O volume 28 – Últimos anos do reino de Judá – Ezequias – está disponível, estude e compartilhe seus comentários.
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aos domingos às 10h30 da manhã.
29/10/17 – O desafio de confiar depois da vitória
2 Reis 20
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Transcrição
Bom, então nós estamos passando por esses diversos desafios. Estamos prontos agora para começar o último nessa lista.
Na verdade, tem um desafio que é maior do que todos esses que nós vamos falar depois, que é exatamente aquela invasão da Síria contra Jerusalém.
Esse é o desafio maior da vida de Ezequias, mas nós estamos falando sobre esses desafios, que são desafios de preparação, como se fosse um treinamento mesmo para ele.
Então agora nós vamos começar esse último item da lista aqui, que é a visita de os emissários, a visita de uns enviados do rei de Babilônia.
Então nós estamos em 2º Reis, essa história é contada duas vezes aqui em 2º Reis, também em Isaías, mas nós vamos ler aqui em 2º Reis, capítulo 20.
E lembrando mais uma vez que nós estamos estudando esses últimos dois acontecimentos, o 4 e o 5, nós estamos estudando fora da ordem que a Bíblia coloca.
Por que? Porque pelo que a gente consegue descobrir pela própria Bíblia e também por outras evidências, ou essas coisas, o 4 que é a enfermidade,
mas o 5 que é essa visita dos enviados de Babilônia, que nós vamos ver hoje, essas duas coisas são contadas sempre no final da vida de Ezequias,
depois da invasão, que nós estamos sempre falando dessa invasão, mas que é o grande acontecimento da vida de Ezequias, mas nós não estudamos ainda.
Nós vamos entrar nisso logo depois desse último item.
Mas por que eu estou colocando antes quando a Bíblia coloca depois? Eu fico sempre meio, eu estou mudando alguma coisa que a Bíblia fala? Claro, a Bíblia não afirma que essas coisas aconteceram depois,
só relata depois por alguns motivos que a gente pode até discutir depois. Mas eu estou colocando nessa ordem porque faz parte de um conjunto de coisas que Deus estava tratando,
ensinando para Ezequias sobre a confiança. Nós estamos vendo diversos desafios, diversas provas até que Deus deu para Ezequias e nós estamos colocando aqui se ele foi aprovado ou não.
Então na primeira ele foi aprovado sobre Egito, ele não fez aliança, o segundo ele tentou aplacar o rei da Síria e a gente tem falado que isso é mais ou menos como a gente ceder para exigências
ou do pecado ou do sistema do mundo ou alguma coisa que não é realmente o governo de Deus na nossa vida, quando você cede para dizer assim "ah, tá bom, eu vou ceder só esse pouquinho aqui
para ver se resolve o problema", isso nunca resolve e não resolveu com Ezequias. Ele pagou um grande tributo para o rei da Síria para ver se resolveu o problema, não resolveu, então ele perdeu
como você dá um dinheiro, ele deu um dinheiro para o rei da Síria ir embora e o rei não foi, então ele perdeu o dinheiro. Então ele não passou nessa prova de confiar em Deus na hora da invasão.
Aqui em relação a fortalecer a segurança, eu tenho colocado que ele passou nessa prova porque ele tentou, ele fez várias, tomou várias medidas para melhorar a segurança
e a Bíblia não condena Ezequias por causa disso, mas Isaías condena o povo porque o povo passou a confiar naquelas medidas de segurança ao invés de confiar em Deus.
Então esse três, se você quiser até colocar entre parênteses assim, o povo não foi aprovado, esse aqui foi uma prova misturada. Ele foi aprovado pelo que a gente consegue entender, mas o povo não foi.
E em relação à enfermidade, ele foi aprovado porque ele confiou em Deus e Deus o curou. Então até aqui, até aqui, Ezequias está se saindo bem, não é? Vocês não acham? Ezequias está se saindo bem.
A gente falou que até nessa prova que ele não foi aprovado foi um ensinamento. Tem provas que você não passa, mas não tem consequências tão sérias.
Ele não resolveu o problema, ele perdeu muito dinheiro, mas ele aprendeu alguma coisa ali. Então a prova, de certa forma, cumpriu seu objetivo. Ele aprendeu o que ele não deveria fazer, ok?
Então vamos lá. Segundo, nós vamos então entrar nessa última parte que é segundo Reis 20, versículo 12. É interessante que em todos os relatos, ele não fala, porque sim, quando tem uma sequência cronológica, ele fala "depois da invasão, depois daquela coisa de um outro evento", mas aqui não fala.
Em versículo 1, falando sobre a doença, ele fala "naqueles dias", ou seja, não era depois da invasão, "nesse meio tempo", quer dizer, a gente não sabe exatamente a sequência, mas foi tudo junto.
A invasão da Síria, a doença e, o que a gente sabe, depois da doença veio esse episódio com os Babilôneos. Ok? Então nesse tempo, o versículo 12 enviou "merodak baladam".
Todo mundo lembra desse nome? Merodak Baladam, filho de Baladam, rei de Babilônia, ele enviou cartas e um presente a Ezequias, porque ouvira que Ezequias estivera doente.
Olha, como eu fico tocado com isso, ele ouviu falar que Ezequias estava doente e ele enviou um presente e uma carta. Por que ele fez isso? Nós não sabemos, ninguém sabe, a Bíblia não fala qual que era o objetivo.
No outro relato, que depois nós vamos, mas sem virar agora, mas tem outro relato, acho que é Crônicas, que fala que ele ouviu falar do sinal.
Olha, vocês devem ter ouvido falar que Babilônia, aquela cultura de Babilônia naquela época, eles tinham muito interesse em astronomia, astrologia, sinais dos céus e coisas assim.
Então isso é muito famoso, tem várias coisas que comprovam que os Babilônias eram muito ligados e não eram só os Babilônias, mas lá de forma especial eles estudavam, eles davam muita ênfase nesse tipo de observação das estrelas, dos astros, sinais do céu, coisas assim.
Logicamente não tinha muito conhecimento, mas eles tinham muito interesse nisso. Então eles ouviram falar, olha, é interessante que a gente fique imaginando que naquele tempo eles não tinham as comunicações que nós temos hoje.
Além de não ter celular, além de não ter internet, eles não tinham jornais, não tinham sistemas de comunicação, mas tem várias coisas na Bíblia que mostram que o povo ficava sabendo das coisas assim.
Não com a rapidez e com a eficiência de hoje, mas havia comunicação, as pessoas viajavam, sei lá como é que eles faziam, mas eles ficavam sabendo. Então o rei de Babilônia não é tão distante, mas não é tão pertinho.
