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Aula 03 – Vol.35 – Até que ponto devemos buscar apoio de um governo humano?

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O que mais chama atenção na apresentação inicial de Esdras é a sua dedicação e paixão pela lei, pelas Escrituras. Em segundo lugar, o texto destaca o apoio que Esdras recebeu do rei Artaxerxes do império persa. A carta que ele deu a Esdras foi muito mais que uma mera permissão; colocou à disposição dele os recursos do império e deu grande autoridade para que agisse em nome do rei. Até que ponto nós, como povo de Deus, devemos buscar e aceitar apoio de governos humanos?

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Vamos continuar com a ajuda de Deus no livro de Esdras. Estamos no capítulo 7, já falamos sobre o capítulo 7 de Esdras na última aula, vamos ainda falar um pouco sobre esse capítulo em relação ao que está acontecendo com Esdras e talvez entrar um pouquinho no capítulo 8.
Estamos vendo esse segundo, seria assim, segundo, pelo menos segundo registro bíblico de um retorno para Israel depois do cativeiro, sendo que esse tempo de Esdras, essa volta, esse retorno de Esdras, que estamos vendo agora,
aconteceu 80, mais ou menos, 80 anos depois de Zorobabel, quer dizer, Zorobabel e Josué, aquele primeiro retorno do exílio, foi depois de 70 anos de cativeiro.
Agora, Esdras está voltando 80 anos depois do primeiro retorno, ou seja, 150 anos depois do início do cativeiro.
Então, é um tempo bem depois do primeiro retorno, é um grupo bem menor e vimos que ele está preocupado agora não com a reconstrução da casa de Deus, que já tinha acontecido, eles já tinham reconstruído o templo,
mas ele, apesar de ser sacerdote, a preocupação dele sim, ele tinha muito envolvimento com a casa de Deus, era algo muito importante para ele, mas o foco chamado dele era pela lei, pela restauração da lei.
E essa restauração da lei só poderia acontecer com uma restauração, com um envolvimento maior do Ministério Sacerdotal, não vai haver uma restauração da lei sem a restauração sacerdotal.
Já tinha sacerdotes antes de Esdras voltar, ele não nem fala especificamente que ele estava preocupado com uma restauração sacerdotal, mas isso fica nas entrelinhas de que o chamado dele, a dedicação dele era algo que, de maneira geral,
nós não vemos até mesmo antes do cativeiro, na história anterior, não tem algumas menções, mas não tem esse foco de um Ministério Sacerdotal voltado para o ensino, para o estudo, para viver a lei de Deus.
E no cativeiro, como eles não tinham como oferecer sacrifícios, o foco era a lei, então agora Esdras foi criado na Babilônia, o templo já existia, já tinha sido reconstruído em Jerusalém, mas Esdras ainda estava na terra da Babilônia,
e lá o foco do Ministério dele tinha sido, como ele não estava perto do templo, o foco do Ministério dele era o estudo da lei, e ele sentiu o chamado de Deus para voltar para Israel, para ensinar a lei.
Ele era um escriba, então nós vimos um pouco sobre isso, e queremos hoje focar num outro aspecto, às vezes eu chamo isso, eu tenho falado isso em outras aulas, de um aspecto secundário, não de importância, mas o capítulo 7 do livro de Esdras, por exemplo, esse texto que estamos estudando,
o foco, qual que é o objetivo, às vezes você não tem como definir qual que era o objetivo de ter esse relatório, quem compilou, quem escreveu, qual que era o objetivo desse texto, o objetivo principal é falar sobre a missão de Esdras para levar a lei de volta para seu povo,
em Israel, isso evidentemente fica muito claro no texto, na ênfase que dá, quem era Esdras, porque ele estava voltando, fica muito claro que o objetivo central, o primeiro objetivo desse texto, e portanto deve ser o nosso primeiro objetivo em estudar o texto,
é entender essa missão que Esdras tinha, essa função especial que ele recebeu de Deus, de colocar a palavra escrita, a lei, ela não se refere só aos dez mandamentos, ou alguns mandamentos que Deus deu a Moisés,
mas quando fala a lei, a Torá e todos os livros do primeiro testamento, nós estamos falando sobre a Bíblia, o que nós chamamos hoje a Bíblia, são as escrituras, é a palavra escrita,
então Esdras, tudo indica, isso não fala aqui na Bíblia, mas tudo indica que ele foi muito importante na compilação de livros como Crônicas, os próprios livros de Esdras e Nehemiah,
mas possivelmente Salmos, possivelmente a compilação, a formatação do cano da Bíblia do primeiro testamento, pode ter sido, a gente não sabe até que ponto,
mas ele pode ter tido um papel muito importante em juntar os textos e realmente formar algo no formato que nós temos hoje da Bíblia.
Agora hoje eu quero falar um pouquinho sobre um assunto que eu chamaria de secundário, no sentido assim, não é o objetivo principal desse texto falar sobre isso, não é o objetivo principal,
mas é algo que nos interessa bastante, que é para cumprir a sua missão, para Esdras cumprir a sua missão, no capítulo 7 a primeira coisa que aparece, ele era dedicado, ele estudava, ele era um escriba,
ele adjuntou um grupo e voltou para Israel, isso é o resumo do que aconteceu nos primeiros versículos do capítulo 7 e fala, por exemplo, em versículos 6,
Esda 7 e 6, este Esda subiu de Babilônia, ele era escriba hábil, na lei de Moisés, dada pelo Senhor Deus de Israel, o rei lhe deu tudo que ele lhe pedira, então logo em seguida, depois da iniciativa de Esdras,
era algo que estava no coração dele, mas ele precisava de autorização, ele precisava de permissão, eles todos, tanto onde ele estava, nós já vimos no livro de Esther,
o povo que já tinha voltado para Israel, todos estavam debaixo da autoridade do império persa, do rei da Pérsia, então Esdras precisava do apoio,
ele precisava da permissão do rei da Pérsia para executar a sua missão e então esse é o nosso assunto hoje, porque na carta que o rei deu para Esdras, não tem pouco apoio não,
nós vamos ver, nós queremos ver um pouquinho sobre esse aspecto, esse apoio que Esdras recebeu do rei da Pérsia, isso é bom, isso atrapalha, isso estava no plano de Deus,
até que ponto que isso serve como modelo para nós hoje, então vamos orar e pedir que o Senhor nos ajude a discernir alguma coisa, não é o objetivo principal do texto,
não tem uma explicação aqui, olha isso aqui é bom, isso aqui não é bom, não temos esse tipo de coisa, mas é algo que está registrado aqui que pode nos ajudar.
