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Aula 12 – Vol.36 – Impossível ter unidade quando há necessitados

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Depois de enfrentar sérios desafios com ameaças e ataques dos inimigos de fora, Neemias agora enfrenta um problema muito diferente: muitos trabalhadores voluntários, daqueles que se dispuseram a reconstruir o muro, estavam passando fome! Pior: a situação crítica de muitos foi consequência dos juros e abuso econômico de seus irmãos mais ricos! Como poderia ter unidade, todos cooperando juntos para reconstruir os muros e levantar uma forte identidade coletiva, quando alguns tinham recursos em abundância e outros estavam se endividando, penhorando propriedades e até se vendendo como escravos aos credores judeus, simplesmente para poderem comer? A princípio, os ricos estavam agindo dentro das normas estabelecidas, não estavam exigindo mais que o “normal”. Como Neemias vai lidar com essa situação que ameaça a continuidade da obra e a verdadeira restauração do povo de Israel?

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Abaixo, alguns livros que tratam sobre a questão de amor, comunhão. Clique no título:

01/09/24 – Ne 5 – Download do áudio.


 

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Transcrição · gerada automaticamente

Hoje nós estamos em Nehemias, capítulo 5, estamos começando um capítulo novo, o assunto é diferente.
Nós, na sequência, estamos desde o início do livro, o assunto é a restauração dos muros da cidade de Jerusalém.
O chamado de Nehemias, como é que ele foi, como é que ele começou a fazer essa obra.
Então, até aqui, os primeiros quatro capítulos de Nehemias são uma sequência contando a história de como Nehemias chegou em Jerusalém,
como ele começou a fazer esse trabalho e vimos as dificuldades que ele enfrentou antes de começar, depois de começar.
Então, ele enfrentou várias dificuldades, até agora, dificuldades de inimigos, inimigos ali por perto.
Ele tinha o apoio do governo máximo, do império persa, mas ele enfrentou bastante oposição dos outros povos que habitavam
ou dentro da terra de Israel, a terra onde eles estavam, ou pessoas próximas, mas a maioria de dentro da própria terra de Israel.
Porque, durante o cativeiro, outros povos tinham se estabelecido ali, então os judeus não estavam sozinhos, não eram só eles na terra de Israel.
Eles estavam ocupando um lugar ali, Jerusalém, os arredores, Judá, mas ali naquela região.
E os outros povos que estavam provavelmente até dentro dessa região também, mas principalmente outros povos em volta deles, estavam se opondo.
Eles se sentiam ameaçados, então nós vimos como essa restauração dos muros, que tem um significado de unidade,
de restauração da dignidade, da proteção, da identidade deles, esses muros, tem um significado especial em relação à unidade,
porque eles não seriam simplesmente um povo disperso ou desunido, sem identidade, sem dignidade,
mas eles estariam ali unidos, formando uma cidade, Jerusalém, mas essa cidade tinha um significado grande como capital e como representação da força deles.
Eles não tinham intenção nesse momento de se estabelecerem como um país independente, como uma nação,
mas eles estavam buscando a restauração de tudo que tinha sido destruído no tempo do início do cativeiro babilônico.
Mas agora esse capítulo 5 quebra um pouco essa narrativa, esse tema, porque no capítulo 6 nós terminamos o capítulo 4 falando sobre a oposição,
sobre as ameaças, sobre a intenção que os inimigos tinham até de atacá-los, então como que eles enfrentaram isso e continuaram trabalhando mesmo assim,
mas o capítulo 6 vai dar continuidade, o capítulo 6 mostra como os muros foram completamente reconstruídos, então o final dessa etapa vai acontecer no capítulo 6,
mas entre o capítulo 4 e o capítulo 6, que vem o capítulo 5, nós temos uma história que aparentemente não tem nada a ver com esse trabalho de restauração dos muros,
e até é uma coisa um pouco estranha porque vai envolver, vai descrever uma situação de tensão, de divisão, até de reclamação, uma situação muito perigosa para a unidade,
se os muros representam unidade, então essa situação que envolvia pessoas pobres, fazendo falta, precisando de alimentação e outros judeus ricos que emprestavam para eles,
mas que essa situação de pobreza e necessidade estava levando essas pessoas, essa classe, esses grupos de pessoas mais pobres a uma situação extrema de escravidão,
de dívida, de perder suas propriedades, de uma situação muito, muito trágica e muito dramática, e o que isso tem a ver com os muros?
Principalmente porque todos eles, ricos e pobres, estavam construindo juntos, mas alguns tinham plenas condições econômicas e de alimentação, não faltava nada,
e outros estavam passando fome, então como que eles iam continuar trabalhando nessas condições? Então nós vamos ver, é uma história que tem uma relevância muito grande em relação à construção dos muros,
porque simplesmente não teria condições de continuar trabalhando se algumas pessoas estavam nessa condição, então está aqui no meio da história da restauração dos muros,
e tem uma importância muito grande porque o assunto é restauração, o assunto é unidade, o assunto é a comunidade do povo de Deus, como que isso pode sobreviver,
como que pode haver unidade no meio de tanta disparidade, no meio de tanta desigualdade, nós vamos olhar para essa situação, está aqui evidentemente porque não só é algo que aconteceu no meio desse processo da restauração dos muros,
mas tem uma importância, um significado para nós entendermos como nós podemos ver restauração hoje sem tratar dessas questões muito, muito práticas, vamos orar e pedir ajuda de Deus.
Senhor, nós sabemos que essa situação não surgiu apenas porque eles estavam empenhados em restaurar os muros, mas talvez ficou mais grave, ficou mais evidente no meio dessa situação,
então nós queremos entender qual a solução, porque essas diferenças, essas desigualdades sempre existiram, vão continuar no nosso meio como vários lugares falam que sempre vai ter pobres, sempre vai ter desigualdades,
então nós queremos entender com a ajuda do Senhor como Nehemias, como um exemplo de liderança, como ele lidou com isso, como ele tratou essa questão tão urgente e tão necessária.
Pedimos a tua ajuda para entender e para sempre para aplicar na nossa vida e na nossa geração, pedimos isso em nome de Jesus, amém.
Então, essa situação, vamos ler o primeiro versículo de Nehemias 5 para entender o contexto.
Ora, os homens e as suas mulheres, não é muito comum essa expressão, os homens e as suas mulheres.