Se você olhar no mapa hoje, você olha Israel indo para o leste, para o oriente de Israel, você passa hoje, você passa pelo país da Jordânia e depois você chega no Iraque, ok?
Babilônia é no país que hoje se chama Iraque, a Síria também. Babilônia ficava mais no sul do Iraque, a Síria mais no norte. Eu tenho um mapa aqui que eu distribuí, se alguém não tiver, depois pode pegar.
Geralmente tem nas Bílias, enfim, tem só para vocês se situarem, é interessante a gente imaginar. Então, Babilônia ficava a uma certa distância de Israel para o povo naquela época, sem os transportes e comunicações de hoje, não era tão perto assim.
Mas ele ficou sabendo da doença de Ezequias, ficou sabendo que ele foi curado e se alguém transmitiu essa informação, com certeza transmitiu mais ou menos como está aqui.
Ou seja, que Ezequias não só, ele não estava com uma doença simples, Ezequias estava com uma doença mortal, ele iria morrer, tudo indicava que ele iria morrer, então ele estava com uma doença muito séria e ele poderia ter morrido e não morreu.
Então, eram coisas que chamavam a atenção. Agora, mais ainda, chamou a atenção, com certeza, dos Babilônios, que houve um sinal, lembra, o sinal de que Deus fez a sombra do Sol recuar.
Inclusive, algumas pessoas deduzem disso, se os Babilônios eram atentos, isso tudo é coisa assim, meio por suposição, mas não é sem base, a gente não tem nenhuma prova disso.
Acho que eu falei na última aula que a gente não sabe se Deus fez alguma coisa, como a gente já explicou, eles falavam que o Sol voltava, ou no templo de Josué o Sol parou.
Hoje nós sabemos que não é o Sol que parou, no templo de Josué, foi a terra que parou de girar, e se realmente, porque tem duas possibilidades, ou Deus fez algum sinal para Ezequias,
no sentido de, como eu falei, uma suposição, é que Deus brilhou uma luz sobrenatural naquele lugar onde estava a sombra marcando o horário do dia. Então, se Deus fez brilhar uma luz, então não aconteceu nada no sentido dos astros celestes terem mudado as leis.
Agora, uma outra possibilidade aqui, que nós estamos vendo assim, se o rei de Babilônia, ou ele soube, alguém contou, sabe o que aconteceu?
O rei de Judá foi curado milagrosamente e, além disso, a sombra do Sol voltou 10 graus. Se foi só uma notícia, claro que chamou a atenção. Ele mandou os mensageiros para averiguar de perto.
E as pessoas lá tinham muito mais abertura para o sobrenatural do que hoje. Hoje, se você falar assim, alguém foi curado, a maioria das pessoas fala assim, não, deve ter uma outra explicação, acho que ele não foi, precisa olhar os exames, precisa ver, provavelmente ele não foi.
Então, assim, a gente tem muitas outras explicações, as pessoas pensam nisso, mas naquele tempo as pessoas tinham muito mais abertura para crer, o rei de Babilônia não era uma pessoa que cria no Deus verdadeiro, mas ele cria que existia o sobrenatural.
Enfim, se ele ficou sabendo dos mensageiros, é uma coisa, é possível. Ou se os astrólogos, os astrônomos, os magos, os caras que estudavam essas coisas lá, se eles viram alguma coisa, porque se a Terra parou, se a Terra entrou em rotação contrária, voltou 10 graus,
claro que pessoas, principalmente nas proximidades, teriam visto alguma coisa. Então isso também é uma possibilidade de que Deus realmente fez algo muito sobrenatural e que até lá na Babilônia eles viram isso.
Então são possibilidades que a gente não sabe realmente dizer com certeza. O importante para nós é entender o seguinte, porque aqui esse episódio é o pior episódio da vida de Ezequias.
Isso aqui foi uma situação muito ruim de toda a vida de Ezequias, esse foi o pior erro, essa foi a situação pior da vida dele.
Então nós queremos entender por que esses mensageiros, por que o rei de Babilônia mandou os mensageiros, qual era o interesse dele. A Bíblia não fala, mas aí, assim, buscando informações que tem nos achados de arqueologia, nos registros e tal,
o que nós descobrimos, o que eles descobriram sobre esse homem. E é bem interessante porque aqui nós temos um registro bíblico que tem o nome do cara, isso não é um único caso, mas eu só estou querendo mostrar, isso aqui é uma das coisas que mostra a autenticidade histórica da Bíblia.
Porque muito antes dos pesquisadores, dos arqueólogos, dos caras que descobriram essas coisas sobre a Babilônia, sobre a Síria, muito antes deles descobriram que tinha um rei chamado Merodak Baladam, a Bíblia já falava dele.
E quando eles foram encontrar os registros, eles acharam que essa pessoa é uma pessoa histórica, eles têm registros a respeito dele. E o que eles descobriram sobre esse homem?
Esse homem, então lembra que nós estamos falando de várias potências daquela época. Teve uma época que a potência mais forte era o Egito. Teve uma época que agora, nessa época aqui, que a Síria é a potência maior.
E tem uma época que vem logo depois que essa Babilônia vai superar a Síria e vai se tornar a força principal daquela região. Mas aqui ainda não é.
Nessa época, esse sujeito aqui, Merodak, ele é um cara que está lutando contra a Síria. Ele é um rival como o Egito também, por isso que o perigo para a Ezequias é "eu vou me aliar a alguém que também está lutando contra a Síria, vamos juntar forças".
E isso acontece no mundo de hoje. As forças no tempo da Guerra Fria, todos os países que se aliavam com os Estados Unidos, com a Europa, contra a União Soviética e todos os países que se aliavam com a União Soviética, contra as forças ocidentais.
Então você tem, e tem as forças que se aliam à Síria, tem as forças que se aliam ao Irã, isso sempre acontece. Tem as forças que são uma ameaça e os países que se juntam para enfrentar essa ameaça.
Então, qual era a coisa mais natural do mundo? Se Ezequias queria proteção, ele vai buscar proteção no Egito, que estava se levantando com uma força, e a Babilônia, que são potências não tão fortes como a Síria, mas são potências que estão tentando resistir à Síria.
Então, esse Merodáqui, duas vezes ele foi rei de Babilônia. Antes dessa época, ele tinha sido rei, e o rei da potência, da Síria, venceu, não matou Merodáqui, mas ele foi, ele fugiu, ele fugiu antes, não sabemos os detalhes, mas as forças de Babilônia foram vencidas e Merodáqui fugiu.
