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09/08/20 – Daniel 7 – Baixardo áudio.
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Transcrição
Estamos em Daniel capítulo 7, vamos dar uma atenção agora à visão que Daniel recebeu nesse capítulo.
Vamos pedir que o senhor seja tão gracioso conosco como foi com Daniel, ajudando-nos a entender o que tudo isso significa.
Claro que teremos muitas limitações, ainda temos limitações, mas nós queremos que o senhor revele alguma coisa que seja importante e que possa nos ajudar na nossa caminhada.
Então nós iniciamos na última aula o capítulo 7 de Daniel, falamos mais de maneira geral na aula passada para dar uma visão da importância do capítulo e como que ele se encaixa dentro do livro e mostramos que o capítulo é central, é uma revelação central
e que dentro do capítulo tem uma visão que nós não encontramos da mesma maneira ou com a mesma amplitude, nem no livro de Daniel e nem em outras partes do antigo testamento,
mesmo tendo outras visões de Isaías, Ezequiel e outras acarias do trono da presença de Deus, essa revelação que está em Daniel 7 é uma revelação especial porque mostra aspectos que não encontramos em outras partes das escrituras.
Hoje nós não vamos focar tanto nessa parte central, porque essa visão do ancião de dias no versículo 9 e 10 e depois daquele que veio nas nuvens do céu como filho do homem nos versículos 13 e 14,
essa é a parte central e nós vamos nos deter, não sei quantas aulas, nós vamos nos deter um pouco, provavelmente a partir da próxima aula nós vamos focar mais nessa visão do trono de Deus, desse tribunal que foi montado ali, os tronos e o julgamento e a chegada do filho do homem,
tudo isso que é central, a revelação do plano de Deus, é a consumação, é o momento em que todas as coisas serão resolvidas, nós vamos começar a focar mais detalhadamente nisso depois.
Hoje nós queremos entrar um pouquinho na visão que Daniel recebeu, o plano do capítulo é que nos primeiros 8 versículos ele conta a visão que ele viu, depois ele fala sobre, que faz parte da visão, mas a visão dos 4 animais que ele viu nos primeiros versículos,
depois ele fala desse tribunal, do ancião de dias, do filho do homem, até no meio dessa descrição ele volta a falar um pouquinho sobre o quarto animal nos versículos 11 e 12 e depois no final do capítulo, até o final do capítulo a partir do versículo 15,
ele procura uma interpretação, ele procura entender mais, ele viu a visão mas ele queria entender mais, ele pergunta para um anjo, para alguém que estava ali e ele recebe mais informações e descreve mais, então nós vamos pegar tanto essa parte inicial do capítulo quanto a parte final que ele acaba dando mais detalhes
e nós vamos procurar entender um pouco mais o contexto da visão para depois podermos focar com mais entendimento na visão do filho do homem que é realmente a parte mais importante, a parte que nos interessa mais,
mesmo a visão dando bastante ênfase, fala de 4 animais mas a ênfase maior é no último animal, no último governo, chifre, então nós temos mais informações, outras visões no livro de Daniel também vão completar mais dados sobre isso,
então nós vamos entendendo mais sobre esses fatos e esse plano que Deus deu, que Deus mostrou para Daniel, então nós vamos começar no início do capítulo, vamos falar um pouquinho sobre alguns aspectos, é claro que aqui tem muita coisa que nós, eu por exemplo não entendo, tem muitas coisas que eu não entendo, que eu não tenho revelação ainda
e eu só quero lembrar que existem aspectos da visão de Deus, Deus deu essa revelação para Daniel, Daniel estava no governo de Babilônia nessa época ainda, ele estava no tempo de Belsazar e ele estava ali servindo, ele estava fazendo o trabalho dele,
temos visto como Daniel era fiel, como Daniel procurava realmente ser fiel com as responsabilidades, ele não ficava alheio, ele não ficava alienado, ele procurava realmente servir de uma forma fiel e correta dentro do governo,
mas o coração dele era para o plano de Deus, não só que Deus se mostrasse como soberano, que Deus governasse sobre os reis da Babilônia e depois da Pérsia, não era só isso, mas era que ele pudesse realmente entender qual era o plano de Deus envolvendo evidentemente o povo de Israel, o povo dele,
não somente porque era o povo dele, mas porque era o plano de Deus, era o plano da redenção, o plano que Deus estava desenvolvendo, o povo de Israel tinha e tem um papel importante, então Daniel queria entender isso,
nos primeiros capítulos de Daniel nós não temos menções do plano de Deus para Israel, parece que Israel ficou meio que esquecido nessas histórias dos primeiros capítulos de Daniel, mas agora realmente nós vamos ver que Daniel sempre teve o destino, o plano de Deus para seu povo,
ele tinha isso como um aspecto central, então ele estava sempre buscando com todo o coração entender qual era o próximo passo e nós falamos que Deus tem um plano para pessoas dentro do sistema do mundo,
dando testemunho como Daniel dentro do sistema do governo, seja qual for de Babilônia e da Pérsia, mas ele também tem um plano para o seu povo, para o protótipo do reino, para um povo que está formando a base do reino de Deus para o futuro,
e essa segunda parte que não estava muito em evidência nos primeiros capítulos vai ficar muito mais claro agora, o que que Deus tem em mente, o que que Deus iria fazer, o povo de Israel está no cativeiro, está fora da terra,
o plano de Deus foi interrompido, tudo aquilo que Deus fez até então com Davi, com Salomão, com o reino, tudo que Deus preparou durante séculos e séculos para chegar a esse ponto, de repente foi riscado, o povo de Israel foi para o cativeiro,
Deus está dando testemunho para a Babilônia, para os reinos deste mundo, mas Deus tem muito mais para fazer além disso, não é só mostrar que ele é soberano, que ele estabelece reis, remove reis, que ele é superior a todos,
ele tem algo que ele está fazendo de uma forma mais escondida, um reino alternativo, um reino diferente, que não é o reino dominante ainda, mas que está se preparando para servir de base para o reino que Deus vai estabelecer sobre toda a terra,
então esse aspecto do plano de Deus vai ficar mais em evidência, essa visão do capítulo 7 tem muita conexão, ele vai citar o povo de Deus, ele vai falar sobre o povo de Deus dentro do plano que Deus está desenvolvendo com todos os outros reinos,
mas essa visão ainda foca mais os reinos, e é como o capítulo 2 de Daniel, o sonho de Nabucodonosor, que ele viu aquela estátua e Deus revelou através daquele sonho a sequência de reinos,
o que aconteceria depois do tempo de Nabucodonosor, culminando na pedra que foi cortada do monte e que iria destruir, aniquilar todos os outros reinos e estabelecer, essa pedra ia crescer, se tornar um monte que iria encher toda a terra,