Por que citou as mulheres? Porque essa falta, essa situação de pobreza, de não ter o que comer, evidentemente as mulheres sentiam isso mais de perto,
porque elas que cuidavam da alimentação, do sustento da família, os maridos muitas vezes estavam trabalhando na reconstrução do muro, mas a situação nos lares era muito grave,
e lembrando também que não tem uma descrição muito detalhada sobre isso, mas no capítulo 3 nós vimos que os grupos que estavam trabalhando nos muros,
alguns desses grupos vieram de fora de Jerusalém, não eram só pessoas que eram da cidade de Jerusalém, as pessoas que moravam em Jerusalém muitas vezes trabalhavam até próximo às suas casas,
reconstruindo os muros eles moravam ali naquela proximidade, alguns trabalhavam bem em frente às suas casas, mas muitos vieram de outras cidades, eles foram unidos,
todo mundo se juntou, todo mundo se empenhou em fazer essa reconstrução, e no final do capítulo 4 fala que por causa das ameaças dos inimigos,
algumas dessas pessoas ou todas essas pessoas que vieram de outras cidades dos arredores, eles dormiam dentro da cidade de Jerusalém, ou seja, eles não voltavam para as suas casas,
então de qualquer forma é que destaca a reclamação, a participação ativa das mulheres porque estavam sentindo na pele a dificuldade,
talvez até porque os homens, ao invés de muitos que não tinham muitas postas, não tinham muitos recursos, eles não estavam trabalhando para o sustento da casa, eles estavam trabalhando nos muros,
foi um período curto, todo esse processo de reconstrução dos muros levou 52 dias, menos de dois meses, mas isso já estava fazendo falta, eles já estavam sentindo talvez quem trabalhava,
talvez com salários, porque o trabalho nos muros era voluntário, ninguém estava recebendo, então, enfim, os homens e as suas mulheres levantaram um grande clamor.
Eu acho que Niemias deve ter falado assim, e agora? O que eu faço agora? Porque eles já tinham enfrentado a oposição dos inimigos,
estava até o final do capítulo 4 aparentemente estava mais ou menos tranquilo, os inimigos souberam que o povo judeu estava unido, estava preparado, estavam prontos para se defender,
então parece que tinha acalmado um pouco essa situação, mas aí surgiu uma situação interna, uma situação de uns contra os outros, porque olha só o versículo 1 ainda,
eles levantaram, homens e suas mulheres levantaram um grande clamor contra quem? Contra os judeus, seus irmãos, então nós temos aqui uma situação interna,
isso aqui não é como no êxodo do Egito, os egípcios escravizando os hebreus, impondo trabalho escravo, exigindo, maltratando, oprimindo,
esse aqui é uma situação interna, judeus contra judeus, e o que vai aparecer nos próximos versículos é que alguns judeus eram pobres e precisavam de empréstimos para poder comer,
e os judeus ricos estavam emprestando dinheiro, mas com condições que estavam causando muito sofrimento, então os homens e suas mulheres levantaram um grande clamor contra os judeus,
porque essa situação chegou nesse ponto crítico bem agora no meio da reconstrução dos muros? Eu falei não sei, a não ser que tenha sido realmente porque eles estavam, os pobres estavam,
o fato de estarem trabalhando nos muros levou a mais escassez, eles não tinham recursos, mas provavelmente essa situação estava em andamento há algum tempo,
porque aqui vai explicar qual era a situação deles, então não era uma coisa que aconteceu somente dentro desse período curto de trabalho nos muros,
era uma situação que vinha acontecendo há algum tempo para chegar nesse ponto, mas de alguma maneira chegou nesse ponto crítico no meio da reconstrução dos muros,
e foi um grande obstáculo, porque desse jeito a obra não ia poder continuar, imagine mais uma vez pensando no significado de todos juntos essa história da reconstrução dos muros,
a forma como todos estavam cooperando, a forma como eles se uniram, pessoas de Jerusalém, pessoas de outras cidades, pessoas pobres, pessoas ricas, pessoas de diferentes profissões,
então foi assim, até aqui é uma história muito bonita de unidade, de todo mundo colocando o ombro juntos para juntos resolverem, para juntos fazerem essa obra,
mesmo diante de ameaças, de ataques dos inimigos, eles continuaram, eles não desistiram, Nemia sempre muito presente e tendo uma grande participação nisso,
mas o povo estava correspondendo, o povo estava se unindo, então essa restauração dos muros tem um significado muito maior do que apenas pensar em muros em torno de uma cidade,
mas era um trabalho de unidade, um trabalho de cooperação, um trabalho em que cada um tinha uma parte, então até aqui é uma história muito bonita, é uma história, é um exemplo tremendo de unidade e cooperação,
mas agora vem a tona, explode uma situação muito grave, uma situação explosiva, uma situação que poderia trazer consequências muito sérias,
porque pessoas passando falta, e olha só, nós vamos ver aqui, ele nos próximos versículos, ele relata três grupos diferentes parece, né,
três pelo que nós podemos entender, eram pelo menos três grupos diferentes de pessoas, mas com algo muito em comum, todos eles estavam passando falta, todos eles estavam precisando de comida na mesa,
então no versículo dois, "Alguns diziam, nós, nossos filhos e nossas filhas, somos muitos que se nos dê trigo para que comamos e vivamos",
então eles tinham famílias, né, famílias geralmente tinham muitos filhos e eles não, eles estavam provavelmente, esses que estavam trabalhando nos muros estavam dizendo "Como que nós vamos continuar? Nós não temos comida, nós precisamos ter comida para continuar".