Senhor, nós estamos vivendo em outra época, outra situação, temos outros tipos de governo, temos outros tipos de contexto e outros desafios muito mais complexos, mas nós também precisamos de restauração,
nós também precisamos levar adiante aquilo que o Senhor colocou no nosso coração a pessoas, a projetos que o Senhor está levantando para restaurar teu povo,
para restaurar, para caminhar o teu propósito e os governos humanos existem e nós precisamos saber como nos relacionar com os governos, é algo muito complexo, muito profundo,
mas pedimos que de alguma forma esse exemplo de Esdras e o que aconteceu com ele possa nos ajudar, pedimos isso em nome de Jesus, amém.
Bom, eu vou voltar então para o que nós anotamos na aula passada, só para resumir assim, de onde que nós estamos tirando essas conclusões sobre o apoio que Esdras recebeu do Rei da Pérsia,
nós temos esse resumo aqui, que é o que estava assim, quais eram os pontos principais que nós encontramos na carta, porque no início do capítulo 7, como eu li,
Esdras não foi, nós não temos uma explicação, exatamente o que Esdras pediu, tem várias coisas que nós não sabemos, como que o Rei conhecia Esdras,
o Esdras tinha alguma posição oficial no governo, ele era destacado como um estudioso, um escriba, mas tem várias coisas que nós não sabemos,
mas o que está implícito aqui é que Esdras pediu ao Rei, ele pediu ajuda, ele pediu permissão, até as coisas que estão escritas na carta não parecem ter sido escritas pelo Rei,
que envolvem várias coisas que um Rei da Pérsia que não conhecia a lei, que não conhecia a história de Israel, ele não saberia,
então provavelmente Esdras fez um pedido formal, talvez escrevendo o que ele queria, qual era o propósito, e o Rei deve ter incorporado o que Esdras pediu na carta dele,
ou seja assim, ele colocou na carta concordando e autorizando o que Esdras tinha pedido, agora como nós não sabemos até onde foi o pedido de Esdras,
então nós não sabemos exatamente até que ponto, quais foram as coisas que Esdras pediu, mas o que que o Rei deu para, isso nós já vimos na última aula,
o que que o Rei concedeu, o que que essa carta dá, é uma carta muito impressionante porque concede não só a permissão,
tipo Esdras você pode voltar, você pode levar um grupo, na verdade isso tinha sido autorizado muitos anos antes pelo Rei Cyrus,
Cyrus já tinha autorizado, será que precisava de uma autorização do Rei para voltar para Israel novamente?
Talvez não, mas Esdras pediu apoio, ele pediu ajuda ao Rei e o Rei concedeu, o que que o Rei deu?
Ele colocou Esdras como um enviado do Rei, não era assim, ah você está querendo voltar, fica à vontade pode voltar, o Rei colocou Esdras como um representante do seu governo,
você pode voltar, isso aqui está em Esdras 7, versículo 14, es enviado da parte do Rei e dos seus sete conselheiros, então do Rei, do Ministério dele, do conselho dele,
você é autorizado para fazer inquirição acerca de Judá e Jerusalém conforme a lei, ou seja, não só o Rei estava autorizando Esdras a voltar para de Babilônia, sair de Babilônia e ir para a terra de Israel,
mas estava colocando Esdras numa posição oficial, você é um representante do Rei, você pode chegar lá e não, não assim, você tem que cobrar impostos para o imperador, não,
você tem que ir governar e buscar os interesses do Rei, em parte ele tem um lugar lá na frente que ele fala sobre a lei de Deus, do seu Deus e a lei do Rei também,
mas o principal aqui é que ele estava autorizando Esdras a colocar as coisas em ordem, a inquiri, quer dizer, conferir, será que o povo que já tinha voltado, será que eles estão praticando a lei,
ou o Rei estava dando autorização, autoridade para Esdras fazer isso, e isso levanta uma porção de perguntas na nossa mente, mas por que Esdras precisaria de uma autoridade,
de uma autorização de um Rei pagão para fazer aquilo, vamos dizer assim, Israel, o povo judeu que estava ali, isso é assunto deles, assunto interno deles, se eles vão seguir a lei, se não vão seguir,
o que o imperador tem a ver com isso? Mas o Rei, o imperador estava dando esse tipo de comissionamento, de autorização, não só isso, em segundo lugar, o Rei estava dando uma oferta muito generosa,
ele, os príncipes, as autoridades, eles fizeram um movimento e cada um foi dando dinheiro, recursos para levar para a casa de Deus, então isso como nós já falamos,
o imperador, ele não era um devoto, não era um seguidor do Deus de Israel, mas eles tinham, os Reis da Persia tinham essa política de estar de bem com todos os deuses dos povos que eles governavam,
então eles acreditavam, eles tinham medo de suscitar a ira de algum Deus, de algum outro povo, então eles queriam estar de bem com o Deus de Israel, assim como eles faziam também com os deuses de outros povos,
mas então ele levou ofertas e encorajou até o povo judeu que morava no Império, fora da terra, para mandar ofertas também, então tem todo o apoio financeiro do Rei,
e não só o que ele levou, mas a carta também fala que Esdras tem direito de buscar apoio dos representantes do Rei na região, e a tesouraria, e aqueles que tinham recursos por causa dos impostos,
eles podiam receber também o que eles precisassem, tinha um limite lá, mas era algo que eles tinham direito, aqui nessa folha aqui eu não coloquei, mas no versículo 24,
ele diz também que é proibido cobrar impostos de qualquer sacerdote, de qualquer pessoa que estivesse a serviço da casa do Deus de Israel, isso eles faziam também com outras religiões,
então era também uma isenção para todos os sacerdotes, levitas e servidores do templo, então tudo isso aqui é apoio financeiro, então isso eles estavam dando para esse tipo de apoio,
ele deu para Esdras, tudo isso era para equipar, adornar a casa de Deus, então esse era o propósito, e ele dá a carta branca, vocês podem usar os recursos para comprar sacrifícios,
vocês podem usar para outras questões que sejam necessárias, e finalmente o Rei também deu a Esdras uma posição de autoridade para governar aquela região,
