos para Jerusalém, todo mundo, não era assim, aqui tem uma igreja de 100 pessoas, nós vamos mandar um representante,
era para as 100 pessoas ir para Jerusalém, todo mundo, claro que pudesse, que envolvia uma viagem, mas todo mundo, era para todo mundo, então essa frase no versículo 5 tem essas duas coisas que eu coloquei aqui, não era celebrada há muito tempo,
há muito tempo essa Páscoa não era celebrada como Deus queria, e não era celebrada por todo Israel, então há muito tempo, nessa época aqui, pelo menos no tempo do pai de Ezequias, acaso, ele não celebrava Páscoa de jeito nenhum,
e mesmo antes disso, provavelmente eles eram muito misturados, uma hora estava servindo a Deus, mas nem registra se ele celebrava Páscoa ou não, mas a gente sabia assim, há muito tempo, não era celebrada, e não era celebrada por todo Israel,
então, muito tempo, e as pessoas assim, quando era celebrada, talvez, era celebrada por um grupo pequeno, eu não sei, eu fico lendo essas coisas e fico imaginando o que Deus quer fazer em termos de unidade na nossa geração,
e eu, como descrever, eu participo de conferências onde tem pessoas de diversas igrejas, não é uma tentativa de unir as igrejas, é simplesmente uma experiência de adorar a Deus, indiferente das nossas denominações, indiferente de tudo que, dos nomes, das separações, das doutrinas, adorar a Deus juntos,
só que, como existem regras eclesiásticas, e a ideia, justamente, não é ir contra, fazer com que as pessoas quebrem as regras que são impostas, então, existe essa separação na hora da ceia, e praticamente todas as vezes que é feita essa celebração separada,
as pessoas choram, mas é uma coisa saudável, na minha opinião, chorar pela divisão, claro que nós esperamos o dia em que não seja mais necessário chorar por celebrar separados, mas poder celebrar juntos, mas é um sintoma, é isso que está acontecendo na igreja hoje, essa é a condição da igreja,
mas o nosso anseio é, e eu fico imaginando, sei lá, num estádio, numa cidade, não sei se regional, se pensar em nacional, nem cabe nos estádios, mas, assim, eu fico pensando em celebrações desse tipo assim, da ceia do Senhor, que é essa Páscoa, que assim como pra eles, a Páscoa era a história do Egito, e pra nós continua sendo,
nós não somos povo diferente, nós somos um povo que está na linha histórica de Israel, então, pra nós a ceia do Senhor tem um sentido novo depois da morte de Jesus, mas o próprio Jesus fez tudo isso, a primeira ceia foi na Páscoa, então, ele fez questão de vincular essa ceia, que ele falou assim, façam isso todas as vezes que fizeram em memória de mim,
então, ele fez questão de vincular isso à celebração judaica da Páscoa, porque é a mesma coisa, assim como Deus fendeu os céus e desceu no Egito e tirou o povo dele da escravidão, Deus também fendeu os céus, mandou seu filho, seu filho se tornou homem,
esse Jesus assumiu toda a nossa escravidão, toda a nossa opressão, todos os nossos pecados, tomou o nosso lugar e nos tirou do Egito, nos tirou da escravidão, então, a Páscoa é o nosso momento de celebração e é aquilo que nos constitui como um povo em aliança com Deus,
para Deus não existia um povo em aliança com Ele que não estivesse tomando a Páscoa, não existia, para voltar a ter aliança com Deus, para voltar a afirmar a sua ligação com Deus quando eles passavam por esses momentos, por esse período de apostasia,
eles voltavam a celebrar a Páscoa, porque a Páscoa era a base, era o fundamento da sua fé, e nunca, nunca a gente chega a um ponto e fala assim, gente, Páscoa é para crianças, essa celebração é para quem não conhece, mas quem já madura na fé, a gente já passou para outro, não, não existe isso, nem na vida eterna, o livro de Apocalipse mostra o Cordeiro como tendo sido morto,
e é assim que nós vamos ver Jesus na eternidade, ou seja, nós vamos lembrar Dele como o Cordeiro que foi a nossa Páscoa, então, Ezequias poderia ter feito essa celebração só com a tribo de Judá, ele era rei de Judá, eu estou celebrando na minha igreja, eu não tenho que me preocupar com os outros, mas ele não pensou isso,
ele pensou, a casa de Deus foi restaurada, agora é hora de chamar todas as 12 tribos, nós vamos mandar mensageiros, se quiserem vir bem, se não quiserem, e foi o que aconteceu, ele mandou mensageiros, a gente vai passo por passo depois, mas ele mandou mensageiros por todas essas outras tribos, só vamos pular ali na frente e ver como é que eles foram,