mas o foco para Nabucodonosor era mais o que iria acontecer com os governos deste mundo, e essa visão que Daniel recebe no capítulo 7 é um paralelo, é muito semelhante,
então vamos começar a ler, vamos comentando alguns aspectos, é claro, eu repito, é claro que tem muita coisa que eu não vou poder tocar e tem muitas coisas que a gente ainda não sabe,
e só a última coisa antes de começar a ler, em Daniel 12, no último capítulo de Daniel, Daniel diz que não conseguiu, ele fala para o Anjo que ele não conseguiu entender tudo o que ele foi recebendo revelações nesses últimos capítulos de Daniel,
e no final do livro o Anjo falou várias coisas, vários números, várias coisas sobre o futuro e Daniel falou assim, eu não consigo entender, e aí o Anjo falou que era para ele selar o livro porque essas coisas seriam para o tempo do fim e somente no fim é que as pessoas iriam conseguir entender plenamente,
então esse fato, essa revelação que Deus deu a Daniel e essa explicação de que, olha, não se preocupe, tem muita coisa que você ainda não pode entender, escreva tudo, cele a visão, porque um dia vai ser importante,
e as pessoas vão passar lendo a ideia que ele fala no capítulo 12, que ele fala, Daniel 12,4 fala assim, muitos correrão de uma parte para outra, não é muito a ideia assim de viagens, de muita gente acha que isso está falando de viagens, de avião, as pessoas vão correr de um lado para outro,
mas a ideia aqui é lendo, é como se fosse lendo um pergaminho de um lado a outro, estudando, e o conhecimento, não o conhecimento científico, não o conhecimento humano, mas o conhecimento do plano de Deus vai aumentar no fim,
então essa é uma promessa que nós temos de que na hora certa, Deus não revela essas coisas na hora certa, Deus revelou várias coisas, nós temos revelações como Daniel 7 a 70 semanas,
então nós temos revelações e previsões muito precisas, muito definidas, até envolvendo o tempo, mas ao mesmo tempo essas revelações elas estão, elas têm um fator de mistério, elas têm algo que só vai ficar claro mesmo no tempo do fim,
então por isso nós temos que ter muita humildade, muita abertura, ainda que nós tenhamos uma explicação, ainda que leamos, estudemos alguma coisa assim que fale, olha esses sete, esses quatro animais de Daniel 7 representam tais e tais reinos e vai acontecer isso,
você lê às vezes previsões dos últimos dias como se estivesse falando de uma coisa passada, tem tantos detalhes, vai acontecer isso, depois vai acontecer aquilo, e uma frase que eu tenho no meu coração há muitos anos sobre escatologia que vai ter muita surpresa,
muita gente vai ficar surpresa, aliás todos nós, vai ter surpresa, ninguém está prevendo exatamente como tudo isso vai acontecer, então nós temos que ter uma atitude de vigilância, de estar afinados, atenados com o Senhor e que nós possamos ter essa humildade,
conferindo com o que outras pessoas no passado ou no presente estão vendo, eu estou lendo, ouvindo, eu tenho citado alguns nomes que são importantes, que eu creio que Deus tem revelado muita coisa como Joel Richardson, como Samuel Whitefield,
Dalton Thomas, tem vários homens de Deus e além isso são mais uma geração mais jovem, mais contemporânea, mas tem muitos outros irmãos que têm estudado essas coisas, então vale a pena a gente estudar, vale a pena a gente conferir,
mas vale muito a pena a gente aguardar em Deus e esperar que Ele vá nos revelando, não só para uma pessoa, não só para um grupo, não só de uma fonte, mas aguardando o que que Deus está falando, quais são os testemunhos do que Deus está colocando no coração das pessoas,
porque quanto mais nós nos aproximarmos dessa época do fim, mais Deus vai nos revelar, porque isso é importante para a nossa preparação.
Então Daniel 7, capítulo 7, versículo 1, no primeiro ano de Belsazar, então provavelmente uns 10 anos antes do capítulo 5, quando Belsazar foi derrotado e morto pelas forças da Pérsia, então acho que provavelmente em torno de 10 anos antes do final,
em torno de 50 a 60 anos, mais para 50 a 60 anos que Daniel já estava no cativeiro, então nesse primeiro ano de Belsazar, teve Daniel na sua cama um sonho e visões da sua cabeça,
então escreveu logo o sonho e relatou a suma das coisas, disse Daniel, na minha visão, então isso aqui é o próprio Daniel relatando a visão,
na minha visão da noite eu estava olhando e vi que quatro ventos do céu agitavam o mar grande, quatro animais grandes, diferentes uns dos outros subiam do mar,
e aí ele vai descrever os quatro animais, então só fazendo um comentário rápido e até a gente pode ler alguns versículos, outros textos na bíblia sobre isso,
o número 4 é o número da terra, então fala os quatro cantos da terra, era uma forma de falar, sabemos que o mundo não é quadrado, mas os quatro cantos da terra representam os quatro pontos cardiais,
representam a terra toda, 4 é o número da criação, assim como 3 é o número da divindade, 4 é o número da criação da terra, então representa tudo,
então nós temos os quatro ventos, os quatro ventos são, abrangem os ventos que vêm de toda a terra, os ventos, vento é a mesma palavra, a mesma palavra sopro do Espírito de Deus,
então o vento pode ser, como o dia de Pentecoste veio um vento impetuoso que era o Espírito Santo chegando, mas ventos também são forças que agem sobre os povos, sobre a criação,
e o mar representa várias coisas, na bíblia às vezes representa caos, turbulência, coisas profundas, representa às vezes morte, como em Gênesis 1 que tudo estava sem forma e vazia,
tudo era um grande mar, então quando a criação começa só tem morte, não tem vida, e aí está aquele caos só como o abismo das águas, e depois a vida começa quando a terra surge das águas,
e Apocalipse 21 fala que na nova terra não vai ter mais mar, e eu fico pensando, puxa quanta coisa maravilhosa tem nos oceanos seres diferentes, não só peixes,
existe toda uma variedade imensa de seres vivos dentro dos oceanos, será que Deus não vai ter mar no fim, mas eu creio que assim não vai ter mar, está se referindo a essa ideia simbólica de o mar representando uma profundidade de morte,
de caos, de falta de ordem, o dragão leviatã é sempre visto como surgindo do mar, é lá que é o lugar de habitação dele, então o mar representa um lugar escuro, um lugar que é dominado pelo inimigo, não por Deus,
então nesse sentido não vai ter mais esse tipo de morte, esse tipo de como se fosse algo contrário a Deus, contrário a vida, agora aqui fala que os quatro animais subiam do mar,
então eu só quero ler talvez dois ou três textos para pensar um pouquinho sobre isso, um está em Isaías capítulo 17, Isaías 17 versículo 12,
fala "ai do bramido de muitos povos que bramam como o bramido dos mares e do rugido das nações, que rugem como rugido de impetuosas águas,
embora rujam as nações como rugido das muitas águas, quando ele as repreender, fugirão para longe e serão levadas como a palha dos montes diante do vento, como a poeira diante do tufão".