e para exigir o cumprimento da lei, então da lei de Deus e também de ser fiel ao Rei da Pérsia, então ele estava dando a Esdras, nós na verdade não lemos se Esdras exerceu essa função,
depois Nehemiah sim, Nehemiah é chamado de governador, Zorobabel antes era considerado um governador, então já tinha essa relação, mas ele colocou Esdras, deu a Esdras um cargo, deu a ele autoridade,
são aspectos, não precisamos falar mais sobre esses detalhes, mas eu quero fazer esse aqui, é um assunto bem extenso e evidentemente eu só quero como não é o foco principal desse capítulo,
desse relato em Esdras, eu não quero tomar muito tempo, mas é algo que chama bastante a atenção, então eu queria só fazer um pequeno resumo de algumas situações
que o povo de Israel viveu, não só nessa época, só para a gente entender que nem sempre o povo de Israel esteve nessa posição de receber o apoio, então primeiro vamos ver quais eram as diversas situações,
esse aqui não é completo, mas são algumas das situações que o povo de Israel viveu durante a sua história, começando esse primeiro, esse aqui também está no esboço que vocês têm aí,
mas a primeira situação que é um pouco diferente, porque eles não eram um povo ainda, foi quando Deus chamou Abraão para sair da sua terra, ele foi para Canaã e ele não era, era ele e a família só,
mas só que ele cresceu bastante, tinha servos e rebanhos, ele representava, ele não era uma pessoa sozinha vagando pela terra de Canaã,
então Abraão, Isaac e Jacó, os três patriarcas, eles conviveram pacificamente, eles não se colocavam, eles não eram súditos, porque não tinha essa organização, não tinha países, não tinha governos centrais naquela época na terra de Canaã,
então Abraão, Isaac e Jacó, eles conviveram, conviveram com os filhos de Etch, conviveram com lá em Jerarca, aquele Abimelec, eles conviveram com os povos que habitavam por ali, eles conviveram pacificamente,
Abraão não mandava nos povos e os povos não mandavam nele, Abraão não tinha terra, nenhum dos patriarcas compraram só um pequeno espaço para sepultar a esposa,
mas eles não tinham o domínio da terra, mas eles conviviam pacificamente, então é uma situação bastante diferente, hoje os judeus convivem não pacificamente, na verdade convivem pacificamente com alguns árabes dentro de Israel,
mas como nós sabemos tem muita inimidade, muito ódio e agora essa guerra, mas isso foi o que aconteceu no tempo de Abraão, é uma situação um pouco atípica,
mas agora aqui nós temos algumas situações que se repetem ao longo da história, então quando os descendentes Jacó e sua família, seus filhos e netos, quando eles foram para o Egito,
eles ficaram no Egito, isso Deus tinha avisado para Abraão que ia acontecer e nós até temos aqui, eu vou fazer uma conexão entre o ponto dois e o ponto cinco aqui,
porque quando eles foram para o Egito, o que estava acontecendo? José, um dos filhos de Jacó, tinha sido elevado a uma posição de autoridade, então José é um dos exemplos bíblicos de alguém do povo de Deus
que participou de um governo secular, de um governo de uma outra nação, José ficou só abaixo do faraó, ele tinha autoridade, então ele participou do governo com autoridade,
ou seja, ele não era só um funcionário, um membro do governo, ele era autoridade, o faraó deu tudo para ele, ele podia fazer e desfazer, mandar e desmandar, ele tinha autoridade,
então isso é um exemplo de alguém que faz parte do povo de Deus e que não só recebeu apoio do governo, ele participou do governo, então isso é uma coisa bem interessante, não muito comum,
então isso foi o primeiro aspecto quando eles foram para o Egito, agora se você lembra da história, apesar de José ter uma posição de autoridade,
os egípcios, eles se consideravam superiores à família de Jacó, eles eram de Canaã, eles eram pastores, eles eram pessoas do campo, os egípcios se consideravam cultos superiores,
eles não comiam juntos, tem tudo isso aí na história de José, você pode ver no livro de Gênesis que eles foram morar lá, mas eles não se misturavam
e não era propósito de Deus que o povo, que os descendentes de Jacó se assimilassem, se tornassem parte do Egito, eles teriam perdido seu chamamento, então eles ficaram separados, eles foram bem aceitos por causa de José,
mas eles foram discriminados, e o que aconteceu? Depois de um tempo, depois que José morreu, depois que Jacó morreu, aquela geração, surgiu um outro faraó,
um outro governante do Egito, e ele teve outra atitude em relação ao povo hebreu, e aí eles entraram nesse número dois, que é opressão e escravidão, então essa é uma das relações que o povo de Deus tem com governos humanos.
Hoje, hoje no século 21, nós temos todos esses tipos de contextos, nós temos tudo em diferentes lugares, nós temos lugares onde o governo apoia a igreja, onde o governo ajuda, onde o governo é favorável, onde o governo é amigável,
nós temos muitos governos onde há opressão, há perseguição, então essa aqui é uma das situações que o povo de Deus vive, e foi de lá que Deus tirou o povo do Egito no tempo de Moisés.
Mas nós também podemos falar esse número dois, então, na história, ele aconteceu várias vezes, no esboço aqui eu coloquei alguns exemplos, não foi só no Egito, no cativeiro da Babilônia eles viveram também oprimidos,
no cativeiro antes da Babilônia, das dez tribos, da Síria eles viveram isso, então isso não foi só no Egito, o povo de Deus, o povo judeu, o povo da igreja, muitas vezes tem vivido e em muitos lugares hoje alguns governos comunistas ou islâmicos, enfim, vários tipos de governos perseguem os cristãos.
Então, Babilônia, a Síria, naquele tempo de antigo epifânio da Síria, eles viveram isso também, no tempo de Jesus, no tempo de Roma, nem sempre eles foram perseguidos, mas muitas vezes eles tinham que pagar impostos,
eles tinham um elemento de opressão também, então, tanto dentro da terra deles, de Canaã, como fora, o povo já viveu isso muito, o povo de Israel e a igreja também, então essa é uma das relações que a igreja tem que enfrentar.
