Foi muito difícil para Neemias ficar focado na sua missão de reconstruir os muros diante da oposição forte dos inimigos e das reações negativas do próprio povo. Seu desafio era manter a motivação do povo, ajudá-los a vencer o medo e o desânimo, continuar a obra e, ao mesmo tempo, não desprezar as ameaças. Eles não deveriam ceder ao medo, mas não poderiam descuidar do perigo que era real. Que Deus nos ajude a aprender essa lição importante!
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25/08/24 – Ne 4 – Download do áudio.

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Transcrição
Estamos em Nehemias, capítulo 4, continuando com o nosso estudo aqui sobre a construção,
a reconstrução dos muros da cidade de Jerusalém, que nesse capítulo nós estamos vendo as
diferentes etapas da construção, já vimos o início no capítulo 4, quando já no início
da reconstrução os inimigos já ficaram furiosos e usaram táticas de zumbaria para
tentar desanimar o povo, para ver se conseguiam fazer com que eles parassem e não deu resultado,
então depois que os muros chegaram a etapa assim de metade da altura, já amarrando
tudo, interligado todas as partes do muro, porque nós vimos que não adianta construir
muito bem uma parte do muro e não ser ligado, não amarrar essa parte do muro com a outra
parte, e mesmo quando estavam na metade da altura, o muro, eles já tinham conseguido
fazer esse amarramento, já estavam, todas as partes estavam interligadas e até o texto
fala em Nehemias 4, versículo 7, que estava havendo uma palavra reparação em algumas
traduções, é a mesma palavra de cura, como se todas essas brechas, o muro doente, o muro
que não cumpre sua função, é um muro que tem aberturas, porque o muro serve para proteger,
se tem 98, 99% do muro está tudo certinho, mas se tem uma brecha é suficiente para que
o muro não consiga cumprir sua função, e isso fala muito da unidade, isso mostra uma
figura da identidade, a força, a proteção, a cidade de Deus, a capital, se tornando uma
capital que tem força para receber o rei, que tem identidade, não é só uma porção
de casas construídas ao Léo, mas existe um limite, existe uma separação, existe
uma proteção, e isso fala, isso representa muito o conceito da unidade, é a unidade
nossa, a unidade do povo de Israel, é a unidade da igreja, que é a nossa maior proteção,
a proteção vem de Deus, mas Deus está onde está a unidade, então é interessante que
já na metade da altura dos muros, já havia essa força de unidade, porque eles amarraram
uma parte com a outra, e vimos que isso representa a ligação entre ministérios, entre partes
do corpo, entre partes diferentes do grande povo de Deus, nós precisamos estar ligados
uns aos outros, um ministério pode ser muito forte na sua área, mas se não tem interligação
com as outras partes, o povo de Deus, o testemunho de Deus vai continuar doente, não vai ser
forte. E essa unidade, esse fato de que os muros estavam interligados, unidos, de que
realmente estava havendo uma construção sólida, isso enfureceu ainda mais os inimigos, então
hoje nós vamos continuar vendo como Nehemiah teve que enfrentar vários desafios, nós
podemos dizer, pelo menos assim, dividir em duas partes, houve várias táticas dos inimigos,
primeiro zombaria, depois eles ameaçaram atacar, mas então tinha os desafios, os perigos
vindos de fora, os perigos externos, mas houve também perigos internos, porque o povo ficou
abatido e as táticas do inimigo começaram a surtir efeito, então isso refletiu no ânimo,
na motivação, na capacidade do povo de continuar a obra, então Nehemiah teve que saber equilibrar,
não perder de vista o trabalho que ele tinha que fazer, não desistir, nós vimos aqui que
nessa primeira etapa, os inimigos usaram a tática da zombaria e Nehemiah não cedeu
a possibilidade de desistir, eles estão nos criticando, estão dizendo que a gente não
tem capacidade, começar a acreditar nisso e desistir, isso seria a primeira grande tentação
de ceder e de se desanimar, mas Nehemiah não cedeu a essa tentação, a essa tática, mas
o povo começou a ficar assim, então nós vamos orar, vamos pedir que o senhor continue
nos dando clareza, que nós possamos entender as coisas que estavam em jogo nesse relato,
nesse momento da história e sempre procurando aplicar isso para o nosso tempo, senhor, nós
estamos também precisando de cura, nossos muros estão caídos, com certeza nossas divisões
representam brechas, existem outras brechas na nossa defesa também, tem havido brechas
de tentações, de desvios, de pecados, de coisas que têm surgido ao longo da história,
mas estamos vivendo isso nos nossos dias, então essa necessidade de ter uma restauração,
uma cura dos muros, tirar essas brechas, tapar as brechas e também saber como enfrentar
a oposição, como não perder de vista aquilo que o senhor quer que seja feito, mas também
não ignorar as ameaças, as estratégias do inimigo, nós precisamos, como o Nehemias
precisou de sabedoria da mesma forma, nós também precisamos saber como enfrentar e
queremos aprender com isso que o senhor fez na vida de Nehemias nessa época, pedimos
a tua ajuda, a tua clareza e a tua sabedoria para aplicar isso na nossa vida e na coletividade,
no tempo que nós estamos vivendo, pedimos isso em nome de Jesus, amém.