versículo 10, os correios foram passando, correios, você entende o que está escrito aqui, correios, o correio não era uma carta, ele tinha uma carta escrita, mas o que era o correio que foi passando, eram pessoas, eram mensageiros, a carta, eles levavam a carta, mas eles liam a carta, eles falavam, eles proclamavam, então o correio que ia passando de cidade em cidade eram pessoas,
eram pessoas, os correios foram passando de cidade em cidade pela terra de Efraim, são as tribos do norte, Efraim, Manacéza, até Zebulon, Zebulon fica no norte, perto do mar de Galilei, mas ainda não é Dan, eu não sei se eles não chegaram até os confins das fronteiras de Israel,
mas até Zebulon, mas riram-se e zombaram deles, então eles foram fazer o convite, mas provavelmente a maioria não quis atender, não quis atender, mas, versículo 11, toda a vida, todavia, alguns de Azer, de Manacéza e de Zebulon se humilharam e vieram a Jerusalém,
então sempre é assim gente, sempre, entre nós, entre aqueles que vão ouvir, sempre é um remanescente, infelizmente não é todo mundo que atende a voz de Deus, a ideia sempre é, Deus começa com um grupo pequeno, esse grupo pequeno atende e Deus vai alcançando mais pessoas,
não é que a ideia é assim, não, só esses que atenderam e acabou, fechou a porta, não, mas a gente sabe que não são todas as pessoas que atendem a voz de Deus, bom, vamos começar a ler a carta, então ele mandou esses mensageiros com uma carta para as outras tribos e vamos ver o que ele escreveu nessa carta,
então voltando para o versículo 6, foram os correios com as cartas do rei e de seus príncipes por todo Israel e Judá, então eram os dois reinos, por todo Israel e Judá, segundo a ordem do rei, uma coisa assim muito enfatizada em toda essa história é
Ezequias, ele, como eu já expliquei, ele não estava agindo sozinho, ele tinha o conselho, ele tinha os representantes de toda a congregação, então ele estava trabalhando em conjunto, mas o rei, ele é totalmente envolvido, o rei Ezequias, ele não fica assim só, gente, faça acontecer, sacerdotes, sei lá, entrega para alguém, não, em todo o processo ele tinha ajuda dos sacerdotes, tinha os mensageiros,
tinha todo o povo que estava trabalhando para esse fim, mas não era uma coisa assim que ele simplesmente deixava para lá, ele envolvia, ele se envolvia, ele estava junto na adoração, no sacrifício, assim, toda a história, se você prestar muita atenção, faz muita menção no capítulo 29, agora no capítulo 30, faz muita menção do rei Ezequias,
e ele estava sempre presente, sempre querendo que, assim, ele tinha essa ligação, esse envolvimento direto com o que estava acontecendo ali, então ele tinha, ele era um líder presente, ele era um líder envolvido, ele era um líder que estava junto com todo o processo,
então, por todo Israel, seguiu na ordem do rei dizendo, então agora vamos ler, eu vou ler inteirinho essa carta, provavelmente não vamos conseguir falar sobre todos os aspectos, mas a gente quer pelo menos ver algumas coisas aqui, filhos de Israel, a carta então, quando fala Israel a gente sempre fica meio em dúvida, porque o reino das dez tribos era chamado Israel, mas também toda a nação era Israel, então, às vezes quando fala Israel você não sabe se ele está,
se referindo às dez tribos separadas, ou se ele está dizendo, filhos de Israel, como todo mundo, mas a carta, ela é mais dirigida para as dez tribos, como vocês vão ver pelo conteúdo da carta, filhos de Israel, voltae-vos ao senhor Deus de Abraão, de Isaac e de Israel, como é que chamava os três patriarcas, Abraão, Isaac e Jacó ou Israel,
Jacó teve o nome mudado para Israel, então ele chama o Deus de Abraão, Isaac e de Israel, para que ele se volte para o restante de vós que escaparam das mãos dos reis da Síria, por isso que quando você lê isso aqui, você precisa entender esse fato histórico que eu acabei de falar,
a nação, o reino, as dez tribos como nação, elas ainda existem, nesse momento da carta tem o rei, tem a nação, só que já tinha sido levada uma leva para a Síria, então uma boa parte, não sei números, proporções, mas já tinha sido levada, por isso que está falando,
para que ele se volte para o restante de vós, por que ele falou o restante? Porque alguns já tinham ido para o cativeiro, então que vocês voltem para Deus, a carta começa assim, voltem-se para Deus para que ele se volte a vocês,
e quem são vocês? São o restante, porque já tinha ido embora, uma boa parte, então vocês que escaparam das mãos dos reis da Síria, não sejais como vossos pais e como vossos irmãos, que foram infieis para com o Senhor Deus e seus pais, pelo que os entregou a desolação, como estáis vendo.