Não define isso, mas como aqui só fala nós, nossas famílias, nós precisamos de comida, dá impressão que esse primeiro grupo não tinha terras, porque o outro grupo vai falar das propriedades,
então esse primeiro grupo talvez fosse de pessoas que não tinham, não tinham propriedades, não eram mesmo que fosse uma terra pequena,
a gente nem sabe direito como é que as pessoas que tinham voltado da Babilônia, quase cem anos antes, eles chegaram lá, tinham pessoas morando na terra,
como é que eles voltaram para suas propriedades, essas coisas nós não temos esses detalhes, mas de alguma forma havia pessoas com propriedades e havia pessoas sem propriedades,
e mesmo entre as pessoas com propriedades, algumas pessoas tinham mais recursos e mesmo as pessoas com propriedades, algumas delas também estavam passando dificuldades,
então como sempre acontece em todas as sociedades humanas desde o início, desde o pecado que entrou na humanidade, nós temos essas diferenças, algumas pessoas têm mais e outras pessoas têm menos,
então como que lida com isso, como é que resolve essa questão, então o segundo grupo no versículo 3, outros diziam, estamos empenhando as nossas terras,
as nossas vinhas e as nossas casas para conseguirmos trigo durante a fome, então aqui tem um, aqui menciona um outro fator, eu falei que um fator podia ser essa questão
de que eles estavam trabalhando nos muros e não nas suas próprias lavouras e para seu próprio sustento, agora aqui no versículo 3 fala a respeito de uma fome,
então mesmo sem essa questão dos muros eles estavam passando dificuldade porque certamente não tinha vindo as chuvas e eles não conseguiam colher, então eles precisavam de trigo,
como é que alguns tinham trigo e outros não tinham, são coisas que nós não sabemos mas sempre tem aqueles que conseguem trazer de outros lugares, já tem recursos, já tem posses,
então conseguem recursos, conseguem alimentos quando os outros não conseguem, então é uma situação como tantas e tantas que nós encontramos em todas as sociedades,
em todas as situações até hoje, mas olha só, esse segundo grupo então, eles tinham terras, eles tinham vinhas, eles tinham casas, mas como não estavam conseguindo colher a fome,
eles não tinham comida, a única coisa que eles podiam fazer, eles não tinham reservas, não tinham dinheiro, eles tiveram que empenhar, tomar emprestado com hipoteca,
eles tinham que dar como garantia para quem estava emprestando dinheiro, eles tinham que dar as suas próprias terras, tem uma coisa assim muito, tem a lógica do sistema humano,
do sistema capitalista, mas assim, mesmo muito antes de ter um sistema chamado capitalismo, assim, sempre tem o sistema humano de uns conseguirem ajuntar e outros não,
isso sempre existiu e existe em sociedades que se chamam socialistas ou comunistas ou ditaduras ou qualquer outro sistema, sempre tem, sempre tem, todas as sociedades,
sempre tem, alguns que têm e alguns que não têm, e aquela prática antiga, hoje nós não temos exatamente esse tipo de escravidão,
mas mesmo nas épocas da Inglaterra, de outras sociedades assim, na época dos séculos passados, muitas vezes as pessoas que tinham dívidas eram presas porque não conseguiam pagar,
e eu sempre achava assim, mas que falta de lógica porque a pessoa na prisão muito menos vai conseguir pagar as suas dívidas,
e aqui então essas pessoas que tinham propriedades, que tinham vinhas, que tinham um lugar para fazer plantações, para ter rebanhos, para ter alguma fonte de alimento,
para conseguir o alimento tinham que hipotecar suas terras, que não era como hoje você faz uma hipoteca no banco,
se você não pagar a sua dívida você perde a casa, o que você colocou como garantia, mas aqui parece que enquanto eles não pagavam a dívida eles nem podiam usufruir,
eles nem podiam plantar nas suas casas, então era um círculo vicioso, hipotecavam as terras para conseguir o empréstimo e dinheiro para comer,
mas para garantia do empréstimo eles não podiam mais usar a sua terra, então muito menos eles iam conseguir daqui seis meses, daqui um ano,
eles não iam conseguir comida, não iam ter mais terra para hipotecar, e o que que podia acontecer?
Vai falar aqui na frente tem um último recurso que eles usavam naquelas épocas, durante muito tempo, na época de Moisés, na época das leis de Moisés falava sobre essa prática,
então vamos ver o que eles faziam quando já não tinham mais o que hipotecar e não tinham mais como comer e não tinham mais como pegar emprestado.
O versículo 4 nós temos um outro grupo que ainda outros diziam, tomamos dinheiro emprestado até para o tributo do rei,
eu estou falando de três grupos mas as vezes eram até assim, algumas pessoas estavam em mais de um grupo ou a mesma situação, mas o que que é o tributo do rei?
O império persa, como todos os impérios, como todos os governos, é a fonte de recursos de qualquer governo em qualquer época, são os impostos,
então só que nas sociedades antigas, nos impérios, hoje também muitas vezes você paga imposto e não vê o retorno, você não recebe benefício pelo imposto que você paga,
mas naquela época menos ainda porque todos esses impostos iam embora para a capital, para o imperador e ele ficava rico, ele mantinha exércitos, ele construía palácios e fazia tantas coisas,
esse dinheiro não voltava, não tinha benefício para quem pagava, mas era uma coisa pesada para eles, então eles não tinham dinheiro para pagar o imposto sobre as terras,
sobre as casas que eles tinham, então eles tinham que também tomar dinheiro emprestado por isso, até para o tributo do rei sobre as nossas terras e as nossas vinhas, então nós podemos pensar,
esse terceiro grupo talvez não tivesse ainda hipotecado suas terras, mas eles mesmo assim tinham que tomar emprestado, talvez não para comer nesse caso, mas para pagar o tributo do rei,
de qualquer forma os três grupos estão numa situação de emergência, estão numa situação de calamidade, porque olha o que acontece, olha a situação a que eles chegaram por causa dessa falta de comida,
por causa de ter que tomar dinheiro emprestado e ter que hipotecar suas terras, enfim, qual que era a situação, isso chegou aonde, por isso que eu digo que essa situação,
ela veio à tona neste momento, mas ela estava com certeza, essa situação de tomar emprestado, de perder o direito às suas terras, de não ter, chegou num ponto gravíssimo em que realmente eles estavam sem comida para o dia a dia,
então olha aqui, versículo 5, embora sejamos da mesma carne e do mesmo sangue que nossos irmãos, lembra, uns judeus estão levantando um grande clamor contra outros judeus, então irmãos contra irmãos,
isso aqui não é o povo hebreu gemendo debaixo da escravidão do Egito, ou da Babilônia, ou da Síria, ou de algum país, algum povo estrangeiro, eles estão nessa situação de calamidade,
porque estão devendo para seus irmãos, e embora sejamos da mesma carne e do mesmo sangue que nossos irmãos, e nossos filhos sejam tão bons como os deles,
contudo temos de sujeitar nossos filhos e nossas filhas para serem, a minha tradução fala servos, mas é escravos, o que que acontecia quando a pessoa, quando a família, quando o homem não tinha mais condições de prover para sua casa?
Se ele não tinha terra, ele... de qualquer forma ele tinha que tomar emprestado, mas como é que ele vai pagar?
Se ele tinha terras e tinha hipotecado as terras, já acabou o dinheiro, o que que acontece agora? As pessoas que tomavam emprestado para pagar impostos.
Então quando chegava no último ponto, não tem mais saída, o que que eles faziam, o que que eles podiam vender? Eles se vendiam.
E essa prática ela é citada na lei de Moisés, no livro de Êxodo, no livro de Levítico, essa prática da pessoa ficar em dívida e ter que se vender como escravo.
Essa prática existia, era comum e nós vamos já daqui a pouquinho ler alguns desses textos nos livros de Moisés para entender como que Deus tratava, qual era a instrução de Deus sobre essas situações.
Mas eles tinham que se vender algumas e aqui é o fato de ser filhas, ele fala assim, algumas de nossas filhas, porque ele já falou assim na frase anterior,
"Contudo temos de sujeitar nossos filhos e nossas filhas", ok, filhos e filhas, tinham que trabalhar como escravos, eram vendidos como escravos.
Mas quando fala logo em seguida, algumas de nossas filhas já foram reduzidas à escravidão, quando especifica que eram as filhas, isso provavelmente era um tipo de escrava sexual.
Então algumas de nossas filhas já foram reduzidas à escravidão, olha que situação, isso era a pior coisa que podia acontecer com uma família, com os pais,
de chegar nessa situação e ter que vender os próprios filhos, ou às vezes eles se vendiam também, os próprios pais às vezes se vendiam.