Qual que é o terceiro modelo, terceiro tipo de situação? É quando Israel teve autonomia, quando Israel entrou com Josué na terra prometida e aí eles governavam a si mesmos, isso mesmo lá oscilava, às vezes no livro de juízes eles eram oprimidos, às vezes por outros povos,
mas houve vários períodos de tempo, principalmente com os sumando com o rei Davi e Salomão, em que o povo governava a si mesmo, eles tinham autonomia, mas mesmo assim, nem sempre o governo, se tratando de governo humano,
até o rei Davi e o rei Salomão cometeram muitos erros como governantes mesmo, então o governo humano é sempre uma coisa misturada, não é uma coisa pura, só o reino de Deus que vai ter um governo realmente puro,
mas uma das situações que o povo de Deus vive é essa de autonomia e governo próprio. Agora número quatro é exatamente essa situação que estamos vendo com Esdras,
é que o povo de Israel eles estavam saindo de um período, já fazia tempo aqui, mas quando acabou o cativeiro, quando acabou o período de cativeiro na Babilônia,
então surgiu esse outro império, essa outra potência que era a Pérsia, e o rei Siru deu liberdade para eles, então eles saíram da opressão, saíram desse número dois aqui de estar debaixo de um governo opressivo,
mas não tiveram autonomia, e o governo persa de maneira geral, o governo persa era amigável, não só esse rei no tempo de Esdras, mas começa com Siru, depois o rei Dario também foi amigável,
tem o rei Xerxes que foi o Assuero, que foi o marido de Ester, então nós temos vários reis da Pérsia que favoreciam, que permitiam, que davam liberdade, que ajudavam,
aqui nós temos esse exemplo em Esdras 7 de um rei que não só estava dando liberdade, mas estava dando bastante apoio, então nós temos apoio de governos amigáveis, e isso tem acontecido ao longo da história,
é uma coisa misturada, não é uma coisa 100%, mas nós temos os judeus que ficaram por muito tempo na Europa, algumas vezes com liberdade, outras vezes não,
hoje os governos ocidentais, da Inglaterra, dos Estados Unidos, da Europa ocidental, muitas vezes dão apoio, então nós temos, e pensando na igreja, estou fazendo aplicações,
é meio rápido, espero que você consiga me acompanhar, mas o que eu estou querendo fazer é dar um panorama, porque quando nós falamos sobre a relação da igreja, ou de Israel, ou do povo de Deus com reinos humanos,
nós temos muitas situações diferentes, não é tudo igual, não é o mesmo padrão, nós temos situações muito diversas, Israel por exemplo hoje é um país autônomo,
eles têm o governo próprio, mas isso durante a maior parte da história não era assim, então agora nós estamos aqui com Esras com essa questão de apoio, às vezes a igreja tem apoio dos seus governos respectivos,
nas Américas, na Europa, em vários lugares do mundo, a igreja pode contar com apoio, e é claro que aqui no mundo de hoje nós temos uma situação que não tinha naquela época,
que hoje tem as democracias, onde as próprias pessoas podem eleger um governo, isso não tinha antigamente, então nós não temos um modelo sobre isso para mostrar, mas nós podemos encaixar essas situações e pensar no geral,
tem um ponto que eu não falei aqui, então nós temos basicamente três tipos de situação, resumindo esses pontos aqui, a situação dos patriarcas não existe mais, esse tipo de convivência independente,
tem os territórios, os países e tudo, então é diferente, ou nós temos autonomia e governo próprio, isso em termos da igreja não existe, porque a igreja não é um governo de um país, mas em termos de Israel existe,
nós temos em relação aos judeus ou a igreja, aos dois, nós temos situações de perseguição, de governos que proibem, que perseguem, que oprimem, e nós temos situações de apoio, de governos amigáveis,
então basicamente nós temos essas três situações possíveis em relação a relação com governos, e nos 5 e 6 eu coloquei aqui, nós temos o exemplo de José no Egito que participou do governo com autoridade,
ele fazia parte do governo, seria um exemplo, poderia pensar em Esther, porque ela era a rainha, mas ela não tinha muita autonomia, no final do livro de Esther, Esther e Mordecai também tiveram uma participação com autoridade,
eles participavam do governo e eles tinham uma voz ativa, eles não eram apenas funcionários, agora quando esse número 6 é participação do governo sem autoridade,
isso o grande exemplo é Daniel, Daniel participou de governos da Babilônia, de governos da Pérsia e ele tinha cargos muito elevados, ele era uma pessoa de muita confiança dos reis,
mas ele não mandava, ele não governava, nós não temos nenhum indício de que ele fosse o governante, podemos pensar em nemias também no próprio Westeros que receberam lugar de importância,
as vezes até de um governador debaixo do rei, mas não estavam no pico, no ponto máximo de autoridade, então a nossa pergunta é a seguinte,
esse tipo de apoio que Artaxerxes deu para Esther, essa carta que ele escreveu, o que despertou bastante essa pergunta que eu queria abordar com vocês,
é porque a carta concede muita autoridade para Esther, muitos recursos, então é uma coisa muito complexa a gente pensar, isso é bom, isso não é bom,
então como que nós devemos olhar para esse tipo de apoio, então antes de falar um pouco sobre esses perigos aqui embaixo, vamos só lembrar,
eu queria voltar a história de Estras no capítulo 7 e já olhando um pouquinho para o capítulo 8, para entender como que Estras considerou esse apoio,
então vamos voltar, vamos pensar, e isso está no esboço, mas eu vou mostrar essa outra folha aqui, para a gente pensar agora,
como que foi o processo de Estras para cumprir o propósito dele, lembra, ele era uma pessoa nascida na Babilônia, criada lá,
ele nunca tinha ido para Israel, ele nunca conviveu no templo, dentro do contexto da prática do plano de Deus da terra prometida,
