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Aula 13 – Vol.36 – Como lidar com pobreza no estágio imperfeito do reino de Deus

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Diante da nova ameaça à obra de restauração dos muros e, principalmente, à unidade do povo em realizar essa obra, Neemias determinou atitudes imediatas e radicais da parte dos credores judeus que cobravam juros e hipotecas dos seus irmãos mais pobres. Queremos nos aprofundar um pouco mais nesta questão, já que, mesmo em contextos um pouco diferentes, hoje temos o mesmo desafio, e sempre teremos até que Jesus estabeleça o seu reino em plenitude. Quais eram as normas de Deus para esse tipo de situação nas leis da Torá, o que estava realmente errado com as práticas dos judeus ricos no tempo de Neemias, e o que mudou na Nova Aliança?

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Abaixo, alguns livros que tratam sobre a questão de amor, comunhão. Clique no título:

08/09/24 – Ne 5 – Download do áudio.

 


 

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Nós vamos continuar hoje em Nemeas, capítulo 5, estamos vendo uma espécie de pausa ou interrupção no relato da reconstrução dos muros.
Aparentemente não teria muito a ver com a reconstrução dos muros porque está tratando de uma questão econômica, de sociedade,
de como que as pessoas se relacionavam, mas tinha tudo a ver porque era esse problema que não foi, talvez foi agravado pela dedicação do povo para a reconstrução dos muros.
Então alguns com poucos recursos econômicos estavam se dedicando a reconstruir os muros e estavam com falta de recursos para alimentação, recursos básicos.
Então a obra de restauração provocou, talvez agravou uma situação, mas essa situação já existia, era algo que estava com certeza já vindo de algum tempo.
Foi agravado também aparentemente por fome, menciona nos primeiros versículos do capítulo, menciona uma fome, então estava tendo escassez, falta de chuva, falta de lavouras, de colhetas.
Então tinha uns fatores que estavam causando, trazendo essa situação de dívida, de descontentamento, de diferenças entre disparidades grandes entre os ricos e os pobres ali mesmo.
Mas tinha tudo a ver porque como que essa obra que representa proteção, os muros eram para proteger, eram para dar dignidade, era para dar identidade à cidade de Jerusalém como capital.
Era um fator muito importante para a restauração, mas nós podemos identificar bastante com o conceito de unidade.
Porque o próprio muro trazia uma unidade para toda a cidade de Jerusalém.
O esforço concentrado de todos, não só os que moravam em Jerusalém, mas nas outras cidades, nas outras regiões por perto, mostrava que todos estavam unidos porque era capital.
Então era um ponto importante, não só para uma cidade, mas era importante para toda a nação de Israel, era um ponto importante para a restauração do reino de Deus,
que é o nosso interesse nesse assunto, como que isso se relaciona com nosso tempo e com a restauração que Deus deseja fazer de tudo que foi perdido ao longo dos séculos e da história.
Então como que eles poderiam ter unidade, foi o que nós enfatizamos na última aula, como que poderia ter unidade com esse tipo de situação.
Então, eu acho que a gente pode pensar que a ideia que alguns podem ter, mas é uma ideia errada, de que antes de Jesus voltar, vai haver uma verdadeira igualdade na sociedade ou mesmo na igreja.
Não tem igualdade, nem todos estarão com a mesma condição financeira, com a mesma quantidade de recursos, isso não vai ser igual.
Mas o que nós vemos no livro de Atos, naquele início da igreja do livro de Atos, cheio do Espírito Santo, é que não havia necessitados e eles praticaram uma igualdade poucas vezes,
ou nunca vista assim na história da igreja, porque quem tinha propriedade, tinha casas, não era um dizmo que eles davam, eles vendiam quem tinha algo a mais, vendia e dava para os que tinham menos.
Mesmo assim, com certeza não, não era uma igualdade, mas o que é colocado como a informação que nós temos no livro de Atos, é que eles distribuíam para aqueles que estavam passando falta.
Então a ideia não era assim, quem tem três casas tem que automaticamente dar duas casas para quem não tem nenhuma, para todo mundo ter igual, não necessariamente era isso, mas não poderia ter pessoas dentro da comunidade passando fome, passando falta, não tendo o mínimo necessário.
E isso nos leva a uma conclusão muito simples, se nós estamos interessados, se nós queremos que haja uma restauração hoje, no sentido de unidade da igreja, mesmo unidade dentro de uma congregação local,
não pode haver necessitados, nós não podemos tolerar, nós não podemos nos acomodar com uma situação de falta na família da fé.
Às vezes isso tem dentro de uma família natural, uma família de sangue, às vezes alguns na família tem muita coisa e outras pessoas estão lutando e quase não sobrevivendo, isso acontece dentro de uma família de sangue, mas não deveria.
Ah, porque fulano desperdiça, porque o outro não cuida direito, não trabalha, não é dedicado, mas a questão é, por seja qual for o motivo, claro que existem situações complexas que não tem uma solução,
uma pessoa dependente química, algum tipo de situação de escravidão que a pessoa não consegue se levantar, não é só dar dinheiro, mas a questão é, nós não podemos tolerar a existência de necessitados, pessoas que estão passando falta, então não podemos ter unidade com esse tipo de situação.
Nós começamos a analisar toda essa situação no tempo de Nea Mias, porque algumas pessoas estavam nessa situação e vimos as três classes, pessoas que não tinham propriedades, não tinham que comer, estavam pegando emprestado, dinheiro emprestado,
pessoas até que tinham casas, plantações, terras, como não estavam produzindo o suficiente, as vezes tinham que penhorar as suas terras, perder a utilização dessas fontes econômicas para conseguir comer e pessoas também que estavam se endividando por causa dos tributos, dos impostos do império.
Então nós vimos que tinha pessoas, judeus, irmãos da mesma família, do mesmo povo, que tinham recursos, que estavam emprestando a juros e pegando as propriedades como hipoteca, como garantia, e isso estava causando sofrimento.
Então nós começamos a examinar isso à luz também do que as leis de Moisés, qual era o ensinamento das leis de Moisés, e até mencionei algo que eu quero explorar com mais profundidade hoje,
que de certa forma os ricos poderiam até estar fazendo esse regime de empréstimo com juros ou pegando hipoteca, poderia ser permitido, mas que estava causando sofrimento.
Mas não é bem assim, eu quero aprofundar um pouquinho mais hoje para ver qual era a lei, quais eram as instruções na lei de Moisés e o que nós podemos também aplicar em relação à nova aliança.
Então vamos orar porque é um assunto muito complexo, muito amplo, é lógico que a gente não consegue abordar isso dentro de alguns minutos, mas dentro desse contexto que nós estamos estudando vale a pena a gente entender
que Moisés é um líder, ele é um modelo de líder, é um exemplo. Nessa época não tinha rei, mas ele era o governador debaixo da autoridade do império persa, mas era o governador da Judéia,
da região onde os judeus tinham voltado, para onde eles tinham voltado depois do cativeiro e ele pode nos ensinar várias coisas sobre o tipo de governo que Deus quer e isso também é sempre um assunto muito atual para a gente procurar entender.