Eu não vou ler, mas em Apocalipse 17 versículo 15, quando fala da grande meretriz do sistema babilônico no fim, que ela estava sentada sobre muitas águas, Apocalipse 17 e 15 fala que as muitas águas representam todos os povos,
e não é que Deus não quer os povos, Deus também quer pessoas de todas as raças, tribos, povos e nações no seu reino, mas esse mar representa a turbulência dos povos,
então tem os ventos que agitam o mar e tem o próprio mar que Isaías está falando, como sendo o bramido de muitos povos, que bramam como o bramido dos mares, rugido das nações,
então nós temos a ideia de que os mares representam povos, e muitas vezes povos em rebelião, contrários, em revolta contra Deus, porque rugem as nações, porque rugem os povos, então nós temos essa ideia,
e mais um texto também, no Salmo 74, que faz essa mesma ligação, Salmo 74, vamos começar no versículo 13, "tu dividiste o mar pela tua força, quebraste as cabeças dos monstros das águas",
ele está inicialmente se referindo à passagem do povo pelo mar vermelho, mas ele está representando, e você vai encontrar muito isso nos Salmos, como o mar pode nos submergir às profundezas do mar,
então é como se fossem forças, talvez sejam na linguagem simbólica, as forças mais violentas, mais fortes contra Deus, contra os propósitos de Deus,
e aí tem "as cabeças dos monstros das águas", e nós vamos ver sempre em Daniel e mais ainda em Apocalipse, o dragão tem várias cabeças, então tem esses monstros que representam o sistema que é o adversário de Deus, e que vem das águas,
versículo 14, "fizeste em pedaços as cabeças do leviatã, e deste por alimento os animais do deserto, e abrisse as fontes dos ribeiros, e secaste os rios impetuosos",
então é Deus tomando o controle de todas as forças e colocando a ordem dele, como na criação, Deus pegou aquele abismo sem forma, vazia, com profundezas, com ondas, com revoltas, Deus coloca a sua ordem,
então essa é a visão que nós temos aqui, voltando para o Daniel 7, então Daniel vê os quatro ventos do céu agitando o mar grande,
então só lembrando até de situações atuais, por exemplo, hoje, ontem, hoje nós estamos vendo depois daquela tragédia no Líbano, aquelas explosões que devastaram grande parte da cidade, deixaram muitas mortes, muitos feridos,
e sabemos que o Líbano é um país que tem sido dominado por forças muito contrárias a Deus, resbolar, então os povos muitas vezes estão representando,
nós vimos isso várias vezes nos últimos meses, em outros anos, os povos, o povo às vezes vai para as ruas e tem uma força, tem um vento que sopra sobre esses povos, muitas vezes estão representando uma revolta com injustiça,
muitas manifestações contra racismo, contra opressão, contra governos que estão oprimindo, que estão deixando o povo na miséria,
então nós temos muitas manifestações populares que são como o mar, que são como ondas que estão se levantando, então tem esses ventos, os ventos são controlados por Deus, só rapidamente em Apocalipse 7, antes de vir as pragas, tem um anjo que segura os quatro ventos,
então o que ele faz, quando ele segura os quatro ventos, os quatro ventos da terra, ele está dizendo não faça mal, porque o vento suscita ira, suscita manifestações,
como eu disse, muitas causas são até justas, são causas importantes, são causas que o povo está revoltado por causa de injustiça mesmo, só que os ventos sopram e muitas vezes levam, como o mar sem controle,
os ventos sopram e levam essas manifestações para violência e às vezes até mesmo para implantação de sistemas piores do que o anterior, como já aconteceu em várias épocas da história,
então os ventos são ventos, assim como o vento de Deus sopra, a gente vê no século 20, por exemplo, o movimento de Deus trazendo renovação, trazendo o batismo no Espírito Santo,
trazendo milagres, trazendo renovação, então tem ventos de Deus que vão soprando sobre várias partes do mundo, é uma coisa soberana, é uma coisa acima de um controle humano,
mas tem esses ventos também que sopram sobre os povos e por isso é uma coisa muito importante para entender no livro de Daniel e tudo isso que nós estamos estudando é que ainda que tem esse sobe e desce de governos,
de sistemas humanos, nós entendemos que nenhum desses governos vai trazer a resposta, vai trazer a solução, então a igreja, o povo de Deus tem que tomar muito cuidado porque nós não devemos ser movidos pelos ventos
que sopram, ainda que sejam ventos de demonstrações pacíficas, demonstrações que estão combatendo coisas ruins, mas nós temos que tomar muito cuidado porque o povo de Deus não deve ser levado,
não deve ser conduzido pelos ventos que sopram sobre o mar em geral, porque esses ventos são incontroláveis, eles levam para aspectos, eles vão conduzir para mudanças, para situações que Deus está no controle,
ele que permite que haja mudanças de governos, que haja revoltos populares, que haja que uns governos sejam derrubados e entra outros, mas a gente tem que saber que nada disso é promissor,
em termos de "é dali que vem a nossa esperança", então isso é só para a gente entender esse cenário, o mar são os povos, os ventos são esses ventos que vêm sobre a humanidade e que muitas vezes como vento eles são incontroláveis,
eles não são controláveis pelas próprias pessoas, então aí vem 4, versículo 3, 4 animais grandes, diferentes uns dos outros subiam do mar, vamos rapidamente pela descrição,
"o primeiro animal era como leão, tinha asas de águia, eu olhei até que lhe foram arrancadas as asas e foi levantado da terra e posto em pé como um homem e foi lhe dado um coração de homem", esse é o primeiro,
"continuei olhando, e vi o segundo animal, semelhante a um urso, qual se levantou de um lado tendo na boca três costelas entre os dentes e foi lhe dito levanta-te e devora muita carne",
versículo 6, o terceiro animal, "eu continuei olhando, vi outro animal semelhante a um leopardo, tinha quatro asas de ave nas costas, este animal tinha quatro cabeças e foi lhe dado domínio", e aí vem o quarto animal,
