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Aula 24 – Vol.36 – A oração mais coletiva da Bíblia

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A oração em Neemias 9 é bem diferente de todas as outras orações na Bíblia. Tem muita coisa em comum, mas tem várias características bem singulares. Para começar, não sabemos com certeza quem fez a oração. Houve uma preparação de todo o povo de mais de três semanas, com leitura das Escrituras, instrução e celebração da festa dos tabernáculos. Com isso, tornou-se de fato uma oração coletiva, expressando o que todos estavam sentindo, subindo a Deus como uma verdadeira confissão de todo o povo. Algo simplesmente comovente, cheio de revelação de quem Deus é e como ele tem agido ao longo da história.

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Estamos em Nea 69. Na última aula, nós não entramos propriamente no capítulo, no estudo da oração, porque fizemos uma, demos um contexto, uma comparação com outras orações nesse período de restauração e também um entendimento um pouco maior sobre o que é restauração,
para entender o que está acontecendo nesse período, nesse momento aqui na história do livro de Nea Mias, em que estamos diante do ponto mais alto, do ápice desse processo de restauração naquela época.
Então, não foi o final da restauração de jeito nenhum, faltou muita coisa, mas desse período de retorno do cativeiro e desse período de mais de 100 anos de retorno do cativeiro e reconstrução do templo, depois dos muros,
então nesse período, o ponto mais alto, o ponto mais importante, a consumação maior do propósito de Deus, foi nesses três capítulos de Nea Mias 8, 9 e 10,
e essa oração do capítulo 9 de Nea Mias é a parte mais alta desses três capítulos, quer dizer, houve uma preparação no capítulo 8, agora é o ponto mesmo onde Deus queria chegar,
e onde Esdras queria chegar, a Esdras com o seu ministério da palavra, ele não ficava satisfeito em fazer leitura da palavra, não era isso que realizava, que ele sentia assim, pronto, já fiz o que Deus me deu para fazer,
e a leitura da palavra, a instrução na lei, que era o forte, que era o foco do ministério de Esdras, tinha o objetivo de levar as pessoas a ter realmente uma restauração,
restauração do coração, restauração da aliança com Deus, então é justamente nesse capítulo 9 que estamos vendo isso acontecendo, como vimos eles sentiram impacto pela leitura da palavra no início do capítulo 8,
mas não era o momento de entrar profundamente no arrependimento, eles sentiram impacto, sentiram esse efeito, mas eles foram instruídos a celebrar a festa e ter uma preparação maior antes de procurar esse conserto com Deus,
então é isso que estamos vendo agora, que chegou o momento do arrependimento, chegou o momento da confissão, chegou o momento realmente que a leitura da palavra, não só no primeiro dia do sétimo mês,
mas durante a festa dos tabernáculos, 7 até no oitavo dia da celebração da festa dos tabernáculos, eles continuaram lendo, e nesse dia da Assembleia Solene, no capítulo 9, eles continuam lendo a palavra,
era algo que estava continuamente ali, era o centro da operação de Deus, da restauração de Deus nesse momento, era por meio da leitura da palavra, mas o objetivo da leitura da palavra era que eles pudessem realmente se voltar para Deus,
renovar a sua aliança, e isso vai acontecer no capítulo 10, mas o processo, a parte mais importante do processo, está na oração do capítulo 9, então vamos orar e pedir que hoje nós vamos começar a olhar para a oração em si,
vamos olhar hoje de uma forma mais geral, porque é uma oração longa, é a mais longa da Bíblia, mas nós vamos depois, nas próximas aulas, falar um pouco mais sobre alguns detalhes, alguns pontos importantes,
mas hoje nós queremos ver a oração como um todo, para entender o que está sendo feito nessa oração, como que é o conteúdo da oração como um todo, e depois nós podemos ver alguns aspectos mais em profundidade.
Senhor, nós pedimos que a mesma ação do Espírito Santo, a mesma preparação que houve naquele tempo, só que hoje com muito mais amplitude, por causa da nova aliança, que isso aconteça outra vez,
temos ouvido falar um pouco sobre as Assembleias Solenes, mas nós queremos realmente entender mais sobre o teu propósito, aquilo que o Senhor deseja fazer na época que nós estamos vivendo,
é diferente daquela época, mas tem coisa em comum e tem muita coisa para nós aprendermos, então pedimos que a olhar para essa oração, que haja realmente uma abertura do nosso coração,
e que o Senhor prepare o caminho, porque não é algo que vai ser feito por uma pessoa e nem por um grupo, mas que seja algo que aconteça de uma forma muito mais ampla, quando nós oramos por avivamento, por restauração, por preparação para tua vinda,
que essa oração, que todo esse processo que aconteceu naquela época, que essas coisas possam nos ensinar e que nós também sejamos preparados, o coração do povo nessa época estava preparado para participar dessa oração,
e nós queremos que aconteça isso conosco também, pedimos em nome de Jesus, amém. Então, na última aula nós falamos sobre essas quatro orações, e eu só queria pegar esse ponto para a gente começar o estudo da oração em si,
de Nehemiah 9, lembrando então que essas quatro orações que nós temos registrado mais ou menos no mesmo período, a oração do Daniel 9 foi uns 100 anos mais ou menos antes dessa oração de Nehemiah 9, mas foi tudo sim no mesmo período de restauração,
e uma das coisas que é interessante, tem muita coisa em comum, todas as orações são feitas de confissão de pecados, todas, todas as quatro orações enfatizam, são orações pela restauração, são orações para que Deus pudesse agir e restaurar seu povo e avançar seus propósitos,
então todas essas orações contém confissão de pecados, e todas as orações, talvez assim, Esdras 9 estava focando mais no pecado daquele tempo, mas todas as outras três orações, e mesmo em Esdras 9 ele cita gerações passadas,
então todas as orações têm confissão de pecados, todas as orações, as quatro orações têm uma referência ao processo histórico, nenhum deles considerava mesmo que estivesse numa situação específica,
Daniel estava na Babilônia, mas ele entendeu que era o tempo de terminar o cativeiro, então ele estava num momento da história, Esdras estava num momento específico de, ele estava retornando da Babilônia, já tinha pessoas lá na terra de Israel,
mas ele enfrentou uma situação específica de pecado, de infidelidade, casamentos mistos, Nehemiah 1 ele estava realmente também num momento histórico em que ele percebeu que era o momento de reconstruir os muros de Jerusalém,
então todos tinham um momento histórico específico, mas mesmo assim eles voltavam para o passado, eles conectavam a oração presente com a situação histórica, eu estou dizendo isso porque eu não vejo muito isso nas nossas orações,
quando nós nos reunimos talvez para pedir perdão a Deus pela situação da igreja hoje, por nossa condição de buscar um avivamento, buscar uma visitação de Deus,
não vejo muito, não é muito comum você ouvir orações pedindo perdão a Deus e reconhecendo o nosso pecado, a nossa apostasia, o nosso desvio do coração e do plano de Deus,