Senhor, nós pedimos nesse momento a tua ajuda, a tua sabedoria. Primeiro para entender, mas principalmente para que isso possa mudar nossas atitudes, nós precisamos de uma conversão contínua,
precisamos ter o nosso coração transformado para que realmente o senhor possa nos ensinar, mesmo na nossa imperfeição, mesmo no estágio em que nós estamos hoje sem a perfeição do reino de Deus,
sem o reino plenamente implantado pelo Senhor que nós aguardamos com muita ansiedade, mas hoje como nós podemos agir dentro da tua vontade, das tuas instruções, isso é o que mais nos interessa.
Nós pedimos a tua ajuda em tudo isso em nome de Jesus, amém. Então na última aula falamos sobre como nós devemos tratar, como nós devemos lidar com isso de alguns princípios, não tratar com o credor, tratar com generosidade, tratar com dignidade,
mas hoje eu quero entrar um pouco mais para analisar o que a lei de Moisés realmente ensinava.
Acima de tudo, nós vamos falar sobre isso depois, acima de qualquer regra, sempre tem o espírito da lei, o espírito da palavra. As leis da Torá sempre fizeram um cálculo que tem 613 leis na lei de Moisés,
mas depois com Talmud e com outras, depois os rabinos foram acrescentados, tem centenas e centenas, milhares de normas dentro do judaísmo, nós temos regras dentro do cristianismo, tem leis do país,
mas como nós sabemos, se a existência de leis fosse suficiente, nós teríamos uma sociedade justa, nós teríamos uma igreja andando dentro da vontade de Deus, mas as leis por si só não podem cobrir todas as situações.
Por isso que no Sermão da Montanha, Jesus foi além da lei e falava sobre atitudes, porque você pode ter a lei, não matarás, mas se você tiver ódio, se você xingar, se você tratar seu próximo, não só alguém da comunidade,
mas vamos começar com a família, vamos começar com as pessoas da comunidade da fé, mas o que existe hoje em tantas áreas, principalmente na política, é exatamente esse tipo de ódio, de desprezo, de tratamento incivil que nós não estamos matando as pessoas,
mas nós podemos não estar matando as pessoas, mas nós podemos matar com nossas atitudes, nós podemos criar séries de visões e Jesus falou sobre essas leis no Sermão da Montanha, mostrando que, acima de tudo, é uma atitude.
Então quando nós olhamos para a lei de Moisés, nosso desejo é primeiro ver quais eram as regras objetivas que Deus colocou, mas essas leis, o que Jesus falou em Mateus 5, ele disse "eu não vim para retirar a lei, eu não vim para desfazer a lei",
mas Jesus mostrava claramente toda essa questão das alianças de Moisés, das alianças do primeiro testamento e a nova aliança é um assunto muito complexo, sempre mencionamos isso, é assunto de muito debate, muito divergência,
mas nós precisamos entender que sim, a nova aliança trouxe algo além, mas na primeira aliança, nas alianças que Deus deu inicialmente, nós temos o mesmo Deus, aquelas leis não estavam erradas,
porém, antes de falar sobre, eu acho que vou inverter uma ordem aqui, mas antes de falar sobre o que a lei de Moisés ensina e o ponto que eu quero chegar é, o que esses judeus ricos no tempo de Nehemiah, o que eles estavam fazendo de errado?
Eu mencionei que em alguns sentidos eles poderiam até estar fazendo certo, mas eles estavam gerando uma situação muito errada e Nehemiah ficou bravo, mas na verdade eles estavam sim errando, estavam quebrando princípios que Deus tinha dado para Moisés,
mas antes de falar sobre isso, quero só colocar isso aqui, porque eu acho que é importante a gente entender, quando nós olhamos para as leis de Moisés, nós temos que ter um cuidado especial,
também isso envolve um outro tema muito delicado que é, todas as escrituras foram inspiradas por Deus, tem esse conceito que nós falamos da inerrança da palavra,
então, quando nós olhamos para as leis de Moisés, algumas pessoas falam assim, não, essas leis de Moisés foram superadas, a aliança do Antigo Testamento é antiga porque não está mais em vigor,
e algumas coisas não estão mais em vigor, sacrifícios animais, várias coisas da primeira aliança foram realmente superadas pela nova aliança, como nós vemos no livro de Hebreus,
porém os princípios de Deus, nós olhamos para o Pentateuco, para Torá, para os livros do primeiro testamento, nós olhamos para essas escrituras, elas são escrituras, são a palavra de Deus, a palavra inspirada de Deus,
mas como nós devemos olhar para essas leis, para essas normas, a gente poderia fazer uma lista grande, mas eu coloquei aqui alguns exemplos para mostrar que o sistema, o regime da nação de Israel,
as leis que Deus permitiu que Moisés instituísse em Israel, elas foram leis dadas por Deus, tornaram Israel uma nação diferente das outras,
era para Israel, através dessas práticas, demonstrar uma imagem melhor de como Deus era, mas eu quero só olhar algumas coisas aqui para nos mostrar que era um estágio ainda imperfeito,
isso não torna as escrituras não inspiradas, isso não faz com que a gente veja essas leis como uma invenção humana, nós não precisamos prestar atenção a nada disso,
mas nós sabemos que essas coisas aqui são claramente princípios que representam não a perfeita vontade de Deus, não a manifestação, isso aqui Deus não é assim,
ele permitiu, ele não mudou todos os costumes daquela época, ele permitiu que continuasse com algumas práticas que depois seriam revertidas,
então nós precisamos saber olhar para isso porque isso pode trazer muita confusão se a gente não entender, então isso aqui é só uma coisa rápida, não vou nem olhar texto sobre isso,
mas só para mostrar que Deus deu para Israel leis justas, leis que representavam sua natureza, Deus estava elevando esse povo acima do nível daquilo que outras nações tinham,
mas era uma caminhada, era uma coisa progressiva, assim como o próprio conhecimento de Deus, Jesus trouxe algo muito maior do conhecimento de Deus que eles não tinham até então,
então é para a gente entender que naquela época era um estágio imperfeito mesmo comparando com onde nós estamos hoje, eles estavam ainda mais atrasados, eles não tinham caminhado tanto,
não tinha tanta revelação, não tinha, como o Paulo fala até de outras nações, eram os tempos da ignorância, então vamos olhar aqui rapidamente algumas coisas que eram até, faziam parte das normas que Deus permitiu,
mas que não representam o que nós sabemos hoje que Deus quer, então sobre casamento, era permitido poligamia e era permitido divórcio,
lembra que Jesus falou sobre divórcio, ele falou assim, olha porque eles perguntaram para Jesus, mas como que Moisés permitiu, ele falou que podia dar uma carta de divórcio,
e Jesus falou assim, isso ele permitiu por causa da dureza do seu coração, do coração das pessoas, mas no princípio não era assim, não era a intenção de Deus quando Deus criou o homem,
Adão e Eva, não era poligamia, não era para ter divórcio, então isso fazia parte, Deus regulamentou quando tem divórcio, como é que tem que ser, porque ele sabia que eles iam fazer isso,