"depois disto continuei olhando nas visões da noite e vi o quarto animal, terrível e espantoso, muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro, ele devorava e fazia em pedaços e pisava aos pés o que sobrava, era diferente todos os animais que apareceram antes dele e tinha dez chifres",
versículo 8, "estando eu observando os chifres vi que entre eles subiu outro chifre pequeno, três dos pequenos chifres foram arrancados diante dele, neste chifre havia olhos como os olhos de homem e uma boca que falava com vanglória ou arrogância",
ok, então aqui nós temos quatro animais, é uma sequência como muitos têm assinalado, nós podemos concordar que é um paralelo ainda que a simbologia seja diferente, mas o sonho de Nabucodonosor em Daniel 2 também falava de uma sequência de quatro reinos,
e esse aqui também fala de quatro, existe uma ideia de que aqui em Daniel 7 esses quatro possam ser contemporâneos e isso é baseado principalmente no versículo 12 quando ele fala que, no versículo 11 ele fala que esse quarto animal foi morto e entregue para ser queimado pelo fogo,
e no versículo 12 ele fala "quanto aos outros animais foi-lhes tirado domínio, mas foi-lhes dada prolongação de vida até certo espaço de tempo",
então esses dois versículos parecem indicar que os quatro são contemporâneos, mas são aspectos diferentes que até podem ser, as duas coisas podem ser verdade, porque a profecia, a simbologia admite mais de uma aplicação,
ela pode se cumprir de várias maneiras, nós vamos falar sobre isso de vez em quando, nós temos falado sobre isso nas aulas, como uma profecia pode ter dois ou três cumprimentos,
então a gente precisa entender um pouquinho, porque entender a profecia é claro que nós não entendemos, a profecia é uma revelação de Deus e não tem um padrão único, Deus não fala as coisas sempre da mesma maneira,
nós não queremos tentar reduzir as profecias de Deus, descobrir um padrão igual e achar que nós temos a chave que abre todas as profecias, mas existem certos princípios que Deus usa e que é importante a gente entender,
mas só para colocar isso, existe a possibilidade desses quatro reinos serem contemporâneos, ele viu os quatro animais parecem subindo do mar, não disse que era tudo ao mesmo tempo, um após o outro,
mas como esses quatro animais representam reinos, isso ele fala quando Daniel pede a explicação, ele fala assim no versículo 16 que ele chegou a um dos que estavam perto e pediu a verdade acerca de tudo isso,
e ele me disse e fez-me saber a interpretação das coisas, esses quatro animais, versículo 17, são esses grandes animais que são quatro, são quatro reis ou quatro reinos que se levantarão da terra,
então ele fala que vai ter esses quatro reinos ou quatro reis, ele também fala no versículo 24 que os dez chifres serão dez reis no quarto reino,
então o quarto reino tem dez chifres, são dez reis e depois desses dez reis se levantará um outro, um outro chifre que nasce desse quarto reino e que desloca ou arranca três dos dez chifres que tinha antes dele e ele toma o seu lugar,
então tem muitas coisas que podemos entender sobre essa visão, sobre a aplicação e eu acho que o ponto mais importante como acabei de falar é que existem várias aplicações,
então nós precisamos sempre entender que não existe uma coisa rígida, uma coisa matemática, uma coisa cartesiana em que isso é igual aquilo e acabou, a minha interpretação é certa, as outras não são,
nós precisamos realmente ter essa abertura para entender o que Deus quer falar sobre a profecia, já já eu vou mostrar isso na outra folha aqui, mas em primeiro lugar ele usa essa tradução, algumas traduções usam até a palavra besta no lugar de animal,
porque quando você fala animal, o animal em si não é uma coisa ruim, faz parte da criação de Deus, mas o ponto acho que é um ponto central para a gente entender essa simbologia,
porque lembra que na Boca do Nozom ele viu como uma estátua, então tinha uma grande estátua, essa estátua no seu todo representava o reino do homem, ele era um todo e tinha quatro partes,
então naquela simbologia da imagem da estátua, eram várias partes e até o quarto que era de ferro, ele tinha os pés de ferro misturado com argila, então ele tinha uma outra parte desse quarto reino,
aqui também o quarto animal, além de ele ser diferente, ele tem dez chifres e ele tem um pequeno chifre que realmente nós temos mais informações sobre esse chifre que nasce depois,
mas em primeiro lugar a visão de todos os animais eram assustadores, o leão, o urso, o leopardo, cada um era um animal que devorava, era um animal que fazia destruição,
não são reinos benéficos, não são representantes de Deus, então quando você tem o contraste aqui no capítulo de quatro animais, de quatro bestas, de quatro seres assustadores que causam terror,
aí você tem o contraste com aquele que veio como filho do homem, semelhante a um filho do homem que o homem recebeu em Gênesis 1 a incumbência de governar sobre os animais,
e aqui nós temos animais, homens são sistemas humanos, mas nós temos animais dominando o homem, então percebe que há uma inversão no plano de Deus, na imagem de Deus,
ainda que o próprio cordeiro, Jesus é representado por um cordeiro, por um leão, nós temos águias, vários desses animais tem os quatro seres viventes na presença de Deus,
que também tem o rosto de leão, tem o rosto de águia, etc, mas aqui nós temos animais que não estão representando Deus, que estão trazendo um domínio opressor, estão maltratando, são cruéis, são opressores,
então essa é a ideia central que nós temos aqui nessa visão, então diferente da imagem, que é uma imagem, mas não é a imagem de Deus,
então essas figuras no Apocalipse nós temos também a imagem da besta, então assim como nós somos a imagem de Deus, devemos ser a imagem de Deus, nós temos toda essa falsificação.