E aí em algumas situações essa situação nunca se revertia, em alguns casos nunca mudava, a pessoa era reduzida a ser escravo para sempre, os filhos que nasciam depois disso eram escravos também,
muitas sociedades antigas era assim, Deus tinha uma regra, não era ainda uma coisa ideal, a lei de Moisés não aboliu a escravidão, tinha escravidão, mas Deus deu algumas normas para que isso não fosse perpetuado,
para que pudesse ter um fim, mas aí essa é a situação, algumas de nossas filhas já foram reduzidas à escravidão, mas não está em nosso poder evitá-lo,
porque os nossos campos e as nossas vinhas pertencem a outros, porque eles tinham hipotecado, porque a esperança dos pais, a esperança sempre era se tivesse que hipotecar, se tivesse que se vender como escravo,
então você trabalharia e tentaria reverter, você tentaria comprar de volta, que é o significado de redenção, redimir, resgatar, é comprar de volta,
foi isso que Jesus fez na cruz, nos comprou de volta da escravidão ao pecado, mas essa situação econômica era uma situação muito grave, então isso veio à tona,
explodiu nesse momento, no meio da restauração dos muros, nós temos essa situação calamitosa, degradante, trágica, nós temos uma situação terrível acontecendo,
e isso era pior, porque os credores dos judeus pobres eram outros judeus, os judeus ricos, então por isso que no versículo 6,
quando Nehemias ouvindo "eu", o seu clamor e essas palavras, fiquei muito irado, parece que Nehemias devia saber de alguma coisa em relação a isso, mas com certeza foi a extensão,
a gravidade da situação foi uma surpresa para ele e ele ficou muito irado. Eu vou adiantar aqui um pouquinho, porque nós vamos em seguida discutir um pouco essa situação,
porque ela, as práticas, os costumes, as leis mudam com o passar do tempo, hoje a gente não tem exatamente esse tipo de escravidão, mas a situação econômica,
a pobreza é uma escravidão, tem um versículo que acho que sim, só rapidamente, só vou citar aqui, tem um versículo em Provérbios, Provérbios 22, versículo 7, fala assim,
"o rico domina sobre os pobres, e o que toma emprestado é servo, ou escravo, do que empresta". Então essa é uma definição, é um versículo bem sucinto,
Provérbios 22, versículo 7, "o rico domina sobre os pobres", o poder de dominar os outros, de controlar é dos ricos, e essa é uma maldade que existe,
nós não estamos falando sobre comunismo, sobre revoluções, ou sobre ideias que não funcionam, nós estamos falando sobre uma situação que existe, existe aqui no Brasil, existe em países ricos,
existe em países pobres, é o sistema humano, e já desde o início vamos declarar que não existe esperança de eliminar esse sistema até que Jesus volte,
então o sistema seja capitalista, socialista, ditadura, seja qual for o sistema, muda, alguns sistemas são piores, escraviza mais gente, são mais injustos,
mas nas melhores sociedades tem essas injustiças, e tem toda a questão complexa, porque algumas pessoas são pobres, porque elas realmente não tiveram condições,
alguns nem sabem como reagir, algumas pessoas têm muitas situações e não têm uma solução única, não têm os governos e os filósofos e os políticos,
brigam sobre isso, discutem isso desde sempre, e como eu falei, nós sabemos que para eliminar isso por completo, só na volta de Jesus, só o reino de Deus,
mas até que venha o reino de Deus, existem algumas coisas que podem ser feitas, então nós temos o exemplo de como Deus ordenou o povo de Israel,
nós temos o que Jesus falou sobre isso, nós temos o que os apóstolos falaram sobre isso, então a Bíblia não promete uma eliminação de injustiça,
uma eliminação de desigualdade, nós não temos esperança disso, até que Jesus volte, mas isso não significa que nós tenhamos que nos conformar.
Nemias é um modelo, Nemias é um exemplo de um líder que soube o que fazer nessa situação, ele não eliminou a pobreza, ele não mandou os ricos dividir tudo que eles tinham com os pobres,
mas ele deu uma solução, nós vamos falar, vamos seguir um pouquinho mais no capítulo antes de começar a discutir um pouco o que a Bíblia fala sobre isso e qual é a possibilidade,
o que nós podemos fazer enquanto Jesus não volta, enquanto não tem uma solução final, mas vamos ver o que que Nemias fez, primeiro lugar ele ficou muito irado,
se você não fica irado, se você não fica comovido, se você não fica incomodado com qualquer tipo de desigualdade, mais uma vez quando eu falo desigualdade,
eu não estou falando de uma tentativa utópica de tentar assim fazer com que todo mundo tenha a mesma coisa, mas o que deve nos incomodar é essa desigualdade,
uns terem luxo, uns poderem fazer tantas coisas prazerosas, maravilhosas, ter casas, ter condições de viajar, ter condições de dar o melhor, ter condições de comer o melhor,
algumas pessoas tem um privilégio tremendo e outros não tem nem o que comer, agora sim alguém ter uma casa melhor, alguém ter um carro melhor,
isso não tem, assim, dentro da nossa, dentro do sistema atual, isso não é problema em si, mas como o livro de Atos mostra na primeira comunidade da igreja,
em Atos 4, acho que 34, fala que não havia naquele início, naquela primeira comunidade que viveu a presença e o amor de Deus, não havia necessitado,
então esse é o problema, quando nós vemos injustiça, quando nós vemos falta, quando nós vemos crianças morrendo de fome, quando nós vemos pessoas que não têm acesso à saúde,
ou a educação, o mínimo necessário, isso tem que nos comover, isso não pode continuar, agora por que Neemias ficou irado? Ele ficou irado porque essa situação,
e já vou falar sobre a situação dos ricos, dos judeus ricos que estavam emprestando para os pobres, aqui não fica muito claro se eles estavam,
se os ricos estavam fazendo algo, vamos dizer assim, muito abusivo, muito excessivo, porque eu vou olhar alguns textos nos livros de Moisés, mas todo mundo acho que lembra que Deus sempre ordenava,
assim, que não devia cobrar juros exorbitantes, juros abusivos, mas eu não posso dizer que não temos dados para dizer se os juros que esses ricos estavam cobrando dos pobres,
se eles estavam fazendo alguma coisa ilegal, se você toma dinheiro emprestado no banco ou com uma outra pessoa que te empresta particular, você sabe qual é a condição,
se você toma dinheiro emprestado, você sabe que tem que pagar com juros, tem as condições, então dentro do sistema existe exploração, existe trabalho escravo, existem injustiças terríveis,
mas vamos dizer, só para a gente poder analisar isso aqui, para entender melhor essa situação, vamos admitir que os judeus ricos nessa situação,
que eles estivessem dentro do sistema, dentro do sistema normal, eles não estavam explorando, eles não estavam fazendo uma coisa abusiva, mas como o próprio sistema funciona assim?