não tinha ainda uma transformação e olha, nós estamos na nova aliança, temos muito mais recursos do que naquela época por causa do Espírito Santo e do que Jesus fez e o divórcio continua,
então nós precisamos entender que nós também estamos num estágio imperfeito em relação aos pobres, nós estamos num estágio muito imperfeito, estamos muito longe, nem chegamos ao ponto que tinha na lei de Moisés muitas vezes,
mas olha, então tinha poligamia e divórcio naquela época, tinha o sistema de escravidão, era permitido, nós vamos falar um pouco sobre isso, não era para tratar os irmãos do povo de Israel do mesmo jeito,
mas eles podiam ter escravos de outras nações, o sistema de escravidão continuou, tinha escravos, isso era permitido, isso era reconhecido, isso não faz parte da natureza de Deus,
Deus não criou o homem nem para dominar sobre o outro, nem para ter mais do que o outro, para oprimir, para explorar o governo de um grupo de homens sobre outros,
e tudo isso faz parte de um sistema que Deus nunca quis daquela forma, tinha castigo com pena de morte, isso foi uma discussão em relação às leis de um país,
mas se nós pensarmos do povo de Deus, o governo, nós estamos falando sobre o governo de Deus, nessa aliança, se o filho fosse rebelde, se ele não obedecesse, não honrasse os pais,
o filho poderia ser apedrejado, uma mulher em adultério podia ser apedrejada, então tinha essas penas de morte que também não é o desejo, o desejo de Deus é redimir, é transformar, é ter transformação de vida,
tinha leis de vingança, tinha a cidade de refúgio para que a pessoa que matasse sem intenção, acidentalmente, não sofresse vingança, mas tinha lei de vingança,
se eu matasse intencionalmente uma pessoa, um parente daquela pessoa que foi morta, poderia se vingar me matando, então tinha leis de vingança na lei de Moisés,
tinha normas de guerra, o que que se podia fazer quando eles venciam uma guerra, eles podiam escravizar, eles podiam matar, então eram normas, eram costumes,
como eu falei muitas coisas foram mudadas, Deus estava levando o seu povo a um nível acima das nações em volta dos outros povos, mas ainda não era uma transformação total,
e por último, aqui, isso aqui é uma lista que só as coisas que me vieram à mente rapidamente, mas com certeza tem várias outras coisas que nós poderíamos colocar, Jesus falou sobre as leis de alimentação, por exemplo,
mas é que o tratamento de mulheres, se você olhar, tinha várias situações das leis de Moisés em que a mulher não tinha o mesmo direito, ela não era tratada de uma forma igual,
como o próprio Jesus tratava de uma forma diferente, mas naquela época não, ele tratava, Jesus elevou o estado, o tratamento das mulheres, e tem havido muitos avanços nesse sentido,
mas a mulher, mesmo na lei de Moisés, ela não tinha, ela não tinha o mesmo direito, eu estava olhando hoje em Êxodo 21, que fala, no caso assim, de pessoas da nação de Israel, do povo de Israel,
que se vendiam como escravos por causa de dívidas, ou de não ter suficiente, a mulher que era vendida como escrava, ela não saía livre, como os homens, era um tratamento diferente,
e no casamento, em várias coisas assim, as mulheres não tinham os mesmos direitos, não tinham um tratamento realmente de dignidade, então são imperfeições, são coisas que até nos causam estranheza,
mas como que Deus permitiu, mas Deus, ele estava trabalhando com o povo, como ele pegou Abraão, como assim, lá no início, ele foi trabalhando, mas nem tudo era mudado,
Deus foi trabalhando paulatinamente para se revelar e para chegar a ele que tem a sabedoria, ele sabe em que ponto que nós estamos, e isso tem me ensinado muito,
às vezes quando eu vou aconselhar uma pessoa que está numa determinada situação, você não pode pegar uma pessoa que não tem um fundamento, que não tem um coração, pode ser uma pessoa convertida, mas ela não tem ainda uma transformação,
totalmente, nenhum de nós tem, mas ela não está num estágio de vida cristã, em que ela suportaria um determinado padrão, então nós tentamos colocar, às vezes, um padrão muito elevado,
para alguém que ainda não chegou lá e simplesmente aquela pessoa vai se frustrar e vai achar que não serve para fazer parte do povo de Deus,
e nós acabamos rejeitando muitas pessoas, excluindo muitas pessoas, por não saber fazer isso que Deus fazia, que era trabalhar mais de acordo com a situação, então isso é só para a gente ter uma ideia,
eu quero dizer que em relação ao assunto que nós estamos tratando de desigualdades econômicas, de pobreza no meio do povo de Deus, isso se tornou um problema sério para Nehemiah,
era um problema, gerou um problema sério na igreja primitiva, lembra em Atos 6 que tinha divisões, tinha críticas, tinha uma situação explosiva dentro da igreja,
porque eles achavam que as famílias que não eram naturais ali de Israel, eram judeus, mas eram de outros países, tinham vindo de outros lugares, eles não estavam recebendo a distribuição igual,
estavam tendo diferenças, discriminação na distribuição de recursos, então essas situações econômicas, pessoas passando falta, pobreza, pessoas que não conseguem sobreviver com dignidade,
essas situações não permitem a unidade, não tem unidade na igreja, não tem um testemunho unido, como é que Jesus falou assim, as pessoas vão olhar para vocês e vão dizer como eles se amam,
como que as pessoas vão saber que nós nos amamos, é através da nossa generosidade, não é de estar num culto dando abraço um no outro e falando eu te amo, isso não vai provar para ninguém que eu amo meu irmão,
isso tem que ter uma evidência prática e isso envolve nosso bolso e envolve muito mais do que a gente pagar o dízimo, isso envolve realmente uma mudança de coração,
então vamos olhar aqui, nós também estamos no estágio, deveríamos estar num estágio muito mais avançado do que na época antes da vinda de Jesus, mas nós também estamos, como eu falei, nós nem estamos fazendo isso aqui que era exigido na lei,
então eu li alguns desses textos na última aula, mas eu quero voltar, quero examinar com um pouco mais de profundidade quais eram as normas que Deus deu para o povo no primeiro testamento,
para que a gente possa entender direito o que Deus estava ensinando e o que estava errado com a atitude, com as práticas dos ricos no tempo de Nêmias.
Vamos começar, nós vimos que a primeira coisa aqui é que as pessoas, o que Deus queria é que as pessoas tivessem responsabilidade,
tinham uma responsabilidade para que os pobres não sentissem desamparados, não se sentissem desamparados, então depois eu vou achar o texto que fala sobre isso,
que o princípio importante era que não era para deixar, não era para ter uma atitude de desprezo, eles tinham que ter uma atitude de amparo, eles eram responsáveis,
essa era uma atitude, antes de falar sobre emprestar, se podia emprestar com juros ou não emprestar com juros, eles tinham que ter uma atitude de cuidar das pessoas que estavam passando falta.
