O volume 28 – Últimos anos do reino de Judá – Ezequias – está disponível, estude e compartilhe seus comentários.
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Restauração da ordem de Moisés e Davi na consagração
2 Crônicas 29 – 07/05/17 – Baixar
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Transcrição
Segundo crônicas, 29, então lembrando, nós colocamos aqui domingo passado pra gente poder sempre nos situar.
Esse capítulo 29, todinho, tem sobre a preparação, todo o processo de restauração da casa de Deus.
Então, no capítulo 30, vai falar sobre a celebração da Páscoa, que é o último ponto aqui.
Mas, para chegar esse ponto de poder celebrar a Páscoa, para poder realmente funcionar com o caso de Deus, com o povo de Deus,
como eles estavam anteriormente num período muito baixo de apostasia, de afastamento de Deus,
então o processo para voltar a Deus era bastante complexo.
E como eu tenho comentado, houve vários períodos de queda e de restauração no Velho Testamento,
mas essa descrição que nós temos em segundo crônicos 29, é uma descrição muito completa de um processo de restauração,
porque às vezes, resume, ou às vezes, pelo período não precisava de tanta coisa, mas é muito interessante a gente ver
quantos passos são necessários para realmente voltar a ser a casa de Deus, e Deus habitar, e Deus começar a se mover.
Eu não sei se vocês, se o que eu vou falar assim, se vocês se enquadram nisso, mas geralmente quando a gente pensa numa figura da Bíblia,
principalmente mais conhecida, a gente associa alguma coisa, então se você falar rei Ezequias, o que que você lembra do rei Ezequias?
Eu não sei se você vai, eu me lembro assim, para mim assim, o fato mais importante, que é o que enfatiza mais um livro de reis,
segundo reis, que tem um relato lá, e tem um relato em Isaías também, no profeta Isaías, e o fato assim, mais impressionante,
um fato, é um livramento, houve outros livramentos na Bíblia, mas esse livramento de todo um exército do rei da Síria,
que cercou Jerusalém e Ezequias não sabia o que fazer, e tem toda uma história que nós vamos estudar depois,
de como o comandante, o general da Síria afrontou, falou que era bobagem, eles tentarem confiar em Deus, que Deus não ia livrá-los,
então assim, tem toda uma história de perigo, não foi uma batalha, sei lá, lá longe, foi cercando a cidade de Jerusalém,
então eles estavam realmente em perigo de cair, as dez tribos de Israel, como nós já estudamos, já tinham caído para a Síria,
quer dizer, eles sabiam que os irmãos deles, as tribos de Israel já tinham sido conquistados pela Síria, então tinha muita coisa
para assustar e para, realmente assim, Ezequias estava num momento sim de, não tinha saída, é como aquele momento está Moisés
diante do Mar Vermelho, o exército de Faraó atrás, e não tinha o que fazer, e o anjo do Senhor saiu e matou o exército todo numa noite,
eles dormiram naquela tensão de medo e de perigo e que não tinha saído, e até, eu sempre lembro que o jeito que a Bíblia fala,
que quando eles se levantaram, claro que não eram os assírios, mas a expressão assim, quando eles se levantaram de manhã,
é que todos estavam mortos, então se eles estavam mortos, como é que eles se levantaram, mas acho que estava falando do povo de Judá,
quando eles acordaram de manhã, eles olharam o exército, estava todo, só um monte de soldados mortos, então esse livramento
é uma das histórias mais fantásticas na Bíblia, é realmente uma coisa tremenda, mas por que eu estou chamando a atenção para isso?
Porque antes que isso acontecesse, foi preciso tudo o que nós estamos estudando agora, então é muito importante entender
que essa restauração é necessária, e como tenho falado, esse período na história não faz um paralelo exato com o nosso tempo,
porque se Deus quiser, a nossa história não é ir para o cativeiro, porque na história de Judá, não no tempo de Ezequias,
mas depois de 100 anos, 100 e poucos anos, Babilônia, não a Síria, Babilônia vem e destrói o templo, a cidade, quebra os muros e tal,
e leva o povo para o cativeiro, então esse não faz um paralelo, porque em termos de cativeiro a igreja já passou por isso,
nós estamos vivendo em outra época, mas esse período faz um paralelo conosco, porque não a igreja, mas o mundo está prestes a enfrentar um juízo muito sério,
e tudo que nós fizemos, que Deus fizer, que a igreja se voltar para Deus, não vai mudar essa parte da história, de que o mundo vai ser julgado por Deus,
Jesus vai voltar e vai restaurar toda a terra, ele vai ressuscitar os mortos, vai ser um momento de muita glória, mas vai ser um momento de muito juízo,
todas as descrições da segunda vinda, no Velho Testamento e no Novo, falam de um tempo de muito juízo, então a vinda desse juízo pode ser adiada,
com certeza isso foi o que aconteceu com Ezequias, porque o rei, o exército da Síria estava quase tomando Judá,
e Judá estava sendo infiel a Deus no tempo do Jacás, antes de Ezequias, então era um momento em que Deus poderia ter exercido o juízo contra Judá,
assim como exerceu contra as dez tribos, mas por causa disso que aconteceu foi adiada, então é nesse sentido que nós estamos observando esse espaço,
então só para nos situar nessa sequência aqui, que já mostramos domingo passado, então Ezequias já abriu as portas da casa de Deus,
já chamou os levitas e sacerdotes para se consagrarem, porque sem eles se consagrarem, sem eles estarem prontos para fazer o que precisava ser feito,
Ezequias sozinho não poderia ter feito nada, então ele não poderia ter dado nenhum passo a mais sem os sacerdotes e levitas se consagrarem,
então isso aconteceu já, depois nós vimos a limpeza, os sacerdotes e levitas fizeram a limpeza na casa de Deus,
eles tiraram tudo que estava errado, tudo que era idólatra, tudo que não fazia parte do culto a Deus e levaram para fora e consagraram todos os instrumentos, o altar e tal,
e domingo passado nós vimos como depois da limpeza, então agora podemos usar o altar, podemos usar a casa de Deus, a primeira coisa que eles ainda tinham que fazer, podiam usar a casa de Deus, mas ainda precisava fazer alguma coisa para que a casa de Deus voltasse ao normal,
foi feita a limpeza, mas agora precisava ser feita duas coisas, a expiação pelos pecados, pela impureza e vimos que ele falou de três coisas,
o reino, que nesse caso ele estava referindo a casa real, a família do rei, a liderança, o governo do povo de Deus, ao próprio santuário, tinha que fazer a expiação pelo santuário e também por toda a nação,