não é uma coisa isolada, não é uma coisa que só aconteceu conosco, nós somos, nós fazemos parte de uma sequência, às vezes a gente fala de como Deus agiu por meio de homens e mulheres de Deus no passado
e nos consideramos com razão como descendentes espirituais de grandes vitórias, de grandes moveres de Deus no passado, mas não vejo muito, não é muito frequente você ver uma conexão,
nossa oração de hoje, nossa condição como povo de Deus hoje faz parte de uma condição que sempre existiu, essa oração de Neemias 9 vai mostrar muito isso,
nós fazemos parte de uma sequência de gerações, nós não somos a primeira geração a ser infiel, todas as gerações passadas de uma maneira ou de outra foram infieis,
então quando nós nos arrependemos, nós também nos vemos como parte desse quadro histórico, então isso é uma semelhança, a oração de Neemias 9 faz parte dessa mesma linha
e não são só essas quatro orações, se você for ao livro de Salmos, muitos Salmos eram orações, né, os Salmos eram as vezes louvores, mas muitas vezes eram orações súplicas
e tem Salmos como Salmos 106 por exemplo que reconta também quantas desobediências, como que acontecia no passado, tão muito semelhante a essa oração de Neemias 9,
então os homens de Deus, o povo de Deus do passado, eles tinham, eles tinham mais consciência coletiva do que nós, em geral a consciência dessa época,
antes de Jesus e mesmo de algumas épocas depois de Jesus, eram muito mais, as pessoas se viam muito mais como parte de um todo, hoje nós temos tantas igrejas,
a gente não se sente responsável por erros da igreja católica ou da igreja protestante, da igreja da reforma, da época da reforma ou talvez até do século passado de igrejas pentecostais,
às vezes nós não nos sentimos tão responsáveis, tão participantes porque houve divisões, foram criadas novas denominações, novas igrejas, novos nomes,
então é muito mais fracionado assim e muito mais, também toda a cultura ocidental principalmente é muito individualista, é eu diante de Deus, eu participo agora, a gente sabe que faz parte de uma história,
mas nossa consciência é muito mais individual, é muito, a tendência é muito mais pensar no que nós somos hoje e se nós estamos fazendo o bem ou se nós estamos fazendo o mal, mas mais isoladamente,
então essa consciência de participar de uma história e de fazer parte de gerações passadas, a gente já tem dificuldade de nos identificar com a geração presente,
geralmente nós vamos nos achar melhores do que outras igrejas ou movimentos ou pastores ou líderes ou situações do presente, os escândalos que estão acontecendo, erros de tal igreja e tal líder,
nós muitas vezes não nos sentimos parte, nós nos sentimos confortáveis em ouvir notícias sobre igreja A, sobre igreja B, sobre movimentos, sobre líderes, sobre escândalos e pensar olha só, mas eu não faço parte disso,
a minha igreja não faz parte desse movimento aí que está nas notícias ou que está acontecendo tais coisas, então a gente vê em todas essas orações uma outra atitude,
o Daniel falando assim, nós pecamos, nossos pais pecaram, mas isso envolve nós, isso nos inclui, então essas são semelhanças, mas vamos lembrar das diferenças, Nehemiah 9 é uma oração,
é um contexto diferente e não só dessas outras três orações, mas de todas as orações da Bíblia, então já falamos que Nehemiah 9 é a oração mais longa, mais extensa da Bíblia toda,
Novo Velho Testamentos, mas é a oração mais coletiva, mais coletiva e tanto é coletiva que eu acredito que por também que isso faz parte de um detalhe que Deus ordenou,
você não encontra quem fez essa oração, nós vamos recapitular os primeiros versículos, mas no versículo 5 fala dos levitas que falaram num grupo de levitas que disseram levantar-vos,
bendizei ao Senhor vosso Deus, começa com louvor e vai embora, então, mas uma oração dessas não seria feita por mais de uma pessoa, fala assim, e os levitas,
dá o nome de vários levitas aqui, mas era uma pessoa que estava orando e a tradição tem até um manuscrito daquela que foi traduzido para o grego antes do tempo de Jesus,
o Septuaginta, eles quando os tradutores traduziram do hebraico para o grego, uns dois séculos antes de Jesus, eles fizeram algumas alterações, como acontece nas traduções, às vezes tem algo,
uma interpretação ou algo que até o tradutor acaba achando que para ficar mais claro, ele inclui, mas não está nos manuscritos mais antigos, o que a Septuaginta colocou?
No versículo 6 fala "e Esdras orou", está no Septuaginta, mas não está nos manuscritos mais antigos e então a probabilidade de que essa oração tenha sido feita por Esdras é muito grande,
quem estava junto com os levitas, quem realmente tinha preparado, estudado, quem despontava no meio desse grupo de levitas e sacerdotes que estavam à frente, claramente era Esdras,
mas veja como ele, por inspiração Nehemiah, esse livro de Nehemiah, quem compilou, talvez foi o próprio Esdras que pegou algumas coisas que Nehemiah escreveu, enfim, a gente não sabe exatamente quem fez a versão final, quem compilou o texto como está,
Nehemiah tem várias coisas que ele escreve em primeira pessoa, eu, então algumas coisas Nehemiah escreveu, mas outras coisas não, está no livro de Nehemiah, mas aqui provavelmente quem era o escrivão, o escriba, era Esdras,
então o próprio Esdras, pelo que parece, não quis colocar o nome dele, Esdras não colocou o nome dele, até mesmo na organização, o capítulo 9 começa "no 24º dia desse mês, ajuntaram-se os filhos de Israel",
olha como que eles se ajuntaram, quem chamou, muitas vezes na Bíblia fala que um sacerdote, um rei, rei Davi, sei lá, alguém convocou as pessoas, mas desde o capítulo 8, início do capítulo 8, os filhos de Israel se ajuntaram como um só homem,
é muito difícil imaginar que isso tenha acontecido por uma espontaneidade total, todo mundo sentiu no coração nesse dia e se ajuntou lá, provavelmente tinha alguém incentivando,
mas nesse relato, talvez feito pelo próprio Esdras, não aparece a figura humana, não aparece o líder, e isso é muito significativo, porque essa oração de Nehemiah 9, eu queria chamar muita atenção para esse fato,
porque quando nós falamos uma oração coletiva, o que é uma oração coletiva? É uma pessoa que estava orando, como eu falei, nem era o grupo de Levitas que estavam lendo juntos,
a não ser que a oração tenha sido escrita à mão antes e um lia uma parte ou outra parte, mas não fala isso, tudo indica que foi uma oração feita nessa Assembleia Solene e a pessoa mais indicada,
mais provável que tenha feito essa oração seria o próprio Esdras, mas o ponto é que essa oração é registrada para nós nas escrituras como feita assim numa Assembleia Solene,
todo o povo presente, eles estavam em jejum, pano de saco, terra na cabeça, uma demonstração de humilhação, você não se apresenta com pano de saco e terra na cabeça
quando você está celebrando, quando você chama atenção, quando você quer ser exaltado, não, é uma humilhação, todo o povo de Israel estava nesse dia reunido ali,
mas o dia 24, esse aqui é o dia 24 do sétimo mês, esse era um processo que vinha desde o primeiro dia, 24 dias, mais de três semanas, eles estavam num processo de leitura da palavra naquele primeiro dia,