Então, ele já tinha sido deposto uma vez. Aí depois, ele voltou, essa época aqui que nós estamos vendo, ele tinha voltado ao poder, saiu do exílio, saiu do esconderijo, e voltou e está se levantando de novo. Mais para frente, ele vai ser vencido mais uma vez pela Síria, e aí ele não volta mais.
Mas o que Merodáqui quer? Com toda certeza, ele quer um aliado. Então, ele manda esses vencedores. As razões, e como vocês podem bem imaginar, até hoje a gente sabe que na política, as pessoas não fazem as coisas sem motivo, não é isso?
Os países não fazem as coisas sem motivo. Quando alguém faz um gesto de amizade, você diz assim, peraí, o que você quer? Quando alguém procura assim, poxa, você estava doente, está tudo bem com você, se é uma pessoa com amizade, você acha bom, mas se é alguém que não tem amizade, o que essa pessoa está querendo?
Às vezes até dos filhos a gente desconfia. Então, aqui você desconfia porque ele está enviando esse gesto de amizade e o que a gente conclui, isso não está na Bíblia, mas o que a gente conclui como o motivo mais provável é que ele queria um aliado.
Então, vamos continuar aqui para ver o que acontece. Versículo 13, Ezequias recebeu os mensageiros e lhes mostrou toda a casa de seu tesouro, a prata, o ouro, as especiarias, os melhores ungüentos, a sua casa de armas e tudo que havia nos seus tesouros.
Deixa eu só complementar com uma informação que nós temos em Isaías, o texto paralelo é Isaías 39, em Isaías 39.2 é quase idêntico, a história, o relato de Isaías 39 é quase idêntico a essa aqui, mas em Isaías 39.2 fala assim que Ezequias se alegrou com os mensageiros.
Ele ficou muito contente porque Babilônia, ainda que não estivesse lá no topo do poder, Babilônia era uma força como o Egito também muito maior do que Judá, Judá não é nem Israel todo, Judá é só um pedacinho de Israel.
Então Ezequias ele é um rei pequeno, ele é uma força pequena, um território pequeno, então ele recebeu mensageiros de um cara importante, então quando ele recebeu ele ficou muito feliz.
Entra aqui e tal, assim recebeu e foi, o que que ele fez? Ele mostrou todos os tesouros, era uma forma dele impressionar as visitas, era uma forma dele impressionar as pessoas que vieram não eram autoridades, mas essas pessoas não iam tirar fotos como hoje né, mas essas pessoas iriam relatar tudo que eles viram para o rei de Babilônia.
Então Ezequias quis impressionar, então ele mostrou todas as riquezas, eles tinham uma casa, um local especial para guardar todas as coisas que eles tinham de valor, armas, ouro, prata, ungüentos especiais, tudo que havia nos seus tesouros.
Coisa alguma houve que não lhes mostrasse, nem sua casa, nem todo seu domínio, puxa, ele tirou um tempo especial para mostrar tudo que ele tinha de valor na capital e até no domínio dele né.
Versículo 14, então e aqui a gente vê que mesmo em alguns reis que não eram tementes a Deus, o profeta muitas vezes tinha um poder que você percebe que os reis tinham medo, eles tinham, não era assim, alguns profetas foram presos e mortos pelos reis, o rei tinha esse poder.
Mas quando o rei era temente a Deus e porque o profeta realmente representava Deus, os reis ficavam de cabeça abaixa né, eles abaixavam a cabeça.
E aí você tem Natan que chega para o poderoso rei Davi e conta uma história e depois fala que ele que era o homem que pecou, então você vê e tem muitos outros exemplos de profetas né, tem Elias que chegava para o rei Acabe e mandava Acabe fazer as coisas.
Ajuda todos os profetas no Monte Carmelo, quem que manda aqui né, no caso Elias né, então olha a autoridade de Isaías, Isaías era uma pessoa próxima ao rei Ezequias, Ezequias procurava conselhos com Isaías, foi Isaías que deu a palavra de cura para Ezequias,
Isaías que disse Deus vai te dar um sinal sobrenatural, então claro que Ezequias ele ouvia o profeta, mas olha só como o profeta chega sem ser convidado e chama atenção.
Então o profeta Isaías veio rei Ezequias e lhe perguntou, que disseram aqueles homens, não é da sua conta, eu que sou rei aqui, que disseram aqueles homens, nós tivemos uma reunião de estado, você não tem que saber isso, que disseram aqueles homens e de onde vieram a ti?
Ele respondeu só a segunda pergunta, por isso que eu sempre falo quando às vezes eu mando uma mensagem, principalmente por escrito né, nem todo mundo é assim, mas muitas vezes quando eu mando uma mensagem com três perguntas a pessoa costuma responder só uma, então eu aprendi assim que se eu quero três respostas eu mando uma pergunta, espero responder,
depois eu mando outra pergunta, porque as pessoas às vezes não, aqui Isaías fez duas perguntas, mas ele ganhou uma resposta só, que disseram aqueles homens e de onde vieram? Ezequias só respondeu a segunda, de um país muito distante vieram de Babilônia, é quase como Ezequias também está tentando impressionar Isaías, de onde vieram?
Isaías, eu recebi um pessoal muito importante, é um país distante, as pessoas vieram de longe para me ver, Ezequias está todo cheio dessa importância que deram para ele, perguntou o profeta, que viram em tua casa?
Não está parecendo que ele já sabe a resposta? Lembra aquela história de Eliseu e Naamã, e depois Geazi foi fazer de conta que Eliseu tinha enviado para pedir uns presentes e tal, aí quando ele voltou, Eliseu perguntou assim, o que você foi fazer?
E Geazi mentiu, mas Eliseu sabia, assim, eu não vi tudo que você fez, eu não vi quando você pediu aqueles presentes, então aqui também com certeza Deus enviou Isaías e já contou tudo para Isaías.
Isaías perguntou dando uma chance para Ezequias falar, e aqui nesse caso Ezequias conta a verdade, Ezequias não mente, mas é uma oportunidade que Ezequias tem de contar, de ser exposto e de Deus corrigir.
Então, que viram em tua casa? Respondeu Ezequias, tudo que há em minha casa viram, ele não negou, tudo, coisa nenhuma há nos meus tesouros que eu não lhes mostrasse.
Então disse Isaías a Ezequias, ouve a palavra do Senhor, vem dias em que tudo que houver em tua casa e que teus pais entesouraram até o dia de hoje, será levado para Babilônia.
Não ficará coisa alguma, assim como ele mostrou tudo e não deixou de mostrar nada, então tudo que você mostrou sem sobrar nada vai ser levado para Babilônia.