então isso foi o que nós falamos domingo passado, falando sobre como Jesus é o sacrifício do pecado, ele é o holocausto, ele cumpriu todas as figuras, todos os tipos representados pelos sacrifícios, mas nós precisamos entender como aplicar isso,
então ele fez um único sacrifício que valeu por todos os tipos de sacrifícios que tinha no antigo testamento, mas nós precisamos aplicar o sangue, precisamos saber como recorrer, como trazer a eficácia do sacrifício de Jesus para o nosso tempo,
e essa expiação pela nação, por toda a liderança, pela própria casa de Deus e por toda a nação, só quero lembrar vocês então, capítulo 29, no versículo 21 é onde ele fala,
trouxeram sete novilhos, sete carneiros, sete cordeiros, sete bodes como oferta pelo pecado em favor do reino, do santuário e de Judá, então aqui menciona Judá porque na verdade quando isso, esse primeiro ano, esse princípio do reinado de Ezequias,
ainda não tinha, o povo das dez tribos ainda não tinham ido para o cativeiro, então elas estavam lá ainda, elas foram para o cativeiro logo nos primeiros anos, não sei se foi no sexto ano de Ezequias, mas então nesse primeiro ano as dez tribos ainda estavam lá,
a Síria estava quase conquistando, estava em processo, estava quase no fim, mas ainda existiam, mas ele inicialmente no versículo 21 ele fala pelo reino ou a família real, pelo santuário, a casa de Deus e da nação de Judá, porém lá na frente, um pouquinho mais na frente,
o versículo 24 fala assim, os sacerdotes os mataram, seriam os bodes como oferta pelo pecado, os sacerdotes os mataram com seu sangue, fizeram a expiação do pecado sobre o altar para reconciliar a todo Israel,
agora não está falando só sobre Judá, todo Israel, então isso é muito importante, Ezequias nós vamos ver no próximo capítulo quando vai falar sobre a Páscoa, ele convida todas as tribos para vir e celebrar ao Senhor a Páscoa,
então Ezequias ele trouxe uma restauração da nação de Judá, da nação que ele era responsável, mas ele estava preocupado, ele foi atrás de toda a nação, as doze tribos, as doze tribos de Israel,
então como falei, eu não sei exatamente como Deus vai fazer isso no nosso tempo, mas eu creio muito em algo muito significativo, como que a igreja vai se arrepender, como que uma parte da igreja vai se arrepender em favor de toda a igreja,
mas isso é possível, não é possível assim, tipo nós aqui não vamos realmente representar, provavelmente assim, Deus pode nos dar interseção, Daniel sozinhos intercedeu por toda a nação de Israel que estava no cativeiro em Babilônia,
mas para a gente realmente representar, para que seja válido, para que haja um arrependimento, uma restauração, essa expiação, esse número quatro aqui, como que isso vai acontecer eu não sei,
é claro que é impossível, simplesmente impossível juntar toda a igreja na face do mundo para se arrepender simultaneamente, isso não vai acontecer com cada pessoa, mas Deus chama representantes,
sempre chamou os chefes, no velho testamento sempre tinha os anciãos, os chefes de famílias, sempre tinha um grupo que representava os demais, só que como a igreja hoje está tão dividida,
até para a gente saber como fazer essa representação é difícil, mas eu oro por isso, eu clamo a Deus para que isso aconteça, porque do contrário nós não vamos chegar ao livramento,
no nosso tempo nós também temos um grande livramento que é prometido para os últimos dias, para a nação de Israel a vinda de Jesus é associada a todas as nações se unirem contra Israel,
e a própria vinda de Jesus vai ser o livramento, Jesus, Zacharias descreve isso muito claro, que a volta de Jesus é justamente naquele momento quando está quase, não tem saída, eles vão acabar com Israel,
mas não é só Israel, porque se a gente entender outros processos que vão acontecer nos últimos tempos, vai ter uma grande perseguição de um sistema mundial contra a igreja,
então nós vamos ter mais uma vez uma situação como a Ezequias enfrentou, de ter um grande exército contra nós, contra o povo de Israel, mas contra toda a igreja também, e não vai ter saída,
e nós precisamos de um grande livramento, mas antes do livramento o povo de Deus precisa se voltar para ele, como é que Jesus volta para o seu povo natural, Israel,
ou para a sua igreja em todas as nações da terra, como é que Jesus volta para livrar o seu povo se o seu povo não está buscando, se o seu povo não está realmente voltado, restaurado, arrependido, cheio da presença de Deus outra vez, não vai acontecer,
então por isso esse processo aqui tem muito a ver com os nossos dias, porque nós vamos precisar de um grande livramento de Deus, pode ser que tenha vários tipos de livramento,
mas o grande livramento, o maior livramento de todos comparado com o êxodo do Médio Testamento, o seu grande livramento, é a volta de Jesus, mas essa volta de Jesus só vai acontecer quando seu povo fizer o que Ezequias fez,
então eu espero, eu oro, eu creio que vai haver uma volta, não só nacional, mas internacional, uma volta coletiva, um arrependimento coletivo,
uma assembleia solene que vai além do nosso grupo, do nosso círculo, da nossa cidade, e isso pode acontecer em muitos níveis, pode acontecer a nível de uma cidade, pode acontecer a nível de uma região,
mas vai acontecer também num nível geral, inclusive, então essa expiação, esse arrependimento em favor de toda nação, em favor de toda casa de Deus,
em favor de toda liderança, isso é necessário e nós devemos sempre orar, lembrar de orar, nós temos situações mais imediatas,
quando você ora por uma coisa muito distante, às vezes você nem sabe como orar, orar para Deus se mover lá em Israel, parece que muito distante da gente,
para Deus trazer um avivamento mundial, agora quando você começa a orar, não, Deus começa a agir em americana parece que é mais forte para a gente, onde você mora,
mas nós precisamos começar a ter essa visão mais ampla, porque isso faz parte do plano de Deus, muito bem, então agora nós estamos no número 5,
o próximo passo que Ezequias deu no capítulo 29, nós estamos agora no versículo 25, porque até o versículo 24 ele estava oferecendo sacrifícios pelo pecado,
ele estava fazendo a expiação em favor do governo, da família real, do santuário e da nação, mas agora ele vai passar para uma outra etapa,
versículo 25, vamos ver o versículo 24, então os sacerdotes mataram os bodes com seu sangue, fizeram a expiação do pecado sobre o altar para reconciliar todo Israel,
porque o rei tinha ordenado que se fizesse aquele holocausto e aquela oferta pelo pecado por todo Israel, veja que nesse versículo 24 ele fala todo Israel duas vezes,
