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20/08/17 – Necessidade de recursos para o sacerdócio
2 Crônicas 31
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Transcrição
Então, continuando, em II Crônicas 31 temos falado bastante nas últimas aulas sobre a restauração da ordem,
das ordens e dos princípios dos sacerdotes, o que isso significa, como que seria essa ordem sacerdotal no nosso tempo,
como que seria essa aplicação. Então, nós estamos, vou recomeçar no versículo 3, II Crônicas 31.3,
que depois que ele estabeleceu as turmas, cada um de acordo com seus deveres, no versículo 2,
esse aspecto da contribuição é o que nós vamos começar a falar hoje, a gente mencionou isso,
e na verdade, esse capítulo, a maior parte do capítulo fala das ordens, fala da restauração de cada um na sua função,
mas o assunto principal desse capítulo é a restauração também das contribuições.
Então, vamos ver aqui, no versículo 3 fala assim, "o rei contribuiu da sua própria fazenda para os holocaustos da manhã e da tarde,
para os holocaustos dos sábados, para as luas novas, para as festividades, como está escrito na lei do Senhor".
Porque é uma coisa você dizer assim, olha, nós vamos voltar a oferecer os sacrifícios, nós vamos ter tudo como foi ordenado,
mas como, quem que vai bancar, como é que nós vamos ter os animais, os sacrifícios eram animais,
na verdade, era a riqueza deles naquela época, era quase que o dinheiro deles eram os rebanhos, eram os animais,
então, de onde que viriam todos esses animais, e aqui, no versículo 3, está dizendo, o próprio rei contribuiu,
então, da sua possesão, dos seus rebanhos, ele já ia garantir que todos os animais dos sacrifícios diários,
dos sacrifícios aos sábados, das luas novas, em todas as épocas certas, esses sacrifícios viriam das propriedades do rei.
E depois, no versículo 4, "Além disso, ordenou ao povo, aos moradores de Jerusalém, que desse a parte dos sacerdotes e dos levitas,
para que pudessem dedicar-se à lei do Senhor".
Então, em primeiro lugar, o rei iria oferecer, iria providenciar das propriedades dele, os animais necessários para fazer os sacrifícios,
mas tinha um outro problema, um outro aspecto, para manter todo o serviço, todas as coisas que Deus tinha ordenado para sua casa,
tinha que ter os animais, tinha que ter os animais para serem oferecidos, mas também os sacerdotes precisariam também ser sustentados.
Então, nós temos essas duas áreas e no versículo 3, o rei estava providenciando os animais,
mas precisaria também ter o sustento dos sacerdotes e dos levitas para que eles pudessem, no versículo 4, fala para que pudessem dedicar-se à lei do Senhor,
mas também a todos os serviços da casa de Deus.
Nós falamos sobre cada aspecto do serviço deles, agora, o ponto a ser resolvido, como eu falei assim, que é o assunto desse capítulo,
é como que eles são sustentados.
E isso era, eu não vou reler, mas lá nos livros de Moisés tem toda a provisão, como é que os sacerdotes seriam mantidos,
como é que os levitas seriam mantidos, e era através de todo um sistema de, tinham os dismos, tinha ofertas a cada três anos,
tinha os primogênticos, tinha várias coisas, eu tenho falado várias vezes que hoje nós nos baseamos mais no Velho Testamento para ensinar o dismo na igreja.
Isso não é um princípio que começou no Novo Testamento, e o Novo Testamento, na verdade, nem faz muita menção do dismo em si.
O Novo Testamento fala de ofertas, confirma que é para a gente doar ao Senhor, para a gente doar para a causa do Senhor,
mas todo o sistema que existia era do Velho Testamento, tanto é que algumas pessoas até falam assim, na Nova Aliança não tem esse negócio de dismo,
porque realmente os livros do Novo Testamento não enfatizam, não tem esse ensinamento como algo específico da Nova Aliança.
Mas tudo isso vem do Velho, e se nós formos nos basear no Velho, como as igrejas normalmente se baseiam, porque é assim que funcionam, todas as igrejas funcionam com ofertas, com dismos,
se nós formos nos basear no Velho Testamento, o povo naquela época, quando eles andavam na lei do Senhor, que não era sempre, mas quando eles faziam o que era certo,
o dismo era uma das contribuições, não era a única, e algumas pessoas já fizeram cálculos que se fosse dar tudo que Deus fala na lei, daria vinte e tantos por cento, trinta por cento, alguma coisa assim, no Antigo Testamento.
Como na Nova Aliança é superior à Velha, então o princípio é sempre assim de que na Nova Aliança não fala de dismo, porque nossa vida toda pertence ao Senhor,
e nós podemos, de acordo com o que Deus coloca no nosso coração, nós podemos até dar muito mais do que no Velho.
Mas vamos ver aqui, então, como é que funcionava isso, a primeira coisa, bom, vamos ler um pouquinho mais adiante para ver o que aconteceu.
Versículo 5, "Logo que essa ordem foi promulgada, os filhos de Israel trouxeram em abundância as primícias", olha, aqui mesmo já te dá uma ideia de que não era, o dismo não era a única contribuição,
eles trouxeram em abundância as primícias, então quando eles colhiam qualquer tipo de colheto, de grão, tinha trigo, tinha as uvas, mosto, aquilo que vinha das videiras, azeite,
as oliveiras, mel e todo o produto do campo, então eles não calculavam só o dismo, eles calculavam sim as primícias, eu não sei como é que eles faziam,
mas a primeira parte daquilo que era colhido, era oferecido ao Senhor, então eles traziam as primícias e trouxeram também em abundância o dismo de tudo,
então aqui a gente já percebe, versículo 6 continua falando "os filhos de Israel de Judá que habitavam na cidade de Judá também trouxeram o dismo das vacas, das ovelhas,
o dismo das coisas consagradas ao Senhor seu Deus e fizeram muitos montões", então como naquele tempo não tinha dinheiro, tinha dinheiro, eles tinham prata, tinham ouro que eles usavam também,
mas eles tinham, eles negociavam, o que eles davam ao Senhor era muito mais em espécie do que em dinheiro, então eles foram trazendo esses produtos das lavouras e foram fazendo montões daquilo que eles traziam,
fizeram muitos montões, versículo 7 "no terceiro mês começaram a fazer os primeiros montões" porque o terceiro mês é o começo das colhetas,
terceiro mês começaram a fazer os primeiros montões e no sétimo mês acabaram, o ano agrícola daquela região eles colhiam algumas coisas a partir do terceiro mês,
que era a festa de Pentecoste, já era uma festa de colhetas e até o sétimo mês quando tinha festa de Tabernáculos que era a colheta final que tinha mais a ver com uvas, com vinho e com azeite.