Não ficará coisa alguma, diz o Senhor, até mesmo teus filhos que procederem de ti. Olha só um parêntese aqui, nesse momento Ezequias não tem filho, porque isso aqui acontece quase que paralelamente a doença e lembra,
Deus deu 15 anos para ele e o filho mais velho dele, Manassés, assume o trono com 12 anos, ou seja, foi 3 anos depois, então nesse momento Ezequias não tem filho e Isaías ainda está falando,
até mesmo teus filhos que procederem de ti, que tu gerares, tomarão, o pessoal de Babilônia, tomarão para que sejam eunucos no palácio do rei de Babilônia.
Então disse Ezequias a Isaías, boa, boa é a palavra do Senhor que disseste. Acabou de falar que vai tudo para Babilônia, como que é boa a palavra? Pois pensava não haverá paz e segurança nos meus dias.
Então vocês já sabem que a gente pode então colocar aqui um grande X, porque aqui foi o grande problema da vida de Ezequias, esse aqui foi a grande falha da vida de Ezequias.
Então eu vou mostrar o texto paralelo em Crônicas que é importante, Crônicas lembra que nós temos 3 relatos de Ezequias, temos Segundo Reis, Segundo Crônicas e Isaías.
Nesse caso, na verdade, esses 2 relatos, a Infermidade e esse episódio dos Mensageiros de Babilônia, o relato completo está em Segundo Reis e Isaías, Segundo Crônicas menciona, mas nós já vamos lá.
É interessante que Segundo Crônicas não conta toda essa história, mas tem um detalhe que eu sempre falo com vocês, tem histórias na Bíblia que a própria Bíblia interpreta e tem histórias que a Bíblia não interpreta.
Então tem coisas que as pessoas afirmam, eu sempre, quando eu me lembro, quando eu me dou conta que estou colocando uma opinião minha, eu procuro dizer assim, olha gente, isso aqui a Bíblia não afirma, mas parece isso, a gente pode olhar textos paralelos, a gente pode olhar assim como que Deus age nas Escrituras.
Então a gente tira algumas conclusões, mas quando a Bíblia não afirma, eu vejo muitas pessoas afirmando coisas e dizendo assim, não, foi isso que aconteceu, é por isso, por exemplo, nessa história de Ezequias.
Ezequias não deveria ter pedido a Deus para curar a doença, porque o que aconteceu depois da doença foi ruim, que é, Manassés ter nascido, antes não tivesse um filho do que ter um filho como Manassés, e ter acontecido isso.
Então muitas pessoas concluem que Ezequias não deveria ter pedido, quando Deus falou, põe a tua casa em ordem que você vai morrer, ele deveria ter falado, sim senhor, então me leve em paz, eu coloco minha casa em ordem, eu dou as instruções, eu me arrependo de tudo, estou em ordem, posso partir.
Mas a Bíblia não diz isso, e isso é outra coisa que a gente entende pelo contexto, que na verdade essa grande vitória que Deus deu, que nós vamos estudar em seguida, essa grande vitória sobre o Rei da Síria, aconteceu depois da doença.
Nós não temos base bíblica para dizer que Ezequias não deveria ter pedido a cura, e nós mostramos também que quando Ezequias pediu a cura, Deus respondeu muito rápido, ainda deu um sinal, ou seja, Deus mostrou que ele queria curar.
Então percebe, então tem coisas que a gente não tem uma interpretação bíblica, porque Deus podia, então vou dar um conselho para Deus, um conselho atrasado, porque já aconteceu há muito tempo, não adianta dar esse conselho para Deus.
Mas, Deus, por que que o Senhor não deu, já que Manassés vai nascer daqui 3 anos, dá uns 2 anos, dá tempo de ter essa vitória, e aí vai. Por que que Deus deu 15 anos?
Então são coisas que nós não temos uma resposta clara. Eu sempre digo, nós podemos estudar, nós podemos perguntar, nós podemos buscar respostas, mas toda a resposta nossa, quando a Bíblia não afirma, nós temos que dizer, olha, é minha opinião, é possível, eu não posso afirmar, porque a Bíblia não deu.
Mas nesse caso aqui, nessa história, nós vamos encontrar algumas coisas em crônicas que vão nos ajudar. Mas primeiro só, deixa eu colocar uma coisa interessante aqui.
Essas 5 coisas que nós estamos mostrando, que Deus estava ensinando Ezequias a confiar. Confiar no Egito, que foi o primeiro desafio, foi algo bem no início.
Ezequias ainda não tinha aprendido. Lembra que sim, nós estamos vendo que ninguém nasce, nem nasce espiritualmente confiando. Você não tem confiança já como uma coisa natural.
Você não começa a sua história com Deus confiando em Deus. A confiança é construída, é como nas pessoas, num amigo, você não vai confiar, você não vai ser apresentado a uma pessoa e confiar naquela pessoa no primeiro dia.
Você vai conviver com a pessoa até confiar. Nós sabemos que Deus é digno de toda confiança, mas a gente não sabe, é mais ou menos aquela história, você confia que Deus vai te curar, que Deus vai te tirar da sua aflição.
Eu sei que Deus tem poder, agora se ele vai fazer isso na minha vida, se Deus gosta de mim, se Deus vai com minha cara, isso a gente não sabe. Claro que não é uma coisa de preferência pessoal, mas a confiança em Deus é algo que é construída.
Então veja como basicamente a ideia é confiar diante do desafio da ameaça da Síria.
Exequias é outra coisa que a gente fala assim, você confia de ser fiel a Deus diante da perseguição? Você pode dizer, eu acho que eu não sei se eu seria capaz de confiar se colocasse uma arma na minha cabeça e falar assim nega Jesus, eu não sei se eu seria capaz.
Por que? Porque você não está enfrentando isso. Então essa coisa de confiar diante de uma ameaça teórica, possível, potencial, isso a gente não sabe, você vai saber se você tem confiança na hora que você enfrenta.
Você confia, se o médico te falar que você tem uma doença terminal, você confia em Deus, eu não sei, eu vou saber o dia que eu enfrentar isso. Então essas coisas a gente precisa passar por situações para saber se realmente o que Deus plantou em nós vai dar fruto.
Mas o que eu quero mostrar é o seguinte, aliança com Egito, aplacando o Rei da Síria, levantando segurança, são todas coisas relacionadas a uma ameaça real.
Ezequias não estava imaginando, ele não estava deixando de fazer aliança com Egito só por uma questão teórica, não, ele tinha uma ameaça, ele tinha uma situação prática.