duas vezes ele enfatiza que é em favor de toda a nação, só lembrando, tem um outro período parecido que é no livro de Esdras,
quando que acontece o livro de Esdras, bem mais na frente na história, depois dessa época aqui, porque como eu tenho falado,
depois de Ezequias vem Manassés, depois de Manassés e o filho de Manassés vem Josias, depois de Josias vem mais quatro reis e aí vem o cativeiro de Judá,
o cativeiro na Babilônia, aí tem 70 anos de cativeiro em Babilônia, aí tem Daniel orando e a volta do povo de Deus, do povo de Israel, a volta para Israel,
a volta para Jerusalém no livro de Esdras, então também é um período que vem como de Ezequias, é um pouco diferente, mas é um período em que depois de afastamento,
depois de juízo, depois que o povo tinha sido infiel, tinha ido para a Babilônia, eles voltam, edificam novamente o templo e na hora de dedicar o templo em Esdras 6,
eu não vou abrir lá, só estou citando, em Esdras 6 eles fazem também uma oferta pelo pecado por todo Israel, aqui eles fizeram com sete bodes,
no tempo de Esdras eles fizeram com 12, um para cada tribo de Israel, então os dois números são significativos, sete porque é completo,
então também a ideia de ser, não é 12, mas é sete que é o número completo, então também é todo Israel, e no tempo de Esdras foi 12 para significar realmente cada uma das 12 tribos,
sendo que no tempo de Esdras não tinha talvez gente de todas as tribos lá, por isso que eu falo que esse arrependimento, esse momento de volta nacional não é de todo o povo,
mas tem que ter alguém que represente, tem que ter uma representatividade, então isso que a gente busca de Deus, como que vai ter algo que vai envolver toda a nação,
outra figura dessa volta nacional ou internacional, dessa volta de todo o povo de Deus, é um dia no calendário judaico, naquelas festas, que era chamado dia da expiação, no dia da expiação, que era o único dia que o sacerdote entrava no Santo dos Santos,
então era o dia mais sagrado, até hoje, o dia que os judeus religiosos, os judeus mais marcam o calendário deles, eles têm datas importantes, a Páscoa para eles é super importante,
mas o dia que a nação para, que realmente é considerado o dia mais sagrado do ano todo, apesar de hoje não ter templo, não ter sacerdote que entra, mas o dia mais importante para os judeus é o dia da expiação,
e nesse dia, quando tinha o templo, o sumo sacerdote entrava no Santo dos Santos, o único dia no ano, então era uma coisa muito importante e era um dia em que eles faziam expiação por toda a nação,
e pensando no cumprimento das festas do Senhor, do cumprimento profético, esse dia da expiação, que é bem no final do ano judaico, da sequência de festas,
e que representa a preparação para a volta de Jesus, isso seria o cumprimento do dia da expiação, seria esse dia em que toda a igreja vai realmente se arrepender, vai aplicar de verdade o sangue de Jesus para toda a igreja,
e vai ter uma volta tremenda, seria a abertura de um grande avivamento para trazer Jesus de volta, então tudo isso aqui para a gente entender o que Deus está preparando,
então isso terminou no versículo 24, agora versículo 25, "pois os levitas na casa do Senhor com símbolos, alaúdes e arpas", aqui cita, são os três instrumentos que mais cita, símbolos é coisa assim de percussão,
como a nossa bateria, ou seria algum tipo de tambor, simbolo, uma coisa de metal que batia assim, então era um instrumento de percussão, alaúdes, algumas traduções acho que falam liras,
alaúdes e arpas são dois, os dois instrumentos são de cordas, a arpa todo mundo conhece assim, é um instrumento que só tem cordas mesmo, essa, pelo que eu entendi, essa alaúde ou lira seria bem parecida a um violão,
porque ele é de cordas, mas ele tem uma caixa que produz o som, a arpa não tem caixa, não tem uma caixa de som dentro dele como violão, então são três instrumentos que eles falam bastante,
sempre são citados, "conforme a ordem de Davi e de Gad, o vidente do rei e do profeta Natan, esta ordem viera do Senhor por meio de seus profetas".
No livro de 1º crônicas fala muito sobre o que Davi fez para fazer instrumentos, para organizar os levitas, para os levitas tocarem, fala muito sim em 1º crônicas sobre isso,
mas é interessante que lá nunca fala que essa ordem que Davi instituiu, esse aspecto da adoração que não tinha antes de Davi, muito importante entender que Davi veio mais ou menos 400, 500 anos depois de Moisés,
e Davi então ele trouxe algo, ele acrescentou algo que Moisés não tinha, no culto de adoração ao Senhor que Moisés instituiu tinha sacrifícios,
e tinha assim, o único instrumento que fala mais assim no tempo de Moisés era a trombeta, a trombeta tinha, a trombeta vai falar aqui no versículo 26,
assim estavam os levitas em pé com os instrumentos de Davi e os sacerdotes com as trombetas, e é interessante isso que quase sempre tem vários lugares, Davi, no tempo de Davi, no tempo de Salomão,
os levitas que eram uma tribo separada, santificada ao Senhor, eles tocavam esses outros instrumentos, símbolos, alaúdes, arpas, e tinha vários tipos de instrumentos que nem são citados,
agora as trombetas eram dos sacerdotes, era uma atribuição dos sacerdotes, a trombeta ela tem uma simbologia profética,
Joel fala, tocava a trombeta em sião, está falando sobre anunciar a voz de Deus, e a trombeta com Moisés era com a trombeta que a nação estava toda acampada,
que ela ia começar a marchar, que as vezes quando tinha guerra tinha um som de trombeta para cada coisa, então o povo sabia, quando fazia um certo toque significava "ah, está chamando para o tabernáculo, para uma adoração a Deus",
está falando que agora as vezes eles ficavam parados no mesmo local por dias, por semanas, por meses, então quando era hora de marchar a trombeta tocava, então a trombeta tem essa simbologia,
Paulo fala sobre isso em I Coríntios 14, que se a trombeta não tiver um som certo ninguém vai saber o que fazer, então por isso que o sacerdote, a trombeta era uma atribuição do sacerdote,
ele que tocava a trombeta porque ele que estava mais perto, os levitas estavam mais perto, mas os sacerdotes estavam mais perto ainda do que os levitas, então é por isso que tinha essa distinção,
as trombetas eram uma atribuição do sacerdote porque representava realmente um toque de Deus avisando o que era o momento para fazer e é algo que a gente também crê que Deus vai restaurar,
um ministério profético para realmente a gente entender o que Deus está falando, hoje está igual Paulo descreve, se todo mundo tocar um som e a trombeta tocar um som meio assim, o que é aquele som?