Versículo 8 "vindo Ezequias e os príncipes e vendo aqueles montões, bendisseram ao Senhor e ao seu povo Israel, perguntou Ezequias aos sacerdotes e aos levitas acerca daqueles montões"
Primeiro eles ficaram muito contentes e abençoaram, bendisseram o povo, mas depois eles começaram assim "poxa, mas de onde que veio tanta coisa assim?" porque que eles perguntaram, porque que eles queriam saber de onde que tinha tanta coisa?
Porque essas ofertas, essa entrega das primícias, dos dismos era para sustentar os sacerdotes e os levitas, então se aquilo que eles estavam trazendo ia para o sustento dos sacerdotes e dos levitas não era para ter montões,
era para entrar e já sair para aquilo que eles iam usar para o seu sustento, mas tinham montões, então primeiro eles falavam "poxa, que bênção!"
Mas aí eles foram perguntar, mas por que que tem tanta coisa aqui? Por que que está ajuntando, acumulando e ficando aqui? Se alguém conhece um pouco de, eu sempre lembro assim dos anos que a gente morava em Goiás, e o governo construiu um silo, um galpão enorme
para armazenar milho e arroz, coisas que produzia na época, e depois, como muitas coisas do governo que acabam acontecendo isso, foram falar assim "esse monte de arroz, não sei se arroz e milho, se as duas coisas, mas tem muita coisa estragando lá,
então se você deixa grãos amontoados, muito tempo vai estragar". Então eles foram perguntar, versículo 9, foram perguntar a Ezequias, aos sacerdotes e aos levitas acerca daqueles montões,
e às Arias, o sumo sacerdote da casa de Zadoch respondeu-lhe "desde que o povo começou a trazer suas ofertas, a casa do Senhor tem havido o que comer e de que se fartar"
Você pode comer, mas depois tem o excesso, tem o que você come que você não precisa. "Tem o que comer, tem o que se fartar, e ainda a sobra em abundância, porque o Senhor abençoou o seu povo e sobrou esta grande quantidade".
Então, por isso que ele estava perguntando, vocês estão usando? Por que está sobrando aqui? Por que ficou aqui? E o resto do capítulo ele vai explicar, tem muitos detalhes que para nós não são tão, não é tão fácil a gente entender,
não é muito fácil a gente aplicar, porque eram situações que eles tinham, mas basicamente o resto do capítulo ele vai falar sobre a administração daqueles recursos, que eles precisavam ter locais,
precisavam ter salas, precisavam ter galpões, lugares para colocar essa sobra e precisava administrar. Então, só coloquei aqui para a gente poder visualizar e entender.
E esse princípio, porque tem outros lugares nas escrituras que fala mais especificamente de ofertas, tem duas épocas especiais na história do Velho Testamento em que o povo dava ofertas
e que conta que o povo dava até mais do que precisava e que tinha abundância, mas é um pouquinho diferente desse momento aqui. Essa ocasião aqui com a Ezequias é um relato praticamente único,
nesse sentido de que as outras duas épocas em que as escrituras contam especificamente de ofertas e de como o povo dava e de como sobrava foram épocas especiais.
A primeira, no livro de Êxodo, quando eles foram fazer, de acordo com as direções de Deus, quando foram fazer o tabernáculo, então tinha que fazer um tabernáculo, aí Moisés chamou o povo para ofertar, olha, um povo escravo,
tinha ficado gerações escravos no Egito e estava no deserto. O que esse povo tinha para ofertar? E as coisas que tinha são coisas até que a gente pensa, de onde eles tiraram essas coisas?
Porque, como eu falei, um povo que tinha sido durante gerações escravos no Egito, trabalhando sem receber nenhuma remuneração, como é que eles tinham acumulado coisas?
Eles tinham que levar tecidos, tinham que levar ouro, tinha que levar madeira, tinha que levar uma porção de materiais para fazer o tabernáculo, de onde que eles tinham isso?
E a explicação é que, como na noite da Páscoa, quando Deus falou assim, amanhã vou libertar, vai ter a morte dos primogênitos, vocês não sofreram nada por causa do sangue do cordeiro,
e nós vamos sair no meio da noite, vocês têm que estar todos prontos, todos vestidos, todos com cajado na mão, porque na hora que der a ordem para sair, nós vamos sair e não vai dar tempo de fazer a mala.
Então, eles tinham que estar prontos para partir. E a ordem de Deus é "pegue cada um, com seu vizinho, coisas emprestadas".
E até assim, não vou entrar no mérito da questão, porque eram coisas emprestadas que não seriam devolvidas.
Então, eles iam sair do Egito, mas, como alguém disse, sim, eram os salários atrasados de gerações e gerações. Eles foram pegar aquilo que há muitas gerações eles não tinham recebido.
Então, eles pegaram muitas coisas emprestadas dos egípcios e, às vezes, tinham vasos, tinham coisas feitas de ouro, então, ali, para fazer o tabernáculo, eles fundiam aquelas coisas que eles tinham, até brincos e jóias, coisas assim, eles usavam para fazer o tabernáculo.
Então, essa foi uma das ocasiões, e falar que o povo deu e até começou a sobrar.
A outra época, que é bem paralela, foi no tempo do rei Davi, em que ele estava preparando.
Deus não permitiu que o próprio Davi construísse o templo, mas ele preparou todas as coisas, talvez depois a gente até leia essa passagem, em I Cr. 29, que fala como Davi também fez para levantar uma oferta para fazer o templo.
Aí sim, eles já estavam na terra, eles tinham possessões e também o povo deu com abundância.
Mas essas duas épocas eram para construir, era uma oferta especial, era algo que não ia se repetir.
Agora, aqui nós estamos falando sobre uma época e uma restauração daquilo que deveria ser prática normal.
Então, uma oferta para construir um tabernáculo ou para construir o templo era uma oferta especial, era uma coisa que não ia se repetir.
Mas isso que nós estamos vendo com Ezequias e essa ideia que nós temos aqui é que não só Ezequias estava sendo usado para trazer um avivamento, um retorno, um momento de celebração, mas ele estava instituindo uma ordem para continuar.
A ideia de sustentabilidade, que aquilo que ele estava restaurando seria uma ordem para ser mantida.
Então, vamos só ver aqui, eu até pensei em colocar, mas depois vou fazer, não vou colocar fórmula porque Deus não gosta de fórmulas.
Mas se você quiser, é quase como se fosse uma fórmula para ter abundância na casa de Deus.
Como que nós podemos fazer para ter abundância na casa de Deus?
Nessa época, o povo estava próspero, não dá para ter uma ideia de que eles estavam na terra, eles tinham as suas atividades, mas a ideia que nós temos nesse momento não foi na época do rei Salomão,
que tinha um império grande, que tinha muita riqueza entrando na terra, nós não temos uma ideia de que o povo nessa época fosse especialmente próspero.