Levitico 25, versículo 35, "Quando teu irmão empobrecer e as suas forças decairem, sustentá-lo-ás como a um estrangeiro ou peregrino, para que viva contigo".
Ele ainda não falou sobre empréstimo, ele só falou assim, olha, se tiver alguém, depois nós vamos falar sobre tratamento de estrangeiros, que era um pouco diferente, mas eu quero mostrar que em algumas situações,
Deus queria que eles tivessem, mesmo nessa época, a mesma atitude para um israelita ou para um estrangeiro.
Então nós estamos em Levitico 25, versículo 35, "Quando teu irmão empobrecer e as suas forças decairem", ele não tem mais como se manter, poderia ser por idade ou por circunstância da vida,
quando ele não tiver condições de se sustentar, sustenta-lo-ás. Deus não, evidentemente, Deus não estava falando que agora a gente tem que manter toda uma família,
sempre que tem alguém que é pobre, isso aqui é uma atitude, é uma atitude, e ele fala, sustenta-lo-ás como a um estrangeiro peregrino,
quer dizer, esse aqui é o mesmo tratamento, ele tinha que ser, isso é uma responsabilidade. Nós deveríamos ter uma responsabilidade,
uma atitude de responsabilidade para com as pessoas que estão próximas, evidentemente, ninguém vai ser responsável por todos os pobres num bairro, numa cidade,
mas isso aqui, evidentemente, começa com família, com as pessoas mais próximas, com a comunidade da fé, mas isso deve ser uma atitude nossa,
e isso deve pesar muito nosso coração quando a gente fica sabendo de situações dramáticas em outra parte do país, porque houve enchentes,
houve deslizamentos, houve terremotos, tem guerras, tem muitas causas de miséria, e isso deve nos fazer sentir pena, mas evidentemente,
a nossa responsabilidade maior é com as pessoas que estão mais próximas, e isso é uma atitude, é uma atitude, se seu irmão está sem forças, como eu falei,
isso deveria ser atitude em relação à família de sangue, você tem um irmão, um sobrinho, um cunhado, alguém que, um tio, uma pessoa da sua família
que está passando grandes dificuldades, você deve ter uma atitude de que eu também sou responsável, eu preciso sustentar, mas ele compara a um estrangeiro ou peregrino,
nós queremos que as pessoas que vivem conosco perto de nós tenham uma vida digna, então é uma responsabilidade, esse é o fundamento, e ele fala em um texto lá de Deuteronômio 15
que a vontade de Deus, se as pessoas agissem realmente, se todas as pessoas agissem de maneira correta, não deveria ter pobres, já foi feito esse cálculo,
então se os países ricos, se as pessoas ricas, se quem tem sobrando, se todo mundo dividisse, não teria um pobre, não teria um necessitado na terra,
porque tem recursos suficientes para todos, mas evidentemente não veio esse reino, não tem essa atitude da parte de todos, tem na parte de muito poucos,
então por isso no mesmo capítulo 15 de Deuteronômio ele fala assim, vocês sempre vão ter pobres, mas essa não é a vontade de Deus,
Deus quer que todas as pessoas, o ideal é que não tenha necessidade de governo intervir, de governo suprir, porque a própria sociedade deveria agir assim,
se todo mundo sentisse responsabilidade pelos seus familiares, pelos seus vizinhos, pelas pessoas próximas, então não haveria necessidade.
Nós vimos também já que não era, está aqui em Levítico 25 também, versículo 36 e 37, "não tomarás dele juros nem ganho", aí vem a pergunta, então a pergunta que eu fiz na aula passada,
dizendo talvez os ricos estavam emprestando com juros e isso era de certa forma permitido, não tinha um sistema, um sistema financeiro naquela época não era como hoje,
hoje tem os bancos, as instituições, é uma coisa comercial, as pessoas tomam emprestado, não é necessariamente para comer, aliás quem não tem o que comer não consegue pegar empréstimo,
mas a ideia nessa época da Bíblia era que as pessoas pegavam emprestado, não para começar um negócio, comprar uma terra, pelo menos assim não temos muito registro disso,
mas eles tomavam emprestado quando eles estavam passando falta, então nesse sentido realmente os judeus ricos no tempo de Neemias estavam quebrando uma lei de Moisés, eu falei isso errado na última aula,
talvez eles estivessem emprestando e podia ser até permitido, não, naquelas condições pessoas que estavam passando falta, quem tivesse dinheiro não poderia emprestar com juros,
aqui está escrito muito claro, não tomarás dele juros nem ganho, ah não é um juro, mas eu vou te emprestar 500, mas você me paga 550, não, não era para ter ganho,
claro que hoje também tem toda essa questão de inflação, o dinheiro já não vale daqui um ano, o mês que valia, mas a ideia é não ter ganho, é mais claro ainda no versículo, ele fala assim,
mas temerás o teu Deus para que teu irmão viva contigo, o que que é, qual que é o objetivo aqui da lei, dos mandamentos de Deus, é que as pessoas pudessem viver juntas com dignidade igual,
você não vai emprestar, você não vai explorar, você não vai usar seu familiar, ou seu vizinho, ou seu irmão do mesmo povo, você não vai usar essas pessoas como fonte de lucro,
nesse momento, nessa situação de necessidade, de falta, de penúria, de miséria, você não pode explorar, você precisa, aí fala no versículo 37,
não me emprestarás o teu dinheiro com juros, nem lhe darás o teu mantimento por lucro, não é para usar essa situação de necessidade como fonte de lucro, eu vivo disso,
eu empresto e ganho toda essa situação que nós temos, que o mundo hoje usa dinheiro para ganhar dinheiro, é um sistema que prejudica quem não tem,
você usa dinheiro para explorar a falta daqueles que não tem, então não é para emprestar ao pobre com juros, isso era uma coisa muito clara, ok?
Outra coisa, falamos sobre isso na aula passada, era para tratar com dignidade, tem um lugar que ele fala assim, acho que deu todo o nome 24, ele fala sobre,
isso aqui vai entrar no quarto também, era para tratar as pessoas, todos os pobres, eles deviam ser tratados com dignidade, primeiro porque, como que é essa dignidade?
Eles eram tratados como alguém que é meu irmão, ele está numa situação assim, eu quero ajudá-lo a levantar, eu não quero empurrá-lo mais para baixo,
eu não vou usar a situação dele como uma desculpa de tratar mal, de aproveitar dele, tem várias situações que nós vamos mostrar que esse tratamento com dignidade
tem relação com várias coisas, uma delas era esse quarto que não era permitido emprestar com juros, mas era permitido, aí que entra um pouco nessa questão de NEM 65,
que era permitido pegar um penhor, o alvo do primeiro ponto aqui é que eu quero que o meu irmão seja sustentado, eu quero que ele sobreviva,
mas era permitido emprestar e esperar que a pessoa pagasse aquele empréstimo de volta, e era permitido pegar um penhor,
e a pessoa que era muito pobre, ela não tinha nada para dar com o penhor, então ela dava o casaco, ela dava a roupa dela,
então em Deuteronômio 24 esse aqui é um exemplo de como que era, é até uma questão meio engraçada, porque quando você pega um penhor, o que é um penhor?