Então nós podemos dividir, especialmente, de grosso modo, nós podemos dividir esse
capítulo 4 em duas partes, tem outras subdivisões, mas aqui a primeira etapa foi de zombaria,
falamos bastante sobre isso em outra aula, isso pode parecer que é uma arma fraca, quem
que vai desistir por causa de zombaria, por causa de ataques verbais, dizendo que nós
não temos capacidade, que nós não estamos fazendo a obra de Deus, que Deus não está
conosco, que nós não temos força ou recursos, tem muitos argumentos, tem muitas acusações
que podem ser feitas e isso realmente tem um efeito, isso é difícil de suportar e,
como nós já mencionamos, no livro de Esdras, Zorobabel e Josué, o sumo sacerdote, os dois
que estavam à frente, não descreve muito como aconteceu isso, mas diante da oposição,
quando eles estavam reconstruindo o templo, eles chegaram a parar por 16 anos, então
era bem paralelo a tática dos inimigos e a estratégia que eles usaram, então aqui
poderia ter acontecido isso, mas nós vimos que Neemias não cedeu, ele orou a oração
dele no versículo 4 e 5 de Neemias 4, a oração dele mostra que não foi uma coisa simples
para ele enfrentar, ele orou, pediu ajuda a Deus, pediu socorro, defesa de Deus, porque
inclusive ele fala que eles provocaram Deus a ira e que eles deixaram os trabalhadores,
o perigo era que os próprios trabalhadores, o povo, começasse a acreditar nisso e desistir,
mas eles não desistiram, no versículo 6 é que eles mostram como eles chegaram a levantar
o muro até a metade da altura pretendida, então no versículo 7, quando Sambalati, Tobias,
os Arbes, os Amunitas, os Asdoditas, então a coligação dos inimigos aumentou, porque
antes falava de Sambalati e Tobias, mas agora nós temos também os Arbes, nós temos os
Amunitas, nós temos os Asdoditas e pensando mais ou menos onde cada um ficava, representava
um cerco, o norte, o sul, o leste, o oeste, eles estavam em todos os lados desse povo,
eles juntos, eles eram mais fortes do que o povo judeu, Neemias tinha recebido apoio
do rei da Persia, Artaxerxes, mas ele estava muito distante até que se apelasse, pedisse
ajuda do rei, tudo demorava, as notícias para algum apoio chegar, então era, era um apoio
importante, acho que só por causa desse apoio que os inimigos não tiveram coragem de fazer
algo mais, mas eles começaram a ameaçar, é, versículo 7, então eles ouviram o que
ia diante, eles se iraram muito, eles sentiam que as brechas já começavam, já começavam
a ser tapadas, então eles viram, olha, a coisa está indo e está indo rápido, então
eles se uniram e isso é uma coisa importante porque, anotar, porque muitas vezes pessoas,
isso acontece dentro de situações menores, situações políticas internas, acontece
também entre países, isso é muito comum acontecer que pessoas ou grupos diferentes
que não são tão amigos assim, não são tão unidos, mas quando eles têm um inimigo
comum, então eles se unem, então aqui nós temos esses, são 5 grupos, Sambalati, Tobias,
Árabes, Amunitas, não sei se Tobias também era considerado assim, do lado dos Amunitas,
então talvez era o mesmo grupo, mas os Amunitas e os Asdoditas, então são grupos diferentes,
eles não faziam parte da mesma estrutura, da mesma província, faziam parte dessa região,
mas não sabemos exatamente como era o governo de cada um, mas eram grupos distintos e eles
tinham provavelmente outras questões que os separavam, mas eles tinham um inimigo comum,
todos eles concordavam que não poderiam deixar Jerusalém se tornar uma cidade forte
outra vez, isso era uma ameaça para eles, então eles se uniram, então aqui a segunda
etapa, eles ouviram que a obra estava avançando e qual a arma, a primeira arma foi zombaria,
a segunda arma agora subiu de nível, agora eles não vão usar só palavras, eles não vão chegar e tentar
desacreditar, desmoralizar o povo, eles vão tentar, eles vão fazer uma ameaça de realmente atacar,
versículo 8, "coligaram-se todos para virem atacar Jerusalém e criar confusão contra ela",
ou seja, desviar a tensão dos muros, mesmo que eles não tivessem, na verdade a intenção deles
aparentemente não era propriamente destruir ou matar ou conquistar, porque fazia parte
do Império da Pérsia e eles não iam conseguir subsistir, conquistando, a intenção deles
era desviar a tensão, tirar o povo do trabalho nos muros para se defender, então criar confusão
e desviar a tensão, desviar o foco, fazer parar a obra, essa era a grande intenção, e só para
reforçar e para tirar uma lição disso, quando, é como eu disse, é muito comum isso, na política,
por exemplo, tem um candidato, tem alguém que está no poder e aí vários partidos,
várias pessoas, várias linhas diferentes se unem para formar a oposição, mas no reino de Deus,
assim, só esse aqui é o contrário do reino de Deus, mas é só para entender que uma unidade,
uma unidade para atacar, uma unidade para ser contra, uma unidade para focar no mesmo inimigo,
não é a unidade que vem de Deus, mas é uma unidade perigosa, como a Torre de Babel,
essa unidade que eles estavam formando, representava algo muito mais sério do que cada um deles,
individualmente, se levantando como inimigo, como adversário dessa obra, então eles fizeram
uma coligação e nós não podemos combater a unidade, essa unidade do mal, essa unidade
dos inimigos com divisão, isso ficou muito claro na história agora recente, atual de Israel,
que eles estavam com uma divisão, estavam e estão ainda, com uma divisão interna muito acentuada
e isso fez com que eles ficassem mais vulneráveis aos ataques do Hamas em outubro passado.
Então é necessário ter unidade, mas vamos lembrar que a unidade para ser contra alguém não é uma verdadeira unidade,
não é uma motivação certa para formarmos uma unidade, nós precisamos realmente ter a unidade
que Deus deseja, uma unidade a favor do verdadeiro rei, a favor do reino de Deus e não nos unir
contra alguma coisa ou contra alguém, mas essa foi a situação que Némis encontrou.
Então a sequência aqui às vezes não é muito clara, mas no versículo 9, qual foi a segunda tática?