Não sei se alguém já ouviu alguém aprendendo a tocar a trombeta, é a coisa pior que pode existir, que a pessoa não tem aquele sopro, então fica aquele som, todos os instrumentos, quando alguém está aprendendo um instrumento, um violino, qualquer coisa, quem está aprendendo assim para quem está escutando é horrível,
mas uma trombeta é uma coisa terrível, ou se a pessoa está tocando, sabe tocar, mas não toca um som certo, toca uma música qualquer, um som qualquer, ninguém sabe o que é isso, mas Deus quer levantar uma voz profeta,
tem muita gente que fala, eu estou ouvindo de Deus, eu tenho o dom de profecia, Deus me falou assim, tem lugares onde Deus está falando toda hora, as pessoas falam, Deus me falou, Deus me falou, mas não acontece nada, então não deve ser Deus falando,
então nós precisamos dessa palavra de Deus, Deus está falando com muita gente, tem coisas parciais, eu não desprezo quem realmente está ouvindo de Deus, tem muita coisa que não é de Deus, mas tem muita coisa que é de Deus, mas é de uma forma confusa,
eu consigo perceber alguma coisa, mas a minha visão é muito parcial, muito limitada, então eu tenho uma visão, eu tenho um toque de trombeta que talvez sirva para quem está próximo a mim, mas não é uma palavra que serve para o povo de Deus,
então realmente a gente está buscando isso, que os profetas tenham uma palavra forte de Deus para dar para toda a nação, e as duas coisas vão juntos,
porque em primeiro crônicas também, acho que é capítulo 23, quando fala sobre os instrumentos, capítulo 25 ele fala sobre esse ministério profético, que ele fala que eles tocavam com instrumentos e profetizavam com instrumentos,
então a música, ela está muito associada à profecia, tem até aquela história de Eliseu, que chamaram para ele dar uma palavra de Deus, ele não tinha palavra na hora,
ele falou assim, traga um músico, e veio alguém e começou a tocar, e quando o cara começou a tocar, o Espírito Santo veio sobre Eliseu e ele recebeu uma palavra de Deus,
então a música tem muito a ver com a profecia, ok, então vamos voltar aqui, então versículo 25, os levitas na casa do Senhor com os símbolos alaúdes e arpas,
essa instituição, então enfatiza aqui, não foi afirmado isso no início lá em crônicas, que toda essa ordem que Deus deu para Davi veio, aqui fala no versículo 25,
veio conforme a ordem de Davi e de Gadi, o vidente do rei e do profeta Natan, esta ordem vier do Senhor por meio de seus profetas, então a ordem de música na casa de Deus,
não foi simplesmente uma invenção de Davi, Deus usou Davi, Davi conhecia música, tocava a arpa desde garoto lá com as ovelhas, mas Deus deu essa ordem para Davi através dos profetas,
então é algo muito importante, essa não é a única vez, tem várias vezes que fala mesmo no tempo de Esdas e Nehemias, tempo de Josias, quando o povo voltava para Deus havia uma restauração das duas partes,
só quero tocar nisso, várias vezes já falei sobre isso nessas aulas, mas tem dois aspectos do nosso culto a Deus, quando eu falo culto a Deus é o culto que a gente faz coletivamente,
mas é o culto no sentido de adoração, então tem dois aspectos do nosso culto a Deus que são igualmente importantes, a ordem de Moisés e a ordem de Davi,
a ordem de Moisés e a ordem de Davi, quando você tem uma só é incompleto, tanto se tem só Moisés é incompleto, como quando você tem só Davi é incompleto,
então só vamos ler um pouquinho mais na frente, não tem nenhum outro lugar na Bíblia que descreve essa harmonia entre Moisés e Davi melhor do que essa passagem,
é a melhor de todos porque ele descreve detalhadamente, por exemplo quando Davi trouxe a arca de volta para Jerusalém, fala muito sobre os músicos, fala sobre um sacrifício mas não tem muita ênfase,
porque eles estavam trazendo a arca, depois quando Salomão dedicou o templo fala dos músicos, inclusive fala dos levitos com os instrumentos deles, fala dos sacerdotes com as trombetas,
mas depois houve sacrifício mas não era, não parece, talvez até fosse, mas na descrição não é tão simultâneo, agora olha como as duas coisas estão acontecendo juntos,
essa descrição aqui é fantástica, versículo 27, "deu ordem exiquias que oferecessem o holocausto sobre o altar",
então só lembre mais uma vez, nós já vimos a descrição da oferta pelo pecado, é o número 4, já foi feito isso, nem sempre por causa da situação, das circunstâncias, nem sempre a oferta pelo pecado era antes,
às vezes a primeira coisa que eles ofereciam era o holocausto, mas aqui precisava ser pelo pecado porque o povo estava em apostasia, estava afastado de Deus,
então primeiro eles ofereceram os animais todos lá como oferta pelo pecado, aí depois disso nós temos no versículo 27 "deu ordem exiquias que oferecessem o holocausto",
o que é o holocausto? O holocausto era um tipo de sacrifício em que se queimava tudo, tudo, porque os sacerdotes eles tinham uma parte, mesmo o sacrifício pelo pecado,
lá em Levítico vai descrever assim, como é que faz oferta pelo pecado, aí pega o animal, tira tais partes e põe no altar, mas a outra parte é do sacerdote, então inclusive era uma parte do sustento deles,
era a comida que eles tinham na casa deles, era uma parte do sacrifício, mas o holocausto não, o holocausto era tudo, todo o animal inteirinho queimado, oferta queimada com fogo ao Senhor,
então o holocausto era o animal inteiro queimado sobre o altar, então ele deu ordem que oferecessem o holocausto, quando o holocausto começou, começou também o cântico ao Senhor,
com as trombetas dos sacerdotes e os instrumentos de Davi, que são aqueles outros três, ou talvez até mais de três, rei de Israel, versículo 28,
toda a congregação se prostrou, quando se entoava o cântico e as trombetas soavam, tudo isto até se acabar o holocausto, tendo-se acabado de oferecer o sacrifício, o rei e todos quantos com ele se achavam, prostraram-se e adoraram,
disse o rei Ezequias e os príncipes aos levitas que louvassem ao Senhor, com as palavras de Davi e de Azaf e o vidente, pelo que eles cantavam, louvores com alegria, e se inclinaram e adoraram.
Então gente, vê se vocês conseguiram colocar a sequência aqui, às vezes a maneira como é descrito fica até difícil, o que aconteceu primeiro, às vezes é difícil da gente fazer, mas acho que aqui está bem claro, primeiro eles ofereceram as ofertas pelo pecado, já vimos isso, agora é hora do holocausto, o holocausto é consagração, é você se oferecer, Jesus se ofereceu em nosso lugar, mas nós nos identificamos com ele, então é Romanos 12 e 1,
"Rogo os pois irmãos, pelas misericórdias de Deus, que se ofereçam com o sacrifício vivo", então isso é holocausto, não é uma parte, não é assim, eu dou uma parte, só um parênteses para a gente sempre aplicar isso.
Por que algumas pessoas falam, com razão, que no novo testamento não fala sobre dízimo? Como assim? E por que se no novo testamento não fala sobre dízimo, por que as igrejas hoje falam tanto sobre dízimo?
Então algumas pessoas concluem, não, não fala no novo testamento sobre dízimo, então não precisa dar o dízimo. Outras pessoas falam, não, o novo testamento não negou, não tirou isso, continua precisando de dízimo.