Não endureçais a vossa serviz como vossos pais, submetei-vos ao Senhor e vinde ao santuário que Ele consagrou para sempre, e servi ao Senhor vosso Deus, para que o ardor da sua ira se desvie de vós.
Se vos converterdes ao Senhor, então vossos irmãos e vossos filhos acharão misericórdia perante os que os levaram cativos. Então ele está falando para os que ainda estão na terra, e ele está dizendo, se vocês se arrependerem, se voltarem a Deus,
Deus pode ter misericórdia de seus irmãos e até seus filhos, porque tinha ido muita gente, então podia ser parente de todos eles, então Deus vai ter, se vocês se arrependerem, Deus terá misericórdia de seus irmãos e de seus filhos que estão na terra do cativeiro, e voltarão a essa terra.
Eles acharão misericórdia perante os que os levaram cativos, e voltarão a essa terra, pois o Senhor vosso Deus é piedoso e misericordioso, não desviará de vós o seu rosto, se vos voltades a Ele.
Eu vou falar primeiro, eu vou chamar a atenção de vocês aos verbos, aos imperativos, essa é uma carta, e ele está pedindo que o povo corresponda a Deus fazendo uma porção de coisas, então vamos levantar todos os verbos que ele fala aqui,
e obviamente o que mais repete acho que umas quatro vezes é o verbo voltar, então primeira ordem, primeiro verbo, o que vocês devem fazer? Voltar, voltar para Deus, não aqui inicialmente não nem está falando sobre voltar geograficamente para outro lugar, não, vocês precisam se voltar, vocês precisam voltar para Deus.
Que palavra que a gente usa para indicar voltar? Você está andando numa direção e você vira e volta na outra direção, qual o verbo que a gente usa para expressar essa mudança?
Conversão, inclusive algumas traduções no versículo 9 falam se vos converteres ao Senhor, mas essa palavra converter até algumas traduções tem como voltar, é a mesma palavra que usou no versículo 6, volta-vos ao Senhor, é a palavra converter, outra palavra que nós usamos bastante é arrepender-se, arrepender-se é mudar.
Então, converter, voltar é um coração que se afastou de Deus, é uma vida que se afastou de Deus, voltem, voltem, então essa foi a palavra, é a primeira e a mais enfatizada, fala no início, no versículo 6 e no versículo 9, no início e no fim, ele fala de voltar e outra coisa sobre esse verbo voltar,
ele fala, se vocês voltarem, Deus vai se voltar e Deus se arrepende, como que Deus vai voltar para quê? Deus falou que ia trazer juízo, como aconteceu em Ninive quando o Jonas foi lá,
ele pediu, ele conclamou o povo para se arrepender, o povo se arrependeu e Deus se arrependeu de mandar, porque o Jonas foi falando assim, 40 dias e Deus vai acabar com essa cidade, aí passou 40 dias e a cidade não acabou e o Jonas ficou bravo.
Então, essa história, a gente volta a ela porque é bem engraçado, o cara saiu, ele teve o melhor resultado de qualquer evangelista, qual evangelista nos nossos tempos ou na história foi pregar para uma cidade e a cidade inteira se voltou para Deus, ele tinha que estar pulando de alegria.