A segunda tática foi essa unidade, essa coligação dos inimigos e a intenção era atacar de uma forma
que pudesse tirar os trabalhadores da sua missão, da sua obra de reconstruir os muros, atrapalhar,
impedir que os muros fossem levantados e inicialmente essa tática foi mais forte e quase que foi bem sucedida
porque nós vamos ver logo adiante que o povo judeu, eles ficaram desanimados, mas assim a primeira reação
no versículo 9, Némis continuou firme, então eles com certeza ficaram sabendo a respeito dessa união
entre os inimigos e aí fala "porém nós oramos ao nosso Deus e por causa dessa ameaça pusemos guarda
contra eles de dia e de noite", então a reação deles foi oração e vigilância, inicialmente era algo necessário,
era uma reação boa, mas logo em seguida Némis viu o versículo 10 que surgiu um outro problema,
então eles oraram, nossa dependência, nossa confiança está em Deus, eles colocaram vigilância, vamos ficar atentos,
mas logo em seguida Némis viu que ele teria que ter mais estratégias, ele teria que fazer mais coisas
para resolver essa situação, não foi suficiente ter tomado essa atitude de oração e vigilância,
tinha que fazer mais coisas, por quê? Porque no versículo 10 Judá disse, o povo de Judá, o povo que estava ali disse
"desfalecem as forças dos carregadores e os escombros são tantos que não podemos edificar o muro",
essa palavra não era inicialmente uma palavra propriamente de medo, eles tinham isso também, vai aparecer depois,
mas inicialmente vários fatores estão se acumulando porque eles se dispuseram, nós vimos como um dos sinais da benção,
da provação de Deus sobre a vida de Némis foi que o povo correspondeu, todo mundo entrou, vimos no capítulo 3
como as pessoas de diversas classes sociais, diversas regiões, eles se uniram, todo mundo entrou firme e correspondeu,
não vamos fazer isso e eles estavam super motivados, mas quando essa primeira etapa é muito importante,
Némis apresentou a visão, eles poderiam ter colocado obstáculos, "nossa, como que nós vamos fazer isso,
cada um tem seu trabalho, eu vou abandonar meu serviço, tem inimigos, tem falta de recursos", teria várias coisas para dizer assim,
"não vai dar certo", mas eles acreditaram, eles corresponderam, então essa foi uma primeira etapa,
mas como é importante a liderança numa função certa, porque Neemias, ele precisou enfrentar aqui no versículo 10 o desânimo,
aqui pelo menos nesse versículo, nem falando ainda do medo, das ameaças, como é que nós vamos fazer se eles nos atacarem,
mas a simples dificuldade da obra, eles estavam enfrentando uma obra de proporções muito grandes,
tinham poucas pessoas, eles estavam ali quebrando o galho, cada família, cada povo, cada um fazendo o que podia fazer,
toda a família se unindo, mulheres ajudando em alguns casos, então eles estavam se unindo para fazer,
mas chega uma hora que as dificuldades muitas vezes parecem ser maiores do que se previam,
então as pessoas vão sentindo a dificuldade, então os carregadores tinham que carregar, estavam tirando pedras dos entulhos,
o muro que tinha sido destruído, estavam ali ainda as pedras, então eles estavam carregando pedras, sentando as pedras no muro,
então essa parte do trabalho estava sendo muito desgastante, então desfalecem as forças dos carregadores
e os escombros são tantos que não poderemos edificar o muro, lembra que voltando para o versículo 2,
uma das zombarias, um dos argumentos que os inimigos de Sambalatti usou contra eles é "Vocês vão conseguir levantar um muro,
sendo que o material que vocês têm são essas pedras queimadas, quebradas, está no meio de um monte de escombros",
então esse aspecto de construir algo com ruínas, com coisas recusadas,
você construir uma casa só de materiais que foram demolidos, então, de uma construção que tinha sido demolida,
então eles estavam enfrentando muita dificuldade, muitos escombros, muito lixo, tinha que resgatar pedras no meio daquilo tudo,
enfim, eles estavam achando muito difícil, aí no versículo 11 nós temos o outro fator que é esse fator da ameaça,
porque os nossos inimigos também disseram "Antes que saibam ou vejam qualquer coisa",
quer dizer, quando eles menos souberem assim, eles nem vão nem vão saber de onde que os inimigos apareceram,
"Antes que saibam ou vejam qualquer coisa entraremos no meio deles e os mataremos e porem-nos fim à obra".
Então... como é que essa essa notícia chegou a eles... versículo 12...
"Então os judeus que habitavam perto deles..." deles quem... "dos inimigos"...
então nós temos... porque era uma região relativamente pequena e tinha as pessoas que estavam ali,
provavelmente até iam e voltavam talvez às suas casas, dependendo da distância, para trabalhar,
mas tinha alguns judeus que ouviram se foi de propósito,
é difícil saber exatamente como que os inimigos estavam planejando,
parece que nesse caso os inimigos queriam um fator surpresa,
e os judeus que estavam mais próximos... eles ouviram essas palavras, essa ameaça dos inimigos,
dizendo "Olha, nós vamos surpreendê-los, nós vamos chegar",
eles nem vão perceber que estávamos chegando, quando eles se derem conta já estaremos no meio deles,
eles não vão ter tempo, aquele fator surpresa que eles poderiam pegar
os que estavam trabalhando nos muros, edificando, mas não estariam preparados para combater,
são duas coisas diferentes,
tem as pessoas que são construtores e tem as pessoas que são soldados,
que fazem parte de um treinamento, de um grupo treinado para se defender,
então Nehemiah estava enfrentando uma situação, ameaças de fora e um problema... situação também interna,
ele enfrentou desânimo, ele enfrentou... e aqui não fala, não tem um texto que fala, então o povo parou,
mas um pouquinho mais para frente, depois que eles se organizaram melhor, o povo voltou a trabalhar,
então nós podemos deduzir... foi por pouco tempo, porque o tempo inteiro dessa obra de reconstrução levou 52 dias,
então foi por pouco tempo, mas nesse momento aqui de Judá dizendo "nós estamos... os carregadores já não têm mais forças,
nós não estamos conseguindo materiais, está muito difícil no meio dos escombros",
e aí nós temos, no versículo 12, os judeus que habitavam perto dos inimigos vieram e dez vezes, olha,
e dez vezes nos disseram "eles nos atacarão de todos os lados onde moram",
então aqui nós temos realmente uma situação, nós podemos imaginar como o Nehemiah se sentiu nesse momento,
enfrentando, assim, realmente ele não tinha... ele não tinha um exército, ele não tinha um povo que pudesse dizer
"não, nós temos um exército aqui nos protegendo", não, eles não tinham um exército organizado, eles não tinham condições,
e o próprio povo estava num desânimo, estava num desalento em relação à obra,
então Nehemiah agora ele precisava tomar atitudes,
e é muito... muito importante ver como ele agiu, como Deus deu a ele a capacidade de não desistir,
mas ao mesmo tempo de se preparar, porque nós, como sempre, nós podemos ter extremos,
um extremo seria... puxa, é muito difícil, Deus, assim, foi o que aconteceu na reconstrução do tempo, pararam,
a gente não... a gente não vai conseguir enfrentar isso, vamos parar,
então um extremo seria ceder, "não, não, então parou, parou, vamos nos reorganizar, vamos buscar ajuda, vamos tentar nos preparar melhor",
sei lá, eles poderiam ter parado, Nehemiah não fez isso.