depois buscando entender mais, depois entendendo que tinham que celebrar a festa dos tabernáculos, durante oito dias lendo a palavra, lendo a palavra e nesse dia 24 lendo a palavra de novo, isso é uma preparação,
então assim, quando por exemplo, vamos comparar com a segunda oração mais comprida da Bíblia, que é primeiro reis oito, a oração do rei Salomão para dedicar o templo que ele tinha construído,
isso não é uma oração coletiva, foi uma oração que ele fez diante de todo o povo que estava ali reunido, então não era uma oração feita ele e Deus só,
então tinha um aspecto de coletividade a oração de Salomão, porque ele estava orando diante de todo o povo e supõe-se com o amém do povo, o povo ouvindo e concordando, então tem um aspecto de coletividade,
mas Daniel estava sozinho, Neemias no capítulo um estava sozinho, não era uma oração diante do povo, Esdras nove não, ele estava junto com as pessoas e a oração dele abriu caminho para um arrependimento,
mas todos esses exemplos aqui, pensando sim no rei Salomão uma oração feita na congregação, mas foi feito por uma pessoa, uma pessoa que tinha no coração e orou e o povo ouviu e concordou,
essa de Neemias nove além de não ficar destacado quem fez a oração foi fruto de mais de três semanas de preparação, então as pessoas sim estavam ouvindo alguém orar, mas eles tinham sido preparados,
eles tinham sido impactados pela palavra, eles estavam sentindo profundamente a situação deles, eles choraram no primeiro dia, então depois eles foram celebrar festas tabernáculos com alegria,
se preparando para realmente ter um retorno verdadeiro para Deus, mas eles estavam muito mais conscientes, eles tinham ouvido a palavra, eles estavam conscientes daquilo que seria falado nessa oração,
então essa preparação é realmente algo bem diferente, então foi uma oração, eu coloquei isso aqui a mais depois da última aula, essa oração de Neemias nove são aspectos singulares que destacam essa oração,
foi uma oração feita com preparação, foi uma oração realmente coletiva, no máximo que pode ser coletiva, por causa da preparação eles estavam no mesmo espírito, eles estavam entendendo, eles estavam sentindo,
a oração que, se foi Esdras que fez, a oração feita expressava aquilo que estava no coração de todos eles, e foi uma oração também sem ser por uma causa imediata,
Daniel é porque tinha vencido 70 anos, Esdras nove é porque o povo estava com casamentos mistos, era uma situação de terrível afastamento de Deus, dos princípios de Deus,
Neemias uma porque a cidade estava sem muros, e Neemias nove não tem, não tem uma coisa, eles não estavam vivendo como Deus queria, mas não tinha uma causa imediata, nem a necessidade de restaurar os muros,
ou coisa assim, e nem um pecado tão aparente como em Esdras nove, eles precisavam se arrepender, a oração vai expressar a condição do povo que não é o que Deus queria,
mas não era uma crise, não era uma causa, eles, essa oração foi gerada por causa de ler a palavra, não por causa de uma coisa exterior, não por causa de uma crise,
não por causa de alguma coisa que nós estamos diante de uma grande batalha, de um grande perigo, nós estamos numa situação difícil, eles estavam vivendo uma situação que não era ideal,
mas é interessante que como hoje nós podemos estar numa situação que para Deus é muito longe do que Deus quer, mas pode ser que a gente não sinta, as coisas estão indo mais ou menos bem,
a gente tem a bênção de Deus, nós estamos vivendo e as coisas estão, nós estamos dentro de uma crise, então, ou se estamos numa crise, pode ser uma crise nossa, uma crise particular,
mas não é uma situação como essa em que eles perceberam pela leitura da palavra que eles estavam distantes daquilo que Deus queria, que eles não estavam vivendo a aliança que Deus tinha feito com eles
e que eles precisavam realmente se voltar ao Senhor, então, essas são as características especiais dessa oração e eu acho que é muito importante a gente observar isso.
Bom, então, só lembrando de como que foi feita a introdução no capítulo nove, eles estão no dia 24, dois dias depois do final da festa, se juntaram, como eu falei, não tem uma explicação de quem convocou,
de como que eles foram chamados para isso, provavelmente alguém convidou, mas não tem o destaque aqui para a liderança, então, essa maneira de descrever mostra algo espontâneo,
algo que está acontecendo por ação do Espírito Santo, isso é tão maravilhoso porque às vezes nós fazemos as coisas porque alguém fala, vocês precisam fazer isso, isso é necessário, Deus está mandando,
mas aqui parece que tem um aspecto mais espontâneo, uma coisa mais livre em que as pessoas se sentem tocadas por Deus para se juntar nessa assembleia.
Versículo dois, Nehemiah 9 e 2, os da linhagem de Israel apartaram-se de todos os estrangeiros, isso vai continuar sendo um problema, vimos antes em Esdras 9, depois no final do livro de Nehemiah,
no último capítulo de Nehemiah vai aparecer de novo, então esse era um problema contínuo, não se resolvia, mas não destaca isso aqui como a causa da Assembleia Solene,
só fala que os que estavam ligados a estrangeiros, aqui nem fala de casamento, mas bem provavelmente que tenha sido, mas eles se separaram das pessoas que não queriam servir a Deus,
daqueles que não estavam em aliança com Deus, e confessaram seus pecados e as iniquidades de seus pais, isso talvez esteja se referindo a oração, mas isso mais uma vez mostra que é algo coletivo,
eles estavam se reunindo reconhecendo os seus pecados deles próprios e os pecados de seus pais, e aí descreve que eles leram no livro da lei do Senhor, no versículo 3,
uma quarta parte do dia e outra quarta parte confessaram seus pecados e adoraram ao Senhor seu Deus, em pé nos degraus estavam os levitas, aí cita vários levitas,
os quais clamaram em alta voz ao Senhor seu Deus, então tudo isso fica um pouco difícil a gente saber exatamente como que acontecia, mas tinha um grupo de levitas que estava, esse grupo estava clamando a Deus, pedindo misericórdia,
confessando, e tinha em pé nos degraus, e no versículo 4, no versículo 5 os levitas, vários deles são os mesmos do grupo do versículo 4, eles disseram levantai-vos, bem dizer ao Senhor vosso Deus,
então aparentemente tinha um momento de clamor a Deus, mas depois esses levitas aqui, nem citando o nome de Esdras, disseram levantai-vos, bem dizer ao Senhor vosso Deus, de eternidade em eternidade,
então aqui já começa a oração, tenho disponível para vocês o esboço que fala de várias dessas coisas, mas eu coloquei também aqui um resumo da oração,
porque nós vamos passar agora pela oração toda e nós vamos ver os pontos, como se fosse um esboço, nós vamos ver os aspectos da oração e depois futuramente nós podemos examinar,
tem muita coisa maravilhosa aqui dentro dessa oração que merece a gente dar uma atenção maior, então pelo menos em mais um tempo de estudo nós vamos olhar mais alguns detalhes,
mas hoje eu realmente quero ver a oração como um todo, porque tem um impacto, tem um sentido, não é só uma sequência de palavras ou de pensamentos soltos,
tem uma sequência lógica e fala da história e fala de vários aspectos, tem uma introdução, tem a descrição histórica e o que estava acontecendo durante a história e depois tem uma conclusão com uma declaração para fazer ao Senhor.