E ele falou assim, Deus, eu falei que o senhor ia acabar com essa cidade e passou 40 dias e o senhor não acabou nada, ele ficou bravo com Deus, mas o resultado da pregação dele foi fantástica.
Então, quando nós nos voltamos para Deus, Deus se volta para nós, ok? É muito simples, muito simples. Mas, Deus não está cuidando de nós, Deus não está, eu posso dizer que Deus não está voltado para nós, é só começar a olhar.
Nós vamos fazer esse paralelo, mas assim, é sempre muito importante, a gente sempre quer fazer uma aplicação no nosso tempo, na maior parte da história, a aplicação de Israel como nação é sempre um pouco complicado para nós hoje, porque hoje Deus não fala com o Brasil como ele falava com Israel, tá certo?
Por que? Porque o Brasil não é uma nação, nem os Estados Unidos, nem Inglaterra, nem Alemanha, nenhum desses países, nenhum país no mundo é um país separado por Deus em que todo o povo é descendente de Abraão e faz parte de um plano especial de Deus, não tem nenhuma nação assim como tinha nessa época.
Então, quando você pensa, Israel se volta para Deus, Deus se volta para Israel e aí Deus tira toda essa situação, que situação que ele fala no versículo 7, no final do versículo 7, ele fala assim, pelo que?
Deus entregou a desolação, como estáis vendo, Israel estava passando nessa época que ele está falando com eles, tinha acontecido, só faltava mais uma partezinha do juízo de Deus, Deus já tinha julgado Israel, a Síria já tinha vindo, já tinha vencido, eles estavam passando por situações muito complicadas,
a economia, começa a pensar na nossa situação hoje, a economia estava ruim, o governo estava ruim, eles estavam sendo derrotados, tudo estava indo de mal a pior, então a situação estava terrível e Deus falou, se vocês se voltarem para mim, eu me voltarei a vocês e eu vou mudar a sua sorte.
Então a gente entende, primeiro ponto, que é o mais importante de todos, aí a gente precisa só fazer uma distinção entre aquela época e agora, mas o princípio geral é o seguinte, quando as coisas vão mal, na política, na economia, no tempo, não chove, não tem a bênção de Deus, que mais?
Em todos os aspectos da vida, da sociedade, da vida nacional, quando as coisas vão mal, a gente aponta uma porção de causas, tá mal porque tal político é ruim, tá mal porque a situação global, a economia do mundo vai mal,
tá mal porque assim, mas a bíblia mostra que a causa das coisas irem mal é a gente não estar voltado para Deus, a bíblia fala assim, é muito simples, claro que tem esses efeitos, tem causa imediata, você pode estudar economia, você pode estudar política, você pode estudar todas as coisas que afetam a direção e o bem-estar do mundo,
mas a causa fundamental de todos os males é nós não estarmos voltados para Deus, quando nós, essa regra, Deus deixou muito claro, com Moisés, depois com Salomão, isso foi sempre muito claro, se vocês me servirem, vocês serão abençoados no campo, vocês terão chuvas, vocês vão prosperar, tudo vai bem,
então ele sempre colocou a relação entre servir a Deus, ser fiel a Deus e as coisas irem bem em todos os outros campos, então esse é o ponto principal, agora vamos relacionar, mas o Brasil não é Israel, então como que fica isso?
Hoje, Israel, Deus tem um propósito com Israel natural, mas Deus está trabalhando hoje com o povo que existe em todas as nações do mundo, que é a igreja, quando a igreja, em tempos normais, você tem períodos da história em que não está acontecendo um fato escatológico,
escatológico é uma palavra complicada que significa, tem a ver com o final do propósito de Deus, que é a vinda de Cristo, o estabelecimento do reino de Deus, então quando a história está num momento normal, mesmo que o Brasil não seja Israel, quando a igreja serve a Deus, Deus abençoa a nação também,
então quando a igreja, só essa relação simples que eu queria que vocês entendessem, quando a igreja fica como todas as outras pessoas nas redes sociais, nas conversas, nas pregações, nos livros, quando a igreja tem o mesmo discurso que o mundo tem,
de ódio político, de apontar causas, de ficar brigando, nós estamos falando sobre a causa errada, porque Deus é soberano na história e mesmo que você tenha o partido certo, mesmo que você tenha o político certo,
mesmo que você tenha os economistas certos, mesmo que tudo seja favorável no sentido global, mundial, de economia etc etc, mesmo que tudo isso seja tudo de acordo, se nós não estivermos com os nossos corações voltados para Deus,
Deus não vai nos abençoar, porque é uma das maneiras que ele tem de chamar nossa atenção, então a primeira causa de todos os males que tem no mundo é a igreja, mesmo antes de você falar, mas a sociedade está perversa,
mas nas universidades, mas na mídia, mas não sei o que, eles estão contra Deus, sim, isso é um fator importante na sociedade, mas o problema fundamental também é a igreja, porque a igreja pode ser uma bênção para a nação onde ela está.