Quem tem dinheiro, ele consegue multiplicar o dinheiro, quem não tem recursos, ele precisa, ele fica a mercê, ele não consegue e ele começa a perder o pouco que ele tinha,
muitas vezes dentro de uma situação como de fome ou de uma situação de doença a pessoa pode perder, não porque houve uma exploração, mas essa é a condição, o sistema funciona assim,
então, porque você vai notar nas palavras de Nehemiah que ele não, ele fala, vamos ver, primeiro, vamos voltar aqui um pouquinho, primeira coisa, ele ficou irado,
esse é o ponto que eu queria deixar, que essas situações de pobreza, de não ter o mínimo necessário e de ser vítimas de um sistema que não permite,
o sistema funciona assim, se você não tem, se venda como escravo, você tem que ver sua filha sendo vendida como escrava sexual,
o sistema funciona assim, mas aí nós temos duas situações, o sistema é maligno, todo o sistema humano, mesmo aquilo que você vai num banco,
está tudo certinho, tem as leis, tem as normas, é assim, não é uma coisa errada em si, mas o sistema é maligno e outra vez eu não estou falando sobre fazer revolução,
não tem alternativa, não tem um sistema melhor, o mundo já experimentou os outros sistemas, mas nós temos que ficar incomodados,
nós temos que ficar irados, nós temos que ficar tristes, nós temos que chorar por causa da situação,
agora o sistema é maligno, mas agora nós vamos chegar mais num ponto além, porque dentro do povo de Deus, daqueles que têm aliança com Deus,
mais ou menos continua o mesmo sistema, nós vivemos neste mundo, nós temos que obedecer, nós temos também, quem tem propriedade ou quem tem produto vende, quem tem dinheiro empresta e tal,
nós não saímos do mundo, o novo sistema não foi implantado, então Israel, no tempo de Moisés, Deus não mudou totalmente o sistema,
a escravidão continuava, mas ele colocou algumas regras, ele colocou algumas normas para que fosse possível viver dentro desse sistema, já pensando em outras normas, em outras atitudes,
em outras palavras, é um pouco difícil de explicar isso, mas o que Deus deu para Moisés, quando ele deu as leis e deu as normas,
como eu falei, ele não instituiu o reino perfeito de Deus, se você ler os livros de Moisés, não só a questão de que o povo de Israel não guardava, não era obediente,
mas se você olhar as leis, não era uma coisa perfeita, Deus permitiu, Deus sabia que não era possível mudar plenamente, essa mudança vem com a nova aliança,
um grande passo além, a nova aliança em Jesus, mas mesmo com a nova aliança, nós estamos aguardando a volta de Jesus, porque quem vai destruir Babilônia,
quem vai anular Babilônia, é Jesus, nós não temos esperança em outro sistema, mas o que eu quero dizer é que dentro do sistema maligno,
que favorece os que têm e prejudica os que por algum motivo não têm, é possível viver com outras atitudes, e é isso que nós queremos ver,
e é isso que Nehemiah chegou, o que que Nehemiah vai fazer, como que ele vai resolver o problema da fome, como que ele vai resolver o problema dos que penhoraram suas terras,
como que vai resolver os que tinham sido dados em escravidão, o que que Nehemiah vai fazer, se ele estivesse lidando com egípcios, ou Babilônius, ou outros povos,
ele teria que ter um libertador para tirar o povo da escravidão, como aconteceu no êxodo, mas aqui Nehemiah podia fazer alguma coisa porque eram judeus,
então o que que ele fala? Primeiro ele fica irado, ele fica triste, mas aí ele não age, olha que lição que você quase passa por cima no versículo 7,
que Nehemiah nos dá muitas lições tremendas, como um líder deve agir, e lembra que Nehemiah, nós vamos depois falar mais sobre isso em outras daqui para frente,
mas Nehemiah é um exemplo, quando nós pensamos em quais são os exemplos que nós temos na Bíblia, quais são as referências de líderes no sistema político,
no sistema deste mundo, porque nós temos os juízes, os reis de Judá, de Israel, que eles faziam parte de um governo instituído por Deus,
mas como nós já vimos mesmo, o povo de Deus ainda não era o sistema do reino de Deus, eles estavam apontando para isso,
mas Nehemiah, ele é um governador, ele está debaixo do governo da Pérsia, e ele nos dá alguns exemplos claros de como um líder pode agir dentro do sistema que ainda existe,
ele não tinha o poder para governar Israel como um país independente, mas ele recebeu autoridade do imperador da Pérsia para ser governador, para fazer o que tinha que ser feito ali,
então vamos ver o que ele... a primeira coisa que ele faz, que nós aprendemos com ele no versículo 7 é que ele ponderou, ele ficou irado, ele sentiu, se você não sente,
você não vai agir dentro da vontade de Deus, porque você vai fazer uma coisa com frieza, você vai fazer o que é expediente,
toda a chave de um líder que faz algo dentro da vontade de Deus é você sentir a injustiça, é você sentir aquilo que é contrário à vontade de Deus,
mesmo que as pessoas, esse ponto que eu queria deixar muito claro, mesmo que os judeus ricos estivessem agindo dentro da normalidade, dentro daquilo que era permitido, dentro do sistema, o sistema funciona assim,
Nehemiah ficou irado, mas ele, então, primeiro, tem que sentir, mas segundo, você não pode agir dentro do calor do sentimento apenas,
você tem que se segurar, parar um pouquinho, ele considerou as palavras, ele considerou a situação, não sabemos por quanto tempo, foi rápido, mas ele não foi agindo no impulso,
ele não foi agindo simplesmente porque "eu vou acabar com esse povo que está fazendo isso", não, o que ele podia fazer? Então, ele ponderou primeiro, ele pensou, ele deve ter orado,
ele não agiu sem pensar, sem se fundamentar primeiro, então esse é um ponto importante, e depois, então, versículo 7, ele levantou uma acusação contra os nobres e os magistrados,
e lhes disse, "sóis usurários", eles estão cobrando usura, "dos vossos próprios irmãos", essa palavra usura é sempre uma palavra negativa, pejorativa,
mas como eu falei, essa palavra simplesmente significa que eles estavam cobrando juros, e pode não ter sido uma coisa, vamos dizer assim, uma coisa fora da normalidade,
mas qual que é o ponto aqui? Vocês estão fazendo isso contra seus irmãos, contra seus próprios irmãos, assim convoquei contra eles uma grande assembleia,
e lhes disse, agora veja só, ele apresenta a eles a situação, ele falou, "nós", ele e os outros oficiais, os que estavam ali para governar, "nós resgatamos os judeus, nossos irmãos que foram vendidos às nações",
então essa questão de escravidão, os judeus que, aqui não tem uma explicação muito clara, mas o que a gente pode entender é que os judeus pobres que já tinham penhorado terras e casas e vinhas,
e não tinham mais o que dar, eles tinham que se vender, e esse vender eles se vendiam a outros, provavelmente eles não se vendiam aos judeus ricos,
mas os judeus ricos eles pegavam dinheiro, porque era o empréstimo deles, então eu não posso pagar minha dívida, eu me vendo para um estrangeiro, o estrangeiro paga a minha dívida para o judeu rico,
então ele estava dizendo, "nós estamos resgatando os judeus nossos irmãos que foram vendidos às nações segundo as nossas posses", Nemes estava assim, "nós estamos fazendo o possível para comprar esses judeus que tiveram que se vender por causa de dívidas, nós estamos tentando resgatar,
agora vocês estão negociando os seus irmãos para que sejam vendidos a nós, porque eles tinham que comprar de volta, nós estamos comprando de volta os que já se venderam e vocês estão vendendo mais, vocês estão complicando,
a gente está tentando resgatar e vocês estão mandando mais gente para ser resgatado, então o que ele está dizendo não é assim, vocês não podem prestar dinheiro, vocês não podem prestar, o que ele está dizendo é assim, olha o resultado,
o que vocês estão fazendo pode ser tudo lícito, mas olha o resultado, nós estamos vendendo nossos irmãos para outros povos, então essa era a situação, ele cobrou no versículo 7, vocês estão cobrando juros dos seus próprios irmãos,
mas ele está apelando mais para a questão de que isso está resultando em escravidão, e isso é escravidão dos nossos irmãos, então ele está dizendo, vocês não percebem o que está acontecendo, vocês não percebem o resultado disso,
e isso foi tão claro assim, nem minha pelo menos o que consta aqui no relato, ele não é de fazer grandes discursos, mas ele falava de uma forma muito prática, muito direta e os judeus ricos se calaram,
final do versículo 8, eles se calaram porque não acharam o que responder, pelo que continuei, versículo 9, não é bom o que fazeis, não deviais andar no temor do nosso Deus por causa do opróbrio dos gentios,
os nossos inimigos, os nossos inimigos querem nos atacar, querem nos expulsar, querem atrapalhar a restauração, e você está ajudando a causa deles.