Mas sabe por que não fala sobre dízimo? Porque as pessoas não davam mais 10%, como é que a igreja começou?
Pessoas trazendo, vendendo propriedades, vendendo coisas, eles não ficavam pensando "eu vou vender algo e vou dar 10%", não, eles pegavam tudo que eles não precisassem e davam para o Senhor, e no novo testamento todo continua assim.
Então, holocausto é tudo, e a gente fala sobre dinheiro, porque dinheiro representa a nossa vida, mas a entrega ao Senhor não é uma entrega de dinheiro, a entrega ao Senhor é tudo, é seu tempo, seu foco, seu sonho, sua energia, é tudo, é tudo sim, ao Senhor, e isso é holocausto.
Inclusive que a gente colocou aqui a consagração, porque lá no versículo 31, "Então disse Ezequias, agora que vos consagrastes", ok, aí vai entrar no passo 6, mas só queria que vocês entendessem, esse passo de holocausto é um passo que chama-se consagração.
Para você se consagrar ao Senhor, primeiro você precisa ser perdoado pelo Senhor, se você nunca chegou ao Senhor, uma pessoa que nunca nasceu de novo, não tem o novo nascimento, não tem o perdão dos pecados, como é que ela vai se consagrar ao Senhor?
Não tem como, primeiro é a expiação, primeiro é a oferta pelo pecado, mas depois da oferta pelo pecado, ele não para, tá bom, então eu estou perdoado, tô limpo, tá legal, agora continuo minha vida.
Nossa vida cristã hoje muitas vezes se resume a isso, mas depois da purificação dos pecados, vem a outra parte que na verdade tem muito mais ênfase na Bíblia, porque essa é a parte principal,
depois que nós somos resgatados, redimidos, perdoados, depois que o cordeiro foi oferecido por nós e nós pertencemos ao Senhor, agora vem a parte de consagração, de oferecer-se integralmente ao Senhor, e isso é representado pelo holocausto, ok?
Deu pra entender? Aí depois vem um outro passo, mas vamos nos concentrar hoje nesse passo aqui que é a consagração. Então a primeira coisa que eu quero que vocês observem é essa harmonia perfeita entre a ordem de Moisés e a ordem de Davi.
O que é a ordem de Moisés e o que é a ordem de Davi? Claro que poderia se aprofundar muito mais, só quero tocar no aspecto que chama mais atenção, que se destaca mais. A ordem de Moisés são sacrifícios.
Então a ordem de Moisés é, tudo que ele colocou, o holocausto, tudo está em Levítico, foi instituído por Deus, foi colocado por Deus como que se fazia o holocausto, como é que você se consagrava e tudo mais.
Essa parte é essencial, porque representa o sacrifício de Jesus por nós. Só que quando você pensa na velha ordem, no sistema de Moisés, eu não sei também, cada um faz uma, se você começa a ler mais e tentar visualizar, você pode fazer uma imagem um pouco assim de tristeza.
Porque nessa ordem de sacrifícios, como falam em Hebreus, você tinha que oferecer o sacrifício, aí tinha um monte de sangue, não era um cenário agradável.
Acho que a gente pensa em carne, churrasco, uma coisa assim que é gostoso, mas aqui não era uma coisa gostosa, porque tinha couro, tinha gordura, tinha sangue, tinha sujeira.
Então, é um processo trabalhoso, é um processo que envolve sangue, sangue envolve morte, e era um processo que tinha que se repetir muito, fazia sacrifícios todos os dias, o dia da expiação fazia esse ano, mas o ano que vem tinha que fazer de novo.
Então, era aquela coisa que sempre voltava. Então, de certa forma, a ordem de Moisés, ela leva o povo de Deus até um certo ponto, e a gente imagina um cenário um pouco de tristeza, uma sombra.
Porque é morte, é arrependimento, quando se fala muito, imagina assim, se todo dia, toda semana a gente tinha que ouvir mais uma vez sobre arrependimento, nós precisamos nos arrepender.
Gente, não foi suficiente, se arrependo mais, arrependimento, imagina ouvindo isso o tempo todo, ia trazer uma depressão.
Porque é só a coisa negativa, mas Davi trouxe uma outra parte, então a ordem de Davi traz o quê? Música, mas música não combina com tristeza, tem músicas tristes, mas de maneira geral, a música não é o que você associa com tristeza, mas ele coloca junto.
Então, quando começa o holocausto, vamos olhar de novo aqui, versículo 27, "deu ordem, exequias, que oferecessem o holocausto sobre o altar".
E não é assim, primeiro, às vezes até acontece isso, não estou falando que não possa ser, mas aqui ele não falou assim, primeiro vamos nos mergulhar na tristeza, vamos fazer um negócio muito triste.
Então, holocausto, uma semana de tristeza, aí depois que passa isso, às vezes até é necessário, vamos dizer assim, a oferta pelo pecado, que nos consta que não houve música junto com oferta pelo pecado.
Então, eu não estou dizendo que não existe um momento de arrependimento que não é para misturar, só que lembra que o holocausto não é pelo pecado, o holocausto é oferta de si mesmo ao Senhor, é oferecer tudo ao Senhor.
E isso também pode ser triste, porque quando se prega muito assim, irmão, nós precisamos ganhar o mundo, missões, então parem, se sacrifiquem, quem está aqui tem que se sacrificar para dar, quem tem que ir lá tem que abrir mão de toda a sua vida e ter uma vida triste no meio dos índios, não sei na onde.
Às vezes a consagração também tem uma conotação de tristeza e Deus não quer isso, o que Deus quer é isso que nós vemos aqui. Quando o holocausto começou, começou também o cântico ao Senhor com as trombetas e os instrumentos de Davi, rei de Israel.
Então, vamos fazer uma descrição, eu não pus aqui, mas se vocês quiserem notar, assim tem uma sequência. Então, primeiro, holocausto junto com cânticos, começou o holocausto, holocausto não era uma coisa rápida, concordam?
O que era o holocausto? Era queimar o animal inteirinho, isso levava um tempo. Então, começou, então vamos ver, começou o holocausto e o cântico do Senhor ao mesmo tempo.
E aí quando isso começou, então primeiro ponto, o holocausto começando, começando o holocausto e o cântico começa junto. Segunda coisa que acontece, versículo 28, toda a congregação se prostrou quando se entoavam o cântico e as trombetas soavam.
Então, devia ser uma, tente visualizar, devia ser uma cena muito bonita. Lá no templo, lá no templo, lá no altar, os animais, porque era mais de um, os animais sendo oferecidos ao Senhor, os levitas, a gente não sabe exatamente onde eles se posicionavam, mas acho que era perto do altar,
os levitas tocando, os sacerdotes tocando também trombetas e toda nação a partir do rei, lembra o que eu falei? O rei, o governo no plano de Deus, ele não é independente, tem muita gente que quer mandar na obra de Deus, na família.