Agora, para mostrar, antes de ir para o Apocalipse 13, só lembrando então que desses quatro animais, os primeiros três são semelhantes a um leão, a um urso, a um leopardo, somente o urso que não tem nada de diferente, ele é um urso,
agora o leão tem asas de águias, então é um híbrido, é um animal diferente, não existe nada assim na natureza, o leopardo também é semelhante a um leopardo, mas ele tem muita coisa diferente de um leopardo,
ele tem quatro cabeças, ele tem quatro asas também, então são animais que são diferentes, mas ele conseguiu identificar, ele conseguiu falar, semelhante a um leão, a um urso, a um leopardo, agora o quarto animal que é o mais terrível de todos,
o que ele enfatiza muito é que esse quarto ele é diferente de todos os outros, cada um era diferente, mas ele é mais diferente, ele supera, ele causa mais terror, ele é mais forte, ele é mais destruidor,
então esse quarto animal ele é terrível e ele traz mais, inspira mais terror, e ele não recebe nenhuma comparação, ele não é parecido com um dragão, com nada assim, ele não é apresentado como um tipo de animal,
ele é diferente, ele é totalmente diferente, os outros já eram bem diferentes do normal, mas esse quarto era mais ainda, ok, então eu só quero pegar um aspecto, em Apocalipse tem muitos paralelos entre Daniel e Apocalipse,
mas em Daniel 13 nós temos uma visão que é bem semelhante, Apocalipse 13, versículo 1, João vê subir do mar, só que em vez de ver quatro animais, ele vê um animal só, que é uma besta, uma besta é um animal, é um animal selvagem,
então ele vê subir do mar uma besta que tinha dez chifres, isso é parecido com o quarto animal de Daniel, que também tinha dez chifres, só que esse animal tem sete cabeças e sobre os seus chifres dez diademas e sobre as suas cabeças o nome de blasfêmia,
versículo 2, a besta que vi era semelhante ao leopardo, então aqui nós vamos ver um animal só, mas com a característica de todos os quatro de Daniel 7, então ele tem, ele é semelhante ao leopardo, ele tem pés como os de urso, ele tem uma boca como de leão,
e o dragão que é satanás, o dragão deu-lhe o seu poder, o seu trono e grande autoridade, lá na frente no versículo 5 vai falar sobre uma boca como tinha esse chifre na visão de Daniel, uma boca que falava blasfêmios e arrogâncias,
tem muitas semelhanças depois a gente também vai fazer outros paralelos, mas o que eu quis mostrar aqui na visão de João no Apocalipse, ele vê o dragão que é satanás, o grande adversário de Deus, a serpente, o dragão,
ele vê essa besta que saiu do mar, que tem o mesmo sentido que nós estamos vendo aqui em Daniel 7, mas ao invés de ter quatro animais ele vê um só, então isso também une com a ideia de Daniel 2 que esses reinos são partes diferentes, mas na verdade eles fazem parte de um sistema só,
então todos esses sistemas fazem parte de um sistema só, e como eu falei representam um sistema que não é a imagem de Deus, esses sistemas humanos eles são uma caricatura, eles são um reflexo do dragão,
essa besta do Apocalipse 13 ela parece muito com o dragão que também tinha cabeças e chifres e etc e o dragão dá o seu poder para a besta, então nós temos essa mesma figura.
Ok, então não vou entrar em grandes pormenores, mas voltando a Daniel 7, o primeiro animal que era como leão e tinha asas de águia e ele viu essas asas serem arrancadas, ele foi levantado da terra, então tem algumas semelhanças com Nabucodonosor,
Nabucodonosor é chamado de leão, mais de uma vez em Jeremias, em outros textos, ele é chamado de um leão e ele passou por aquela experiência no capítulo 4 de ter as unhas crescendo como garras de uma ave, parecia uma águia,
então várias coisas aqui nessa imagem do primeiro animal, depois as asas foram arrancadas, ele foi levantado da terra e ele recebeu o coração de um homem que pode se referir aquele momento em que Nabucodonosor voltou a ter a mente e o coração de um homem depois de ficar vivendo como animal.
O urso seria o reino que vem depois, ele está de um lado porque era o reino dos merdos e dos persas, os persas eram mais fortes, então talvez isso significa que ele levantou mais de um lado e ele estava comendo três costelas e era para comer muito mais carne, então ele ia devorar mais povos além do que ele já tinha devorado.
Alguns fazem um paralelo dessas três costelas com três reinos que a Pérsia conquistou inicialmente.
Depois no versículo 6, o terceiro animal que era a semena de um leopardo, o leopardo é uma característica, ele é muito rápido, a conquista de Alexandre o Grande foi muito rápido, então é um leopardo que ainda tem asas de ave, então realmente ele foi algo muito notório como Alexandre o Grande conquistou o reino dele em pouco tempo, foi uma conquista muito rápida.
Ele tinha quatro cabeças, isso pode se referir ao reino que depois da morte prematura de Alexandre o Grande, ele deixou para quatro ou cinco generais, mas pode representar isso e ele recebeu domínio, como nós sabemos todos esses reinos recebem domínio, não é algo que origina em si próprios.