Então, é bem interessante isso porque quando, em qualquer momento, em qualquer época, nós podemos ter abundância na casa de Deus, abundância para aquilo que Deus deseja.
Então, o primeiro ponto aqui é o mais importante.
Quando você pensa, quando algum líder pensa, vou levantar uma oferta, mas o povo não dá, as coisas não acontecem, às vezes eu acompanho vários movimentos de missões,
pessoas procurando levantar recursos para fazer uma obra de Deus, infelizmente nós temos muita coisa também na igreja, falando de maneira geral, que não é uma coisa tão importante para a causa de Deus.
Nós temos muitos e muitos exemplos de construções, só para usar um exemplo como se fosse uma coisa sintomática, uma coisa para representar, uma coisa mais extrema.
Mas todos sabem que a Igreja Universal tem um templo em São Paulo que se chama Templo de Salomão.
Então, imaginem a quantidade de recursos.
Agora, eu não estou aqui para criticar a Igreja Universal porque, assim como a gente costuma fazer com movimentos grandes, todos os movimentos pequenos, em proporção menor, fazem mais ou menos igual.
Então, isso não é um problema exclusivo de uma determinada igreja.
Mas nós temos isso por toda parte no Brasil, em outros países sim, que os movimentos, as igrejas, as denominações levantam muitos recursos e às vezes precisa ficar insistindo e ameaçando e falando sim de castigos de Deus para conseguir levantar recursos.
O que eu quero mostrar, até nesses três exemplos que eu citei, existem alguns outros no Velho Testamento, não havia necessidade, mesmo quando, como eu falei, quando o povo estava no deserto, eles não tinham muita coisa.
Mas chama as pessoas, o povo de Deus, para contribuir para algo que realmente é a causa de Deus, é a casa de Deus, o povo corresponde a isso porque o próprio Deus colabora, o próprio Deus está interessado nisso.
Então, quando nós temos algo que é feito no centro da vontade de Deus, nós temos recursos. Um missionário muito famoso do século XIX para a China, Hudson Taylor, ele dizia assim que quando você faz, eu não vou lembrar das palavras exatas,
mas eu tenho uma frase assim bastante citada que é quando você faz a obra de Deus com a direção de Deus de acordo com o plano de Deus, seguindo as ordens dele, você sempre terá os recursos necessários.
O que faz a gente questionar se nós não temos recursos, se o povo não quer dar, se você abre uma oportunidade e fala assim, olha, tem essa causa, tem essa missão, tem algo que precisamos ajudar.
Se não tem uma resposta, se os recursos não aparecem, tem alguma coisa errada, no mínimo se talvez a causa não esteja errada, mas nós precisamos no mínimo orar e buscar de Deus.
Por que que não tem? Então a primeira coisa é restauração da ordem de Deus na casa de Deus.
Se nós estamos realmente fazendo o que Deus mandou fazer, Ezequias não teve que ficar insistindo pelo que a gente lê aqui, foi algo que aconteceu muito espontaneamente, ele ficou surpreso.
Ezequias foi lá ver os montões, aquilo que o povo estava dando e ele ficou surpreso, ele achou que não ia vir tanto recurso, ele achou que viria talvez o necessário para os sacerdotes comerem, ter sustento, mas não nessa proporção.
Então quando nós fazemos as coisas para restaurar a casa de Deus do jeito que Deus quer, se nós realmente estamos restaurando a casa de Deus e não um pedaço, uma parte, porque quantas e quantas coisas nós todos somos sujeitos a isso,
eu começo uma obra que eu acho que Deus que me mostrou, que eu acho que Deus quer e eu penso que é a causa de Deus, mas talvez Deus não ordenou aquilo.
E talvez a minha obra não seja a obra de Deus, talvez seja algo para o meu nome, para o meu ministério, para algo que eu penso que seria bom, mas talvez não seja o jeito que Deus ordenou.
É muito sério isso, é muito sério. Claro que tem muitas coisas que são para fazer um monumento, para fazer uma coisa que Deus não está interessado.
É fácil ver quando a gente pensa assim num templo enorme, numa construção, mas tem muitas coisas que podem não ser do jeito que Deus quer.
Então a primeira coisa é restaurar a ordem de Deus. Ezequias, ele não inventou nada, não foi ele que falou assim "ah, eu acho que seria legal ter músicos, acho que seria legal ter turnos".
Não foi ele que inventou isso, ele pegou na lei de Moisés, na ordem de Moisés e na ordem de Davi, coisas que eram confirmadas por Deus, ele restaurou aquilo que Deus tinha ordenado.
Então é isso que nós precisamos buscar. Estamos realmente interessados na causa de Deus, na casa de Deus, no propósito de Deus.
Essa ordem do jeito que Deus quer, do jeito que Deus ordenou, isso vai contar com o apoio de Deus. O Espírito Santo vai agir e vai levantar os recursos.
Agora tem uma outra coisa que precisa acontecer antes de exigir do povo. O povo está aqui no número 3.
Então a primeira coisa é a causa de Deus, não a minha. A segunda coisa é o exemplo.
Se eu estou sentindo que eu devo levantar algo pela causa de Deus antes de falar com as outras pessoas para contribuírem, antes de eu fazer em gente, vocês precisam dar, vocês precisam entrar nisso.
O que o rei fez? Nós lemos aqui, versículo 3. Antes de falar sobre chamar o povo para contribuir, o rei contribuiu, claro, ele tinha muito mais do que os outros.
Mas por isso mesmo ele precisa dar o exemplo. Acho que no outro capítulo 32 vai falar sobre quantas coisas que o rei Ezequias cresceu e prosperou, ficou muito rico e tal.
Mas por que? Porque ele usou o que ele tinha para a causa de Deus. Então ele deu o exemplo. E o rei Davi fez a mesma coisa.
Em primeiro crônicas 29, antes dele chamar o povo para dar, ele falou assim, eu estou dando das minhas possessões, daquilo que eu tenho, eu estou dando isso e isso e isso para a construção do tempo.
Isso, gente, é em todas as coisas, todas as coisas. Pai, mãe, casa, não cobre dos filhos algo que você não está fazendo. Isso não é só dinheiro, isso é o espírito de servir, humildade, quebrantamento, dedicação.
Qualquer coisa que você vai cobrar, que você vai chamar, que você vai convocar seus filhos ou pessoas que fazem parte de um grupo liderado, seja o que for, os líderes sempre abrem o caminho, eles mostram pelo exemplo.
Jesus pegou a toalha em João 13 e lavou os pés dos discípulos. Ele falou assim, eu sou mestre, vocês me chamam de mestre e realmente eu sou mestre, mas eu estou dando o exemplo para que vocês façam como eu.