Então a primeira parte começa aqui no versículo 5 e vai até o versículo 6, que seria essa... é muito importante, normalmente os salmos são assim também,
e as orações que a gente tem de modelo no novo testamento também, a maioria das orações começa com a exaltação de Deus, a quem nós estamos orando?
Sim, nós podemos falar a Deus, Pai, nós podemos falar com Jesus, nós sabemos quem Ele é e Deus não precisa que a gente descreva para Ele necessariamente quem Ele é,
mas é muito importante e como é uma oração pública e como principalmente naquele tempo havia essa cultura, eles estavam vivendo no meio de essa ligação, esses casamentos mistos, essa convivência com pessoas que estavam na terra também,
que adoravam outros deuses, então quando se fazia uma oração para Deus, para o Deus verdadeiro, era importante dizer assim, a quem eu estou orando?
Então ele começa, estamos no versículo 5, "Levantai-vos e bendizei ao Senhor vosso Deus de eternidade em eternidade", isso aí é uma exortação para as pessoas bendizerem ao Senhor,
a primeira frase não está sendo dirigida a Deus, "Levantai-vos, bendizei ao Senhor vosso Deus de eternidade em eternidade", então já estamos falando de uma das características de Deus, Deus é eterno, de eternidade a eternidade,
agora a partir da próxima frase já está se dirigindo, eles estão se dirigindo a Deus, "Bendito seja o teu nome glorioso e seja ele, ou seja o Senhor exaltado, ou seja o nome do Senhor exaltado sobre toda bênção e louvor",
então você pode honrar, você pode aclamar pessoas, líderes, mas o louvor a Deus está dizendo aqui que o nome de Deus é glorioso e que deve ser exaltado acima de todos os outros nomes,
acima de todo outro louvor que você possa dar a alguém, possa atribuir honra a alguém, a honra a Deus é sempre maior, e o versículo 6, "Só tu és Senhor, fizeste o céu, o céu dos céus e todo o seu exército, a terra e tudo que nele há, os mares e tudo que neles há,
tu os conservas com vida a todos e o exército dos céus te adora", então até aqui é essa exaltação de Deus, eu coloquei aqui que Deus é criador,
porque reconhecer que Deus foi Deus quem criou é importante porque Deus como criador, ele automaticamente ele tem direito, ele é soberano, ele é maior do que qualquer coisa criada,
e eles mesmo sem ter o conhecimento científico que temos hoje, eles falavam, foi Deus que criou os céus, o céu, e foi Deus que criou o céu dos céus,
então eles também reconheciam, eles não sabiam de galáxias, de coisas dessa natureza, mas eles falavam, eles tinham o entendimento de que a criação de Deus é do universo,
não é só da terra, daquilo que está próximo a nós, então eles tinham esse entendimento, nós olhamos para os céus e vemos astros, estrelas, bilhões e bilhões de estrelas,
eles falavam assim, ele falou aqui que no final do versículo 6, "o exército dos céus te adora", e outros textos no primeiro testamento falam a respeito relacionando as estrelas como se fossem anjos,
então eles entendiam que os céus não eram formados só por estrelas, por coisas físicas, mas eram exércitos de anjos, e aí tem o terra, tudo que nela há, e os mares e tudo que neles há,
então aqui eles estão separando em céus, terra e mares, final do versículo 6, "tu os conservas com vida", Deus não somente foi quem criou, mas ele que mantém em vida,
Colossenses fala que Jesus que é o verbo, Jesus que é aquele que realmente criou todas as coisas pela vontade do Pai, ele sustenta tudo,
essa palavra sustenta ou ele preserva com vida significa que se Deus por um segundo, por um segundo, se ele retirasse a sustentação do universo,
as leis de gravidade, as leis que regem o universo e o sopro de vida, se por um instante ele retirasse isso, tudo ia desmoronar na hora, porque ele que sustenta, vem dele,
algumas pessoas tem uma ideia de Deus como quem deu início, ele que fez o começo de tudo, apertou algum botão para iniciar o Big Bang, as coisas começaram aí,
e depois Deus não interfere, muitas pessoas não tem uma visão de Deus como aquele que está envolvido, o Salmo 104 fala de como Deus se envolve até com a alimentação dos animais,
então Deus sustenta, nós não somos robôs, não é Deus nos manipulando, mas a fonte da vida vem dele, muito além da nossa capacidade de entender,
então o primeiro aspecto da oração é que Deus é criador, ele é único, não existe outro, ele não é o Deus mais forte entre um monte de deuses, ele é único, ele é supremo, ele que criou, ele que sustenta todas as coisas,
então a oração ela não começa focando o homem, a oração não começa, porque quando nós chegamos diante de Deus, geralmente a gente está assim, eu preciso disso, eu quero isso, eu estou precisando, eu estou em problema,
então muitas vezes as nossas orações começam centralizadas em nós, e por que é importante centralizar em Deus, porque isso muda, muda a perspectiva, isso muda o conceito de do que está acontecendo, por que está acontecendo,
tudo tem mais sentido quando nós colocamos as coisas na perspectiva de Deus, quando nós colocamos as coisas dentro da ordem que Deus criou, então isso também é muito importante.
Então a primeira parte aqui agora, se quisermos separar a oração, nós temos o versículo 5 e 6 que começa com isso aqui, e a partir do versículo 7 vai até o versículo 15,
é uma parte em que a oração não está falando de nós, dos nossos erros, das gerações passadas, como erraram, está falando de Deus, está rememorando, está revivificando a ideia assim de que esse Deus que criou os céus e a terra e os mares e que sustenta a vida,
esse Deus começou com um plano, esse Deus começou diante de tantas coisas enormes, ele começou com uma vida, então ele não fala nesses termos, mas você pode ver assim,
então aqui está falando de como Deus iniciou algo que o povo de Israel, que está aqui nesse momento da história fazendo essa oração, mas nós também, de outros povos,
nós também fomos enxertados nessa mesma história e nós fomos incluídos, então a nossa oração, nossa memória do passado e da linha de Deus começa com Abraão.
Então Deus chamou Abraão, tirou de Urdos Caldeus, lhe deu o nome de Abraão e então agora aqui eu vou seguir um pouco mais rápido para a gente conseguir ver a oração toda, mas então vamos olhar como nessa oração descreve essa primeira parte da história, é o início da história.
Então começa com Abraão, vai falar do êxodo, da provisão do deserto, da aliança, então essa primeira parte da história, ele pula direto de Abraão para o tempo no Egito, para o êxodo e como Deus estava agindo,
então vai mostrar, durante todo esse relato que vai fazer aqui, são as coisas que Deus fez, Deus chamou Abraão, Deus tirou o povo do Egito, é uma interação, ele ouviu o clamor deles, ele achou um coração fiel em Abraão, então vamos ler aqui.