Ok? Então nessa linha de pensamento, então aqui eu quero chegar ao ponto que já comentamos um pouquinho quando falamos sobre Daniel 2, mas quando tem essas duas revelações, Daniel 2 para o Naukodonozor, aqui os quatro animais para Daniel,
a ideia que a maioria dos estudiosos segue é que representam quatro reinos, que seria a Babilônia, o primeiro, a Pérsia, os Medo-Pérsias, o segundo reinado, e depois o terceiro foi a Grécia, e aí a dúvida sobre os primeiros três, existem outras teorias, mas a maioria concorda com essa sequência dos três,
mas depois o quarto tem essa dúvida, que na tradição era sempre considerada Roma, que era o reino que veio depois da Grécia, e segundo essa interpretação, de que a Roma depois teve dez divisão em dez partes,
e então nós temos a sequência do Império Romano, que envolveu a Igreja Católica, o Santo Império Romano, a Europa, Roma, que fica na Itália, dominou o Oriente Médio no tempo de Jesus,
mas quando você olha o mapa do Império Romano, os Romanos, o Império Romano, eles nunca conseguiram muito na área do Oriente, na área da Mesopotâmia, da Pérsia, eles não foram muito para aquele lado, eles foram mais para o lado norte da África e para a Europa,
e a própria sequência do Império Romano seria mais voltada para a Europa, tanto é que muita gente interpreta como o anticristo sendo o Papa, ouvindo da Europa, União Europeia, os países da Europa, como se essa União fosse a base para o anticristo,
e outros irmãos, como esses que eu citei, especialmente o Joe Richardson, ele levantou uma outra visão muito interessante, dizendo que essa descrição em Daniel 7 e 7,
que esse quarto ano era, quarto animal, quarto reino era terrível, espantoso, muito forte, dentes grandes de ferro, devorava, pisava, ele diz que isso não corresponde muito ao Império Romano,
o Império Romano eles eram, eles podiam ser cruéis, eles dominavam os povos, mas eles não eram, a característica deles não era de pisar, de anular, de exterminar a cultura,
por exemplo, no Império Romano a cultura predominante era a cultura grega, e mesmo outros povos, o problema dos romanos com os judeus é que os judeus eram sempre rebeldes e não aceitavam,
mas a princípio o povo judeu, o povo de Israel podia continuar com a cultura deles, com o templo deles, então Roma não era de pisar, de exterminar, de anular os reinos que eles ocupavam,
e quem tinha mais essa característica era o Império Islâmico, então para essa linha de interpretação o quarto reino não seria Roma, o quarto reino seria o Império Islâmico,
e hoje nós temos muito mais sinais de um Império Islâmico voltando do que de qualquer coisa da Europa, tem uma força econômica, a União Europeia,
mas hoje não representa uma força dominante no mundo, a Igreja Católica também não representa isso, não tem o Papa, ainda que seja uma pessoa de importância, de peso no mundo,
ele não tem essa característica que tinha na Idade Média, de ser alguém que tenha intenções ou capacidade, intenções, potencial para dominar, para se tornar, tudo pode acontecer, as coisas podem virar,
o que está aparecendo hoje pode não ser o que vai aparecer amanhã, mas hoje os sinais apontam mais para o Império ressuscitado, inclusive a Turquia,
esse líder da Turquia, Erdoan, a gente geralmente fala com G como pronuncia em português, mas Erdoan é um líder que tem ambições, assim como Saddam Hussein tinha,
como o Irã tem, então tem várias forças islâmicos que têm realmente a pretensão de ressuscitar o califado que caiu depois da Primeira Guerra Mundial,
os otomanos foram derrotados e é interessante que nós estamos muito próximos do centenário, a Primeira Guerra Mundial terminou em 1918, foi o fim do domínio dos otomanos,
sobre o Oriente Médio por exemplo, mas o próprio governo da Turquia deu fim ao califado e virou um estado secular de 1923 para 1924,
então agora 2023 que estamos mais próximos vai fazer 100 anos que acabou, realmente oficialmente acabou o califado dos islâmicos e então algumas pessoas estão apontando que as intenções da Turquia são muito claras,
ele não está escondendo, assim como Hitler não escondeu o que ele queria fazer, a Turquia está deixando muito claro o que eles pretendem fazer, estão fazendo alianças, estão preparando o caminho,
e toda a profecia bíblica tem muito mais a ver com Oriente Médio do que com Europa ou outras partes do mundo, então o que eu quero falar hoje sobre esses quatro reinos?
Primeiro eu quero lembrar de um aspecto que temos falado outras vezes, inclusive quando falamos sobre Daniel 2, como que funciona a profecia?
Mais uma vez eu não estou tentando reduzir a profecia para uma lógica humana, mas é importante entender porque quando Deus revelava para Isaías,
no tempo de Isaías a força que estava subindo para dominar o mundo era a Síria, então quando Deus falava com Isaías, quando Deus falou com Jeremias, com Ezequiel, com os profetas menores,
depois com Zacarias, depois do Cativeiro, então sempre havia a profecia, ela não é desvinculada, ela não é solta, a profecia tem a ver com o presente, então o profeta está no presente
e ele recebe uma revelação de Deus e essa revelação de Deus muitas vezes o profeta quer falar com o povo dele não apenas sobre algo que vai acontecer
daí 500, 600 ou 2 mil anos, ele quer falar sobre o que vai acontecer dentro de um futuro próximo, então a vinda da profecia, a revelação da profecia é dada no presente a respeito de um futuro próximo,
então as profecias elas sempre tem algo muito importante para a próxima geração, o próprio Nabucodonosor que não era um servo de Deus, mas o sonho que ele recebeu era porque ele estava preocupado,
o que vai acontecer depois, eu sou rei aqui, mas o que vai acontecer depois, então de acordo com Daniel, Deus deu a ele a revelação dos reinos que viriam depois,
então a profecia tem a ver com um futuro próximo, Jesus, quando os discípulos vieram para Jesus e perguntaram em Mateus 24, mostraram o templo e Jesus falou que o templo ia ser destruído,
aí os discípulos falaram assim, mas quando que vai acontecer isso, como que vai ser isso, e aí Jesus fala sobre, tem todas aquelas profecias de Mateus 24, o que Jesus estava dizendo, ele estava dizendo e aí tem brigas,
e a coisa interessante sobre essas discussões sobre como que as profecias se cumprem, essa profecia sobre qual época e qual que é a aplicação, é interessante que muitas vezes os dois lados podem estar certos,
muitas pessoas interpretam o Mateus 24 como tudo que já aconteceu, porque quando Jesus falou sobre perseguição, ele falou sobre eles terem que fugir para os montes,
ele falou que ia ter, a cidade de Jerusalém seria cercada, seria destruída, isso aconteceu no ano 70, então tem muita gente que fala, não, isso já aconteceu,
Jesus estava falando sobre algo que ia acontecer 40 anos depois daquele momento que Jesus estava falando, então era um futuro próximo,