Então essa questão de realmente abrir o caminho, de mostrar em todas as áreas os líderes precisam dar o exemplo. E a partir disso, o envolvimento de todo o povo.
Então vamos voltar aqui no texto, versículo 5, vamos olhar de novo aqui. "Logo que essa ordem foi promulgada, os filhos de Israel trouxeram em abundância".
A ideia aqui é o envolvimento de todo o povo. Ninguém fica de fora. Às vezes a gente pensa, não, mas tem pessoas que não podem contribuir. Não, todas as pessoas, isso é uma coisa espontânea, isso não é uma coisa que você fica medindo.
Eu já vi, não participava de igrejas assim, mas já estive em cultos há muitos anos, não sei se alguém faz isso ainda, mas eu lembro que tinha igrejas que colocavam no mural.
O bavudismo quem não dava, lia em cultos públicos, fulano não contribuiu. São coisas absurdas, porque não é por ali, não é para aparecer. Quem dava, dava para aparecer. Fulano de tal deu uma oferta de mil reais, olha assim.
Fulano de tal não dava nada ou dava um pouquinho, mas a ideia é de todo mundo participar. Isso aqui gente é algo que é aberto e que Deus deseja que todos participem, cada um conforme sua possibilidade, conforme sua espontaneidade, mas todos, todos podem fazer parte.
Então aqui é envolvimento de todo o povo. E o versículo 6 ainda enfatiza que os filhos de Israel e de Judá, lembra que nós temos aqui os dois reinos, o reino dividido e que o reino das dez tribos está praticamente no cativeiro.
Mas muitas pessoas, Exequias fez questão de convidar as dez tribos, o povo das outras tribos para participar da Páscoa e muitas dessas pessoas ou vieram morar em Judá, ou mesmo de onde eles estavam nas outras tribos, eles passaram, aqueles que estavam realmente voltando para o Senhor, estavam contribuindo também.
Os filhos de Israel e Judá. Isso é algo que a gente precisa entender se o que nós estamos envolvidos na casa de Deus realmente é algo que inclui a igreja como um todo.
Evidentemente nós não temos condições, a igreja hoje está muito dividida, é impossível você pensar, mesmo em termos de uma cidade como americana, de pensar em algo que toda a igreja, que todas as pessoas que conhecem Jesus estejam envolvidas.
Mas tudo que nós fazemos precisa olhar para esse alvo, não é uma coisa particular, eu não estou edificando algo que só interessa para meu grupo, para minha congregação.
Nós precisamos entender se o que nós estamos fazendo se visa, se é aberto, se tem essa visão de inclusão de todo o povo de Deus.
No tempo de Ezequias, algumas pessoas das outras tribos não responderam, não quiseram vir, então ele não tinha todo mundo, mas estava aberto para todo mundo, ele queria que todos participassem.
Então essa é a ideia, o envolvimento de todas as pessoas. E finalmente uma coisa muito importante que nós entendemos tanto por causa de escândalos na política, no mundo, na sociedade em geral, no país em geral, mas tem muitos escândalos dentro das igrejas.
Muitos escândalos financeiros, muita má aplicação e eu não vou, a gente não tem condições de entrar muito nesses detalhes que vai descrever no capítulo, mas eu vou ler o resto do capítulo agora só para vocês acompanharem.
Então eu quero que vocês observem agora esse quarto ponto, ok? Então vamos recapitular. Ezequias estava envolvido numa restauração da ordem de Deus para a casa de Deus.
Ele não estava pedindo ofertas para o seu benefício, para um projeto particular, para algo que ele inventou. Ele estava pedindo a contribuição e o envolvimento das pessoas numa causa de Deus.
Então isso é muito importante. Se nós não estivermos envolvidos na causa de Deus, nós não vamos contar com o apoio do Espírito Santo para o que nós estamos fazendo. Depois o exemplo pessoal dele.
Eu vou dar, eu vou dar e realmente eu preciso dar aquilo que me custa alguma coisa. Como Jesus mostrou naquele exemplo da viúva que deu duas moedinhas e dos ricos que estavam dando muito dinheiro e Jesus falou que o que eles estavam dando nem custava nada para eles.
Eles estavam dando de sobra do que sobrava e a viúva deu daquilo que fazia parte. Há muitos anos, uma das primeiras revistas de impacto que nós publicamos, eu lembro que nós publicamos um artigo da Madre Teresa.
E ela falava assim, é preciso dar até doer. Se você está dando e não está doendo, lógico assim, a ideia não é uma obra, não é um sacrifício. O que ela quis dizer com isso?
Se você está dando daquilo que não te faz falta nenhuma, vem um pediente e você dá um real, isso não te custa nada. Agora se você está dando daquilo que realmente puxa, eu não sei se eu vou dar isso aqui porque isso vai fazer falta no meu orçamento.
Se você realmente dá daquilo que você está dando da sua vida, você está dando algo que te custa alguma coisa. Então a gente vai muito pelos extremos.
Não, eu não vou fazer nada por obrigação. Não, não é por obrigação, mas é algo que você deseja dar. O melhor exemplo é os pais que veem o filho passando por alguma necessidade e dão daquilo que vai fazer falta.
Mas eles querem que o filho, eles querem poupar o filho de algum problema ou o membro da família está doente e você vende o carro. Algo que você faz porque aquilo representa algo importante para você, mais ou menos isso.
Se a casa de Deus, se a causa de Deus representa algo importante para você, você tem disposição de fazer algo que vai te custar alguma coisa.
Então é um envolvimento dos líderes nesse sentido, não só daquilo que sobra, mas daquilo que realmente vai fazer falta e envolvimento de todo o povo.
Mas muito, muito importante é esse quarto passo. Ele é uma consequência, mas é necessário para que continue. Porque o que vai acontecer, o que acontece muitas vezes na história, na nossa experiência, o que acontece muitas vezes?
Às vezes tem um, irmãos, nós precisamos nos unir, vamos todo mundo doar para, sei lá, para um missionário, para alguma causa. E aí, de repente, você fica sabendo, puxa, mas as ofertas, não necessariamente a minha, mas vamos dizer, as ofertas que eu dei, que foram dadas, foram mal gerenciadas.
Os recursos foram mal gerenciados, eles desviaram fundos, usaram para outra coisa, coisa que é muito comum na história do nosso país, mas infelizmente é muito comum na igreja também.
Então eu quero que vocês prestem atenção agora, lembra o que nós já lemos. Ezequias deu exemplo, envolveu todo o povo, e aí ele voltou e viu esses montões, ok?
Estão acompanhando? Então ele chegou lá e viu esses montões, quer dizer, sobra, muita coisa. Então ele perguntou, o que está acontecendo? E aí eles falaram, você olha, o povo está dando e está sobrando, nós estamos usando para as nossas necessidades, mas está sobrando.