Agora só para finalizar esse quadro, não sei se vocês conseguem colocar todos esses fatores para entender, existem momentos, e eu penso que nós estamos entrando numa época dessas, existe bíblicamente, já existiram outros períodos assim,
em que ainda que tenha um povo buscando a Deus, as coisas no mundo vão piorar, essa é a descrição escatológica do fim dos tempos, no fim dos tempos vai ficar ruim politicamente, economicamente, ecologicamente, em todos os sentidos,
mesmo tendo, e a bíblia promete, que vai ter uma igreja forte, brilhando, servindo a Deus, por quê? Porque as coisas estão caminhando para um grande confronto final, então me entendo, voltando-se para colocar isso no contexto,
em tempos que não estão chegando no fim escatológico, se a igreja está buscando a Deus, Deus muitas vezes, isso já aconteceu em muitas épocas na história, você pode fazer uma ligação muito forte entre uma igreja que estava buscando a Deus e a bênção de Deus sobre a nação como todo.
Então, mesmo que a nação não seja uma nação como Israel, não tenha reis, não tenha presidentes, não tenha governantes que são seguidores de Jesus, quando a igreja está no seu lugar certo, a igreja é uma causa de bênção para a nação.
Então, quando nós olhamos para a situação no Brasil, a primeira coisa que a igreja tem que fazer é "Deus, nós precisamos nos voltar a Ti, nós precisamos nos arrepender, nós precisamos estar na posição certa".
Agora, quando chegar o ponto, o período final, a igreja vai ficar mais e mais voltada para Deus, mais e mais cheia de Deus e o mundo vai ficar pior porque vai haver um grande confronto final.
Então, isso é mais ou menos só para a gente ter uma certa visão da influência da igreja no mundo e das verdadeiras causas do mal, ok? Então, só vou, nosso tempo está acabando, só vou então falar dos outros verbos que nós temos nessa carta, ok?
Então, o primeiro verbo é "voltar" e a gente parou para explicar que se nós voltarmos para Deus, se nós nos voltarmos para Deus, Deus se volta para nós.
Por isso que eu estou falando assim, se a igreja está buscando a Deus como deve, normalmente, a não ser nesses momentos catológicos, normalmente a igreja buscando a Deus, Deus vai visitar a nação toda, Deus vai abençoar a nação toda, ok?
Quais são os outros verbos? Tem verbos, assim, positivos, assim, "voltem" e tem verbos negativos. Então, nós temos "não sejam infieis", versículo 7, "não sejam infieis". Então, "voltem para Deus", primeiro, "não sejam infieis".
Segundo, terceiro, "não endureçam a sua serviço". Alguém sabe o que é endurecer a serviço? Alguém já teve pescoço duro?
O que que Deus quer? Deus quer nos guiar como um cavalo, é guiado pelo freio na boca, Deus quer que, só uma puxadinha, alguém que já andou a cavalo e sabe, tem cavalos, tem mulas que são muito obstinados, você vai puxando, ele não vai.
Aí tem, assim, os cavalos que são bem domesticados, bem treinados, assim, é só uma puxadinha, é de leve, né? Porque o freio, inclusive, machuca. Então, quem sabe mexer com isso, lembra, assim, que lá onde morei em Goiás, assim, eles falavam, assim, "não precisa ficar puxando com força, que isso machuca, só um toquezinho, ele entende se é um animal treinado, domesticado, só uma puxadinha, só um toque do lado direito,
ele já entende que é pra virar". Então, a serviz dura é, Deus quer mudar a nossa direção, mas a gente não muda, a gente é obstinado, né? É muito forte isso, né? Ele sempre, ele fala muitas vezes que o povo de Deus, o povo de Israel, era um povo de dura serviz.