só que nós sabemos que como ele fala em Mateus 24 sobre a vinda, a volta dele, ele não estava falando somente sobre o ano 70, ele não estava falando somente sobre o futuro próximo,
mas essa profecia do futuro próximo era como se fosse um princípio, como se fosse a primeira parte do cumprimento mais pleno no futuro,
então você tem uma profecia que fala do futuro próximo, mas essa mesma profecia que fala do futuro próximo aponta também para o fim dos tempos,
então Isaías falava da queda de Babilônia, queda de Babilônia, Isaías 13 e 14, isso iria acontecer, Babilônia seria derrotada, seria destruída,
Jeremias também no capítulo 50, 51, ele fala a respeito do fim da Babilônia, mas esse fim da Babilônia aponta para algo que vai acontecer nos últimos dias que nós temos em Apocalipse 17 e 18,
então esse é um princípio, a profecia fala de um futuro próximo, mas essas mesmas profecias do futuro próximo tem muitos aspectos que serão cumpridos somente no final,
e tem uma coisa que nós chamamos de fator recorrente, e esse é um princípio que nós vamos recorrentemente falar sobre isso no livro de Daniel,
porque muitos desses aspectos que nós estamos vendo em Daniel 7 vão se repetir nos outros capítulos, então eu vou tentar explicar isso,
mas antes, então tem um fator recorrente, o que é um fator recorrente? Que vai ter, por exemplo, uma destruição de Jerusalém,
eu agora não tenho um número, mas uma vez tem um livro que tem a história de Jerusalém, e parece que fala que Jerusalém foi destruída acho que mais de 20 vezes,
então você tem um aspecto recorrente, quando a Bíblia fala de vários aspectos que vão acontecer, tem alguns aspectos que são recorrentes,
e no caso aqui dessas profecias que nós estamos começando a estudar em Daniel, um fator recorrente é que vai haver uma sucessão de reinos humanos que fazem parte de um só sistema,
é uma só estátua, em Daniel 7 são quatro animais, mas nós vimos que em Apocalipse 13 os quatro fazem parte de um animal só,
então esses reinos sucessivos fazem parte de um sistema só, por isso que eu falo, podem ser, os quatro animais de Daniel 7 podem ser sucessivos,
mas nos últimos tempos eles podem coexistir, porque tem aspectos do leão, aspectos do urso, aspectos do leopardo em mais de um sistema,
então nós temos hoje, por exemplo, hoje nos nossos dias, nós temos vários aspectos do sistema da besta, do sistema que é a imagem do dragão, nós não temos só um tipo, nós temos ditadores de países comunistas,
como nós tivemos já no século 20 e temos ainda hoje, como na China, mas especialmente na Coreia do Norte, que é uma personificação mais plena de um ditador que oprime,
vive com luxo, mas o povo é muito miserável, é guardado na miséria e eles adoram o governante deles, então tem aspectos muito fortes do sistema da besta nos países comunistas,
e em países totalitários de maneira geral, e nós temos outros, esses outros ditadores, o do Irã, o Ayatolá do Irã, nós temos aquele da Síria,
nós temos esses movimentos como o Hamas e Resbolar, temos esse da Turquia, então você tem pessoas que são de uma natureza diferente, mas fazem parte do mesmo sistema,
e eu sou ousado quando eu digo, porque eu não encontro isso muito em outras pessoas que estão estudando esses assuntos, mas eu diria que esses governantes mais nacionalistas são democráticos,
mas são nacionalistas e estão fortalecendo o egoísmo, estão fortalecendo o prazer próprio, estão fortalecendo o capitalismo que também faz parte do sistema,
e esse é o ponto cego porque muitas pessoas, por exemplo, os que são adeptos dos impérios islâmicos, os que realmente acreditam que tem pessoas que estão sendo oprimidas,
eu tenho ouvido até recentemente que a maioria da população do Irã e da Turquia são contrários aos seus governantes, então o povo eles são obrigados porque é um governo que não tem liberdade,
mas o povo não aceita, não quer, então nós temos essa mesma situação nos países democráticos em que o sistema pode ser mais forte ou menos forte,
mas nós temos sistemas de vários tipos, então porque o capitalismo também oprime as pessoas menos favorecidas e nós temos assim, em nenhum caso você pode falar assim,
todo comunista é mau, todo capitalista é mau, qualquer que seja o sistema, se o sistema for levado ao seu ápice, à sua consumação, ele vai chegar à maldade,
mas muitas vezes assim você tem acessões, você tem líderes islâmicos que não são maus, nós temos o rei da Jordânia, por exemplo, que é uma pessoa mais moderada,
enfim, então nós temos esses fatores recorrentes que aparecem e que vão aparecer em vários momentos aqui em Daniel, alguns desses princípios vão ficar mais claros nas próximas aulas,
e o outro ponto aqui é que entre, isso aqui também é um princípio que nós vamos ver mais de uma vez aqui no livro de Daniel,
entre o futuro próximo e o fim dos tempos, existe um tempo indeterminado, então Deus revelou para Daniel quatro reinos, quatro reinos, então os primeiros três estavam bem na sequência histórica,
Babilônia, Pérsia, Grécia, então o próximo capítulo, capítulo 8 de Daniel vai entrar muito, e capítulo 11 também, esses dois capítulos, Daniel 8 e Daniel 11 vão falar muito desse futuro próximo,
Deus deu a Daniel revelações muito detalhadas sobre o segundo e o terceiro reinos, o primeiro estava acabando nessa época já, Babilônia já estava no fim,
mas o segundo e o terceiro reinos, ele deu várias revelações, só que no meio dessas revelações do segundo e do terceiro reino, tinha um fator recorrente, o chifre aparece de novo, esse chifre que se exalta contra Deus,
então nós vamos ver figuras do anticristo em vários reinos, não só no último reino que aparece aqui, o quarto animal terrível, aí veio esse chifre, mas tem um chifre no terceiro reino também, na Grécia, e assim vai, então tem fatores recorrentes,
agora quando a gente pensa, quatro reinos, então chegou o quarto reino, acabou, vai surgir o pequeno chifre, e vai ter esse tribunal, e acabou, não, não é bem assim, esse futuro próximo,
pode, o futuro próximo, ou seja, o quarto animal, ele vai apontar para um outro tipo de quarto animal no fim, por isso que a briga não precisa ser entre o, será que o quarto animal é Roma,
ou será que o quarto animal é o reino islâmico, eu acredito que ele pode simbolizar os dois, porque o quarto animal Roma, ele era, não era o quarto definitivo,
e depois quando veio o reino islâmico, ainda não é o final, parece que vai retomar agora, mas é por isso que nós temos um fator indeterminado, as próprias 70 semanas de Daniel,
que tem um período de tempo limitado, e ele fala de tempos, três anos e meio no fim, então existem alguns períodos específicos de tempo, mas existem também intervalos,