mas nós não temos muita informação sobre ele, mas nós lemos que ele era uma pessoa instruída, então ele estudou bastante,
talvez com apoio dos pais, talvez tinha algum tipo de escola de treinamento, pessoa que ajudou ele a estudar, não sei, não sabemos,
mas ele era uma pessoa super dedicada, o que nós podemos entender do que nós lemos no capítulo 7, que Estras era uma pessoa dedicada,
antes de saber, Deus não apareceu para ele, que nós saibamos, ele não teve sonho, não teve chamado, não teve nada assim,
mas ele se dedicou muito, provavelmente desde muito jovem, ele se dedicou ao estudo, ele era hábil, ele era estudado,
ele colocou o coração dele para buscar, ele buscava a lei, então provavelmente antes de sonhar, antes de pensar,
Deus está me chamando para voltar, para viver lá na terra que Deus prometeu para nossos pais, ele se dedicou à lei,
a palavra, conhecer a Deus, e a forma que ele se aprofundou foi através da palavra escrita, então a primeira coisa
que aconteceu com Estras foi que ele se dedicou, ele estudou, ele não se satisfez em só saber mais ou menos,
ele queria se aprofundar, ele queria conhecer mais, então ele se aprofundou no estudo e nós vimos também que fala sobre a prática,
e tem uma coisa muito importante, porque os judeus já viveram nessa época de Estras, já fazia 150 anos que eles estavam fora da terra,
mas durante, depois de Jesus eles ficaram, muitos até hoje estão espalhados por outros países e mesmo em Israel não tem um templo,
então os judeus que estudam a lei, e a lei tem tanta coisa relacionada à casa de Deus, tem tanta coisa relacionada a viver na terra,
as festas, tem tanta coisa sobre isso, que qualquer pessoa na época de Estras ou no tempo mais recente, qualquer pessoa que queira buscar mais a palavra,
a lei, a tora, os ensinamentos de Deus, vai chegar uma conclusão de que não dá pra praticar tudo sem estar na terra e sem ter a casa de Deus,
porque essas eram coisas essenciais, faziam parte, e nós podemos fazer um paralelo, eu sempre falo a respeito dessas duas posições,
porque o reino de Deus no futuro é Deus habitando na terra, a casa de Deus na terra, em Jerusalém, a lei vai sair de Jerusalém,
então o trono de Jesus vai estar em Seão, mas toda a terra vai estar em harmonia, restaurada, então a visão futura do reino de Deus é depois da volta de Jesus,
e nós sabemos que nós não podemos hoje viver plenamente como vai ser no futuro, tem muita coisa que é impossível,
mas antes de Jesus voltar, no tempo presente, nós temos duas posições possíveis de estar na terra prometida,
isso vale para o povo judeu, mas vale para nós cristãos também, você pode estar na terra prometida,
ou você pode estar em exílio, em cativeiro, na diáspora, espalhado pelas nações,
o que representa para nós como igreja, nós não temos uma terra geográfica, nós estamos enxertados com a nação de Israel,
então nós vamos fazer parte no futuro do mesmo povo, é uma herança, é uma coisa só, mas hoje tem uma distinção,
porque ainda não se completou essa união da Oliveira, esse mistério perfeito, não aconteceu ainda,
então tem alguma coisa acontecendo com Israel como nação, como povo, e tem outra coisa paralela acontecendo com a igreja,
ainda tem muita coisa separada, paralela mas separada, mas estamos caminhando para a convergência, para fazer parte de uma coisa só,
mas o que para a igreja, porque para os judeus é muito físico, ou estão na diáspora, espalhados por alguma nação do mundo,
os judeus foram para o mundo inteiro, mas mantiveram sua identidade, continuaram estudando, sendo fiéis à lei,
mas tem muita coisa que eles não podem praticar porque estão fora da terra, e como eu disse,
até aqueles que estão em Israel também não podem praticar plenamente porque eles não têm o templo,
e o monte do templo é o foco do conflito entre islâmicos e judeus.
Então, o que é para nós, para a igreja estar fora da terra, é não estar vivendo na medida que é possível viver o reino de Deus,
esse reino que é já, mas ainda não, esse reino que aponta para o futuro, mas é possível, a igreja primitiva viveu isso,
os morávios viveram isso, e vários grupos, várias experiências, nós vivemos na diáspora, nós estamos na nova aliança,
nós cremos na palavra, nós cremos na visão, mas estamos vivendo uma realidade muito longe daquilo que seria,
não só longe daquilo que Jesus vai implantar quando ele voltar, mas longe daquilo que Jesus deu para nós,
desde a sua ressurreição e sua ascensão, a descida do Espírito Santo, nós temos possibilidade,
existe uma terra prometida que é possível viver, envolve comunidade, envolve estar realmente relacionado,
viver uma experiência coletiva que aponte para o reino de Deus, então nós estamos vivendo muito longe disso,
então essa seria a semelhança, então nessa situação de estar longe do verdadeiro governo de Deus,
de estar longe da prática daquilo que Deus tem para nós, qual seria a nossa relação com governos humanos?
Então, vamos voltar aqui a vida de Estras para a gente ver o que aconteceu com ele,
para a gente tentar extrair daqui alguma coisa que nos ajude em saber até que ponto que nós podemos buscar,
receber o apoio de governos humanos sem nos contaminar, porque claramente Estras não se contaminou,
ele é um exemplo positivo, o que o rei deu para ele não virou a cabeça dele, não mudou a prática dele,
Estras não se corrompeu, então é um exemplo positivo, Daniel não se corrompeu,
então vamos voltar a seguir esse processo que aconteceu na vida de Estras, então ele começou com o estudo da lei,
querendo praticar, mas não podendo praticar, então o que aconteceu, isso é a minha dedução,
o que aconteceu com um homem como Estras que estudou a lei e que se aprimorou e que se aprofundou,
que ele amava, ele tinha paixão, o que aconteceu com ele?