Ele sabia que a Síria ia invadir, ia tentar dominar, já tinha feito com as dez tribos, é só uma questão de tempo, vai chegar em mim também. Então não era uma coisa teórica. A enfermidade também não era uma coisa teórica.
As duas coisas, então essas três primeiras desafios, tudo relacionado com a Síria. O quarto desafio relacionado com uma enfermidade fatal.
E esse aqui? O que é isso aqui? É um pouco parecido essa situação de receber os mensageiros de Babilônia, é um pouco relacionado com a questão do Egito.
Mas não parece, aqui fica difícil da gente saber em que momento da história da invasão da Síria, em que momento. Será que Ezequias estava indo com medo do Rei da Síria e pensou "coisa boa, Babilônia está mandando esses mensageiros, ele vai me ajudar?"
Pode ser, mas a gente não pode, como eu falei assim, a gente não pode ir além do que está escrito. O que que a gente tem escrito aqui?
Que Ezequias, por que que Ezequias mostrou todos os tesouros dele? Por que? Porque ele ficou muito feliz com a atenção, com a honra, com aquilo que ele estava recebendo através dessa visita.
Ele se sentiu importante, ele se sentiu assim como alguém que estava sendo muito reconhecido. Então por isso que Ezequias ficou muito feliz com a chegada dos mensageiros.
Ele ficou muito feliz com isso. E aí ele mostrou para eles todos os tesouros que ele tinha. Que era uma questão de impressionar. A gente fala assim, ele estava se mostrando.
Ele estava assim, exibindo o que ele tinha. Então ele ficou muito feliz com isso. Então o que eu queria colocar para vocês é que tem várias situações que a gente precisa confiar.
E é muito óbvio que a gente precisa confiar quando a gente está enfrentando perigo. É muito claro que você precisa confiar quando vem um cara, uma potência como a Síria, contra nós, que somos muito menores, você tem que confiar.
É muito óbvio que você precisa confiar quando você tem uma doença fatal. Se tem uma doença que existe cura, que existe tratamento, você fala Deus, senhora, mas é uma situação diferente.
Agora se você tem uma doença que o médico fala, senhora, isso aqui eu não posso fazer nada. E para Ezequias naquele tempo a maioria das doenças eram assim, porque não tinha muito avanço na medicina. Mas era uma doença fatal, então claro que Ezequias precisava confiar em Deus.
Agora qual que é o desafio de confiar em Deus aqui? Aparentemente não era tanto uma questão de confiar em Deus, mas é. Porque em relação a essa visita de Babilônia, ele estava recebendo honra, ele estava sendo exaltado.
Essa tensão que o rei de Babilônia estava dando para ele, invadeceu o coração de Ezequias.
Então agora, pensando nisso, vamos para 2 Crônicas 32 e vamos ler o que está escrito lá, porque essa parte da história de Ezequias é muito resumido em Crônicas, mas tem essa chave, tem uma interpretação que a própria Bíblia dá, então isso nos ajuda a entender.
Então vamos para 2 Crônicas 32 e versículo 24.
Naqueles dias, adoeceu Ezequias e estava à morte. Orou ao Senhor, o qual lhe respondeu e lhe deu um sinal.
Olha como ele resumiu aqui. Toda aquela história que a gente viu nas últimas duas aulas, são vários versículos, Crônicas resume num versículo só.
E ele contou tudo aqui, né? Ezequias ficou doente até a morte, não conta que Isaías chegou e falou "você vai morrer", não fala nada sobre isso, mas fala que Ezequias orou, que Deus curou e que Deus ainda deu um sinal.
Então, é um resumo bem feito, que tem todas as informações principais. Agora, olha o versículo 25.
"Mas Ezequias não correspondeu ao benefício que lhe foi feito, pois o seu coração se exaltou pelo que veio grande ira sobre ele e sobre Judá e Jerusalém."
Então, aqui tem várias coisas que também são difíceis de interpretar, mas o que a gente percebe, e agora eu quero que vocês ou segurem aqui, ou só escutem o que eu vou ler.
No domingo passado, lembra que a gente leu uma espécie de Salma, uma oração que Ezequias fez depois que ele foi curado, lembra? Isaías 38.
Eu só quero ler um versículo para vocês e comparar com isso aqui. Quando Ezequias estava doente, e olha gente, isso é bem como a gente faz também, vocês podem, cada um pode se ver dentro dessa história.
Quando você está doente, você fica orgulhoso ou você fica humilde? Quando você está bem doente, ou a doença, você pode colocar outras coisas, quando você está numa crise financeira,
quando você está em algum problema que você sabe que você não consegue resolver, não é isso? Então, tem uma situação, tem alguém na sua família que está longe de Deus, sei lá, qualquer tipo de situação que é algo que você não resolve.
Então, o que você faz? Você fica humilde e clama a Deus. E Isaías 38.15, nessa oração que Ezequias faz depois de ser curado, olha, depois de ser curado, ele diz o seguinte,
"Mas o que direi? Ele, Deus, falou comigo e ele mesmo fez isto." Agora quero que, se você gosta de marcar sua bíblia, eu quero que você sublinhe ou realça essa frase aqui.
"Andarei humildemente todos os meus anos, lembrando da margura da minha alma." Por que ele não fez isso?
Nessa hora, ele tinha uma visão correta. Ele disse, "Deus, eu estava morrendo e o senhor respondeu minha oração, o senhor me devolveu a vida, o senhor me deu um sinal sobrenatural muito forte do sol,
e o que eu vou dizer diante disso? Eu vou andar humildemente todos os dias." Então, agora voltando para segundo crônicas 32. O que diz aqui? Que Ezequias não correspondeu.
Então, aí vem minha pergunta, mas isso é uma outra situação, isso não é questão de confiar, não, é confiar. Confiança, uma outra coisa bem interessante para a gente ver aqui,
que confiança, como eu tenho enfatizado, quando que você sabe se você confia? Quando você está no meio de uma crise, diante de uma ameaça, de um perigo,
de uma situação muito forte que você não consegue resolver. Então, nessa hora, seja uma perseguição, seja uma crise financeira ou de doença ou qualquer outra,
quando você enfrenta uma situação difícil, é nessa hora que você tem que confiar, mas vamos retificar essa frase. A confiança, ela não é só no momento de crise.
A confiança é uma situação, é uma atitude que Deus quer nos ensinar que deve ser constante. E eu tenho falado isso em várias ocasiões,
dependendo da história que nós estamos estudando, que é mais difícil, vamos mudar a frase, é mais fácil você confiar, apesar de ser uma coisa difícil, mas é mais fácil você confiar
na hora que você está enfrentando a crise, do que confiar na hora que tudo vai bem. Por que? Porque na hora da crise você vai dizer "Deus, se o Senhor não me salvar, eu estou perdido".