por isso, assim, Deus não vai revelar quando é que o fim vai chegar, ele não vai mostrar isso, ele vai mostrar várias coisas que vão ser importantes para a gente entender,
mas sempre vai ter esse tempo, no meio das profecias nós vamos encontrar fatores recorrentes, ou seja, esse pequeno chifre ele vai aparecer mais de uma vez,
e nós vamos encontrar um tempo indeterminado, então ainda que tenha 70 semanas, poxa, agora dá para saber quando que vem o fim, não,
porque no meio desse cumprimento, para chegar ao fim, vai ter um tempo indeterminado, então esse é o plano de Deus, Deus revelou para Daniel de uma forma fantástica o plano dele,
tem aspectos que são muito importantes, mas tem aspectos que vão ser revelados mais no fim, então eu só vou terminar dando essa sequência aqui do capítulo 7 de Daniel,
para a gente entender e nós vamos retomar isso na próxima aula, então nesse capítulo aqui, ele fala a espécie de quatro animais que são quatro reinos,
o número quatro é um número simbólico, então o que eu quero dizer é, não tem apenas quatro, o quarto animal naquela época, eu acredito que naquela época ele não ia pular o império romano,
a minha dificuldade com a interpretação de que o quarto animal é o reino islâmico é simplesmente ignorar o império romano que foi muito importante no tempo de Jesus,
então ele não ia deixar o império romano de fora, mas eu concordo que o império romano não preenche todas as profecias do quarto animal,
então esse quarto animal ele volta, ele é um futuro próximo, mas ele indica outros que virão depois, então o número quatro é simbólico, quatro como o número dos reinos que tem na terra, mas na sequência são mais do que isso,
aí ele fala então sobre os quatro animais, depois ele fala muito sobre o quarto, então o quarto é quando o reino humano, nós vamos falar mais sobre isso,
mas esse quarto todos os anteriores, como o Nabucodonosor, como a Pérsia também, todos os reinos eles representavam esse sistema da besta, o sistema que segue o dragão,
não é a imagem de Deus, não é a imagem que Deus quer que o homem tenha para governar, é uma imagem terrível, os governos humanos são animais, são feras, são bestas, são expressões do dragão, não são expressões de Deus,
então o quarto ele chega a encarnar isso de uma forma muito mais plena, então nós chamamos isso de plenitude do mal, então nós temos isso em muitos lugares na Bíblia,
segundo o Testemunho de Ciências 2, fala que Jesus não vai voltar enquanto o homem do pecado não se manifestar, então nós temos a manifestação de Jesus através do seu povo, mas nós temos a manifestação do inimigo através do seu sistema,
então o quarto reino vai chegar a plenitude, o quarto animal é terrível, mas do quarto animal nasce um chifre, que é pior ainda, então essa é a encarnação e tem várias profecias no Livro de Daniel que vão mostrar sobre isso,
e depois então nós temos, nós vamos mais nas próximas aulas, nós vamos falar mais sobre essa visão do Tribunal de Deus, mas como na visão de Nabucodonosor, ele viu uma pedra sendo cortada sem mãos humanas e acabando com tudo,
mas essa visão de Daniel é muito mais completa, é uma pedra, Jesus é a pedra que vem e destrói todos os outros reinos, mas aqui nós temos uma visão muito mais detalhada, muito mais completa, porque tem um tribunal,
Deus não vai ser, Deus podia agora, Ele podia fazer, chega, acaba, vou destruir tudo, não, Deus faz as coisas com justiça, então apesar de todo o mal de ser evidente, o mal que os governos humanos estão fazendo,
Ele coloca um trono e ele tem a sua corte, ele tem o seu tribunal e esse tribunal vai julgar, isso fica muito claro durante todo, tem várias referências a isso no capítulo,
e que vai mostrar que a transferência do reino de todos esses sistemas anteriores e principalmente do quarto, a transferência do reino vem através de um julgamento como princípio que nós temos nos países democráticos,
que você não condena um criminoso só porque todo mundo sabe que o cara é mal, põe na cadeia, não, tem que ser julgado, então por isso que nós temos o judiciário, só que o nosso é muito falho, aí nós temos o tribunal de Deus que é perfeito e que vai julgar,
e aí nós temos essa parte aqui, nós vamos falar mais também nas próximas aulas, mas é interessante em Daniel 7, versículo 18, de repente, porque ele já falou do filho do homem,
no versículo 14, que vai receber o domínio, a honra e o reino, e depois no versículo 18, fala "mas os santos do Altíssimo receberão o reino", então aqui nós temos um outro aspecto que entra,
um outro fator que entra, os santos do Altíssimo vão receber o reino, isso é porque isso é bondade de Deus, porque nós não merecemos nada, mas Jesus, o filho do homem, ele vai receber o reino e ele vai dividir conosco,
só que antes dos santos receberem o reino, eles serão perseguidos e aparentemente derrotados pelo anticristo, então isso aqui é a visão do que o capítulo 7 nos mostra,
e nós vamos ter oportunidade para falar mais sobre isso nas próximas aulas, mas é muito importante entender esses princípios, como Deus está revelando essas coisas,
e quanta coisa nós precisamos entender, quanta coisa que Deus quer nos mostrar, para que nós possamos realmente ter uma visão mais plena do que Ele quer fazer na nossa geração.
Senhor Jesus, o Senhor é o filho do homem que vai receber o reino e é um reino, não é um reino lá no céu, o Senhor recebe um reino aqui na terra,
esse mesmo reino que hoje é dominado por todas essas forças diferentes que nós temos no mundo hoje, nós temos quantas forças diferentes atuando nos governos deste mundo,
tem essa variedade, tem animais diferentes, mas todos são terríveis, nós temos tudo isso acontecendo, mas este domínio, esse domínio sobre o Brasil, sobre a China,
sobre a África, sobre a Rússia, sobre toda a Ásia, toda a Europa, Oriente Médio, as Américas, todos, todo esse reino que o sistema do dragão, o sistema da besta está dominando,
vai dominar com mais força e com mais plenitude de revelação do mal, mas todos esses reinos serão reinos do Senhor e o Senhor decidiu, por misericórdia, compartilhar conosco.
Nós agradecemos a Ti por nosso chamado, te agradecemos por essas revelações e pedimos que o Senhor abra, abra cada vez mais, ó Deus, não como pessoas que queiram saber,
cada vez eu peço a Ti, Senhor, não devemos ter a motivação de querer ser alguém que entende os tempos do fim, nós não queremos ser sábios aos nossos próprios olhos, não queremos ter o domínio das revelações,
de escatologia, não queremos ter as chaves do que vai acontecer, eu sei o que vai acontecer, nós queremos ser muito humildes, queremos ser muito quebrantados diante de Ti mesmo porque tem aspectos difíceis de enfrentar.
Ó Deus, mas que nós possamos ser preparados por Ti, que possamos ser como o Daniel, com a mesma atitude, o mesmo coração dele, eu peço a Ti em nome de Jesus, amém.