Versículo 7, Deus chamou Abraão, Versículo 8, achaste o seu coração fiel, só uma observação aqui, praticamente como eu falei nesses versículos, vai falar sobre o que Deus fez e no resto da oração vai falar bastante sobre a infederidade do povo,
a infederidade do homem, a infederidade, a dureza, as coisas absurdas, absurdas que foram feitas contra esse Deus que fez tudo, então praticamente a única menção de algo positivo da parte do homem está aqui no Versículo 8,
achaste o seu coração fiel na tua presença, claro que houve Davi, houve profetas, houve reis que tinham coração para Deus, mas essa oração não vai falar muito sobre isso, não vai falar nada sobre outras épocas, outros homens e mulheres que foram fiéis a Deus,
mas aqui começa com Abraão, que Deus chamou Abraão, escolheu Abraão e achou o seu coração fiel na tua presença, então evidentemente é isso que Deus está querendo, tudo começou com essa correspondência entre Deus e o homem,
toda a história que nos traz até a época de essas inemias, mas até os dias de hoje nós podemos nos colocar nesse pé, a história que é contada nessa oração não mudou, não mudou muito, mesmo na Nova Aliança ela continua mais ou menos assim,
claro que tem momentos especiais, houve também na história de Israel, mas o que estamos focando aqui, o que a oração foca é realmente essa grandeza de Deus e a incapacidade humana de corresponder,
mas Deus sempre procurando e não desistindo, e o fato de que não fala de David, de momentos importantes em que houve uma correspondência a Deus, é que nesse momento eles estão se arrependendo dos momentos errados, que é a maioria.
Mas aqui então com Abraão, cita com o coração de Abraão, foi fiel, Deus encontrou esse coração fiel na presença dele e Deus fez com ele aliança, fizeste com ele aliança de que darias a sua descendência até dos cananeus, eteus, amorreus, ferizeus, jebuseus e girgazeus, cumpriste as tuas promessas porque é justo.
Então aqui nós vamos ter versículo após versículo, frase após frase, enfatizando como Deus foi fiel.
A única razão de nós podermos ter esperança não é porque dessa vez nós vamos conseguir, dessa vez nós finalmente somos uma geração diferente, não, todas as gerações humanas são iguais, todas as gerações humanas são falhas, nosso coração é falho.
E isso é contínuo, mas Deus é sempre justo, ele encontrou um coração em Abraão, ele fez a promessa, mesmo a descendência de Abraão não cumprindo, mesmo a descendência de Davi não cumprindo tudo que Deus queria, Deus continua fiel.
Essa é mais ou menos a síntese da oração toda, cumpriste as tuas promessas porque nós fomos bons, não, cumpriste as tuas promessas porque tu és justo.
E aqui vai falar então como sempre foi Deus. "Viste a aflição de nossos pais no Egito, ouviste o seu clamor junto ao mar vermelho, enviaste sinais e prodígios contra Faraó, contra todos os seus oficiais, contra todo o povo da sua terra, pois soubeste que os trataram com soberba."
Deus sendo justo, vendo a aflição, vendo o mal que desde Faraó até o povo do Egito, todo o povo, toda a nação do Egito tratava os hebreus mal, então Deus ouviu o seu clamor e mandou sinais e prodígios,
porque sabia que eles estavam sendo tratados com soberba.
Final do versículo 10, adquiri este renome, Deus fazendo isso no Egito, Ele adquiriu o renome, Ele fez aqui na terra, Ele fez o nome, esse Deus que fez coisas tão grandiosas.
Deus se revelou como Deus muito mais forte, muito mais poderoso, Ele é o único Deus, mas os outros povos acreditavam em outros deuses e Deus mostrou que Ele era o único que tinha poder.
Versículo 11, "Dividiste o mar perante eles, de maneira que passaram pelo meio do mar em seco, mas lançaste os seus perseguidores nas profundezas, como uma pedra nas águas impetuosas."
Então esse foi o êxodo, as pragas do Egito, então contando a oração está lembrando, está lembrando porque isso faz parte da preparação, isso faz parte da demonstração de confissão de pecados,
nós temos que reconhecer que Deus fez coisas grandiosas e que a gente não corresponde, que a gente não retribui, que a gente não retorna a Deus o amor e o favor que Ele demonstrou sobre nós.
Continuando então, versículo 12, "Agora no deserto, de dia os guiachos por uma coluna de nuvem, de noite por uma coluna de fogo." Olha como aqui está mostrando esse Deus que é Pai, esse Deus que cuida,
esse Deus que levou o povo para fora do Egito e não deixou para se virarem naquele deserto quente e que poderiam morrer ali, mas Deus protegeu com a nuvem, com a coluna de fogo à noite,
para os alumiares no caminho por onde haviam de ir, Ele foi guiando e protegendo. Agora versículo 13, "Aliança, descesse sobre o monte Sinai, falaste com eles desde os céus,
deste lhes juízos retos, leis verdadeiras, estatutos e mandamentos bons." Então, as pessoas, o próprio Estas, se ele formulou a oração, os levitas, o povo que tinha lido as Escrituras,
eles estão reconhecendo que Deus deu instruções, não é uma lei pesada, não é uma lei que nos coloca debaixo de condenação, são instruções boas,
o Senhor deu, Deus deu juízos retos para eles entenderem o que é certo, leis verdadeiras, estatutos e mandamentos bons. Versículo 14, "Fizeste-lhes conhecer o teu santo sábado."
Isso aqui é uma expressão diferente, Deus fala em outros textos, as Escrituras falam que o sábado é santo, é porque Deus descansou no sétimo dia,
mas eu achei muito bonito como é colocado aqui, "Fizeste-lhes conhecer o teu santo sábado." Deus compartilhando com o homem esse descanso que ele teve na criação,
e isso não foi só no início da criação, Deus tem essa característica de fazer algo e de desfrutar, não adianta fazer, fazer, fazer e não desfrutar.
Pessoas que trabalham, amontam riquezas e nunca desfrutam, é um hábito de Deus e é algo que Deus concede a todos, não só algumas pessoas, por exemplo, no sistema de escravidão,
do sistema opressivo, do capitalismo ou de socialismo, comunismo, todos fazem a mesma coisa, quem está nas posições mais altas tem descanso, tem prazer, tem desfrute,
e as pessoas comuns não tem, tem que ficar ralando o tempo todo, não tem descanso, então Deus compartilhou, Deus não é um soberano que vocês vão trabalhar, vão trabalhar,
não é um soberano que requer de nós algo, não, ele compartilha conosco aquilo que é um privilégio dele, "fizeste-lhes conhecer o teu santo sábado e lhes deste preceitos,
tratutos e lei por intermédio de Moisés teu servo", mais uma coisa aqui no versículo 15 sobre a provisão de Deus no deserto, "dos céus lhes deste pão, na sua fome, na sua sede,
lhes fizeste brotar água da rocha, disseste-lhes que entrassem para possuírem a terra, que com mão levantada lhes juraste dar".