Mas um outro extremo errado também teria sido Nehemiah dizer, "não, gente, é bobagem, não pense nisso, vamos lá",
e às vezes um líder que não tem realmente uma percepção, discernimento, uma direção, uma sabedoria de Deus,
o líder pode ser aquele que exorta, "não, gente, nós não podemos parar, vamos, vamos, vamos, vamos, vamos",
assim, colocando pressão, instigando, assim, levando o povo, assim, meio que obrigatoriamente a continuar,
isso, assim, seria como ignorar as ameaças, "Deus está conosco, não, gente, não se preocupe, vamos ter fé, vamos ter fé",
Nehemiah era uma pessoa que tinha fé em Deus, ele acreditava na direção de Deus,
ele acreditava, sim, que só Deus poderia proteger, ele vai falar isso nos seus comentários depois, nos seus conselhos para o povo,
mas ele não foi para nenhum dos dois extremos,
ele, nesse momento, provavelmente, eu estou lendo nas entrelinhas que houve necessidade de dar uma parada,
Nehemiah teve que resolver a situação, então, o que que ele fez, versículo 13,
"Pelo que pus guardas", ele já tinha falado, "nós vamos colocar guardas de dia e de noite",
mas era uma coisa mais geral, e agora aqui ele está realmente desenvolvendo,
e isso foi algo que deu confiança para o povo, porque ele não estava dizendo "Vamos continuar",
mas sem ter preparação, sem ter defesa, sem ter uma estratégia,
ele não estava insistindo numa continuação sem sabedoria,
isso muitas vezes acontece, de achar "Nós temos que ir em frente, nós temos que ir em frente, vamos ter fé",
e é uma fé sem fundamento, sem realmente ter a devida preparação,
então Nehemiah foi muito sábio em analisar a situação e ver o que nós podemos fazer, o que deve ser feito para estar preparado, mas não parar com a obra, então vamos ver o que ele fez.
Versículo 13, "Ele colocou guardas por detrás dos pontos mais baixos do muro, nos lugares descobertos",
então nós vimos que ele chegaram até a metade da altura, mas parece que não foi,
ou o muro não era igual em toda a extensão,
alguns lugares talvez estivessem com uma altura menor,
e portanto... porque mesmo metade do muro seria provavelmente mais alto do que a altura de uma pessoa,
então tinha uma metade do muro, ainda tinha um pouco de proteção,
mas Nehemiah, ele analisou e viu assim... "Nós temos alguns lugares mais vulneráveis",
então ele viu que precisava se proteger, que precisava ter mais reforços nos lugares que eram mais baixos,
nos lugares descobertos, então tinha lugares com mais perigo,
e isso é importante, onde tem brechas, onde tem perigo, onde nós estamos mais fracos,
então ele fez uma análise correta e reforçou, vamos colocar guardas, vigilantes, pessoas que possam ajudar,
nos lugares onde tem maior perigo.
Outra coisa que ele fez, ele dispôs o povo segundo as suas famílias,
com as suas espadas, com as suas lanças e com seus arcos,
então, isso aqui ele vai continuar falando no capítulo,
que o povo não tinha o luxo de ter um exército enquanto alguns só se defendendo e outros só construindo,
depois tem uma parte onde algumas pessoas ficam mais cuidando,
ele foi dividindo entre os trabalhadores, alguns para ficar mais como guardas, como pessoas com armas preparadas,
mas mesmo o povo que estava construindo, os carregadores, os pedreiros, os que estavam assentando as pedras,
em todo tipo de trabalho, além de ter algumas pessoas separadas para se defender,
ele colocou as pessoas, mesmo trabalhando dentro da equipe,
todo mundo com os instrumentos de construção, mas com armas de defesa também,
então ninguém podia ficar assim "eu defender não é meu negócio, eu só estou construindo",
ou outro, em alguns casos tinha algumas pessoas que ficavam exclusivamente para defesa,
mas a maioria ficava assim construindo ou carregando e com sua arma de prontidão também,
e ele dispôs as pessoas, isso já estava acho que mais ou menos assim,
mas ele colocou as pessoas em famílias,
normalmente, claro, normalmente, hoje, principalmente hoje, um exército, a disposição, a organização do exército,
não é de acordo com famílias, é de acordo com o treinamento, de acordo com a sua função,
mas nesse caso, como eles estavam construindo, e a gente lembra que algumas pessoas estavam construindo,
restaurando o muro perto de onde eles moravam,
então isso era uma motivação maior, eles não estavam lutando por uma outra pessoa,
"esse aqui é o meu serviço, eu estou aqui como mercenário, fazendo o meu trabalho",
eles estavam muito motivados porque estavam defendendo, estavam numa posição relacionada com a família,
e se a gente voltar para o Livro de Êxodo, quando saíram do Egito, quando ficavam no deserto,
toda a organização, no Livro de Números, principalmente, nós vemos, tudo era feito com base nas famílias,
as pessoas que eram mais influentes, que tinham posição de autoridade,
eram pessoas que tinham um destaque na sua família maior, tudo era relacionado à família,
e isso é muito importante porque... um, porque é ali, no Novo Testamento,
Paulo também fala que o começo, a qualificação de alguém como líder na casa de Deus,
é que ele seja capaz de dirigir, de direcionar, de ser um líder na sua própria casa,
mas além disso, é que a própria formação do povo de Deus é por famílias,
e quando ele vai falar isso, já no versículo 14, então, depois de inspecionar a situação,
então, ele fez essa preparação maior, colocando guardas e reforçando em áreas onde eram mais fracas,
mais vulneráveis, mas também organizando as pessoas de acordo, todo mundo trabalhando e se defendendo
dentro da estrutura de famílias, e aí ele disse aos nobres, aos magistrados e ao resto do povo,
então, além de se organizar, além de reforçar a capacidade de defesa,
ele agora vai fazer muito simples, provavelmente ele é uma pessoa muito prática,
ele não ficava fazendo discursos longos, mas ele vai falar com as pessoas, ele fala com os dirigentes,
os nobres, os magistrados, mas também com todo o povo, e ele vai... agora ele vai falar
por que nós não devemos desanimar, por que nós não devemos parar, por que nós vamos continuar firmes,
e ele fala "não os temais", porque, veja, eles receberam uma informação importante,
foi importante saber que os inimigos estavam se organizando, fazendo coligações,
estavam se unindo para atacar, queriam atacar de surpresa,
então eles receberam essa notícia e fala dez vezes, dez vezes eles receberam essa notícia,
eles vão atacar, eles vão surpreender vocês, eles estão se preparando,
hoje tem muitos recursos, nós estamos vivendo uma situação em que Israel já está sendo atacado de todos os lados,
mas algumas semanas atrás, Israel atacou, matou um líder do Hamas dentro do território do Irã,
e o Irã está prometendo retaliar, mas ninguém sabe quando, então hoje tem muitos recursos,
tem satélites, tem maneiras de ver que as pessoas, que o país está preparando,
mas hoje a forma de guerra é diferente, que às vezes nem grande parte dos ataques do resbolá do Irã não é por exércitos,
envio de mísseis, então eles têm que detectar, assim, estão se preparando, eles vão lançar,
então o elemento surpresa é muito importante, mas aqui a Mies está dizendo assim, "Olha, a gente está ouvindo essa notícia,
nós estamos sabendo que eles pretendem nos atacar, mas além de..."