Então o que que Ezequias fez? Eu quero que vocês prestem atenção, vai ter muito nome aqui e muita função, e você talvez, quando você está lendo isso aqui na sua leitura pessoal, talvez você vai passar por cima e faça, bom, esse aqui é um dos capítulos, assim que. Vamos para a próxima, né?
Mas tem algo importante aqui que eu quero chamar atenção. Então nós estamos no versículo 11, né? O sacerdote acabou de falar no versículo 10 que está vendo sobra, versículo 11.
Então Ezequias deu ordens para que se preparassem câmaras na casa do Senhor e as prepararam. Se você já leu alguma coisa, não do tabernáculo, o templo do tabernáculo não tinha isso, que era só uma tenda, mas quando o Salomão fez o templo, que você pode ver em reis ou crônicas, quando ele fez o templo, eles, a descrição da construção do templo, ele fala do átrio, daquelas três partes,
principais, do lugar santo, do lugar santíssimo, mas ele gasta bastante tempo também falando, sim, de câmaras. O templo, vamos imaginar, o templo ficava aqui no centro da construção, e aí em volta, todo em volta do templo tinha um muro de separação,
e nesse muro eles edificavam em três andares uma porção de, fala câmaras, eram salas, eram locais que eles usavam para várias coisas, para guardar as vestes e os outros instrumentos que eles usavam.
Era assim, como qualquer lugar que você precisa de dispensas, você precisa de um lugar para armazenar coisas, mas eram muitas câmaras, por quê?
Porque naquele tempo o povo não dava em dinheiro que você guarda no banco, eles davam grãos, eles davam azeite, eles davam vinho, então precisava ter um lugar para guardar.
Esses lugares existiam aqui, mas não estavam sendo usados, porque ninguém estava dando, então ele falou assim, preparem, o que é preparar?
Faz uma limpeza, joga fora o lixo, joga fora tudo e prepare uns lugares para a gente guardar esses grãos e outros mantimentos no lugar certo sem estragar.
Então o que ele está fazendo? Ele está procurando ser responsável. Aquilo que é doado pela causa do Senhor não pode ser desperdiçado.
É necessário, assim como as empresas têm pessoas que cuidam de contabilidade, que se dedicam, que têm áreas diferentes, quanto maior a empresa, mais pessoas e mais entendimento você precisa ter sobre como utilizar os recursos,
como guardar as coisas, como investir, você precisa ter toda uma preparação e na casa de Deus também. Então é necessário ter muito cuidado, muita responsabilidade com as coisas de Deus.
Versículo 12, ali recolheram fielmente as ofertas, os dízimos e as coisas consagradas. E aí vai falando os nomes, Cuniso, Levita, tinham encargo disso, eles tinham uma organização.
Não é importante o nome, eu entendo que tem muitos tesouros escondidos, tem muitas coisas que alguém pode descobrir, significado dos nomes, como é que era, tudo isso aí pode ter muito significado.
Mas hoje, além de não saber o que é, eu só queria mostrar que essas coisas são importantes só para entender que Ezequias foi responsável, ele fez toda uma organização para cuidar disso.
Aí o versículo 13 tem os nomes dos superintendentes, sob a direção de Conanias e Sima e seu irmão, por ordem do rei Ezequias e Isasarias, chefe da casa de Deus. 14, Coréia, filho de Imna, Levita, guarda da Porta Oriental,
o cargo das ofertas voluntárias que se faziam a Deus para distribuir as ofertas do Senhor e as coisas santíssimas. Então tem a parte de guardar e tem a parte de distribuir.
Deus tinha dado ordens para todas as coisas, tais coisas vão para os sacerdotes, quando tinha alguns tipos de sacrifício, o holocausto era todo queimado, mas tinha outro sacrifício que uma parte do animal era queimada e outra parte servia de alimento para a casa dos sacerdotes.
Tinha toda uma série de regras, de princípios de como era para utilizar essas coisas. Não era uma coisa que a gente faz como quer, a gente resolve como quer.
Gente, nós estamos muito, muito mal acostumados. Nós temos uma tradição assim de que se você não gostar da igreja onde você está, você pode sair, começar a abrir uma sala, começar uma outra igreja, você pode fazer do jeito que você quer.
As igrejas estão fazendo as coisas, tanto assim essas novinhas que estão surgindo, mas as antigas também fazem como elas bem entendem. E não é assim, Deus tem princípios para tudo, Deus tem ordem para resolver essas coisas.
Aí versículo 15, debaixo das suas ordens estavam, aí tem os nomes, na cidade dos sacerdotes para distribuir, presta atenção aqui no versículo 15, 16, eles tinham que distribuir com fidelidade as seus irmãos, segundo as suas turmas, tanto aos pequenos como aos grandes.
Além disso, distribuíram aos que estavam contados pelas genealogias, homens da idade três anos para cima, que entravam na casa do Senhor para a obra de cada dia, no seu dia, para o seu serviço, nos seus cargos, segundo as suas turmas.
Então eles tinham uma relação, a família tem cinco filhos, é de um jeito, a família tem dez filhos, eles tinham tudo, era para ser uma coisa não assim bagunçada, do jeito que for, pega o que você quiser, não, você percebe que eles estavam fazendo tudo de acordo com muito critério e de acordo com uma igualdade.
Versículo 17, distribuíram aos sacerdotes registrados segundo as suas famílias e aos levistas de vinte anos para cima, segundo seus cargos e as suas turmas.
Estes incluíam as crianças, mulheres, os filhos e as filhas de toda a congregação, arrolada nesses registros genealógicos, pois foram fiéis em se consagrarem. Quanto aos sacerdotes, os filhos de Arão, que moravam nos campos ao redor das suas cidades ou em qualquer outra cidade,
designaram-se homens por nome para distribuírem as porções a todo homem entre os sacerdotes e a todos os arrolados nas genealogias dos levitas.
Então até aqui, depois do versículo 20 e 21, faz um resumo geral. Mas o que você nota aqui nessa administração que era de acordo com um critério, não era uma coisa de acordo com quem tem mais proximidade, quem tem mais força,
aquela coisa de corrupção que a gente condena no governo, mas que a gente tem muito na nossa, muitas vezes na prática, nós não somos justos, o reino de Deus é para ser um princípio de justiça.
Então aqui tem uma ideia de distribuição. Então você tem normas, você tem todo um critério de pessoas responsáveis, não era uma pessoa agindo pela cabeça dela, mas era uma coisa assim, como se normalmente faz nas organizações que são responsáveis,
um conselho, uma pessoa checa a outra, não é uma coisa assim feita assim, a gente confia, irmão fulano é digno de confiança, ele faz sozinho, não.