Você vai pegar a chave numa imobiliária, você deixa um documento, você vai precisar daquele documento, então você só pega o documento de volta se você devolver a chave,
e tem, lógico né, você leva joias para um banco, para pegar um empréstimo, é a garantia, a hipoteca é uma garantia,
então tem vários estágios, vários tipos assim de uma garantia, de um penhor que você vai pagar aquela dívida, mas o pobre ele não tinha nada,
então ele dava a roupa que ele precisava a noite quando ia fazer frio, então olha o que Deuteronômio fala, Deuteronômio 24 fala assim,
versículo 10, "Se emprestares alguma coisa a teu próximo, não lhe invadirás a casa para te garantires com algum penhor",
não era para falar assim, eu vou entrar na sua casa agora, eu vou ver o que você tem de valor para me dar com o penhor, você vai tratar com dignidade,
ele vai dizer o que que ele tem, e você não tem direito de ir entrando de, assim, você superior, essa coisa que eu falei na aula passada assim,
de tratar a pessoa com desprezo, porque é pobre, porque eu posso dizer, eu exijo isso de você, eu posso tratá-lo mal,
eu não posso entrar na casa dele para ver o que eu quero pegar como garantia,
versículo 11, "Ficarás do lado de fora, e o homem a quem prestasse te trará fora o penhor",
ele está dando um detalhe muito significativo para dizer que tipo de dignidade que se esperava, como é que você vai tratar o pobre,
e outra coisa, versículo 12, "Porém, então você fica de fora, ele vai levar alguma coisa para você, e pode ser o cobertor dele, pode ser um casaco,
uma coisa para ele não passar frio a noite", então versículo 12, "Porém, se ele for pobre, você não pode dormir com o penhor dele na sua casa,
e se pondo sol, restituí-lhe-as sem falta o penhor, para que possa deitar-se no seu manto, então ele te abençoará,
e isto será para ti justiça diante do Senhor teu Deus".
Então era permitido pegar penhor, agora, isso que eles estavam fazendo no tempo de Nehemiah, de pegar terras e vinhas e casas com o penhor,
nós não temos uma menção disso na lei de Moisés, mas vamos dizer assim, o penhor era permitido, como uma garantia,
mas o que eles estavam fazendo errado no tempo de Nehemiah? Eles, assim como o pobre não deveria ter que dormir sem o cobertor,
o único que ele tinha para passar a noite, também era evidente que não era para pegar a terra que um pobre poderia usar para ganhar algum sustento,
como o penhor dele, aí como é que ele ia pagar a dívida e como é que ele ia se manter, então essa é a dignidade e essa era a regra,
até mesmo do penhor, que não era para tirar uma coisa necessária para a sua sobrevivência como garantia.
Olha como isso tudo tem centenas de situações, de possibilidades e situações possíveis, mas a ideia, o espírito da coisa era essa,
era para tratar com dignidade e não com desprezo, não com exploração e não para tirar a base que a pessoa poderia ter para passar bem a noite ou para se manter.
Agora, o caso de pobres que se vendiam, que estava acontecendo isso no tempo de Nehemiah, como é que funcionava isso?
A pessoa não tinha mais como buscar por algum outro recurso, a ideia inicial era que se a pessoa não tivesse nada, o rico devia emprestar sem juros,
sem prejudicar o pobre, mas existia situações previstas na lei de Moisés que uma pessoa sem recursos, a pessoa resolvia se vender para poder gerar algum recurso,
para sobreviver, alguma coisa desse tipo. Então, como que isso funcionava? Ele se vendia ou vendia um filho ou uma filha, isso tinha um limite,
do sétimo ano, do ano do jubileu, ele tinha um limite de tempo, mas olha o que fala aqui ainda em Deuteronômio 24, versículo 14,
"Não explorarás o assalariado pobre e necessitado, seja ele teu irmão, seja ele estrangeiro que mora na tua terra."
Olha como aqui ele está dizendo a mesmo tratamento do povo de Israel e do estrangeiro, não era para tratar o assalariado pobre e necessitado,
não era para ser explorado, versículo 15, "No mesmo dia pagarás o seu salário." Voltando agora para Levítico 25,
versículo 39, ele dá uma outra instrução para esse caso aqui, "O pobre se vendia como um escravo para poder ter algum recurso de sobrevivência."
Levítico 25, 39, "Se teu irmão se tornar pobre estando ele contigo e vender-se a ti."
Então, assim, em primeiro lugar, esse caso não deveria ser por causa de empréstimos de juros, com juros, não deveria ser por isso,
mas, e na verdade, se a pessoa estivesse passando falta, era para o rico emprestar, mas, de alguma forma, também houve uma provisão
para que o pobre pudesse se vender, tinha esse sistema de escravos, mas aí ele fala,
versículo 39, "Não lhe imporás serviço de escravo, ele vai se vender, ele vai fazer serviço para você, mas você não vai tratá-lo como um escravo.
Como um assalariado ou peregrino estará contigo, você vai manter, ele vai trabalhar para você e ele vai ganhar o sustento por estar com você."
Então, era para tratar a pessoa que fosse vendi-se, que se vendesse como escravo, não era para tratar como escravo, ok?
Agora, era permitido tratar um estrangeiro como escravo, e depois nós vamos falar sobre isso, mas isso eu considero como, por um lado,
essa diferença de tratamento em relação a estrangeiros, em um sentido, isso foi abolido na Nova Aliança para tratar todo mundo igual.
Mas, mesmo na Nova Aliança, depois nós vamos falar um pouco sobre isso, sobre o que mudou na Nova Aliança,
a nossa primeira responsabilidade, essa diferenciação de tratamento tem um pouco a ver com a ideia de que nós somos responsáveis,
em primeiro lugar, pela nossa família natural, família de sangue, se alguém não cuida dos seus próprios familiares,
é pior do que uma pessoa que não conhece a Deus, fala nas Apístolas de Paulo, e Galatas 6, versículo 10, fala assim,
é para fazer bem a todos, mas principalmente aos da família da fé. Por quê? Porque nós não somos capazes de cuidar de todo mundo.
Então, a nossa primeira responsabilidade é para cuidar dos nossos familiares, agora isso também pode ser feito de uma forma errada,
eu cato, eu dou tudo que eu tenho, eu invisto pesado nos meus filhos, na minha família, e não tenho misericórdia para os outros,
não é esse tipo de coisa que ele está falando. Eu cuido das pessoas da minha família, mas isso não deve ser uma desculpa
para não cuidar de outras pessoas também, nós não devemos ter uma atitude de eu só quero dividir o que eu tenho com pessoas da minha família imediata.