Então aqui também ele continua falando sobre essa provisão. Então esse aqui até o versículo 15 é o segundo item do nosso esboço aqui,
que ele está contando esse início da história e como Deus foi bom, como Deus em momento algum foi um soberano exigente, a gente costuma se referir ao primeiro testamento ou a dispensação anterior
como período da lei, obrigação e agora nós estamos na graça, mas veja como mesmo naquela época, claro que até a vinda de Jesus não tinha mesmo a graça interior,
não tinha aquilo que torna possível andar com Deus e ser diferente, mas mesmo naquela época, Deus mostrando sempre primeiro a sua misericórdia,
ele conquista, ele manifesta quem ele é. Então a partir do versículo 16 já vai começar a falar sobre a qualidade de todas as gerações,
no tempo de Israel, no tempo de Jesus, no tempo depois de Jesus até hoje, nós somos feitos dessa natureza, nós também não devolvemos a Deus aquilo que ele realmente procura,
a não ser realmente pela nova aliança, nós temos algo que não tinham naquela época, então não por nossa natureza, nossa natureza é sempre igual,
a natureza humana é sempre igual e a tendência é Deus fazer as coisas, Deus mostrar a sua misericórdia e nós temos,
mesmo com a nova aliança, nós muitas vezes somos ingratos, muitas vezes somos rebeldes, muitas vezes nós fazemos exatamente o contrário daquilo que Deus quer,
então no versículo 16 nós vamos começar a falar sobre a infidelidade, a dureza do povo que vai ser um outro aspecto então muito central nessa oração,
porém, versículo 16, porém eles, nossos pais, então nós estamos nos identificando, nós somos do mesmo povo, eles eram nossos pais,
eles, nossos pais, tornaram-se arrogantes, olha as palavras que ele vai usar que descreve a natureza humana, arrogantes, endureceram a sua serviz,
que é aquela coisa assim, não quero, não quero, não faço, eu quero do meu jeito, a gente vê isso nas crianças, mas isso é uma característica nossa,
endureceram a sua serviz, não deram ouvidos aos teus mandamentos, não tiveram interesse, não quiseram, recusaram ouvir-te,
não se lembraram das tuas maravilhas que fizeste entre eles, essa ingratidão, essa memória curta, Deus faz coisas tremendas para nós e dentro de pouco tempo
nós estamos reclamando, nós estamos achando que Deus não cuida, enfim, a gente tem essa característica de esquecer rápido e de não ser gratos,
não devolver a Deus o que ele buscava, endureceram a sua serviz de novo, na sua rebelião, olha só, no deserto eles chegaram a levantar um chefe a fim de voltarem para a sua servidão,
é uma coisa quase inimaginável que eles pudessem ter esse ímpeto de dizer "vamos voltar", eles geram um capitão para voltar para o Egito, para a servidão, que pelo menos lá a gente tinha comida,
mas tu, agora, olha assim, esse versículo 17 é tremendo porque no meio dessa descrição, nesse item 3 aqui, a infidelidade e dureza do povo, ele vai sempre contrastando com a natureza de Deus,
aqui nessa parte, nesse item 3, ele não vai falar "num deserto houve disciplina, muitos morreram, toda aquela velha geração morreu, Deus foi disciplinando",
mas aqui na oração, nessa parte aqui, ele não fala de disciplina, ele só fala da natureza de Deus e talvez depois a gente possa parar um pouquinho mais nesse versículo 17,
olha aqui as qualidades que aqui coloca de Deus, no versículo 17, final, "mas tu, ó Deus, perdoador, clemente e misericordioso, tardio em irar-se, grande em bondade",
então nós temos aqui "perdoador, clemente ou gracioso, misericordioso", acho que é compassivo, "tardio em irar-se e grande em bondade", nós temos 5 qualidades aqui,
essas 5 qualidades, só faltam duas aqui, mas são as mesmas que Deus revelou a Moisés em Exodus 34, lembra quando Moisés falou "eu preciso ver a tua glória, eu quero te conhecer, eu quero te conhecer mais, eu quero ver a tua face",
e Deus falou "você não pode ver a minha face, mas eu vou colocar você na fenda da rocha", e Deus passou diante dele e proclamou as suas qualidades,
Moisés conheceu Deus de uma maneira que ninguém tinha conhecido antes e aquilo continua, aquela revelação de Deus a Moisés continua pela Bíblia toda,
e aqui inclusive essa bondade que é a última das qualidades que fala aqui é essa palavra que a gente sempre cita aqui que é "resced", então nós temos aqui as qualidades de Deus,
é por causa de Deus ser compassivo, é por causa de Deus ser perdoador, é por causa de Deus ter compaixão, é por causa de Deus demorar para se irar,
é por causa da aliança, do amor de aliança de Deus, "resced", é por causa disso que Deus não desistiu do seu projeto,
quando o povo de Israel cita duas coisas aqui, no versículo 17 que eles chegaram a querer fazer um chefe para voltar para o Egito,
foi uma coisa assim absurda, assim um desprezo, uma desfeita a Deus, uma coisa assim que a gente não pode imaginar fazer isso com Deus que tinha feito tudo por eles,
e depois no versículo 18 vai falar ainda quando fizeram para si um bezerro de fundição e disseram "este é o seu Deus que te tirou do Egito",
ou quando cometeram grandes blasfemias, então eles fizeram coisas terríveis no deserto e por causa de Deus ser perdoador,
por causa da compaixão de Deus, por causa de Deus ser tardio em irar-se, por causa de Deus ter "resced" ele não desistiu,
versículo 19 "pela multidão das tuas misericórdias, ou da tua compaixão, não os abandonaste no deserto".
Olha só, Deus ele disciplina, ele faz coisas, mas Deus lembra aquela geração depois quando era hora de entrar na terra e eles não acreditaram por causa dos gigantes,
e foi nessa hora que eles falaram de voltar para o Egito, então Deus falou assim "então vocês não vão entrar na terra, vocês vão morrer no deserto e os seus filhos vão entrar".
Mas aí tem mais 38 anos no deserto e Deus nunca abandonou, ele não parou o maná, ele não tirou a nuvem, é isso que ele está dizendo.
A coluna de nuvem nunca se apartou deles de dia para os guiar pelo caminho, nem a coluna de fogo de noite para lhes alumiar o caminho por onde havia onde andar.
"Deste o teu bom Espírito para os ensinar, teu maná não retiraste da sua boca, água lhes deste na sua sede", então Deus continuou sendo gracioso, provendo, abençoando durante esse período no deserto.
Só no versículo 21 "por 40 anos o sustentaste no deserto, não lhes faltou coisa alguma, as suas vestes, coisas sobrenatural, não se envelheceram, nem se incharam os seus pés", então Deus continuou sendo fiel.
Então esse é o número 3 "Infidelidade, dureza do povo, a graça e o perdão de Deus", ok? Então esse aqui é até o versículo 21.
Agora, no quarto item aqui, agora ele vai passar diante, depois do deserto, ele vai falar agora sobre como Deus, algo que ele falou no início da oração, que Deus cumpriu a promessa a Abraão e deu a eles a terra que tinha prometido a Abraão.
Então no versículo 22 em diante, ele vai falar no item 4 aqui, ele vai falar sobre a terra, como Deus deu a terra para eles.