Fala assim, eu sou ungido de Deus e manda, não, o ungido de Deus se prostra, o ungido de Deus se humilha, o ungido de Deus reconhece que Deus é rei.
Então, aqui, Ezequias estava fazendo o papel dele de líder, que é mostrar o caminho, eu sou rei, mas eu não sou ninguém, diante do grande rei, eu sou como vocês, Ezequias se prostrou igualzinho aos outros, ele não era, ele não ficava assim numa posição superior, diante da presença de Deus, ele se prostrou como todos os outros, ok?
Então, esse é o segundo ponto. Aí, nós temos todo o tempo, pode colocar como o número três, durante todo o tempo do holocausto, todo o tempo que o holocausto estava queimando, o cântico dos senhores também estava acontecendo simultaneamente.
Não fica muito, eu acho, assim, como era muito demorado, então eles se prostraram no segundo passo, mas acho que eles voltaram a ficar em pé novamente, porque depois fala, versículo 29.
"Tendo-se acabado de oferecer o sacrifício, o rei e todos, quando com ele se achavam, prostraram, se adoraram." Então, tem um segundo momento de se prostrar diante de Deus, então esse é o quatro.
Então, três, durante todo o período do holocausto sendo queimado, tinha o cântico. Depois que acabou o holocausto, o povo todo se prostrou novamente.
E, número cinco, aí tem um louvor mais exuberante, depois que o sacrifício termina. Versículo 30. "Disse o rei Ezequias e os príncipes aos levites que louvassem ao Senhor com as palavras de Davi e de Azath e o Vidente, pelo que eles cantaram louvores com alegria."
Eu não sei se sua tradução tem alguma palavra diferente, mas de vez em quando eu comparo e descubro que tem umas palavras, é com alegria mesmo, mas a palavra original é mais forte, é uma ideia de celebração, de exultação, de júbilo, de regozijo.
Porque se fala com alegria, a alegria significa isso, mas você pode simplesmente pensar que é uma coisa meio alegre, mas essa alegria era uma alegria de dançar, era uma alegria de ser realmente, de celebrar diante de Deus, porque tinha chegado ao final o processo de oferecer holocausto ao Senhor.
Eu quero que vocês abram agora em Hebreus, capítulo 10, a gente já leu uma parte aqui domingo passado, mas em Hebreus 10, só para a gente entender o que é o Novo Testamento, eu sempre procuro as chaves do Novo Testamento para entender essas figuras, para entender o que significa.
Uma das chaves do holocausto é Romanos 12 e 1, que nós somos exortados a oferecer a nossa vida toda como um sacrifício vivo, sacrifício vivo significa, é um sacrifício, é entregue totalmente, mas nós temos vida, não é morte.
É oferecer a nossa vida como um sacrifício vivo, mas nós temos que voltar e ver como que isso funcionava em Jesus, como que Jesus, lembra que eu falei, Jesus, Ele contém todos os sacrifícios, Ele é oferta de manjares, Ele é oferta de ações de graças, Ele é oferta pelo pecado, Ele cumpriu todos os sacrifícios, e claro que Ele cumpriu o holocausto.
Como que Jesus cumpriu o holocausto? Aqui em Hebreus 10, Ele fala, versículo 3, que nesses sacrifícios cada ano se faz recordação de pecados, é impossível que sangue de toros e de bodes tire os pecados, pelo que ao entrar no mundo diz.
Agora, gente, isso que está falando aqui, na verdade, é do velho, está aqui no novo testamento, estou lendo aqui primeiro, mas depois a gente pode voltar no Salmo 40, porque isso vem de lá, isso não foi, Ele está falando aqui, sacrifícios e oferta não quiseste, porque Jesus morreu, agora nós entendemos isso, mas o salmista entendeu isso no velho testamento.
Antes que Jesus tivesse visto, era muito mais difícil entender isso, Davi fala isso mais de uma vez, no Salmo 51, que Davi está fazendo aquela oração de arrependimento pelo pecado dele com Bateserba, Ele fala assim, eu pequei e eu sei que não é o sacrifício sozinho que vai resolver, Ele fala assim, eu poderia trazer sacrifício, Ele fala isso lá em Salmo 51.
Mas aqui também Ele fala, sacrifício e oferta não quiseste, mas corpo me preparaste, não te deleitaste em holocaustos e oblações pelo pecado, então Ele faz referência específica a esses dois tipos de sacrifício, o holocausto e o sacrifício pelo pecado.
Os dois sacrifícios e todos os outros também, mas os dois sacrifícios são substituídos pela oferta única de Jesus, e a gente sempre pensa, com razão, que esse sacrifício de Jesus foi na cruz, mas olha como isso aqui não está restrito à cruz.
Porque Ele fala assim, isso é o Salmista já profetizando antes e aqui está aplicando a Jesus, sacrifício e oferta o Senhor não quer, mas o que que o Senhor quer?
O Senhor quer um corpo, mas um corpo vivo e um corpo, uma pessoa que diga o seguinte, não te deleitaste em holocaustos, versículo 7, então eu disse, profecia de Jesus, eu disse, aqui estou no rolo do livro está escrito de mim para fazer, oh Deus, a Tua vontade.
Gente, eu não sei se vocês estão percebendo, mas Ele está colocando aqui não a morte da cruz, isso faz parte, mas nesse texto quando Ele fala, o Senhor não quer holocausto e oferta pelo pecado, Ele está dizendo o que que vem no lugar disso.
Porque a Bíblia fala que em vários lugares no velho testamento, fala que o sacrifício, como o sacrifício era para perdoar, para expiar o pecado, e não só isso, mesmo no velho testamento não era só isso, mas a Bíblia fala que aquele cheiro,
fala quando Noé saiu da Arca e ofereceu um sacrifício no altar para Deus, fala que aquele cheiro subiu e era um cheiro suave, era um cheiro suave para Deus.
Só que aqui está falando assim, mas Deus não, assim, por que que era agradável? Porque Deus estava olhando para aquele sacrifício, Ele estava olhando para aquilo que o sacrifício representava, mas aqui está dizendo que de maneira mais restrita, de maneira mais técnica, Deus não se agrada do sacrifício, porque o que que agrada a Deus?
Um sacrifício vivo, alguém que fale como Jesus, eu vim. Jesus fala assim, eu não vim com minha agenda, no rolo do livro está escrito o meu respeito, você já pensou?
Se você nascer, você fala assim, olha aqui, está tudo aqui escrito, você não tem opção, não adianta você ficar escolhendo que atividade você quer, que profissão que você quer, está tudo escrito, qual a missão sua na vida?
Está escrito já. Eu não vim para fazer minha vontade, que coisa ruim, que coisa chata, talvez vocês não estão se convencendo muito, então vamos falar de casamento.