Assim, o que que ele fez? Primeiro, ele fez o que cabia a ele fazer,
não vai orar e continuar como... não, Deus vai cuidar de tudo,
ele se preparou, ele organizou, ele colocou mais guardas, agora ele vai falar com o povo para que eles tenham confiança,
mas antes de falar "não os temais, vamos confiar em Deus", ele fez algumas coisas,
então ele se preparou, fez aquilo que ele poderia fazer,
mas no final das contas ele sabe que... "Por que que nós não vamos temer? Não os temais, por que não os temais?
Porque nós somos fortes, nós temos capacidade, deixa o inimigo vir". Às vezes, hoje, mesmo em termos de Israel,
porque Israel ainda não é uma nação voltada para o Senhor de forma alguma, então muitas vezes eles falam,
os líderes de Israel, os chefes do exército, da força aérea, etc, eles muitas vezes falam "deixa que eles tentem nos atacar,
nós somos fortes, nós temos capacidade", porque hoje Israel tem uma defesa forte,
mas no caso de Nehemiah, ele não tinha, ele não tinha uma defesa forte, mas ele fez, ele se preparou,
conforme ele... de acordo com os seus recursos ou a possibilidade, mas agora sim, "não os temais, por que?
Porque nós somos fortes, nós estamos preparados, a gente não vai..."
Eles ficaram de noite com vigilância total, mas não era nisso que Nehemiah colocou sua confiança,
então esse equilíbrio entre se organizar, fazer o que for possível, mas, no final das contas, por que "não os temais"?
"Lembrai-vos do Senhor, grande e temível, e pelejai por vossos irmãos, vossos filhos, vossas mulheres e vossas casas".
Então, aqui nós temos essa... "não é para temer", não no sentido de "isso é bobagem", eles não...
de maneira nenhuma, Nehemiah e outros exemplos na Bíblia, eles não falam que não é para temer porque o inimigo não é de nada, não.
Na grande maioria das vezes que temos conflitos, que temos a necessidade do povo de Deus de enfrentar uma guerra,
na grande maioria das vezes o inimigo era mais forte, então não é para temer, não porque eles não têm força para acabar conosco,
quando os doze espias foram... em números 13 e 14... os doze espias foram para ver a terra e espiar a terra,
ver como é que eles iam entrar, como é que era a situação lá, eles voltaram falando "gigantes".
Então, gigantes, gigantes são muito fortes, gigantes podem derrotar um exército inteiro,
e a ordem de Deus era não temer, não porque nós somos superiores, mas muito pelo contrário,
não temer porque nós temos um Senhor grande e temível.
Agora, na nossa cabeça, no nosso coração, quando nós enfrentamos uma situação difícil,
pelo menos muitas vezes eu penso assim... "Não é que eu não acredite que Deus tenha poder para fazer o impossível".
A gente sabe que Deus é tremendo, naquela história dos espias eles ficaram duvidando do poder de Deus,
eles disseram assim... "Olha, tem gigantes lá, eu acho que Deus tirou a gente do Egito para deixar a gente morrer aqui, para que que a gente vai para esse lugar maravilhoso só para morrer lá?"
Então era como se eles estivessem realmente duvidando das intenções de Deus, da capacidade de Deus,
então quando muitas vezes nas Escrituras nós temos essa ordem de não temer, não temas, não é para ter medo,
mas por que não ter medo? A situação é assustadora, a situação é terrível,
se você tem uma notícia de uma doença que pode realmente tirar a sua vida,
você não vai ter medo de que aquela doença pode realmente acabar com a sua vida, ela tem capacidade, não é menosprezar, desprezar a força do inimigo,
o inimigo é forte, o inimigo é capaz de fazer coisas terríveis, então nós temos isso em muitas e muitas situações diferentes,
tanto naturais como uma doença ou uma situação impossível financeiramente, ou uma atitude dentro de família, ou dentro de uma igreja,
ou dentro de um país, ou entre um país e o outro, como Israel com Ramaz, então são situações realmente impossíveis,
mas quando Deus fala "não temas", é que ele deseja encontrar em nosso coração, isso é difícil, Deus sabe que é difícil,
por mais que a gente confesse, acredite, não, Deus realmente é grande, Ele é poderoso, mas a pergunta sempre é, por exemplo, com enfermidade,
será que Deus é capaz de curar, mas Ele vai curar? A gente pode duvidar da vontade de Deus, será que Deus quer me curar?
Enfim, principalmente quando nós estamos enfrentando, vamos supor que Deus coloque diante de nós um desafio para executar uma missão,
para fazer algo que é da vontade dEle, mas a gente não tem recursos, a gente não tem condições de fazer aquilo,
então aí você começa a perguntar, mas realmente é a vontade de Deus que eu faça isso?
Porque em muitas histórias da Bíblia, Deus falava, Deus ordenava para Moisés, Deus falava assim "Moisés, faça isso",
então Moisés não tinha como duvidar, Deus tinha falado, Ele ouvia, Ele via uma visão, Ele ouvia a voz, era uma coisa assim muito concreta,
mas nós muitas vezes temos a dificuldade de saber "Será que Deus realmente está comigo nisso? Será que Deus quer fazer isso?"