Também, versículo 10, também eu, meus irmãos e meus homens, lhes temos emprestado dinheiro e trigo, vamos abrir mão, demos de mão a esse ganho, aqui também não fica muito claro se Neemias e os outros colegas, os que estavam junto com ele,
não fica muito claro se eles também estavam emprestando com juros, mas ele está se colocando, acho que o que dá para entender é que Neemias está dizendo "eu também estou emprestando",
mas eu quero dizer que nós podemos emprestar sem cobrar juros. E aí, versículo 11, "restitui-lhes, hoje, as suas terras, as suas vinhas, os seus olivais, as suas casas, como também a centésima parte do dinheiro, do trigo, do vinho, do azeite que tendes exigido deles".
Então, ele está dizendo, olha, vamos fazer um pacto, vamos fazer, vamos zerar tudo, vamos devolver tudo que foi penhorado, vamos devolver tudo que foi cobrado, a centésima parte devia ser alguma porcentagem,
essa palavra centésima na verdade é uma palavra que significa uma porcentagem, não sabemos se era 1% ou mais de 1%, mas devolva o que foi exigido deles e devolva o que foi penhorado, devolva tudo para eles.
E aí eles disseram "restituir-lhes-eis, restituir-lhes-emos e nada lhes pediremos, faremos assim como dizem". Então, o que que Neemias falou?
Olha, está escrito na lei que pode fazer isso, isso, isso, não, ele simplesmente apelou para compaixão, ele simplesmente disse "vamos abrir mão", devolva, devolva tudo, devolva o que foi penhorado, devolva a outra parte,
não fala que iam necessariamente zerar a dívida, ele falou assim "é para devolver as terras para que eles possam trabalhar e devolva tudo que foi cobrado a mais".
Então, agora nós vamos rapidamente, nem vamos conseguir examinar toda essa questão hoje, mas vamos ver algumas das passagens nos livros de Moisés para entender o que Deus falava sobre esse tipo de situação,
o que que tem na lei de Moisés, mas aqui, nessa situação de Neemias, ele não é Esdras, Neemias não é uma pessoa, ele devia conhecer a lei e tudo, mas ele não é uma pessoa que faz "agora vou ensinar, vamos mudar as regras, as normas, vamos seguir as normas".
Neemias apela simplesmente para o coração, para uma atitude e ele fala assim "olha, o que nós vamos fazer agora nessa situação de emergência, nós vamos deixar nossos irmãos serem vendidos como escravos?
Devolva, devolva o que foi cobrado a mais, devolva as suas terras para que eles consigam trabalhar, vamos fazer alguma coisa para que esse ciclo, que sem essa bola de neve que nunca para, dívidas e dívidas e mais dívidas, vamos fazer algo para mudar isso".
Então vamos começar, eu quero ler rapidamente pelo menos alguns textos nos livros de Moisés, para podermos entender e depois nós vamos continuar também seguindo, porque esse aqui é um assunto muito extenso, muito complexo e evidentemente não tem uma resposta simples,
mas uma das coisas que eu queria deixar claro nessa história, nesse relato, é que Neemias agiu não se prendendo a uma lei, a uma exigência legal, "não, vocês estão agindo dentro da lei, então vamos agir com coração, vamos cuidar dos nossos irmãos
e nós vamos ver que a lei de Moisés, que ela tem certas normas, tem certas coisas que são muito específicas, mas quando Deus fala sobre essa questão de relacionamentos econômicas dentro do povo de Deus, do povo de Israel, Ele falava mais sobre atitudes.
Então vamos ver o que que fala Êxodo, Êxodo capítulo 22, e queremos realmente entender o espírito, o espírito, isso é que Deus atitude, o que que Deus queria nas atitudes do seu povo em relação a essas situações.
Êxodo 22, versículo 25, "se emprestares dinheiro ao meu povo, ao pobre, que está contigo, não te haverás com ele como credor, pode emprestar, mas não se considere como credor".
Isso tem muitas implicações, eu acho que eu nunca pensei muito sobre essa frase, não se relacione, não trate a pessoa como você como credor e ele como devedor, não é essa atitude.
Então veja só, Deus está falando sobre, acima de tudo, sobre atitudes, então, se emprestares dinheiro, não haja como credor, não lhe imporás juros, não lhe imporás juros.
E aí tem aquela coisa assim, se você tiver que tomar como garantia, como penhor, uma roupa dele, você tem que devolver para ele à noite, porque ele não tem outra roupa para dormir, como se fosse um cobertor.
Então é uma atitude, você pode ter, existia empréstimos, existia garantias, mas você tem que ter uma atitude, você não pode agir com ele como se você fosse um credor.
Levítico 25, versículo 35, Levítico 25, 35, "Quando teu irmão empobrecer, as suas forças decairem, sustentá-lo-ás como a um estrangeiro ou peregrino, para que viva contigo, não tomarás deles juros nem ganho".
Aqui está dizendo que quando uma pessoa... se você pensar, na verdade, às vezes dentro das famílias não é assim, mas deveria ser, mas vamos imaginar uma família normal, uma família que tem sentimento um para o outro, filhos, irmãos.
Se um irmão seu, se alguém da sua família, irmão, filho, adulto, sobrinho, cunhado, sei lá, se tiver alguém na sua família que está passando falta, você vai considerar isso como uma oportunidade de ganhar alguma coisa?