"Então deste-lhes reinos e povos, que lhes repartiste em porções, eles possuíram a terra de Seon", a saber a terra do rei de Esbom, a terra de Og, rei de Bazã, que foi aquela parte que hoje faz parte da Jordânia, mas que era do lado oriental do rio Jordão.
"Multiplicaste seus filhos como as estreiras do céu, os introduziste a terra de que tinham dito aos seus pais que nela entrariam para possuírem.
Entraram nela os seus filhos, tomaram aquela terra, abatesse perante eles os moradores da terra, os cananeus, os entregaste nas suas mãos, como também os reis e os povos da terra, para fazerem deles segundo a sua vontade.
Tomaram cidades fortificadas, terra fértil, possuíram casas cheias de toda sorte coisas boas, cisternas cavadas, vinhas e olivais, árvores frutíferas em abundância, comeram, se fartaram, engordaram e viveram em delícias pela tua grande bondade".
Então até aqui é o quarto item, a herança da terra, Deus deu a eles a terra, Deus sujeitou os outros povos, as nações, Deus deu a eles essas casas que já estavam feitas nos pomares, as terras produzindo fruto.
Então eles tiveram, ganharam tudo de graça, Deus deu a eles uma terra como ele tinha prometido a Abrão.
Agora, partir do versículo 26, começamos no quinto item aqui, que é mais uma vez, agora, do 26 até o versículo 31, ele vai falar agora sobre o período, corresponde mais ou menos ao período dos juízes, mas é o período do reino dividido também.
É aquele período que oscilava, sabe, sobe e desce, que o povo às vezes se rebelava contra Deus, se afastava de Deus, Deus então disciplinava, nessa parte ele fala sobre disciplina, então eles foram arrogantes e rebeldes e Deus disciplinava, mas não abandonava.
Deus permitia que acontecesse várias coisas ruins para eles, mas não os abandonava, então vamos rapidamente passar por esses versículos que conta como Deus não deixa de disciplinar, mas ele também não abandona.
Versículo 26, foram desobedientes, se revoltaram contra ti, lançaram a tua lei para trás das costas, mataram os teus profetas, que protestavam contra eles para que voltassem a ti.
Cometeram horríveis blasfêmias pelo que os entregaste nas mãos dos seus adversários, que os oprimiram, mas no tempo da sua angústia, clamando eles a ti, desde os céus os ouviste, segundo a tua grande misericórdia ou compaixão, lhes deste libertadores que os salvaram das mãos dos seus inimigos.
E aí tem assim, vai e vem, se sobe e desce, mas logo que se viam em descanso, tornavam a fazer o mal diante de ti, então os deixavam nas mãos dos seus inimigos para que dominassem sobre eles, convertendo-se eles, clamando a ti, tu os ouvias desde os céus, segundo a tua misericórdia ou compaixão, os livraste muitas vezes.
Testemunhaste contra eles para que voltassem a tua lei, porém eles procederam com soberba, não deram ouvidos aos teus mandamentos, pecaram contra os teus juízos pelos quais o homem que os cumpri viverá.
Viraram os ombros, endureceram suas servis, se recusaram a ouvir, e agora como que Deus agia? Por muitos anos, fosse paciente com eles, testemunhaste contra eles pelo teu espírito, por intermédio dos teus profetas, porém eles não deram ouvidos, pelo que os entregasse nas mãos dos povos as tese.
Ele repete esse ciclo várias vezes nessa oração, lembrando de como Deus insistia, como Deus deu muitas chances, lembramos que aqui ele não fala especificamente do cativeiro, nós sabemos que no fim, depois de muitos ciclos, depois de muitas chances, Deus os arrancou da terra e os mandou para o exílio, para o cativeiro.
Mas Deus dá muitas oportunidades e essa é a história, essa é a história do povo de Deus, é a história da igreja, é a nossa história, nossa história individual também tem muitas oscilações, momentos em que tudo vai bem, a gente não busca Deus, a gente não é fiel àquilo que Ele desejaria de nós, então Deus está sempre agindo, olha o que Ele fala então.
No versículo 31, terminando essa parte, "Mas pela tua grande misericórdia não os destruiste, nem desamparaste, pois és um Deus clemente e misericordioso", Ele está sempre usando essas qualidades que Deus revelou em Êxodo 34, Ele fala muito da compaixão, Ele fala assim que Deus é gracioso, que Deus perdoa,
que Deus demora muito para ter ira, que Deus tem récede, então Ele está sempre falando daquelas qualidades de Deus, a esperança, a esperança de restauração está em Deus, não está em nós.
A esperança de que Deus vai continuar sendo fiel está em Deus, não está em nós, essa é a história.
Ok, então aqui termina o quinto ponto e então a partir do 32 é a conclusão, então a oração reconta a história, lembra a história, lembra de quem é Deus, é uma oração que identifica essa geração que está aqui no tempo de Esas e Nehemiahs,
essa geração, Ele está dizendo nós somos iguais e nós estamos confessando os nossos pecados, porque a mesma coisa que nossos pais, nossos antepassados, as gerações voltando, voltando, a mesma coisa que eles fizeram nós também fizemos.
Lembra Esdras 9 quando ele chegou da Babilônia e viu o povo com casamentos mistos, não sendo fiéis a Deus, Esdras falou assim, o que o senhor vai fazer agora, o senhor já disciplinou, o senhor já deu chance, o que vai acontecer agora?
Mas Deus nunca desiste, é claro que existe em tudo isso uma grande responsabilidade humana, toda essa oração vai chegar num ponto final e o ponto final, vamos só lembrar, o ponto final, vamos só pensar em Daniel 9, vamos pensar na oração de Daniel 9.
Quando Daniel orou lá na Babilônia, ele falou assim, Deus, já se cumpriram os 70 anos, ele falou Deus, o senhor prometeu os 70 anos, está na hora de acabar, mas Daniel não foi assim, o senhor é obrigado, porque o senhor falou, o senhor prometeu, não quero saber, o senhor tem que cumprir.
Não, Daniel suplicou, ele falou Deus, o senhor falou 70 anos, mas ele confessou, Daniel confessou que não só o cativeiro foi uma ação justa de Deus, por causa daquilo que Deus tinha prometido, que Deus tinha falado, se vocês me abandonarem vai acontecer isso e isso e isso,
mas Daniel ainda falou assim, ele falou assim, e até hoje nós não voltamos a ti do jeito que a gente deveria voltar, está lá na oração de Daniel 9, nós não voltamos do jeito que o senhor espera, mas Deus por causa do teu nome, por causa de quem o senhor é e por causa do plano que o senhor tem,
volta, volta para nós, restaura-nos, restaura Israel, restaura Jerusalém, restaura a tua casa, essa foi a oração de Daniel.