E é claro que essa é a coisa mais importante de tudo para saber, se Deus está confirmando, se Deus está mandando fazer isso,
então a dificuldade que nós temos para enfrentar uma situação impossível e para não temer depende de vários fatores,
e Deus sabe, Deus sabe muito bem, Jesus enfrentou a cruz e Ele chegou a pedir "Deus, se for da Tua vontade passa de mim, se for da Tua vontade",
o próprio Jesus colocou, Ele tinha certeza da missão dEle, mas Ele como homem enfrentou essa dúvida, se for possível,
se for da Tua vontade mas não seja feita a minha vontade, então certamente ali naquela hora Ele estava sentindo a mesma fraqueza que nós sentimos,
a mesma dificuldade que nós sentimos para ter certeza se Deus quer aquilo ou não, mas Ele estava decidido a fazer a vontade de Deus,
que isso é muito importante, o que é mais fácil, o que seria mais cômodo, o que seria mais seguro fazer,
ou será que Deus realmente está nos enviando para fazer algo, e quando se trata, mesmo se tratando assim de algo que é da vontade de Deus,
por exemplo, unidade, Deus não quer divisão no meio do Seu povo, Deus quer unidade, Deus quer restaurar os muros,
Deus quer restaurar uma frente, uma unidade, uma identidade unida, todos nós fazemos parte de Jerusalém, todos nós fazemos parte,
mas mesmo assim nós temos que saber se Deus, se é o momento de Deus, se é a hora de Deus, então Neemê chegou nesse ponto,
ele já tinha tido confirmações muito fortes, ele não duvidou que ele estava dentro da vontade de Deus, por isso que ele falou,
"Não temas, não temais, lembrai-vos do Senhor grande e terrível", então nós precisamos nos lembrar,
nós precisamos recordar o que Deus fez em outras épocas, o que Deus tem feito, o que que Deus pode fazer,
mas aqui então não temer por causa do Senhor, por causa da vontade do Senhor,
agora o segundo aspecto é assim, Neemê falou assim, "Vocês vão lutar e vocês não vão desistir porque disso aí depende a sua família",
por isso essa posição de nós estarmos lutando pela causa de Deus, lutando pela unidade, lutando pelo propósito de Deus na Terra,
junto com a nossa família, isso tem uma aplicação natural, tem uma aplicação espiritual também,
mas nós precisamos estar conectados dentro de uma família porque aí a defesa não é só por causa de nós,
muitas pessoas não lutariam talvez para defender a si próprios e desistir, mas eu não posso desistir porque disso depende a segurança da minha família,
então ele falou assim, "Vocês devem lutar por seus irmãos, seus filhos, suas mulheres e suas casas",
então isso é a melhor motivação, você lutar por sua família, pelas pessoas que estão próximas,
é algo que Deus ordenou, que Deus dirigiu para colocar as pessoas dentro de famílias e perto das suas casas
para que eles sentissem essa urgência, essa necessidade maior porque eles estavam defendendo a própria casa, a própria família.
Então nós vimos aqui, teve a primeira tática, zumbarias, a segunda tática eles estavam ameaçando atacar Israel, fizeram uma coligação para atacar,
depois eu coloquei como outro passo aqui mas pode até ser uma coisa meio que consequência desse segundo etapa,
houve desânimo, houve medo e aí ele como reação para resolver essa questão tanto da ameaça dos ataques quanto do desânimo do povo,
ele fez essa... e vai continuar falando sobre como ele foi trabalhando o restante do capítulo,
ele continua explicando como que ele enfrentou essas duas ameaças, essas duas situações,
mas aí no versículo 15 fala "Ouvindo os nossos inimigos", então é interessante que nós temos isso três vezes,
os inimigos ouviram que tinha começado, zumbaram, ouviram que a obra já tinha avançado, eles fizeram ameaça de ataque,
agora eles ouviram, versículo 15, que nós estávamos informados, então o fator surpresa não existia mais,
então os inimigos ouviram que estávamos informados e que Deus tinha frustrado os desígnios deles,
exatamente como que eles entenderam que Deus estava frustrando, não sei, mas é que interessante que então,
pela terceira vez, eles ouviram falar, só que diferentemente das outras duas vezes em que eles desenvolveram uma tática
e começaram a usar uma estratégia para tentar fazer impedir, agora eles ouviram que não tinha mais o fator surpresa,
provavelmente eles ouviram também que todo o povo que estava construindo os muros, que eles estavam super preparados, alertas,
estavam com armas, então é por isso que fala assim, nós estávamos informados e eles ouviram que Deus tinha frustrado
os desígnios, a intenção deles, então não fala exatamente como foi a reação deles, parece que seria uma tendência de eles desistirem,
o que ele diz aqui é que eles ouviram falar sobre isso e eles voltaram, é por isso que eu acho que houve uma certa pausa aqui,
tinha havido uma certa pausa, mas aqui ele fala "voltamos todos ao muro, cada um a sua obra",
então isso que eu estava dizendo que Nehemias não foi para nenhum extremo nem para outro, ele parou um pouquinho, o povo tinha parado,
então ele precisava reanimar as pessoas, ele conversou, ele falou porque que eles não deviam parar,
mas ele também, ele deu motivo de ter confiança, ele colocou guardas, ele fez alguns, ele tomou algumas medidas,
aqui vai explicar mais, sim, como que eles faziam, ó, versículo 16, "daquele dia em diante",
e aqui também tem uma outra coisa importante, que se eles ficaram sabendo que os inimigos já não iam atacar mais,
nós não sabemos exatamente o que que os inimigos ouviram, que o povo de Judá estava sabendo que estavam preparados,
mas até que ponto que o povo judeu soube que eles tinham desistido, que não iam mais atacar, nós não sabemos,
mas o importante é que nesse momento vamos supor... "ah, não, eles não vão atacar mais",
Neemias não relaxou, ele não foi assim "pronto, gente, pode, todo mundo ficar sossegado, não vai ter mais ataque", não, pelo contrário, eles continuaram em estado de alerta total,
"daquele dia em diante", versículo 16, "metade dos meus homens trabalhava na obra e a outra metade empunhava lanças, escudos, arcos e coraças",
então ele separou algumas pessoas, metade, metade dos meus homens, não sei se isso era só da equipe mais pessoal de Neemias, não dá pra saber,
mas enfim, ele colocou algumas pessoas, sim, de prontidão, algumas pessoas se dedicaram exclusivamente ao trabalho de defesa,
mas ao mesmo tempo, olha o que ele continua falando, no final do versículo 16 ele fala "os chefes estavam por detrás de toda a casa de Judá",
essa é uma frase importante, porque aqui ele está dizendo que muitas vezes os chefes mandam, mas não estão engajados, não estão dando exemplo,
então aqui nós temos essa situação de que os chefes estavam dando apoio total, estavam presentes, estavam participando,
eles não estavam ausentes mandando o povo comum enfrentar o perigo e eles não, então isso é muito importante,