Não, as pessoas da família imediata são a primeira responsabilidade, especialmente em relação a passar falta,
depois os da comunidade da fé, e eventualmente também, não só eventualmente, mas sempre dentro do possível, ajudando pessoas de fora também.
Então, com os estrangeiros, vamos dizer assim, era um tratamento mais comercial, podia emprestar com juros,
era uma situação em que eles não eram responsáveis por cuidar dos estrangeiros, mas em várias coisas, principalmente o estrangeiro que morasse ali por perto,
era para dar o mesmo tratamento, era para não tratar com indignidade, era para tratar, não explorar, era para sustentar quando fosse possível,
então tinha vários indícios de que era para tratar, Deus falou assim, lembrem que vocês foram escravos no Egito,
então não sejam iguais aos egípcios, não tratem os peregrinos, os imigrantes, as pessoas de outras nações de uma forma opressiva, ok?
Então isso também era sempre muito claro na lei de Moisés. Agora, uma coisa que eu queria colocar, antes de falar um pouquinho sobre a nova aliança,
porque então assim, a conclusão, olhando para essa lista aqui, a conclusão em relação a Nehemiah 5, quando Nehemiah tratou com os judeus ricos,
que estavam emprestando, mas nessas condições desumanas, estavam deixando os pobres endividados, estavam obrigando eles a se venderem, estavam obrigando os pobres a hipotecarem suas propriedades,
então o que eles estavam fazendo de errado? Isso a gente tem que ir atrás, porque Nehemiah, ele não era como Esdras, Esdras era um erudito, era um estudioso da lei,
então nós podemos imaginar Esdras falar assim, olha, a lei fala isso. Nehemiah, ele chegava, ele tinha conhecimento dos princípios de Deus,
ele sabia que não era para emprestar com juros, mas ele não era aquele que ficava assim falando, olha, a lei fala assim, baseado em tal versículo,
ele chegou assim e falou assim, isso aqui que vocês estão fazendo está errado, ele tinha esse sentimento, essa percepção,
e o ponto principal, os dois pontos principais em que eles estavam errando era, primeiro, em situação de pobreza não é para emprestar com juros,
então eles estavam totalmente errados em relação a isso, os ricos estavam emprestando com juros,
tanto é que Nehemiah chegou e falou assim, vocês têm que devolver todos os juros que vocês receberem.
O segundo ponto baseado nisso aqui, que eles estavam errando, era que eles estavam pegando penhores, eles estavam exigindo uma garantia
que deixava a pessoa pobre, a família pobre, sem condições de sobreviver, aquela hipoteca, aquele penhor estava agravando a situação,
então estava tirando as terras, tirando o seu meio de sustento, e aí ia ser aquela espiral de miséria cada vez maior,
então isso era um outro ponto que Nehemiah falou assim, devolva tudo, devolva todas as terras, tudo que vocês pegaram de penhor, pode devolver tudo.
E até podemos citar uma terceira coisa que eles estavam errando, porque isso não fica muito claro no texto de Nehemiah 5,
mas aparentemente o pobre que não tinha terras, que não tinha nada, o que ele fazia para poder receber o dinheiro?
Ele tinha que vender os filhos e as filhas como escravos, e provável, pelo que, nas entrelinhas, o que a gente entende é que esses escravos eram vendidos para os outros povos,
aparentemente não eram como escravos dos judeus ricos, mas eles eram vendidos para outros povos e os judeus ricos recebiam o dinheiro dessa venda para poder emprestar,
então eles também estavam quebrando essas regras que não era para tratar as pessoas como escravos,
era para, em último caso, era para poder ter a pessoa trabalhando, mas sendo tratado honestamente e ganhando salário.
Então eles estavam quebrando esses princípios.
No livro de Nehemiah, nesse capítulo de Nehemiah, uma frase aqui, um ponto que também serve como fundamento para essas atitudes,
que o espírito da lei, o que estava por trás de tudo que Deus queria ensinar é "nós devemos ter responsabilidade pelos pobres que estão conosco,
nós devemos tratar com dignidade, nós devemos ajudar aquela pessoa a se levantar, nós não devemos explorar a sua situação de necessidade para lucro próprio,
nós devemos dar, nós devemos emprestar, nós devemos fazer o necessário para que a pessoa volte a ter uma vida digna".
Esse é o ponto e nós devemos nos responsabilizar por isso, nós vamos, como conjunto, não é uma pessoa na igreja que tem mais coisas,
mas toda a comunidade, toda a família, por exemplo, tem uma família com vários irmãos ou primos ou parentes e uma pessoa está passando falta,
vamos nos reunir, vamos, cada um tem esse espírito coletivo, tem esse espírito comunitário que tinha no livro de Atos.
Se tem algum necessitado, então as pessoas vendiam as propriedades, colocavam aos pés dos apóstolos para que houvesse uma distribuição para cada um de acordo com a sua necessidade.
Então havia um espírito comunitário, havia um esforço comunitário para ajudar.
Então esse é o espírito da lei, é o que Deus queria que existisse e isso apareceu nesse momento da restauração dos muros,
Nehemias tratando com essa questão que estava impedindo a obra de continuar porque não podia ter unidade nessas condições.
Agora, no Nehemias 5, versículo 9, fala assim, quando Nehemias ajuntou, fez uma assembleia, ajuntou os credores e ajuntou todo mundo à assembleia,
ele falou, "não é bom o que fazeis, não deviais andar no temor do nosso Deus por causa do próprio, dos gentios, dos nossos inimigos". Que testemunho, além de ser um empecilho para unidade, era um mau testemunho.
Como eu já falei, qual seria o testemunho que Jesus disse para os discípulos, "Todos vão conhecer vocês quando vocês se amarem".
E aí a gente muitas vezes aplica isso para amar, para não rejeitar a pessoa que pensa diferente, divisões, contendas, coisas assim, mas tem talvez mais a ver com esse tratamento de pessoas necessitadas.
Como que nós vamos realmente ter uma atitude, um testemunho para o mundo se nós não cuidarmos das pessoas que estão no nosso meio?
Então, esse era o princípio e ele fala do temor de Deus e eu queria falar, vou ler rapidamente, voltando para Êxodo 22, tem vários textos aqui, Nehemias citou a necessidade de ter temor de Deus.
O que é temor de Deus? Temor de Deus muitas vezes envolve o fator de temor de medo, assim, Deus pode castigar, Deus é severo, Deus não admite que haja injustiça,
Deus fica irado quando pessoas não são tratadas com dignidade, mas temor tem uma conotação de reverência.
Eu entendo principalmente na Nova Aliança, mas mesmo nos textos da Primeira Aliança, Deus fala muito sobre o temor que é o nosso amor por Ele, a nossa reverência a Ele.
Mas por que que deveria ter essa atitude? De onde provém essa atitude de responsabilidade, de cuidar uns dos outros?