Ele provavelmente começou a pensar, primeiro, eu posso ensinar, ele podia ensinar os outros conterrâneos dele,
os outros judeus que estavam na Babilônia, ele podia ensinar lá, ele deve ter feito isso,
mas nasceu nele, eu penso, nasceu nele um anseio, uma paixão para levar essa palavra onde que dá para praticar,
onde que dá para viver essa palavra, tem um lugar hoje, tem um lugar que tem a casa de Deus, ele pensou,
a casa de Deus está lá em Jerusalém, o povo lá está vivendo, não está vivendo com autonomia,
não tem o governo próprio, não tem um descendente David no trono, mas tem, tem um lugar que a gente pode por em prática mais,
então eu penso que Estras começou a ansiar por algo mais do que ele tinha na Babilônia,
então nasceu nele o desejo de voltar, o desejo de levar essa lei, de levar o ensino, de levar o conhecimento de Deus
para o povo dele em Israel, em Jerusalém, para poder colocar em prática, então nasceu o desejo de ensinar,
de implantar, de compartilhar essa lei lá em Israel, e aí nesse momento também, como eu falei, a gente não tem ideia
de exatamente o que ele precisava do rei, se ele já tinha uma ideia, o rei podia ajudar financeiramente,
nós não sabemos, mas o fato é que o rei ajudou financeiramente e Estras recebeu de bom grado,
então aqui ele foi pedir, e está escrito em Estras 7, que tudo que ele pediu o rei deu por causa da boa mão de Deus sobre ele,
então esse é o ponto, nessa história de Estras, nesse contexto que nós estamos olhando, o apoio do governo foi bem-vindo,
ele pediu ao rei, o rei concedeu, e está registrado que tudo isso foi por causa da boa mão de Deus sobre a vida dele,
e vamos ler de novo, ao final do capítulo 7, tem toda essa carta que o rei Artaxerxes deu para Estras autorizando, concedendo,
dando autoridade para ele, então no final, depois dessa carta, aliás, é o primeiro lugar no livro de Estras que Estras fala em primeira pessoa,
Estras 7, versículo 27, até aqui, alguém estava escrevendo sobre Estras, e tem a carta do rei Artaxerxes,
e no final, depois de transcrever a carta, Estras agora, ele fala em primeira pessoa,
"Bendito seja o senhor Deus de nossos pais", Estras está louvando a Deus, está atribuindo a Deus, essa ajuda do rei veio da parte de Deus,
Estras atribui não a sua persuasão, a qualquer outra coisa, que rei bom, nada, ele não atribui a nenhuma outra causa a não ser o próprio Deus,
"Bendito seja o senhor Deus de nossos pais, que pôs no coração do rei", foi Deus que colocou no coração do rei,
"O desejo de honrar a casa do Senhor, a qual está em Jerusalém", então, Estras, ele atribui a Deus, Estras, ele recebe essa ajuda do governo como uma ajuda vinda de Deus,
isso é a coisa mais importante, ele não se sente, claro que a situação é outra, como eu falei, não tinha política, não tinha partidos,
não tinha voto, não tinha essas coisas, mas Estras, ele não, vamos dizer assim, ele não se sente, claro, ele foi agradecido ao rei com certeza, mas ele não se sente devedor ao rei,
ele não se sente na obrigação de fazer algo contra a consciência dele para poder conseguir alguma coisa do rei, nada disso, o que nós vemos na vida de Daniel,
na vida de Mordecai, na vida aqui de Estras, o que nós vemos são pessoas que jamais iriam fazer algo contrário à vontade de Deus para conseguir o apoio do governo,
eles estavam sendo abençoados, Deus estava intervindo em favor deles e eles entendiam a mão de Deus sobre isso, então, "Bendito seja o Senhor Deus que pôs no coração do rei o desejo de honrar a casa do Senhor,
a qual está em Jerusalém", versículo 28, "e que estendeu para mim a sua misericórdia", a misericórdia de Deus, o ré sede de Deus, "perante o rei, os seus conselheiros e todos os seus príncipes poderosos,
visto que a boa mão do Senhor meu Deus", Estras entende que, como eu já falei, que o apoio do governo, o apoio do rei representava a mão de Deus,
então, "visto que a boa mão do Senhor meu Deus estava sobre mim, animei-me e reuni alguns dos chefes de Israel para subirem comigo".
Então, olha aqui, vamos voltar essa lista aqui para a gente entender a sequência, então, Estras tinha se dedicado, ele sentiu o chamado para levar isso lá para Israel, ele pediu autorização do rei, se ele pediu esse monte de coisa ou não, nós não sabemos,
mas o rei deu e a resposta do rei foi muito, muito positiva, então, Estras entendeu que isso era uma resposta de Deus para ele e a partir dessa resposta positiva,
no versículo 28, ele fala "animei-me, eu senti que a mão de Deus estava sobre mim", então, nesse ponto, Estras, ele entendeu, Deus respondeu, Deus disse sim, Deus confirmou o que eu tinha proposto, o projeto que eu tinha proposto, que na verdade veio do próprio Deus,
então, essa resposta positiva do rei e do governo para Estras foi uma coisa boa, isso é muito importante entender nessa história, e a partir dali, ele organizou o grupo, nós vamos ler sobre isso na próxima aula,
no capítulo 8, ele vai organizar um grupo e vai voltar com esse grupo para Israel, ok? Agora vamos voltar aqui e vamos agora falar um pouquinho sobre os perigos, os perigos.
Primeira coisa que eu quero colocar é, nós precisamos discernir em que tempo, em qual dessas situações nós estamos vivendo hoje, e não é só uma questão de hoje, onde nós estamos, no Brasil, se alguém está na Ásia,
se alguém está na África, se alguém está no país do Oriente Médio, se alguém está na Europa, onde a pessoa estiver, que tipo de situação está vivendo?
Lembra daquele, primeiro crônicas 12, fala sobre quando Davi era rei só sobre Judá, e aí o pessoal das outras tribos de Israel começou, várias pessoas de cada tribo começaram a se juntar a ele,
e tem um versículo, primeiro crônicas 12, 32, um versículo muito importante, que fala sobre os homens de Issachar, que eram homens que conheciam os tempos, e sabiam o que deveria, o que Israel, não só eles,
sabiam o que Israel deveria fazer, que tempo é, por exemplo, com Davi, houve um tempo que ele estava fugindo de Saúl, e não era para ele lutar contra Saúl, era para ele esperar o tempo de Deus.
E depois Davi se tornou rei sobre a tribo de Judá, e ainda não era tempo de lutar contra as outras tribos, para obrigá-las a aceitar Davi como rei.
Mas os homens de Issachar, eles eram homens que conheciam os tempos, e sabiam o que Israel, que eles deviam fazer, e o que o povo de Israel devia fazer.