os chefes estavam por detrás de toda a casa de Judá, que edificava o muro, e agora olha como ele não só tinha algumas pessoas dedicadas exclusivamente à defesa,
mas todo mundo tinha que estar trabalhando e pronto para se defender também, então os carregadores que levavam as cargas, cada um com uma das mãos fazia a obra,
só eles tinham que carregar com uma mão, e com a outra seguravam a arma, então tinha divisão, alguns trabalhando e alguns vigiando preparados para um possível ataque,
mas as próprias pessoas que trabalhavam, eles tinham que equilibrar as duas coisas, os carregadores com uma mão carregando, com a outra mão segurando a arma,
os edificadores, versículo 18, cada um trazia a espada a cinta, que eles não podiam, eles tinham que ter as duas mãos para trabalhar,
mas eles tinham a espada na cintura também prontos para, de uma hora para outra, se defender, e assim edificavam,
então olha só como ele colocou o povo organizado de uma forma que pudessem reagir caso houvesse um ataque,
veja, para o conceito de uma cidade não era um muro tão grande, parece que era em torno de quatro quilômetros de circunferência,
não é uma área muito grande pensando em cidades, mas era uma distância muito grande para poucas pessoas,
então se viesse um ataque num lugar, cada parte do muro teria poucos trabalhadores, não ia ter muita gente se viesse todo um grupo de soldados,
todo um grupo assim para atacar num lugar, então o que ele fez também, versículo 18 no final, "o que tocava a trombeta estava junto de mim",
então ele tinha um sistema de alerta, de tocar a trombeta, a trombeta fazia um sonido forte que pessoas, pelo menos pessoas mais próximas,
poderiam ouvir bem, e aí ele falou assim, versículo 19, "eu disse aos nobres, aos magistrados, ao resto do povo, a obra é grande e extensa,
e nós estamos separados uns dos outros ao longo do muro, no lugar em que ouvires o som da trombeta, ali vos ajuntareis conosco",
então era outra coisa, outro aspecto de preparação que Neemias colocou, tinha que ter uma trombeta,
e Neemias provavelmente estava transitando bastante em toda a obra, para que se houvesse algum perigo, ele pudesse, a pessoa que tocava a trombeta, pudesse convocar,
e isso mais uma vez mostra como nós precisamos de unidade, a pessoa que está sendo atacada, ou as pessoas, um lugar no muro está sendo atacado,
as pessoas que estão em outros lugares, isso tem a ver com vários ministérios diferentes, vários chamados diferentes, vários locais geográficos diferentes,
perigo em um lugar é para tocar a trombeta e as outras pessoas correm ali para socorrer, nós precisamos ter esse tipo de unidade, de apoio mútuo, o ataque contra um é um ataque contra todos,
o corpo de Cristo precisa ter essa consciência, então veja, várias coisas que Neemias colocou, nós temos vários aspectos da sua estratégia,
vamos concentrar nos lugares mais fracos, vamos ter mais pessoas ali para proteger, as pessoas trabalhando no contexto de família, porque assim eles vão ter esse anseio natural de se defender,
daí tem pessoas dedicadas à defesa, mas os outros que não, que continuam trabalhando, eles tem que cuidar das duas coisas, tem que ter arma e tem que ter instrumentos de construção,
e a questão do trombeteiro para chamar as pessoas para correr para um lugar onde houvesse o ataque.
Agora, no final do versículo 20, aquilo que eu falei, faça tudo que você souber, que Deus te dê sabedoria, proteja-se, organize-se, coloque em ação aquilo que precisa ser feito para defender,
mas no final das contas, por isso que quando Ele deu a exortação para o povo, Ele disse "não tem mais porque o Senhor é grande", então a confiança é em Deus,
e no fim, no versículo 20, também Ele fala "o nosso Deus pelejará por nós", então se houver um ataque, vamos todos correr para ali, mas lembrando que é Deus que vai pelejar por nós,
então tem toda essa sintonia, essa cooperação para que nós estejamos preparados, mas no final das contas quem decide vai ser Deus.
Versículo 21 "assim trabalhávamos na obra, metade deles empunhava as lanças desde a subida da alva até o sair das estrelas", então além de tudo eles estavam trabalhando numa intensidade,
horários muito longos, enquanto tivesse luz do dia, porque eles queriam terminar logo, diante das ameaças do inimigo, eles tinham que fazer isso com rapidez.
Versículo 22 "nesse tempo também eu disse ao povo, cada um com seu ajudante fique em Jerusalém para que de noite nos sirvam de guarda e de dia trabalhem", então tudo isso são evidências de um estado de alerta,
as pessoas que moravam em outros lugares, em outras cidades, eles não voltavam para suas casas, eles estavam ali, dormiam dentro da cidade de Jerusalém para que se houvesse algum ataque de noite também eles e os ajudantes todos pudessem estar preparados para algum ataque.
Agora uma coisa assim que já mencionei na questão dos chefes do versículo 16, os chefes estavam juntos, os chefes estavam dando a mesma, estavam envolvidos, engajados,
então no versículo 23, Némias fala do exemplo pessoal dele, "nem eu, nem meus irmãos, nem meus homens, nem os guardas que me seguiam largavam-nos as nossas vestes, eles não colocavam pijama, nós vamos dormir, nós estamos agora descansando,
eles eram estado de alerta, eles dormiam de roupa, de prontidão, cada um levava as suas armas mesmo quando ia às águas".
Lembra aquele teste que Deus pediu Jideão para fazer com aquele grupo, que quem descesse as águas e se despreocupasse total, se ajoelhasse e ficasse sim totalmente despreparado enquanto bebia água,
não, aqueles que bebiam a água na palma da mão mas pronto, olhando, vigiando, eram as pessoas que foram selecionadas, então Némias deu este exemplo, ele não exigia isso dos outros sem dar o exemplo da vida dele,
ele estava ali, ele estava totalmente envolvido, totalmente vigilante, não estava separado em algum lugar onde ele não sofresse nenhum perigo, estava no meio da ação, no meio do perigo e dando o exemplo do que deveria ser feito,
então esse tipo de liderança é o tipo de liderança que Deus quer, que seja assim realmente um exemplo, não mandando os outros fazer sem ele próprio fazer.
Então essas foram as estratégias, nós vamos ver ainda um pouco adiante no capítulo 6, os inimigos vão tentar umas outras táticas ainda, mas foi assim que a obra foi continuando.
Némias enfrentando o perigo mas ao mesmo tempo ele também não desistindo da missão que Deus tinha dado para ele mas também não ignorando os perigos,
então ele organizou as pessoas, organizou o povo para trabalhar dentro desse aspecto de vigilância, de preparação, ele deu recursos mas ele sabia que em algum eventual ataque, alguma situação de perigo seria somente o Senhor,
por isso que a confiança dele de que quem realmente os defenderia seria Deus, mas não numa atitude de despreocupação, de não dar importância àquilo que poderia acontecer.