Tudo é feito de acordo com várias pessoas, tem hierarquia, tem uma administração. E a ideia é distribuição por igual, todos os sacerdotes, todos aqueles que foram arrolados,
por isso que ele fala das famílias, das crianças, das mulheres, para que houvesse uma distribuição justa.
Então tudo isso aqui é só para a gente pegar esse princípio de que Deus não vai confiar recursos em nossas mãos se nós não formos fiéis, se nós não formos responsáveis, se nós não formos cuidadosos.
Se você tem cuidado com seus recursos, você não quer que haja desperdício daquilo que você ganha, quanto mais nós devemos ter pela causa do Senhor, pela casa do Senhor.
Nós devemos ter esse mesmo cuidado, essa responsabilidade, esse cuidado muito grande de administrar algo que não é nosso.
Então eu acho que esses quatro princípios são muito importantes, nada é uma fórmula seca, mas é uma fórmula.
Como é que vai ter abundância na casa de Deus? Primeiro nós precisamos saber se nós estamos fazendo aquilo que Deus quer, se nós estamos restaurando a casa do jeito que Deus quer, os sacerdotes do jeito que Deus quer.
No Velho Testamento era de um jeito, agora como é que nós aplicamos isso na nova aliança? E nós precisamos ter exemplos, as pessoas que estão à frente precisam dar o exemplo, nós precisamos envolver todo o povo, isso não é uma coisa de uma parte só, isso é uma coisa aberta para o envolvimento de todo o povo.
E nós precisamos ter muito cuidado e muita responsabilidade em administrar os recursos de acordo com a vontade do Senhor.
Então acho que tem algo importante para a gente aprender em tudo isso.
Bom, agora eu vou ler dois textos em Nehemiah para mostrar, é uma outra época, o livro de Nehemiah, depois do cativeiro em Babilônia, depois eles voltaram, também Esdras e Nehemiah fizeram o que Ezequias fez, que foi de fazer essa restauração, a gente não vai ler isso aqui,
mas os livros de Esdras e Nehemiah mostram que numa outra época, bem depois dessa época aqui, também houve uma restauração, eles restauraram as ordens.
Então vamos para Nehemiah 10, só queria mostrar para vocês um outro momento em que precisou fazer isso e qual a importância de ter as coisas de acordo com o princípio de Deus.
Então Nehemiah, capítulo 10, aqui fala, esse capítulo 10 fala de uma aliança que eles fizeram, eles fizeram tipo um documento, nós fazemos um compromisso de servir ao Senhor, de sermos fiéis ao Senhor.
Então é versículo 32, 10, 32, também sobre nós pusemos preceitos, impondo-nos, isso é uma coisa espontânea, eles estão se comprometendo com algo que é de acordo com a vontade de Deus, não foi uma invenção deles.
Nós, sobre nós, pusemos preceitos, impondo-nos, nós a nós mesmos, cada ano, a terça parte de um ciclo para o serviço da casa do nosso Deus. Eles pensaram, como que nós vamos manter a casa de Deus?
Cada um vai contribuir para os pães da proposição, para oferta regulada de cereais, para o holocausto, enfim, ele faz uma lista aqui no versículo 33, de várias coisas que iam exigir recursos, nessa época não tinha um rei rico para bancar um monte de coisa aqui, então eles mesmos tinham que levantar esses recursos para manter as coisas na casa de Deus.
Versículo 34, nós, os sacerdotes, os levitos e o povo lançamos assortes acerca da oferta da lenha, eles estavam preocupados até de onde que vem a lenha para colocar no altar, então nós vamos dividir, eles foram se organizando para que não faltasse nada na casa de Deus.
Fala sobre a lenha, no versículo 34, 35, assumimos também a responsabilidade de trazer de ano em ano, a casa do Senhor, as primícias de nossas colhetas, as primícias de todas as árvores frutíferas, como está escrito na lei, traremos os primogênitos dos nossos filhos, os do nosso gado.
O que eles faziam com os primogênitos dos filhos? Alguém lembra? Claro que eles não iam oferecer aos filhos. O que eles faziam com os filhos? Todos os primogênitos são de Deus.
Então, quando tinha o primogênito de um filho, no lugar do filho eles davam, acho que tinha uma coisa assim também, uma taxa em dinheiro, ou também eles podiam oferecer um animal, mas parece que eles faziam também, teve também no início, uma substituição de todos os primogênitos pelos levitas, enfim.
Eles faziam algo para substituir os primogênitos, mas hoje nós entendemos que não só os primogênitos pertencem a Deus, no Velho Testamento era sempre uma amostra, o sétimo dia é do Senhor, não, hoje são sete dias que pertencem ao Senhor.
O princípio do descanso é necessário, mas todos os dias pertencem a Deus, e todas as pessoas, não só os primogênitos, mas enfim, eles traziam tudo isso à casa do Senhor.
Em versículo 37, traremos as câmaras, que é esses lugares que eu falei, da casa do nosso Deus, as primícias da nossa massa, nossas ofertas alçadas, fruto de todas as árvores e assim por diante. Aí fala sobre como eles deviam administrar. Então eu só queria mostrar como eles restauraram essas coisas, só que não funcionou, como geralmente acontece.
Então vamos pular aqui agora para o capítulo 13 e vamos ver o que acontece na casa de Deus quando não se faz isso. Então no capítulo 10 está falando tudo o que devia fazer, todas as ofertas e como que eles iam fazer para suprir todos os recursos que precisariam seriam necessários para a casa de Deus.
No capítulo 13, no capítulo 13, versículo 10, fala o seguinte, "também soube que as porções dos levitas não se lhes davam."
De maneira que, o que acontece? Era para o povo dar essas ofertas para manter os levitas e os sacerdotes livres para poder fazer as coisas de Deus, mas não estavam dando. O que acontece quando não se dá?
Versículo fala, eles fugiram. "Os levitas e os cantores que faziam o serviço tinham fugido cada um para o seu campo."
Então quando não tem recursos na casa de Deus, as pessoas que deveriam ser liberadas para fazer aquilo não estão fazendo.
Eu só queria mostrar isso aqui na prática, o que acontece? Por que a Ezequia estava colocando tudo isso aqui em ordem? Porque se não, não funciona.
E nós precisamos entender que isso é um princípio de Deus. Então rapidamente, agora só para finalizar, eu quero mostrar para vocês no Novo Testamento que esses princípios continuam valendo.
Primeiros Coríntios 9, eu vou ler no versículo 11. Primeiros Coríntios 9, versículo 11. "Se nós..."
Ele está falando sobre ele, Paulo e outros apóstolos, outros líderes. "Se nós vos semiamos as coisas espirituais, será muito que de vós recolhamos as materiais?"