Então, eu vou ler rapidamente esses lugares que falam sobre isso, Êxodo 22, que são esses textos principais que falam sobre não oprimir, não emprestar com juros.
Olha só, Êxodo 22 fala assim, começando no versículo 21, Êxodo 22, 21, "O estrangeiro, não afligirás, nem oprimirás, pois estrangeiros fostes na terra do Egito, a nenhuma viúva, nem órfão afligireis."
Versículo 23, "Se de alguma maneira os afligirdes e eles clamarem a mim, eu certamente ouvirei o seu clamor, e a minha ira se acenderá, vos matarei a espada."
Então, ele fala assim, até de castigos graves, e é uma coisa assim que está na Bíblia inteira, que quando alguém está sendo oprimido, quando alguém não está recebendo socorro, o pobre, o necessitado, o sem teto, o mendigo, as pessoas que não conseguem sobreviver,
essas pessoas quando clamam a Deus, e se nós estamos fechando nosso coração, se nós estamos realmente vivendo sem essa generosidade, sem essa atitude certa, essas pessoas vão clamar a Deus e ele vai ouvir, porque Deus é o Deus que atende quando as pessoas clamam a Ele por essas necessidades.
E ele fala, vocês eram escravos, essa experiência que Deus permitiu que a nação inteira de Israel passasse no Egito, era para eles sentirem, era assim, depois vem outras gerações que não provaram isso,
mas a ideia, a experiência que está tão claramente descrito no livro de Êxodo, a condição demorada de escravidão no Egito, era para fazer parte da memória coletiva, era fazer parte da história de Israel,
para que eles tivessem misericórdia dos outros, vocês foram estrangeiros, eu libertei vocês, essa ideia, esse temor a Deus, é uma atitude de que, é como essa questão de perdão,
como é que eu não vou perdoar alguém que me ofendeu em pouca coisa, quando Deus me perdoou, meus pecados enormes, então essa ideia assim, eu, os nossos antepassados, foram escravizados no Egito,
nós éramos estrangeiros, nós éramos desprezados, a Bíblia conta assim que quando Jacob, a sua família, quando eles foram para o Egito, eles eram desprezados, eles eram pastores, eles eram inferiores, considerados inferiores pelos egípcios,
então é uma situação muito ruim, essa coisa de racismo, de preconceito contra imigrantes, contra pessoas de outras nações, pessoas que vêm de lugares onde tem necessidades, refugiados, é para a gente sentir assim, eu só não estou nessa condição por misericórdia de Deus.
Vamos ver aqui em Levítico, 25, versículo 36, fala assim, já lemos esse versículo, "Não tomarás dele, do seu irmão, juros nem ganho, mas temerás o teu Deus", temerás o teu Deus, e no versículo 43,
"não te assemoriareis deles com rigor, mas terás temor do teu Deus", por quê? Porque eles tinham passado por essa situação no Egito e era para eles sentirem compaixão, não é para ter essa atitude de superioridade,
então a ideia de Deus é, se você abençoar o pobre, você será abençoado também, porque é isso que Deus aprova, se você não abençoar, então isso entra o temor assim,
você quer ter uma vida que Deus aprova e que Deus abençoe, faça, seja generoso, ajude os outros, o temor de Deus é saber que Deus não aprova o egoísmo, fechar o coração,
Deus não aprova a gente ver alguém necessitado e não abrir o coração para aquela pessoa, então, e uma maneira da gente adorar a Deus, é uma maneira da gente falar assim,
"Deus, o que eu tenho foi o Senhor que me deu, eu não teria isso, então eu sou apenas um administrador, eu quero abençoar também aqueles que não têm",
então esse temor de Deus é realmente um fundamento de tudo que Deus queria ensinar para seu povo sobre a atitude correta que eles deveriam ter, ok?
Então só rapidamente, estamos pouco tempo, mas eu quero dar uma olhada rápida na Nova Aliança,
primeiro, vamos para Lucas, capítulo 6, então lembrando que Jesus, quando ele deu o Sermão da Montanha, que a gente normalmente olha em Mateus 5, 6 e 7,
em Mateus 5 Jesus falou "eu não vim para tirar a lei, eu não vim para revogar a lei", mas ele mostrou uma profundidade, ele mostrou a lei no coração,
ele mostrou que nós podemos continuar entendendo os princípios fundamentais da lei que Deus revelou, mas nós vamos muito além,
e em Mateus 5 ele fala rapidamente sobre amar as pessoas, mas está mais detalhado em Lucas,
em Mateus ele só fala assim, que não é para se negar a emprestar para quem pede, dá quem te pede, no tempo de Nehemias não fala que eles zeraram as dívidas,
fala que Nehemias exigiu dos nobres, dos ricos, que eles devolvessem os juros e que eles devolvessem as propriedades que seriam fundamentais
para eles continuarem tendo alguma fonte de renda, mas não fala que eles tinham que devolver, que não zeraram a dívida, não cobrar mais a dívida,
mas olha o que Jesus fala em Lucas, capítulo 6, versículo 27, "mas a voz que me ouvis digo, amai aos vossos inimigos, fazer bem aos que vos aborrecem",
já os inimigos, já assim, Jesus, ele colocou um padrão elevadíssimo, "bem dizer aos que vos maldizem, se ferir numa face, oferece a outra",
versículo 30, "dá a qualquer que te pedir", esse aqui no momento não é empréstimo, se te pedir alguma coisa, dá, ao que tomar o que é teu não peças de volta,
"como vós quereis que os homens os façam, da mesma maneira fazeres vós também, se amardes os que vos amam, que recompensa tereis,
até os pecadores amam os que amam, aos que os amam, se fizeres o bem aos que vos fazem o bem, que recompensa tereis",
versículo 34, olha só, Lucas 6, 34, "se emprestades aqueles de quem esperais tornar a receber", esse aqui não é juros,
então olha como a nova aliança nos leva além, "se emprestades aqueles de quem esperais tornar a receber, que recompensa tereis,
até os pecadores emprestam os pecadores para tornarem a receber outro tanto, ao contrário, amai os vossos inimigos, faze o bem, emprestai sem nada esperar",
é difícil, é um padrão elevadíssimo, "ah, se todo mundo souber que o discípulo Jesus empresta e não precisa nem devolver, como é que vai acontecer?",
mas assim, cada situação é uma situação específica, tem que ter direção de Deus, mas essa é a atitude, quando tem alguém que está necessitado,
você empresta, se der para receber de volta, bem, se não der, o seu desejo é que a pessoa consiga se levantar e passar a ter condição digna outra vez,
então isso aqui nos mostra, e aqui não está falando que é só para quem é do povo de Israel, aqui realmente a ideia é agora assim,
nos seguidores de Jesus, que depois incluem judeus e gentios de todos os povos, a ideia é realmente ter uma atitude igual para com todos,
como Galatas fala, começando com sua própria família e a família da fé, mas isso inclui todas as pessoas que você deve ter,
agora, eu quero ler um texto bem forte em Tiago, antes eu vou citar um texto em 1 João, vamos terminar com Tiago,