É claro que diante de tudo isso como que nós podemos aplicar, eu não vou entrar talvez até em outra aula, posso falar mais sobre isso, nossos ataques, a primeira pergunta assim se nós estamos pensando na igreja,
se pensar em Israel nós temos uma situação pior do que a situação de Némias, Israel hoje não tem um imperador persa dando cobertura, Israel está no meio de muitos inimigos,
Israel é mais preparado do que o Irã, mas se você pensar em tantas frentes e tantos lugares diferentes para que ele já está sendo atacado tem uma desvantagem pelo número de adversários,
mas Israel está numa posição de bastante força no sentido de capacidade tecnológica, armas de guerra, e tem alguns aliados fortes, mas a situação de Israel é também assim de ter esses inimigos querendo de todo jeito destruir, acabar com Israel.
Nós hoje como igreja é uma situação bem diferente porque a partir de Jesus nós não temos mais, ainda que Deus tenha um propósito futuro para Israel,
Deus está acompanhando, Deus está cumprindo suas promessas, mas Israel ainda não é essa nação do reino de Deus como nos tempos antigos,
Deus não tem mais uma nação nesse sentido assim de ser uma teocracia, de ter um governo que é de Deus, mesmo naquela época muitas vezes os reis não serviam a Deus,
mas Israel tinha essa posição no plano de Deus de ser uma nação que tinha a promessa de Deus, é difícil a gente às vezes fazer essas distinções porque Israel continua tendo a promessa de Deus, continua tendo o propósito de Deus,
mas Israel hoje não é uma nação que está debaixo diretamente do governo de Deus, o governo de Israel não representa um governo de Deus,
e Israel precisa se defender, são guerras, são situações, claro que Deus acompanha mesmo em outros casos como Ucrânia e Rússia, como outras guerras que existem, guerras civis na África,
tem muitas vezes o agressor muito claro e os oprimidos, em outras situações, aquelas guerras, aquela guerra civil na Síria, era muito difícil, não tinha um lado certo,
então nós temos várias situações de guerras hoje de oposição que não são definidas como aqui, como Deus defendendo, Deus explicitamente do lado,
é bem complexo essa situação porque no caso de Israel nós temos promessas de Deus para a nação de Israel, mas como nos tempos antigos Deus permitia,
Deus permitia que Israel fosse derrotado por inimigos em certas épocas da sua história, então essa situação é muito mais complexa, muito menos clara para a gente entender,
agora para aplicar a história, essa história de Nehemiah, cumprindo o propósito de Deus, mas tinha essas situações de estado, de um país, de um território,
de uma cidade com muros, de ter inimigos, hoje se formos aplicar isso para a situação da igreja, nós vamos espiritualizar, nós vamos dizer assim,
não, hoje os muros representam unidade, os inimigos, quem são os inimigos, como que nós vamos nos defender contra os inimigos que nos atacam,
e se nós formos olhar no Novo Testamento eu só vou lembrar de um aspecto e talvez em outro momento possamos entrar um pouquinho mais nessa questão,
mas no Novo Testamento, só para a gente aplicar isso nesse tempo que nós estamos vivendo, antes de Jesus estabelecer seu reino na Terra,
Jesus ele não falou assim "Vocês têm que se preparar contra perseguição", mas não no sentido de termos um exército, de usarmos armas,
Jesus não ensinou isso, Paulo não ensinou isso, Pedro não ensinou isso, nós não temos uma indicação de que nossa guerra é contra aqueles de fora que nos perseguem,
todas as advertências, toda a situação que nós temos, várias situações no Novo Testamento que falam de ataques, de inimigos, Jesus falou assim "Olha cuidado, vai ter falsos profetas",
Paulo falou com a igreja, com o grupo Unhephus "Olha, quando eu sair daqui, depois que eu for embora, vocês vão ser atacados por lobos", que eram irmãos, irmãos, aparentemente irmãos que estavam se vestindo de pele de ovelha quando eles eram lobos,
então nas cartas nós temos muitas advertências contra inimigos, mas sempre inimigos de dentro, pessoas que enganam, pessoas que querem ensinar coisas falsas, pessoas que querem levar para um lado errado,
e as armas não eram... "Temos que lutar contra eles, temos que acabar com eles", a luta era pela verdade, não sigam falsos mestres, não sigam os enganadores,
então isso é só para dar uma ideia de que aplicando a situação de Nehemiah para uma situação da igreja nós precisamos saber aplicar da maneira que é ensinado no Novo Testamento,
agora os ataques, a oposição de inimigos que querem destruir a nação de Israel, que querem impedir o cumprimento dos propósitos de Deus,
é uma situação bem mais complexa que, como disse, ainda Israel ainda não voltou ao Senhor como nação, então nós temos que acompanhar isso de perto e entender como nós podemos aplicar,
como nós podemos entender o que Deus vai fazer, eu não tenho a menor presunção de achar que eu tenho as respostas, mas de realmente entender que são situações diferentes e bem complexas em um momento final,
isso é muito claro nas profecias, tanto do Primeiro Testamento quanto do Novo, que vai haver um grande confronto final e a segunda vinda tem relação com Jesus colocar realmente a sua justiça e defender e derrotar os inimigos que querem impedir seu plano,
mas até lá nós temos uma situação bem mais complexa porque ainda não temos uma situação semelhante aos tempos antes da vinda de Jesus, da Primeira Vinda,
em que Israel era uma nação debaixo do governo de Deus, hoje estamos caminhando para isso mas ainda não é, que Deus nos ajude e que aprendamos a aplicar essas estratégias e essas preparações,
essas atitudes de neamias para saber como enfrentar a oposição. Senhor, nós entregamos a Ti, Senhor, essas considerações, pedimos que o Senhor fale com cada vez mais clareza,
há muitas coisas que ainda não entendemos, há muitas coisas confusas até hoje mesmo nas situações que vivemos hoje e toda essa guerra em Israel e outros tipos de guerra envolvendo política, envolvendo igreja, envolvendo oposição, envolvendo o teu povo que nem sempre está sabendo como enfrentar tudo isso,
pedimos que o Senhor nos ajude porque nós precisamos, precisamos de líderes com o coração de neamias, precisamos de um povo disposto a se entregar e a se doar totalmente para que haja uma restauração,
e é isso que nós desejamos e isso que nós pedimos a Ti, em nome de Jesus, amém.
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