Você pode não confiar, mas você está reconhecendo que você não tem a solução. E de certa forma, quando você se volta para Deus e diz "Deus, só o Senhor pode me salvar,
só o Senhor pode me socorrer", quando você diz isso, mesmo que você fala assim "Deus", é como aquele pai do menino que estava com epilepsia,
e Jesus perguntou "Você crê?" e o pai falou para Jesus. Alguém lembra o que ele falou? "Eu creio, mas me ajuda porque eu não creio".
É mais ou menos assim. "Eu creio, mas me ajuda porque eu acho que eu não estou crendo". Então, isso para Deus é suficiente. Maravilhoso, né?
Isso é suficiente. Deus não exige mais do que isso. Você reconhece que você não soluciona e você até reconhece que você não tem capacidade de crer.
E eu mostrei alguns domingos atrás que o próprio Jesus clamou a Deus e falou assim "Deus meu, Deus meu, por que me abandonaste?"
Isso é o filho de Deus confiando em Deus. Então, se Jesus se sentiu abandonado, se ele sentiu esse pavor e até pediu a Deus passar o cálice,
então isso significa que nós podemos confiar em Deus mesmo na nossa fraqueza, mas é aquela história.
Senhor, a quem eu vou recorrer? Eu não tenho outro lugar.
Mas o problema é que quando as coisas vão bem, nós temos aonde, ou achamos que temos aonde recorrer.
Nós achamos que podemos recorrer ao nosso dinheiro, nós achamos que podemos recorrer à segurança, à proteção, aos muros que nós construímos.
Sei lá, a gente acha que pode. Então, o que aconteceu aqui nesse momento?
Ezequias estava enfrentando uma situação onde, pelo menos nesse momento, eu não sei reproduzir exatamente, a gente não sabe exatamente que momento da história
que esses mensageiros vieram, se Ezequias ainda estava com medo da Síria e por isso que ele queria ajuda da Babilônia, a gente não sabe exatamente isso.
O texto nos mostra que Ezequias ficou muito contente com a visita deles porque era uma exaltação, era uma honra para ele receber isso.
Então ele passou nesse momento que não tinha, pelo menos dentro da história, não aparece uma ameaça.
Então isso que eu queria mostrar, desafios para confiar em Deus, mais difícil, deveria ser o mais fácil.
Quando você está numa situação que não está enfrentando uma ameaça, deveria ser fácil confiar em Deus.
Mas é mais difícil você reconhecer que tudo veio de Deus e por que eu vou me orgulhar sobre algo que eu não tenho.
Eu queria ler com vocês também um texto que explica exatamente isso que em 1 Coríntios 4 e versículo 7.
Em 1 Coríntios 4, 7 fala assim, "Pois quem te faz diferente?"
Ele está falando assim, as pessoas, uns estão se achando melhores do que os outros, então quem te fez diferente?
O que tens tu que não tenhas recebido? Percebe?
O que você tem que você não recebeu? Não, eu trabalhei, é diferente, isso aqui eu trabalhei, eu ganhei.
Eu tenho uma casa, eu tenho um carro, eu tenho isso, eu tenho uma família porque eu fui, nós como pais somos muito bons e a gente criou os filhos certinho.
Então a gente pensa que tem alguma coisa que a gente tem, o que a gente fez, o que a gente produziu que é mérito nosso.
O que você tem que você não recebeu? Se o recebeste, por que te glorias como se não o houveras recebido?
Então aqui diz tudo, né? Por que Ezequias ficou contente e mostrou tudo assim, ele quis impressionar?
Gente, isso é muito profundo, a gente às vezes vê umas sentenças de Deus,
por que Ezequias, lembra? Ezequias chegou para Ezequias e falou assim, aí eles viram tudo? Então tudo que eles viram vai para Babilônia.
Puxa Deus, mas que sentença dura. Eu sempre falo de Moisés, que Moisés aguentou, foi fiel, suportou aquele povo que murmurava, que criticava, que não ficava fiel,
Moisés fiel, Moisés sempre, né? Aí chega um momento no fim dos 40 anos que Moisés dá uma escorregada, em vez de falar para a rocha,
ele bate na rocha com a vara, quando Deus não mandou, e Deus fala assim, ah, você fez isso aí, então agora você não vai entrar na terra prometida.
Eu tenho uma tendência de pensar, puxa Deus, você foi muito duro com ele. Ou então Saúl, coitadinho de Saúl,
Saúl não fez nada tão sério como Davi, ele não aguentou esperar quando Samuel estava atrasado, quem estava errado era o Samuel, não era o Saúl,
se pensar desse jeito, né? Ele só manteve vivo o rei dos amalequitas e as ovelhas, assim sabe, parece, aos nossos olhos parece pouca coisa,
e aí Deus fala assim, ó, tirei você, você não vai, você não vai ficar no trono, sua descendência não vai ficar, então tem decisões de Deus que parecem duras,
e essa aqui é uma delas, né? Agora só assim, uma coisa para a gente observar, que eu acho que é verdadeiro, né, é uma conclusão, é uma dedução minha,
não só minha, eu vi outras pessoas pensando isso também, mas assim também, como eu falei, a gente não tem autoridade bíblica para afirmar isso,
mas é possível que seja que Deus não fala, olha, vocês, a nação de Judá vai para Babilônia por causa disso só,
isso Deus estava falando com Ezequias, olha, tudo que você mostrou vai para Babilônia, mas tem outras razões, né, depois nós vamos ver que Manassés e outros que foram antes,
assim, tem outras causas do cativeiro, claro que o cativeiro de Judá não foi só por causa desse episódio, ok?
Deus falou com Ezequias, olha, tudo que você mostrou vai para Babilônia, mas tem outras razões por isso, mas de qualquer forma, a sentença de Deus veio logo depois que ele fez isso,
então, lendo novamente, segundo Crônicas 32,25, "Mas Ezequias não correspondeu ao benefício que lhe foi feito, pois o seu coração se exaltou, pelo que veio grande ira sobre ele e sobre Judá e Jerusalém".
Então, esse versículo, ele vem logo depois da doença, fala que Ezequias não correspondeu, quando que Ezequias não correspondeu?
Aqui não diz, mas a gente aplica, parece que tem a ver com essa história que nós estamos contando hoje, né, não fala, aqui nesse versículo não fala, mas fala assim, "Depois da doença, Ezequias não andou em humildade".