Quando você nasce, seus pais já te prometeram para casar com a outra família, porque essa união vai ser importante, eles faziam muito isso, acho que tem lugares que ainda fazem.
Então você nasce, você nem escolhe com quem você vai casar, que coisa horrível. Mas aí que entra, aqui que eu quero mostrar para vocês as duas ordens, a ordem de Moisés e a ordem de Davi.
A ordem de Moisés é, precisa do sacrifício, sem sacrifício, nossa vida não é resgatada, precisa do sacrifício, infelizmente nós nascemos com uma inclinação de fazer a nossa própria vontade.
Quando a gente fala, eu nasci para fazer alguma coisa, a gente não fala, eu nasci para fazer a vontade de Deus. A gente fala assim, eu nasci porque eu tenho uma inclinação, eu gosto de fazer isso.
Eu nasci para jogar bola, eu nasci para ser cientista, eu nasci para ser um filósofo, eu nasci porque tem uma coisa dentro de mim que eu gosto, então eu nasci para fazer isso, então eu vou fazer o que eu gosto.
Essa é a nossa inclinação e Deus não é contra, ele que plantou no coração, na tendência, não é que Deus não queira que você desenvolva aquilo que ele plantou dentro de você.
Mas a nossa inclinação de fazer a nossa própria vontade é a que nos leva ao pecado e por isso que eu preciso de sacrifício pelo pecado e holocausto e tudo mais, porque a gente não nasce com a inclinação para fazer a vontade de Deus.
Mas Jesus veio, como nós sabemos, ele não participou, ele participou da nossa natureza, mas ele não tinha essa inclinação, ele venceu essa inclinação, porque ele tinha inclinação.
É muito misterioso, Jesus é Deus, então ele venceu o pecado, mas só para a gente entender, Jesus tinha inclinação para fazer errado? Tinha, porque a Bíblia fala que ele foi tentado em todos os pontos como nós. E o exemplo máximo é no Jardim do Gethsemane.
Quando ele falou assim "Pai, eu não quero, eu vejo o que o senhor está colocando, eu sei o que está escrito no livro que eu vim fazer, mas eu não quero, passa de mim esse caso".
Então Jesus tinha inclinação para não fazer a vontade de Deus, para fazer a sua própria vontade.
Então ele disse "Aqui estou, no rolo do livro está escrito de mim para fazer, ó Deus, a tua vontade".
Versículo 8 "Depois de dizer como acima sacrifícios e ofertas e holocaustos e oblações pelo pecado não quiseste, nem neles te deleitaste, os quais se oferecem segundo a lei, então acrescentou 'Aqui estou' para fazer, ó Deus, a tua vontade".
Tira o primeiro para estabelecer o segundo. Versículo 10 "Nessa vontade".
Gente, isso é muito profundo, esse aqui é outro cofrinho. Bom, a Bíblia está cheia de cofrinhos que a gente precisa pedir a Deus para abrir.
Mas meu pai lutava com esse versículo, eu lembro quantas vezes ele falava assim "Nessa vontade". Qual vontade? Vontade de Deus. A vontade de Deus é aquela que Deus tem uma vontade perfeita.
Mas ele não está falando de Deus nesse sentido, ele está falando na vontade. Nessa vontade é vontade de Jesus. Jesus disse "Eu me deleito em fazer a tua vontade". Ele tinha prazer.
Jesus não era uma coisa dura, não era uma carga pesada, não era uma coisa assim. Ele teve que lutar com isso no jardim do Gethsemane, mas ele tinha prazer, ele experimentou, ele já conhecia.
Antes de ver ao mundo ele sabia o prazer de fazer a vontade do pai. Então ele conhecia esse prazer nessa vontade, nessa voluntariedade, nessa espontaneidade é que temos sido santificados pela oferta do Corpo de Jesus Cristo feita uma vez por todas.
Estamos meio sem tempo, mas no Salmo 40, só vou citar o Salmo 40, acho que é versículo 6, 7, por aí, é exatamente essa passagem, mas ele fala assim, não precisa ler porque senão a gente não vai falar exatamente igual.
Salmo 40, versículo 6, sacrifício e oferta não quiseste, mas as minhas orelhas furaste, outra tradução fala "abriste".
Deus abriu as orelhas, pode ter o sentido de abrir, e também tinha aqueles sentidos em que o escravo, que podia ser liberto no ano do Jubileu, se ele quisesse continuar, ele amava tanto o Senhor que ele queria ficar lá, ele furava a orelha pra mostrar que ele ficaria pra sempre.
As minhas orelhas furaste, holocausto e expiação pelo pecado não reclamaste, então eu disse, eis-me aqui, cheguei, no rolo do livro está escrito o meu respeito.
Versículo 8, deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu, a tua lei está dentro do meu coração.
Então gente, essa é a parte do holocausto de Jesus que é essa oferta voluntária, esse prazer, e aqui eu faço então a ligação, a ordem de Moisés e a ordem de Davi.
A ordem de Moisés é, tem que fazer sacrifício, é difícil, tem que ter derramamento de sangue, tem que ter arrependimento, tem que reconhecer os pecados.
Então tudo isso aí é uma coisa negativa, é uma coisa difícil, mas Davi colocou junto com essa, com esse processo de oferecer o holocausto ao Senhor, ele colocou a música, porque é a coisa mais deleitosa,
é a coisa mais prazerosa, é a coisa melhor que pode existir, é você fazer, é você agradar o coração de Deus. Quando nós agradamos o coração de Deus, nós temos uma alegria que é impossível de ser descrita ou comparado com qualquer outra coisa.
Quando tem um tirano e você tem que fazer a vontade dele, você tem tristeza, porque ele te oprime, qualquer tipo de governo que oprime.
As pessoas, só vou dar um exemplo rápido, não é muito bom, mas quando você está num lugar onde os seus impostos são utilizados para o bem-estar de toda a sociedade, as pessoas não falam "nossa, que imposto pesado, que beleza, eu pago uma parte da minha renda e olha quanta coisa eu vivo num lugar que tem trânsito bom, que tem segurança, que tem educação, que tem saúde, tem tudo".
Então quando é algo imposto, imposto, imposto, quando é algo que se impõe sobre você e você tem que dar e aquilo não traz resultado pra você, é triste.
Agora, não estou falando para não pagar impostos, estou falando que existe uma diferença e não existe nenhuma sociedade perfeita, estou falando assim, tem lugares que é um pouquinho melhor, mas em toda a sociedade humana você vai sempre encontrar essa coisa assim que alguém está te sugando, alguém está se aproveitando de você.
Agora Deus, não assim, é muito fina a diferença porque quando você se oferece para Deus, você não pensa "eu vou me oferecer para Deus, eu vou dar meu dízimo para Deus, mas eu vou ser abençoado", não é essa troca não.