Agora nessa oração de Nehemiah, do livro de Nehemiah, vamos ver o que que vai chegar no final, porque no final da oração de Daniel foi isso, Nehemiah 1, Nehemiah falou assim agora, dá-me graça diante do rei para que possa restaurar os muros, tinha um pedido,
então vamos ver o que essa oração chega no final pedindo para Deus, o que que vai acontecer depois de todo esse relato e essa confissão da culpa, dessa confissão de que nós sempre somos assim, então a partir do versículo 32, vamos ver a situação atual,
portanto agora, ó nosso Deus, e agora ele vai falar de novo de quem Deus é, o Deus grande, poderoso, temível, que guardas aliança, misericórdia, não tenhas em pouca conta toda aflição que nos sobreveio,
porque ele deixou muito claro que todo sofrimento é por nossa desobediência, é por nossa infidelidade, mas ele está dizendo, Deus lembra que nós estamos sofrendo, agora como eu disse no início, essa oração não é por causa de uma emergência, uma crise, uma situação de perigo iminente,
mas ele vai descrever, ele vai dizer, que pé que nós estamos agora, Deus, o Senhor é justo, mas nossa condição realmente é lamentável, não tenhas em pouca conta, não pense que é pouca coisa que nós estamos sofrendo,
a aflição que nos sobreveio, a nós, a nossos reis, a nossos príncipes, a nossos sacerdotes, a nossos profetas, a nossos pais e a todo o teu povo, desde os dias dos reis da Síria,
ele está falando sobre o cativeiro, desde os dias da Síria, foi quando as dez tribos foram para o cativeiro, então desde os dias dos reis da Síria até o dia de hoje, em tudo que nos aconteceu, tu tens sido justo,
fielmente procedeste e nós impiamente, os nossos reis, nossos príncipes, nossos sacerdotes, nossos pais não guardaram a tua lei, nem deram ouvidos aos teus mandamentos, aos teus testemunhos que testificaste contra eles,
pois eles, aqui vai repetir um pouquinho essa culpa, pois eles, no seu reino, na muita abundância, isso você está falando sobre antes do cativeiro, eles no seu reino, na muita abundância de bens que lhes deste,
na terra espaçosa e fértil que puseste diante deles, não te serviram, nem se converteram das suas más obras, mas vê, então hoje, como é que nós estamos?
Eles estão na terra, reconstruíram os muros de Jerusalém, mas vê, versículo 36, hoje somos escravos, na própria terra que deste a nossos pais, para comerem o seu fruto e o seu bem, por causa dos nossos pecados,
ela multiplica os seus produtos para os reis que puseste sobre nós, eles estão na terra, mas a terra produz, eles tem que dar uma grande parte para os reis em tributos,
segundo a sua vontade, a vontade dos reis, dominam sobre os nossos corpos e sobre o nosso gado, estamos em grande angústia, lembra só rapidamente aqui, na aula passada, quando eu falei que, olha,
para Deus ter uma base na terra, tem que ter o povo na terra em aliança com ele e com autonomia, e nesse tempo de Neemias, eles estão com o povo na terra,
querendo renovar aliança, mas eles não tem autonomia, porque eles servem aos reis da Pérsia, agora então, diante disso, o que que a oração pede?
A oração pede assim, Deus, primeiro, olha para nós, o Senhor sempre foi um Deus de perdão e de compaixão, então olha para nós, olha para nós, porque nós estamos na terra,
mas nós somos escravos aqui nessa terra, então o que é que essa oração está dizendo? Deus nos liberta, Deus acaba com os reis da Pérsia? Não, e realmente não seria isso que iria acontecer,
o que que é o final dessa oração? Versículo 38, por causa de tudo isto, fizemos, eles já tinham elaborado, fizemos uma firme aliança e a escrevemos,
e selaram os nossos príncipes, os nossos levitas e os nossos sacerdotes, então na verdade essa oração, ela não está, ela está pedindo o misericórdio de Deus, está pedindo que Deus olhe para a situação de angústia,
mas essa é uma oração que está dizendo, Deus, o que está faltando não é o Senhor, o que está faltando para nós é estar em aliança contigo,
o que está faltando para nós é o nosso coração se voltar a Ti, então a oração foi mais para confessar o pecado, confessar a história de infidelidades e dizer,
Deus, nós queremos mudar essa história, nós queremos estar em aliança contigo, porque isso é o mais importante, esse é o coração de Esdras, Esdras é um homem que sente isso,
Esdras é um homem que dedicou a vida dele para isso, lá na Babilônia, é um homem que chora para isso, é um homem que estuda, é um homem que quer saber como agradar a Deus, é um homem que realmente, esse é o coração de Esdras,
e foi isso que ele transmitiu na leitura das Escrituras e essa oração não é, na verdade, porque eles não estão numa situação de emergência, de crise, eles estão ali, até numa fase boa,
eles acabaram de restaurar os muros de Jerusalém, mas eles estão, Esdras percebe esse grupo que estava ali à frente, eles sabiam que a situação não era ainda ideal, não era o que Deus queria,
mas que não era a questão de orar para Deus tirar a opressão da Pérsia sobre eles, a questão era, Senhor, nós queremos entrar em aliança contigo,
então nós ainda vamos procurar nos aprofundar um pouquinho mais nessa oração, mas basicamente, o teor da oração, o espírito da oração, isso tem causado, eu tenho lido várias vezes essa oração nesses dias,
isso tem me causado um impacto muito grande de conhecer mais a Deus, essa oração, ela revela algo tremendo sobre quem Deus é, esse Deus que providencia, esse Deus que nos carrega,
esse Deus que ouve nosso clamor, esse Deus que mesmo a gente não querendo saber da aliança com Ele, Ele nos liberta quando nós estamos passando por situações difíceis,
Ele quer que no meio desse processo que a gente entre em realmente uma aliança, não é uma aliança assim de uma obrigação, aliança, aliança de casamento é uma aliança de amor, é uma aliança de realmente querer,
de ter um verdadeiro sentimento por Deus e de querer servir a Ele, então é isso que Deus está procurando, é isso que Deus deseja conosco,
então é mais uma diferença dessa oração de Nêmias 9, que Ele não chega no fim fazendo um pedido, Ele chega no fim fazendo uma declaração, nós vamos entrar em aliança contigo.
Senhor, nós pedimos que isso também aconteça conosco mais e mais e mais, não sabemos exatamente como o Senhor vai agir, não sabemos como que o Senhor vai levantar uma grande companhia de pessoas,
sacerdotes, pessoas com o coração de estras e que possa ter uma restauração, uma verdadeira restauração, é maravilhoso saber que eles saíram da Babilônia,
como eles tinham saído do Egito muitas gerações antes, mas eles saíram da Babilônia, voltaram para a terra, reconstruíram suas casas, reconstruíram a casa de Deus, reconstruíram os muros de Jerusalém,
mas aqui nós estamos vendo a verdadeira restauração e aquilo que o Senhor deseja, acima de tudo, o Senhor desejava naquela época e deseja até hoje, que nós tenhamos esse coração e que nós possamos, não porque nós somos melhores,
mas na nova aliança, naquilo que o Senhor prometeu, de colocar a Tua lei no nosso coração, de nos dar um coração para te servir, aquele clamor que está, acho que em Deuteronômio 5, 6,
que o Senhor falou assim como dizia, ó se eles tivessem um coração, o Senhor está falando até hoje, ó se nós tivéssemos um coração para servir e amar a Ti de verdade, é isso que nós queremos, nós desejamos, esse é o nosso pedido em nome de Jesus, amém.

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