Então, de vez em quando eu falo sobre isso, como é importante, como seria importante, como é importante saber em que tempo nós estamos vivendo.
E não só, por exemplo, estamos vivendo com o governo opressivo, ou estamos vivendo com o governo amigável, ou estamos com alguma medida de autonomia, mas sim, se temos pessoas que estão participando do governo com autoridade ou sem autoridade,
nós podemos ter várias situações que se encaixam, mas mesmo assim, nós precisamos saber o que deve ser feito, qual é a direção de Deus.
Porque veja bem, essas situações, elas são muito variáveis, elas são muito dinâmicas, então, a primeira coisa que nós precisamos saber é em que tipo de contexto a igreja vive, nós vivemos, o povo de Israel, enfim.
Qual tipo de contexto nós estamos, por isso que eu queria mostrar que existem várias situações que o povo de Deus pode viver neste mundo em relação a governos humanos.
Agora, vamos imaginar, então, agora vamos colocar o foco mais para essa questão do tempo de Esdras. Esdras vivia no número 4 aqui, ele tinha apoio de um governo amigável, ele tinha o apoio dos governantes, do governante principal,
de toda a elite, do governo da Pérsia naquele tempo, então ele vivia num governo amigável, então, quais seriam, no caso dele, ele precisava da autorização, ele pediu, ele ganhou recursos,
ele ganhou uma porção de coisas assim para ele poder executar a sua missão, mas quais seriam os perigos? E agora eu só quero falar um pouquinho especificamente sobre o governo persa,
para nós entendermos assim, dentro da história, os governos da Pérsia, o próprio Arthur Chessies, será que sempre foi bom? Então, eu só vou citar rapidamente alguns aspectos para a gente poder entender.
O primeiro perigo que eu coloquei aqui embaixo, esse apoio para Esdras foi um apoio bem-vindo, importante para ele cumprir sua missão, ele aceitou e foi bom, foi uma dádiva de Deus, foi uma confirmação de Deus.
Porém, o apoio de governo, de qualquer tipo de governo amigável, o apoio de um governo humano não é confiável, o que quer dizer isso? Você não pode contar sempre com isso.
Então, eu vou dar alguns exemplos dos governos persas. Primeiro, em Esdras, no próprio livro de Esdras, mas bem antes dessa época aqui, em Esdras capítulo 4, tem um relato de como, quando o povo que estava,
nós não sabemos exatamente quando aconteceu isso, mas houve um tempo desse rei Arthur Chessies, em Esdras 4, quando eles estavam, o povo estava começando a reconstruir os muros da cidade de Jerusalém,
foi antes de Nehemiah, não foi quando Nehemiah estava lá, mas eles começaram a reconstruir os muros e os inimigos do povo judeu, eles escreveram uma carta para esse rei Arthur Chessies, que está sendo tão bom para Esdras,
eles escreveram uma carta, não deixe o povo judeu reconstruir os muros de Jerusalém, porque eles têm um histórico muito negativo, eles vão se rebelar, e Arthur Chessies concordou com os inimigos,
então veja só como o mesmo rei, ele pode ser favorável, mas ele também pode ser desfavorável, vamos pensar no livro de Ester, aquele rei Assuero, que no fim ouviu Ester e foi favorável a Mordecai,
mas lembra como esse mesmo rei, ele quase, ele chegou a entrar no esquema de Amman, então esses reis, eles não são confiáveis, eles podem uma hora estar a favor, mas numa outra hora eles podem ser contra,
vamos voltar ao tempo do Egito, lá quando José do Egito foi lá, se tornou um homem de autoridade dentro do Egito e ajudou a governar e a salvar a sua própria família, o propósito de Deus no tempo da fome,
mas depois surgiu um outro rei que não quis saber daquele povo que começou a oprimir, o que eu quero dizer com isso? Que nós jamais podemos colocar a nossa confiança em governos humanos,
Esdras recebeu ajuda desse rei, nós vamos ver no próximo capítulo, capítulo 8, que ele não quis pedir a esse rei uma escolta para ele fazer a viagem de volta para Jerusalém,
então Esdras sabia que ele não podia, ele não podia se alinhar, se tornar adepto, se tornar, mesmo quem fosse parte do governo como José, ele tinha que ficar atento,
porque de uma hora para outra esse governo pode mudar, então esse é um grande alerta de que nossa confiança jamais pode ser depositada em qualquer tipo de governo humano,
não importa, a gente já viu exemplos disso nos Estados Unidos, estamos vendo, tem na Europa, tem muitos exemplos de governantes bons, de governantes tementes a Deus,
mas de repente o próprio governante que é teoricamente um convertido ou alguém que faz parte da igreja, já vimos exemplos da igreja governando na idade média,
independente se torna um governo opressor, então governos humanos, ainda que pareçam ser do nosso lado, esses governos podem mudar de uma hora para outra,
porque fazem parte de um sistema, e aí eu só queria pegar rapidamente no livro de Daniel, lembra que Daniel recebeu revelações a respeito dos impérios,
ele estava no império da Babilônia, então vamos ver, só queria mostrar que esse império persa que era tão favorável, nós temos vários exemplos,
vários momentos, o rei Ciro, o rei Dario, o rei Xerxes, marido de Ester, agora rei Artaxerxes, tem vários exemplos de reis que ajudaram o povo de Israel,
mas olha como Daniel viu quem é o império persa, isso é muito importante para a gente ter discernimento, que está aqui, apoio ao governo é infidelidade a Deus,
eu tentei resumir numa frase, mas a ideia é a seguinte, um governo pode apoiar, pode dar apoio, pode dar permissão, pode dar liberdade,
pode dar recursos, um governo pode ser usado por Deus como o império persa foi, para abençoar o propósito de Deus, na verdade até a Babilônia que arrasou,
que destruiu Jerusalém, estava cumprindo o propósito de Deus, então nós descobrimos em Daniel que Deus quem coloca, Deus quem tira, Deus governa acima de tudo,
mas é esse mistério de entender a soberania de Deus sobre os governos, de que o Satanás é o Deus desse século, ele é o príncipe deste mundo,
ele ofereceu os reinos deste mundo a Jesus naquela tentação, então nós precisamos entender, Deus é soberano, ele pode interferir, em última análise só permanece quem lhe permite,