Então, gente, primeira coisa assim, é muito, muito importante a gente entender isso, o grande perigo nosso, grande perigo, não é na hora que nós estamos passando por uma crise,
é perigoso você não confiar em Deus, você abandonar Deus, você falar "Ah, eu não sei, eu não vou confiar mais em Deus, eu vou procurar meu jeito", sim, é perigoso isso, mas normalmente não é o que a gente vê na Bíblia e normalmente não é o que a gente vê na nossa experiência,
quando você está em crise, você se volta para Deus, você busca, você jejua, você ora, você lembra de Deus muito mais do que nas horas em que tudo vai bem, então, o grande perigo na nossa vida é quando Deus visita, tem a história de avivamentos,
grandes avivamentos, quando que vem o grande problema, quando que o avivamento perde o poder, quando que Deus para de agir com milagres e poder, quando que ele para?
Quando a igreja começa a ficar orgulhosa, vaidosa e não confia em Deus, então o desafio para confiar em Deus é confiar em Deus quando as coisas começam a acontecer, Deus responde, Deus visita, Deus manda milagres, Deus cura, Deus salva, Deus começa a agir,
qual que é o grande perigo? Não confiar, não confiar significa o que? Eu não reconheço que isso veio de Deus, eu começo a achar que Deus está agindo é muito sutil,
começa assim, poxa, está vendo? Muitas vezes a gente não fala, e às vezes a gente chega até a falar, mas a gente começa não falando, a gente começa a pensar meio no subconsciente que Deus está operando na minha vida porque eu fui fiel, porque eu orei, porque eu sou uma pessoa boa, porque Deus gosta de mim, assim como quando a gente está buscando de Deus a cura, a gente pensa,
eu não sei se Deus gosta de mim mesmo, eu não sei se Deus vai responder minhas orações, eu não sei se Deus liga, então errada as duas coisas, Deus não responde nossas orações porque nós somos bons, então esse pensamento tem que sair, Deus não vai responder minha oração porque eu mereço, as pessoas até falam assim,
Deus podia curar, você merece, você é uma pessoa fiel, você é uma pessoa, não, não, Deus não opera porque eu mereço, então a gente tem que confiar em Deus na crise e a gente tem que confiar em Deus depois quando nem todas as crises têm um final positivo, às vezes nós passamos por crises e Deus não responde, isso acontece também,
mas quando Deus cura, quando Deus liberta, quando Deus traz a solução, quando tudo está fluindo bem, essa é a hora mais difícil porque eu tenho que confiar que o que está acontecendo na minha vida veio pela misericórdia de Deus,
tudo, como acabamos de ler em Coríndios, que tudo que eu tenho eu recebi, então cabe gratidão, não vanglória, cabe gratidão, eu devo agradecer a Deus, eu devo ser realmente agradecido a Deus por tudo que ele tem feito, então esse é o desafio, nós estamos falando sobre desafios, quais são os desafios para a gente confiar em Deus,
então esse é um desafio grande e Ezequias não passou no desafio, ok, agora exatamente aqui no versículo 25 fala que pelo que veio grande ira sobre ele, essa ira, o que que era, então aqui não dá para a gente saber exatamente,
talvez foi essa palavra que Isaías deu, olha, tudo que eles viram eles vão levar embora para a Babilônia, nós não sabemos exatamente, mas é bem provável que seja, mas o versículo 26 vem depois,
"Então Ezequias se humilhou pela soberba do seu coração, ele e os habitantes de Jerusalém, por isso a grande ira do Senhor não veio sobre eles nos dias de Ezequias".
Então é bem interessante isso, porque nos relatos que tem, nós temos segundo Reis e Isaías, a história do jeito que está contado lá, a história termina assim, a história de Ezequias termina assim,
mas é interessante saber que aqui está dizendo que a história de Ezequias não terminou, assim, quando entenderam, a ideia é que em segundo Reis fala do grande livramento, tem uma grande vitória,
aí depois da grande vitória ele conta a enfermidade e a última história, a última história em Reis e Isaías é essa história aqui de Babilônia, que termina Deus falando,
por causa do que você fez, já que eles viram tudo, tudo que eles viram eles vão levar para Babilônia, e aí Ezequias fala essa frase tão triste, como que um homem de Deus, como que um homem que nós temos visto que talvez,
depois de David, talvez tenha sido o homem mais fiel, que mais buscou a Deus, como que alguém pode falar assim, puxa, ainda bem que vai ter paz e segurança nos meus dias e isso que você acabou de falar vai acontecer depois.
Uma coisa que está me ocorrendo agora, eu nunca pensei nisso, nessa hora ele não tinha filho, quando a gente tem filho você vai pensar, a desgraça vem depois, mas ainda bem que não vem nos meus dias, meu senhor,
eu preferia que acontecesse nos meus e não nos dias dos meus filhos, não é isso? Eu preferia isso, eu não queria morrer e pensar, eu estou morrendo em paz, mas vem depois que eu partir, vem uma coisa terrível, meus filhos ou meus netos vão enfrentar isso.
Então essa hora que Ezequias falou isso é uma hora muito triste, isso revelou algo muito infeliz no coração de Ezequias, mas aqui em Crônica está dizendo, Ezequias se humilhou depois, então graças a Deus que a vida dele não terminou assim.
Eu vou ler só mais um versículo aqui no capítulo 32, segundo Crônicas 32, agora versículo 31. "Contudo, no negócio dos embaixadores dos príncipes de Babilônia, que lhe foram enviados a perguntar acerca do prodígio que se fizeram naquela terra,
Deus o desamparou para testá-lo, a fim de saber tudo que havia no seu coração." Então aqui nós temos uma outra explicação, eu estou mostrando que segundo Crônicas não relatou nem a história da doença, só resumiu, e aqui também dos embaixadores de Babilônia também não contou a história, só falou.
Então naquele negócio, Crônicas com toda certeza foi escrito, foi compilado depois de Reis, então vamos dizer assim, quem fez essa compilação, que pode ter sido Esdras depois do cativeiro, ele sabia que tinha outro relato, então ele não repetiu.
Sabe aquele negócio dos embaixadores de Babilônia? Está no outro livro, pode conferir lá, mas ele dá aqui uma explicação, essa análise que é muito importante, quando a gente tem essa análise na Bíblia, então a gente não precisa especular,
a gente não precisa ficar imaginando, talvez não, a gente sabe que naquele negócio dos embaixadores, dos príncipes de Babilônia que foram enviados, e aqui que fala, eu mencionei assim, eles foram para saber daquele prodígio, daquele sinal,
eu fiquei sabendo que o sol voltou, como é que foi essa história né? Deus o desamparou, como assim? Por que que Deus vai desamparar alguém? Deus o desamparou para testá-lo, a fim de saber tudo que havia no seu coração.