Se outros participam desse direito sobre vós, por que não mais justamente nós? Mas nós não usamos desse direito.
Pelo contrário, suportamos tudo para não pormos impedimento algum ao Evangelho de Cristo.
"Não sabéis vós que os que administram o que é sagrado comem do que é do templo?" Isso era o sistema dos sacerdotes. Aquilo que era oferecido, os sacrifícios, os próprios sacerdotes, eles comiam daquilo.
Então, ele está dizendo que na nova aliança ele não tem mais sacrifício animal, mas continua o mesmo princípio. Aqueles que trabalham, aqueles que ensinam, aqueles que estão fazendo a obra de Deus, eles também participam daquilo que é ofertado.
"E os que de contínuo servem ao altar participam do altar." Versículo 14. "Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o Evangelho, que vivam do Evangelho."
Não vou ler o capítulo todo, mas Paulo tem uma característica, primeiro ele prova que ele tem direito de receber. Aqui ele está falando, como era no Velho Testamento e assim continua, aqueles que servem, eles também têm direito.
Depois ele fala assim, mas eu não quero, da minha parte eu não quero, eu não usei nada disso e ele falou assim, longe de mim isso tiraria até aquela parte especial, que se você faz só o que manda, você é aquele servo inútil.
Então ele queria dizer assim, eu tenho direito, eu poderia receber, mas eu faço questão de não ser pesado, mas ele estava estabelecendo um princípio. Se vocês quiserem anotar, Galatas 6.6 fala a mesma coisa.
Agora só mais um texto em 2 Coríntios 9, eu queria mostrar como a nova aliança amplia. Agora essa parte aqui é muito importante, então presta atenção, porque nós temos esse princípio que Ezequias estava demonstrando aqui,
de que de todas as tribos do povo de Israel, tinha uma parte, os levitos, os sacerdotes, que viviam exclusivamente para cuidar do templo e do serviço de Deus.
E o resto do povo deveria contribuir para que eles pudessem ser liberados para fazer esse serviço, esse é o princípio do Velho Testamento.
Mas sempre precisamos lembrar, na nova aliança é um pouco complicado assim, porque por um lado, toda nação, todos aqueles que fazem parte do povo de Deus, agora são sacerdotes, são levitas, todos nós fazemos parte desse serviço de oferecer sacrifícios ao Senhor.
Mas existem diferenças, existem diferentes funções, a nova aliança, o novo testamento fala de pessoas que se dedicavam naquele tempo até hoje, que se dedicam de tempo integral, então isso é bíblico,
isso é bíblico, que haja pessoas, não que ele só é sacerdote e os outros não são, todos são sacerdotes, mas existem pessoas que têm chamamentos especiais para se dedicar mais a palavra,
para esperar em Deus, enfim, para exercer várias funções que requerem mais tempo. Mas como que fica a parte de contribuição então?
Claro que como Paulo acabou de mostrar não, quem vive do Evangelho, porque ele até está citando Jesus, porque quando Jesus mandou os discípulos de dois em dois, lembra?
Ele mandou os 12, depois ele mandou 70 e ele falou, quando vocês chegarem em algum lugar, entre na casa e coma daquilo que eles vão te oferecer, porque aí ele até fala, digno é o trabalhador do seu salário, a pessoa que está viajando, pregando, anunciando o Evangelho, ele pode receber,
ele não está fazendo uma coisa errada quando ele entra numa casa e recebe seu sustento daquela casa, porque ele está ali fazendo isso. Mas agora nós vamos para 2 Coríntios 9 e nós vamos ver como a nova aliança amplia essa questão de contribuições,
para a gente entender que não é uma coisa exclusiva, agora não é assim, tem uma classe, tem um grupo de clérigos e tem o grupo dos outros que sustentam, e muitas vezes tem isso, mas o que acontece aqui?
Eu vou explicar ao fundo porque tomaria muito tempo para ler aqui, mas mais de uma vez o livro de Atos fala, as duas cartas aos Coríntios, cita o fato de que nessa época da igreja primitiva,
até no livro de Atos fala de um profeta, Agabo, que falou assim, olha, na Judéia virá um tempo muito difícil, vai faltar chuva, vai faltar recursos, ele profetizou antes que eles iam passar por um período de muita carência.
Então Paulo mais de uma vez levantou e outras pessoas também, a igreja em outros países, a gente pode imaginar, eram outros países, tinha o povo de Deus na Judéia, no Israel, e tinha esses em Coríntio, é parte até hoje, a cidade ainda existe, é uma parte da Grécia, e tinha da Macedônia, tinha de outras regiões também.
Eles se mobilizaram e levantaram uma oferta para ajudar os santos, para ajudar o povo na Judéia que estava passando falta.
Então toda essa questão que vai discutir aqui, eu nem estou dizendo que está errado, mas muita gente usa esses textos aqui, tem, acho que quem vai muito em Igreja do Evangelho já conhece todas as passagens que são usadas na hora da oferta, tem Malaquias 3, que é o mais usado de todos, mas esses, principalmente Capítulo 9, que fala no versículo 7,
nove, sete, cada um contribua segundo o propósito, no seu coração, não com tristeza ou por necessidade, pois Deus ama ao que dá com alegria, esse texto também é muito citado na hora da oferta.
Mas uma coisa importante para entender é que todo o contexto do Capítulo 8 e 9 de Segundo Coríntios é essa oferta para os santos, para o povo que estava passando falta em Jerusalém, Judéia.
Eu só queria tirar duas partes aqui importantes para a gente entender. Capítulo 8, Segundo os Coríntios, 8, versículo 11, "Agora porém completai o já começado para que assim como houve a prontidão de vontade haja também o cumprimento segundo o que tendes,
pois se há prontidão de vontade será aceita segundo o que qualquer tem e não segundo o que não tem."
Ou seja, Deus vai avaliar o que você está dando de acordo com o que você tem. Ele não está dizendo que você é menos porque você deu menos do que o outro cara que deu mais.
Sempre é de acordo com a proporção. Mas como eu falei, você está dando realmente daquilo que te custa alguma coisa, você está dando nesse ponto a obra de Deus significa algo para você que é como se tivesse alguém doente na sua casa e você faria qualquer coisa.
Ou como quando alguém tem um propósito, sei lá, nós estamos construindo nossa casa, então você vive com menos, você gasta menos porque você quer colocar todos os recursos para construir, para reformar a sua casa.
Enfim, qualquer coisa que você tem como prioridade na sua vida, você vai demonstrar isso através da forma como você contribui.
Então é de acordo com o que você tem e não segundo o que não tem.
Agora olha aqui versículos 13 e 14, acho que são muito importantes, que está dizendo o seguinte, "mas não digo isto para que os outros", quem são os outros?