e ele pode mudar a situação a hora que ele quiser, mas precisamos entender que os governos humanos pertencem ao sistema da besta, ao sistema do mundo,
esse império persa parece tão bom, olha como Daniel vê, eu vou mostrar três textos no livro de Daniel bem rapidinho, Daniel 7 ele vê quatro animais,
que seriam Babilônia, Pérsia, Grécia e depois Roma ou o último império, então o primeiro era Leão, então só vamos ler o que fala sobre o império Pérsia,
versículo 5, Daniel 7, versículo 5 "continuei olhando e vi o segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou de um lado, tendo na boca três costelas,
entre os dentes, e foi lhe dito, levanta-te e devora muita carne", então o governo persa é esse império que devora carne, que oprime, que faz parte dessa sequência de governos que não fazem parte do reino de Deus,
é isso que eu queria enfatizar, Daniel 8 ele tem uma visão mais específica de Pérsia com Grécia, e aí ele vê Daniel 8 e versículo 3,
"Levantei os olhos e vi um carneiro", que é a persa, que estava diante do rio, o qual tinha dois chifres, dois chifres porque tinha os medos e os persas, os dois chifres eram altos, um dos chifres era mais alto que o outro,
"vi que o carneiro dava amarradas para o ocidente, para o norte, para o sul, nenhum animal podia estar diante dele, nem havia quem pudesse livrar-se das suas mãos, ele fazia conforme a sua vontade e se engrandecia",
então aqui são os impérios humanos, e todo império humano, todo partido político seja mais favorável à igreja ou menos favorável, todos têm esse mesmo espírito, e aliás como eu sempre falo isso tem dentro da igreja também,
mais um texto no capítulo 10 de Daniel, ele se encontra, ele vê na visão um anjo que pode ser o próprio Jesus, e aí ele fala, esse anjo do Senhor, ele fala assim,
versículo 13, "mas o príncipe", isso é uma potestade espiritual, "o príncipe do reino da Pérsia me resistiu por 21 dias",
então eu só queria mostrar que tem o príncipe da Pérsia, depois tem o príncipe da Grécia, são espíritos malignos, aí ele fala mais na frente, versículo 20, ele fala "eu tornarei a pelejar contra o príncipe dos persas e saindo eu virar o príncipe da Grécia",
então eu só queria mostrar que o príncipe da Pérsia é uma potestade maligna e o anjo de Deus ou o próprio Jesus está lutando com eles,
então por isso que mesmo que tenha algum apoio concedido por Deus, permitido por Deus, Deus tem momentos diferentes, Deus tem fases diferentes, tem situações, mas nós nunca podemos nos aliar,
nós nunca podemos nos tornar parte disso, então Esdras, Daniel, mesmo assim, no caso de Mordecai ou Esdras ou nem Amias, eles tinham que andar uma corda muito bamba, muito tênue,
para entender que eles poderiam ter um papel lá dentro, ou eles poderiam participar de alguma forma, ou eles poderiam receber algum apoio, mas o apoio era dado por Deus e jamais poderiam se aliar,
porque no mesmo instante, muito próximo de um momento de apoio, aquele governo pode virar contra, um outro exemplo de um governante que era a favor de Daniel foi o rei Dario,
em Daniel 6, ele gostava de Daniel, mas ele atendeu a um pedido que proibisse orar para qualquer pessoa, para qualquer outro Deus, para qualquer outra pessoa,
por 30 dias, então ele teve que jogar Daniel na cova dos leões, então mesmo um governante amigo, ele pode ser corrompido, ele pode virar, e aí nós temos aquela visão no livro do Apocalipse,
que eu quero terminar, mostrando o perigo de se aliar, porque a visão da mulher montada numa pesta em Apocalipse 17, Apocalipse 17,1 fala assim,
vem mostrar-te a condenação da grande prostituta, versículo 2, com ela se prostituiram os reis da terra, e os que habitam na terra se embebedaram com o vinho da sua prostituição,
então ela prostitui com a besta, a besta, ela monta em cima da besta, só que depois a besta vira contra a mulher, e mata a mulher porque é tudo traição, então essa prostituição é entre a igreja e o sistema de governo humano,
então nós não temos uma resposta simples, nós podemos pedir ajuda, permissão, apoio de um governo humano, depende, nós temos que saber em que tempo nós estamos,
mas principalmente temos que saber se nós estamos confiando, se nós estamos nos aliando, se nós estamos fazendo parte de um sistema que é totalmente contrário,
então esse rei, Artaxercis, ajudou Esdras, deu autoridade para ele, deu recursos para ele, apoiou, mas jamais Esdras poderia se tornar um amigo, um aliado, um defensor, um representante naquele sentido,
ele tinha que estar sempre atento, porque esse mesmo rei da Pérsia que estava ajudando fazia parte daquela besta que Daniel viu na visão,
tinha um príncipe da Pérsia lutando contra os propósitos de Deus e tem o perigo de ter uma aliança espúria, uma aliança errada entre o povo de Deus e os governos deste mundo,
então é um campo minado, é uma situação muito difícil, muito perigosa, mas há momentos em que Deus vai usar governos para abrir o caminho e para abençoar os seus propósitos,
há outros momentos em que esses mesmos governos vão virar contra os propósitos de Deus, vão se rebelar, vão fazer parte daqueles que se opõem a Deus,
que Deus nos ajude e que nós possamos ter discernimento e entender a profundidade, a complexidade de tudo isso.
Senhor, não somos suficientes para isso, não somos puros, mas pedimos que o Senhor trate, não só conosco, com a igreja, com o teu povo,
a situação é muito complexa e muito perigosa porque sabemos que as coisas estão caminhando para uma mistura, para uma aliança errada e nós queremos estar olhando para ti,
queremos estar livres de qualquer tipo de influência, de aliança errada, queremos ser puros diante de ti sem ser infieis a ti, infieis ao teu propósito,
infieis ao teu reino, porque o teu reino é diferente de todos os reinos deste mundo, nós queremos sempre manter a nossa visão pura em relação a isso,
pedimos a tua ajuda e a tua proteção em nome de Jesus. Amém.

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