Então na próxima aula nós vamos falar sobre essa questão, por que que Deus nos prova? Por que que Deus manda testes? No Pai Nosso fala assim, geralmente a nossa versão, a nossa tradução fala "não nos deixeis cair em tentação",
mas a original é "não nos leves a tentação", mas se você está pedindo "não nos leves" é porque às vezes Deus leva. Como assim? Deus nos leva, então a gente vai falar um pouco sobre esse assunto da provação.
Aqui só queria, só firmando isso, esse versículo eu lembro há muito tempo, esse versículo que sempre me chamou muito minha atenção, porque é um versículo que explica muita coisa.
Por que Deus, o que que está dizendo, o que que está implício nesse versículo? Nós vamos explorar mais semana que vem, só quero dar esse pensamento aqui. Deus muitas vezes nos protege, é por causa da presença de Deus que muitas vezes nós não caímos em tentação.
É a proteção de Deus, por isso que Jesus ensinou no Pai Nosso "não nos leves, não nos faças cair em tentação".
Então, mas às vezes o próprio Jesus, Jesus foi guiado pelo Espírito Santo para o deserto para ser provado pelo diabo, ele foi levado pelo Espírito Santo, então muitas vezes Deus nos protege, mas em alguns momentos isso faz parte do treinamento de Deus.
Isso aqui, tudo que nós estamos vendo com Ezequias é um treinamento, a minha ideia, aqui eu estou falando, minha ideia.
Por que que eu estou falando sobre todos esses pontos antes de falar sobre o grande acontecimento na vida de Ezequias que foi a vitória?
Porque eu vejo a possibilidade, essas três primeiras coisas, certeza, mas essas últimas duas que a Bíblia coloca como depois, assim, relata depois, talvez aconteceram antes.
Se aconteceram antes, significa que Deus estava preparando Ezequias durante todos esses passos para enfrentar o grande desafio da vida dele, que foi o exército da Síria.
Então, se Deus está nos ensinando, então, mas às vezes ele precisa, nesse treinamento, como é que acontece o treinamento?
Quando o instrutor, vamos dizer que você está aprendendo a pilotar, claro que nas primeiras lições é o instrutor que faz tudo.
O instrutor não é bobo, para ficar lá em cima no ar, deixando você fazer as coisas.
Mas aí vai passando, mais e mais vai passando para aquele que está aprendendo a ser piloto.
Mas chega uma hora que o piloto precisa mostrar que ele sabe sem perguntar.
O piloto, o instrutor, pode até estar do lado dele, mas vai ter momentos que o instrutor não vai falar nada.
Eu quero saber se você sabe. É mais ou menos isso.
Tem momentos em que Deus nos protege, tem situações em que Deus está junto, a presença dele.
Você não vai deixar a presença de Deus para escolher uma coisa ruim, mas tem momentos em que a presença de Deus não está forte do seu lado.
Ele está, você não sente, você não percebe.
Por isso que fala assim, Deus o desamparou, Deus o deixou sozinho.
Então isso é uma coisa. Por que Deus faz a gente passar por provas?
Primeiro porque ele quer que a gente aprenda, ele quer saber se nós estamos sabendo fazer ou não.
E a segunda coisa que ele fala aqui é que Deus o desamparou para testá-lo a fim de saber tudo o que havia no seu coração.
Ah é? Deus não sabia que estava no seu coração?
Claro, Deus sabia. Quem não sabia era Ezequias. Quem não sabe sou eu.
Deus deixa a gente passar por situações para a gente perceber o que está no nosso coração.
Então aí a gente entende Ezequias quando ele foi, quando ele enfrentou essa situação dos mensageiros de Babilônia.
Ao invés de falar assim, eu não vou, eu não vou entrar nisso.
Eu vou falar um pouco mais sobre isso semana que vem também, mas por que?
Por que ele não podia ser amigo dos mensageiros de Babilônia?
Não era Babilônia que estava ameaçando.
Por que ele não podia ser amigo? Por que ele tinha que ser cauteloso?
Por que ele tinha que ter, ele podia ter recebido os mensageiros e falou assim, ah tá bom, muito obrigado.
Aqui uma refeição para vocês e vão em paz.
Ele não podia ter se aproximado, ele não podia ter se tornado amiguinho.
Babilônia não é, como eu falei assim, tem segundas intenções.
Ele não estava interessado no bem estar de Ezequias.
Ele tinha um objetivo e nós como cristãos precisamos saber como que nós podemos fazer.
Que momento que é para ser aliado, que momento que não é para ser.
E o que foi a causa da queda dele, foi ele ficar exaltado.
Ele ficar, em vez de aproveitar assim, olha, eu não tenho nada para me vangloriar.
Tudo que Deus me deu, foi ele que deu.
Então ele tinha que ter agido de uma forma diferente.
Ezequias falhou nesse momento de mostrar tudo para os embaixadores.
E ele falhou no segundo momento quando Isaías deu a sentença e ele falou aquela frase infeliz.
Ainda bem que não vai ser no meu tempo.
Então Ezequias, o que Deus estava fazendo?
Estava mostrando que estava no coração dele.
Pelo que eu estou entendendo de segundo crônicas 32, Ezequias se arrependeu.
Não tem todas as pontas para a gente afirmar isso.
Mas parece, pelo que fala aqui, que ele se exaltou, se tornou orgulhoso.
Deus falou que estava irado, mas ele se humilhou e Deus retirou sua ira.
Então as coisas acontecem para a gente poder se arrepender.
Então na semana que vem a gente vai falar um pouquinho mais sobre essa questão de prova.
Porque Deus nos prova quais são os objetivos e quais são os tipos diferentes de provas que temos diante de Deus.
Senhor, nós queremos realmente aprender a confiar em Ti.
Sabemos que, ou nos nossos dias, ou muito em breve, não só nós, não só a igreja,
não só nossos filhos, não só a próxima geração, mas o mundo inteiro vai enfrentar grandes desafios.
E nós precisamos aprender a confiar em Ti.
Por isso, Senhor, nós pedimos ajuda-nos a aproveitar as lições, ajuda-nos a usar as experiências que o Senhor está nos dando,
mesmo naquelas que a gente não foi aprovado.
Mas nós queremos aproveitar essas situações para aprender a confiar em Ti.
Pedimos isso em nome de Jesus. Amém.
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