Então, essa era a quarta, a terceira, né? A quarta é, "submetei-vos, submetam-se ao Senhor". Número 5, "vinde ao santuário, venham para Jerusalém, venham para a casa de Deus".
Um, dois, três, quatro, cinco, agora seis, "servam ao Senhor", "servi ao Senhor vosso Deus", "servam", "servi" é adorar, é estar à disposição de Deus, né?
"Celebrar as festas, sirvam ao Senhor", e depois ele fala de novo sobre voltar, né? No versículo 9. Então, são essas as ordens que Deus, que foram dadas através dessa carta.
Porque nós vamos parar aqui, então, e ainda temos algumas coisas mais para ver nessa carta, mas era uma exortação, uma exortação forte para chamar o povo das dez tribos de volta para o Senhor, e envolvia todas essas coisas, né?
Vamos colocar nosso coração diante de Deus. Nós temos muitas passagens, nós temos Joel 2, que fala sobre fazer uma assembleia solene, chamar o povo de volta.
Se a igreja, se nós, como igreja, se a gente não percebe que estamos distantes de Deus, se a gente não percebe que, como eu falei assim, será que Deus está voltado para nós?
Será que o rosto dele está brilhando sobre nós? Eu penso que não. Claro que tem muitos sinais da bênção de Deus, Deus tem guiado, mas eu estou falando coletivamente, estou falando sobre a igreja.
Será que Deus está abençoando, guiando? Será que a presença dele está entre nós? Será que o reino de Deus está sendo visto através de nós? Então, eu vejo que não, mas se a igreja não reconhece isso, quem que vai se voltar para Deus?
Primeiro ponto é a gente entender realmente a nossa situação, a situação do país, a situação da igreja, pensando no quadro maior, a situação geral.
Ah, mas no meu grupo, na minha vida, na minha família, as coisas vão bem. Tudo isso aí a gente precisa avaliar. Será que vai bem como Deus realmente quer?
Será que Deus realmente está agindo, andando entre nós? Então, se a gente percebe que Deus não está se movendo, que Deus não está se manifestando, Deus não está abençoando.
Se a gente percebe, assim como é fácil perceber que as coisas vão mal na política, na economia, será que a gente consegue ver que as coisas vão mal entre nós como igreja? Estamos divididos, estamos cheios de nossos próprios reinos, nossas próprias estratégias e planos.
Então, essa volta a Deus, eu não sei como isso vai acontecer, nem no meu coração, mas a minha oração é, Deus, que haja ajuntamentos do povo de Deus antes que possamos chegar a esse ajuntamento de celebrar a ceia juntos.
De poder realmente ter uma grande celebração da Páscoa, da ceia como Deus quer, tem que haver um movimento, como Ele estava chamando o povo para vir para Jerusalém, mas esse vir para Jerusalém envolvia tudo isso que está na carta.
Voltar para Deus, se submeter, ser fiel a Ele, servir, ir para Jerusalém, que significa ir para o centro, ir para onde Jesus está no nosso meio.
Senhor Deus, nós te agradecemos, Senhor, porque Tua Palavra é clara, Tua Palavra tem todas essas exortações, tem tudo isso que aquece o nosso coração, de vontade de ver o Senhor agindo outra vez.
Essa celebração da Páscoa que é relatada nesse capítulo, que coisa maravilhosa que chegou nesse ponto, mas houve uma preparação, houve um chamado, houve uma convocação.
Senhor, chama-nos hoje também, chama a Tua Igreja, chama, ó Deus, a nós, Senhor, nós precisamos ouvir esse chamado, ó Deus, que o Senhor faça com que isso alcance essas pessoas mais distantes, lá naquelas tribos, distantes de Jerusalém.
Mas que, ó Deus, que essas pessoas possam ouvir, que essas pessoas possam também ser tocadas por Ti, Senhor, que haja um grande fluxo de pessoas voltando para Jerusalém, voltando para o centro, voltando, ó Deus, para adorar a Ti, Senhor, e para ser povo Teu como o Senhor deseja.
Esse é o nosso anseio. Senhor, oramos não só por nós, mas oramos por toda a Tua Igreja, Senhor, em nome de Jesus, Senhor. Amém.
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