1 João 3, versículo 17, é aquilo que eu falei sobre como que as pessoas vão ver o amor de Deus em nós, como que é o testemunho,
testemunho de unidade, testemunho de que nós somos um prenúncio do reino de Deus, eu estou dizendo que nós vivemos num sistema humano,
tem disparidade, desigualdade, tem pessoas com excesso, tem pessoas com menos do que o necessário, e essas desigualdades não serão todas resolvidas,
o sistema da igreja, o sistema do mundo não permite uma vida de pleno reino de Deus, isso não existe ainda e não vai existir até que Jesus venha estabelecer o reino,
então a gente tem que ter consciência, assim como naquela época era um estágio ainda imperfeito, nós estamos num estágio imperfeito,
Deus pode converter meu coração para ser generoso, mas muitas vezes outras pessoas não têm a mesma atitude,
outras pessoas têm a atitude e eu não tenho, então não tem esse esforço coletivo, não tem esse espírito comunitário que tinha pelo derramamento do espírito na primeira igreja,
mas 1 João 3,17 fala "Quem tiver bens do mundo e vendo seu irmão necessitado, se rale o seu coração como estará nele o amor de Deus",
porque voltando ao versículo 3,16 fala "nisto conhecemos o amor, que Cristo deu a vida por nós e devemos dar a nossa vida pelos irmãos",
então como que a gente dá a vida? Não é dizendo simplesmente "Deus te abençoe", mas é abrindo o nosso coração, então o amor tem que ter essa evidência prática,
mas eu queria falar, eu queria ler esse texto de Tiago 2, que é muito, muito forte, muito prático, para falar sobre a nossa atitude,
essa questão que me tocou bastante, sim, de como nós devemos tratar as pessoas, como as pessoas devem ser tratadas com dignidade,
o que Tiago fala a respeito desse tratamento desigual dentro da igreja, dentro da igreja? Vamos ler esse texto que é muito claro, Tiago 2, versículo 1
"Meus irmãos, como crentes em nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor da glória, não façais a acepção de pessoas",
o que que é a acepção de pessoas? É tratar uma pessoa diferente das outras, por causa do seu status financeiro,
por exemplo, versículo 2 "Se na vossa reunião entrar algum homem com anel de ouro no dedo, com traje de luxo, e entrar também algum pobre andrajoso, mendigo,
e atentar-lhes para o que tem os trajes de luxo, e lhe dissertes 'assenta-te aqui em lugar de honra', e dissertes ao pobre 'fica aí de pé, assenta-te debaixo do estrado dos meus pés',
não fazeis distinção entre vós mesmos, não vos tornais juízes movidos de maus pensamentos?
Ouvi, meus amados irmãos, olha aqui, é o contrário, é o contrário, o pobre que está com a luz de Deus, pode ser que o pobre tenha muito mais do reino de Deus, da transformação, seja muito mais próximo a Deus do que um rico,
então, não escolheu Deus aos que são pobres aos olhos do mundo para serem ricos na fé, herdeiros do reino que prometeu aos que O amam?
Nós podemos estar tratando uma pessoa pobre com desprezo, até na cultura de muitas igrejas, o pobre é aquele que não tem fé,
e ele está falando que aqueles que são considerados pobres aos olhos do mundo são ricos na fé, são herdeiros, eu posso estar desprezando alguém que tem um conceito altíssimo no reino de Deus.
Mas vós, versículo 6, vós desonrastes o pobre, não são os ricos que os que vos oprimem, vos arrastam aos tribunais, não são eles que blasfemam o bonome, todavia se cumprides a lei real, a lei real é encontrar na escritura, amarás o teu próximo como a ti mesmo, fazer bem,
mas se fazes acepção de pessoas cometeis pecado, sendo arguidos como lei, como transgressores. Então, isso é tratar as pessoas com a visão do reino de Deus.
Nós devemos, nós devemos sentir essa condição, se você tem alguma coisa, nós vivemos num mundo que é muito injusto, o filho de uma família de classe média,
a gente às vezes fala assim, eu não sou de classe média, eu tenho pouca coisa, se você tem o que comer, se você tem onde morar, se você tem transporte, se você tem condições de dar estudo para os seus filhos, você está muito acima da maioria.
E quem nasce numa família que não tem essas condições, com muita dificuldade sai daquela espiral de pobreza. Então, nós vivemos num mundo muito injusto e nós devemos ter uma atitude de que eu não tenho isso aqui por mérito,
eu nasci numa família que me deu condições de ter uma vida digna, mas eu tenho que ter esse sentimento na minha herança, na minha história de família, de humanidade, como a nação de Israel no Egito, eu tenho essa história de escravidão e foi Deus que nos libertou.
Os judeus hoje, pensando em Israel, os judeus tem milênios de sofrimento e eles estão em Israel hoje, eles precisam sempre lembrar disso, se Deus estivesse escrevendo um livro para a nação de Israel hoje,
ele falaria, lembrem como vocês foram perseguidos, como vocês foram peregrinos pelas nações, como vocês foram desprezados, então vocês precisam tratar outros povos que convivem com vocês na nação, na terra de Israel,
também com cuidado, com misericórdia, eu sei que alguns fazem isso, mas esse é o nosso desafio e essa é a nossa atitude, tanto os que são de Israel, mas outros que não são, cristãos estão sendo perseguidos, muitas pessoas vivem em pobreza,
a minha vida seria uma vida de miséria se Deus não tivesse sido misericordioso comigo, então esse é o temor a Deus e é a atitude que nós devemos ter e é a dignidade que nós devemos dar para quem não tem o mesmo que nós,
então é um assunto tremendo, é muito complexo, tem muitas ramificações, implicações, mas que Deus nos ajude que nós possamos ter realmente uma conversão de coração,
Nehemiah, depois nós vamos tratar sobre isso na próxima aula, Nehemiah ele deu um exemplo, ele deu vários exemplos de líder, ele foi uma pessoa que detectou, claro o problema explodiu,
mas ele entendeu onde estava o problema e ele exhortou, ele determinou que os ricos mudassem de atitude, de prática em relação às pessoas que passavam falta,
e isso precisa acontecer por toda parte, até hoje são os mesmos desafios, que Deus nos ajude, Senhor, nós pedimos que enquanto não vier teu reino pleno e perfeito,
que nós possamos olhar lá para o tempo da primeira aliança e ver o que o Senhor queria, que atitudes, que jeito que deveria esses problemas de desigualdade, de pobreza no nosso meio,
como que isso deveria ser tratado naquela época, quem que o Senhor falou conosco agora na nova aliança, que nós possamos ter esse desafio contínuo no nosso coração e que o Senhor converta o nosso coração para Ti,
para termermos a Ti, para servirmos a Ti e para amar e ajudar aqueles que estão próximos a nós, pedimos isso em Teu nome, amém.

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