Quando, para você agradar o coração de Deus, é uma oferta desapegada, é uma oferta assim "Jesus, eu te amo, eu estou dando algo que não representa nada em relação aquilo que o senhor deu por mim, então eu me ofereço, meu dinheiro, meu tempo, minha vida, eu ofereço toda minha vida".
Jesus podia falar "eis-me aqui, eis-me aqui, eu vim para fazer a tua vontade", porque é o Pai, Jesus conhecia o Pai, ele sabia que o Pai não explora, sabia que o Pai não, mas ao mesmo tempo Jesus não estava falando assim "eu vou fazer a tua vontade porque eu quero"
"Oh Deus, eu estou de olho naquela coroa que eu vou ter lá no fim", não, ele se oferece a Deus porque é prazeroso, primeiro porque a vontade de Deus é boa, perfeita e agradável.
A vontade de Deus é melhor para nós e para todo mundo, mas quando você satisfaz, por pouco que seja, uma atitude sua que realmente satisfaz o coração de Deus, tem um retorno de alegria, de prazer, o Espírito Santo lança amor no nosso coração, é uma coisa fantástica.
É uma coisa indescritível, a gente conhece muito pouco, mas é maravilhoso, não tem, por isso que tem a ordem de David, que enquanto você oferece os sacrifícios, você canta o cântico do Senhor.
E quando chega no fim do sacrifício que nós vimos, aí é isso, agora gente, até agora estava cantando, estava cantando, foi bom, mas gente, agora é hora de cantar, nós oferecemos o sacrifício, Deus ficou satisfeito, a casa está consagrada, o povo está consagrado, vamos celebrar.
E só vou terminar com o pensamento, porque nós estamos vivendo numa época em que, desde várias décadas atrás, desde o século passado, tem muita ênfase em louvor, em música.
É uma das coisas assim, se você for voltar, se a gente tivesse vídeos, se a gente tivesse como assistir cultos de 300 anos atrás, ia ser o sistema de Moisés.
O culto era meio fúnebre, era um negócio, tinha aquelas catedrais, coisas bonitas, mas todas as músicas eram... aquela coisa que não tem, não era uma música alegre, não era uma celebração, então tinha muito o sistema de Moisés.
De uns tempos para cá, houve a restauração, o Espírito Santo, mesmo no início do batismo do Espírito Santo, no início do século passado, não tinha tanta música, tinha música, mas de algumas décadas para cá, mais ênfase em música, louvor, celebração, músicas alegres.
Só que o que aconteceu com o sistema de Moisés? A parte de Moisés ficou esquecida.
Então, eu lembro muitos anos atrás, um servo de Deus, um homem de Deus, eu não sei se ele falava exatamente nesses termos, mas eu sei que o que ele transmitia era isso.
Ele falou assim, olha, a música, a adoração, ela vai ter a presença de Deus, ela vai ter alegria mesmo, proporcionalmente a profundidade do arrependimento, da obra da cruz, do holocausto, não dá para ter uma coisa sem a outra.
Se a gente não passou pelo número quatro, se a gente não entendeu o que é o holocausto, você vai cantar e é espuma, sabe?
A mesma música, tem problemas, tem muitos problemas com as músicas, com as letras e tudo mais, mas muitas vezes não é nem a questão da música ou da letra em si, é que não foi associado.
Olha que coisa bonita que nós lemos aqui hoje, quando começou o holocausto, começou o cântico do Senhor.
Então, não é para ter holocausto sem música, só tristeza, tristeza, tristeza, não, é para ter arrependimento, purificação, é para ter momentos, não é todo momento que vai ter as duas coisas.
Vai ter momentos realmente, pessoalmente, você vai ter momentos talvez assim, de tristeza diante de Deus e não adianta passar já em seguida para louvor.
Às vezes tem que realmente curtir, curtir aquele momento, deixar a obra de Deus se aprofundar na sua vida e isso coletivamente também, vai ter momentos que não é para celebrar.
Nós estamos no momento de chorar diante de Deus. Joel, né? Chorem, os sacerdotes entre o pórtico e o altar, chorem.
Olha o que está acontecendo, então tem momentos de choro, de busca, mas no mesmo capítulo dois que ele fala sobre isso, depois que tem o choro, ele fala assim,
regozijável porque o Senhor vai restaurar tudo que foi perdido. Então, lembrar que são as duas partes, Deus quer restaurar o holocausto em toda a sua profundidade,
o sacrifício pelo pecado, o holocausto, mas junto com o holocausto, principalmente na hora de se consagrar a Deus, porque o pecado ele causa tristeza.
Então, Jesus levou a nossa culpa, não é para ficar toda a vida assim na tristeza da culpa, mas a gente precisa sentir, a gente precisa sentir o arrependimento,
precisa sentir a dor que isso causou para Deus. Mas na hora do holocausto, que é a hora da consagração de você se oferecer a Deus, isso tem que ser uma coisa alegre,
porque nós estamos nos oferecendo para Deus, não é para viver uma vida triste, nós estamos nos oferecendo para Deus, para fazer, para nos deleitar em fazer a vontade de Deus.
E quando Deus se satisfaz, nós nos sentimos plenamente realizados. Se você buscar a realização pessoal, você não vai ser realizado e nem Deus.
Mas se você abrir mão da sua realização pessoal, se oferecer para Deus, você não vai ficar não realizado,
você vai ficar muito realizado de um jeito que você nunca ficaria se você buscasse a sua felicidade própria. Amém?
Senhor Deus, nós te agradecemos porque na tua ordem tudo é perfeito. Como é maravilhoso ver, Senhor, como tudo faz parte
de um quadro, de uma harmonia, como foi linda essa cerimônia com reesequias, com holocaustos, com sangue, com a fumaça subindo ao Senhor e ao mesmo tempo o cântico do Senhor,
o cântico do Senhor também junto com se prostrar diante de Deus. Ó Deus, quanto nós gostaríamos de ver isso acontecendo na nossa vida, não só individualmente,
mas principalmente no coletivo, Senhor, ver a tua igreja experimentando, Senhor. E nós oramos, oramos aqui junto, Senhor, para que, ó Deus, o Senhor acelere a vinda desse dia, Senhor,
que a tua igreja vai realmente se colocar diante de Ti, como nessa época de reesequias, vai se arrepender, ó Deus, todos nós vamos realmente nos colocar diante de Ti,
nós vamos voltar o nosso coração para Ti e vai ser um dia de tristeza pelo pecado, mas vai ser um dia de muita alegria, porque a tua presença voltará a estar entre nós
e isso vai trazer a tua volta pessoal para nós, Senhor. Nós vemos quanto que isso é necessário, Senhor. Ó Deus, age, Senhor, toma conta, guia-nos, Senhor.
Ó Deus, o Teu Espírito Santo é capaz de fazer isso, nós cremos nisso. Em nome de Jesus, Senhor. Amém.
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