Eu vou emprestar porque aí ele me paga juros e o meu dinheiro vai render mais, eu vou ter lucro. Ele está dizendo não, por isso que ele fala assim, não trate, não haja como credor, isso não é uma oportunidade para você ter lucro.
Versículo 36, Devite com 25 e 36, "Não tomarás deles juros nem ganho, mas temerás o teu Deus, para que teu irmão viva contigo".
Então você vai emprestar por misericórdia, você vai emprestar para ajudar, não para tirar lucro.
Versículo 37, "Não lhe emprestarás o teu dinheiro com juros, nem lhe darás o teu mantimento por lucro".
Então ele precisa de comida, então não é uma oportunidade ter lucro com isso.
"Eu sou o Senhor vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito, para vos dar a terra de Canaã e para ser o vosso Deus".
Versículo 39, olha só, ele não aboliu esse sistema que para nós é um sistema desumano, mas tinha esse sistema, continuava.
"Se o teu irmão se tornar pobre estando ele contigo e vendesse a ti, não lhe imporás serviço de escravo,
como um assalariado ou peregrino estará contigo até o ano do jubileu te servirá".
Então Deus colocou algumas normas, tinha esse sistema, se a pessoa não tivesse dinheiro,
veja, Deus não está falando sobre a pessoa não ter responsabilidade,
ele não está falando que a pessoa que precisa de ajuda, ele... não, dá para ele... poderia acontecer isso,
de dar e não esperar nada em volta, mas como regra, como norma, Deus não fala que você tem que dar do seu dinheiro a Ele.
Ele disse "Você empresta, mas não para lucro, você vai tratar qualquer pessoa".
Agora nós vamos ver isso, talvez não, acho que não vai dar tempo hoje, mas a nova aliança vai além,
porque aqui na lei, Deus falou "Você não cobre juros dos seus irmãos, mas do estrangeiro pode cobrar",
mas no sistema da nova aliança, Jesus abre para todo mundo, dá quem te pede, não espere retorno,
então a situação, como Jesus fez em várias coisas em relação à lei, ele vai além, mas naquele momento,
como eu falei, não era uma coisa perfeita, Deus estava apenas ensinando a nação de Israel como viver
dentro desse sistema que um dia vai ser abolido, então nós temos que reconhecer os sistemas de hoje,
o sistema de governo, democracia, qualquer sistema que a gente acha que é melhor, não é perfeito,
não vai ser perfeito, o sistema da igreja, os governos dentro da igreja não são perfeitos,
são muito longe disso, mas tem algumas normas, tem algumas instruções e nós temos que buscar esse coração
que Jesus está falando, se tem alguém que não tem como pagar suas dívidas e ele tem que se vender você,
mas não trate como escravo, ele tem que estar com você como uma pessoa digna, ele vai estar com você como um assalariado,
você não vai ter relação de credor quando você empresta e você não vai ter uma relação de dono,
de exigir as coisas como quem é dono de escravos, então ele fala assim, versículo 42,
"Porque os Israelitas são meus servos, que tirei da terra do Egito, não serão vendidos como se vendem os escravos,
não te assemorearás deles com rigor", então não é para tratar como um inferior, não é para tratar de uma forma diferente,
e aqui eu quero só... eu vou ler mais talvez um texto antes de terminar, mas eu queria lembrar de um texto em provérbios também,
provérbios 18, 23, eu já li um provérbio que fala assim, "Que o rico domina, quem toma emprestado, ele age como se fosse um escravo do que empresta",
então esse é o sistema deste mundo, então nós agimos ainda dentro desse sistema, mas com outra atitude, olha que fala em provérbios 18, 23,
"O pobre implora misericórdia", ele é humilhado, o pobre implora misericórdia, ele fala assim, "Por favor, eu não tenho com o que pagar, seja misericordioso",
é uma humilhação, "E o rico responde com durezas", então eu queria que nós sentíssemos o que Deus está falando aqui,
porque ele está dizendo nós deveríamos agir com dignidade, o pobre que está nessa situação poderia ser eu, eu não tenho direito de falar com superioridade,
eu não tenho direito de insultar, você trata um mendigo, você não se preocupa em tratar esse mendigo como uma pessoa criada à imagem de Deus,
você não trata com respeito e Deus está falando lá, ele falou no texto lá que lemos em Levítico que não era para fazer isso com os Israelitos
porque eles tinham sido resgatados por Deus da escravidão, mas na verdade nós vamos entendendo que isso vale para todo ser humano,
que todo ser humano foi criado na imagem de Deus, então a revelação de Deus ao longo da história e ao longo da Bíblia,
a revelação é progressiva, você não pode usar um texto do Antigo Testamento que fala que você pode cobrar juros do que não é de Israel,
porque na nova aliança Jesus destruiu essa separação, na nova aliança Jesus fala que é para tratar todo mundo assim,
então nossa responsabilidade, claro Gartas fala assim para fazer bem para todos principalmente a família da fé,
porque claro você tem uma responsabilidade maior com as pessoas que estão próximas da sua família, da família da fé,
mas a ideia é que nós possamos demonstrar a atitude de Deus em relação a todas as pessoas.
Nós vamos ter que retomar isso na próxima aula, mas eu vou ler mais um texto em Deuteronômio 15 e depois nós vamos continuar,
porque esse assunto realmente é um assunto muito sério e Deus tem muita coisa para falar, a Bíblia inteira fala sobre nossa atitude em relação aos pobres, aos necessitados,
é um assunto muito presente na Bíblia inteira e nós precisamos entender aqui nessa história de Neemias o que estava acontecendo às pessoas da nação de Israel,
os judeus estavam levando seus compatriotas a uma situação de miséria, porque eles não estavam emprestando de uma forma que pudessem se levantar,
era aquele ciclo, a gente conhece histórias antigas e atuais de como donos de terra, aqui no Brasil acontecia muito isso, até vinham italianos, pessoas de outros países,
e eles se endividavam com os donos da terra, porque eles trabalhavam, mas eles precisavam de casa, precisavam de comida, então o dono da terra, ele cobrava mais caro pela comida e pela moradia do que o serviço,
a troca não era igual, então a pessoa se endividava, se tornava um escravo, e isso acontece hoje de outras maneiras, os países, as pessoas, as populações,
eles vão se endividando, a pobreza vai se piorando, vai se potencializando mais, então olha que fala em Deuteronômio 15, porque Deus tinha um sistema com o povo de Israel
que se a pessoa entrasse nesse buraco financeiro e chegasse ao ponto de ter que se vender, isso estava acontecendo no tempo de Neemias, então nós estamos voltando para ver, qual que era o sistema?
O sistema era no sétimo ano, a cada sete anos, a pessoa saía livre, então tinha como zerar, aquilo não podia continuar de geração em geração a vida toda,
então chegava assim ao ponto, ó, pagou o que deu para pagar, no sétimo ano, zera tudo, você está livre, você volta para a sua própria casa.