Esse povo lá na Judéia, na Israel que estava passando falta. Ele falou assim, "não estou dizendo que vocês devem contribuir para que eles fiquem folgados e vocês passem falta.
Não digo isto para que os outros tenham livre e voz aperto, mas para igualdade. Neste tempo presente, a vossa abundância supra a falta dos outros, para que também a sua abundância supra a vossa falta e haja igualdade."
Como está escrito, "o que muito colheu não teve demais e o que pouco não teve falta".
A ideia é a seguinte, aqui ele está levantando ofertas não para pregadores, para ministros, para apostas, ele está levantando ofertas para o povo que estava passando necessidade.
Então isso que eu queria mostrar assim que nós temos todo esse sistema que existia naquele tempo do Velho Destamento, ele sempre falava para dar para os pobres, não era só para os levítas e sacerdotes.
E hoje também a ideia, as contribuições não são só para quem está se dedicando à palavra ou ministrando, isso faz parte, mas aqui nós temos essa ideia assim de que a contribuição, como todos são sacerdotes e como todos fazem parte do povo de Deus,
nós temos também esse princípio de distribuição, aqueles que têm muito hoje, "ah, mas eu preciso guardar", não, você precisa dar do que você tem, porque alguém está com falta, "ah, mas se um dia eu passar falta, vai acontecer a mesma coisa", isso é fé em Deus.
Eu não estou dizendo que eu estou vivendo isso, eu estou dizendo que isso aqui é o que Deus deseja, isso é o plano de Deus, que aquilo que eu tenho que é em excesso, quer dizer, além daquilo que eu preciso, eu devo dar para quem está com falta,
que ele fala sobre igualdade e ele fala sobre se hoje você tem algo a mais, você doa, "ah, mas se eu vier a faltar, sentir falta no futuro", isso também, se você confia em Deus, o princípio de Deus é que nós também tenhamos a nossa necessidade suprida.
No povo de Deus não é para ter falta, porque todos vão dar conforme a sua necessidade.
E aí vamos voltar para o capítulo 9, versículo 6, "o que semeia pouco, também pouco se fará; o que semeia com fartura, com fartura também se fará".
Muitas vezes a igreja não representa a ordem da casa de Deus, não estou dizendo que não devemos dar, porque senão quem sou eu para julgar o que é a causa de Deus, conquista na ordem de Deus ou não, mas isso é algo que deve nos preocupar.
Mas o que ele está dizendo é que se você semeia, se você falar assim, "ah, eu tenho um tanto de feijão aqui, eu preciso guardar esse feijão para eu comer depois", se você não semear com fartura, você não vai colher com fartura.
Então a gente fica muito naquilo que "eu preciso guardar, eu preciso reservar, eu preciso disso para mim", e a gente é contra muitas vezes aquilo que é muito falado.
"Vocês precisam semear, vocês precisam dar, se você der, Deus vai abençoar", e a gente já viu isso muito abusado, às vezes a gente até pensa "isso está errado", não, o princípio de Deus é esse mesmo.
Se você semear, vai ter colheta, ele fala aqui que é todo o contexto de ofertas materiais, de ofertar a causa de Deus.
Se você semeia pouco, pouco também se fará. O que semeia com fartura, com fartura se fará. Versículo 7, Deus ama ao que dá com alegria. Versículo 8, Deus é poderoso para fazer abundar em vós toda graça, a fim de que tendo sempre, em tudo, toda a suficiência, abundez em toda boa obra.
Olha versículo 9, conforme está escrito, espalhou, deu aos pobres, a sua justiça permanece para sempre. Ora, aquele que dá a semente ao que semeia e pão para o alimento, também multiplicará vossa sementeira e aumentará os frutos da vossa justiça.
Em tudo sereis enriquecidos, para toda generosidade, a qual faz que por nós se deem graças a Deus. Então, a administração desse serviço não só supera as necessidades dos santos, mas também transbordem muitas graças que se dão a Deus.
Então ele fala assim, quando você dá e supra a necessidade de pessoas necessitadas, você não só está ajudando a suprir aquela necessidade, mas você está levantando gratidão e ofertas a Deus, que Deus é glorificado naquilo.
Então é só uma pequena visão daquilo que Deus quer nos mostrar sobre como é importante a nossa participação na causa do Senhor.
É algo muito lindo quando você vê tudo funcionando. Se nós não estivermos envolvidos em algo que realmente representa a causa de Deus, vai haver falta pessoas que deveriam estar servindo ao Senhor.
As pessoas que desejam ser missionários e que precisam do nosso sustento para fazer a obra que Deus deu para eles fazerem não vão fazer. Nós vimos em Neameus como muitas pessoas estavam fugindo da obra do Ministério porque não tinha sustento.
E nós vemos também como na Nova Aliança isso é ampliado para incluir pessoas necessitadas, não só pessoas que são consideradas levitas ou sacerdotes.
Então que Deus nos ajude e que nós possamos ver essa abundância na casa de Deus. Abundância para servir a Deus e abundância para suprir as pessoas que fazem parte da sua casa.
Senhor Deus, nós queremos que o Senhor transforme o nosso coração. Sabemos que realmente não temos esse coração voluntário.
Temos resistido muito, temos edificado nossas próprias casas, temos acumulado as coisas para nós mesmos e temos deixado a tua causa e a causa das pessoas que passam falta em segundo plano, Senhor.
Ó Deus, algo muito profundo precisa acontecer a começar em nós. Pedimos que o Senhor trabalhe, que o Senhor trate conosco, ó Deus, porque o Senhor trabalha individualmente.
Cada um de nós pode começar a mudar a sua maneira de encarar as coisas, as suas atitudes. Todos nós podemos começar a ver as coisas de uma outra perspectiva.
E pedimos, ó Deus, que a tua causa comece, ó Deus, a tomar conta da nossa vida, do nosso coração, que nós possamos ansiar, ó Deus, que nós possamos desejar como a gente se envolve em outros projetos,
em outras coisas interessantes que achamos importantes para nossa vida, que acima de tudo isso, a tua causa, ó Deus, a tua obra, o teu reino, possa realmente começar a ser o mais importante em nossa vida.
Pedimos isso em nome de Jesus. Amém.
Conversa
1 comentário até agora
Junte-se à conversa. Sua contribuição enriquece a leitura pra quem chegar depois.
Quando recebi a Revista cujo tema é sobre Barnabé fui tocado profundamente sobre a necessidade de que haja muitos Barnabés no meio da igreja e esta palavra fala também da necessidade de administradores. Quero clamar ao Senhor que se compadeça de nós para que eu e outros irmãos nos envolvamos na
restauração do altar coletivo e ofereçamos a Deus nossa vida para que Sua casa surja e Sua glória encha a terra!