Então, tinha um fim, agora no tempo de Neemias, Neemias não falou isso com os judeus ricos, ele não falou assim, vocês têm que devolver, vocês têm que zerar a cada sete anos, ele falou assim, zera agora.
Talvez não era para zerar a dívida, não fica claro isso, mas Neemias pelo menos, assim, ele mandou devolver as terras e as propriedades, as casas, e devolver tudo que tinha sido cobrado de juros.
Então olha que fala aqui, Deuteronômio 15, versículo 4, ele fala "para que em teu meio não haja pobre", olha a visão de Deus, e é um pouco contraditório porque o desejo de Deus, não podemos esquecer disso,
o desejo de Deus é que não houvesse pobre, ele falou assim "para que em teu meio não haja pobre", só que no mesmo capítulo ele fala assim, versículo 7, "quando no meio de ti houver algum pobre, então vai ter pobre",
e tem um lugar que eu nem lembro onde que é, Deus fala "sempre vai ter pobres, sempre vai ter pobres", então ele disse "para que em teu meio não haja pobre", versículo 4, "pois o Senhor abundantemente te abençoará na terra,
que o Senhor teu Deus te dará, por herança para possuir-a se apenas ouvires dirigentemente", então isso aqui é até mesmo uma base para algumas pessoas que pensam que na prosperidade Deus não deixa ninguém pobre e tal,
mas o desejo de Deus, a vontade de Deus é que não haja pobre, não no sentido de todo mundo igual, mas o desejo de Deus no reino de Deus é que todo mundo tenha acesso às mesmas coisas,
que tenha a mesma liberdade, que tenha tudo assim, que seja realmente uma igualdade, mas Deus está falando assim "se você ouvir minha voz, se você prestar atenção, se você estiver na minha aliança,
eu não quero que haja pobre, mas eu sei que vai haver", versículo 7, "quando no meio de ti houver algum pobre, dentro de teus irmãos, em qualquer das tuas cidades, na terra que o Senhor teu Deus te dá,
não endurecerás o teu coração, nem fecharás a tua mão a teu irmão pobre". Então, o que que é para fazer? Porque, como eu falei, a cada sete anos as coisas eram zeradas,
então ele disse "você tem perto de você uma pessoa que está precisando" e já é o quinto ano, o sexto ano, daqui um ano e pouco a dívida vai zerar, então ele está falando assim "não pense",
olha aqui, versículo 8, "antes lhe abrirás de toda tua mão, livremente lhe emprestarás o bastante para a sua necessidade, guarda-te que não haja pensamento viu no teu coração
e venhas a dizer, aproxima-se o sétimo ano, o ano da remissão, e que o teu olho não seja maligno para com teu irmão pobre e não lhe des nada, e que ele clame contra ti ao Senhor e haja pecado em ti,
livremente lhe darás, e não seja maligno teu coração quando lhe deres, pois por isso te abençoará o Senhor teu Deus em toda a tua obra e em tudo que puseres a mão".
Aqui mesmo fala, versículo 11, "nunca deixará de haver pobres na terra", sempre vai haver, até que Jesus volte e faça justiça e realmente coloque todo mundo com as mesmas possibilidades,
vai haver pobres, vai haver pobres por causa de situações que vêm vindo, situações que estão além da nossa capacidade, da possibilidade de alguém resistir, e vai haver pobres também porque tem pessoas com problemas de caráter, com problemas de vícios, com problemas de dependência,
vai haver pobres, vai haver pobres, vai haver escravidão, mas o nosso papel é não fechar o coração.
Aqui a ideia é, eu não vou emprestar para meu irmão, porque nós estamos no quinto ano desse ciclo, daqui dois anos ou que um ano e meio vai ter que zerar tudo, então eu não vou receber de volta. Ele falou assim, não é para pensar assim. Agora Jesus vai além, ele falou assim, dá, empresta quem te pede sem esperar nada de volta.
Isso nós vamos ver um pouco mais na Nova Aliança, mas só vamos olhar esses pontos aqui, estamos terminando. Como que a gente lida com desigualdades?
Isso aqui não é uma fórmula, isso aqui não é uma solução, mas mostra que Deus está procurando atitudes, então a primeira coisa é ser generoso, não deixar de emprestar, não deixar assim, não, como eu falei, Deus não está falando assim, vai dando para todo mundo, dá assim, para quem nem está trabalhando direito, tem todas as complexidades,
mas a Bíblia fala que podemos emprestar, podemos correr riscos, porque como dizem em provérbios, quem dá aos pobres empresta a Deus, porque isso é algo que Deus mesmo vai abençoar, Ele tem esse coração, Ele nos deu sem que a gente tivesse condições de pagar de volta, sem merecer,
então nós precisamos aprender como ser generosos com pessoas evidentemente que estão próximas a nós, oportunidades, situações que aparecem diante de nós na Nova Aliança não é só para quem faz parte da família da fé.
Número dois, não é para tratar o pobre como credor, não é para tratar isso como uma transação comercial, você tem que me pagar tanto, é para ajudar, então você vai de acordo com a situação, cada situação é única,
e você vai procurar o que você pode fazer para que aquela pessoa se levante, não para que ela se afunde mais.
Tratar com dignidade, isso é o ponto talvez que mexeu mais comigo, de pensar assim, como nós tratamos, nós temos, você nunca trataria uma pessoa rica ou uma pessoa normal, uma pessoa com posses normais, você nunca trataria com desprezo, você não falaria certas coisas,
agora com a pessoa pobre você nem é educado, você não trata aquela pessoa com dignidade, nós vamos ver na próxima aula um texto que fala muito forte sobre isso no Novo Testamento,
e na Nova Aliança nós devemos tratar todas as pessoas com essas atitudes, não só aqueles que são da nossa família sanguínea ou da família da fé.
Senhor, nós queremos aprender, queremos aprender com Nebias, como ele tratou com essa situação crítica, com essa emergência, queremos aprender com o Senhor como a Nova Aliança funciona,
queremos entender no meio desse sistema injusto em que tantas pessoas vão afundando cada vez mais, quantas situações em que a pessoa não consegue se levantar,
e como nós podemos ter essas atitudes que o Senhor procurou ensinar para o povo de Israel, e o Senhor quer muito mais que na Nova Aliança nós tenhamos, para que a unidade, a restauração possa acontecer.
Nebias sabia que a obra ia parar, não tem restauração, não tem unidade com tantas disparidades, com esse tipo de relação entre credores e pobres no meio do teu povo.
Então, Senhor, nós nos colocamos diante de Ti e pedimos que haja mudanças, que haja arrependimento, que haja mudança da nossa atitude para que a restauração possa acontecer,
para que ainda que não tenhamos o sistema perfeito, estamos aguardando a Tua volta, mas até que o Senhor venha, que nós possamos ter atitudes que honrem a Ti. Pedimos isso em nome de Jesus. Amém.

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